Os gastos do governo federal americano cresceram mais sob George W. Bush e Reagan do que sob Obama
Os dados mostram que os republicanos expandem mais o governo federal do que os democratas

Agora que 2016 já se foi e Barack Obama é coisa do passado, podemos analisar quanto os gastos do governo federal cresceram sob sua administração.

E os dados são interessantes: durante seus oito anos, Obama jamais conseguiu superar os enormes aumentos dos gastos governamentais ocorridos durante os governos Reagan e George W. Bush. Com efeito, Obama nem sequer chega perto.

Quando examinamos a trajetória dos gastos federais sob Obama, descobrimos que estes aumentaram 15,8%, saindo de 3.3 trilhões de dólares no último ano de Bush (2008) e indo ara 3,8 trilhões no último ano de Obama (2016).

Utilizando este mesmo método, descobrimos que os gastos federais aumentaram incríveis 33,3% desde o último ano de Bill Clinton (2000) até o último ano de Bush (2008).

O primeiro gráfico mostra quanto os gastos federais cresceram — em termos percentuais e já descontada a inflação de preços — durante o mandato de cada presidente desde Nixon.

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Gráfico 1: aumentos percentuais nos gastos federais, já descontada a inflação de preços, durante o mandato de cada presidente americano desde Nixon (Fonte: US Office of Management and Budget, Federal Reserve, ajustado para a inflação utilizando o CPI para consumidores urbanos)

O democrata Lyndon Johnson — o predecessor de Nixon e que assumiu a presidência no final de 1963 após o assassinato de John Kennedy (ficando até o final de 1968) — é disparado o maior gastador desde a Segunda Guerra Mundial. Ele aumentou o orçamento federal em 40% durante seus 5 anos de governo — uma façanha impressionante.

Johnson combinou aumentos maciços nos gastos militares (com a guerra no Vietnã) e nos gastos sociais (com a criação da sua Grande Sociedade). Conjuntamente, ambas as políticas levaram a uma enorme expansão no tamanho e no escopo do governo federal.

Logo após o democrata Johnson, os republicanos Gerald Ford, Ronald Reagan e George W. Bush aparecem como os mais pródigos presidentes dos EUA, com W. Bush, de certa maneira, copiando a agenda de Johnson, ampliando tanto os gastos bélicos quanto os sociais — nos EUA, tal política é conhecida como guns and butter (armas e manteiga).

Foi George W. Bush, afinal, quem ampliou estrondosamente o programa Medicare — programa de responsabilidade da Previdência Social americana que reembolsa hospitais e médicos por tratamentos fornecidos a indivíduos acima de 65 anos de idade, e que, sob Bush, passou a subsidiar a compra de remédios —, o qual foi criado exatamente por Johnson.

E foi também W. Bush quem quis ser conhecido como o "presidente da educação", chegando a mais do que duplicar os gastos do Ministério da Educação (que os republicanos haviam jurado abolir), algo que nenhum outro presidente jamais havia feito.

Enquanto isso, os gastos bélicos do governo Bush — com a invasão do Afeganistão e do Iraque — aumentavam anualmente, e a um ritmo alucinante.

Ademais, a maior parte desse crescimento nos gastos ocorreu quando o Partido Republicano controlava tanto o Congresso (Câmara e Senado) quanto a Casa Branca, de 2001 a 2006. Durante este período de seis anos, os gastos federais aumentaram 26%.

Já com Obama, no entanto, os gastos federais se mantiveram relativamente estáveis entre 2009 e 2016. Grande parte daquele aumento de 15,8% durante os dois mandatos de Obama pode ser atribuída ao grande salto nos gastos federais que ocorreram no final de 2008 em decorrência da crise financeira.

Vale lembrar que, nos EUA, o ano fiscal de um presidente só começa 8 meses após a sua posse. Sendo assim, quando Obama assumiu a presidência em janeiro de 2009, ele ainda teve de trabalhar com um orçamento aprovado pelo governo Bush e que vigorou até 30 de setembro de 2009. Portanto, em termos práticos, Obama só assumiu o controle do orçamento em outubro de 2009.

Isso significa que estes cálculos de certa forma amplificam os gastos de Obama e atenuam os gastos de Bush. Foi Bush quem implantou os grandes pacotes de "estímulo" — como o socorro às montadoras americanas —, os quais foram incluídos no orçamento de 2009, mas que realmente foram criados em 1º de outubro de 2008, ainda antes da eleição de Obama. Por motivos de simplicidade, todos esses gastos serão atribuídos ao governo Obama, uma vez que eles aparecem no ano fiscal de 2009. No entanto, mesmo fazendo isso, o crescimento dos gastos sob Obama, de 15,8%, o coloca em quarto lugar, atrás de Reagan, W. Bush e Ford.

O gráfico abaixo mostra os gastos federais — corrigidos pela inflação — para cada ano, com o último ano do mandato de cada presidente sendo destacado.

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Gráfico 2: total anual dos gastos federais, já descontada a inflação de preços, durante o mandato de cada presidente americano desde 1968 (Fonte: US Office of Management and Budget, Federal Reserve, ajustado para a inflação utilizando o CPI para consumidores urbanos)

Só de correr o olho no gráfico é possível notar que há óbvios períodos de crescimento mais robusto nos gastos federais, especialmente durante os anos Reagan e George W. Bush. O crescimento tem sido praticamente ininterrupto, com apenas alguns anos mostrando uma redução ou contenção pontual, como 1986-1987, 1992-1993, 2006-2007. Já de 2011 a 2014, a redução foi contínua.

Por fim, tambem é possível ver que a taxa de crescimento média anual dos gastos durante o mandato de Obama também é menor que a dos governos Reagan e W. Bush, com este último assumindo a liderança com uma taxa de crescimento médio anual de 3,6%. (Bush, no entanto, está bem abaixo de Ford, que em seu curto mandato aumentou os gastos a uma taxa média anual de 9%). Embora Obama tenha começado seu mandato com um enorme aumento de 18% em 2009 (implantado por Bush ao final de seu governo), as reduções nos anos posteriores fizeram com que o aumento percentual médio fosse de apenas 2%.

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Gráfico 3: taxa média de crescimento anual nos gastos federais durante o mandato de cada presidente

Ademais, em termos da dívida, dado que quem faz praticamente todo o orçamento do primeiro ano de um presidente eleito é o presidente anterior (como explicado acima), temos que o legado Bush inclui a dívida de 2009. E esta estava em 12 trilhões ao final de 2009.

Ou seja, quando Bush assumiu o governo, a dívida era de 6 trilhões. Quando ele saiu, era de 12 trilhões. Atualmente, ela está em 20 trilhões.

Em porcentagem do PIB, Bush elevou a dívida de 57% para 87%. E Obama, de 87% para 104%. (Reagan elevou de 32,2% do PIB em 1981 para 52,9% em 1989, o maior aumento percentual de todos).

Se essas tendências — especialmente a dos anos George W. Bush e Reagan — servirem como indicadores futuros, então todos devem se preparar para grandes aumentos dos gastos federais durante o governo Trump.

Afinal, Trump não forneceu qualquer indicação de que irá cortar gastos federais. Durante sua campanha, corte de gastos nunca figurou em sua plataforma. Com efeito, ele falou apenas em elevar os gastos, seja para projetos de infraestrutura ou para novos programas militares.

Recentemente, Trump anunciou que está planejando cortar impostos. Mas isso apenas redireciona o fardo dos gastos governamentais para os pagadores de impostos futuros, que terão de arcar com o aumento da dívida, e para os detentores de dólares americanos, que terão seu poder de compra reduzido em decorrência da inflação resultante de maiores déficits orçamentários.

Ademais, e tão importante quanto, os gastos do governo são, por si sós, um fardo sobre a economia, independentemente do nível dos impostos. (Ver a explicação detalhada aqui).

Obviamente, os gastos governamentais não são a única medida pela qual um presidente deve ser julgado. As regulações estatais sobre as empresas aumentou incomensuravelmente durante os dois mandatos de Obama, o que fez com que empregos pagando bons salários deixassem de ser criados, empresas deixassem de ser abertas, e investimentos deixassem de ser concretizados. Regulações estatais destroem escolhas, oportunidades e riquezas. Adicionalmente, os ataques governamentais às liberdades civis — como a guerra às drogas e os programas de vigilância dos cidadãos americanos —, ambos intensificados pelo governo Obama têm de ser considerados, bem como as desastrosas políticas externas de todos esses presidentes, como as guerras e intervenções externas que criaram a atual horda de refugiados e revigoraram o radicalismo islâmico.

Se o governo Trump de fato for bem-sucedido em fazer retroceder as regulações governamentais, tornando mais fácil abrir e manter um negócio nos EUA, bem como ter um emprego e um salário, isso pode vir a ser o raio de esperança que muitos de seus apoiadores vêem em Trump. É bastante improvável que ele venha a cortar gastos. E caso ele de fato eleve tarifas de importação e aumente os déficits do governo, esse raio de esperança dificilmente irá se concretizar.

Conclusão

Por fim, vale ressaltar essa falácia, tão frequentemente repetida, de que o Partido Republicano é um partido conservador que defende um governo pequeno e restrito. Essa mentira é repetida tanto por republicanos — como auto-engano — quanto por democratas, que ainda parecem acreditar que o Partido Republicano está comprometido com cortar os programas sociais e deixar os aposentados sem remédios e pensões.

