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Com sua medida, Trump acabou de garantir que quem irá pagar pelo muro são os americanos
Uma tarifa significa que os produtores e consumidores americanos também arcarão com o fardo

Nota do Editor

Donald Trump prometeu que iria construir um muro na fronteira entre EUA e México para barrar a entrada de imigrantes ilegais. Até aí, tudo bem. Se o governo americano quer construir um muro em seu território, isso é algo que deve ser resolvido entre ele e a população americana. Caso haja consenso, eles são livres para fazê-lo e ninguém mais tem nada com isso.

Mas Trump foi além e disse que o México é quem irá pagar pelo muro. Bom, aí a história muda. Querer espetar a conta de uma construção em território americano sobre a população de outro país beira o escárnio.

Mas ainda pior foi a "justificativa econômica" dada por Trump. Segundo ele, dado que os EUA têm um déficit comercial de US$ 60 bilhões com o México, isso representa uma perda econômica para o país. Logo, nada mais natural que o governo mexicano tribute seus cidadãos para pagar pela construção do muro. Veja os seus tweets:

trumptweets.png

O argumento é completamente asinino e demonstra total desconhecimento sobre conceitos básicos de economia.

Para começar, Trump cita a perda de empregos. Só que a produção industrial americana está próxima de seus níveis recordes, como mostram as próprias estatísticas publicada pelo Federal Reserve. Portanto, sua alegação não faz sentido.

Em segundo lugar, e mais importante, não existe isso de déficit comercial "entre países"; o que existe é uma população produzindo e outra população comprando. Os americanos compram dos mexicanos US$ 60 bilhões a mais do que os mexicanos compram dos americanos. Até onde se sabe, trata-se de uma ação completamente pacífica e voluntária. Os americanos voluntariamente compram produtos fabricados pelos mexicanos. Ninguém os obriga a isso. Nenhum americano é coagido a isso. Nenhum americano é agredido por isso.

Assim como você possui um "déficit comercial" com o supermercado que você frequenta ou com o restaurante em que você almoça — ambos os quais lhe fornecem bens e serviços em troca do seu dinheiro —, os americanos possuem essa mesma relação com os mexicanos, que lhes fornecem bens e serviços em troca de dinheiro. Qual exatamente é o problema com este arranjo?

Segundo Trump, tal relação mútua e pacífica entre cidadãos americanos (compradores voluntários) e cidadãos mexicanos (vendedores voluntários) é deletéria para os EUA e deve ser revertida. Trata-se do perfeito exemplo da mentalidade mercantilista, que acredita que, em uma transação comercial, só o lado vendedor ganha, e o comprador só perde.

O curioso é que, se este raciocínio realmente for levado a sério, jamais deveria haver uma única transação comercial na história do mundo. Quem iria comprar algo, se comprar é sinônimo de perder?

Este, aliás, é o problema de se ver a economia como apenas uma massa agregada de números, ignorando o indivíduo. Transações que, em nível individual, são benéficas para ambos os lados, repentinamente tornam-se deletérias quando analisadas agregadamente. Algo completamente sem sentido.

Em todo caso, é relativamente fácil entender a mente de Trump: dado que o mundo empresarial é um mundo competitivo, no qual para um empresário ganhar uma fatia de mercado outro empresário tem de perder essa mesma fatia de mercado, Trump se acostumou a ver todo o mundo como um jogo de soma zero. Consequentemente, ele apenas transportou essa sua visão do mundo empresarial para o mundo real: ele acredita que aquilo que ocorre entre empresários concorrentes é exatamente o mesmo que ocorre entre pessoas interagindo pacífica e voluntariamente.

Por isso, Trump acredita que, se impedir essa relação voluntária entre americanos e mexicanos, os americanos sairão ganhando. Ato contínuo, e este é o tema do artigo abaixo, Trump está ameaçando tributar pesadamente os produtos mexicanos, e está dizendo que usará esse dinheiro para construir o muro.  Na mente de Trump, isso equivale a fazer o México pagar pelo muro. Já no mundo real, embora as empresas mexicanas realmente irão se estrepar, a conta também será espetada nos próprios americanos, que acabarão pagando pelo muro direta e indiretamente.

______________________________________________

Toda a imprensa já está relatando que o presidente americano Donald Trump planeja impor uma tarifa de importação de 20% sobre os produtos mexicanos importados pelos americanos. Trump disse que essa é a maneira de fazer o México pagar pelo muro.

A ironia é que, embora Trump tenha insistido durante toda a sua campanha presidencial que o "México irá pagar" por esse projeto, tal medida garante que serão os americanos que irão arcar com os custos caso sejam forçados a pagar mais caro pelos bens mexicanos que entram nos EUA.

A retórica utilizada por Trump em sua campanha demonstrou, e de forma constante, que ele ignora conceitos básicos sobre a própria natureza do comércio. Ao passo que Trump constantemente se refere ao comércio em termos militaristas como "ganhadores e perdedores", o livre comércio sempre é benéfico para ambos os lados. Embora Trump frequentemente invoque o "déficit comercial" que os EUA têm com o México, tais déficits não têm motivo nenhum para ser temidos.

Preocupar-se com o déficit comercial do seu país e relação a outros países faz tanto sentido quanto você se preocupar com o seu déficit comercial em relação à sua padaria. "Déficit comercial" foi um dos piores termos já inventados na economia, pois soa muito parecido com "déficit orçamentário", o qual, este sim, é ruim.

Imagine uma fronteira internacional entre você e o seu supermercado. Uma vasta quantia do seu dinheiro flui em uma direção e uma vasta quantia de alimentos e produtos domésticos flui na direção oposta. Isso é motivo para preocupação? Você tem um enorme déficit comercial com o supermercado, mas nada parece estar errado ou disfuncional. Muito pelo contrário: a troca comercial deixa você em melhor situação. Você não a faria caso ficasse em pior situação.

Consequentemente, encarecer os produtos do supermercado ou mesmo dificultar a aquisição deles irá apenas prejudicar você.

E é aí que Trump entra. Se ele realmente implantar essa tarifa de 20%, quais produtos irão encarecer para os americanos?

Em 2015, estes foram os principais bens comprados pelos americanos do México:

  • Veículos (US$ 74 bilhões)
  • Máquinas elétricas (US$ 63 bilhões)
  • Maquinário (US$ 49 bilhões)
  • Instrumentos óticos e médicos (US$ 12 bilhões)

Os americanos tambem importaram uma grande quantidade de comida, bebidas e bens agrícolas, como:

  • Vegetais frescos (US$ 4,8 bilhões)
  • Frutas frescas (US$ 4,3 bilhões)
  • Vinho e cerveja (US$ 2,7 bilhões)
  • Salgadinhos e doces (US$ 1,7 bilhão)
  • Frutas e vegetais processados (US$ 1,4 bilhão)

Uma tarifa, no final, é uma apenas um termo mais elegante para "imposto". E, assim como qualquer imposto, uma tarifa aumenta os custos dos bens e serviços para o consumidor, ao mesmo tempo em que limita sua escolha.

No caso da tarifa de Trump, ela recairá não apenas sobre os consumidores americanos, mas também sobre os produtores americanos que utilizam alimentos, veículos, produtos eletrônicos, alimentos e instrumentos médicos importados do México (como restaurantes, transportadoras, firmas médicas e qualquer empresa que utilize automóveis). Estes agora arcarão com custos de produção maiores.

Consequentemente, os produtores americanos terão duas alternativas: ou aumentam os preços, prejudicando todos os consumidores americanos, ou mantêm os preços e arcam com margens de lucro menores. Só que margens menores significam menos produção e menos mão-de-obra contratada (o exato oposto do que pretende Trump).

No final, consumidores e trabalhadores americanos sofrerão. Os únicos que podem se beneficiar de algo será aquela ínfima minoria de trabalhadores americanos que concorre diretamente com os manufaturados mexicanos. Todo o resto da população americana verá um declínio em seus salários reais à medida que os custos e preços forem subindo.

No início desta semana, Trump havia feito o certo ao rejeitar o Acordo Transpacífico de Cooperação Econômica (TPP), um calhamaço de mais de mil páginas que impunha e especificava inúmeras regulamentações para os participantes, e que nada mais era do que um acordo de comércio gerenciado pelos governos participantes. Embora o TPP tenha sido defendido por alguns economistas favoráveis ao livre comércio, o fato é que acordos comerciais gerenciados e controlados por governos representam uma extensão do estado regulatório e corporativista, e incluem várias intervenções governamentais criadas exatamente para favorecer poderosos grupos de interesse, não devendo jamais ser confundido com um genuíno livre comércio.

Um recente encontro entre Trump e a primeira-ministra do Reino Unido Theresa May havia dado a entender que o governo Trump estaria optando por uma abordagem melhor, envolvendo acordos bilaterais entre países. Isso seria bom.

Porém, e infelizmente, as notícias desta semana mostram que Trump parece estar agindo de acordo com as piores partes da agenda protecionista sobre a qual ele baseou sua campanha.


11 votos

autor

Tho Bishop
é consultor político da Bishop & Associates, em Panama City Beach, Flórida, e diretor das mídias sociais do Mises Institute americano.



  • Vinicius  27/01/2017 14:02
    Essa ideia de tributo é nova para mim. Usam de formas tão surreais como taxar as grandes fortunas e outras besteiras. Agora fazer com que outro país pague seu imposto é novo para mim. Achei até que era alguma piada.
  • DAGC DAVID  27/01/2017 16:19
    Do Senso Incomum:

    "Quem assistiu a conferência do Sean Spicer, o porta-voz do presidente, a bordo do Air Force One e não recebeu a notícia distorcida pelo filtro da mídia sabe que ele não "anunciou" a criação de nenhuma tarifa, até porque isso seria impossível, uma vez que não cabe ao presidente criar tarifas, algo que é atribuição exclusiva do Congresso. O que o Spicer fez foi explicar quais são as ferramentas disponíveis e que podem ser utilizadas para pressionar o México a cooperar com a construção do muro e com o controle da fronteira. Que se trata de um modo de aumentar o poder de barganha na negociação com o México ficou claro quando o Spicer disse que essa é uma dentre várias outras opções e que a proposta não é um fim em si mesmo e tampouco uma idéia que o Trump realmente queira implementar. Ele também esclareceu que, ao contrário do que foi dito pela mídia, não há nenhuma previsão de que a medida venha a ser efetivamente adotada."

  • Ulysses  27/01/2017 17:14
    Ué, e por que então o Trump não desmente a "notícia falsa" em seu Twitter? Ele é tão rápido para refutar todas as mentiras que dizem sobre ele...

    Sabe por que ele não desmentiu a notícia? Porque ela é verdadeira. Hoje mesmo ele postou isso:

    Mexico has taken advantage of the U.S. for long enough. Massive trade deficits & little help on the very weak border must change, NOW!

    https://twitter.com/realDonaldTrump/status/824970003153842176

    O cidadão faz questão de reafirmar para o mundo sua ignorância econômica.
  • Detalhe  28/01/2017 01:17
    Vocês esqueceram de um detalhe!
    Os empresários se instalam em um país para exportar para os EUA com um objetivo de ter um lucro muitíssimo maior se estivessem nos EUA.
    Basta o Trump dizer que vai limitar a importação de carros e etc em 80%, que estes empresários de lá sairão gritando: "nós pagamos, nós pagamos!!!"
    E não me venham dizer que o preço do automóvel americano ficará mais alto. Os EUA tem os menores impostos do mundo!!


  • Almir  28/01/2017 23:07
    Se fosse assim o Brasil seria um país riquissimo, porque o que ele c obra de produtos para importar é uma fortuna; Acho que o Trump é bom só pra fazer biquinho;
  • Detalhe  29/01/2017 13:21
    Esqueceu outro detalhe.
    A dinâmica americana tem uma velocidade milhares de vezes maior que a brasileira.
    E além do mais os empresários brasileiros tem capacidade zero de investimento, pelo simples fato que os impostos, sejam contra o funcionário brasileiro, seja contra os empresários, são os maiores do mundo, se considerarmos o retorno que o Estado devolve aos brasileiros.



