As lições do Espírito Santo - uma população sabidamente desarmada é um deleite para a bandidagem
Enquanto isso, membros do aparato estatal - que desarmaram a população - estão cada vez mais armados

Eis o roteiro de uma tragédia anunciada:

Primeiro, o estado retirou dos cidadãos o direito de terem armas.

Depois, entregou o monopólio das armas para alguns funcionários públicos (policiais).

Mas esses funcionários públicos entraram em greve e sumiram de cena.

E então a população não apenas descobriu que estava completamente desarmada e desprotegida, como também sentiu na pele que os bandidos, curiosamente, não obedeceram ao Estatuto do Desarmamento.

Com a greve da polícia, o número de homicídios no Espírito Santo já chega a 95 em apenas cinco dias. Lojas estão sendo saqueadas e pessoas estão sendo assaltadas nas ruas, sem poder oferecer qualquer resistência. Apenas na segunda-feira, houve nada menos que 200 furtos e roubos a veículos em Vitória.

Arrastões e ônibus queimados viraram uma paisagem corriqueira. Bandidos andam de moto exibindo seus fuzis. Uma população completamente desarmada, indefesa e amedrontada hoje obedece a toques de recolher impostos pelos marginais.

O compilado de imagens impressiona. Especial atenção para a cena do marginal em uma bicicleta dando ordens para que ninguém saia de casa, totalmente seguro de que ninguém lhe oferecerá resistência armada. Uma cena humilhante. Alguém consegue vislumbrar algo similar no Texas?

Lições

Eis a primeira lição: o mesmo estado que desarmou as pessoas não apenas não tem a capacidade de protegê-las, como também pode, repentinamente e por vontade própria, declarar que não mais irá fornecer qualquer serviço de proteção.

Como a situação do Espírito Santo deixou explícita, o estado não está lá para socorrer o cidadão. Os sociólogos, os ideólogos, o pessoal dos direitos humanos e os teóricos da segurança pública não sairão de suas cadeiras acadêmicas e de suas salas com ar-condicionado para salvar ninguém. No máximo, em alguns dias, tentarão explicar o que aconteceu, sem dar qualquer resposta concreta para as vítimas que ficaram para trás, sozinhas, encolhidas em suas casas rezando para que o pior não ocorresse.

A segunda lição é que não existe lei penal se não houver alguém para fazer com que a mesma seja cumprida. E aí está toda a causa do pandemônio capixaba: a paralisação da polícia militar (um aparato estatal) foi o suficiente para que os ratos saíssem dos esgotos, sabendo que o gato não estará lá para persegui-los. Os predadores, felizes e sabedores da impossibilidade de reação, saem à caça, sem medo de reação de suas vítimas.

Junte-se a isso nossa draconiana legislação sobre armas, que na prática impede apenas os cidadãos de possuírem e portarem armas de fogo. Foi ela suficiente para impedir que criminosos se armassem com o que há de melhor e mais moderno nesse mundo? Claro que não. E aí temos os predadores que, felizes e sabedores da impossibilidade de reação, saem à caça, sem medo de qualquer possibilidade de reação de suas vítimas (desarmadas compulsoriamente pelos mesmos agentes do estado que agora entraram em greve).

A verdade simples e irrefutável é que grupos formados por 20 ou 30 marginais, mesmo que estivessem destituídos de armas de fogo e armados apenas com paus, pedras e facas, simplesmente não podem ser impedidos se não houver pessoas armadas para fazer isso. O Estatuto do Desarmamento mostra mais uma vez sua horrenda face, mostrando que existe apenas para garantir a segurança de todos os tipos de criminosos.

A terceira lição é que a ditatorial ideia segundo a qual as armas devem estar apenas nas mãos das instituições policiais é extremamente perigosa e de fracasso inevitável. Instituições policiais são formadas — que surpresa! — por pessoas que têm suas necessidades, cometem seus erros e são tão suscetíveis a falhas como quaisquer outras. Adicionalmente, como ilustra o caso do Espírito Santo, são formadas por funcionários públicos que, embora militares, têm propensões a greves como todos os outros funcionários públicos civis.

Deixar sua segurança única e exclusivamente nas mãos dessas instituições é insanidade.

Para aumentar a tragicomédia, está circulando nas redes sociais este despacho de um delegado do Espírito Santo negando o porte de armas a um cidadão capixaba, dizendo que a segurança deste cidadão deve ser deixada ao estado.

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A pergunta é: será que esse delegado está, neste momento, garantindo a segurança deste cidadão capixaba?    

Com uma população armada, quem faz greve são os bandidos

Defensores do desarmamento civil dizem que a venda de qualquer tipo de arma — de um mero .38 a um AR-15 — tem de ser proibida, pois isso irá reduzir a violência. Ao defenderem isso, os desarmamentistas têm de provar que, com essa lei em vigor, bandidos não seriam capazes de obter arma nenhuma, por nenhum método.

(Na mente dos desarmamentistas, o bandido irá à loja de armas, preencherá a papelada, fará seu registro nos dados da Polícia Federal e acabará tendo sua aquisição negada em decorrência de seu histórico criminoso).

Obviamente, nenhum desarmamentista jamais tentou provar essa sua crença.

A questão é: será que um bandido que não conseguisse comprar uma arma legalmente desistirá tão facilmente de sua aquisição? Será que ele, justamente por ser bandido, não recorrerá ao mercado negro? Por acaso seria forçoso dizer que um bandido não teria dificuldade nenhuma em recorrer ao mercado negro para adquirir uma arma? 

A teoria do desarmamento desaba perante este simples fato: pessoas que utilizam armas para infringir a lei também infringirão a lei para obter armas.

O grande problema é que os desarmamentistas, na prática, agem como se todas as armas fossem vendidas apenas no mercado legal, com cartão de crédito, cupom fiscal e tudo.  Eles não enxergam, e consequentemente não levam em consideração, os meios alternativos para a aquisição de armas.

O desarmamento é uma lei que, por definição, só alcança o cidadão comum, fazendo com que seja ele, e não o bandido, a pessoa realmente desarmada e indefesa. Quem defende o desarmamento tem de provar que os bandidos irão repentinamente se tornar cidadãos exemplares e cumpridores da lei.  Sem isso, não há teoria que se sustente.

Quanto ao uso de armas por cidadãos comuns, isso pode surpreender muita gente, por não ter nenhuma publicidade, mas pessoas usam armas defensivamente, e quase sempre sem dispará-las. E, ao utilizá-las, impedem tentativas de assalto, de invasão de propriedade, de roubo de carro. Em muitos casos, um pai de família, ao ouvir ruídos estranhos oriundos do lado de fora de sua casa, pode simplesmente chegar à janela, dar um tiro (para o alto ou para algum objeto estático, de maneira perfeitamente segura) e avisar que está armado: isso basta para desestimular que sua casa seja invadida por bandidos. Quantas vidas ele salvou? Isso não entra em nenhuma estatística.

Com efeito, isso aconteceu recentemente no Espírito Santo. E duas vezes.

Na primeira, um bando tentava saquear uma loja à noite. Bastou ouvirem um tiro — disparado provavelmente por um cidadão da janela de seu apartamento — para todos saírem correndo desnorteados e assustados.

Na segunda, ainda mais emblemática, evangélicos em uma igreja, armados, protegeram mulheres e crianças que estavam prestes a ser atacadas por uma turba de marginais. Os marginais ameaçaram atacar as pessoas e até correram em direção a elas. Porém, tão logo visualizaram as armas empunhadas pelos evangélicos, deram meia volta e saíram correndo apavorados, "em desabalada carreira".


Grupo ameaça evangélicos no Centro de Vitória por GazetaOnline


Este outro vídeo, do ano passado, que mostra uma tentativa frustrada de assalto em Itapema, Santa Catarina, é emblemático.

Já este outro vídeo, ainda mais impressionante, mostra uma tentativa frustrada de invasão de domicílio no Arizona, EUA.

Como aponta John Lott, da Escola de Direito da Universidade de Chicago, nos EUA, as pessoas utilizam armas defensivamente dois milhões e meio de vezes a cada ano. Este número inclui os incidentes em que massacres são prevenidos ou reduzidos, invasões de domicílio são impedidas e até mesmo casos de mães que impedem assaltos quando suas crianças estão em seus carros.

Armas manejadas por cidadãos salvam vidas. Mas raramente entram nas estatísticas.

Todas as mortes que não ocorreram devido ao fato de pessoas decentes estarem armadas não são computadas pelas estatísticas e, portanto, não podem ser vistas e acabam não entrando no debate sobre as vidas salvas por armas.

Se as armas forem proibidas, são as pessoas decentes, e não os criminosos, que perderão um método essencial de autodefesa — e também da defesa de terceiros.  Consequentemente, mais pessoas poderão morrer nas mãos de criminosos do que hoje.

Isso pode ser negativamente demonstrado com um famoso incidente real. Em outubro de 1991, um misógino chamado George Hennard Junior entrou em uma cafeteria em Killeen, Texas, e abriu fogo, matando 23 clientes e ferindo outros 28. Seus alvos preferenciais eram mulheres. Logo em seguida, ele se suicidou. Alguns clientes conseguiram fugir arremessando cadeiras contra as janelas do estabelecimento.  Segundo os relatos, o maníaco calmamente recarregou sua arma várias vezes, sem ser molestado, pois todos no recinto estavam desarmados.

Suzanne Gratia Hupp era uma das pessoas que estava lanchando lá com seus pais e viu ambos serem assassinados. Acontece que esta mulher normalmente carregava uma pistola em sua bolsa (o que naquela época era ilegal). Mas, naquele dia, temendo a revogação de uma licença ocupacional recentemente obtida, ela deixou a arma em seu carro quando ela e seus pais entraram na cafeteria. Ela mesma disse que, se tivesse a arma consigo, poderia ter neutralizado o atirador. Seus pais, bem como várias outras vítimas, poderiam ter sido poupados. Eles podem ser contabilizados entre as vítimas do desarmamento.

Após esse massacre, o Texas aprovou uma lei permitindo a seus cidadãos portarem armas de maneira não-visível. Desde então, não se registraram novas ocorrências desse tipo no estado.

A maioria dos estados americanos já legalizou o porte de armas para cidadãos que satisfazem a alguns critérios objetivos. Onde o porte de armas é permitido, são os criminosos que são atormentados por aquilo que "não é visto". Eles não têm como saber quem tem uma arma e quem não tem.

Isso cria, no linguajar econômico, um "problema do carona" para os bandidos.  Aquelas pessoas que escolhem não portar armas se beneficiam do fato de que outras pessoas podem estar, e de fato estão, portando. Criminosos, tipicamente, não gostam de atacar alvos que representam algum perigo. E, dado que os criminosos não têm como saber com antecedência quem está ou não está portando uma arma, eles são obrigados a partir do princípio de que qualquer pessoa pode estar armada — mesmo que a vítima em potencial não esteja armada, alguém próximo a ela pode estar.

Quando a população está armada, é o bandido que fica com medo quando vê uma mulher carregando uma bolsa.

Não coincidentemente, todos os massacres americanos — como os de 2016 — ocorreram em "gun-free zones", isto é, locais em que é proibida a entrada de gente com armas. Nada mais confortável para um maníaco do que saber que suas vítimas estão desarmadas.

Enquanto isso, as autoridades se armam

Ao mesmo tempo em que proíbem a população de se defender e se proteger, as autoridades se armam cada vez mais.

Duas notícias chamaram a atenção nos últimos dias.

A primeira é que o Supremo Tribunal Federal (STF) abriu uma licitação para a contratação de 149 seguranças sendo que 47 deles trabalharão armados com pistolas em calibre .380. Os seguranças trabalharão na proteção dos ministros no tribunal, em suas residências e nos trajetos entre um e outro.

A segunda notícia é que todos os motoristas dos juízes da Paraíba receberão a autorização para portarem armas. Serão pistolas calibre .40S&W, as quais são consideradas de uso restrito. Logo, e ironicamente, isso seria ilegal.

Além desses, todos os servidores que trabalham na segurança dos fóruns e tribunais também serão autorizados a portarem armas durante o serviço.

Que fique claro: não há o menor problema neste ato. O problema está, aí sim, quando vemos que alguns brasileiros têm mais direito de se defenderem, de defenderem suas famílias e seu patrimônio do que outros. Todos são iguais perante a lei, mas alguns são mais iguais que os outros.

Mais ainda: quantas vezes ouvimos e lemos que armas não trazem segurança, que foram feitas para matar, que uma arma pode trazer mais risco que proteção? Será então que os componentes do Judiciário são lunáticos que querem correr mais riscos do que já correm se cercando de pessoas armadas? Será que o presidente, os ministros, os governadores, os senadores, os deputados federais e estaduais, os vereadores e toda gama de autoridades, muitas delas responsáveis pelo Estatuto do Desarmamento — que desarmou apenas o cidadão — se sentem menos seguros cercados por um monte de gente armada?

