Em uma economia de livre mercado, nenhum lucro é “excessivo” - por definição
O mundo prosperou quando as pessoas passaram a ter o direito de controlar sua própria riqueza

Durante a maior parte da história humana, os indivíduos tinham muito pouco controle sobre sua própria riqueza. Tribos violentas e beligerantes rotineiramente saqueavam vilarejos, e reis e imperadores poderosos podiam confiscar a propriedade das pessoas de acordo apenas com seus caprichos.

Se você trabalhasse duro e conseguisse acumular alguma riqueza, não havia nenhuma garantia de que você poderia manter essa riqueza para si. Consequentemente, a maioria das pessoas se contentava em viver de maneira extremamente discreta e levando uma vida de grandes privações, tudo para não atrair muita atenção.

Mas algo de importante aconteceu no século XVII: os direitos de propriedade começaram a ser reconhecidos e estabelecidos. Em seu livro Dois Tratados sobre o Governo (1689), John Locke escreveu:

"Cada homem tem uma propriedade em sua própria pessoa; a essa propriedade ninguém mais tem direito nenhum senão ele. Podemos dizer que o trabalho de seu corpo e de suas mãos é devidamente dele."

Isso deu início a uma grande alteração na sociedade, permitindo às pessoas manterem a renda do seu trabalho. Também significou que sua posição na sociedade (classe, casta etc.) não mais era determinada em seu nascimento. Com muito trabalho e visão de mundo, você poderia crescer e enriquecer, permitindo um padrão de vida melhor para si próprio e para seus filhos.  

Com a ascensão social se tornando possível, a mentalidade empreendedora dos indivíduos foi estimulada. As pessoas passaram a criar novos produtos e serviços para ofertar aos consumidores em troca do lucro. Ao fazerem isso, desejavam enriquecer. A consequência dessa busca pelo lucro — lucro esse possibilitado pela satisfação dos desejos e necessidades dos consumidores — foi o surgimento de várias inovações, as quais melhoraram substantivamente a vida de todos, ricos e pobres.

Em algumas culturas, tornou-se até mesmo mais favorável ser visto como um indivíduo que venceu pelo esforço próprio do que alguém que já nasceu em berço de ouro — um fragoroso contraste em relação à era dos reis e imperadores.

Muito já foi escrito sobre as causas da Revolução Industrial. Mas é certo que uma condição necessária, embora não suficiente, foi o fato de que as pessoas que fizeram fortunas passaram a poder usufruí-las em paz.

Permitir que as pessoas controlassem a própria riqueza não apenas acelerou as inovações, como também atraiu os melhores e mais brilhantes indivíduos para determinados países.

No livre mercado, a propriedade privada dos fatores de produção já é uma função social

É costume ver as inovações radicais que o capitalismo produziu ao substituir os mais primitivos e menos eficientes métodos dos artesãos pelas fábricas mecanizadas. No entanto, esta é uma visão bastante superficial. A feição característica do capitalismo que o distinguiu dos métodos pré-capitalistas de produção era o seu novo princípio de distribuição e comercialização de mercadorias.

Surgiram as fábricas e começou-se a produzir bens baratos para a multidão.  Todas as fábricas primitivas foram concebidas para servir às massas, a mesma camada social que trabalhava nas fábricas. 

Os empregados são eles próprios os consumidores da maior parte de todos os bens produzidos em uma economia. Eles são os consumidores soberanos que "sempre têm razão". Sua decisão de consumir ou de se abster de consumir determina o que deve ser produzido, em qual quantidade, e com que qualidade. Ao consumirem aquilo que mais lhe convém, eles determinam quais empresas obtêm lucros e quais sofrem prejuízos. 

Aquelas que lucram expandem suas atividades e aquelas que sofrem prejuízos contraem suas atividades.

Desta forma, as massas, na condição de consumidores no mercado, estão continuamente retirando o controle dos fatores de produção das mãos dos empreendedores menos capazes e transferindo-o para as mãos daqueles empreendedores que são mais bem sucedidos em satisfazer seus desejos.

Sob o capitalismo, a propriedade privada dos fatores de produção por si só representa uma função social. Os empreendedores, os capitalistas e os proprietários de terras são os mandatários, por assim dizer, dos consumidores, e seus mandatos são plenamente revogáveis. Em um mercado livre e desimpedido, no qual não há regulamentações, subsídios ou protecionismos estatais, para um indivíduo ser rico, não basta ele ter poupado e acumulado capital. É necessário que ele invista, contínua e repetidamente, naquelas linhas de produção que melhor atendam aos desejos dos consumidores. 

O processo de mercado torna-se um plebiscito que é repetido diariamente, e que inevitavelmente expulsa da categoria dos eficazes e rentáveis aquelas pessoas que não empregam sua propriedade de acordo com as ordens dadas pelo público.  Consequentemente, em um mercado livre de protecionismos e privilégios concedidos pelo governo, as grandes empresas — sempre o alvo do ódio fanático de todos os governantes e de pretensos intelectuais — adquirem e mantêm seu tamanho unicamente pelo fato de elas atenderem aos desejos das massas.

As indústrias voltadas para satisfazer os luxos de poucos jamais adquirem um tamanho significativo.

Como ocorrem os lucros e os prejuízos

Em um sistema capitalista de organização econômica, os empreendedores determinam como serão os processos de produção. Porém, nesta tarefa, caso haja livre concorrência e uma genuína liberdade de entrada no mercado, eles sempre estarão total e incondicionalmente sujeitos à soberania do público consumidor

Aqueles empreendedores que se mostrarem incapazes de produzir — da melhor e mais barata maneira possível — os bens e serviços que os consumidores estão demandando com mais urgência, sofrerão prejuízos e serão, em última instância, eliminados de sua posição empreendedorial. Outros empreendedores que tenham maior capacidade administrativa e que saibam melhor como servir aos consumidores substituirão estes que falharam.

O que possibilita o surgimento do lucro é a ação empreendedorial em um ambiente de incerteza. Um empreendedor, por natureza, tem de estar sempre estimando quais serão os preços futuros dos bens e serviços por ele produzidos. Ao estimar os preços futuros, ele irá analisar os preços atuais dos fatores de produção necessários para produzir estes bens e serviços futuros. Caso ele avalie que os preços dos fatores de produção estão baixos em relação aos possíveis preços futuros de seus bens e serviços produzidos, ele irá adquirir estes fatores de produção. Caso sua estimação se revele correta, ele auferirá lucros.

Portanto, o que permite o surgimento do lucro é o fato de que aquele empreendedor que estima quais serão os preços futuros de alguns bens e serviços de maneira mais acurada que seus concorrentes irá comprar fatores de produção a preços que, do ponto de vista do estado futuro do mercado, estão hoje muito baixos. Consequentemente, os custos totais de produção — incluindo os juros pagos sobre o capital investido — serão menores que a receita total que o empreendedor irá receber pelo seu produto final. 

Esta diferença é o lucro empreendedorial.

Por outro lado, o empreendedor que estimar erroneamente os preços futuros dos bens e serviços irá comprar fatores de produção a preços que, do ponto de vista do estado futuro do mercado, estão hoje muito altos.  Seu custo total de produção excederá a receita total que ele irá receber pelo seu produto final.  Esta diferença é o prejuízo empreendedorial.

Assim, lucros e prejuízos são gerados pelo sucesso ou pelo fracasso de se ajustar as atividades produtivas de acordo com as mais urgentes demandas dos consumidores.  Tão logo este ajuste correto seja alcançado, lucros e prejuízos desaparecem. Os preços dos fatores de produção chegam a um nível em que os custos totais de produção coincidem com o preço do produto final. 

Lucros e prejuízos são fenômenos que só existem constantemente porque a economia está sempre em contínua mudança, o que faz com que recorrentemente surjam novas discrepâncias entre os preços dos fatores de produção e os preços dos bens e produtos por eles produzidos, e consequentemente haja a necessidade de novos ajustes.

Não há isso de "lucros excessivos"

Lucros nunca são um fenômeno normal e corriqueiro. Eles surgem onde há uma discrepância entre o uso atual dos fatores de produção e o uso possível destes fatores de modo a fazer com que o material e os recursos mentais disponíveis satisfaçam da melhor maneira possível os desejos do público. 

