A “Carne Fraca” pergunta: quem regula os reguladores?
Mais um exemplo prático de como as regulamentações garantem a prosperidade dos vigaristas

A notícia está em todos os portais. Vale a pena lê-la na íntegra porque ela desnuda por completo, ainda que involuntariamente, todo o mito do "estado regulador e protetor dos consumidores".

PF deflagra 'Carne Fraca' contra corrupção na Agricultura

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira, 17, a Operação Carne Fraca para combater corrupção de agentes públicos federais e crimes contra Saúde Pública. Executivos do frigorífico JBS e da empresa BRF Brasil foram presos.

O esquema seria liderado por fiscais agropecuários federais e empresários do agronegócio. Segundo a PF, a operação detectou em quase dois anos de investigação que as Superintendências Regionais do Ministério da Pesca e Agricultura do Estado do Paraná, Minas Gerais e Goiás 'atuavam diretamente para proteger grupos empresariais em detrimento do interesse público'.[...]

"Os agentes públicos, utilizando-se do poder fiscalizatório do cargo, mediante pagamento de propina, atuavam para facilitar a produção de alimentos adulterados, emitindo certificados sanitários sem qualquer fiscalização efetiva."

Segundo os investigadores, as irregularidades noticiadas e relacionadas à empresa Peccin Industrial Ltda. foram confirmadas por Daiane Marcela Maciel, auxiliar de inspeção da empresa entre agosto/2013 e setembro/2014.

A Carne Fraca aponta que a auxiliar 'atestou a existência de diversas irregularidades na empresa, como a utilização de quantidades de carne muito menor do que a necessária na produção de seus produtos, complementados com outras substâncias, a utilização de carnes estragadas na composição de salsichas e linguiças, a 'maquiagem' de carnes estragadas com a substância cancerígena ácido ascórbico, carnes sem rotulagem e sem refrigeração, além da falsificação de notas de compra de carne".

"Dentre as ilegalidades praticadas no âmbito do setor público, denota-se a remoção de agentes públicos com desvio de finalidade para atender interesses dos grupos empresariais. Tal conduta permitia a continuidade delitiva de frigoríficos e empresas do ramo alimentício que operavam em total desrespeito à legislação vigente", diz a nota da PF.

O nome da operação faz alusão à conhecida expressão popular em sintonia com a própria qualidade dos alimentos fornecidos ao consumidor por grandes grupos corporativos do ramo alimentício. A expressão popular demonstra uma fragilidade moral de agentes públicos federais que deveriam zelar e fiscalizar a qualidade dos alimentos fornecidos a sociedade.

Esta notícia resume com perfeição aquilo que os teóricos libertários levaram vários livros e artigos acadêmicos para explicar: os estragos gerados por um estado regulador vão muito além da corrupção que tal arranjo é propício a gerar (como perfeitamente ilustra a notícia). Ainda pior que a corrupção é o fato de que o próprio mercado é completamente distorcido em prol dos grandes e contra os pequenos. E, como consequência, tudo se torna muito mais inconfiável e desonesto.

Comecemos pelo básico.

Consequências nefastas da regulação estatal

Quando o estado adquire poderes regulatórios para determinar "quem é bom e quem é ruim", os adjetivos "bom" e "ruim" perdem qualquer relação com a qualidade do produto e se tornam totalmente relacionados ao poder financeiro do fiscalizado.

Como disse o jornalista libertário P.J. O'Rourke, "quando comprar ou vender se torna objeto de regulação, os primeiros a serem comprados são os reguladores".

No exemplo ocorrido, os reguladores estatais entraram em conluio com grandes empresários (todos eles ligados ao BNDES, vale ressaltar) e, em troca de propina, emitiram o selo de aprovação do Ministério da Pesca e Agricultura atestando que carnes podres eram, na realidade, carnes boas e próprias para consumo.

Como este selo de aprovação estatal é inquestionavelmente aceito por todos como sinônimo de "inspeção rigorosa" — pois as pessoas estranhamente confiam cegamente no estado e em seus funcionários públicos —, os escroques garantiram uma vantagem no mercado. E por causa do estado.

Consequentemente, aqueles produtores honestos e que realmente se esforçaram para produzir carne de qualidade sofreram um "dumping": as carnes podres e mais baratas, chanceladas pelo estado, expulsaram do mercado as carnes boas e mais caras. Afinal, dado que ambas as carnes tinham exatamente o mesmo selo de qualidade, por que não ficar com a mais barata e famosa?

Vale ressaltar o óbvio: o Ministério da Pesca e Agricultura (no caso, suas superintendências regionais) detém o monopólio das certificações e credenciamentos. Os vigaristas prosperaram no mercado justamente porque gozavam do selo de qualidade do órgão estatal. Eles apresentavam o selo e seus produtos eram logo aceitos.

Ao passo que, em um mercado livre e concorrencial, os produtos de maior qualidade se estabelecem, em um mercado regulado e controlado pelo governo, só se estabelece quem tem mais poder de propina.

Regulação privada e concorrencial

Caso houvesse uma regulação genuinamente concorrencial, na qual certificadoras privadas — concorrendo entre si e batalhando por sua reputação — fossem as responsáveis por inspecionar a qualidade das carnes, alguém consegue imaginar o que ocorreria com uma certificadora que fosse flagrada em suborno? Quais as chances de ela estar operando hoje no mercado? Qual empresa séria iria querer ostentar seu selo?

E, caso você pense que isso é utopia, saiba que tal arranjo já existe. Ele está ao seu lado agora, neste momento. Pegue algum produto elétrico ou algum eletrodoméstico em sua casa e você encontrará um selo ou da UL (Underwriters Laboratories) ou da CSA, ou da ETL

A UL, a mais famosa delas, é uma certificadora privada e independente fundada em 1894, e que certifica cerca de 20.000 produtos diferentes — eles emitem 20 bilhões de selos por ano.

Assim como suas outras concorrentes, estes selos privados têm credibilidade, pois competem no mercado e dependem de sua reputação para sobreviver.  Uma vida perdida por conta de um produto mal-testado pode significar sua falência. 

Já o "selo do rei" não tem credibilidade, pois não compete no mercado. Mas tem monopólio e, por isso, sua baixa reputação não o faz perder clientes. 

No caso do Ministério da Agricultura, como se trata de um órgão estatal e monopolista, não apenas ele continuará firme no mercado, distribuindo atestados de qualidade por aí a fora, como também tornará mais difícil a vida de empreendedores honestos. Afinal, por que continuar confiando em um órgão estatal monopolista que distribui selos igualmente para honestos e para escroques, sem seguir nenhum critério de mercado e, exatamente por isto, sem se preocupar com as consequências de suas atitudes? 

Um órgão estatal monopolista não opera seguindo o mecanismo de lucros e prejuízos que apenas o mercado impõe, o que significa que ele não possui nenhum incentivo para ser criterioso. Errando ou acertando, sua reserva de mercado continuará intacta, assim como o polpudo salário de seus burocratas. Quem ostenta o selo do Ministério da Agricultura não traz consigo garantia alguma de ser idôneo. E um selo concedido a vigaristas não gera nenhuma punição para o órgão estatal.

Anti-concorrência

No entanto, o objetivo do Ministério da Agricultura, bem como o de qualquer agência reguladora, sempre foi um só: proteger os poderosos e já estabelecidos, dificultando o empreendedorismo dos menos financeiramente capacitados. Esta notícia foi apenas mais um exemplo prático do inexaurível conluio entre a burocracia estatal e os grandes interesses econômicos com o intuito de garantir fatias de mercado para alguns poucos privilegiados. 

Para quem discorda e sinceramente crê na benevolência estatal, fica a pergunta: se o estado está realmente interessado no bem-estar da população, então por que ele não permite a proliferação de certificadoras privadas concorrendo livremente no mercado? A oferta de serviços seria abundante, mais barata e mais rápida. Uma quantidade muito maior de produtos seria certificada.

Por que monopolizar e restringir este mercado essencial?  Pior ainda: por que restringi-lo apenas à supervisão de burocratas estatais, justamente as pessoas menos sensíveis às consequências de maus resultados?

Apenas imagine se fosse uma certificadora privada que houvesse feito essa lambança. O que aconteceria com ela? Haveria conserto para a sua reputação? Haveria apenas falência e cadeia. Uma certificadora privada que participasse deste conluio seria imediatamente denunciada por suas concorrentes, que estariam ávidas por sua quebra para então assumir sua fatia de mercado.

Conclusão

Essa notícia foi um duplo baque para os intervencionistas desenvolvimentistas.

Em primeiro lugar, um grande conglomerado empresarial surgido por meio de subsídios estatais do BNDES — a trágica política lulista de criar "campeãs nacionais", a qual também se degenerou na derrocada da Oi — foi flagrado vendendo carne adulterada.

Em segundo lugar, isso só foi possível porque a empresa anulou o pouco que restava da livre concorrência ao subornar os sacrossantos agentes fiscalizadores — que estavam ali exatamente para "regular e humanizar o mercado" — e com isso adquirir uma enorme vantagem no mercado.

Quem regula os reguladores? Quem pune empresas ruins que operam em um mercado protegido pelo governo?

O fato é que nunca haverá uma escolha entre regulação e ausência de regulação.  Sempre haverá uma escolha entre dois tipos de regulação: regulação feita por políticos e burocratas, ou regulação feita pelas forças do mercado. 

Sim, empreendedores salafrários existem aos montes. Só que, quanto mais livre e concorrencial for o mercado em que operam, mais restritas serão as chances de sucesso, e mais honestos eles serão forçados a ser. E eles terão de ser honestas por puro temor de que, uma vez descobertas suas trapaças, eles serão devoradas pela concorrência, podendo nunca mais recuperar sua fatia de mercado e indo a uma irrecuperável falência.

Por outro lado, quanto maior for a regulamentação governamental sobre um setor, mais incentivos existirão para a corrupção, para o suborno, para os favorecimentos e para os conchavos.  Em vez de se concentrar em oferecer bons produtos e superar seus concorrentes no mercado, as empresas mais poderosas poderão simplesmente se acertar com os burocratas responsáveis pelas regulamentações, oferecendo favores e, em troca, recebendo passes-livres — e também proteções, como restrições e vigilâncias mais apertadas para a concorrência.

O que tudo isto demonstra irrevogavelmente é que, quanto mais tarefas você delega ao estado, quanto mais monopólios você permite que ele detenha, e quanto mais regulamentações você defende que ele imponha, mais os trapaceiros se aproveitarão. E você será o maior prejudicado.

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Leituras complementares:

IVC - 51 anos de regulação privada no Brasil

A bem-sucedida regulação privada

Precisamos falar sobre o "capitalismo de quadrilhas"

O estado agigantado gerou o estado oculto, que é quem realmente governa o país

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SOBRE O AUTOR

Leandro Roque
é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.


"O Warren Buffett tem uma frase que para mim é sensacional, certa vez ele disse que "você deve confiar o seu dinheiro apenas a única pessoa que você tem certeza que nunca irá lhe passar a perna, você mesmo!".

Se for para investir em fundos ou qualquer outra aplicação gerida por terceiros prefiro ficar na renda fixa mesmo."

Isso me deixou curioso. Pelo que eu saiba o Warren Buffett investe em fundos de ações.

E mais, muitos empresários(ou trabalhadores que ganham muito) quando tem uma rentabilidade que deixa uma margem para investimentos pessoais, ele não o faz sozinho e sim por meio de holdings familiares apenas e exclusivamente para isso, e essas holdings são geridas por terceiros ou as mesmas se associam com um private banking de um banco ou vários bancos.
Pego exemplo o Abílio Diniz, ele tem a Península Participações, onde por meio desse fundo ele investe em outros fundos, ações, títulos e etc. Aliás os próprios banqueiros fazem isso, eles não colocam todo o dinheiro em seu próprio banco para investir, e investe parte dele em fundos de investimentos.
Os empresários que venderam recentemente suas empresas parece ser a regra, a grande maioria deles investem em fundos de invetimentos ou private banking porque não conhecem ou não sabem como gerir o dinheiro que auferiram na venda de sua empresa.

Portanto fica as seguintes perguntas: O private banking(clientes ricos) acaba se tornando pior do que investir sozinho? Se sim o por que?
Investir em um fundos de investimentos acaba se tornando pior do que investir sozinho? Se sim o por que?

Obs: Se a resposta for sim em todas as respostas, então vocês deveriam falar isso para os bilionários do private banking e dos fundos de investimentos que eles estão fazendo errado em confiar seu dinheiro em terceiros e começar a agir diferente, investir sozinho seus próprio dinheiro. E o que falar dos bancos de investimentos? Era para o UBS já ter ido a falência, porque obviamente os bilionários não são burros.
Sr. Capital Imoral

O artigo por você comentado, brilhantemente escrito, diga-se, refere-se à soberania que todo indivíduo deve ter para fazer diversas escolhas, em particular, ao direito de portar uma arma de fogo para defender-se.

O sr. dá a entender que acredita que por viver em coletividade um homem ou mulher não tem individualidade. Com todo o respeito, é algo bastante tacanho. Mas, não me surpreende vindo de alguém que diz buscar "socialismo e liberdade" ao mesmo tempo em que nega ser "dono"de si.

Por favor, divirta-nos mostrando como alguém que não é dono de si pode ser livre...

Ah, e antes que eu me esqueça, por favor, divirta-nos também contando mais sobre essa sua tese de que os traidores são os "neoliberais".

Deve ser por isso que Luiz Carlos Prestes, um comunista de carteirinha, entregou a sua esposa judia Olga Benário, grávida de 7 meses, a Getúlio Vargas, para ser deportada diretamente para a Alemanha nazista de Adolf Hitler em troca da sua liberdade.

Deve ser por isso que Fidel Castro traiu o governo dos EUA, que o apoiou na derrubada da ditadura de Fulgêncio Batista.

Certamente é por isso que socialistas/comunistas praticavam seus justiçamentos, para tanto bastando simplesmente desconfiar.

Provavelmente é por isso que governos socialistas/comunistas matam justamente o seu povo. Inclusive boa parte daqueles que ingenuamente os apoiavam por acreditar, como você, que socialismo significa liberdade e, chocados, começarem a perceber a cilada em que caíram tão logo os governos que ajudaram a subir ao poder chegam a ele.

Se isso não é "trair o coletivo", então, por favor, conte-nos o que é.

O Homem, com "H" maiúsculo, vive em coletividade. A coletividade é uma característica da espécie humana.

