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Sim, Trump prejudicará o México. Mas também prejudicará os EUA
A esclerose protecionista une as franjas da esquerda e da direita

Donald Trump colocou a esquerda mundial em uma encruzilhada.

De um lado, ela despreza o presidente-eleito por suas tiradas provocadoras e politicamente incorretas, por seu repúdio à livre imigração e por suas propostas de reduzir impostos e desregulamentar alguns setores (nada, porém, foi especificado por Trump).

No entanto, quando o assunto é comércio internacional, não há ninguém mais protecionista que o novo presidente americano. Neste quesito, os sindicatos, o socialista Bernie Sanders e Trump se dão as mãos.

Em artigo publicado pelo The Wall Street Journal, a colunista Mary Anastasia O'Grady resumiu a situação: "O senhor Trump é tão delirante em temas comerciais, que faz com que Hillary Clinton e os democratas comecem a parecer sensatos".

A mais recente novidade surgiu ainda antes de Trump assumir a presidência: a Ford decidiu cancelar um projeto de investimento de US$ 1,6 bilhão na cidade mexicana de San Luis de Potosí. Após o cancelamento, a Ford anunciou que irá investir US$ 700 milhões em uma fábrica em Michigan, emblema da indústria automotiva americana e sede do primeiro documentário de Michael Moore (Roger e Eu), que narrava as dificuldades de uma cidade de Michigan (Flint) após a GM ter fechado ali a sua fábrica e se mudado para o México.

Esta mudança de atitude nos programas de investimento da empresa está diretamente relacionada às promessas de campanha de Trump, que afirmou que aquelas empresas americanas que abrirem fábricas no México e que tentarem vender seus produtos nos EUA serão punidas com pesadas tarifas de importação sobre seus produtos.

Ou seja, se a Ford, visando a manter seus custos de produção baixos, optasse por abrir uma fábrica no México, ela perderia completamente esse benefício da redução de custos tão logo ela fosse vender os carros para os EUA, pois o país subiria acentuadamente as tarifas de importação.

O economista libertário Robert Wenzel disse que, ao fazer esse tipo de ameaças a empresas, Trump em nada se distingue de um presidente de uma república bananeira.

Já Michael Moore, um dos mais ferozes críticos de Trump, deve estar festejando esta ameaça de Trump à Ford. Com efeito, graças a ela, agora haverá alguns empregos a mais em Michigan e as empresas pensarão duas vezes antes de se mudarem para o México (onde, consequentemente, empregos e salários cairão).

E é exatamente esta a leitura superficial que está sendo feita desta medida trumpista: o México perderá investimentos, os EUA ganharão investimentos, e sendo Trump americano ele está correto em defender os interesses de seu país. "Lamentamos muito, hermanos mexicanos, mas nosso presidente quer que nós americanos vivamos melhor. Sendo assim, vocês têm que perder para que nossos trabalhadores consigam emprego."

Entretanto, a realidade é um tanto distinta. Em economia, nada é tão simplesmente direto. Sim, é evidente que o México será o mais prejudicado. Mas também os americanos — em termos da população geral — não serão beneficiados com isso. Ao contrário até.

Empresas devem ser livres para decidir onde produzir

O efeito sobre o México é muito fácil de ser visto. Se mediante ameaças diretas ou indiretas, as empresas americanas reduzem seus investimentos no México, o país de 122 milhões de habitantes será prejudicado ao ter uma menor demanda por sua mão-de-obra. Com menos empresas concorrendo entre si para contratar mexicanos, os salários não subirão. Poderão até cair.

O volume de investimento estrangeiro direto dos EUA no México foi de US$ 108 bilhões em 2014, o que faz dos EUA o principal investidor estrangeiro no México. Se esse montante for reduzido, o México terá de fazer muito mais esforços para atrair investimentos de outros países caso queira manter o crescimento de sua economia.

Por outro lado, o analista que se concentrar exclusivamente no estado americano de Michigan, terá a impressão de que tudo é um mar de rosas. Afinal, a Ford, em vez de levar seus investimentos a países estrangeiros, aplicará US$ 700 milhões de capital em solo americano. Previsivelmente, este gasto gerará demanda por matérias-primas e mão-de-obra, e fará aumentar a produção naquele estado.

Ótima notícia para Michael Moore, mas não tão boa para o resto dos americanos.

Para facilitar o raciocínio, peguemos uma indústria americana famosa por produzir seus bens na China e revendê-los nos EUA: a indústria de celulares (smartphones).

Exatamente por terem transferido toda a produção para a China, onde os custos de produção são baixos, os celulares nos EUA custam apenas poucas centenas de dólares, e não milhares de dólares. Consequentemente, ao poderem vender celulares a preços baixos nos EUA, essas empresas conseguem atrair mais consumidores e, consequentemente, mais receitas. Esses preços baixos permitem que as pessoas tenham mais dinheiro para investir e gastar em outras áreas da economia.

Simultaneamente, os empregos que se perderam nos EUA com a transferência da manufatura de smartphones para a China são mais do que compensados pelo aumento dos empregos nos setores de pesquisa e desenvolvimento, varejo, comércio, serviços gerais ao consumidor, reparos e consertos, e todo e qualquer outro trabalho relacionado ao setor de tecnologia.

Em uma economia rica e moderna, o maior criador de empregos modernos é o setor de serviços e não o setor industrial. Se os EUA tivessem de fabricar seus próprios smartphones e tablets em Los Angeles, utilizando trabalhadores americanos (como quer Trump), muita mão-de-obra qualificada seria direcionada para as linhas de montagem. Consequentemente, haveria menos mão-de-obra qualificada disponível para preencher os empregos criativos (e de alta remuneração) que surgiram no Vale do Silício.

Quanto às tarifas de importação, é exatamente por estas serem baixas nos EUA, que as empresas americanas podem importar, de forma barata, peças, componentes e matérias-primas do exterior, o que permite que elas consigam ter baixos custos de produção e, consequentemente, possam investir esse dinheiro poupado contratando mão-de-obra qualificada e fornecendo empregos a altos salários no país.

Se uma empresa fabricante de aparelhos eletrodomésticos tivesse de fabricar localmente todos os seus parafusos, roscas, porcas, arruelas, argolas, fios etc., seus custos de produção aumentariam e, consequentemente, os preços de seus produtos finais. Com preços maiores, a demanda por seus produtos seria menor. Com consumidores comprando menos, haveria menos empregos disponíveis nessa empresa.

Já ao importarem tudo isso da China, essas empresas podem contratar mais americanos a salários maiores do que seriam caso essa empresa tivesse de fabricar todas as suas peças.

Portanto, ao querer banir a liberdade de as empresas decidirem onde querem fabricar, e ao ameaçar com tarifas de importação, Trump está colocando todo esse virtuoso arranjo em risco.

Voltando à Ford, quando a empresa decidiu inicialmente investir no México para abrir sua fábrica ali, ela o fez exatamente para melhorar a rentabilidade da empresa, reduzindo custos e, com isso, podendo vender carros mais baratos aos próprios americanos, que assim teriam mais dinheiro para investir e gastar em outros setores da economia.

E se há algo de que tanto os EUA quanto qualquer outro país do mundo necessitam acima de tudo são empresas lucrativas.

Conclusão

Fabricar produtos nacionalmente não é algo inerentemente bom ou ruim. Há vantagens e desvantagens em se produzir no exterior. O melhor indicador sobre onde um determinado produto deve ser produzido deve estar a cargo da análise econômica feita pela própria empresa interessada. Dependendo de cada situação, pode ser mais vantajoso fabricar no próprio país ou fabricar tudo no exterior.

Porém, quando tarifas de importação são aplicadas pelo governo, isso distorce todos os sinais enviados pelo sistema de preços, afetando inteiramente o comércio.

No final, o raciocínio é: se empresas americanas decidirem permanecer nos EUA porque esperam redução de impostos e desregulamentação, isso é bom. Se decidirem ficar porque esperam protecionismo, isso é ruim.

A Ford claramente queria construir no México. Voltou atrás porque foi ameaçada pelo futuro governo. Isso não é decisão de mercado, mas sim imposição política.

Mas há também uma reviravolta curiosa: a própria Ford pode acabar se beneficiando caso o governo Trump aumente as tarifas de importação sobre os carros estrangeiros, garantindo assim uma reserva de mercado para as montadoras americanas. Caso isso ocorra, seus maiores custos de produção poderão tranquilamente ser repassados ao consumidor, de forma integral, pois não mais haverá concorrência externa.

