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A diferença básica entre globalismo e globalização econômica: um é o oposto do outro
Defender o segundo não implica defender o primeiro

Com a ascensão do populismo nos países desenvolvidos, a globalização econômica caiu em descrédito. Cada vez mais pessoas estão rejeitando a globalização com o argumento de que ela não apenas é injusta como também representa a fonte de todos os males — sendo inclusive a fonte de crises econômicas e imigrações em massa.

Esse tipo de condenação generalizada e abrangente da globalização, porém, apresenta dois erros graves: ela não só é factualmente errada — a globalização econômica comprovadamente aumentou o padrão de vida da população mundial — como também é conceitualmente errada.

Existe o globalismo e existe a globalização. O globalismo é um conceito político. Já a globalização é um conceito econômico.

Globalização econômica

A globalização econômica significa "divisão do trabalho em nível mundial".

A população de cada país se especializa naquilo em que é boa, adquirindo assim uma vantagem comparativa em relação às outras: faço aquilo em que sou melhor que os outros e vendo para eles; e compro dos outros aquilo que eles fazem melhor do que eu. Todas essas transações econômicas devem ser feitas o mais livremente possível, sem a intervenção de governos na forma de tarifas protecionistas e de outras barreiras alfandegárias. (Veja aqui um exemplo prático).

A consequência deste arranjo foi, é e sempre será um aumento no padrão de vida de todos os envolvidos.

Hoje, nenhum país é capaz de viver em autarquia, produzindo absolutamente tudo de que sua população necessita para viver decentemente. Caso um país realmente tentasse produzir tudo o que consome, isso não apenas seria um monumental desperdício de recursos escassos, como também levaria a custos de produção e, consequentemente, preços exorbitantes, afetando drasticamente o padrão de vida da população.

Pense em uma simples camisa. Fabricada na Malásia utilizando máquinas feitas na Alemanha, algodão proveniente da Índia, forros de colarinho do Brasil, e tecido de Portugal, em seguida sendo vendida no varejo em Sidney, em Montreal e em várias cidades dos países em desenvolvimento (ao menos naqueles que são mais abertos ao comércio exterior), a camisa típica da atualidade é o produto dos esforços de diversas pessoas ao redor do mundo.  E, notavelmente, o custo de uma camisa típica é equivalente aos rendimentos de apenas umas poucas horas de trabalho de um cidadão comum do mundo industrializado.

Obviamente, o que é verdadeiro para uma camisa vale também para incontáveis produtos disponíveis à venda nos países capitalistas modernos.

Como é possível que, atualmente, um trabalhador comum seja capaz de adquirir facilmente uma ampla variedade de bens e serviços, cuja produção requer os esforços coordenados de milhões de trabalhadores? A resposta é que cada um desses trabalhadores faz parte de um mercado tão vasto e abrangente, que faz com que seja vantajoso para muitos empreendedores e investidores ao redor do mundo organizarem operações de produção altamente especializadas, as quais são lucrativas somente porque o mercado para seus produtos é de escala global.

Esta especialização tanto do trabalho quanto da produção, ao longo de diferentes setores industriais ao redor do mundo, é exatamente o fenômeno da globalização econômica.

(Recentemente, um homem resolveu fabricar, do zero, um simples sanduíche. Ele plantou o trigo para fazer o pão, retirou o sal da água do mar, ordenhou uma vaca para fazer o queijo e a manteiga, matou uma galinha para retirar o filé de frango, fez o próprio picles e teve até de extrair o mel do favo. Seis meses e US$ 1.500 depois, o sanduíche ficou pronto. E, a julgar pela reação dele próprio, a qualidade do produto final foi medíocre).

O fato é que, hoje, nenhum país produz apenas para satisfazer suas próprias necessidades, mas também para atender a produtores e consumidores de outros países. E cada país se especializa naquilo que sabe fazer melhor.

A globalização econômica, com o livre comércio sendo seu componente natural, aumenta a produtividade de todos os envolvidos. E, consequentemente, aumenta também o padrão de vida de todos. Sem a globalização econômica, a pobreza neste planeta não teria sido reduzida com a intensidade em que foi nas últimas décadas.