O homem, assim como a mulher, são indivíduos. E como tais, fazem suas escolhas. Coletivas e individuais. Inclusive quanto a quais coletivos pretendem seguir. E devem ter direito a elas. Isso inclui o poder de decisão sobre portar ou não arma de fogo.

Exatamente aí está o ponto. Aliás, vocês esquerdistas sabem muito bem usar o direito à individualidade quando ele lhes serve para vender suas idéias esdrúxulas. Ou você agora vai negar que as "feminazis" adoram bradar "meu corpo, minhas regras!"?

Seria divertido também ver o senhor, um orgulhoso filósofo e escritor, que diz que "já refutou Mises", explicando à essas mulheres sobre não ser seu dono, ser apenas uma ideia em prol do coletivo.

Sr. Capital Imoral, seus argumentos se baseiam inteiramente em uma visão completamente distorcida dos fatos. Algo, aliás, típico em esquerdistas. Distorcem a realidade ao sabor das suas conveniências para tentar adaptá-la à sua linha de raciocínio, se é que podemos dizer que há algum raciocínio em gente que nega a realidade à sua volta.

" Eu sou uma ideia, eu sou um espirito coletivo da busca pelo socialismo
e liberdade".

Sinto dizer, mas você terá de se decidir. Ou escolhe buscar o socialismo, ou o faz buscando a liberdade. Os mais de 100 milhões de mortos por esse regime nefasto e suas famílias (as que sobreviveram) certamente têm muito a dizer sobre liberdade no socialismo.

Diga em qual lugar do mundo socialismo e liberdade andaram juntos. A história mostra justamente o contrário. Socialismo sempre mostrou-se o oposto à liberdade e um sinônimo de autoritarismo. Norte-coreanos, cubanos, chineses, russos, venezuelanos, vietnamitas, cambojanos, romenos, poloneses, etc, têm muito a ensinar sobre isso.

Talvez você mesmo possa nos contar sobre como pode significar liberdade um regime que foi capaz de matar mais que a soma de todas as guerras do século XX. Pior: os mortos por esse regime eram do povo dos próprios países socialistas, não de países inimigos. Os povos que viveram sob esse regime sabem como ninguém o que é traição.

Mas, o senhor, iluminado como diz ser, poderia nos enriquecer contando quais países cujos governos adotaram idéias liberais provocaram o mesmo efeito.

Regimes socialistas só foram implementados às custas de repressão, violência e autoritarismo, com muito sangue derramado. Nem mesmo esse método e imposição garante a sua sobrevivência. Todos os regimes socialistas caíram de podres. Os que ainda sobrevivem estão cada vez mais fracos, sua vez de desmoronarem não tardará. E isso ocorre exatamente por causa da realidade. Não se pode negá-la eternamente.

Um dos grandes erros de vocês socialistas é tentar vender o capitalismo como se ele fosse uma espécie de entidade, algo criado artificialmente. Não percebem que o capitalismo é simplesmente a realidade entre as relações comerciais entre as pessoas. Liberais defendem o curso natural das coisas. O livre mercado.

Diferentemente do socialismo/comunismo, que um conjunto de teorias criadas por "pensadores" baseados exatamente na distorção da realidade. E que só pôde ser efetivamente implementado à força.

A julgar pelo fato de os mais bem sucedidos países do mundo adotarem, em variados graus, idéias liberais; mostra que quanto maior a interferência do Estado no cotidiano do cidadão, piores são as condições de vida da população, do coletivo.

Aí está uma lição para você pesquisar e estudar, sr. Capital Imoral. Tire os óculos ideológicos e observe o mundo à sua volta. Nada mais anti-socialista. Veja os rankings dos países com melhor IDH, com melhores indicadores de desenvolvimento. E veja quais são os países que mais implementam idéias liberais. Silogismo em estado puro.

Quanto à propriedade nada mais é que uma conquista daquele que trabalha duro por ela. Só questiona o direito à propriedade aquele que quer aquilo que pertence aos outros. Duvido que você abra mão das suas propriedades para ser coerente com o seu discurso contrário à ter esse direito.

Quando o fizer, senhor filósofo e escritor, aponte-nos, por favor, países sob regimes socialistas que estejam entre os primeiros em qualidade de vida, renda per capita, desenvolvimento humano, etc

Aí sim você estará refutando Mises. Do contrário, toda a sua ladainha de esquerdista só confirmará o quão ele está certo.





13 horas

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Gohan  17/03/2017 17:55
    Leandro, eu estava observando ultimamente o absurdo número de regulamentações e de impostos, nossas arcaicas leis trabalhistas, o nosso nacional-desenvolvimentismo típico de países fascistas, o esfarelamento do poder da nossa moeda e veio uma pergunta na minha cabeça: como o Brasil se sustentou por tanto tempo (desde meados da década de 30 até agora)?
  • Vitor  17/03/2017 19:26
    Essa sua pergunta me parece coincidir com muitas outras que são feitas por aqui, por diversos leitores, a todo o tempo.

    "Como que uma economia como essa (insira X lugar) consegue se manter?" ou "Como que isto ainda não colapsou?" e outras.

    A resposta é bem simples: não importa o quão ruim sejam as políticas de um determinado lugar, quão ruim sejam os incentivos, quão difícil seja melhorar a qualidade de sua vida, este lugar não irá, simplesmente, explodir e todos seus habitantes desaparecer em uma cratera.

    Para saber o porquê disso, basta qualquer olhar superficial na história humana. Pela maior parte do tempo, sobrevivemos em condições que hoje mal podemos imaginar. Que entraríamos em desespero se tivéssemos que passar por algo como isso por um único dia.

    "[C]omo o Brasil se sustentou por tanto tempo[?]", você pergunta. Ora, se sustentar é uma tarefa que qualquer tribo primitiva é capaz de fazer. "Se sustentar" a Venezuela consegue, Coréia do Norte, até mesmo Esquimós. Talvez este último até mesmo melhor que os dois anteriores.

    O problema é justamente sair deste estado de mera sobrevivência e melhorar a qualidade de vida. Continuamente. Ser capaz de descansar, ter tempo para lazer e não trabalhar o dia inteiro, todos os dias da semana, ao ponta da exaustão; desfrutar de segurança; e, mais difícil ainda: melhorar a qualidade de vida de todos, e não de alguns poucos enquanto os outros se encontram em pura miséria. Enfim, criar riqueza. Ou, como colocou, de forma clara e concisa Bastiat: "Eu entendo por esta palavra (riqueza) não o opulência de poucos, mas o conforto, o bem-estar, a segurança, a independência, a dignidade, de todos."

    Leitura recomendada:

    A lógica da vida
    A economia e os problemas essenciais da existência humana
    Nós não humanizamos o capitalismo; foi o capitalismo quem nos humanizou
    "Vamos debater as causas da pobreza!"
    O que explica a pobreza em uma economia formada por pessoas laboriosas?
    Economias prolongadamente afetadas por governos não se recuperam facilmente
  • WDA  20/03/2017 17:44
    Vitor e Lel, excelentes as suas repostas!
  • Lel  19/03/2017 14:35
    Sobreviver, até os soviéticos sobreviviam. Sendo comendo os filhos ou comendo bem menos do que o necessário.

    A grande questão é melhorar a qualidade e o padrão de vida. O Brasil está completamente defasado dos países da Europa e da América do Norte nesse quesito.
  • Fabricio  20/03/2017 17:36
    Quando o Brasil esta se tornando um dos maiores produtores de petróleo vem a tona a operação lava jato. Quando Brasil esta prestes a liderar o mercado mundial de produção de carne bovina se tornando um dos maiores exportadores vem esta bomba da operação carne fraca. A policia federal e a mídia conseguem manipular a massa dizendo que acido ascórbico é veneno, papelão é misturado nas carnes e que eles vendiam carnes "podres" o que na verdade eram carnes de menor qualidade ou a mais tempo armazenadas, para se saber realmente quando vence um alimento não depende apenas da chamada data de validade e sim das condições de conservações. Se um alimento venceu ontem, você terá algum problema se ingerir hoje? Acredito que os concorrentes em exportação de carnes devem estar dando gargalhadas da nossa desgraça, isso se eles não tiverem influencia em tudo isso, malditos "Assassinos Econômicos". Outra coisa é a manipulação do mercado de financeiro, com a noticia muitos acionistas venderam suas ações, consequentemente derrubando o preço, acredito que quando elas alcançarem o valor minimo X, grandes investidores do exterior compraram estas ações a preço de banana e tomaram controle das empresas. Exemplo Petrobras que chegou no fundo de 4 reais cada ação neste momento gira em torno 14 reais.
  • João Paulo   21/03/2017 16:30
    E você, como gênio que é em se tratando de preço de ações, irá comprar o que puder dessas ações, certo? Esse papo não cola aqui. "Jênios" como você houve vários dizendo que a vale foi vendida a preço de banana. É muito fácil achar que o passado era previsível. Porém, hoje não há como garantir que as ações dessas empresas irão subir ao ponto de valer o investimento. As consequências que consigo ver disso são típicas do estatismo/protecionismo: primeiro as exportações vão baixar. Os brasileiros que puderem vão importar carne. O governo vai aumentar as taxas de importação de carne e ainda irá subsidiar as empresas envolvidas com o velho argumento de proteger os trabalhadores do setor.
  • Pobre Paulista  17/03/2017 18:04
    Caramba, o Tony Ramos mentiu para nós! Que canalha!
  • PESCADOR  17/03/2017 18:16
    E a Fátima Bernardes também! :)
  • Dam Herzog  17/03/2017 23:02
    Quando a Fatima Bernardes for assaltada vamos pedir socorro aos ladrões.
  • Padawan  17/03/2017 19:44
    Roberto Carlos também.
    Mentira tem meia perna.
  • Rennan Alves  17/03/2017 20:33
    Ou muito pêlo.
  • Dam Herzog  17/03/2017 23:03
    Mentira tem perna curta.
  • Emerson  17/03/2017 18:11
    É a primeira vez que vejo falar que Vitamina C é cancerígena (ácido ascórbico).
  • Químico  17/03/2017 18:28
    Excesso de ácido ascórbico utilizado em carne podre favorece formação de pedras nos rins e, possivelmente, câncer

    noticias.r7.com/saude/excesso-de-acido-ascorbico-utilizado-em-carne-podre-favorece-formacao-de-pedras-nos-rins-e-possivelmente-cancer-17032017

  • Rafael  19/03/2017 14:46
    Isso não é ciência. É puro palpite.
  • Quimico 2  20/03/2017 12:10
    Por outro lado: www.soq.com.br/curiosidades/c51.php
    Linus pauling defendia o uso de altas dosagens de vitamina C (ácido ascórbico) diariamente. Ele defendia inclusive que o uso desta substância combate ou ao menos retarda o surgimento de câncer. "Desde 1966, Pauling tomava todos os dias 18g de vitamina C e em 1991 quando descobriu um câncer, ele sustentou a tese de que a vitamina C foi quem retardou o aparecimento da doença pelo menos 20 anos. Enquanto isso, todos achavam que ele estava com câncer, justamente porque tomava altas doses de vitamina C. "
    Este realmente é um assunto polêmico, sendo assim, nós que somos meros alquimistas, não temos certeza de absolutamente nada. Assim como bioquímicos, médicos e etc. Simplesmente nós nos baseamos em fatos que não são nem de longe compreendidos.
  • Edmilson Fernandes  21/03/2017 10:15
    não se trata de Ácido Ascórbico (vitamina C)... a polêmica é pelo exagero do Acido Sórbico! que sejam punidos SIM.
  • Tulio  17/03/2017 20:32
    Emerson,

    O artigo apenas copiou e colou a reportagem oficial, mas você não está prestando atenção no foco principal. Independente da vitamina C ser cancerigena em alta quantidade ou não, atente ao fato que ela está sendo usada para mascarar a qualidade de uma carne estragada.

    E de todo o texto, esse é o único ponto que você foi capaz de criticar?
  • Dam Herzog  17/03/2017 23:05
    É melhor perguntarmos para o espirito do Linus Pauling.
  • Cypher  17/03/2017 18:17
    Me pergunto se realmente o livre mercado, seja da certificação ou mesmo do mercado de carnes, poderia evitar esse tipo de situação. Porque não foram decisões tomadas por uma pessoa somente fraudar e vender carnes de má qualidade, são grandes empresas, renomadas, com empresários milionários, de patrimônios bilionários, acho improvável que tenha sido uma decisão de uma ou duas pessoas dentro da empresa sem o consentimento de superiores. E se sim, que tipo de organização são essas que não sabem o que seus funcionários acertam nos negócios?
    Não me parece que a qualidade nesses termos seria aumentada ou mantida pela concorrência, principalmente num mercado como o brasileiro em que a propaganda vende mais do que qualidade, visto que no geral as carnes nos pacotes Friboi são mais caras do que as compradas no açougue do Zé da esquina.
    Bem, na verdade sempre me vêm à mente de que se existem corruptos, existem corruptores, a existência de um só é possível pelo outro e não me parece que o estado ou orgãos reguladores são os únicos vilões.
  • Martins  17/03/2017 18:29
    "Porque não foram decisões tomadas por uma pessoa somente fraudar e vender carnes de má qualidade, são grandes empresas[...] que tipo de organização são essas que não sabem o que seus funcionários acertam nos negócios?"

    Ué, e é exatamente isso que o artigo diz. A questão não é quantas pessoas participaram, mas sim os incentivos que levaram a isso.

    Uma certificadora privada que participasse deste conluio seria imediatamente denunciada por suas concorrentes, que estariam ávidas por sua quebra para então assumir sua fatia de mercado.

    Não se trata de questão de moral, ética ou mesmo religião. O que realmente manteria as pessoas honestas seria o temor da falência. Elas teriam de ser honestas "por puro temor de que, uma vez descobertas suas trapaças, elas serão devoradas pela concorrência, podendo nunca mais recuperar sua fatia de mercado e indo a uma irrecuperável falência."

    Já em um mercado protegido e regulado pelo estado, aliar-se aos reguladores garante vida mansa e fácil para todos os envolvidos.

