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A questão não é o que Trump pode fazer; a questão é o que ele pode desfazer
Aqui vão três singelas sugestões

Na sexta-feira, Donald Trump se tornou o 45º presidente dos Estados Unidos. Os eleitores americanos rejeitaram o diabo que eles conheciam tão bem — Hillary Clinton — e optaram pelo que não conheciam. Por que fizeram isso, e como Trump prevaleceu, é a maior história política da nossa era.

Mas a rejeição do arrogante orgulho progressista — aquilo que Friedrich Hayek rotulou de "a arrogância fatal" daqueles que querem planejar nossas vidas — é o cerne da história.

A esquerda vê a vitória de Trump como uma calamidade absoluta, não obstante Trump tenha as posições sociais e econômicas mais à esquerda da história do Partido Republicano. A esquerda o despreza não obstante ele defenda sindicatos e políticas comerciais protecionistas; não obstante ele pertença à elite chique e progressista de Nova York em vez de ser um desprezado político do interior caipira; e não obstante sua ambivalência em relação a questões morais caras aos cristãos conservadores.

Era de se imaginar que os Democratas estivessem aliviados com Trump, preferindo o magnata nova-iorquino a um ideólogo como Ted Cruz ou Rick Santorum. No entanto, a histeria dos progressistas e sua falta de conhecimento os levaram a atacar o funcionamento do Colégio Eleitoral americano, dentre todas as coisas.

Mas o fato é que os progressistas têm responsabilidade direta pela vitória de Trump. Eles erraram de maneira grosseira ao nomear Hillary Clinton, uma tecnocrata conhecida por sua avidez pelo poder e por sua frieza, a qual fracassou completamente em conseguir apelo perante o cidadão comum americano (daí sua vitória ter ocorrido exclusivamente em estados ricos e elitistas).

Eles mantiveram um ensurdecedor silêncio enquanto o governo Obama, tendo Hillary como Secretária de Estado, passou seus dois mandatos fazendo e expandindo guerras no Oriente Médio (houve uma época em que os progressistas se diziam contra guerras). Eles deram um passe livre aos escândalos envolvendo o governo Obama e a National Security Agency. Eles se regozijaram com a expansão de um executivo que mais se parecia um império e adoraram ver um judiciário ativista — e agora estão em choque ao imaginar esses dois poderes fora de seu controle.

Mas pior de tudo: os progressistas envenenaram a América com sua obsessiva neurose em querer impor uma agenda politicamente correta que causa repulsa no cidadão comum, como querer que meninos urinem no banheiro de meninas, e rotular de "homofóbico" — estando sujeito a multas e até mesmo a prisão — qualquer indivíduo que diga que o casamento é algo que deve ocorrer apenas entre um homem e uma mulher. Ao envenenarem o país com uma falsa narrativa sobre racismo, sexismo, xenofobia e privilégios, como eles queriam que uma contra-reação não fosse o resultado?

Ao demonizarem a religião, a família tradicional, a história e o interior americano, os progressistas deliberadamente politizaram áreas inteiras da vida que simplesmente deveriam estar fora do escopo do governo. Política é guerra, mas também é negócio.

Por outro lado, a vitória de Trump não representa nenhuma vitória para os conservadores. A direita política, embora tenha instalado um Republicano na Casa Branca e tenha ganhado cadeiras no Congresso, está ideologicamente esfrangalhada. Ela é incapaz de apresentar uma ideologia minimamente coerente baseada em individualismo, capitalismo e oportunidades que contrabalance a narrativa progressista baseada na dependência e no vitimismo.

A agenda Republicana se resume a simplesmente ser menos progressista que a dos progressistas, a fazer uma engenharia social que leve a sociedade para outro ponto de chegada. O Partido Republicano, há muito tempo, abriu mão de qualquer defesa de um governo constitucionalmente limitado, como foi demonstrado pela desastrosa presidência de George W. Bush, caracterizada pela esbórnia fiscal e pela explosão da dívida.

Os republicanos continuam profundamente comprometidos com a ideologia do intervencionismo (interno e externo) e da derrubada de governos mundo a fora, uma doutrina política — popularmente conhecida como "neoconservadorismo" — que se originou na extrema-esquerda, e que hoje é capitaneada em sua quase totalidade por indivíduos ex-trotskistas que nunca abandonaram sua sanha intervencionista.

Os republicanos se recusam a abordar a questão do assistencialismo, tanto estruturalmente quanto — ainda mais importante — no sentido de rejeitar por completo o papel do governo na saúde e na Previdência. Acima de tudo, os conservadores abriram mão da guerra cultural: os progressistas hoje dominam a academia, a mídia, a literatura, as artes, as igrejas, as sinagogas e os conselhos administrativos ao redor da América.

Portanto, a pergunta não é o que Trump realmente pode fazer perante esse impasse político e cultural. Essa é a pergunta errada. O que realmente interessa é que ele pode desfazer, ou ao menos evitar fazer. A última coisa de que os EUA necessitam é de mais leis, New Deals ou Contratos com a América. O que o país realmente necessita é de menos controle político sobre a sociedade, o que significa menos envolvimento governamental nas questões econômicas, culturais e sociais do dia a dia.