Por fim, vale ressaltar que todo e qualquer indivíduo é, em si mesmo, um defensor árduo da globalização econômica, mesmo que ele não saiba disso. As pessoas acordam cedo e vão trabalhar exatamente para ganhar dinheiro e, com isso, poderem consumir o que quiserem. As pessoas trabalham e produzem para poder consumir produtos bons e baratos, independentemente de sua procedência. Eles podem ser oriundos de qualquer parte do mundo; o que interessa é que sejam bons e baratos. Isso é globalização econômica.

Impor obstáculos a esse consumo — isto é, restringir a globalização econômica — significa restringir a maneira como as pessoas trabalhadoras podem usufruir os frutos do seu trabalho. No mínimo, isso é imoral e anti-humano.

Globalismo

Logo de início, é fácil ver que o globalismo — que também pode ser chamado de globalização política — não tem absolutamente nada a ver com a globalização econômica.

Globalização econômica significa livre comércio e livre mercado. Trata-se de um arranjo que não apenas não necessita da intervenção de governos e burocratas, como funciona muito melhor sem eles. Indo mais além, trata-se de um arranjo que surge naturalmente quando não há políticos e burocratas impondo obstáculos às transações humanas.

Já o globalismo é o exato oposto: trata-se de um arranjo que só existe por causa de políticos e burocratas. Seria impossível haver globalismo se não houvesse políticos e burocratas.

O globalismo é uma política internacionalista, implantada por burocratas, que vê o mundo inteiro como uma esfera propícia para sua influência política. O objetivo do globalismo é determinar, dirigir e controlar todas as relações entre os cidadãos de vários continentes por meio de intervenções e decretos autoritários.

Eis o argumento central do globalismo: lidar com os problemas cada vez mais complexos deste mundo — que vão desde crises econômicas até a proteção do ambiente — requer um processo centralizado de tomada de decisões, em nível mundial. Consequentemente, leis sociais e regulamentações econômicas devem ser "harmonizadas" ao redor do mundo por um corpo burocrático supranacional, com a imposição de legislações sociais uniformes e políticas específicas para cada setor da economia de cada país.

O estado-nação — na condição de representante soberano do povo — se tornou obsoleto e deve ser substituído por um poder político transnacional, globalmente ativo e imune aos desejos do povo.

Obviamente, a filosofia por trás dessa mentalidade é puramente socialista-coletivista.

Representa também o pilar da União Europeia (UE). Em última instância, o objetivo da UE é criar um super-estado europeu, no qual as nações-estado da Europa irão se dissolver como cubos de açúcar em uma xícara quente de chá. Foi majoritariamente disso que os britânicos quiseram fugir.

Ao menos para o futuro próximo, este sonho burocrático chegou ao fim. O desejo de impor uma uniformidade afundou em meio a uma dura e difícil realidade política e econômica. A UE está passando por mudanças radicais — culminando com a decisão dos britânicos de sair dela — e pode até mesmo entrar em colapso dependendo dos resultados eleitorais em alguns importantes países europeus (França, Holanda, Alemanha e possivelmente Itália) neste ano de 2017.

Com Donald Trump na presidência americana não há mais qualquer apoio intelectual dos EUA ao projeto de unificação européia. A mudança de poder e de direção em Washington diminuiu o poder de influência dos globalistas — o que permite alguma esperança de que a futura política externa americana seja menos agressiva em termos militares. Trump — ao contrário de seus antecessores — ao menos não parece querer impingir uma nova ordem mundial.

Por outro lado, os defensores da globalização econômica têm motivos para estar preocupados. O governo Trump vem ameaçando utilizar medidas protecionistas — majoritariamente na forma de tarifas de importação — para supostamente estimular o emprego e a produção nos EUA, mesmo com toda a teoria e realidade econômicas demonstrando que o efeito será o oposto.

Tamanha interferência na globalização econômica, o que representaria um retrocesso no tempo, não apenas seria um ataque à prosperidade, como também pode se degenerar em conflitos políticos, reacendendo antigas rixas e contendas. Não precisaria ser assim.