Ao se analisar o comportamento dos gastos federais, é fácil notar que o mito de que presidentes republicanos querem governos restringidos e defendem cortes de gastos e orçamentos equilibrados é apenas isso: um mito.

Quem ainda acredita que candidatos republicanos representam reduções nos gastos do governo, equilíbrio fiscal e mais "responsabilidade pessoal" é alguém que vive em outra dimensão desde a década de 1970. É simplesmente impossível inferir isso olhando o histórico.

Ao final, a impressão que se tem é a de que republicanos são apenas democratas desonestos. Os democratas ao menos têm a hombridade de dizer na cara dos eleitores: odiamos a liberdade e o livre mercado, e queremos um estado inchado e provedor; portanto, mandem-nos para Washington para que possamos acabar com ambos. Já os republicanos falam bastante sobre o quanto defendem a liberdade, o individualismo, a responsabilidade pessoal, um governo enxuto e limitado, e um orçamento equilibrado. E, no entanto, quando vão para Washington, alimentam a besta e a fazem crescer muito mais do que os democratas.

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Para entender por que o governo Clinton foi economicamente o melhor, veja este artigo:

Governos de esquerda que adotam reformas liberais


7 votos

SOBRE O AUTOR

Ryan McMaken
é o editor do Mises Institute americano.



...porque existem pessoas capazes de criar, empreender...
Todas as pessoas são capazes de criar e empreender. Nem todas o fazem.

O capitalista é o cara que melhora vidas, salva vidas, deixa o mundo mais divertido e confortável entre uma infinidade de outras maravilhas.
Vc quis ironizar, né? Mas essa é uma verdade.

... mas se perguntarem para qualquer indivíduo de qualquer outra espécie não sinantrópica, acho que vão discordar. E se perguntarem para o Rio Doce, também. Mas isso é assunto para artigos sobre a relação do capitalismo com o meio ambiente.
Se não existisse o capitalismo, não existiriam mineradoras ou as mineradoras seriam magicamente à prova de acidentes? Ah, já sei, não foi um acidente, foi culpa da "ganância" inerente ao capitalismo. A propósito, quais são os sistemas alternativos ao capitalismo atualmente implementados e qual a relação deles com o meio ambiente?

Quero que perguntem sim, para o trabalhador, esse do Marx...
...Será que ELE se sente EXPLORADO...
...Será que ELE, o objeto em discussão tem alguma voz nessa ideologia?

ELE tem nome e endereço ou é um ente imaginário que subsititui a SUA visão a respeito do tema ?

Mas na verdade existem duas formas de se tornar um bilionário hoje: herança, e exploração do trabalhador ou das regras do Estado.
Bill Gates, Mark Zuckerberg, Messi, Neymar, Madonna, Lady Gaga.
Em comum entre eles: não receberam heranças, não exploram trabalhadores (seja lá o que vc entende por explorar), não exploram regras do estado, e fornecem produtos que as pessoas querem consumir.

Mas o fato é que não está funcionando, nem pelos números dos próprios capitalistas
Que números seriam esses?

Não está funcionando para a grande maioria das pessoas no planeta.
De novo, a "grande maioria das pessoas no planeta" disse isso pessoalmente para vc ou é apenas wishful thinking?

Então, tontos e ávidos por uma solução, começamos a jogar pedras para todo lado buscando culpados.
Fale por você.


ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • ZzXx  13/02/2017 13:55
    Demonstrando o mito de que republicanos querem diminuir gastos.
  • Mr Richards  13/02/2017 16:47
    Isto me lembra de um comentário de Carlos Alexandre - Obama, o terror dos keynesianos - falando sobre esses republicanos gastadores nomeados de RINO(''Republican In Name Only''-''Republicano só no nome").

    Mas eu não dou créditos aos democratas por essa austeridade fiscal que eles exclusivamente e publicamente não defendem, toda essa política fiscal é motivada porque eles foram parados pelo congresso que não deixou aprovar mais gastos. Especificamente o primeiro mandato de Obama foi tudo aquilo que ele defendia, a carestia ainda se mantinha mesmo com Obama acreditando que os déficits orçamentários resolveriam o problema. Ou seja, foram por motivos fora da alçada deles que mantiveram esse nível de austeridade e não por conta de sucessos individuais que conquistaram.
    E vale lembrar que ainda há esperança de o congresso parar o Trump, até mesmo a progressista Hollywood postou um vídeo clamando o congresso para conter as medidas de Trump, suponho que todas as medidas, inclusive as econômicas.

    O resto tudo perfeito.
  • Detalhe  13/02/2017 21:33
    Os republicanos fizeram o jogo que os democratas queriam.
    Exatamente igual ao que fizeram no Brasil.
    Por isso todas as direitas do mundo perderam várias eleições.
    A direita tornou-se refém das esquerdas, porque acreditaram no politicamente correto.
    E o politicamente correto nada mais é que instrumento da esquerda.
    O Trump precisa ser muito bem orientado para não cair na armadilha das esquerdas.
  • anônimo  13/02/2017 14:08
    www.cnsnews.com/news/article/obama-has-now-increased-debt-more-all-presidents-george-washington-through-george-hw


    Nao eh meio irresponsável falar só em aumento de gastos e não da dívida?
  • Alfredo  13/02/2017 14:20
    Você leu o artigo? Praticamente toda essa explosão da dívida aconteceu em 2009, em decorrência da explosão dos gastos contratados ainda sob o governo Bush. O cowboy aprovou um aumento de quase US$ 700 bilhões em um único ano, e deixou a bomba para seu sucessor!

    Leia antes de comentar, meu caro.

    Sim, a dívida continuou subindo sob o governo Obama (o artigo em momento algum disse o contrário). Mas ao menos tenha a honestidade de apontar os dedos para os culpados verdadeiros.
  • anônimo  13/02/2017 15:48
    O artigo fala sobre gastos, meu comentário foi sobre a dívida
  • Lemos  13/02/2017 16:05
    A dívida aumentou porque os gastos seguiram crescendo sob Obama (como mostra e enfatiza o artigo) e a arrecadação caiu.

    E, mesmo gastando tanto, Obama ainda foi mais comedido que Reagan (que duplicou a dívida) e que Bush, que foi uma verdadeira calamidade.

    Estranho que direitistas ainda defendam Bush. Esperto foi Trump, que deixou claro em todos os debates, apontando o dedo para a cara de Jeb Bush, que W. foi uma catástrofe. E foi mesmo.
  • Juliano Silva   13/02/2017 17:56
    Não é novidade então que Bush, Clinton e Obama ficaram de um lado contra o Trump, são os maiores responsáveis pela enorme dívida pública americana, os dois primeiros pelos enormes gastos sem necessidade (n havia Guerra Fria), o último por simplesmente empurrar com a barriga tudo q herdou.
  • Detalhe  13/02/2017 21:47
    Os republicanos que foram contra Trump eram todos politicamente corretos, e perderam várias eleições.
    Todos sabemos que Trump é contra o politicamente correto. Bastou enquadrar republicanos e democratas neste item e simplesmente ganhou a eleição.

  • SRV  13/02/2017 14:12
    Mas...Mas...Os políticos sempre falam a verdade e são eleitos para servir aos cidadãos! Jamais trairiam aquilo que prometeram durante a campanha para consolidar seus projetos de poder!

    -fim da ironia-
  • marcela  13/02/2017 14:13
    Bom,o fato é que diziam que o Trump iria sofrer resistência no próprio partido republicano,mas o que estamos vendo é que ele tem conseguido aprovar todos os nomes que envia ao congresso,incluindo nomes extremamente polêmicos.Trump cumprirá suas promessas de gastar com infraestrutura,muro,defesa e veteranos,sem ser molestado por republicanos.Senadores e deputados republicanos não tem identidade própria e se conformam até com pessoas como Trump. Nada se parece mais com democratas do que republicanos.A única coisa que os separa é a questão do aborto,aquecimento global e a imigração,já que os democratas não gostam muito de deportar.
  • Benzoato de Sódio  13/02/2017 14:17
    Contra fatos não há argumentos. Os republicanos aumentaram os gastos governamentais, mas o que me deixa intrigado é porque os democratas, que são socialistas, reduziram os gastos? Hoje vemos fenômenos estranhos, como alguns dizerem que os EUA estão contra o livre comércio e a China a favor.
    Tudo um grande teatro patrocinado pela mídia esquerdista.
    Desde 1990 os socialistas e comunistas deram uma trégua ao livre mercado até que consigam primeiro tomar as rédeas de um governo mundial. A maioria sabe que o socialista não funciona, mas alguns pensam que um socialismo mundial impediria que as pessoas percebessem isso, já que não teriam como observar o que acontece em outros países não socialistas.
    O socialismo não funciona, mas é ótimo para manter ditaduras.
    Eu acredito que os republicanos erraram mantendo um populismo, mas Ronald Reagan, por exemplo, teve vários acertos.
    Provavelmente é a democracia somada a burrice do povo e isto tem um custo alto. Os políticos acabam tendo que comprar votos pra se manter.
    Seria inteligente votar em democratas levando em consideração apenas o fato de que eles tiveram o aumento dos gastos governamentais menor?
  • Leandro  13/02/2017 14:30
    Obama mostra por que é um grande negócio para o país ter um presidente que é um "pato manco" e acossado.

    Na prática, o governo Obama acabou em 2012, quando foi reeleito sem maioria na Câmara. A partir de 2013, ficou totalmente paralisado. O governo federal entrou em gridlock. Com o Congresso travado, sem novos gastos serem aprovados, o orçamento do governo apresentou uma fantástica melhora, saindo de um déficit de 12% do PIB para um de meros 2,5%.