Por fim, e não menos importante, essa "corrida armamentista" do judiciário mostra que a criminalidade continua em alta, que o tal Estatuto do Desarmamento foi uma aberração fracassada e que — ora vejam! — as instituições estatais responsáveis pela Segurança Pública não conseguem suprir a demanda por segurança nem mesmo dos seus membros. Por conseguinte, é exatamente em mais pessoas armadas que eles buscam proteção.

Faça o que falo, mas não faça o que faço. Este é o eterno lema da autoridade brasileira.

Conclusão

Os governantes apregoam que armas não propiciam segurança, mas não se deslocam sem seguranças fortemente armados. Celebridades progressistas fazem campanha para que famílias comuns se desarmem, mas não aplicam o mesmo princípio aos seus caríssimos seguranças particulares.

Enquanto estes garantem sua própria segurança por meio de armas, o cidadão comum continua acossado por marginais, sem nenhum direito à autodefesa.

Defender a vida própria e de terceiros é um dever moral e um direito natural. É natural dos seres humanos querer preservar sua existência. Consequentemente, impedir o acesso aos meios de defesa é um atentado à natureza humana.

Como muito bem resumiu Olavo de Carvalho:

Diante do que acontece no Espírito Santo, não é este um excelente momento para iniciar protestos de rua contra o desarmamento civil? Num momento em que o risco de vida é geral e iminente, que direito têm os filhos da p... de tirar do povo seus meios de defesa própria?

O desarmamento civil é mil vezes mais criminoso do que mensalões e petrolões. Por que protestar quando tomam o nosso dinheiro e abster-nos de fazê-lo quando nos entregam, inermes, nas mãos de assassinos?

Se o cidadão não pode ter armas para se proteger, mas, se tiver dinheiro, pode contratar seguranças armados para protegê-lo, a conseqüência mais óbvia e inevitável é que só os ricos têm direito à proteção armada.

Desarmamento civil é isso e nada mais.

A luta de classes no Brasil não é entre os que possuem e os que não possuem os meios de produção: é entre os que possuem e os que não possuem os meios de autodefesa armada. E a fronteira que separa uns dos outros não é a estrutura da economia: é o governo, a burocracia.

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Leia também:

A arma de fogo é a civilização 

Porte de armas nos EUA cresce 178% em sete anos; criminalidade despenca 

O estado é cúmplice dos 50 mil homicídios que ocorrem anualmente no Brasil 

Três comentários sobre o desarmamento no Brasil 

Vinte fatos que comprovam que a posse de armas deixa uma população mais segura 

Como o porte irrestrito de armas garantiu a liberdade dos suíços 

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Bene Barbosa, especialista em segurança pública, presidente do Movimento Viva Brasil, e autor do livro Mentiram Para Mim Sobre o Desarmamento.

Sheldon Richman, vice presidente da The Future of Freedom Foundation e editor da revista mensal Future of Freedom. Durante 15 anos foi o editor da The Freemanpublicada pela Foundation for Economic Education.

Leandro Roque, editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

 

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SOBRE O AUTOR

Diversos Autores


"Foram mal abordados, muito mal abordados.

"imprimir dinheiro não é prática legal em um mundo civilizado" Eua imprime dólar, UE imprime Euro, Japão imprime Iene."


Eis um trecho do artigo:

"Há três respostas: ou o governo aumenta impostos; ou ele toma dinheiro emprestado de bancos, pessoas e empresas; ou ele simplesmente imprime dinheiro.

Não é preciso ser um profundo conhecedor de economia para entender que nenhuma dessas três medidas cria riqueza."


Você fala como se estivesse rebatendo alguma afirmação, que o próprio artigo mostra como é falsa; mas essa afirmação quem criou foi você próprio, sabe-se lá de onde.

É surreal você dizer que isso advêm da perda de consumo da população, a inflação desses países é próxima de zero há muito tempo. (não quero dizer que isso funcionária em todos os países do mundo)

Você está falando de "inflação de preços", aumento no preço de diversos produtos na economia geral; o artigo está falando de
inflação monetária, aumento da oferta monetária, dinheiro em circulação na economia. É possível haver baixa "inflação de preços" ou mesmo "deflação de preços" onde há inflação monetária. Basta que o aumento em produtividade e outros fatores (que diminuem preços) seja maior que o aumento dos preços por conta da inflação monetária.

Agora, se você acha que não há relação alguma entre oferta monetária e aumento de preços, creio que você descobriu o Paraíso na Terra -- podemos simplesmente imprimir dinheiro à rodo e dar para todos, e não haverá efeito colateral algum nisso.

"EUA tirou o país de uma recessão enorme em 2008 com as práticas Keynesianas, existem vários e vários exemplos da prática aplicada e funcionando, em nenhum momento é perfeita e sem qualquer tipo de ônus, mas é o melhor que pode ser feito."

Sim, o Keynesianismo tirou os EUA da recessão -- causada por esta mesma ideologia e suas taras por expansões artificiais:

Como ocorreu a crise financeira americana
Explicando a recessão europeia
Herbert Hoover e George W. Bush: intervencionistas que amplificaram recessões (1ª Parte)
A geração e o estouro da bolha imobiliária nos EUA - e suas lições para o Brasil

Creditar a teoria Keynesiana por tirar os EUA da recessão se resume à isto: o que seria de nós, se após quebrar nossas pernas, o Estado não nos desse muletas?

"Aliás uma pergunta, você já prestou ANPEC alguma vez? acredito que seu conhecimento é bem maior do que as frases feitas que posta aqui no site."

E como sempre, o grande feito para um Brasileiro é passar em concurso.

"Apesar de ter grande admiração por Keynes eu não tenho asco por nenhum grande pensador econômico, seja ele Marx ou Hayek, não é o que acontece por aqui, infelizmente. Inclusive, ressaltei que não é impossível que Keynes esteja errado em alguns pontos, visto o tempo que já se passou."

Não posso falar por todos membros que acompanham este instituto, mas pouco me importo com Keynes, Hayek, Mises, Friedman, quem quer que seja. Apenas me importo com as ideias que estes defendem. Se Marx falar algo correto, defenderei isto. Se for Keynes, também. Mises, mesma coisa.

"Peço mais uma vez que seja exposto para que haja um debate honesto. Pela segunda vez eu estou usando exemplos reais, práticas já aplicadas e com ressalvas de que nada pode ser generalizado, você escreve de forma rasa, com várias teorias que sequer foram testadas e lotado de frases feitas para atingir quem está no topo (Keynes). "

"Nada pode ser generalizado" é algo tão estúpido que eu não acho que seria preciso comentários para mostrar a estupidez desta afirmação.

"Você escreve de forma rasa" -- disse quem credita a teoria Keynesiana como positiva por tirar os EUA da recessão, causada pela mesma.

"Com várias teorias que sequer foram testadas" -- Eis o comentário feito por quem você está criticando:

"1) "Podem vir de emissão de títulos públicos"

E quem paga os juros e o principal destes títulos públicos? De onde vem o dinheiro?

2) "Impostos pagos anteriormente que geraram caixa"

Ou seja, o dinheiro veio da população.

3) "Expansão monetária direta, da forma que é feito na UE, EUA e Japão"

Ou seja, o dinheiro veio da redução do poder de compra da população.

4)"Qualquer financiamento para qualquer tipo de obra" "


Todos estes pontos são lógicos, e não empíricos. Faça um favor a si mesmo, e corra urgentemente para uma livraria e compre qualquer livro iniciante sobre lógica ou argumentação. O seu caso é grave.



Deixe que eu me preocupe com isso. quero saber o seguinte: se um meliante invadir a minha casa, o que você sugere que eu faça?

Os contra armamento nunca respondem essa pergunta e sempre a evitam. Eu vou responder de acordo com a instrução que a policia passa para a população:

1. Se der tempo, ligue para a policia, se você der sorte, eles podem passar por ali antes do bandido conseguir entrar na sua casa.

2. Faça tudo que o bandido manda. Se ele quer seus bens, dê. Se ele quer estuprar você, deixe. NÃO RESISTA DE FORMA ALGUMA.

3. No dia seguinte, faça um boletim de ocorrência e reze para que seu caso seja um dos 8% que são resolvidos no Brasil.

Agora eu tenho algumas perguntas também:

1. Se bandidos querem bens, por que não assaltam o congresso nacional? Ali está reunido várias pessoas milionárias. Enriqueceriam facil! Será que é por que ali tem seguranças armados que não hesitariam em atirar?

2. Por que não assaltam juizes e deputados quando estão fora do congresso? Será que é por que os mesmos dispõem de seguranças armados?

3. Por que não atacam carros fortes que transportam valores toda vez que os mesmos saem da garagem? Será que é por que os guardas estão bem armados?

Quem prega o desarmamento da população não entende que o bandido, seja o de colarinho branco ou o comum, é um ser de mentalidade oportunista. Independente do historico de pobreza (ou não), ele não irá atacar lugares fortemente armados porque o risco/beneficio é muito alto, e eles são inteiramente capazes de fazer esse julgamento (caso não o fossem, os lugares que citei seriam atacados diariamente).

Sabe onde eles atacam? Onde o risco/beneficio é baixo. E adivinha quem apresenta isso? Sim, uma população desarmada e instruida a não reagir de forma alguma.
Esron, expandi o comentário acima em um artigo bem mais detalhado sobre o assunto. Ei-lo:

Como funciona o mercado de cartões de crédito e por que seus juros são os maiores de todos


Após a leitura do artigo acima, convido-o a ler esta notícia, que mostra que a recente medida adotada pelo Banco Central não afetou nada, exatamente como previa o artigo acima (ou seja, o final, nada mudará, e sua anuidade tende a continuar gratuita):

blogs.correiobraziliense.com.br/vicente/juro-do-parcelamento-do-cartao-de-credito-e-recorde-e-chega-1635-ao-ano/
Além de tudo o que já foi respondido acima, é extremamente importante ressaltar que essa tese de "fazer dumping para quebrar indústrias para logo em seguida elevar preços e dominar o mercado" é completamente irreal.

Não apenas isso nunca aconteceu na prática, como também a própria teoria explica que isso seria completamente insustentável, para não dizer irracional do ponto de vista empreendedorial.

Apenas imagine: você é o gerente de uma grande empresa e quer destruir a empresa concorrente reduzindo seus preços para um valor menor do que os custos de produção. Ao fazer isso, você começa a operar no vermelho. Ao operar no vermelho, por definição, você está destruindo o capital da sua empresa; você está, na melhor das hipóteses, queimando reservas que poderiam ser utilizadas para investimentos futuros.

Pois bem. Após vários meses no vermelho, você finalmente consegue quebrar o concorrente. Qual a situação agora? Você de fato está sozinho no mercado, porém bastante descapitalizado, sem capacidade de fazer novos investimentos. A sua intenção é voltar a subir os preços para tentar recuperar os lucros de antes. Só que, ao subir os preços, você estará automaticamente convidando novos concorrentes para o mercado, que poderão vender a preços menores.

Pior ainda: estes novos concorrentes poderão perfeitamente estar mais bem capitalizados, de modo que é você quem agora estará correndo o risco de ser expulso do mercado. Seus concorrentes poderão vender a preços mais baixos e sem ter prejuízos, ao passo que você terá necessariamente de vender a preços altos apenas para recuperar seus lucros.

Ou seja, ao expulsar um concorrente do mercado, você debilitou sua empresa a tal ponto, que você inevitavelmente se tornou a próxima vítima da mesma prática que você aplicou sobre os outros.

E é exatamente por isso que tal prática não é observada no mundo real. Ela é totalmente ignara. Um empreendedor que incorrer em tal prática estará destruindo o capital de sua empresa, correndo o risco de quebrá-la completamente. Um sujeito com esta "sabedoria" não duraria um dia no livre mercado.

Se isso não vale para uma empresa dentro de um país, imagine então para uma empresa concorrendo em escala global (como é o caso do seu exemplo)?
Se enviar produtos importados baratos destrói a indústria de um país, então conclui-se que fazer o extremo -- mandar importados DE GRAÇA pra um país -- o destrói ainda mais rapidamente.

Mas o que tem de destrutivo em ganhar presentes? Se nos mandarem televisões, carros e geladeiras de graça, perderemos, sim, os empregos nessas áreas. No entanto, os trabalhadores dessas áreas poderão ir pra outras atividades produtivas e genuinamente demandadas pelos consumidores.

Em vez de termos essas pessoas produzindo televisões, carros e geladeiras, já teremos tudo isso e mão-de-obra sobrando pra produzirmos outras coisas. Em resumo, o país ficaria mais rico, às custas dos contribuintes de outros países que estão subsidiando importados gratuitos pra nós.

Outra coisa: se restringir e taxar a importação de produtos baratos é bom pra indústria nacional, bloquear as bordas do país contra todas as importações criaria uma economia fortíssima no país bloqueado.

E não pára por aí: se bloquear um país é bom pra economia interna, então bloquear os estados também. Imagine quantos empregos de paulistas os gaúchos estão tirando quando criam gado. Proibir a importação de gado e garantir empregos pra indústria interna de gado São Paulo seria uma boa idéia.

