O governo chinês detém 1,1 trilhão de dólares em títulos do governo americano. O que isso implica?
Que o mercantilismo chinês é péssimo para seus cidadãos, e um bom negócio para os americanos

Entra ano, sai ano, e a comoção é sempre a mesma: os americanos estão nas mãos dos chineses.

Os alarmistas dizem: se o governo chinês quiser, ele pode destruir a economia americana: basta ele colocar à venda todos os títulos da dívida americana que possui (atualmente, US$ 1,1 trilhão). Uma venda maciça faria os preços desses títulos desabarem e, consequentemente, suas taxas de juros dispararem. Isso jogaria a economia americana em uma profunda recessão.

A questão é: por que a China faria isso?

Um leitor me enviou o seguinte trecho de um blog:

Em terceiro lugar, relembro o leitor do velho ditado: "Se você deve ao banco dez mil dólares e não tem como pagar, você está encrencado. Mas se você deve ao banco dez milhões de dólares e não tem como pagar, o banco está encrencado".

Bem, meus amigos, nós americanos somos os devedores, e a China é o banco. Eles são os maiores detentores estrangeiros de títulos da dívida do governo americano, estando expostos a uma quantia total de US$ 1,2 trilhão. Dado que o seu PIB é de 10 trilhões de dólares, essa quantia de títulos da dívida representa uma fatia nada trivial de seu PIB. Em outras palavras, os chineses estão encrencados.

A pessoa que escreveu isso não entende de Banco Central.

O velho ditado pode ser aplicado a um banco comercial. Um banco comercial empresta dinheiro para um indivíduo. Se o indivíduo não puder quitar o empréstimo, o banco irá se apropriar dos ativos que esse indivíduo deu como garantia a esse empréstimo (alienação fiduciária). O banco poderá estar encrencado se esses ativos dados como garantia não tiverem um valor de mercado fácil de ser determinado. Porém, se o ativo for de fácil negociação e comercialização, então a única despesa será com os gastos legais para se transferir este ativo ao banco. O banco não estará ameaçado por esse calote.

Mas com um Banco Central é diferente.

O governo da China não se importa

Comecemos pelo básico.

O Banco Central da China já comprou em torno de US$ 1,1 trilhão de títulos do Tesouro americano. Para se manter atualizado dos números, clique aqui.

Os títulos do Tesouro americano são ativos extremamente líquidos e comercializáveis. O BC chinês pode vendê-los no mercado aberto a qualquer momento e em qualquer quantidade. Mas é provável que ele não queira fazer isso, não em grandes quantidades. Tal medida, como dito acima, tenderia a elevar as taxas de juros dos títulos do Tesouro americano. Em algum ponto, juros mais altos nos títulos do Tesouro americano poderiam levar os EUA a uma recessão. E uma recessão irá reduzir a quantidade de produtos chineses comprados pelos americanos.

O importante, no entanto, é o fato de que o BC chinês detém ativos que são extremamente líquidos. Se ele não quiser mais manter esses ativos, ele pode se livrar deles a qualquer momento. Logo, o BC chinês, ao contrário do que diz o blogueiro acima, não está encrencado por estar em posse de títulos do Tesouro dos EUA.

Adicionalmente, dado que as taxas de juros nos EUA estão em suas mínimas históricas, esses títulos não pagam praticamente nada de juros. E os diretores do BC chinês não estão nem aí. Por que eles se importariam com isso? Não é o dinheiro deles. O BC chinês simplesmente cria renminbis eletrônicos, utiliza esses dígitos eletrônicos criados do nada para comprar os dólares em posse dos exportadores chineses, e então aplica esses dólares em títulos do Tesouro americano. Não custa absolutamente nada ao BC chinês criar esse dinheiro eletrônico para fazer tudo isso. Portanto, é basicamente irrelevante para o BC chinês se os títulos do Tesouro americano pagam juros ou não.

E agora vem o mais importante de tudo: o BC chinês não comprou títulos do Tesouro americano visando a auferir juros. Ele comprou dólares apenas para manter o valor do dólar apreciado em relação ao renminbi, para que os americanos pudessem comprar mais produtos dos exportadores chineses. E então utilizou esses dólares para comprar títulos do Tesouro americano.

O BC chinês comprou títulos da dívida americana simplesmente porque ele é um seguidor da doutrina keynesiana. Ele está comprometido com uma forma específica de keynesianismo: o mercantilismo. Os burocratas chineses que controlam o governo querem subsidiar as exportações chinesas. E eles fazem isso ordenando o BC chinês a criar renminbis digitais para comprar os dólares que os exportadores chineses ganharam por suas exportações. Isso mantém o dólar apreciado em relação à moeda chinesa. E isso, por sua vez, funciona como um subsídio para o setor exportador da economia chinesa.

Ao final, o BC chinês simplesmente utilize esses dólares para comprar títulos do tesouro americano.

É por isso que o BC chinês não tem nenhum problema em manter US$ 1,1 trilhão em títulos do Tesouro americano. Ele cria dinheiro eletrônico (renminbis) a custo zero, compra dólares e com isso subsidia seu setor exportador, que é o mais poderoso de sua economia.

Já o Tesouro americano também considera ótimo esse arranjo. Por que não consideraria? O Tesouro americano não paga praticamente nada de juros nesses títulos, e mesmo assim já recebeu US$ 1,1 trilhão em empréstimos. Isso significa que o governo chinês está subsidiando os déficits orçamentários do governo americano. Trata-se de um arranjo em que ambos os governos saem ganhando.

Os burocratas que gerenciam o governo chinês determinaram que é bom para a China vender para os estrangeiros todos os bens de valor que produzem, desta forma reduzindo a oferta destes bens para os próprios chineses e, com isso, privando sua população de usufruir um maior padrão de vida. Obviamente, isso é um péssimo negócio para a maioria dos cidadãos chineses, mas um ótimo negócio para os protegidos magnatas do setor exportador.

É também um ótimo negócio para os cidadãos americanos que compram produtos chineses bons e baratos. O governo chinês está subsidiando o estilo de vida dos americanos.

Enquanto isso, os cidadãos chineses, que estariam felizes em poder consumir os bens produzidos pela indústria chinesa, acabam sendo privados destes mesmos bens, pois a preferência é que eles sejam exportados para os estrangeiros.

Isso é o básico do mercantilismo. Tudo de bom que um país produz deve ser mandado para fora com subsídios do governo, deixando sua população apenas com as sobras. Ganha o setor exportador e ganham os burocratas do governo (que recebem "gratificações" deste setor exportador).

Tal arranjo não incomoda nem um pouco os burocratas que comandam o BC chinês. Não é o dinheiro deles. Eles recebem salários acima da média para criar renminbis eletrônicos a pedido do governo chinês e colocar em movimento todo este ciclo acima descrito. Não há por que reverterem isso.

Conclusão

Mercantilistas sempre estiveram convencidos de que ter um Banco Central subsidiando o setor exportador é algo extremamente benéfico para uma nação, e que a reduzida quantidade de bens e serviços que estarão disponíveis para os consumidores domésticos (tanto em decorrência de mais produtos domésticos estarem sendo exportados quanto em decorrência de menores importações por causa da moeda mais desvalorizada) é algo sem nenhuma importância.

Enquanto este subsídio coercivamente extraído de uma maioria para uma minoria não for visto como um programa de transferência de riqueza dos mais pobres (consumidores comuns) para os mais ricos (barões do setor exportador), todo o arranjo irá se manter.

Quando o governo de um país adota o mercantilismo, ele o faz sabendo que praticamente ninguém compreende que aquela política prejudica a vasta maioria dos cidadãos e beneficia apenas uma minoria que está no setor exportador da economia. 

Portanto, por que exatamente alguém acredita que o governo chinês e seu Banco Central teriam algum problema em manter uma montanha de títulos do Tesouro americano é algo que nunca foi explicado. O governo dos EUA não irá dar um calote em sua dívida que está em posse de estrangeiros. Por que ele faria isso? Ele quer exatamente que esses estrangeiros continuem comprando cada vez mais títulos, desta forma empurrando para baixo os juros desses títulos. Por que matar a galinha que bota os ovos (eletrônicos) de ouro?

Aplicar a lógica do setor bancário comercial a um Banco Central é um grande erro conceitual. Um Banco Central não está restrito aos mesmos tipos de limitações impostas aos bancos comerciais, que visam ao lucro. Bancos Centrais criam dinheiro do nada, e então utilizam esse dinheiro para comprar títulos emitidos por governos.

Os governos jamais tiveram a intenção de quitar esses títulos ("rolar a dívida" é a palavra de ordem), e os Bancos Centrais jamais tiveram a intenção de se desfazer desses ativos, o que elevaria as taxas de juros.

Trata-se de um gigantesco truque contábil entre um setor do governo e outro setor do governo. A preocupação com lucros e prejuízos nunca entrou na jogada.


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SOBRE O AUTOR

Gary North
, ex-membro adjunto do Mises Institute, é o autor de vários livros sobre economia, ética e história. Visite seu website


"Foram mal abordados, muito mal abordados.

"imprimir dinheiro não é prática legal em um mundo civilizado" Eua imprime dólar, UE imprime Euro, Japão imprime Iene."


Eis um trecho do artigo:

"Há três respostas: ou o governo aumenta impostos; ou ele toma dinheiro emprestado de bancos, pessoas e empresas; ou ele simplesmente imprime dinheiro.

Não é preciso ser um profundo conhecedor de economia para entender que nenhuma dessas três medidas cria riqueza."


Você fala como se estivesse rebatendo alguma afirmação, que o próprio artigo mostra como é falsa; mas essa afirmação quem criou foi você próprio, sabe-se lá de onde.

É surreal você dizer que isso advêm da perda de consumo da população, a inflação desses países é próxima de zero há muito tempo. (não quero dizer que isso funcionária em todos os países do mundo)

Você está falando de "inflação de preços", aumento no preço de diversos produtos na economia geral; o artigo está falando de
inflação monetária, aumento da oferta monetária, dinheiro em circulação na economia. É possível haver baixa "inflação de preços" ou mesmo "deflação de preços" onde há inflação monetária. Basta que o aumento em produtividade e outros fatores (que diminuem preços) seja maior que o aumento dos preços por conta da inflação monetária.

Agora, se você acha que não há relação alguma entre oferta monetária e aumento de preços, creio que você descobriu o Paraíso na Terra -- podemos simplesmente imprimir dinheiro à rodo e dar para todos, e não haverá efeito colateral algum nisso.

"EUA tirou o país de uma recessão enorme em 2008 com as práticas Keynesianas, existem vários e vários exemplos da prática aplicada e funcionando, em nenhum momento é perfeita e sem qualquer tipo de ônus, mas é o melhor que pode ser feito."

Sim, o Keynesianismo tirou os EUA da recessão -- causada por esta mesma ideologia e suas taras por expansões artificiais:

Como ocorreu a crise financeira americana
Explicando a recessão europeia
Herbert Hoover e George W. Bush: intervencionistas que amplificaram recessões (1ª Parte)
A geração e o estouro da bolha imobiliária nos EUA - e suas lições para o Brasil

Creditar a teoria Keynesiana por tirar os EUA da recessão se resume à isto: o que seria de nós, se após quebrar nossas pernas, o Estado não nos desse muletas?

"Aliás uma pergunta, você já prestou ANPEC alguma vez? acredito que seu conhecimento é bem maior do que as frases feitas que posta aqui no site."

E como sempre, o grande feito para um Brasileiro é passar em concurso.

"Apesar de ter grande admiração por Keynes eu não tenho asco por nenhum grande pensador econômico, seja ele Marx ou Hayek, não é o que acontece por aqui, infelizmente. Inclusive, ressaltei que não é impossível que Keynes esteja errado em alguns pontos, visto o tempo que já se passou."

Não posso falar por todos membros que acompanham este instituto, mas pouco me importo com Keynes, Hayek, Mises, Friedman, quem quer que seja. Apenas me importo com as ideias que estes defendem. Se Marx falar algo correto, defenderei isto. Se for Keynes, também. Mises, mesma coisa.

"Peço mais uma vez que seja exposto para que haja um debate honesto. Pela segunda vez eu estou usando exemplos reais, práticas já aplicadas e com ressalvas de que nada pode ser generalizado, você escreve de forma rasa, com várias teorias que sequer foram testadas e lotado de frases feitas para atingir quem está no topo (Keynes). "

"Nada pode ser generalizado" é algo tão estúpido que eu não acho que seria preciso comentários para mostrar a estupidez desta afirmação.

"Você escreve de forma rasa" -- disse quem credita a teoria Keynesiana como positiva por tirar os EUA da recessão, causada pela mesma.

"Com várias teorias que sequer foram testadas" -- Eis o comentário feito por quem você está criticando:

"1) "Podem vir de emissão de títulos públicos"

E quem paga os juros e o principal destes títulos públicos? De onde vem o dinheiro?

2) "Impostos pagos anteriormente que geraram caixa"

Ou seja, o dinheiro veio da população.

3) "Expansão monetária direta, da forma que é feito na UE, EUA e Japão"

Ou seja, o dinheiro veio da redução do poder de compra da população.

4)"Qualquer financiamento para qualquer tipo de obra" "


Todos estes pontos são lógicos, e não empíricos. Faça um favor a si mesmo, e corra urgentemente para uma livraria e compre qualquer livro iniciante sobre lógica ou argumentação. O seu caso é grave.



Deixe que eu me preocupe com isso. quero saber o seguinte: se um meliante invadir a minha casa, o que você sugere que eu faça?

Os contra armamento nunca respondem essa pergunta e sempre a evitam. Eu vou responder de acordo com a instrução que a policia passa para a população:

1. Se der tempo, ligue para a policia, se você der sorte, eles podem passar por ali antes do bandido conseguir entrar na sua casa.

2. Faça tudo que o bandido manda. Se ele quer seus bens, dê. Se ele quer estuprar você, deixe. NÃO RESISTA DE FORMA ALGUMA.

3. No dia seguinte, faça um boletim de ocorrência e reze para que seu caso seja um dos 8% que são resolvidos no Brasil.

Agora eu tenho algumas perguntas também:

1. Se bandidos querem bens, por que não assaltam o congresso nacional? Ali está reunido várias pessoas milionárias. Enriqueceriam facil! Será que é por que ali tem seguranças armados que não hesitariam em atirar?