Lucros são a recompensa para aqueles empreendedores que descobrem esta discrepância; e eles desaparecem tão logo a discrepância seja totalmente removida. 

Quanto maior forem as discrepâncias antecedentes, maiores serão os lucros auferidos pela sua remoção. As discrepâncias podem muitas vezes ser consideradas excessivas.  Mas é inapropriado aplicar o epíteto "excessivo" aos lucros.

As pessoas dizem que há 'lucros excessivos' quando analisam os lucros auferidos pelo capital empregado no empreendimento, e mensuram o lucro como porcentagem deste capital. Porém, o que cria lucros e prejuízos não é o capital empregado. Ao contrário do que pensava Marx, o capital não "gera lucro". Bens de capital são objetos sem vida que, por si sós, não realizam nada. Se eles forem utilizados de acordo com uma boa ideia, haverá lucros. Se eles forem utilizados de acordo com uma ideia equivocada, haverá prejuízos ou, na melhor das hipóteses, não haverá lucros. 

É a decisão empreendedorial o que cria tanto lucros quanto prejuízos. É dos atos mentais, da mente do empreendedor, que os lucros se originam, essencialmente. O lucro é um produto da mente, do sucesso de se saber antecipar o estado futuro do mercado. É um fenômeno espiritual e intelectual.

Condenar qualquer lucro como sendo 'excessivo' pode levar a situações tão absurdas quanto aplaudir uma empresa que, outrora muito lucrativa, passou a desperdiçar capital e a produzir ineficientemente a custos mais altos. Esta redução na eficiência e, consequentemente, nos lucros logrou apenas fazer com que os cidadãos fossem privados de todas as vantagens que poderiam usufruir caso os bens de capital desperdiçados por esta empresa fossem disponibilizados para a produção de outros produtos.

Ao repreender alguns lucros como sendo 'excessivos' e consequentemente penalizar empreendedores eficientes com uma elevação de impostos para "compensar" os altos lucros, a sociedade está prejudicando a si própria. Tributar lucros é o equivalente a tributar quem se mostrou bem-sucedido em servir ao público

O único objetivo de toda e qualquer atividade produtiva é empregar o menor número possível de fatores de produção de tal modo que eles produzam a maior quantidade possível de bens. Quanto menor a quantidade de insumos necessária para a produção de um bem, maior será a quantidade de fatores de produção — escassos por natureza — disponível para ser empregada na manufatura de outros bens. No entanto, e ironicamente, quanto mais um empreendedor se mostra bem-sucedido nesta difícil tarefa, mais ele é difamado e mais a sociedade exige que ele seja tributado mais rigorosamente. 

Aumentar os custos por unidade produzida — ou seja, aumentar o desperdício — passou a ser exaltado como uma virtude.

A mais espantosa manifestação desta total incapacidade de compreender o objetivo da produção e a natureza e a função dos lucros e prejuízos pode ser vista na popular superstição de que o lucro é apenas um valor adicionado aos custos de produção (fenômeno conhecido como markup), com seu valor dependendo exclusivamente do arbítrio do vendedor.  É exatamente esta crença que está por trás de todos os programas estatais de controle de preços ou de especificação de margens de lucros.

Todas as pessoas, empreendedoras e não-empreendedoras, olham com desconfiança para qualquer lucro auferido por terceiros. A inveja é um defeito e uma fraqueza comum aos homens. As pessoas são avessas a aceitar o fato de que elas próprias poderiam ter auferido estes lucros caso houvessem demonstrado a mesma iniciativa, a mesma presciência e o mesmo julgamento dos empreendedores bem-sucedidos. Seu ressentimento é tanto mais violento quanto mais elas estão subconscientemente cientes deste fato.

Não existiriam lucros se não houvesse um ímpeto do público em adquirir os bens e serviços oferecidos pelo empreendedor bem-sucedido. Porém, as mesmas pessoas que se esforçam para adquirir estes bens e serviços são aquelas que vilipendiam os empreendedores e dizem que seus lucros são abusivos e imerecidos.

A opinião pública tolera os lucros apenas se eles não excederem o salário pago a um empregado. Todo o excedente é caluniado como sendo injusto. O objetivo da tributação é, de acordo com o princípio de 'tributar quem ganha mais', exatamente o de confiscar este excedente. Não levam em conta que, sem lucros, não há investimentos futuros, não há expansão dos negócios e não há contração de mais mão-de-obra, o que levará a uma escassez de bens e serviços e, no final, a uma redução do padrão de vida de todos.

Uma das principais funções dos lucros é direcionar o controle do capital para aqueles que sabem como empregá-lo da melhor maneira possível para satisfazer o público.  Empreendedores que sofrem seguidos prejuízos vão à falência e, consequentemente, liberam capital e recursos para serem utilizados por empreendedores mais bem sucedidos. Já empreendedores que obtêm seguidos lucros se tornam mais capazes de obter capital e recursos de empreendedores menos eficientes, que estão desperdiçando estes recursos escassos.

Lucros e prejuízos são os instrumentos por meio dos quais os consumidores passam o controle das atividades produtivas para as mãos daqueles mais capacitados para servi-los. Qualquer medida que seja tomada para se restringir ou confiscar os lucros irá debilitar esta função de mercado que eles exercem. 

A máquina econômica se tornará, do ponto de vista do público consumidor, menos eficiente e menos ágil em suas respostas.

O invejoso homem mediano imagina que os lucros dos empreendedores são totalmente gastos em consumo próprio, de maneira hedonista. Uma parte, de fato, é consumida. Porém, só irão alcançar riqueza e influência no âmbito dos negócios aqueles empreendedores que consumirem apenas uma fração de suas receitas e reinvestirem a grande fatia restante em suas empresas.  O que faz com que pequenas empresas se tornem grandes não é o seu gasto, mas sim sua poupança e sua acumulação de capital.

Conclusão

Em um cenário de livre concorrência, a riqueza de empreendedores bem-sucedidos significa que os consumidores estão mais bem servidos do que estariam na ausência dos esforços empreendedoriais destas pessoas. O padrão de vida do cidadão comum é maior justamente naqueles países que possuem o maior número de empreendedores ricos. 

Países que possuem poucos empreendedores ricos possuem um maior número de miseráveis. É do total interesse material de todas as pessoas que o controle dos meios de produção esteja concentrado nas mãos daqueles indivíduos que sabem como utilizá-los da maneira mais eficiente possível.

Se a atual política de perseguir e confiscar a riqueza dos milionários houvesse sido implementada no início do século XX, tanto o crescimento das indústrias quanto a produção de bens de consumo de todos os tipos não teria ocorrido. Automóveis, aviões, geladeiras, telefones, rádios, televisores, aparelhos elétricos e eletrônicos, eletrodomésticos e centenas de outras inovações menos espetaculares mas ainda mais úteis não teriam se tornado corriqueiros no mundo atual.

O assalariado médio, o operário comum, acredita que para manter funcionando a atual estrutura de produção, para aprimorar e aumentar a produção, não é necessário mais do que a comparativamente simples rotina de trabalho atribuída a ele. Ele não percebe que o mero trabalho exaustivo e rotineiro não é o suficiente. Sua diligência e habilidade seriam qualidades totalmente vãs caso não houvesse um empreendedor presciente para direcioná-las para o seu mais importante objetivo e caso não houvesse capital acumulado pelos capitalistas para auxiliar nesta tarefa.

A pior ameaça para a prosperidade, para a civilização e para o bem-estar material dos assalariados é justamente a incapacidade de líderes sindicais, de sindicalistas em geral e das camadas menos inteligentes dos próprios trabalhadores de entender e apreciar o papel dos empreendedores e capitalistas na produção.


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SOBRE O AUTOR

Ludwig von Mises
foi o reconhecido líder da Escola Austríaca de pensamento econômico, um prodigioso originador na teoria econômica e um autor prolífico.  Os escritos e palestras de Mises abarcavam teoria econômica, história, epistemologia, governo e filosofia política.  Suas contribuições à teoria econômica incluem elucidações importantes sobre a teoria quantitativa de moeda, a teoria dos ciclos econômicos, a integração da teoria monetária à teoria econômica geral, e uma demonstração de que o socialismo necessariamente é insustentável, pois é incapaz de resolver o problema do cálculo econômico.  Mises foi o primeiro estudioso a reconhecer que a economia faz parte de uma ciência maior dentro da ação humana, uma ciência que Mises chamou de "praxeologia".



