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Você sabe quem é o presidente da Suíça?
O fato de você nunca ter ouvido falar de nenhum político suíço explica bem o sucesso daquele país

Doris Leuthard. Esse é o nome da atual presidente da Suíça.

Mas nem se preocupe em decorar esse nome: ano que vem o presidente já terá mudado. Assim como era outro presidente no ano passado. 

Sim, a Suíça muda seu presidente anualmente.

Aliás, há algo de muito interessante sobre a política suíça: você simplesmente nunca ouviu falar de nenhum político suíço em nenhum momento da história.

Você certamente conhece nomes — atuais ou do passado — de políticos da França, da Alemanha, do Reino Unido, da Itália, da Áustria, de Portugal, da Espanha, da China, do Japão, e dos principais países da América Latina. Uma simples pesquisa no Google irá lhe apresentar toda a equipe do atual chefe de governo de cada um desses países.

Mas você absolutamente nada sabe sobre a política da Suíça. Você simplesmente nunca ouviu falar de nenhum político da Suíça, nem atual nem do passado. Com efeito, você sequer sabe ao certo qual é o sistema político vigente na Suíça.

(Há uma piada antiga que diz que não há corrupção na Suíça porque as pessoas simplesmente não sabem onde estão os políticos que elas devem tentar subornar para conseguir favores.)

A questão é: como é que um país tão famoso (e tão invejado) no cenário internacional possui um executivo totalmente desconhecido?

Os suíços se opuseram a um governo central desde o início de sua história

O começo da confederação suíça nunca esteve relacionado à busca pelo poder.

Do século XIV em diante, enquanto toda a Europa estava dilacerada ou por conflitos territoriais ou por conflitos religiosos (como Guerra dos Trinta Anos, de 1618 a 1648), os originariamente 8 cantões da Antiga Confederação Helvética eram um microcosmo de paz e prosperidade.

Sim, dentro desses cantões também havia diferenças religiosas, mas sua população, em vez de guerrear entre si, preferiu um acordo: fizeram um pacto de mútua assistência militar para proteger a neutralidade da região e sua paz.

O Sacro Império Romano-Germânico havia concedido a essa comunidade de cantões a imediatidade imperial, o que significava que os cantões estavam livres do domínio do Império (eram autônomos) ao mesmo tempo em que faziam parte dele. Considerando-se que as realezas européias extraíam volumosas quantias de impostos de seus súditos para financiar suas guerras que duravam décadas, ser um suíço àquela época era comparável a viver no primeiro genuíno paraíso fiscal da história.

Mais ainda: por qualquer ângulo que se olhe, as seguidas destruições que ocorriam em toda a Europa faziam com que as eventuais diferenças que havia entre os cantões suíços parecessem totalmente insignificantes.

Posteriormente, as diferenças religiosas começaram a crescer também na Suíça, gerando conflitos entre os cantões católicos e os cantões protestantes. Cada um desses conflitos teve seus vencedores, mas, mesmo assim, nenhum deles conseguiu impor uma verdadeira mudança de regime, uma vez que os cantões eram diversos demais para serem governados centralizadamente. Os governos cantonais simplesmente se recusavam a cooperar entre si. Um governo cantonal não seguia ordens de nenhum outro governo cantonal. A única política com a qual todas concordavam era a política externa de neutralidade, a qual acabou por poupar o país de todas as guerras.

Em 1798, porém, o Exército Revolucionário Francês invadiu a Confederação e estabeleceu a República Helvética. A Suíça deixava de ser uma confederação e se tornava um estado centralizado. A soberania cantonal foi abolida e os cantões foram reduzidos a distritos administrativos, tudo à imagem da França revolucionária. A República Helvética, "Una e Indivisível", foi proclamada e as forças de ocupação estabeleceram um estado centralizador baseado nas idéias da Revolução Francesa.

Mas essas idéias "progressistas" sofreram ampla resistência e foram abolidas 5 anos depois, pois a população suíça se recusava a cooperar com quaisquer tentativas de centralização. A República Helvética era simplesmente incompatível com a mentalidade suíça: os indivíduos exigiam que todas as decisões governamentais fossem feitas em nível cantonal, e não em nível federal.

A centralização e a Guerra Civil da Suíça

A República Helvética acabou em 1803 com a Ata de Mediação, promulgada por Napoleão Bonaparte. O estado centralizado foi abolido.

Mas ainda havia uma pendenga sobre a legitimidade de se ter um governo federal. Após décadas de desavença quanto a essa questão, uma guerra civil acabou por encerrar a querela.

A Guerra de Sonderbund ("aliança separada", em alemão), de novembro de 1847, foi uma batalha originada por sete cantões católicos conservadores que se opunham à centralização do poder e que, por isso, se rebelaram contra a Confederação que estava em vigor desde 1814. Esta foi provavelmente uma das menos espetaculares guerras da história do mundo: com duração de 26 dias, o exército federal perdeu 78 homens e teve outros 260 feridos. Mas saiu vencedor. A Conspiração Sonderbund se dissolveu e a Suíça se tornou, em 1848, o estado que é até hoje.