2. Por que não assaltam juizes e deputados quando estão fora do congresso? Será que é por que os mesmos dispõem de seguranças armados?

3. Por que não atacam carros fortes que transportam valores toda vez que os mesmos saem da garagem? Será que é por que os guardas estão bem armados?

Quem prega o desarmamento da população não entende que o bandido, seja o de colarinho branco ou o comum, é um ser de mentalidade oportunista. Independente do historico de pobreza (ou não), ele não irá atacar lugares fortemente armados porque o risco/beneficio é muito alto, e eles são inteiramente capazes de fazer esse julgamento (caso não o fossem, os lugares que citei seriam atacados diariamente).

Sabe onde eles atacam? Onde o risco/beneficio é baixo. E adivinha quem apresenta isso? Sim, uma população desarmada e instruida a não reagir de forma alguma.
Esron, expandi o comentário acima em um artigo bem mais detalhado sobre o assunto. Ei-lo:

Como funciona o mercado de cartões de crédito e por que seus juros são os maiores de todos


Após a leitura do artigo acima, convido-o a ler esta notícia, que mostra que a recente medida adotada pelo Banco Central não afetou nada, exatamente como previa o artigo acima (ou seja, o final, nada mudará, e sua anuidade tende a continuar gratuita):

blogs.correiobraziliense.com.br/vicente/juro-do-parcelamento-do-cartao-de-credito-e-recorde-e-chega-1635-ao-ano/
Além de tudo o que já foi respondido acima, é extremamente importante ressaltar que essa tese de "fazer dumping para quebrar indústrias para logo em seguida elevar preços e dominar o mercado" é completamente irreal.

Não apenas isso nunca aconteceu na prática, como também a própria teoria explica que isso seria completamente insustentável, para não dizer irracional do ponto de vista empreendedorial.

Apenas imagine: você é o gerente de uma grande empresa e quer destruir a empresa concorrente reduzindo seus preços para um valor menor do que os custos de produção. Ao fazer isso, você começa a operar no vermelho. Ao operar no vermelho, por definição, você está destruindo o capital da sua empresa; você está, na melhor das hipóteses, queimando reservas que poderiam ser utilizadas para investimentos futuros.

Pois bem. Após vários meses no vermelho, você finalmente consegue quebrar o concorrente. Qual a situação agora? Você de fato está sozinho no mercado, porém bastante descapitalizado, sem capacidade de fazer novos investimentos. A sua intenção é voltar a subir os preços para tentar recuperar os lucros de antes. Só que, ao subir os preços, você estará automaticamente convidando novos concorrentes para o mercado, que poderão vender a preços menores.

Pior ainda: estes novos concorrentes poderão perfeitamente estar mais bem capitalizados, de modo que é você quem agora estará correndo o risco de ser expulso do mercado. Seus concorrentes poderão vender a preços mais baixos e sem ter prejuízos, ao passo que você terá necessariamente de vender a preços altos apenas para recuperar seus lucros.

Ou seja, ao expulsar um concorrente do mercado, você debilitou sua empresa a tal ponto, que você inevitavelmente se tornou a próxima vítima da mesma prática que você aplicou sobre os outros.

E é exatamente por isso que tal prática não é observada no mundo real. Ela é totalmente ignara. Um empreendedor que incorrer em tal prática estará destruindo o capital de sua empresa, correndo o risco de quebrá-la completamente. Um sujeito com esta "sabedoria" não duraria um dia no livre mercado.

Se isso não vale para uma empresa dentro de um país, imagine então para uma empresa concorrendo em escala global (como é o caso do seu exemplo)?
Se enviar produtos importados baratos destrói a indústria de um país, então conclui-se que fazer o extremo -- mandar importados DE GRAÇA pra um país -- o destrói ainda mais rapidamente.

Mas o que tem de destrutivo em ganhar presentes? Se nos mandarem televisões, carros e geladeiras de graça, perderemos, sim, os empregos nessas áreas. No entanto, os trabalhadores dessas áreas poderão ir pra outras atividades produtivas e genuinamente demandadas pelos consumidores.

Em vez de termos essas pessoas produzindo televisões, carros e geladeiras, já teremos tudo isso e mão-de-obra sobrando pra produzirmos outras coisas. Em resumo, o país ficaria mais rico, às custas dos contribuintes de outros países que estão subsidiando importados gratuitos pra nós.

Outra coisa: se restringir e taxar a importação de produtos baratos é bom pra indústria nacional, bloquear as bordas do país contra todas as importações criaria uma economia fortíssima no país bloqueado.

E não pára por aí: se bloquear um país é bom pra economia interna, então bloquear os estados também. Imagine quantos empregos de paulistas os gaúchos estão tirando quando criam gado. Proibir a importação de gado e garantir empregos pra indústria interna de gado São Paulo seria uma boa idéia.

E isso continua pra cidades, pra ruas, até que se decida produzir tudo em sua casa e não trocar com ninguém.

Basta você parar de fazer compras no supermercado e estará bem ocupado o dia inteiro plantando, colhendo, costurando suas roupas, etc.

Todos terão pleno emprego, mas a produtividade será extremamente baixa dado o custo de oportunidade de produzir tudo por si mesmo, e será uma pobreza generalizada.

Um tomate que você compra com alguns segundos do seu trabalho demoraria meses pra nascer na sua terra.

Se nos casos extremos, com importados de graça, a sociedade fica mais rica e produtiva, e com importados proibidos, a sociedade fica mais pobre e improdutiva, são pra esses os caminhos que as políticas protecionistas apontam.

Não existe um ponto de equilíbrio ou um "protecionismo racional". Todo protecionismo beneficia produtores do setor protegido às custas de todo o resto.

Pode até ser que sem protecionismo nossas montadoras falissem; mas se elas não conseguem competir, é isso o que tem que acontecer.

Se custa 50.000 pra fazer um carro no Brasil que custa apenas 25.000 pra fazer o mesmo carro lá fora, ao comprar o carro de 25.000 a nossa economia tem um carro e 25.000 sobrando pra serem usados em outros setores. Ao comprar um carro de 50.000, a economia tem apenas um carro e deixa de ter 25.000 pra gastar ou investir em outros setores.

Imagine num caso extremo gastar uma fortuna com tecnologia e energia pra produzir bananas no Alasca. Se essas bananas forem produzidas num país tropical, podemos ter as mesmas bananas que teríamos do Alasca, mas sem usar todo aquele recurso: homens, máquinas e energia que poderiam ser mais bem alocados em outro lugar ao invés da produção de bananas.

A questão não são empregos, nem indústria nacional: a questão é produção. Empregos que não criam valor são inúteis, e há indústrias que não necessitam existir. O Brasil não "precisa" de uma indústria de carros assim como o Alasca não "precisa" de uma indústria de bananas, a menos que encontrem uma forma eficiente de produzir seus produtos. Não há por que preservar tais empregos.
Todas essas situações de "stress" que você citou podem perfeitamente acabar também em facadas, canivetadas, garrafadas na cabeça, pedradas, ou socos na cara (é bastante comum uma pessoa morrer em decorrência de um simples soco na cara; ver aqui e, principalmente, aqui).

Portanto, você criou uma falsa equivalência.

"Campanhas desse tipo me faz [sic] refletir que a nossa atenção e forças para cobrar do estado aparatos essenciais para que possamos viver bem, estão focalizados em assuntos que já deveriam estar superados!"

Ininteligível.

"Sobre os bandidos, opa! Se eles estão mandando no meu estado, tenho uma parcela de culpa aí!"

Você pode ter. Eu não tenho nenhuma. Por favor, me diga qual a minha culpa em haver "bandidos mandando no seu estado"?

"Não será somente com armas que inibiremos a propagação de criminosos"

Deixe que eu me preocupe com isso. quero saber o seguinte: se um meliante invadir a minha casa, o que você sugere que eu faça?

"afinal um dos motivos de se propagarem é o fato das armas estarem acessíveis!"

Errado. Um dos motivos de se propagarem é o fato de armas estarem acessíveis para eles no mercado negro e nenhuma arma estar acessível para o cidadão comum no mercado legal.

Bandidos proliferam quando sabem que suas potenciais vítimas estão completamente desarmadas pelo estado.

Beira o cômico você ignorar isso.

"Sobre quem fomenta esse tipo de campanha, cuidado! Aquele(a) deputado(a) ou senador(a) pode ter uma "amizade" muito próxima com alguém ligado a indústria que fabrica tais armas!"

Pois então cite nomes e prove que eles estão ligados a este site. Caso contrário, tenha a hombridade de se retratar.

"Ou até mesmo o cidadão de bem que compartilhou algo dessa campanha não tá nem ai para o bandido, simplesmente acha bonita armas ou quer de alguma forma usá-la!"

Que campanha?!

"E como a democracia é a chave para o entendimento! Respeito quem tem opinião contrária!"

Estamos vendo...

"Então lembram da corrupção? Ela leva desde a falta da merenda na nossa escola até a essa situação! Entregar uma arma pra tu quando estiver "grande", não vai garantir que terá um bandido a menos no mundo! É o processo educacional e o cuidado do estado que podem garantir a paz e o teu bem estar, as armas o caos! Pode parecer falácia, mas para um CIDADÃO DE BEM, faz sentido!"

Acho que sua erva venceu e você não percebeu. Sugiro trocar seu fornecedor.
Mais um que chegou rugindo, levou uma resposta (completa e educada), e agora saiu miando, praticamente de quatro.

Não só não retrucou nada que lhe foi respondido, como ainda chegou ao cúmulo de inventar uma resposta que nunca foi dada. Em nenhum momento o artigo ou algum comentarista falaram que "imprimir dinheiro não é prática legal em um mundo civilizado". Tal frase simplesmente não está escrito em lugar nenhum do artigo e nem desta seção de comentários.

Isso mostra bem o nível do desespero e da ética do cidadão. Mas, também, keynesianismo e falta de ética sempre andaram lado a lado.


P.S.: não resisti e terei de comentar esta:

"os grandes empresários começam fazendo empréstimos e assim aumentam seu patrimônio. Jorge Paulo Lemann convive com um passivo enorme e é o homem mais rico do brasil."

Com a pequena, ínfima, insignificante diferença que JPL é criador de riqueza e de valor. As pessoas voluntariamente compram os bens e serviços produzidos por JPL, e é isso o que o deixou rico. Quem cria riqueza continuamente, como faz JPL, pode se endividar muito e ainda assim se manter plenamente solvente.

Toda essa dívida será paga com capital próprio. JPL não terá de assaltar ninguém, roubar ninguém, confiscar dinheiro de ninguém para pagar suas dívidas. (E, em caso de insolvência, quem se estrepa são seus credores, e não a população inteira, que não terá de arcar com nada disso).

E o governo? Ele cria riqueza? Ele trabalha com capital próprio? Ele utiliza dinheiro próprio para pagar suas dívidas?

O fato de você dizer que o governo opera igualzinho a JPL mostra bem o seu nível de conhecimento econômico.

É cada coitado que é destroçado por aqui...
O que falo para os meus alunos sobre isso,

Primeiro, uma pergunta:

Será que todas aquelas pessoas que ainda não tenham nenhum crime registrado pela polícia, são cidadãos de bem?

Como eu posso garantir que, o estado dando o direito a posse de armas a todos(as) conseguirá evitar que,

O "brigão baladeiro" na hora da raiva cometa uma tragédia na saída da balada!

Na briga de trânsito o cidadão estressado não dispare contra o outro!

O colega de turma que, nunca imaginei que ele tivesse esquizofrenia iria disparar contra toda a turma com a arma do pai ou da mãe!

A mulher que, já sofria com as agressões do Marido, agora vive ainda mais a pressão psicológica por ter uma arma na sua cabeceira!

As crianças que sabem onde os pais guardam suas armas, e depois um tem que falar, foi uma brincadeira!

O vizinho que se estressou com som alto durante a madrugada!

Enfim são inúmeras as situações!

Sobre o uso da arma, "modestamente" posso afirmar: mesmo aquela pessoa que nunca frequentou a escola até aquela que teve o mais alto nível de educação acadêmica está suscetível ao stress, e nessa hora, para muitos, será o motivo de cometer um crime passional (o primeiro)!

Campanhas desse tipo me faz refletir que a nossa atenção e forças para cobrar do estado aparatos essenciais para que possamos viver bem, estão focalizados em assuntos que já deveriam estar superados!

Sobre os bandidos, opa! Se eles estão mandando no meu estado, tenho uma parcela de culpa aí! Não será somente com armas que inibiremos a propagação de criminosos, afinal um dos motivos de se propagarem é o fato das armas estarem acessíveis!

Sobre quem fomenta esse tipo de campanha, cuidado! Aquele(a) deputado(a) ou senador(a) pode ter uma "amizade" muito próxima com alguém ligado a indústria que fabrica tais armas! Ou até mesmo o cidadão de bem que compartilhou algo dessa campanha não tá nem ai para o bandido, simplesmente acha bonita armas ou quer de alguma forma usá-la!

E como a democracia é a chave para o entendimento! Respeito quem tem opinião contrária!

E se eu estiver numa turma com crianças ou adolescentes:
Sempre tem aquele que exclama,

- Mas só os bandidos tem o direito de possuir armas, o cidadão de bem, não!

- Então lembram da corrupção? Ela leva desde a falta da merenda na nossa escola até a essa situação! Entregar uma arma pra tu quando estiver "grande", não vai garantir que terá um bandido a menos no mundo! É o processo educacional e o cuidado do estado que podem garantir a paz e o teu bem estar, as armas o caos! Pode parecer falácia, mas para um CIDADÃO DE BEM, faz sentido!


ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Economista da FGV-SP  31/01/2017 14:37
    Discordo quanto a parte de que o cidadão chinês não ganha nada com isso.

    Graças a esse maravilhoso arranjo, o setor industrial chinês se torna cada vez mais pujante, gerando emprego para os pobres chineses que vêm do campo.

    Aprende, Brasil!
  • República de Curitiba  31/01/2017 16:57
    Ora, e de que adianta um país ser gerador de riqueza e empregos se seu salário não pode ser utilizado para seus interesses devido às ações do BC do seu próprio país?

