clube   |   doar   |   idiomas
Como a Nova Zelândia e o Chile transformam vacas, ovelhas, uvas e cobre em automóveis de qualidade
Esta “mágica” só é possível, e funciona perfeitamente, quando há liberdade

Não existe nenhuma fábrica ou montadora de automóveis na Nova Zelândia. E nem no Chile.

Há muito tempo sua população deixou claro, por meio de suas preferências de consumo, que não queria que o país consumisse recursos escassos — mão-de-obra e matéria-prima — fabricando estes bens de consumo.

Sua população prefere que sua mão-de-obra e seus recursos escassos sejam destinados à produção daqueles bens e serviços em que eles realmente são bons e competentes.

Em termos técnicos, isso se chama divisão do trabalho (cada um se especializa naquilo em que é bom) e vantagem comparativa (faço aquilo em que sou melhor que os outros).

Mas agora vem o fato realmente curioso: mesmo sem ter nenhum fabricante de automóveis em seu território, há 712 carros para cada 1.000 habitantes na Nova Zelândia. Isso significa que sua população é a oitava mais motorizada do mundo (à frente, inclusive, da Itália e muito à frente da Alemanha e da Suíça).

Já no Chile, os números são mais modestos. Há 230 veículos por 1.000 habitantes, o que coloca o país na 65ª posição. Ainda assim, o país está tecnicamente empatado com o Brasil, que está na 62ª posição e possui nada menos que 10 montadoras.

Qual o segredo?

O milagre da transubstanciação

Basicamente, se quiserem ter carros, Nova Zelândia e Chile têm duas opções: ou eles montam fábricas voltadas exclusivamente à produção de automóveis ou eles simplesmente extraem do solo todos os carros que querem, já montados e prontos para uso.

Ambos os países, inteligentemente, optaram pela segunda alternativa.

Eis como um carro é fabricado na Nova Zelândia: primeiro, um pecuarista cria vacas e ovelhas, que são a matéria-prima da qual os carros são feitos. Após alguns meses, as vacas e as ovelhas crescem. Ato contínuo, ele extrai leite das vacas, corta sua carne e tosa o pêlo das ovelhas. O leite se transforma em vários derivados. A vaca se transforma em carne. O pêlo da ovelha se transforma em lã. Esses três produtos são embarcados em navios. Os navios vão para a Ásia, para as Américas e para a Europa. Após alguns meses, os navios reaparecem com Toyotas, Ford Rangers, Mitsubishis, Nissans e Mazdas dentro deles.

Eis como um carro é fabricado no Chile: primeiro, mineiros escavam minas de cobre e agricultores cultivam parreiras. Cobre e uva são as matérias-primas das quais os automóveis são feitos. Após algum tempo, as uvas crescem e o cobre é extraído do solo. O cobre e as uvas são embarcados em navios. Os navios vão para a Ásia, para a América do Norte e para a Europa. Após alguns meses, os navios voltam com Chevrolets, Mazdas, Fords, Kias, Toyotas, Nissans e Hyundais dentro deles.

Assim funciona a mágica produção de carros nestes dois países. Eles exportam produtos e, com o dinheiro dessa exportação, importam automóveis.

Eis a principal pauta de exportação da Nova Zelândia: laticínios, ovos, mel, carne, lã, madeira, frutas, nozes, bebidas e peixes.

Eis a principal pauta de exportações do Chile: cobre, uvas, peixes, polpa de madeira e fertilizantes.

Em troca desses bens simples, os neozelandeses e chilenos recebem carros, caminhões, máquinas, equipamentos, petróleo, aviões, eletroeletrônicos, têxteis, plásticos, produtos químicos, aços e borrachas.

Eu diria que é um ótimo negócio. E extremamente conveniente.

Tecnologia pura

O comércio internacional nada mais é do que uma forma de tecnologia mágica, que converte bens que você produz em bens que você não produz. Se você se especializa na produção de um bem, e adquire uma vantagem comparativa na produção deste bem, você conseguirá obter qualquer outro bem que deseja.

Essa é a mágica da especialização e da divisão do trabalho. Por poderem comprar carros (e praticamente quaisquer outros produtos) baratos do exterior, os chilenos e neozelandeses se concentram naquilo que sabem fazer melhor, e deixam para os outros a árdua tarefa de montar seus veículos. Eles já perceberam que é muito mais negócio simplesmente importar carros baratos do que direcionar recursos escassos para tentar fazê-los por conta própria, algo em que eles não são bons. Eles sabem que isso não seria inteligente. Eles entendem a lei das vantagens comparativas.

Em vez de sofrerem de delírios megalomaníacos, acreditando que devem tentar produzir de tudo, os chilenos e os neozelandeses simplesmente entenderam que há produtos que podem ser mais bem produzidos no exterior. Um destes são os automóveis.

O fato de que há países chamados Japão, Coreia e Estados Unidos, com pessoas e fábricas, é totalmente irrelevante para o bem-estar de neozelandeses e chilenos (e também de irlandeses, suíços e islandeses, cujos países também não possuem montadoras). Em termos práticos, tais locais podem ser vistos como gigantescas máquinas misteriosas que convertem laticínios, lãs, uvas e cobres em uma variedade de produtos que desejam.

Atrapalhando tudo

Agora, imagine que os governos destes dois países resolvessem "estimular a indústria nacional" tributando pesadamente os carros importados com o objetivo de criar uma "grande e forte" indústria automobilística local.

Quais seriam as consequências?

Em primeiro lugar, há o fato óbvio de que, se Chile e Nova Zelândia passarem a tributar pesadamente as importações de automóveis do Japão, da Coréia e dos EUA, estes países iriam retaliar e iriam também tributar pesadamente as importações de produtos chilenos e neozelandeses.

Consequentemente, não apenas toda a população estaria em pior situação (todos os produtos agora estariam bem mais caros), como ainda os próprios exportadores da Nova Zelândia e do Chile seriam prejudicados, pois agora seu mercado consumidor estaria reduzido.

Mas e se não houvesse retaliações? Ainda assim, as vítimas seriam as mesmas.

Para começar, a população da Nova Zelândia e do Chile agora estaria privada de obter carros baratos. Isso seria um ataque direto à sua mais essencial liberdade, que é a liberdade de escolha. Seus salários agora valeriam menos. As pessoas trabalhariam, mas não teriam o direito de usufruir seu salário em sua plenitude, pois o governo agora encareceu artificialmente a aquisição de um bem.

Mas tudo piora. E agora vem a parte principal. Construir indústrias automotivas e fabricar carros exigirá que vários recursos escassos sejam desviados para esses empreendimentos. Mais minério de ferro, mais aço, mais borracha, mais alumínio, mais plásticos, mais maquinários, mais eletricidade etc. serão demandados pelas montadoras. Consequentemente, haverá menos desses recursos disponíveis para o resto da economia, principalmente para os produtores exportadores. Mais aço, alumínio, borrachas, peças e maquinários demandados pela indústria automotiva significam menos desses itens disponíveis para os maquinários dos mineiros, as colheitadeiras dos agricultores, os barcos dos pescadores, e os tratores e caminhões dos madeireiros.

Os preços de todos os recursos subirão, inclusive a eletricidade. Consequentemente, os custos de produção também subirão. Ato contínuo, os próprios exportadores terão de subir seus preços, o que poderá afetar suas vendas. Com menos vendas ao exterior, a própria capacidade de importação do país diminui, o que pode afetar diretamente o padrão de vida de toda a população.

E tudo isso será ainda mais acentuado pelo fato de que, por não terem expertise nessa área e por operarem sob uma reserva de mercado, as indústrias automotivas destes países não terão motivos para serem eficientes. Isso elevará ainda mais o desperdício de recursos escassos, intensificando a alta de custos e dificultando ainda mais a vida dos outros produtores e exportadores.

Qual foi o ganho líquido para a população deste país? Exato, nenhum.

Qualquer política governamental criada para favorecer um setor é uma política que irá inevitavelmente prejudicar vários outros setores. No mercado, nenhuma distorção criada artificialmente passa impune.

No exemplo acima, uma tributação sobre (ou mesmo a proibição de) carros importados representou uma tributação sobre (ou mesmo a proibição de) vários outros produtos exportados. Se o governo decide proteger um setor, inevitavelmente ele prejudicará outro setor.

Conclusão

Decidir se um país deve ou não produzir carros por conta própria — ou qualquer outro produto — é algo que tem de ser determinado exclusivamente pelo sistema de preços livres. Este é o único sistema que pode determinar se um empreendimento é sensato ou não.

Havendo um sistema de preços livres, ele irá selecionar uma alocação de recursos que minimize os custos totais de produção.

Em alguns países — como Nova Zelândia, Irlanda, Suíça, Islândia e Chile —, não é racional direcionar recursos escassos para a produção de automóveis. É mais sensato trazê-los de fora. Em outros países, como EUA, Canadá e Alemanha, produzir dentro e também importar é o arranjo mais sensato, pois a demanda é grande.

Já quando um governo decide dificultar as importações para favorecer uma indústria já estabelecida — como ocorre com a indústria automotiva no Brasil —, ele não apenas transfere renda de toda a população para esta indústria (vide que os preços dos carros no Brasil nunca caem, mesmo em meio a uma brutal recessão e a uma acentuada queda na demanda), como ainda aumenta o custo do cidadão comum adquirir este produto. Toda essa perda de eficiência ocorre sem que haja nenhum ganho.

Como consequência, todo o país está mais pobre, e muito aquém do seu padrão de vida potencial.

Quer ter um padrão de vida alto, com acesso pleno e barato aos melhores produtos do mundo? Defenda o livre comércio.

________________________________________

Steven Landsburg, professor de economia da Universidade de Rochester, Nova York.

David Friedman, economista, Ph.D em Física pela Universidade de Chicago e professor de Direito na Universidade de Santa Clara, Califórnia. 

Leandro Roque, editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

19 votos

autor

Diversos Autores

  • Miguel Oliver  26/01/2017 12:52
    "Eis como um carro é fabricado na Nova Zelândia: primeiro, um pecuarista cria vacas e ovelhas, que são matéria-prima da qual os carros são feitos".

    Me assustei quando li este trecho. Felizmente, li até o final do paragrafo. Rendeu uma ótima gargalhada.

    Ótimo texto!
  • Anderson  26/01/2017 23:10
    Mas economia é isso. É que o dinheiro, principalmente quando tem sua oferta aumentada artificialmente, nos ilude. Economia é essa constante troca de bens ou serviços; os indivíduos, através de negociações, conseguem precificar mercadorias e trocá-las umas com as outras. O dinheiro - seja ele cédula, ouro ou qualquer outro representativo - é apenas a representação do valor que as coisas possuem, e é por isso que ele foi/é importantíssimo na história da humanidade, pois nos possibilitou a troca de produtos sem a necessidade de possuirmos/carregamos os produtos que produzimos a fim de trocá-los com outros.
  • Z%C3%83%C2%A9 da Moita  27/01/2017 11:03
    o começo parece até discurso da dilma, mas, mto bem humorado o texto como vc disse
  • Getulio Ribeiro  26/01/2017 12:58
    Sensacional este artigo! Um dos melhores do site.
  • Vinicius  26/01/2017 13:00
    Ótimo artigo, deveria ser uma leitura obrigatória para a população desse triste país sem futuro.
  • Rodrigo  26/01/2017 13:02
    Didático, simples, inteligente e estupendo.
  • Pedro  26/01/2017 13:02
    ARDAM!
  • um dois  26/01/2017 13:09
    Pequena correção: Polpa não poupa.
    Bom texto.
  • Sensacional  26/01/2017 13:15
    Excelente artigo.

