clube   |   doar   |   idiomas
Afinal, a expansão da tecnologia irá aumentar ou diminuir o controle do estado sobre o indivíduo?
Dois economistas libertários divergem radicalmente quanto a isso

A expansão da tecnologia e do mundo digital vem ocorrendo a um ritmo acelerado. Há meros cinco anos atrás, ninguém imaginava que, hoje, por meio de aplicativos de smartphone, qualquer um poderia se tornar um empreendedor.

Igualmente, a revolução trazida por Uber, Lyft, AirBnB, Banca Club, Descola Aí, Fairplace, OpenBazaar etc. não apenas facilitou e barateou a vida de milhões de pessoas, como ainda trouxe oportunidades de ganhos para outros milhões.

Essas são as chamadas inovações disruptivas e descentralizadoras.

Mas há um outro lado: as transações monetárias — tanto para esses serviços digitais quanto para os serviços tradicionais do mundo físico — são cada vez mais feitas eletronicamente.

No mundo desenvolvido, a esmagadora maioria das transações monetárias é feita eletronicamente, seja via cartões, seja via computadores, seja via transferências direta por smartphones. Rapidamente, também será assim no mundo em desenvolvimento. O dinheiro de papel virará uma relíquia.

A questão então passa a ser: isso será positivo ou negativo para as liberdades individuais? Ou, sendo ainda mais específico, isso facilitará ou dificultará o controle do estado sobre o indivíduo?

Com todas as transações monetárias ocorrendo no mundo digital, essa tecnologia, afinal, irá fortalecer o poder centralizado do estado ou trará ainda mais autonomia e liberdade para o indivíduo?

Dois economistas libertários divergem quanto a isso. Jim Rogers acredita que tudo isso será benéfico para o estado. Já Gary North diz que é o contrário.

Jim Rogers, investidor

Governos sempre buscam os interesses de seus burocratas. Governos sempre se colocam em primeiro lugar. Sempre foi assim e para sempre será assim.

Para saciar seus próprios interesses, governos precisam arrecadar cada vez. E, com a difusão da tecnologia, essa tarefa ficou incrivelmente mais fácil.

Com as transações monetárias ocorrendo digitalmente, o governo é prontamente informado de tudo o que o cidadão faz. Consequentemente, ele não apenas tem muito mais facilidade para confiscar o dinheiro das pessoas via impostos, como ainda fica sabendo de todos os seus hábitos de consumo, podendo inclusive verificar se seus hábitos batem com sua declaração de renda no Imposto de Renda.

Com transações monetárias digitais, os governos ficam imediatamente cientes de tudo o que o indivíduo está fazendo. Tal arranjo é uma maravilha para os governos. Eles agora podem controlar você.

Se você fizer uma coisa tão simples quanto ir a uma padaria tomar um café, o governo saberá quantas xícaras você tomou. Você faz compras em um supermercado e o governo sabe exatamente o que você comprou. Você vai ao cinema e o governo sabe a que filme você assistiu. Você abastece o seu carro e o governo sabe exatamente quanto você colocou e com qual frequência você faz isso.

Com as transações monetárias eletrônicas, e com todo o mundo se tornando mais digital, as informações são muito mais facilmente transmitidas para os governos. Consequentemente, o governo passa a estar ciente de todos os seus hábitos de vida, de consumo e de lazer.

Transações monetárias feitas com dinheiro vivo são impossíveis de ser rastreadas. E são de fácil sonegação. Já as eletrônicas não só são completamente rastreáveis como também são impossíveis de ser sonegadas

E o movimento para forçar os cidadãos a abandonar o dinheiro em espécie e adotar exclusivamente o formato eletrônico já está explícito. Recentemente, na Índia, o governo decretou, da noite para o dia, que 80% da moeda em circulação não mais podia ser utilizada. Ou seja, na prática, o governo indiano decretou que era ilegal transacionar com dinheiro vivo.

Na França, você não pode pagar em dinheiro vivo nada acima de 1.000 euros. Vários outros países já estão fazendo isso. Em alguns estados americanos, transações monetárias acima de uma determinada quantia não podem ser feitas em dinheiro vivo.

Os governos falam que estão fazendo isso para o nosso próprio bem e segurança. A justificativa clássica é o combate ao crime e ao terrorismo. Mas o objetivo prático é o controle do cidadão. A maneira mais efetiva e prática de controlar as pessoas é abolir as transações monetárias em dinheiro vivo.

Minhas duas filhas, que ainda são crianças, provavelmente jamais irão a um banco quando forem adultas. Mas também jamais irão a uma agência dos correios. Esse é o lado positivo dessa tecnologia: ela nos livra de chateações e aborrecimentos. Mas isso também é bom para o governo.

Com a internet, os computadores e os smartphones mudando todas as relações e interações que conhecemos, o dinheiro facilmente será convertido para uso exclusivo na forma de dígitos eletrônicos. Isso ainda levará algum tempo para ser completamente feito, especialmente nos países menos desenvolvidos, nos quais a penetração tecnológica ainda é baixa, o grau de bancarização é pequeno, e as transações monetárias ainda são em grande parte feita com dinheiro vivo. Mas o futuro será este.