    Isso não é riqueza, é escravidão keynesiana.
  • Sr Richard  31/01/2017 17:14
    É claro, privar os chineses de adquirirem os produtos ao menor preço é "maravilhoso" esse arranjo. Para destacar, a população da China é de 1,3 bilhão de pessoas, logo a China deveria ser um país que deveria importar de tudo, desde alimentos até produtos tecnológicos, por causa da demanda do país com essa mega população. Esse arranjo por si só como disse o site, é uma transferência dos mais pobres para os mais ricos, enquanto os pobres consumidores chineses pagam tudo caro para manterem seus padrões de vida, os países que importam produtos chineses vivem em uma confortável situação pagando aos menores preços que o mercado pode praticar.
    Se os burocratas do PCC abolissem esse arranjo, os chineses teriam um padrão de vida muito mais elevado, tanto por conta das importações quanto dos investimentos internos, veja que consumindo com o menores preços, sobraria mais poupança para futuros investimentos, e assim gerava empregos e toda a população enriquecia, este é um maravilhoso arranjo.
    Até o próprio Jack Ma falou isso: "Eu acho que durante os próximos 20 anos, a China deve se concentrar na importação. Eles devem aprender a comprar. Eles devem gastar dinheiro."
    Mas por que isso não irá acontecer?
    Estranha coincidência: os mais ricos da China estão ligados ao Partido Comunista

    Sobre esse base industrial do país merecem considerações: China só se tornará superpotência industrial quando seus produtos forem confiáveis
  • Skeptic  31/01/2017 18:16
    Antes era o Economista da USP, da PUC agora é FGV. A FGV tá mal assim ou sempre foi? Tinha impressão que era um pouco mais chicaguista.
  • Economista da FGV-SP  31/01/2017 18:47
    A FGV do Rio infelizmente é voltada para o modelo neoliberal, mas a FGV-SP possui grandes economistas como o Bresser Pereira e o Yoshiaki Nakano, que semeiam o novo desenvolvimentismo para as nossas jovens mentes.

    Aqui desde cedo os nossos jovens economistas são convidados a conhecer de perto a realidade da FIESP, nutridos com o pensamento cepalino e assim reconhecendo a importância de políticas industriais assertivas. Por isso o meu orgulho de ostentar um nome tão imponente no mundo acadêmico.

    PUC é neoliberal de mais, USP é boa, mas fica atrás da Unicamp e da Unirio
  • Matheus Lopes  01/02/2017 10:29
    Que tal aproximarem de MISES essas jovens mentes?
  • Skeptic  01/02/2017 22:19
    Ah, é, era da Unicamp.
    Bresser Pereira no currículo é tenso hein, hahahaha...

    Meu irmão é economista formado na FAAP e tem uma pérolas muito boas, além de não saber quem era Mises nem Fayek depois de formado.

    Algumas pérolas:

    "Keynes salvou a economia em 1929." Clichê demais
    "Administradores administram empresas, economistas administram países."
    "Hitler foi bom pra economia alemã."
    "Ciclos econômicos são naturais do mercado."

    Meu irmão deu uma boa melhorada de uns tempos pra cá, mas ainda dá uma vaciladas as vezes. Principalmente em questão metodológica, que é a implicância mais comum com a EA, eu imagino.
    Ele acha que os EUA são o paraíso (econômico) na Terra, pelo menos antes de Trump.
  • Wilson Mota da Silva  14/02/2017 19:51
    Bresser Pereira ! Ex do Governo Sarney, repetiçao de congelamento no Plano Bresser, algo que havia falhado no plano Cruzado. Um desastre de Ministro da Fazenda !!!
  • Skeptic  31/01/2017 18:18
    E essa bolha chinesa que nunca estoura? Alguém arrisca previsões? (Eu sei, austríacos odeiam previsões)
  • Tannhauser  31/01/2017 14:57
    Leandro,

    Caso o Trump ameace taxar importações da China, a venda dos títulos não é uma forma de ameaça ao governo americano? Não existem outras forças em jogo, além do lobby do setor exportador da China?

  • Leandro  31/01/2017 15:52
    "Caso o Trump ameace taxar importações da China, a venda dos títulos não é uma forma de ameaça ao governo americano?"

    O que o governo Chinês -- mercantilista e gerenciador de uma economia toda voltada para a exportação -- ganharia com isso? Haveria um enorme -- e extremamente recessivo -- rearranjo na estrutura de produção de toda a sua economia, podendo gerar incontroláveis inquietações sociais.

    A última coisa que um governo quer é ter 1,3 bilhão de pessoas indóceis.

    Ademais, Trump já está fazendo o serviço sujo: desde sua eleição, o dólar já se desvalorizou profundamente. Saiu hoje o dado de que este janeiro foi o pior do dólar em 10 anos. Sua equipe econômica -- liderado Goldman Sachs Steven Mnucinh e pelo protecionista arcaico Peter Navarro -- já deixou claro para o mercado que querem um dólar fraco. O mercado prontamente aquiesceu: entregou a maior desvalorização em 10 anos.

    Nessa toada, caso o dólar continue se enfraquecendo assim, já já as importações da China deixarão de ser baratas para os americanos...

    "Não existem outras forças em jogo, além do lobby do setor exportador da China?"

    Há a poderosa teoria mercantilista, que acomete 10 em cada 10 governantes. Poder maior que este não há.

    Se há outras forças em jogo ninguém nunca as apresentou.
  • Eduardo  31/01/2017 17:13
    Leandro, se os EUA aumentarem os impostos de importação, não sobrariam mais produtos para o mercado interno chinês? E se a China vendesse os bonds americanos, ela não diminuiria a compra de dólares, permitindo uma valorização do Yuan? Estou perguntando pq não entendi o motivo de haver uma inquietação da população chinesa...mas não sei se viajei aqui. Quem sairia perdendo é talvez o governo e sua máfia, isso eu entendi
  • Leandro  31/01/2017 18:33
    Veja resposta ao leitor "República de Curitiba" ali embaixo.
  • mauricio barbosa  31/01/2017 17:21
    A última coisa que um governo quer é ter 1,3 bilhão de pessoas indóceis.

    Leandro só se for um Stálin ou um Mao Tse Tung dois carniceiros frios e calculistas...

    Os dois são admirados até hoje pelos esquerdopatas apreciadores de ditaduras sanguinárias...
  • Guilherme  31/01/2017 18:43
    Leandro,

    A combinação de tarifas protecionistas e maiores déficits do governo americano não pode ser calamitosa para o mercado de títulos americano? Com menos dólares para financiar a compra de títulos disponíveis e déficits maiores as taxas de juros americanas tendem a subir não? Talvez mais inflação monetária do dólar esteja à caminho???

    Abraço
  • Realista  31/01/2017 15:14
    "Se o governo chinês quiser, ele pode destruir a economia americana: basta ele colocar à venda todos os títulos da dívida americana que possui (atualmente, US$ 1,1 trilhão). Uma venda maciça faria os preços desses títulos desabarem e, consequentemente, suas taxas de juros dispararem. Isso jogaria a economia americana em uma profunda recessão."

    Nunca pensei que este site fosse fazer sensacionalismo. No ano fiscal de 2011 o governo dos EUA teve um déficit de U$1,3 trilhões (ou seja, títulos que totalizaram o valor de U$1,3 trilhões foram despejados no mercado) e a economia americana passou longe de uma "profunda recessão" neste ano. O máximo que aconteceu foi uma desvalorização do dólar.
  • Humberto  31/01/2017 15:43
    Se você é "realista" eu não sei, mas esperto eu sei que não é.

    Cidadão, você por acaso não percebeu que este trecho que você selecionou é exatamente uma transcrição dos argumentos utilizados pelos próprios alarmistas? E que todo o artigo é uma resposta a este alarmismo, mostrando que ele não procede?!

    Você realmente é bobo assim ou apenas tentou jogar verde?
  • Realista  31/01/2017 16:00
    Esse outro trecho diz a mesmíssima coisa:

    Os títulos do Tesouro americano são ativos extremamente líquidos e comercializáveis. O BC chinês pode vendê-los no mercado aberto a qualquer momento e em qualquer quantidade. Mas é provável que ele não queira fazer isso, não em grandes quantidades. Tal medida, como dito acima, tenderia a elevar as taxas de juros dos títulos do Tesouro americano. Em algum ponto, juros mais altos nos títulos do Tesouro americano poderiam levar os EUA a uma recessão. E uma recessão irá reduzir a quantidade de produtos chineses comprados pelos americanos.
  • Humberto  31/01/2017 16:03
    A "mesmíssima" coisa? Fala ali de desovar 1,1 trilhão de uma só vez, pois isso seria bom? Entendo...

    Por que é tão difícil para as pessoas simplesmente admitirem que fizeram um juízo errado? Que leram apressadamente e cometeram um erro bobo? Não é vergonha nenhuma isso. Não precisa se sentir inferiorizado por isso. Ao contrário: é um ato de grandeza de caráter admitir que errou. É simples, fácil e até mesmo gratificante.
  • Vinicius  31/01/2017 15:19
    Me lembra um certo país, que ao ir à feira você só encontra o resto das frutas.
    Já tomaram café brasileiro? É um dos melhores, mas tem que sair do Brasil para experimentar.
  • GJ  31/01/2017 15:20
    Estou pasmo, ficou muito claro. Mas, como nenhum economista, blog ou site havia explicado isso antes!?
  • mauricio barbosa  31/01/2017 15:29
    Sem falar que os prejuízos semestrais apresentados no balanço do Banco Central são cobertos com recursos do Tesouro ou seja dos impostos coercitivamente tirados de nossos bolsos.
    Mesmo o Banco Central aplicando uma politica monetária contracionista e ele apresentar resultados negativos(Prejuízo) o Tesouro Nacional tem de cobrir tal prejuízo com dinheiro de nossos impostos.
    O Banco Central por ser uma repartição federal tem repasses orçamentários assegurados no Orçamento geral da União,mas além destes recursos se ele apresentar prejuízos no balanço patrimonial no semestre, o Tesouro Nacional tem de cobrir este prejuízo no mês seguinte ou seja Julho e Janeiro respectivamente.
    Enfim o Banco Central só emite base monetária para cumprir seu papel de monopolista emissor de papel-moeda quando a política monetária for expansionista,agora para suas operações é vedado tal prática,ou seja nós pagadores de impostos é quem tem de arcar com essas despesas,somos nós quem arcamos com tudo e como sempre é o pagador de impostos o ferrado da história...
  • brunoalex4  31/01/2017 15:47
    Boa tarde.

    Mas até que ponto esse arranjo é sustentável?

    Grato.

    Bruno.
  • Leandro  31/01/2017 16:03
    Por si só ele não é insustentável. Ele apenas condena sua população a viver eternamente abaixo de sua capacidade.

    Curiosamente, arranjos insustentáveis são aqueles que tentam fazer sua população viver acima de sua capacidade. Estes sim são os arranjos que geram ciclos econômicos violentos, com períodos de forte crescimento econômico seguidos de profundas recessões (que é quando a economia volta a se rearranjar).
  • República de Curitiba  31/01/2017 17:01
    Leandro,

    Caso o BC parasse com essas intervenções, o Renminbi consequentemente se valorizaria e as exportações cairiam, o resultado dessa política não seria um reajuste das artificialidades para os reais interesses do mercado interno?
    Digo, provavelmente a demanda externa não seria a mesma da interna, e isso geraria uma etapa de ajustes dos investimentos para as novas necessidades internas com a valorização do poder de compra da moeda chinesa.

    Isso não geraria em um certo momento uma estagnação na economia devido aos reajustes de investimentos produtivos?
    Ou seria apenas um explosivo crescimento no poder do mercado consumidor interno?
  • Leandro  31/01/2017 18:31
    "Caso o BC parasse com essas intervenções, o Renminbi consequentemente se valorizaria e as exportações cairiam"

    Eu discordo dessa conclusão. Pode até ser que elas aumentassem ainda mais, e pelos motivos explicados aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2378

    Se ela pode até aumentar, por que então eles continuam manipulando? Porque são mercantilistas e acreditam numa teoria errada. Exatamente como no Brasil de Dilma.

    "o resultado dessa política não seria um reajuste das artificialidades para os reais interesses do mercado interno?"

    Supondo que as exportações diminuam e que ocorra isso que você falou, então sim. Mas nenhum governo quer vivenciar isso.

    Veja que uma recessão econômica após um período de bonança produz exatamente este mesmo efeito. E, no entanto, nenhum governo aceita abraçar uma recessão. Todos os governos acham que têm de fazer alguma coisa para evitá-la. Por que então o governo chinês voluntariamente escolheria passar por um intenso reajuste da economia?

    Lembre-se de que as exportações são 25% do PIB chinês. Isso significa que pelo menos metade de toda a estrutura de produção da economia está toda voltada para a exportação (rede de transportes, de fornecedores, de peças de reposição, de matéria-prima, de logística etc.). Imagine passar por um rearranjo disso tudo?

    A economia chinesa surgiu planejada. E ela foi planejada para ser exportadora. Sair desse arranjo e adotar um outro, que esteja mais em conformidade com as demandas da população, não é algo simples. E muito menos indolor.

    "isso geraria uma etapa de ajustes dos investimentos para as novas necessidades internas"

    Exato. Mas esse rearranjo não será rápido e nem indolor. É como se fosse uma profunda recessão. E pode gerar profundas inquietações sociais. O governo não quer 1 bilhão de chineses indóceis.

    "Isso não geraria em um certo momento uma estagnação na economia devido aos reajustes de investimentos produtivos?"

    Exatamente.

    Em todo caso, não sou eu quem irá aqui querer interpretar a mente dos burocratas chineses. Se eles ainda querem acreditar em mercantilismo, ótimo. São mais produtos baratos para nós.
  • República de Curitiba  31/01/2017 19:54
    Leandro,

    Perfeito. Ainda coloco minha opinião de "queda nas exportações" como correta, mas, com a leitura do artigo sugerido, entendo que esse seria um overshoot, sendo a melhora nas exportações a real tendência.