    Me digam uma coisa, o Trump já disse se a favor de uma desvalorização do dólar, e Krugman também é adepto de tal perda do poder de compra, logo por que Krugman vive atacando Trump?

    www.businessinsider.com/paul-krugman-trump-mentally-ill-2017-1
  • Alfredo  26/01/2017 13:33
    Porque os iguais se repelem.
  • anônimo  26/01/2017 16:14
    Democracia foi um erro.
  • Daniel Democrata-Cristao  26/01/2017 13:37
    Não compro carro zero KM porque pude ver que há muito imposto embutido nele. Um conhecido meu pagou há dois anos o valor de R$ 38K num Onix, sendo que na nota fiscal a carga tributária informada estimada foi de R$ 15K. Uma vergonha.
    O que eu faço? Me vingo, simplesmente deixo de comprar carro e vou comprando títulos no Tesouro Direto LFT que me rendem juros, já que prefiro receber grana dos impostos que o povão paga a ter que eu ficar bancando o governo.
    É moral o que faço? Do ponto de vista nosso aqui, é imoral. Porém são essas regras dentro de um contexto já injusto e opressor, e vou me beneficiando disso, cinicamente. Espero um dia haver segurança jurídica e liberdade para empreender e livrar-me do medo da falência e dos impostos!
  • Matheus  26/01/2017 15:33
    No Krav Magá aprendei que quando se luta contra um agressor maior e mais forte, você pode e deve usar de quaisquer técnicas ilegais para se livrar da agressão.
  • Daniel Democrata-Cristao  26/01/2017 17:08
    Acabei de pesquisar sobre, muito interessante, nem sabia q existia.
  • Felipe Lange S. B. S.  26/01/2017 20:41
    Complicado mesmo tentar empreender nesse cenário de horror que é o Brasil. Eu mesmo estou tentando fazer algo próximo a isso e já estou com dificuldades graças ao estado.
  • esron  10/02/2017 18:27
    porra bixo cade o botão de curtir!?
  • Alexandre  26/01/2017 13:44
    Aqui o Leviatã devora os carros, as uvas, os bovinos, os laticínios...

    Não adianta querermos ter competitividade no mercado global sendo açoitados por essa classe de parasitas burocratas que espolia quem produz. Poderíamos nos beneficiar da divisão internacional do trabalho se não fossemos uma economia tão engessada.

    Vamos trocar bananas por bananas com impostos.
  • Maicon Macêdo  26/01/2017 13:57
    Sem falar da baixas tarifas de importação, inexistência de IPVA e o custo de transferência ser de 15 dólares neozelandeses, que pode ser feito em qualquer agência privada dos correios de lá, em questão de minutos, com mero formulário.
  • Daniel Democrata-Cristao  26/01/2017 15:01
    Dá nojo dessa burocracia em que vivemos. Pra tudo tem papelada, morosidade, requerimentos, reconhecimento de firmas, carimbos, tudo é travado, engessado, dificultado.
  • Andre  26/01/2017 18:47
    O Brasil é como alguém que morreu, você não pode fazer nada, apenas aceitar.
  • lucas  26/01/2017 14:52
    nao querendo ser esquerdista,mas automóveis e outros bens manufaturados têm custo superior em relação a ovelhas,cobre ou matérias primas, o que além de afetar o equilibrio da balança comercial desses países,pode ocasionar graves danos ao meio ambiente como é exemplo tem se o caso do Chile em relacão a mineracão de cobre para a exportação,que,em algumas áreas,tem reduzido a disponibilidade de água potável,ou seja,acredito que o livre mercado realmente dê certo,mas é necessário,sobretudo,que haja regulamentações que visem a proteger o meio ambiente,caso contrário,não restarão nem austriacos,keyneisanos,leberais ou marxistas na mesa de debate
  • Moura  26/01/2017 16:07
    Não é nem esquerdismo. No seu caso é idiotismo, mesmo.

    Primeiro você diz que produzir carros é pior porque é mais poluente. Mas aí, logo em seguida, diz que não há nada pior do que a produção de cobre, pois isso deixa o mundo sem água (!).

    Sobre essa falácia da balança comercial:

    Por que economistas são histéricos em relação à balança comercial?

    E sobre recursos naturais:

    "Estamos destruindo a terra e o governo tem de fazer algo!" - ou será o contrário?

    O eco-socialismo, o socialismo real e o capitalismo - quem realmente protege o ambiente?

    Uma cartilha sobre recursos naturais e o meio ambiente

    Como o mercado leva a uma exploração racional dos recursos naturais

    Nosso frágil planeta
  • Paulo  27/01/2017 01:33
    Para que ofender?
    Se o cara falou algo errado basta corrigir e melhorar o ponto de vista.
    Chamar alguém de idiota não aumenta sua capacidade moral ou intelectual.
    Nosso frágil planeta, texto muito bom. Li agora.

    Abraços!
  • Economista da FGV-SP  26/01/2017 15:41
    Essa ''mágica ortodoxa'' funciona até a primeira crise mundial que derrubar os preços das commodities e levar o país a uma crise no balanço de pagamentos.

    Se o Brasil continuasse como estava nos anos 80, seríamos uma potência industrial. Bons tempos aqueles...
  • 4lex5andro  26/01/2017 18:20
    Bons tempos de hiperinflação e recessão ? De jeito nenhum, e não é preciso explicar muito o porque.
  • Economista da FGV-SP  26/01/2017 19:39
    Bons tempos porque nós tínhamos uma estrutura industrial bem próxima dos países desenvolvidos e não à toa fomos um dos países que mais recebiam investimentos diretos. O que faltou foi o salto da 3º revolução industrial, muito por culpa de terem matado a indústria da informática --mais uma herança maldita dos anos 90.

    A hiperinflação foi um fenômeno social muito sério, mas nada que impedisse o crescimento.
  • Ex-microempresario  01/04/2017 19:26
    Só para constar: a indústria brasileira de informática nunca existiu. O que existiu foram empresas amigas do governo que tinham licença para importar componentes sem imposto para fabricar cópias de computadores estrangeiros.
    Talvez o único computador que se possa dizer que foi desenvolvido no Brasil foi o Cobra 500, que foi projetado na PUC do Rio de Janeiro, lançado em 1980 e que permaneceu no mercado, praticamente sem evoluções, até 1991, aproximadamente.
    O Brasil nunca produziu comercialmente um único circuito integrado, nem conseguiu fabricar uma única unidade de disco que não dependesse de componentes importados.
  • Andre  26/01/2017 18:44
    Quem tem crise no balanço de pagamentos é o governo, que não consegue fornecer uma moeda saudável que os investidores desejam adquirir e gasta preciosos dólares importando insumos pra uma indústria que sequer deveria existir.
    Países abertos ao comércio não temem crises, foi a recessão mundial do inicio dos 80 que forçou o Chile a diversificar sua pauta exportadora, colocaram em larga escala a salmonicultura, os baixos preços do cobre dos anos 90 levaram os chilenos a profissionalizarem seu cultivo de uvas, e hoje estão entre as mais desejadas do mundo, estão em outra crise por lá agora, aquele esperto povo com leis simples e liberdade econômica encontrarão outro produto para virar referência mundial daqui 20 anos.
  • Mendonça  05/05/2017 07:50
    Moro na Nova Zelândia e de bobo...não tem nada, há milhares de profissionais de IT aqui centenas de startups...A indústria do cinema e o turismo são Fortíssimos....
  • Skeptic  26/01/2017 15:58
    A teoria das vantagens comparativas de David Ricardo existe há uns 2 séculos, mas parece que a economia é a área onde boas teorias caem o tempo todo e o charlatanismo prevalece.
  • Leandro Campos  26/01/2017 16:19
    Mais claro que isso só desenhando. Tem uns aí que vão precisar, alguém se habilita? rss
  • Paulo de Assis  26/01/2017 16:51
    Aqui não é assim!
    No artigo tudo parece tão lógico e certo que dá a impressão de que o diferente disso é simplicidade idiótica.
    Mas o grande diferencial, o "ser bom" nesta indústria, é uma forquilha de capacidade de desenvolvimento e de lucratividade.
    A VW inaugurou a corrupção institucionalizada no Brasil, o estado fechou os olhos e isso não foi por acaso. Não temos nenhuma industria brasileira, pagamos os olhos da cara por carroças de marcas que remetem mais valores às matrizes que Chile e Zelândia comprando.
    Temos os maiores impostos do mundo para estes produtos e isso não é para proteger mercado.
    O artigo é ótimo, mas não se aplica ao Brasil. Aqui ninguém pensa no país ou no povo. Lembro as ovelhas idiotas da fazenda dos Bichos que repetiam 'trabalharemos mais ainda', sem entender que eram realmente boas em aceitar tudo e pagar cada vez mais por cada vez menos.
  • Daniel Democrata-Cristao  26/01/2017 17:39
    Eu percebi no convívio com as outras pessoas que o carro é mais símbolo de status e ascensão social, não importanto o quanto elas paguem por carros populares.
    Elas acham normal pagar tudo isso num carro, mas o que elas não conhecem é o nefasta cobrança por substituição tributária. A pessoa compra achando que não tem imposto ali.
    Ainda, percebo que as pessoas pagam IPVA e taxas automaticamente, sem questionamento, elas sentem vergonha de reclamar desse imposto. Ou seja, o IPVA e os demais impostos entraram em simbiose com o DNA do brasileiro que ele não questiona, nao reclama e ainda por cima se sente envergonhado de se indignar com impostos, com medo de ser taxado de sovina.
    Pode isso???
  • Leandro Araujo Rocha  26/01/2017 18:55
    Bem, pra mim a maior surpresa de todas ocorreu no final do ano passado. Falando com uma professora, que nem de esquerda era, fiquei boquiaberto. Ela me disse com todas as letras que se orgulhava de pagar imposto de renda. Isso mesmo, se orgulhava. Pois quando ela era isenta se sentia mal, era um símbolo de que ganhava pouco etc... Sinceramente se orgulhar de pagar imposto eu nunca tinha ouvido. Com essa mentalidade meus queridos o Brasil tá perdido mesmo.
  • Luis  26/01/2017 21:41
    Bem, acho que ela é esquerdista e não sabe e todos que conheço que pagam imposto de renda fazem a contra gosto pelo baixo retorno, pois o brasileiro médio acha ainda que atual esquema tributário é para pagar por serviços que não são prestados.
    O problema é que aina muitos insistem nessa alternativa, vide pesquisa que a maioria é contrária a venda da Petrobras, embora queiram abastecer o carro de graça.
  • Vinicius  27/01/2017 12:23
    Eu ja ouvi isso de uma professora de Direito Tributário
    Ela se orgulhava de pagar imposto, dizia que não tem coisa melhor. Pois segundo ela se ela
    paga um ipva caro e pq significa que ela tem um carro muito caro e tem condições para isso.
  • Pobre Paulista  27/01/2017 13:20
    Se esqueceu que o Brasileiro é movido à status?
  • Z%C3%83%C2%A9 da Moita  27/01/2017 18:44
    já vi uma esquerdopata falar que preferia pagar imposto de renda pq revertia em bolsa família para os mais pobres do que fazer caridade; isso era durante o governo da gilma, agora deve ser mais uma a tapar os ouvidos e gritar gorpi...
  • Skeptic  26/01/2017 16:54
    Sugestão de tradução: Um artigo polêmico do Richard M. Ebeling