E isso continua pra cidades, pra ruas, até que se decida produzir tudo em sua casa e não trocar com ninguém.

Basta você parar de fazer compras no supermercado e estará bem ocupado o dia inteiro plantando, colhendo, costurando suas roupas, etc.

Todos terão pleno emprego, mas a produtividade será extremamente baixa dado o custo de oportunidade de produzir tudo por si mesmo, e será uma pobreza generalizada.

Um tomate que você compra com alguns segundos do seu trabalho demoraria meses pra nascer na sua terra.

Se nos casos extremos, com importados de graça, a sociedade fica mais rica e produtiva, e com importados proibidos, a sociedade fica mais pobre e improdutiva, são pra esses os caminhos que as políticas protecionistas apontam.

Não existe um ponto de equilíbrio ou um "protecionismo racional". Todo protecionismo beneficia produtores do setor protegido às custas de todo o resto.

Pode até ser que sem protecionismo nossas montadoras falissem; mas se elas não conseguem competir, é isso o que tem que acontecer.

Se custa 50.000 pra fazer um carro no Brasil que custa apenas 25.000 pra fazer o mesmo carro lá fora, ao comprar o carro de 25.000 a nossa economia tem um carro e 25.000 sobrando pra serem usados em outros setores. Ao comprar um carro de 50.000, a economia tem apenas um carro e deixa de ter 25.000 pra gastar ou investir em outros setores.

Imagine num caso extremo gastar uma fortuna com tecnologia e energia pra produzir bananas no Alasca. Se essas bananas forem produzidas num país tropical, podemos ter as mesmas bananas que teríamos do Alasca, mas sem usar todo aquele recurso: homens, máquinas e energia que poderiam ser mais bem alocados em outro lugar ao invés da produção de bananas.

A questão não são empregos, nem indústria nacional: a questão é produção. Empregos que não criam valor são inúteis, e há indústrias que não necessitam existir. O Brasil não "precisa" de uma indústria de carros assim como o Alasca não "precisa" de uma indústria de bananas, a menos que encontrem uma forma eficiente de produzir seus produtos. Não há por que preservar tais empregos.
Todas essas situações de "stress" que você citou podem perfeitamente acabar também em facadas, canivetadas, garrafadas na cabeça, pedradas, ou socos na cara (é bastante comum uma pessoa morrer em decorrência de um simples soco na cara; ver aqui e, principalmente, aqui).

Portanto, você criou uma falsa equivalência.

"Campanhas desse tipo me faz [sic] refletir que a nossa atenção e forças para cobrar do estado aparatos essenciais para que possamos viver bem, estão focalizados em assuntos que já deveriam estar superados!"

Ininteligível.

"Sobre os bandidos, opa! Se eles estão mandando no meu estado, tenho uma parcela de culpa aí!"

Você pode ter. Eu não tenho nenhuma. Por favor, me diga qual a minha culpa em haver "bandidos mandando no seu estado"?

"Não será somente com armas que inibiremos a propagação de criminosos"

Deixe que eu me preocupe com isso. quero saber o seguinte: se um meliante invadir a minha casa, o que você sugere que eu faça?

"afinal um dos motivos de se propagarem é o fato das armas estarem acessíveis!"

Errado. Um dos motivos de se propagarem é o fato de armas estarem acessíveis para eles no mercado negro e nenhuma arma estar acessível para o cidadão comum no mercado legal.

Bandidos proliferam quando sabem que suas potenciais vítimas estão completamente desarmadas pelo estado.

Beira o cômico você ignorar isso.

"Sobre quem fomenta esse tipo de campanha, cuidado! Aquele(a) deputado(a) ou senador(a) pode ter uma "amizade" muito próxima com alguém ligado a indústria que fabrica tais armas!"

Pois então cite nomes e prove que eles estão ligados a este site. Caso contrário, tenha a hombridade de se retratar.

"Ou até mesmo o cidadão de bem que compartilhou algo dessa campanha não tá nem ai para o bandido, simplesmente acha bonita armas ou quer de alguma forma usá-la!"

Que campanha?!

"E como a democracia é a chave para o entendimento! Respeito quem tem opinião contrária!"

Estamos vendo...

"Então lembram da corrupção? Ela leva desde a falta da merenda na nossa escola até a essa situação! Entregar uma arma pra tu quando estiver "grande", não vai garantir que terá um bandido a menos no mundo! É o processo educacional e o cuidado do estado que podem garantir a paz e o teu bem estar, as armas o caos! Pode parecer falácia, mas para um CIDADÃO DE BEM, faz sentido!"

Acho que sua erva venceu e você não percebeu. Sugiro trocar seu fornecedor.
Mais um que chegou rugindo, levou uma resposta (completa e educada), e agora saiu miando, praticamente de quatro.

Não só não retrucou nada que lhe foi respondido, como ainda chegou ao cúmulo de inventar uma resposta que nunca foi dada. Em nenhum momento o artigo ou algum comentarista falaram que "imprimir dinheiro não é prática legal em um mundo civilizado". Tal frase simplesmente não está escrito em lugar nenhum do artigo e nem desta seção de comentários.

Isso mostra bem o nível do desespero e da ética do cidadão. Mas, também, keynesianismo e falta de ética sempre andaram lado a lado.


P.S.: não resisti e terei de comentar esta:

"os grandes empresários começam fazendo empréstimos e assim aumentam seu patrimônio. Jorge Paulo Lemann convive com um passivo enorme e é o homem mais rico do brasil."

Com a pequena, ínfima, insignificante diferença que JPL é criador de riqueza e de valor. As pessoas voluntariamente compram os bens e serviços produzidos por JPL, e é isso o que o deixou rico. Quem cria riqueza continuamente, como faz JPL, pode se endividar muito e ainda assim se manter plenamente solvente.

Toda essa dívida será paga com capital próprio. JPL não terá de assaltar ninguém, roubar ninguém, confiscar dinheiro de ninguém para pagar suas dívidas. (E, em caso de insolvência, quem se estrepa são seus credores, e não a população inteira, que não terá de arcar com nada disso).

E o governo? Ele cria riqueza? Ele trabalha com capital próprio? Ele utiliza dinheiro próprio para pagar suas dívidas?

O fato de você dizer que o governo opera igualzinho a JPL mostra bem o seu nível de conhecimento econômico.

É cada coitado que é destroçado por aqui...
O que falo para os meus alunos sobre isso,

Primeiro, uma pergunta:

Será que todas aquelas pessoas que ainda não tenham nenhum crime registrado pela polícia, são cidadãos de bem?

Como eu posso garantir que, o estado dando o direito a posse de armas a todos(as) conseguirá evitar que,

O "brigão baladeiro" na hora da raiva cometa uma tragédia na saída da balada!

Na briga de trânsito o cidadão estressado não dispare contra o outro!

O colega de turma que, nunca imaginei que ele tivesse esquizofrenia iria disparar contra toda a turma com a arma do pai ou da mãe!

A mulher que, já sofria com as agressões do Marido, agora vive ainda mais a pressão psicológica por ter uma arma na sua cabeceira!

As crianças que sabem onde os pais guardam suas armas, e depois um tem que falar, foi uma brincadeira!

O vizinho que se estressou com som alto durante a madrugada!

Enfim são inúmeras as situações!

Sobre o uso da arma, "modestamente" posso afirmar: mesmo aquela pessoa que nunca frequentou a escola até aquela que teve o mais alto nível de educação acadêmica está suscetível ao stress, e nessa hora, para muitos, será o motivo de cometer um crime passional (o primeiro)!

Campanhas desse tipo me faz refletir que a nossa atenção e forças para cobrar do estado aparatos essenciais para que possamos viver bem, estão focalizados em assuntos que já deveriam estar superados!

Sobre os bandidos, opa! Se eles estão mandando no meu estado, tenho uma parcela de culpa aí! Não será somente com armas que inibiremos a propagação de criminosos, afinal um dos motivos de se propagarem é o fato das armas estarem acessíveis!

Sobre quem fomenta esse tipo de campanha, cuidado! Aquele(a) deputado(a) ou senador(a) pode ter uma "amizade" muito próxima com alguém ligado a indústria que fabrica tais armas! Ou até mesmo o cidadão de bem que compartilhou algo dessa campanha não tá nem ai para o bandido, simplesmente acha bonita armas ou quer de alguma forma usá-la!

E como a democracia é a chave para o entendimento! Respeito quem tem opinião contrária!

E se eu estiver numa turma com crianças ou adolescentes:
Sempre tem aquele que exclama,

- Mas só os bandidos tem o direito de possuir armas, o cidadão de bem, não!

- Então lembram da corrupção? Ela leva desde a falta da merenda na nossa escola até a essa situação! Entregar uma arma pra tu quando estiver "grande", não vai garantir que terá um bandido a menos no mundo! É o processo educacional e o cuidado do estado que podem garantir a paz e o teu bem estar, as armas o caos! Pode parecer falácia, mas para um CIDADÃO DE BEM, faz sentido!


ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Capital Imoral  08/02/2017 13:30
    A revolta da classe oprimida
    Neste pequeno texto eu pretendo trazer algumas observações que foi ignorado pela grande midia do capital com relação a tragédia que ocorreu no Espirito Santo.

    o golpe
    Para fazermos uma analise correta desta situação, devemos partir da premissa que o Brasil sofreu um golpe do neoliberalismo. Em artigos anteriores eu já alertava que quando o neoliberalismo tomar conta do Brasil, haveria dor e morte, talvez os leitores mais antigos possam lembrar.
    Pois bem, ocorreu que o neoliberalismo tomou conta da republica e começou um processo de desmanche do estado. O neoliberalismo começou destruindo a cultura com a retirada de verba, Depois a educação e agora por ultimo a segurança e saúde; os socialistas não tem nenhuma relação com isto.

    Obviamente que a classe oprimida pelo capitalismo, não poderia deixar isto quieto. Eles não sabem dizer exatamente o que está oprimindo eles, pois não são intelectuais, mas por instinto se rebelaram contro o sistema opressor.

    A relação entre o patrão e trabalhador, um relação de exploração
    Para entendermos completamente esta revolta, não podemos somente levar em consideração o golpe que o neoliberalismo deu na Republica, Devemos lembrar do sistema de escravidão que se chama capitalismo.

    No sistema de exploração do homem pelo homem através do capitalismo, a relação entre empregador e funcionário é uma relação de exploração continuada, portanto, devemos levar em consideração que esta revolta popular do povo contra as lojas e o comercio é também é uma revolta contra o sistema. Eu diria que é uma revolta contra o patrão que bate no pobre, contra o homem que tem o chicote que escraviza o pobre, uma revolta contra a casa grande. veja que é um mensagem que os pobres estão nos enviando, eles estão dizendo claramente: chega deste sistema podre, eu não quero ser mais explorado!

    A ocasião que faz o oprimido
    Um grande intelectual certa vez disse que a ocasião não faz o ladrão, ele já nasce pronto. Eu pessoalmente discordo complemente desta posição, E tenho a ousadia de dizer " a ocasião faz o oprimido" , pois sim, todas aquelas pessoas que invadiram as lojas, são diariamente oprimidas pelo capital, são oprimidas pela cultura do capital, são oprimidas pelo patrão, são oprimidas pela exploração.

    Concluindo, diante dos argumentos que apresentei, tenho a ousadia de dizer o que a mídia politicamente correta do capital jamais teve coragem de dizer: Eles tem todo direito de pegar o que quiser! Está é a a essência da liberdade, esta é a essência do socialismo. Quando vamos viver em um mundo em que os homens não mais vão se preocupar com essa materialismo bobo? È só matéria meu amigo, não precisa explorar um ser humano por causa de matéria; deixa o cara ser livre, vamos todos ser livres da matéria, do capitalismo.

    Capital imoral é filosofo, escritor e já refutou Mises.
  • Capixaba Enclausurado  08/02/2017 14:01
    De um lado, há os marginais. Do outro lado, há os políticos. E o brasileiro está no meio.

    E ambos os lados são cada vez mais indistinguíveis.

  • 4lex5andro  08/02/2017 14:38
    Os dois lados são patentes distintas de uma mesma organização, que se fundamenta em expropriação do trabalho de bem.

    E quanto ao artigo, destrói a falácia da necessidade do desarmamento civil, que texto irretocável.
  • Detalhe  08/02/2017 21:40
    E daí?
    Cadê o povo?
    Falar academicamente não funciona, porque o povo é inerte.
    A pergunta é: Porque há inércia do povo?
    Falta energia?
    Falta vigor em suas ações, ou em nossas ações?
    Nós parecemos aqueles bêbados que houvem mas não reagem!!
    Olhem para nós mesmos e vejam como nós somos.
    Nós somos exatamente iguais àqueles inertes que julgamos.

  • Alexandre  08/02/2017 14:03
    Estado desarmamentista é quase um pleonasmo!