Apenas pense nisso: a guerra suíça (caracterizada por sua inacreditavelmente baixa violência quando comparada às outras guerras) foi motivada puramente pela rejeição à centralização do poder e pelo ceticismo quanto aos poderes usufruídos por uma entidade grande. E lembre-se de que estamos falando de um país territorialmente pequeno (apenas 41 mil quilômetros quadrados). O resultado foi, e é, um estado relativamente neutro que permite uma maior quantidade de liberdade e prosperidade que praticamente todas as outras nações européias.

O Conselho Federal, impotente por natureza

Mas então, qual é oficialmente o governo da Suíça?

O executivo do país é representado por um órgão chamado Conselho Federal. Ele é composto por 7 membros, sendo cada membro responsável por um dos sete ministérios da Suíça (que lá são chamados de Departamentos). Esses sete membros são nomeados pelas duas câmaras da Assembleia Federal.

A presidência e a vice-presidência do Conselho Federal sofrem um rodízio anual. Já o mandato dos 7 membros é de quatro anos. O atual Conselho é formado por 2 social-democratas, 2 conservadores de centro-direita, 2 conservadores nacionalistas, e um democrata-cristão (Doris Leuthard, que é a atual presidente).

Embora a Confederação da Suíça tenha sido criada para seguir o exemplo dos EUA no que diz respeito ao federalismo e aos direitos dos estados, os suíços conseguiram evitar que o poder executivo se concentrasse em apenas uma pessoa.

É interessante notar que, embora cada país europeu tenha feito (e ainda faça) constantes alterações em sua forma de governo, o formato do Conselho suíço é o mesmo desde 1848. A única mudança política já ocorrida no Conselho Federal foi a recente reversão da Fórmula Mágica, também conhecida como o "consenso suíço", que é o costume político de repartir os 7 assentos do Conselho entre os quatro maiores partidos: com a chegada do industrial bilionário e opositor da União Europeia Christoph Blocher e seu Partido Popular Suíço, esse acordo político foi chacoalhado. Mais ainda: fez com que uma eventual entrada da Suíça na União Europeia seja ainda mais improvável.

O Conselho demonstra unidade em relação ao povo e a maioria de suas decisões é feita por consenso. E é assim porque seu papel é muito mais decorativo do que funcional, dado que a maior parte do poder é prerrogativa dos cantões. Decisões relacionadas a educação, saúde, assistencialismo e até mesmo criação de impostos são feitas exclusivamente em nível regional. O governo federal não pode editar medidas provisórias e não tem poder de veto.

O presidente da Suíça não tem praticamente nenhum espaço nas discussões políticas e econômicas que ocorrem no país. Portanto, se você não sabia quem é o presidente da Suíça, não se preocupe; vários suíços também não sabem.

O localismo funciona na Suíça

Os cantões suíços são os responsáveis pelo equilíbrio da política: os cantões conservadores são todos aqueles que estão fora das grandes cidades, como Zurique, Genebra e Berna (a capital). A população das comunidades menores rejeita a ideia de ter um governo distante e centralizado em uma capital nacional. Como resultado, os suíços continuamente rejeitam propostas progressistas, como a de abolir a energia nuclear e a de usufruir uma renda garantida de 2,5 mil francos suíços mensais para cada cidadão. Mais de 75% dos suíços foram contra a medida.

Essa propensão ao localismo seria consideravelmente mais difícil não fosse o sistema de democracia direta, muito comum na confederação.

Todas as leis federais são submetidas às quatro etapas abaixo:

1. Um projeto de lei é preparado pelos especialistas na administração federal.

2. Esse projeto de lei é apresentado para um grande número de pessoas por meio de uma pesquisa de opinião: governos cantonais, partidos políticos, ONGs, associações da sociedade civil podem comentar sobre o projeto de lei e propor mudanças.

3. O resultado é apresentado a comissões parlamentares dedicadas ao assunto nas duas câmaras do parlamento federal, é discutido em detalhes a portas fechadas e finalmente é debatido em sessões públicos em ambas as câmaras do parlamento.

4. O eleitorado possui o poder final de veto sobre o projeto de lei. Se qualquer pessoa conseguir encontrar, em três meses, 50.000 cidadãos dispostos a assinar uma petição pedindo um referendo sobre esse projeto de lei, um referendo será marcado. Para que um referendo seja aprovado, o projeto de lei precisa ser apoiado apenas pela maioria do eleitorado nacional, e não pela maioria dos cantões. É comum a Suíça fazer mais de dez referendos em um determinado ano.

Tais referendos explicam por que o Conselho Federal é formado por partidos da situação e da oposição: se não houver consenso, a oposição pode usar a iniciativa popular (referendo) para derrubar qualquer decisão tomada em nível nacional.

O fato é que, entre 1893 e 2014, apenas 22 de 192 iniciativas populares foram aprovadas pelos eleitores.  A reticência com que essas iniciativas são recebidas pelos suíços indica prudência da parte dos eleitores e aversão a leis criadas centralizadamente.