A meu ver, essa "desregulamentação" estatal sobre a terceirização não passa de uma intervenção, de feição "liberal", que não implicará nos efeitos desejados e previstos.

Basicamente, pelo que eu entendi, a intenção do governo é gerar mais empregos que de fato paguem salários realmente vinculados à riqueza produzida pelo empregado. Com isso, busca se mover a economia, através de poupanças, maior capital do empregador para investimento e consumo real dos empregados. Desse modo, o Estado pode arrecadar mais, pois, na análise de Smith que é complementanda pelo autor do artigo, a especialização (terceirização) gera riqueza e prosperidade. Fugindo, portanto, do ideal keynesiano de que quanto maior o consumo de quem produz maior o progresso, negligenciando a possível artificialidade dessa troca.

Minha objeção consiste em afirmar que a regulamentação do modo que foi feita não é benéfica para o Estado, logo, como tudo no Brasil, querendo ou não, está ligado à esse ente, não torna se benéfica ao indivíduo.

Primeiro, pelo fato de que, as empresas que contratam outras empresas terceirizadas podem ter um elo empregatício direito com os empregados dessa última. Nessa perspectiva, caso uma terceirizada, receba os repasses do contratante, porém não esteja pagando os benéfícios/ salários dos seus empregados em dia, sob alegações diversas, iniciará se um processo judicial entre a empresa contratada e o contrante para solucionar esse caso, haja vista que é do interesse do terceirizado receber o que lhe é devido. Consequentemente, o tempo depreendido, os custos humanos e financeiros são extremamente onerosos para a empresa contratante, de modo que, sua produtividade e poder de concorrencia no mercado é reduzida. Ou seja, a continuidade do desrespeito aos contratos firmados e a morosidade da Justiça, práticas comuns no país, muitas vezes, anulam a ação estatal que visa gerar mais empregos e melhorar a produtividade das empresas. O que afeta principalmente os empreeendedores com um capital menor e que operam em mercados menos regulados. Logo, busca se intervir para corrigir um problema, sendo que o corolário dessa nova intervenção é exaurido por uma ação feita anteriormente

Outro ponto pouco abordado por vocês é que as terceirizações beneficiam também os empresários oriundos de reservas de mercado. Logo, uma ação estatal que, a posteriori privilegia os amigos dos políticos, não pode implicar nas consequências previstas a priori. Isso porque, a possibilidade contratação de terceirizados a partir de salários menores do que de fato seriam em um contexto natural/equilibrado torna se muito mais viável para os corporativistias, pelo simples fato de que seus acordos com agências e orgãos públicos influenciam também nas decisões judiciárias que envolvem a sua empresa e a empresa terceirizada. Desse modo, o megaempresário contrata a empresa terceirizada e estabelece um acordo onde há um repasse menor da grande empresa para a terceirizada e, na sequência, apenas uma parte muito pequena, não correspondente ao valor gerado, desse repasse para a empresa terceirizada é convertida em salários para os terceirizados, onde a empresa terceirizada acaba lucrando mais, ao ter menos gastos. Portanto, um terceirizado que trabalha para uma empresas monopolística (no sentido austríaco) possui maiores chances de ser ludibriado e não lhe resta muitas opções de mudança de nicho, haja vista que infelizmente inúmeros setores do mercado brasileiro sofrem regulação e intervenção constante do governo.

No mais, ótimo artigo.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Capital Imoral  06/02/2017 12:53
    O capitalismo torna os pobres banais
    "justamente esses que mais necessitam de disciplina na vida, são os que mais são afetados pelo fetichismo do capital". - Capital imoral

    Recentemente em meus trabalhos de analise da alma humana, estive a visitar pequenas comunidades na cidade de são Paulo; visitei a casa de um amigo que mora na comunidade e a primeira coisa que notei foi a pequena dimensão de espaço que existe nessas casas, popularmente conhecidas como favelas. Essas casas são pequenos cubículos, sendo algumas feita de madeira de péssima qualidade e telhados do tipo mais simples. As pessoas não vivem, elas se metem em um buraco e lá tentam sobreviver.

    Mas existe um contraste que me chocou, na mesma casa de péssima qualidade, existe uma grande televisão de tela plana, a filha do pobre (gatinha até) não largava o Smartphone e o notebook estava na mesa. Diante desta cena a unica coisa que me trazia para a realidade era a face sofrida da pobre senhora, nota-se que foi muito explorada pelo capital.

    Meu amigo e a filha dele( que tentei dar em cima, mas levei um fora depois por culpa do capital) tinham uma mentalidade comum: ambos foram afetados pelo fetichismo do capital. Meu amigo começa: "e ai santista, você viu o jogo?" confesso que senti vontade de responder, "e ai pobre? você viu sua casa?" mas como sou um homem educado respondi que não. A garota que deveria estar lendo Friedrich Nietzsche, está no smarthphone dando like nas postagens de homens que postam fotos sem camisa com tatuagem de crucifixo; em alguém sentindo na mente do pobre existe uma relação entre a sensualidade e religião, talvez pela incapacidade de ler um obra religiosa séria eles criem suas próprias associações pelo livre mercado da mente interior, preciso estudar sobre está questão.

    O romantismo que acontece por culpa do capital
    Notei nesta breve conversa a influencia da era romantista na vida comum do pobre, tudo tem que ser um grande estardalhaço sentimentalista. A vida de um pobre é uma grande montanha russa sentimentalista, sim eu estou utilizando a teoria do historiador Nicolau sevcenko, onde o capitalismo é uma grande montanha russa de excesso estético, produtos, sentimentalismo, onde o loop é quando você perde o controle de sua mente.
    observando está é a grande traição do capital, conclui que: Os pobres que são mais vulneráveis pela propaganda do capital, justamente esses que mais necessitam de disciplina na vida, são os que mais são afetados pelo fetichismo do capital. Pois cria-se em torno do objeto de consumo uma aura espiritual influenciada pela propaganda. Eles estão impedidos de ver a realidade a sua volta, pois tem uma tela de Smartphone ou televisão bem na sua frente. Este conteúdo de consumo necessariamente tem que ser excessivo e sentimentalista, pois a observação das sutilezas da vida só acontece quando há uma vida intelectual interior, o que de fato é impedido pelo loop do capital.

    Nota1
    Gostaria de deixar algumas notas neste artigo.
    O excesso estético revelado nas pichações em São paulo
    Um dos piores prefeitos que são Paulo já teve, João dória, tem perseguido alguns pobres e dificultado da vida deles na área da saúde. Eu gostaria de dizer que as pichações são feitas praticamente e somente pelos mais pobres, é uma forma de revelar-se contra a cultura do capital. por exemplo: O capitalismo me manda uma mensagem no facebook que destrói a minha cultura e rouba o meu tempo, eu me deixo influenciar e destruo a minha vida, como resposta a esta destruição, eu também vou enviar a minha resposta destrutiva para o capitalismo atacando a propriedade privada. È uma guerra, mas quem começou foi o capital.

    nota2
    Aiiiiii que saudade de poder escrever novamente para o instituto Mises, estava ocupado sendo explorado pelo capitalismo; que vive de explorar a alma dos homens justos, mas agora o diabo, chamado capitalismo, me deu um momento de descanso.

    Capital imoral é filosofo, escritor e já refutou Mises.
  • WDA  07/02/2017 11:31
    Huahauhha Capital imoral, você está demais! Ri muito com esse texto! Seus últimos textos, aliás, têm sido super engraçados. Abraço
  • Igualitário  07/02/2017 12:56
    Querido Capital Imoral, realmente me choca saber de histórias como essas, que enquanto há pessoas morando em casas (por mais "humildes" que sejam) ainda há pessoas que não possuem onde morar! Casas para todos, ou Rua para todos! Viva à igualdade, abaixo o Capital.
  • Higor  07/02/2017 14:00
    Capital Imoral cada vez melhor hahaha
  • Taxidermista  06/02/2017 12:54
    Enquanto isso, na Constituição Brasileira...

