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Como o mercado cria empregos, e como o estado os destrói
Esta tenebrosa dinâmica tem de ser revertida caso queiramos melhorar nosso bem-estar

Se a mídia nos informa que "a abertura da fábrica XYZ criou 1.000 novos empregos", nós aplaudimos. Quando a empresa ABC fecha suas portas e 500 empregos somem, ficamos tristes. Se algum político surgir prometendo fornecer subsídios para salvar a ABC terá praticamente garantido um amplo apoio público por seu esforço de preservar empregos.

Mas o fato é que empregos, por si sós, não representam nada. Empregos, por si sós, não garantem bem-estar e riqueza para uma população. Empregos só são importantes se a mão-de-obra estiver produzindo bens e serviços que sejam genuinamente demandados pela população consumidora.

Suponha um emprego no qual o sujeito deve cavar buracos apenas para enchê-los novamente. Trata-se de um serviço que não é demandado por nenhum consumidor. Tal emprego cria riqueza e aumenta o bem-estar da sociedade? Ele cria produtos genuinamente demandados pela população? Ele sequer deveria existir? Mais ainda: deveria ele ser mantido com o dinheiro de impostos?

Na União Soviética, cujo regime afirmava ter pleno emprego e se gabava de dar um emprego para cada trabalhador, muitos trabalhos eram tão improdutivos quanto esse.

Por isso, o que realmente interessa para uma economia é a produção, e não o emprego. A produção é o fim supremo, e empregos nada mais são do que meios para se alcançar esse fim.

Vale repetir: o objetivo de uma economia não é criar empregos. O objetivo de uma economia é produzir bens e serviços que o público consumidor deseja adquirir.  Empregos serão uma consequência positiva desta produção demandada.

Consequentemente — e este é um ponto crucial —, criar empregos artificiais para produzir bens e serviços que não são demandados é uma política que irá afetar a produção daqueles bens e serviços realmente demandados.

Imagine que uma família suíça, os Robinson, fosse abandonada em uma ilha deserta. Eles precisam de empregos? Não, eles precisam de comida, roupas, abrigo e proteção contra animais selvagens. Cada emprego artificialmente criado na ilha representaria uma redução na limitada e preciosa mão-de-obra disponível, o que implicaria a produção de menos bens e serviços cruciais. Por isso, o trabalho é algo que deve ser racionado — e não criado artificialmente — de uma maneira tal que o mercado possa produzir a maior quantidade de produtos possíveis utilizando a limitada oferta de mão-de-obra, de bens de capital e de recursos naturais disponíveis.

Aquilo que vale para uma ilha deserta é igualmente válido para a nossa sociedade. A oferta de mão-de-obra é, por definição, limitada. Não há um número infinito de pessoas. Consequentemente, não devemos permitir que seja o governo quem crie empregos. Quando o governo cria empregos (com os recursos extraídos da sociedade) outros bens e serviços genuinamente demandados pela população deixam de ser produzidos.

Por isso, devemos reservar a preciosa mão-de-obra para aquelas tarefas importantes que ainda não foram feitas.

Alternativamente, imagine um mundo no qual pizzas, tênis de corrida, computadores, carros, televisores e tudo o mais que quiséssemos caísse continuamente dos céus como maná. Será que iríamos realmente "querer empregos" em tal Utopia? Claro que não, pois iríamos querer nos dedicar a outras tarefas — ler, tomar banho de sol etc. —, as quais iríamos empreender pelo seu prazer intrínseco.

Portanto, em vez de glorificar empregos por si próprios, deveríamos nos perguntar por que empregos são tão importantes. A resposta é: porque vivemos em um mundo de escassez econômica e devemos trabalhar e produzir para podermos viver e prosperar. É por isso que deveríamos louvar apenas quando vemos que um determinado emprego irá produzir coisas que as pessoas realmente valorizam — isto é, estão dispostas a comprar com seu próprio e suado dinheiro.

E isso é algo que só pode ser feito pelo livre mercado, e não por burocratas e políticos.

A destruição de empregos

Tendo entendido isso, falemos agora sobre o desemprego.

Como interpretar a situação daquelas pessoas que querem trabalhar e produzir bens e serviços genuinamente demandados pelos consumidores, mas que não conseguem encontrar um emprego?

Como é possível que algo escasso e limitado como a mão-de-obra não seja plenamente usado para satisfazer desejos e necessidades (os quais, por definição, são ilimitados)?

Em outras palavras, dado que nossos desejos e necessidades são ilimitados, e dado que os meios para se produzi-los são escassos e finitos, por que então não há pleno emprego?

Em praticamente todos esses casos, intervenções estatais são a causa da falta de empregos.

Eis as principais:

Salário mínimo

A imposição de um salário mínimo é uma política na qual o governo proíbe que os empregadores paguem um salário menor que um piso estipulado por políticos. Na prática, trata-se de um controle de preços.