Há como Trump optar pela abstenção e pela contenção, e não pela ação e pela intervenção, em algumas áreas?

Aqui vão três sugestões.

Primeiro, no que tange à política externa, Trump deveria levar a sério sua promessa de "América em primeiro lugar". Tanto a esquerda quanto a direita se opõem a isso, o que mostra que é uma ótima ideia. Os eleitores abertamente querem um fim aos intratáveis e ilógicos conflitos no Afeganistão e no Iraque, e não querem ver mais dólares sendo desperdiçados, e mais sangue sendo derramado, em tentativas de se instalar democracias ocidentais no sectário Oriente Médio.

Trump deve se manter fora da Síria, parar de agitar o sabre em direção ao Irã, e rejeitar os lunáticos pedidos de recriação de uma Guerra Fria contra a Rússia. Ele deve se recusar a normalizar a ideia de que guerras constantes são uma característica aceitável da vida americana.

Ao confiar em sua natureza empreendedora e fazedora de acordos e ao se recusar a iniciar — ou intensificar — conflitos, Trump poderia surpreender o mundo ao realmente apresentar uma América mais bondosa e gentil.

Segundo, Trump deve abordar com mais seriedade o Federal Reserve (o Banco Central americano). Ao ter a liberdade de comprar títulos do Tesouro e ao manter a taxa básica de juros próxima a zero, o Fed é quem, em última instância, realmente sustenta um Congresso viciado em déficits orçamentários, o que vem afetando a recuperação da economia americana. Com os juros em quase zero, os poupadores (principalmente os mais idosos) estão sendo dizimados, e os investimentos errôneos — que são feitos apenas porque os juros são artificialmente baixos — estão novamente criando bolhas por toda a economia, mais visivelmente no mercado de ações e no mercado imobiliário.

Entrevistar John Allison — o ex-executivo do sólido banco BB&T que defende uma moeda forte — para a vice-presidência do Fed foi um bom sinal. Já nomear Steven Mnuchin, ex-insider do Goldman Sachs, para o Tesouro foi algo que desafinou a partitura.

O Fed é a principal fonte de desajuste da economia, de modo que uma postura anti-Fed seria uma boa política e uma ótima propaganda política. É hora de acabar com o mito de que a política monetária pode tornar um país rico. Apenas para começar, Trump deveria pressionar o Congresso a aprovar o projeto de lei do Senador Rand Paul, que exige uma auditoria do Fed.

Finalmente, Trump deveria usar sua plataforma para continuar atacando o politicamente correto e sua ditadura anti-liberal. O politicamente correto não é apenas mais uma questão social, como aborto ou casamento gay; ele está na base de todas as outras questões, pois é uma tentativa de enquadrar como as pessoas devem pensar e falar. A consciente manipulação da linguagem é uma medida inerentemente autoritária, e o automático desdém de Trump pelo politicamente correto é algo que deve ser mais bem explorado.

Seu Twitter pode ser de grande serventia nesse aspecto.

 

10 votos

autor

Jeff Deist
é o atual presidente do Ludwig von Mises Institute.


  • anônimo  22/01/2017 14:26
    É, só que ninguém, nem mesmo Ron Paul, mexeria no Fed, porque, como disse o Paulo Kogos, qualquer presidente americano que ousar se meter com o Fed, a máfia globalista apaga ele... Eu já imagino que naquela reunião com ele teve com a CIA, FBI e NSA, os bandidos ameaçaram ele...
  • mauricio barbosa  23/01/2017 14:50
    Os donos do FED são sutis e só mostram os dentes na hora necessária,enfim eles tem as cartas na manga para usar na hora certa e só endurecem o discurso na hora que for preciso,ou seja primeiro oferecem apoio e tentam cooptar e só depois ameaçam...Leia a Arte da Guerra e Negociar é Preciso,nestas duas obras mostram como negociar para ganhar sem baixarias e a baixo custo.
  • Alerson  22/01/2017 14:31
    Creio que o discurso de posse tenha gerado essas esperanças. Somos analisados e cobrados por nossas idéias. As idéias são traduzidas pela linguagem e concretizadas pela atitude que gera ação. Até aqui, temos a elucidação da tradução do ideário de Trump; resta-nos aguardar a sequência pragmática e observar como o povo americano irá cobrar as palavras tranformadas em atitudes. Ao menos a linguagem é coerente com as necessidades e anseios de uma grande parcela do seu eleitorado. É um compromisso e tanto!

    Discurso de posse de Donald Trump
    www.midiasemmascara.org/artigos/internacional/estados-unidos/16906-2017-01-22-01-22-46.html
  • anônimo  22/01/2017 15:05
    Bom dia Leandro,

    Lendo esse artigo criticando as baixas taxas de juros , fiquei meio confuso em relacao a este outro artigo, criticando o processo deflacionario criado pelo FED ao aumentar as taxas de juros.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2585

  • Leandro  22/01/2017 15:23
    Qual exatamente é a sua meia confusão?

    Ambos os artigos criticam o artificialismo do Fed, que, ao adotar suas políticas inéditas, anulou completamente o mercado interbancário, abolindo as taxas de juros deste crucial mercado.