E foi esse sistema de pesos e contrapesos, representado tanto pelos cantões agressivamente localistas quanto pela ferramenta da democracia direta, que tornou a Suíça particularmente resistente ao crescimento do poder do governo, e um dos poucos bastiões da liberdade na Europa.

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Leia também:

Como o porte irrestrito de armas garantiu a liberdade dos suíços

Se o objetivo é limitar os gastos do governo, há um exemplo prático a ser copiado: a Suíça

Palmas para os suíços

 

31 votos

autor

Bill Wirtz
estuda direito na Universidade de Lorraine, em Nancy, França.


  • Adriel Felipe  13/01/2017 14:11
    Como responder a isso: "A China usa mão de obra escrava" de maneira consistente?
  • Guilherme  13/01/2017 15:29
    Favor fazer as perguntas nos artigos apropriados.

    O protecionismo e o "trabalho escravo" dos chineses
  • Qualquer Ezequiel  14/01/2017 20:46
    Como qualquer outro estado? Ou você acha que trabalhar para ter metade (ou mais) do que você ganha indo para o governo é muito mais moral, ético e virtuoso, é claro.
  • Arthur Bernardi Jordão  08/02/2017 12:45
    O salário médio chines ultrapassa o brasileiro
  • Pobre Paulista  13/01/2017 14:59
    O Franco Suíço é de curso forçado?
  • Hans  13/01/2017 15:29
    O euro circula livremente na Suíça.
  • End the FED  13/01/2017 16:02
    Mas vale lembrar, e foi até matéria aqui no IMB também, que a Suíça havia ancorado o Franco Suíço ao Euro, entretanto em decorrência dos problemas monetários que isso estava causando para a Suíça eles repentinamente disseram que iriam abandonar essa ancoragem no Euro. E o resultado foi uma valorização de uns 30% do Franco Suíço em 1 dia.
  • Magno  13/01/2017 16:10
    Sim, foi o primeiro caso na história de uma moeda que, ao abandonar um arranjo de câmbio fixo, se valorizou em vez de se desvalorizar.

    Artigo sobre isso:

    Uma surpresa suíça
  • End the FED  13/01/2017 16:04
    Interessante o artigo, realmente quando se houve falar na Suíça normalmente é a imprensa dizendo até com uma certa incredulidade que os Suíços rejeitaram propostas coletivistas como renda minima para todos ou criação de um salário minimo.

    Os únicos países que eu realmente admiro são Suíça e Cingapura (Hong Kong também entraria, mas ai tem toda aquela discussão de se é um pais ou não).
  • Eternauta  13/01/2017 15:03
    Não da pra fazer esse mesmo modelo de governo com um país enorme(dimensões continentais) como o Brasil.

    O Brasil é muito diferente de uma região para outra, diferente da Suíça que é mais homogêneo.

  • Rene  13/01/2017 15:49
    Se o tamanho do país é um problema, então por que não quebrar o Brasil em vários países pequenos, que funcionem como a Suíça.
  • Anônimo  13/01/2017 16:09
    Acho que é exatamente pelo fato de que cada região do Brasil é diferente uma da outra, que a implantação desse sistema deveria ser estudada.
  • Erick V.  13/01/2017 16:30
    "O Brasil é muito diferente de uma região para outra, diferente da Suíça que é mais homogêneo."

    O cidadão só desconsiderou o fato de que a população suíça é dividida em ao menos quatro grupos linguísticos diferentes (alemão, francês, italiano e romanche), que se refletem em culturas diversas espalhadas ao longo do território. O Bananal é bem mais homogêneo do que isso.
  • Luciana  13/01/2017 16:36
    Juro que é verdade: certa vez fiz intercâmbio na Inglaterra e conheci dois intercambistas suíços: um era de um cantão alemão e outro era de um cantão francês.

    Ambos se ignoravam completamente e se tratavam como se fossem de países totalmente distintos.

    Fiz amizade com o do cantão alemão e, quando lhe perguntei por que ele não se entrosava com o do cantão francês, ele simplesmente respondeu que o francês não era "suíço de verdade".

    Essa suposta "homogeneidade" dos suíços é um mito. E é exatamente por isso que o país funciona perfeitamente bem como uma confederação. Leis inventadas por franceses não serão aceitas pelos alemães e vice-versa.
  • O Libertário  13/01/2017 17:06
    É exatamente por isso que precisamos de um sistema como este.
  • 4lex5andro  13/01/2017 19:40
    O Brasil não deveria ser um único país, mas vários estados independentes.