E quando ele chegar, os governos ficarão muito felizes. Sua sanha arrecadatória e seu desejo por controle serão incrivelmente facilitados.

Será, sem dúvidas, um mundo bastante diferente. E, creio eu, com menores liberdades individuais.

Gary North, economista e historiador

Discordo do senhor Rogers quanto ao seu temor de que haverá perda de privacidade e de liberdade devido ao uso maciço de computadores, smartphones e dígitos eletrônicos.

Penso exatamente o contrário dele. Creio que as liberdades individuais irão aumentar por causa do uso maciço de computadores, smartphones e dígitos eletrônicos.

Ele acredita que os governos podem se beneficiar por serem capazes de saber onde estamos gastando nosso dinheiro. Já eu creio que isso é irrelevante, a menos que o governo esteja especificamente monitorando uma pessoa. O volume de dados digitais só faz aumentar diariamente, e a capacidade de burocratas do governo monitorar tudo isso e manter um controle efetivo é declinante.

Sim, transações eletrônicas facilitam a coleta de impostos pelos governos. Mas isso já é assim desde a popularização dos cartões de crédito e débito. Aliás, já é assim desde o uso de cheques. Neste quesito específico, não houve nenhuma alteração que implicasse uma maior perda de liberdade individual.

Rogers vive em Cingapura. Cingapura é uma cidade grande. Mas seu crescimento populacional futuro será limitado por fatores geográficos. Por isso, eu sempre preferi viver em um país grande e com uma população crescente. Um país grande e com população crescente significa que sempre há como você se manter longe dos burocratas do governo federal.

O crescimento populacional representa um tremendo benefício para a liberdade. Significa que os burocratas têm de monitorar um número grande e crescente de pessoas. Quanto mais pessoas a serem monitoradas, mais difícil é para o governo policiar e controlar a economia. Vide a China e a Índia. O volume de liberdade na China hoje é vastamente superior do que era há 30 anos. A liberdade econômica da Índia é hoje maior do que era há duas décadas (não obstante a lambança feita pelo governo com a moeda). O mesmo é válido para a riqueza per capita desses dois países.

A liberdade, em todo e qualquer lugar, é esmagada majoritariamente por burocratas incompetentes. Essas pessoas estariam desempregadas não fosse o governo. A burocracia e o serviço público favorecem promoções automáticas para essas pessoas. Os incompetentes ascendem ao topo da hierarquia. E é isso o que essa gente realmente quer: subir na hierarquia para ter maiores salários e aposentadorias. São meros carreiristas.

Ao passo que a característica inerente ao livre mercado é permitir que os melhores e mais criativos cheguem ao topo, a característica inerente ao serviço público é elevar a autoridade dos ineficientes e incompetentes. Como exatamente isso é uma ameaça para liberdade?

Portanto, teremos o seguinte arranjo: de um lado, cada vez mais pessoas produzem cada vez mais dados digitais. Trata-se de um crescimento exponencial. De outro, burocratas carreiristas, sonâmbulos, ineficientes e incompetentes — e, acima de tudo, em número limitado —, terão de monitorar esses dados que crescem exponencialmente. Este não é exatamente um arranjo propício ao controle autoritário.

Mesmo a capacidade do governo de impingir suas regulações será afetada pela tecnologia. Sim, o governo continuará criando várias regulações. Mas sua capacidade de realmente executá-las sempre será limitada pelo número de burocratas dispostos a ir a campo e realmente fazer isso. Isso varia de país para país, e de mentalidade para mentalidade. Mas, com a tecnologia, driblar as imposições dos burocratas será algo cada vez mais fácil.

Rogers acredita que, no futuro, viveremos em um mundo "com menores liberdades individuais". Já eu creio que será exatamente o oposto. Com a difusão da tecnologia, você terá acesso a inúmeras informações a custos cada vez menores. Por meio da internet, você poderá educar seu filho em casa, gratuitamente. Mesmo hoje já há vários programas gratuitos de aprendizagem via internet (como por exemplo a Khan Academy). Basta os pais entrarem na internet, fazerem o download do material curricular e seguirem as instruções.

Em meu conceito, as liberdades são fundamentalmente definidas pelo número de escolhas que tenho disponíveis para mim. Neste quesito, tenho a total confiança de que terei um número muito maior de escolhas daqui a 10 anos do que tenho hoje (caso eu ainda esteja vivo). O número de serviços básicos que estarão disponíveis via aplicativos de smartphone será vastamente superior. Consequentemente, não só a facilidade de se conseguir serviços será maior, como também a concorrência de preços será intensa.

E a concorrência de preços não só beneficia o consumidor, como é uma característica precípua de maior liberdade individual. E a concorrência de preços, por causa da tecnologia, está aumentando. Hoje, podemos comparar preços sem sair de casa.

Acesse o site da Amazon e do E-Bay [ou do Mercado Livre] e você poderá ler, gratuitamente, milhares de opiniões sobre milhões de produtos e vendedores. Dificilmente você fará um negócio às escuras. Você saberá exatamente com quem está lidando. O custo da informação está caindo, e a informação é o bem mais crucial de uma sociedade livre.