    Talvez, inclusive passássemos a ver a China a produzir produtos de boa qualidade.
  • End the FED  31/01/2017 16:25
    Leandro, uma situação curiosa é que desde 2014 a moeda Chinesa vem se desvalorizando fortemente porém a partir de 2015 o BC Chinês começou a liquidar quantias bastante consideráveis de títulos do tesouro americano, porém ainda assim a moeda deles continua caindo forte (apesar de após o inicio do ano ter dado um valorizada).

    Porque está havendo está desvalorização absurda da moeda chinesa mesmo com a China liquidando fortemente títulos do Governo Americano?
  • Leandro  31/01/2017 16:59
    Pois é, você interpretou corretamente a medida deles: desde novembro de 2015, eles já venderam alguns bilhões de dólares* em títulos para tentar conter uma inesperadamente forte desvalorização de sua moeda, que começou no final de 2014.

    Por que não funcionou? Ora, por aqueles mesmos motivos que este Instituto nunca se cansa de repetir: o que determina a robustez de uma moeda não é taxa de juros e nem manipulações cambiais, mas sim a solidez de seu governo, de sua política monetária e de sua política fiscal.

    Especificamente sobre a China, já publicamos vários artigos (ver aqui, aqui e aqui) mostrando que aquele arranjo de expansão de crédito estatal não poderia se manter para sempre. Em algum momento, algo sairia do lugar.

    Por ora, é a sua moeda que está sofrendo.


    * A venda total, na verdade, foi menor do que os números indicam, pois boa parte da queda dos valores se deve à desvalorização de alguns títulos de longo prazo em decorrência do aumento dos juros desses títulos a partir de outubro de 2016.
  • End the FED  31/01/2017 18:32
    Hmmmm entendi, então o fato é que essa desvalorização da moeda chinesa é um mal sinal dos problemas que podem estar por vir...
  • Adriel Felipe  31/01/2017 16:53
    Off topic

    Estava perambulando pelo Youtube quando acho esse vídeo e a partir de 4m32seg ele comenta sobre o imperador Mansa Musa, que reinou em Mali entre 1280 e 1337 e que o mesmo pode ser a pessoa mais rica que já existiu. O cara tinha tanto ouro acumulado que quando fez sua peregrinação à Meca, causou uma crise financeira pagando pelo que comprava e distribuindo parte da sua riqueza aos pobres.

    Seria mais um ponto para a TACE? Já fizeram um artigo sobre, aqui no site?
  • Guilherme  31/01/2017 18:40
    Adriel, não é exatamente isso que o vídeo fala, né?

    Ele diz que o cara saiu para fazer uma peregrinação lotado de moedas de ouro. E, no Egito, gastou tanto dinheiro ali que elevou a oferta monetária e causou uma crise econômica.

    Mas, de fato, é bem TACE.
  • Rodrigo  31/01/2017 17:50
    Desculpe a pergunta leiga, mas poderia me explicar o trecho abaixo?

    "Uma venda maciça faria os preços desses títulos desabarem e, consequentemente, suas taxas de juros dispararem. Isso jogaria a economia americana em uma profunda recessão."

    Preço do título se refere ao valor que as pessoas poderiam comprar? E porque a taxa de juros dispara quando o preço do título dispara?

    Obrigado!
  • Martins  31/01/2017 18:17
    A taxa de juros aumenta quando os preços caem. E vice-versa.

    Recomendo este artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=344
  • SRV  31/01/2017 18:26
    Amigo Rodrigo,

    Vou tentar explicar da forma mais simples.

    Quando você investe, por exemplo, na poupança, você deposita um valor e recebe juros pré-fixados. Por exemplo, se você depositar R$ 1000 e os juros forem de 0,5% ao mês, você receberá, ao final do primeiro mês, R$ 5 em juros. Portanto, o valor no "vencimento" (suponha que a poupança durasse apenas 1 mês) é de R$ 1005. Simples, correto?

    Quando se fala em títulos públicos, a forma de calcular é outra. Os que tem funcionamento mais básico são os pagam um valor fechado na data de vencimento. Por exemplo, vamos imaginar um título que vai pagar R$ 1000 daqui a 1 mês. Vamos imaginar que este título esteja sendo negociado por R$ 995,02. Isso quer dizer que um comprador paga hoje $R 995,02 e recebe, daqui a 1 mês, R$ 1000, que daria 0,5% ao mês, mesma rentabilidade da poupança de nosso exemplo anterior.

    Se o preço desse título começar a cair por causa de excesso de oferta, por exemplo saindo de R$ 995,02 para R$ 970,87, significa que alguém comprando por R$ 970,87 receberá, daqui a 1 mês, R$ 1000. Isso equivale a uma rentabilidade de 3% ao mês. Ou seja, se o preço de um título público cai, isso equivale a uma subida de juros, e vice-versa. Uma venda maciça de títulos faria o preço desabar por conta da oferta e, portanto, os juros dispararem.

    Abraços.
  • Matemático  31/01/2017 18:36
    Imagine que o Tesouro emitiu uma LTN cujo valor de face é R$ 1.000 e seu vencimento se dê em um ano.

    O preço de compra desse título vai ser definido pela oferta e demanda. Suponhamos que você tenha arrematado o título por R$ 800. Dali a um ano o Tesouro vai pagar-lhe R$ 1.000.

    Sendo assim, esse título está pagando juros de

    (1.000 - 870) / 870 = 15% ao ano


    Agora suponha, no dia seguinte, os juros desses títulos subiram para 20%.

    (1.000 - X) / X = 20% ao ano.


    Faça os cálculos e você verá que o novo valor do título no mercado será de R$ 833.

    Assim, um título que foi comprado por R$ 870, agora está sendo negociado a R$ 833.

    Se o preço de um título sobe, seus juros caem. Juros sobem, preço dos títulos cai.
  • SRV  01/02/2017 12:32
    Corrigindo o exemplo do amigo Matemático

    "Suponhamos que você tenha arrematado o título por R$ 800. "

    O título foi arrematado por R$ 870 para as contas ficarem corretas.
  • Rodrigo Fernandes Moreira  31/01/2017 19:24
    Oi Leandro,

    Como podemos interpretar esse gráfico?

    www.zerohedge.com/sites/default/files/images/user5/imageroot/2017/01/15/Central%20banks%20Jan%202016.jpg

    Abraço!
  • Leandro  31/01/2017 20:06
    Essa é fácil.

    O gráfico mostra que, a partir de 2015, começou a haver mais vendas do que compras, de títulos americanos de longo prazo, por parte dos BCs estrangeiros.

    Esse movimento de venda coincide com a acentuada valorização mundial do dólar (que começou no final de 2014 e foi até novembro de 2016), o que indica que esses BCs estavam vendendo títulos americanos em troca de dólares para então injetar esses dólares em seus mercados de câmbio com o intuito de tentar segurar a desvalorização de suas respectivas moedas perante o dólar.

    Em suma: foi um movimento dos BCs mundiais para tentar conter a súbita e profunda valorização do dólar perante suas moedas, o que poderia causar inflação de preços em suas economias. (Lembra aqui no Brasil quando o dólar chegou a R$ 4,24 em setembro de 2015 e depois em janeiro de 2016?)

    Esses mesmos números podem ser vistos no link do artigo. Copio aqui de novo:

    ticdata.treasury.gov/Publish/mfh.txt
  • Henrique Zucatelli  31/01/2017 20:28
    Peraí que deu bug agora aqui na minha cabeça.

    Caríssimo Leandro, há anos eu leio incansavelmente que o yuan não é fraco, pelo contrário, é uma moeda forte e que vem se valorizando com o tempo. Daí esse artigo praticamente desmonta tudo e explica que o governo chinês mantém sua moeda desvalorizada em relação ao dólar (e as demais) comprando títulos americanos.

    Quero saber onde me perdi, pois eu estava até agora pregando nos montes que o modelo econômico chinês era pautado em moeda forte, ao contrário do que meus amigos da FIESP repetem há anos (arrumei até briga ao defender esse ponto).
  • Leandro  31/01/2017 21:07
    "Peraí que deu bug agora aqui na minha cabeça."

    Vamos desbugar agora.

    "Caríssimo Leandro, há anos eu leio incansavelmente que o yuan não é fraco, pelo contrário, é uma moeda forte e que vem se valorizando com o tempo."

    Correto. A moeda da China, ao contrário do que afirma a imprensa e Donald Trump, está em constante valorização em relação às outras. E desde 1995.

    Na prática, a China opera com um câmbio semi-fixo desde 1995: ora o renminbi se valoriza em relação ao dólar, ora se mantém fixo. Veja o gráfico.

    Foi só em 2014 que o dólar voltou a se fortalecer (em nível mundial), o que gerou uma inevitável desvalorização do renminbi em relação ao dólar. Não coincidentemente, a economia desacelerou fortemente desde então.

    "Daí esse artigo praticamente desmonta tudo e explica que o governo chinês mantém sua moeda desvalorizada em relação ao dólar (e as demais) comprando títulos americanos."

    Desculpe, mas acho que você se embananou. No mínimo, foi apressado.

    O artigo não desmonta nada do que já havia sido dito (e que foi novamente redito acima). O BC chinês compra títulos americanos para controlar sua taxa de câmbio, não deixando que ela se valorize muito em relação ao dólar, que é o que ocorreria. Ponto. É isso e apenas isso.

    Comprando dólar, o renminbi se valorizou. Se não comprasse dólares, o renminbi se valorizaria ainda mais. Qual a confusão?

    Sendo ainda mais claro: de 2005 a 2014, o dólar caiu de 8,25 iuanes para quase 6 iuanes (lembra-se de que o dólar estava mundialmente fraco naquela época?). E isso mesmo com o BC chinês comprando dólares a rodo e desvalorizando sua própria moeda. Veja aqui a estrondosa evolução das reservas internacionais da China, o que mostra o tanto de moeda estrangeira que seu BC comprou.

    Imagine então como seria caso ele não tivesse feito nada disso? Não seria desarrazoado imaginar que o dólar tivesse chegado a, sei lá, 4 iuanes.

    Qual parte exatamente você não entendeu?

    Agora, se você quer discutir se tal política é sensata ou não, bom, aí já é outra história. Eu particularmente acho que os chineses estariam muito melhor se o seu BC não tivesse se intrometido e tivesse deixado o renminbi se valorizar ainda mais em relação ao dólar.

    Estou aqui apenas relatando o que foi feito. O BC incorreu em uma política monetária visando a desvalorização do renminbi (ou, o que dá no mesmo, a redução de sua valorização natural) do renminbi perante o dólar. Veja de novo a evolução das reservas internacionais.

    "Quero saber onde me perdi,"

    Espero que agora tenha se encontrado.

    "pois eu estava até agora pregando nos montes que o modelo econômico chinês era pautado em moeda forte, ao contrário do que meus amigos da FIESP repetem há anos (arrumei até briga ao defender esse ponto)."

    E pode continuar mantendo exatamente essa mesma pauta. Agora você sabe que as intervenções do BC foram -- até 2014 -- para reduzir a valorização do renminbi. Não fossem elas, o renminbi teria ficado ainda mais forte.

    Encontrou-se?


    P.S.: observe que, ao longo do texto, o autor a todo momento fala em "manter o dólar apreciado". Ele não fala em "desvalorização do renminbi". É uma distinção importante.
  • Henrique Zucatelli  01/02/2017 11:32
    Bom dia Leandro. Não respondi antes pois estava raciocinando para saber onde comi bola todo esse tempo.

    Agora descobri onde me confundi: a pauta do IMB foi que o BC Chinês mantém um câmbio semi-fixo e não pratica política monetária para desvalorizar sua moeda. E realmente não faz. Porém sua métrica para garantir a pauta exportadora é bem mais creepy do que eu jamais poderia imaginar.

    Na verdade quem gera inflação a princípio com seus seguidos déficits são os EUA. O BC Chinês então intervém comprando títulos e absorvendo o choque inflacionário.

    Quando se olha isoladamente o gráfico de valorização do renminbi está tudo ok correto? Vamos adiante.

    Mesmo acompanhando uma valorização da moeda por conta de N fatores positivos em sua economia, ao comprar títulos americanos e manter o dólar apreciado, é alcançado o mesmo objetivo da política de desvalorização exportadora, resultando na fuga de recursos escassos. Como sabiamente citou, isso não aconteceria em um cenário ortodoxo sem a compra dos tais títulos americanos. Pelo seu apontamento entendo então que o BC Chinês estaria fazendo política monetária externa, manipulando o dólar convenientemente, mantendo o renminbi estável sem gerar inflação monetária.

    Agora vou mais além e pergunto (1): praticamente todos os países relevantes fazem questão de manter títulos americanos em sua posse como reserva cambial. Seria pelo mesmo motivo que faz o governo chinês, para assegurar um dólar forte e garantir que as exportações continuem? Pergunto isso pois justamente nos últimos 10 anos o Brasil adquiriu massivamente títulos americanos, ironicamente em um período de valorização do real.

    (2): Estaríamos todos nós basicamente garantindo um estilo de vida glamuroso aos americanos seu Estado perdulário sem saber todos esses anos(tenho medo da resposta.)?

    Mais uma vez obrigado por elucidar minhas dúvidas.
  • Leandro  01/02/2017 11:56
    Sua descrição ficou correta. O BC chinês intervém para impedir uma maior valorização do renminbi perante o dólar (bom, pelo menos era assim até o final de 2014; hoje ele atua abertamente para impedir uma desvalorização mesmo). Ele faz isso para manter dólar mais apreciado do que seria. Caso não fizesse nada, o renminbi estaria muito mais valorizado (até antes do final de 2014).

    Quanto às suas duas perguntas, a resposta é a mesma: Sim.

    Imagine quando a esquerda progressista e anti-americana descobrir que a política cambial que ela defende -- BC intervindo para manter o real desvalorizado e o dólar valorizado -- representa um subsídio direto para os americanos? Na prática, ela defende que os pobres do Brasil subsidiem os ricos americanos.

    Pior: ela diz que faz isso "pensando no social".
  • Henrique Zucatelli  01/02/2017 16:48
    Desculpe, ia gritar um palavrão aqui.

    Cara, essa é uma das verdades, senão a maior verdade por trás de todo o sistema monetário global. Já li alguns comentários seus tocando esse ponto, mas agora consigo entender tecnicamente como nos ferramos para manter os EUA ricos e seu Estado inchado, graças basicamente a política econômica protecionista do nosso país.

