Nestes tempos de turbulências e aflições, de que o mundo mais precisa?
Sem pieguices, eis algumas sugestões

Em todas as minhas palestras, sempre há algumas pessoas que invariavelmente me pedem para apresentar soluções para todas as aflições econômicas e sociais do mundo.

Inicialmente, eu simplesmente dizia que minhas pretensões não chegavam a tanto. Eu tinha a solução para os meus problemas e para os de minha família mais próxima. Mas eu não tinha a solução para todos os problemas do mundo.

A decepção no olhar delas era palpável.

Por isso, para evitar novos desapontamentos, decidi criar um breve ensaio para responder a esta pergunta, o qual sempre leio ao final de minhas apresentações. Invariavelmente, após as palestras, várias pessoas sempre me abordam dizendo: "Foi inspirador! Você me arruma uma cópia?"

Este pequeno ensaio expressa uma antiga crença minha: a de que o segredo para a prosperidade, para a liberdade e para a felicidade geral está no caráter pessoal de cada um.

Sim, a solução sempre começa no indivíduo. Impossível querer apresentar uma solução geral e coletiva sem antes começar pelo indivíduo.

O caráter pessoal é crucial não apenas para a prosperidade e para a felicidade, como também para a liberdade de toda uma sociedade. Com efeito, integridade e liberdade são dois lados da mesma moeda. Uma sociedade não pode usufruir a segunda sem a primeira. Nenhuma sociedade que perdeu seu caráter e sua integridade conseguiu manter sua liberdade e prosperidade. É impossível haver prosperidade e liberdade em um ambiente formado por pessoas escroques e indignas de confiança.

Portanto, sempre que alguém me pergunta "qual a minha solução para o mundo" (ou algo neste sentido), isto é o que eu respondo:

——————————————-

Do que o mundo mais precisa para melhorar?

O mundo precisa de mais homens e mulheres que não tenham um preço pelo qual possam ser comprados; que não abram mão de sua integridade em prol de conveniências e vantagens próprias.

O mundo precisa de mais homens e mulheres cujo aperto de mão represente um contrato irrevogável.

O mundo precisa de mais homens e mulheres que não tenham medo de correr riscos para promover o que é ético e moral; que tenham a coragem de defender o que é verdade e não simplesmente aquilo que seja mais popular e palatável; e que não tenham medo de ir contra a maré da opinião dominante.

O mundo precisa de mais homens e mulheres que coloquem princípios e consistência acima de ganhos políticos ou pessoais; que não acreditem que trapaça e esperteza sejam as chaves para o sucesso; e que sejam honestos em todas as questões, grandes e pequenas.

O mundo precisa de mais homens e mulheres cujas ambições sejam grandes o bastante para incluir terceiros; que saibam vencer com honra e perder com dignidade; e que ainda mantenham amizades genuínas feita há vinte ou trinta anos.

O mundo precisa de mais homens e mulheres que sejam humildes o bastante para perceber que planejar suas próprias vidas é um desafio que exige dedicação em tempo integral, o que significa que eles não são ridículos ao ponto de acreditar que podem planejar as vidas e a economia de milhões de outras pessoas.

O mundo precisa de mais homens e mulheres que não considerem o governo central como a mais alta das autoridades.

O mundo precisa de mais homens e mulheres que não tenham medo de assumir responsabilidades, que sejam adultos o bastante para aceitar cobranças e exigências, corajosos o bastante para falar a verdade a quem detém poder, e sábios o bastante para expressar gratidão àqueles que merecem.

O mundo precisa de mais homens e mulheres que sejam tolerantes com as diversidades e diferenças que fazem de cada pessoa um indivíduo singular; que não se sintam ameaçados pelas opiniões, estilos de vida ou fé daqueles que são pacíficos e respeitadores em sua conduta diária.

O mundo precisa de mais homens e mulheres que sejam pacientes o bastante para convencer os outros por meio da argumentação e da persuasão, e não pela força ou coerção.

O mundo precisa de mais homens e mulheres que não exijam que políticos melhorem seu padrão de vida piorando o padrão de vida de outros; que entendam que criar valor por meio da produção, da inovação e do trabalho é uma vocação muito mais elevada do que exigir que o governo coercitivamente redistribua a renda e a propriedade de terceiros.