Em definitivo, o roteiro protecionista é sempre o mesmo, em todo e qualquer país: há uma classe privilegiada que ganha com o protecionismo (sindicatos e empresas isoladas da concorrência externa) e uma classe que se torna majoritariamente empobrecida, pois agora pagará mais caro por tudo. Nos EUA isso não será diferente.

__________________________________________

Iván Carrino é analista econômico da Fundación Libertad y Progreso na Argentina e possui mestrado em Economia Austríaca pela Universidad Rey Juan Carlos, de Madri.

John Sulzer é articulista do The Liberty Conservative


11 votos

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Diversos Autores

  • Vinicius  17/01/2017 14:29
    Faltou um ponto, a qualidade.

    Vai acontecer oq acontece aqui, empresas protegidas do mercado externo podendo fazer carros meia boca pq os importados "não podem entrar". O consumidor vai ter que pagar caro por algo ruim, e se ele tiver boas condições financeiras ele compra um importado de qualidade com presos surreais.
  • Federal  17/01/2017 15:22
    Não vai acontecer o mesmo que aqui porque o mercado americano interno é muito mais desregulamentado do que aqui.

    Mesmo que ele "proíba" as importações, se ele manter o mercado interno desregulamentado, pode ser que as montadoras nacionais competirão entre si. E com isso a situação não fique tão ruim quanto é aqui.
  • rlpda  17/01/2017 17:24
    Tinha pensado a mesma coisa quanto à qualidade, porém se o mercado americano não impede a entrada de concorrentes como o nosso, o provável efeito será nos preços aumentando ou se mantendo estáveis, nunca diminuindo. Qualidade acho difícil afirmar pois depende dos investimentos em inovação que num ambiente de livre concorrência tendem a se manter. Alguém sabe quantas montadoras tem plantas nos eua?
  • Joao  17/01/2017 15:05
    Não importa se é pra direita ou esquerda, estadista é tudo igual por dentro.
  • Andre  17/01/2017 15:22
    Não compreendo tantas críticas ao Trump, ele foi eleito pra fazer isso, em momento algum da campanha ele escondeu suas intenções protecionistas, só atendeu a uma legítima demanda da população, candidatos idiotas com idéias idiotas.
    Essas críticas deveriam era estar sobre as costas dos idiotizados eleitores americanos querendo que um emprego bom de salário excelente lhes caia do céu, ao sistema democrático que premia os piores e aos pró livre mercado, que falham em passar sua mensagem na sociedade.
  • Lopes  17/01/2017 15:50
    Eis meu pé para trás sobre o Big Don. Por mais que considere o mantenimento da demografia americana atual como um pré-requisito para a liberdade (os imigrantes nos EUA não são famosos por sua rejeição pelo gasto governamental e apoio pelo império da lei, responsabilidade individual e direitos de propriedade), será justamente a classe média americana (os eleitores dele) quem serão prejudicados por sua política tarifária. Se os americanos ainda vivem em conforto apesar do esforço hercúleo do FED em destruir o país, é por causa da importação de produtos baratos do exterior e pela inovação tecnológica (fruto da competição). Uma tarifa impossibilitará o primeiro e desestimulará o segundo no médio e longo prazo.

    Obrigado pelo artigo.
  • André  17/01/2017 16:43
    Dei um pulinho lá no Facebook para ver como as tietes do Trump estão reagindo a este artigo. Como previsto (pois já aconteceu com todos os outros artigos que este instituto já publicou sobre o Trump), todas elas menstruaram.
  • Marco  17/01/2017 16:51
    Quando eu falava que esse cara não era nada do que o fã-clube dele dizia, eu era chamado de socialista. Agora é ele levantando barreiras comerciais com México, Alemanha, bem no estilo da esquerda latino-americana.

    Então tá.
  • Leon Ilitch  17/01/2017 16:53
    André, deixa eu adivinhar: "Vocês só falam de economia e se esquecem das elites globalistas!"

    É mais ou menos isso que tá lá?
  • André  17/01/2017 17:02
    É exatamente isso! E com o devido acréscimo de que Trump, obviamente, irá "nos salvar" dos globalistas!
  • Alguém me explica, por favor?  17/01/2017 17:04
    O curioso é que teve uma época que a direita era rabidamente anti-Putin e anti-Rússia.

    Olavo de Carvalho, por exemplo, não só dizia que Ron Paul era agente da KGB e pau mandado do Putin, como também vivia denunciando a tal "aliança eurasiana", que entregaria todo o poder mundial à Rússia, num plano diabolicamente esquematizado pelo professor russo Alexander Dugin, braço direito de Putin.

    Pois bem, onde estamos hoje? O próximo presidente americano é abertamente amigão de Putin, e inclusive já admitiu que hackers russos influenciaram a eleição americana.

    Pela lógica, era para a direita estar atemorizada com essa demonstração de poder da Rússia, que não só manipulou uma eleição americana como ainda é amigona do próximo presidente americana, o que indicaria que o sonho do império eurasiano estaria prestes a se consumar.

    No entanto, o que aconteceu? A direita rapidamente se tornou fã da Rússia e do Putin!

    Ou a direita mudou completamente ou aconteceu algo no mundo que só eu não vi. Alguem me ilumina
  • Ismael  17/01/2017 17:25
    Também gostaria MUITO de saber a resposta. Perguntei exatamente a mesma coisa a um amigo olavete e ele enrolou, desconversou e, no final, simplesmente disse que eu não entendia a "big picture".

    Então tá, né...
  • Andre  17/01/2017 17:31
    Boa pergunta, talvez alguém do canal do Nando Moura saiba responder...
  • Agente KGB  17/01/2017 20:16
    Apenas porque Trump disse que iria restabelecer as relações comerciais com a Rússia não significa que a direita ainda tenha mudado sua posição quanto ao Putin e Rússia. Como o próprio Jack Ma já relatou que o comércio potencializa a um tratado de paz, logo a existência de uma guerra é quase nula. Como eu sei que que terão comentários falando sobre taxar a China, a direita seguidora do Trump simplesmente não concorda com algumas medidas de Trump. Logo existem aqueles que gostam por conta da imigração descontrolada, outros gostam pelo politicamente incorreto, outros gostam pela resistência contra o globalismo, outros gostam pela farsa do aquecimento global, e assim por uma série de razões. Logo o posicionamento do Trump não signifique que toda a direita concorde com as medidas dele.

    O eurasianismo não é o poder mundial à Rússia, acredito que o próprio nome já diz que se trata da Eurásia(Europa + Ásia). O eurasianismo foi concedido para se opôr a hegemonia dos EUA, e no debate de Dugin e Olavo acho que foi bem claro esse posicionamento do filósofo russo, enquanto Olavo debatia sobre os três esquemas globalistas(Financeiro(EUA+Europa),Religioso(Islamismo) e Militar(Rússia e China ou simplesmente bloco eurasiano), Dugin simplesmente concedia a Olavo a se juntar ao bloco eurasiano para enfrentar o esquema global financeiro, mas como bem interpretativo na visão de Olavo que não existe lado certo. Ou seja, o próprio Dugin afirmou simbolicamente que existe o esquema do bloco eurasiano, mas eu não espero que você compreenda mesmo.

    Amigão?
    Sobre a eleição americana, apenas a CIA apresentou um relatório sobre a intervenção nas eleições americanas, fora isso não temos conhecimento de nada. Sobre a eleição: Trump diz que Rússia pode estar por trás de ataque hacker nas eleições americanas
    Sugiro ler
    Conhece o general que ele pôs no departamento de defesa? O general é abertamente pró-OTAN e já declarou que a Rússia está a tentar enfraquecer a organização militar, logo o "amigão" não seja tão amigão com Putin.

    Pela lógica, era para a direita estar atemorizada com essa demonstração de poder da Rússia, que não só manipulou uma eleição americana como ainda é amigona do próximo presidente americana, o que indicaria que o sonho do império eurasiano estaria prestes a se consumar.

    Me diga como se manipula uma eleição? Pelo que eu sei os servidores das eleições americanas não estão conectados a internet. Quanto ao sonho do império eurasiano, eu acreditaria mais que Obama ajudou a formar esse bloco do que o Trump no futuro, às forças armadas americanas pela administração Obama praticamente estagnou, a modernização da frota naval nem andou, o poderio bélico americano já não é mais o mesmo da era antes de Obama, e para completar o Obama seguiu uma política de desmoralização daquela que já foi o exército mais poderoso do planeta.