    Mais uma vez, muito obrigado Leandro.

    Abraços.
  • Margareth Zambrotta  01/02/2017 23:00
    Leandro:

    com a devida vênia, mas pq vc não faz parte desse corpo docente?

    imb-pgea.azurewebsites.net/docentes/
  • Leandro  02/02/2017 11:10
    Basicamente por dois motivos:

    Primeiro, por minhas qualificações acadêmicas. Tenho um mero diploma de graduação em economia (não tive interesse em perder mais tempo em universidade). Pessoas que estão visando a uma pós-graduação não quererão ter aulas com quem tem um mero diploma de graduação.

    Segundo, porque não me vejo qualificado para sair "ministrando aulas". Não é exatamente algo que me agrade. Gosto de escrever, e não de falar desbragadamente durante um período de tempo pré-determinado.
  • Adelson Paulo  31/01/2017 20:38
    Creio que a principal atuação de Trump no campo internacional será o enfrentamento comercial com a China. Foi muito sintomático que uma das primeiras iniciativas de Trump após eleito tenha sido telefonar para a presidente de Taiwan, até hoje uma "província rebelde" para Pequim, uma ação diplomática bastante surpreendente. Após décadas de isolamento, a China está lentamente ampliando sua interferência internacional, usufruindo de um regime híbrido onde o Estado controla praticamente toda a atividade econômica, sem livre competição, e gerando uma concorrência desleal no comércio internacional. Esse arranjo financeiro entre EUA e China descrito no artigo, até o momento pretensamente conveniente para ambos, agora parece colocado em cheque pelos EUA.
  • Felipe Lange S. B. S.  31/01/2017 22:17
    Por que um aumento nos juros poderia gerar uma recessão na economia dos EUA? O aumento hoje deles na taxa está sendo (bem) gradual. Até quando os caras do governo americano vão ficar adiando a bomba-relógio da próxima crise americana?
  • marcela  31/01/2017 22:38
    Os chineses são uns otários! Eles trocam a sua produção por títulos que não rendem nada! Tais títulos só servem para serem usados com o intuito de impedir que a moeda deles, o yuan, fique forte, o que é estupidez misturado com masoquismo. Mas não nos incomodemos, logo logo o Peter Navarro, autor do famigerado death by China, vai resolver isso. Já que os chineses não querem fazer bem a si mesmo, Donald Trump o fará! Vai lá Trump, derrube o dólar e barre os produtos chineses na alfândega. Faça a Apple e a Ford produzirem seus iPhone e carros nos EUA, isso elevará a inflação e os juros. Com os juros altos os bancos depositarão bilhões no FED e cada dólar que o FED der de juros para os bancos,será um dólar a menos no teu orçamento que é sustentado por otários do mundo todo.
  • Andre Mello  31/01/2017 23:25
    Esse era um lado de Cuba que eu desconhecia. Um lado? Ou seria uma história?

    https://www.youtube.com/watch?v=6rY8dwx6OxY
  • Jose Seidl  01/02/2017 00:10
  • Savage  01/02/2017 00:09
    O Brasil ta seguindo a mesma política da China ? ( com relação priorizar os exportadores em detrimento da população interna)
  • Michel Pinheiro  01/02/2017 00:18
  • anônimo  01/02/2017 02:10
    Leandro, um conhecido meu (keynesiano até morrer) veio com o argumento de que as exportações chinesas medidas em renminbis despencaram porque os preços dos produtos chineses caíram e por causa da desaceleração do comércio internacional. A primeira parte me pareceu bem nonsense, já a segunda faz sentido. Também afirmou que as exportações medidas em dólares despencariam de qualquer maneira por causa da desvalorização da moeda chinesa e que esse não seria um indicador acurado para estabelecer uma relação entre desvalorização cambial e queda nas exportações.
  • Leandro  01/02/2017 11:51
  • marcela  02/02/2017 18:57
    Em janeiro de 2016 o dólar esteve em média 4,00 reais e o Brasil exportou $11,2 bilhões.Já em janeiro desse ano com o dólar valendo em média 3,20 reais,o Brasil exportou $14,9 bilhões($3,7 bilhões a mais).Esses números deixam claro que desvalorizar a moeda não faz um país exportar mais,no máximo as exportações se mantém,sendo que na maioria dos casos ela diminui.Desvalorização cambial só serve para ferrar o povo com inflação.
  • Yohhannam  01/02/2017 04:05
    Poderiam me explicar melhor como realmente funciona o BC e os titulos publicos? Realmente sempre tive muita dificuldade de entender.
    Uma delas é:
    1)Porque seria tao seguro hoje investir em titulos publicos no Brasil se a qualquer momento numa democracia como a nossa um governo novo pode da noite pro dia dar calote?

    2)
    "Os títulos do Tesouro americano são ativos extremamente líquidos e comercializáveis"
    O que voce qer dizer com a liquidez e comercializavel no sentido que posso vender os papeis de titulo americano para meu vizinho do edificio?

    3)
    "O BC chinês pode vendê-los no mercado aberto a qualquer momento e em qualquer quantidade. Mas é provável que ele não queira fazer isso, não em grandes quantidades. Tal medida, como dito acima, tenderia a elevar as taxas de juros dos títulos do Tesouro americano."
    Nao entendo a logica do porque elevaria os juros? É como se o governo Americano estivesse tendo a possibilidade de recuperar os titulos vendidos?

    4) "Adicionalmente, dado que as taxas de juros nos EUA estão em suas mínimas históricas, esses títulos não pagam praticamente nada de juros."
    Nao pagam porque os Estados unidos, nao precisam mais pedir emprestimos no exterior, correto esta logica?

    5) Os titulos americanos nao sao pre-fixados?
  • Leandro  01/02/2017 11:46
    1) Calote é suicídio para governos, pois estes só se mantém funcionando por causa de empréstimos. Artigo sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2532

    2) Você pode vendê-los no mercado aberto quando quiser. Ou mesmo pode revendê-lo para o Tesouro, que os recompra diariamente. Quem opera com Tesouro Direto sabe disso. Os títulos têm liquidez diária.

    3) Porque quando você vende algo em grandes quantidades, o preço cai. No caso de títulos pré-fixados, quando os preços caem, os juros sobem. Há um exemplo numérico aqui mesmo nesta seção de comentários. Vou até copiá-lo para você:

    Imagine que o Tesouro emitiu uma LTN cujo valor de face é $ 1.000 e seu vencimento se dê em um ano. Suponhamos que você tenha arrematado o título por $ 800. Dali a um ano o Tesouro vai pagar-lhe $ 1.000. Sendo assim, esse título está pagando juros de

    (1.000 - 870) / 870 = 15% ao ano

    Agora suponha, no dia seguinte, o preço desse título caiu de $ 870 para $ 830.

    Faça a conta novamente:

    (1.000 - 830) / 830 = 20,5% ao ano.

    Ou seja, o mesmo título agora paga juros de 20,5%.

    Isso significa que, quando for emitir novos títulos, o Tesouro agora não conseguirá vender nada que paga menos que 20,5% -- afinal, no mercado secundário seus títulos pagam 20,5%.

    Se o preço de um título cai, seus juros sobem. Se o preço sobe, os juros caem.

    4) Os juros nos EUA estão em torno de 0,75% ao ano. Isso é praticamente nada.

    5) Boa parte, sim. Daí o efeito descrito no item 3.
  • Aprendiz da EA  01/02/2017 05:00
    To tentando virar Liberal mas tá difícil...Vamos lá:

    Sou um adepto do Ciro Gomes, ví aquele video dele que diz sobre EA, ai procurei e pesquisei sobre EA e vim parar aqui, inclusive já li uns artigos. De fato vocês tem razão em alguns pontos mas vivem fora da Realidade, me parece que a prática não parece funcionar assim, mostrarei mais abaixo.
    Como estou em busca da verdade e da lógica, quero aprender mais sobre EA pra ver se me convence, até aqui uma coisa ou outra pude concordar, outras achei completamente fora da realidade...Até esse história de imposto é roubo que fica nessa semantica ai, vocês preferem que varias outras imoralidades ocorram em detrimento da extinção da imoralidade do imposto. Ou seja, abolir o imposto é excluir uma imoralidade, mas dane-se as outras imoralidades que serão criadas com a extinção do imposto.. Até falta de coerência isso!

    Ao mesmo tempo, o PT destruiu o Brasil, cometeu erros e acertos, foi um vexame sua robalheira e hoje esta no fracasso pleno. Mas impossível defender aquele golpe, um impeachment por crime de responsabilidade, aonde ta escrito que crime de responsabilidade da impeachment? Nenhum lugar, convenhamos que aquilo foi político, tinha outros motivos e base legais pra tirar o PT, mas usaram justamente a que caracteriza um golpe parlamentar.
    Não esta tipificado na lei que crime de responsabilidade é base pra impeachment...

    Sobre as Privatizações, de fato elas tem que ocorrer, o brasil precisa ser mais livre. O problema é quando se ignora a realidade mundial, por exemplo privatizar a Petrobras.. Vem um gringo aqui, pega o nosso petróleo e manda toda grana, capital e recursos pra fora. E a gente concede a ele sem ganhar nada! Porque a empresa não vale nada, o governo nem consegue usar o dinheiro pra alguma coisa, se fosse pro bolso nas pessoas eu até entenderia, mas isso nunca iria acontecer..


    Lei trabalhista: vocês ignoram que aqueles analfabetos laa do nordeste são explorados, o capitalismo cresceu explorando colonias e indíos, em todo país em que o capitalismo deu certo, no passado teve uma grande exploração de colonias. Como um nortista que mal sabe ler e escrever vai admistrar o seu dinheiro? Vai conseguir escapar da exploração? Ele é muito ingenuo! No máximo a lei trabalhista tinha que ser legislada pelo estado e não pela União, mas revogar a CLT é loucura, acho que sim deve ser mais flexível, mas pera ai no Brasil não da assim...

    Campeões nacionais: A coreia do sul seguiu esse modelo que o Ciro Gomes prega, o japão também nos anos 90.. E viraram um puta país... Não param de crescer! Eai?


    Singapura e Hong Kong: Sua localização é favorável mas podem pesquisar, ninguém quer morar lá. Primeiro porque liberdade individual quase não se tem, segundo que os preços lá são exorbitantes; Casas, carros e afins custam muito caro, lá só é bom pra fazer negócio. Inclusive esses países tiveram financiamentos públicos de imóveis, nem sei porque vocês defendem tanto esses países onde o governo atuou bastante na economia...

    Escandinavos: É eles são livres, mas não por CAUSA DO e sim APESAR DO.
    A mistura livre mercado, cultura, localização e Welfare State, transforam os escandinavos aonde estão!
    Até hoje não param de crescer, décadas de welfare e sucesso!!

    Realidade Atual:

    Macri na Argentina já se mostrou o fracasso, até agora a inflação não para de subir e inclusive o seu Macri já trocou de ministro, ele mesmo percebeu que esse história de milagre liberal não se da jeito, principalmente quando se viveu anos de populismo....
    Colombia o presidente negociou com as FARC, verdadeira vergonha para um ser de direita, o país não mudou muito com o seu governo..
    Peru a liberdade monetária até que funcionou, mas não mudou muito. Continua mais um paísinho da america latina...

    Irlanda continua na crise, ninguém quer ir pra lá!!!! Sua taxa de imigração é muito pequena, é um país sem welfare e que tem pratícado austeridade, mas não sai do buraco!!! O pacote de socorro aos bancos ajudou muito, vocês acham que tem que deixar os bancos quebrarem, são doidos?kkkk, se não fosse isso eles estariam muito pior hoje, graças a essas medidas intervencionistas que aliviou a Irlanda, inclusive sua lenta recuperação foi graças a isso, ainda esta mergulhada na crise mas tem dado uma respirada já...

    Alemanha e EUA prestes a entrar em crise, a Neoliberal Angela Merkel afundou a alemanha, ela sabe que ja ja vai estourar a bomba quero ver qual vai ser o argumento pra justificar essa crise em um país livre.
    Os EUA a gente já sabe, BUSH e Obama já explica. O TRUMP agora pra cagar de vez!

    Sobre o CHILE:

    Vocês chamam o chile de milagre economico do neoliberalismo, mas os fatos provam que lá não ocorreu nenhum milagre...
    Pelo seguinte:
    Quando da vitória do golpe de estado de Pinochet, em 1973, o Chile adotou imediatamente um plano de ação chamado de O Ladrilho, que fora preparado pelo candidato da direita, derrotado por Salvador Allende, com o auxílio de um grupo de economistas, chamados pela imprensa internacional da época de "os Chicago Boys", provenientes da Universidade de Chicago. Este documento continha os fundamentos do que, depois, viria a ser chamado de neoliberalismo.

    Os defensores do neoliberalismo apelidaram esse período de "milagre chileno". Mas as estatísticas frias mostram números pouco milagrosos: durante o regime de Pinochet, entre 1972 e 1987, o PNB per capita do Chile caiu 6,4% em dólares constantes, caindo de US$ 3.600 em 1973 para 3.170 em 1993 (dólares constantes). Apenas cinco países da América Latina tiveram, em termos de PNB per capita, um desempenho pior que o do Chile durante a ditadura Pinochet (1974-1989).

    Quando ocorreu a democratização, em 1990, 38,6% da população chilena se encontrava abaixo da linha de pobreza. Pinochet privatizou a previdência social, e até 2004 39% da população - quase a metade dos chilenos - não dispunha de nenhum tipo de seguridade social.
    Inclusive o Chile tem estatais viu!!
    Noruega TAMBÉM!
    E a presidente atual do chile, é uma democrata. E nada de ruim aconteceu com o país, estão la firme e forte com ela!


    Gostaria de uma resposta inteligente e educada, já percebi o nível aqui, tenho muito o que aprender!
    Obrigado
  • Corregedor  01/02/2017 11:42
  • Aprendiz da EA  01/02/2017 16:04
    To dando a oportunidade de vocês me converterem ao liberalismo.