O mundo precisa de mais homens e mulheres que não renunciem ao que é certo apenas para conseguir o consenso; que não estejam atrás do aplauso fácil; que saibam o quão importante é liderar pelo exemplo e não pelo esbravejo de ordens; e que não exigem que outros façam aquilo que eles próprios não teriam a coragem de fazer.

O mundo precisa de mais homens e mulheres que se esforcem para transformar até mesmo as mais adversas circunstâncias em oportunidades de aprender e de se aprimorar; que tenham a integridade de querer melhorar seu padrão de vida por meio do trabalho e da produção, e não por meio do voto.

O mundo precisa de mais homens e mulheres que não odeiem nem mesmo aqueles que lhe cometeram alguma injustiça.

O mundo, em outras palavras, precisa de mais homens e mulheres que possuam aquela característica honrada pelo tempo, experiência e sensatez, e que nós chamamos de caráter.

_________________________________

Apenas tenha caráter e inspire os outros à sua volta com este seu exemplo de comportamento. Seu mundo e sua vida melhorarão. Garantido.

 

16 votos

SOBRE O AUTOR

Lawrence W. Reed


"Foram mal abordados, muito mal abordados.

"imprimir dinheiro não é prática legal em um mundo civilizado" Eua imprime dólar, UE imprime Euro, Japão imprime Iene."


Eis um trecho do artigo:

"Há três respostas: ou o governo aumenta impostos; ou ele toma dinheiro emprestado de bancos, pessoas e empresas; ou ele simplesmente imprime dinheiro.

Não é preciso ser um profundo conhecedor de economia para entender que nenhuma dessas três medidas cria riqueza."


Você fala como se estivesse rebatendo alguma afirmação, que o próprio artigo mostra como é falsa; mas essa afirmação quem criou foi você próprio, sabe-se lá de onde.

É surreal você dizer que isso advêm da perda de consumo da população, a inflação desses países é próxima de zero há muito tempo. (não quero dizer que isso funcionária em todos os países do mundo)

Você está falando de "inflação de preços", aumento no preço de diversos produtos na economia geral; o artigo está falando de
inflação monetária, aumento da oferta monetária, dinheiro em circulação na economia. É possível haver baixa "inflação de preços" ou mesmo "deflação de preços" onde há inflação monetária. Basta que o aumento em produtividade e outros fatores (que diminuem preços) seja maior que o aumento dos preços por conta da inflação monetária.

Agora, se você acha que não há relação alguma entre oferta monetária e aumento de preços, creio que você descobriu o Paraíso na Terra -- podemos simplesmente imprimir dinheiro à rodo e dar para todos, e não haverá efeito colateral algum nisso.

"EUA tirou o país de uma recessão enorme em 2008 com as práticas Keynesianas, existem vários e vários exemplos da prática aplicada e funcionando, em nenhum momento é perfeita e sem qualquer tipo de ônus, mas é o melhor que pode ser feito."

Sim, o Keynesianismo tirou os EUA da recessão -- causada por esta mesma ideologia e suas taras por expansões artificiais:

Como ocorreu a crise financeira americana
Explicando a recessão europeia
Herbert Hoover e George W. Bush: intervencionistas que amplificaram recessões (1ª Parte)
A geração e o estouro da bolha imobiliária nos EUA - e suas lições para o Brasil

Creditar a teoria Keynesiana por tirar os EUA da recessão se resume à isto: o que seria de nós, se após quebrar nossas pernas, o Estado não nos desse muletas?

"Aliás uma pergunta, você já prestou ANPEC alguma vez? acredito que seu conhecimento é bem maior do que as frases feitas que posta aqui no site."

E como sempre, o grande feito para um Brasileiro é passar em concurso.

"Apesar de ter grande admiração por Keynes eu não tenho asco por nenhum grande pensador econômico, seja ele Marx ou Hayek, não é o que acontece por aqui, infelizmente. Inclusive, ressaltei que não é impossível que Keynes esteja errado em alguns pontos, visto o tempo que já se passou."