    "Não me parece que a qualidade nesses termos seria aumentada ou mantida pela concorrência"

    Neste caso, então, você tem de apresentar uma nova teoria, a qual seria totalmente inédita: mais concorrência e mais liberdade de entrada no mercado não geram produtos superiores. Cuba (economia fechada) e Suíça (economia aberta) têm produtos com exatamente a mesma qualidade...
  • Marcos Torin  17/03/2017 19:45
    "Uma certificadora privada que participasse deste conluio seria imediatamente denunciada por suas concorrentes, que estariam ávidas por sua quebra para então assumir sua fatia de mercado", olha, não sei com o que vc trabalhou/trabalha, mas esse comentário denuncia que vc não tem muita visão prática do assunto. Veja, a fim de não arranjar problema, digo que trabalho no mercado de construção civil. Posso falar com propriedade que a situação que vc descreveu não faz qualquer sentido, haja vista que as próprias empresas se juntam a fim de controlar qualidade e preço, bem como áreas de fornecimento, isso tem nome, chama-se cartel. O mesmo se aplica a qualidade e certificação ou QUALQUER barreira que vise diminuir ou controlar produção/comercialização. Na prática uma certificadora privada seria imediatamente contactada pelas mesmas empresas e se renderia a elas, caso contrário seria imediatamente (usando seu vocabulário) absorvida e submetida a essas mesmas empresas. O mesmo ocorre com agências reguladoras, chama-se captura (somente o termo é técnico, mas na prática é o mesmo efeito). Já existem casos documentados, bem como totalmente escandalosos, e velhos que afastam sua visão. A indústria de cigarro nos EUA se submetia a uma empresa desse gênero, privada, que aprovava absolutamente tudo, inclusive apresentava laudos provenientes de estudos, que eles queriam; diziam, explicitamente, que cigarro não fazia mal algum à saúde. Isso só acabou com o fortalecimento, entre outras agências, da HEW, em 79/80.
  • Albuquerque  17/03/2017 20:31
    "Veja, a fim de não arranjar problema, digo que trabalho no mercado de construção civil."

    Ou seja, você trabalha num setor totalmente privilegiado pelo governo, que se farta com o crédito subsidiado ( taxas de juros que são menos da metade da SELIC) fornecido pelos bancos estatais, pelo direcionamento compulsório do FGTS e da poupança, e por programas governamentais como Minha Casa Minha Vida.

    Você atua em um mercado protegido e estimulado pelo governo, no qual grandes incorporadoras operam em conluio direto com políticos, pois são beneficiadas pelo aumento de preços resultantes das políticas estatais de incentivo à compra de imóveis.

    Por favor, estou ansioso para ouvir seus ensinamentos sobre "livre concorrência".

    "Posso falar com propriedade que a situação que vc descreveu não faz qualquer sentido,"

    Falar com propriedade?! Um sujeito que opera num mercado completamente privilegiado pelo governo tem "propriedade" pra falar sobre livre concorrencia?

    Piada pronta.

    "haja vista que as próprias empresas se juntam a fim de controlar qualidade e preço, bem como áreas de fornecimento, isso tem nome, chama-se cartel."

    Nossa! Que choque!

    Você está me dizendo que empresas operando dentro de um mercado privilegiado pelo governo (ainda mais privilegiado que o automotivo; no automotivo ao menos não há um Meu Carro Minha Vida e nem crédito estatal abaixo da SELIC) fazem cartel entre si?!

    Estou apoplético com tamanha revelação!

    P.S.: estou na dúvida: você queria refutar ou corroborar o artigo? Até agora, você está entusiasmadamente comprovando tudo o que o texto disse!

    "O mesmo se aplica a qualidade e certificação ou QUALQUER barreira que vise diminuir ou controlar produção/comercialização. Na prática uma certificadora privada seria imediatamente contactada pelas mesmas empresas e se renderia a elas, caso contrário seria imediatamente (usando seu vocabulário) absorvida e submetida a essas mesmas empresas."

    Com o mercado aberto para qualquer empresa de qualquer lugar do mundo?!

    Por favor, diga-me exatamente como isso irá acontecer. Como é que uma empresa brasileira iria subornar e entrar em conluio com absolutamente todas as empresas do resto do mundo.

    Sim, pois com o mercado aberto, a concorrência não vem de outra cidade ou de outro estado, mas sim de todo o resto do mundo.

    Diga-me, então, por favor, como é que uma empresa iria subornar todas as outras empresas de certificação oriundas de qualquer lugar do mundo.

    "O mesmo ocorre com agências reguladoras, chama-se captura (somente o termo é técnico, mas na prática é o mesmo efeito). Já existem casos documentados, bem como totalmente escandalosos, e velhos que afastam sua visão."

    Ué! Agora você mudou de posição e está corroborando tudo o que este Instituto sempre disse.

    Você está simplesmente repetindo aquilo que é criticado semanalmente por este Instituto: agências reguladoras existem para proteger as empresas já estabelecidas, para cartelizá-las, e para impedir a entrada de novos concorrentes.

    Isso é exatamente a consequência não-prevista de se ter o estado regulando setores da economia. E é exatamente por isso que não se deve haver regulação estatal.

    Dois artigos para você:

    Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

    A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

    Regulações protegem os regulados e prejudicam os consumidores

    "A indústria de cigarro nos EUA se submetia a uma empresa desse gênero, privada, que aprovava absolutamente tudo, inclusive apresentava laudos provenientes de estudos, que eles queriam; diziam, explicitamente, que cigarro não fazia mal algum à saúde. Isso só acabou com o fortalecimento, entre outras agências, da HEW, em 79/80."

    Ah, vá mentir na PQP!

    Hoje, quem controla é a FDA e a ATF. Antes disso:

    Prior to 1996 […] regulations were controlled through a combination of state and congressional regulation. Most state laws dealt with the sale of tobacco products, including the issue of selling to minors and licensing of distributors.

    Aliás, mesmo que o fosse verdade a seu mentira, a pergunta é: havia livre concorrência entre as certificadores? Havia liberdade de entrada neste mercado?

    Volte quando tiver ideias minimamente coerentes. Aqui, você involuntariamente corroborou tudo o que disso o artigo.
  • henrique  17/03/2017 22:59
    "Uma certificadora privada que participasse deste conluio seria imediatamente denunciada por suas concorrentes, que estariam ávidas por sua quebra para então assumir sua fatia de mercado".
    Ou então, as agências reguladoras privadas formariam um cartel e pronto.
  • Albuquerque  17/03/2017 23:40
    Com o mercado aberto para qualquer empresa de qualquer lugar do mundo?!

    Por favor, diga-me exatamente como isso irá acontecer. Como é que uma empresa brasileira iria subornar e entrar em conluio com absolutamente todas as empresas certificadoras do resto do mundo.

    Sim, pois com o mercado aberto, a concorrência não vem só de outra cidade ou de outro estado, mas sim de todo o resto do mundo.

    Diga-me, então, por favor, como é que uma empresa iria subornar todas as outras empresas de certificação oriundas de qualquer lugar do mundo.
  • henrique  18/03/2017 16:51
    Uma outra falácia que o autor cita no texto é a que afirma que as reguladoras são todas estatais.
    Isso depende do que ele entende por regulação. A atribuição de emitir certificados para a comercialização dos produtos é exclusivamente das estatais. A certificação de qualidade, não.
    Empresas têm seus próprios laboratórios para garantir a qualidade de seus produtos. Além disso, creio que o autor se esqueceu existem sim certificadoras privadas tais como a ISO e a British Retail Consortium (BRC) que atestam a qualidade de produtos e serviços. E a JBS possuía esses 2 certificados (jbs.com.br/qualidade-e-a-maior-prioridade-da-jbs-e-de-suas-marcas-friboi-e-seara/). Mais um sinal de que somente a iniciativa privada não é suficientemente competente para evitar que esses problemas ocorram.
  • Alfredo  18/03/2017 17:09
    Prezado Henrique, talvez você próprio não tenha percebido, mas você simplesmente -- e involuntariamente -- acabou de concordar com tudo o que disse o artigo. Aliás, não só concordou como ainda concedeu um exemplo prático confirmando tudo o que o artigo disse.

    Neste seu link está escrito lá:

    "A JBS é a companhia brasileira com mais certificações BRC (British Retail Consortium), principal referência global em qualidade na produção de proteína. Entre outras certificações, a empresa segue os padrões ISO 9001, de gestão de qualidade."

    Beleza. Aí, logo em seguida, está escrito:

    "No despacho da Justiça Federal que deflagrou a operação, não há qualquer menção a irregularidades sanitárias ou à qualidade dos produtos da JBS e de suas marcas. Os lamentáveis casos citados na imprensa sobre produtos adulterados não envolvem nenhuma das marcas da JBS. Nenhuma planta da JBS foi interditada pelas autoridades."

    E completa:

    "Um funcionário da empresa na unidade de Lapa, no Paraná, foi citado na investigação. A JBS não compactua com qualquer desvio de conduta de seus funcionários e tomará todas as medidas cabíveis."

    Ou seja: foi exatamente onde não havia certificação privada, e só havia certificação estatal (nas sucursais de revenda), que ocorreu desvios.

    Obrigado pelo acréscimo desta informação. (E é interessante você agora acreditar piamente no comunicado de uma empresa investigada. Ou seja, para você, a empresa é escroque, mas só fala verdades. Legal).
  • Tiago  18/03/2017 20:18
    Sempre lembrando que, ao contrário do que os defensores do estado estão desesperadamente tentando ressaltar (a eles só restou isso), não foi nem a PF e nem o Ministério Público (estes dois órgãos sacrossantos) que descobriram o esquema.

    Quem denunciou tudo foi um "lobo solitário", um sujeito que foi rebaixado da hierarquia estatal por não concordar com o que se passava.

    Foi então, só então, que ele resolveu denunciar.

    Aliás, é sempre assim. É sempre alguém que está dentro do esquema que resolve delatar. Todos os grandes casos de corrupção são descobertos apenas porque um insider resolveu contar tudo.

    Sorry, mas PF e MP não são tão brilhantes e oniscientes assim. Reagiram com 4 anos de atraso.
  • Pobre Paulista  17/03/2017 18:34
    Ai que preguiça de existir
  • PepePoA  17/03/2017 18:59
    Além do exemplo da UL/CSA/ETL no setor de eletrônicos e eletrodomésticos, alguém sabe outros exemplos de mercados que atuem num regime semelhante de concorrência entre certificadoras privadas?
  • Roberto  17/03/2017 19:08
    No Brasil quase não há. Aqui quase tudo é monopólio ou da estatal Inmetro ou das agências reguladoras.

    Por que eu disse "quase"? Porque ao menos há o IVC: Instituto Verificador de Circulação, que é uma organização privada que certifica se os veículos de mídia estão informando a quantidade correta da tiragem de suas publicações ou transmissões.

    Artigo sobre ele:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=388


    Recomendo também este artigo sobre exemplos ao redor do mundo:

    A bem-sucedida regulação privada
  • Bartolo  17/03/2017 19:14
    Existe o CONAR - Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária


    www.conar.org.br/
  • Juliano  17/03/2017 19:20
    É, mas o CONAR não lida exatamente com objetos físicos que necessitam de inspeção de segurança e nem com informações que podem significar fraude (como é o caso do IVC, que impede que veículos da mídia inflacionem seus números apenas para atrair mais receita publicitária).

    Mas ok, é válido.
  • Flavio Freitas  17/03/2017 23:55
    A respeito das certificações, temos no Brasil o Laboratório Falcão Bauer que é uma empresa idônea e goza de boa reputação no mercado. A solução nós já temos, só falta ela se tonar conhecida do grande público!

    www.falcaobauer.com.br/grupo
  • anônimo  17/03/2017 18:52
    Sorte nossa não terem comprado a PF.
    ou talvez foi a concorrência que denunciou.
  • Galeano  17/03/2017 18:59
    É extremamente provável que tenha sido a segunda hipótese.
  • Padawan  17/03/2017 19:38
    Taí uma questão: o que blinda a PF dos corruptores (além de princípios éticos individuais)?
    Parece ser uma instituição satisfatoriamente íntegra, ainda que estatal.
  • Magno  17/03/2017 19:57
    Improvável. Só porque ela faz prisões espetaculosas e midiáticas não significa que ela seja proba. Aliás, não se esqueça que o próprio "japonês da Federal" foi indiciado e anda com uma tornozeleira eletrônica (piada pronta).

    No entanto, pelo bem do debate, vamos supor que você esteja correto. Ainda assim, demoraram 4 anos para a instituição desbaratar essa quadrilha.

    Uma certificadora privada que estivesse ávida para tomar o mercado da concorrente demoraria toda essa eternidade?
  • FL  17/03/2017 20:57
    Não defendendo a PF, mas realmente é uma piada o tal do "japonês da PF" ter sido preso e andar com tornozeleira, pelo terrível crime de deixar produtos entrarem no Brasil sem pagarem os devidos impostos, aumentando a oferta dos mesmos para os brasileiros ávidos pelo seu consumo, a preços possivelmente menores do que numa importação "legal".
  • Smuggler  17/03/2017 21:25
    "não se esqueça que o próprio "japonês da Federal" foi indiciado e anda com uma tornozeleira eletrônica (piada pronta)"

    Magno, mais cuidado aí. Faltou reflexão aí antes de citar isso.

    Você sabe pq o "japonês da Federal" foi criminalmente processado? Por "contrabando".

    E vc sabe o que é "contrabando"? É "a prática da importação ou exportação clandestina de mercadorias e bens de consumo que dependem de registro, análise ou autorização de órgão público competente".

    Pois é, grande "crime" o dele, né? Negociar bens sem fazer o beija-mão de burocratas/reguladores estatais...

    Crime sem vítima, meu caro. O contrabandista, na verdade, é um herói (vide Block, Defending the Undefendable II: Freedom in All Realms).

    Logo, um libertário como você jamais deveria citar isso como denotando "ausência de probidade", ainda mais num artigo sobre os efeitos nefastos da "regulação estatal".
  • Libertário  17/03/2017 23:53
    Avião da PF destruindo um avião que continha ... equipamentos eletrônicos. O crime? Não pagaram o arrego pra máfia estatal. Grande heróis!


  • Smuggler  19/03/2017 00:38
    Resposta absolutamente estúpida.

    Quem aqui disse que os policiais federais são "heróis", cidadão?

    O que eu disse é que é um erro falar do "crime" pelo qual o "japonês da Federal" foi condenado, pq o tal "crime" foi de contrabando, e o contrabandista - enquanto contrabandista - é que é um herói, pq permite a troca voluntária de produtos sem fazer o beija-mão de burocratas.

    Não consegue entender um comentário tão simples?

    A conduta pela qual o "japonês" foi condenado É JUSTAMENTE OPOSTA A ESSA AÍ DESSES POLICIAIS, que destruíram produtos por falta do beija-mão; o "crime" do japonês foi permitir a entrada de produtos sem o beijão-mão de burocratas. Mais uma vez: o "crime" do Japonês foi praticar conduta exatamente oposta a essa aí desse vídeo.