Para explicar por que isso é prejudicial, podemos pegar emprestada uma analogia da biologia: existem certos animais que são fracos em comparação a outros. Por exemplo, o porco-espinho é indefeso, exceto pelos seus espinhos; o veado é vulnerável, exceto pela sua velocidade.

Nas ciências econômicas também existem pessoas que são relativamente fracas. Os deficientes, os adolescentes, as minorias, os destreinados, os pouco qualificados, os pouco produtivos — todos estes são agentes econômicos fracos. Porém, assim como os animais fracos na biologia, eles têm uma vantagem compensadora: a capacidade de trabalhar por salários mais baixos.

No entanto, se o governo entra em cena e estipula um valor mínimo para seu salário, essa vantagem lhes é confiscada. Na prática, é como se os degraus mais baixos de uma escada fossem cortados. É como se o porco-espinho tivesse seus espinhos cortados.

Considere um jovem, sem instrução e sem habilidades, cuja produtividade seja de $ 600 por mês no mercado. O que aconteceria se a legislatura aprovasse uma lei requerendo que a ele sejam pagos $ 950 por mês? O empregador que o contratar perderia $ 350 por mês.

Ou então considere um homem e uma mulher, cada um com uma produtividade de $ 2.000 por mês. E suponha que, por causa de discriminação, ou qualquer outra coisa, o homem receba $ 2.000 por mês e a mulher, $ 1.500. É como se a mulher tivesse um pequeno sinal na testa com os dizeres "Dê-me o emprego e ganhe um extra de $ 500 por mês".

Isso faz dela uma funcionária desejável, mesmo para um patrão machista. Mas quando uma lei demandando pagamento igualitário estipula que ela deve receber o mesmo salário do homem, o empregador irá poder satisfazer suas tendências discriminatórias e não contratá-la, sem qualquer custo para ele.

Em todos esses casos, o resultado é o desemprego, o que cria desespero, solidão, isolamento e dependência.

Encargos sociais e trabalhistas 

Além do salário, o empregador tem também de arcar com vários outros tributos e taxas que incidem sobre a folha de pagamento. São os encargos sociais e trabalhistas.

[N. do E.: no Brasil, empregar alguém traz um custo extra de 103% do salário só com impostos e outros encargos sociais e trabalhistas. Coisas como INSS, FGTS, PIS/PASEP, salário-educação, Sistema S, 13º salário, adicional de remuneração, adicional de férias, ausência remunerada, férias, licenças, repouso remunerado, rescisão contratual, vale-transporte, indenização por tempo de serviço e outros benefícios fazem com que, além do salário, o empregador tenha de pagar o equivalente a outro salário só com estes custos].

Encargos sociais e trabalhistas representam um custo de produção. Quanto maiores forem os encargos, maiores serão os custos de produção (e sem que a produtividade tenha aumentado).

A lógica é a mesma do salário mínimo, só que ainda mais abrangente, pois se aplica a todas as faixas salariais. Logo, elevar artificialmente o salário mínimo e os encargos sociais e trabalhistas significa elevar o custo de produção sem que a produtividade tenha aumentado.

Maiores custos de produção implicam menores lucros. Menores lucros implicam menos investimentos. Menos investimentos implicam menos emprego.

Logo, estes impostos patronais impõem pesados custos financeiros e administrativos sobre a iniciativa privada, aumentando drasticamente os custos marginais de se contratar novos empregados.

Valor Comparável 

E se o governo tivesse a brilhante idéia de que enfermeiras e cirurgiões devem receber o mesmo salário porque suas ocupações têm um valor "intrinsecamente" igual?

O governo mandaria que os salários das enfermeiras fossem elevados ao mesmo patamar, o que causaria desemprego para as mulheres.

Condições de Trabalho 

Leis que obrigam os empregadores a providenciarem certos tipos de condições de trabalho também criam desemprego. Por exemplo, a exigência de copos de vidro individuais, água quente, e banheiros modernos em zonas de trabalho rurais representam custos de produção artificialmente elevados.

Isso é economicamente equivalente às leis salariais porque, do ponto de vista de empregador, condições de trabalho são quase que indistinguíveis dos salários monetários. E se o governo o força a pagar mais, ele vai ter que contratar menos pessoas.

Sindicatos 

Quando o governo força a iniciativa privada a contratar somente trabalhadores sindicalizados, ele está discriminando os trabalhadores não-sindicalizados, fazendo com que eles fiquem em severa desvantagem ou permanentemente desempregados.

Sindicatos existem primordialmente para afastar a concorrência. Eles são um cartel protegido pelo estado, como qualquer outro.

Sindicatos também proíbem reduções salariais em épocas de recessão econômica. Só pode haver redução por meio de acordos coletivos e dissídios coletivos. Mesmo que o trabalhador aceite uma redução, ele é proibido disso.

Todas essas imposições são feitas com a justificativa de "proteger os trabalhadores", mas logram apenas expulsar os mais fracos e menos qualificados do mercado de trabalho. Afinal, se o custo da mão-de-obra não diminuiu o suficiente perante uma queda na demanda empresarial por trabalhadores, o que inevitavelmente irá ocorrer é que o desemprego inevitavelmente aumentará.