    "No entanto, o que aconteceu? A direita rapidamente se tornou fã da Rússia e do Putin!"
    Au contraire, ninguém se tornou fã da Rússia e do Putin.
  • Augusto  17/01/2017 20:35
    "Au contraire, ninguém se tornou fã da Rússia e do Putin."

    Há várias comunidades de direita no Facebook exaltando Putin, dizendo que ele é do bem por ser um cristão membro da igreja ortodoxa russa e por combater o globalismo e o islamismo.

    Conhecidos meus de direita que antes diziam que a Rússia tinha um plano pra dominar culturalmente o mundo hoje exaltam a Rússia e Putin.

    O próprio Olavo, que dizia que Ron Paul era porta-voz de Putin e agente da KGB (apenas porque o Ron Paul era contra uma política externa de sanções à Rússia), hoje virou trumpista fanático e parou de criticar a Rússia.

    Eu simplesmente queria entender -- pode ser resumidamente -- o que motivou toda essa radical e repentina mudança de postura. Foi Trump quem mostrou a luz?
  • Agente KGB  18/01/2017 18:00
    "Há várias comunidades de direita no Facebook exaltando Putin, dizendo que ele é do bem por ser um cristão membro da igreja ortodoxa russa e por combater o globalismo e o islamismo. "

    Não sei onde você viu comunidades da direita exaltando Putin, e a direita assim como os seguidores de Olavo sabem que esse obscurantismo religioso dele é meramente propaganda, ele para obter o poder que ele tem, ele tem que se unir a Igreja Ortodoxa e existem rumores que a família Romanov pode chegar ao poder na Rússia, com a volta da monarquia, um projeto idealizado claramente por Putin.

    "Conhecidos meus de direita que antes diziam que a Rússia tinha um plano pra dominar culturalmente o mundo hoje exaltam a Rússia e Putin."

    A tentativa desesperada de sustentar o seu argumento com "conhecidos' seus, pode deixar amigo, ninguém aqui irá pensar diferente acerca do seu comportamento.

    Quanto ao resto, tenho que confessar que nem mesmo li, fico por aqui.

  • Max Rockatansky  17/01/2017 17:29
    De fato, é sempre essa conversa: "libertário só dá importância à economia e se esquece dos valores ..."

    Que conversinha mais imbecil essa.
  • Max Stirner  17/01/2017 19:12
    Quem se importa com valores , não é mesmo ?
  • Roberto  17/01/2017 19:42
    Quais valores?

    Quer dizer que agora a direita acredita que "valores" são algo que devem ser incutidos na população pela figura de um político?!

    Santo Cristo...
  • Max Rockatansky  17/01/2017 20:08
    O austro-libertarianismo (incluindo o IMB) se importa - e muito - com os seguintes valores:

    LIBERDADE INDIVIDUAL, PROPRIEDADE PRIVADA E PAZ.
  • Max Stirner   17/01/2017 21:11
    Muda de ideia muito rápido...
  • Max Rockatansky  18/01/2017 16:56
    Max Stirner, você tem problemas cognitivos, cidadão?

    Onde houve "mudança de ideia"?

    Eu disse que é imbecil a conversinha neocon de que o "libertário só dá importância à economia e se esquece dos valores ..." justamente pq essa conversinha é uma MENTIRA (que repetem como papagaios), pq os libertários se preocupam com valores (aqueles que te coloquei aí).

    Qual foi a parte que vc ainda não entendeu, cidadão? A conversa neocon é que é imbecil, e não a defesa de valores, cidadão. Conseguiu entender, agora?

    Aliás, os libertários são os únicos que defendem estritos valores morais. Ninguém deve roubar, escravizar, espoliar, coagir, agredir terceiros inocentes. Ponto.

    E aqueles neocons que ficam repetindo a mesma bosta, quais são os valores deles? Defendem que o estado use violência para impor as preferências deles, não é mesmo? Defendem o roubo, a coerção, os privilégios garantidos com o dinheiro roubado de terceiros, a coerção, a agressão a inocentes?

    Se sim, ainda querem posar de portadores de valores?

    Ah, outra coisa, quem repete aquela mesma besteira de que o "libertário só dá importância à economia e se esquece dos valores ..." está dizendo que não há valores em uma sociedade que não seja controlada por políticos? Quer dizer então que quem infunde valores positivos em uma sociedade são Lula, Renan Calheiros, Sarney, Temer, Dilma, Geddel, Pimentel, Rodrigo Maia, FHC, Serra e toda essa putada?

    Ficou claro agora, cidadão, ou vc ainda não entendeu?
  • João das Coxas  17/01/2017 20:55
    Os direitistas estão sendo idiotas-úteis apoiando Trump e seu keynesianismo assim como libertários estão sendo idiotas-úteis apoiando a compra de produtos chineses e fortalecendo, assim, o Partido Comunista.

    Ambos fortaleceram o Estatismo, de um jeito ou de outro.
  • José  17/01/2017 22:18
    Por que um indivíduo deveria se recusar a comprar um produto fabricado por um chinês trabalhador e honesto (e que é empregado por uma multinacional estrangeira, e não pelo governo chinês)?

    Juro que não entendi seu raciocínio.

    P.S.: ah, sim: seu smartphone foi fabricado na China, assim como suas lâmpadas e vários utensílios em sua casa. Já se livrou deles? Faça-o agora. Questão de coerência.
  • Aragonense  17/01/2017 22:35
    "libertários estão sendo idiotas-úteis apoiando a compra de produtos chineses e fortalecendo, assim, o Partido Comunista"


    E você sendo um idiota em dizer uma asneira dessas. Aliás, dizendo a mesma idiotice dita por direitistas que vc chama de idiotas.

    Cidadão, não existe essa história de comprar produtos chineses para "fortalecer Partido Comunista".

    Aliás, veja a ironia: você condena o governo (ou o "partido") que oprime uma população, mas quer também - ao condenar a "compra de produtos chineses" - proibir aquela única coisa que pode melhorar a vida das pessoas que formam essa população: o livre comércio. E ainda diz que quem defende livre comércio está querendo "fortalecer o estatismo". É sensacional.

    A sua moral é tão relativa e obtusa quanto a sua lógica.

    Dito isso, você tem o direito de criticar quem compra produtos chineses. Agora, o que você não tem o direito de fazer é proibir as pessoas de comprarem da China. Isso é ser estatista tiranete. Isso sim é fortalecer o estatismo.

    Ainda pior do que esse seu autoritarismo é o seu fragoroso relativismo moral: os mesmos chineses que são oprimidos pelo seu governo (ou "partido") também devem ser proibidos de auferir a sua única fonte de renda. Que belo humanista é você.

    Cidadão, não existe isso de "comprar de ditaduras" ou "apoiar/fortalecer partido" ao comprar produtos chineses. "Ditadura" (ou "partido") não é arranjo de produção. Uma "ditadura" (ou "partido") não produz nenhum bem ou serviço.

    Apenas indivíduos produzem e transacionam. João compra tecido de Sheng. Xang Lang Fang compra carne de José.

    Nenhum desses está "comprando produtos de uma ditadura" ou está "apoiando/fortalecendo partido".

    P.S.: ah, sim: segundo sua brilhante lógica, os pobres que utilizam ônibus lotação fabricados pela Mercedes, carros da VW ou que utilizam elevadores da ThyssenKrupp -- presentes em quase todos os edifícios -- estão aquiescendo com o nazismo. E quem utiliza GM e Ford está aquiescendo com todos os civis inocentes que foram mortos pelos americanos na Segunda Guerra (os blindados americanos foram fabricados pela GM).
  • Leonardo   18/01/2017 00:44
    Eu concordo com o João das Coxas em partes.

    Fazer comércio com a China de fato aumentou muito o poder e a riqueza do estado e do partidão, além do potencial de alcance da ditadura fiscalizar e controlar mais a população, e também ser possível lançar ofensivas mais frequentes junto com a Russia e a Coréia do Norte aos países vizinhos como Taiwan e Mongólia (afinal os burocratas estão mais ricos e com mais tecnologia para usar).