    E é por isso que no primeiro artigo da constituição social-fabianista brasileira está escrito: "(....) República Federativa do Brasil, formada pela UNIÃO INDISSOLÚVEL dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado (....)".
  • Ricardo Pohlot Perfeito  16/01/2017 11:05
    Há no Brasil um Movimento Federalista. Em Curitiba, um cidadão escreveu um livro, que eu considero um pouco fraco para um assunto tão importante, mas que dá uma boa idéia de como seria um "República Federalista do Brasil". Quem tiver interesse, veja "Movimento Federalista" ou o Livro "Cara Nova para o Brasil" de Thomas Korontai.
  • Mateus  14/01/2017 02:45
    cara é o contrario, na suiça sao faladas 4 linguas diferentes que varia de regiao pra regiao e a cultura é mt diferente.

    Relativamente seria mais facil fazer aqui no brasil mas com regioes autonomas
  • Paulo  25/02/2017 17:47
    Quem está propondo que façamos isso aqui? Obviamente não dá, mas não é pelo tamanho, é por não termos vivido essa história toda e estarmos muito distantes da cultura e vivência política do povo suíço. Eles exercitam política e aprendem com isso desde a idade média.
  • Leandro Bahl  26/02/2017 18:11
    Não leu a matéria? A suíça nunca foi homogênea. E é justamente a diferença entre regiões que mais justifica a descentralização. Meu Estado sozinho não teria eleito Dilma, Tirica, Romário, Jean Willis, Maria do Rosário, etc. Poder livrar minha vida das decisões políticas do resto do país seria um grande alívio.
  • Vinicius  13/01/2017 15:10
    E nem adianta sonhar em copiar. A grande estrela disso tudo é o povo que rejeita o poder Central e só isso basta. Qualquer sistema daria certo quando a população sabe o mal que o poder centralizado faz.
    E qualquer sistema irá dar errado quando tem uma população Estadista, tipo a brasileira.
  • Moraes  13/01/2017 15:30
    Não verdade, é mais fácil do que parece.

    Primeiro, adota-se um federalismo pleno em relação à Brasília. Depois, dá-se autonomia plena a cada estado.

    Aqueles que quiserem continuar de joelhos perante Brasília, que o façam. Aqueles que não quiserem, que não tenham seu saco enchido.
  • Rafa  13/01/2017 18:40
    Um estado centralizado forte está no DNA do brasileiro, herança de nossa colonização portuguesa. Em geral, o brasileiro adora botar a culpa de suas desgraças em Brasília, e adora muito mais que Brasília cuide dele feito um pai amoroso. Basta comparar o federalismo capenga que impera por aqui ao americano - um exemplo mais próximo do nosso que a Suíça - para entender o que eu digo.
  • Gustavo  15/01/2017 12:07
    Exatamente.
  • Paulo Bostermann de Carvalho  13/01/2017 15:14
    o problema é quando essa democracia direta acaba se tornando algo absurdo, tipo na Califórnia onde decidiram 16 (!) referendos estaduais no mesmo dia, sem contar os locais. alguns dos assuntos eram complicados até para quem acompanha política, então imagina para o cidadão 'comum'.
    com resultados mais saudáveis foram colorado e maine, talvez por serem estados menores, o que ajuda na tal descentralização de poderes (california tem a mesma população da espanha, por ex.)
    mas no geral acredito que políticos optem por esses referendos mais para "livrarem a cara", ou seja, se algo der errado foi culpa da população e não deles. no caso da california, por exemplo, qualquer coisa eles apontam juízes que revertem o resultado do referendo (notavelmente quando a população rejeitou casamento gay em 2008)
  • Leandro Bahl  26/02/2017 18:12
    Eu como "cidadão comum", me considero mais inteligente e capaz de decidir sobre minha vida do que Romário, Tiririca, ex-BBBs como Jean Willys, Dilma, Lula, Maria do Rosário, etc.
  • Engenheiro Falido  13/01/2017 15:26
    Boa tarde,

    Como invejam as medidas sociais da Suíça a esquerda brasileira, porém, não, nunca comentam esse lado liberal, de menos burocracia e burocratas, de cada individuo se responsabilizar pelo seu país e de todos participar da criação de leis.

    Ótimo artigo.
  • Raphael Morais  13/01/2017 15:31
    Caramba, realmente nunca tinha ouvido falar algo ligado a política da Suíça. Sempre que algum assunto surgia sobre o país, era relacionado a algum tipo de desvio de dinheiro! Excelente artigo!
  • Ricardo Galvagni  13/01/2017 15:31
    Essa uma coisa que eu sempre admirei. Não saber quem é o dono da loja, da empresa nem o presidente do país. Significa que a instituição em si é sua maior propaganda. Não o dono ou a personalidade que a representa.
  • Rockwell  13/01/2017 15:34
    A cada quatro anos, em cada eleição presidencial, eu tenho o mesmo sonho: eu não sei ou não me importo em saber quem será o presidente.

    Mais importante: eu não preciso saber, nem me preocupar com isso. Eu não tenho que votar ou prestar atenção em debates. Eu posso ignorar todas as propagandas políticas.

    Não existem riscos em jogo, seja para o meu país ou para minha família. Minha liberdade e minha propriedade estão tão asseguradas que, francamente, não faz diferença quem vença. Eu nem preciso saber seu nome.