    The "Other" Ludwig von Mises: Economic-Policy Advocate in an Interventionist World
    https://mises.org/library/other-ludwig-von-mises-economic-policy-advocate-interventionist-world
  • mauricio barbosa  26/01/2017 17:00
    Pessoal do IMB as áreas de reflorestamento e o desmatamento tem destruído o ecosistema de algumas regiões principalmente no cerrado mineiro,provocando erosão e destruição de mananciais e assoreamento de córregos,rios,até mesmo nosso querido rio São francisco está sendo assoreado pelo esgoto doméstico e rejeitos da mineração,a poluição e a exploração desenfreada tem provocado esses malefícios,gostaria de receber sugestões e alternativas para explicar esse caos ambiental,ou seja como rebater tais argumentos pois são os próprios fazendeiros que tem desmatado suas propriedades como se não houvesse amanhã e parecendo a tragédia dos comuns,as vezes fico sem resposta ou calado tentando entender a situação dentro do enfoque Austríaco-Libertário e ainda não cheguei ao x da questão,agora sei que a resposta existe,mas não consegui encaixa-la e é claro que não acredito na teoria do aquecimento global pois sei que onde burocrata e político mete a mão sai da frente que lá vem merda,então me ajudem pois detesto a explicação de sempre que a culpa é do capitalismo selvagem e dos fazendeiros irresponsáveis,apesar de as vezes concordar pois parecem mesmo uns irresponsáveis pois arrancam as árvores de mata nativa pela raiz,destruindo a recuperação da mesma e a produção de eucalipto que dizem ser a responsável pelo desabastecimento dágua em algumas localidades rurais,enfim me ajudem pois o texto fala em vantagem comparativa e ai vem os ecochatos e citam este tipo de exploração extrativista condenando o desenvolvimento da região que tem vocação para tal exploração e fonte de riquezas para exploração e até mesmo para a exportação...
  • Andre  26/01/2017 18:08
    O cerrado mineiro e acima disso é das áreas com menos capitalismo do Brasil, baixíssima produtividade, noções frágeis de propriedade privada, mínimos recursos intelectuais para desenvolvimento,violência no campo, mercados locais pouco desenvolvidos e muita bolsa família, o Brasil fracassou miseravelmente na construção de uma classe média rural, com alguma exceção no sul do Brasil.
    A solução mínima para reverter a degradação do cerrado brasileiro é:
    - Privatização e desestatização dos parques nacionais e áreas de proteção ambiental da região;
    - Privatizar e desestatizar todo e qualquer infraestrutura, desde pequenas estradas de terra até as poucas grandes rodovias que corte a região;
    - Reconhecer o direito de posse das propriedades de todos os cidadãos honestos que ali vivem, desde uma grande fazenda posseira até um barraco de pau a pique de 10m²;
    - Direito de posse e porte de armas, para que as pessoas protejam suas propriedades;
    - Total liberdade para o cidadão comercializar seus produtos e serviços, formalizar-se deve ser opção não obrigação;
    - Executar todos os pontos acima nas cidades da região, para que elas se desenvolvam e fortaleçam o mercado local.

  • mauricio barbosa  26/01/2017 18:40
    Andre tudo bem concordo em parte com seus argumentos,mas ai levanta-se a questão da educação,ou seja vivo ouvindo a falácia de que o libertarianismo e o anarcocapitalismo só vingaria em uma sociedade alfabetizada,como se o analfabeto fosse um coitado dependente do estado para tudo e sabemos que a Liberdade do indivíduo não esta condicionada a questões formais igual a educação,portanto não compactuo a tese de que o problema é o nível educacional das massas(Num território ancapistão o analfabeto teria prosperidade sem precisar de diplomas formais e é lógico que sou a favor de que as pessoas se alfabetizem,desde de que seja uma opção da pessoa), e para seu governo há fazendeiros por aqui que são diplomadas nas melhores universidades do Brasil e o reflorestamento é feito por empresas especializadas,engenheiros ambientais qualificados e tudo o mais e estão praticando esses crimes ambientais impunemente salvo engano,então achei seus argumentos fracos(Sem querer te ofender) e genéricos demais,lembrando sempre que o conhecimento é disperso na sociedade e problemas locais nem sempre estão ao alcance de intelectuais,é que nem eu querer argumentar acerca dos seringueiros de Xapuri-Acre sem ter base nenhuma,Leandro Roque por favor nos socorra com sua sabedoria...
  • Andre  27/01/2017 00:31
    Quem falou de libertarianismo ou anarcocapitalismo? Não sou uma pessoa criativa e sonhadora, sou apenas um homem de negócios viajado que anota tudo que vê, tudo isso que descrevi foi implantado no Peru nos anos 90, olha lá a amazônia dos caras no seu google maps, está verdinha, se tiver oportunidade de viajar por lá veja os pequenos comércios com seus produtos expostos a venda enquanto o dono tira um cochilo e você pega o produto e deixa o dinheiro em cima do balcão, tente tomar uma terra por lá como fazem nossos grileiros aqui, o verdadeiro dono lhe mostrará a mais moderna submetralhadora que Israel pode fornecer solicitando de maneira educada porém firme que saia de sua propriedade, admire os parques nacionais privatizados a beira da rodovia interoceânica, com uma população tão carente quanto a daqui em recursos financeiros e intelectuais, mas repletos de liberdade que transformam no maior crescimento de toda região amazônica e tudo isso a poucos quilômetros do Acre e Rondônia, 2 dos estados mais desmatados e violentos da mesma região.
    Antes de ficar com o papo furado de que educação é importante lembre-se:
    A Inglaterra se tornou a maior potência industrial do mundo no final do séc XIX criando o maior ciclo de riqueza da história da humanidade com 60% de analfabetismo, os EUA de 1945 se tornaram a mais poderosa, rica e influente nação já vista com 50% da população com não mais que a nossa equivalente 4ª série.

  • lorivaldo  26/01/2017 20:46
    Cara eu pego como exemplo o Parque Nacional da Serra da Capivara aqui no meu estado: O mesmo é gerido pelo Estado e sempre necessita de recursos (fizeram um aeroporto que nunca terminaram) e a cidade não possui nenhuma infraestrutura para abrigar o turismo (rede de hotéis, por exemplo). Em qualquer país sério, o mesmo renderia milhões anualmente.
  • mauricio barbosa  27/01/2017 15:44
    A solução mínima para reverter a degradação do cerrado brasileiro é:

    "-Privatização e desestatização dos parques nacionais e áreas de proteção ambiental da região;"

    Aqui onde moro não tem nem parques nacionais e áreas de proteção ambiental da região;

    "- Privatizar e desestatizar todo e qualquer infraestrutura, desde pequenas estradas de terra até as poucas grandes rodovias que corte a região;"

    Concordo

    "- Reconhecer o direito de posse das propriedades de todos os cidadãos honestos que ali vivem, desde uma grande fazenda posseira até um barraco de pau a pique de 10m²; "

    No caso especificado por mim o desmatamento de mata nativa arrancada até na raiz é feita por fazendeiros que tem o título registrado em cartório

    "- Direito de posse e porte de armas, para que as pessoas protejam suas propriedades;"

    Porte de armas também concordo

    "- Total liberdade para o cidadão comercializar seus produtos e serviços, formalizar-se deve ser opção não obrigação;"

    A produção de carvão vegetal de mata nativa deve ser liberada,mas e o desmatamento,como resolve-lo?

    "- Executar todos os pontos acima nas cidades da região, para que elas se desenvolvam e fortaleçam o mercado local."

    O mercado local já é bem desenvolvido,agora se desenvolvimento for melhoria de renda ai já não é um problema somente local,mas de política econômica cheia de restrições,regulamentações e inflacionária.

    Não acho que a Educação que o estado oferta resolve o problema,pois quem diz isto são os defensores do estatismo.

    Libertarianismo e anarcocapitalismo é a filosofia defendida pelo IMB,da qual eu compactuo,agora se você não compactuo com ela,então você é que está se enganando,dando uma de liberal...
  • Andre  27/01/2017 17:19
    Pois aguardo ansiosamente suas sugestões para o problema de desmatamento de sua região. Um sujeito anarcocapitalista acostumado a refutar o estado deve tirar isso de letra não?
  • mauricio barbosa  27/01/2017 17:35
    As vezes não meu querido sou humilde(De espirito)e é por isso que recorro ao IMB,este manancial de conhecimento em meio a uma floresta de feras e abutres.

    Só lembrando que minha birra com você não é nada pessoal,OK!!!!
  • Andre  26/01/2017 17:03
    No Chile a produção de cobre concorre com a produção de uvas para obtenção de água, fora a água para consumo humano e tudo isso no deserto mais seco do mundo, resultando num dos metros cúbicos de água mais caros do planeta, atraindo empresas dessanilizadoras de água do mar sedentas por lucros altos vendendo água:

    www.acciona.com/es/noticias/acciona-agua-construira-y-operara-una-desaladora-en-el-desierto-chileno-de-atacama/

    É só deixar o sistema de preços em paz que o mercado corrigirá qualquer escassez de oferta, Antofagasta é a cidade grande (acima de 300 mil hab) com maior renda per capita da América do Sul, US$60 mil dólares, renda per capita da Noruega.
  • Juan  26/01/2017 17:15
    Ótima colocação, André. Eu particularmente considero essa questão dos preços livres a mais importante da economia. Se você for observar bem, todos, absolutamente todos os desarranjos econômicos decorrem da intervenção governamental neste sistema: dos juros ao câmbio, passando pelo próprio congelamento direto dos preços (o governo Dilma, curiosamente, praticou todos).
  • Syer Rodrigues  26/01/2017 17:19
    Leandro Roque, excelente artigo!

    Sei que não é o assunto, mas procurei algo sobre a questão do déficit previdenciário aqui no Mises, mas não encontrei. Gostaria de saber se é mito ou não essa questão.

    Abraços,

    Syer Rodrigues
  • Intruso  26/01/2017 17:44
    Quem inventou essa tese de que não existe déficit foi uma pesquisadora chamada Denise Gentil. Segundo ela, o déficit da previdência é forjado.

    www.adunicentro.org.br/noticias/ler/1676/em-tese-de-doutorado-pesquisadora-denuncia-a-farsa-da-crise-da-previdencia-social-no-brasil-forjada-pelo-governo-com-apoio-da-imprensa

    Só que essa mulher nem sabe separar rubricas. Ela mistura a receita da Previdência com a receita da Seguridade Social (que abrange Saúde, Assistência Social e Previdência) e então conclui que está tudo certo.

    Nesta outra entrevista dela, ela diz isso:

    "O cálculo do resultado previdenciário leva em consideração apenas a receita de contribuição ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) que incide sobre a folha de pagamento, diminuindo dessa receita o valor dos benefícios pagos aos trabalhadores. O resultado dá em déficit."

    Certo. Esse é o cálculo da previdência. Receitas da Previdência menos gastos com a Previdência dão déficit, como ela própria admite. Ponto final.

    Mas aí ela complementa:

    "Essa, no entanto, é uma equação simplificadora da questão. Há outras fontes de receita da Previdência que não são computadas nesse cálculo, como a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) e a receita de concursos de prognósticos. Isso está expressamente garantido no artigo 195 da Constituição e acintosamente não é levado em consideração."

    Ou seja, o argumento dela é o de que as receitas para saúde e assistência social devem ser destinadas para a Previdência, pois aí haverá superávit.

    Ora, isso é um estratagema e tanto. Por esse recurso, absolutamente nenhuma rubrica do governo apresenta déficit, pois basta retirar o dinheiro de outras áreas para cobri-la. Sensacional.

    A quantidade de gênios que o Brasil produz é assustadora.

    Não deixa de ser curioso que nem o próprio governo petista -- em tese, o mais interessado no assunto -- encampou a tese dessa desmiolada.

    De resto, o que realmente importa não é a qualidade da gestão do INSS. Mesmo que a Previdência fosse gerida por anjos probos, sagazes e imaculados, ainda assim ela seria insustentável no longo prazo. Por quê? Por causa da demografia.

    O problema da previdência é totalmente demográfico. E contra a demografia e a matemática ninguém pode fazer nada. Quando a Previdência foi criada, havia 15 trabalhadores trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado. Daqui a duas décadas será 1,5 trabalhador trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado.

    Ou seja, a conta não fecha e não tem solução. O problema é demográfico e matemático. Não é econômico. E não há ideologia ou manobra econômica que corrija isso.

    Uma proposta para uma reforma definitiva da Previdência
  • 4lex5andro  31/01/2017 12:50
    Mas o que a lei diz?