Proteção ao Emprego 

Leis de proteção ao emprego, que declaram que ninguém pode ser despedido sem o devido processo, supostamente devem proteger os empregados. Entretanto, se o governo diz ao empregador que ele deve manter o empregado não importa o que ocorra, ele provavelmente nem sequer irá contratar o empregado.

Essa lei, que tem a intenção de ajudar os trabalhadores, contraditoriamente os impede de arrumar emprego.

[N. do E.: no Brasil, isso equivale ao aviso prévio. O aviso prévio faz com que muitas empresas demitam os funcionários sem necessidade. Por exemplo, se uma empresa está passando por uma fase difícil e não tem certeza de que poderá manter o funcionário por mais de um mês, será mais racional demitir para não correr o risco de mantê-lo por mais tempo e, consequentemente, não poder honrar suas obrigações trabalhistas depois.  

O aviso prévio também trava as empresas, que podem se ver obrigadas a demitir um funcionário produtivo, mas que ainda está no período de experiência, e ao mesmo tempo manter um funcionário improdutivo, mas que já cumpriu o período de carência.  Tudo isso só para não pagar o aviso prévio. Esse custo da improdutividade será descontado de todos os funcionários.]

Seguro Desemprego 

O seguro desemprego e outras benesses governamentais causam desemprego, pois subsidiam a ociosidade.

Quando um tipo de comportamento é subsidiado — nesse caso, a pessoa é paga para não trabalhar —, aumenta-se a quantidade dele.

Licenças ocupacionais

Regulamentações e licenças também causam desemprego. A maioria das pessoas sabe que médicos e advogados precisam ter licenças. Mas poucos sabem que vários outros empregos bem menos especializados também carecem de autorização governamental.

Quando o governo aprova uma lei dizendo que certos trabalhos não podem ser empreendidos sem uma licença, ele erige uma legítima barreira para a entrada. Por que deveria ser ilegal para alguém tentar a sorte como sommelier? O mercado vai suprir todas as informações que o consumidor precisa.

Quando o governo concede o status de legítima para uma profissão e aprova uma lei contra competidores, ele cria desemprego. Por exemplo, quem faz lobby pelas leis que impedem qualquer pessoa de virar sommelier? Ora, essa mesma indústria — não para proteger o consumidor contra maus vinhos, mas para protegerem a si próprios contra a concorrência.

[N. do E.: o site do Ministério do Trabalho informa que existem nada menos que 68 profissões regulamentadas no Brasil, mas é bem provável que esse número esteja defasado. Em quase todos os casos, a regulamentação impõe a contratação de profissional regulamentado por certas empresas e proíbe o exercício da profissão por pessoas não-regulamentadas.]

Ambulantes

Leis contra vendedores ambulantes impedem pessoas de vender comidas e produtos para pessoas que querem comprá-los.

Em grandes cidades, os mais vociferantes apoiadores das leis anti-ambulantes são os grandes restaurantes e as lojas de departamento.

Trabalho Infantil

Há muitos trabalhos que requerem pouco treinamento — cortar gramas e lavar carros, por exemplo — e que são perfeitos para pessoas jovens que querem ganhar algum dinheiro.

Em acréscimo aos ganhos, trabalhar também ensina aos jovens o que é ter um emprego, como administrar o dinheiro, como poupar e, talvez até mesmo, como investir.

Mas na maioria dos lugares, o governo discrimina os adolescentes e os impede de participar do sistema de livre iniciativa. Crianças não podem nem ter um carrinho de limonada na esquina.

Expansão do crédito

A expansão do crédito comandada pelo Banco Central — que manipula os juros — e pelo governo (que determina os juros dos bancos estatais) causa os ciclos econômicos, o que aumenta o desemprego.

A inflação monetária criada pela expansão do crédito não apenas aumenta os preços, como também provoca uma alocação errônea da mão-de-obra e de toda a produção. Essa ilusão monetária faz com que recursos escassos (mão-de-obra, bens de capital e matéria-prima) sejam direcionados para áreas nas quais não há uma genuína demanda.

Durante a fase de crescimento (boom) do ciclo econômico, a iniciativa privada contrata novos trabalhadores, muitos dos quais saem de outras linhas de trabalho, atraídos que estão pelos salários mais altos. Essa má alocação de recursos irá durar somente enquanto a expansão do crédito continuar. Assim que ela for interrompida (e ela será, caso contrário a carestia ficará fora de controle) a realidade será restabelecida e começará o processo de correção (também chamado de "recessão").  

Os trabalhadores são então demitidos e deslocados. (Veja um artigo inteiro e detalhado sobre isso, aplicado ao Brasil).