    Nesse meu devaneio, o presidente é apenas uma figura representativa, sem autoridade real; um símbolo, que é quase invisível para mim e para minha comunidade. Ele não tem a riqueza pública à sua disposição. Ele não administra ministérios e nem agências reguladoras. Ele não pode nos tributar, nem dar subsídios aos ricos ou aos pobres, nem indicar juízes que irão retirar nosso direito à autonomia, nem controlar um banco central que inflaciona a oferta monetária e provoca os ciclos econômicos, e nem mudar as leis autoritariamente — seja para agradar aos interesses especiais daqueles de quem ele gosta, seja para punir aqueles que o desagradam.


    As eleições presidenciais e o liberalismo clássico
  • mauricio barbosa  13/01/2017 15:42
    Moçada não existe modelo de governo perfeito,quem pensa assim será um eterno insatisfeito,agora o artigo procura mostrar as vantagens da descentralização...Ou seja eu prefiro a descentralização com os defeitos que tem do que esse leviatã centralizado em Brasília...
  • Giancarlo  13/01/2017 16:05
    Só uma correção, a guerra dos trinta anos foi de 1618 a 1648 e não de 1618 a 1848
  • Lel  13/01/2017 16:15
    Informações muito interessantes.

    Suíça realmente é um território invejável.
  • Eurípedes  13/01/2017 16:26
    Fiz questão de ler todos os nomes dos presidentes da Suíça.

    Eu, que me considero relativamente bem informado, nunca ouvi falar de absolutamente nenhum deles. Aliás, não sabia ao certo se lá era parlamentarismo ou presidencialismo. (Eu sabia que não era monarquia simplesmente porque nunca ouvi falar em "rei da Suíça", mas também nunca ouvi falar em "presidente da Suíça" ou "primeiro-ministro da Suíça").

    Sinal de que o governo é totalmente desimportante.
  • Ismael Barros  13/01/2017 17:12
    A Suíça recebe muito dinheiro sujo, isso não contribui para o desenvolvimento do país?
    Não estou criticando, só perguntando mesmo!
  • Thomas Jordan  13/01/2017 17:59
    Essa é uma afirmação típica de pessoas completamente ignorantes sobre como funciona o sistema bancário suíço.

    Não existe, em termos práticos, isso de "dinheiro enviado para a Suíça". Você acha que, por exemplo, Eduardo Cunha enviou centenas de milhões de reais para a Suíça? Diga-me, por favor, o que um banqueiro suíço fará com reais, uma moeda que só é transacionada no Brasil?

    Não existe isso de "enviar dinheiro para a Suíça". Vou lhe explicar como ocorre, passo a passo:

    1) Eduardo Cunha rouba 500 milhões de reais.

    2) Eduardo Cunha decide enviar este dinheiro para a Suíça.

    3) Eduardo Cunha não tem como mandar reais para a Suíça, pois a Suíça não trabalha com reais.

    4) Eduardo Cunha tem, então, de converter reais em dólares (sim, em dólares, e não em francos suíços; você já vai entender por quê);

    5) Como Dudu faz isso?

    6) Exatamente como faz qualquer exportador-importador.

    7) Como faz um exportador-importador? É simples.

    8) Quando um brasileiro exporta laranja para a Suíça, não entram francos suíços na sua conta bancária aqui no Brasil. O franco suíço não é moeda corrente aqui. Sendo assim, o franco suíço não "entra" no Brasil via sistema bancário e nem muito menos sai do sistema bancário americano.

    O que ocorre na prática é que o importador suíço possui uma conta bancária, num banco americano, em dólares. Por que num banco americano e em dólares? Porque o dólar é a moeda internacional de troca. Os países negociam em dólares, e não em suas respectivas moedas nacionais.

    9) Prosseguindo, o exportador brasileiro irá adquirir, deste importador suíço, a titularidade de uma conta bancária, em um banco americano, em dólares.

    Ato contínuo, esse exportador brasileiro pode decidir entre:

    9-a) vender a titularidade dessa conta bancária americana para outra pessoa (normalmente para um banco brasileiro ou para um importador brasileiro, que então depositará reais na conta do exportador brasileiro em um banco brasileiro); ou

    9-b) manter a propriedade dessa conta em dólares, decidindo investir esses dólares na própria economia americana (comprando ações, debêntures ou até mesmo títulos do governo americano).

    10) Normalmente, escolhe-se a opção a.

    11) Perceba que, neste exemplo, os francos nunca saíram da Suíça. E nenhum real saiu do Brasil. Nenhum dinheiro "atravessou fronteiras". Houve apenas uma troca de titularidade de uma conta bancária num banco americano.

    12) O que houve foi que o importador suíço transferiu a propriedade de sua conta bancária americana para o exportador brasileiro.

    13) Voltemos a Eduardo Cunha. Como procederá nosso herói?