    Não é nada contra a correta correspondência das receitas com suas destinações: o que é arrecadado como imposto previdenciário deve exatamente cobrir o gasto previdenciário, de forma simples.

    Um fundo privado que arrecade para seu sustento deve ser superavitário, se o tal fundo recorre a outras fontes esse não está sendo bem gerido, ou sua formatação foi um erro crasso (o que é argumentado sobre a previd. social comparada a um esquema de pirâmide).

    Mas talvez haja legislação permitindo dotações de outras receitas (como por exemplo, o citado cofins e a csll) para reforçar o caixa da previdência e logo não seria tão simples o tal argumento de déficit.
  • Syer Rodrigues  01/03/2017 19:29
    Muito obrigado pelo comentário. Sugeriria que o Mises Brasil pudesse publicar um artigo sobre esse assunto.

    Abraços,

    Syer Rodrigues
  • Felipe Lange S. B. S.  26/01/2017 17:21
    Mais um ótimo artigo!

    Anteontem eu compartilhei esse artigo em um fórum de carros (logo vai aparecer algum desenvolvimentista que supostamente gosta de carros, mas pra protecionismo, ele abre exceção e se sacrifica), que explica justamente um período negro do mercado estadunidense, quando eles restringiram a importação na época da crise do petróleo e muitas porcarias nacionais daquele país foram empurradas para o consumidor, em contraste com os importados asiáticos e europeus. Quem conhece o mercado americano sabe que eles sempre estiveram acostumados com "barcas" de motores V8. Hoje só não tem mais por causa da legislação ambiental em cima de carros de passeio e pelo fato de parte da cultura ter mudado. Mas as picapes continuam sendo as mais vendidas, justamente as que têm essa legislação afrouxada (assim como utilitários como Chevrolet Suburban) e dão essa oportunidade para eles desfilarem com motores grandes, enquanto tomam um "copão" do Starbucks e dirigem tranquilamente.

    Vale lembrar que, apesar do Chile ter a mesma quantidade de carros per capita que o Brasil, eles têm acesso à carros bons e baratos. Chile parece não ter sido contaminado pela esquizofrenia desenvolvimentista e protecionista de Vargas, JK, milicos e do próprio PT. Protecionismo sempre vai empobrecer, mas os efeitos seriam ainda mais devastadores se aplicados no Chile, um território pequeno e que não pode passar por uma pseudo-autossuficiência.

    Eu infelizmente não vivi parte da década de 90, mas quem viveu certamente se deparou com uma avalanche de carros importados. Se tivesse continuado daquele jeito, é certo de que hoje essa pornografia não estaria acontecendo agora, mesmo nessa crise.
  • lorivaldo  26/01/2017 20:51
    Vamos agradecer, por incrível que pareça, ao Collor que abriu o mercado para importações.
  • Felipe Lange S. B. S.  27/01/2017 11:40
    Pois é, algo que chega à ser ridículo. Logo mais eu mando as justificativas dos caras para com o protecionismo do Trump.
  • Felipe Lange S. B. S.  27/01/2017 14:34
    Pois é, algo que chega à ser ridículo. Logo mais eu mando as justificativas dos caras para com o protecionismo do Trump.
  • Bruno Feliciano  26/01/2017 18:37
    Comprem carros semi-novos! Já são desvalorizados e portanto muito mais barato. Um Spacefox completo hoje passa dos 70k. Um civic touring custa 120k, um Golf GTI mais de 100k, uma BMW 140i quase 200k.. E por ai vai!
    Sem contar que você sai da loja, da uma volta no quarteirão e o carro já perdeu 20k de valor..

    Eu só compro usados, carro zero é pra quem pode. Se for importado então....
    Tenho um Citroen DS3 que zero hoje custa em torno de 80-90k, em 2014 comprei ele semi-novo com menos de 20 mil km, paguei 57k!! Carro novo com plástico, revisão feita e tudo certinho.
    NUNCA QUE EU COMPRO CARRO ZERO!!! Melhor forma de boicotar essa patifaria protecionista aqui!!!

    E o TRUMP com essa história de desvalorizar o dolar?

    Abraços
  • Leandro  26/01/2017 18:43
    Bom ponto. Eu também compro usado. E faço campanha aberta para que todos façam o mesmo.

    Enquanto tem gente pagando R$ 40 mil em golzinho zero pelado (só com ar e direção), há verdadeiras preciosidades em ótimo estado de conservação no mercado de usados.

    Eu tenho um Fiat Bravo T-Jet, modelo 2011, comprado em julho de 2014 em excelente estado e com vários itens de luxo (que você só encontra de série no mercado europeu). Preço: R$ 44 mil.

    À época, esse mesmo carro, com os mesmos itens, só que zero, saía por mais R$ 80 mil.

    Hoje, um Palio 1.6 zero não sai por menos de R$ 49 mil. E um Palio 1.0 básico e zero não sai por menos de R$ 39 mil.

    Compare esses carros e esses valores a um Bravo T-Jet completo e em ótimo estado por R$ 44 mil. Há alguma discussão?

    Enquanto tem gente pagando quase R$ 55 mil pra ter um Palio zero completo, o mesmo carro, mais velho, pode ser facilmente encontrado por R$ 25 mil no mercado de usados.

    E se o seu objetivo é apenas ter um meio de transporte, então por R$ 10 mil você encontra muito golzinho arrumado.

    Dá trabalho pesquisar? Dá, sim. Mas compensa. E muito.

    Quem compra carro zero no Brasil ou é muito rico ou está meio sem noção em relação ao mundo real.
  • Bruno Feliciano  26/01/2017 19:53
    Exatamente Leandro!

    O custo-beneficio de carro usado é completamente outro.

    O problema só fica pra quem não entende muito da área, alguém mais inocente pode acabar fazendo um mal negocio, mas como já foi refutado aqui, nada lhe impede de se informar para evitar um prejuízo, já que o prejuízo é privado, há um incentivo para que o agente não fique desinformado, compra de carros usados é um excelente exemplo pra destruir a falacia de assimetria de informação por falha do mercado.. hahahah.

    Mas voltando ao assunto, foi o que você falou, com o preço do meu carro não se compra nada que chegue ao pés, por isso que eu falo, ao invés de pagar 40k em um fox, você pode pegar ai um Ford Focus 2012 por esse preço ou um T-JET como é o seu caso.
    Ao invés de pagar 80k em um Corolla, você pode pegar um Jetta TSI 2013, até mesmo Honda Accord V6 2013.

    As vezes nem é questão de entender de automóvel, uma básica pesquisa e educação financeira já faz com que você opte por esse caminho.

    ''Quem compra carro zero no Brasil ou é muito rico ou está meio sem noção em relação ao mundo real. ''

    Exatamente, alem de pagar um absurdo por um automóvel que pouco entrega, o cara ainda sofre com a desvalorização, o meu carro por exemplo, quem tirou ele zero ano passado já ta vendendo hoje por cerca de 10 á 20 mil A MENOS!
    Tem que ser muito rico pra poder bancar isso ai...

    Abraço Fraternal!
  • Adriano  27/01/2017 03:22
    Isso vale não só pra carros, mas pra praticamente qualquer bem durável. Brasileiro, no geral, sofre de alguma desordem psíquica que o impele a gastar o pouco dinheiro que tem (quando não se endivida pra isso) em coisas que ele mesmo reconhece ser caro e sobrevalorizado.
  • Felipe Lange S. B. S.  27/01/2017 14:51
    Leandro tem bom gosto viu! Bravo T-Jet é o resquício italiano que restou aqui no Brasil após o fechamento das importações. Na nossa família tivemos um Mille novo, ano-modelo 2010 (se não me engano, pois compramos no começo de 2009_, mas depois do aperto tivemos que vendê-lo (acho que na época custou uns R$27 mil, mas com financiamento o custo final passava de R$35 mil). Até que em 2012 compramos um Corsa Sedan Milenium 1,0 8V ano-modelo 2002 (custou R$13,7 mil) e estamos com ele até hoje. É uma jabiraca, mas é uma jabiraca melhor que o Mille.

    Se em 2012, após esse vídeo eu passei a defender a compra de carro usado, agora eu defendo ainda mais. Os preços estão simplesmente fora da realidade. E hoje temos um exemplo de empreendedor que já está explorando esse nicho. Não tem mais desculpa pra não comprar carro usado.
  • Leandro  20/02/2017 21:26
    Sendo eu um quase engenheiro mecânico -- pulei fora no oitavo período -- tenho alguma obrigação de entender de modelos de carros e suas eventuais qualidades. Daí a opção pelo Bravo T-Jet.

    Obrigado pelas palavras e grande abraço!
  • Pobre Paulista  26/01/2017 19:20
    Opa, o meu é 2004, comprado em 2010. Um francezinho também (307).

    O que eu gasto de manutenção compensa e muito a economia.

    Já pensei em trocar 3x desde quando comprei até hoje, sempre que faço as contas decido ficar. Mas quando for trocar, será por outro usado também.
  • Bruno Feliciano  26/01/2017 20:49
    Pobre Paulista você é um cara de sorte, os franceses não tem a fama de carros duráveis.
    Só se você for um cara que trata o carro como um filho, manutenção em dia, reposição de peças verdadeiras, óleo de qualidade e etc...

    Carros mais antigos assim é recomendável os japoneses, são extremamente confiáveis, pegou fama de carros inquebraveis!

    Pode ver que quem compra uma vez Honda e Toyota compra de novo Honda e Toyota.

    Nos EUA então, esses carros dominaram o mercado totalmente, os americanos confiam de mais! Basta ver uma simples reportagem na TV dos EUA que você vê a quantidade de Toyota, Honda, Mazda e Subaru nas ruas...

    Abraços
  • Felipe Lange S. B. S.  21/02/2017 10:34
    Se você for falar da marca Peugeot em específico, ela é muito bem vista em parte do continente africano e Oriente Médio (e na Argentina). O americano gosta bastante de marca japonesa, abrindo exceção só para as picapes e utilitários (Ford F-150 lidera há mais de 30 anos as vendas) e abomina a Fiat (agora que a Chrysler e Dodge são da marca, a desconfiança aumenta mais ainda).
  • marcela  26/01/2017 18:48
    O Donald Trump mandou avisar ao IMB que odiou esse artigo. Nas palavras dele, estradas americanas devem ser ocupadas por carros americanos, os céus americanos devem ser ocupados por aviões americanos e os mares americanos devem ser ocupados por navios americanos. Arranha-céus e prédios devem ser erguidos com aço e cimento americanos. Os alimentos na mesa dos ianques devem ser produzidos nos EUA, nada de limões argentinos e laranjas brasileiras. E são as mãos americanas que devem construir a nação, nada de trabalho imigrante.

    O maior problema é que ele valoriza tudo os que os EUA produzem, exceto a moeda americana, visto que ele e seus secretários já anunciaram que querem um dólar fraco. A única coisa que deveria ser protegida com unhas e dentes era o dólar, mas é justamente o dólar que será destruído e desvalorizado. O que esperar de um presidente que acha que proteger a produção interna de frutas é mais importante do que proteger a própria moeda?
  • 4lex5andro  26/01/2017 23:01
    Um mercado livre e minimamente regulamentado é o oxigênio para a economia em qualquer país, estado ou cidade.

    Porém os Eua são um caso a ser analisado á parte, nesse link: www.mises.org.br/Article.aspx?id=2614
  • Z%C3%83%C2%A9 da Moita  27/01/2017 12:00
    até um pato que estiver voando de outro país para os EUA, ops América tem que ser abatido por entrar sem licença
  • anônimo  26/01/2017 19:09
    Muito interessante o artigo.

    Como as pessoas irão trabalhar sem carro ?