O livre mercado

O livre mercado, é claro, não significa Utopia. Vivemos em um mundo de inteligências e habilidades diferenciadas, de mudanças de preferências dos consumidores, e de informações imperfeitas, as quais podem levar a desempregos temporários gerados pelo mercado — o que Mises denominou de "desemprego cataláxico", isto é, o desemprego devido à decisão voluntária do desempregado (quando ele prefere não aceitar um emprego oferecido a ele porque prefere o lazer ou porque crê que ao esperar ele pode obter um emprego que ele considera mais satisfatório do que os disponíveis no momento).

Algumas pessoas escolhem o desemprego simplesmente por estarem esperando por um emprego que pague mais.

Porém, como uma sociedade, podemos assegurar que todos os que querem trabalhar tenham a chance de fazê-lo. Para tanto, devemos repelir as leis do salário mínimo, os encargos sociais e trabalhistas, os impostos patronais, as regras do valor comparável, as leis das condições de trabalho, a afiliação compulsória aos sindicatos, a proteção ao emprego, o seguro-desemprego, as benesses governamentais, as regulamentações e licenças ocupacionais, as leis anti-ambulantes, as leis do trabalho infantil, e a criação de dinheiro pelo governo.

O caminho para a criação dos empregos que realmente importam — que produzem bens e serviços genuinamente demandados — é o livre mercado.

 

14 votos

autor

Walter Block
é membro sênior do Mises Institute e professor de economia na Loyola University, Nova Orleans.


  • Christyan Yury da Silva Matos  13/03/2017 14:52
    Que texto maravilhoso, muito obrigado por compartilhar.
  • Tadeu Gonçalves  20/03/2017 17:57
    Li o artigo. Gostei muito. Só ficou uma dúvida:
    Sem um salário mínimo (piso salarial), em que empregador e empregado vão se pautar na hora de negociar o salário?
  • Alfredo  20/03/2017 18:03
    Da mesma maneira que qualquer pessoa que ganha mais que o mínimo negocia. Como você determina o salário de um engenheiro de produção? Ou de um ator de televisão?

    Livre negociação e livre estimativa.

    A mão-de-obra é um serviço. E, assim como qualquer serviço, ela tem um preço. É esse preço que será descoberto pela livre interação entre oferta e demanda.

    A "necessidade do trabalhador" e a "ganância do empregador" são irrelevantes em determinar salários

    Questão de lógica: aumento salarial imposto por governo e sindicatos não pode estimular a economia
  • Tadeu Gon%C3%83%C2%A7alves  20/03/2017 19:02
    Ok! Entendi. Obrigado.
  • Nando  13/03/2017 14:54
    O fato é que o preço da mão de obra só pode ser valorizado, quando existe concorrência por mão de obra entre as empresas.

    Quanto maior o número de empresas, maior será o salários dos trabalhadores.

    Proibir e confiscar o patrimônio das empresas não vai aumentar o preço da mão de obra.

    O preço da mão de obra nunca será valorizado quando existem poucas empresas.

    O valor do trabalho está diretamente ligado ao número de empresas que precisam de trabalhadores.
  • SRV  13/03/2017 14:54
    Por isso, o que realmente interessa para uma economia é a produção, e não o emprego. A produção é o fim supremo.

    Embora o restante do texto seja enfático sobre o ponto que comentarei a seguir, acredito que a frase precisa de um ajuste. A produção por si só não deveria ser um fim. A produção de bens consumidos espontaneamente pela sociedade e capazes de gerar lucro em sua produção/comercialização é que deveria ser o objetivo final.

    Repetindo, o restante do texto ilustra bem esse ponto que estou comentando. Apenas reforço que a frase acima, isoladamente, traz um "erro" importante.
  • 4lex5andro  13/03/2017 18:41
    O que interessa a economia é, não só a produção, mas a produtividade.
  • Adriel Felipe  13/03/2017 14:58
    Off topic

    Supondo que um empreendedor quisesse sua própria moeda privada, se ele montasse um armazém de ouro e aí, pra cada quantidade de ouro armazenada, lá ele emitisse para o proprietário certificados em papel ( no caso, papel-moeda disfarçado) o governo poderia interferir e proibir ou ele teria autonomia pra isso?
  • Pobre Paulista  13/03/2017 15:57
    Ele iria para a cadeia.
  • Rennan Alves  13/03/2017 16:10
    E tudo seria confiscado como "prova do crime".
  • anônimo  13/03/2017 16:33
    todos os seus contratos seriam basicamente invalidos, é proibido até mesmo contrato em moedas estrangeiras entre brasileiros.
  • Henrique Zucatelli  14/03/2017 11:15
    Tendo tal montante de ouro para emitir moeda privada, mais fácil ele abrir um banco e emitir reservas fracionárias, sendo que se ele tiver basicamente R$ 100 mi em ouro, poderá gerar aproximadamente R$ 600 mi em empréstimos.
  • Lel  13/03/2017 15:07
    Um dos artigos mais importantes desse site.
  • Amarildo  13/03/2017 15:26
    Esse pensamento de achar que o "estado" ajuda o trabalhador é mal-intencionado. Todo esse "controle trabalhista" nada mais é que um acordo monopolista entre burocratas governamentais e chefes de grandes corporações, que possuem vínculo com a bandidagem do governo. Livre Mercado de Trabalho já!
  • Abílio  13/03/2017 15:42
    Quantos de vocês aqui são liberais e ricos?
  • Skeptic  13/03/2017 22:55
    Se eu fosse rico seria corporativista e não liberal.
  • Henrique Zucatelli  14/03/2017 12:41
    Defina o que é ser "rico", por favor.