Se há algo que está aumentando em quantidade, e que também está diminuindo de preço, esse algo é o custo da informação correta. Essa é a característica precípua de uma sociedade livre. E está sendo permitida pela tecnologia. E burocratas do governo não conseguirão reverter isso.

Eis a minha conclusão: quanto mais pessoas no mundo, maiores serão as inovações. Está ficando cada vez mais barato para pessoas espertas e inteligentes terem acesso a uma boa educação e a informações gratuitas. A revolução dos smartphones e dos serviços via aplicativos trará bilhões de pessoas do mundo subdesenvolvido para o mundo moderno. Pelo menos 4% dessas pessoas (regra de Pareto) serão realmente produtivas. Isso irá levar a um aumento da liberdade ao redor do mundo.

Ao mesmo tempo em que a liberdade aumentará, a autoridade dos burocratas incompetentes e ineficientes irá diminuir. A proporção de burocratas ineficientes para empreendedores eficientes irá diminuir. Isso é ótimo para a liberdade.

 ______________________________________________________

Jim Rogers lecionou finanças na faculdade de negócios da Columbia University e é hoje um comentarista financeiro na mídia mundial.  Ele é o autor dos livros Adventure CapitalistInvestment BikerA Bull in China: Investing Profitably in the World's Greatest Market A Gift to My Children: A Father's Lessons for Life and Investing. Veja seu website.

Gary North, ex-membro adjunto do Mises Institute, é o autor de vários livros sobre economia, ética e história. 

8 votos

autor

Diversos Autores

  • Reinaldo azevedo  21/02/2017 14:52
    Os liberais é a direita Chucra/xucra
    Se existe um povo que merece ser eternamente humilhado; este povo são os liberais. Entro nesta questão, devido aos tempos recentes e seu conjunto inconstitucional de ousar ser mais direita do que eu. Logo fica evidente caro leitor, que essa nova dita "direita", nunca foi de fato uma direita limpa de verdade; é uma direita suja, imunda, porca! diria mais!, é uma direita Chucra em seu sentido antropológico da palavra, ou seja, uma direita Grossa!

    Os liberais e esta nova direita Chucra, não entendem que o estado não pode ser minimo sem a devida autorização de pessoas superiores como eu. O estado só vai ser minimo quando FHC deixar! O estado só vai ser minimo quando o jurista do meu agrado deixar!

    Voltemos novamente ao termo Chucra; se engana caro leitor se pensa que a ignorância e burrice está apenas no povo, por incrível que pareça, existe juristas que tem a ousadia de ouvir este povo Chucro - (Uma variante do termo; Chucro de não capacitado, não habilitado). Como ousa este povo não capacitado - que importa idéias do estrangeiro - querer ditar um pais inteiro? Está ousadia evidencia a brutalidade deste povo, eles não fazem debates na livraria cultura ou escrevem na folha; eles simplismente vão as ruas.

    Quer a maior prova da ignorância deste povo? Leia os artigos dos liberais.-Inclusive de um que trabalhou comigo na Veja. Acredite se quiser, ainda existem liberais que acreditam que o socialismo não foi deturpado; ainda existem liberais que acreditam que existiu capitalismo dentro da Russia. Olha aqui meu amigo, vem cá, seu burro! Ignorante! O socialismo não deu certo porque os empresários não deram o devido apoio, ora essa! eles tinham que abandonar tudo e não o fizeram. - relinquere omnes! relinquere omnes! viu? eu sei latim.

    Portanto caro leitor, não caia nas armadilhas dos liberais. Tudo tem que ser lentamente processado, tudo tem que ter os devidos ritos de passagem e aceitação, e principalmente, tudo tem que ser do meu agrado.

    Reinaldo azevedo é filosofo, Jurista e já refutou Deus.

    Capital imoral é filosofo, escritor e já refutou Mises.
  • Tannhauser  21/02/2017 15:10
    Bom artigo.

    São duas alternativas possíveis. Não dá para prever qual se tornará realidade.

    Meu medo é um Governo Mundial surgir em algumas décadas. Historicamente, a tendência é de expansão das fronteiras dos Estados. Por isso temos que expandir as fronteiras mais rápído.
  • 4lex5andro  22/02/2017 13:50
    É notório que a tecnologia favorece a liberdade, em princípio. Os governos teriam de contar (e pagar) melhores projetistas e desenvolvedores de software do que o que a iniciativa privada pudesse oferecer.

    E mesmo que os governos lograssem êxito nesse monitoramento, provavelmente o teriam por pouco tempo; e em menor proporção, quanto maior fosse (geograficamente e em complexidade) o espaço a ser vigiado.
  • Henrique Zucatelli  21/02/2017 15:24
    Muito bacana esse debate.

    Sou totalmente a favor do raciocínio de Gary North. Ao passo que bilhões de terabytes de dados são movimentados todos os dias e em volume crescente, fica cada vez mais complexa a análise intrínseca desses dados, limitando consideravelmente a capacidade do Estado lhe enredar.

    Tanto é que a tal "malha fina" do IR aqui no Brasil funciona de maneira quase aleatória: Conheço muita gente sem um centavo no bolso que caiu, e pessoas milionárias que declaram isento e nunca receberam nem um comunicado da Receita. Diria que é sorteio, sem conhecer melhor os detalhes.