    Mas essa era a ÚNICA saída para a população chinesa melhorar (e muito) seu padrão de vida. Não havia nenhuma outra saída mais pacífica do que essa.
    Se acontecesse com Cuba a mesma coisa, seria uma verdadeira maravilha tirar milhões de cubanos da miséria.
  • Mario  18/01/2017 11:45
    "essa era a ÚNICA saída para a população chinesa melhorar (e muito) seu padrão de vida. Não havia nenhuma outra saída mais pacífica do que essa"


    Ao concluir isso vc NÃO concorda com João das Coxas. Nem "em partes".
  • frederico  18/01/2017 13:27
    em suma, a treta aí é entre direita conservadora ( nacionalista-protecionista ) X direita liberal ( mais liberdades e menos protecionismo )
  • Joao  18/01/2017 15:49
    Acontece que a Direita esta se tornando cada vez mais esquerdista, e eles são arrogantes demais para perceber isso. A Direita conservadora prega claramente ideias de esquerda, e nega isso como se os ouvintes fossem todos crianças. É curioso analisar historicamente como a Direita e Esquerda se confundem uma com a outra ao longo das décadas. Uma não quer ser a outra, mas acabam pregando essencialmente a mesma ideia central: "queremos o Estado provendo e nos dizendo o que fazer". Tenho percebido que a Esquerda quer o Estado provendo tudo, e a Direita quer o Estado dizendo o que é certo e errado, mas ambos os lados querem o Estado acima de tudo.
  • Bunker Anticomunista  17/01/2017 16:56
    A base do capitalismo é o respeito ao patrimônio alheio.

    Não é o protecionismo, os subsídios, ou o assistêncialismo, que sustentam o capitalismo.

    Pelo contrário, essas coisas são feitas desrespeitanto a primeira regra do capitalismo.

    Por isso, muitos países são livres. Esses países possuem pessoas que respeitam o patrimônio alheio, e que respeitam os indivíduos. Foi isso que criou riqueza nesses países.

    Esses expropriadores, confiscadores e protecionistas estão destruindo a base moral que sustenta o capitalismo.

    O resultado disso tudo é um estado fiscalizador, que considera todo mundo como bandidos.

    Tudo que os governos estão fazendo, possui a intenção de implodir o respeito emtre as pessoas, e destruir a base do capitalismo.
  • rlpda  17/01/2017 17:13
    Isso me lembra um professor de geografia no pré-vestibular lá pelos idos dos anos 90: "Fecha tudo! Nós temos tudo que precisamos aqui dentro mesmo!" E eu na minha desconfiança "temos mesmo? meu tio teve q trazer um computador lá de fora..."
  • Massa  17/01/2017 17:14
    "Empresas devem ser livres para decidir onde produzir. Portanto, ao querer banir a liberdade de as empresas decidirem onde querem fabricar, e ao ameaçar com tarifas de importação, Trump está colocando todo esse virtuoso arranjo em risco".

    Sinto muito, mas este "virtuoso" arranjo nunca existiu. Estas empresas em 2008, quando entraram em crise devido a concorrência e a má gestão, imploraram socorro ao governo americano, recebendo 17,4 bilhões de dólares em ajuda.
    A grande verdade é que as empresas quando estão lucrando pedem liberdade para investirem e tomarem as suas próprias decisões, mas quando estão em crise são as primeiras a pedirem ajuda ao governo, via medidas protecionista, fiscal etc.
    Naquela época tanto os democratas como os republicanos defenderam a medida em prol da preservação dos empregos nos EUA, ou seja, os mesmos motivos que Trump defende hoje, não é?

    Desde que as empresas estrangeiras sejam incentivadas a construírem fábricas nos EUA e concorram uns contra outros, os preços não necessariamente subirão.

    Enfim, é preciso analisar as medidas contra o México num contexto maior, a questão vai além do tratado de livre comércio entre os dois países. É preciso lembrar que um dos objetivos deste tratado era incentivar a geração de empregos no México e consequentemente encorajar os mexicanos a não imigrarem para os EUA, o que seria benéfico para os próprios americanos, no entanto, não é o que aconteceu.
    O México continua sendo o principal corredor de entrada de imigrantes ilegais da America Latina para os EUA, milhares de hondurenhos, venezuelanos, salvadorenhos, brasileiros etc usam este país para cruzarem a fronteira ( além de ser a principal rota de drogas). É por isso que Trump quer renegociar este tratado, ele quer que o México também faça o seu próprio controle de imigração, ele quer que os mexicanos assumam as suas responsabilidades. Na visão dele, imigração ilegal, oferta de empregos e renda estão relacionados entre si.
    Não é à toa que Trump fala também em contruir um muro na fronteira e expulsar os imigrantes ilegais. Oras, você não vê Trump criticando o Canada da mesma forma que o México, apesar deste país pertencer ao ALCA.

  • Bottas  17/01/2017 17:24
    "Estas empresas em 2008, quando entraram em crise devido a concorrência e a má gestão, imploraram socorro ao governo americano, recebendo 17,4 bilhões de dólares em ajuda."

    Correto. E tanto a esquerda desenvolvimentista quanto a direita protecionista defenderam esses pacotes de socorro com o dinheiro de impostos dos americanos, pois, afinal era preciso "salvar os empregos".

    Apenas os libertários e alguns outros economistas racionais se opuseram a essa privilégio.

    Capitalismo genuíno significa lucros privados e prejuízos privados. Já intervencionistas, protecionistas e todos os social-democratas divergem apenas quanto à distribuição dos lucros. De resto, eles concordam é que os prejuízos devem ser socializados.

    Trump e Obama têm exatamente a mesma postura quanto a isso.

    Qual o seu ponto?

    "A grande verdade é que as empresas quando estão lucrando pedem liberdade para investirem e tomarem as suas próprias decisões, mas quando estão em crise são as primeiras a pedirem ajuda ao governo, via medidas protecionista, fiscal etc."

    Verdade. E os únicos que se posicionam contra essa imoralidade são os libetarios.

    Qual o seu ponto?

    "Naquela época tanto os democratas como os republicanos defenderam a medida em prol da preservação dos empregos nos EUA, ou seja, os mesmos motivos que Trump defende hoje, não é?"

    Corretíssimo. E apenas os libertários se posicionaram contra.

    Qual o seu ponto?

    "Desde que as empresas estrangeiras sejam incentivadas a construírem fábricas nos EUA e concorram uns contra outros, os preços não necessariamente subirão."

    Incentivar é uma coisa. Obrigar é outro. O artigo faz uma distinção clara quanto a isso.

    Qual o seu ponto?

    Enfim, é preciso analisar as medidas contra o México num contexto maior[...]"

    Tudo isso é imaterial para o assunto em questão, uma vez que Trump também fala em tributar em 35% os produtos importados da Alemanha.

    Qual o seu ponto?
  • Joao  18/01/2017 15:58
    Seu comentário reforça a ideia de que a intervenção do Estado é nociva ao mercado. "Socorrer" empresas serve somente para criar uma artificialidade econômica e beneficiar o mal gestor. Empresa que esta tendo prejuízo ou fracassando, deve sair do mercado. Um exemplo claro é a OI SA, que é notoriamente mal gerenciada e péssima prestadora de serviço, mas certamente será socorrida pelo Estado, ou seja, será presenteada por fracassar.
  • Taxidermista  17/01/2017 17:34
    Protectionism Will Make America Poor, Not Great


    https://fee.org/articles/protectionism-will-make-america-poor-not-great/
  • Wanderson Gonçalves Pereira  17/01/2017 19:24
    Não acho que o Trump esteja sendo protecionista no sentido liberal do termo, mas no bom sentido do termo proteção.
    A política de proteção da economia aplicada por Trump é corretíssima, a meu ver. Sou meio contra programação de computador em economia que, como diria Mises, não é uma ciência matemática e sim humana. O Trump tomou uma decisão livre e, a meu ver, corretíssima.
  • Guilherme  17/01/2017 19:41
    "O Trump tomou uma decisão livre e, a meu ver, corretíssima."

    Livre?! "Ou vocês ficam aqui ou vocês sentirão peso da minha munheca sobre o seu espinhaço!"

    Desde quando as decisões tomadas por um político com poderes totais podem ser classificadas de "livres"?

    Por essa sua lógica, Lula tomou uma decisão livre ao dar nosso dinheiro para empreiteiras fazerem obras superfaturadas.

    É cada um...
  • A84  17/01/2017 18:09
    Os americanos, financiaram durante 30 anos a ditadura Chinesa, em troca de eletrônicos, roupas e bugigangas mais baratas. A ditadura chinesa financiou os governos Bushs/Bobobama que gastaram o dinheiro em guerras, softwares espiões,politicagens sociais, bolhas, juros e financiamento de empresas/bancos amigas. Dívida, diminuição da liberdade individual e uma ditadura (China) que financia outras ditaduras(Venezuela) demorou mais a conta chegou para os EUA!
  • Wanderson Gonçalves Pereira  17/01/2017 19:21
    Se um governo aumenta a carga tributária e expulsa suas empresas para o país vizinho, isso não é liberalismo econômico.