    ''O que é que alguma coisa desta groselhada toda que você disse tem a ver com a Escola Austríaca? O governo da Argentina é seguidor da EA?! Governo da Colômbia fazendo acordo com as FARC, what the fuck?! ''

    Argentina atual é do Macri, ele é um liberal, tanto que cansei de ver o ILISP e de mais academias cantando a vitória e apreciando suas medidas.
    Colombia elegeu um cara pró-mercado..
    Foi só isso que eu disse...

    O neoliberalismo li o artigo e já entendi... Quanto ao resto das minhas questões, nada foi respondido...
    Mas todos os liberais, isso é inegável, diz que o Chile é o exemplo de livre mercado, esta entre os 10 mais livres!
    Esta entre os 10 mais livre mas não apresenta qualidade de vida dos dez mais livres...
    E porque chamam de milagre economico diante esses dados e fatos que eu apontei?
    O Artigo que você me mandou é sobre o Chile atual, eu estou falando até de antes dessa mulher, olha meu comentário de novo que você vai ver que me refiro a outros anos, cujos foram consequencias das medidas liberais do Friedman.

    É isso..


  • Jorge Morais Moraes   01/02/2017 19:06
    "To dando a oportunidade de vocês me converterem ao liberalismo"


    Nossa, quanta honra...
  • Uma Coisa Curiosa  01/02/2017 11:44
    "vocês preferem que varias outras imoralidades ocorram em detrimento da extinção da imoralidade do imposto"

    Quais "imoralidades"?
  • Liberal Clássico  01/02/2017 18:11
    Não sou um grande intelectual da escola austríaca, mas eis o que posso fazer:

    ".Até esse história de imposto é roubo que fica nessa semantica ai, vocês preferem que varias outras imoralidades ocorram em detrimento da extinção da imoralidade do imposto."

    Quem diz que "imposto é roubo" são anarco-capitalistas. A escola austríaca é simplesmente uma metodologia econômica centrada na ação humana e seus meios, fins e consequências. A escola austríaca não diz que "imposto é roubo". Quem diz isso são anarco-capitalistas. Estes podem ser adeptos da escola austríaca (Rothbard) ou não (David Friedman).

    Como todos os outros leitores, eu tenho que perguntar, que "outras imoralidades ocorram em detrimento da extinção do imposto"? Aliás, pela própria forma em que você escreve "imoralidade do imposto", suponho que você concorde que o imposto seja de fato imoral. Novamente, me pergunto apenas pelo bem da argumentação, que outras "imoralidades"?

    "Ao mesmo tempo, o PT destruiu o Brasil, cometeu erros e acertos, foi um vexame sua robalheira e hoje esta no fracasso pleno. Mas impossível defender aquele golpe, um impeachment por crime de responsabilidade, aonde ta escrito que crime de responsabilidade da impeachment? Nenhum lugar, convenhamos que aquilo foi político, tinha outros motivos e base legais pra tirar o PT, mas usaram justamente a que caracteriza um golpe parlamentar.
    Não esta tipificado na lei que crime de responsabilidade é base pra impeachment"

    O que isto tem a ver com a escola austríaca? Austríacos podem ter posições à respeito do impeachment da Dilma, mas isto não possui ligação alguma com a escola austríaca. Isto é algo inteiramente pessoal. Novamente, a escola austríaca é apenas uma metodologia econômica centrada na ação humana.

    "Sobre as Privatizações, de fato elas tem que ocorrer, o brasil precisa ser mais livre. O problema é quando se ignora a realidade mundial, por exemplo privatizar a Petrobras.. Vem um gringo aqui, pega o nosso petróleo e manda toda grana, capital e recursos pra fora. E a gente concede a ele sem ganhar nada! Porque a empresa não vale nada, o governo nem consegue usar o dinheiro pra alguma coisa, se fosse pro bolso nas pessoas eu até entenderia, mas isso nunca iria acontecer"

    A ideia de que "um gringo venha aqui pegue todo o nosso petróleo e mande toda a grana, capital e recursos para fora", até onde eu sei, não passa de uma mera teoria conspiratória nessa sua cabeça. Empresas privadas pouco se importam onde está a sua produção, desde que seja mais eficiente. Vide empresas americanas com fábricas ao redor do mundo pois é mais caro produzir nos Estados Unidos. Isto que você descreve apenas poderia ocorrer caso a Petrobrás fosse vendida para uma outra estatal, o que seria, de fato, estúpido. A menos que você possa me indicar um caso onde isso já aconteceu, de uma empresa privada pegar todas as riquezas de determinado país, levar para sua população e proibir a troca no mercado internacional (já que, se for permitido a troca, e essa empresa operar mais eficientemente que a Petrobrás, o resultado seriam preços mais baixos, mesmo que eles levem "toda a grana, capital e recursos para fora").

    "Lei trabalhista: vocês ignoram que aqueles analfabetos laa do nordeste são explorados, o capitalismo cresceu explorando colonias e indíos, em todo país em que o capitalismo deu certo, no passado teve uma grande exploração de colonias. Como um nortista que mal sabe ler e escrever vai admistrar o seu dinheiro? Vai conseguir escapar da exploração? Ele é muito ingenuo! No máximo a lei trabalhista tinha que ser legislada pelo estado e não pela União, mas revogar a CLT é loucura, acho que sim deve ser mais flexível, mas pera ai no Brasil não da assim... "

    Mais uma vez, a escola austríaca de economia é apenas uma metodologia econômica centrada na ação humana.
    E vejo o quão magnífico é o seu conhecimento de história.

    "o capitalismo cresceu explorando colonias e indíos, em todo país em que o capitalismo deu certo, no passado teve uma grande exploração de colonias".

    A teoria que diz que enriqueceremos com colônias era o mercantilismo, não o liberalismo. A magnífica teoria mercantilista diz que devemos pegar de outros países recursos "simples", trazê-los para nosso país, e então transformá-los em produtos finais de última tecnologia, vendê-los para outros países, e assim seremos eternamente ricos, pois a balança comercial será positiva. O liberalismo sempre disse que o que devemos fazer é deixar todos os países serem livres e enriqueceremos juntos, através da troca, e não da guerra.

    Se me permite uma recomendação de leitura, aqui está: Liberalismo

    E quanto à ideia de que "em todos os lugares em que o capitalismo deu certo, no passado houve uma grande exploração de colônias", gostaria que você me dissesse aonde estão as colônias de: Hong Kong, Singapura, Suiça, Nova Zelândia, Austrália et cetera?

    "vocês ignoram que aqueles analfabetos laa do nordeste são explorados [...] Como um nortista que mal sabe ler e escrever vai admistrar o seu dinheiro? Vai conseguir escapar da exploração? Ele é muito ingenuo!"

    Me vejo obrigado a dizer, mais uma vez, a escola austríaca é uma metodologia econômica centrada na ação humana. Aparentemente você não faz a distinção de escola austríaca e liberalismo. Devo dizer que o seu paternalismo tosco é digno de um ditador. Possuo família no nordeste, conheço muitas pessoas na região, e eles não são meros animais estúpidos que não sabem como tomar decisões. São seres humanos, assim como você. E quanto à lei trabalhista, não me parece que liberais possuiriam algo contra sindicatos, desde que esses operassem como organizações de trabalhadores sem nenhum poder de coerção sobre membros contrários as suas políticas. Essa, para mim, seria uma defesa muito mais ética e justa de trabalhadores.

    "Campeões nacionais: A coreia do sul seguiu esse modelo que o Ciro Gomes prega, o japão também nos anos 90.. E viraram um puta país... Não param de crescer! Eai?"

    O experimento keynesiano da Coréia do Sul se torna global
    Explicando a recessão japonesa
    Notícias deflacionárias (e interessantíssimas) sobre o Japão
    Como as políticas keynesianas do governo mutilaram a economia do Japão
    Um ano depois, quais os resultados dos estímulos econômicos no Japão?

    "Singapura e Hong Kong: Sua localização é favorável mas podem pesquisar, ninguém quer morar lá. Primeiro porque liberdade individual quase não se tem, segundo que os preços lá são exorbitantes; Casas, carros e afins custam muito caro, lá só é bom pra fazer negócio. Inclusive esses países tiveram financiamentos públicos de imóveis, nem sei porque vocês defendem tanto esses países onde o governo atuou bastante na economia..."

    Em primeiro lugar, se "ninguém quer morar em Hong Kong", então como que casas são caras? Há demanda por moradia vindo de uma quarta dimensão fora do espaço-tempo? E Hong Kong, assim como vários lugares da Ásia, não sofrem de falta de pessoas querendo imigrar. O que acontece é que esses lugares são historicamente contrários à imigrantes e estrangeiros. Não há segredo algum nisto.

    Lee Kuan Yew, o homem responsável pelo que Cingapura tem de melhor e de pior
    Como ocorreu o milagre econômico de Hong Kong - da pobreza à prosperidade

    "Escandinavos: É eles são livres, mas não por CAUSA DO e sim APESAR DO.
    A mistura livre mercado, cultura, localização e Welfare State, transforam os escandinavos aonde estão!
    Até hoje não param de crescer, décadas de welfare e sucesso!!"

    É, de fato, possível que haja crescimento econômico mesmo com um welfare state. Os únicos requisitos sejam que o setor privado (produtivo) cresça mais rápido que o setor público (distributivo), pois, por uma questão de lógica, não se pode redistribuir o que não foi produzido. Graças a sua população e história, os países escandinavos enriqueceram muito com liberdade e até hoje continuam produtivos.

  • Tulio  01/02/2017 18:23
    "To dando a oportunidade de vocês me converterem ao liberalismo."

    Xiii, então veio pro lugar. Aqui desprezamos liberais. Somos libertários. Liberais nada mais são do que proponentes de um fictício "estado eficiente". São seres imorais que defendem o confisco da renda de trabalhadores e empreendedores para financiar saúde pública, educação pública, justiça estatal e segurança estatal para todos.

    E olha que estou me referindo apenas aos liberais dialogáveis. Há aqueles piores ainda, que querem agências reguladoras, Banco Central emitindo moeda e controlando taxa de juros, vouchers, tarifas de importação etc.

    Aqui você será, isso sim, afastado do liberalismo.

    "Argentina atual é do Macri, ele é um liberal, tanto que cansei de ver o ILISP e de mais academias cantando a vitória e apreciando suas medidas."

    Caguei que haja liberais aplaudindo o Macri. O que eu tenho a ver com esses derrotados?

    Três artigos recomendados acima -- que você não leu, pois não teve a coragem -- falam sobre a atual situação argentina. Refutá-los seria uma boa forma de você começar a pelo menos estabelecer o seu raciocino (o qual, até agora, se mostrou nulo).

    Ah, sim: a Dilma sempre se rotulou 'social-democrata' e 'progressista'. E olha a merda que deu. Posso então concluir que social-democracia e progressismo são merdas comprovadas? Pela sua lógica, sim.

    Obrigado. Poupou enormemente meu trabalho.

    "Colombia elegeu um cara pró-mercado... Foi só isso que eu disse..."

    Ah, sim. Ele também se disse seguidor de Mises e leitor voraz de Rothbard...

    Sério, seu desespero está hilário.

    (Em tempo: qual exatamente é o problema com a Colômbia? Há por lá um estrago maior do que o feito pela social-democracia e pelo progressismo no Brasil? Não estou informado).

    "Mas todos os liberais, isso é inegável, diz que o Chile é o exemplo de livre mercado, esta entre os 10 mais livres!"

    De novo, pela terceira vez: caguei para o que dizem os "liberais". Isso aqui é um site para libertários.

    "Esta entre os 10 mais livre mas não apresenta qualidade de vida dos dez mais livres..."

    De fato, há milhões de chilenos correndo para o Brasil, para a Bolívia e para a Venezuela. Né?

    "E porque chamam de milagre economico diante esses dados e fatos que eu apontei?"

    Pelo que vi, você apontou fatos da década de 1980. Isso é o melhor que você consegue? O que me interessa é saber como o Chile está hoje e como ele chegou ao ponto em que está hoje. Só isso. (A menos, é claro, que você seja um sujeito tão ignorante que genuinamente acredita que correções econômicas surtem efeitos milagrosos da noite para o dia).

    Pode começar.
  • Janjão  01/02/2017 19:04
    "São seres imorais que defendem o confisco da renda de trabalhadores e empreendedores para financiar saúde pública, educação pública, justiça estatal e segurança estatal para todos.
    E olha que estou me referindo apenas aos liberais dialogáveis. Há aqueles piores ainda, que querem agências reguladoras, Banco Central emitindo moeda e controlando taxa de juros, vouchers, tarifas de importação etc.
    Aqui você será, isso sim, afastado do liberalismo
    "

    Vamos com calma, também. Isso aí que vc descreve não é liberalismo no sentido de liberalismo clássico, misesiano. Isso aí tá mais para social-democracia mesmo.

    Por exemplo: o sujeito pode vir aqui para ler artigos do Juan Ramon Rallo, que se auto-enquadra como adepto do liberalismo (o liberalismo clássico do estado bem mínimo). Mas ele usa a palavra "liberalismo". Então não pode ser verdade que o site vai "afastar do liberalismo", se um dos autores (e há outros) que mais publica artigos do site se diz adepto do liberalismo.

    PS.: sou ancap como vc.

    PS.2: não resvalemos para uma disputa de palavras: se vc chama de liberais os sociais-democratas, ok, por mim não tem problema nenhum; mas nem todos os que se autodenominam liberais defendem isso que vc diz que os liberais defendem. O exemplo do Rallo é apenas um:

    www.planetadelibros.com/libro-una-revolucion-liberal-para-espana/116522

    www.planetadelibros.com/libro-el-liberalismo-no-es-pecado/53446
  • Vagner  01/02/2017 18:50
    ninguém aqui tem que te convencer de nada, amigão. vá estudar e tirar suas próprias conclusões.
  • Tio Patinhas  01/02/2017 20:31
    1) Qual imoralidade criada com a extinção de imposto?

    2) Todo processo de impeachment é político. E considerando que o PT tentou o impeachment de todos os presidentes do Sarney até o FHC, é um pouco irônico que digam que é golpe...