  • Francisco  29/01/2017 10:14
    A questão é simples, o muro é uma "desculpa" para atrair empresas para os EUA, nem mais e nem menos, pode gostar ou não mas Trump é um empresario, um "tubarão" portanto o objetivo é que empresas automobilisticas, maquinarias, etc... venham para os Estados Unidos. A Fiat anunciou um bilhão de inversão em Michigan, a BMW já anunciou que irá fabricar carros nos EUA portanto a questão do muro é aproveitar para negociar, quer dizer, claro está que existem problemas de trafico, crime organizado, imigração ilegal, etc... tudo que sabemos que existe em qualquer país terceiro mundista e o que Trump está fazendo é "matar com um tiro dois coelhos", o objetivo principal é trazer as empresas para solo americano, gerando empregos tanto diretos, quanto indiretos e essa quantidade é enorme quando falamos de industria automobilistica somente, fora as outras por exemplo e consecuentemente imposto para o governo americano e não para outro governo. A questão é que a troca fique dentro dos Estados Unidos e o México literalmente e infelizmente ou abaixa as calças ou vai tomar na cabeça. Quanto saber quem paga ou quem não paga, pergunto é importante? Porque posso pagar com um dinheiro que estava fora do alcance do país (EUA) e pelo visto, o terei na mão: Quem está realmente pagando? Responderão paga quem põe o dinheiro, tudo bem os EUA mas de onde o tirarão??? O tema é valorizar o mercado americano e de quebra Trump anunciou baixada de impostos o que automáticamente já é um ganho de poder aquisitivo para o americano e um incentivo para os empreendedores. Quem vai pagar o muro??? Isso é uma cortina de fumaça...
  • Humberto  29/01/2017 13:25
    Ou seja, Trump está fazendo exatamente o mesmo que Dilma fez no Brasil a partir de 2012, elevando as tarifas de importação para (no caso dos automóveis para 35%) e exigindo conteúdo nacional em tudo. Também àquela época, várias montadoras estrangeiras (majoritariamente asiáticas) anunciaram abertura no Brasil. Óbvio: quem não quer operar sob uma reserva de mercado?

    É incrível a imbecilidade da "direita" brasileira. Ou a incoerência. Criticaram Dilma (corretamente) e agora batem bumbo para Trump, que está se revelando uma Dilma de saias.

    Que vergonha.
  • Detalhe  29/01/2017 13:45
    É inacreditável pessoas comparem os EUA com o Brasil, seja de empresas ou cidadãos.
    1) Os brasileiros ao receberem o salário, o Estado tira em média 50% que é do próprio funcionário (não considerando o IR), e devolvem uma saúde pública e serviços públicos que é um verdadeiro lixo.
    2) Os empresários brasileiros pagam os maiores impostos do mundo.
    3) A burocracia e propina são infinitas com envolve-se o Estado.
    Resultado:
    a) O povo é extremamente pobre, e atualmente vivem só para alimentarem-se e realizar pequenas diversões.
    b) As empresas são falidas, exceto aquelas que vivem de "benefícios" do Estado.
    c) Conclui-se o seguinte: Nenhum empresário em sã consciência investirá em um país falido. A bolsa de valores brasileira só gira em torno de algumas empresas, muitas delas envolvidas em corrupção e outras do próprio Estado.

    O mundo vive do consumo. E onde há o maior consumo? O Mundo quer vender para os americanos, e a velocidade de implantar qualquer empresa lá está a anos luz do Brasil.

    E ainda querem comparar os brasileiro com os americanos!!!

    Meu Deus!!!!

    Mas uma coisa concordo, a única solução momentânea para o Brasil é reduzir o dólar a R$2,00, e liberar as importações, seja quais forem. Mas isso obviamente não irá acontecer.


  • Felipe  29/01/2017 15:12
    "O mundo vive do consumo."

    Errado. O mundo vive da produção. Consumir é fácil; consumir é inerente ao ser humano. A encrenca está em produzir. De nada adianta querer consumir se não há quem produzir.

    Eis o básico:

    Não faz sentido estimular a demanda e o consumo; a encrenca sempre foi a produção
  • Johannes  29/01/2017 15:26
    Em defesa do comentarista Detalhe:

    Detalhe disse: "O mundo vive do consumo.".

    Felipe disse: "Errado. O mundo vive da produção. Consumir é fácil; consumir é inerente ao ser humano. A encrenca está em produzir. De nada adianta querer consumir se não há quem produzir"

    Nada obstante, dá para ver pelo contexto do comentário do Detalhe que ele não quis dizer algo como "importa só o consumo, deve-se estimular o consumo; o consumo é o que move a atividade econômica"; não, não foi isso o que Detalhe quis dizer.

    Ao contrário: pelo contexto do comentário do Detalhe, dá para ver que ele disse "o mundo vive de consumo" no sentido de "a atividade econômico-produtiva tem como finalidade o consumo". E isso está correto.

    Logo, não há erro nenhum no comentário do Detalhe. Felipe se precipitou nessa.

  • Andre  29/01/2017 16:56
    Também considero muito rasa a comparação entre EUA e Pindorama. É como comparar os danos causados ao motorista ao bater a 100km/h um Toyota Camry, carro mais vendido nos EUA, com um GM Onix, o campeão de vendas por aqui.
    Ambos fazem besteira, agora se tiver que escolher, quero saber aqui quem prefere encarar a besteira made in Pindorama.
  • Detalhe  29/01/2017 13:27
    Na mosca!!!!
  • Detalhe  29/01/2017 19:00
    Desculpem, eu disse "na mosca" para outro comentário.

  • Detalhe  29/01/2017 19:08
    Existe muita energia no Brasil, nos que se refere aos brasileiros como também ao empresariado, mas ele é abatido antes de começar ou a investir de várias maneiras (custo Brasil), tornando o preço do produto inviável.
  • anônimo  29/01/2017 19:10
    Exatamente, Francisco. Eu pensei na mesma coisa.
    Como esse site já falou, as medidas do Trump irão prejudicar muito mais os mexicanos e bem menos os americanos (afinal os americanos são ricos e podem comprar de qualquer país pelo fato do custo de produção ser mais barato em qualquer outro país que não seja nos EUA/Europa ou investirem mais facilmente para produzir no próprio país).

    Essa medida do Trump pode, de forma indireta, fazer com que o México faça reformas econômicas liberalizantes.
  • Baroni  27/01/2017 14:09
    Tenho uma duvida, caso alguém possa me ajudar a entender agradeço e se minha duvida for demasiadamente estúpida, me desculpem, mas ainda assim gostaria de entender. Caso uma nação tenha contínuos déficits em dólar na sua balança de pagamentos, ou seja mantenha continuamente um volume de importações maior do que as exportações e outras entradas de moeda, até o ponto de zerar todas as reservas em dólar. Essa situação se tornaria insustentável a ponto do pais ter que cessar suas importações ou de alguma forma isso pode se manter ad eternum?
  • Trader  27/01/2017 14:17
    Seu erro está neste ponto:

    "Caso uma nação tenha contínuos déficits em dólar na sua balança de pagamentos [...] até o ponto de zerar todas as reservas em dólar"

    Reservas internacionais não são utilizadas para bancar importações. Não em um regime de câmbio flexível, como é o mundial. Um país pode ter zero dólar em suas reservas internacionais e ainda assim pode continuar funcionando normalmente.

    Para um país importar ele tem de fazer apenas uma dessas duas coisas:

    (1) Exportar; ou

    (2) Atrair investimentos estrangeiros, de qualquer tipo ou natureza.

    No extremo do extremo, ele pode simplesmente aumentar seus juros e com isso atrair capital estrangeiro especulativo, mantendo os juros altos para que este capital não vá embora.

    Artigo inteiro sobre isso:

    Por que economistas são histéricos em relação à balança comercial?
  • Baroni  27/01/2017 15:34
    Obrigado Trader, sua explicação e o artigo levam a um entendimento da situação normal e que creio ocorra em quase todos os cenários reais, porém minha pergunta visava explorar uma situação hipotética "limite", onde por premissa esse governo não conseguisse atrair moeda estrangeira de forma alguma, ao menos não em quantidade igual ou maior que o necessário para suportar as importações, nesse cenário hipotético, haveria como bancar as importações?
  • anônimo  27/01/2017 15:13
    o melhor caminho ai seria esse pais ficticio aprender a usar suas materias primas, para produzir produtos de alto valor e exportar o excedente. então ele importaria o que precisa, o que nao tem no seu territorio.
  • RMaidla  28/01/2017 20:42
    O que fica claro é que você não entendeu.
  • RMaidla  28/01/2017 20:40
    O que o TRADER se esqueceu de mencionar é que os EUA são o único país do mundo que pode emitir dólares, moeda que todo mundo quer, e por isso podem manter déficits comerciais bilionários com diversos países. O de Trump é populismo puro. Essa situação não se dá em nenhum outro país rico do mundo. Ou seja, o problema dos EUA não são as importações do México ou da China, e sim que o país ficou rico, e seus cidadãos não querem fazer os trabalhos pesados e sujos que seus colegas mexicanos ou chineses aceitam. Basta chegar em algum aeroporto dos EUA para ver que a grande maioria dos que atendem balcão, fazem limpeza, carregam bagagens, servem em restaurantes e lanchonetes, etc. são imigrantes. Estas são as verdadeiras razões dos déficits comerciais dos EUA.
  • Ricardo  27/01/2017 14:20
    Acredito que se forem taxados os produtos mexicanos exportados para os EUA, esta conta nao será paga pelos americanos como disse o texto acima. O mercado sempre procura melhores preços e/ ou melhores produtos. Neste caso os importadores americanos deverão primeiramente procurar outros fornecedores em outros países que atendam as especificacoes dos consumidores americanos. Encontrando, eles deixarão de importar do México a menos que o fabricante mexicano ou o governo mexicano reduzam suas margens e/ou concedam subsídios. O único caso que jogaria a conta para os americanos seria se o produto importado fosse exclusivamente encontrado no México e isso e' muito raro.
    Conclusão: os mexicanos pagarão a conta mesmo.
  • Ramos  27/01/2017 14:36
    Não sei se você percebeu, mas você incorreu em uma total contradição.

    Se os americanos pararem de importar dos mexicanos (isso é extremamente duvidoso, mas ok), então o governo americano simplesmente não irá coletar nenhum centavo com essa tarifa.

    Consequentemente, ele não terá como construir o muro. Não com esse dinheiro (que ele não arrecadou).

    Logo, ele terá de desembolsar o dinheiro impondo um imposto direto sobre os americanos.

    Isso é lógica básica.

    Aí você conclui dizendo, triunfante:

    "Conclusão: os mexicanos pagarão a conta mesmo."

    Como isso ocorrerá, meu nobre? Você acabou de dizer que os americanos não comprarão dos mexicanos. Se eles não importarão nada dos mexicanos, de onde raios virá o dinheiro tributado?

    E esse é o problema que ocorre quando você deixa a ideologia lhe cegar. Utilize mais a razão da próxima.
  • Ricardo Pohlot Perfeito  27/01/2017 15:08
    Ramos, não creio que seja uma questão de "ideologia".
    O raciocínio está correto: o mexicano não tem como sobreviver sem o mercado americano.
    Se observar bem, vai perceber que os mexicanos produzem produtos que só são comprado por americanos!
    Exemplo? SUVs 8 Cilindros à gasolina! Não vendem no Brasil por exemplo! (nossa gasolina é cara).
    Ao contrário dos americanos, que compram produtos (os mesmos) produzidos por muitos outros países.
    Outra coisa, sem ideologia e sequer apoio a Trump, não devemos subestimar o mercado americano.
  • Flávio  27/01/2017 15:09
    Na verdade, Ramos, ambos dividirão a conta e dificilmente em partes iguais.