    E foi por isso que eu disse que é um erro dizer que contrabando seria indicativo de conduta "não-proba" do citado policial, que foi o que fez o Magno.

    De novo: PELO TERRÍVEL "CRIME" DE CONTRABANDO - por essa conduta especificamente considerada - É UM ERRO DIZER QUE O JAPONÊS, ESPECIFICAMENTE CONSIDERADO, NÃO SERIA PROBO. REPITO: por essa conduta específica.

    Ter que fazer esse tipo de explicação para um comentário tão simples é mais uma prova do analfabetismo funcional reinante nesse país.
  • Denison  18/03/2017 02:28
    A Polícia Federal é composta por milhares de pessoas de diveras crenças. Possui uma carreira extremamente protecionista (Delegados) e atua na centralização de assuntos como armas (junto com o Exército). Tenho certeza que muitos de seus componentes são íntegros, mas também tenho certeza que muitos não gostaram dessa operação, assim como os Delegados e Agentes Federais informantes dos acusados em operações como a Lava Jato.
    Um exemplo simples: em operações como a Lava Jato não são todos os integrantes da PF que possuem acesso. Na verdade eles possuem salas onde somente os investigadores daquela operação específica podem entrar.
  • Padawan  18/03/2017 18:36
    Obrigado pelas respostas e opiniões, meus caros.
    Os comentários deste site são um show à parte.
  • WDA  20/03/2017 19:21
    Denison, seu comentário foi o mais sensato dessa discussão. Antes de tudo, os membros da PF são INDIVÍDUOS, PESSOAS, SERES HUMANOS CONCRETOS. Entre eles há pessoas boas e ruins, mais valorosas e menos valorosas, e daí por diante.

  • 300esparta  17/03/2017 19:35
    Concordo com o autor... porém existe um caso, bem relatado em filme e livro The big sort (A grande aposta) , das empresas de classificação de risco americanas na crise de 2007/2008, que colocavam que os papéis eram bons e na verdade era uma pilha de lixo....
    Alguém sabe o que aconteceu com elas depois daquele episódio?
  • Leônidas  17/03/2017 19:57
    Na verdade, você acabou de citar mais um exemplo que confirma a tese do texto.

    Por que grandes bancos foram seduzidos a comprar estes ativos (tecnicamente chamados de derivativos de crédito) contaminados? Resposta: porque agências de classificação de risco, como Moody's, Fitch e Standard & Poor's, deram classificação máxima (AAA) para estes ativos.

    O que nos leva à próxima pergunta: por que estas agências cometeram erros tão crassos? Há duas explicações complementares.

    1) Todos os departamentos do governo federal americano que possuíam ligações com o setor imobiliário e que estavam incentivando políticas de compra de imóveis fizeram pressão para que as três agências não alterassem suas classificações. Neste caso, as agências de classificação de risco simplesmente não quiseram se opor a iniciativas politicamente populares. (Isso, aliás, é até mostrado no filme).

    2) Mas esta é a explicação principal: estas três agências de classificação de risco são um cartel estritamente regulado pela SEC (a CVM americana). É a SEC quem permite a existência destas três agências, e é ela quem regulamenta e decide quem pode e quem não pode entrar neste mercado.

    Na prática, isso significa que não pode surgir concorrência externa, pois o governo não deixa. Quem vai ter cacife para bancar uma agência de classificação de risco que seja genuinamente independente neste cenário altamente regulamentado?

    Há um longo e extenuante processo burocrático-regulatório, de modo que é impossível surgir uma agência para confrontar as classificações destas três grandes.

    Portanto, é perfeitamente plausível imaginar que estas três agências não iriam querer criar turbulência política e se indispor com o governo americano rebaixando a classificação dos títulos hipotecários. Isso poderia colocar em risco seu privilegiado cartel (totalmente protegido pelo governo americano) e, consequentemente, afetar seus portentosos lucros. Sim, estas três agências merecem toda a culpa que lhes foi atribuída. Afinal, elas estavam apenas fazendo o que o governo lhes mandava.

    "Alguém sabe o que aconteceu com elas depois daquele episódio?"

    Nada. Elas continuam intactas e protegidas pelo governo americano, sem qualquer sombra de concorrência.

    Acredite, meu caro: não há nenhuma solução fora da genuína livre concorrência.
  • Tradutor Liberal  17/03/2017 20:34
    Excelente, Leônidas.. Parabéns pela explanação.
  • Leônidas  17/03/2017 20:37
    Na verdade eu apenas chupinhei isso de outro texto do autor deste mesmo artigo. Aqui está:

    Como ocorreu a crise financeira americana
  • Felipe Lange S. B. S.  17/03/2017 19:51
    Esse fato cômico me lembrou de quando eu mandei um e-mail, anos atrás, à um lojista no ramo de aquarismo sobre o motivo dele não mandá-los (peixes e outros animais)) de maneira legal. Na época eu era um estatista, ele respondeu que o negócio exigido (GTA, um pedaço de papel, pra mandar qualquer coisa viva, até uma minhoca, mas claro que quase ninguém obedece, pode comprar de qualquer vendedor do ML que envie essas coisas e você irá confirmar o que eu disse) era puramente uma taxa e uma burocracia e que desse jeito não dava para agir "legalmente". Dias atrás, um fato aberrante e cômico... e depois eu chamo esses caras de ladrões, vagabundos e parasitas, e eu ainda posso ser "processado" pelas "otoridades" (enquanto nos EUA eles podem mandar até tartarugas e elas chegam mais intactas que o seu celular.

  • Capital Imoral  17/03/2017 20:21
    Caro instituto Mises, tomo a liberdade de contestar este artigo mentiroso.

    A premissa de que todos reguladores são corruptos
    O que fica evidente logo no começo do artigo, é a premissa que falsa de que todos reguladores são corruptos e que a regulação é algo ruim para a sociedade. Pois bem caro leitor, está premissa é falsa. A regulação estatal nasceu da necessidade de regular um mercado que explorava o povo de forma cruel; isto estava nítido principalmente no começo da revolução industrial. Não podemos cometer o erro de voltar aos primórdios da sociedade.

    Isso sem contar que o autor ignora todos os outros reguladores que são honestos e que movem o Brasil para frente. Que tal começar pelo pessoal da receita federal que está neste momento impedindo a entrada de drogas e armas para dentro do país? Ou então os acadêmicos da Usp e outras universidades federais que permitem que milhões de Brasileiros tenham acesso a educação de qualidade?

    Reputação na iniciativa privada não busca a moral mas sim o lucro. (e isso não é virtude).
    È preciso saber trabalhar com os termos para não ser enganado pelo capital. Reputação é um termo que é obtido através do reconhecimento público ou social; tem raízes na moral humana. Um homem de boa reputação, é aquele de uma boa moral. Não se pode usar este termo e associá-lo a iniciativa privada; Pois o capital está intrinsecamente ligado ao eu individualizado em busca do lucro; custe o que custar.

    Por favor não usar o argumento que busca pelo lucro - sem pensar no social - irá trazer consequências boas. A resposta a este argumento está logo abaixo.

    E quem regular o crime publicitário?
    Uma observação importante que gostaria de deixar, antes de concluir, está relacionada ao tópico anterior. Na busca do lucro pelo lucro, custe o que custar; faz o homem mentir para os outros, através da publicidade e propaganda. Veja caro leitor, a publicidade não nasceu dentro do estado; ele tem fundamentos dentro da iniciativa privada. Havendo está percepção, podemos concluir; que a maior maquina de mentira está dentro da publicidade.
    È uma maquina de corromper o homem.

    A noção de poder que o capital corrompe
    Dado as premissas que coloquei, podemos finalmente chegar a uma conclusão verdadeira. - sem mentiras ideológicas, não é mesmo leandrinho?

    Percebo que tudo isso é culpa do capital. Para começo de conversa, Por que as empresas tinham que ser privada? Por que Deveria existir dinheiro? Por que deveria existir propaganda? Percebe caro leitor, como todo sistema capitalista é imoral por natureza. quem foi que tornou a "carne fraca" se não aqueles que estudam os seus gostos e vontades? O dinheiro é principio de corrupção, não o estado.

    O homem que recebeu o dinheiro da corrupção, queria fazer sexo com uma boa mulher e tomar um bom vinho. Quem será que colocou isso na cabeça dele?

    Capital imoral é filosofo, escritor e já refutou Mises.
  • Andr%C3%83%C2%A9  18/03/2017 10:26
    Amigo, não se estresse: vá morar em Cuba ou na Coreia da Norte. Lá tudo funciona do jeito que você gosta. Garanto que será muito feliz.
  • Arnaldo  20/03/2017 14:12
    Cara filosofo não serve pra nada na sociedade. Não produz nada, faz uma faculdade cheia de gente que não quer saber de nada e ainda por cima fica com esses comentários enchendo o saco. Vai fazer algo útil dai quem sabe você terá moral de pelo menos vir aqui.
  • Mr Richards  21/03/2017 20:02
    Eu admito: Estava com saudade de ler os comentários do Capital Imoral. Muito obrigado por mais essa "proeza" Capital Imoral.
  • Primo  17/03/2017 20:33
    Depois de ler minuciosamente todo o belo artigo vemos que a unica solução é proibir a venda de carne. Os vegetarianos estavam com a razão.
  • Lucas  17/03/2017 21:55
    Na verdade essas denúncias conta a JBS/Friboi são até bem antigas. Lembro-me de ter ouvido sobre elas ainda em 2014.

    Só que como se trata de uma empresa ligada umbilicalmente ao governo, poderosa e muito privilegiada, quem realmente iria se insurgir contra ela e denunciá-la? Qual pequena empresa iria gritar?

    Esse é mais um mal de se ter de uma economia estatizada e totalmente regulada pelo governo. Os grandes e poderosos dominam.
  • anônimo  17/03/2017 21:58
    Eu não sabia que a Friboi vendia picanha de minhoca.
  • Marcelo Brazão  17/03/2017 22:19
    Privada ou governamental seriam suscetíveis à corrupção.Onde houver homens e dinheiro,haverá corrupção...Apenas leis rígidas poderiam minimizar Cases como estes.
  • anônimo  17/03/2017 22:30
    São os campeões nacionais da diarréia.

    São os campeões nacionais da salmonela.

    Ninguém imaginava que o BNDES estava financiando carne podre ?

    A primeira vez que eu comprei uma picanha Friboi, já foi suficiente para saber que era carne de segunda. Picanha Friboi é sola de sapato.

    Viramos o país do café coado no pé de meia e da carne podre.
  • washington  17/03/2017 22:52
    O único erro da matéria é querer sempre culpar o Estado numa indireta querendo dizer que o país séria melhor se existisse o livre mercado TOTAL, ou seja, nenhum órgão regular, talvez nem a PF precisaria existir. O simples fato dos órgãos reguladores serem corrompidos pelos empresários (capitalistas, a essência básica do tal livre mercado) do setor agropecuário já joga por terra a ideia libertina do Estado Mínimo ou zero, se existindo órgãos regulamentadores eles (os capitalistas) os corrompem, imaginem se não existisse nada.

    Mas, aí o articulista diria: "é que no mundo liberal que eu defendo os empresários seriam honesto e bonzinhos... ah vá catar coquinhos com esta ideologia falida de Estado Mínimo". O que o país precisa é de Leis sérias, uma reforma no Congresso Nacional e pena de prisão perpétua para crimes de corrupção, isto não vejo articulista NENHUM defendendo, nem de direita e nem de esquerda!! Ou seja, estão jogando para a torcida ver, no fim estes articulistas tanto de direita quando de esquerda tem seus interesses, ou defendem interesses de outros. Defensores do povo não tem espaço na mídia e não obstante terminam como o Tiradentes.
  • Caio  18/03/2017 17:35
    "querendo dizer que o país séria melhor se existisse o livre mercado TOTAL, ou seja, nenhum órgão regular"

    O artigo inteiro defende a existência de regulação. Está escrito lá, de todo o tamanho:
    "O fato é que nunca haverá uma escolha entre regulação e ausência de regulação. Sempre haverá uma escolha entre dois tipos de regulação: regulação feita por políticos e burocratas, ou regulação feita pelas forças do mercado".

    O artigo apenas defende uma regulação sujeita à livre concorrência, em que haja punições severas para quem comete erros. E não há punição maior do que a falência e a perda da renda. Nada disso, no entanto, acontece para órgãos estatais que cometem erros. O órgão continua intacto, continua sugando impostos dos cidadãos, e seus funcionários continuam levando vidas de marajás, não importam as cagadas que tenham feito.

    E você diz que a única solução é manter esse arranjo imbecil. É realmente o cúmulo da utopia acreditar que um órgão estatal operando com todos esses privilégios terá qualquer incentivo para fazer o que é certo. Isso sim é o mais completo delírio.

    Tal arranjo esdrúxulo só existe exatamente porque o estado o impôs. Se tal arranjo não existisse e alguém o propusesse, esse alguém seria imediatamente ridicularizado e escarnecido.

    "O simples fato dos órgãos reguladores serem corrompidos pelos empresários (capitalistas, a essência básica do tal livre mercado) do setor agropecuário já joga por terra a ideia libertina do Estado Mínimo ou zero, se existindo órgãos regulamentadores eles (os capitalistas) os corrompem, imaginem se não existisse nada."

    Você tem problemas sérios de lógica. Vou tentar desenhar para você:

    1) Com o estado, há agências reguladoras, burocratas, políticos e ministérios para serem comprados por empresários que gostam de proteção e privilégios.

    2) Sem o estado, não há agências reguladoras, burocratas, políticos e ministérios para serem comprados. Logo, empresários que gostam de proteção e privilégios não terão a quem recorrer, e rapidamente irão à falência.

    Portanto, e por definição, "se existindo órgãos regulamentadores eles (os capitalistas) os corrompem", se eles não existissem, então nada haveria a ser corrompido. E aí eles, finalmente, só se manteriam no mercado fornecendo produtos bons e agradando os consumidores.

    Infelizmente, você é contra esse segundo arranjo, preferindo o primeiro. Algo completamente ilógico e irracional.