    Desde 2012, o que Obama fez? Nada. Absolutamente nada. Em termos de legislação aprovada, houve apenas o Obamacare em 2010, já em vias de ser abolido. Mas de 2010 até 2016, ele não aprovou nenhuma outra legislação. Ele nunca mais conseguiu aprovar nenhuma lei. Sua almejada reforma do sistema de saúde paralisou-se por completo, e nenhuma outra medida intervencionista foi aprovada. O máximo que Obama conseguiu fazer foi mudar nome de montanha, conceder entrevistas a talk shows de comediantes para falar sobre sua rotina na Casa Branca (se ele faz sanduíche ou anda de cuecas), e dizer se sentir frustrado por não conseguir impor leis mais rigorosas sobre a venda de armas.

    Só.

    Para melhorar, o secretário do Tesouro que ele escolheu, Jack Lew, falava abertamente sobre as vantagens de se ter uma moeda forte, o que fez maravilhas para o dólar, levando a moeda a se fortalecer rapidamente, e a economia a melhorar.

    Em suma: desde que o governo americano ficou travado, começando em 2013, a economia automaticamente começou a melhorar. Sem o governo para atrapalhar, o dólar se fortaleceu e a bolsa de valores americana (que sempre se dá bem quando o dólar está forte) se valorizou.

    E, como este site nunca se cansa de repetir, moeda forte e governo em retração é o segredo para qualquer recuperação econômica. A economia americana é apenas mais um exemplo prático disso.

    Bastou o governo ficar travado, sem nenhuma chance de inventar novas intervenções, que o dólar ficou forte. Consequentemente, a economia americana se recuperou. Praticamente como mágica.

    (Ah, sim: o fato de o mercado de trabalho nos EUA ser bem mais flexível, também ajuda bastante, principalmente nos índices de desemprego.)

    Obama foi exatamente o tipo de presidência que eu aprovo: muita retórica, nenhuma legislação. Ou, como dizem no Texas, muito chapéu e nenhum gado.

    Mas Bill Clinton -- outro pato manco que perdeu a base do Congresso em 1996 -- ainda é economicamente imbatível.
  • FL  13/02/2017 14:54
    Leandro, essa sua explicação sobre o Obama (e que não é a primeira vez que aparece nos comentários) é melhor do que o próprio artigo. É o velho "muito ajuda quem não atrapalha".
  • Pedro Ferreira  13/02/2017 15:27
    E daqui a pouco tempo o Trump também vai ficar pendurado, porque os anti-corpos que está a criar na outra metade da América vai motivá-la a votar contra os republicanos nas eleições para o congresso e senado em 2018.
  • Mr Richards  13/02/2017 15:10
    Leandro, existe uma possibilidade de acontecer com Trump o que houve com Obama?
    Até mesmo porque o congresso americano não é favorável para com as medidas de Trump, isto poderia ter o mesmo revés do governo Obama.
  • Andre  13/02/2017 15:10
    Torcemos para Trump virar um presidente pato manco o mais rápido possível.
  • Benzoato de Sódio  13/02/2017 15:13
    Que bom que o governo Obama não conseguiu fazer e ficou travado. Que bom que o congresso tinha maioria republicana, porque se tivesse maioria democrata provavelmente teria conseguido fazer muitas das coisas ruins que ele queria fazer. Como aumentar o controle para venda de armas.
  • anônimo  13/02/2017 16:04
    Leandro,

    Lembro de um artigo falando sobre a valorização do dólar, dizendo q se dava pela política monetária do fed. Oq o jack lew fez pra ajudar o fortalecimento do dólar?

    Entao Leandro, usando essa lógica de ter um presidente pato manco, seria melhor sempre ter um presidente sem apoio do congresso?
    E para aprovar medidas de redução de gastos, diminuição de impostos, desregulamentação e afins, não se precisa do apoio do congresso? Um presidente pode fazer isso sozinho?
  • Leandro  13/02/2017 17:14
    "Oq o jack lew fez pra ajudar o fortalecimento do dólar?"

    Parou de xingar a China e deixou claro -- como mostra o link acima -- que ter uma moeda forte é bom para os EUA.

    Sim, quando presidente, Ministro da Fazenda e presidente do Banco Central deixam claro em seus discursos que querem uma moeda forte, e que irão trabalhar para isso, o mercado imediatamente aquiesce e torna a moeda forte. É claro que é importante ter um orçamento equilibrado e ser bem receptivo ao investimento estrangeiro, mas o gogó ajuda. E muito.

    Gustavo Franco, por exemplo, praticamente manteve o real forte no gogó. O fiscal não ajudava e juros altos não são garantia de nada, tanto é que quando houve a desvalorização de 1999 os juros estavam muito maiores do que no período 1996 - 1998. (Sobre a atuação de Franco durante todo o Plano Real, leia o livro "3.000 dias no Bunker", de Guilherme Fiúza).

    Ronald Reagan e Paul Volcker também fizeram farto uso das palavras. Ambos falavam claramente que queriam um dólar forte. E conseguiram. Bill Clinton e seu secretário do Tesouro Robert Rubin ainda mais. A Alemanha durante todo o pós-guerra também.

    O governo Obama, com o Jack Lew, também seguiu esse roteiro, de certa forma. Aliás, o próprio Fed hoje possui em seu alto escalão pessoas mais sensatas que na época de Bernanke, como é o caso de Stanley Fischer, vice-presidente do Fed, que abertamente faz declarações em prol de um dólar forte.

    "Ah, mas se é tão fácil assim, por que ninguém faz?" Porque vivemos na era da insanidade monetária. Hoje, o senso comum diz que, se a moeda não for desvalorizada, não haverá exportação, a economia não será competitiva, e a indústria irá acabar. (O que é uma fragorosa mentira refutada pela teoria e pelos fatos)

    "Entao Leandro, usando essa lógica de ter um presidente pato manco, seria melhor sempre ter um presidente sem apoio do congresso? E para aprovar medidas de redução de gastos, diminuição de impostos, desregulamentação e afins, não se precisa do apoio do congresso? Um presidente pode fazer isso sozinho?"

    Nos EUA, os melhores resultados acontecem quando um presidente democrata está cercado por um Congresso republicano. Quando estão na oposição, os republicanos parecem levar mais a sério a sua lábia, e de fato elevam menos os gastos e acossam mais o presidente. Isso aconteceu no segundo mandato de Clinton e no de Obama.
  • Bruno Feliciano  13/02/2017 16:24
    Eu costumo dizer que o melhor presidente é aquele que somente tem o poder pra revogar, perder base para aprovar e ter base para revogar.
    Um cenário um pouco improvável, mas é o que pode acontecer com o TRUMP, o congresso e o senado(de maioria republicana), revoga todas as porcarias do Obama e afins, não aprova as baboseiras de TRUMP e ainda por cima só aprova o que os republicanos pregam: A desregulamentação e diminuição dos impostos, porque de resto os Republicanos não estão com o TRUMP

    Será esse o Arranjo perfeito?
    Durante o legado Obama, os republicanos podiam fazer a festa no congresso, revogando toda as baboseiras que ele sancionou, podia inclusive ter atrapalhado ainda mais o Obama Care, porque o legislativo não foi forte nisso? Somente barrava as propostas do Obama, alem de barrar deveria revogar..
    Mas imaginem, TRUMP não consegue aprovar as ideias bizarras, mas consegue revogar todas as baboseiras e somente consegue aprovar o Básico: desregulamentação e diminuição de impostos. Infelizmente diminuir os gastos governamentais vai ser pedir muito, mas acredito que com a crise o TRUMP vai pensar nessa ideia com certeza.

    O que me preocupa é o TRUMP querer desvalorizar a moeda, isso não vai ajudar em nada com a chegada da crise..
    A crise americana esta chegando, TRUMP nada pode fazer pra evitar, pra min ou esse cara vai ser morto ou vai tomar um impeachment, esses esquerdistas vão aproveitar a crise pra descer a lenha e culpar o TRUMP...

    Um Republicano que cortaria os gastos seria o TED CRUZ, esse eu votaria, sempre vejo nele o compromisso com o livre-mercado e o laizess-faire.

    Abraços
  • XX  13/02/2017 17:16
    Eu sinceramente só vejo o Ron Paul como um verdadeiro defensor do livre mercado, isto é pelo conhecimento que ele passa através deste site. O único que realmente mantemos contato é o Ron, e se eu fosse americano era justamente em quem eu votaria. Mesmo não sendo libertário como o pai, um outro que merecia meu voto seria o Rand Paul. O Ted Cruz é a favor do padrão-ouro, existem diversas personificações no partido republicano, alguns até mesmo como o Ben Carson.

    https://noticias.uol.com.br/blogs-e-colunas/coluna/paul-krugman/2016/03/08/trump-e-romney-abrem-debate-serio-sobre-economia-mas-ambos-falam-besteira.htm
    www1.folha.uol.com.br/mundo/2016/04/1759331-republicanos-trump-e-cruz-racham-grupo-ultrarradical-tea-party.shtml
    www.ocongressista.com.br/2016/09/confira-os-6-motivos-do-senador-ted.html
    https://medium.com/democratize-m%C3%ADdia/se-voc%C3%AA-acha-o-donald-trump-perigoso-espere-at%C3%A9-conhecer-o-ted-cruz-7ed4862207e#.jsxl19kf6
  • 4lex5andro  13/02/2017 17:40
    Ou opta-se nos Estados Unidos por um nome do Libertarians (que ainda deve demorar a emplacar) ou uma alternativa no partido Republicano.