    O quanto será absorvido de um imposto, taxa ou tarifa aplicada a uma relação comercial dependerá da elasticidade da demanda, da existência de produtos substitutos, concorrentes e alternativos.

    Portanto não é tão simples quanto: os americanos pagarão tudo ou os mexicanos pagarão tudo. Essa conta será dividida de alguma forma.
  • Observador  27/01/2017 15:22
    Não, Flávio, não tem como querer fazer essa pirueta. Quem paga por algo é quem dá o dinheiro. Ponto.

    Com a tarifa, o dinheiro virá 100% do bolso dos americanos. São os americanos que desembolsarão tudo. Ponto.

    A indústria mexicana será prejudicada? Certamente (muito embora ela possa fazer acordos comerciais com China e todos os países do Pacífico). Mas os mexicanos não estarão pagando monetariamente pelo muro. Nem um único peso.

    Para que os mexicanos fossem os reais pagadores, os EUA teriam de cobrar um imposto sobre a exportação de produtos americanos para o México. Cada produto americano que um mexicano comprasse, ele pagaria uma tarifa. Aí sim o México estaria pagando pelo muro.
  • Flavio  27/01/2017 15:35
    Concordo.

    Retifico então: os mexicanos deixarão de ganhar "pesos" em virtude do imposto.
  • Rennan Alves  27/01/2017 15:39
    Dividida como?

    Se aumentar a taxa, só os americanos pagam. Os mexicanos simplesmente vão vender para outros, ou até podem continuar vendendo, mas em menor quantidade e ainda assim procurarão outros para vender.

    De um jeito ou de outro, os americanos que vão pagar, o preço final será repassado para eles (como ocorre com qualquer tarifa).

    E o pior, é que se a demanda por bens mexicanos for alta (e até onde sei ela o é), haverá aumento no tráfico destes mesmos bens, aumentando o custo da fiscalização e da polícia, que será repassado para o povo americano. Ou seja, a "conta" final sairá ainda mais alta para o povo americano.
  • Flavio  27/01/2017 16:29
    Rennan, não é tão simples assim. Realmente isso não intuitivo, mas se você taxa um produto que custa $100 hoje na loja em $ 20 (não vou usar percentual pra simplificar). Instantaneamente ele passaria a custar $120, porem depois que a oferta e a demanda se acomodassem, ele passaria a custar um valor 100 < X <120.

    Então, supondo que ele passe a custar $115 dependendo do mercado e do tipo de produto, Isso significa que 15/20 foi absorvido pelo consumidor final e 5/20 pelo vendedor.

    Em geral, produtos de baixo valor agregado têm o imposto absorvido na sua maior parte pelo produtor, pois têm muitos concorrentes e substitutos. Já produtos mais complexos e protegidos por patente costumam ter grande parte absorvida pelo comprador.

    Se tiverem interesse, achei um site aqui que da uma ideia de como funciona o sistema de impostos:
    josemata.org/ee/06/impostos/
  • Rennan Alves  27/01/2017 19:58
    Prezado, estamos falando de importação, os produtores mexicanos estão fora do país.

    Quem é tributado é o importador americano (seja um consumidor ou um produtor), e não o produtor mexicano. O artigo inclusive gasta 2 parágrafos sobre isso:

    "No caso da tarifa de Trump, ela recairá não apenas sobre os consumidores americanos, mas também sobre os produtores americanos que utilizam alimentos, veículos, produtos eletrônicos, alimentos e instrumentos médicos importados do México (como restaurantes, transportadoras, firmas médicas e qualquer empresa que utilize automóveis). Estes agora arcarão com custos de produção maiores.

    Consequentemente, os produtores americanos terão duas alternativas: ou aumentam os preços, prejudicando todos os consumidores americanos, ou mantêm os preços e arcam com margens de lucro menores. Só que margens menores significam menos produção e menos mão-de-obra contratada (o exato oposto do que pretende Trump)."


    Não há como o produtor mexicano "absorver" o imposto, ele só está atendendo a uma requisição do importador americano, que vai arcar com os custos.

    Se quisessem mesmo fazer os mexicanos pagarem, teriam que aumentar a tarifa de exportação como bem apontou o leitor Jango.
  • Alfredo  27/01/2017 14:38
    Caramba, que tira n'água do Ricardo...
  • Rennan Alves  27/01/2017 14:39
    Então os mexicanos deixarão de exportar para os EUA e procurarão outros países para comercializar seus produtos, com tarifas mais baixas. No final, ninguém paga nada e não tem mais muro.

    Genial o seu raciocínio.
  • Thomas  27/01/2017 14:54
    Eu realmente preciso entender essa lavagem cerebral que Trump fez em alguns membros da direita. Eu nunca vi tanto contorcionismo econômico assim: quer dizer agora que quem paga tarifa de importação não está realmente pagando tarifa de importação?

    Quando Dilma, Mantega e Pimentel elevaram a tarifa de importação sobre os automóveis estrangeiros para 35%, quem realmente pagou por isso não foram os brasileiros mas sim os alemães? É isso mesmo?
  • Vinicius  27/01/2017 14:56
    Primeiro se hoje eles compram tanto com o Mexico é pq é o mais vantajoso
    Se tiver que mudar e procurar outro comercio vai ficar mais caro e quem paga é o consumidor Americano
    Seu comentário não tem fundamento algum
  • Jango  27/01/2017 15:14
    Para o Trump fazer o muro ser pago pelo mexicanos, ele teria que vender os produtos americanos com um preço mais caro através de uma tarifa de exportação.

    O Brasil chegou a fazer isso nos anos 2000 com compradores desenvolvidos e isentava essa taxa dos compradores pobres.

    g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1396629-9356,00-BRASIL+ISENTA+PAISES+MAIS+POBRES+DE+TARIFA+DE+EXPORTACAO.html
  • Observador  27/01/2017 15:23
    É exatamente isso mesmo, Jango. Perfeito.
  • Rafael Andrade Jardim  27/01/2017 19:05
    EXATAMENTE! É isso que ele pretende. A medida é para forçar os empresários mexicanos forçarem o presidente mexicano a construir o muro.
  • Igor  27/01/2017 19:19
    E aí o presidente mexicano vai tirar o dinheiro de onde, senão destes mesmos empresários?

    Pensa um pouco...
  • bétula   27/01/2017 14:33
    Concordo com o questionamento de Baroni- os constantes e antigos déficits comerciais e aqui me refiro à conta da balança de pagamentos de um país, não leva ao endividamento do país, como os EUA? Os EUA não vão "zerar" seus dólares, afinal, são a fonte contínua dessa moeda . Os EUA, cresceram justamente por causa de seu superávit externo principalmente após a segunda guerra , exportando seus produtos e serviços para a Europa devastada. Vemos também a ascensão da China com Deng Xiaoping mudando a rota da economia Chinesa nos anos 80 e de milhares de chineses nas ruas pedalando bicicleta em 1988, hoje vemos esses milhares acelerando modernos automóveis e tudo graças ao crescimento econômico baseado em exportações. Gostaria de entender melhor como fica melhor essa situação , não duvidando de MIses, mas realmente querendo saber essa conta de crescimento econômico/exportações.
  • Clark  27/01/2017 15:12
    "os constantes e antigos déficits [...] de um país, não leva ao endividamento do país, como os EUA?"

    Seu constante e contínuo déficit comercial com sua padaria, seu restaurante e seu supermercado levam ao seu endividamento?

    Comprar um pão na padaria com cartão de crédito ou comprar um produto importado pela Amazon com cartão de crédito são exatamente a mesma coisa. Você usou seu cartão de crédito e se endividou. Você tem condição de pagar a fatura? Se sim, então está tudo certo. Se não, então você está em apuros.

    "Déficit comercial" são apenas indivíduos fazendo exatamente isso que você fez. Eles têm condições de pagar? Se sim, então está tudo certo. Se não, acho meio difícil alguém ser otário o bastante para vende para essas pessoas.

    "Os EUA não vão "zerar" seus dólares, afinal, são a fonte contínua dessa moeda."

    Oh, Lord. Nenhum país importador zera sua moeda. Quando um brasileiro importa algo, não saem reais do Brasil. O real não é moeda corrente em nenhum outro país do mundo. Nenhum real sai do Brasil quando um brasileiro importa.

    O que ocorre é que dólares, que estão em uma conta bancária em um banco americano, mudam de proprietário. Quando você importa, você repassa reais para um exportador, e esse exportador repassa dólares para a pessoa de quem você comprou pela Amazon.

    Eis como funciona:

    Quando um brasileiro exporta soja para os EUA, não entram dólares na sua conta bancária aqui no Brasil. O dólar não é moeda corrente aqui e nem na esmagadora maioria dos países do mundo. Sendo assim, o dólar não "entra" nesses países via sistema bancário e nem muito menos sai do sistema bancário americano.

    O que ocorre na prática é que o exportador brasileiro adquire a titularidade de uma conta bancária, em um banco americano, em dólares. Ato contínuo, ele pode decidir entre vender a titularidade dessa conta bancária para outra pessoa (normalmente para um banco brasileiro ou para um importador brasileiro, que então depositará reais em sua conta em um banco brasileiro) ou manter a propriedade dessa conta em dólares, decidindo investir esses dólares na própria economia americana (comprando ações, debêntures ou até mesmo títulos do governo americano).

    Perceba que os dólares nunca saíram dos EUA. A única coisa que aconteceu foi que a titularidade de uma conta bancária em um banco americano mudou de dono: um importador americano de soja brasileira repassou uma parte de seus dólares para um exportador brasileiro, que então decidirá o que fazer com os dólares dessa conta: ele pode vender para um banco brasileiro ou para um importador brasileiro, sempre em troca de reais.

    No seu caso, que está importando um bem estrangeiro, ele vai repassar os dólares para a pessoa de quem você comprou.
  • Esquerdopata convencido.  27/01/2017 14:51
    Não é bem assim, meus camaradas.

    Existe o fator da concorrência externa e interna. Se os produtos do México são 20% mais caros, por que diabos comprar dos mexicanos?

    Então, as empresas vão sair do México e se instalar nos EUA pra evitar esse tributo (tarifa). Situação que vai gerar empregos para americanos, inclusive. 20% é muita coisa.
  • DAGC DAVID  27/01/2017 16:53
    Como ja disseram anteriormente:
    Se o americano nao quiser o produto que ficou 20% mais caro, entao de onde vira o financiamento?

    :)
  • Benzoato de Sódio  27/01/2017 14:55
    Sei que não tem muito a ver com o assunto. Mas tem a ver com liberalismo. Existe um tratado internacional que proíbe as nações de se apossarem de corpos celestes, mas o tratado não diz que empresas ou indivíduos não possam. Quem sabe não seja uma chance para um mundo liberal. Quem sabe na Lua ou em Marte?

    www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=segunda-corrida-espacial-quer-conquistar-lua&id=010130161219
  • Ricardo Pohlot Perfeito  27/01/2017 15:00
    Para mim, a visão de Trump é outra, embora não concorde com ela! Salvo se esteja muito enganado.
    Com a taxação dos produtos mexicanos, não creio que o americano continue a comprar do México.
    Há inúmeros outros mercados fornecedores de produtos similares, especialmente automóveis, que podem ser substituídos por outros modelos e marcas.
    Na minha visão, ao taxar, Trump obrigará os exportadores mexicanos a reduzirem seus custos e margens de lucro, para poderem concorrer dentro do mercado interno americano. É simples, e, o autor não abordou essa ótica.
    Sem o mercado americano, o produtor mexicano ficará seriamente comprometido.
  • Mauro  27/01/2017 15:17
    "Com a taxação dos produtos mexicanos, não creio que o americano continue a comprar do México."