    Se não pode importar carro ou existe altos impostos sobre a importação de carro, como as pessoas irão trabalhar sem carro ?
  • Dom Pedro XVI  01/02/2017 11:37
    as duas formas existem: "polpa" é polpa de fruta, por exemplo, polpa de tomate. E "poupa" é o presente do subjuntivo do verbo poupar (guardar, salvar): eu poupo, tu poupas, ele poupa.
  • Dam Herzog  26/01/2017 19:21
    Lembro me daquele dito antigo que diz que: "exportar é o que importa' mas no contexto de um mercado livre e desempedido.
  • Tano  26/01/2017 20:25
    "Mas tudo piora. E agora vem a parte principal. Construir indústrias automotivas e fabricar carros exigirá que vários recursos escassos sejam desviados para esses empreendimentos. Mais minério de ferro, mais aço, mais borracha, mais alumínio, mais plásticos, mais maquinários, mais eletricidade etc. serão demandados pelas montadoras. Consequentemente, haverá menos desses recursos disponíveis para o resto da economia, principalmente para os produtores exportadores. Mais aço, alumínio, borrachas, peças e maquinários demandados pela indústria automotiva significam menos desses itens disponíveis para os maquinários dos mineiros, as colheitadeiras dos agricultores, os barcos dos pescadores, e os tratores e caminhões dos madeireiros."

    Não concordo com esta parte.

    O Chile é uma economia livre, se uma montadora se instala no pais e é mais negocio para o vendedor de ferro, energia, agua, etc vender pra montadora então que venda. Sempre pode se importar o que falta.

  • Guilherme  26/01/2017 22:41
    Acho que você não pegou o ponto crucial: em uma economia livre, não é o governo quem incentiva ou desincetiva a criação de empresas, mas sim o sistema de preços livres.

    Neste seu cenário, a empresa decidiu se estabelecer ali em decorrência dos sinais emitidos pelo sistema de preços, e não de uma manipulação artificial do governo no mercado. Se os sinais emitidos pelo sistema de preços sugerem que uma empresa deve se estabelecer ali, então todos ficam em melhor situação. Por outro lado, se uma empresa surge ali porque o governo lhe promete uma reserva de mercado, então surgirão todos os problemas descritos no artigo.
  • Paulo Azevedo  26/01/2017 20:36
    boa tarde instituto,

    Gostei muito do novo layout do site, mas onde está onde um dos emblemas mais bonitos
    do instituto Mises? "Liberdade, Propriedade,Paz"? Desde já agradeço a resposta para esse absurdo!!! Estou abismado com isso!!
  • Lel  26/01/2017 20:41
    Ótimo artigo.
  • 4lex5andro  26/01/2017 22:57
    Tal como na Nz , na Austrália tambem não há mais fábricas de carros. Depois da Holden (subsidiária da Gm), a Ford declinou após a queda de vendas e os altos custos da recuperação após a crise internacional de 2008.

    https://www.noticiasautomotivas.com.br/ford-encerra-definitivamente-a-producao-na-australia-apos-91-anos/

    E essas desativações aconteceram após o governo australiano NÃO ter socorrido o setor automotivo, e nem por isso a Austrália entrou em crise.
  • Carlos Neto  27/01/2017 00:12
    parabens! esse texto deveria ser transformado em video. Bem simples e didatico para alcançar todos brasileiros!
  • Vinícius Pires  27/01/2017 01:21
    Pegar essa ideia e colocar em um país de 200 milhões de pessoas daria certo? (lembre-se que o Chile tem uma população de 20 milhões)
    Caso isso fosse feito no Brasil, as vagas do setor automotivo (ex: operários da Fiat) seriam transformadas em vagas nas fábricas de suco de laranja?
    E outra, o Brasil não ficaria muito mais exposto a possíveis crises, já que dependeria mais do comércio de poucos bens? (ex: se algum grande parceiro entrar em recessão, o país venderia menos dos poucos produtos que exporta, não?)
  • Heraldo  27/01/2017 01:41
    Você deve ter lido com pressa e não pegou essa parte:

    "Decidir se um país deve ou não produzir carros por conta própria — ou qualquer outro produto — é algo que tem de ser determinado exclusivamente pelo sistema de preços livres. Este é o único sistema que pode determinar se um empreendimento é sensato ou não.

    Havendo um sistema de preços livres, ele irá selecionar uma alocação de recursos que minimize os custos totais de produção.

    Em alguns países, como Nova Zelândia, Irlanda, Suíça, Islândia e Chile —, não é racional direcionar recursos escassos para a produção de automóveis. É mais sensato trazê-los de fora. Em outros países, como EUA, Canadá e Alemanha, produzir dentro e também importar é o arranjo mais sensato, pois a demanda é grande.

    Já quando um governo decide dificultar as importações para favorecer uma indústria já estabelecida — como ocorre com a indústria automotiva no Brasil —, ele não apenas transfere renda de toda a população para esta indústria (vide que os preços dos carros no Brasil nunca caem, mesmo em meio a uma brutal recessão e a uma acentuada queda na demanda), como ainda aumenta o custo do cidadão comum adquirir este produto. Toda essa perda de eficiência ocorre sem que haja nenhum ganho."


    Ou seja, o artigo em momento algum diz que o Brasil deve fechar suas 10 montadoras. O artigo diz, isso sim, que elas não devem ser protegidas por tarifas de importação e que o governo não deve interferir no sistema de preços, deixando para o consumidor brasileiro a tarefa de escolher -- por meio de suas livres opções de consumo -- quantas e quais montadoras ele quer operando aqui dentro.

    Pode até ser que, com a abolição das tarifas de importação e com a não-interferência do governo, os preços dos carros caiam tanto que a demanda exploda, levando à abertura de ainda mais montadoras aqui dentro.

    De novo: quem tem de decidir o formato do mercado são os consumidores operando dentro de um arranjo de preços livres e sem interferência do governo.

    Qual o problema com essa liberdade?

    Por fim, qual o problema de pensar o Brasil como um conjunto de territórios do tamanho da Nova Zelândia e do Chile? Se o ABC paulista quer ter montadoras, perfeito. Mas por que um piauiense deve ser proibido de importar carros
    baratos? Por que ele deve ser forçado a garantir os lucros da ANFAVEA?
  • marcela  27/01/2017 11:25
    O fato do Brasil ter 200 milhões de habitantes e a Nova Zelândia apenas 4 milhões é irrelevante. Nós temos muito mais terras e recursos minerais que eles e somos grandes exportadores de commodities. Devido à grande demanda é lógico que haverá montadoras no Brasil, diferente da Nova Zelândia que tem população pequena e da Austrália que tem população quase 10 vezes inferior à brasileira. O ideal seria o governo zerar o IPI para montadoras estabelecidas no Brasil e liberar a importação. Haverá algo parecido com a seleção natural de Darwin, apenas os mais fortes e os melhores sobreviverão. Ganhará o povo que terá carros melhores e mais baratos
  • Carlos Neto  31/01/2017 11:46
    longe de ser especialista mas essa não acho que seja dificil de responder: para sustentar cerca de 50.000 empregos, 30 milhoes de pessoas acabam pagando 10, 20 mil reais a mais em veículos. Fosse pago um valor justo, estipulado pelo mercado e não fruto de um oligopólio descarado, esse mesmo $$$ estaria circulando pela ecoonomia em outras áreas e produzindo riquezas para outros setores. O mesmo acontece com a gasolina, energia elétrica, etc...

    E pelo fato de sermos um país de dimensão continental, com leis mais simples (tributaria e trabalhista) teriamos ainda sim fabricas de automoveis.

    Outro fator que não vi muita discussão é o fato de que o protecionismo é muito nefasto também pois acaba impedindo o avanço tecnológico. Ora, se empresas de garagem conseguirem lançar satelites ou produzir drones baratos e eficientes alguém acha que o governo nao tentará boicota-las com regulações intransponiveis para assegurar que o mercado seja todo de seus sócios? No Brasil ajá há uma "regulação natural" com o absurdo sistema tributário.
  • Lopes  27/01/2017 01:31
    Enquanto a Nova Zelândia transforma ovelhas em carros, o Brasil transforma papel em emenda parlamentar.

    Não se preocupem. Um dia será passada a quincentegésima lei que finalmente transformará o país em super-potência.
  • Paulo Bat  27/01/2017 01:41
    A briga de Trump com a Carrier e com a Ford aparentemente teve sucesso pois as duas desistiram de levar suas fábricas para o México. Somando as duas, cerca de 2 a 4 mil empregos salvos.

    Digamos que cerca de 100 milhões de potenciais consumidores de carros e aparelhos de ar condicionado, num total de 300 milhões de habitantes dos EUA, devem estar felizes. Pois vão pagar um pouco mais por carros e aparelhos de ar condicionado produzidos nos EUA mas, estão salvando 2 a 4 mil empregos que iriam para os (agh) latinos.

    Com este sucesso inicial, tenho duas ideias para o Trump:

    1) Já que evitar que a fábrica da Ford vá para o México salvou cerca de 2 mil empregos, por que não proibir que a fábrica da Ford use robôs? Seriam mais milhares de empregos salvos já que todo mundo sabe que embora os "malvados" mexicanos "roubem" empregos dos americanos, robôs "malvados" "roubam" muito mais.

    2) Já que Trump está acusando algumas empresas de, de forma "malvada", roubarem empregos de americanos, levando suas fábricas para o México, e ameace as mesmas de, caso continuem com este absurdo de pensarem mais em seus acionistas do que na pátria amada, sobre taxa-las em 20 a 35%, dou a seguinte humilde sugestão a ele:

    Taxe todas as empresas que façam a ousadia de produzir fora dos EUA (ops, America) e queiram exportar para os ingênuos consumidores americanos.

    Assim, a partir deste momento, americano que é americano só compra produto produzido nos EUA.

    Costa e Silva e Médici já avisaram lá de cima que aprovam. Afinal foi assim que eles pensaram no Brasil grande. Tudo criado e produzido dentro do pais. Só se compra, no máximo, matéria prima. Eles até já deram uma ideia para o Trump de uma tal de lei da informática e de que só construtoras do pais participarem de obras do governo. Um tal de clube de empreiteiras que nasceu em 1969, construiu (?) as Transamazônicas da vida e teve seu auge com o petrolão.

    Mas, Mises diria: estas duas sugestões vão totalmente contra a livre iniciativa e a longo prazo os consumidores americanos iriam sofrer. Ao que Trump replica: mas aí já passou meu tempo de presidente, 4 ou no máximo 8 anos.

  • Iniciante  27/01/2017 01:54
    Não entendi este trecho:

    "vide que os preços dos carros no Brasil nunca caem, mesmo em meio a uma brutal recessão e a uma acentuada queda na demanda"

    Qual o motivo dos preços dos carros no Brasil não baixarem, mesmo me período recessivo e alta queda na demanda?
  • Profissional  27/01/2017 02:04
    Essa é fácil:

    1) As montadoras brasileiras operam em um mercado protegido pelo governo. A importação de automóveis novos é tributada por uma alíquota de 35%. Já a importação de automóveis usados é proibida;

    2) Com o recente esfacelamento do real perante o dólar, o custo de qualquer importação aumentou sobremaneira. Ou seja, além das tarifas de importação, temos também uma moeda fraca, que encarece ainda mais as importações.

    Ou seja, por causa do governo, as montadoras brasileiras operam em um regime de mercado semi-fechado, sem sofrer nenhuma pressão da concorrência externa. Elas praticamente usufruem uma reserva de mercado criada pelo governo. O brasileiro é praticamente proibido de importar carros, e não tem moeda para isso.

    Na Europa, nos EUA (e na Nova Zelândiae no Chile), não há restrições à importação de carros estrangeiros. A consequência disso é uma maior concorrência, o que faz com que os carros de lá sejam realmente decentes, tenham preços baixos e tenham muito mais opcionais de série.

    Já aqui, onde o mercado é fechado, não há motivo nenhum para as montadoras cobrarem pouco e oferecerem bons serviços. Não há concorrência externa. Não há como o brasileiro comum comprar carros usados do exterior.