    Riqueza é uma grandeza relativa, e cálculos como o da FORBES (para mim) não dizem nada, pois o cara pode declarar US$ 10 mi de fortuna e ter US$ 100 mi de dívidas ocultas e negócios duvidosos.

    Rico ao meu ver é:

    1- Ser líquido (ZERO dívidas) e;
    2- Ter patrimônio equivalente a 10 anos de custo de vida. Ressalto que esse ponto é muito relativo, pois há quem gaste R$ 20.000,00 por ano, e quem gaste R$ 200.000,00, passando aos malucos que gastam R$ 2.000.000,00 por ano.

  • João de Alexandria  14/03/2017 18:25
    Eu sou liberal e rico, sob todas as metodologias que se queira usar.
  • João de Alexandria  14/03/2017 18:53
    Mais um excelente texto do Mises. E eu acompanho de perto os escritos do professor Block, a quem tive o prazer de conhecer num período de estudos nos EUA. Sempre tive comigo que só a geração de empregos não era uma solução em si e o texto explica minuciosamente porquê.

    Excelente !!
  • anônimo  13/03/2017 15:52
    Esse artigo é um verdadeiro soco na cara dos sindicalistas.
  • Paulo Azevedo  13/03/2017 16:38
    Artigo perfeito!!
  • Felipe Lange S. B. S.  13/03/2017 16:55
    Eita mundo cruel... graças à entraves estatais, uma pessoa como eu (18 anos), sem qualificação, fica ainda mais sem possibilidade de arrumar um emprego.

    Mococa hoje é um antro de burocratas e funcionários da prefeitura. O jeito foi eu vender na informalidade mesmo, porque até hoje não entendi toda uma burocracia estatal pra abrir um negócio. Estão me incentivando à ser um concurseiro mesmo.
  • Jango  13/03/2017 17:15
    Além do que foi dito nesse texto excelente, eu já percebi faz um certo tempo que, pelo menos no Brasil que possui leis trabalhistas absurdas, você somente consegue empregos melhores por indicações.

    Qual será o motivo disso? Será que é porque a produtividade é deixada de lado e o primeiro plano é não se arriscar sendo processado graças à CLT por um empregado que você não conhece direito ?
  • Andre  13/03/2017 18:50
    Graças a escassez artificial do emprego provocada pelo estado brasileiro, bons empregos se tornaram mercadorias e o mercado se encarrega da melhor maneira de alocar esses recursos escassos, pois ter alguém que garanta a qualificação de um indicado colocando em risco sua moral na empresa é mais valioso que qualquer diploma.
    Indicações economizam tempo do RH da empresa, o profissional indicador seleciona o colega de acordo com a capacidade deste se adaptar à organização, principalmente quando é indicando genro ou filho, pois o dever moral é maior, além da eterna dívida por ter lhe indicado em um bom emprego.
    Bem observado, no Brasil quem não cultiva bons relacionamentos profissionais e fica pouco tempo em empresas só consegue os empregos com piores salários.
  • anônimo  13/03/2017 19:44
    Curriculum no Bostil não vale nada. O que vale na República das Bananas são suas conexões.
  • Ricardo S. I.  13/03/2017 21:33
    Na minha opinião... Na verdade curriculun vale menos que conexões em qualquer lugar... Não só no Brasil... E que bom que é assim...

    Estudar em lugares renomados e/ou caros não fará necessariamente de você um bom profissional. Assim como mesmo em boas empresas existem profissionais muito ruins... Se a análise fosse por curriculun somente e não por indicação... As empresas errariam mais.
  • Felipe Lange S. B. S.  13/03/2017 23:55
    Aqui em Mococa é exatamente desse jeito.
  • Humberto Tavares  14/03/2017 11:50
    É basicamente isso mesmo, Jango.

    Em economias mais fechadas e com leis trabalhistas que possibilitam os empregados ferrarem com os patrões mais facilmente, os patrões preferem contratar através de indicações de pessoas próximas do que através do setor de RH.

    A produtividade passa a ser o segundo plano. O primeiro plano é não ser processado.
  • Tarantino  13/03/2017 17:52
    Como determinar o quanto vale o trabalho de alguém, no caso do Brasil? Que parâmetros usaríamos para chegar a um valor X?
  • Quentin  13/03/2017 18:43
    Caso o mercado fosse deixado livre, o valor X sempre seria o valor praticado. O livre mercado é o único meio capaz de determinar corretamente a precificação de qualquer coisa, seja de um objeto ou de um trabalho. Não existe nenhuma fórmula capaz de dizer a dissonância entre o valor praticado num mercado regulado e o valor que seria praticado na mesma situação num mercado livre.
  • Pobre Paulista  13/03/2017 18:45
    Tirando os funcionários públicos, basta ver o salário pago.