Não posso falar por todos membros que acompanham este instituto, mas pouco me importo com Keynes, Hayek, Mises, Friedman, quem quer que seja. Apenas me importo com as ideias que estes defendem. Se Marx falar algo correto, defenderei isto. Se for Keynes, também. Mises, mesma coisa.

"Peço mais uma vez que seja exposto para que haja um debate honesto. Pela segunda vez eu estou usando exemplos reais, práticas já aplicadas e com ressalvas de que nada pode ser generalizado, você escreve de forma rasa, com várias teorias que sequer foram testadas e lotado de frases feitas para atingir quem está no topo (Keynes). "

"Nada pode ser generalizado" é algo tão estúpido que eu não acho que seria preciso comentários para mostrar a estupidez desta afirmação.

"Você escreve de forma rasa" -- disse quem credita a teoria Keynesiana como positiva por tirar os EUA da recessão, causada pela mesma.

"Com várias teorias que sequer foram testadas" -- Eis o comentário feito por quem você está criticando:

"1) "Podem vir de emissão de títulos públicos"

E quem paga os juros e o principal destes títulos públicos? De onde vem o dinheiro?

2) "Impostos pagos anteriormente que geraram caixa"

Ou seja, o dinheiro veio da população.

3) "Expansão monetária direta, da forma que é feito na UE, EUA e Japão"

Ou seja, o dinheiro veio da redução do poder de compra da população.

4)"Qualquer financiamento para qualquer tipo de obra" "


Todos estes pontos são lógicos, e não empíricos. Faça um favor a si mesmo, e corra urgentemente para uma livraria e compre qualquer livro iniciante sobre lógica ou argumentação. O seu caso é grave.



Deixe que eu me preocupe com isso. quero saber o seguinte: se um meliante invadir a minha casa, o que você sugere que eu faça?

Os contra armamento nunca respondem essa pergunta e sempre a evitam. Eu vou responder de acordo com a instrução que a policia passa para a população:

1. Se der tempo, ligue para a policia, se você der sorte, eles podem passar por ali antes do bandido conseguir entrar na sua casa.

2. Faça tudo que o bandido manda. Se ele quer seus bens, dê. Se ele quer estuprar você, deixe. NÃO RESISTA DE FORMA ALGUMA.

3. No dia seguinte, faça um boletim de ocorrência e reze para que seu caso seja um dos 8% que são resolvidos no Brasil.

Agora eu tenho algumas perguntas também:

1. Se bandidos querem bens, por que não assaltam o congresso nacional? Ali está reunido várias pessoas milionárias. Enriqueceriam facil! Será que é por que ali tem seguranças armados que não hesitariam em atirar?

2. Por que não assaltam juizes e deputados quando estão fora do congresso? Será que é por que os mesmos dispõem de seguranças armados?

3. Por que não atacam carros fortes que transportam valores toda vez que os mesmos saem da garagem? Será que é por que os guardas estão bem armados?

Quem prega o desarmamento da população não entende que o bandido, seja o de colarinho branco ou o comum, é um ser de mentalidade oportunista. Independente do historico de pobreza (ou não), ele não irá atacar lugares fortemente armados porque o risco/beneficio é muito alto, e eles são inteiramente capazes de fazer esse julgamento (caso não o fossem, os lugares que citei seriam atacados diariamente).

Sabe onde eles atacam? Onde o risco/beneficio é baixo. E adivinha quem apresenta isso? Sim, uma população desarmada e instruida a não reagir de forma alguma.
Esron, expandi o comentário acima em um artigo bem mais detalhado sobre o assunto. Ei-lo:

Como funciona o mercado de cartões de crédito e por que seus juros são os maiores de todos


Após a leitura do artigo acima, convido-o a ler esta notícia, que mostra que a recente medida adotada pelo Banco Central não afetou nada, exatamente como previa o artigo acima (ou seja, o final, nada mudará, e sua anuidade tende a continuar gratuita):

blogs.correiobraziliense.com.br/vicente/juro-do-parcelamento-do-cartao-de-credito-e-recorde-e-chega-1635-ao-ano/
Além de tudo o que já foi respondido acima, é extremamente importante ressaltar que essa tese de "fazer dumping para quebrar indústrias para logo em seguida elevar preços e dominar o mercado" é completamente irreal.