    3) Bem, se o petróleo é meu, eu quero vender. Mas não é meu, é do governo, dos funcionários da Petro ou da nomenclatura. Outra coisa, por que o gringo vai levar tudo para fora? Ele terá que reinvestir grande parte do que ganhar, se não fica como a venezuela, que pegou o dinheiro e não reinvestiu e a produção está em declínio... Isso sem contar que até a Arábia Saudita está vendendo sua estatal de petróleo. O pré-sal está para a esquerda assim como o nióbio está para a direita, ou será o contrário? E essa ideia de concessão eu não entendo, alguém quer fazer algo e precisa de concessão? Os bondes em SP eram privados, a empresa quis colocar os bondes embaixo da terra, fazer metro e o governo não deixou e ainda proibiu os bondes. A cidade ficou melhor ou pior por causa disso? Para mim parece óbvio que ficou pior.
    E daí que o dono é gringo? Correios ou FEDEX? Gurgel ou Mercedez? Airbnb ou hotel Glória?

    4) Seu comentário sobre lei trabalhista é elitista. Suiça não explorou colônias. E desde quando uma lei fascista faz bem? A lei fascista deve ser flexibilizada?

    5) O começo do fim do Japão foi seguir o que o CG prega, exatamente no começo dos anos 90. Coréia do Sul, tem artigos mais completos sobre o assunto.

    6) Singapura não pediu sua independência, a Malásia concedeu sem um pedido (pegue a história do mundo e veja o quão raro isso é). E ao que me consta muita gente quer morar ali, HK, recebe chineses que preferem morar em cubículos do que voltar para China continental.

    7) Suécia teve um crescimento acentuado de 1850 até 1950, daí entrou o welfare e eles vem caindo, como estarão em 2050?. E se eles crescem apesar do, o Brasil deveria ser muito melhor, pois aqui é bem menos livre. E cuba então? Coréia do norte?

    E por que localização é tão importante? Eles tem um clima muito rígido. Estão perto da Europa? Um continente marcado por guerras. O clima no Brasil é melhor, está em um continente com poucas guerras e perto de dois continentes

    8) Lastro em ouro elimina inflação e, não sou de direita sou liberal. E outra, existe respeito à propriedade? Moeda forte? segurança jurídica? Aliás, não ouço o CG comentando sobre esses fatores...
    9) austeridade com pacote de socorro não é austeridade. Assim como austeridade com aumento de imposto não é austeridade, austeridade com aumento do governo, não é austeridade. Pela própria definição do que é austeridade.

    10) Pô cara, tou respondendo tudo com boa vontade, mas neoliberalismo? Sou liberal, cite 3 autores neoliberais? Isso sem contar que o CG está mais próximo de um "neoliberalismo". E EUA estão em crise, não, não é por causa do liberalismo, assim como a última grande crise não foi por causa do liberalismo e nem a crise de 29.

    11) O Chile ficou na merda depois do golpe, Pinochet não acreditava/confiava em liberalização e os milicos fizeram uma versão própria do desenvolvimentismo que os milicos brasileiros fizeram. Só depois que deu errado que eles foram atrás dos "Chicago Boys". Já comentado sobre neoliberalismo, vale o mesmo sobre seus 2 próximos parágrafos que não comentei;


    12) Não entendo esse amor pela Noruega, antes era Suécia, depois Finlândia e agora Noruega, por causa da estatal de petróelo. Mas eles tem uma das gasolinas mais caras do mundo. "Ah mas tem o transporte público..." Não importa, eles tem um sistema excludente. É como quando citam a capital da Dinamarca como exemplo, ora, é quase proibido construir mais, só rico e classe média alta mora ali. Sistema excludente. Pode fazer o mesmo em SP, a cidade ficaria com 2 milhôes de habitantes, altamente elitista, tudo bonitinho, mas seria excludente.
    13)O golpe militar no Brasil não foi liberal, aliás, quando eles entraram, havia 50 estatais e quando saíram mais de 300. Não sei porque a esquerda fala mal da direita estatista brasileira e vice versa, parecem tão iguais.

    Veja o Bolsonaro, é contra privatizar a Petro, Caixa, BB e ainda quer fazer a Petro do nióbio. Limitar gastos? Desde que não afete setores estratégicos... Mudança na previdência? Não pode mexer com os milicos... Do ponto de vista econômico ele é próximo do CG. E do ponto de vista social, não vejo o CG comentando sobre drogas, homossexuais, educação, grande chance deles se parecerem nisso também.

    Obrigado.
  • Vinícius  01/02/2017 10:47
    Leandro,parabéns pelo trabalho no IMB e pela atenção dada aos leitores do site!
    Minha questão é a seguinte: Claro que não é um bom negócio o BC chinês inundar o mercado mundial com títulos americanos - isto mataria todo o arranjo e prejudicaria a compra dos produtos chineses pelos americanos, algo que ambos os lados não querem.
    Mas - como escreveu Peter Schiff em artigo sobre o precipício fiscal americano, se não me engano - caso a taxa de juros americana volte para seu patamar histórico - em torno de 5% - o custo para manter a dívida consumiria uma parte absurda do orçamento. Restaria ao governo 3 alternativas: 1- aumento brutal nos impostos;2- impressão maciça de dinheiro;3- calote.
    Isso que coloquei acima, é possível de ocorrer e, consequentemente, desmoronar esse arranjo?

    Segunda questão: Como você faz para responder essa montanha de perguntas? Você dorme?hahaha

    Parabéns mais uma vez e obrigado!
  • Leandro  01/02/2017 11:46
    Vai acontecer o item 3, mas não como você está imaginando. Nenhum governo dará calote em seus títulos, pois isso inviabilizaria sua própria existência.

    Como já expliquei [link=www.mises.org.br/Article.aspx?id=2532[/link]neste artigo, nenhum governo minimamente racional dá calote em seus títulos (nem mesmo o governo da Venezuela fez isso). E o motivo é muito simples: hoje, os governos só conseguem se manter porque pegam dinheiro emprestado. Sem pegar dinheiro emprestado, os governos não fecham as contas. Sem dinheiro emprestado, não conseguiriam sequer honrar a folha de pagamento.

    Sendo assim, os governos precisam se endividar continuamente simplesmente para continuar funcionando.

    Ao darem um calote, os governos estariam fechando exatamente aquela fonte que lhes permite continuar funcionando. Estariam fechando exatamente aquela fonte de financiamento que sempre lhes esteve disponível. Você não mata quem sempre lhe empresta dinheiro e permite fechar suas contas.

    Os governos farão de tudo, menos fechar a única coisa que os mantém funcionando.

    Sim, haverá calotes. Mas os calotes não serão nos títulos da dívida. Os calotes ocorrerão sobre aqueles grupos que têm menos poder político (aposentados, pensionistas, dependentes de assistencialismo). Esses terão cortes em seus proventos.

    Mas antes disso ainda haverá cortes na saúde, na educação e em vários outros repasses. Nos EUA, Medicare, Medicaid e várias pensões serão afetadas. No Brasil, haverá vendas de ativo na bacia das almas. Haverá privatizações. Em última instância, o governo preferirá vender todas as suas estatais a calotear a dívida pública (e há muitas estatais a serem vendidas).


    Quanto às perguntas, realmente é exaustivo. Mas também é gratificante.

    Grande abraço!

  • Free Market  01/02/2017 11:13
    O problema sempre foi a escravocracia.

    Qual é a isenção das pessoas quando votam numa eleição ?

    O interesses das pessoas nas eleições é obter vantagens.

    Não existe isso de democracia. O nome correto é escravocracia.

    A grande maioria dos eleitores são aproveitadores querendo levar vantagem nas eleições.
  • Lucas Souza  01/02/2017 12:23
    Leandro
    Trabalho a algum tempo no setor sucroalcooleiro no interior de são paulo, e o setor não anda muito bem, por motivos que não vem ao caso agora.
    Porém uma das exceções neste setor é a COFCO Agri, que é controlada pela estatal chinesa COFCO, que tem usinas no mundo inteiro.
    Hoje as usinas da COFCO não param de investir em equipamentos, salários, renovação da industria e até comprar outras usinas para aumentar a produção (que hoje vai 100% para a china).
    A minha dúvida é, esse mecanismo do Banco Central de gerar renminbis a custo zero poderiam ser usados para custiar estes investimentos nestas empresas fora da China ??? Isso de alguma forma impacta na inflação Chinesa ou do próprio Brasil ??
  • Guido Mantega  01/02/2017 13:48
    Esse ''mecanismo'' não é exclusividade do BC chinês, todos os bancos centrais do mundo podem criar suas respectivas moedas do nada para poder fazerem política monetária e cambial. O Brasil mesmo, quando eu fazia parte do governo, comprou bastantes dólares para evitar uma valorização muito forte do real e por isso tem esse número expressivo de reservas.

    Não sei como funciona essa relação de estatais~tesouro chinês, mas geralmente as estatais são financiadas com dinheiro dos impostos, logo, não é inflacionário. O que há aí é o dinheiro sendo transferido de uns e indo parar nas mãos de outros.
  • Ilan  01/02/2017 12:57
    Leandro,

    Tu acha positivo a decisão do BACEN de também começar a remunerar reservas em excesso dos bancos e, assim, diminuir o uso das compromissadas?

    Obrigado antecipadamente pela resposta.
  • Aprendiz da EA  01/02/2017 19:41
    Tá eu entendi, mas não foi respondido sobre o Chile.

    Vou repetir um trecho:

    ''Quando ocorreu a democratização, em 1990, 38,6% da população chilena se encontrava abaixo da linha de pobreza. Pinochet privatizou a previdência social, e até 2004 39% da população - quase a metade dos chilenos - não dispunha de nenhum tipo de seguridade social''

    Ou seja, depois de muitos anos de chicago boys ainda sim os numeros continuavam demonstrando.
    E poxa, a liberdade economica só da efeito depois de 30 anos? Enquanto isso a população sofre de forma dura?
    Pensei que fosse melhor a ideia de vocês...

    E mais: Mas este Chile, que foi o primeiro da região latino-americana a cumprir as metas do milénio na diminuição da pobreza, que passou de 50 por cento, em 1987, para apenas 18,3 por cento em 2003, é também um dos mais desiguais do mundo. No Índice de Desenvolvimento Humano ocupa o 37.º lugar. Mas na lista dos países com maior desigualdade na distribuição dos rendimentos fica em 80.º lugar. Entre os vizinhos, por exemplo, está atrás do Brasil, Paraguai e Colômbia. E o seu desempenho era até há três anos pior do que alguns países africanos muito pobres como a Zâmbia, Nigéria ou o Mala.

    Esses gráficos comprovam tudo o que eu estou falando sobre o Chile: É DISSO QUE ESTOU FALANDO!
    voyager1.net/economia/o-mito-do-milagre-economico-da-ditadura-militar/

    Esse artigo me parece refutar o artigo de vocês sobre o Chile:
    https://www.motorideologico.com/single-post/2016/12/27/Chile-e-o-experimento-liberal

    E la tem Salário Minimo, estatal e um monte de coisa que vocês repudiam. A Austrália também, até altos impostos(furtunas), desarmamento e politica de salario minimo....

    Já viram os preços dos imóveis e dos carros em Singapura? Porque defendem tanto aquele lugar onde houve financiamento estatal de imóveis? Onde o preço de um carro é astronomico... Só foi essa minha duvida, como esta no meu nick, estou aprendendo a EA.... Ainda sim estou com Ciro Gomes mas espero mudar de ideia e lerei os outros artigos... Calma pessoal!


    Sobre o resto da Argentina e afins, já entendi a posição de vocês. Ok, vamos seguir adiante?

    São duvidas minhas, quero ver o que vocês tem a dizer sobre essas coisas, só quero olhar o outro lado da moeda, por exemplo no caso do Chile ai, não consigo me convencer que houve milagre economico por parte de uma economia livre e do laizes-faire.

    Abraços

  • Professor  01/02/2017 20:21
    Rá, essa foi hilária.

    Primeiro o cidadão, com o dedinho em riste e mãozinha na cintura, vem aqui cobrar dos austríacos alguns dos resultados do chicaguismo na economia chilena. Será que ele desconhece o que os austríacos pensam dos chicaguistas? Aqui vai uma palinha:

    A Escola de Chicago versus a Escola Austríaca

    A posição das escolas austríaca, de Chicago, keynesiana e marxista em 17 questões econômicas

    Viena e Chicago e suas divergências sobre moeda, inflação e a Grande Depressão

    Elucidando Milton Friedman e a Escola de Chicago

    Mas agora vem a melhor parte: o cidadão cita as partes ruins da economia chilena -- observem que ele parou na década de 1980, mas deixa pra lá (sobre a Previdência, falo mais abaixo) --, cobra explicações e logo depois dispara esse torpedo (contra si próprio):

    "E la tem Salário Minimo, estatal e um monte de coisa que vocês repudiam."

    Nunca vi uma pessoa se auto-humilhar de forma tão percuciente assim. Primeiro ele diz que o Chile é ruim porque adotou tudo que os austríacos defendem (sendo que os austríacos nunca usaram o Chile como modelo econômico para nada). Aí, logo em seguida, ele cita várias características estatizantes da economia do Chile, as quais são radicalmente criticadas pelos austríacos.

    Ué, então não seria o Chile ruim exatamente por causa dessas coisas criticadas pelos austríacos?

    Decida-se, criatura!

    Na prática, você acabou de dizer que o Chile é ruim porque tem "salário mínimo, estatal, e um monte de coisa que os austríacos repudiam". Se é isso mesmo, então você acabou de concordar com os austríacos (que nunca usaram o Chile como modelo econômico para nada).

    Caso contrário, então é você quem tem de explicar por que o Chile é tão ruim quanto você diz mesmo tendo "salário mínimo, estatal, e um monte de coisa que os austríacos repudiam". Quem é que realmente tem de se explicar?

    Que tiro no pé, hein?

    Ah, sim, sobre a Previdência chilena: outro arranjo completamente estatista. O governo obriga o trabalhador a contribuir para um plano. O governo não dá a opção de o trabalhador manter seu salário integral e direcionar uma parte dele para onde ele quiser. O governo obriga o trabalhador a contribuir mensalmente para qualquer uma das empresas amigas do governo (um mercantilismo defendido por Ciro Gomes e abominado por austríacos).