    E quanto mais as pessoas aderirem as crypto moedas (ainda falta facilitar o caminho aos leigos - e a primeira bolsa de valores negociando ações em crypto moedas), menos o Estado conseguirá enxergar o quanto o cidadão possui.

    Eu amo a tecnologia.

  • anônimo  21/02/2017 17:19
    Ao mesmo tempo em que a tecnologia, também aumenta a capacidade de processar padrões, redes neurais etc.
    Para as crypto moedas acabarem basta uma lei que proíba seu uso, como já existe em alguns países.
    A tecnologia não vai salvar o homem, Deus vai salvar o homem.
  • Henrique Zucatelli  21/02/2017 20:51
    Anônimo, obrigado pela resposta, que me faz pensar. Vamos debater:

    1- Os bots programados com deep learning se encontram em estágios primários de desenvolvimento, basicamente com pesquisas feitas pela Alphabet e IBM, realizando apenas algumas mudanças básicas em seus algoritmos por conta própria.

    O grande problema do deep learning são os bugs. Milhões deles. Qualquer erro bobo que o "pai" comete ao programar e o bot entra em loop. Estima-se que essa tecnologia começará a ser utilizada comercialmente em não menos que 10 anos. E quando os bots auto reprogramáveis estiverem comercialmente prontos para uso, todos poderão utiliza-los, como acontece hoje com os bots tradicionais, a favor ou contra o Estado.

    2- Sim, essa tese é real e hoje não se discute se o Estado vai proibir crypo moedas, mas QUANDO. Antecipando-se a esse movimento, surgem diversas correntes que com o devido embasamento jurídico, podem quebrar essa proibição contornando o problema com as seguintes métricas.

    - Crypto moedas não tem valor comercial, mas sim como micro transações, hoje muito comuns em jogos.
    - Crypto moedas não são representações concorrentes a moedas de uso forçado, mas simplesmente símbolos matemáticos.
    - O ser é livre para fazer o que quiser com seu dinheiro, inclusive comprar representações criptografadas.

    3- Concordo que a tecnologia não vai salvar o homem. Porém eu tenho uma péssima notícia: Deus também não. Ele já te deu a vida e o mundo. O que pode pedir mais? É você que salva a si mesmo sempre: trabalhando, estudando, sendo honesto, cordial, discreto, generoso com quem necessita e duro com quem se deve. Você vai estar sempre bem, e vai agradar ao Criador, que não vai precisar te dar nada, pois você já terá tudo o que precisa - e não estou falando de bens materiais.
  • zanforlin  23/02/2017 17:39
    Ora, que resposta cordial, didática e definitiva até que outra a refute. A menção a Deus sem entrar em dogmas foi genial.
    Parabéns, Zucatelli!
  • Edujatahy  21/02/2017 21:46
    "Para as crypto moedas acabarem basta uma lei que proíba seu uso, como já existe em alguns países. "

    Como o governo pode impedir as pessoas de se relacionarem diretamente uma com as outras (peer-to-peer)? Eu trabalho com isso e lhe garanto que caso o governo passe uma "lei" para proibir as cripto-moedas isto apenas servirá para levá-las mas ao mercado negro, mas NUNCA irão acabar.

    Inclusive, o que se percebe é que países que proibiram cripto-moedas viram sua circulação aumentar.
  • O Estado Está Nu!  21/02/2017 20:18
    É incrível como a teoria do Gary North está em perfeito acordo com a do Peter Rurguniev do canal Ancap SU
    https://www.youtube.com/watch?v=UzDiTT0JVys

    O futuro do Estado é inevitavelmente encolher, se considerarmos que este possui uma ineficiência inerente e compit. Melhor ainda, o Estado é uma idéia, essa idéia é uma tecnologia, que por um bom tempo na história foi útil(isso ainda é discutível se considerarmos o modelo da Critarquia na islândia medieval), mas agora, essa tecnologia ancestral está obsoleta, pior, ela é prejudicial para nós! Naturalmente as pessoas estão buscando por uma tecnologia superior. O libertarianismo, acredita nessa nova idéia/tecnologia, resta agora ela ser posta em prática eventualmente por todos nas próximas décadas.
  • O Estado Está Nu!  22/02/2017 12:48
    Olhei a url agora e me dei conta de que formatei errado, aqui está o vídeo:
  • Pobre Paulista  21/02/2017 16:15
    Eu pensava exatamente como o Jim Rogers, até mudar de idéia lendo uma única frase do Gary North:

    "O volume de dados digitais só faz aumentar diariamente, e a capacidade de burocratas do governo monitorar tudo isso e manter um controle efetivo é declinante."