    E tal política não apenas gerou um arranjo muito difícil de ser revertido, como ainda adulterou completamante eventuais políticas monetárias futuras e seus efeitos diretos. Apenas uma total restrição ao Fed e às suas operações -- ou quiçá sua abolição -- poderia fazer o serviço de correção desta distorção.

    Qual a meia confusão?
  • anônimo  22/01/2017 16:11
    minha confusao eh, afinal podem os juros estar artificialmente baixos, e ao mesmo tempo estar causando deflacao monetaria? se sim, como evitar isso? deve ser evitado? e a relacao de juros com inflacao nao existe mais?
  • Paulo  22/01/2017 17:26
    "minha confusao eh, afinal podem os juros estar artificialmente baixos, e ao mesmo tempo estar causando deflacao monetaria?"

    Sim, vide Europa. Aliás, deflação monetária é um cenário antinatural, que só existe exatamente quando há intervenção artificial nos juros.

    "Se sim, como evitar isso?"

    Tirando o poder dos BCs de manipular juros e oferta monetária.

    "e a relacao de juros com inflacao nao existe mais?"

    Nunca existiu, como este site seguidas vezes já explicou. O que causa inflação de preços é moeda fraca, e a força da moeda está intrinsecamente ligada à confiança no governo e não a meras manipulações da taxa de juros (vide governo Dilma versus governo atêm-se).
  • Leandro  22/01/2017 19:21
    Boas colocações, Paulo.

    Vou até repetir aquilo que sempre digo:

    Quando um Banco Central estipula a taxa básica de juros de economia, ele está, na prática, decretando um controle de preços.

    Banco Central estipular juros nada mais é do que uma agência governamental controlando o preço do crédito.

    Como ensina a teoria econômica, se o preço de algo for decretado a um valor acima do de mercado, haverá muita oferta e pouca demanda. Inversamente, se o preço de algo for estipulado a um valor abaixo do de mercado, haverá um excesso de demanda, mas pouca oferta.

    Se a prefeitura da sua cidade estipular que o valor dos alugueis, de qualquer imóvel e em qualquer ponto da cidade, está congelando em $100 por mês, o que acontecerá com a demanda por imóveis? Garanto que vai explodir. Mas o que acontecerá com a oferta? Garanto que vai encolher.

    E se a prefeitura fizer o contrário, e estipular que o valor dos alugueis, de qualquer imóvel e em qualquer ponto da cidade, está congelando em $100.000 por mês? Garanto que a oferta vai explodir, mas a demanda vai desaparecer.

    Com o preço do crédito ocorre a mesmíssima coisa.

    O que acontece se o preço do crédito for decretado em um valor acima do de mercado? A oferta será ampla, mas haverá pouca demanda por empréstimos. E se o preço do crédito for decretado em um valor abaixo do de mercado? A demanda por empréstimos será alta, mas a oferta será escassa.

    A correlação entre crédito farto e taxa de juros não é tão direta quanto muitos acreditam.

    É perfeitamente possível haver farra creditícia em um cenário de juros crescentes (toda a bolha imobiliária americana ocorreu em um cenário de juros crescentes, com a Selic deles indo de 1% para 5,25%; quanto mais os juros subiam, mais o crédito se expandia), bem como é perfeitamente viável não haver nenhuma expansão do crédito em um cenário de juros nulos (como o atual cenário europeu e cenário americano, em que a expansão do crédito está ocorrendo a taxas mínimas históricas; daí a total ausência de inflação de preços).

    Portanto, eis algumas conclusões:

    1) Se as taxa de juros sobem, mas os empréstimos se expandem, então está claro que o preço do crédito ainda não encareceu o bastante para desestimular a demanda, mas já está alto o bastante para estimular sua oferta.

    2) Se as taxa de juros sobem, e os empréstimos se contraem, então está claro que o preço do crédito já encareceu o bastante desestimular a demanda (nada se sabe sobre a oferta).

    3) Se as taxas de juros caem, e os empréstimos se expandem, então está claro que o preço do crédito ainda está alto o bastante para estimular a oferta, mas já está baixo o bastante para também estimular a demanda.

    4) Se as taxas de juros caem, mas os empréstimos não se expandem, então está claro que o preço do crédito já está baixo o bastante para desestimular sua oferta (nada se sabe sobre a demanda).


    Só por aí já dá para você entender por que é absolutamente impossível colocar uma agência governamental para decretar o preço do crédito e imaginar que ela irá acertar exatamente qual é o valor que equilibrará todas essas variáveis e levará a economia a um perfeito ponto de equilíbrio.
  • anônimo  22/01/2017 19:46
    Entao na pratica O preco do credito esta tao baixos que OS bancos preferem nao emprestar, e deixar o dinheiro rendendo uma merreca na conta do FED? Na quarta conclusao, suponde que houvesse demanda para o credito, existe algo que possa impedir que OS bancos aumente a taxa de juros Cobrada para assimilate ser vantajoso para eles emprestar?