Não apenas isso nunca aconteceu na prática, como também a própria teoria explica que isso seria completamente insustentável, para não dizer irracional do ponto de vista empreendedorial.

Apenas imagine: você é o gerente de uma grande empresa e quer destruir a empresa concorrente reduzindo seus preços para um valor menor do que os custos de produção. Ao fazer isso, você começa a operar no vermelho. Ao operar no vermelho, por definição, você está destruindo o capital da sua empresa; você está, na melhor das hipóteses, queimando reservas que poderiam ser utilizadas para investimentos futuros.

Pois bem. Após vários meses no vermelho, você finalmente consegue quebrar o concorrente. Qual a situação agora? Você de fato está sozinho no mercado, porém bastante descapitalizado, sem capacidade de fazer novos investimentos. A sua intenção é voltar a subir os preços para tentar recuperar os lucros de antes. Só que, ao subir os preços, você estará automaticamente convidando novos concorrentes para o mercado, que poderão vender a preços menores.

Pior ainda: estes novos concorrentes poderão perfeitamente estar mais bem capitalizados, de modo que é você quem agora estará correndo o risco de ser expulso do mercado. Seus concorrentes poderão vender a preços mais baixos e sem ter prejuízos, ao passo que você terá necessariamente de vender a preços altos apenas para recuperar seus lucros.

Ou seja, ao expulsar um concorrente do mercado, você debilitou sua empresa a tal ponto, que você inevitavelmente se tornou a próxima vítima da mesma prática que você aplicou sobre os outros.

E é exatamente por isso que tal prática não é observada no mundo real. Ela é totalmente ignara. Um empreendedor que incorrer em tal prática estará destruindo o capital de sua empresa, correndo o risco de quebrá-la completamente. Um sujeito com esta "sabedoria" não duraria um dia no livre mercado.

Se isso não vale para uma empresa dentro de um país, imagine então para uma empresa concorrendo em escala global (como é o caso do seu exemplo)?
Se enviar produtos importados baratos destrói a indústria de um país, então conclui-se que fazer o extremo -- mandar importados DE GRAÇA pra um país -- o destrói ainda mais rapidamente.

Mas o que tem de destrutivo em ganhar presentes? Se nos mandarem televisões, carros e geladeiras de graça, perderemos, sim, os empregos nessas áreas. No entanto, os trabalhadores dessas áreas poderão ir pra outras atividades produtivas e genuinamente demandadas pelos consumidores.

Em vez de termos essas pessoas produzindo televisões, carros e geladeiras, já teremos tudo isso e mão-de-obra sobrando pra produzirmos outras coisas. Em resumo, o país ficaria mais rico, às custas dos contribuintes de outros países que estão subsidiando importados gratuitos pra nós.

Outra coisa: se restringir e taxar a importação de produtos baratos é bom pra indústria nacional, bloquear as bordas do país contra todas as importações criaria uma economia fortíssima no país bloqueado.

E não pára por aí: se bloquear um país é bom pra economia interna, então bloquear os estados também. Imagine quantos empregos de paulistas os gaúchos estão tirando quando criam gado. Proibir a importação de gado e garantir empregos pra indústria interna de gado São Paulo seria uma boa idéia.

E isso continua pra cidades, pra ruas, até que se decida produzir tudo em sua casa e não trocar com ninguém.

Basta você parar de fazer compras no supermercado e estará bem ocupado o dia inteiro plantando, colhendo, costurando suas roupas, etc.

Todos terão pleno emprego, mas a produtividade será extremamente baixa dado o custo de oportunidade de produzir tudo por si mesmo, e será uma pobreza generalizada.

Um tomate que você compra com alguns segundos do seu trabalho demoraria meses pra nascer na sua terra.

Se nos casos extremos, com importados de graça, a sociedade fica mais rica e produtiva, e com importados proibidos, a sociedade fica mais pobre e improdutiva, são pra esses os caminhos que as políticas protecionistas apontam.