    Então de onde virá o dinheiro para construir o muro?!?!

    "Há inúmeros outros mercados fornecedores de produtos similares, especialmente automóveis, que podem ser substituídos por outros modelos e marcas."

    Então de onde virá o dinheiro para construir o muro?!?!

    "Na minha visão, ao taxar, Trump obrigará os exportadores mexicanos a reduzirem seus custos e margens de lucro, para poderem concorrer dentro do mercado interno americano."

    Ué, aí ficará tudo na mesma: os mexicanos continuarão vendendo para os americanos.

    Quem é mais burro: você ou o Trump? Acho que é ele, pois, ao contrário de você, não creio que ele esteja contando com essa possibilidade.
  • Wanderson Goncalves Pereira  27/01/2017 15:37
    Entendo, a frase "os mexicanos pagarão pelo muro" não é a questão tributária, é o desequilíbrio desfavorável da balança comercial para o México. Está lhes sendo imposta uma pena por nunca terem se preocupado com as fronteiras apesar de os EUA serem seus maiores parceiros, pena merecidíssma e estão, realmente, pagando caro. A questão aqui não é a teoria austríaca, é guerra econômica defensiva. ENTENDAM ISSO, O TRUMP NÃO É PROTECIONISTA.
  • SRV  27/01/2017 15:53
    Amigo Mauro,

    Não precisa ser agressivo com o rapaz Ricardo Pohlot Perfeito. Eu acho que entendi o que ele quis dizer. Ele está especulando que o objetivo do Trump é fazer os mexicanos aceitarem pagar de modo direto pelo muro ou sofrer retaliação de ter uma tarifa de importação nos EUA.

    O que o Trump não está falando, seja por ignorância ou mal caratismo, é que prejudicar os mexicanos com a tarifa de importação também prejudica os americanos.

    Claro que os americanos é que pagarão monetariamente pelo muro. Mas os mexicanos, ao sofrerem a retaliação e terem que redirecionar seus produtos, perderão bastante (deixando claro que qualquer prejuízo à economia mexicana não é sinônimo de que eles pagarão a conta do muro de modo indireto. Mostra apenas que o arranjo de tarifas de importação para financiar o muro vai gerar um custo maior do que a própria construção do muro, grosso modo: 100% do muro pelos americanos pagando as tarifas + a perda na economia mexicana + a perda na economia americana).

    Abraços.
  • Ricardo Pohlot Perfeito  27/01/2017 17:17
    Então Mauro, esse assunto não é fácil de entender mesmo.
  • Rino  27/01/2017 15:17
    Os Americanos/Europeus, passaram 40 anos financiando a ditadura Chinesa e da Arábia Saudita, em troca de petróleo e bens de consumo baratos, milhões de pessoas saíram da extrema pobreza nesses países é um fato, mas também é um fato que essas ditaduras não mudaram seus métodos de controle sobre a liberdade individual da sua população e passaram a financiar e apoiar outras ditaduras ex: Venezuela. Todo mundo é livre para escolher de quem comprar mas evito comprar produtos chineses. A mentalidade asiática de formiga obediente, abandonada pela maioria dos japoneses, ainda é muito forte nos chineses, os tornando extremamente perigosos a liberdade individual como os japoneses foram no século passado.
  • Guilherme  27/01/2017 15:23
    Engraçado o Trump pestanejar por conta dos déficits comerciais americanos, quando eles são a fonte da prosperidade desse país pois o fato de o FED produzir a moeda de troca internacional permite com que os EUA importem produtos apenas com promessas de pagar mais dólares produzidos pelo FED no futuro. É o efeito Cantillon aplicado ao comércio internacional e ele se manifesta no déficit comercial americano.

  • Pobre Paulista  27/01/2017 15:31
    Esse muro é uma cortina de fumaça. Enquanto o mundo discute essa paspalhice, ele vai costurando seus acordos comercias mercantilistas longe dos holofotes.
  • Wanderson Goncalves Pereira  27/01/2017 15:33
    O pessoal aqui vai dizer que eu defendo o Trump, e estão certíssimos. A política do Trump é óbvia, desequilibrar a balança comercial em favor dos americanos (sim, eu sei os problemas do protecionismo) e não usar tributos como receita, como esse artigo está dizendo, o que é uma idiotice.
    Concordo com a Escola Austríaca e tenho plena consciência da exatidão da teoria econômica, mas sempre acreditei que a política econômica não é um manual ou um código de regras. As armas da política econômica, da guerra econômica não sãos as mesmas da teoria econômica, essa virá por último e tento acreditar que Trump é um liberal e não um protecionista, o tempo dirá, e essa é a única divergência que eu tenho com os senhores.
  • PESCADOR  27/01/2017 18:18
    Tramp não é liberal nem aqui nem em lugar nenhum. Ele é um protecionista com linguagem militarista que acredita que quando há uma troca voluntária entre duas ou mais partes, há vencedor e há perdedor. Guerra comercial é uma completa insanidade defendida apenas por lunáticos e analfabetos em praxeologia.
  • Wanderson Goncalves Pereira  31/01/2017 17:15
    A praxeologia no sentido econômico não é princípio de política, essa é a questão! Decisões políticas não são, necessariamente, decisões econômicas apesar dos impactos diretos e da atuação direta na economia. Acho que o Trump não está pensando em economia, pelo menos, no primeiro plano ou de forma imediata.
  • ERIKSON KIMURA DOS SANTOS  27/01/2017 16:29
    Os mexicanos terão que baixar o custo para entrar competitivos por causa da taxação de 20%. Caso contrário, será produzido nos EUAS, falando na casa de bilhões, será gerado empregos e aumento na arrecadação nos estados unidos.
  • Alberto  27/01/2017 17:21
    "Os mexicanos terão que baixar o custo para entrar competitivos por causa da taxação de 20%"

    Ainda assim serão os consumidores americanos que continuarão pagando integralmente o valor monetário da construção do mundo. Jênio.

    "Caso contrário, será produzido nos EUAS, falando na casa de bilhões, será gerado empregos e aumento na arrecadação nos estados unidos."

    Simples assim? E os custos de produção?

    Por essa lógica, o Brasil da década de 1980 seria uma potência. As importações eram proibidas e tudo era feito aqui. Aliás, caraio, Cuba, Venezuela e Coreia do Norte também são assim.

    Jamais imaginei que a direita brasileira fosse assim tão economicamente ignara. E pensar que eu já fui aliado dessa gente...
  • Andre  27/01/2017 17:37
    Não entendo a surpresa quanto a ignorância econômica da direita, o eleitor médio não sabe nem administrar o próprio contra-cheque, toma empréstimos no país de mais alto juros do mundo, e nesse mesmo país de juros altos, os poucos que investem, a maioria o faz na poupança.
    Como espera que esse indivíduo entenda o mínimo de fundamentos econômicos e pare de fazer idiotices diante da urna eleitoral? No caso americano a cagada se deu mesmo nas primárias do partido republicano.
  • Rui  27/01/2017 18:23
    Essa ideia de que, se fechar tudo, todas as empresas vão para os EUA e "serão gerados empregos" é incrivelmente míope.

    Para facilitar o raciocínio, peguemos uma indústria americana famosa por produzir seus bens na China e revendê-los nos EUA: a indústria de celulares (smartphones).

    Exatamente por terem transferido toda a produção para a China, onde os custos de produção são baixos, os celulares nos EUA custam apenas poucas centenas de dólares, e não milhares de dólares. Consequentemente, ao poderem vender celulares a preços baixos nos EUA, essas empresas conseguem atrair mais consumidores e, consequentemente, mais receitas. Esses preços baixos permitem que as pessoas tenham mais dinheiro para investir e gastar em outras áreas da economia.

    Simultaneamente, os empregos que se perderam nos EUA com a transferência da manufatura de smartphones para a China são mais do que compensados pelo aumento dos empregos nos setores de pesquisa e desenvolvimento, varejo, comércio, serviços gerais ao consumidor, reparos e consertos, e todo e qualquer outro trabalho relacionado ao setor de tecnologia.

    Em uma economia rica e moderna, o maior criador de empregos modernos é o setor de serviços e não o setor industrial. Se os EUA tivessem de fabricar seus próprios smartphones e tablets em Los Angeles, utilizando trabalhadores americanos (como quer Trump), muita mão-de-obra qualificada seria direcionada para as linhas de montagem. Consequentemente, haveria menos mão-de-obra qualificada disponível para preencher os empregos criativos (e de alta remuneração) que surgiram no Vale do Silício.

    Quanto às tarifas de importação, é exatamente por estas serem baixas nos EUA, que as empresas americanas podem importar, de forma barata, peças, componentes e matérias-primas do exterior, o que permite que elas consigam ter baixos custos de produção e, consequentemente, possam investir esse dinheiro poupado contratando mão-de-obra qualificada e fornecendo empregos a altos salários no país.

    Se uma empresa fabricante de aparelhos eletrodomésticos tivesse de fabricar localmente todos os seus parafusos, roscas, porcas, arruelas, argolas, fios etc., seus custos de produção aumentariam e, consequentemente, os preços de seus produtos finais. Com preços maiores, a demanda por seus produtos seria menor. Com consumidores comprando menos, haveria menos empregos disponíveis nessa empresa.

    Já ao importarem tudo isso da China, essas empresas podem contratar mais americanos a salários maiores do que seriam caso essa empresa tivesse de fabricar todas as suas peças.

    Portanto, ao querer banir a liberdade de as empresas decidirem onde querem fabricar, e ao ameaçar com tarifas de importação, Trump está colocando todo esse virtuoso arranjo em risco.
  • Paulo Bat  29/01/2017 01:09
    Caro Rui

    Muito bom o seus comentários! Destruiu os comentários acima que as vezes são até tão ingênuos que dá pena:

    Exemplo da ingenuidade: "Os mexicanos terão que baixar o custo para entrar competitivos por causa da taxação de 20%. Caso contrário, será produzido nos EUAS, falando na casa de bilhões, será gerado empregos e aumento na arrecadação nos estados unidos."

    Este comentário mostra o baixo nível de conhecimento a respeito da política e economia mundial de muitos comentaristas do site.

    Além disto, quando se trata de Trump, está parecendo torcida organizada. Muitos até contradizem as idéias de Mises, que eles dizem defender, só para tentar justificar as iniciativas do Trump no caso de comércio entre produtores e consumidores e a intervenção de governos na vida de empresas privadas.
  • Krishnamurti  27/01/2017 16:49
    Porém

    sensoincomum.org/2017/01/27/donald-trump-tarifa-20/
  • Emerson Luis  02/04/2017 19:49

    Pode ser que Trump compreende isso sim e está sendo estratégico:

    "Eu sei que está decisão também vai nos prejudicar, mas nós temos mais capacidade de aguentar esse prejuízo do que vocês, então sugiro que negociem conosco"

    * * *
  • Roberto  27/01/2017 16:50
    Acredito que a análise deva ser mais profunda, o México é sim responsável, por incompetência ou propositalmente, aliado aos pensamento dos globalistas, de fronteira abertas, e por razão milhares de seus cidadãos compatriotas foram abandonados pelo seu próprio governo, para ir em busca de uma vida melhor em outro país. Os consecutivos governos corruptos e de esquerda do México, são responsáveis por décadas de imigração, sem contar em milhares de assassinatos e o enorme tráfico de drogas, que prejudicaram economicamente o próprio México e também os USA. Trump usa não só o fator econômico, mas fatos históricos recentes e a balança. Você pode pesar e comprar um melancia, e sempre levar a metade dela, mas uma hora você vai dizer basta, quero ela inteira.
  • Vitor  27/01/2017 16:53
    "A política do Trump é óbvia, desequilibrar a balança comercial em favor dos americanos (sim, eu sei os problemas do protecionismo)"

    Esse é justamente o problema. Não há nada de errado em ter uma balança comercial negativa. Esse é o ponto que o artigo procura esclarecer.