    O que não existe mesmo é um meio de comparar os valores do trabalho de empregados públicos e privados.
  • FL  13/03/2017 19:07
    Digamos que você está com um projeto novo, chamado "Operação Kino". Você precisa contratar um funcionário de confiança, fez as contas e consegue pagar R$ 1.000 por mês para realizar algumas tarefas. Entrevista um candidato chamado Django, bem capacitado e com experiência, mas que pede R$ 1.200. Entrevista outro chamado Jules, menos capacitado, mas que pede R$ 1.000. Entrevista mais um, chamado Hanz, tão competente quanto o Jules, mas que, por estar desempregado, aceita trabalhar por R$ 700.

    Qual você contrataria? (em tempo, é uma pegadinha óbvia, pois o salário mínimo estabelecido pelo governo é de R$900. Nosso caro Hanz vai continuar desempregado)

    Você quer saber quanto vale o trabalho de alguém? Como tudo na vida, depende.
  • Geraldo  13/03/2017 19:28
    Concordo com quase tudo o que é dito nesse artigo, exceto a parte do trabalho infantil. Criança tem que estudar, não trabalhar.
  • Guilherme  13/03/2017 20:29
    Meu pai tem uma pequena loja de eletroeletrônicos e eu comecei a trabalhar nela aos 7 anos de idade. Hoje, graças a isso, tenho 32 anos e a gerencio (meu pai já se aposentou).

    No que dependesse de você e deste seu "amor pelas crianças", você mandaria meu pai para a cadeia (pelo crime supremo de ter me ensinado o valor do trabalho desde cedo) e eu provavelmente teria crescido num orfanato. Consequentemente, talvez eu hoje estivesse na cadeia por ter cometido algum crime (gente que nunca trabalhou e não conhece a ética do trabalho é muito mais propensa a cair na criminalidade).

    Você é um grande humanista.
  • Marconne  13/03/2017 20:52
    "Criança tem que estudar, não trabalhar"

    Quem é você para dizer e querer impor o que os filhos dos outros devem fazer ou deixar de fazer?
  • Skeptic  13/03/2017 22:57
    Diga isso para uma criança que passaria fome se não trabalhasse.
  • Geraldo  14/03/2017 00:34
    Ora, é obrigação dos pais prover sustento aos filhos, pelo menos enquanto estes são crianças. Todo mundo sabe disso.

    Guilherme, como você ia na escola? Tirava notas boas? Pergunto isso pois, segundo estudo da Unesco, crianças que trabalham têm pior desempenho escolar: g1.globo.com/educacao/noticia/2015/07/trabalho-infantil-piora-desempenho-na-escola-diz-estudo-da-unesco.html

    Marconne, sou apenas uma pessoa que se preocupa com o futuro das crianças. Se os pais acharem que uma criança tem que trabalhar desde cedo, problema deles, só que provavelmente essas crianças vão crescer e, por não irem bem na escola, estarão condenadas a subempregos (o Guilherme é exceção, pois herdou a firma do pai), e os pais se sentirão culpados por isso (a maioria, pelo menos).
  • Guilherme  14/03/2017 00:52
    Eu estudava normalmente. No ensino básico, minhas aulas eram de tarde e eu ajudava de manhã. No ensino fundamental e médio, era o inverso. Era nas férias que eu trabalhava em tempo integral (a partir dos 12 anos).

    Não, eu não estava entre os primeiros alunos da minha turma. E quer saber? Aquilo não me fez a menor falta na vida. (A única coisa de útil que se aprende na escola é matemática, principalmente a financeira).

    Geografia e história são doutrinação pura. Biologia é perda de tempo (ficar estudando o ciclo de reprodução das samambaias é o mais completo exemplo de como nosso ensino é falido). Física eu adorava, mas tinha pouca aplicação prática para mim. Química era praticamente outro universo. Eu estudava apenas para passar. Já de português eu sempre gostei (modéstia à parte, sempre fui bom nesta área; acho que é porque sempre li muito).

    Ninguém tem coragem de falar isso, mas escola é o mais engodo que existe. Se realmente fosse para ensinar apenas o essencial, não seriam necessários mais do que 5 anos. No máximo.

    "Ora, é obrigação dos pais prover sustento aos filhos, pelo menos enquanto estes são crianças. Todo mundo sabe disso."