    Art. 173, §4º e §5º:

    "§ 4º - lei reprimirá o abuso do poder econômico que vise à dominação dos mercados, à eliminação da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros.

    § 5º A lei, sem prejuízo da responsabilidade individual dos dirigentes da pessoa jurídica, estabelecerá a responsabilidade desta, sujeitando-a às punições compatíveis com sua natureza, nos atos praticados contra a ordem econômica e financeira e contra a economia popular."

    Como se vê, não há absurdo (geral e econômico) que não esteja escrito ali.
  • reinaldo  06/02/2017 13:17
    Quer dizer que se os consumidores, por livre e espontânea vontade comprarem apenas telefones da Nokia, o governo vai impor sanções à empresa, e obrigar a população a comprar de outra marca?

    Que loucura.
  • Taxidermista  06/02/2017 13:47
    Reinaldo:

    Se a Nokia, em virtude da satisfação gerada no público consumidor, ficar "muito grande", e "passar a dominar os mercados" ou "eliminar ou diminuir a concorrência", sim ela poderá ser punida, e o Brasil tem um órgão específico para fazer isso: CADE ("Conselho Administrativo de Defesa Econômica").

    É a mais triste verdade.
  • lorivaldo  06/02/2017 13:23
    Coloque aí também a "função social da propriedade".
  • 4lex5andro  06/02/2017 14:39
    O artigo 170 da Constituição Federal dispõe que:

    "Art. 170. A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios:

    [...]

    II - propriedade privada;

    III - função social da propriedade;"

    Dessa forma, a propriedade e sua função social estão elencadas dentre os princípios gerais da atividade econômica, as quais são reguladas e normatizadas pelo poder público, como, a partir de incentivos e planejamentos.

    Super-Estado é a meta inconfessada dessa constituição; e o governo antes do impeachment ainda propôs, como promessa de campanha de 2014, fazer uma nova constituinte.

  • Taxidermista  06/02/2017 16:03
    Isso, 4lex5andro, em outro artigo (www.mises.org.br/Article.aspx?id=2603) cheguei a fazer esse comentário, aqui reproduzido:

    "Olha, como exemplo, o art. 170 sobre "a ordem econômica" (só o fato de existir um cap. com esse título já dá o tom da coisa...):

    Art. 170. A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano [ludismo] e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social [igualitarismo social], observados os seguintes princípios:

    I - soberania nacional [mercantilismo, nacionalismo econômico e desenvolvimentismo];
    II - propriedade privada [tem que ter a enganação, claro];
    III - função social da propriedade [socialismo explícito];
    IV - livre concorrência [traduzindo: "direito antitruste", instrumento anti-liberdade] ;
    V - defesa do consumidor [traduzindo: regulação econômica que viola a liberdade contratual e a propriedade privada];
    VI - defesa do meio ambiente, inclusive mediante tratamento diferenciado conforme o impacto ambiental; [ambientalismo]
    VII - redução das desigualdades regionais e sociais [igualitarismo social de novo];
    VIII - busca do pleno emprego [keynesianismo explícito];
    IX - tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no País [mercantilismo, nacionalismo econômico e desenvolvimentismo de novo]
    Parágrafo único. É assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica, independentemente de autorização de órgãos públicos, salvo nos casos previstos em lei ["salvo nos casos previstos em lei", ou seja, sempre que o burocrata quiser, o empreendedor tem que pedir permissão].


    Quer mais?

    Art. 172:

    "Art. 172. A lei disciplinará, com base no interesse nacional, os investimentos de capital estrangeiro, incentivará os reinvestimentos e regulará a remessa de lucros."

    Quer mais?

    Art. 173 e §4º:

    "Art. 173. Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei."

    "§ 4º - lei reprimirá o abuso do poder econômico que vise à dominação dos mercados, à eliminação da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros."

    Quer mais?

    Art. 174:

    "Art. 174. Como agente normativo e regulador da atividade econômica, o Estado exercerá, na forma da lei, as funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo este determinante para o setor público e indicativo para o setor privado."


    Quer mais?

    Art. 175:

    "Art. 175. Incumbe ao Poder Público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos."


    Enfim, a desgraça é mesmo completa."


    De resto, vale lembrar também o art. 6º, aquele tenta implantar o "almoço grátis":

    "Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição."
  • Ze da Moita  07/02/2017 17:57
    função social da propriedade, função social da empresa e função social do contrato; vários meios para o controle dos negócios feitos entre os particulares por parte do Estado, se for interessante intervem usando qualquer um desses institutos
  • Minarquista  06/02/2017 14:47
    Perfeito Taxidermista!

    Vou até mais longe: essa lei é absolutamente inválida. Explico:
    Por uma questão de lógica, leis que violem a lógica ou a Natureza, são automaticamente inválidas.
    Se os asnos do congresso votarem por unanimidade uma lei dizendo que 2 + 2 = 5, isso não torna a sentença matemática verdadeira. Ou alguém acha que, se for criada uma lei abolindo a Lei da Gravidade, no momento em que ela for sancionada, passaremos todos a flutuar?
    Como consequência, todas as leis que violam a lógica ou a Natureza, são automaticamente inválidas. Isso inclui toda a violação da lógica filosófica jusnaturalista. Este fato abre caminho, para, usando somente a lógica, impor limites ao que pode ser votado, e ao que não pode ser votado. Isso torna a democracia limitada. De certa forma, isso impõe limites teóricos à ação do Estado, e da maioria.

    []s
  • anônimo  06/02/2017 15:51
    E quem é que vai votar a lei que impõe limite às bestas?
  • Taxidermista  06/02/2017 16:10
    Boa, meu caro.

    E vc quer ver a coisa de forma ainda mais horripilante?

    Veja as "infrações à ordem econômica" constantes da Lei do CADE (Lei 12.529/2011):

    Art. 36 da Lei:

    "Art. 36. Constituem infração da ordem econômica, independentemente de culpa, os atos sob qualquer forma manifestados, que tenham por objeto ou possam produzir os seguintes efeitos, ainda que não sejam alcançados:

    (...)

    II - dominar mercado relevante de bens ou serviços;

    III - aumentar arbitrariamente os lucros; e

    IV - exercer de forma abusiva posição dominante.
    "


    E tem outras tipificações ali de apavorar qualquer um que tenha conhecimento mínimo da (correta) teoria econômica e/ou de ética libertária...

  • anônimo  06/02/2017 18:36
    Para por favor!
    Quero ir embora pra outro país. Alguma sugestão boa e fácil?
  • Andre  06/02/2017 21:03
    Paraguai, sério, aproveite enquanto é tempo.
  • Minarquista  06/02/2017 19:12
    Caros Colegas:

    Tenho uma sugestão: vamos parar de ficar só falando, e vamos passar à ação! Como? Segue:

    Não sou advogado, mas sei que existe um tipo de processo que contesta uma lei, chamada ADIN (ação direta de inconstitucionalidade). Basicamente, o processo pede a extinção de uma certa lei, porque ela conflita com uma instância legal superior a ela: a Constituição. Teoricamente, como temos uma hierarquia legal, podemos entrar com processos semelhantes para leis de quaisquer níveis, argumentando que ela viola uma lei hierarquicamente superior.

    Poderíamos, meio que por diversão, meio para fazer os juristas, juízes e advogados pensarem, entrar com um processo chamado ADIL (Ação Direta de Ilogicidade) contra um artigo da Constituição. Pode ser contra o Art. 173, §4º, mencionado pelo Taxidermista.

    A argumentação é que, dada a Ciência Econômica, este artigo violaria a lógica, e, portanto, seria inválido. Apresentamos como prova este artigo, e mais algumas dezenas de outros assinados por economistas conhecidos, todos afirmando e provando por A + B que o artigo viola a lógica, e que, portanto, é obrigação do Supremo torná-lo extinto... E o fato de existir um artigo ilógico na Constituição, gera uma cascata de leis subordinadas absurdas, coerentes com o artigo em questão, e, portanto, todas ilógicas, o que gera uma insegurança jurídica imensa...