    Obviamente, se o aumento de carga tributária está resultando em diminuição da arrecadação é porque a tributação está sendo usada para fins políticos de enfraquecimento de uma economia e alocação artificial das empresas no México.

    Se o mesmo governo resolve aumentar o imposto sobre importações do país vizinho, isso também não é liberalismo econômico.

    Mas é uma excelente resposta política na mesma moeda. Do ponto-de-vista da economia americana, claro que esse novo "protecionismo" é vantajoso e realmente é uma proteção para a economia.
  • Max Rockatansky  17/01/2017 20:02
    "Do ponto-de-vista da economia americana, claro que esse novo "protecionismo" é vantajoso e realmente é uma proteção para a economia"


    Afirmação completamente equivocada, passando atestado de ignorância econômica.

    Inúmeros artigos do site já demonstraram e explicaram que "protecionismo" NUNCA é "vantajoso" para a economia:


    "A abertura comercial é imprescindível para o crescimento econômico - e isso não é folclore"

    "Não há argumentos econômicos contra o livre comércio - o protecionismo é a defesa de privilégios"

    "Nove perguntas frequentes sobre importação, livre comércio e tarifas protecionistas"

    "Defender o protecionismo é defender a escassez - defender o livre comércio é defender a abundância"

    "Protecionismo é violência - cria uma reserva de mercado para os poderosos e empobrece os mais pobres"

    "O livre comércio nos enriquece e o protecionismo nos empobrece - como reconhece Paul Krugman"

  • Wanderson Goncalves Pereira  18/01/2017 16:21
    Prezado Max, concordo que o protecionismo EM ECONOMIA é altamente prejudicial. Mas estamos falando de POLÍTICA, não é como imprimir um Guia do Usuários para Presidentes da República.
    As empresas NÃO FORAM PARA O MÉXICO de forma "livre", mas por um jogo político que visava desindustrializar os EUA, nesse caso, legítima é atuação política de Trump em resposta ao problema.
    Depois disso, poderíamos liberalizar a economia novamente, quando TODOS NÃO INFLUENCIAREM o mercado. Enquanto isso, não basta "deixar rolar". Segundo sua lógica, o México não está perdendo nada.
  • Wanderson Goncalves Pereira  18/01/2017 16:24
    Eu acho que vocês confundem protecionismo econômico com protecionismo político. O primeiro é sempre prejudicial, o segundo, nem sempre. É como a violência, se vinculada ao crime é sempre prejudicial, se vinculada à legítima defesa, é boa. Acho que a "violência" contra o liberalismo pratica por Trump é um excelente meio de defesa POLÍTICO a favor dos EUA e, diria, até do livre mercado.
  • edimar  24/01/2017 01:07
    Protecionismo econômico para os EUA é bom, veja a quantidade absurda de fazendas, minas e indústrias abandonadas, além de depósitos e escritórios - são centenas de milhares, ou até milhões -, porque o atacado e varejo americano compra da mão de obra escrava da Ásia por um preço baixíssimo, alavancando seus lucros artificialmente. Agora imagina essas centenas de milhares de fazendas, indústrias, depósitos e escritórios gerando receitas, empregos, impostos e renda: a curto e médio prazo vai fazer os States crescerem entre 3-4%. Tanto a China, como a Índia, Japão e até europeus tem barreiras protecionistas: nos europeus eles taxaram o vinho e a uva do Chile e Argentina para não quebrarem suas produções e fabricantes, o Japão taxa arroz da China para não quebrar seus produtores... desenvolvidos e alguns emergentes não taxam os produtos da qual não tem poder de produzi-los eja por força climática ou tecnológica.
  • End the FED  17/01/2017 19:35
    Apesar de todo esse discurso protecionista do Trump eu votaria nele, porque apesar de economicamente ele ter essa visão protecionista ele de alguma maneira se opõe de maneira direta ao establishment e a todos esses esquerdistas e "intelectuais" que tentam impor a ditadura do "politicamente correto".

    Entre o Establishment e o Trump eu vou de Trump mesmo, apesar dos pesares.
  • Paulo Henrique  17/01/2017 22:12
    Será mesmo que ele é anti-establishment ? É inegável que todo o folclore americano protestou contra ele, a mídia jogou um jogo sujo e nojento, mega-empresários e artistas mentiam e condenavam. Houve um lobby imenso para ele perder. Algo que eu chuto ser inédito nos EUA. Mas, mesmo assim, essa medida vai beneficiar esses mesmos mega-empresários criando reserva de mercado. Ele pode ser anti-establishment, mas vocês nunca cogitaram a possibilidade de ambos estarem errados. Tanto o trump quanto o establishment.. É notório que a capacidade da mídia e o establishment de prever o futuro é a Mesma da Dilma. Praticamente zero. (acharam que a hillary iria vencer)

    Da mesma forma, eles não esperam que essas medidas do trump possa beneficia-los no médio e longo prazo. E nem o trump espera isso.

    Pra mim, estão todos no mundo da lua pq se baseiam em teorias econômicas erradas, e por isso, não sabem estimar as consequências de suas ações

    Se eu fosse o dono da Ford, estaria nesse momento apoiando o trump
  • Nascimento  17/01/2017 22:25
    "Trump anti-establishment" é a jogada de marketing mais sensacional da história.

    O cara passou a vida inteira -- e ele próprio admite isso -- frequentando todos os coquetéis e festinhas dadas por políticos, grandes bancos e grandes empresários.

    Ele próprio se gaba de saber como lidar com políticos para conseguir alcançar seus próprios interesses.

    Aliás, até outro dia ele era pró-aborto e pró-medicina socializada, que é o suprassumo do establishment.

    Que haja direitista caindo nesse conto mostra bem como a inteligência virou uma commodity rara.
  • End the FED  18/01/2017 20:05
    Acho que os pontos principais no Trump que me fazem acreditar que ele representa um anti-establishment é que:

    1º) Ele claramente não está nem um pouco preocupado com o politicamente correto e, pelo contrário, bate de frente com essa turma sem nenhum receio. Tanto que isso lhe rendeu o ódio mortal de todos os esquerdistas não só dos Estados Unidos como também do mundo;

    2º) O Trump também se coloca contra essas instituições de viés globalista (não confundirmos globalização com globalismo) como ONU e União Européia; e

    3º) Fazendo uma análise mais prática, ele simplesmente sofreu o maior ataque da elite americana que um candidato a casa branca já enfrentou na história dos EUA, inclusive vários nomes importantes do próprio Partido Republicano não queriam o Trump. Ele foi eleito claramente contra tudo e contra todos.


    Por isso eu digo que ele é anti-establishment, é claríssimo que o Trump é contra a agenda cultural da esquerda e na minha opinião é justamente por isso que ele é atacado desesperadamente por esse grupo.
  • Joao  19/01/2017 22:31
    O establishment não está satisfeito. George Soros já perdeu mais de 1 bilhão depois dá vitória do Trump.

    Não concordo com medida protecionista, mas alguns aqui parecem viver em outra realidade. Ou era Clinton ou Trump. Clinton defendia o aumento de impostos, fim da liberdade de expressão pela polícia PC, rasgar a segunda emenda, enfraquecer a lei e a ordem do país e aprofundar as tensões raciais.

    Com tudo isso na balança, fui de Trump mesmo. É muito fácil se acovardar e falar que as duas opções eram iguais.
  • Paulo Bat  17/01/2017 21:10
    Em 11/08/2016 o Mises Institute americano escreveu o seguinte artigo: Mises Would Not Support Trump.

    Lá eles já previam tudo.

    Link: https://mises.org/blog/mises-would-not-support-trump
  • Paulo Bat  17/01/2017 23:43
  • Rennan Alves  18/01/2017 11:15
    Tire o "https", quando colocado o link fica sem os ":" depois dele.
  • Impavido Colosso  17/01/2017 22:13
    Os americanos tributaram a renda, e agora ficam chorando, porque as empresas foram embora ?

    É claro que a tributação excessiva da renda iria aumentar as importações.

    www.tradingeconomics.com/united-states/indicators

    The Sales Tax Rate in the United States stands at 0 percent. Sales Tax Rate in the United States averaged 0.00 percent from 2013 until 2016, reaching an all time high of 0.00 percent in 2014 and a record low of 0.00 percent in 2014.

    The Corporate Tax Ratein the United States stands at 38.90 percent. Corporate Tax Rate in the United States averaged 39.21 percent from 2000 until 2016, reaching an all time high of 39.30 percent in 2001 and a record low of 38.90 percent in 2016.