    14) O intrépido Cunha será exatamente a pessoa que irá pagar esse exportador em reais. Mais especificamente, Cunha agirá como se fosse um importador: ele venderá seus 500 milhões de reais para esse exportador de laranja em troca de dólares nesta sua conta bancária americana, e essa conta bancária americana em dólares estará agora -- a pedido de Cunha -- em nome de um banco suíço (ou, mais especificamente, em nome de uma pessoa qualquer que represente este banco), o qual cobrará uma taxa para cuidar desse dinheiro.

    15) Ou seja, cunha adquiriu a titularidade da conta bancária americana e a repassou para um banco suíço, que será o responsável por cuidar desses dólares, em troca de uma taxa.

    Fim.

    A pergunta final é: exatamente como essa operação explica a Suíça ser um país rico e desenvolvido? Não entrou dinheiro na Suíça. Os dólares de (ou os reais roubados por) Eduardo Cunha não estão sendo usados na Suíça. O banco suíço está prestando apenas um "serviço de armazenagem e gerenciamento", e está cobrando por isso. Nenhum cidadão comum suíço foi beneficiado (e nem prejudicado) por isso. Isso não gerou expansão do crédito na Suíça. Isso não gerou abertura de empreendimentos. Isso não gerou empregos.

    Por fim, Uruguai, Porto Rico (quebrado), Costa Rica, Guatemala, Panamá e Vanuatu também são "paraísos fiscais". Por essa lógica, deveriam ser potências suíças.
  • Informado  13/01/2017 18:15
    Haha escolher o nick de Thomas Jordan para dar essa explicação foi uma sacada e tanto.

    É por isso que esse site possui o mais alto nível nos comentários dentre todos os de economia e política do Brasil.
  • Cético  13/01/2017 18:46
    Exatamente meu caro.

    Eu falo isso continuamente. Não existe crime de evasão de divisas. Isto é um "crime" inexistente. Não tem o menor sentido.
  • Primo  13/01/2017 23:10
    Thomas Jordan 13/01/2017 17:59 diz: "15) Ou seja, cunha adquiriu a titularidade da conta bancária americana e a repassou para um banco suíço, que será o responsável por cuidar desses dólares, em troca de uma taxa.

    Fim. "

    Porque fim?

    16) O banco suíço passa a trocar dólares por franco suíço.

    17) A moeda suíça se valoriza pois aumenta a demanda.

    18) Estabilidade política, base monetária controlada, mantém a valorização em alta.

    19) Quando Cunha pede seu dinheiro de volta, o banco troca seu franco suíço por dólares. Como o franco suíço está valorizado, o banco suíço consegue comprar mais dólares, mas isso não afeta o preço do dólar, pois ele tem base monetária maior.

    20) Isso não tem fim, é ad eternum. Volta no passo 1).

    Isso fez a moeda suíça ficar forte. Os suíços, alquimistas natos, os invés de fabricar ouro em si, chegaram em uma formula para fabricar o valor do ouro.

    Os outros paraísos fiscais, não tem estabilidade política, por isso não conseguem manter a valorização da moeda.
  • Thomas Jordan  13/01/2017 23:36
    "16) O banco suíço passa a trocar dólares por franco suíço."

    Pelo visto, você não entendeu absolutamente nada das 15 etapas anteriores.

    Como é que o banco suíço vai trocar dólares que estão na forma de dígitos eletrônicos em um banco americano por francos suíços na Suíça, cidadão?

    "17) A moeda suíça se valoriza pois aumenta a demanda."

    Não é isso o que ocorre, mas, ainda que fosse, seria uma deliciosa contradição para os intervencionistas, que são os grandes críticos desse arranjo. Segundo eles, a Suíça é rica porque "recebe dinheiro sujo". Mas, segundo você, esse "dinheiro sujo" aprecia a taxa de câmbio suíça, que é exatamente aquilo que os intervencionistas condenam e dizem causar "desindustrialização".

    Por favor, cheguem a um acordo.

    "18) Estabilidade política, base monetária controlada, mantém a valorização em alta."

    Isso é correto. Mas não tem absolutamente nada a ver com o item 16.

    Aliás, outra contradição sua: se o seu item 16 de fato ocorresse, então a base monetária estaria aumentando, o que geraria desvalorização do franco. Pense melhor.

    "19) Quando Cunha pede seu dinheiro de volta, o banco troca seu franco suíço por dólares. Como o franco suíço está valorizado, o banco suíço consegue comprar mais dólares, mas isso não afeta o preço do dólar, pois ele tem base monetária maior."

    Delírio completo. Quando Cunha pede o dinheiro de volta, o banco suíço vende dólares no mercado Forex para um importador brasileiro, e é esse importador brasileiro quem vai repassar reais para Cunha em um banco no Brasil.

    O seu item 19 está em contradição com o seu item 18 que está em contradição com seu item 16.

    "20) Isso não tem fim, é ad eternum. Volta no passo 1)."

    O que realmente é ad æternum é o seu desconhecimento

    "Isso fez a moeda suíça ficar forte. Os suíços, alquimistas natos, os invés de fabricar ouro em si, chegaram em uma formula para fabricar o valor do ouro."