    O Supremo ficaria numa saia justíssima. Ele tem apenas 2 opções:
    a) Aceita o argumento, elimina o artigo, e abre a porteira para uma reformulação ad-hoc da Constituição, feita à base de processos de ilogicidade, ou...
    b) Nega o processo, e deixa claro para todos que há um monte de leis ilógicas, estúpidas e absurdas, e que o Supremo não vai corrigir esses absurdos, porque não é seu papel, porque não é assim que funciona o sistema, etc, etc.

    Qualquer que seja o veredito, esta ação, faria um certo barulho na mídia, o que serviria para evidenciar a forma totalmente tortuosa e ilógica como as leis são feitas. Aos olhos de todos ficaria claro que a lei máxima de um país não é a Constituição. Ao contrário, esta deve subordinar-se à lógica e à Natureza. Então, se não há leis que não podem ser votadas, conclui-se que a democracia é limitada pela lógica. Ponto para o Libertarianismo.

    Divertido, não?

    []s
  • Gustavo S  07/02/2017 15:56
    Muito interessante, sequer conhecia essas ações. Mas quanto a sua sugestão, sou completamente a favor. Acredito que os leitores do Mises Brasil possuem capacidade para tal, já que entre nós alguns são advogados, ou pelo menos possuem relação com eles. Podemos sim utilizar como base de nossa argumentação as inúmeras referências encontradas nos artigos, bem como os artigos em si. Também seria interessante se os integrantes do IMB participassem.
    De qualquer forma, demonstro meu apoio a ideia.
  • Adriano  06/02/2017 13:35
    Estive pensando e cheguei a uma conclusão interessante: é impossível ser um capitalista de sucesso (honestamente) sem ser um socialista no início de seu empreendimento. E isso o que um socialista não entende.

    Explico: o empreendedor investe grande parte de seu capital em um negócio que não sabe se vai dar certo. Paga primeiro os empregados e os três governos sem saber se sobrará um salário para ele; trabalha 12 horas por dia; muito pouco fica com a sua família; tem como principal moto, o sonho de que o negócio prospere, muito mais que o próprio lucro líquido, que quando ocorre é novamente reinvestido na empresa. Hoje em dia este lucro é cada vez menor, portanto tem que ser um herói para suportar os esforços deste sonho.

    Ou seja, no início, ele trabalha para todo mundo, paga todo mundo, e não ganha nada. No final de um grande período de tempo, com alguma sorte, ele colhe algum lucro.
  • Henrique Zucatelli  06/02/2017 14:41
    Adriano, bom dia.

    É bem por aí. O moto socialista prega que você trabalhe como um tolo para todos e ainda seja feliz.

    Abraços,
  • Cri  06/02/2017 13:36
    Ou é lucro ou prejuízo, não há uma terceira alternativa. Quem luta contra lucros está lutando a favor de prejuízos.
  • leitor de internet  06/02/2017 13:52
    Off topic:

    o colunista da Veja enlouquecido em sua tara pela proibição de drogas, falando as mesmas "teses" que ele repete há uns 10 anos:

    "A sua mais recente e estupefaciente diatribe foi conceder duas entrevistas verdadeiramente espantosas, em que defende a legalização total da maconha — da produção ao consumo — como etapa primeira do liberou-geral para as outras drogas. Segundo ele, isso vai tirar força do crime organizado (mentira verificável), diminuir a violência (mentira estimável pela lógica) e desafogar os presídios: bem, isso aconteceria porque criminosos deixariam de sê-lo… Barroso tem uma ideia para a superlotação das penitenciárias: soltar os bandidos.
    A tese de Barroso é bisonha, cretina. Ele já começa com um erro de lógica elementar, tendo como referência a história que não houve e descartando a que houve: "O combate às drogas não deu resultado; então vamos legalizá-las". É um raciocínio asnal. Até porque não sabemos como seria o mundo se liberadas fossem. Mas ao erro conceitual somam-se as tolices. O tabaco é liberado no Brasil, e o contrabando de cigarro movimenta milhões. Mais: se e quando todas as drogas forem liberadas, os bandidos passarão a trabalhar de carteira assinada, é isso? Vão trocar a criminalidade pelo "fordismo"? "Pô, já que não dá mais para ganhar a vida vendendo pó, então vou ser trabalhador com carteira assinada…" Este senhor não sabe do que fala.
    " (veja.abril.com.br/blog/reinaldo/stf-3-o-direito-toxico-de-barroso-merece-impeachment/)

    Leandro Roque escreveu um artigo em 2009 em resposta a um artigo desse cidadão com o mesmo teor desse de agora!

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=440
  • Observador 2.5  06/02/2017 14:02

    O jornalista aí simplesmente não consegue entender a diferença entre algo que não agride ninguém (usar e vender drogas) e atos de violência e agressão (roubos, homicídios).

    Ao não entender isso, ele comete todo tipo de falácia nesse assunto.
  • Andre Mello  06/02/2017 21:04
    Pra que perder seu tempo lendo as opiniões desse sujeito? Mais cedo ví um vídeo do Olavo de Carvalho em que ele questiona qual a autoridade dos jornalistas para criarem opiniões. A conclusão lógica é de que eles não têm nenhuma autoridade e não deveriam fazer oq fazem. Entretanto, assim como ele próprio, muitos são aqueles que batem no peito se achando donos da Verdade e não sabem de nada!

    O exemplo ta aí mesmo... Tanto OC quanto RA são contra a legalização da Cannabis. Tanto um quanto outro usam argumentos falaciosos para tratar o tema e, mesmo assim, são aplaudidos quando regurgitam sua retórica vazia, como no caso que vc já colou aqui. E não adianta colar estudos e mais estudos que provam que eles estão errados, a "lógica" deles só funciona quando é bom pra eles!

    Quer ver?

    Nesse mesmo vídeo do Olavo ele manda a pérola: "Os ignorantes dizem: Se vc pode fumar seu cigarro pq não posso fumar minha Maconha. É uma lógica direta assim." Aí eu te pergunto Irmão, tem alguma coisa errada na frase? Pra Olavo de Carvalho sim. Por isso digo, são todos iguais. Olavo de Carvalho, Joice Hasselmann, Nando Moura, MBL e cia, Reinaldo Azevedo, Lobão, todos esses "novos direitistas" são todos MELANCIA (pra usar um termo cunhado pelo próprio RA). Se dizem de direita, mas é só abrir a boca que eles mesmos se desmentem.

    Abraços!
  • Zak  06/02/2017 21:50
    Boa!
  • WDA  07/02/2017 13:05
    Andre Mello,

    engraçado, você pinça frases das pessoas, tira-as de contexto e depois as utiliza para seus "argumentos". Depois disso, você quer acusar os outros de "falaciosos". Está faltando auto-crítica ou honestidade para você.

    Em que contexto Olavo de Carvalho falou da autoridade dos jornalistas? O Olavo de Carvalho disse realmente que jornalista nenhum tem direito a opinião alguma? Em algum momento ele disse que nenhum jornalista jamais pode emitir uma opinião fundamentada? Que todo jornalista é absolutamente incapaz de proferir uma opinião logicamente consistente e consentânea com a realidade? Que se ao jornalista, pessoalmente, falta autoridade para emitir uma opinião, ele jamais pode obtê-la de dados empíricos, do raciocínio lógico e meios equivalentes?

    Você também diz:"Nesse mesmo vídeo do Olavo ele manda a pérola: "Os ignorantes dizem: Se vc pode fumar seu cigarro pq não posso fumar minha Maconha. É uma lógica direta assim." Aí eu te pergunto Irmão, tem alguma coisa errada na frase? "

    Por que você pinça essa frase e não expõe a argumentação dele em favor de tal idéia? Por que você não nos provê o contexto?
    Ou você viu o recorte de um vídeo de polemização dele e, inteligente, com o é, conclui que aquilo era o vídeo inteiro?

    Sobre o O. de C. você diz: "Entretanto, assim como ele próprio, muitos são aqueles que batem no peito se achando donos da Verdade e não sabem de nada!" Curioso que você faz pior! Você pinça frases isoladas das pessoas, descontextualiza-as para depois bater no peito, se achando dono da verdade e fingir que tem razão ao desmerecê-las.