Para atacar e até mesmo aniquilar o globalismo não é necessário atacar e fazer retroceder a globalização econômica.

A globalização é Steve Jobs, Jeff Bezos e Michael Dell; o globalismo é George Soros, o CFR, a Comissão Trilateral, os Rockefeller, os Rothschilds e a ONU.

Conclusão

Ao passo que o globalismo representa o autoritarismo e a centralização do poder político em escala mundial, a globalização econômica — que nada mais é do que a divisão do trabalho e o livre comércio — representa a descentralização e a liberdade, promovendo uma produtiva e, ainda mais importante, pacífica cooperação além fronteiras.

A restrição à globalização econômica — ou seja, o protecionismo — nada mais é do que o medo dos incapazes perante a inteligência e as habilidades alheias. Tal postura, além de moralmente condenável, por ser covarde, é também extremamente perigosa. Como já alertava Bastiat, se, em vez de nos permitirmos os benefícios da livre concorrência e do livre comércio, começarmos a atuar incisivamente para impedir o progresso de outras nações, não deveríamos nos surpreender caso boa parte daquela inteligência e habilidade que combatemos por meio de tarifas e restrições de importações acabe se voltando contra nós no futuro, produzindo armas para guerras em vez de mais e melhores bens de consumo que eles querem e podem produzir, e os quais nós queremos voluntariamente consumir.

Como também disse Bastiat, quando bens param de cruzar fronteiras, os exércitos o fazem. 

Por isso é de extrema importância preservarmos a globalização econômica.


24 votos

autor

Thorsten Polleit
é economista-chefe da empresa Degussa, especializada em metais preciosos, e co-fundador da firma de investimentos Polleit & Riechert Investment Management LLP.  Ele é professor honorário da Frankfurt School of Finance & Management.


  • Marcos Martinelli  01/03/2017 14:54
    No atual cenário político e econômico nacional e mundial, essa discussão (ou melhor, esclarecimento) é de suprema importância.
  • Apropinquante  08/06/2017 21:38
    Isso que o artigo chama de globalismo é o que os esquerdas chamam de imperialismo. Os impostos são pagos a países, as empresas são obedientes de uma legislação Nacional, como haverá globalização, sem globalismo político?
  • Clóvis  09/06/2017 00:17
    "Os impostos são pagos a países, as empresas são obedientes de uma legislação Nacional, como haverá globalização, sem globalismo político?"

    Uma coisa nada tem a ver com a outra. Até 1914 (antes da Primeira Guerra), o mundo vivia um livre comércio pleno e não havia nenhum globalismo político. Qual a encrenca?

    Quero importar livremente máquinas da Alemanha, equipamentos da Suíça e sapatos da China. Cadê a necessidade de haver políticos para intermediar essa livre transação?
  • Pobre Paulista  01/03/2017 15:02
    E tem um pessoal meio Tãn-Tãn que se diz pró-globalização mas defende com unhas e dentes o protecionismo... Vai entender

  • Rodrigo Melo  06/03/2017 13:27
    "Venha ao nosso, o vosso reino."
    Querem o que convém e nada mas.
  • Perspectiva  01/03/2017 15:38
    O termo globalização foi muito usado nos anos 90, mais como uma tentativa da esquerda de se apossar dele. Pode-se entender como uma integração mundial. Mas na verdade não é o melhor termo para entendermos o que acontece hoje.

    O que ocorre é um movimento que em nada tem a ver com a integração natural entre os povos causado pela redução das distâncias que foi promovida pela tecnologia (transportes e comunicações). O que existe é o movimento globalista que nada mais é do que a revolução comunista mundial de Lênin. Após a queda da URSS em 90, a esquerda percebeu (não que seja uma percepção da realidade que o comunismo é impossível) que só seria possível o comunismo se manter a nível mundial. Então o globalismo vai sim cada vez mais colocar entraves e regulamentações.

    Como o próprio instituto Mises já falou em outros artigos, é sempre melhor uma nação menor do que a grande. É melhor então admitir que existir países, mesmo com seus entraves, é melhor do que um governo mundial criando entraves.