  • Rene  21/02/2017 16:26
    Acredito que a realidade está se encaminhando para um cenário intermediário entre os propostos por North e Rogers. De um lado, a tecnologia e o uso de dados cresce em um ritmo maior do que o estado pode controlar. Neste ponto, Gary North tem razão. Entretanto, Jim Rogers também tem razão ao dizer que a tecnologia oferece ao estado ferramentas para aumentar o controle sobre a população. Como o estado está gastando dinheiro de terceiros, pode tranquilamente utilizar estas ferramentas para tentar aumentar o controle sobre a população, seja através de leis como o Marco Civil da Internet, seja proibindo práticas, colocando barreiras na entrada de eletrônicos, obrigando os próprios cidadãos a fornecer informações ao IR, e assim por diante. North tem razão ao dizer que o estado não tem capacidade de aumentar o controle em velocidade rápida o suficiente para controlar cada passo da vida de todos os cidadãos. Mas não significa que ele não vá utilizar estas ferramentas para estabelecer uma guerra crescente contra a privacidade. Uma guerra, diga-se de passagem, travada contra os cidadãos do país, cujos custos são pagos integralmente pelos próprios prejudicados, e cujos resultados, por mais pífios que sejam, irão beneficiar grandemente o estado e seus burocratas. Não vejo possibilidade do estado simplesmente dizer: "Não tem mesmo como controlar este povo. Vamos devolver a liberdade deles". A liberdade precisa ser conquistada e cultivada.
  • Skeptic  21/02/2017 17:03
    O Criptoanarquismo nunca foi tão relevante.
  • José R.C. Monteiro  21/02/2017 17:20
    Sem problemas quanto à privacidade, haverá o surgimento de programas que executarão a exclusividade, inclusive.
  • Ricardo S. I.  21/02/2017 17:30
    Eu acredito na hipótese de Gary North. Hoje temos alguns bons exemplos de tecnologias novas que entraram em áreas que eram monopólios do estado (e são amplamente populares e a grande maioria gosta/utiliza):
    - Whatsapp/Telegram x empresas de telefonia
    - cripto moedas x bancos
    - Khan Academy / Coursera (e vários sites) x MEC
    - Youtube / live stream x TV's e Rádios
    - Ubber x Taxi's
    - a própria Internet

  • FL  21/02/2017 17:56
    Caro Ricardo, para mim, o que aconteceu neste final de semana no jogo Coritiba x Atlético-PR é uma prova de como a tecnologia é uma porta, mas as "forças maiores" sabem muito bem o que está em jogo, e não vão cair assim tão fácil. O mesmo com as empresas de telefonia bloqueando o whatsapp, os sindicatos de taxistas contra os aplicativos... vejo um looongo caminho para chegar no ponto do Gary North, pois muita gente ainda acredita no controle e regulação "para o próprio bem e segurança do povo".

    Sim, juro que vi gente defendendo o Uber (na época da discussão em SP), mas falando que a empresa deveria abrir para a prefeitura todas as informações de clientes e rotas, pontos de saída e chegada, cobrança e tudo mais. Graças à tecnologia, isso é perfeitamente possível, e é uma afronta à qualquer conceito mínimo de liberdade.
  • Magno  21/02/2017 18:09
    Essas demonstrações pontuais de autoritarismo são ótimas (por mais paradoxal que possa parecer). Isso não apenas mostra como os grandes estão desesperados, como também cria mais resistência da população a esses abusos.

    Veja o caso do WhatsApp. O estado tentou tirar três vezes do ar. A população se revoltou. Outros simplesmente migraram para o Telegram e deram de ombros para a proibição. Aí o estado finalmente percebeu que era inútil.

    O mesmo vale para eventuais proibições da Uber. Proíba a Uber e logo virão Lyft e Cabify para substituir a Uber. Nenhuma prefeiturazinha poderá barrar isso.

    O estado conseguirá, no máximo, atrasar um pouco a evolução Mas não vencerá. Sempre será derrotado. Tanto pelo cansaço quanto pela ineficiência.

    A evolução tecnológica é inevitável. No máximo, o estado conseguirá atrapalhá-la pontualmente. Mas jamais proibi-la
  • Paulo Bat  22/02/2017 00:26
    O que aconteceu domingo em Curitiba, com a imposição de um dirigentinho de federação de querer que o Atletiba só acontecesse se o mesmo não fosse divulgado no Youtube (de graça para quem quisesse assistir) foi mais um marco contra os cartórios (governamentais ou privados), monopólios (televisivos ou não) e etc. de grupos que desvirtuam tudo o que a natureza humana cria naturalmente e de livre escolha dos participantes. Tudo de forma descentralizada e informal.

    Exemplo:
    O futebol começou como uma brincadeira entre pessoas que o criaram para seus momentos de descanso e lazer. Esta brincadeira cresceu e começaram a serem formados times de futebol em vilas vizinhas. Com o passar do tempo estes times, de vilas vizinhas, começaram a jogar entre si.

    Aos poucos a brincadeira foi evoluindo, regras foram sendo criadas, assim como torneios. Tudo de forma natural e por livre escolha dos participantes.

    Aos poucos, os times viram a necessidade de se criar regras para "organizar" o esporte. E aí, começou a descida ladeira abaixo.

    Porque começou a aparecer dois grupos: os esportistas e os dirigentes. Aí, no segundo grupo, federações locais, nacionais e internacionais. E com o tempo, o grupo dos dirigentes tornou-se autossuficiente. Aos poucos mais importantes do que os esportistas, atletas ou amantes do esporte. NÓS SOMOS DIRIGENTES E SABEMOS DIRIGIR. VOCÊS SÓ SABEM JOGAR BOLA OU ASSISTIR. NÓS SABEMOS O QUE É BOM PARA VOCÊS!