    A entidade que usurpou os direitos naturais do indivíduo e outorgou a si própria o monopólio de ditar as leis e controlar a economia obviamente não quer resistência de seus vassalos. Um homem livre e que consiga se defender é o maior obstáculo para o totalitarismo estatal.

    E há ainda idiotas úteis ( muitos) à defender esse Leviatã distópico!
  • Benzoato de Sódio  08/02/2017 14:19
    Verdade. Precisamos de um botão de curtir aqui.
  • 4lex5andro  08/02/2017 14:40
    Não por acaso Suíça, Canadá e Estados Unidos jamais tiveram seus territórios invadidos ou fragmentados.
  • Gabriel Ferreira  08/02/2017 14:03
    O meu estado (Espírito Santo) está sendo, em tempo real, a prova mais visível de que o desarmamento da população civil - ao contrário do senso comum - não evita a barbárie, apenas a fomenta.
  • Camila Figueira  08/02/2017 14:05
    Eu até gostaria de discordar, mas fui pesquisar e vi os dados do próprio governo apontando um crescimento das mortes por arma de fogo após o desarmamento. Mesmo equilibrando o número de habitantes o percentual se elevou (não muito, mas se elevou).

    Tem algum artigo sobre isso?
  • Auxiliar  08/02/2017 14:09
  • Cláudio Gontijo  08/02/2017 14:10
    "Por fim, e não menos importante, essa "corrida armamentista" do judiciário mostra que a criminalidade continua em alta, que o tal Estatuto do Desarmamento foi uma aberração fracassada e que — ora vejam! — as instituições estatais responsáveis pela Segurança Pública não conseguem suprir a demanda por segurança nem mesmo dos seus membros. Por conseguinte, é exatamente em mais pessoas armadas que eles buscam proteção.

    Faça o que falo, mas não faça o que faço. Este é o eterno lema da autoridade brasileira."

    Esse trecho é perfeito. E extremamente revoltante.
  • Luis Soares  08/02/2017 18:01
    Estatistas são hipócritas por natureza.
  • Detalhe  08/02/2017 22:45
    Espero que este sentimento de revolta os acompanhem em cada momento de suas vidas.
    É daí que aparece a mudança, e não uma discussão simplesmente acadêmica.
    O Sentimento de revolta mostra-nos que somos inertes, e esta é uma luta que deve continuar até a destruir a última gota de inercia em nós como também no mundo.


  • Bene  08/02/2017 14:18
    "O Estado é o único que deve garantir a sua segurança" disse o Secretário de Segurança do Espírito Santo ao defender o desarmamento da população. Sem mais, meritíssimo.
  • 4lex5andro  08/02/2017 14:44
    Inacreditável o texto da segunda parte frisada no documento da Polícia Federal; é uma sentença que beira a insanidade:

    Deu a entender que a arma em domicílio, de objeto inanimado passará de repente a ter vontade própria e do nada vai ''se voltar contra seus donos''; como se fosse um agente ou entidade independente.
  • Detalhe  08/02/2017 23:33
    Esse secretário já virou "Deus".
    Mande ele andar desarmado e tirar todos os seus seguranças, inclusive de seus familiares.
    A hipocrisia está chegando a seus limites.
    Dá nojo.

  • Fabrício  08/02/2017 14:26
    Muda essa discussão de segurança pra qualquer outra área. Qualquer. E será a mesma conclusão.

    Estado produz pão, e não deixa mais ninguém produzir pão

    As pessoas dizem que é um absurdo esse monopólio e que outros poderiam vender pão livremente, mas ninguém ouve.

    O Estado não só assume o monopólio do pão, como arranca todos os fornos das padarias, proíbe a venda de fermento no supermercado, diz ser crime misturar farinha com água.

    Um dia, os padeiros estatais entram em greve e o pão some das prateleiras.

    Aí vem um monte de estatólatra dizer: "TÁ VENDO! SEM ESTADO NÃO TEM PÃO!"

    O que está acontecendo no ES não é ausência de Estado, é o contrário, é a presença sufocante de um Estado absolutamente ineficiente, que ao menor sinal de problema, explode.
  • Detalhe  08/02/2017 23:55
    Uma frase excelente de Harry Browne que se encaixa em qualquer situação onde envolve o Estado:

    "O Governo é bom em uma coisa. Ele sabe como quebrar as suas pernas apenas para depois lhe dar uma muleta e dizer:"veja, se não fosse pelo governo, você não seria capaz de andar!"."


  • Décio  08/02/2017 14:40
    Nas redes sociais, há relatos de vizinhos que contrataram segurança armada para seus prédios, como forma de afastar assaltantes.

    Como disse o Olavo, "Se o cidadão não pode ter armas para se proteger, mas, se tiver dinheiro, pode contratar seguranças armados para protegê-lo, a conseqüência mais óbvia e inevitável é que só os ricos têm direito à proteção armada. Desarmamento civil é isso e nada mais."
  • Fabio   08/02/2017 15:00
    O problema principal do armamento liberado no Brasil é que não sobraria um político sequer pra contar estória. A revolta da população para com eles geraria um extermínio em massa dos mesmos.
  • Sociólogo da USP  08/02/2017 15:11
    Só vou passar para deixar um tweet da Cynara Menezes, uma grande pensadora contemporânea:

    ''só imaginem, nos vídeos onde assaltantes pegam os carros das pessoas (sem nada fazer a elas), se as vitimas simplesmente reagissem atirando''

    twitter.com/cynaramenezes/status/828775933393920001

    Realmente, onde essa sociedade capitalista vai parar? Inacreditável como os armamentistas defendem que as pessoas reajam atirando nos assaltantes, mesmo que não façam nada com as vítimas. As pessoas dão mais valor a carros do que vidas(mesmo que sejam de assaltantes)...
  • Típico defensor da paz  08/02/2017 15:38
    Perfeito.

    Faço minhas as palavras da grande Cynara Menezes que, na minha humilde opinião, é infinitamente superior ao Bene Barbosa.
  • João de Alexandria  08/02/2017 18:34
    Leio os textos daqui e não me meto nas discussões, mas essa foi demais pra não ficar quieto. Não sei se é ironia ou não, minha ilustração é pouca pra entender, mas esse é um caso pra pensar.

    Por que as pessoas dão mais valor a carros do que a pessoas ?

    Vou dar um exemplo prático e verdadeiro. Um amigo meu comprou um carro com muito sufoco porque tem um filho com paralisia cerebral e precisa levar a uma escola especializada particular, porque por mais que alardeiem por aí, a educação inclusiva pelo estado é falácia, e sou testemunha, porque tenho deficiente na família. Quem faz esse transporte é a esposa, minha comadre e embora toda a família tenha ganho mobilidade, a prioridade é o transporte do menino, que é meu afilhado inclusive, porque toda a grana é contada já que a renda deles não permite enquadramento no LOAS.
    Um belo dia, levando o garoto, ela parou num sinal, dois elementos pararam numa moto, apontaram uma arma pra ela e a fizeram descer do carro, quase não dando tempo de tirar o menino do carro. Levaram. O carro não tinha seguro, porque senão faltaria na mensalidade da escola do garoto. E eles não tem condições de comprar outro e transporte especializado custa outra fábula. E agora, como eles fazem ?
    Entre a vida dos vagabundos e a do meu afilhado, fico com a dele.

    Se era ironia, vai aqui um caso exemplar dos motivos das pessoas darem valor a bens.

    Se estão falando sério, é bom pensar nesse tipo de possibilidade antes de se manifestar.
  • anônimo  08/02/2017 19:39
    Era ironia, parceiro.
  • Detalhe  08/02/2017 22:58
    O medo é a desgraça humana.
    O medo nos faz subserviente as alegações intelectualizadas.
    E esses "intelectuais" sabem disso e minam toda uma sociedade.
    Eles jogam como jogou com este sr. que tem um filho deficiente.

    Entregar o carro não significa ser subserviente a bandidos, mas o "intelectual" o induziu a fazer isso. SER SUBSERVIENTE É PROIBIR O USO DE ARMAS POR AQUELES QUE QUEREM SE PROTEGER. Se não queres usar arma, não utilize, mas jogar o jogo do intelectual desse "intelectual" que diz que todos não podem ter armas, só mostra o quão somos presas fáceis de demagogos, porque somos inertes.

    Que direito que esse sr. que tem um filho deficiente de tentar induzir que todos devam ser proibidos de utilizar armas?

    SE VOCÊ NÃO PENSOU NISSO, PENSE AGORA, PARA NÃO SER PRESA FÁCIL DE DEMAGOGO.

  • Detalhe  08/02/2017 23:44
    Desculpe ao pai que tem um filho deficiente.
    Não sei se ele apoia o desarmamento da sociedade.
    Desculpe.
  • Jo%C3%83%C2%A3o de Alexandria  09/02/2017 12:27
    Perdão, mas tem algo errado aí.

    Não sou presa de demagogo nenhum. Como imaginei que o texto podia ser irônico, deixei a história como um exemplo prático dos motivos as quais pessoas podem dar valor a bens materiais. De qualquer forma, não há o que questionar se ele é fruto do seu trabalho, mas nesse caso havia um motivo a mais.
    No meu caso pessoal, se algum vagabundo entrar na minha casa, vai comer chumbo, como já aconteceu, porque embora a lei não me faculte porte, não me veda a propriedade, e eu mantenho a minha arma ao alcance da mão.
  • Detalhe  08/02/2017 23:42
    Sr. sociólogo.
    Quem é o senhor para tentar impor o que é bom para os outros?
    Se alguém quer utilizar armas para se defender, qual é o problema?
    Intimidar aqui não! Vai intimidar seus alunos da USP que estão atrás de um ditadorzinho que possa fazê-los de marionetes.
    Se o Estado quer proteger, que libere as armas àqueles que querem se proteger.
    O bandido já tem a dele, o povo não!!


  • WDA  09/02/2017 12:14
    Pois é, o bandido só está roubando a pessoa, colocando-a em risco, roubando-lhe o fruto de seu trabalho e esforço. O coitado do bandido está SÓ te roubando. Imagina você reagir! Que maldade!

    Imagina a dona Cinara reagindo a tiros contra um bandido que SÓ quisesse um pouco do amor dela? Que desproporcional! Quem valorizaria mais a integridade de um simples pedaço do seu corpo diante de uma vida humana...?

    Essa bandidagem só quer melhorar de vida. E talvez só queira um pouquinho de amor... Cinara, dê seus bens para ela, dê seu amor para ela...

    Ah, essa dona Cinara...
  • Joao  09/02/2017 13:57
    "mesmo que não façam nada com as vítimas"???? Como assim? Atentar contra a propriedade da pessoa é "fazer nada"???
    Credo, que nojo dessa vertente de pensamento cretino. Bandido na cabeça desses bando de psicopatas são coitadinhos.... não estão fazendo nada. V41 t0m4 no KU, antes que eu esqueça!!!!
  • Andre  08/02/2017 15:14
    Deus fez os homens e Sam Colt os fez iguais.
  • marcela  08/02/2017 15:16
    Como era esperado,os liberalóides de plantão, estão usando esse fato no ES para criticar o anarcocapitalismo.Na visão tacanha deles,isso serve de prova para mostrar a todos que uma sociedade sem estado tende ao caos.Esses são os mesmos que citam as milicias do Rio para afirmar a mesma coisa:o vácuo de poder estimula bandidos a assumir o controle.Se esquecem eles de que em uma sociedade ancap não haveria polícia estatal ,mas haveria polícia privada,cada rua teria a sua,cada escola,cada hospital,cada shopping etc,diversas empresas prestando serviço de segurança,e é impossível que essa segurança privada fizesse greve e deixasse o povo a mercê de bandidos.Aberrações como greve policial e tudo isso que está acontecendo no ES,só existe por culpa do estado que esses liberalecos dizem que é necessário para manter a ordem pública.
  • Tulinho  08/02/2017 15:49
    Sim, sem dúvida, o que está acontecendo no ES é uma decorrência do estatismo.
  • Rodrigo Reis  08/02/2017 16:05
    Marcela, não adianta chamar as pessoas, pejorativamente, de "liberaleco", "liberalóide" ou outra coisa. Entendo sua paixão, mas não dá mais razão ao seu argumento. As questões que te proponho são as seguintes: Quem garante que a polícia privada que você citou não se tornaria ela mesma uma espécie de milícia? Ou que entre as empresas de segurança não crescesse uma espécie de bairrismo e rixa nos mesmos moldes que temos com as facções? Por quê não corre-se o risco de greve ou paralisação dado que existem funcionários nessas empresas e, até por ser uma sociedade ANCAP onde o indivíduo tem a maior liberdade, esses funcionários não se organizassem em grupos análogos a sindicatos? Teria o poder do consumidor o tamanho controle ao ponto de impedir o crescimento dessas más empresas? Agradeço a resposta e deixo claro que minha posição ao colocar essas questões é simplesmente adquirir conhecimento e exercitar seu poder de argumento. Abraço.
  • Magno  08/02/2017 17:17
    A Marcela está correta, ainda que por vias tortas: a culpa é da polícia.