Não existe um ponto de equilíbrio ou um "protecionismo racional". Todo protecionismo beneficia produtores do setor protegido às custas de todo o resto.

Pode até ser que sem protecionismo nossas montadoras falissem; mas se elas não conseguem competir, é isso o que tem que acontecer.

Se custa 50.000 pra fazer um carro no Brasil que custa apenas 25.000 pra fazer o mesmo carro lá fora, ao comprar o carro de 25.000 a nossa economia tem um carro e 25.000 sobrando pra serem usados em outros setores. Ao comprar um carro de 50.000, a economia tem apenas um carro e deixa de ter 25.000 pra gastar ou investir em outros setores.

Imagine num caso extremo gastar uma fortuna com tecnologia e energia pra produzir bananas no Alasca. Se essas bananas forem produzidas num país tropical, podemos ter as mesmas bananas que teríamos do Alasca, mas sem usar todo aquele recurso: homens, máquinas e energia que poderiam ser mais bem alocados em outro lugar ao invés da produção de bananas.

A questão não são empregos, nem indústria nacional: a questão é produção. Empregos que não criam valor são inúteis, e há indústrias que não necessitam existir. O Brasil não "precisa" de uma indústria de carros assim como o Alasca não "precisa" de uma indústria de bananas, a menos que encontrem uma forma eficiente de produzir seus produtos. Não há por que preservar tais empregos.
Todas essas situações de "stress" que você citou podem perfeitamente acabar também em facadas, canivetadas, garrafadas na cabeça, pedradas, ou socos na cara (é bastante comum uma pessoa morrer em decorrência de um simples soco na cara; ver aqui e, principalmente, aqui).

Portanto, você criou uma falsa equivalência.

"Campanhas desse tipo me faz [sic] refletir que a nossa atenção e forças para cobrar do estado aparatos essenciais para que possamos viver bem, estão focalizados em assuntos que já deveriam estar superados!"

Ininteligível.

"Sobre os bandidos, opa! Se eles estão mandando no meu estado, tenho uma parcela de culpa aí!"

Você pode ter. Eu não tenho nenhuma. Por favor, me diga qual a minha culpa em haver "bandidos mandando no seu estado"?

"Não será somente com armas que inibiremos a propagação de criminosos"

Deixe que eu me preocupe com isso. quero saber o seguinte: se um meliante invadir a minha casa, o que você sugere que eu faça?

"afinal um dos motivos de se propagarem é o fato das armas estarem acessíveis!"

Errado. Um dos motivos de se propagarem é o fato de armas estarem acessíveis para eles no mercado negro e nenhuma arma estar acessível para o cidadão comum no mercado legal.

Bandidos proliferam quando sabem que suas potenciais vítimas estão completamente desarmadas pelo estado.

Beira o cômico você ignorar isso.

"Sobre quem fomenta esse tipo de campanha, cuidado! Aquele(a) deputado(a) ou senador(a) pode ter uma "amizade" muito próxima com alguém ligado a indústria que fabrica tais armas!"

Pois então cite nomes e prove que eles estão ligados a este site. Caso contrário, tenha a hombridade de se retratar.

"Ou até mesmo o cidadão de bem que compartilhou algo dessa campanha não tá nem ai para o bandido, simplesmente acha bonita armas ou quer de alguma forma usá-la!"

Que campanha?!

"E como a democracia é a chave para o entendimento! Respeito quem tem opinião contrária!"

Estamos vendo...

"Então lembram da corrupção? Ela leva desde a falta da merenda na nossa escola até a essa situação! Entregar uma arma pra tu quando estiver "grande", não vai garantir que terá um bandido a menos no mundo! É o processo educacional e o cuidado do estado que podem garantir a paz e o teu bem estar, as armas o caos! Pode parecer falácia, mas para um CIDADÃO DE BEM, faz sentido!"

Acho que sua erva venceu e você não percebeu. Sugiro trocar seu fornecedor.
Mais um que chegou rugindo, levou uma resposta (completa e educada), e agora saiu miando, praticamente de quatro.