    Isso aí já é efeito de drogas pesadas.

    "Os outros paraísos fiscais, não tem estabilidade política, por isso não conseguem manter a valorização da moeda."

    Não há estabilidade política em Porto Rico (que é praticamente um estado americano)? Há revoluções no Uruguai? Qual é o tumulto que tem ocorrido no Panamá? Qual foi a última revolta social ocorrida em Vanuatu (que é o país mais feliz do mundo)?

    É cada um...
  • Ismael Barros  10/05/2017 13:15
    Desculpa, mas sendo assim, quais as vantagens de sermos uma nação exportadora?
  • Alfredo  10/05/2017 14:22
    Em tese, a vantagem de se exportar muito é poder utilizar essas divisas para importar muito. Porém, se o governo impõe tarifas de importação e desvaloriza a moeda, então exportar muito não só não traz nenhum benefício, como ainda piora o bem-estar das pessoas.

    Exportar muito significa que a oferta de produtos no mercado interno está diminuindo (o que gera aumento de preços). E restringir importação significa que não está havendo reposição destes produtos no mercado interno.

    Ou seja, quem defende que as exportações devem ser aumentadas e as importações devem ser restringidas está na realidade dizendo que a quantidade de produtos à disposição da população nacional deve ser duplamente reduzida — gerando, no mínimo, mais carestia.
  • Pablo  13/01/2017 18:58
    Podemos inclusive fazer uma pergunta no mesmo "nível" da do Ismael: nas décadas de 1980 e 1990, Colômbia, Peru e Bolívia "recebiam muito dinheiro sujo". Todos os consumidores mundiais de cocaína enviavam dinheiro para esses países.

    E o volume total de dinheiro fazia com que as contas suíças parecessem meros trocados.

    Por que isso não contribuiu para o desenvolvimento desses países?
  • Jango  14/01/2017 13:29
    Seychelles, Bahamas e Líbano também são paraísos fiscais.

    Se simplesmente ser um paraíso fiscal gerasse prosperidade, tais países seriam potências econômicas. No entanto, apenas as Bahamas de fato é um bom país desses 3 que eu listei, principalmente por causa do turismo.
  • Guilherme  14/01/2017 14:13
    Engraçado como os estatistas se contradizem. Chamam esses países de paraísos fiscais, mas esquecem que para existir "paraíso fiscal" deve também existir "inferno fiscal". Se a pouca regulação e taxação desses países é a única causa de sua prosperidade, por quê eles defendem um estado regulatório e taxador gigantesco?
  • Primo  15/01/2017 12:13
    Guilherme 14/01/2017 14:13
    "Engraçado como os estatistas se contradizem. Chamam esses países de paraísos fiscais, mas esquecem que para existir "paraíso fiscal" deve também existir "inferno fiscal". Se a pouca regulação e taxação desses países é a única causa de sua prosperidade, por quê eles defendem um estado regulatório e taxador gigantesco? "

    Engraçado mesmo, vocês defendem a abertura econômica para receber capital estrangeiro dizendo que isso gera desenvolvimento e negam que o capital de um banco cheio de dólares tragam algum beneficio.
  • Tio  15/01/2017 12:58
    "vocês defendem a abertura econômica para receber capital estrangeiro dizendo que isso gera desenvolvimento"

    Sim, capital estrangeiro para fazer investimentos produtivos de longo prazo, como a ampliação de instalações industriais, a abertura de fábricas e escritórios, a importação de máquinas e bens de capital de ponta, a construção e a melhora da infraestrutura etc.

    "e negam que o capital de um banco cheio de dólares tragam algum benefício"

    Isso não é capital estrangeiro fazendo investimentos produtivos de longo prazo. Isso é apenas um banco nacional se tornando detentor de uma outra conta bancária nos EUA.

    Se você acha que é tudo a mesma coisa, e que ambos geram os mesmíssimos efeitos, então seu conhecimento econômico é realmente vergonhoso.
  • Reinaldo Schroeder  13/01/2017 19:17
    " Há uma piada antiga que diz que não há corrupção na Suíça porque as pessoas simplesmente não sabem onde estão os políticos que elas devem tentar subornar para conseguir favores"

    Sério, fui obrigado a rir alto aqui com esta.
    Quem me dera fosse assim no Brasil, mas com a mentalidade generalizada de que o povo precisa de uma figura paterna provedora de tudo, vai ser difícil.
  • anônimo  15/01/2017 13:21
    Por isso sempre será um país subdesenvolvido.
  • Paulo Henrique  13/01/2017 20:47
    Se preocupar com presidente já é um sinal de decadência política
    Repare como a presidência dos EUA virou quase uma eleição global. Todo mundo se preocupa com o próximo presidente yankee, como se o que ele fizesse lá fosse te afetar diretamente do outro lado do globo (e de fato afeta) .. Sinal claro da decadência americana . No Brasil então é quase ridículo comparar a mentalidade suíça com a Brasileira, aqui não só o presidente tem um papel forte, como acreditamos que ele deve ter esse papel quase que por ''natural'', sequer cogitamos a ideia que não precisamos ter um, e mesmo os que desconfiam do estado, ainda pensam em colocar um ''menos pior'' lá. Enfim, é muita diferença cultural.. Que sirva de indicativo aos liberais que a briga é cultural , na mentalidade, e que não adianta entrar na política se essa mentalidade do povo não mudar

    O que é uma pena. O Brasil poderia ser um dos melhores (se não o melhor) país do globo
  • Tio Patinhas  13/01/2017 20:57
    OFF:
    https://www.libertarianism.org/columns/ancient-greeces-legacy-liberty-public-services-athens?