    A polícia não é amiga, mas sim inimiga. E pode até ser pior que bandido.

    E o motivo é simples: o braço do estado que impinge o desarmamento do cidadão de bem é justamente a polícia.

    Sim, políticos fazem as leis do desarmamento, mas quem impinge a lei é o braço armado do estado. É a polícia que segue ordens de políticos. Quem segue ordens de políticos é pior que políticos. Se eu quiser comprar uma arma no mercado negro, a minha maior preocupação será a polícia me flagrar e me jogar em cana. Ou seja, paradoxalmente, é a polícia quem garante o sossego da bandidagem; é a polícia quem garante à bandidagem que o cidadão comum está desarmado. É a polícia a maior responsável pelo desarmamento.

    Tenho uma fazenda que fica bem no meio do mato. Recentemente, a polícia invadiu a casa de uma vizinha minha -- uma senhora de idade -- e tomou a garrucha antiga que ela sempre teve, que pertenceu ao pai dela. Suplicando ao policial, ela perguntou quem iria defendê-la do ataque de bandidos (roubos sao frequentes na região). O policial respondeu: "Lamento, minha senhora, estou apenas cumprindo meu dever".

    E a velha ficou desarmada. (Mas logo em seguida comprou outra arma, mais moderna, no mercado negro. E com o meu apoio).
  • marcela  08/02/2017 18:19
    Rodrigo Reis,antes de mais nada,imposto é roubo e pronto!Some tudo que foi saqueado no ES nos últimos dias e não será nem metade do que o estado rouba dos capixabas diariamente.É lógico que uma polícia privada é passível de corrupção tanto quanto uma polícia pública,a diferença é que a polícia estatal é paga com dinheiro roubado mediante a cobrança de impostos,enquanto a polícia privada é paga com dinheiro limpo mediante contratos espontaneamente firmados.Se essas empresas privadas de segurança vão ou não honrar os contratos é outra história.Além do mais,o ancapistão é muito centrado no indivíduo e na família,assim os próprios cidadãos seriam responsáveis pela própria segurança.Cada pessoa andaria armada com pistolas ou revólveres,e em cada casa haveria armamento pesado como fuzis,metralhadoras,sub-metralhadoras,granadas e até tanques de guerra nas residências de maior poder aquisitivo.Isso resolveria os problemas não apenas internamente,mas também externamente,afinal, qual o país que iria invadir uma determinada região onde ele tem certeza que existem pessoas altamente armadas?Os EUA gastaram 5 trilhões no Afeganistão e não conseguiram acabar com os Talibãs e a Al-Qaeda,assim é pouco provável que conseguissem impor sua força sobre o ancapistão.Isso sem contar que não é todo país que tem 5 trilhões para gastar com guerras.Acho que nem mesmo os EUA suportariam uma nova guerra ao terror,e acho menos ainda que eles se metessem em guerras contra pessoas pacíficas que não fazem nada além de empreender e cuidar de suas próprias vidas.Assim,esses argumentos relativos à segurança pública e à defesa externa,sequer arranham a teoria libertária que diz que não precisamos de estado.
  • Andre Mello  08/02/2017 19:50
    Marcela, nem os EUA tem essa grana... Lembre-se sempre disso!
  • Cobaia  08/02/2017 23:09
    Acredito poder ajudar:

    Quem garante que a polícia privada que você citou não se tornaria ela mesma uma espécie de milícia?

    Viabilidade operacional. Uma milícia exige gastos constantes com coisas não requisitadas por clientes, ou seja, vai ter que sair do caixa da empresa sem qualquer chance de lucro na operação. Mesmo que use a milícia para roubar a propriedade alheia, o custo para fazer isso vai ser muito mais alto do que o retorno, pois outra empresa, ou a própria pessoa, não vai deixar isso acontecer sem resistência.

    Ou que entre as empresas de segurança não crescesse uma espécie de bairrismo e rixa nos mesmos moldes que temos com as facções?

    Ótimo, mais opções de serviços que irão competir pelo meu rico dinheirinho. E não se preocupe, milícias não vão ajudar, como expliquei acima.

    Por quê não corre-se o risco de greve ou paralisação dado que existem funcionários nessas empresas e, até por ser uma sociedade ANCAP onde o indivíduo tem a maior liberdade, esses funcionários não se organizassem em grupos análogos a sindicatos?

    Podem se organizar, podem fazer barulho, podem até encher a paciência de terceiros, mas em uma empresa privada, funcionário não disposto a trabalhar sofre do mal conhecido como demissão. Em uma sociedade sem governo central, esse mal tende a afetar a pessoa quase instantaneamente.

    Teria o poder do consumidor o tamanho controle ao ponto de impedir o crescimento dessas más empresas?

    Sim, da mesma forma que padarias fornecedoras de pão mofado ou supermercados vendedores de produtos podres não vão para frente. Isto é algo conhecido como preferência do cliente.
  • Detalhe  09/02/2017 00:34
    Um diz que o Estado não protege, então o indivíduo tem direito de usar armas para se proteger. O outro diz que na verdade o desarmamento é necessário, mas a polícia do ES não fez o trabalho certo.

    Neste tipo de discussão, os dois pontos de vista estão certos. Então quem está errado?

    Para mim os dois pontos de vista nunca irão chegar a lugar algum, pois haverá argumentos e contra argumentos de maneira contínua, mesmo considerando que historicamente o desarmamento aumenta a criminalidade e a falta de proteção.

    Para mim essas discussões não levam a lugar nenhum, mas existe um argumento infalível a favor do desarmamento:

    "Ninguém tem o direito de impor o que eu deva fazer ou não, principalmente o Estado, porque ele, mais do que qualquer um, pode ser meu maior algoz!"

    Então a Segunda Emenda à Constituição dos Estados Unidos é a mais correta e ponto final.
  • Detalhe  08/02/2017 23:57
    Posso fazer uma pergunta: Que direito que você tem de impor coisas aos outros?
  • Pobre Paulista  08/02/2017 15:23
    As pessoas de bem tem que se armar, legal ou ilegalmente.
  • 4lex5andro  08/02/2017 17:43
    Ou pelo menos ter o poder de escolher armar-se ou não.
  • Fernando N  08/02/2017 15:33
    Vendo aquele video dos crente espantado os pivetinho lembrei de uma frase, não sei quem falou mais acho fera:
    ''Os cristãos pregão a paz mas governam com a espada!!!''

    É disso que o povo precisa.
  • Henrique Zucatelli de Melo  08/02/2017 15:45
    Sinceramente, em uma discussão ontem cheguei a conclusão que o porte de armas no Brasil é algo muito improvável, pelo simples motivo que temos uma sociedade totalmente baseada no desarmamento.

    O que quero dizer com isso? Ao passo que nos EUA o porte de armas é algo totalmente apriorista- você sabe que o sujeito pode estar armado, logo o respeito é implícito, aqui as coisas são um pouco diferentes. O brasileiro tem o costume de partir para a ofensa e para a porrada por ter quase certeza que o outro está desarmado.

    O que aconteceria com a liberação das armas no primeiro momento? Milhares de acertos de contas e assassinatos em um período curtíssimo de tempo. Óbvio que num segundo momento tudo iria se acalmar.

    Agora projete essa conclusão ao nosso congresso progressista de um lado e militarista do outro. Triste.
  • Renegado  09/02/2017 10:29
    Como assim vai ter acerto de contas? Se uma pessoa quer matar outra, o que a impede de fazer isso hoje mesmo? Agora? Existem N formas de se matar alguém. Eu posso tocar o carro em cima de uma pessoa que eu tenho alguma desavença e ainda por cima dizer que eu perdi o controle do carro. Talvez eu nem vá preso. E aí, por que eu não faço isso hoje? Por que eu preciso de armas para acertar contas?
    Eu sou uma pessoa extremamente nervosa, isso é um fato. Costumo ser daqueles que sempre se irritam e resmungam no trânsito. E tenho uma arma devidamente registrada a anos. Nunca sequer pensei em saca-la por me irritar no trânsito ou algo parecido.
    No entanto, a noite, ao menor sinal de uma possível invasão à minha propriedade, eu posso rapidamente sacar a arma e ao menos posso tentar prover a segurança da minha família.
    "É melhor vc ter uma arma e nunca precisar usar, do que precisar e não ter"
  • Renegado  09/02/2017 11:59
    Como assim vai ter acerto de contas? Se uma pessoa quer matar outra, o que a impede de fazer isso hoje mesmo? Agora? Existem N formas de se matar alguém. Eu posso tocar o carro em cima de uma pessoa que eu tenho alguma desavença e ainda por cima dizer que eu perdi o controle do carro. Talvez eu nem vá preso. E aí, por que eu não faço isso hoje? Por que eu preciso de armas para acertar contas?
    Eu sou uma pessoa extremamente nervosa, isso é um fato. Costumo ser daqueles que sempre se irritam e resmungam no trânsito. E tenho uma arma devidamente registrada a anos. Nunca sequer pensei em saca-la por me irritar no trânsito ou algo parecido.
    No entanto, a noite, ao menor sinal de uma possível invasão à minha propriedade, eu posso rapidamente sacar a arma e ao menos posso tentar prover a segurança da minha família.
    "É melhor vc ter uma arma e nunca precisar usar, do que precisar e não ter"
  • Joao  09/02/2017 20:25
    Hehehe. Que bom se a única forma de matar pessoas fosse por meio do uso de armas de fogo. No quartel aprendemos a silenciar sentinelas com um lápis (tipo Curinga). Então, cadê o Estado proibindo o uso de lápis pela população??? KKKK, eu se advirto com esses pensamentos limitados...
  • Engenheiro Falido  08/02/2017 15:59
    Êxodo 22:2

    Se o ladrão for morto ao assaltar uma casa, o que o matar não será culpado. No entanto se tal acontecer em pleno dia, o que matar deverá ser incriminado de assassínio.

    A própria Bíblia defende a defesa.
  • Típico Defensor da Paz  08/02/2017 16:49
    Por outro lado:

    "Eu, porém, vos digo: Não resistais ao perverso; mas se alguém te ofender com um tapa na face direita, volta-lhe também a outra."
  • 4lex5andro  08/02/2017 17:40
    Off-topic: Qualquer citação bíblica deveria vir acompanhada da devida exegese.

    O verso em Exôdo, escrito há cerca de é parte de um códex e refere-se á formação da nação, de cidadãos livres e soberanos, com direito a propriedade e sobre a qual se constituiria depois o estado monárquico de Israel, séculos depois.

    Coincidentemente ou não a partir do advento do reino israelita poucos períodos de paz foram duradouros em Jerusalém.

    Distintamente o segundo verso é uma passagem do sermão do monte, em Mateus capítulo 5, em que Cristo confrontava diretamente os grupos sectários que buscavam convencer os judeus a insuflarem revolta pra libertar e restaurar o reino de Israel contra o domínio do império romano.

    Como sabido a insistência dos judeus pela forma beligerante (mesmo sem poder bélico pra isso) redundou, no ano 70 d.c., com o império romano arrasando a palestina e os expulsando daqueles territórios.
  • anônimo  08/02/2017 17:52
    wol.jw.org/pt/wol/d/r5/lp-t/102010324
  • FL  08/02/2017 16:12
    Digamos que a cortina da sua casa começa a pegar fogo por causa de um fumante descuidado. Qual objeto você prefere ter ao seu alcance?
    1) um telefone para chamar os bombeiros
    2) um extintor de incêndio

    Digamos que um marginal comece a forçar o portão da sua casa, encurralando sua família lá dentro. Qual objeto você prefere ter ao seu alcance?
    1) um telefone para chamar a polícia
    2) uma arma
  • Dalton C. Rocha  08/02/2017 16:27
    Sem querer desmentir nada no que esteja escrito acima, quem elegeu os políticos que aprovaram no Congresso Nacional, os estatutos do desarmamento ( das vítimas) nos governos de FHCocaína e de LuLADROAGEM? Teriam sido extraterrestres, Bin Laden( 1957 – 2011), Fidel Castro(1926 -2016) ou o Povo Brasileiro?
  • Pobre Paulista  08/02/2017 17:11
    Então você descobriu que a democracia é uma merda?
  • Tulinho  08/02/2017 17:44
    Não existe isso de "escolham melhor seus governantes".

    "Estado democrático" é o problema, não a solução.
  • Paulo henrique  08/02/2017 18:05
    Mas o povo votou pelo armamento. Se os dirigentes não cumpriram isso só mostra uma atitude não-democrática
  • Benzoato de Sódio  08/02/2017 20:13
    E o povo continuou votando nesses políticos que não fazem a sua vontade. Vai entender.
  • Paul Kersey  08/02/2017 17:03
    Uma cena que me impressionou bastante foi esse arrastão de motos. Os caras tranquilamente invadem a cidade -- tem até um marginal que despreocupadamente brinca fazendo o sinal do "está dada a largada" -- e vão direto assaltar um posto de gasolina. A invasão parece cena de filme.