Não só não retrucou nada que lhe foi respondido, como ainda chegou ao cúmulo de inventar uma resposta que nunca foi dada. Em nenhum momento o artigo ou algum comentarista falaram que "imprimir dinheiro não é prática legal em um mundo civilizado". Tal frase simplesmente não está escrito em lugar nenhum do artigo e nem desta seção de comentários.

Isso mostra bem o nível do desespero e da ética do cidadão. Mas, também, keynesianismo e falta de ética sempre andaram lado a lado.


P.S.: não resisti e terei de comentar esta:

"os grandes empresários começam fazendo empréstimos e assim aumentam seu patrimônio. Jorge Paulo Lemann convive com um passivo enorme e é o homem mais rico do brasil."

Com a pequena, ínfima, insignificante diferença que JPL é criador de riqueza e de valor. As pessoas voluntariamente compram os bens e serviços produzidos por JPL, e é isso o que o deixou rico. Quem cria riqueza continuamente, como faz JPL, pode se endividar muito e ainda assim se manter plenamente solvente.

Toda essa dívida será paga com capital próprio. JPL não terá de assaltar ninguém, roubar ninguém, confiscar dinheiro de ninguém para pagar suas dívidas. (E, em caso de insolvência, quem se estrepa são seus credores, e não a população inteira, que não terá de arcar com nada disso).

E o governo? Ele cria riqueza? Ele trabalha com capital próprio? Ele utiliza dinheiro próprio para pagar suas dívidas?

O fato de você dizer que o governo opera igualzinho a JPL mostra bem o seu nível de conhecimento econômico.

É cada coitado que é destroçado por aqui...
O que falo para os meus alunos sobre isso,

Primeiro, uma pergunta:

Será que todas aquelas pessoas que ainda não tenham nenhum crime registrado pela polícia, são cidadãos de bem?

Como eu posso garantir que, o estado dando o direito a posse de armas a todos(as) conseguirá evitar que,

O "brigão baladeiro" na hora da raiva cometa uma tragédia na saída da balada!

Na briga de trânsito o cidadão estressado não dispare contra o outro!

O colega de turma que, nunca imaginei que ele tivesse esquizofrenia iria disparar contra toda a turma com a arma do pai ou da mãe!

A mulher que, já sofria com as agressões do Marido, agora vive ainda mais a pressão psicológica por ter uma arma na sua cabeceira!

As crianças que sabem onde os pais guardam suas armas, e depois um tem que falar, foi uma brincadeira!

O vizinho que se estressou com som alto durante a madrugada!

Enfim são inúmeras as situações!

Sobre o uso da arma, "modestamente" posso afirmar: mesmo aquela pessoa que nunca frequentou a escola até aquela que teve o mais alto nível de educação acadêmica está suscetível ao stress, e nessa hora, para muitos, será o motivo de cometer um crime passional (o primeiro)!

Campanhas desse tipo me faz refletir que a nossa atenção e forças para cobrar do estado aparatos essenciais para que possamos viver bem, estão focalizados em assuntos que já deveriam estar superados!

Sobre os bandidos, opa! Se eles estão mandando no meu estado, tenho uma parcela de culpa aí! Não será somente com armas que inibiremos a propagação de criminosos, afinal um dos motivos de se propagarem é o fato das armas estarem acessíveis!

Sobre quem fomenta esse tipo de campanha, cuidado! Aquele(a) deputado(a) ou senador(a) pode ter uma "amizade" muito próxima com alguém ligado a indústria que fabrica tais armas! Ou até mesmo o cidadão de bem que compartilhou algo dessa campanha não tá nem ai para o bandido, simplesmente acha bonita armas ou quer de alguma forma usá-la!

E como a democracia é a chave para o entendimento! Respeito quem tem opinião contrária!

E se eu estiver numa turma com crianças ou adolescentes:
Sempre tem aquele que exclama,

- Mas só os bandidos tem o direito de possuir armas, o cidadão de bem, não!

- Então lembram da corrupção? Ela leva desde a falta da merenda na nossa escola até a essa situação! Entregar uma arma pra tu quando estiver "grande", não vai garantir que terá um bandido a menos no mundo! É o processo educacional e o cuidado do estado que podem garantir a paz e o teu bem estar, as armas o caos! Pode parecer falácia, mas para um CIDADÃO DE BEM, faz sentido!


ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Andre Cavalcante  08/03/2017 16:00
    Fantástico!!!!
  • Bruno Feliciano  08/03/2017 16:03
    Para concluir: O mundo precisa de mais homens e mulheres que se vitimizam menos, que procurem oferecer algo de útil para depois receber em troca, ao invés de cobrar compaixão gratuita dos outros.

    O mundo precisa de mais homens e mulheres que gozam de sua liberdade com responsabilidade, sem culpar terceiros pelos seus erros, aliás a liberdade só é plena quando se tem responsabilidade, um é consequência do outro.

    Adorei essas três:
    ''O mundo precisa de mais homens e mulheres que não tenham medo de correr riscos para promover o que é ético e moral; que tenham a coragem de defender o que é verdade e não simplesmente aquilo que seja mais popular e palatável; e que não tenham medo de ir contra a maré da opinião dominante.''

    ''O mundo precisa de mais homens e mulheres que sejam pacientes o bastante para convencer os outros por meio da argumentação e da persuasão, e não pela força ou coerção.''

    ''O mundo precisa de mais homens e mulheres que não renunciem ao que é certo apenas para conseguir o consenso; que não estejam atrás do aplauso fácil; que saibam o quão importante é liderar pelo exemplo e não pelo esbravejo de ordens; e que não exigem que outros façam aquilo que eles próprios não teriam a coragem de fazer.''



    O IMB alem de trazer artigos maravilhosos sobre Direito, Economia e política, ainda trás reflexão filosóficas sobre a vida, o maior tapa na cara, do jeito que eu gosto, a verdade acima de tudo, independente se convém ou não.
    Esse entra no TOP 3 junto com:
    Aquele texto ''6 verdades chocantes que fará você uma pessoa melhor''
    E esse: www.mises.org.br/Article.aspx?id=863


    Abraços Fraternais.
  • Dam Herzog  08/03/2017 16:03
    Fiquei muito decepcionado em não poder ver o atual sistema atual transformado em libertário durante a minha estada aqui na terra. Pelo que pensei o sistema de votação universal onde pessoas que não se interessam pelos resultados economicos do pais e talvez nem sejam tão adeptos da liberdade votam de acordo com o efeito manada o que não dá para corrigir as sempre erradas propostas de um governo coletivista e redistribuitivista, que penaliza os que produzem e compra os votos dos que recebem o produto do roubo. Será que este sistema votação também não atrapalha o progresso economico. Será que a função legislativa não seria de só fazer leis que seriam normas de conduta justa, iquais para todos sem exceção, validas no tempo e no espaço geografico? O judiciario de interpretar as leis tecnicamente e não politicamente. Que os funcionários públicos seriam eleitos por concurso, e que a cada 5 anos, expirariam os contratos e novos concusos seriam efetuados para preencher as vagas. Estamos em um sistema social facista? Para mudar o povo demora muito gerações e gerações que fazer antes disso?
  • Renato Arcon Gaio  08/03/2017 16:07
    Texto mais que inspirador, encaminhei para as pessoas com quem trabalho.

    Abraços
  • Tulio Lopes  08/03/2017 16:30
    Belo e inspirador, realmente. Modéstia à parte, sempre me esforço para seguir a maioria dessas coisas à risca, o que me custou algumas "amizades". No entanto, a tranquilidade da consciência e a satisfação pessoal de saber estar fazendo o que é ético e moral compensam tudo. As noites são mais bem dormidas.
  • Ricardo Gusmão  08/03/2017 16:37
    O resumo da verdadeira solução para o caos social e econômico que estamos vivenciando.
    Parabéns por esse texto maravilhoso e inspirador.
  • D%C3%83%C2%BAvida  08/03/2017 16:45
    O sujeito não para com a tara de proibição de drogas!

    veja.abril.com.br/blog/reinaldo/alo-barroso-e-esquerdas-as-drogas-mataram-garoto-em-lanchonete/
  • Poeta Coleridge  08/03/2017 18:23
    "Sem pieguices" mas terminou falando pieguices.
  • Pasquale  08/03/2017 21:15
    Piegas significa "sentimentalismo extremado". Favor apontar um único trecho em que haja sentimentalismo extremado.
  • O Primado de Kardec  08/03/2017 19:42
    Parece um texto extraído dos estudos das leis morais de Allan Kardec!
    Impressionante!