    No momento o cenário americano não é tão animador pois ainda vai haver a indicação do presidente do Fed e o gop tem maioria no congresso em Washington. E com um viés de ''re-industrializar'' o meio-oeste, e impor sanções a importados, o que se espera é uma tendência de aumento no peso tributário para o contribuinte nos Estados Unidos.

    No lado sul do continente, como sempre, o Brasil segue sem alternativas pró-mercado e que tenha compromisso com a contenção das despesas do Estado. No fim de 2017 deve ser contabilizado o fim da maior depressão econômica em toda a história do país, e reformas como a trabalhista e tributária/contábil estão longe de saírem do papel.
  • Bruno Feliciano  13/02/2017 18:53
    XX, de fato Ron Paul é o melhor entre todos estes, mas o seu link sobre o TED CRUZ foi completamente sem cabimento, um site esquerdista que teme o TED CRUZ por ser mais radical contra feminismo, ''movimentos sociais e sindicais'' e etc..
    Isso quer dizer alguma coisa? Sim coisa boa!

    Qual o problema nisso?
    Seus links nada demonstraram o quão o TED é mais prejudicial, ele é um cara muito mais ideólogo que qualquer um ali, unico problema dele é de ser conservador e não um libertário, mas isso eu encaro como o de menos, ele é um genuíno conservador que até fala em padrão-euro! Verdadeiro defensor do livre mercado e do laizess-faire!
  • Felipe Lange S. B. S.  19/02/2017 15:28
    Leandro, realmente é chocante isso acontecer justamente em alguns governos de esquerda. Agora sob o Donald a expectativa é de aumento de gastos e talvez até da inflação de preços, visto que vai aumentar os déficits e a dívida com essa história de dar dinheiro (roubado) para veteranos e aumentar gastos com infraestrutura. É aquela coisa. A melhor coisa que um político e um burocrata pode fazer é faltar ininterruptamente e ficar em casa jogando videogame. Se puder, faça mais artigos sobre a situação econômica brasileira, pois você é quem melhor pode analisar.
  • Bruno Feliciano  13/02/2017 14:38
    Como Refutar o ANCAP:

    Primeiramente imposto é roubo sim, não há defesa moral para isso, não há como negar isso!
    O máximo que você pode fazer, é justificar a imoralidade para evitar outras imoralidades....
    Ou seja, a imoralidade do imposto é justificada para evitar as outras imoralidades que a ausência do mesmo causaria...
    E quais imoralidades? Bem, isso que eu queria saber também, deixo essa difícil tarefá para quem insiste em tentar refuta-lo.
    Quero dizer que, se for pra tentar refutador o ANCAP, que parta dessa premissa, a única premissa correta que leva a um real debate sobre a imoralidade da violação do direito de propriedade.
    Ao invés de ficar usando argumentos de jovens comunistas de 16 anos, que ficam naquele -''mas E SE?!' e se... e SE?'''- parecem crianças querendo provar a existência de dinossauros na terra, ficam inventando uma situação mega hipotética e muitas vezes improváveis pra tentar refutar o ANCAP, e pior que muitas vezes esse problema que eles tentam apontar, com ou sem estado existe de qualquer jeito, ou seja, o cara foge na discussão da imoralidade, quer descobrir problemas que o ANCAP geraria e ai sim ''justificar'' a imoralidade do imposto. O problema muito desses argumentos existem com ou sem estado, mas os intelectuais de plantão não percebem isso, e querem justificar uma tremenda imoralidade com um problema que ninguém sabe se existiria, muito menos qual solução seria, já que o mercado é algo completamente criativo.

    Portanto uma imoralidade não se justifica com um problema, não é porque temos um problema de fome no Brasil que é legítimo assaltar as casas alheias para resolver isso, não é porque não tem quem plantar que devemos legalizar a escravidão....
    O melhor que pode se fazer, é argumentar algumas imoralidades que o ANCAP traria, mas imoralidades que sejam proporcionalmente mais ''imorais'' do que o imposto.
    Entendem? O ANCAP tem que ter mais imoralidades do que a imoralidade da existência do estado, ai sim pode-se justificar e refutar o ANCAP... Mas repito, não consigo identificar essa imoralidades e deixo esse trabalho aos que perseguem o ANCAP e tentam refuta-lo com esses argumentos infantis!

    Eu particularmente só acredito no ANCAP, se a maioria da sociedade tivesse a mentalidade mais libertária, porque ai sim poderia ter uma cidade onde as pessoas são socialistas, outro conservadores e assim por diante... Mas primeiro acredito que as pessoas precisam ter essas mentalidades, caso contrário não vejo uma organização.
    O IMB poderia criar uma cidade, um mega condomínio com fim empreendedor para competir com as outras cidades, os socialistas poderiam criar um também, os conservadores também... Mas primeiro as pessoas tem que aceitar isso, se não vai fica muito difícil.
    E mais, eu não vejo como a maioria de vocês, eu acho que as cidades seriam empreendimentos, como um condominio onde há um dono.
    Ou você moraria em um condominio que a comunidade administra, ou você moraria em uma cidade(condominio gigante) que teria um dono, que estaria competindo no mercado para atrair mais gente pra sua cidade e ter mais lucro...Algo semelhante a isso é um shooping gigante, só que com a possibilidade de comprar os espaços ao invés de só alugar..Eu vejo o futuro dessa forma!

    Aproveitando o espaço aqui, gostaria de provocar uma reflexão sobre o direito de propriedade:

    Mises dizia que para adquirir o título de propriedade, era necessário que o indivíduo misturasse o trabalho a terra, ou seja, usasse sua força de trabalho e recurso na terra, ''demarcando'' assim o espaço. Chego no matinho, planto milho, levanto a casa, boto a cerca e é isso ai!
    De fato, esse raciocínio evita relativização e é o mais sensato. Até ai tudo bem...
    Agora e o abandono da propriedade?
    Bem, eu entendo que a liberdade gera responsabilidade, e a liberdade de se ter uma propriedade lhe concede responsabilidades. Portanto, se você detêm uma propriedade, é de sua responsabilidade proclama-la e defende-la!
    Se você não proclama-la e não defende-la, logo você esta se negando o título, se alguém invadir e você nem proclamar e nem defender, tudo indica que você se desfez daquilo, deixando o lugar abandonado.
    Ai que ta o problema, vem uma família e constrói uma casa e planta milho... Como fica? Em uma terra abandonada, onde se tem somente uma cerca, onde o proprietário foi notificado, ele nem proclamou e nem defendeu a propriedade, deixou a família construir e plantar... Eu entendo que de fato a família merece o título de propriedade.
    Agora em caso de espaço público(vulgo terra de ninguém), não há discussão, como é o caso de favelas, a família construiu a casa lá, misturou seu trabalho e permaneceu por muito tempo, não tem porque o estado pedir reintegração de posse, a família não viola o direito de propriedade de ninguém ao se apropriar em um espaço público.

    A grande questão é o seguinte, pra você saber se você tem o direito da coisa, primeiro pense se você tem que violar o direito de outra pessoa para você adquirir esse seu direito.
    Direito a saúde por exemplo não existe, você tem que assaltar as pessoas(violar o direito delas) para sustentar a aquisição do seu direito. Ou seja, um jogo de soma zero, como eu posso ter direito a algo que viola o direito de terceiros? Eu tenho direito a coisa caso não viole o direito de ninguém... Isso sim!
    Mas e a questão ai do abandono? Porque principalmente em tempos da ''pedra'', eu misturava meu trabalho em uma terra e depois adquiria o título de propriedade, ai eu me mudava(tipo nomade) pra outro lugar, ai eu deixava terra la e dane-se, andava quilometros e adquiria outra propriedade.. Então imagine essa situação pra enquadrar o abandono.

    E sim, não somos proprietários de nada, o estado que diz o que é nosso logo não somos 100% propríetarios, ele apenas concede o direito de fazer deis de que ele autorize, se precisa de autorização para adquirir um direito natural, logo esse direito natural não é completo.


    Crime: Se eu fizer uma brincadeira com o seu paí que tem problema cardíaco, uma pegadinha de mal gosto que acelerasse o coração dele. Caso ele vier a falacer por isso, eu posso ser considerado um assassino?kkk
    Pense, se eu não tivesse feito a brincadeira, o veio não teria morrido.
    E se eu simular um assalto de brincadeira na rua, o sujeito corre e é atropelado por um buzão, bem é obrigação dele olhar na hora de atravessar, nada disso teria acontecido se ele fosse mais responsavel, ao mesmo tempo o panico que você causou nele o deixou desatento e desesperado, sem a brincadeira nada disso teria acontecido... Eai? Quando a vítima podia evitar mas não evitou, como faz?

    Em uma sociedade libertária seja com estado ou não, qual decisão Moral o Juiz pode ter?
    Nesses litígios, qual seria a melhor decisão?

    Por hoje é só....

    Abraços Fraternais,

    Bruno Feliciano
  • Edujatahy  21/03/2017 12:31
    Perfeito Bruno!
  • Economista da UNICAMP  13/02/2017 15:01
    Isso que é uma política fiscal expansionista de verdade! Não é essa austeridade que a gente tem aqui no Brasil não, e olha que nós é que estamos em '""desenvolvimento""...

    A diferença é que lá bons economistas como Krugman e Jeffrey Sachs tem voz ativa nos governos e nos debates, enquanto aqui a gente é obrigado a ouvir/ler lorotas dos chicago boys ortodoxos.