    Aqui, mastigadinho para você:

    "Mas ainda pior foi a "justificativa econômica" dada por Trump. Segundo ele, dado que os EUA têm um déficit comercial de US$ 60 bilhões com o México, isso representa uma perda econômica para o país."

    Aqui, o artigo reconhece o objetivo de Trump. Atacar o "déficit comercial" com o México. Porém, não é apenas isso. Ele pretende acabar com o déficit comercial com uma tarifa. Ele não pretende acabar com o "déficit comercial" e jogar o dinheiro das receitas dessa tarifa no fogo.

    "e não usar tributos como receita, como esse artigo está dizendo, o que é uma idiotice."

    E aqui, sobre a segunda parte da sua afirmação, da própria introdução na notícia que este artigo usa:

    "O presidente Donald Trump disse na noite desta quinta-feira (26) que quer criar um imposto de 20% sobre bens importados do México e que ele usará esta receita para construir o muro na fronteira entre os dois países.

    Trump não pretende apenas "acabar com o déficit comercial" EUA-México, mas também utilizar o dinheiro dessa tarifa para pagar pelo muro. Eu não sei como deixar isso mais claro.
  • Yomi Anarcocapitalista  27/01/2017 17:15
    Não me parece boa coisa, 20% é um exagero, mas ainda longe do Brasil varonil e seus 78% (60%+18% ICMS) de imposto, campeão absoluto!

    Eu como governante deixei imposto de importação/exportação em zero, e implementei três impostos mensais para empresas, no valor máximo de 5% dos lucros mensais, e um imposto para pessoa física, pago mensalmente por boleto e limitado a 1% da renda per capita, vendi a minha prefeitura e deixei toda a administração municipal com umas três secretarias ocupando uns 2 andares num edifício comercial alugado. O resto a iniciativa privada está fazendo.

    EUA e Inglaterra jogando juntos novamente é o que eu quero!

    E dane-se os snowflakes fãs de Justin Trudeau que querem Hillary ou o Sanders.
  • Andre  27/01/2017 17:20
    Quem gosta do Trump é o Temer, assim sobra menos espaço na mídia para comentar sobre a recessão, as reformas mínimas que não andam, a falência total do sistema penitenciário e tópicos em geral da decadência brasileira.
  • Minarquista  27/01/2017 17:54
    Novamente um ponto, no mínimo discutível:

    "Donald Trump prometeu que iria construir um muro na fronteira entre EUA e México para barrar a entrada de imigrantes ilegais. Até aí, tudo bem. Se o governo americano quer construir um muro em seu território, isso é algo que deve ser resolvido entre ele e a população americana. Caso haja consenso, eles são livres para fazê-lo e ninguém mais tem nada com isso."

    Este parágrafo propaga a ideia errada de democracia ilimitada. A ideia de que o governo tudo pode, desde que tenha o apoio da maioria da população... Isso é absolutamente falso.
    Explico: o estado de um país tira dinheiro da população via impostos. Tirar a propriedade alheia, mesmo via impostos, é imoral. Só se admitem impostos em casos muitíssimo excepcionais. O papel do governo fica então limitado às atividades que preencham simultaneamente os seguintes requisitos:
    a) São extremamente necessárias à vida em sociedade. (Não há justificativa nenhuma para a maioria tirar o meu dinheiro à força para coisas supérfluas).
    b) Não podem ser fornecidas livremente pelo mercado. (Se algo é essencial, mas pode ser fornecido livremente pelo mercado, então não há nenhuma justificativa para a maioria me tirar à força o fruto do meu trabalho).
    Exemplo: mesmo que a maioria queira, o governo não pode tirar o meu dinheiro para idiotices do tipo:
    1) Estádios de futebol
    2) Instalações Olímpicas
    3) Investir em empresa nenhuma (fim do BB, Caixa, BNDES, Petorbrás, e todo o resto do lixo empresarial do governo)
    4) Festas, incluindo queimas de fogos no Reveillon
    5) Piscinas públicas
    6) Hospitais veterinários públicos
    7) Etc.

    Não há nenhuma justificativa para o governo americano gastar dinheiro público (independente de sua origem) numa porcaria de um muro, mesmo que todos os americanos menos um o queiram... Esse único cidadão sensato tem o direito de não ter o seu dinheiro tirado à força para uma atividade não essencial...

    []s
  • Bernardo  27/01/2017 18:21
    "Tirar a propriedade alheia, mesmo via impostos, é imoral".

    Corretíssimo.

    "Só se admitem impostos em casos muitíssimo excepcionais. O papel do governo fica então limitado às atividades que preencham simultaneamente os seguintes requisitos"

    Ué, e a imoralidade?

    Então ficamos assim: o estupro, mesmo com camisinha, é imoral. Só se admitem impostos em casos muitíssimo excepcionais.

    A necessidade do estuprador só pode ser saciada quando limitada aos seguintes requisitos.


    De resto, não fosse essa sua grave incoerência, você absolutamente correto (e bastante incoerente também, dado que você é um minarquista e, por definição, quer obrigar a população a pagar por segurança e polícia. E se alguém não quiser pagar?).

    Mas o argumento é: a construção do muro é problema dos cidadãos americanos e seu governo. O resto do mundo não tem nada a ver com isso. Se houver americanos contra (e os há aos milhões) o governo, então eles que se entendam. Isso não é problema do resto do planeta.

    Agora, querer que outros paguem pelo muro, bom, aí a encrenca é outra.
  • Minarquista  27/01/2017 18:45
    Olá Bernardo:

    Respondendo seus pontos:
    1) "Ué, e a imoralidade? "
    Não há erro lógico nenhum... Impostos continuam sendo imorais. Gostaria de imoralidade zero. Essa é seria minha primeira opção. Infelizmente, reconheço que imoralidade zero é impossível. Assim, caio na segunda melhor opção: imoralidade mínima possível. Por isso sou minarquista, e não anarquista.
    Melhor ser realista e ficar com a imoralidade mínima (estado mínimo, minarquista), do que fincar pé na utopia do estado zero (anarquismo).

    2) "Mas o argumento é: a construção do muro é problema dos cidadãos americanos e seu governo. O resto do mundo não tem nada a ver com isso. Se houver americanos contra (e os há aos milhões) o governo, então eles que se entendam. Isso não é problema do resto do planeta. "
    O meu ponto é exatamente esse. A construção do muro não é um problema dos "cidadãos americanos" e seu governo. A construção desse muro não é uma decisão que possa ser tomada coletivamente. Mesmo que a maioria da população americana seja a favor da construção do muro, o estado não tem o direito de usar dinheiro de impostos para isso.

    Abcs
  • Tax  27/01/2017 19:28
    "Mesmo que a maioria da população americana seja a favor da construção do muro, o estado não tem o direito de usar dinheiro de impostos para isso"

    Concordo. Bom ponto. Estado usar o dinheiro de impostos para isso é antiliberal; é antilibertário. E é economicamente deletério, pq economicamente ineficiente. É torrar recursos escassos.
  • Casual Day  27/01/2017 19:38
    "A ideia de que o governo tudo pode, desde que tenha o apoio da maioria da população... Isso é absolutamente falso"

    Concordo com vc nessa, minarquista. O excerto que vc destacou resvala para uma visão coletivista que acaba sendo criticada logo mais abaixo ("Este, aliás, é o problema de se ver a economia como apenas uma massa agregada de números, ignorando o indivíduo").

    O contra-argumento seria no sentido de que o excerto se refere ao "resto do mundo": o resto do mundo não teria a ver com uma deliberação que diz respeito aos americanos. Mas, mesmo assim, o excerto, tal como ele está escrito, é no mínimo ambíguo, pq permite a interpretação de que o estado está legitimado a construir um muro (ou seja, gastar dinheiro de impostos para construir um muro) caso haja consenso entre os americanos. Mas isso choca-se, p.ex., com a lição do cap. IV do clássico do Hazlitt.

  • Casual Day  27/01/2017 19:55
    "Esse único cidadão sensato tem o direito de não ter o seu dinheiro tirado à força para uma atividade não essencial"

    Concordo quanto ao trecho de que o "cidadão sensato tem o direito de não ter o seu dinheiro tirado à força".

    Mas não concordo com a conversa de "atividade não essencial": não existe isso de "atividade essencial" x "atividade não essencial". Isso é uma falácia. Não há critérios racionais para se estabelecer essa distinção. "Atividade essencial" acabará sendo aquilo que os burocratas e políticos (geralmente a partir de certo apoio da opinião pública) decidem que é "atividade essencial", servindo para toda sorte de interferência estatal.

    Isso já foi demonstrado por Hoppe sobre a distinção (análoga) entre "bens públicos" e "bens não-públicos":


    mises.org/library/fallacies-public-goods-theory-and-production-security-1
  • JONATHAN  27/01/2017 18:23
    Não existe a possibilidade de os EUA estarem importando produtos superfaturados propositadamente e sem necessidade aparente? E isso representar o déficit mencionado por Trump?

  • Demme  27/01/2017 18:35
    De novo: não existe isso de "EUA estarem importando". Quem importa bens são indivíduos, e não entidades amorfas.

    Sendo assim, o que você realmente está dizendo é que indivíduos americanos (pessoas físicas ou jurídicas) são tão burros que estão importando produtos caros demais do México. Tão caros que o governo americano agora está intervindo.

    Curiosamente, o argumento de Trump é justamente o oposto do seu: os produtos mexicanos são tão baratos, que é muito mais negócio comprá-los do México a produzi-los nos EUA.

    Por favor, decidam-se!
  • Malcolm  27/01/2017 18:28
    Aquele tweet do Trump foi hilário. Hilário em sua ignorância. O sujeito disse que, dado que os EUA têm um déficit comercial de US$ 60 bilhões com o México, o México tem de pagar pela construção do "extremamente necessário muro".

    Levando ao pé da letra, Trump disse que há déficit comercial porque não há muro. A solução para o déficit comercial, portanto, é construir um muro. Com um muro, não haverá mais déficit comercial. Conclusão: Trump acha que os produtos mexicanos cruzam a fronteira nas costas de coiotes.
  • Will  27/01/2017 18:32
    As consequências da nova tributação são tão óbvias que me admira um cara muito inteligente, eleito presidente dos EUA, ter criado tal asneira achando que o "México pagará pelo muro". Quem vai pagar são os americanos, que pagarão mais caros em produtos importados e serviços cujos produtos mexicanos servem como matéria-prima.
    Muito bom o texto, inclusive para uma turma, que se diz liberal, que está por aí defendendo Trump com unhas e dentes e não admitindo seu caráter conservador protecionista, beirando o fascismo.
  • Osvald Trump  27/01/2017 19:28
    Make America great again!


  • Apreciador da Beleza Feminina  27/01/2017 20:04
    Curti essa repórter.
  • Sindicalista do ABC  27/01/2017 19:30
    Quantos de vocês aqui são liberais e pobres?
  • The Answer  27/01/2017 20:13
    25.453 pessoas.
  • Pobre Paulista  27/01/2017 22:03
    Olá
  • Otimista  27/01/2017 20:19
    Bora, Trump! Defenda o dólar fraco e o protecionismo. Quem defende protecionismo, por definição, está pedindo por uma moeda mais fraca. Nós brasileiros agradecemos a gentileza,

    Dólar já caiu para R$ 3,16. Com isso, inflação de preços aqui será abaixo de 4,50%. Nessa toada, Michel Temer será reeleito mesmo que ele não queira.
  • Otimista  30/01/2017 17:19
    A propósito, dólar já desabou para R$ 3,11. A inflação de preços continuará vindo abaixo do esperado.

    Vai com tudo, Trump! Devolva o nosso padrão de vida!