    Concordo plenamente. O que discordo é você dizer que deve ser proibido criança trabalhar. Por você, meu pai teria ido para a cadeia e eu estaria sob cuidados de burocratas do estado.
  • Ex-microempresario  14/03/2017 01:23
    Geraldo, diga-se que UNESCO, FAO, OIT e similares são apenas cabides de emprego para burocratas muito bem pagos passarem a vida no bem-bom às custas dos contribuintes enquanto divulgam suas ideologias.
  • Pobre Paulista  14/03/2017 13:39
    O cara me vem no MISES citar a UNESCO Hahahahhahahahahahaha
  • 4lex5andro  14/03/2017 13:50
    O ponto é que não se defende que a criança deva ser responsável pelo sustento do lar, lógico, mas que a atividade laboral faça parte da sua educação. Muito tempo em banco de escola é perdido com programas inúteis que só servem pra decorar e passar nas provas, ditadas por MEC e similares.

    Não por acaso, o trabalho é associado a castigos, como é o caso do Brasil, onde até a etmologia da palavra dá essa noção.

    Em países com histórico de terem sido formados com fins meramente exploratórios, o trabalho foi vilanizado a seguir nas disciplinas escolares; não era associado á sustento e enriquecimento próprios, mas como exploração para enriquecer terceiros espoliadores (se antes eram os engenhos e metrópole, hoje é o empresário e bancos).


  • Marconne  14/03/2017 13:01
    "Se os pais acharem que uma criança tem que trabalhar desde cedo, problema deles"

    Pronto. Assunto encerrado. O problema é dos pais. Ficar dizendo "lugar de criança é na escola", além de repetir chavão, é querer se meter na vida dos outros.
  • Ricardo S. I.  14/03/2017 13:05
    Essa estatística pode ser enganosa... Meus irmãos todos trabalharam desde os 6-7 anos... E todos se destacavam com facilidade na escola. Todos eles, quando queriam, ficavam entre os primeiros de suas classes.

    É fato que ter que trabalhar atrapalha um pouco os estudos,. Mas não é um fator determinante... Além disso, a média pode ser afetada por outras condições econômicas/culturais... Por exemplo, a maioria das famílias cujas crianças trabalham, são economicamente mais frágeis jogo, em média, têm menos recursos/acessos/alimentação/lazer/cultura e tudo isso gera um rendimento mais baixo, e não o próprio trabalho em si... Na verdade, o trabalho acaba sendo a forma que essas famílias encontraram para melhorar um pouco sua situação econômica... O trabalho infantil não é o problema, mas sim a alternativa encontrada frente ao problema (que é a pobreza).

    Além disso, o trabalho, se bem orientado, pode ensinar a essas crianças valores muito mais importantes que as matérias acadêmicas ensinadas na escola.
  • República de Curitiba  15/03/2017 14:16
    O Guilherme foi fantástico na tréplica.

    Realmente, utilizar uma pesquisa com de uma organização de pouca credibilidade (Unesco) em um assunto sério (Ensino) com uma métrica absolutamente desprezível (Escola) é a pior fonte de comprovação de alguma teoria que podemos ter.

    É o mesmo valor que teria uma Pesquisa da torcida do Santa Cruz para saber qual a maior torcida do Estado do Pernambuco, e o critério fosse para qual time torce a maior parte das pessoas que vão para o Arruda.

    E como o Guilherme bem disse, esse monte de matéria em escolas não serve para absolutamente nada.

    Uma escola deveria, se essa for vontade do aluno (e não do estado) ensiná-lo a ter liberdade para tomar suas escolhas através do seu pensamento. Depois ele pode complementar livremente seus conhecimentos.


    E, na minha opinião, essas matérias seriam o Trivium + Inglês + Matemática;
  • Taxidermista  13/03/2017 19:51
    Agora vamos ler a "nota" da "ANAMATRA" divulgada por ocasião daquela fala do tal deputado Maia:

    "Críticas sobre o aprimoramento de todas as instituições republicanas são aceitáveis, mas não aquelas - aí sim irresponsáveis - com o único objetivo de denegrir um segmento específico do Poder Judiciário que, especialmente neste momento de crise, tem prestado relevantes serviços ao país e aos que dela mais necessitam. Somente em 2015, 11,75% (4.980.359 processos) do total de novos processos ingressados no Poder Judiciário representaram as ações relativas ao pagamento de verbas rescisórias, dado que revela o quanto a Justiça do Trabalho é imprescindível em um país desigual e injusto."

    Viram só? O "argumento" em defesa da existência de um sistema que destrói empregos é esse: "11,75% do total de novos processos ingressados na JT representaram as ações relativas ao pagamento de verbas rescisórias, dado que revela o quanto a Justiça do Trabalho é imprescindível em um país desigual e injusto".

    12% de processos de verbas rescisórias é o "dado que revela" a "imprescindibilidade" da JT? Ora, verbas rescisórias são encargos sociais e trabalhistas, que criam desemprego. E ainda que assim fosse, e os outros 88% dos processos? Também devem servir para fazer "justiça social", não é mesmo?

    Isso é o mesmo que dizer que jogar gasolina é a solução para apagar fogo.

    Quem cria desemprego é o estado, especialmente via "sistema trabalhista".