    The Personal Income Tax Rate in the United States stands at 39.60 percent. Personal Income Tax Rate in the United States averaged 36.42 percent from 2004 until 2016, reaching an all time high of 39.60 percent in 2013 and a record low of 35.00 percent in 2005.
  • Sérgio  17/01/2017 23:04
    Trump nem assumiu ainda e já está fazendo mais pelos EUA do que o Obama...

    Enquanto um governador PTralha mandou a Ford embora do estado aonde eu moro, Trump cumprir sua promessa de campanha de reindustrializar as regiões desindustrializadas.

    Viva Trump e fodam-se os comunas chineses!
  • Pobre Paulista  17/01/2017 23:10
    Acho que ninguém aqui está falando que o Trump é santo e vai salvar a economia e gerar empregos e etc. Apenas que o Trump tinha o mérito de não ser a Hillary, essa sim seria um verdadeiro desastre para os EUA, e quem sabe para o mundo.

    Mas em que pese o Trump ter sido um empresário de sucesso, digno de inspiração, ainda que ele seja inimigo declarado da esquerda, ele foi eleito, tornou-se um político e merece todo nosso desprezo por isso, tal qual todo e qualquer político.
  • pedro frederico caldas  17/01/2017 23:22
    Assisti debates e entevista de Trump e sua acessoria. Em nenhum momento ouvi algo que se assemelhe a protecionismo. Ele tem falado em smart commerce, tratar os países na mesma moeda e que os usa são tratados. Por exemplo, as empreiteiras de obra do Brasil podem operar nos usa (a Odebrecht fazia grandes obras aqui), enquanto o mercado de serviços do brasil é fechado às empresas americanas. Neste caso, a empresa construtora de qualquer país quer permita empresa americana também operar nele verá suas empresas operarem aqui. Ele é contra acordos multilaterais em que sejam jogados no mesmo saco países de realidades as mais distintas. Ele quer focar em acordos bilaterais em que os signatários poderaão operar nas duas mãos de direção. Ele fala em penalizar país, como a China, que manipula a moeda, etc. Em resumo, as empresas e o mercado americanos continuarão a sofrer a concorrência internacional dos países que pratiquem o livre mercado nos dois sentidos.
  • Double  18/01/2017 02:20
    Até que enfim um comentário sensato. Parabéns!
  • Henrique Zucatelli  18/01/2017 10:22
    Pedro, bom dia.

    Qualquer necessidade de acordo já mata o livre comércio. Logo, uma economia realmente livre deve começar abolindo qualquer tipo de acordo e liberalizar as importações garantindo assim o acesso das próprias indústrias nacionais a tecnologia e matéria prima do mundo todo. Essa é a melhor (ou diria a única) maneira de manter a indústria nacional viva e concorrendo no mercado interno, permitindo que ela concorra em pé de igualdade com seus concorrentes estrangeiros, ao mesmo tempo que avança tecnologicamente.
  • Mario Gonzaguinha Soares da Silva Só  18/01/2017 11:51
    Segundo os termos do seu próprio comentário, Trump, quando menos, quer responder ao protecionismo de terceiros com medidas protecionistas.

    Logo, pretende impor protecionismo.
  • Carlos Neto  18/01/2017 01:08
    "Em definitivo, o roteiro protecionista é sempre o mesmo, em todo e qualquer país: há uma classe privilegiada que ganha com o protecionismo (sindicatos e empresas isoladas da concorrência externa) e uma classe que se torna majoritariamente empobrecida, pois agora pagará mais caro por tudo. Nos EUA isso não será diferente."
    Banania do Norte!
  • a  18/01/2017 09:38
    Trump será considerado, após os seus dois mandatos, o melhor Presidente dos EUA, transformando-o no maior país do mundo.
  • Henrique Zucatelli  18/01/2017 10:10
    A culpa da desindustrialização nesses países não é apenas um movimento natural de redução de custos, como presume o artigo, mas sim de uma conjuntura nefasta de aumento de custos tributários + aumento na regulamentação + barreiras protecionistas.

    Se Trump fizer o que pretende, com a já altíssima carga tributária e regulamentação para o setor industrial, vamos ver uma mega crise em no máximo 6 anos.

    Explico melhor o que vejo, tendo como exemplo o Brasil.

    Em Lula 1 vimos o dólar derreter e com isso o real ter uma valorização substancial, barateando o importado. Aparentemente essa concorrência é considerada pelos industriais como desleal, porém em uma economia livre de moeda forte, todo tipo de importado fica mais barato, inclusive equipamentos e matéria prima . Caso estivéssemos em uma economia livre, o choque inicial seria impactante, porém seguiria um movimento de equalização de custos com o produtor estrangeiro.

    Sendo mais técnico, darei um exemplo básico na indústria plástica de embalagens brasileira x chinesa.

    Ambas utilizam polietileno como matéria prima, e como equipamento principal termo injetoras. Na matriz de custos desse produto, 50% é matéria prima, 20% é energia elétrica, e o restante fica entre amortização do equipamento, mão de obra, instalação etc.

    Ou seja: em uma economia livre, basta o produtor nacional (se ainda interessado em concorrer) importar a mesma matéria prima que o concorrente estrangeiro utiliza, e o mesmo com equipamento (se necessário). Os custos ficam equalizados e pode-se concorrer tranquilamente. Porém não foi isso que aconteceu aqui.

    Ao passo que o dólar derreteu e os importados chegaram, o lobby da FIESP, ABIMAQ, sindicatos e outras entidades foi tão forte que várias barreiras anti dumping foram erguidas, dificultando a importação de máquinas, equipamentos e matéria prima, anulando totalmente qualquer tentativa de concorrência. A premissa dessas guildas era de que iriam proteger as indústrias e os empregos do país, porém hoje vemos o que aconteceu. Nunca tivemos um período de desindustrialização tão aguda, ZERO investimentos produtivos de porte, e os próprios arquitetos desse movimento protecionista estão caindo como moscas, vítimas de seus próprios erros.

    Hoje posso dizer com propriedade que a saúde industrial de um país em um período de 10 anos é o termômetro de liberdade econômica mais exato que qualquer economista pode utilizar. E embaso minha tese nas economias mais avançadas do mundo, todas industrializadas: moeda forte, livre comércio, mercado de trabalho desregulado e respeito a propriedade privada.

    O empresário quer lucro, e vendo lucro no produtor de outra parte do mundo em seu país, também vai querer produzir e concorrer. Por isso, em um ambiente ideal de livre comércio, todos podem ter a premissa de produzir, e é isso que faz países como a Suíça, mesmo tendo os custos com mão de obra e imóveis altíssimos ter um parque industrial de dar inveja a qualquer nação.

    Há algo mais natural e óbvio que isso?


  • Empreendedor  18/01/2017 11:14
    "A culpa da desindustrialização nesses países não é apenas um movimento natural de redução de custos, como presume o artigo, mas sim de uma conjuntura nefasta de aumento de custos tributários + aumento na regulamentação + barreiras protecionistas."

    Prezado Henrique, tributos, regulamentação e barreiras protecionistas também representam custos do quais as empresas tentam fugir mudando-se para outras localidades.

    Ou seja, você girou em círculos.
  • Henrique Zucatelli  18/01/2017 12:34
    Empreendedor, bom dia. A busca por menores custos em outras regiões não existe apenas pela coerção estatal.

    Vou citar alguns exemplos naturais em uma economia de livre mercado.

    Aumento de custo natural de mão de obra

    Com o passar das gerações os trabalhadores em um livre mercado tendem a ficar cada vez mais capacitados, cobrando mais para exercer determinado trabalho. Daí a busca por regiões e países que podem oferecer menores custos.

    Oferta abundante de recursos naturais

    Em muitos casos compensa mais transformar "in situ" do que transportar centenas de milhares de toneladas através do mundo. A China não se tornou líder na manufatura de eletrônicos somente pela mão de obra farta e barata, mas por ser detentora de 70% das reservas de silício mundial.

    Cultura

    Determinados povos trabalham mais (e melhor) do que outros. Ponto.

    Só para finalizar, não use quote se não tiver 100% de certeza do que vai dizer. O único que conheço que faz isso com maestria e sem falar abobrinhas se chama Leandro Roque .

    Abraços,




  • Impavido Colosso  18/01/2017 12:44
    Claro que as tarifas de importação são para bloquear, e não para equalizar uma diferença de moeda, subsídios ou impostos.

    Porém, o maior problema é o imposto de renda das empresas.