    Aí é que está a diferença entre a esquerda e a direita.

    Resumindo:

    Globalização: integração natural dos povos em nível mundial
    Globalismo: movimento de esquerda na direção de um governo mundial
  • Antônio Gonçalves  01/03/2017 18:25
    Colocado de outra forma, Globalismo é centralização de poder, indo na direção de um governo mundial. Globalização econômica é o oposto, é descentralização de poder, indo na direção de múltiplas secessões, redução do tamanho e poder dos governos, fim dos bancos centrais, etc.
  • Fábio Andrade  01/03/2017 15:58
    Donald Trump é um defensor da "globalização" na visão do autor? "A restrição à globalização econômica — ou seja, o protecionismo — nada mais é do que o medo dos incapazes perante a inteligência e as habilidades alheias. Tal postura, além de moralmente condenável, por ser covarde, é também extremamente perigosa", isso não é exatamente o discurso de Trump? Como a vitória dele pode ter sido boa para acabar com o "globalismo" e preservar a "globalização"?
  • Marcos  01/03/2017 16:26
    Cristo Rei, você ao menos leu o artigo? Está escrito lá, de todo o tamanho, com direito a hyperlinks é tudo:

    "Por outro lado, os defensores da globalização econômica têm motivos para estar preocupados. O governo Trump vem ameaçando utilizar medidas protecionistas — majoritariamente na forma de tarifas de importação — para supostamente estimular o emprego e a produção nos EUA, mesmo com toda a teoria e realidade econômicas demonstrando que o efeito será o oposto.

    Tamanha interferência na globalização econômica, o que representaria um retrocesso no tempo, não apenas seria um ataque à prosperidade, como também pode se degenerar em conflitos políticos, reacendendo antigas rixas e contendas. Não precisaria ser assim.

    Para atacar e até mesmo aniquilar o globalismo não é necessário atacar e fazer retroceder a globalização econômica."
  • Paulo Mubarack  01/03/2017 18:19
    Cristo Rei, você ao menos leu o artigo? Está escrito lá, de todo o tamanho, com direito a hyperlinks é tudo:

    Gosto muito dos artigos do Mises, mas é impressionante a descortesia com que respondem às perguntas.
    Quem o autor pensa que é parabresponder desta forma ao leitor? Peça desculpas, se tiver hombridade suficiente para tanto e vá se educar um pouco antes de responder com grosserias perguntas feitas com boa-fé!.
  • Joel Santana  01/03/2017 18:23
    Creio que vai ser um tantinho difícil atender a esta sua exigência uma vez que ele, o autor, é alemão (Thorsten Polleit) e este é um artigo traduzido.

    O comentário acima foi feito por um leitor qualquer e não pelo autor (que é alemão, dificilmente fala português e apenas teve seu texto traduzido).

    Aliás, o simples fato de você nem sequer saber quem é o autor do texto (um alemão), e confundi-lo com um leitor qualquer (o Marcos escreveu em português), deixa em evidência o seu preparo.

    Dito isso, a resposta do Marcos ao Fábio Andrade foi cortês e extremamente elucidativa. O próprio Fábio Andrade, que cometeu o erro, teve a hombridade de, ao contrário de você, não vir aqui chorar porque teve sua pergunta respondida.

    O grau de delicadeza, sensibilidade e "não-me-toques"do brasileiro comum chegou às raias do patético.
  • GJ  02/03/2017 22:44
    Eu acho muito mais patético o típico brasileiro adorar tretas e "quebra barraco" em geral.

    Pessoas inteligentes se unem e se associam de livre e espontânea vontade para construirem imperios e nações. Gente burra briga até com a própria família por dinheiro (que vai torrar com cachaça e rapariga), brigam por status e brigam por atenção e popularidade.

    É interessante notar que o brasileiro não se une para construir nada que preste, mas adora mostrar que é popular e cheio de amigos (todos estúpidos iguais a ele, não seriam amigos se pensassem diferente).