    E conseguiram inverter a Lei da Gravidade: o futebol pode existir sem os esportistas mas não sem os dirigentes.

    Daí para o monopólio do esporte e da divulgação do mesmo foi um pulo. E a união dirigentes + políticos (de onde em geral os dirigentes aparecem, ou vice-versa) = monopólios de divulgação do esporte.

    Neste comentário não estou defendendo dirigentes de Coritiba e Atlético, pois são farinha do mesmo saco. Porém, a atitude tomada por eles no último domingo eu acredito ser um marco:

    "Se não aceitei a oferta de uma empresa de comunicações para divulgar meu produto, por achar o valor oferecido irrisório, tenho o direito de divulgar meu produto da forma que eu quiser."

    E a forma escolhida foi a melhor possível: INTERNET. Terra onde os monopólios políticos, cartoriais, de empresas capitalistas de compadrio (tipo monopolística) não conseguem colocar suas garras.

    Por isto, mesmo quem não goste de futebol e, em gostando, não torça nem para Atlético PR ou Coritiba, vamos fazer Ibope no Youtube, onde o jogo será finalmente transmitido, mesmo tendo sido "proibido" pelo dirigentinho da federação paranaense de futebol. Pois ela gritou, esperneou mas teve que se render: remarcou o jogo que tinha proibido de ser realizado para a próxima quarta-feira de cinzas.

    Melhor data impossível: a hora de tornar estes politiquinhos, dirigentinhos e empresarinhos de compadrio, cinza da história.

  • Renato Arcon Gaio  21/02/2017 17:43
    Excelente artigo,

    duas reflexões opostas, obrigando o leitor a pensar, já é o segundo artigo do IMB, parabéns pessoal.

    Como um profissional na área de tecnologia e pensando de maneira lógica e óbvia, dou razão para o sr. Gary North, apesar que muitas pessoas achem que no futuro haverá um governo global que irá dominar todos tecnologicamente, isso é ficção, a vida real é bem mais difícil controlar a quantidade de dados que todos geram, o exemplo mais fácil de ser notado é que o governo não consegue controlar o Bitcoin e outras coins no mundo da internet.

    Abraços
  • FL  21/02/2017 17:45
    Apesar de querer concordar com o Gary North, vejo a coisa toda indo na direção do ponto levantado pelo Jim Rogers. Como alguém que trabalha num departamento financeiro, a quantidade de informações que o governo exige que sejam enviadas é absurda. E sim, a tecnologia "ajuda" o governo a amarrar cada vez mais essas informações - notas eletrônicas via xml, cruzamento de obrigações acessórias com diversos outros dados, tudo é feito para que nada escape do olho que tudo vê (e taxa a sua parte).

    Como o próprio Gary North disse, "a informação é o bem mais crucial de uma sociedade livre", só esqueceu que o governo sabe disso e não vai aceitar ser jogado pro lado.
  • Lel  21/02/2017 18:20
    Concordo.
  • tales  21/02/2017 19:00
    Tendo a concordar contigo. Na verdade o que irá acontecer é uma corrida entre pessoas usando a tecnologia para o seu próprio bem (e, por consequencia para o bem de outras pessoas) e o estado tentando controlar a maior quantidade de informações possível, também por meio da tecnologia.
    Mas essa briga de gato e rato ainda será longa, não estaremos aqui pra ver quem ganhou essa corrida, para o bem ou para o mal.
  • Marcio Nossa  21/02/2017 18:20
    Vamos usar a logica:

    Quais países no planeta que mais restringem ou mesmo impedem acesso a internet ?

    Qual é o nível de liberdade nesses países ?

    Não é preciso mais argumentos que as respostas a essas duas perguntas.
  • marcela  21/02/2017 18:24
    Eu me lembro da Glória Alvarez em seu discurso memorável feito em Zaragoza, no qual ela afirma que a tecnologia é o meio pelo qual triunfaremos sobre populistas, burocratas e todos os outros que fazem mal ao povão. De fato, ela tem razão, pois se não fosse a internet não existiria o IMB e muitos de nós ainda estaríamos na ignorância, talvez até ainda votando na esquerda. Se não existisse o Bitcoin certamente iríamos recorrer ao ouro para fugir do real ou do dolar, porém comprar ouro é bem mais chato que comprar Bitcoins e o ouro tem até se valorizado menos.

    Enfim essa discussão sobre a tecnologia é bastante interessante e eu fiz da oipnião do Gary North a minha opinião.