    As grandes empresas produzem metais, combustíveis, produtos químicos, máquinas, telecomunicações, etc. As grandes empresas formam a base da economia. O aumento do preço nas indústrias de base afetam toda a economia.

    Esse ranking abaixo mostra o imposto sobre empresas. Os americanos estão sofrendo com a desindustrialização, graças ao imposto de renda sobre empresas.

    CORPORATE TAX RATE
    United Arab Emirates 55
    Puerto Rico 39
    United States 38.9
    Suriname 36
    Argentina 35
    Chad 35
    Congo 35
    Equatorial Guinea 35
    Gabon 35
    Guam 35
    Guinea 35
    Malta 35
    Zambia 35
    India 34.61
    Belgium 34
    Brazil 34
    Venezuela 34
    France 33.3
    Cameroon 33
    Seychelles 33
    Mozambique 32
    Namibia 32
    Pakistan 32
    Italy 31.4
    Morocco 31
    Japan 30.86
    Angola 30
    Australia 30
    Costa Rica 30
    El Salvador 30
    Ethiopia 30
    Honduras 30
    Kenya 30
    Malawi 30
    Mexico 30
    Nicaragua 30
    Nigeria 30
    Papua New Guinea 30
    Philippines 30
    Republic Of The Congo 30
    Rwanda 30
    Senegal 30
    Sierra Leone 30
    Tanzania 30
    Uganda 30
    Germany 29.72
    Luxembourg 29.22
    Greece 29
    New Zealand 28
    Peru 28
    South Africa 28
    Swaziland 27.5
    Dominican Republic 27
    Samoa 27
    Canada 26.5
    Algeria 26
    Zimbabwe 25.75
    Aruba 25
    Austria 25
    Bangladesh 25
    Barbados 25
    Bolivia 25
    China 25
    Colombia 25
    Ghana 25
    Guatemala 25
    Indonesia 25
    Israel 25
    Ivory Coast 25
    Jamaica 25
    Lesotho 25
    Mauritania 25
    Mongolia 25
    Myanmar 25
    Netherlands 25
    Norway 25
    Panama 25
    Spain 25
    Trinidad And Tobago 25
    Tunisia 25
    Uruguay 25
    Euro area 24.3
    South Korea 24.2
    Chile 24
    Laos 24
    Malaysia 24
    Egypt 22.5
    European Union 22.5
    Botswana 22
    Denmark 22
    Ecuador 22
    Slovakia 22
    Sweden 22
    Syria 22
    Portugal 21
    Afghanistan 20
    Armenia 20
    Azerbaijan 20
    Cambodia 20
    Croatia 20
    Estonia 20
    Fiji 20
    Finland 20
    Iceland 20
    Jordan 20
    Kazakhstan 20
    Libya 20
    Madagascar 20
    Russia 20
    Saudi Arabia 20
    Sudan 20
    Thailand 20
    Turkey 20
    United Kingdom 20
    Vietnam 20
    Yemen 20
    Czech Republic 19
    Hungary 19
    Poland 19
    Brunei 18.5
    Belarus 18
    Ukraine 18
    Switzerland 17.92
    Singapore 17
    Slovenia 17
    Taiwan 17
    Hong Kong 16.5
    Romania 16
    Albania 15
    Georgia 15
    Iraq 15
    Kuwait 15
    Latvia 15
    Lebanon 15
    Lithuania 15
    Mauritius 15
    Serbia 15
    Sri Lanka 15
    Cyprus 12.5
    Ireland 12.5
    Liechtenstein 12.5
    Macau 12
    Moldova 12
    Oman 12
    Bosnia and Herzegovina 10
    Bulgaria 10
    Kosovo 10
    Macedonia 10
    Paraguay 10
    Qatar 10
    Montenegro 9
    Uzbekistan 7.5
    Bahamas 0
    Bahrain 0
    Bermuda 0
    Cayman Islands 0
    Isle of Man 0
    Maldives 0
    Vanuatu 0
  • Paulo H  18/01/2017 21:43
    Só que a taxa efetiva dos eua é bem mais baixa que essa

    corporate income taxes

    www.forbes.com/sites/taxanalysts/2015/03/25/the-truth-about-corporate-tax-rates/#62d9360220a5
  • Nogueira  18/01/2017 14:28
    Mas isso também pode ser uma oportunidade para o mexicano produzir os seus próprios carros.
    Essa dependência que países subdesenvolvidos têm dos desenvolvidos é palhaçada.
    Produzir um carro não é algo desconhecido como era antes das revolução industrial, mas, mesmo assim, países como o Brasil ficam dependentes das multinacionais; os caras vão embora na crise e o povo fica choramingando porque fica tudo caro.
    Claro que o governo tem que dar liberdade para as pessoas produzirem tudo livremente dentro do território nacional e é isso que eu vejo que tem que ser cobrado do governo: liberdade para que cada país produza os seus próprios bens de consumo. Isso seria a independência definitiva.
  • David Ricardo  18/01/2017 14:38
    Aí você está ignorando o princípio das vantagens comparativas.

    Para você ter uma ideia, na Austrália, não há nenhuma grande montadora de automóveis. E, na Nova Zelândia, nem sequer há montadora de automóveis. Eles já perceberam que é muito mais negócio importar carros baratos do que direcionar recursos escassos para fazer algo em que não são bons. Eles sabem que isso seria burrice. Eles entendem a lei das vantagens comparativas.

    Igualmente, não há por que o México, do nada, inventar que eles devem sair construindo carros a rodo. Quem disse que eles são bons nisso? Mais ainda: por que isso seria economicamente sensato?

    O que é economicamente sensato é fazer aquilo que seja mais barato, prático e que consumo o menos possível de recursos escassos.

  • Nogueira  18/01/2017 15:32
    Tudo bem. Só que os recursos escassos não é uma constante: um hora pode haver abundância de mão de obra no território nacional, em outra pode haver mão de obra em outro país. Se fosse uma constante todo país seria um feudo produzindo apenas o que é sua especialidade.
  • Sigfried  18/01/2017 17:32
    Após Alemanha desafiar EUA a construir carros melhores, BMW "atropela" Trump

    O vice-chanceler da Alemanha, Sigmar Gabriel, deu uma reposta pouco educada e um tanto polêmica às declarações do futuro presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. "Construam carros melhores", disse ao jornal Bild, após o republicano "reclamar" que há muito mais carros alemães nos Estados Unidos que veículos norte-americanos na Alemanha.

    Gabriel, que também é ministro da economia, afirmou ainda que a indústria automotiva norte-americana é "pior, mais fraca e mais cara", segundo o portal CNBC.

    As declarações de Gabriel são uma reação às ameaças do republicano de impor taxas de importação de 35% às montadoras alemãs que estabelecerem fábricas no México para exportar veículos para os Estados Unidos.

    BMW

    As ameaças, no entanto, não foram suficientes para intimidar uma das maiores e mais famosas fabricantes de veículos do mundo, a alemã BMW. Nesta segunda-feira (16), o executivo da companhia Peter Schwarzenbauer confirmou em uma conferência em Munique que a empresa seguirá com os planos de abrir uma fábrica em San Luis Potosí, no México, em 2019.

    A nova planta construirá o BMW Série 3, com a produção destinada ao mercado mundial. A fábrica seria um complemento das instalações de produção da Série 3 existentes na Alemanha e na China.

    www.infomoney.com.br/mercados/noticia/6022632/apos-alemanha-desafiar-eua-construir-carros-melhores-bmw-atropela-trump
  • End the FED  18/01/2017 20:11
    A Alemanha hoje pra mim não passa de uma grande nação que se prostituiu para esses esquerdistas europeus, inclusive vamos nos lembrar que um dos maiores entusiastas da "Constituição Européia" foi quem? Justamente Angela Merkel.

    Hoje a Alemanha serve apenas como o grande bastião que mantem vivo o projeto de esquerda para a Europa, e é extremamente melancólico ver que uma das poucas autoridades monetárias que tinham algum respeito como o Bundesbank estar atualmente subordinado ao inflacionista BCE.

    Infelizmente a Alemanha hoje não é nem mais sombra do que já foi no passado e a sua única função é manter vivo o projeto de esquerda europeu.
  • pedro frederico caldas  19/01/2017 21:57
    Trump diz que baixará o imposto corporativo para 15%. Creio que esteja na direção certa.
  • Diego  20/01/2017 23:31
    Olá, Leandro!

    Você considera acuradas as informações neste artigo: www.acting-man.com/?p=48077 ?