  • anônimo  08/02/2017 17:26
    Compartilhem esse texto nas redes sociais!
  • Luis Soares  08/02/2017 17:59
    Já fiz isso.
  • E-N%C3%83%C2%AAm  08/02/2017 21:58
    valeu
  • Bento  08/02/2017 17:33
    Não tenho pena alguma desses policiais com salários miseráveis, tomara que tomem ferro forte do estado e fiquem ainda mais miseráveis, falam com orgulho "estou cumprindo ordens" quando apreendem uma arma ilegal de um cidadão de bem, já perdi várias glock's na mão desses pulhas, em qualquer país com leis imundas sobre desarmamento ou fazem vista grossa ou cobram propina do cidadão de bem que possua uma arma a despeito da lei.
  • Vermelhinho  08/02/2017 17:49
    Imposto é roubo e desarmamento civil é assassinato.

    De todos os horrendos crimes cometidos pela demoníaca máfia estatal, sem dúvida aquele que mais me revolta é proibir cidadãos comuns de defenderem sua vida e propriedade utilizando armas.

    Não se deixem enganar, quem quer te desarmar é o mesmo sujeito que quer te ver morto ou subjugado.
  • brunoalex4  08/02/2017 18:20
    Boa tarde.

    Na minha opinião só restará a desobediência civil como opção, adquirindo armas à revelia da vontade estatal.

    E os senhores? O que acham?
  • Joao  08/02/2017 18:54
    Eu acho que vai ser difícil comprar uma arma no mercado negro. Bem que gostaria, mas não sei nem como fazer isso. Os bandidos sabem exatamente como proceder, mas eu não saberia nem comprar maconha se fosse do meu interesse.
  • Andre Cavalcante  08/02/2017 19:50
    Ok, até um policial fura greve te pegar armado. Aí é vc que vai em cana.

    Abraços
  • Joao  08/02/2017 18:34
    Não há, de fato, qualquer direito garantido, se você não puder defendê-lo!
  • WDA  09/02/2017 12:32
    Exato!
  • João Felipe   08/02/2017 18:39
    Oi pessoal, eu sei que esse artigo não é o tópico apropriado, mas estou tentando estudar economia por conta, e estou vendo o curso Moeda e Bancos da USP que está disponível on-line. Porém sinto que o professor (João Sayad) é um tremendo de um Keynesiano, onde eu poderia aprender sobre economia e toda nossa história, (crise de 1929 e 2008) sob à luz de um austriaco? Já agradeço o apoio.
  • Fernando  08/02/2017 19:44
    Na USP só se salva o Fábio Barbieri, mas ele é de Ribeirão Preto.

    De resto, você só encontra material neste site.


    Sobre a crise de 1929, recomendo este artigo recente:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2594

    Sobre a crise de 2008, este é o mais completo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1696
  • André Lara Resende   08/02/2017 21:01
    João Sayad participou da construção do plano cruzado e ainda escreveu o ''livro branco do déficit público'', um besteirol para endeusar os déficits do governo.

    Mais pérolas sobre ele: www.valor.com.br/especial/planocruzado

    Sobre a crise de 2008, tem esse ótimo documentário: www.youtube.com/watch?v=kIgJpB_Jqig
  • João de Alexandria  08/02/2017 19:09
    "Acredite em Deus e mantenha sua pólvora seca"

    Oliver Cromwell
  • Lel  08/02/2017 19:42
    Mais um texto excelente.
  • Andre Mello  08/02/2017 19:42
    É a mesma questão das drogas, e de todo o resto, não se trata do que é certo, se trata do que as pessoas querem ouvir e de políticos prontos para falarem oq essas pessoas desejam ouvir.

    Enquanto não nos livrarmos dessa classe (políticos) não vamos sair do lugar....
  • Bruno Feliciano  08/02/2017 19:57
    Levantar uma reflexão polêmica de direito aqui, faz tempo que não levanto..
    Here we go:

    Direito De propriedade:
    Mises dizia que para adquirir o título de propriedade, era necessário que o indivíduo misturasse o trabalho a terra, ou seja, usasse sua força de trabalho e recurso na terra, ''demarcando'' assim o espaço. Chego no matinho, planto milho, levanto a casa, boto a cerca e é isso ai!
    De fato, esse raciocínio evita relativização e é o mais sensato. Até ai tudo bem...
    Agora e o abandono da propriedade?
    Bem, eu entendo que a liberdade gera responsabilidade, e a liberdade de se ter uma propriedade lhe concede responsabilidades. Portanto, se você detêm uma propriedade, é de sua responsabilidade proclama-la e defende-la!
    Se você não proclama-la e não defende-la, logo você esta se negando o título, se alguém invadir e você nem proclamar e nem defender, tudo indica que você se desfez daquilo, deixando o lugar abandonado.
    Ai que ta o problema, vem uma família e constrói uma casa e planta milho... Como fica? Em uma terra abandonada, onde se tem somente uma cerca, onde o proprietario foi notificado, ele nem proclamou e nem defendeu a propriedade, deixou a família construir e plantar... Eu entendo que de fato a família merece o título de propriedade.
    Agora em caso de espaço público(vulgo terra de ninguém), não há discussão, como é o caso de favelas, a família construiu a casa lá, misturou seu trabalho e permaneceu por muito tempo, não tem porque o estado pedir reintegração de posse, a família não viola o direito de propriedade de ninguém ao se apropriar em um espaço público.

    A grande questão é o seguinte, pra você saber se você tem o direito da coisa, primeiro pense se você tem que violar o direito de outra pessoa para você adquirir esse seu direito.
    Direito a saúde por exemplo não existe, você tem que assaltar as pessoas(violar o direito delas) para sustentar a aquisição do seu direito. Ou seja, um jogo de soma zero, como eu posso ter direito a algo que viola o direito de terceiros? Eu tenho direito a coisa caso não viole o direito de ninguém... Isso sim!
    Mas e a questão ai do abandono? Porque principalmente em tempos da ''pedra'', eu misturava meu trabalho em uma terra e depois adquiria o título de propriedade, ai eu me mudava(tipo nomade) pra outro lugar, ai eu deixa a terra la e dane-se, anda quilometros e adquiria outra propriedade.. Então imagine essa situação pra enquadrar o abandono.

    E sim, não somos proprietarios de nada, o estado que diz o que é nosso logo não somos 100% propríetarios, ele apenas concede o direito de fazer deis de que ele autorize, se precisa de autorização para adquirir um direito natural, logo esse direito natural não é completo.


    Crime: Se eu fizer uma brincadeira com o seu paí que tem problema cardíaco, uma pegadinha de mal gosto que acelerasse o coração dele. Caso ele vier a falacer por isso, eu posso ser considerado um assassino?kkk
    Pense, se eu não tivesse feito a brincadeira, o veio não teria morrido.
    E se eu simular um assalto de brincadeira na rua, o sujeito corre e é atropelado por um buzão, bem é obrigação dele olhar na hora de atravessar, nada disso teria acontecido se ele fosse mais responsavel, ao mesmo tempo o panico que você causou nele o deixou desatento e desesperado, sem a brincadeira nada disso teria acontecido... Eai? Quando a vítima podia evitar mas não evitou, como faz?



    Por hoje é só....

    Abraços Fraternais,

    Bruno Feliciano
  • E-Nêm  08/02/2017 20:24
    O problema do Brasil é a falta de Estado, como nesse exemplo do Espírito Santo.

    Precisamos estatizar tudo. Essa é a real e verdadeira solução.
  • 4lex5andro  08/02/2017 23:04
    É troll mas pra não deixar passar batido:
    >nosso direito de ter uma arma pra auto-defesa já foi estatizado;
    >nosso direito de escolher ter ou não uma polícia de rua ou bairro, privada também foi confiscado pelo estado.
    O que não falta é Estado, é aí que reside a causa da convulsão por que passa o país.
  • Tio Patinhas  08/02/2017 20:53
    E por outro lado promotores, juízes e cobradores de imposto podem andar armados se assim o quiserem.

    Você não pode, mas a nomenclatura simplesmente pode.
  • Paulo Bat  08/02/2017 21:21
    Dois exemplos de Brasil:

    1) Marcela, capixaba, branca, descendente de italianos e ... ladra de ocasião:

    //noticias.ne10.uol.com.br/brasil/noticia/2017/02/08/ex-candidata-a-vereadora-do-psdb-e-flagrada-saqueando-loja-no-es-661201.php

    2) Rodrigo Antonio, paulista, branco, descendentes de italianos e portugueses e ... ladrão de ocasião:

    //noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2017/01/10/ex-secretario-acha-us-1-mil-em-aeroporto-em-campinas-nao-devolve-e-e-detido.htm

    Ou será que eles não são só ladrões de ocasião?

    Ou seja, infelizmente no nosso Brasil "campeão" o que vale é a Lei de Gerson, "tem que levar vantagem em tudo", seja filiado ao PT, PSDB, PMDB, DEM, etc.

    Ou, a melhor saída para os brasileiros com vergonha na cara são os aeroportos do Galeão ou de Cumbica. Só que o Trump não aceita latinos nos EUA.

  • Paulo Bat  08/02/2017 22:54
    1) Votei contra o estatuto do desarmamento, Lei 10.826 de 22 de dezembro de 2003 clique aqui, mesmo que eu não use arma, mas por princípio. Por quê? Porque não acredito que sejam leis que resolvam o problema de violência. Se leis resolvessem problemas, não haveria homicidas no mundo. Afinal, homicídio é crime em todos os países do mundo.

    2) Por outro lado já tive arma para defesa própria. Lá nos anos de 1980 quando morava em Sergipe. Acabei vendendo quando percebi que eu não estava preparado para usá-la quando precisei de verdade. Junto com mulher e filhos pequenos, dormia com a arma ao meu lado e não acordei quando um bandido entrou na casa. Ao acordar e ver a porta arrombada e a casa toda mexida me arrepiei todo ao perceber que eu e minha família estivemos à mercê dos bandidos e, felizmente, ninguém acordou.

    3) Assim, sou a favor que a pessoa tenha liberdade de escolher se quer ter arma de defesa ou não. E, em tendo, procure se inscrever num curso de tiro para aprender a usar sua arma.

    Porque as estatísticas mostram que ter arma e não saber usar é pior do que não ter. Afinal, o bandido já chega com a arma em punho e não tem nada a perder. Ter arma e não saber usar é como ter carro e não saber dirigir. Aliás, todo dia vemos policiais armados e teoricamente preparados, serem mortos ao reagirem a assaltos. Imagine os que não são preparados.
  • Galeano  08/02/2017 22:59
    Parabenizo-o por sua postura, Paulo.

    É isso mesmo: você pode não querer ter uma arma, mas não pode proibir que outros tenham. Simples assim.

    Infelizmente, a esquerda ditatorial não pensa assim. Ela não quer ter armas (ótimo), mas quer proibir todas as outras pessoas de ter uma também.

    "Aquilo que não aprovo tem de ser proibido; aquilo que aprovo tem de ser subsidiado" -- esse é o mote dessa gente.
  • er  09/02/2017 03:14
    O motivo da esquerda banir aos cidadaos as armas e outro. Para o controlar mais facil. Nao se engane, esquerda adora armas apenas quando apenas ela tem em maos. Procure na historia mundo e Brasil. Vera fotos e videos dos desarmamentistas ARMADOS e usando suas armas. Comece pelo Sakamoto
  • Dam Herzog  08/02/2017 23:05
    Ninguém é obrigado a obedecer leis absurdas. O direito a vida, a liberdede e a propriedade num estado como o nosso só seria possível com a população armada. Ai a legitima defesa da vida seria levada a sério. O governo em tudo que coordena elege o monopolio de classes como algo que destroi a concorrencia impedindo o cidadão de exercer sua soberania nas compras, desvalorizando a nossa moeda, cobrando segurança que jamais poderá dar, escola com partido, saude classificada como nível abaixo do anus. Deixando nos nas mãos carteis onde nem podemos aumentar a produtividade, que levaria a acumulação de capitais, que levam a criação de riquezas. A adminstração Temer revela a mediocridade das ideias do presidente que escolheu por vontade propria um ministério de corruptos em que seguiu uma linha de aliança com o PT o partido da corrupção nacional, e recusou a diminuir um estado inchado e ainda veladamente, hostil a a operação lava-jato que é um suspiro de dignidade a vida nacional. Temer vai passar a historia como simbolo da mediocridade, de pessoas corruptas no poder e covardia em mudar os rumos dos monopolios, carteis que assaltam o pais empobrece o povo, será antitese de um Brasil moderno.
  • Renan Merlim  08/02/2017 23:59
    Esquerdista chama todo mundo de preconceituoso mas pra eles todo mundo armado e um potencial assassino.
  • a  09/02/2017 09:48
    O comércio de armas deve ser liberado.
  • Matheus  09/02/2017 10:53
    E o pior de tudo isso é que os marginais (policiais) ainda pediram anistia e reajuste de 100% no salário. E provavelmente vão conseguir.
    Só pode ser piada mesmo...
    Fazem a população de refém já que eles são os únicos que podem portar armas, mas ainda querem que garantam seus "direitos". E o direito de milhões de cidadãos apavorados trancados em casa? O deles não conta né? Não estão armados mesmo, que diferença eles fazem pra sociedade? Afinal, pra que esses policiais iriam precisar de pessoas que trabalham em supermercados, padarias, lanchonetes, restaurantes e lojas, não é mesmo?
  • Anderson  09/02/2017 18:50
    Meu querido essa maconha que você fumou deve ser misturada com bosta de jumento!!!
  • Welfare State  09/02/2017 11:38
    Eu sou indiferente ao desarmamento, com uma tendência maior à proibição no estágio atual da sociedade brasileira. O artigo falha por analisar a questão sob um prisma apenas. Tem que ser lembrado que a mesma arma que é utilizada para se defender é também utilizada para atacar. Não é possível utilizar, por completo, o exemplos de outras sociedades pelo simples fatos delas serem diferentes da nossa. Nossa sociedade não é uma sociedade de paz e respeito. Um simples discussão de trânsito, um desacordo comercial podem ser tornar uma carnificina porque nossa sociedade é sim , voltada à violência ao invés do diálogo.