    Falando sobre gastos, deixo aqui um Economista da UNICAMP(letras garrafais com orgulho) humilhando mais um desses ortodoxos. Peço que ignorem o título malicioso do vídeo:

  • Tulio  13/02/2017 16:34
    Apesar de ter sido claramente zoador e irônico, vale aproveitar a deixa:

    Eis a evolução do déficit durante o governo Obama (redução de quase 10 para 3,2% do PIB):

    cdn.tradingeconomics.com/charts/united-states-government-budget.png?s=fddsgdp&v=201701041406t&d1=20090113&d2=20170213

    E eis a evolução do déficit durante o governo Dilma (aumento de 2,4 para 10% do PIB):

    cdn.tradingeconomics.com/charts/brazil-government-budget.png?s=bzpbnopctd&v=201701311652t&d1=20100213&d2=20170213

  • Jarzembowski  13/02/2017 15:04
    Por isso que eu me defino logo de início como anarcocapitalista, pra não passar pelo constrangimento de ser tido como apoiador da direita ou do partido republicano.

  • Ricardo S. I.  13/02/2017 15:19
    Lembrando apenas... Que esse aumento se dá em valores percentuais... Logo, o Obama aumentou os gastos, sob uma base que havia sido anteriormente inflada por Bush... 15% sobre 33%... Além disso, em um cenário pós-crise 2008 (onde imagino que Obama não teria como gastar mais do que gastou...)

    Se olharmos em US$, isso significa também... Que ele quem foi mais gastou em um mandato (até agora), certo? E isso, mesmo abatendo-se a inflação do período...

    Não estou discordando do artigo, apenas considerando essas 2 informações que também acredito que sejam relevantes nessa discussão....

  • The Donald  13/02/2017 16:02
    "Se olharmos em US$, isso significa também... Que ele quem foi mais gastou em um mandato (até agora), certo?"

    Em termos nominais? Sim, é claro. Cada presidente sempre gasta mais -- em termos nominais -- que seu antecessor. Afinal, a quantidade de dinheiro na economia está sempre aumentando. Ninguém realmente corta gastos em termos nominais.

    Agora, o que realmente dá para ser mensurado e comparado é a taxa de aumento dos gastos.

    E neste quesito, mesmo Obama sendo gastador (o artigo enfatiza isso), ele ainda foi bem mais comedido que Reagan, e muito mais que Bush, que foi o verdadeiro desastre.

    Tanto é que Trump, inteligentemente, rechaçou completamente o legado de W. Bush, dizendo na cara de Jeb Bush, nos debates, que o irmão dele havia sido uma catástrofe. E estava certo.

  • Mariano Garrido  13/02/2017 15:26
    Primeiro metem o pau no Clinton que abriu a brecha para a crise do subprime nos anos 2000, agora ele é bonzinho, difícil entender.
  • Guilherme  13/02/2017 16:01
    Quem seriam esses que "metem o pau" no Clinton? Este site é que não é.
    Inclusive, há um artigo até elogioso a ele:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2265

    Pesquise antes de falar.
  • Mariano Garrido  13/02/2017 16:19
    Amigo, neste site tem toda a história do subprime explicada, suas origens, e elas passam por Clinton, que cujo governo mais pressionou pelos empréstimos podres.
  • anônimo  13/02/2017 16:41
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1696
  • Pobre Paulista  13/02/2017 18:18
    Enquanto você enxergar "mocinhos e vilões" ao invés de "ações pró e contra o mercado" vc não vai entender nada mesmo. Nem se esforce.
  • Taxidermista  13/02/2017 15:27
  • Alfeu Rabelo  13/02/2017 15:53
    Vocês falam que o Trump não tem a pretensão de cortar gastos, mas olha... me parece que vocês estão bem desinformados.
    Sugiro que pesquisem sobre o plano de corte de 10 trilhões em gastos.
    A julgar pelo começo de mandato que ele está tendo é capaz do corte ser até maior.

    Esqueceram também de falar que os gastos no governo Obama cresceram relativamente pouco porque o PIB cresceu pouco.
    Os seus dados estão fora de contexto.

    Mas numa coisa vocês estão certos: o Bush foi um presidente péssimo.
    Ainda bem que ao que parece o Trump é quase um anti-Bush.
  • Ulysses  13/02/2017 16:16
    "Vocês falam que o Trump não tem a pretensão de cortar gastos, mas olha"

    "Nós" não. É ele próprio. Isso nunca esteve em sua plataforma. Ele, aliás, nunca falou do déficit.

    Se você sabe de algo que ele não disse, compartilhe.

    "Esqueceram também de falar que os gastos no governo Obama cresceram relativamente pouco porque o PIB cresceu pouco. Os seus dados estão fora de contexto."

    Oi?! Acho que é a sua matemática que está fora de contexto.

    Para começar, crescimento do PIB nunca foi empecilho para aumento de gastos, pois, nos EUA, não há uma fórmula matemática seguida pelo governo para estipular quanto os gastos podem aumentar ano que vem.

    Ademais, os governos Ford, Carter e Bush pai também foram de baixo crescimento econômico. Mas olha os gastos dele. Mais ainda: o governo Clinton foi de forte crescimento econômico. Olha os gastos dele.

    Ou seja, é exatamente o contrário do que você afirma.

    E um detalhe adicional: quando um PIB cresce pouco, qualquer aumento de gastos faz com que a proporção gastos em relação ao PIB disparem (e, no governo Obama, os gastos federais em relação ao PIB mal se mexeram, o que denota uma relativa contenção em termos práticos).

    Não deixe sua paixão ideológica lhe cegar.

    Obama foi ruim? Foi. Gastou muito? Bastante. Mas ele não foi fiscalmente pior do que os republicanos. Ao contrário até.

    Apenas isso.

  • Alfeu Rabelo Neto   17/02/2017 01:32
    "Se você sabe de algo que ele não disse, compartilhe."

    nypost.com/2017/01/19/trump-eyes-over-10-trillion-in-cuts-to-federal-spending-report/
    É surpreendendo que as pessoas ainda não saibam disso.

    "Oi?! Acho que é a sua matemática que está fora de contexto.

    Para começar, crescimento do PIB nunca foi empecilho para aumento de gastos, pois, nos EUA, não há uma fórmula matemática seguida pelo governo para estipular quanto os gastos podem aumentar ano que vem.

    Ademais, os governos Ford, Carter e Bush pai também foram de baixo crescimento econômico. Mas olha os gastos dele. Mais ainda: o governo Clinton foi de forte crescimento econômico. Olha os gastos dele.

    Ou seja, é exatamente o contrário do que você afirma."

    Carter é do Partido Democrata.
    Quando o PIB cresce em proporção aos gastos isso não é um desastre, o governo continua proporcionalmente no mesmo tamanho, esse é o ponto. No governo Bush filho, e era esse que eu tava falando, o PIB cresceu bastante.
    Levando em consideração o crescimento do PIB o governo Bush parece tão ruim quanto o governo Obama, não pior.
    Sim, o Clinton foi um exceção. Ele governou numa época em que o Partido Democrata era muito menos de esquerda do que hoje.

    Não é uma questão de ideologia, é uma questão de analisar de forma mais profunda.
    Essa análise do Mises Brasil foi muito rasa.
  • Alemão  13/02/2017 15:55
    Muito bom o texto.

    E a tradução ficou bem melhor que a minha que eu fiz neste blog: tradutorliberal.wordpress.com
  • Henrique Zucatelli  13/02/2017 15:56
    Sem problemas. Gastos se tornam dívidas, que se tornam títulos. Logo, a China compra boa parte e estoca para deixar o dólar forte. E o que a China não comprar, o resto do mundo compra.

    Na prática quando se fala em dívida americana, tanto faz pois é paga com dinheiro eletrônico mesmo.

    Agora se ele realmente desregulamentar a economia americana do jeito que disse, podem ter certeza que irei retomar meus planos de investir naquele país, eu- e o mundo também.
  • Uruguay  13/02/2017 16:00
    Uruguay é liberal?

    O que dizer disso?
    www.tvminas.com/noticia-info/771/Uruguai_chama_a_atencao_do_mundo_com_94_de_energia_eletrica_limpa


    E aquele trem o presidente la achar o temer golpista?
    Eles estao virando liberais procede ou nao?
  • Paulo Bat  13/02/2017 22:24
    Uruguay

    Não entendi o seu questionamento entre um pais ser considerado liberal e usar fontes de energia renováveis , no caso, 94,5% da eletricidade do país e 55% da energia total consumida.

    Com este esquema, segundo a notícia, o custo nominal do KWH não aumentou, tendo redução ao se considerar a inflação. E, ainda por cima ficaram livres da necessidade de importar gás da Argentina, um pais muito mais instável que o Uruguai. E, além disto, importação de gás é cotada em dólares.

    Veja bem, não estou entrando no mérito se o Uruguai é liberal ou não. Só não entendi a conexão entre liberalismo e matriz energética.

    Fosse assim, os países árabes estariam entre os mais liberais do mundo, pois são dos que menos usam fontes renováveis.
  • Uruguay  13/02/2017 23:59
    Perguntei sobre o liberalismo no Uruguay.....

    O presidente de lá acredita no golpe aqui....

    Pergunteis se a energia lá é privada ou estatal... Como é, queria ver o que vocês tem a me dizer sobre um país liberal em liberdade individuas e mais fechado em liberdade economia e que esta voltando a prosperar......