    A burocracia estatal quebra as pernas de quem gera empregos e de quem precisa de emprego, e com o dinheiro extraído à força do setor produtivo dá cadeira de rodas (subsídios para certas categorias e auxílios e bolsas para desempregados) para posar de "justiceira social".

    Essa "lógica redistributiva" aniquila a propriedade privada, aniqulando os incentivos tanto para empreender quanto para as pessoas em geral ralarem em busca do próprio sustento.

    É um arranjo tão perverso quanto mistificador.



  • Funcionário Público  13/03/2017 22:34
    No meu caso é o contrário: trabalhava numa empresa pública que foi privatizada e acabei sendo mandado embora.

    Mas o tempo passou, fiz concurso público e hoje, graças ao Estado, tenho meu emprego estável.

  • Henrique Zucatelli  14/03/2017 13:34
    Até ele não conseguir mais pagar seu salário e/ ou sua aposentadoria.

    Estabilidade só existe quando alguém paga a conta. No caso do Brasil, está sendo paga com inflação, pois a tributação só cai, mês a mês.

    No seu lugar eu já começaria a me qualificar para daqui 5 anos, pois quando "a casa cair" o choque para voltar ao mundo real não será tão forte.
  • Guilherme  14/03/2017 10:44
    OFF TOPIC

    Alguém tem informações sobre o que aconteceu com a tradução do Man, Economy and the State do Murray Rothbard?? Eu sem que o Power and Market foi traduzido, mas enquanto ao corpo principal? Recordo-me que ele também estava em processo de tradução. Abraço!
  • mauricio   14/03/2017 12:55
    Funcionário Público: "no meu caso é o contrário: trabalhava numa empresa pública que foi privatizada e acabei sendo mandado embora."
    É, a empresa deixou de ser cabide de emprego.
    "Mais o tempo passou, fiz concurso público e hoje, graças ao Estado, tenho meu emprego estável."
    E eu estou pagando para você continuar embromando. Acho que é por isso que o Brasil vai tão bem. Né?
  • Joao  14/03/2017 20:49
    A analogia entre homem e mulher foi fantástica. Que empregador no universo iria querem pagar mais caro pela mesma mão de obra? Se realmente existe diferença salarial entre sexos (cor, estatura, foda-se) é porque o estado mete o seu dedo podre em coisa que não deve.
  • William  16/03/2017 14:17
    Artigo impecável. Um dos melhores e mais completos postados por aqui recentemente.

    Algumas passagens como:

    "Ou então considere um homem e uma mulher, cada um com uma produtividade de $ 2.000 por mês. E suponha que, por causa de discriminação, ou qualquer outra coisa, o homem receba $ 2.000 por mês e a mulher, $ 1.500. É como se a mulher tivesse um pequeno sinal na testa com os dizeres "Dê-me o emprego e ganhe um extra de $ 500 por mês'."

    são tão óbvias que eu fico impressionado como as pessoas pensam de outra forma.

    Tipo, vou fazer uma empresa só pra mulherada pois elas aceitam receber menos e produzem o mesmo. Muito lógico...
  • Paulo  17/03/2017 13:37
    O primeiro argumento no artigo é sobre o salário mínimo ser uma barreira pra contratação. Mas quem impede o livre acordo de pagamento entre duas pessoas? Não é o que chamamos de trabalho informal, sem carteira assinada?
  • Lopes  17/03/2017 13:55
    "Mas quem impede o livre acordo de pagamento entre duas pessoas?"

    O governo. Se você quiser trabalhar por menos do que o salário mínimo, você é proibido. E se eu lhe der esse emprego, posso ir para a cadeia. Basta uma simples denúncia anônima.

    Se fizermos isso mesmo estando de comum acordo, nós dois seremos vítimas de extorsão e chantagem. Seremos tratados como criminosos e não teremos acesso a nenhum aparato jurídico legal para garantir contratos.

    Ou seja, não há nenhuma segurança jurídica.

    "Não é o que chamamos de trabalho informal, sem carteira assinada?"

    Sim. A informalidade é o último respiro de uma economia completamente regulada.

    Mas qual a segurança jurídica de se operar na informalidade? Você sofre extorsão policial (e não pode recorrer ao judiciário), você sofre chantagem (uma simples denúncia e você vai para a cadeia), você não conta com nenhum aparato de proteção.

    Pior de tudo: você é tratado como um criminoso.

    Ainda pior: o estado pode confiscar todos os seus pertences por causa dessa prática.

    Artigo inteiro sobre isso (que mostra exemplos práticos de polícia confiscando o ganha-pão de informais, levando-os ao desespero e ao suicídio):

    O estado empurra os pobres para a informalidade; e então passa a criminalizá-los
  • Kek  05/04/2017 18:55
    Não basta ser funcionário público, precisa defender na Internet que o governo precisa de mais parasitas. Nunca vou entender essa lógica da maioria dos funcionários públicos, que não seja o puro sadismo de ferrar com a população produtiva.


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