    Agora me diga: quem é que, operando em um regime de reserva de mercado, terá lucros baixos?

    Num cenário desse, meu caro, as montadoras só não cobrariam caro se fossem extremamente idiotas.


    P.S.: Ah, sim: há carros usados brasileiros sendo importados pela Alemanha, o que reduz bastante a oferta no mercado interno, pressionando os preços.

    www.noticiasautomotivas.com.br/brasil-ja-exporta-carros-de-luxo-usados-para-a-alemanha/
  • Iniciante  27/01/2017 16:45
    Olá, Profissional,

    entendi sob a perspectiva das limitações de importação de veículos.

    Mas atualmente temos várias montadoras de carros disputando o mercado: Fiat, GM, VW, Ford, Renault, Hyundai, Toyota, Honda, Nissan, Pegeout, ...

    Diante desse cenário competitivo, os preços não deveriam cair com a baixa demanda e a competitividade?
  • Bruno Feliciano  07/04/2017 23:25
    Uma coisa que é proibida no Brasil que quase ninguém sabe: Carros com o volante do lado direito.

    Sim, se você quiser comprar um carro Inglês ou japonês via importação independente, e o mesmo tem volante do lado direito, é proibido!
  • gabriel  27/01/2017 09:51
    concordo, mas acho que esta faltando um elemento na conta de custos/beneficios: ao taxar importacoes, o pais gera uma receita de impostos, que seriam beneficos ao pais. Poderiam comentar por que esse beneficio nao foi incluido na analise por favor? Obrigado
  • Chalita  27/01/2017 11:23
    Quais os benefícios oriundos da taxação? Aqui mesmo no Brasil a importação de carros é tributada em 35%. Você poderia comentar quais são esses benefícios que você inclui em sua análise, por favor?

    P.S.: os únicos beneficiados são os políticos e os burocratas do estado.

  • Felipe  27/01/2017 13:39
    gabriel,

    Não foi comentado porque não há benefício. A receita da taxa de importações é um valor que foi retirado das pessoas e repassado ao governo.

    Suponha que você tem R$ 135 mil, e você quer importar um carro que custa o equivalente a R$ 100 mil (não inclui taxa de importação).

    Cenário A - taxa de importação de 35%
    Você paga R$ 100 mil pelo carro e mais R$ 35 mil para o governo (que vai perder a maior parte disso na burocracia, ineficiência e corrupção, sem retornar praticamente nada para a sociedade).

    Cenário B - taxa de importação de 0%
    Você paga R$ 100 mil pelo carro, e ainda sobra R$ 35 mil no bolso para você fazer o que quiser: comprar mais alguma coisa, investir, doar para instituições de caridade, etc.

    Percebe como não há benefício? No cenário A você terminou mais pobre do que no cenário B.
  • gabriel  27/01/2017 14:30
    sim, mas em teoria, o governo poderia deixar de cobrar impostos em outros setores, ja que esta faturando com o imposto de importacao, nao?
  • Chalita  27/01/2017 14:45
    Aí você demonstra não estar raciocinando corretamente.

    Permita-me tentar desenhar: se o governo impõe uma tarifa de importação alta sobre automóveis, sua intenção não é arrecadatória, mas sim protecionista. Ele não visa arrecadar mais dinheiro com essa tarifa, mas sim desestimular que os nativos importem carros estrangeiros, obrigando-os a comprar carros nacionais.

    Até aqui tudo bem?

    Agora, se a tarifa de importação passa a arrecadar tanto dinheiro para o governo ao ponto de "o governo poder deixar de cobrar impostos em outros setores", então isso significa que a tarifa de importação não desestimulou em absolutamente nada a compra de carros estrangeiros. Consequentemente, os nativos continuam comprando carros estrangeiros a rodo. Logo, a indústria automotiva nacional -- pelo menos neste cenário descrito -- continua sem ter motivos para existir.

    Por definição.
  • gabriel  27/01/2017 16:01
    Oi Chalita. Em primeiro lugar, obrigado por sempre responderem tao rapido as perguntas, e parabens pelo site, eu genuinamente adoro as abordagens e leio todos os dias.
    Com relacao a essa pergunta, acho que nao eh um cenario binario. Acho que pode haver um nivel de imposto que permite tanto que a industria nacional ganhe alguma demanda, quanto mantenha outra parte da demanda por importados. Nesse cenario intermediario, o governo estaria arrecadando e abrindo espaco para a industria nacional, nao estaria?
  • João  27/01/2017 12:45
    Caros leitores do IMB, por acaso acham que o Chile tem chance de escapar do populismo?
  • República de Curitiba  27/01/2017 12:52
    Prezados,

    Como de praxe, mais um excelente artigo. Torcer para que o Trump o leia.

    Mas, dessa vez, discordo de uma parte:

    "Mas tudo piora. E agora vem a parte principal. Construir indústrias automotivas e fabricar carros exigirá que vários recursos escassos sejam desviados para esses empreendimentos. Mais minério de ferro, mais aço, mais borracha, mais alumínio, mais plásticos, mais maquinários, mais eletricidade etc. serão demandados pelas montadoras. Consequentemente, haverá menos desses recursos disponíveis para o resto da economia, principalmente para os produtores exportadores. Mais aço, alumínio, borrachas, peças e maquinários demandados pela indústria automotiva significam menos desses itens disponíveis para os maquinários dos mineiros, as colheitadeiras dos agricultores, os barcos dos pescadores, e os tratores e caminhões dos madeireiros."


    Acredito que esse seja um resultado no curtíssimo prazo apenas. A longo, a tendência é que, com o aumento de demanda, novos players entrarem no mercado e aumentarem a produção e produtividade do país em relação a essas commodities.

    É claro, isso não é um ganho que compense a perda do poder de compra da moeda daqueles países.

    Por isso, sou a favor de, quer que seu país aumente sua competitividade em determinado setor?

    Apenas corte os impostos daquele setor.
    Aí teremos (considerando a priori, que todas as outras variáveis logísticas de mercado etc tornam o país competitivo) um novo mercado que impulsionará a competição em vários outros setores correlacionados.
  • Guilherme  27/01/2017 13:45
    Você incorreu no mesmíssimo erro lógico do leitor "Tano" acima.

    Você confundiu decisão voluntária (feita sob um ambiente de preços livres) com decisão forçada (feita sob um ambiente de distorção estatal do mercado).

    Eis o ponto crucial: em uma economia livre, não é o governo quem incentiva ou desincetiva a criação de empresas, mas sim o sistema de preços livres.

    Uma coisa é uma empresa decidir se estabelecer em um local em decorrência dos sinais emitidos pelo sistema de preços. Outra coisa é uma empresa se estabelecer em um local em decorrência de uma manipulação artificial do governo no mercado. Se os sinais emitidos pelo sistema de preços sugerem que uma empresa deve se estabelecer ali, então todos ficam em melhor situação. Por outro lado, se uma empresa surge ali porque o governo lhe promete uma reserva de mercado, então surgirão todos os problemas descritos no artigo.

    Saber distinguir um arranjo do outro é essencial. É a diferença entre investimento sensato, que se sustente por conta própria, e investimento artificial, que só se sustenta com ajuda do governo. (Vide as montadoras brasileiras, que vivem pedido pacote de socorro do governo).
  • República de Curitiba  27/01/2017 15:20
    Guilherme,

    Grato pela resposta. Confesso que não havia pensado por essa maneira, em que o mercado criado seria artificial.



  • Alex   27/01/2017 16:51
    So uma correcao: Canada tambem nao precisa. Mas temos uma politica de industria automotiva e temos o mesmo problema descrito no artigo.
  • Fernando   30/01/2017 13:14
    O artigo faz sentido. Porém nada é absoluto, o mundo é incerto: e se tivéssemos uma nova era geológica capaz de transformar radicalmente nossos meios de subsistência? Se temos aqui nos trópicos, especialmente no Brasil, tudo que dispomos para sobreviver, e todo esse parque industrial, com certeza passaríamos se não com dificuldades, incólumes por turbulências causadas por um asteróide por exemplo. Enquanto isso nações dependentes de importações morreriam de fome.
    Daí o que fariam os neozelandezes, os japoneses, entre outros povos? Aqui no Brasil temos tudo, a recuperação seria mais rápida, temos arroz, feijão, comida, indústrias de automóveis, ferro, aço, água sobrando...
    Portanto, de todo não é ruim nossa posição, o que precisamos é apenas libertar-nos do fardo tributário, da burocaria e dos sindicatos.
  • Brandt  30/01/2017 13:20
    É isso aí. Este tipo de argumento (literalmente fantástico) foi o único que restou.

    "Temos de manter tudo como está, pois, se cair um asteróide, passaremos incólumes!"

    Dica: se cair um asteróide, todo o parque industrial e todas as plantações serão 100% destruídas. Todos os países ficarão igualmente arrasados. Gênio.
  • 4lex5andro  31/01/2017 17:14
    Não é só redução de impostos, mas também queda de barreiras ás importações/exportações.

    Quanto o negócio de asteroide ou meteoro, sem comentários.
  • Gabriel  30/01/2017 16:11
    "Enquanto isso nações dependentes de importações morreriam de fome.
    Daí o que fariam os neozelandezes, os japoneses, entre outros povos?"

    Ignorando a fantasia do resto do seu comentário, eles simplesmente comprariam comida de fora ora bolas. Poderia ser até do Brasil, já que você mesmo disse que nós teremos comida SOBRANDO, ou seja, disponível para exportação.

  • Angelo Godinho  02/02/2017 17:33
    Nas aulas de geografia, sempre foi dito que exportar commodities e matérias-primas e importar bens industrializados não gerava desenvolvimento; que bom mesmo era fabricar tudo no próprio país...
  • Vitor  02/02/2017 19:29
    Caso você possua dominância da língua inglesa, leia este pequeno panfleto escrito por Bastiat em 1845 atacando esta ideia: Raw Materials
  • P.Neves  04/02/2017 21:48
    Desculpem se meu comentário for meio idiota, mas é que só comecei a ler sobre economia agora. É o seguinte: Se o Chile produz cobre e outros minérios e os exporta, importando carros de outros o que acontecerá quando o minério acabar? viver exportando recursos naturais que podem se esgotar não é meio perigoso? Não seria útil para o Chile por exemplo investir em industrias para transformar o minério chileno e de outros países em carros e exporta-los, tendo certo prejuízo agora mas garantindo que futuramente quando o minério acabar o pais terá outra fonte de renda?
  • Raphael  05/02/2017 18:51
    Quando o minério e o cobre acabarem, meu caro, toda e qualquer indústria vai pro saco. Nenhuma terá qualquer utilidade. De nada adiantará ser industrializado se não houver cobre e minério.

    Nada é feito sem cobre e minério.

    A nossa sorte, no entanto, é que não há nenhum risco de isso ocorrer.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=833
  • Andre  05/02/2017 19:36
    O Chile já fornece o minério de cobre refinadíssimo, e mesmo isso utiliza um recursos mais que escasso para eles, água, já que fazem a exploração de seu minério de cobre no deserto mais seco do mundo, onde também plantam uvas e sustentam consumo humano. Fique tranquilo que de administração de recursos naturais escassos poucos entendem mais do que o Chile.
    E sua população apesar de profunda esquerdização entende perfeitamente que a economia do país não aguenta uma aventura industrializadora irresponsável como fizeram seus vizinhos Argentina e Peru, destaque para este último que aprendeu a lição e mantém ritmo bom de crescimento.
  • Paulo Bat  06/02/2017 01:05
    André

    A história não é bem assim. Apesar do Atacama ser o deserto mais árido do mundo, a água que alimenta a produção mineral, vegetal e consumo humano vem do degelo de neve dos Andes, situado a oeste do Atacama. Antofagasta, onde quase nunca chove, é famosa pelos jardins floridos e fontes, tudo alimentado pelos Andes, localizado mais de cem quilômetros a oeste das geleiras.