    Não estou dizendo que você é assim. Mas, não posso perder essa oportunidade para escrever tudo o que observo.
  • Pobre Paulista  01/03/2017 20:09
    Eu gosto muito dos artigos do Mises, mas venho gostando cada vez menos dos comentários aos mesmos. Antes tínhamos os Olavetes e afins, mas agora temos representantes da geração "Palavras Ferem" criada à base de Nutella e leite com groselha. Concluímos que sempre dá pra piorar.

    Felizmente, ainda assim o debate continua num nível alto.
  • Fabrício   01/03/2017 21:55
    Exato. O nível continua alto (tem artigos cujos comentários são ótimos complementos ao próprio texto), mas essa geração delicadeza e "achei ofensivo" está onipresente na internet, até mesmo aqui.

    Fazer o quê?
  • Pobre Paulista  01/03/2017 22:05
    "[i]Fazer o quê[i]?"

    Ué, continuar a dar patadas até que cresçam ou sumam daqui, oras!
  • 4lex5andro  02/03/2017 11:20
    É praxe do Brasil dar muita atenção a forma e pouca importância ao conteúdo, em especial de textos técnicos.
  • Gustavo  02/03/2017 17:33
    "Dar patadas" é coisa de quem anda sobre quatro patas, e não de um site que se propõe a disseminar ideias. Isso aqui é um espaço para o exercício da razão, e não para quem quer se mostrar "maduro" mediante "patadas" (esse sim tem que crescer ou sumir daqui).
  • Antônio  02/03/2017 19:51
    Gustavo, que tal você virar homem e responder a altura um vocabulário hostil. Você só justifica a leitura de que para o público atual as "palavras ferem". Vergonha alheia de um comentário desses.
  • Pobre Paulista  03/03/2017 02:15
    Uns dão patadas, outros soltam a franga.

    Voou pena pra todo lado aqui no meu monitor, preciso limpar agora.
  • Rafael  03/03/2017 14:47
    O meu tem uma ferradura pendurada... que dizer para não ofender os sensíveis???
    Que tal uma hash?

    hashtag #sentindosemagoado

  • Mais Mises...  04/03/2017 00:02
    E eu morro de rir! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Em tempo: frequento o site há 4 anos e, de fato, tenho visto mais chororô aqui de 1 ano pra cá.
  • anônimo  04/03/2017 00:38
    Em 2014 foi pior do que atualmente.
  • Arnaldo  01/03/2017 16:31
    Eu queria comentar a respeito da versão brasileira do texto original e dizer que é sensacional. A versão original é muito rasa e sem nenhum link.

    E por fim a frase final fez muito mais sentido ao texto: "Como também disse Bastiat, quando bens param de cruzar fronteiras, os exércitos o fazem."

    Parabéns instituto MISES Brasil, encontro muito mais qualidade aqui que nos MISES de USA e Canada.
  • Henrique Zucatelli  01/03/2017 18:24
    Também agradeço aos céus o trabalho brilhante que o IMB faz, superior em (quase) tudo em relação ao MI.

    A única coisa que prefiro lá a cá é que eles utilizam o Disquss como plataforma de comentários.
  • Caroline  01/03/2017 17:28
    Muito esclarecedor o artigo
  • Andre  01/03/2017 17:36
    Ler isso me deu câncer.

    veja.abril.com.br/economia/saiba-quem-ganha-e-quem-perde-com-o-dolar-em-queda/#
  • Taxidermista  01/03/2017 19:33
    Especialmente nesses dois trechos:

    "Flavio Castello Branco, gerente de política econômica da Confederação Nacional da Indústria (CNI), afirma que "uma das possíveis saídas da economia eram as exportações". Com o dólar em queda, fica ameaçada essa estratégia, o que faz com que o setor industrial ressinta e fique bastante preocupado com a desvalorização da moeda americana."

    "O professor Antonio Porto, da FGV/EPGE acredita que o governo deve apoiar a exportação, no lado fiscal, e reduzir os juros. "Assim, é possível recompor a demanda doméstica, para a indústria brasileira focar aqui e atrair menos capital externo. Por isso, a reação do governo a esse fenômeno deve ser uma redução mais rápida dos juros."