  • anônimo  08/03/2017 20:45
    Muito bonito. Eu até queria que pudesse ser assim, mas não tenho ilusões, as coisas só tentem a piorar. Há 100 a 200 anos atrás, quando o ocidente era mais cristão, estávamos próximos de ter mais pessoas assim, mas quanto mais atacam o verdadeiro cristianismo, pior o mundo ocidental fica.
    Falo de um ocidente mais cristão porque foi o grande pilar desta civilização. Mas existem outros locais não cristãos como o Japão em que alguns dos valores citados eram importantes.
    Mas quanto mais os bons valores forem atacados em nome das ideologias, pior o mundo vai ficar.
    Só tenho esperanças em Deus mesmo. Pelo menos no céu as coisas vão ser melhores.
  • 4lex5andro  09/03/2017 13:50
    Um incentivo básico para prosseguir (principalmente como cristão), é ter como meta que nossos filhos e netos devem herdar uma realidade melhor do que o que nossos pais nos legaram.
  • anônimo  09/03/2017 18:48
    Estamos vivendo os últimos dias amigo.
    O mundo vai cair em uma ditadura global anti-cristã, inevitavelmente, conforme revelam os livros de Daniel e Apocalipse.
    Depois disto é o fim.
  • Marcos Campos  08/03/2017 21:16
    Gostei da parte que fala sobre não impor nada a ninguem, mas a importancia de externalizarmos nossas ideias, para que haja debate e internalização do ouvinte consequentemente uma externalização renovada em seus próximos debates.

    Uma semente pode mudar um pequeno grupo. Um pequeno grupo pode mudar uma nação.
    Ajudar uma pessoa a aprender a pensar lhe mostrando outras formas de um mesmo objeto é o caminho.

    Excelente artigo, me renovou!
  • Bode  09/03/2017 01:29
    Depois que li o Sermão da Montanha, dispenso qualquer receita para melhorar o mundo.
  • Paulo  09/03/2017 01:35
    Texto bom, traz um reflexo do moral e ético
  • anônimo  09/03/2017 03:17
    Até o Carl Marx sabia que o respeito é a base do capitalismo.

    Ninguém vai se empenhar no trabalho, sabendo que sua propriedade pode ser destruída, roubada, confiscada, expropriada, etc.

    O respeito é base do capitalismo. Ninguém vai à uma loja sabendo que vai ser enganado.

    Um país lotado de ladrões só vai resultar em destruição da propriedade.

    Além disso, se alguém falir o cliente vai viver de quê ?

    Enfim, limpe os pés antes de andar na propriedade dos outros.
  • Liber  09/03/2017 18:58
    A maior necessidade do mundo é a de homens — homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus. – {Educação pág 57.3}
  • EUGENIO  10/03/2017 13:10
    ".......... convencer os outros por meio da argumentação e da persuasão, e não pela força ou coerção........."
    A persuasão é uma espécie de estupro mental,sutil e não por força física,uma forma de coerção mais LIGHT mas mais poderosa.
    Gorgia o grego, mestre na arte da persuasão,tinha uma estátua de ouro em seu jardim,presente de seus alunos,poderosíssimos na época.
  • Maurício  12/03/2017 11:25
    Esse texto é inspirador! Parabéns ao autor dessa obra filosófica, reflexiva e rica de conteúdo que faz as pessoas pensarem mais para buscar melhorias em suas vidas. Concordo com o autor: caráter é o mais importante de tudo para o indivíduo e as relações entre os seres humanos.
  • Sthephanie Lemos   12/03/2017 15:49
    Que texto maravilhoso e inspirador! Sou muito grata por todo ensinamento que tenho recebido através desses artigos. Mais uma vez vcs se superaram! Obrigada!


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