    Um país de governo de esquerda e politicas de esquerda e esta crescendo e tem energia top, o que dizer sobre isso?
  • Paulo Bat  14/02/2017 01:10
    Quando você aprender a escrever e conseguir exprimir seu ponto de vista eu respondo.

    Ou talvez você seja só um troll Seu Creisson.
  • Tabaré  14/02/2017 00:13
    "O presidente de lá acredita no golpe aqui...."

    Nossa, isso muda tudo! Parem o mundo que a ciência econômica sofreu uma reviravolta!

    "Pergunteis se a energia lá é privada ou estatal..."

    Sei lá, nunca tive interesse no Uruguai. Mas fui pesquisar:

    The electricity sector of Uruguay has traditionally been based on domestic hydropower along with thermal power plants, and is reliant on imports from Argentina and Brazil at times of peak demand. Over the last 10 years, investments in energy sources such as wind power and solar power has allowed the country to cover in early 2016 94.5% of its electricity needs with renewable energy sources. […]

    The shift to renewable energy sources in recent years has been achieved thanks to modernization efforts, based on legal and regulatory reforms in 1997, 2002, and 2006, which have led to large new investments in electrical production capacity including from the private sector.

    Wind power capacity has gone from negligible in 2012 to 10% of installed capacity by 2014, and appears on track to reach 30% installed capacity by 2016. A new, highly efficient thermal power plant which can run on either gas or oil has been installed. A number of photovoltaic solar power farms have been built. Additionally, a new electrical grid interconnection has improved the ability to import or export electricity with Brazil. […]

    About 56% of generation capacity is owned and operated by UTE, the national utility. The remaining capacity corresponds to the Salto Grande hydroelectric plant (945 MW), to co-generation or to small private investments in renewable sources.

    "Como é, queria ver o que vocês tem a me dizer sobre um país liberal em liberdade individuas e mais fechado em liberdade economia e que esta voltando a prosperar......"

    Segundo o ranking de liberdade econômica da Heritage, o Uruguai é o terceiro país mais economicamente livre da América Latina, atrás de Chile e Colômbia (e MUITO mais livre que o Brasil).

    Tem certeza de que quer continuar?

    "Um país de governo de esquerda e politicas de esquerda e esta crescendo e tem energia top, o que dizer sobre isso?"

    Governo de esquerda e políticas de esquerda que fazem do país o terceiro economicamente mais livre da América Latina? Opa, eu quero essa esquerda para mim!
  • Conservador genuíno  13/02/2017 16:22
    O último republicano genuinamente conservador (na economia, nas finanças e na moral) foi Eisenhower.

    De lá pra cá, foi tudo downhill para os genuínos conservadores. Reagan até fez coisas boas, mas tudo de bom no governo dele já havia sido iniciado no final do mandato de Carter. Pós-Reagan, absolutamente nada se salva. Aliás, muito pelo contrário: o governo Bush, com sua retórica mentirosa, foi o responsável por inculcar na população que a direita defende intervenções externas e subsídios para grandes empresas.

    Foi Ron Paul quem conseguiu desfazer esse mito, mas apenas por muito pouco tempo, pois hoje ele já está esquecido.

    E hoje temos Trump e o triunfo da "direita" anti-comércio e pró-nacionalismo. Só tragédia.
  • Pobre Paulista  13/02/2017 18:44
    Outro dia falei que não existe essa de "direitistas nacionalistas" e o pessoal não gostou...

    OU se é de direita (defensor do livre-mercado), OU se é nacionalista (protecionista, logo contra o livre mercado)
  • Rennan Alves  13/02/2017 20:28
    Então neocons não são de direita?
  • Malthus  13/02/2017 20:41
    Não. Neoconservadorismo é uma aberração surgida nos EUA e capitaneada por ex-trotskistas. O movimento é formado em sua quase totalidade por indivíduos ex-trotskistas que nunca abandonaram sua sanha intervencionista. Defender a invasão militar de países estrangeiros para "impor a democracia" nada tem de conservador, assim como defender subsídios para grandes empresas amigas do regime.
  • Tulio  13/02/2017 22:10
    Sim, neocons são de direita sim.

    Ser de direita NÃO É sinônimo de ser defensor da liberdade individual. Um dia foi (a "Old Right", conforme meu outro comentário aí), mas há tempo que não é mais. Direita é estatista.

    Inclusive muito me espanta que leitores desse site digam que direitista é sinônimo de defensor de livre mercado; tá faltando ler os artigos do site:

    Nem esquerda, nem direita:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1466


    Eu sou um genuíno libertário:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1864
  • Inconformado  14/02/2017 07:10
    "Tudo o que não for socialista, é automaticamente de direita"
    Lógica de um esquerdista padrão.

    "Tudo o que não for libertário, é automaticamente estatista"
    Lógica brilhante do Túlio. Só falta xingar o amiguinho de fascista.

    Além de alguns olavetes e petistas caírem de paraquedas nesse site, ainda temos que aturar alguns libertários fazendo birra querendo monopolizar a defesa de um mercado livre somente para eles, ao invés de se aliarem aos outros (poucos) que defendem a mesma ideia.
    É, realmente estamos perdidos.
  • Tulio  14/02/2017 12:55
    ""Tudo o que não for libertário, é automaticamente estatista"
    Lógica brilhante do Túlio. Só falta xingar o amiguinho de fascista
    ".

    E essa é a lógica de um afetadinho que, achando-se "brilhante" em apontar dicotomias inexistentes no comentário, move-se ele próprio com base em rótulos dicotômicos.

    Preste atenção: eu não quero "monopolizar" nada, cidadão; se você tivesse prestado atenção, você teria lido o que eu disse: "Ser de direita NÃO É sinônimo de ser defensor da liberdade individual". E essa frase é inegavelmente verdadeira; não depende da minha (ou da sua opinião), e sim dos fatos.

    Existem direitistas que porventura defendem liberdade econômica? Sim, existem. Mas - preste atenção de novo - não é a defesa da liberdade individual o que define o direitista. Ou por outra: a essência do direitismo NÃO É a defesa da liberdade individual.

    São só os fatos, meu caro.

    Menos fígado na próxima.



  • Tulio  13/02/2017 22:02
    "OU se é de direita (defensor do livre-mercado), OU se é nacionalista (protecionista, logo contra o livre mercado)"

    Errado.

    Você não leu o artigo? Republicanos (direitistas) promovem gastos estatais, e isso é contra o livre-mercado.


    P.S.: não adianta você falar algo como "ah, mas republicanos, então, não seriam 'verdadeiros direitistas'", pq daí é você que está estipulando um significado próprio para a expressão "direita".

    Lembre-se, meu caro: "direita" é estatista (e nisso difere da esquerda apenas nos métodos); a única direita que defendia a liberdade individual era a "Old Right" (ex: Albert Jay Nock), como explicado por Rothbard aqui (sugiro que vc leia):

    mises.org/library/betrayal-american-right-0
  • Fernando Soares  14/02/2017 06:45
    Tulio, você está falando uma bobagem sem limites. ATÉ HOJE existem duas alas no Partido Republicano. Neocons somente surgiram no final da década de 60.

    https://en.wikipedia.org/wiki/Neoconservatism_and_paleoconservatism

    E lembrando que a experiência de liberalismo mais longa da história (nos EUA entre 1776 e 1913) quem sempre lutou para manter esse sistema foram os republicanos conservadores (direitistas) contra os democratas progressistas (esquerdistas).
    Carl Menger, Eugen von Böhm-Bawerk e Ludwig von Mises (os primeiros maiores pensadores da Escola Austríaca) somente começaram a popularizar a defesa do livre mercado de forma teórica no final do século 19 e começo do século 20, quando a Guerra Civil nos EUA já havia ocorrido e essa experiência de liberalismo pleno nos EUA já se encaminhava pro seu final.

    Só para deixar bem claro: não sou "direitista", sou simplesmente um defensor do Livre Mercado. Mas afirmar que direitistas são estatistas porque desde a década de 80 os presidentes republicanos eleitos foram neocons é uma desonestidade sem tamanhos.
    É a mesma coisa no Brasil um sujeito que se diz direitista aparecer defendendo o Liberalismo e logo depois aparecer um outro sujeito que se diz direitista defendendo o Nacionalismo. Afinal, qual dos dois defende os princípios do "direitismo" e é um "verdadeiro direitista"?

    Quem começou a chamar de "Extrema-Direita" tudo o que não era Marxista foram os comunistas do século passado. E parece que esse linguajar continua enganando muita gente "informada" ainda hoje.
    Para comunistas, tudo o que não seja Marxismo é uma resistência burguesa, então automaticamente "de direita". Para alguns comunistas atuais (como PCO e PSTU), o PT é de direita e o PSDB é de extrema-direita. Para eles, a esquerda tão logo assumiu o poder, "se corrompeu".

    Nacionalismo sempre foi considerado de Terceira-Via pelos próprios nacionalistas, pois é uma alternativa à democracia liberal (direita) e ao socialismo marxista (esquerda).
    pt.metapedia.org/wiki/Fascismo
    osentinela-blog.blogspot.com.br/2015/11/direita-politica-x-terceira-via-aos.html
    E até mesmo o Diagrama de Nolan considera os direitistas defensores de liberdade econômica (mas, por outro lado, os consideram contra liberdade individual).