    O
  • Kersey  09/02/2017 17:26
    "Eu sou indiferente ao desarmamento, com uma tendência maior à proibição no estágio atual da sociedade brasileira."

    Ou seja, você é tão indiferente quanto um corintiano a uma decisão de título do Palmeiras. Legal.

    No mais, o "atual estágio da sociedade brasileira" já ocorre sob pleno desarmamento. Logo, por definição, você é um ardoroso defensor das coisas como estão.

    Por que você não apenas diz isso abertamente? É covardia?

    "O artigo falha por analisar a questão sob um prisma apenas. Tem que ser lembrado que a mesma arma que é utilizada para se defender é também utilizada para atacar."

    Ué, continue o raciocínio. Por que parou na metade?

    A mesma arma que é utilizada para atacar terá de superar outra que será usada para defender. E aí? E se esta que for utilizada para defender foi melhor que a utilizada para atacar?

    Aí o seu argumento terrorista vai integralmente por saco.

    Sempre lembrando que a arma de fogo é o único objeto de uso pessoal capaz de fazer com que uma mulher de 50 kg esteja em pé de igualdade com um agressor de 100 kg; com que um aposentado de 75 anos esteja em pé de igualdade com um marginal de 19 anos; e com que um cidadão sozinho esteja em pé de igualdade com 5 homens carregando porretes.

    A arma de fogo é o único objeto físico que pode anular a disparidade de força, de tamanho e de quantidade entre um potencial agressor e sua potencial vítima. A arma de fogo é o único objeto que é tão letal nas mãos de um octogenário em uma cadeira de rodas quanto nas mãos de um halterofilista. Se ela não fosse nem letal e nem de fácil manipulação, então ela simplesmente não funcionaria como instrumento equalizador de forças, que é a sua principal função.

    O fato de que uma arma de fogo facilita o uso de força letal é algo que funciona unicamente em prol da vítima mais fraca, e não em prol do agressor mais forte. O agressor mais forte não precisa de uma arma de fogo para aniquilar sua vítima mais fraca. Já a vítima mais fraca precisa de uma arma de fogo para sobrepujar seu agressor mais forte. Se ambos estiverem armados, então estão em pé de igualdade.

    Pessoas que defendem a proibição das armas estão, na prática, clamando para que os mais fortes, os mais agressivos e os mais fisicamente capacitados se tornem os seres dominantes em uma sociedade — e isso é exatamente o oposto de como funciona uma sociedade civilizada. Um bandido, mesmo um bandido armado, só terá uma vida bem-sucedida caso viva em uma sociedade na qual o estado, ao desarmar os cidadãos pacíficos, concedeu a ele o monopólio da força.

    "Não é possível utilizar, por completo, o exemplos de outras sociedades pelo simples fatos delas serem diferentes da nossa. Nossa sociedade não é uma sociedade de paz e respeito. Um simples discussão de trânsito, um desacordo comercial podem ser tornar uma carnificina porque nossa sociedade é sim , voltada à violência ao invés do diálogo."

    Merda pura. E bem vira-lata.

    O brasileiro é reconhecidamente um dos povos mais passivos e pacíficos do mundo. O cidadão brasileiro comum é extremamente cordial e cordato. Quantas vezes você já viu cidadãos normais saindo na porrada num restaurante ou num bar? Em minha cidade (60 mil habitantes), todas as pessoas se respeitam, se conhecem e se dão bem. e resolvem tudo no diálogo.

    A última coisa que vejo aqui é "discussão de trânsito, desacordo comercial degenerando em briga, e violência em vez de diálogo".

    Vá inventar outra.
  • Jorgetta  09/02/2017 17:39
    E ainda que fosse assim - "Um simples discussão de trânsito, um desacordo comercial podem ser tornar uma carnificina porque nossa sociedade é sim , voltada à violência ao invés do diálogo" -, isso seria motivo para a liberação de armas, e não para a proibição, pelos mesmos motivos expostos no bojo do seu ótimo comentário.
  • Mais Mises...  11/02/2017 03:57
    Então, vou te contar um caso ocorrido comigo e minha família em 1986. Voltávamos da cidade dos meus avós paternos após um feriado de semana santa por lá. A estrada estava cheia. Meu pai, que possuía um carro com boa potência (pros padrões da época) tinha hábitos de 'piloto de corrida' na estrada. Nesse dia, ele topou com outro motorista igualmente 'apressadinho' e destemido. Depois de algumas ultrapassagens e fechadas, meu pai passou a destratar o moço do outro carro. Chegou a fazer o 'dedão' pra ele... nessa hora, minha mãe, que já havia usado de vários pedidos para que meu pai parasse de disputar corrida com o outro, ela disse: "Por favor, pare com isso. E se aquele moço estiver armado? Olha a gente aqui com 3 crianças no carro?" Nessa hora, meu pai soltou um "ahhhh que naaaada!", mas mudou a conduta na direção e simplesmente deixou o outro carro ir se distanciando.
    Veja: apenas pelo fato de imaginar que o outro poderia estar armado. Nada houve, mas isso tornou o resto da nossa viagem mais segura e, talvez, tenha evitado uma tragédia.
  • Jorge  09/02/2017 13:34
    Faltou uma informação crucial nesta materia. No plebiscito sobre desarmamento, feito anos atrás o resultado mostrou que a população apoiava o porte de armas. Sorrateiramente o governo do Lula criou uma série de entraves para que o cidadão não conseguisse a sua arma. Faltou, nesta matéria, já que incluiram vários videos, mostrar aquele em que Olavo de Carvalho demonstra o motivo real do desarmamento de uma população. Há trinta anos, o projeto comunista de governo, apoiado pelo Foro de São Paulo, tem como uma de suas premissas, desarmar a população, para que esta, justamente não possa se defender de um ataque governamental, caso isso seja necessário (Vide Venezuela). Há trinta anos estamos sendo amestrados a não conseguir distinguir o certo do errado, motivo pelo qual, hoje não somos aquele povo "feliz" propagado para o mundo. Hoje, somos uma sociedade de bunda-moles que aprendeu a fazer "revolução" através das midias sociais. Acabou! Eles venceram! Chamem o Bat-Man!
  • Paulo Bat  09/02/2017 23:35
    Olavo de Carvalho?

    Há! Aquele que diz que o Sol gira em torno da Terra?

    Melhor não. Vamos ficar com os links que o Instituto Mises estampou acima.
  • Paulo Bat = mais 1 Analfabeto Funcional  10/02/2017 11:40
    https://www.facebook.com/carvalho.olavo/posts/628800643938680

    veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/olavo-tem-razao-parabens-professor/
  • Macaé  10/02/2017 12:09
    hmmm, a sensibilidade de um aí ficou ferida quando falaram do ídolo
  • Joao  10/02/2017 14:27
    As olavetes se ofendem, hummmmmmmm!!!!!
  • Hugo Vieira  10/02/2017 11:24
    Discordo do texto. O autor tenta atribuir ao desarmamento uma importância maior no caos no ES maior do que é na verdade.

    Ele cita os Estados Unidos como referência em se tratando de legislação de armas, mas por alguma razão se esquece de citar que morrem mais pessoas alvejadas no próprio território do que morrem em guerras do referido país. Por outro lado, países como Austrália e Reino Unido, que possuem leis de desarmamento tão ou mais rígidas quanto o Brasil, não enfrentam esse problema de criminalidade que temos aqui. O que me leva a concluir que o desarmamento não deve ser uma causa tão majoritária quanto o autor tenta defender.

    O crime no Brasil é um problema muito abrangente e armar a população é uma solução simplista, que vai contribuir para o aumento de mortes em conflitos pessoais e acidentes envolvendo armas de fogo, sem impactar significativamente nos níveis de crime. Contar com o fato de que o crime organizado vai se intimidar com civis portando armas é inocência. Logicamente, alguns comerciantes poderiam ter se beneficiado do porte de armas durante os saques, mas isso é uma situação bem específica que não justifica o perigo a que a população se exporia ao permitir armas de fogo em seu meio.

    A situação capixaba dá abertura a discussão de pontos realmente relevantes, pontos esses que já até foram discutidos pelo IMB como:

    - Melhoria ou substituição do sistema de segurança pública, com revisão do nosso atual modelo de polícia;
    - Encerramento da guerra às drogas, como forma de destruir o crime organizado de dentro pra fora, exaurindo suas fontes de recursos financeiros.

    Ao invés disso, o autor preferiu defender os interesses corporativistas da indústria de armas.
  • Ronaldo Vasconcellos  10/02/2017 12:06
    "O autor tenta atribuir ao desarmamento uma importância maior no caos no ES maior do que é na verdade."

    Atribuir?! Não é necessário atribuir nada. As imagens falam por si. Em todas as ocasiões em que os marginais se depararam com pessoas armadas, saíram correndo como donzelas medrosas. Em todas as ocasiões em que os marginais sabiam que as vítimas estavam desarmadas, agiram com total certeza da impunidade.

    Agora atribua isso a alguma coisa.

    "Ele cita os Estados Unidos como referência em se tratando de legislação de armas, mas por alguma razão se esquece de citar que morrem mais pessoas alvejadas no próprio território do que morrem em guerras do referido país."

    Oi?! Qual sua fonte? Coloca aqui.

    Segundo o FBI, em 2014, houve 4,5 homicídios para cada 100.000 pessoas nos EUA. A taxa é mesma de 1963. Após chegar ao ápice em 1980 (10 homicídios por 100 mil) começou a cair anualmente até chegar aos atuais 4,5 por cem mil.

    (E olha que este valor ainda está inflado pelos numerososo homicídios que ocorrem nas regiões metropolitanas desarmamentistas, como Chicago, Detroit e Washington. Tire essas da lista e o número desaba ainda mais).

    Uma taxa tão baixa significa que "morrem mais pessoas alvejadas no próprio território do que morrem em guerras do referido país"?!

    Se sim, então a única conclusão plausível é que os EUA fazem guerras com estilingues...

    "Por outro lado, países como Austrália e Reino Unido, que possuem leis de desarmamento tão ou mais rígidas quanto o Brasil, não enfrentam esse problema de criminalidade que temos aqui."

    Tão ou mais rígidas que o Brasil?! Você é naturalmente desonesto assim mesmo ou está apenas fazendo tipo?

    Aliás, já que você pediu, um pouquinho de estatística para você:

    A taxa de crimes violentos no Reino Unido é aproximadamente 4 vezes superior à dos EUA. Em 2009, houve 2.034 crimes violentos para cada 100.000 habitantes do Reino Unido. Naquele mesmo ano, houve apenas 466 crimes violentos para cada 100.000 habitantes nos EUA.

    O Reino Unido apresenta aproximadamente 125% mais vítimas de estupro por 100.000 pessoas a cada ano do que os EUA.

    Anualmente, o Reino Unido tem 133% mais vítimas de assaltos e de outras agressões físicas por 100.000 habitantes do que os EUA.

    O Reino Unido apresenta a quarta maior taxa de arrombamentos e invasões de residências de toda a União Europeia.

    O Reino Unido apresenta a segunda maior taxa de criminalidade de toda a União Europeia.

    Sobre a Austrália, você mostra toda a sua ignorância. Lá, a proibição era para armas semiautomáticas (military style). O cidadão pode comprar armas em qualquer calibre abaixo do .40 S&W e com capacidade para menos de 10 cartuchos. Revólveres não foram proibidos também. E muitos que queriam ter armas que foram proibidas começaram a tirar registro de caça e voltaram a poder tê-las.

    Sim, "tão ou mais rígido que no Brasil", né?

    Aliás, como curiosidade, o número de registros de armas de fogo na Austrália se elevou fortemente e em consequência disso o número de homicídios caiu. A ideia do governo era "less guns, less crimes", mas o que foi comprovado foi "more guns, less crimes".

    Pare de mentir em público. Isso depõe contra o seu caráter.