    Segundo você: "Tanto OC quanto RA são contra a legalização da Cannabis. Tanto um quanto outro usam argumentos falaciosos para tratar o tema e, mesmo assim, são aplaudidos quando regurgitam sua retórica vazia, como no caso que vc já colou aqui. E não adianta colar estudos e mais estudos que provam que eles estão errados, a "lógica" deles só funciona quando é bom pra eles!". Mas você não expõe nenhuma falácia, você cria as suas próprias, tirando de contexto as frases de terceiros, você não indicou estudo nenhum, nem provou que a retórica dos mesmos é vazia, especialmente no caso do Olavo de Carvalho.

    Por que você não pega um artigo dele e refuta ponto por ponto, e ainda amostra que as teses lá expostas são meras opiniões sem apoio em nada, enquanto ele arbitrariamente se arroga a condição de dono da verdade?

    O mais interessante é que, goste você ou não, sem Olavo de Carvalho não haveria Direita no Brasil. Ela continuaria muda e irrelevante, como antes. Quer queira, quer não, o trabalho de divulgação dele foi fundamental para fazer despertar a Direita no Brasil, em todos os seus matizes.

    Antes de existir este site, Olavo de Carvalho já divulgava a Escola Austríaca. E o fazia para um público totalmente ignorante do assunto. Eu mesmo conheci a EA e, eventualmente, este site, graças a ele. E sou-lhe grato por isso.

    Olavo de Carvalho é/foi professor de mais de um fundador deste site. E não por acaso, mas sim pq tais pessoas o escolheram para sê-lo.

    Recentemente o professor Lorio tem defendido, com seu brilhantismo, em artigos deste site, teses verdadeiras e importantes há muito tempo defendidas por Olavo de Carvalho.

    Diante de todos esses fatos, todas a contribuições do sujeito e toda a obra que ele produziu, o melhor que você pode fazer é tentar desmerecê-lo, pinçando frase fora de contexto? Lamentável!
  • WDA  07/02/2017 18:16
    Há um sério problema com alguns leitores deste site. Acreditar que, por imaginarem que estão reverberando teses de gênios como Mises, tais comentaristas estão sempre com razão.

    Ocorre que nem sempre estão defendendo as teses que imaginam e, mesmo que estivessem, nem sempre os gênios têm razão. Mesmo um Mises pode estar errado em alguma coisa.

    Mises errou muito pouco (nada que eu saiba, no que concerne à economia), talvez porque, além de gênio, era humilde. Quem leia o livro Ação Humana verá que ele reconhece e respeita os eventuais limites de suas posições. Ele não achava que seu raciocínio era apodítico onde não era e mostrava haver incertezas onde elas podiam ter lugar.

    Alguns leitores deste site, frequentemente não fazem o mesmo. Assumem que estão reproduzindo a opinião da EA e, por isso, automaticamente estão com a razão.

    Vi isso recentemente em uma discussão aqui, em que um sujeito citava Hoppe com ares de verdade absoluta, até que um outro apareceu com outra fonte com outra opinião (possivelmente o Lew Rockwell, mas não tenho certeza). O debate ali era sobre imigração.

    Aqui, a questão das drogas é tratada como um ponto pacífico, eivado de certeza absoluta quanto a suas conclusões. E os comentaristas nem se dão o trabalho de identificar quais sejam TODOS os problemas que o caso envolve e analisá-los especificamente, até para ver se todas essas questões teriam mesmo sido respondidas por autores austríacos - quanto mais de maneira satisfatória!

    Um dos comentaristas aqui diz: "O jornalista aí simplesmente não consegue entender a diferença entre algo que não agride ninguém (usar e vender drogas) e atos de violência e agressão (roubos, homicídios). Ao não entender isso, ele comete todo tipo de falácia nesse assunto. "

    Fazendo assim, ele parte do pressuposto de que essa é a única e fundamental questão a se tratar quanto ao tema "liberação das drogas".

    O problema é que esta NÃO é a única questão importante.

    Antes de tudo, é preciso responder a um "argumento" frequentemente levantado por quem é a favor da liberação: o de que é o Estado que cria a criminalidade. Isso é totalmente falso. É até curioso ver esta idéia sendo defendida por quem tanto enfatiza que a ação é sempre do INDIVÍDUO. Aqui vemos isso aos montes! O "Estado" pode tipificar juridicamente uma conduta, mas não será ele quem irá praticá-la/executá-la. Quem pratica a AÇÃO criminosa é sempre um indivíduo: o criminoso. Ele, voluntária e deliberadamente é que "cria"/pratica a ação.

    De fato, há mandamentos legais exigindo que as pessoas pratiquem ou se abstenham de praticar determinados atos, mas eles não geram - muito menos automaticamente - esses atos. Uma lei determina que não se vendam certas drogas. Mas isso apenas, não leva ninguém a fazê-lo ou deixar de fazê-lo. É a decisão individual, manifestada no momento de uma ação, que o faz.

    Tanto é verdade que o "Estado" não cria o "criminoso" - e só se poderia dizer isso de forma francamente metafórica - que a proibição de vender drogas aí está e eu não as vendo. Eu e a maioria da população. Pelos mais variados motivos nós todos decidimos nos abster de tal prática. De maneira nenhuma aquela vedação legal de uma conduta nos COMPELIU a praticá-la, "criando" os criminosos e seus crimes.

    Porém, outro dado fundamental sobre a questão que passa despercebido a muitos leitores deste site é o de que a tipificação legal de uma conduta, em si mesma, não nos diz nada sobre a moralidade ou imoralidade da conduta, sobre seu caráter positivo ou negativo, sobre conveniência e inconveniência e sobre seus efeitos não jurídicos, além de outros dados.

    Por exemplo, ao se criar uma lei, tudo o que se sabe efetivamente é que ALGUÉM criou uma norma jurídica. A única coisa que sabemos é que nominalmente algo se tornou legal ou ilegal. Mas nada mais sabemos. Essa lei pode ser boa ou ruim, moral ou imoral, etc . Ela pode proibir que se mate alguém por motivo fútil ou pode determinar a chacina arbitrária de todo um grupo social - os judeus, os dissidentes do partido no poder, etc.

    O mesmo se pode dizer da conduta a que tal lei se refere. Nada sabemos sobre ela, a não ser o fato de que esta se tornou nominalmente legal ou ilegal.

    As questões sobre, moralidade/imoralidade, conveniência/inconveniência, suas consequências práticas, etc., todas elas continuam sendo relevantes e devendo ser consideradas, em princípio.

    O que muitos leitores aqui fazem é simplesmente desconsiderar a relevância de todas essas questões e abstraí-las completamente da discussão.

    Façamos então o esforço de considerar algumas delas por um instante, em vista da REALIDADE.

    E devemos dizer que aí, de nada adianta alegar que, por princípio, é imoral uma decisão de Estado, pois a existência do Estado é uma realidade. E na realidade, decisões serão tomados por meio da instituição Estado, tendo consequências efetivas sobre a vida das pessoas de uma sociedade. Não adianta aqui, tentar empurrar a discussão para o mero terreno dos princípios e de elucubrações ideais, sob pena de a discussão ser totalmente inefetiva - e até por isso, irrelevante do ponto de vista prático.

    Alguém pode até achar imoral que o "Estado" imponha leis, mas isso não mudará o fato de que tal ocorrerá. Não mudará o fato de que haverá leis e estas terão consequências, que poderão melhores ou piores, maiores ou menores, mais graves ou menos graves.

    Decisões estatais, goste-se delas ou não, são relevantes.

    Voltemos aqui ao comentário do rapaz, acima citado. Diz ele: "O jornalista aí simplesmente não consegue entender a diferença entre algo que não agride ninguém (usar e vender drogas) e atos de violência e agressão (roubos, homicídios). Ao não entender isso, ele comete todo tipo de falácia nesse assunto. "

    E o rapaz que comenta não consegue entender que na REALIDADE brasileira, o tráfico de drogas não está separado de atos de agressão e violência, como roubos, homicídios, tortura e outros. Que as pessoas que praticam tais atos perversos fazem-no porque escolheram fazê-lo. Elas escolheram praticar crimes, ou ainda a barbárie ou, se preferirem, violar sistematicamente a PNA. E não vão deixar de fazê-lo, ou tornar-se boazinhas, porque com uma canetada, seus crimes deixaram jurídica e nominalmente de sê-lo. Que tornar legal o tráfico equivale na prática a tornar mais desimpedidas e poderosas essas mesmas pessoas perversas e dar-lhes meios de praticar mais barbárie e agressões à PNA. Que eles não vão deixar de fazê-lo e de praticar o mais diversos abusos, como já mostraram ser capazes de fazer, apenas por que tornaram legal alguma de (ou pior ainda se fossem todas) suas atividades.