    Temer já deve estar até contratando um novo editor de photoshop para sua foto oficial de 2019.
  • Luiz  27/01/2017 21:46
    Mais devagar com o julgamento... A grande mídia (grande merdia) está longe de analisar os fatos, prefere defender ideologias. Não há nenhuma proposta de taxar o que quer que seja, atribuições do congresso, aliás. O que Trump sugeriu foi apoiar o projeto do Paul Ryan de reforma tributária... Fake News, again... Não caiam nessa...
    sensoincomum.org/2017/01/27/donald-trump-tarifa-20/?utm_source=rss&utm_medium=rss
  • Felipe Lange S. B. S.  27/01/2017 22:09
    O artigo é bom, exceto nesse pedaço:

    "Donald Trump prometeu que iria construir um muro na fronteira entre EUA e México para barrar a entrada de imigrantes ilegais. Até aí, tudo bem. Se o governo americano quer construir um muro em seu território, isso é algo que deve ser resolvido entre ele e a população americana. Caso haja consenso, eles são livres para fazê-lo e ninguém mais tem nada com isso."

    Ninguém tem nada com isso? Quem não tem nada que se meter é tanto os parasitas estatais quanto os outros sobre eu me mudar para um outro país. Esse trecho é extremamente infeliz pois parte da premissa que a minha decisão de sair do país e entrar em outro país (território delimitado artificialmente por vermes do estado e, portanto, ilegítimo) da opinião de um coletivo e então, os parasitas estatais, baseados nisso ou não, decretam a construção de um muro. Dizer que uma máfia tem "seu território" está legitimando uma posse violenta, que é a origem de qualquer país. Você pode fazer um muro em sua casa, que é propriedade privada, mas não em um país, que nada mais é uma fazenda estatizada cujo gado (eleitores de Trump e demais relativistas éticos) sofre de síndrome de Estocolmo sem se dar conta. É a empatia com o ladrão que te rouba, desde que para aquilo que ele achar conveniente... vamos abrir então um plebiscito de taxar as grandes fortunas e, caso uma massa julgar legítimo, esse decreto passa e é legitimado. A genialidade do Trump é tamanha que a maior parte da mão-de-obra disposta a construir muros (diga-se, sem qualificação) é justamente dos latino-americanos que migram. E justamente, o americano médio prefere trabalhos mais qualificados. O imigrante que quer apenas trabalhar não liga em começar com esses trabalhos pesados.
  • Hans  27/01/2017 23:23
    "parte da premissa que a minha decisão de sair do país e entrar em outro país [dependa] da opinião de um coletivo e então, os parasitas estatais, baseados nisso ou não, decretam a construção de um muro."

    Sorry, mas se o mundo fosse inteiramente baseado na propriedade privada, onde cada centímetro quadrado de terra pertence a alguém, você não teria essa liberdade de "entrar onde quiser". Isso é básico da doutrina ancap. Rothbard e Hoppe escreveram vários artigos sobre isso. Em um mundo baseado na propriedade privada, a última coisa que haveria é esse "direito" de sair entrando onde quiser.

    Aliás, veja que curioso: se você quer territórios com entrada livre -- e você, pelo visto, quer entrar nos EUA se rastejando pelo México, em vez de por um aeroporto --, então você, por definição, tem de defender "territórios delimitados artificialmente por vermes do estado". Lá na Europa, por exemplo, você passa tranqüilo, pois é terra de ninguém.

    Por outro lado, se você defende a soberania da propriedade privada, onde cada centímetro de terra tem dono, então não há nada dessa sua liberdade de "entrar onde quiser". E se os proprietários dos terrenos fronteiriços não quiserem deixar você passar?


    "vamos abrir então um plebiscito de taxar as grandes fortunas e, caso uma massa julgar legítimo, esse decreto passa e é legitimado"

    Absolutamente nada a ver, e é espantoso que um leitor deste site faça tal comparação. Uma coisa é haver propriedade privada nos terrenos fronteiriços. Outra coisa, completamente diferente, é querer roubar a propriedade alheia.

    Você, paradoxalmente, condena a segunda mas acha tudo certo quanto à primeira.
  • Felipe Lange S. B. S.  28/01/2017 15:01
    "Sorry, mas se o mundo fosse inteiramente baseado na propriedade privada, onde cada centímetro quadrado de terra pertence a alguém, você não teria essa liberdade de "entrar onde quiser". Isso é básico da doutrina ancap. Rothbard e Hoppe escreveram vários artigos sobre isso. Em um mundo baseado na propriedade privada, a última coisa que haveria é esse "direito" de sair entrando onde quiser.

    Aliás, veja que curioso: se você quer territórios com entrada livre -- e você, pelo visto, quer entrar nos EUA se rastejando pelo México, em vez de por um aeroporto --, então você, por definição, tem de defender "territórios delimitados artificialmente por vermes do estado". Lá na Europa, por exemplo, você passa tranqüilo, pois é terra de ninguém.

    Por outro lado, se você defende a soberania da propriedade privada, onde cada centímetro de terra tem dono, então não há nada dessa sua liberdade de "entrar onde quiser". E se os proprietários dos terrenos fronteiriços não quiserem deixar você passar?"


    Estou falando de países, não de propriedade privada. O mundo que os libertários defende é um mundo anarcocapitalista, é claro que não teria essa questão de "andar onde quiser", pois tudo seria absolutamente privado. Eu pisar na fronteira estatal não é o mesmo que eu entrar na sua casa. Na Europa, eu posso até passar tranquilo, mas para chegar lá (e antes), se eu não for um refugiado sírio, existe toda uma burocracia só para eu tentar me mudar para lá. Quando falo em livre imigração, eu falo de livre imigração mesmo, não essa aberração elaborada por democratas para conseguir poder via assistencialismo.

    "Absolutamente nada a ver, e é espantoso que um leitor deste site faça tal comparação. Uma coisa é haver propriedade privada nos terrenos fronteiriços. Outra coisa, completamente diferente, é querer roubar a propriedade alheia.

    Você, paradoxalmente, condena a segunda mas acha tudo certo quanto à primeira. "


    Estou comparando com base em uma decisão coletiva. A construção do muro é uma violação à propriedade, tanto de quem vai ser compelido à pagar, quanto de quem quer passar por ali e buscar um lugar para se mudar. Não interessa a decisão de um coletivo.

    Exato En Passant, o Walter fez até uma resposta, mas o meu inglês é ainda pobre. Se alguém conseguir traduzir essa resposta (eu tenho até em arquivo PDF) e publicá-la no IMB, ótimo.
  • Casual Day  29/01/2017 15:13
    É, meu caro, nessa você está errado, e Felipe Lange e En Passant, certos.

    E não é difícil de ver o porquê.

    "se você quer territórios com entrada livre (...) então você, por definição, tem de defender "territórios delimitados artificialmente por vermes do estado""

    Seu raciocínio está invertido, meu caro; você inverte causa e consequência aqui.

    Não é pq o sujeito "quer território com entrada livre" que, como consequência lógico-definitória, ele defende "territórios delimitados artificialmente por vermes do estado";

    é o contrário: o sujeito que defende livre imigração quer "território com entrada livre" justamente pq os "territórios estão delimitados artificialmente por vermes do estado". Essa é uma realidade que está dada: o território não é 100% propriedade privada. Se o território fosse 100% propriedade privada, a pretensão de ingresso/entrada nem surgiria.

    Ou por outra: é pq não se está num arranjo de 100% propriedade privada (ou seja, os "territórios estão delimitados artificialmente por vermes do estado") que não se mostra legítimo haver restrição à imigração (no atual arranjo, tal como ele está posto).


    "se você defende a soberania da propriedade privada, onde cada centímetro de terra tem dono, então não há nada dessa sua liberdade de "entrar onde quiser""

    Sim, ok, mas não estamos num arranjo 100% propriedade privada. Você quer aplicar para um mundo estatista aquilo que seria a regra num mundo 100% propriedade privada. E isso não dá certo, meu caro; isso resulta, inclusive, em antilibertarianismo.

    De novo: em um arranjo 100% propriedade privada não se pode entrar onde quiser, evidentemente, isso é óbvio. Mas também é óbvio que estamos falando de países e de bens que não são 100% propriedade privada; logo, não se aplica ao mundo real de hoje (no toca à imigração) aquilo que se aplicaria para um arranjo de 100% propriedade privada. Isso também é bastante óbvio, e tenho certeza que você consegue enxergar isso, ao invés de simplesmente encampar o argumento do Hoppe.

    O seu erro é o seguinte: você extrai uma implicação político-restritiva para o mundo real de hoje com base numa restrição que existiria num mundo que não existe hoje.

    Consequência: a implicação do seu raciocínio é autorizar burocratas/políticos estatais a atuarem COMO SE fossem "donos" dos territórios dos países. Sim, pq a implicação do seu raciocínio é autorizar burocratas/políticos a atuarem COMO SE o mundo de hoje fosse um mundo 100% propriedade privada. Percebe como a implicação do seu raciocínio é antilibertária?

    Por isso o argumento do Hoppe, nesse tópico específico, está errado, como bem apontado por Walter Block (e por vários outros libertários), citado pelo comentarista En Passant.


  • En Passant  28/01/2017 12:48
    Concordo com você, Felipe Lange, e discordo do Hans.

    Considero correta a sua observação, e a resposta do Hans está fundada no argumento do tipo "se tudo fosse propriedade privada, não haveria essa de livre acesso...", que é a conhecida linha argumentativa do Hoppe contra livre imigração.

    Todavia, é bom salientar: esse argumento do Hoppe não é consenso entre os libertários, nem mesmo entre os austro-libertários. Então o Hans erra ao achar que esse argumento é "básico da doutrina ancap", insinuando que não haveria controvérsia no ponto. Eu diria, inclusive, que o Hoppe é minoritário entre os libertários em geral, que, majoritariamente, defendem "unrestricted immigration".

    O argumento do Hans (que é o do Hoppe) é basicamente o seguinte: "os libertários são a favor da livre imigração, mas a livre imigração não deve ser implementada até que todo o resto do arranjo ancap ('onde cada centímetro quadrado de terra pertence a alguém', como diz o Hans) seja implementado". Essa é a estrutura do argumento. Sucede que não vivemos no mundo ancap, então temos que raciocinar a questão, do ponto de vista libertário, com base no mundo tal como ele está posto.


    Com efeito, ninguém menos do que Walter Block - austro-libertário que defende a livre imigração e também discípulo de Rothbard - se opôs a essa linha de argumento do Hoppe. Vejamos o que Block - que inclusive invoca Rothbard - diz (https://mises.org/library/libertarian-case-free-immigration):

    "Legally unrestricted immigration is indeed the libertarian
    position, the only possible libertarian position, but it should
    not be implemented until the every other plank in this
    program is first put into effect


    This is a very powerful objection to the argument being presented
    here. For suppose unlimited immigration is made the order
    of the day while minimum wages, unions, welfare, and a law
    code soft on criminals are still in place in the host country. Then,
    it might well be maintained, the host nation would be subjected
    to increased crime, welfarism, and unemployment. An open-door
    policy would imply not economic freedom, but forced integration
    with all the dregs of the world with enough money to reach our
    shores.

    However strong this objection may be, Rothbard, albeit arguing
    in another context, provides us with the definitive rebuttal.
    Rothbard noted that Alan Greenspan, in his youth, was a strong
    advocate of a gold standard, but as head of the Fed, never from
    him a word of this has been heard. Has Greenspan changed his
    mind? Or is he a total hypocrite? In Rothbard's view, neither is
    true. On the contrary, Greenspan does favor laissez-faire capitalism
    and gold, but only on a high philosophical level where
    he doesn't have to do anything about it. In contrast, he does not
    champion it as a practical matter, for then he would be called
    upon to show some evidence of his beliefs. Says Rothbard: (...).

    This, it must be acknowledged, is a devastating critique of
    the Greenspan position. And, if this be so, we cannot avoid the
    conclusion that the same argument constitutes a knock-out blow
    against the defense of immigration restrictions on the ground
    that every other aspect of full free enterprise must be reached.