    E quais motivos pode haver para nao ter demanda por credito Tao barato? (supondo que real enter nao haja tal demanda)

    E Se nao existe relacao de juros com inflacao, no Governo Dilma, nao foi isso q aconteceu? O juros baixo Gerou uma expansao do credito q terminou com uma Alta inflacao?
  • Leandro  22/01/2017 22:26
    As pessoas estão endividadas e os bancos levaram vários calotes. Demanda por crédito há, só que não há disposição dos bancos para se emprestar para pessoas endividadas e com histórico ruim.

    Pior ainda: com os juros tão baixos, simplesmente não compensa o risco.

    Outro dia li uma reportagem no The Wall Street Journal dizendo que só há empréstimos para grandes empresas e para tomadores com excelente histórico de crédito.

    Quanto menores são os juros, maiores são as exigências dos bancos. É assim nos EUA, na Europa (inclusive Suíça) e Japão.

    Já a inflação do governo Dilma foi majoritariamente causada pelos bancos estatais, os quais não estão sujeitos à SELIC e que fazem empréstimos seguindo critérios puramente políticos. Foi causada também pela acentuada desvalorização do câmbio e pelos déficits do governo.

    Há vários artigos sobre isso. Recomendo estes quatro:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1854
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2407
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2466
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2304
  • RCM  22/01/2017 21:58
    Caro Leandro,

    em qual desses 4 cenários se encontra a selic hoje?
    Há dados suficientes para identificarmos isso?

    Obrigado.
  • Leandro  22/01/2017 22:28
    Eu diria que estamos claramente no segundo cenário (veja o gráfico 1 deste artigo).

    E estamos nele há dois anos.
  • alerj  23/01/2017 10:10
    E possível estipular qual seria a taxa de juros de equilíbrio para a economia americana ?
    Recentemente assisti a um vídeo do Putin dizendo q a taxa básica da Russia era 8,5% para que não houvesse bolha em sua economia. Fiquei curioso, então, qual seria a taxa adequada na economia americana, mas nunca consegui apurar esse numero.
  • Henrique  22/01/2017 17:11
    Boa tarde.

    Trump conseguiu votos dos mais pobres devido a um velho truque dos conservadores: fazê-los se sentirem superiores a outras pessoas. NAbraçosso, em relação aos muçulmanos e mexicanos.

    Todas as pessoas, inclusive os indigentes, sentem-se ou querem se sentir superiores a determinados grupos. É desse jeito que conseguem arregimentar votos da classe trabalhadora. Um homem branco bilionário (Trump) diz ao pobre "você faz parte de nós, da elite, em relação a grupos étnicos inferiores".
    Ao contrário de Trump, que disse explicitamente se tratar de mexicanos e muçulmanos, tais grupos étnicos "inferiores" normalmente são chamados por linguagem cifrada para ser mais agradável aos ouvidos. Dizem, por exemplo, estar combatendo os criminosos ou pessoas que recebem indevidamente benefícios assistenciais.

    É o pobre votando pela continuação dos privilégios e da desigualdade...


    Lamentável.

    Abraços.
  • Gervásio  22/01/2017 17:30
    Eu mesmo nunca fui nenhum fã de Trump, mas devo confessar que só de ver o chilique que ele causa na esquerda obtusa e ignara, e que só sabe se expressar por meio de clichês e chavões politicamente corretíssimos (como esse Henrique), imediatamente adquiro enormes simpatias por ele.

    O maior aliado do Trump é a esquerda ignara que se opõe a ele. E essa esquerda é tão ignara que ela própria não percebe que é o maior cabo eleitoral do sujeito.
  • PESCADOR  23/01/2017 15:24
    Exatamente como Jair Bolsonaro no Brasil. A esquerda é o grande cabo eleitoral desse sujeito. Jean Willis que o diga.
  • Rodrigo R Carvalho  22/01/2017 19:23
    Excelente artigo que mostra o porquê Trump ganhou esta eleição! Apesar de Trump ser um dos candidatos mais fracos da historia americana, o partido democrata, com seus ideais, excesso de intervencionismo e seus representantes como Hillary, Bernie, conseguiu ser ainda pior nesta disputa.
  • Fernando Frascari   22/01/2017 19:23
    O problema do esquerdista moderno é que ele se esqueceu que a ideologia tem que se unir ao nacionalismo para ser revolucionário. Gay, negro e outras causas são antinacionalistas pois divide o país, e isso está condenado ao fracasso. POR ISSO O TRUMP GANHOU.
  • Carlos  22/01/2017 19:26
    Os Democratas e Obamistas são diretamente culpados pela vitória de Trump. Graças a eles, um homem que é uma tragédia para liberais (no sentido clássico), conservadores e republicanos tomou posse!
  • Pobre Paulista  23/01/2017 00:07
    Sem dúvida é uma tragédia. Mas ele é uma tragédia ainda maior para os esquerdistas.

    A abertura do artigo é perfeita: Os americanos trocaram um diabo conhecido por um novo. Os riscos desse maluco ainda são mais atraentes que a certeza de desgraça daquela outra.
  • Anderson  23/01/2017 02:28
    Muito bom, que belo texto.
  • a  23/01/2017 09:36
    Trump será o maior presidente dos EUA, transformando-o no maior país do mundo.
  • anônimo  23/01/2017 10:47
    A liberdade americana acabou faz tempo.