    Há uma outra discussão na internet sobre o que é direita e o que é conservadorismo, inclusive o Bruno Garschagem inicia hoje uma série de vídeos no seu canal do youtube para tratar sobre o tema. Acho que vale a pena assistir pois é um tema bastante ambíguo. Nesse mundo há pessoas que se dizem de direita e conservadoras mas defendem uma constituição elaborada por comunistas da pior espécie. O Olavo de Carvalho gravou um vídeo no qual acusa os anarcocapitalistas de serem bestas quadradas e marionetes da esquerda. De uns tempos para cá certo jornalista vem falando de um troço chamado "direita xucra". Enfim eu tô ansiosa para ver os vídeos do Bruno para aprender ou quiçá até reformular o pensamento sobre o assunto.
  • Tradutor Liberal  21/02/2017 20:00
    Estou com o Gary North.
    A tecnologia sempre será mais eficiente que o controle governamental.
    E esse arranjo é dinâmico.
    Nunca imaginei o Uber funcionando aqui na minha cidade. E esta!
    Imagino quando uma cryptomoeda for transacionada no dia-a-dia.
    Não tem volta.
  • gean  21/02/2017 20:26
    A questão é ? Você vai rodar a tecnologia dentro ou fora do sistema vigente ( Matrix da Organização Criminosa )?

    Se você rodar em um sistema neutro ou fora da Matrix , você será livre ( capitalista => Empreendedor ) .

    Se rodar dentro da Matrix da Organização Criminosa , você será como uma vaquinha pronta para o abate ou ordenha.

    Assim os dois pontos de vistas acima estão corretos , mas devem observar onde a tecnologia vai ser aplicada.
  • Primo  21/02/2017 21:21
    A expansão da tecnologia irá aumentar o controle do estado sob o individuo e o controle do individuo sobre o estado, a tecnologia será o novo estado. A tecnologia dirá o que você poderá comer e quanto as coisas custam.
  • Max Stirner  21/02/2017 21:41
    A expansão da tecnologia vai piorar e MUITO o controle dos governos...

    e digo mais,
    a ausência de tecnologia é que vai ser uma forma de fazer as coisas sem que o governo se intrometa... isso ja pode até ser visto hoje em dia em alguns casos.
  • Xucro  22/02/2017 00:50
    A tecnologia vai aumentar a fiscalização de todas as pessoas.

    Eu entendo que quem vota na esquerda pode ser fiscalizado, expropriado e assaltado pelo governo.

    Ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão.

    O povo votou na esquerda e no centrão, agora ficam chorando porque estão sendo roubados.

    Votar na esquerda é a certeza de que haverá expropriação do patrimônio.

    É maluquice mesmo. Votar para ser assaltado é bizarro. Votar na esquerda é exigir que alguém assalte seu próprio patrimônio.

    Os eleitores da esquerda merecem a corrupção !
  • Estudante  22/02/2017 12:54
    Te dou razão. Sou iniciante em economia e teorias da economia, mas tentarei refletir um pouco . Vejamos, a quem interessa um povo desinformado , que pouco sabe sobre o funcionamento de um sistema econômico. Por que as crianças não aprendem economia na escola ? A economia poderia se encaixar muito bem no lugar da aula de educação artística, pois trata-se de algo importante. Mas em fim, o governo não vai colocar aulas de economia, e se colocar, vai ser de uma economia estatista . O jeito mesmo é contarmos com a internet para educar as pessoas sobre livre mercado, etc .
  • Anonimo  22/02/2017 01:29
    Sou um novato quando se trata de economia e queria que alguém me respondesse isso:

    - Porque a China, mesmo extremamente intervencionista, é tida como a segunda maior economia do mundo?

    - Porque o Chile não é melhor que o Brasil mesmo com liberdade econômica extremamente elevada?

    Desculpe a ignorância se a resposta for muito óbvia.
  • Veterano  22/02/2017 02:09
    1) Porque há 1,3 bilhão de pessoas trabalhando, produzindo e criando riqueza. Quando uma economia conta com 1,3 bilhão de pessoas trabalhando, produzindo e criando riqueza, sua economia tenderá a ser rica.

    Só que a China, exatamente por seu intervencionismo, não conseguiu transformar todo esse seu potencial em riqueza genuína para sua população. Prova disso é que a renda per capita do país (que é o mensurador que realmente interessa) é de terceiro mundo.

    Fosse sua economia mais livre, ela já teria tranquilamente ultrapassado os EUA (que tem uma população quase 4 vezes menor que a China).

    Aliás, o que é realmente espantoso é ver países de população pequena (como Alemanha e Grã-Bretanha) estarem entre os mais ricos do mundo, sendo inclusive mais ricos que o Brasil, que tem uma população várias vezes maior.

    China, Índia, EUA e Brasil tinham a obrigação de ser as quatro maiores economias do mundo. Apenas os EUA conseguiram,

    2) Não sei exatamente do que você está falando. A renda per capita do Chile (indicador que realmente interessa) é bem maior que a brasileira. A do Brasil foi de US$ 15.615 em 2015. A do Chile foi de US$ 23.460.

    Isso significa que um chileno é, em média, 50% mais rico que um brasileiro.

    O Chile não é melhor que o Brasil?
  • Brasileiro que queria ser chileno  22/02/2017 03:14
    Anonimo, qual motivo faz você pensar que o Chile não é melhor que o Brasil? O IDH do Chile é maior que o de Portugal.
  • Anonimo  22/02/2017 16:10
    Percebi agora meu erro sobre o Chile. Eu me baseava em estatísticas bem fracas, pensava que o Chile era mais ''fraco'' por causa de uma confusão mental que foi se mantendo sem que eu percebesse. Obrigado pela resposta de vocês.
  • Xucro  22/02/2017 02:57
    Experimente comer ratos, cobras e insetos por algumas décadas.