    O Chile produz uvas em cinco regiões, sendo que só em uma há também produção de cobre, a região de Norte Grande, parte do deserto do Atacama, sendo responsável por 14,8% da produção da produção de uva.

    A maior parte da produção de uvas é irrigada através do degelo de neves dos Andes, que alimentam os rios tanto para o Chile quanto para a produção de uvas na Argentina.

    Na região do Atacama ocorre uma "guerra pela água" entre os produtores de cobre os produtores de uva.

    Fontes:
    https://en.wikipedia.org/wiki/Chilean_wine
    https://en.wikipedia.org/wiki/Mining_in_Chile
    www2.inia.cl/medios/biblioteca/serieactas/NR26069.pdf
    www.bbc.com/news/business-17423097
    https://www.ft.com/content/bced72c4-0608-11e6-9b51-0fb5e65703ce
    www3.aguasantofagasta.cl/empresa/ruta-del-agua.html

    Por outro lado não entendi a afirmação que industrialização é esquerdismo. Sendo assim, Cuba, Venezuela e Coreia do Norte seriam altamente industrializadas e Suíça, Japão, Estados Unidos, Grã-Bretanha, Alemanha, Canadá, Dinamarca não.
    Aliás, a revolução industrial foi iniciada na Inglaterra do século XIX
  • Andre  06/02/2017 09:50
    A origem da água não a faz menos escassa, região de Antofagasta tem o metro cúbico mais caro do mundo, Copiapó o segundo, agradeço as fontes, para reforçar ainda mais o que teci em meu comentário.
    Esquerdismo é "aventura industrializadora irresponsável" e não "industrialização", mais atenção na próxima.
  • Paulo Bat  06/02/2017 22:48
    Em nenhum momento disse que a água não é um recurso escasso. Aliás, até passei um link sobre a guerra da água. Quanto a água doce andina que abastece o Atacama ser a mais cara do mundo, acredito que possa ser mais cara do que a obtida no estado do Paraná, por exemplo.

    Mas, se considerarmos o desértico Oriente médio, os 90% do território da Austrália, também desérticos e as regiões desérticas do oeste/ noroeste da China, onde vivem dezenas a centenas de milhões de habitantes. só para ficar em três exemplos, acredito (ou seja, não tenho certeza) que lá a produção de água para consumo humano, animal e agricultura sejam mais caras e tecnicamente mais complicadas. Pois no Atacama, a produção de água é natural e constante (degelo de geleiras) e o transporte é feito por gravidade, através de aquedutos, aproveitando o desnível entre a cordilheira e a costa.


    Mas, só escassa na região do Atacama, que fica ao norte do Chile. A maior parte das uvas é produzida ao sul do Atacama.
  • Iniciado  13/02/2017 16:03
    Leandro, algumas dúvida surgiram no presente artigo.

    "Com menos vendas ao exterior, a própria capacidade de importação do país diminui, o que pode afetar diretamente o padrão de vida de toda a população."

    Podemos deduzir com esta frase que a importação está estritamente ligado a exportação ou vice-versa?

    Então seria puramente lógico haver exportação para importar ou essa relação não acontece?

    Isso seria a balança de pagamentos?

    Eu juro que ainda não compreendo essa relação de importação, exportação e balança de pagamentos. Pelo que eu estudo até aqui, o dinheiro que seria da exportação é usado para comprar produtos importados, esta seria a balança de pagamentos. Mas o que não compreendo é que eu mesmo não sendo exportador posso comprar um produto importado dos EUA.

    Se a relação é essa, como são feita as trocas em termos monetários? Seria uma troca de moeda por outra? Ou o exportador recebe uma conta já com o dinheiro depositado no exterior ou aqui? Existem agências que enviam dinheiro para outro país, seria por este sistema? Isto afeta o câmbio no curto prazo e longo prazo?

    Essas são as dúvidas que me perseguem quanto a esse assunto.

    Obrigado.

  • Leandro  13/02/2017 17:36
    "Podemos deduzir com esta frase que a importação está estritamente ligado a exportação"

    À exportação e/ou aos investimentos estrangeiros (tanto em instalações físicas quanto especulativos).

    Só consegue importar quem tem acesso a dólares. E acesso a dólares ocorre quando um país exporta ou quando recebe capitais estrangeiros.

    "Isso seria a balança de pagamentos?"

    Isso que descrevi acima, sim. O balanço de pagamentos, em termos bem simplistas, computa todo o comércio exterior mais a quantidade de dinheiro estrangeiro movimentado via conta de capitais (investimentos para ampliar capacidade física e em portfolio).

    "Eu juro que ainda não compreendo essa relação de importação, exportação e balança de pagamentos."

    Espero que agora esteja um pouco mais fácil.

    "Pelo que eu estudo até aqui, o dinheiro que seria da exportação é usado para comprar produtos importados, esta seria a balança de pagamentos."

    Não, seria a balança comercial.

    "Mas o que não compreendo é que eu mesmo não sendo exportador posso comprar um produto importado dos EUA. Se a relação é essa, como são feita as trocas em termos monetários? Seria uma troca de moeda por outra? Ou o exportador recebe uma conta já com o dinheiro depositado no exterior ou aqui? Existem agências que enviam dinheiro para outro país, seria por este sistema? Isto afeta o câmbio no curto prazo e longo prazo?"

    Eis como funciona:

    Quando um brasileiro exporta soja para os EUA, não entram dólares na sua conta bancária aqui no Brasil. O dólar não é moeda corrente aqui e nem na esmagadora maioria dos países do mundo. Sendo assim, o dólar não "entra" nesses países via sistema bancário e nem muito menos sai do sistema bancário americano.

    O que ocorre na prática é que o exportador brasileiro adquire a titularidade de uma conta bancária, em um banco americano, em dólares. Ato contínuo, ele pode decidir entre vender a titularidade dessa conta bancária para outra pessoa (normalmente para um banco brasileiro ou para um importador brasileiro, que então depositará reais em sua conta em um banco brasileiro) ou manter a propriedade dessa conta em dólares, decidindo investir esses dólares na própria economia americana (comprando ações, debêntures ou até mesmo títulos do governo americano).

    Perceba que os dólares nunca saíram dos EUA. A única coisa que aconteceu foi que a titularidade de uma conta bancária em um banco americano mudou de dono: um importador americano de soja brasileira repassou uma parte de seus dólares para um exportador brasileiro, que então decidirá o que fazer com os dólares dessa conta: ele pode vender para um banco brasileiro ou para um importador brasileiro, sempre em troca de reais.

    No seu caso, que está importando um bem estrangeiro, ele vai repassar os dólares para a pessoa de quem você comprou.
  • Dempsey Ramos  26/02/2017 16:10
    Sinceramente, apesar da linguagem clara e bem humorada utilizada neste artigo, onde segundo seus autores tudo acontece através de "mágicas" e "magias", como se não existissem leis econômicas, que não são nem um pouco mágicas, mas resultado objetivo de fatos e dados matemáticos da realidade, acredito que SÓ FALTOU serem ditas duas coisas:

    1) commodities, por serem produtos primários, sempre tiveram preços mais baixos, no comércio internacional, comparados aos preços dos produtos secundários (industrializados), os quais possuem um VALOR AGREGADO muito maior;

    2) automóveis, por mais "especializada" que seja a economia rural, agrícola ou mineral de um país, se este país primário quiser, da forma mais "livre" possível, sem qualquer interferência estatal, quiser reduzir/limitar todo o seu comércio externo apenas à venda de vacas, ovelhas e minério e, SÓ COM ISSO, comprar automóveis, o resultado é matemática e economicamente bem previsível: balança comercial negativa.

    A comprovação do meu argumento pode ser encontrada nos dados objetivos do COMÉRCIO EXTERIOR da Nova Zelândia (algo que não abrange "mágica" alguma), pois a NZ é um país que apresenta, desde 1970, uma balança comercial permanentemente negativa (saem mais riquezas do país do que entram = empobrecimento). Este dado está associado a uma crescente dívida externa, que também, desde 1996, não parou de crescer até agora 2017. Podem examinar aqui pt.tradingeconomics.com/new-zealand/current-account e aqui pt.tradingeconomics.com/new-zealand/external-debt.

    Em resumo, das duas uma:

    1) ou os autores deste texto realmente queriam contar "uma piada" para nós, uma forma jocosa de dizer que países com "toda" sua pauta de exportações concentrada no setor primário precisam fazer "mágica" para enriquecerem;

    2) ou os fundamentos e as leis da economia mudaram recentemente, de uma forma tão radical, que até mesmo uma pequena republiqueta do Pacífico (desculpem-me a redundância), uma pequena ilha "especializada" apenas em plantar bananas, poderá enriquecer e ter "toda" sua população motorizada e com carros na garagem.

    Diante disso tudo, o que os autores poderiam dizer sobre a REVOLUÇÃO DA INFORMAÇÃO?

    Se antes, bastava ter terra, capital e trabalho como fatores "antigos" geradores de riqueza, hoje é essencial possuir um 4º ingrediente: CONHECIMENTO - ciência, tecnologia, inovação (só os países que conseguirem desenvolver esse 4º fator é que terão riqueza e prosperidade de modo sustentável, sem dívidas e sem balanças comerciais negativas).

    E tudo isto acima, digo sob o pressuposto de uma LIBERDADE "ABSOLUTA" na economia, sem qualquer intervenção estatal. O que digo acima é sob o pressuposto de sociedades livres que "escolham": ou plantar bananas (SÓ ISSO), ou desenvolverem sua própria revolução do conhecimento.
  • Patrick  26/02/2017 18:03
    Prezado Dempsey, o que é realmente uma piada é o seu conhecimento econômico. Este sim é plenamente jocoso, uma pândega só.

    Primeiro você diz que:

    "se um país "quiser reduzir/limitar todo o seu comércio externo apenas à venda de vacas, ovelhas e minério e, SÓ COM ISSO, comprar automóveis, o resultado é matemática e economicamente bem previsível: balança comercial negativa."

    Nossa! Uma balança comercial negativa!

    E daí? Qual é o problema de uma "balança comercial negativa"? Além de Nova Zelândia, EUA, Reino Unido, Canadá, e Austrália são países que chafurdam na miséria, pois têm setores externos deficitários há 40 anos. São miseráveis? Já os países da África e a Venezuela sempre tiveram superávits comerciais. São países invejáveis?

    Comece entendendo esse básico: não existe isso de déficit comercial "entre países"; o que existe é uma população produzindo e outra população comprando. Por exemplo, os americanos compram dos mexicanos US$ 60 bilhões a mais do que os mexicanos compram dos americanos. Até onde se sabe, trata-se de uma ação completamente pacífica e voluntária. Os americanos voluntariamente compram produtos fabricados pelos mexicanos. Ninguém os obriga a isso. Nenhum americano é coagido a isso. Nenhum americano é agredido por isso.

    Igualmente, você possui um "déficit comercial" com o supermercado que você frequenta ou com o restaurante em que você almoça — ambos os quais lhe fornecem bens e serviços em troca do seu dinheiro. Qual exatamente é o problema com este arranjo?

    Segundo você, tal relação mútua e pacífica entre cidadãos do país A (compradores voluntários) e cidadãos do país B (vendedores voluntários) é deletéria para o país A e deve ser revertida. Trata-se do perfeito exemplo da mentalidade mercantilista, que acredita que, em uma transação comercial, só o lado vendedor ganha, e o comprador só perde.

    O curioso é que, se este raciocínio realmente for levado a sério, jamais deveria haver uma única transação comercial na história do mundo. Quem iria comprar algo, se comprar é sinônimo de perder?