    There is a certain pattern underlying the position of these
    "postponement libertarians," the paleo-libertarians who favor
    full, free, open, and unrestricted immigration—but only after the
    entire libertarian vision has been attained. The underlying coherence
    of this perspective is that we should, whenever possible,
    attempt to achieve the same results now, under statism, as would
    ensue were we to be living in the fully free society
    .

    Take the case of the bum in the library. What, if anything,
    should be done about him? If this is a private library, then the
    plumb-line or pure libertarian would agree fully with his paleo
    cousin: throw the bum out! More specifically, the law should allow
    the owner of the library to forcibly evict such a person, if
    need be, at his own discretion. Cognizance would be taken of the
    fact that if the proprietor allowed this smelly person to occupy
    his premises, he would soon be forced into bankruptcy, as normal
    paying customers would avoid his establishment like the plague.

    But what if it is a public library? Here, the paleos and their
    libertarian colleagues part company. The latter would argue
    that the public libraries are per se illegitimate. As such, they
    are akin to an unowned good. Any occupant has as much right to
    them as any other. If we are in a revolutionary state of war, then
    the first homesteader may seize control. But if not, as at present,
    then, given "just war" considerations, any reasonable interference
    with public property would be legitimate.

    The paleos or postponement libertarians take a sharply divergent
    view: one should treat these libraries in as close an approximation
    as possible to how they would be used in the fully
    free society. Since, on that happy day, the overwhelmingly
    likely scenario is that they will be owned by a profit maximizer
    who will have a "no bums" policy, this is exactly how the public
    library should be treated right now. Namely, what we should
    do to the bum in the public library today is exactly what would
    be done to him by the private owner: kick him out.

    There are difficulties with this stance. First, as we have already
    seen, it is extremely likely that in the fully free society,
    virtually all immigrants would be taken in by a landowner in the
    host country. Therefore, if the paleos are to remain consistent
    with their own position, they should eschew all legislated immigration
    barriers
    .

    Secondly, and even apart from this consideration, the postponement
    libertarian perspective is vulnerable to rebuttal by reductio
    ad absurdum
    . If we should not allow unrestricted immigration
    until we have achieved the free society, but instead should
    curtail immigration in an effort to approximate what would take
    place under a fully libertarian society, let us apply this insight
    to other realms of controversy
    .

    Public schooling is a disaster. Certainly, in the present journal,
    there is no need to document such a claim. That being the
    case, the libertarian position is clear: get rid of public education,
    forthwith, even if we have not attained complete liberty in other
    sectors of society.

    But those who would be true to the paleo-libertarian position
    on immigration cannot avail themselves of this conclusion.
    Instead, they would have to ask: what would education be like
    in the free society? They would then have to endeavor to treat
    public schools as much like that as possible. But if there is one
    thing that is clear, it is that in the free society the educational
    industry, like all others, would allow competition. How, then, to
    apply this principle? Simple. Embrace educational vouchers. Get
    in harness with those such as Milton Friedman who have long
    advocated this form of competition for the public schools.

    Here is a second example. The U.S. welfare policy is a disaster.
    The libertarian position is once again crystal clear: abolish
    welfare forthwith, no matter what the status of the remainder
    of the economy. But the paleo or postponement libertarians are
    once again precluded from embracing so clear, just, and simple a
    solution. If they are to remain true to their immigration position,
    they will have to reason as follows: the problem with welfare as
    presently constituted is that it has a built-in marginal tax rate of
    100%. If the dole is now $500 per week and the recipient earns a
    salary of $100, this payment will be reduced to $400, leaving the
    welfare "client" no better off financially. But thanks to Milton
    Friedman's negative income tax plan,42 this problem can be overcome."


    Eis aí. Isso é Walter Block. Isso também é austro-libertarianismo.

    Vale notar que, no mesmo artigo, Block também se opõe a outra linha argumentativa do Hoppe, qual seja, a de que "unrestricted immigration wll promote welfarism"; Block responde o seguinte quanto a esse argumento do Hoppe:

    "Let it be said loudly and clearly: end welfare for all people,
    but at the very least for immigrants and their descendants, and
    by definition immigrants will no longer be attracted to our shores
    in order to receive such funds.

    But there is another problem with this line of argument: it
    proves far too much. For if immigrants are to be prohibited from
    entry into this country on the ground that they might in the future
    go on the welfare rolls, and thus in effect steal from the longsuffering
    taxpayer, Pandora's box will be flung wide open. If we
    can physically invade people for what they might do in the future,30
    the sky is the limit. Surely we can engage in preventive
    detention of all teenaged males—the guilty along with the innocent—on
    the ground that this cohort commits more than its proportionate
    share of crimes. But surely this would be a great injustice.

    And what about child bearing for the present occupants of
    this great country of ours? It cannot be denied that any children
    born today might, some years into the future, avail themselves of
    our welfare program. But if we can preclude the entry of immigrants
    on this ground, this goes as well for having babies. Becoming
    pregnant ought to be a crime, on these grounds. At least the
    Chinese Communists limited people to one child per couple. If
    opponents of totally open immigration on the ground that they
    might become welfare recipients are logically consistent, they
    would have to oppose any childbearing, whatever."


    De novo: isso é Walter Block; isso é austro-libertarianismo.





  • En Passant  28/01/2017 14:27
    Sim, e?

    Huerta de Soto leva em consideração a posição do austro-libertário Walter Block?

    Huerta de Soto refuta os argumentos do austro-libertário Walter Block?

    Meu caro, conforme eu disse, e demonstrei: a posição do Hoppe NÃO É a única posição do libertarianismo em geral; tampouco é a única posição do austro-libertarianismo no tópico.

    Logo, não há como reivindicar a posição do Hoppe como se fosse A posição libertária. Isso é um erro. É uma questão de honestidade intelectual, inclusive, deixar isso claro: a posição do Hoppe sobre imigração não é a única posição do libertarianismo a respeito.


    Austro-libertarianismo (mais resposta do Block ao Hoppe):

    On Immigration: Reply to Hoppe:

    mises.org/library/immigration-reply-hoppe
    Anthony Gregory e Walter Block


    Libertarianismo em geral:

    Debunking Hoppe on Immigration (https://nico.liberty.me/debunking-hoppe-on-immigration/):

    "Hans-Hermann Hoppe is known for his skepticism of open borders. He thinks that open borders are inconsistent with libertarian principals. Therefore, real libertarians have to oppose this policy, at least as long as the state exists. I think Hoppe is mistaken on the issue. His arguments seem deeply confused and I am going to show why. As he claims to be a libertarian and the state is basically illiberal, then in order to make a supporting statement of a very intrusive state policy like immigration, his argumentation just has to be very messy. There is no real case for the support of this policy. To show exactly how this works, let us look at two of his articles on immigration.
    (...). I don't like what Hoppe is doing. He makes libertarianism look disingenuous. Libertarianism looks like statist conservatism, an ideology which, like all statist ideologies is only in favour of some freedom, but also has its favourite state programs. We do not have to trick people into Libertarianism. If we cannot argue honestly, this movement will fail."


    E aqui é o economista libertário Donald J. Boudreaux (cujos artigos são publicados nesse site) que se contrapõe à linha argumentativa do Hoppe:

    fee.org/articles/a-free-market-case-against-open-immigration/

    "First, to ask government to mimic the outcomes of a pure private property rights system is to overlook the single most important reason why government should be strictly limited. Unlike owners of private property, government can resort to force to increase the size of its property holdings and the value of its portfolio. Government is not an owner of private property. Restrictions on government discretion are appropriate precisely because government possesses a legitimized monopoly on coercion.
    (...).

    Secondly, labeling open immigration as "forced integration" is disingenuous. Such a practice is identical to labeling the First Amendment's protection of free speech as "forced listening." But keeping government from regulating speech is not at all the same thing as forcing people to listen. Likewise, allowing people to immigrate to America is not the same thing as forcing Americans to associate against their wills with immigrants. Under a regime of open immigration, I need not hire or dine with anyone whom I don't wish to hire or dine with. Indeed, whenever government restricts immigration it coercively prevents me, as an American, from hiring or dining with whoever I choose to hire or dine with. An immigrant who receives no welfare payments engages only in consensual capitalist acts with those (and only those) domestic citizens who choose to deal with the immigrant. Just as trade restraints are, at bottom, restrictions on the freedoms of domestic citizens, so, too, are immigration restraints restrictions on the freedoms of domestic citizens.

    Thirdly, even if some coherent justification could be given in the abstract for restricting immigration, it is curious in the extreme that any proponent of liberty is willing in practice to trust government with the power to pick and choose which foreigners we domestic citizens will be permitted to deal with on our home shores. There is no reason to suspect that government will exercise this power more prudently and intelligently than it exercises other powers."


    Eis aí, meu caro.
  • a  27/01/2017 22:19
    Trump será o melhor presidente dos EUA, transformando-o no maior país do mundo.
  • Ivan  27/01/2017 22:45
    A questão é que um déficit continuo irá empobrecer a população. Por exemplo: há duas casas, onde há o pai e o filho, e na outra também. O da casa (A) tem mais dinheiro, o da casa (B) tem menos dinheiro. Vamos inicialmente supor que quem compra e vende são os filhos das duas casas. O (A) por ter mais dinheiro compra do (B), mas quando o (A) tenta vender para o (B) o (B) diz que não tem dinheiro mas irá comprar bem pouco do (B). E assim por diante. E obviamente em um momento o (B) terá mais dinheiro que o (A), até um momento em que o (A) não tem mais dinheiro para comprar e o (B) tem muito dinheiro. Então o (A) ficou pobre e o (B) ficou rico.
    Então fica a pergunta porque o (B) não começou a comprar do (A) muitas outras coisas que o (A) fabricava? O (B) ficou rico!!!!
    O que tem de errado aí!!!!
    Simples, você não considerou os pais!!!!
    Então vamos colocar os pais na história. O pai do (A) era bondoso, deixava grande parte do dinheiro com o filho e ficava com uma pequena parte (impostos baixos), o pai do (B) ao contrário era um Ditador e deixava pouco dinheiro com o filho e ficava com a maior parte (impostos altíssimos sobre o filho e Impostos de importação).
    O pai do (B) hipócrita, ia chorar com o pai do (A) que era uma casa pobre (país emergente). O pai do (A) ficava com dó (politicamente correto) e deixava o filho empobrecer, e não percebia que também estava empobrecendo.
    1ª. Conclusão: O filho do (A) ficou pobre, e o filho do (B) continuou também pobre.
    2ª. Conclusão: O pai de (A) alimentou um Ditador, que é o pai do (B), que em si é corrupto e que arranca dinheiro de seu próprio filho, isto é, o pai do (B) não presta.
    3ª. Conclusão: O pai de (B) irá tomar a casa do pai de (A).
    4ª. Conclusão: A solução para acabar com o déficit comercial é fazer com que o pai de (B) diminua os impostos dos seus filhos, para que este compre do filho de (A). E há inúmeras soluções para isso.

  • Vai que é tua Moro  28/01/2017 01:27
    "...então de onde os EUA irão tirar o dinheiro pra construir o muro?". "... dessa forma os americanos estarão pagando pelo muro". A gente está falando de um muro ou de um foguete espacial? A MSM diz que o muro custará bilhões, então a gente pode dividir por 10 o custo estimado pelos esquerdistas. É tipo a Folha quando conta os manifestantes pró impeachment e o "manifestantes" contra o impeachment. Quando o Trump diz que o México tem que pagar o muro acho que ele quer dizer que o México pagará "com o muro", por todos os imigrantes ilegais que infestaram os EUA e trouxeram roubos, drogas, estupros etc...
  • anônimo  28/01/2017 03:33
    O que acham desse contraponto a afirmação de que Donald Trump criará uma tarifa de 20% sobre os produtos mexicanos?

    sensoincomum.org/2017/01/27/donald-trump-tarifa-20/
  • Marcel  28/01/2017 10:30
    Tenho uma dúvida, se as empresas realmente saírem do México e voltarem para os EUA, então este "dinheiro novo" arrecadado pelo governo americano seja das empresas ou do aumento do consumo, não poderia ser indiretamente o México pagando por isso, já que eles perderiam em parte estas taxas? Estas novas arrecadações dos EUA não podem ser maiores que a perda da taxa de importação e o saldo final ser positivo, sendo esta a grana pro tal do muro?
  • Nicolas  28/01/2017 13:51
    "se as empresas realmente saírem do México e voltarem para os EUA"

    A esmagadora maioria das empresas do México são mexicanas. Logo, seu raciocínio não faz muito sentido.