    Uma empresa americana que lucra 18.3 milhões de dólares, vai ter que pagar 7.1 milhões de imposto de renda(35%). Na mesma situção, uma empresa chinesa paga 3.9 milhões de imposto de renda. Na Irlanda, a mesma empresa pagaria 1.2 milhão de dólares.

    Ou seja, o lucro é dobrado ou triplicado quando se produz em outros países.



  • Benzoato de Sódio  23/01/2017 12:08
    Por pior que seja o Trump, um empresário bem sucedido como ele não pode ser um completo idiota como gostam de dizer os jornalistas esquerdistas.
    Acredito que ele tem seus enganos, mas pior do que o Obamo é impossível.
    Outro dia vi uma análise que achei interessante sobre o protecionismo dele. Que não seria motivado unicamente pela economia e geração de empregos, mas seria uma estratégia geopolítica para frear o crescimento da China. Hoje a China tem dado uma certa abertura ao mercado e se olharmos só pelo ponto de vista econômico é ótimo, a China fez os preços baixarem etc. Mas a China continua tendo um governo comunista e por mais que o comunismo não funcione, ele é ótimo em manter ditaduras no poder. E os comunistas ainda querem um governo global comunista, apenas abriram um pequeno espaço ao mercado por enquanto, mas e se conseguirem realizar seus objetivos?
    Acredito que esta análise esteja correta.
    Não sei se acho esta estratégia boa ou ruim. Do ponto de vista econômico é ruim.
  • Cobaia  23/01/2017 13:01
    Muito engraçado ver um país gerido por comunistas conseguir ser mais atrativo que o "grande pilar do capitalismo", pelo menos para certas indústrias, porém triste ao mesmo tempo por observar que as lições econômicas continuam sumariamente ignoradas.

    Imagina se os EUA cortassem toda a burocracia e impostos? Toda a produção não apenas iria fugir da China, mas de praticamente todo o resto do mundo direto para as terras do Tio Sam. Mas não podemos ter as pessoas se virando por conta sem a interferência dos "grandes iluminados" e suas canetas mágicas, certo?
  • Benzoato de Sódio  23/01/2017 15:07
    Concordo com você Cobaia, acredito que o melhor caminho não seja o protecionismo, mas o Trump acredita que sim. Com certeza é o caminho mais fácil no curto prazo, porque seria mais fácil de convencer o povo e o congresso.
  • mestre dos magos  23/01/2017 13:08
    eu confesso nunca entender quando alguém diz ou escreve algo assim:

    "E os comunistas ainda querem um governo global comunista"

    Quem seriam esses comunistas que querem um "governo global comunista"? O tal investidor George Soros, que todos dizem ser o "financiador dos globalistas"? Ele seria o "presidente" desse governo global comunista? E o que seria exatamente esse "governo global comunista"? Uma espécie de URSS aplicada ao globo terrestre? Todos os meios de produção do mundo inteiro expropriados por um estado mundial? Seria isso?
  • Benzoato de Sódio  23/01/2017 15:09
    Mestre dos magos, o comunismo de Lênin e Trotzk requeria uma revolução mundial, Stalin é que adotou a filosofia de revolução de um único país, mas isto não impediu a expansão brutal do seu império.
  • Daniel Democrata-Cristao  23/01/2017 13:19
    Não quero viajar na maionese, mas proporia ao Trump o seguinte: como os EUA tem conhecimento de onde estão as principais armas do arsenal atômico da China, ele poderia fazer ataques táticos nestes alvos, e invadir e tirar os comunistas do poder. Não vejo dificuldade logistica nisso. Já estão lá há muito tempo no pacífico e no mar da China, conhecem tudo, sabem tudo do exército chinês.
    O mesmo poderia ser feito em relação à Rússia, cujo arsenal está defasado, e sua estrutura militar é fraca (o que vemos na mídia é pura propaganda), com certeza os americanos têm todas as informações necessárias e a tecnologia para neutralizar a Rússia e a China de imediato, sem precisar apelar para bombas atômicas.
    Não vão faltar pessoas dentro da Rússia e da China para apoiar um governo pro-ocidente. Mta gente por lá passa fome e é perseguida, morrem de vontade de ter viver suas vidas com liberdade.
  • Vitor  23/01/2017 13:40
    Tenho que dizer, há sim verdades em muitas dessas afirmações.

    O modelo que a china procura tentar copiar, é o de Singapura. Eu recomendo muito este curto artigo sobre o assunto: China and the "Singapore Model"

    Se os Estados Unidos, com um mercado relativamente livre e aproximadamente 300 milhões de pessoas consegue ser uma potência dessa forma, um país como a china, com quase 1,5 bilhão de pessoas, certamente poderia tomar o holofote global com muita facilidade, caso adotasse um modelo de mercado como o de Singapura. Claro, estou desconsiderando a acumulação de capital, que nos Estados Unidos é alta por causa de sua história, enquanto que na china é baixo. Mas isso não será um problema por muito tempo pois, neste momento, investidores estão indo para a Ásia, pois é na Ásia onde está o futuro econômico neste século. O Ocidente foi "full welfare-state", como é dito.