    "O crime no Brasil é um problema muito abrangente e armar a população é uma solução simplista, que vai contribuir para o aumento de mortes em conflitos pessoais e acidentes envolvendo armas de fogo, sem impactar significativamente nos níveis de crime."

    Uma afirmação tão enfática e assertiva quanto essa necessita de fontes, dados, fatos e teorias sólidas. Cadê as suas?

    "Contar com o fato de que o crime organizado vai se intimidar com civis portando armas é inocência."

    Crime organizado?! Nossa guerra é com assaltantes de rua, meliantes, estupradores e invasores de domicílio! Crime organizado, por definição, mexe com tráfico de drogas e, como diz o nome, é organizado. Ele está interessado em construir empreendimentos rentáveis. Não está interessando em sair matando pessoas inocentes. Não é bom para os negócios.

    Você, pelo visto, nem sabe o que fala. É uma máquina de regurgitar clichês. Nem sabe distinguir entre crime organizado e baderneiros de rua.

    Ah, e quanto aos baderneiros de rua, as próprias imagens deixaram cristalinas: eles só foram intimidados e deixaram de cometer quando deparados com armas de fogo.

    Difícil uma empiria mais forte do que essa.

    "Ao invés disso, o autor preferiu defender os interesses corporativistas da indústria de armas."

    Agora você vai ter de provar isso. Caso não o faça, tenha a hombridade de deixar seu nome e CPF para ser acionado judicialmente por calúnia e difamação.
  • Lopez  10/02/2017 12:14
    Mano do céu, que carcada!
  • Hugo Vieira  10/02/2017 15:28
    ""Ele cita os Estados Unidos como referência em se tratando de legislação de armas, mas por alguma razão se esquece de citar que morrem mais pessoas alvejadas no próprio território do que morrem em guerras do referido país."

    Oi?! Qual sua fonte? Coloca aqui. "


    www.politifact.com/truth-o-meter/statements/2013/jan/18/mark-shields/pbs-commentator-mark-shields-says-more-killed-guns/

    "A taxa de crimes violentos no Reino Unido é aproximadamente 4 vezes superior à dos EUA etc etc etc."

    Aqui temos uma divergência de fontes e de abordagens na análise dessas fontes.

    No meu comentário eu só levei em conta mortes por arma de fogo, não crime em geral. A BBC, por exemplo, afirma que em 2012 houve 30 vezes mais homicídios com armas per capita no EUA que no RU. Minha crítica é a frequência com que ocorrem tiroteios em solo americano, de forma que em um único incidente americano morre o mesmo tanto de gente que em vários incidentes britânicos.

    www.bbc.com/news/world-us-canada-34996604

    Quanto às informações do InfoWars, desculpe, mas aqui pra mim só abriu a página com o título, mas nenhum artigo. Assim, não posso verificar as suas afirmações. Pode me ajudar aqui?

    Aliás, esse não é o programa do cara que disse que Obama e Hillary eram o Demônio (literalmente)?

    www.vox.com/policy-and-politics/2016/10/10/13233338/alex-jones-trump-clinton-demon

    "Sobre a Austrália, você mostra toda a sua ignorância. Lá, a proibição era para armas semiautomáticas (military style). O cidadão pode comprar armas em qualquer calibre abaixo do .40 S&W e com capacidade para menos de 10 cartuchos. Revólveres não foram proibidos também. E muitos que queriam ter armas que foram proibidas começaram a tirar registro de caça e voltaram a poder tê-las.

    Aliás, como curiosidade, o número de registros de armas de fogo na Austrália se elevou fortemente e em consequência disso o número de homicídios caiu. A ideia do governo era "less guns, less crimes", mas o que foi comprovado foi "more guns, less crimes". "


    Duas informações interessantes. Quais as fontes? Gostaria de saber mais a respeito.

    Baseei minha comparação na informação da Wikipedia a respeito:

    "A person who possesses or uses a firearm must have a firearm licence. Licence holders must be at least 18 years of age, have a "genuine reason" for holding a firearm licence and must not be a "prohibited person". All firearms in Australia must be registered by serial number to the owner, who also holds a firearms licence."

    O que me parece bem similar ao que se faz aqui. As armas no Brasil não são absolutamente proibidas. A questão é que você precisa apresentar uma "razão genuína" ao Estado para obter autorização, o que de certa forma é uma proibição.

    "Uma afirmação tão enfática e assertiva quanto essa necessita de fontes, dados, fatos e teorias sólidas. Cadê as suas? "

    A minha teoria é bem simples. A partir dos dados que eu estou mostrando, eu concluí que que armar a população contribui para aumentar a quantidade de mortes por armas de fogo, enquanto vários países têm tido sucesso em combater o crime mesmo com leis rígidas de controle.

    "Nossa guerra é com assaltantes de rua, meliantes, estupradores e invasores de domicílio! Crime organizado, por definição, mexe com tráfico de drogas e, como diz o nome, é organizado. Ele está interessado em construir empreendimentos rentáveis. Não está interessando em sair matando pessoas inocentes. Não é bom para os negócios."

    Impressão minha ou você está tentando dizer que o tráfico de drogas não tem relação com a violência no Brasil?

    "Agora você vai ter de provar isso. Caso não o faça, tenha a hombridade de deixar seu nome e CPF para ser acionado judicialmente por calúnia e difamação."

    Provei através do meu comentário como um todo. Se você não entendeu ou não concordou, paciência.

    Aproveito para esclarecer que eu disse que ele manteve uma posição favorável à referida indústria. Não disse que ele fez alguma espécie de lobby ilegal para eles.

    Não precisa me processar só porque eu discordo de você.

    Bjo!
  • Cláudio Gontijo  10/02/2017 16:26
    Até imaginei que fosse encontrar alguma contra-resposta efetiva sua, mas aí abri o seu primeiro link e me deparei com a enganação. Tá escrito lá:

    "We should note that these figures refer to all gun-fire related deaths -- not just homicides, but also suicides and accidental deaths. In 2011, about one-quarter of firearm-related deaths were homicides, according to FBI and CDC data."

    Ou seja, nos EUA, apenas 1/4 das mortes geradas por armas de fogo é homicídio. Os outros 3/4 são suicídios (uma enorme quantidade) e acidentes. Isso, meu caro, foi um grande tiro no pé de sua parte: mostra que literalmente a ultima coisa para a qual utilizaram armas nos EUA é para matar terceiros.

    Nem mesmo um fanático pró-armas conseguiria criar uma propagando tão efetiva quanto essa.

    "Minha crítica é a frequência com que ocorrem tiroteios em solo americano"

    Qual a frequência? Elas ocorrem em gun-free zones ou em zonas armadas? Alguém já invadiu a sede da NRA atirando?

    Aliás, é uma delícia ver esse falso humanismo. No Brasil morem 50 mil pessoas por ano. Tranquilo. Nos EUA, morrem 18 pessoas em uma boate gay. Acabou o mundo.

    "Quanto às informações do InfoWars, desculpe, mas aqui pra mim só abriu a página com o título, mas nenhum artigo. Assim, não posso verificar as suas afirmações. Pode me ajudar aqui?"

    Não é artigo, é vídeo. E nem é do Infowars. Pode conferi-lo aqui (se tiver coragem):



    "[Sobre a Austrália]Duas informações interessantes. Quais as fontes? Gostaria de saber mais a respeito."

    Farei melhor. Vou lhe direcionar a um estudo acadêmico:

    The Failed Experiment Gun Control and Public Safety in Canada, Australia, England and Wales

    Alguns anos depois da lei de desarmamento (1996), a taxa de crimes violentos na Austrália continuou a crescer. Assaltos a mão armada continuaram a crescer. O roubo com uso de armas cresceu 166% no país. O confisco e destruição de armas adquiridas legalmente custou $500 milhões aos contribuintes australianos.

    Depois de 2003 começou a melhorar em simultâneo à elevação do número de registros de armas. Logo após as sanções contra as armas civis a situação piorou. Depois começou a melhorar. E quando começou a melhorar? Quando os cidadãos voltaram a comprar armas legais. O número de portes de armas voltou a ser igual ao de 1996, antes da proibição.

    "A minha teoria é bem simples. A partir dos dados que eu estou mostrando"

    Quais?

    "eu concluí que que armar a população contribui para aumentar a quantidade de mortes por armas de fogo, enquanto vários países têm tido sucesso em combater o crime mesmo com leis rígidas de controle."

    Quais países têm leis tão rígidas quanto a brasileira? A Austrália, como já comprovado, é que não é.

    Mais ainda: quais países que hoje têm leis tão severas quanto às do Brasil eram violentos antes da adoção dessas leis severas?

    Isso ninguém responde.

    Vou tentar de novo: Quero saber de um país que tinha níveis dantescos de criminalidade quando armas eram legais e, logo depois de um desarmamento, se tornou um oásis de pacifismo. Quero só um exemplo confirmado.

    "Não precisa me processar só porque eu discordo de você."

    Não banque o tolo (ou o esperto). Você o acusou abertamente de trabalhar a soldo da indústria de armas. Falou explicitamente, e em tom acusatório, que ele recebe para isso. Falo que essa é a motivação dele. Agora está aí passando aperto e "defecando fino". (Cadê seu nome completo e CPF?)
  • fernando  10/02/2017 21:26
    Nossaaa, eu considerava que tinha uma opinião neutra acerca do desarmamento (admito que por falta de aprofundamento em estudos), realmente não tinha um posicionamento, então pela perspectiva neutra que tive dessa discussão, dá pra enxergar claramente a ótima contra-argumentação do ronaldo vasconcelhos e o caráter pobre do discurso oposto, marcante por frases de efeito. Que lacradaaaa.
  • 4lex5andro  10/02/2017 13:13
    O texto na verdade, é um compilado de escritos de autores diversos.

  • Alexandre  10/02/2017 14:02
    "Os ataques dos populares a lojas de Vitória, capital do Espírito Santo, aproveitando-se da ausência total de policiamento ostensivo em face da greve ilegal da Polícia Militar, evidenciam que o bom selvagem nunca existiu, as teses de Bakunin (autogestão) não passaram de utopia e os freios morais, éticos e coercitivos são indispensáveis, sob pena de o mal de alastrar indefinidamente.
    A discussão sobre se o ser humano é essencialmente mau ou bom perpassa os séculos e não se chega a uma solução definitiva. Todavia, percebe-se que o indivíduo pende para um lado ou outro por diversas razões, entre elas distúrbios psíquicos, influência do meio e livre arbítrio.
    Victor Hugo, na obra Os Miseráveis, referindo-se à Batalha de Waterloo, Bélgica, ocorrida em 1814, em que o Exército de Napoleão Bonaparte foi derrotado pelas forças da Inglaterra e Prússia, menciona a existência de pessoas semelhantes a aves de rapina que se posicionavam atrás das tropas e iam saqueando os cadáveres, arrancando-lhes dente de ouro, cordões, alianças, relógios, dinheiro, roupas, botas e o que houvesse de valor.
    Não é raro presenciar turbas alucinadas avançarem sobre caminhões de cargas acidentados nas estradas para saquear os gêneros alimentícios espalhados, mostrando-se indiferentes aos corpos agonizantes de motoristas e passageiros.
    Surgirão vozes justificando a ação dos saqueadores como ato de desespero e necessidade, mas é sabido que ninguém se alimenta de eletroeletrônicos, produtos que ficaram na mira dos assaltantes em uma loja da Ricardo Eletro.
    Aceitam-se bem a detecção de distúrbio psíquico e a indicação da influência do meio, mas não são poucos os que criam mil argumentos para desculpar o livre arbítrio e até negá-lo peremptoriamente.
    O marido atinge a cabeça da mulher com um pau e justifica que foi ele quem perdeu a cabeça; o rapaz engravida a moça e diz que não sabe onde estava com a cabeça (quem sabe?); outro abusa das drogas e do álcool, atropela e mata no trânsito ou mesmo na bala e diz que não sabe como isso foi acontecer.
    E assim os desembestados vão enviando legítimos representantes para os centros do poder e mandando no resto da sociedade, a parte que ainda insiste em trabalhar direito e cuidar da família."

    ESCRITO POR: Miguel Lucena (delegado da PCDF e jornalista).
  • Tyler Durden  02/03/2017 15:13
    Sou de SC e moro no RS onde pedi porte que me foi negado. Engraçado que na época, a 2 anos atrás, o agente da PF falou que se fosse uns anos antes eu ganhava a porte, mas que naquela época que eu pedi os delegados do RS foram chamados em Brasilia e levaram uma mijada em razão de darem mais de 3,5 mil porte por ano e que Espiro Santo dava apenas 1 por ano, que era exemplo. Resultado está ai. Detalhe que á uns 3 anos no RS eles estão negando porte para todos e não renovam nem os antigos, tirando até de instrutor de tiro o porte. Como se vê, violência subiu muito no RS desde então.
    SC ainda como comparação é o o maior mercado de armas, com 3% da população brasileira responde por mais de 12% das compras de armas no Brasil, sendo hoje o estado menos violento.


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