    De resto, sim, o México ficaria sem recursos com a saída das empresas, mas quem realmente estaria pagando monetariamente pelo muro são os americanos. Empresas mexicanas quebradas e sem ganhar dinheiro não estão dando dinheiro para a construção de muro. Por definição.
  • Marcel  30/01/2017 02:45
    Entendi o raciocínio, só fiquei pensando que, quando acompanhada do corte de regulamentações (se ele conseguir isto), esta combinação de taxar importações + desregulamentação resultasse em algo que pudesse ir além de protecionismo, já que iria manter empresas americanas e também ter a chance de atrair empresas de outros países, algo como uma empresa mexicana ou de outro país qualquer considerar que neste novo cenário seja vantajoso se instalar nos EUA, ao invés de exportar para lá, quando comparado com o cenário do país em que está hoje.
  • Henrique Zucatelli  28/01/2017 11:28
    Bom dia pessoal.

    Li o artigo e boa parte dos comentários, mas sinceramente acho que ninguém aqui pescou quem Trump quer atingir com essa ameaça: o Estado Mexicano. Sim senhores, o homem laranja é um empresário que sempre apanhou do fisco e outros órgãos parasitas, assim como todos os empreendedores globalmente. Vou explicar direitinho, e quem sabe vocês deixam de ter medo do cara.

    A jogada de Trump é mais do que brilhante: ao sugerir uma taxa única para produtos mexicanos, a bomba vai bem na cabeça do Estado Mexicano, que basicamente vive das receitas geradas pelos produtos e serviços fornecidos ao país vizinho. E com menos receitas, cabeças rolam. As coisas já não estão fáceis com as mudanças que tem acontecido nos últimos meses. Se o Estado for obrigado a cortar mais ainda, é impeachment na veia.

    Protecionismo e nacionalismo são atitudes típicas de tecnocratas, seres que nada produzem e cujo único trabalho é declarar seu gordo imposto de renda ano após ano. Trump não é dessa laia e nunca será.

    Vos digo com todas as letras: Os mexicanos vão pagar pelo muro, e não vai haver tal taxa (se Peña Nieto encarar, a taxa vem, mas é apenas até o presidente mexicano cair).

    Trump não é político, burocrata ou apaniguado do Estado, como foram Obama, Hillary e mesmo os Bush e seus negócios escusos com a indústria armamentista. Portanto não esperem dele atitudes típicas de quem defende interesses de classes ou grupos, como nosso caríssimo Temer.

    A sanha pelo muro é uma forma simbólica de declarar ao mundo que o multiculturalismo forçado acabou nos EUA. O Big Boss escreveu na testa da ONU e das elites progressistas que os americanos não vão ser reféns em seu próprio país, como são os alemães, franceses e ingleses hoje. Que bolhas culturais, guetos e becos dominados por terroristas não vão ter vez naquele país.

    Agora entendido isso, vamos acalmar os ânimos que vai dar tudo certo por lá e consequentemente em todo o mundo. Estou feliz com Trump no poder. Não gosto do homem, mas confio em sua capacidade e inteligência empreendedora, um dom natural que não pode ser ensinado, apenas vivido - a duras penas.

  • Paulo Bat  28/01/2017 22:31
    A eleição de Trump está sendo interessante, sob diversos aspectos.

    Um deles é ver como muitos participantes das seções de comentários dos artigos publicados aqui no Mises Brasil se entregam.

    Explico. Vejo muitos autointitulados libertários se comportarem na defesa de Trump, às vezes envergonhados e às vezes de forma mais enfática, e pela primeira vez também discordarem de muitos articulistas que escrevem aqui no Mises Brasil, quando o assunto é Trump, como o escritor do artigo acima (Tho Bishop), mas também outros anteriores (Jeff Deist: //www.mises.org.br/Article.aspx?id=2614 ) , (Iván Carrino e John Sulzer: //www.mises.org.br/Article.aspx?id=2609 ),

    Pois Trump é tudo o que Mises não aceita. Exemplos:

    1) Ele é capitalista clientelista (Crony capitalism, em inglês), populista, intervencionista e contra o livre mercado:

    a) Quando a Carrier, de livre e espontânea vontade e conforme escolha de seus controladores, decidiu transferir a fábrica de Indiana, EUA para o México, Trump e o vice-presidente, e ex-governador de Indiana, ofereceram subsídios de US$ 7 milhões. A empresa declinou e aí, Trump ameaçou sobretaxar não só ela como sua empresa mãe, United Technologies Corporation.
    Fonte: Sarah Palin: Trump's Carrier deal is 'crony capitalism':
    //www.politico.com/story/2016/12/sarah-palin-donald-trump-carrier-deal-crony-capitalism-232139 ;

    b) Quando a Ford, de livre e espontânea vontade e conforme escolha de seus controladores, decidiu transferir a fábrica de Michigan, EUA para o México, Trump ameaçou sobretaxar a empresa.
    Fonte: Chided by Trump, Ford scraps Mexico factory, adds Michigan Jobs:
    //www.reuters.com/article/us-usa-trump-autos-idUSKBN14N1T0 ;

    c) Quando a BMW alemã decidiu construir uma nova fábrica no México, Trump ameaçou sobretaxar a empresa. Além disto, disse que apesar de ver muitas Mercedes nos EUA, não vê Chevrolets na Alemanhã.
    Fonte: Donald Trump Is Threatening to Slap a 35% Border Tax On BMWs Built In Mexico: //fortune.com/2017/01/15/trump-bmw-border-tax-mexico/ ;

    2) Trump é populista: além das diversas ações populistas já tomadas, vamos nos ater nestas duas frases peronistas de Trump:

    "Make America Great Again",

    "January 20th 2017, will be remembered as the day the people became the rulers of this nation again. The forgotten men and women of our country will be forgotten no longer."

    3) É contra e à imprensa livre e ao livre pensar:

    Fonte: Trump's Anti-Democratic War on Facts and Free Speech: //www.rollingstone.com/politics/features/trumps-anti-democratic-war-on-facts-and-free-speech-w462960 ;

    - Algumas análises sobre Trump apresentadas no Mises Institute Americano:

    1) Mises Would Not Support Trump:
    //mises.org/blog/mises-would-not-support-trump

    2) Don't Threaten Business with a "Border Tax" — Instead, Make the US A Good Place to Do Business:
    mises.org/blog/dont-threaten-business-border-tax-—-instead-make-us-good-place-do-business

    3) A Tariff with Mexico Will Ensure Americans Pay for Border Wall:
    //mises.org/blog/tariff-mexico-will-ensure-americans-pay-border-wall
  • Virgílio Marques  28/01/2017 14:42
    É que tem aquela questão de quase um quarto do PIB do México ser fruto de exportações aos EUA. E que 70% das exportações mexicanas são pra cima da fronteira.

    Os americanos se prejudicariam numa guerra fiscal, mas, num improvável ataque kamikaze, os mexicanos que teriam o seu Pearl Harbor. Isso poderia ser usado pra pressionar o governo mexicano a contribuir com a construção do muro.

    Por isso, eu acho que só pode ser blefe do laranjão. Ou, então, seria por pouco tempo (o que poderia até funcionar se de fato as empresas americanas pudessem ocupar o espaço no share perdido pelos sombreros). Mas seria uma medida suicida até mesmo pensando numa reeleição pra o Trump caso isso apenas fizesse os preços subirem.
  • Pedro  28/01/2017 23:00
    Já que o assunto envolve o Trump, indico estes dois links pra incrementar o debate:

    Track Trump - The first 100 days
    www.track-trump.com

    Donald Trump's contract with the american votes
    https://assets.donaldjtrump.com/_landings/contract/O-TRU-102316-Contractv02.pdf

    De resto, ARDAM!
  • anônimo  30/01/2017 13:26
    Muito se argumenta que a implantação de tarifas de importação pode ser mais do que compensada pela redução de impostos nos EUA. Isso ocorreria?
  • Ulysses  30/01/2017 13:39
    Não. Apenas alivia um pouco.

    Reduzir impostos não fará com que magicamente todos os produtos possam ser produzidos localmente de maneira barata. Em uma economia globalizada, os insumos e as peças de reposição utilizados pelas indústrias advêm de todas as partes do globo (divisão do trabalho e vantagens comparativas), de modo que uma tarifa de importação irá encarecer diretamente os custos de produção.

    Igualmente, os bilhões de bens de consumo demandados pelos americanos não podem -- e nem têm como -- ser produzidos localmente aos mesmos preços.

    Quem acredita nessa mágica tem ainda de refutar a divisão do trabalho (mostrar que ela é desimportante) e a lei das vantagens comparativas, perfeitamente exemplificadas neste artigo.
  • Primo  30/01/2017 14:25
    Texto completamente equivocado. Quem pagam os impostos são os produtores e não os consumidores. Demonstrado nesse artigo por Hoppe:

    The Economics of Taxation - Hans-Hermann Hoppe

    Trump está alinhado com as bases teóricas da escola austríaca de economia, quando diz que os muros serão pagos pelos produtores mexicanos.
  • Tulio  30/01/2017 15:46
    Ah, sim.

    Por essa sua brilhante lógica, quando Dilma elevou as tarifas de importação de carros para 35%, quem realmente se estrepou foram as montadoras alemãs, que absorveram todo o custo. Os consumidores brasileiros não sentiram nada, pois o preço final não se alterou nada. Né?

    Aliás, por essa sua brilhante lógica, não faz diferença nenhuma se as tarifas de importação são de zero ou de 100%. Segundo você, os preços finais serão exatamente os mesmos, pois são os produtores estrangeiros que pagam. Né?

    Hoppe, meu caro, estava falando dos efeitos dos impostos indiretos aplicados por um governo nacional sobre o setor produtivo do próprio país. Tais impostos (como ICMS, IPI, COFINS, ISS, PIS etc.) incidem sobre toda a cadeia de produção da indústria nacional.

    Já uma sobretaxa aplicada por outro país sobre os produtos que chegam aos portos daquele país não gera os mesmos efeitos, pois se trata simplesmente de uma tarifa aplicada por estrangeiros ao valor final do produto que chega aos portos. O produto já foi importado pelo preço de mercado. Ocorre que, ao chegar aos portos do país, o importador terá de pagar 35% do valor final para o governo. Isso não altera a estrutura de produção do país fabricante.

    O governo brasileiro aplicar uma sobretaxa de 35% ao preço final dos carros alemães importados pelo Brasil não fará com que os produtores alemães absorvam essa sobretaxa, de modo que os carros cheguem ao Brasil ao mesmo preço de antes da sobretaxa. Você falou uma asneira monumental.

    Agora, falando especificamente sobre o muro, faça você próprio um exercício de lógica: e se os americanos decidirem não comprar mais nada dos mexicanos? De onde virá o dinheiro? Do México é que não será.

    "Trump está alinhado com as bases teóricas da escola austríaca de economia,"

    Claro, a Escola Austríaca não só defende as tarifas de importação, como ainda diz que elas são totalmente neutras para o consumidor final, pois os preços dos importados não se alteram! Claro!

    Melhor ler isso do que ser cego.

    É cada jumento que despenca por aqui...


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