    Até quando a mentalidade será essa?
  • marcela  01/03/2017 20:12
    Não se preocupe,caro André.
    Quando o Trump ligar a impressora e começar a gastar com infraestrutura,defesa e veteranos,nem com o André Perfeito no BC,o dólar iria deixar de ir pro abismo.
  • Felipe Lange S. B. S.  01/03/2017 23:07
    Me enoja ver esses meios de comunicação demonizando o real forte. É sempre aquela tara desenvolvimentista encrustada na cabeça desse povo, às custas do pobre que vai ter que pagar mais caro no supermercado e em tudo que ele precisa consumir.
  • Dermeval Franco   01/03/2017 18:26
    Excelente artigo. Claro, direto e explosivo para burocratas e políticos. São, por excelência, a parte retrógrada das mudanças e inovações no mundo. Enquanto empresas trabalham para desvendar o futuro, burocratas e políticos trabalham para atrasar ou até sabotar o desenvolvimento da ciência e tecnologia. Continuam sendo sanguessugas e parasitas das riquezas das nações.
  • Charles Oliveira Jr.  01/03/2017 18:27
    Muito bom o artigo. Mas bem que poderiam ao menos citar o Flávio Morgenstern, pessoa que primeiramente comentou, discerniu, dissecou, enfim, explicou os termos aqui no Brasil. E olha que eu acompanho praticamente todos esses canais liberais, libertarios, etc.
  • Ruy  01/03/2017 18:48
    Thorsten Polleit, economista alemão da EA, citar Flávio Morgenstern? É um pedido meio esquisito, né, amigo
  • Mchele Porto  01/03/2017 19:22
    Texto bastante reflexivo , super esclarecedor, mais não deixa de nos causar insegurança na atual situação do país.Pode a qualquer momento renascer rixas desnecessárias.
  • PETRONAS  01/03/2017 22:50
    O que dizer da estatal PETRONAS?

    A maior patricionadora da Mercedes AMG na F1!!!

    A empresa foi parar na forbes, como a lista das maiores empresas do mundo.
    Ela possue TODAS as reservas de petroleo e gas da malasia!!


    E sobre isso vocês não falam porque?

    Aerolines argentina é top tb, quem já voou sabe disso..

    Não que eu ache que tudo deve ser estatal... Mas algumas coisas do orgulho nacional e que preserve o nosso patrimonio de forma estrategica, ai sim deve ser estatal....

  • Fernando Calazans  01/03/2017 23:43
    Nossa! Agora a meta da esquerda é ser igual à Malásia! Que fundo de poço!

    E o que temos de fazer para ser igual à Malásia? Ter uma estatal de petróleo! E já não temos? A Petrobras é o quê?

    Ah, sim, sobre a Petronas: a estatal é tão eficiente, mas tão eficiente, que o governo malaio tem de gastar 12% do seu orçamento apenas para manter os preços da gasolina -- monopólio da estatal -- artificialmente baixos. (Fonte)

    Ou seja, se o governo não tomar dinheiro dos pobres para repassar para a estatal na forma de subsídios, a Petronas teria de cobrar um custo exorbitante pela gasolina apenas para se manter lucrativa. E, como você bem disse, a estatal detém o monopólio de todas as reservas de petróleo do país. E ainda assim precisa de subsídios! Baita eficiência!

    Aerolineas Argentinas? Além de ser uma porcaria, ela custa 1,2 milhão de dólares por dia ao governo argentino. Dinheiro tomado dos pobres e repassado para sindicalistas.

    "[...]à frente da Aerolineas Argentinas, que acumula prejuízos na ordem de US$ 340 milhões. A companhia continua operando graças a um subsídio do governo de US$ 1,2 milhão por dia. Na previsão orçamentária apresentada pelo Ministério da Economia da Argentina, a empresa receberá um investimento de US$ 440 milhões em 2016."

    airway.uol.com.br/brasileira-assume-comando-da-aerolineas-argentinas/

    Isso deveria ser considerado crime. Os pagadores de impostos argentinos têm de pagar 1,2 milhão de dólares por dia para manter esse cabide de empregos. São os pobres subsidiando as viagens dos ricos. (Como disse, já voei pela Aerolineas e me impressionei com a ruindade do serviço. Pudera, são funcionários públicos).