    Da próxima vez, pense um pouco mais antes de escrever coisas. A sua própria inteligência pode ficar em xeque.
  • tales  21/03/2017 18:52
    Putz. Ao menos leia o texto antes de comentar...
  • Felipe Lange S. B. S.  17/03/2017 23:28
    E adicionando ao artigo do Leandro, há ainda o caso da "qualidade garantida" pela Anvisa nos alimentos. Se eles são iluminados, como deixam pelo e fragmento desses parar nos alimentos? Como essas coisas vão parar lá?
  • Rodrigo da Silva  18/03/2017 00:08
    Em 11 anos, a JBS recebeu R$ 12,8 bilhões em empréstimos do BNDES. Leia-se: foi a segunda empresa a mais receber subsídio público nesse período no país.

    Não obstante, a mesma JBS foi a maior doadora de campanha nas eleições de 2014: investiu R$ 366 milhões na nossa "democracia".

    E não pense que ela se importa muito com coerência. A JBS foi a empresa que mais doou para Dilma e a empresa que mais doou para Aécio. Só na Câmara, o investimento do grupo foi de R$ 61,2 milhões para 161 deputados federais eleitos - o que é o mesmo que dizer que dos 28 partidos que conseguiram eleger algum deputado federal nesse país nas últimas eleições, 21 receberam recursos da empresa.

    Talvez você nunca tenha ouvido falar nessa história, mas o nome que se dá a isso é capitalismo de compadrio. E ele acontece sempre que nós partimos do pressuposto inocente que cabe ao Estado - leia-se: à classe política - controlar o mercado.

    A JBS é um resultado direto dessa ideia, nascida no ventre da política de campeões nacionais. O grupo é um mix público-privado (o BNDESPar chegou a ser dono de 33,4% das ações da empresa; a Caixa Econômica Federal já teve outros 10,06%) que distorce não apenas os resultados eleitorais, como muda radicalmente as suas relações com a gôndola do supermercado. A Brasil Foods joga no mesmo time e só foi possível graças ao patrocínio do BNDES na fusão entre Perdigão e Sadia.

    Não é de se estranhar que agora tenhamos descoberto que passamos os últimos anos comendo carne estragada. Nós decidimos que cabe ao Estado controlar até o nosso churrasco. E financiamos diretamente todo esse esquema - não sem receber um calote de pelo menos R$ 848 milhões da JBS nesse período. Até os fiscais agropecuários estavam tramando contra a gente.

    Dureza? De tudo, ao menos sobra uma lição: todo inimigo do livre mercado é um lobista a serviço dos grandes empresários, um sindicalista de um grupo seleto de patrões, um militante de uma dúzia de industriais com livre trânsito em Brasília. E o pior: a maior parte deles ainda sequer sabe disso, preocupados demais em supostamente defender os interesses dos trabalhadores ignorando como funcionam os incentivos econômicos.

    As consequências agora são previsíveis. Nós fechamos o mercado para que um número restrito de políticos e empresários pudessem ditar os rumos daquilo que você coloca no seu congelador. Não havia como dar certo. Enquanto você comia carne com papelão, jurando que estava protegido por toda essa turma, esses mesmos caras se empanturravam com parrilla argentina em restaurantes de grife bolando a melhor maneira de ferrar com o seu encontro familiar de domingo. E o pior, bancados com o seu dinheiro.

    Como as manchetes de hoje indicam, não importa quantos Tony Ramos nos digam o contrário: o antiliberalismo não apenas é incapaz de oferecer almoço grátis, ele definitivamente também não tem a menor ideia de como estocar carne de boa procedência nos nossos congeladores.
  • Alfredo  18/03/2017 14:13
    Excelente comentário, Rodrigo. Como sempre.
  • Capital Liberal  19/03/2017 14:58
    Aí Rodrigo vc merece um beijo, porra!! Falou tudo e mais um pouco!!
  • anônimo  20/03/2017 11:49
    Left libs, como o pessoal do spotniks, são o viagra do poder do estado.
  • Lulinha  18/03/2017 01:34
    Mais um escândalo do nosso governo desenvolvimentista. Que surpresa.
  • King mOb  18/03/2017 03:41
    Lá vem o Instituto Mises se aproveitar da situação pra fazer sua lavagem cerebral diária contra o governo.

    Pessoas fazem coisas erradas. Governo e Empresas são feitas de pessoas. A regulação seja de que lado for, se tiver pessoas, então existe a chance de ter corrupção.

    A sorte do IMB é que ele se alimenta da merda que o governo brasileiro é ... então a fartura é GRANDE !!!




    "É a palavra que ordena e organiza, que induz as pessoas a fazerem as coisas, comprar e aceitar." – Herbert Marcuse
  • Tanure  18/03/2017 16:54
    "Pessoas fazem coisas erradas".

    Correto.

    "Governo e Empresas são feitas de pessoas".

    Correto.

    "A regulação seja de que lado for, se tiver pessoas, então existe a chance de ter corrupção."

    E a corrupção será tanto maior quanto menores forem as consequências do erro.

    A falha de um regulador estatal e monopolista não enseja punição nenhuma. O Ministério da Agricultura não terá sua verba cortada (ao contrário, aliás; ela provavelmente será elevada), continuará tendo o monopólio da inspeção e da distribuição de certificados, continuará distribuindo atestados de qualidade por aí a fora, continuará encarecendo a vida de empreendedores honestos, e continuará sem qualquer incentivo para ser criterioso.

    Pior: errando ou acertando, sua reserva de mercado continuará intacta, assim como o polpudo salário de seus burocratas. Nenhum funcionário terá cortes salariais.

    Agora, será que isso aconteceria com uma empresa privada operando sem qualquer proteção do governo?

    É realmente o cúmulo da utopia acreditar que um órgão estatal operando com todos esses privilégios descritos terá qualquer incentivo para fazer o que é certo. Isso sim é o mais completo delírio.

    Tal arranjo esdrúxulo só existe exatamente porque o estado o impôs. Se tal arranjo não existisse e alguém o propusesse, esse alguém seria imediatamente ridicularizado e escarnecido.

    No mais, seu desespero é duplamente compreensível:

    1) A comprovação prática de que os sacrossantos agentes reguladores são corruptos na só destrói completamente o argumento de que o estado é necessário para regular empresas, como ainda comprova aquilo que este Instituto sempre disse: regulações existem para proteger os grandes e ferrar com os pequenos.

    2) Para piorar seu desespero, todas as empresas envolvidas são aquelas que foram privilegiadas pelas políticas desenvolvimentistas da dupla Lula/Dilma, recebendo fartos subsídios do BNDES com o nosso dinheiro de impostos. São empresas que nunca estiveram expostas às vicissitudes da livre concorrência.

    Fosse eu um desenvolvimentista também estaria completamente desesperado.
  • anônimo  18/03/2017 10:54
    Leandro,

    Parabéns pelo artigo!

    A arroba do boi custava 55 reais em 2006 e agora está chegando nos 120 reais.

    Em 1994, um quilo de picanha custava menos de 25 reais. Eu já vi picanha custando 18,5 reais na década de 90. Uma picanha de qualidade saía por menos de 25.

    O preço antigo de uma picanha agora só compra linguiça.
  • anônimo  20/03/2017 11:50
    Mas isso é pq foi o real que derreteu.
  • Enio  18/03/2017 13:31
    Carne Fraca. Pelas notícias que estão surgindo, me parece que a JBS é a Odebrecht da alimentação. Veremos.
  • Ênio  18/03/2017 14:12
    Fiscais da Carne Fraca 'apropriavam-se' de carnes nobres e propinas

    Investigação da Polícia Federal revela que, antes de exigir dinheiro em espécie de suas vítimas, inspetores do Ministério da Agricultura se fartavam de hambúrgueres, picanhas e peças generosas de filé mignon

    politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/fiscais-da-carne-fraca-apropriavam-se-de-carnes-nobres-e-propinas/

    Uma coisa eu tenho de admitir: os reguladores estatais não são nada burros. Carne nobre para a elite do estado e carne estragada para o populacho. Lembra a União Soviética.
  • Alexandre Reis  18/03/2017 14:27
    O Estado brasileiro proíbe ou dificulta a criação de uma agência reguladora da qualidade das carnes? Se não, a regulação estatal não é preferível à regulação nenhuma? Se sim, o quanto desse poder estatal é proveniente de fatores históricos e sociais como a péssima distribuição de terras que criam agentes privados com poder político?

    São questões que, por ideologia, o texto não aborda mas que servem para uma compreensão mair desse fenômeno. O liberalismo brasileiro tem se caracterizado por essa abordagem superficial que pressupõe coisas como: "o Estado tem esse poder porque as pessoas confiam nele". É mais que isso. O poder estatal no Brasil não pode ser desassociado do poder dos grandes empresários e colocar tal discussão no nível de "o que veio primeiro? O ovo ou a galinha?" para defender que o Estado é a origem disso é, além de um exemplo daquela superficialidade no trato de questões complexas, uma prova de desconhecimento de nossa história e de conceitos como o patrimonialismo.
  • Humberto  18/03/2017 16:38
    "O Estado brasileiro proíbe ou dificulta a criação de uma agência reguladora da qualidade das carnes?"

    Sim. Se eu quiser criar uma, sou proibido. Isso é monopólio do estado.

    "Se não, a regulação estatal não é preferível à regulação nenhuma?"

    Como dito, a resposta foi 'sim'. O estado proíbe.

    Quanto à regulação estatal, você acabou de ver as consequências dela.

    "Se sim, o quanto desse poder estatal é proveniente de fatores históricos e sociais como a péssima distribuição de terras que criam agentes privados com poder político?"

    Isso foi piada?

    "São questões que, por ideologia, o texto não aborda mas que servem para uma compreensão mair desse fenômeno."

    Como é que é o negócio aí?! Quer dizer então que o texto deveria dizer que o motivo de fiscais do estado aceitarem propina e com isso distorcerem todo o mercado é a "péssima distribuição de terras"?

    Mano, é cada ser folclórico que despenca por aqui.

    "O liberalismo brasileiro tem se caracterizado por essa abordagem superficial que pressupõe coisas como: "o Estado tem esse poder porque as pessoas confiam nele"."

    Ah, sim. Já uma abordagem "profunda" é aquela que diz que todas as falhas do estado são decorrência da "péssima distribuição de terras".

    A ANATEL entrou em conluio com as operadoras de telefonia para barrar a concorrência? Péssima distribuição de terras.

    A ANAC protege as empresas aéreas? Péssima distribuição de terra.

    A ANVISA protege as farmacêuticas? Péssima distribuição de terra.

    A ANS protege os planos de saúde? Péssima distribuição de terra.

    Sério, como é que você consegue sair da cama?

    "É mais que isso. O poder estatal no Brasil não pode ser desassociado do poder dos grandes empresários e colocar tal discussão no nível de "o que veio primeiro? O ovo ou a galinha?" para defender que o Estado é a origem disso é, além de um exemplo daquela superficialidade no trato de questões complexas, uma prova de desconhecimento de nossa história e de conceitos como o patrimonialismo."

    Ah, agora sim você finalmente falou algo relativamente correto.

    Sim, o problema é e sempre foi o conluio entre estado e grandes empresas. Só que, ao contrário da sua crítica, isso é reiteradamente denunciado por este site (o qual você não conhece, pois está chegando só agora):

    Precisamos falar sobre o "capitalismo de quadrilhas"

    O estado agigantado gerou o estado oculto, que é quem realmente governa o país

    Por que o livre mercado é o arranjo mais temido pelos grandes empresários

    Explicando todo o problema com o nosso sistema político - em 2 minutos

    Conselho a Meirelles: feche o BNDES e acabe com suas quatro consequências nefastas

    Depois que você já tiver lido esses 5 artigos (não é pedir demais, é?), aí sim volte para prosseguir o debate. O mínimo que se exige de um interlocutor é que ele esteja minimamente informado sobre como pensa o outro lado.
  • Alexandre Reis  18/03/2017 17:32
    Vou resumir por que acho que vc se confunde quando o assunto é história e sociologia. O que perguntei foi simplesmente isso: quanto desse conluio entre empresários e agentes estatais é derivado do fato de o Brasil não ter tido uma reforma agrária?
  • Primo  20/03/2017 15:05
    É, já tivemos varias reformas politicas mas nenhuma agrária. Pelos meus cálculos em torno de 20% a questão de conluio entre empresários e agentes estatais é derivado da falta de uma reforma agrária, os outros 80% do conluio é derivado exatamente da luta pela reforma agrária. Como podemos ver, a luta pela reforma agrária já se tornou um problema maior que a própria falta da reforma agrária. A luta pela reforma agrária pelo vies politico, com a queda do império e instauração da republica, vem causando uma insegurança jurídica da propriedade privada, com pagamento de indenizações e transferência de posse de maneira completamente aleatória. Essa aleatoriedade causa uma falsa sensação de avanço, mas na verdade estamos estagnados. Deixemos de lutar pela reforma agrária, reduzi-ermos a relevância do estado na definição de posse e teremos em três gerações a distribuição das terras de maneira mais homogenia.
  • Humberto  18/03/2017 17:40
    A ANATEL comprovadamente faz conluio com as operadoras de telefonia para barrar a concorrência. Quanto disso se deve "ao fato de o Brasil não ter tido uma reforma agrária"?

    A ANAC comprovadamente protege as empresas aéreas. Quanto disso se deve "ao fato de o Brasil não ter tido uma reforma agrária"?

    A ANVISA protege as farmacêuticas. Quanto disso se deve "ao fato de o Brasil não ter tido uma reforma agrária"?

    A ANS protege os planos de saúde. Quanto disso se deve "ao fato de o Brasil não ter tido uma reforma agrária"?

    Eike Batista pagava propina pra Sérgio Cabral ao mesmo tempo em que chupinhava dinheiro de impostos do BNDES. Quanto disso se deve "ao fato de o Brasil não ter tido uma reforma agrária"?

    Estou começando a achar que você está zoando.

    Aliás, leu os 5 artigos sugeridos? O que achou? A resposta está neles.
  • Capital Liberal  19/03/2017 14:55
    Liga não ele sofre daquela síndrome... dunning Krueger....
  • Andr%C3%83%C2%A9  18/03/2017 19:04
    O Estado brasileiro proíbe ou dificulta a criação de uma agência reguladora da qualidade das carnes?

    Sim, dificulta.

    Se não, a regulação estatal não é preferível à regulação nenhuma?

    Se você sugere que este site defende regulação nenhuma é porque não conhece as idéias que são debatidas aqui. os frequentadores desse site são, em sua maioria, libertários ou minarquistas. Defendem o livre mercado e odeiam o crony capitalism (capitalismo dos grandes empresários que são protegidos pelo governo). A idéia é que empresas podem fazer inspeção de carnes e o mercado naturalmente escolheria aquelas que dão confiança ao consumidor, enquanto as ruins quebrariam devido a concorrência.