    E essa tática de taxar de forma incorreta não se prende somente aos direitistas. Os progressistas já começaram a popularizar que o Feudalismo é o Anarcocapitalismo em prática.
    knowyourmeme.com/memes/subcultures/anarcho-capitalism
  • Tulio  14/02/2017 12:35
    "ATÉ HOJE existem duas alas no Partido Republicano. Neocons somente surgiram no final da década de 60"

    Nada - absolutamente NADA - do que você falou afasta o fato de que "direitista" e "nacionalista" NÃO SÃO termos excludentes.

    Ah, você quer dizer que "nacionalismo" é uma "outra via"? Então você criou uma categoria própria dentro da classificação: temos esquerdistas, direitistas, centristas, libertários E nacionalistas. Ou seja, uma violação da regra básica de qualquer classificação. Confere o "O idioma analítico de John Wilkins", do Borges, meu caro.

  • Humberto  14/02/2017 12:57
    "afirmar que direitistas são estatistas porque desde a década de 80 os presidentes republicanos eleitos foram neocons é uma desonestidade sem tamanhos"

    Você não leu o que o cara falou sobre a distinção entre a Old Right e a direita atual?

    Por favor, leia o comentário antes de responder!
  • Hayek  13/02/2017 16:48
    Este é o problema do Establishment Republicano: para a sua base eles dizem que são a favor de um governo limitado mas quando são eleitos se tornam fervorosos defensores do aumento dos gastos públicos. A ala mais à direita do GOP, também conhecidos como Tea Party, são os verdadeiros defensores de uma diminuição dos gastos públicos e do escopo do governo federal. Basta acompanhar o Scorecard dos membros do Tea Party nos sites FreedomWorks, Conservative Review, Heritage Action para tirar uma conclusão nesse sentido.
  • Dalton C. Rocha  13/02/2017 18:50
    "O orçamento deve ser equilibrado, o Tesouro Público deve ser reposto, a dívida pública deve ser reduzida, a arrogância dos funcionários públicos deve ser moderada e controlada, e a ajuda a outros países deve ser eliminada, para que Roma não vá à falência. As pessoas devem novamente aprender a trabalhar, em vez de viver à custa do Estado."

    Citação de Marco Túlio Cícero (55 A.c.)

    Esta citação tem 2069 anos!" > www.politicaparapoliticos.com.br/index.php/detalhe-noticia/762502/frases-que-valem-um-tratado-marco-tulio-cicero
  • André  13/02/2017 18:53
    Este outro artigo, do mesmo autor, é ainda mais completo (embora um pouco mais antigo):

    If You Want Bigger Government, Vote Republican

  • Bruno  13/02/2017 20:41
    O Obama não gastou mais porque os renovamos ficaram em obstrução a maior parte do mandato. O segredo do Obama não é o fato com orçamento federal, mas sim o keynesianismo de abaixar juros artificialmente, salvar montadoras e imprimir títulos da dívida. A dúvida americana cresceu muito na era Obama e não sei se alguém sabe onde está todo esse dinheiro.
  • Michael  13/02/2017 20:56
    Cresceu bastante. Foi de 87% do PIB em 2009 para 104% atuais.

    Mas cresceu muito menos do que sob Bush (que foi de 57% do PIB em 2001 para 87% do PIB em 2009).

    E menos que a de Reagan (que foi de 32,2% do PIB em 1981 para 52,9% em 1989).

    Dica: pare de ficar defendendo político e criticando outro. Defenda idéias. Você só vai cair em incoerências ao defender políticos. Aliás, carai, o que leva um ser humano a defender político?!
  • DeusOdeia  15/02/2017 14:47
    Amigo, desculpe intrometer, mas, as políticas são feitas por políticos....
  • DeusOdeia  15/02/2017 14:56
    Lembrando que, tanto Reagan quanto Bush estavam em "guerra" Reagan na guerra fria e Bush na guerra do Iraque. Aí o governo aumenta os gastos, e depois, a esquerda colocou a culpa nas políticas de direita e ganharam força, mas isso é pura atitude de ver quem tem mais poder. As políticas de direita não intervencionista tem alguma culpa nisso ?
  • marcela  13/02/2017 21:24
    O jornalista Reinaldo Azevedo escreveu hoje 4 textos criticando aquilo que ele chama de direita xucra,IstoÉ,aqueles que apoiam a lava jato e querem ver petistas,tucanos e pemedebistas na papuda.Cá entre nós pessoal,isso que esse cidadão escreve faz sentido ou ele tá é com medo de ver o Serra e o Alckmin na cadeia?
  • Double  13/02/2017 23:02
    Um petista no Mises? Vc consegue entender uma linha do que está escrito no artigo?
  • Rennan Alves  14/02/2017 00:59
    Ela está a falar do Reinaldo Azevedo, não do artigo.
  • marcela  14/02/2017 10:37
    Caro Double,antes de mais nada, petista é o teu passado!Além do mais eu quero mais é que jornalistas dissimulados e partidos corruptos de todas as matizes vão todos para o inferno,pois na minha opinião são os maiores opositores do ANCAPISTÃO.Os partidos politicos são inimigos por que querem defender sua posição de mandatários,e a imprensa é inimiga por que influencia o povão e defende a constituição e todo esse sistema de lixo.Se você for na globo dizer que imposto é roubo,você será censurado,portanto,é óbvio que não estão do nosso lado.
  • Tulinho  14/02/2017 12:23
    "Double 13/02/2017 23:02
    Um petista no Mises? Vc consegue entender uma linha do que está escrito no artigo?"


    Típico exemplo de um fenômeno atualíssimo: a pessoa enxerga alguma "palavrinha mágica" que lhe desagrada num comentário alheio e sai cuspindo rótulos.
  • Ingovernável  14/02/2017 09:15
    Essa é a democracia do Reinaldo Azevedo. Quem não aceita o Temer, PSDB, DEM e Hillary, é xucro, ditador, militarista, Bolsonarista, etc.

    Ele não se tocou que a maioria das pessoas são ingovernáveis. As pessoas só pagam ao estado, porque são obrigadas. Ninguém quer contribuir com esses 600 picaretas do congresso.

  • a  13/02/2017 22:04
    Donald Trump será o melhor presidente dos USA, transformando-o no maior país da História humana. Isso é o que vale a pena saber. Mudando de assunto: as pessoas que participaram dos saques a supermercados, lojas, etc e assassinatos(no Brasil) serão punidas pelo estado brasileiro, pois está sendo planejada a contratação de milhões de policiais para massacrar os bandidos. Fiquem de olho nas próximas notícias.
  • Detalhe  13/02/2017 22:17
    Vocês já estão arrebentando o Trump antes de ele começar.

    Vamos pensar um pouco.

    Trump enquadrou republicanos e democratas. E isto é tão verdade que vários republicanos foram contra ele.

    Trump e Ben Carson foram os únicos a massacrar o politicamente correto.

    Vocês precisam entender o que está na raiz do politicamente correto, que é simplesmente fazer com que o indivíduo não pense mais por si próprio. É TERRÍVEL ISSO.

    IMAGINEM O PRESENTE PARA OS FUTUROS DONOS DO PODER: Eles usam o jogo da liberdade econômica com o único objetivo de fazer com que as pessoas se tornem meros escravos deles. Em um momento eles dirão o que fazer e a cereja do boloca será quando eles disserem que nós não precisamos de mais nada, ele cuidarão de tudo. É muito podre isso.

    Com isso eles enganaram os MISES DO MUNDO, os LIBERTÁRIOS, os CONSERVADORES, os CRISTÃOS E ETC.

    Sinceramente, é um jogo terrível contra todos nós. Ninguém está entendendo mais nada. Mas o objetivo principal é sermos meros fantoches desses FUTUROS DONOS DO PODER. ESSE É O PRINCIPAL JOGO.

    Vamos esperar o que o Trump irá fazer, porque se ele é contra o politicamente correto ele terá que caminhar em linhas tortas para atingir o objetivo final: DESTRUIR A MENTALIDADE DO POLITICAMENTE CORRETO, PORQUE É ASSIM QUE TER QUE SER, PORQUE O MUNDO MUDOU.

    NÃO QUEREMOS MAIS QUE INTERFIRAM EM NOSSAS VIDAS, EM NOSSA LIBERDADE DE ESCOLHER O QUE É BOM OU NÃO PARA NÓS.
  • Amplo  13/02/2017 22:50
    O presente artigo nem sequer foca em Trump. Ele não é o assunto. Relaxe mais.
  • Sérgio  14/02/2017 00:21
    Os neoconservadores adoram apresentar figuras como Reagan, Thatcher, como exemplos de conservadores. Essas figuras nunca foram conservadores genuínos.

    Reagan quando foi governador da Califórnia, sancionou o aborto e no fault divorce. Reagan ainda apoiava gun control (o fdp do Obama até o usou em um discurso para defender gun control).

    Thatcher era a favor do aborto.

    Ambos eram esquerdistas relativistas, contra os genuínos valores conservadores.
  • anônimo  14/02/2017 01:21
    Eu sou devoto de Nossa Senhora da Liberdade !

    Eu estou blindado contra o socialismo.
  • Cesar Lanzoni  15/02/2017 15:26
    Nestes gastos do governo federal do Obama estão incluídos ou não os 3.5 trilhões de dolares que o FED emitiu por conta do estouro da bolha de 2008?

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1696
  • Guimarães  15/02/2017 15:37
    Esse dinheiro não saiu do sistema bancário. Ficou preso nas "reservas em excesso", como explicado no artigo.