    Agora, eu realmente não vejo como isso seria um problema como tantas pessoas dizem. Isso provavelmente deve acontecer porque eu não sou um grande fã dos Estados Unidos, como boa parte dos liberais que parecem que tem um fetiche pelo lugar por causa de sua história, mas parecem esquecer o que está se tornando aquele lugar. Por mim, China ou Estados Unidos no cenário global não há muita diferença. Até mesmo porque, como você pode ver nestes artigos que eu recomendaria, The Signs of Deconsolidation e Attitudes on Socialism, Communism on Eve of 2016 Election, o suporte por democracia está caindo acentuadamente a cada geração, ao mesmo tempo em que cai o suporte por capitalismo e aumenta o suporte por socialismo e comunismo. Basta ver que Bernie Sanders quase se tornou o candidato democrata, e contra Trump muito provavelmente teria ganhado. O meu ponto é: em um futuro bem próximo os Estados Unidos também vai eleger um presidente socialista. E aí, qual será a diferença? Na China, haverá um partido comunista e economia de livre mercado. Nos Estados Unidos, um presidente socialista e uma economia socialista. Ao meu ver, seria até mesmo preferível o modelo China/Singapura ao que está tomando rumo nos Estados Unidos.

    O modelo dos Estados Unidos está pouco a pouco sendo afogado pelo Estado, como burocracia e intervenções, e eu arriscaria dizer que o único motivo pelo qual não morreu ainda e possui uma liberdade econômica e boa qualidade de vida relativa aos outros países, é por causa de Revolução Digital. Não fosse isso, não sei o que seria de sua economia neste momento.

    Abraço!
  • anônimo  23/01/2017 16:08
    "O modelo que a china procura tentar copiar, é o de Singapura"
    Também pensavam que a Rússia iria virar uma democracia liberal na década de 90 e olhe agora.
    A China é um país elogiável por ser o primeiro país comunista que admitiu que socialismo não funciona e adotou uma abertura comercial na década de 80, mas jamais os comunistas chineses irão querer um livre mercado como Singapura ou Hong Kong. Se quisessem isso, já teriam feito faz tempo, já que possuem poder absoluto no território.
  • Victor  23/01/2017 12:44
    Para mim ser liberal é poder dar ao cidadão o poder de decidir como ele deve viver a sua vida sem interferência do estado, o que essa interferência seja mínima.

    Nesse ponto não acho que os direitos civis sejam uma bandeira da esquerda. Penso que, ao proteger direitos individuais, os direitos civis, estamos, na verdade, fortalecendo indivíduo perante o estado.

    Nesta esteira não penso que a defesa dos direitos civis de negros ou homossexuais seja uma bandeira da esquerda ou não deveria ser apenas da esquerda. Não, não é. Deve ser uma bandeira dos liberais também.

    Não acredito que a direita conservadora seja verdadeiramente liberal, se o liberalismo que eles defendem é apenas econômico. Mas então porque os ditos liberais tem uma postura conservadora para com as liberdades e escolhas individuais?

    Quando as pessoas entenderem que a vida do outro não é da sua conta, estará sim sendo liberal. Se você é contra o casamento gay, não case com gay, por exemplo.

    Se você se julga no direito de interferir na liberdade do outro, impedindo de que ele viva a sua vida de acordo com as suas próprias "escolhas", você estará sendo no mínimo hipócrita na medida que se julga capaz de tomar a suas próprias decisões mas não permite ou tolera que outros também o façam.

    Já o motivo dessa intolerância por ser um preconceito social. Ao denunciar o politicamente correto deve ser ter o cuidado de usar tal argumento não se torne um discurso em defesa do preconceito.
  • Mario Gonzaguinha Soares da Silva Só  23/01/2017 13:46
    "direitos civis de negros ou homossexuais seja uma bandeira da esquerda ou não deveria ser apenas da esquerda. Não, não é. Deve ser uma bandeira dos liberais também"

    Essa frase dita assim não diz nada.

    Tudo DEPENDE do conteúdo dos tais "direito civis". Política de cotas está incluída nos "direitos civis dos negros"? Se sim, esses direitos civis são anti-liberais/libertários. Políticas para o estado (ou seja, pagadores de impostos) dar "bolsa-travesti" (como existe na cidade de SP): se isso é considerado "direito civil do homossexual", é um direito civil anti-liberal/libertário.

    E mais: se direitos civis dos negros/homossexuais significam aplicações de sanções estatais em virtude de discriminações (seriam então "direitos anti-discriminatórios"), então esses direitos também, sob esse viés, são anti-liberais/libertários, pq são contrários ao direito de propriedade e ao direitos de livre associação.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=885

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=320

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=914
  • Victor  23/01/2017 14:03
    Não vamos extrapolar, me refiro ao direito ao casamento entre homossexuais e toda a gama de direito que isso acarreta que as pessoas não levam em conta, direitos hereditários e sucessórios, direitos de colocar o parceiro como dependente, por exemplo, do plano de saúde, pensão por morte em caso de falecimento. Me parece que não são direitos extras e nem privilégios e sim direitos que simplesmente todas as outras detêm quando casam com alguém do sexo oposto. O que você me diz a respeito?
  • Antonio Júnior  26/01/2017 14:25
    Vitor, nenhum libertário é contra isso. O que se é contra é o Estado assaltar as pessoas e ceder privilégios a grupos étnicos ou homossexuais.