    Se sim, o quanto desse poder estatal é proveniente de fatores históricos e sociais como a péssima distribuição de terras que criam agentes privados com poder político?

    Irrelevante para a discussão, e mesmo que resolvessemos seguir sua lógica, ela não dá crédito à ideia de regulação estatal, já que a própria péssima distribuição de terras foi formada por conluios entre a coroa portuguesa e familias poderosas, ou seja, interferência estatal. Coloque na cabeça que nunca houve um genuino livre mercado (que esse site defende) no Brasil.

    São questões que, por ideologia, o texto não aborda mas que servem para uma compreensão mair desse fenômeno.

    Porque é irrelevante.

    O liberalismo brasileiro

    Gostaria de saber o que você chama de liberalismo brasileiro, já que aqui nunca existiu um genuino livre mercado. O governo interfere desde 1500.

    tem se caracterizado por essa abordagem superficial que pressupõe coisas como: "o Estado tem esse poder porque as pessoas confiam nele".

    Até onde entendo, nunca existiu esse raciocinio. O poder do Estado não é derivado da confiança das pessoas, e sim do monopólio da violência sobre o individuo que ele possui e do doutrinamento existente nas escolas sobre o assunto.

    É mais que isso. O poder estatal no Brasil não pode ser desassociado do poder dos grandes empresários e colocar tal discussão no nível de "o que veio primeiro? O ovo ou a galinha?" para defender que o Estado é a origem disso é, além de um exemplo daquela superficialidade no trato de questões complexas, uma prova de desconhecimento de nossa história e de conceitos como o patrimonialismo.

    Sim, concordo, o poder estatal ATUAL não pode ser desassociado porque o estado é agigantado e desenvolvimentista. Ele alcança muito fundo na sociedade e é suscetivel aos grandes empresários corruptores (o qual esse site é contra), que em troca de dinheiro, são protegidos pelo próprio estado. Ou seja, o arranjo atual sustenta a corrupção por si só.

    Entenda: Esse site não é a favor dos crony capitalists, ele é a favor de um livre mercado, onde as pessoas tem LIBERDADE de escolher quem vai prestar seus serviços, e aqueles que oferecem serviços ruins, caros ou corruptos são eliminados do mercado pela concorrência que oferecem serviços melhores e mais confiávei.

    No arranjo atual e histórico do Brasil, esse livre mercado NUNCA existiu. O estado sempre regulou (de forma ineficiente) as atividades econômicas e dificultou (através de burocrácias e taxas) a abertura de novas empresas e novos tipos de serviço.

    Sendo sincero: não consegui entender o que exatamente você quis argumentar. Não sei se sou um péssimo leitor ou se você tenta defender um ponto de vista com argumentos que contraproducentes. Favor, peço que leia os artigos que lhe foram sugeridos e reescreva seu ponto de vista. Quem sabe conseguirei entender melhor na próxima.
  • anônimo  19/03/2017 03:48
    "...liberalismo brasileiro..."

    Parei de ler aí. Típico esquerdista com a cabeça toda ferrada por professores pedagogos.

    Até a Rússia e a China possuem mais liberalismo que o Brasil atualmente.
  • Marcio Castro  18/03/2017 15:01
    E quem pagaria essas agências de fiscalização numa sociedade de livre mercado?
  • Ricardo  18/03/2017 16:39
    Da mesma maneira que a UL, a CSA, a ETL, o IVC, o Conar, a Lloyd Register, o ABS (American Bureau of Shipping), o Bureau Veritas, o Det Norske Veritas, a S.A.E. (Society of Automotive Enginners) e várias outras.

    Essas são apenas as que eu lembrei de cabeça.

    Ou seja, o modelo para o qual você pede explicações (pois acha que ele é impossível) já existe no mundo real.
  • Gabriel  18/03/2017 16:41
    A própria empresa que vai receber o selo, imagino. Nesse cenário, ter o selo de uma agência de boa reputação é uma vantagem competitiva sobre quem não tem nenhum selo. Não é diferente de investir em publicidade, acho eu.
  • Ulysses  18/03/2017 17:09
    Correto. Com a crucial diferença que, se der merda, tanto a empresa portadora do selo quanto a empresa que concedeu o selo estarão liquidadas.

    A menos, é claro, que o governo socorra. Aí é outra história.
  • Thomas  18/03/2017 17:14
    Um exemplo bastante interessante que vai nessa linha é o do Oscar deste ano.

    A PricewaterhouseCoopers fez lambança e entregou o papel errado do vencedor do Oscar de melhor filme. O erro durou 2 minutos. Alguém foi prejudicado? Alguém foi intoxicado? Alguém morreu?

    Curiosamente, a única que realmente se estrepou com tudo isso foi a própria empresa e sua reputação, que ficaram manchadas. Certamente os preços de seus serviços cairão e pode ser que ela até perca seu contrato com a Academia. E pode ter certeza de que erros deste tipo não mais voltarão a ser cometidos pela empresa (aliás foi o primeiro erro em 85 anos; nada mau).

    Já os burocratas estatais -- que têm estabilidade no emprego e salários garantidos -- voltarão a errar a partir de segunda-feira.
  • Edujatahy  19/03/2017 12:45
    Bom ponto Thomas.
    Lembremos também do caso da Andersen que era a maior empresa de auditoria do mundo (a maior das antigas Big Five) é simplesmente QUEBROU depois do fiasco com a Enron.
    Isto é apenas uma demonstração o quão rigoroso é o mercado com empresas que dependem de reputação.

    Ironicamente o fiasco da crise de 2008 não levou a nenhum tipo de punição ao FED.

    Fica claro, por este ponto de vista, qual arranjo se mostra mais eficiente não?
  • Thiago  18/03/2017 17:26
    Se com regulação já é ruim, imagine sem?
    O consumidor não tem capacidade alguma de detectar quando a carne está nesta situação.
  • Caio  18/03/2017 17:35
    E quem está defendendo a ausência de regulação? Está escrito lá no artigo, de todo o tamanho:

    "O fato é que nunca haverá uma escolha entre regulação e ausência de regulação. Sempre haverá uma escolha entre dois tipos de regulação: regulação feita por políticos e burocratas, ou regulação feita pelas forças do mercado".

    De fato, a falta de costume com a leitura é um dos mais graves problemas do brasileiro.
  • Felipe  18/03/2017 18:55
    Depois desta descoberta de que fiscais ajudavam a aprovar produtos estragados mediante suborno, tenho certeza de que esta agência de fiscalização vai sofrer um grande abalo na sua credibilidade e perderá boa parte dos seus clientes, correndo risco de falir!

    Ôpa, péra!

    Ela é estatal. Não só não perderá 1 centavo de verba como você continuará obrigado a pagar pra ela e a confiar nela.

    Provavelmente alguns políticos irão propor ainda mais verba e ainda mais poder a esta agência para impedir que isso ocorra de novo.

    Segue o jogo.
  • Daniel  18/03/2017 20:21
    A coisa fica cada vez melhor. As mesmas substâncias que a PF disse serem cancerígenas são ... aprovadas pela ANVISA!

    Tudo o que a PF falou a ANVISA desmentiu. E o tudo o que a ANVISA está defendendo a PF está contra-atacando.

    Estado é isso aí.

    Produtos usados pelos frigoríficos na carne fazem mal à saúde?
  • Humberto  19/03/2017 10:24
    Tomara que os sites pró-mercado e anti-estado explorem até a última gota esse caso.

    Esse caso é uma verdadeira mina de ouro contra a mentira de que o Estado "quer o nosso bem".
  • Eduardo  18/03/2017 20:38
    É interessante notar que, no fim, tudo isso apenas comprova aquilo que o IMB sempre fala: quanto mais alguns setores da economia são protegidos e privilegiados, piores ficam seus produtos e seu comportamento. Isso vale tanto para carnes quanto para carros e indústria em geral.

    Acabem com esses protetorados, abram geral a economia para as importações (de carros, carnes, aço, máquinas e produtos tecnológicos) e aí quero ver se vai ter mais dessa palhaçada.

    A pior maldição que um país pode ter é uma indústria grande em um determinado setor. Quando isso acontece, o governo fecha a economia para proteger exatamente aquele setor, despeja subsídios nele e proíbe a população de comprar de fora.

    Nova Zelândia, Suíça, Chile, Islândia e Irlanda não têm montadoras. Como consequência, não há tarifas de importação para carros. Logo, os carros a que a população tem acesso são extremamente baratos.

    Nos EUA, as tarifas de importação para café são zero. Claro, não há plantações de café nos EUA (há uma pequena no Havaí, mas seus agricultores não têm poder político para ir a Washington pedir tarifas de importação sobre o café estrangeiro). Consequentemente, a variedade de café disponível para o americano é absurda, e os preços são irrisórios.

    Chegou a hora de fazer o mesmo com o Brasil. Comecemos importando carne da Argentina e do Uruguai.
  • anônimo  18/03/2017 21:14
    A pérola socialista do dia:

    "E pensar que a propaganda anti-comunista meteu o pau por décadas na União Soviética por ela ter feito, graças ao isolamento e às contradições dentro dela mesma, o povo comer peixe prensado e comida em lata (que eram fichinha perto dos venenos e da exploração que a indústria alimentícia e agropecuária sempre fizeram e continuam fazendo, agora donas do mundo, no capitalismo hoje).
    Inclusive, a Rússia só sofreu crises de abastecimento na Grande Fome dos Anos 20 e na Recessão dos Anos 80. Dos Anos 30 aos 70 foi uma das Economias mais estáveis, fartas e produtivas do planeta. Ao contrário do Mundo Capitalista, nela as coisas muitas vezes acabavam porque as pessoas tenham um poder de compra enorme, e havia desigualdade (social, mas principalmente política) também; para não citar o costume eslavo de guardar comida e lidar com ela estar em um dos climas mais agrestes da Europa, estando geográfica e comercialmente isolada de 60% dos outros países."
  • Lel  20/03/2017 00:08
    Deve ser difícil ser um esquerdista atualmente. Você precisa acordar já pensando em que desculpas e mentiras terá que dar para tentar explicar as políticas que você apoiou durante anos fracassarem diante dos seus olhos e diante dos olhos de todos. Seja uma economia totalmente direcionada ou seja o desenvolvimentismo.

    A propósito, o autor "esqueceu" que na década de 30, mais especificamente 1932~1934, teve uma fome na Ucrânia (feita de propósito, mas entra na conta dos comunas também) que matou de 5 a 10 milhões de soviéticos.
    Além dessa, Khrushchev e Brejnev tiveram que "privatizar" (fazer concessões) mais de 50% das terras agrícolas porque a produção agrícola estava despencando no final da década de 60 e já se via surtos de fome no país. Além da crise dos mísseis, a crise agrícola na URSS forçou Khrushchev deixar o cargo de secretário geral. Ou seja, até os comunistas perceberam faz tempo que um "socialismo pleno" não funciona e destrói a economia muito rapidamente.
    E isso são apenas as grandes fomes e os surtos de fome. Cuba nunca chegou a esse ponto, mas a população cubana se alimenta de forma completamente precária (não morre de fome, mas passa fome).
  • Jango  20/03/2017 18:45
    A própria Perestroika é prova de que socialistas já perceberam que o Socialismo não funciona.
  • anônimo  18/03/2017 22:36
    A JBS que adquiriu dinheiro do Bolsa Empresa BNDES para comprar empresas concorrentes e criar um monopólio, deveria ser punida com multa e vender as empresas adquiriu com ajuda pai Estado.
  • anônimo  19/03/2017 12:59
    O propinoduto foi feito no tesouro nacional para o BNDES, depois do BNDES para empresas, depois voltava para os políticos em doações de campanha.

    Esse papo de que só houve roubo nas estatais é mentira. Como o tesouro subsidiou as obras via BNDES, muito dinheiro do povo foi roubado. É uma dívida de 450 bilhões, onde ninguém sabe quando o BNDES vai pagar. Os 100 bilhões do ano passado já viraram churrasco, porque não foi pago de volta ao tesouro.

    A Friboi já era mal administrada antes de ganhar na loteira do BNDES. Hoje, eles já estão devendo 400 milhões à previdência.
  • anônimo  19/03/2017 02:07
    Se não fosse as investigações da polícia federal, não haveria Operação Carne Fraca, e não saberíamos do esquema de adulteração de carne...
  • Tiago  19/03/2017 14:23
    Errado. Quem denunciou todo o esquema foi um insider do Ministério da Agricultura, um lobo solitário. O sujeito estava incomodado com aquilo tudo que estava acontecendo e resolveu avisar sua chefe (sem saber que ela própria era a líder do esquema). A chefe o rebaixou, ele ficou puto, e aí resolveu acionar a PF e o MP.

    Aí a PF e o MP começaram toda a burocracia -- instalando escutas telefônicas e tudo -- e só depois de 4 anos (!!!) é que descobriram algo.

    Lamento quebrar seus sonhos, mas, ao contrário do que os defensores do estado estão desesperadamente tentando ressaltar (a eles só restou isso), não foi nem a PF e nem o Ministério Público (estes dois órgãos sacrossantos) que descobriram o esquema.

    Quem denunciou tudo foi um "lobo solitário", um sujeito que foi rebaixado da hierarquia estatal por não concordar com o que se passava.

    Foi então, só então, que ele resolveu denunciar.

    Aliás, é sempre assim. É sempre alguém que está dentro do esquema que resolve delatar. Todos os grandes casos de corrupção são descobertos apenas porque um insider resolveu contar tudo.

    Sorry, mas PF e MP não são tão brilhantes e oniscientes assim. Reagiram com 4 anos de atraso.
  • Nando  19/03/2017 16:09
    4 anos pra PF "descobrir" essa aberração e o cara possui a audácia de vir elogiá-la aqui. PQP.
  • Andre  19/03/2017 17:41
    Percebi isso também, onde estavam todos os outros funças que não denunciaram nada? Ficaram com medinho de denunciar e perder sua teta estatal bem paga.
  • Vicente  20/03/2017 00:38
    Só sei que os fiscais do Ministério da Agricultura seguem tranquilos, mesmo os que estão presos. Continuam recebendo normalmente os salários. Agora, vão responder a processos administrativos, que se arrastarão por anos. Quando o caso cair no esquecimento, serão todos absolvidos. Serão remanejados para outras superintendências e seguirão a vida, certamente, prontos para continuarem convivendo com a corrupção que lhes garante vida boa.