    Ou, se você quiser um artigo específico sobre isso, veja este:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2585
  • Maikon  16/02/2017 22:08
    Não estou defendendo, nem criticando o Trump, mas:
    1. A insistência em se "antecipar" que Trump irá aumentar os gastos embasado no "fato" de que ele nunca tocou no assunto é nada mais do que apenas palpite.
    2. Lyndon Johnson democrata e líder disparado da estatística da qual se fala fica de fora dos gráficos e é citado apenas ao longo do texto (como bem se sabe, muitos "leitores" leêm apenas título e figuras), o que novamente contraria o argumento de que: deve-se esperar aumentos exorbitantes de gastos com Trump baseado no passado de seus "colegas de partido" antecessores, mais ainda se for ignorado o fato de Trump já ter sido democrata ou de o partido republicano em parte considerável não apoiá-lo o que obviamente tem seus motivos.
    Esses "detalhes" passam uma imagem tendenciosa para o artigo, intencional ou não.

    Quanto ao restante do artigo, é realmente triste constatar que as ideias democratas parecem pressionar seus "opositores" a fazerem ainda pior do que eles próprios teriam feito.
  • Suel  16/02/2017 22:20
    1. Está na plataforma de campanha dele. E foi abordado especificamente neste artigo linkado no texto acima, no qual você não clicou:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2559

    Ele promete torrar bastante em infraestrutura e gastos militares.

    Agora, de fato pode ser que ele não cumpra essa sua promessa de campanha, o que seria ótimo.


    2. Completamente ininteligível e sem nexo.
  • Maikon  17/02/2017 13:52
    1. Eu li o texto deste link já na época em que foi publicado. Vou tentar explicar a minha visão.
    Por mais que seja o correto defender o corte de gastos abertamente , ou simplesmente, expressar bons planos de forma detalhada expondo medidas duras para sua execução, isso não costuma surtir efeito benéfico na campanha de ninguém. E convenhamos, o tempo é muito curto para simplesmente reeducar um país inteiro. Qualquer brecha em uma campanha para críticas mais fortes pode significar o fim precoce da candidatura mesmo que você esteja certo e tenha as melhores intenções.
    Como o próprio texto daquele link fala, Trump propôs um plano de redução de gastos que seria insuficiente para compensar o aumento em outras áreas. Uma coisa é esperar que a Dilma que nunca fez nada na vida gaste o que não possui somente na tinta da caneta, outra é presumir que um empresário de sucesso faça o mesmo sustentado pelo que ele não disse.
    Por exemplo:
    Trump: "Oh, how! Are you ready? Number 1, we have TREMENDOUS CUTTING TO DO [...] We're gonna save on Department of Environmental Protection, because they're not doing it. They're not doing their job, and they're making it impossible for our country to compete. And MANY, MANY OTHER THINGS. Hundreds of billions of dollars is going to be SAVED, just in terms of running government."
    A fala dele pode ser classificada como vaga, promessa vazia, apenas papo, mas optar por conclusões inversas não.

    2. De fato ficou mal redigido, longo e pouco objetivo, vou expor de outra forma.
    - Lyndon Johnson é democrata.
    - Lyndon Johnson aumentou os gastos em 40%.
    - Lyndon Johnson não aparece no gráfico.
    - Lyndon Johnson aparece apenas no corpo do texto.
    - Muitas pessoas INFELIZMENTE leem apenas TÍTULO, olham as figuras e tiram suas conclusões.

    - Novamente, Lyndon Johnson é democrata.
    - Lyndon Johnson é o recordista no aumento de gastos.
    - O texto sugere que desde Nixon, e portanto não inclui Johnson e todos os anteriores, pode-se esperar um aumento maior nos gastos pelos republicanos.
    - Trump é republicano.
    - De Trump, diz este artigo, pode-se esperar aumento de gastos baseado no passado dos seus colegas.
    - Mas, novamente, Lyndon Johnson é democrata.
    - E, novamente, Lyndon Johnson é o recordista no aumento de gastos.

    - Novamente, Trump é republicano.
    - Novamente, de Trump, diz este artigo, pode-se esperar aumento de gastos baseado no passado de outros republicanos.
    - Mas, Trump também foi democrata por muitos anos.

    - Novamente, Trump é republicano.
    - Novamente, de Trump, diz este artigo, pode-se esperar aumento de gastos baseado no passado de outros republicanos.
    - Trump não é bem visto nem mesmo entre os republicanos.

    Dito tudo isso, não se pode prever praticamente nada do que ele fará, o que pode ser ótimo, bom, indiferente, ruim ou catastrófico.
    Donald Trump era e continua sendo uma incógnita até o momento, já a Hillary Clinton era a certeza da desgraça.
    A única coisa que realmente é possível de concluir a partir das eleições, é que o populismo INFELIZMENTE é a chave para o sucesso de uma campanha, como aliás este site já frisou em outro artigo.
    Mas, já com a caneta na mão, resta saber o quanto desse populismo se concretizará.
  • Getulio  17/02/2017 14:15
    Ok, agora seu comentário ficou mais claro. Mas continua totalmente imaterial.

    O artigo se propôs exclusivamente a discutir o comportamento de republicanos e democratas na presidência dos EUA, mostrando como eles se comportam no que tange ao aumento dos gastos.

    É um artigo sobre história, e não sobre futurologia. Não é um artigo fazendo previsões sobre o governo Trump.

    Trump de fato foi citado em um parágrafo, mas o autor apenas fez um comentário passageiro sobre um comportamento possível dele. Ponto. Isso não é, e nunca foi, o cerne do artigo.

    Mesmo que o autor venha futuramente ser comprovado errado, com Trump se revelando um exímio e austero presidente, ainda assim todo o conteúdo do artigo continua intocado: a demonstração do histórico dos últimos presidentes americanos.

    Só isso.

    Agora, se você ficou bravo porque o artigo não puxou o saco dos republicanos, e não fez elogios a esses grandes homens públicos, aí realmente nada pode ser feito. Sua reclamação procede.
  • Caio  17/02/2017 14:33
    ainda que Reagan tenha aumentado os gastos foi de longe o melhor presidente dos e.u.a quando comparado a Clinton, Bush e Obama.
  • Jango  19/02/2017 15:29
    Não quero ser defensor dos republicanos americanos (afinal eles não são fãs de uma economia de mercado como o senso comum imagina), mas precisa contextualizar o porquê dos gastos terem aumentado dessa forma.

    Com exceção do 2º mandato do Bush Pai, todos os outros foram por motivos referentes à Guerra Fria (democratas apoiavam a Coexistência Pacífica enquanto republicanos apoiavam a Doutrina Truman, ironicamente criada por um democrata). E os aumentos do Bush Filho foi pelo motivo das guerras no Oriente Médio contra o terrorismo.

    Vamos ver como Trump vai se comportar em relação aos gastos federais.
  • Carlos Neto  19/02/2017 20:52
    bela upada!

    a simplificação trabalhista e tributária já faria o ambiente de negócios no Bananistão avançar muito!
  • Imprensa Fake News  19/02/2017 22:17
    Essa imprensa americana virou piada !

    O Obama bombardeia 6 países e ganha Nobel da paz.

    Enquanto o Obama deixa um "legado", o Trump é acusado de tudo por negar vistos.

    É muita incoerência. Negar vistos virou crime e bombardear 6 países virou legado.
  • Paulo Henrique  20/03/2017 21:37
    Parece que o artigo errou sobre o trump em?

    www.chicksontheright.com/president-trump-has-reduced-the-debt-by-over-100-billion-in-two-months/
  • Alexandre  20/03/2017 23:08
    Meu caro Paulo, informe-se melhor sobre como funciona o orçamento do governo federal americano (ou então apenas leia o artigo com mais atenção).

    Quem sanciona o orçamento do primeiro ano de um presidente eleito é o presidente anterior. O presidente eleito só adquire o controle total do orçamento a partir de seu segundo ano.

    Trump só comandará o orçamento de fato a partir de outubro deste ano. Por enquanto, todo o orçamento com o qual ele trabalha foi feito ainda integralmente sob Obama. Trump, por enquanto, não tem controle nenhum sobre o orçamento.

    Ao elogiar essa redução na dívida em US$ 100 bilhões (e, de fato, é elogiável) a "direita" está fazendo, sem saber, um baita elogio a Obama e à sua austeridade fiscal. (Não é à toa que, nos EUA, os americanos republicanos são chamados de "stupid").

    Vários ideólogos (como este site que você linkou; vide o nome dele) seguem sem saber desse detalhe básico. Consequentemente, além de ignorarem esse básico, cometem erros ainda mais toscos, como atribuir a alta dívida de 2009 a Obama, quando na verdade ela é de Bush.

    Cuidado para não fazer papel de bobo.
  • Trumpenete Bolsonete  21/03/2017 00:25
    Impressinante que só do artigo ter citado, mesmo que brevemente o nome de Trump, inclusive até ressaltando que um governo não pode ser avaliado só pela gestão fiscal, a tropa de trumpenetes já ficou toda ofendida.

    Continuam bobocas cegos defendendo politicos como se eles fossem salvadores da pátria.

    Trump será um bom ou péssimo presidente? Ninguém tem a resposta. Temos apenas suas atitudes e promessas por enquanto. Portanto, parem de ficar chateadinhos.

    E outra coisa: procurem ler ao menos duas vezes o texto antes de sairem falando besteiras que so fazem vocês passarem vergonha.
  • Trumpenete Bolsonete  21/03/2017 00:28
    Ah, atentem para a imagem do título do artigo: nem tem foto do amado Trump.

    De novo: parem de passar vergonha.


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