    Que cada um faça o que quiser da sua vida, desde que respeitado o direito de propriedade. O libertarianismo se resume, mesmo que de forma clichê, ao velho ditado: "A sua liberdade termina onde começa a do outro." Isso basicamente se refere ao direito de propriedade e o princípio da não-agressão.
  • marcela  23/01/2017 13:57
    Leitores do IMB,estamos quase em fevereiro e isso mostra que faltam apenas 20 meses para as próximas eleições,o que é um tempo muito curto.As últimas pesquisas deixam claro que a Marina Silva é a favorita,muito embora alguns não acreditem nela.A essas pessoas eu queria dizer que o Lula perdeu 3 eleições e até o FHC mandou ele desistir.O Crivela de tanto tentar no Rio, virou prefeito,e o Trump então nem se fala.Assim, a ameaça Marina Silva é uma ameaça real.Precisamos urgentemente recuperar a economia para fortalecer o Temer até outubro do próximo ano.Temos reservas internacionais exorbitantes,e temos também a PEC do teto que garante que acabou a gastança desenfreada,e é claro que essas duas coisas geram confiança no investidor.Temos também um governo aberto ao capital externo que é extremamente necessário para qualquer país.Assim sendo, a única coisa que falta é derrubar a inflação e os juros por meio da queda do dólar.Creio que um dólar em torno de 2,50 reais,fará nossa inflação ficar em torno de 4,5% ,mesmo com a queda no desemprego,e assim teremos juros de 1 dígito.Que o Trump comece logo seu trabalho anulando o NAFTA e taxando produtos estrangeiros,além de começar a prometida gastança,pois isso tudo derrubará o dólar e lavará as chances da Marina Silva para o espaço.
  • Andre  23/01/2017 15:14
    Marcela, o Brasil é como uma pessoa que morreu, você não pode fazer nada, apenas aceitar.
    Em 2018 a pressão por populismo será enorme, teremos 13 milhões de desempregados, uma economia com crescimento pífio, 2%, dívida pública caminhando para os 100% do PIB, funças com salários há muito sem reajuste, as vítimas da reforma previdenciária estarão ansiosas para dar o troco em seus algozes, os empregados da iniciativa privada passando por achatamento dos salários, cenário internacional completamente adverso para o Brasil onde até o Paraguai está dando aula de economia e com tudo isso o moral da população estará lá embaixo.
    Os anseios e de uma população frustrada assim e com histórico amor irracional pelo estado só poderá ser atendido pelos mentirosos.
  • SRV  23/01/2017 16:12
    Marcela,

    Então quer dizer que para evitar um possível governo Marina o certo é fortalecer o Temer e o corrupto PMDB? Para que o dólar caia você quer a economia americana indo pro buraco ao invés de alternativas para ajustar a nossa economia?
  • SRV  23/01/2017 16:14
    Amigos,

    Está correndo o comentário de que o Trump vai retirar os EUA do Acordo do Transpacífico (TPP). Como entrar ou sair do acordo pode ser bom/ruim para o governo americano e para o mundo? Eu confesso minha ignorância sobre o tema. Alguém pode me explicar um pouco ou orientar onde posso ler a respeito?

    Abraços.
  • Wanderson Goncalves Pereira  23/01/2017 17:05
    Eu não entendo como os libertários insistem em resumir todas as ciências aos princípios econômicos da escola austríaca. Seria indiferente comprar cocaína das FARC para que essa possa se armar e criar um território autônomo dentro da Colômbia. Aí depois os libertários irão defender os direitos de imigração dos reféns e a escolha livre entre 'produzir cocaína na floresta" ou ir morar no litoral colombiano com governo tradicional e "intervencionista", sem fazer exigências quanto aos interesses individuais da pessoa que estaria imigrando. O libertarianismo é um processo infinito de associar-se a um grupo UNÂNIME inexistente, enfim, é uma impossibilidade pura e simples. Libertarianismo e associação é como falar em socialismo e liberdade. Existe é uma linda idéia, só que impossível.
  • Waldir  30/01/2017 17:07
    "Libertarianismo e associação é como falar em socialismo e liberdade. Existe é uma linda idéia, só que impossível."

    Você acha que o socialismo -- uma ideologia que defende o confisco da propriedade alheia (ou seja, que defende o roubo e o assalto) -- é "uma ideia linda, só que impossível"? Entendo.

    Aliás, com uma mentalidade torpe como essa, é óbvio que você jamais entenderá o libertarianismo. Preocupante será o dia em que você começar a se aproximar da filosofia libertária. Esse sim será o dia em que começarei a achar que há algo de errado com minha ética e minha moral.