    Este, aliás, é o problema de se ver a economia como apenas uma massa agregada de números, ignorando o indivíduo. Transações que, em nível individual, são benéficas para ambos os lados, repentinamente tornam-se deletérias quando analisadas agregadamente. Algo completamente sem sentido.

    Aliás, é curioso que Nova Zelândia sempre teve déficit comercial e o Brasil sempre teve superávit comercial. Pela sua lógica, era para o Brasil ser invejável e era para a Nova Zelândia estar chafurdando na miséria. Né?

    Mas piora. Você diz que:

    "NZ é um país que apresenta, desde 1970, uma balança comercial permanentemente negativa (saem mais riquezas do país do que entram = empobrecimento)."

    Isso é de uma ignorância avassaladora. Se um país está importando mais do que exportando, isso significa que mais riquezas estão entrando no país. Por definição. País que importa mais do que exporta tem uma população repleta de bens de consumo à sua disposição. Além dos bens produzidos internamente, ela ainda tem à sua disposição os bens produzidos por outros países. Sua população vive na abundância.

    Já um país que exporta mais do que importa tem sua população vivendo na escassez. Os bens produzidos no país são mandados para fora e não são contrabalançados por outros bens que entram no país. Ou seja, o que é produzido internamente é mandado para fora e não é suprido por importações. Consequentemente, a população usufrui menos do que aquilo que ela própria produziu.

    Sua população vive numa escassez.

    Se você levasse seu raciocínio (tosco) à sua conclusão lógica, diria que os países africanos são pujantes (eles exportam muito e não importam nada). Aliás, a Venezuela deve ser de uma riqueza só, pois exporta muito petróleo e não importa nada. E sempre uma balança comercial positiva. E diria também que EUA, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia são países que chafurdam na miséria, pois têm setores externos deficitários há 40 anos e suas moedas são fortes.

    É cada ignaro que despenca por aqui:

    Por que economistas são histéricos em relação à balança comercial?

    Países não comercializam com outros países; apenas indivíduos o fazem

    Qual o benefício de exportar mais do que importar?

  • Dempsey Ramos  26/02/2017 22:47
    Olá Patrick,

    agradeço-lhe pela sua gentil e respeitosa resposta, aliás bastante educada e esclarecedora
    por sinal.

    Antes de mais nada quero dizer que admiro bastante as postagens do Mises Brasil e que
    meu questionamento foi um pouco "provocador" porque o título da matéria coloca um
    foco muito forte na RELAÇÃO DIRETA entre produtos primários (vacas, ovelhas, uvas e
    cobre) e produtos secundários (automóveis), como se APENAS a troca entre esses bens
    pudesse trazer riqueza "de modo sustentável" para a Nova Zelândia.

    É óbvio e evidente, concordo plenamente contigo, que se "além das vacas", a Nova Zelândia
    puder contar com dinheiro extra, obtido através de investidores estrangeiros, então
    poderá pagar com facilidade o preço dos automóveis, independente da balança comercial
    permanecer negativa, pois o dinheiro das exportações das vacas não é contabilizado com
    o dinheiro que entra como investimento estrangeiro (são contas separadas).

    Mas como eu disse, o título da matéria INDUZ a ideia de que "apenas o dinheiro das vacas"
    é que existe na Nova Zelândia para ser usado na compra dos automóveis:

    "Assim funciona a mágica produção de carros nestes dois países. Eles exportam produtos e,
    com o dinheiro dessa exportação, importam automóveis."

    Em um cenário como este (onde só existe o dinheiro das vacas e nada mais), por mais que
    os automóveis representem "riqueza" crescente à disposição dos neozelandeses, seria uma
    riqueza ancorada em uma crescente dívida externa (porque sem o dinheiro extra dos inves-
    tidores internacionais, se a NZ só recebe 1000 ao ano pela exportação das vacas, mas gasta
    1500 ao ano pela importação de carros, então para ter essa "riqueza" - automóveis, a NZ
    estará criando uma dívida de 500 ao ano).

    Foi neste sentido que eu afirmei que a Nova Zelândia está empobrecendo, pois com base
    no quadro fático que o título INDUZ: "só o dinheiro das vacas" é trocado pelos automóveis.

    Em algum momento, no futuro, esta dívida terá que ser paga OU, como ocorre com qualquer
    devedor individual, os bens comprados serão recuperados à força por quem vendeu e não
    recebeu o preço.

    No caso de países que não recebem investimento estrangeiro (dinheiro extra) suficiente para
    cobrir essa diferença (dívida externa), o resultado é uma crescente PERDA DE LIBERDADE E
    AUMENTO DA VULNERABILIDADE.

    Vacas nunca valerão tanto quanto valem automóveis. Exceto se a quantidade de vacas fosse
    tão grande que, mesmo com um preço unitário bem baixo, típico das commodities em geral,
    pelo seu grande VOLUME seria possível pagar, "só com as vacas", o alto preço de cada
    automóvel.

    Quanto aos demais países mencionados por você, não digo os africanos nem a Venezuela,
    mas refiro-me aos ricos e prósperos, também concordo plenamente que seus déficits na
    balança comercial em nada colocam em risco suas economias, porque de fato são grandes
    recebedores de dinheiro extra, proveniente de investidores do exterior.

    No mais, parabenizo a todos os membros do Mises Brasil e que continuem esse ótimo
    trabalho.

    Abraços
  • Tulio  27/02/2017 12:51
    Prezado Dempsey, nem com essa retratação você consegue se salvar.

    No próprio artigo há um link mostrando o tanto que é exportado em carne, ovos e laticínios e o tanto que é importado de carros.

    Exportação de carne, ovos e laticínios: 12,1 bilhões de dólares.
    Importação de carros: 5,4 bilhões de dólares

    Link das exportações: www.worldstopexports.com/new-zealands-top-10-exports/

    Link das importações: www.worldsrichestcountries.com/top-new-zealand-imports.html

    Tenta outra.
  • Dempsey Ramos  28/02/2017 09:01
    Olá Tulio,

    agradeço-lhe também pelos dados apresentados.

    Após o meu primeiro comentário acima, emitido em 26/02/17 às 16:10, busquei outras informações sobre o mercado de ovelhas neozelandês, e descobri esse interessante artigo www.mises.org.br/Article.aspx?id=2260 que aborda em detalhes "como" foi
    possível aumentar o preço unitário de cada cordeiro de 12,50 dólares em 1987 para 115 dólares em 1999 (algo que, de fato, rompe o paradigma do qual eu utilizei-me para fazer meu comentário).

    Certamente, retiro o comentário inicial feito por mim, pois naquele momento eu ainda não tinha lido o artigo que, só depois, veio a esclarecer-me quanto ao ponto em questão.

    A questão está completamente esclarecida para mim, aproveito o ensejo para desculpar-me se por acaso minha "provocação" foi de algum modo ofensiva aos que contribuíram para o artigo em questão e, mais uma vez, renovo meus votos de estima e consideração, desejando um excelente trabalho a todos.

    Paz e bem,
    Grande abraço
  • Gilson Moura  26/02/2017 21:02
    Esse sujeito deve ser um blogueiro do jornalggn, até pouco tempo atrás estávamos debatendo sobre isso. Ele deve ter vindo aqui tentar "refutar" os argumentos apresentados, mas como sempre o mainstream segue como piada.

    jornalggn.com.br/blogs
  • Emerson Luis  01/04/2017 14:52

    A realidade vive fazendo bullying com as teorias estatistas.

    * * *
  • Luan  17/05/2017 00:57
    Tem vários jornais falando que a previdência do Chile ta colapsando e que os aposentados estão recebendo muito pouco. Seria legal uma matéria de vcs sobre isso. A presidente socialista de lá está querendo regulamentar e mudar mais ainda o sistema.
  • Salazar  17/05/2017 03:17
    Previdência chilena? Arranjo completamente estatista. O governo obriga o trabalhador a contribuir para um plano. O governo não dá a opção de o trabalhador manter seu salário integral e direcionar uma parte dele para onde ele quiser. O governo obriga o trabalhador a contribuir mensalmente para qualquer uma das empresas amigas do governo (um mercantilismo explícito).

    A partir do momento em que o estado garante uma clientela cativa para essas empresas, acabou a eficiência (e as taxas de administração serão altas). E é isso o que acontece lá. O ramo de previdência privada não possui uma "livre concorrência", todas cobram praticamente a mesma "taxa de administração", e além disto cobram uma "taxa de carregamento" muito elevada.

    Agora, apesar de tudo isso, um chileno que pagou a previdência ao menos consegue se aposentar. Diferentemente do que já está ocorrendo neste exato momento no Brasil (vide funcionários públicos estaduais do Rio).



    P.S.: sintetize, com suas próprias palavras, os atuais problemas com a Previdência chilena.
  • Robson Radons Prestes  12/06/2017 14:23
    Aqui no Brasil impera uma política anti comércio, pra começar carga tributária onerosa e excessiva, burocracia pra tudo (cartórios agradecem) e pra transportar aquilo que vc produz, praticamente um crime, tanto pela tributação até mesmo interna vide ICMS quanto pela logística inadequada, 85% da produção é escoada por rodovias mal feitas, esburacadas e perigosas!
  • Liberdade econômica na Nova Zelândia?  29/08/2017 20:09
    "Liberdade econômica" cobrando 33% de imposto de renda sobre fortunas, 25% de imposto sobre empresas e mais 11% de seguridade social obrigatória, tudo o que os libertários são contra aqui no Brasil.
    "Liberdade econômica" com educação e saúde de qualidade controlados e amplamente subsidiados pelo Estado.
    "Liberdade econômica" com um salário mínimo de 3 mil dólares garantido por lei.
  • Sim, e bastante   29/08/2017 20:51
    ""Liberdade econômica" cobrando 33% de imposto de renda sobre fortunas"

    Nem é sobre fortunas. Esta é simplesmente a alíquota mais alta do IRPF.

    É alta para um libertário? Sem dúvida nenhuma. Mas, ainda assim, é uma das menores alíquotas do mundo ocidental. Ah, era 39% e caiu para 33%, com tendência de continuar caindo. Tá no rumo certo.

    "25% de imposto sobre empresas"

    Também uma das mais baixas do mundo ocidental. Só perde pra Irlanda e Suíça (e, é claro, Hong Kong e Cingapura).

    Ah, e no Brasil é 34%

    "e mais 11% de seguridade social obrigatória, tudo o que os libertários são contra aqui no Brasil.

    11% é a soma total. A empresa paga 3% e o empregado paga 8%.

    Já aqui no Brasil, 11% é só aquilo que o empregado paga. A empresa chega a pagar 20%.

    É óbvio que a Nova Zelândia está longe de ser perfeita (e ninguém aqui afirmou que é, ao contrário de sua calúnia). Mas, comparada ao Brasil, suas baixas alíquotas previdenciárias beiram o libertarianismo.

    ""Liberdade econômica" com educação e saúde de qualidade controlados e amplamente subsidiados pelo Estado."

    Ué, no Brasil também é. Aliás, em quase todos os países do mundo o estado interfere na saúde. Não há como escapar desta praga. Só que aqui no Brasil é melhor ainda: o estado gerencia escolas e hospitais diretamente. Por isso estamos bem melhores que a Nova Zelândia...

    ""Liberdade econômica" com um salário mínimo de 3 mil dólares garantido por lei."

    Oi?! De onde você sacou isso? O salário mínimo é de 12,50 dólares neozelandeses por hora. Isso dá, levando-se em conta uma jornada de 7 horas por dia e 5 dias por semana, 1.750 dólares neozelandeses por mês, o que equivale a US$ 1.269 (taxa de câmbio de 1,37 NZD por USD).

    Um tiquinho abaixo dos seus 3 mil dólares...

    É cada coitado que vem mentir -- e ser humilhado -- por aqui...

    Tenta da novo.
  • yuri  31/08/2017 00:13
    O governo mais forte do planeta Terra domou todo o mercado com apenas uma tomada de três pinos.


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.