    E continuarão sendo defendidos pelos otários pró-estado.
  • Soares  22/03/2017 00:44
    Realmente. É muito bom ser parasita do Estado, principalmente no Bostil.

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,temer-exclui-servidores-estaduais-e-municipais-da-reforma-da-previdencia,70001708755
  • Andre  22/03/2017 02:06
    Hahaha, é bom mesmo, mas acho que o Temer e sua equipe econômica pretendem deixar o ajuste previdenciário dos funças fatiado estado a estado, município a município, estão falidos e dependem da impressora de dinheiro federal, farão reformas de suas previdências de forma independente sob orientação federal.
  • LUIZ F MORAN  19/03/2017 12:19
    O mais triste é que seguiremos como estamos, ou seja, com a grande maioria da população brasileira ainda acreditando que o Estado tem o "dever" de lhe prover tudo: desde roupas íntimas até uma moradia.

    Nunca serão suficientes casos como este, aqui no Brasil as pessoas preferem acreditar nas estórias/versões em vez de acreditar naquilo que estão vendo com os próprios olhos, e isto tem nome: Dissonância Cognitiva !!

  • Tarantino  19/03/2017 14:32
    Acho legal o site "Reclame Aqui", não é uma agencia reguladora, mas faz um demonstrativo da reputação de produtos e serviços. Creio que uma alternativa válida seria a criação de mais sites semelhantes. Isto é, desde que tais sites não se rendam à formação de cartel e propinas.
  • Capital Liberal  19/03/2017 14:53
    SOH DIGO UMA COISA: BOICOTE GERAL A ESSAS EMPRESAS!! E SE EU VER UM IDIOTA COMPRANDO FRIBOI QUERO DÁ-LHE UM SAFANAO NA ORELHA!!
  • anônimo  20/03/2017 11:48
    Não vai ter boicote nenhum.O povo é estúpido e vai continuar comprando tudo quanto é porcaria.Aliás, esse é um ponto fraco da filosofia desse pessoal liberal, acreditar em boicote como forma de punição pra quem merece ir pra cadeia.
  • Cético  20/03/2017 15:41
    Me diga, como o pobre coitado do brasileiro pode boicotar um monopólio?
    Ele deixa de comer carne?

    Vivemos em um Curral, fechado por todos os lados, e nosso senhor escravocrata ainda nos serve carne ruim. A única opção é abrir as portas do curral e derrubar este senhor maquiavelico.

    Comprar carne importada e/ou de qualidade é uma realidade apenas para uma minoria dos brasileiros. O resto se vê obrigado a comer lixo.
  • Andre  20/03/2017 17:02
    Pare de chorar homem de pouca fé, se o povo brasileiro não pode ou não deseja melhorar sua situação não é desculpa para condenar você e sua família ao mesmo destino, mude-se para uma cidade em área de fronteira próxima a áreas rurais, depois que se acostumar a comer comida de verdade vai sentir de longe cheiro de porcaria fraudada.
  • Cético  20/03/2017 17:17
    Caro Andre,

    Eu felizmente tenho condições de viajar e protejo minha família do esbulho criminoso.
    Mas não posso achar que meus conterrâneos em pior situação sejam culpados pela situação que a gangue impõe a eles.
  • CARLITOS  19/03/2017 15:17
    Agora entendo a "tecnologia" que existe na fabricação da famosa 'CARNE MATURADA".
  • Engenharia contra o governo  19/03/2017 15:33
    A melhor solução seria uma guerra de matemática contra o governo.

    Quem sabe, entupindo a mídia com planilhas, cálculos e estatísticas, podemos convercer que o governo empobrece as pessoas.

    O BNDES deve 450 bilhões ao tesouro. Os juros bancários custam 400 bilhões ao ano para o tesouro. O desperdício custa alguns bilhões a cada ano. A educação desperdiça 200 bilhões por ano com a ineficiência. A coletivização das coisas retira 1 trilhão de reais de patrimônio das mãos das pessoas. As concessões ao invés de privatizações retiram bilhões de investimento na economia.

    Com isso, podemos provar que mais de 1 trilhão de reais por ano são perdidos com o governo.

    A guerra de matemática vai massacrar os políticos.
  • Pobre Paulista  19/03/2017 20:26
    Claro, eles se importam bastante com isso
  • anônimo  19/03/2017 20:10
    As empresas envolvidas deveriam ser punidas com multa e serem leiloadas.
  • Ismael  19/03/2017 23:36
    Vou tentar matar esta charada…….a propina já vinha sendo distribuída há um bom tempo e proporcionalmente segundo a proximidade do agente com a carne…..de maneira que os fiscais do Ministério da agricultura ficavam com a bolada maior….e policiais federais com uma sub-propina de maneira a ninguém delatar o esquema.
    Com a acentuada perda do poder de compra do brasileiro nos últimos anos e meses, começou a faltar 'verdinhas' pra distribuir à toda cadeia de corruptos….assim aqueles na extremidade (no caso a PF) bateram o pé e exigiram o contínuo fluxo da grana ou então entregavam tudo e ainda saiam bem como os guardiões protetores do indefeso consumidor brasileiro.
    É só uma teoria que me diverti pensando….gostaria de dizer que está de parabéns a equipe IMB não apenas pelo artigo, mas pela escolha da foto do artigo….não poderia ser mais abrangente, não apenas pelo tema 'carne'….mas pelo fato de que a turba de brasileiros irá procurar acompanhar o desenrolar da investigação policial pela rede televisiva, justamente de onde vem a propaganda das agências estatais.
    As vezes fico desapontado com comentários de alguns colegas aqui que se dizem desacreditados da possibilidade do povo brasileiro vir à conseguir se livrar da estatolatria….mas se esquecem de observar a acertividade do fracasso do socialismo.
    Basta um passeio pelo YouTube sobre os temas "Amazing food processing machine" ou "Harvest machine" para ver a incrível revolução tecnológica que vem despontando para transformar nossa organização do trabalho e consequentemente demais vertentes da vida!
  • Skeptic  20/03/2017 02:18
    Leandro, sinto falta de um artigo seu sobre o estado da economia brasileira. A queda da inflação, a suposta recuperação da indústria, o impacto da lista de Janot + Carne Fraca na economia, e o que rola no BC hoje. Também sinto falta dos artigos atuais sobre o Fed.
  • Rodrigo  20/03/2017 16:05
    Eu também. São os melhores artigos do site.
  • Andre  20/03/2017 14:22
    Cuidado, ler isso dá câncer.

    www.infomoney.com.br/conteudo-patrocinado/noticia/6248978/profissional-relacoes-com-governo-ganha-espaco-nas-empresas-espera-regulamentacao
  • CARLITOS  20/03/2017 14:49
    Quero compartilhar com os colegas deste site a seguinte nota:

    otambosi.blogspot.com.br/2017/03/a-face-oculta-e-hedionda-da-elite.html

    e o comentário que escrevi lá:

    Terá isto repercussões internacionais? Como será visto o brasileiro no exterior? Como mafioso, falso, inconfiável? E a respeito das relações comerciais? Os produtos industrializados terão saída, ou Brasil seguira sendo exportador de matérias primas? Que herança estaremos entregando as próximas gerações?

    Será melhor nos dividir em pequenas republicas?
    Eu apoio www.sullivre.org/
    e www.saopaulolivre.org/

  • Marcos Dutra   20/03/2017 17:58
    Quando trabalhei na Sadia pré-BRF os produtos eram de excelente qualidade. Mas aí veio o Lula, enfiou dinheiro roubado na Friboi, e quebrou a Sadia de vez (que já vinha mal depois das aplicações financeiras burras de seu diretor financeiro). Nivelou tudo por baixo e agora temos essa corrupção descontrolada. Quem consegue competir contra uma JBS que tem dinheiro grátis do governo?

    Mais um exemplo da intervenção estatal destruindo um segmento da economia.
  • Taxidermista  20/03/2017 18:31
    Mais uma vez, a leitura errada:

    "Maggi está errado, e a corrupção é a prova
    Brasil 18.03.17 08:01
    Ao Estadão, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou que "o nosso sistema de controle da sanidade é robusto. Mas, quando há pessoas corruptas no meio, foge das nossas possibilidades."
    Maggi confundiu tudo. Pessoas corruptas são a prova de que o controle sanitário não é robusto
    ". (www.oantagonista.com/posts/a-corrupcao-prova-que-blairo-maggi-esta-errado)


    Tá tudo errado aí.

    A fala do tal ministro, achando que "o problema são as pessoas corruptas", e não o próprio controle estatal.

    E a "correção" feita ao ministro pelo jornalista (sedizente "anti-esquerdista", registre-se), achando este que o problema é a falta de "robustez" do controle estatal, sendo "prova" disso a existência de pessoas corruptas. Ou seja, a "solução", para o jornalista (e para a maioria da mídia), está em aumentar e fortificar o controle estatal.

    Essa é a mentalidade responsável pela manutenção do estado de coisas: estatolatria e roubo do dinheiro de quem produz valor na sociedade.

  • reinaldo  20/03/2017 19:39
    Meio OFF mas já que a CSA foi citada no texto vai uma historinha.
    Quando trabalhava para uma grande empresa de equipamentos elétricos, o pesadelo dos engenheiros era conseguir justamente a certificação da CSA, tida como uma das mais rigorosas do mundo.
    O dio que corria pela empresa era de que se você conseguisse vender material elétrico para o Canadá, podia vender em qualquer outro lugar do mundo, que seu material ia passar em qualquer teste que inventassem.
  • Baroni  21/03/2017 11:06
    Sendo a policia federal um órgão público, portanto com os mesmos incentivos que os demais funcionários públicos, isto é, mantem seus empregos mesmo que falhem vergonhosamente numa investigação. Pergunto, porque devemos aceitar como premissa que estão fazendo um trabalho acima de qualquer suspeita? Será mesmo que o que foi apresentado é a realidade dos fatos? Claro que isso não invalida de forma alguma o que foi exposto no artigo, pelo contrario, mas creio que não se deveria dar mais crédito a um órgão público do que a outro, pois no final todos eles compões o mesmo estado.
  • Andre  21/03/2017 13:32
    Errado. Quem denunciou todo o esquema foi um insider do Ministério da Agricultura, um lobo solitário. O sujeito estava incomodado com aquilo tudo que estava acontecendo e resolveu avisar sua chefe (sem saber que ela própria era a líder do esquema). A chefe o rebaixou, ele ficou puto, e aí resolveu acionar a PF e o MP.

    Aí a PF e o MP começaram toda a burocracia -- instalando escutas telefônicas e tudo -- e só depois de 4 anos (!!!) é que descobriram algo.

    Lamento quebrar seus sonhos, mas, ao contrário do que os defensores do estado estão desesperadamente tentando ressaltar (a eles só restou isso), não foi nem a PF e nem o Ministério Público (estes dois órgãos sacrossantos) que descobriram o esquema.

    Quem denunciou tudo foi um "lobo solitário", um sujeito que foi rebaixado da hierarquia estatal por não concordar com o que se passava.

    Foi então, só então, que ele resolveu denunciar.

    Aliás, é sempre assim. É sempre alguém que está dentro do esquema que resolve delatar. Todos os grandes casos de corrupção são descobertos apenas porque um insider resolveu contar tudo.

    Sorry, mas PF e MP não são tão brilhantes e oniscientes assim. Reagiram com 4 anos de atraso.
  • Mais Justo que Dedo Nagua  21/03/2017 14:58
    Não existe Santo nem herói na polícia e no funcionalismo público. Deveriam investigar por que a PF demorou tanto para ter atitude de polícia.
  • Baroni  21/03/2017 15:02
    Andre, você realmente leu e entendeu o que postei? Me parece que não.

    "Lamento quebrar seus sonhos, mas, ao contrário do que os defensores do estado estão desesperadamente tentando ressaltar (a eles só restou isso), não foi nem a PF e nem o Ministério Público (estes dois órgãos sacrossantos) que descobriram o esquema. "

    De onde você tirou isso? Estou dizendo o exato oposto. Estou dizendo que a PF, MP etc., por serem parte do estado, estão sujeitos aos mesmos incentivos, logo são tão pouco confiáveis quanto qualquer outro ente estatal.
  • Andre  21/03/2017 16:25
    Sim, li, a resposta está adequada.

    "mas creio que não se deveria dar mais crédito a um órgão público do que a outro"

    O exato crédito a ser dado é zero, seu estatista enrustido.
  • Baroni  21/03/2017 23:13
    Andre, leitura e interpretação de texto não fazem mal a ninguém, não faça juízo de valor a priori do que você não entende ou meramente supõe ter entendido. Não projete nos outros seus próprios pré conceitos nem sua visão distorcida de mundo, portanto se alguém aqui é estatólatra, não sou eu. Estou a afirmar peremptoriamente que nenhum membro do estado, seja PF, Juízes, MP, políticos, etc, merecem receber qualquer credito diferenciado (de zero, por obvio, mas preciso desenhar), pois são todos membros do mesmo estado e portanto não me parece correto dar um viés de elogio ao MP e PF por tocarem suas próprias agendas, mesmo que em algum momento façam a coisa certa pelos motivos errados. O que não é o caso dessa investigação ridícula da "carne é fraca". Agora, é duro ter que fazer três postagens para explicar a um semi analfabeto o que está cristalino no texto inicial e ainda assim, muito provavelmente não vai conseguir entender.
  • Andre  22/03/2017 00:33
    Resposta continua adequada

    "mas creio que não se deveria dar mais crédito a um órgão público do que a outro" que você considera é bem mais que zero, matemática básica também não faz mal a ninguém, abraço e tenha um bom dia na repartição.
  • Baroni  22/03/2017 10:53
    Andre, meu caro, nunca trabalhei, não trabalho, nem nunca trabalharei em repartição pública, exerço cargo executivo em uma grande empresa nacional. Mas você como visionário acha que sabe o que eu faço ou o que eu penso, se acha o mais libertário de todos os libertários do universo, se arvora o direito de projetar no comportamento dos outros o seu próprio, não consegue ler e entender um texto, não consegue argumentar com base em fatos, apenas com juízos de valor a priori e errados. É por tipos como você que temos tanta dificuldade em divulgar os ideais liberais, o que você está fazendo é um verdadeiro desserviço a causa libertaria e liberal, vá gastar seu latim em sites petistas e estatistas, não comigo. um ferrenho defensor da liberdade. Paro por aqui, pois como diz o ditado "nunca discuta com um ignorante, pois quem está de fora pode não saber quem é quem". Adeus.
  • Andre  22/03/2017 13:07
    Fico feliz que vai começar a valorizar seus valores liberais e libertários, evitando novos escorregões estatistas.
  • Joaquim Saad  22/03/2017 14:52
    Incrível ! Ainda que de forma bem incipiente, o IMB está finalmente conseguindo se fazer ouvir na me(r)dia "umbralsileira", conforme atesta o artigo de Antônio Cabrera (ex-ministro da agricultura e reforma agrária) publicado hoje no Estadão, reproduzindo boa parte das ideias do Leandro:

    "No final, como lição da Operação Carne Fraca, há que se perguntar: quem fiscaliza os fiscalizadores?
    Não tenha dúvida, a carne é fraca quando o Estado é forte.
    "

    Afinal, será que há alguma esperança por estas plagas ?
  • Ricardo  22/03/2017 14:59
    Rapaz... e esse ex-ministro praticamente xerocou o artigo do Leandro hein?