    Obrigado!
    Abraços!
  • Leandro  20/01/2017 23:45
    Parecem acuradas, sim -- embora eu mesmo não seja muito fã dessas métricas de "verdadeira oferta monetária", as quais considero subjetivas demais.

    Olhar como está se comportando a expansão do crédito é um indicador mais acurado.
  • Diego  21/01/2017 17:26
    Obrigado, Leandro! Grande abraço!
  • Josélton  21/01/2017 00:42
    Como rebater logicamente o argumento estatista que a inflação não é causada pelo aumento da oferta monetária e sim pela ganancia do capitalista em aumentar o preço e que isso reflete no ipca logo é o causador da inflação.
  • Praxeologista Apriorista  21/01/2017 03:19
    Simples: pedindo para citarem um único -- um só basta -- exemplo de um país que tenha vivenciado uma inflação de preços contínua sem que tenha havido nenhum aumento na oferta monetária.

    Se mostrarem um único exemplo de país que vivenciou aumento de preços contínuos ao mesmo tempo em que a quantidade de dinheiro na economia permaneceu inalterada, então aí sim estará demonstrado que aumento contínuo de preços e quantidade de dinheiro na economia não têm relação nenhuma.

    Simples.
  • Lopes  21/01/2017 03:35
    Se o empresariado de seu trono celeste pode aumentar os preços livremente, por que fazê-lo de forma tão gradativa? Se pudessem simplesmente aumentar o preço por capricho da ganância, contentar-se-iam com muito mais que 4% a 8% ao ano. Por que não um milhão por cento ao dia? Confessar que a tese estapafúrdia não condiz com a realidade deixa o esquerdista somente com a desculpe de que o empreendedor não gosta de dinheiro.

    Quão feliz é a vida do empresário nas fantasias da esquerda! Pergunto-me porque todo comunista que conheço ainda quer ser funcionário público e não rentista explorador opressor.
  • marcela   21/01/2017 12:04
    Vá lá Trump!Mostre-se fiel ao seu discurso e enfraqueça o dólar,pois isso ajudará o Temer a expandir o crédito sem causar inflação,exatamente como aconteceu no governo Lula,quando o Bush nos ajudou com um dólar fraco causado por suas guerras irresponsáveis.O pessoal do IMB disse que aquele cenário não iria se repetir, mas prove que eles estavam errados!Faça reviver o cenário do governo Lula!Acabamos de aprovar a PEC do teto dos gastos e isso garante equilíbrio nas contas públicas,diferente do que acontecia nos governos petistas.Se possível,obrigue o Brasil a importar mais coisas aí dos EUA,pois isso beneficiará o consumidor brasileiro que terá mais produtos de qualidade à disposição.Se possível também barre alguns produtos brasileiros,pois isso fará com que esses produtos fiquem aqui no Brasil,aumentando a oferta e diminuindo preços.O Brasil tem balança comercial superavitária e ao contrário do que você pensa,isso prejudica e muito o povo brasileiro.Ajude-nos a sair desse atoleiro em que a Dilma nos colocou,Donald Trump.


  • Leandro  21/01/2017 13:53
    Só discordo deste ponto: "O pessoal do IMB disse que aquele cenário [dólar fraco] não iria se repetir, mas prove que eles estavam errados!"

    Na verdade, nada impede que aquele cenário se repita. Se o novo governo seguir uma retórica protecionista ou destruir o orçamento, o dólar será enfraquecido.

    A explicação para o segundo caso é óbvia; já a explicação para o primeiro é mais indireta. Mas basicamente funciona assim: se um governo diz que quer restringir o comércio e dificultar o acesso de produtos estrangeiros ao seu mercado interno, então, na prática, ele está dizendo que quer uma moeda mais fraca, sem grande poder de acesso aos produtos estrangeiros Por definição. Ato contínuo, o próprio mercado se encarrega de desvalorizar a moeda.

    Isso meio que já está acontecendo com o dólar. Se tal processo vai continuar ou não, depende totalmente da postura do novo governo americano.
  • edimar  24/01/2017 00:56
    Creio que Trump fara a economia dos EUA crescer em torno de 3-4% ao ano a partir de 2019, a um curto prazo, pode chegar a 5%, neste ano pode chegar a mais de 2%, e reduzir o desemprego a 4%, podendo chegar a 3%. Pra ele baixar impostos para a agropecuária, extrativismo e indústria produzirem seus produtos em território americano ele terá que reduzir a máquina do governo, pra isto tem Obamacare e outras imundícies sociais pra corta, além dos super gastos das forças armadas, mais só isto não basta, terá que atacar o FED para lidar com a super dívida com a impressão de dólares, o que criará inflações de de 2-3% ao ano. Talvez com tanto cortes realizados em alguns dias, o governo termine em levíssimo superavit. Reduzir impostos nem sempre quer dizer baixar as receitas, às vezes aumenta as receitas, principalmente se Trump reduzir os impostos sobre renda e propriedades, e manter os sobre o consumo, as pessoas vão consumir mais e as empresas investirem mais. Também pode privatizar escolas, universidades e hospitais federais, além das agências reguladoras e imóveis e terrenos. Creio que ele não fechará o EUA, ele deve está fazendo somente ameaças, cortando impostos dos que produz nos EUA e mantendo a tarifa para quem produz fora. Isso não afetará negativamente a curto e médio prazo os States, durante o seu mandato e reeleição.
  • Bernardo  24/01/2017 11:13
    Só que a economia não é movida por nostalgia. Se as fábricas fecharam é simplesmente porque os produtos que elas fabricavam não são mais demandados pelo povo americano. Isso realmente não é difícil de entender. E não será com protecionismo que o povo irá voltar a querer os produtos antiquados e caros dessas fábricas.

    De resto, você demonstrou ignorância básica em relação a um ponto crucial da economia: as vantagens comparativas.

    Se a população americana voluntariamente compra de estrangeiros, então ela está deixando claro que é mais negócio produzir fora e vender barato dentro dos EUA do que produzir caro dentro dos EUA e vender ainda mais caro. No segundo cenário, o poder de compra da população aumenta estrondosamente -- e é exatamente isso que aconteceu nos EUA.

    Se o protecionismo por si só transformasse um país em potencia, então o Brasil da década de 1980, onde as importações eram proibidas, deveria ser um portento. No entanto, era uma piada. E muito sem graça.

  • marcela  24/01/2017 11:38
    Prezado Leandro,no artigo 2190,intitulado"O que realmente permitiu o grande crescimento econômico brasileiro da última década",
    você escreveu o seguinte:"Tal cenário de bonança pode se repetir?  Poder, pode.  Caso o próximo presidente dos EUA seja um belicista que enfie o país em novas aventuras militares, ou seja um trapalhão econômico que invente novas heterodoxias, é bem possível.  Mas é bom não contar com isso".Quer dizer, você alertou que não deveríamos contar com isso,mas eis aí um trapalhão econômico que está inventando novas heterodoxias,e que fará reviver aquele cenário.Ainda no artigo 2190 você explica que o dólar fraco ajudou a causar o boom das commodities,assim podemos esperar um novo boom em breve,afinal além de não ter papas no língua, o Trump sempre faz o que diz,assim é certo que o dólar vai ficar fraco.Minha única preocupação é que o Maduro pode ser beneficiado na Venezuela,pois as eleições por lá vai ser só em 2019.No mais, sugiro aos leitores a releitura do artigo 2190,pois não se trata de teoria, mas de empiria pura,e nos diz mais ou menos o que podemos esperar nos próximos anos.
  • Cristiane de Lira Silva  25/01/2017 02:16
    Preciso saber se essas empresas norte-americanas tratam os chineses como as fábricas de Jeans os tratam e se são responsávéis pelos níveis intoleráveis de poluição da China.

    O Trump vai desglobalizar o mundo.
  • Emerson Luis  18/02/2017 20:05

    Trump é um empreendedor, um negociador. Suas afirmações de aparência protecionista podem significar (pelo menos em parte):

    "O meu antecessor aceitou acordos que são prejudiciais para o meu país e eu quero renegociá-las.

    Se a renegociação não acontecer, eu vou tomar certas medidas com as quais eu sei que o meu próprio país vai ser prejudicado, mas os países de vocês vão ser mais ainda e nós temos muito mais capacidade de suportar esses prejuízos.

    Preferimos sofrer esses prejuízos a continuar com esses acordos do jeito que estão, caso não renegociem. Cada um dos seus países precisa mais dos EUA do que os EUA precisa dele especificamente.

    Então decidam o que vocês preferem, renegociação com benefício mútuo ou protecionismo com prejuízo mútuo."

    * * *


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