    E tem otário "a favor do social" defendendo isso.

    É impressionante a tara da esquerda em tomar dinheiro dos pobres para repassar a sindicalistas de estatais. PQP.
  • Gabriel  02/03/2017 01:49
    Fernando Calazans , desculpa mais eu tive que rir do seu comentário. Principalmente desta parte "Nossa! Agora a meta da esquerda é ser igual à Malásia! Que fundo de poço!".

    Aproveitando o gancho de empresas estatais para falar sobre governo e economia. Chega a ser cômico as tentativas da esquerda de usarem exemplos bem "sólidos" de empresas estatais argumentando que é possível o Estado participar da economia. Já tivemos inúmeros exemplos deste fracasso de Estado empreendedor, o que chega a ter alguma graça quando a esquerda insiste nesse assunto. Se a esquerda quer realmente usar exemplos para argumentar que o Estado pode gerir uma empresa e participar da economia em setores estratégicos ou não, acho que um bom disso é Dubai.
    Em Dubai a população não paga imposto algum, mas também não existe nada de graça no país. O governo detém algumas empresas nos setores petrolífero, do turismo, imobiliário, comércio e etc... mas isso não justifica que existe o estado de bem estar social no emirado, dado que a saúde e educação são privados.
  • Nerman  04/03/2017 11:24
    Em Singapura e em Dubai as empresas estatais funcionam de forma completamente diferente do que estamos acostumados.

    Nesses lugares, as empresas estatais trabalham com eficiência e concorrência. Não possuem monopólio e não sobrevivem com base em impostos.
  • Tibbit  04/03/2017 14:41
    Não sei como funciona em Dubai, mas em Cingapura é assim: o governo possui dois fundos de investimento: a Temasek Holdings (com míseros 380 funcionários), que compra ações de várias empresas asiáticas, e a Government Investment Corporation, que investe as reservas internacionais do país.

    Na Temasek Holdings -- que, como dito, é um fundo de investimentos do governo cingapuriano -- toda a diretoria é formada por quadros puramente técnicos, e a única ordem dada à empresa pelo governo é justamente ter lucros. A Temasek tem ações de uma empresa telefônica (existem 3 em Cingapura, que é uma cidade, além de 7 provedoras de internet) e da Singapore Airlines (55%).

    Nenhuma dessas duas empresas tem qualquer monopólio sobre nada. Também desconheço a existência de privilégios. E sua gerência é privada. E, até onde sei, têm fins lucrativos (como a própria Temasek Holdings).

    Tenho lá minhas dúvidas de que isso possa ser considerado realmente uma empresa estatal. (Mas isso é o de menos).

    Aliás, se o governo brasileiro fizesse isso -- ou seja, em vez de gerenciar estatais, criasse um fundo de investimentos que aplicasse dinheiro em empresas e cobrasse retorno -- já seria um grande avanço.
  • 4lex5andro  06/03/2017 12:48
    Se juntar a GIC e a Temasek, não deve dar o número de cabides do Postalis (fundo dos Correios que detém o monopólio postal do Brasil, fora os benefícios fiscais, e que teve um rombo de R$ 5 bi ano passado).

    E, quanto ás teles, se em Cingapura são 7, no Brasil são 4 de alcance nacional, em um país 10 000 vezes maior.
  • Júlio César  02/03/2017 15:35
    É uma excelente forma de diferenciar os dois conceitos.

    Mas o ambiente global está aí, e a 'divisão do trabalho em nível mundial' não pode mais se sustentar apoiada apenas em vantagens comparativas (como os recursos naturais) ou mesmo em vantagens competitivas (como a mão de obra barata). O Marcos Troyjo é que fala muito sobre isso, sobre como países ou regiões estão desenvolvendo novas "vocações" que antes não lhes eram naturais. Como por exemplo a China, que está deixando de ser o "país da loja do R$1,99", e se tornando um país intensivo em tecnologia. O mundo mudou, e os países precisam se adaptar a isso...