    "Dito isso, por que não pensar no Brasil em certificadoras de qualidade privadas? Se uma certificadora privada fosse flagrada em suborno como este, ela não teria chance alguma de estar operando mais. Já um órgão estatal monopolista não tem nenhum mecanismo forte como este para ser criterioso, e, pior, a sua reserva de mercado continuará intacta.[...]

    Mas, se o governo está realmente interessado no bem-estar da população, por que não permitir a proliferação de certificadoras privadas concorrendo no livre mercado? Isso possibilitaria uma regulação genuinamente concorrencial, com certificadoras privadas concorrendo entre si e com o serviço público (para aqueles que gostam do governo). A escolha soberana é do consumidor!"
  • Leandro  22/03/2017 15:04
    Podem continuar fazendo isso à vontade. Ainda ontem, um sujeito veio aqui me questionar como eu reagiria se isso acontecesse. Dei esta resposta, citando um caso de um professor doutor que copiou um artigo inteiro meu em um trabalho acadêmico.
  • Marcos  23/03/2017 20:22
    Como que para confirmar o artigo, uma empresa privada -- famosa por sua reputação -- encontrou irregularidades em azeites inspecionados e aprovados por órgãos estatais:

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,teste-constata-fraude-em-azeite-de-oliva,70001710154

    Sobre a empresa:

    https://www.proteste.org.br/

  • Fernando de Castro  24/03/2017 01:30
    O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

    Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

    Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

    Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

    E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

    Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

    E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

    E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

    O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

    O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
  • Lel  24/03/2017 03:45
    Resumo perfeito.
  • Lel  24/03/2017 05:26
    Para vocês notarem como a moral dos petistas é imunda, é só ver que situação ridícula eles se meteram ao chegarem ao ponto de defenderem nos comentários das redes sociais a JBS/BRF e atacarem a operação que descobriam as adulterações.
    www.ceticismopolitico.com/blog-de-renato-rovai-emite-narrativa-podre-para-defender-carne-podre-da-friboi-simbolo-da-era-petista/

    O único argumento econômico oferecido é que isso "vai afetar nossas exportações".
    Esse tipo de argumento mostra como a mentalidade protecionista e estatista destrói a ética de um indivíduo.
    Exportação NUNCA foi "algo bom" para a população (não quer dizer que é ruim). Exportação feita no modelo atual brasileiro é bom unicamente para o governo e principalmente para megaempresários. Não é porque o dinheiro está entrando no país que os pobres estão ficando com mais dinheiro ou comendo melhor.

    E mesmo se esse argumento estivesse correto, vender carne adulterada é algo INACEITÁVEL. Em uma economia de mercado, a empresa que fizesse isso dificilmente recuperaria sua reputação.
  • JONATHAN EDUARDO BEZERRA  24/03/2017 21:07
    O texto apenas demonstra que o sistema capitalista, ainda mais a forma liberal, é totalmente ineficiente.

    Senão vejamos,

    1: hoje já não é proibido nenhuma empresa ter seus laboratórios e certificados de qualidade internos ou externos, inclusive no Brasil existe a certificação "Certified Humane Brasil é o representante na América do Sul da Humane Farm Animal Care (HFAC), a principal organização internacional sem fins lucrativos de certificação voltada para a melhoria da vida das criações animais na produção de alimentos, do nascimento até o abate"; (não necessita liberalismo para isso), inclusive a Korin agropecuária é certificada por essa empresa, entre tantas outras.

    2: Não é proibido nenhuma instituição avaliar a qualidade dos produtos e denunciar caso seja de péssima abaixo do esperado; (não necessita liberalismo para isso também)

    3: No liberalismo estas mesmas instituições que avaliariam a qualidade ou emitiriam certificados poderiam ser construídas justamente para os objetivos do bloco gigante de algum ramo, como por exemplo carne, tendo esse poder eles também teriam o poder de patrocinar jornais e revistas para desmentir qualquer empresa de certificados privados concorrente e pronto, num mundo globalizado quem não aparece não é visto. O lucro dos grandes blocos estaria garantido... num capitalismo sem regulação estatal quem iria impedir isso? Da mesma forma que a "Certificadora" do grande grupo poderia difamar as carnes de um grupo concorrente.

    claro, se não existissem grupos, talvez até funcionaria, porém pq não criar grupos para ter maior vulto de recursos para maior propaganda e maior lucro? Justamente. Apenas prova objetivo maior - lucro - é o motor para irregularidades, seja de agente público ou privado.

    aguardando respostas...
  • Demme  25/03/2017 00:13
    Esse aí bateu o recorde: citou todos os problemas que existem no arranjo estatal atual, e os imputou ao excesso de liberalismo!

    Pior: diz haver um excesso de liberalismo ... no Brasil!

    Seria o equivalente a eu dizer que eventuais problemas em Hong Kong ou na Suíça foram causados pelo excesso de comunismo daquele país.

    1) Você cita uma "organização sem fins lucrativos" (o artigo fala especificamente da necessidade de empresas concorrenciais) e você diz que isso representa "excesso de liberalismo" no Brasil? Sério, o que uma coisa tem a ver com a outra?

    2) É mesmo? Quer dizer então que se eu quiser entrar na fábrica da Friboi e dizer "vim inspecionar seu processo de produção! Me mostrem tudo!", eu posso? Tô liberado? Você garante?

    É cada ignaro....

    3) Genial! Você constrói um cenário mental totalmente hipotético (e completamente sem nexo e lógica) e daí conclui que isso prova que "o excesso de liberalismo" no Brasil não deu certo!

    Você só não é mais patético porque é desconhecido.

    "aguardando respostas"

    O que você realmente tem de aguardar é a chegada da inteligência.
  • André  25/03/2017 02:38
    O texto apenas demonstra que o sistema capitalista, ainda mais a forma liberal, é totalmente ineficiente.

    Liberal? Onde? No Brasil? O país com um alto nível de protecionismo, regulações e proibições de concorrências, que garante reservas de mercado a um pequeno e seleto grupo de empresas ligadas ao governo? Você tá de zueira?

    1) Sim, beleza, perfeito. Uma organização internacional sem fins lucrativos. Acho a ideia excelente. Isso também prova que não precisavam do estado e do ministério da agricultura para certificar as carnes, porque existem entidades que não são ligadas a ele que podem fazer esse trabalho de forma mais eficiente e barata, perfeitissimo.

    2) Ah, sim, não é proibido. Que legal, então significa que não precisamos do estado e sua máquina carissima fazendo isso, já que, como você apontou no item 1, existem outras entidades sem fins lucrativos que podem fazer isso melhor e mais barato. Perfeito.

    3) Recomendo leitura: O mito do monopolio natural
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1309

    Mas, meu caro, deixe eu te perguntar uma coisa, eu achei que você ia criticar o liberalismo. Você só apresentou idéias que o defendem e que são contrárias ao estado, mas colocou a culpa no liberalismo. Estou confuso.
  • Papai Getúlio  25/03/2017 02:43
    Filhinho, o Bostil possui menos liberalismo do que a Rússia e a China. Você não possui a mínima ideia do que está falando.
  • João  25/03/2017 18:01
    Excelente artigo Leandro, como sempre.

    Esse artigo me fez pensar em algo agora, se puder me responda, e se essa lógica de permitir que empresas que inspecionam os produtos e liberam selos de qualidade para o mercado venham a competir com o estado for levada mais adiante... para permitir a existência de instituições que JULGAM o estado em si?
  • A sua lógica  25/03/2017 22:48
    Acabariam por voltar aos mesmos padrões de corrupção, eventualmente.

    Veja bem, a idéia do sistema de freios e contrapesos foi criada justamente com esse intento. Que, ao dividir os poderes governamentais em três, impediriam que o estado fosse abusivo. A idéia funciona, em teoria, mas na prática o que acaba acontecendo é que os três poderes eventualmente acabam se aliando e legitimando um monopólio de poder. (Esse raciocinio está presente no livro do Rothbard, A anatomia do estado).

    Entidades privadas policiando governos estariam sempre sob ataque dos mesmos, pois é raro um governo permitir ser controlado por uma entidade externa, já que a lógica governamental é que são entidades supremas em seus respectivos territórios e não aceitariam ter seu poder reduzido. O governo:

    A) Iria recusar a entidade.
    e/ou:
    B) Tentaria ativamente corrompe-la ou sabota-la.

    No nosso arranjo atual, a solução mais viável (não é a melhor, mas que é possivel implementar) seria que entidades internacionais (em um mercado irrestrito e de livre entrada) efetuassem ratings do governo baseado em dados já existentes (como IDH e indice de liberdade econômica, indice de corrupção). É a mesma ideia das notas de investimento, mas para estilos de governo, mas isso só funcionaria em um mercado de livre entrada que não fosse subsidiado por governos, pois assim, as empresas desonestas seriam desqualificadas pelos consumidores e perderiam seu mercado.

    Embora eu pessoalmente não sei dizer quem seria o consumidor desse tipo de arranjo.
  • Diogo  25/03/2017 19:48
    "Se eu denunciar, não vai acontecer nada"

    Por que Junior Durski, do Grupo Madero, aceitou pagar propina para os corruptos do Ministério da Agricultura por um ano?

    Leia sua resposta à Veja:

    "O senhor nunca pensou em denunciar a extorsão?

    É notório que existe muita corrupção no Brasil, tanto quanto é notório que existe muito corporativismo nos órgãos públicos. A impunidade é muito grande. O empresário pensa: "Se eu denunciar, não vai acontecer nada com o fiscal, e depois ele volta e me arrebenta."
  • Irineu  27/03/2017 04:17
    Galera, tenho uma duvida que gostaria que me esclarecessem: Por que as maiores petrolíferas do mundo são estatais? Isso não contradiz a ideia de que estatal sempre é menos lucrativa que empresa privada?

    É verdade que uma estatal gera mais lucro para o governo que uma empresa privada (com impostos)?

    Se poderem responder da forma mais detalhada possível, eu agradeço.

    https://www.petronoticias.com.br/archives/78758
  • Marinho  27/03/2017 11:25
    Você está incrivelmente desinformado.

    Eis a lista das 10 maiores petrolíferas do mundo:

    1ª - Exxon Mobil (americana, privada)
    2ª - PetroChina (chinesa, estatal mas com ações em bolsa)
    3ª - Royal Dutch Shell (britânica e holandesa, privada)
    4ª - British Petroleum (britânica, privada)
    5ª - Chevron (americana, privada)
    6ª - Gazprom (russa, estatal mas com ações em bolsa)
    7ª - Total (francesa, privada)
    8ª - Sinopec (chinesa, estatal mas com ações em bolsa)
    9ª - Petrobras (brasileira, estatal mas com ações em bolsa )
    10ª - Rosneft (russa, estatal mas com ações em bolsa)

    exame.abril.com.br/negocios/as-10-maiores-petroleiras-do-mundo-petrobras-e-a-nona/

    Os países que mais exportam petróleo são os árabes e alguns africanos. E por motivos óbvios: eles bóiam sobre a commodity. Só que suas estatais nem sequer figuram nas 10 mais. Não há ali empresas do Irã, da Arábia Saudita, da Nigéria e nem de qualquer outro lugar daquela região do mundo.

    Agora, veja os EUA. O país não é autossuficiente, tem de importar gasolina, não tem estatais no ramo, e ainda emplaca duas petrolíferas entre as 10 maiores do mundo.

    "É verdade que uma estatal gera mais lucro para o governo que uma empresa privada (com impostos)?"

    Quais lucros?

    Petrobras perde quase R$ 15 bilhões e tem prejuízo pelo terceiro ano seguido

    Um setor petrolífero nas mãos do estado gera muito dinheiro para políticos, burocratas, sindicatos e demais apaniguados. Isso é tentador. A teoria diz que toda e qualquer gerência governamental sobre uma atividade econômica sempre estará subordinada a ineficiências criadas por conchavos políticos, a esquemas de propina em licitações, a loteamentos de cargos para apadrinhados políticos e a monumentais desvios de verba. No setor petrolífero, Venezuela, Nigéria e todos os países do Oriente Médio comprovam essa teoria.

    Um setor ser gerido pelo governo significa apenas que ele opera sem precisar se sujeitar ao mecanismo de lucros e prejuízos. Todos os déficits operacionais serão cobertos pelo Tesouro, que vai utilizar o dinheiro confiscado via impostos dos desafortunados cidadãos. Um empreendimento estatal não precisa de incentivos, pois não sofre concorrência financeira — seus fundos, oriundos do Tesouro, em tese são infinitos. O interesse do consumidor é a última variável a ser considerada.

    No setor petrolífero brasileiro, o dinheiro é retirado do subsolo e despejado no buraco sem fundo da burocracia, da corrupção, dos privilégios e das mamatas. Todos os governos estaduais e todos os políticos do país querem uma fatia deste dinheiro para subsidiar suas burocracias e programas estatais preferidos. Consequentemente, em todos os setores em que esse dinheiro é gasto, ele é desperdiçado. Como é economicamente impossível o governo produzir algo de real valor, ele na prática apenas consome os ativos e a riqueza do país.

    Caso o setor petrolífero estivesse sob o controle de empresas privadas, todo o dinheiro retirado do subsolo seria de propriedade destas empresas e de seus acionistas. Sim, haveria impostos sobre esse dinheiro. Mas a maior parte dele ainda iria para mãos privadas. É assim nos EUA e em vários países da Europa. Tal arranjo mantém o dinheiro longe das mãos do governo e dos demais parasitas, e garante que a produção e a distribuição sempre ocorrerão estritamente de acordo com interesses de mercado, e não de acordo com conveniências políticas.


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