    P.S.: tolinho, as FARC são um grupo que sequestra pessoas, que faz atentados terroristas, e que mata inocentes. Um grupo como esse não tem a mais mínima simpatia dos libertários. Sua recorrência a espantalhos caluniosos mostra bem o seu desespero e o seu despreparo intelectual.
  • Paulo H  23/01/2017 19:59


    https://en.wikipedia.org/wiki/Cabinet_of_Donald_Trump

    Steven Mnuchin - Secretário do Tesouro - banqueiro, conhecido por ter sido sócio da Goldman Sachs - a mesma Goldman Sachs que era apontada como aliada dos democratas na propaganda eleitoral do Trump (e também uma das que tiveram no epicentro da crise financeira de 2008)

    Rex Tillerson- ex-CEO da ExxonMobil a empresa foi um dos lobistas mais importantes no governo Obama. Segundo Julian Assange, Hillary Clinton sempre defendeu os interesses das empresas de petróleo enquanto foi Secretária de Estado.

    Wilbur Ross - ex-banqueiro especializado em investir em empresas à beira da falência para depois vendê-las com lucro, o que lhe rendeu o apelido de "King of Bankruptcy". Trabalhou durante 25 anos para a famosa e controversa família Rothschild - já foi um membro registrado do Partido Democrata

    abcnews.go.com/Politics/trumps-commerce-secretary-pick-wilbur-ross/story?id=43776355



    Essas nomeações me fazem pensar que a vitória do trump foi um classico caso de ''Peidei no pal deles hahaha!"

    Não que a hillary fosse melhor, e o trump de fato está fazendo(ou vai fazer)medidas boas, como desburocratização.. Porem, para quem falava que ele é ''anti-globalismo'', essas nomeações depôem contra. Ou vai ver ele está buscando governabilidade, o que significa que ele vai abandonar algumas promessas em troca de permanecer com algum poder político.

    Afinal,cargo político e poder político são coisas diferentes
  • Edna  23/01/2017 20:30
    Parabéns pelo artigo, ler as baboseiras que são escritas na mídia brasileira está se tornado insuportável.
  • ZzXx  24/01/2017 16:06
    Belo texto
  • Cristiane de Lira Silva  25/01/2017 01:57
    Ele vai desglobalizar o mundo. Apesar de todos os problemas eu prefiro o mundo globalizado.
    O Trump tem alguma características da "esquerda", mas isso não o faz um político de "esquerda" da mesma forma que um governo que privatiza não é necessariamente de direita.

    "Trump deve se manter fora da Síria, parar de agitar o sabre em direção ao Irã, e rejeitar os lunáticos pedidos de recriação de uma Guerra Fria contra a Rússia. Ele deve se recusar a normalizar a ideia de que guerras constantes são uma característica aceitável da vida americana." Que ele fique bem ocupado com os EUA e deixe o resto do mundo em paz!

    Um esquerdista tem o direito de ser contra ou favor da família tradicional e da religião. Da mesma forma que que conservadores podem ser contra, no sentido de julgarem que é errado, a união homossexual ou o ateísmo. O que acho errado é os conservadores quererem impor, por meio do estado, suas crenças religiosas a respeito da moral sexual e sobre o que é uma família como vem acontecendo aqui no Brasil. Nos EUA eu não sei se isto acontece. E uma coisa tem que ficar clara: se um conservador tem o direito de expressar suas opiniões consideradas "politicamente incorretas" pelas esquerdas, os esquerdistas tem o direito de fazer o mesmo em relação aos conservadores.
    Certo ministro do TST, acha a que união homossexual vai contra a "natureza humana" , assim como o bestialismo. Ele colocou no mesmo patamar a união homossexual e o bestialismo!!!
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    O homem é um animal como qualquer outro e existe homossexualidade no reino animal! Isto é natural. A hererossexualidade predomina, mas a homossexualidade persiste apesar da repressão.

    Ok. O ministro tem o direito de pensar e também falar o que quiser desde que isto não configure uma agressão ou intimidação verbal ao outro, mas pessoas que não concordam com o pensamento deste senhor tem o direito de dizer que bestial é o pensamento dele, além de quadrado e retrógrado. Já que o objetivo é combater a "ditadura" do politicamente correto, que seja de todos os lados.

    Preciso saber mas a respeito da "direita" norte-americana. Terão o meu respeito se forem tradicionais sem tentarem impor suas convicções aos outros, mas se forem forem como a reaça do Brasil... Aff ! Então são uns chatos!
  • Antonio Júnior  26/01/2017 14:35
    Animais, geralmente machos, podem ter comportamentos homossexuais. Principalmente quando não há presença de fêmeas. Mas desconheço um animal que rejeite a cópula com uma fêmea.

    Pra mim se trata de um comportamento não-natural, no entanto, eu não decido a vida de ninguém. Cada pessoa sabe de si e vive da maneira que quiser viver. E na minha opinião, deve ser respeitada por suas escolhas, desde que não viole a propriedade de ninguém.
  • Andre  25/01/2017 13:29
    Trump vai cortar 75% das regulações talvez mais antes de subir as tarifas alfandegárias:

    www.businessinsider.com/trump-cut-regulation-border-tax-imports-2017-1

  • Emerson Luis  17/03/2017 14:26

    "Por outro lado, a vitória de Trump não representa nenhuma vitória para os conservadores."

    Dizer "nenhuma" é um exagero - o que seriam "vitórias" depende do que se quer dizer com "conservadores".

    * * *


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