    Descriminalizar o consumo (na prática já não é mais crime) e, especialmente, a venda de drogas equivale, na realidade, a tornar impunes uma série de barbaridades cometidas por traficantes, pois torna praticamente impossível tomar medidas juridicamente eficazes contra uma série de atos profundamente imorais e criminosos já praticados por traficantes.

    Isso também corresponde a uma péssima sinalização para sociedade: a de que, de um instante para o outro e com uma canetada, os piores crimes podem ser banalizados e ficar impunes (como se nós precisássemos de mais disto por aqui).

    As drogas também não deixarão de ter sobre as pessoas os seus efeitos deletérios, por que tornaram legal o seu uso. Não deixarão de prejudicar a saúde das pessoas. Elas tendem a reduzir a capacidade e qualidade do trabalho das pessoas (o caso da maconha é emblemático neste sentido) e de predispô-las às violência e os crimes, como se sabe bem.

    Em um Estado de Bem-Estar Social isso tem uma consequência prática bem direta para todos os contribuintes. Eles todos terão aumentados seus custos com a saúde e segurança públicas. E de nada adianta dizer coisas óbvias, como afirmar que não se está defendendo este tipo de organização social, que ela é ineficiente, ineficaz, etc, pois o fato é que, gostemos ou não, nós efetivamente vivemos em um famigerado "Estado de Bem-Estar Social".

    Mises, pessoalmente, pode não ter defendido a proibição do uso e venda de drogas. Mas qual era a REALIDADE em que ele vivia? Qual a época e o contexto social? Ele admitia que devia haver certas leis restritivas e que deveria ser garantida a ordem social. Ele também se preocupava com a possibilidade de uma população se defender contra ameaças. À época preocupava-lhe a expansão territorial e ideológica da barbárie socialista. Mas será que onde ele vivia havia traficantes de drogas transformando regiões do território local em mini-Estados, dominados pela força de fuzis e escopetas?
    Será que na Austria-Hungria traficantes desfilavam em "bondes", saqueando as redondezas e atemorizando a população? Eles mandavam parar o comércio, ateavam fogo em pessoas nos "micro-ondas", ordenavam desordens grupais onde se ateasse fogo em transportes públicos, estupravam mulheres, etc? Será que ele encontrou tal problema nos EUA, quando imigrou?

    Todos esses problemas na época dele e onde ele vivia eram inexistentes. Certamente não havia esse circo de horrores ligado ao tráfico de drogas. Nem a probabilidade de uma lei condescendente abrir caminho para o fortalecimento dessas hordas e aumentar os problemas por elas criados.

    Portanto, o mínimo que se pode fazer ao tratar uma tal questão é ter honestidade intelectual suficiente para não escamotear todos esses problemas fundamentais e não dar a essa questão um ar de simplicidade que ela não tem.





  • Allan  07/02/2017 18:27
    Toda essa logorreia apenas para dizer, de maneira camuflada, que você defende que políticos mandem para cadeia pessoas que fumaram uma erva ou injetaram uma substância em seu corpo?

    Por que não ser mais corajoso e simplesmente dizer que defende essa monstruosa intervenção estatal (punição a um ato sem vítima), pois acredita que ela torna as pessoas melhores e traz mais segurança?

    Prezado WDA, quer entender por que a proibição as drogas causa o crime? Comece por estes três artigos, e então comece a refutá-los. Não xingue os mensageiros; ataque a teoria e refute-a.

    Drogas, adultério e a guerra sem fim

    Criminalidade, drogas e proibição

    Como o governo gera mão-de-obra para o tráfico de drogas
  • WDA  07/02/2017 19:33
    Não vou pedir que você use de inteligência ou honestidade porque nada disso você tem. Você leu o texto, cara-de-pau? Entendeu alguma coisa, analfabeto funcional?

    Você acaba de confirmar a crítica fundamental do meu texto: DE QUE HÁ POR AQUI ALGUNS IMBECIS QUE
    ESCAMOTEIAM DIVERSOS ELEMENTOS FUNDAMENTAIS DE UMA QUESTÃO E SE CONSIDERAM CHEIOS DE RAZÃO PORQUE ACHAM QUE ESTÃO REPETINDO A EXATA DOUTRINA DE ALGUÉM BEM MELHOR DO QUE ELES E ISSO EM SUA ESTUPIDEZ PARECE-LHES COMPENSAR SUA INCAPACIDADE DE ANALISAR SERIAMENTE AS MUITAS FACETAS DE UMA QUESTÃO COMPLEXA E DE PROVER FUNDAMENTOS SÉRIOS E SUFICIENTES PARA ABORDÁ-LAS.

    Obrigado por provar que estou certo!

    Você está aí mentirosamente fingindo que o ponto de todo meu argumento são os consumidores. Tudo o que eu escrevi, sobre traficantes, ação, escolhas, consequências práticas - várias das quais citei de forma específica- você fingiu não estar lá.


    Engula esses textos e leia um livro de verdade. Leia pelo menos o Ação Humana. E aqui vão umas dicas: 1) leia o texto inteiro e com atenção; 2) entenda o que leu e 3) ao abordar uma questão use o seu próprio cérebro (se é que você tem um) - para prover argumentos adequados e suficientes.

    Ah, e antes de querer dar aos outros lições que estão além de suas capacidade, vê se se enxerga, paspalhão!
  • Capital Imoral  06/02/2017 13:55
    . As pessoas são avessas a aceitar o fato de que elas próprias poderiam ter auferido estes lucros caso houvessem demonstrado a mesma iniciativa, a mesma presciência e o mesmo julgamento dos empreendedores bem-sucedidos. Seu ressentimento é tanto mais violento quanto mais elas estão subconscientemente cientes deste fato.
    -----------
    Isto é uma tremenda de uma mentira, pois deve-se partir da premissa que o capitalista geralmente é o que possuiu o dinheiro, e o pobre(explorado) esta uma condição inferior tanto socialmente quanto intelectualmente, portanto, em uma condição que não pode ser investidor.

    Seria a mesma coisa que você pedir para alguém que está doente em uma cama, que seja um grande jogador de futebol e faça muitos gols. bem, ele poderia até tentar, mas veja que sua condição inicial é inferior a alguém que está plenamente sadio.

    Isso sem contar os fatores burocráticos criado pelo capitalismo. Helio beltrião pode pagar pelas burocracias e bens de capital, Pobre paulista não.

    Capital imoral é filosofo, escritor e já refutou Mises.
  • Henrique Zucatelli  06/02/2017 15:01
    Bom dia pessoal.

    Sempre que remonto a Mises, Hoppe, Locke, Smith, e outros gênios do pensamento libertário me vem sempre a mente o problema da inveja. Este sentimento podre e ignorante é o que leva o ser humano a roubar o semelhante, seja diretamente ou através do Estado.

    Aliás, vejo com muita tristeza como que as livre associações do passado, com vista de proteger as comunidades de saqueadores se tornaram esse monstro parasita que corrói os frutos da genialidade e do esforço daquele que empreende. Como conseguiram transformar as forças de segurança, que a princípio são a prática do Rule of Law em simples bedéis do fisco. E quanto mais estudo, mais encontro a inveja na sua fonte. Esta falha moral que impele o ser a ir pelo caminho mais fácil. A tomar o que é do outro só porque acha belo e caro. A construir riqueza em detrimento do outro. A destruir projetos, sonhos e famílias.

    Hoje por acaso (ou nem tanto) estava a ler uma entrevista que Lula concedeu a Playboy em 1979. Meu interesse por isso foi por saber que Roberto Kalil Filho, um dos chefes do Hospital Sírio Libanês, é médico da família há 30 anos. Não costumo dar exemplos ad hominem mas acho que vale a pena dessa vez. Ao longo da entrevista, três pontos me deixaram consternado: 1 - Desde aquela época ele já era rico, e 2- O homem é admirador de Ditadores como Mao, Che Guevara, e não se espantem: Hitler.