    Abraços!
  • Cecilia Faveri de Oliveira  02/03/2017 19:54
    Olá,

    obrigada pelo artigo.

    No texto que sobre o autor, acho que ele é especialista em metais "preciosos", não?

    Obrigada.
  • Syer Rodrigues  03/03/2017 17:15
    Muito bom artigo!
  • Daria Ratliff  05/03/2017 22:56
    Texto muito distinto entre globalismo e globalização. Parabéns!

    Engraçado que eu procurava a tradução em português de A Lei, de Bastiat, sem ao menos saber que o Mises Brasil existia por si como plataforma informativa. Vivo nos EUA há 17 anos e depois que li The Law, entrei em procura frenética por uma cópia em português, numa busca incessante em tentar levantar discussões em meu meio familiar e também entre colegas sobre esses assuntos, que até então eu só encontrava material em língua inglesa e pouca coisa traduzida.

    Obrigada pela tradução e pela disponibilização gratuita da cópia de A Lei em Português, juntamente com o excelente trabalho dos artigos no site! E me perdoem qualquer erro em português...
  • Dória  07/03/2017 14:25
    Ótimo texto.
  • Rafael Nascimento  12/03/2017 21:40
    Um dos assuntos mais relevantes e dabatidos da atualidade totalmente ignorado pela grande mídia do Brasil. Dó de quem assina esses jornais tradicionais.
    Excelente artigo!
  • Tattiana   18/04/2017 19:38
    Essa história de Globalistas (com todos os significados que dao a essa palavra) querendo controlar o mundo em associação a esquerda, para acabar com os valores nacionais e conservadores e instituir um governo mundial, me cheira a paranóia, oriunda dessas Teorias da Conspiração ridículas encontradas na internet, coisa de artigos da Breitbart ou de videos do Olavo, ou de outro profeta do apocalipse digital qualquer.
    De quem falarão mais?
    Da Maçonaria? Dos Judeus? Dos Reptilianos?
    Serão todos Satanistas?
    Será que adoram uma cabeça de bode?
    Francamente...
    As vezes me sinto dentro daquele romance de Umberto Eco chamado "O Pêndulo de Foucault".
    A internet criou a era da paranóia coletiva digital.
    Senhor tende piedade!
  • Quebra Barraco  18/04/2017 21:15
    A ONU e os Blocos Econômicos estão aí para todo mundo ver.
  • Jango  19/04/2017 02:26
    Globalismo não é uma "Teoria da" Conspiração faz muito tempo.

    Globalismo já uma realidade desde que quase todos os países pertencem à blocos comerciais e esses blocos comerciais (e consequentemente os países que participam desses blocos) estão subordinados à entidades de alcance mundial como ONU e OMC.

    Nunca achou estranho que a partir dos anos 90 e Principalmente a partir dos anos 2000 diversas leis idênticas estarem sendo aprovadas pelo mundo inteiro mais ou menos ao mesmo tempo? Várias dessas leis recentes são criadas pelas entidades e secretarias da ONU e repassadas para as burocracias dos países (que podem ser aprovadas ou não, mas geralmente são). Isso é feito até hoje e continuará sendo feito.
  • Sra. Gonçalves  09/05/2017 05:28
    Fiquei maravilhada ao ler esse post, foi muito esclarecedor. Meu desejo é que esses "metidos a cientistas politicos" parassem de blah ,bla, bla nas redes sociais, repetindo o que eles ouvem, copiando e colando, viessem pesquisar mais e se informar a respeito de certos assuntos importantes como esse.
  • Emerson Luis  13/05/2017 13:17

    Globalização é um processo socioeconômico natural e espontâneo que é tanto consequência quanto causa da liberdade econômica e dos avanços tecnológicos.

    Globalismo é um processo politico-econômico artificial e dirigido por burocratas buscando ampliar ao máximo a abrangência e profundidade do seu controle sobre as pessoas.

    * * *


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