    A partir do momento em que o estado garante uma clientela cativa para essas empresas, é óbvio que as taxas de administração serão altas. E é isso o que acontece lá. O ramo de previdência privada não possui uma "livre concorrência", todas cobram praticamente a mesma "taxa de administração", e além disto cobram uma "taxa de carregamento" muito elevada.

    Pena que você não tem a curiosidade -- ou, quem sabe, a independência ideológica para se informar a respeito, né? Mas não se preocupe: Ciro Gomes já disse que é a favor de uma reforma da Previdência e defende o modelo de capitalização. É bem provável que ele se inspire no modelo mercantilista do Chile.

    Sobre as reformas econômicas de Pinochet, essas são facílimas de ser criticada: em vez de reformarem a moeda (que estava completamente destruída pela hiperinflação de Allende) e adotarem um Currency Board, preferiram chicaguear a economia brincando de manipular juros (elevando-os para cômicos 80%) e fazer arrocho. É até bem surpreendente que os resultados não tenham sido tão ruins quanto poderiam ser. Aliás, existe coisa mais intervencionista do que governo adotar políticas salariais?

    Por fim, preços dos carros em Cingapura. Segundo este vídeo que você próprio postou em outro artigo (www.youtube.com/watch?v=Ki51vh6ihJs), os carros em Cingapura são caros porque o governo -- essa mesma entidade redentora e salvadora -- tributa especificamente a importação de carros para evitar que as ruas (outro monopólio estatal em Cingapura) fiquem congestionadas!

    Moradias em Cingapura? E se eu lhe disser que as moradias em Cingapura estão entre as mais caras do mundo justamente porque o estado subsidia suas compras? Você terá um infarto ou enterrará a cabeça na areia e continuará dizendo que é errado culpar o estado pelas coisas ruins?

    A pergunta sincera é: você é burro mesmo ou apenas acredita que todo o resto do mundo pode ser facilmente feito de bobo?

    Por favor, continue no campo de Ciro Gomes. Nada melhor do que um inimigo fácil de destruir. A última coisa que queremos é um "aliado" ignorante.

    Saudações.
  • Humberto  01/02/2017 20:24
    Ouch! Depois dessa, o aprendiz -- que até fugiu do local da discussão inicial (lá em cima) para reduzir a vergonha que estava passando -- foi reduzido a servo.
  • Tio Patinhas  01/02/2017 22:51
    1)Chicago é diferente de EA.

    2) Eu não entendo a desigualdade como algo necessariamente ruim. Digamos que eu descubra a cura de uma doença e fique milionário, a desigualdade aumentou, mas a qualidade de vida das pessoas tb aumentou. Pegue o indíce Gini, que mede a desigualdade, quanto mais próximo de 0, menos desigual e quanto mais próximo de 100, mais desigual. O japão tem índice 32 e o Afeganistão 27, então o Afeganistão é melhor do que o Japão?
    Em 1800 o mundo tinha 95% de miseráveis e a desigualdade era bem menor, agora há menos miseráveis (provavelmente esse é o século onde a miséria será praticamente erradicada) e mais desigualdade, era melhor antes?

    Por isso, não acho que a desigualdade seja ruim.

    PS: não estou recebendo emails com respostas dos artigos, mais alguém está passando por isso?
  • daniel  02/02/2017 12:56
    isto nao geraria inflacao na china?
  • Jefferson  02/02/2017 15:09
    A China tem 1,3 bi de habitantes, mas não tem 1,3 bi de consumidores. As condições de vida na china não boas. Os salários chineses são baixos e a distribuição das pessoas economicamente ativas é desforme. A população camponesa é enorme e eles tem economia de subsistência, ou seja, compram pouco ou nada. Para que a China foque em seu mercado interno será necessário um aumento do poder aquisitivo da população. O que não poderá vir da aumento de salários, pois ai, adeus preços competitivos. A solução para isto demanda tempo e muito tempo. Com o estouro da bolha em 2008 a China não sofreu consequências? É bom para a China "quebrar" os EUA pensando que o seu mercado interno vai suprir a produção que tem? A China não vai se desfazer de seus bonds e pronto. Sem terrorismo. O arranjo no comércio internacional virá como sempre veio e a toda tentativa de mudança no curto prazo, uma inviabilidade.
  • Luiz  03/02/2017 01:39
    Mas não seria desejo do governo chinês justamente começar a vender esses títulos americanos para gerar uma recessão nos EUA como represália a guerra comercial de Trump e assim impedir que a proposta do presidente americano de retorno das empresas ocorra fazendo que com isso os EUA continue dependente das importações chinesas?
    Ou na pior das hipóteses arrastar os EUA para o buraco junto com a China que teria muitos problemas com esse protecionismo e guerra comercial proposto pelo Trump?
  • Jefferson  03/02/2017 17:25
    Assim com fez na crise em 2008 no Governo Obama que assim com faz a Chinam, os EUA podem gerar dinheiro eletronicamente e adquirir seus bonds novamente. Também, não lhe custará nada. Ao meu ver a China não pode e não quer, agora, um guerra comercial com os EUA.
  • pedro frederico caldas  03/02/2017 21:59
    Dois pontos: 1) Vi argumentos que os pobres chineses é que sofrem com o arranjo. De onde tiraram isso? Nos últimos 30 anos a China tem ficado cada vez mais rica, em termos absolutos, como o povo chinês também. Tiraram 600 milhões de pessoas de uma vida quase miserável. Ou seja, o arranjo em nada tem prejudicado o povo e a China como um todo. 2) O teseouro americano não é obrigado a comprar títulos detidos pela China na hora que a China resolver vendê-los, obriga-se apenas a resgatá-los no vencimento. Como esse 1.1 trilhão não vence de vez, o tesouro americano pode absorvê-lo paulatinamente, sem nenhuma tragédia. Por outro lado, a China pode vender esses títulos no mercado aberto, mas, se tentar vender de vez ou em grandes porporções, vai ter grande prejuízo porque o preço de venda vai cair, ou seja, vai vender com deságio, tanto maior quanto maior seja o volume jogado no mercado.
  • Antônio  04/02/2017 00:30
    1) Esse é o seu contrafactual? Como você faz para refutar a afirmação apriorística de que os chineses estariam em situação ainda melhor não fosse este arranjo -- ou seja, se eles tivessem mais liberdade de consumo?

    Vale lembrar que o PIB per capita é mais baixo até mesmo que o do Brasil. Não é uma situação nada invejável.

    2) Se o Tesouro americano -- assim como o brasileiro ou qualquer outro -- se recusar a recomprar títulos, isso equivale a um calote branco. Significa que os títulos perderam liquidez. Sem liquidez, os preços desabam, e os juros disparam. Seria um verdadeiro tiro no pé dos americanos.

    Tem que pensar um pouco mais antes de falar as coisas.
  • Yoshiaki Nakano  04/02/2017 02:39
    Mas chinês comprar coisas na China é bem barato também, bem mais do que no Brasil.
  • Deng Xiaoping  04/02/2017 02:43
    Eu arrumei essa bagaça de país, agora querem estragar o meu modelo liberal.
  • Henrique Eidt  04/02/2017 22:23
    Estou acompanhando este site a pouco tempo e não intendo absolutamente nada de economia, ficaria agradecido caso alguém pudesse me esclarecer como a compra de dólares pelo BC Chines mantem o valor do dólar "apreciado" em relação ao renminbi. Como funciona esse processo?
  • patricio  07/02/2017 17:59
    Oferta e procura; com o governo aspirando dólares e liberando reminbi, há excesso de reminbis no mercado e ausência de dólares; assim dólar sobe e reminbi cai.
  • mauricio barbosa  12/02/2017 01:53
    Leandro Roque que tal esse artigo Keynesiano,pois só analisa um lado da questão e omitindo o outro lado...Enfim gostaria de saber sua opinião sobre esse artigo fantasioso.

    A Crise Chinesa.

    Sabemos que o problema da maioria das economias é o nível de endividamento. Enquanto esse problema não for equacionado, as economias não crescerão num ritmo suficiente para criar novos empregos. Até agora a China era considerada uma ilha de exceção. Entretanto, algumas notícias revelam um quadro um pouco preocupante. Os jornais noticiam uma crise de crédito, mas, aparentemente há um equivoco. Necessário entender que os chineses resolvem o problema da moeda de uma forma diferente das economias ocidentais. Os jornais capitalistas não entendem que um bom partido comunista não acredita em fiat money – dinheiro pela fé. Dinheiro tem que ter um certo lastro.

    Sabemos apenas que, para sair da crise, as economias européias e a americana trabalham em conjunto para aumentar o nível de moeda em circulação e atender a demanda por novos créditos. Aumentar o dinheiro em circulação é bom para o mercado financeiro, mas é uma forma indireta de repassar renda para esse setor. A pressa para sanar a crise tem um preço – a inflação. Os chineses tem consciência dessa solução,mas controlam a moeda sem impedir outras formas de financiamento da produção. Uma boa parte do circulante é lastreado com projetos produtivos.

    A inflação é uma consequência de uma solução apressada para a crise que surgiu, em parte, por causa de uma moeda sem controle e sem lastro. Assim, as autoridades monetárias injetam dinheiro na economia fingindo que os preços estão sob controle. Os governos permitem fazer isso dentro de certos limites para tirar proveitos políticos. Infelizmente, quando o milagre é grande se desconfia do santo! O que não se deve é enganar todo o povo todo tempo. Entretanto, as autoridades monetárias iludem os credores e trabalhadores com dinheiro novo que, que à medida que tempo passa, vale menos.

    Aparentemente, os chineses têm controlado a inflação de forma invejável. Lá, o ritmo de crescimento já foi muito alto e ainda continua, porém menos intenso. Apesar disso, a inflação é de apenas 2,5 por cento ao ano.

    Atualmente os jornais do ocidente afirmam que falta de dinheiro na praça, mas os produtores podem recorrer aos bancos e obter letras de crédito. Estas podem ser negociadas com descontos, embora bastante elevados. A emissão desses papéis é comum e funciona como se fosse um moeda paralela. Entretanto, a imprensa, com um sentimento de schandefreude, interpreta isso como se fosse um jeitinho pra fugir das regras.

    O governo chinês se interessa pelo emprego e a produção e pune severamente os agiotas e aproveitadores ocasionais. Entretanto, as autoridades não regulam para assumir os riscos dos negócios legítimos, isso faz parte do contrato entre as partes. Eles não precisam de cartórios para garantir a integridade dos negócios. O produto garante o crédito independente da honestidade das partes.

    Na realidade não falta liquidez na economia chinesa, contrário do que o Jornal Wall Street vem noticiando. A quantidade de dinheiro, relativa ao PIB, circulando na China é um dos mais altos do mundo. Dados do Fundo Monetário Internacional mostram que o dinheiro representa 180 por cento do valor do PIB anual. Isto é, a China usa muito mais dinheiro, para atender as necessidades de trocas, do que as economias ocidentais. Por exemplo, países como Suécia e Suíça usam menos de 40 por cento. Entretanto, na China uma boa parte do dinheiro tem garantias reais na produção. E para completar a estabilidade do sistema, a dívida pública chinesa é uma das mais baixas do mundo.

    Será que nas economias avançadas o dinheiro é mais eficiente, ou os chineses são menos dependente de uma moeda sem lastro, que se multiplica automaticamente na contabilidade dos bancos? Aparentemente, uma crise econômica na China provocada por endividamento extremo como aconteceu nos Estados Unidos seria mais suave e bem mais difícil de acontecer.

    Aqui e em outras economias a única garantia para o dinheiro é a promessa do governo de que todas transações devem ser pagas com o numerário oficial. Lá, o governo também garante, mas vai mais longe e diz – mostre o projeto que emprestamos o dinheiro; aqui fazemos o contrario – pegue o dinheiro e uso como quiser. Aqui, os bancos fazem de tudo para saber se as partes são honestas e esquecem de que se a economia não vai bem, muitos se tornam inadimplentes.

    Ora, não podemos ter estabilidade quando a moeda corre trás de mercadorias que não existe ou existe muito pouco. Aqui quando não existe mercadoria dizem que é falta de crédito, e as autoridades respondem imprimindo mais dinheiro. Na China a preocupação é com a falta de mercadorias.

    Mesmo que não haja crise de endividamento na China, as companhias brasileiras, que antes se sentiam confortáveis exportando pra lá, precisam modificar os planos de longo prazo para contemplar mudanças nos ciclos de negócios e evitar os riscos de negócios naquela economia. Por outro lado, os investidores e portadores de ações de companhias como a Vale e outras mais, que exportam para aquele mercado, também devem ficar atentos às mudanças e os riscos desses papeis. A economia chinesa já é tão grande que mesma que não haja uma crise financeira, qualquer diminuição na atividade econômica afeta o valor das ações por aqui.

    Boa Sorte!
    Prof. Metafix
  • Leandro  12/02/2017 19:21
    Nem há muito o que comentar, pois quem escreveu esse emaranhado de palavras não deixou claro o que queria dizer ou provar. Eu nem sequer sei qual foi o ponto dele.
  • mauricio barbosa  12/02/2017 20:44
    Exatamente Leandro,o tal não falou nada com nada e o mesmo escreve tais aberrações recomendando investimentos na Bolsa de Valores,enfim esses keynesianos ficam sempre tentando tapar o sol com a peneira.
  • Infiliz  14/02/2017 19:02
    Foi muito texto e comentário até chegar aqui mas tenho q dar meus 2 cents, isso da China com títulos tio-sam me lembra um pouco o desenho do Pink e o Cérebro! E, também, se lembrarmos da história da humanidade veremos que nós humanos nem sempre fazemos coisas só por serem racionais né?? Tendo dito isso:

    Pq não seria possível esse ciclo todo ser apenas uma estratégia de longo prazo dos chineses para dali a adiante, em um fatal golpe, tomar a dianteira do mundo? E poder se esbaldar naquele papinho de "sou o megatron dono da festa e vcs dançarão conforme minha música".

    Explico: tu, china, junta uns 10 trilhões de $$ e despeja tudo no mercado, mesmo cortando da própria carne (lembra outros asiáticos na 2ª guerra?) fazendo ao mesmo tempo os EUA se lascarem AND pegando esse $$ da venda dos títulos e se armando até os dentes? Pq não pode ser isso? Hein?


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