    O terceiro ponto, que mais confirma minha tese sobre a inveja, é a forma raivosa e distorcida de como ele enxerga o empresário. Para ele, a empresa tem de dar tudo, desde direitos, participação nos lucros, ou é guerra. Na cabeça desse pequeno e ignóbil ser humano, o azarado que resolver ter algum negócio é refém dos funcionários, e caso eles queiram amotinar, a empresa acaba. Genial. E esse homem foi presidente do país por 8 anos, elegeu milhares de prefeitos, deputados, senadores, líderes de estatais, aumentou o poder dos sindicatos, bagunçou ainda mais a vara trabalhista, e ainda conseguiu eleger uma sucessora - que seria presidente até hoje, caso o país não tivesse afundado em depressão econômica.

    Indo além nessa questão metafísica, vejo que Lula é apenas o catalisador da inveja de centena de milhões de brasileiros, ávidos por sugar o capital alheio até virar pó. E virou. Vejam a capa dos jornais com os saques em Vitória. Isso não é falta de comida, nem de roupas, é a pura vontade de tomar sem trabalhar. Consigo fazer um offset de Lula em Obama, Maduro, os Kirshner, Morales e centenas de governantes, todos representantes de milhões pela falta de esforço, caráter e coragem de lutar.

    A má notícia é que não há uma solução para a inveja sem derramamento de sangue, sem conflitos armados e sem mortes. O invejoso é capaz de tudo para saquear o bem alheio, e só para morto.


  • Tulinho  06/02/2017 22:27
    Abraço, Zucatelli.
  • Henrique Zucatelli  07/02/2017 18:07
    Outro Túlio!
  • marcela  06/02/2017 15:07
    O lucro é a alma do sistema capitalista.Desta forma, se você é contra o lucro vai lá pra Venezuela lamber o saco do Maduro,vai.Lá os empreendedores não exploram o povão!O duro é ter que disputar a tapas,produtos que em qualquer país capitalista é adquirido sem maiores problemas.Mas se você não curte a Venezuela,você ainda pode optar por ir viver de ração em Cuba ou comer grama na Coréia do Norte.Se lucro é exploração,o comunismo é exploração à enésima potência.
  • JP  06/02/2017 15:20
    Sobre o lucro das montadores de automóveis, há artigo explicando o motivo de no Brasil o carro ser tão caro? Pois só tributos não explica todo o esquema (bancos, concessionárias, governos). Obrigado.
  • Morgan  06/02/2017 15:29
    Claro.

    Alguns dos motivos de os carros brasileiros serem caros:

    1) Carga tributária (a carga tributária é maior que o lucro da montadora e mais de 4 vezes maior que o lucro da concessionária).

    2) As montadoras brasileiras operam em um mercado protegido pelo governo. A importação de automóveis novos é tributada por uma alíquota de 35%. Já a importação de automóveis usados é proibida;

    3) Com o recente esfacelamento do real perante o dólar, o custo de qualquer importação aumentou sobremaneira. Ou seja, além das tarifas de importação, temos também uma moeda fraca, que encarece ainda mais as importações. (O que faz com que os preços continuem subindo mesmo com as vendas desabando).

    Ou seja, por causa do governo, as montadoras brasileiras operam em um regime de mercado semi-fechado, sem sofrer nenhuma pressão da concorrência externa. Elas praticamente usufruem uma reserva de mercado criada pelo governo. O brasileiro é praticamente proibido de importar carros, e não tem moeda para isso.

    Na Europa e nos EUA, não há restrições à importação de carros estrangeiros. A consequência disso é uma maior concorrência, o que faz com que os carros de lá sejam realmente decentes, tenham preços baixos e tenham muito mais opcionais de série.

    Já aqui, onde o mercado é fechado, não há motivo nenhum para as montadoras cobrarem pouco e oferecerem bons serviços. Não há concorrência externa. Não há como o brasileiro comum comprar carros usados do exterior.

    Agora me diga: quem é que, operando em um regime de reserva de mercado, terá lucros baixos?

    Num cenário desse, as montadoras só não cobrariam caro se fossem extremamente idiotas.

    Mas há um quarto fator, extremamente crucial:

    4) A subjetividade dos consumidores. O preço de um carro no Brasil não depende apenas de custos de produção, impostos, investimentos e margens de lucro; depende também, e isso é algo bem acentuado no Brasil, de quanto o consumidor está disposto a pagar pelo produto.

    No Brasil, quando um indivíduo ascende socialmente, uma de suas primeiras providências é trocar de carro (isso vale tanto para porteiros quanto para jogadores de futebol). Ele está muito preocupado com o julgamento das outras pessoas. Quanto mais caro o carro, melhor ele pensa que será visto pelos outros. É aquele fenômeno conhecido como "novos ricos", que faz a alegria não só do mercado de automóveis, mas também do mercado de restaurantes chiques e do mercado imobiliário.

    Sendo assim, a aquisição de um carro passa a ser guiada mais pelo seu preço do que pela real conveniência que o carro trará ao novo-rico — o que dá margem para as montadoras colocarem os preços muito acima dos preços que vigoram em outros países; e, como se vê, mesmo assim não faltam consumidores, haja vista os seguidos recordes de vendas.

    (Com efeito, se a preocupação fosse unicamente uma locomoção confortável, qualquer Mille ou Gol com ar condicionado daria conta do recado para uma família de 4 pessoas.)

    Na há necessariamente nada de errado nesse comportamento novo-rico, mas é fato que ele ajuda a deixar os preços dos carros em níveis mais altos do que estariam caso o brasileiro fosse mais frugal (e ele não é). É uma simples questão de oferta e demanda.

    Portanto, quatro: fatores explicam os preços dos carros no Brasil: carga tributária, protecionismo, câmbio e o fenômeno brasileiro dos emergentes, um pessoal que não sabe bem o que comprar mas acha que está comprando bem porque está pagando caro.



    P.S.: Ah, sim: há carros usados brasileiros sendo importados pela Alemanha, o que reduz bastante a oferta no mercado interno, pressionando os preços.

    www.noticiasautomotivas.com.br/brasil-ja-exporta-carros-de-luxo-usados-para-a-alemanha/
  • Detalhe  06/02/2017 15:46
    Espere!
    A tributação recai sobre todo mundo!
    Dissemos em um comentário anterior que nunca existiu o capitalismo real, mas sempre o marxismo. O marxismo só existe através de um comando central (governo). Desde milhares de anos atrás o comando central sempre utilizou de alguma maneira o controle sobre a população (povo ou empreendedores) através de impostos. Uma ditadura devolve migalhas ao povo, ou melhor, cobra 95% de impostos e o povo fica com 5% para comer.
    A PERGUNTA É: Porque o povo não entende que quanto maior a tributação, seja a quem for, mata um país!??
    Para mim há apenas uma resposta:
    Como o povo sempre foi comandado por um governo central, onde este impunha, inicialmente pela violência e depois demagogicamente, nunca soube o que é viver sem impostos altíssimos (sem proteção do Estado), ou sabe mas tem na estrutura de seu cérebro que atacar o governo é ser efetivamente morto ou colocado em um pau de arara para apanhar!!
    Resumo: O povo tem medo e dentro de sua consciência já foi plantado, a milhares de anos, que tem que ser assim.
    Sugestão: O Mises deverá atacar de 2 maneiras para acabar com a mentalidade marxistas plantadas a milhares de anos atrás no cérebro das pessoas:
    1. Fazer o que está fazendo, mostrando economicamente as desvantagens do marxismo.
    2. E atacar o bloqueio psíquico na cabeça da humanidade, mostrando os motivos profundos deste bloqueio.
    Se o Mises estiver tentando convencer o governo ou pessoas sãs de consciência, sinceramente, o povo não ouvirão, porque todos do governo são marxistas, no mais alto ou no mais baixo grau. Então irá perder tempo.
    Alguém pode falar que vagarosamente, vai mostrando para pessoas são, e estas por sua vez irão divulgando. Mas para quem, para o governo ainda? Um governo sai entra outro com a mesma mentalidade.










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