    Quando veio o capitalismo, os chineses trabalharam com prazer.

    Um simples miojo faz o chinês trabalhar como uma máquina.
  • duvida  22/02/2017 14:03
    O texto cita a khan academy, que é, sem dúvida, uma ótima fonte para aprender matemática de forma didática e estruturada. Na Khan há também um pouco de outros temas, como física, química e programação, mas o conteúdo não é tão completo quanto o de matemática.

    Nos comentários acima um usuário citou cursera, que não conhecia e agradeço por me apresentar.

    Gostaria de saber se conhecem sites parecidos com o da Khan Academy para outras disciplinas tradicionais, sejam elas de humanas, biológicas ou exatas.

    Sei que este não é tema central do artigo, mas já que o próprio texto citou a khan academy como um exemplo dos muitos aspectos positivos da tecnologia , acho que a questão pode ser do interesse geral.

    Abraços
  • Tio Patinhas  22/02/2017 21:54
    Tem o Duolingo para aprender línguas.
  • Rafael  23/02/2017 14:59
    Tem o Memrise, também (app no android ou iOS. ou no próprio site, memrise.com).
  • Gabriel  23/02/2017 07:55
    Se souber inglês procura o Open Courseware do MIT.
  • Duvida  25/02/2017 13:29
    Obrigado a todos pelas indicações. Vou olhar todas com calma.
    Depois que postei lembrei tambem da escola virtual da fundação Bradesco (ev.org.br)
    Acho que a fundação estudar, do Lehman também tem algum material.
  • Clandestino  22/02/2017 14:49
    Penso que com a massificação exponencial da tecnologia, os verdadeiros conhecimentos virão à tona!!! E, quando isso acontecer, menos pessoas elegerão POLÍTICOS!!! Aqui está a disrupção para A LIBERDADE DOS INDIVÍDUOS!! Hoje, é claro que Governos têm muito acesso ao que transacionamos. Mas quem disse que os governos têm de continuar existindo? Quanto mais pessoas se engajarem ao VOTO NULO (primeiro momento) e VOTO FACULTATIVO (segundo momento), mais LIBERDADES teremos... e, num terceiro momento, só se elegerão aqueles alinhados ao estado pequeno... ou ausente!!

    Eu, até pouquíssimo tempo, não fazia ideia do termo Libertarianismo!! E sempre ouvi (desde criança) que Anarquia era quase um filho do Demo! Vejam o que a tecnologia fez comigo!! Coloque isso em escala planetária!! Minhas filhas já estão apaixonadas pelo Khan Academy!!
  • Liber  23/02/2017 23:55
    Os dois pontos de vistas se complementam. Não tem lógica ir contra o desenvolvimento de tecnologias que melhoram a condição humana. Porém deve se levar em conta a sanha por poder e controle dos psicopatas políticos e religiosos globalistas. Que usarão destas tecnologias com o apoio de uma parcela da população para imporem suas agendas e perseguirem os discordantes e os que oferecerem resistência. O caminho será sempre de conseguir esclarecer e influenciar o maior número de pessoas na tentativa de impedir ou retardar essas forças mal intencionadas.
  • Silneiton  27/02/2017 13:04
    Ambos trazem cenários e fatos possíveis, plausíveis. Todavia, meu entendimento pessoal é de que o Estado tende a ver fortalecido seu desígnio de maior controle. Maior significando mais amplo, intenso e profundo. O maior volume de dados não é, de modo algum, limitante para uma ação controladora. Antes, a facilita! E a razão disso o próprio North expõe: a evolução tecnológica. Na minha pré-adolescência o sumo da capacidade de processamento e memória estava em um DGT-100, suplantado em seguida pela capacidade de uma mera calculadora científica Dismac. Os muitíssimos Tera serão coisa pouca para as tecnologias que estão por vir, algumas das quais já existem no estado prototípico. É bem possível que a tecnologia também seja utilizada para dar proteção às pessoas, mas a tecnologia, ou ao menos o seu uso mais legal, sempre estará do lado do Estado ou de quem terá o poder de controlar a pessoa comum. Ademais, penso ser uma visão ingênua a de que a versão futura de aplicativos, empresas de TI e Zuckerbergs da vida venham a nos salvar de alguma coisa, vez que eles mesmos hoje já servem ativamente ao controle estatal sobre os indivíduos. Pior, hoje já servem ao policiamento das ideias e a projetos de controle social. Quem conhece uma coisa simples como marketing digital sabe que se pode ter perfeita ideia dos hábitos e padrões de uma quantidade incalculável de pessoas. Um amigo me disse querer viver centenas de anos para poder testemunhar como se daria esse embate entre as forças da liberdade e as da servidão. Ainda que eu aprecie uma boa e justa luta, não tenho a mesma veleidade. A história mostra que não há motivo especial algum para imaginar que a liberdade prevaleça inconteste ou que sobrepuje, campeã, os que a tolhem.


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.