    "How were police services, courts, and education provided in ancient Athens?"

    Acho que seria interessante traduzir se possível esse texto, principalmente para quem diz que apenas o governo pode fornecer polícia, justiça e educação.

    Obrigado.
  • anônimo  14/01/2017 03:46
    A base do capitalismo é sustentada pela ética, honestidade e respeito.

    Por mais que dinheiro aumente o poder, não é fácil viver com crápulas da esquerda tentando saquear tudo que veêm pela frente.

    Nessa situação de confisco geral da social-democracia, atacar a propriedade privada alheia virou uma coisa normal. Cobrar o imposto de renda não causa a mínima vergonha. Ganhar uma bolsa ou uma vaga em instituição pública virou motivo de festa. Obrigar as pessoas a fazerem o que não querem não causa o mínimo de preocupação.



  • Off-Topic  14/01/2017 12:13
    Off Topic

    Caros amigos, me ajudem a responder essa indagação.

    Recentemente tentaram defender o arranjo da Petrobrás nacionalizada com o argumento de que a extração de petróleo na Noruega foi o que permitiu o desenvolvimento daquele país, pois o governo utiliza as divisas arrecadadas com a exportação de petróleo para financiar a importação de todo tipo de produtos para o bem estar da população norueguesa. Esse argumento procede?

    Abraços.
  • Guilherme  14/01/2017 13:23
    Inacreditável os argumentos que os estatistas inventam para proteger suas mordomias (cargos em estatais).

    Para começar, na Venezuela é o mesmíssimo arranjo. Por que funciona em um e não no outro?

    Quanto à Statoil norueguesa, ela vende a gasolina mais cara do mundo!

    Atualmente, um litro de gasolina na Noruega está custando 14,70 coroas norueguesas.

    Ao câmbio de hoje (8,27 coroas por dólar), dá 1,77 dólar por litro.

    Já nos EUA, um litro de gasolina está custando US$ 0,66 por litro.

    A renda per capita dos noruegueses é 1,22 vez maior que a dos americanos.

    Mas sua gasolina custa 2,68 vezes mais. E o país é totalmente autossuficiente, ao contrário dos EUA.

    Seria interessante vender esse arranjo como pró-pobre. "Estatize a produção de petróleo e tenha a gasolina mais cara do mundo".

    Ou seja, a Noruega, que bóia em petróleo e que possui uma estatal monopolista para gerir o setor, paga 2,7 vezes que os americanos, que importam gasolina e que a consomem como se não houvesse amanhã. E cujo setor está fora das mãos do estado.

    É tudo uma questão de lógica: se o país flutua em petróleo, o preço do petróleo para seus cidadãos tem de ser, no mínimo, mais baixo do que os preços praticados em países que não bóiam em petróleo, que importam petróleo e que não recebem subsídios do governo. A Noruega não passa nesse teste.
  • Lucas Braga  14/01/2017 18:40
    Espero ajudar a explicar por que a gasolina norueguesa é tão cara e por que a Statoil funciona tão bem. As fotos linkadas são trechos da entrevista com Helge Lund, então presidente da Statoil, nas páginas amarelas da revista VEJA 2308, de 13/02/2013.

    Página 1, Página 2, Página 3.

    Sobre o sucesso da Statoil:
    #1 "Os políticos de meu pais acreditam que o melhor para todos é que a companhia seja eficiente e competitiva"
    #2 "A Statoil não tem direito automático sobre todas as áreas exploratórias"
    #3 "Na Noruega, temos de competir com gigantes multinacionais como Exxon, Shell, BP e Chevron"
    #4 "A lógica que nos rege não é a da reserva de mercado, mas a da busca da eficiência. Felizmente, há um razoável consenso entre os políticos noruegueses de que a competição é um valor inabalável"
    #5 "O governo norueguês tem 65% das ações, mas apenas um representante no comitê que nomeia os conselheiros. Em 2001, quando passamos a vender ações na bolsa, o estado norueguês assumiu publicamente o compromisso de nunca, sob hipótese alguma, tentar arbitrar os rumos da companhia. Minha obrigação é gerar valor aos acionistas. Se falhar, o governo me manda embora"

    --//--

    Sobre os altos preços da gasolina na Noruega, os motivos são claros:

    "Pagamos 78% de impostos sobre a atividade petrolífera"...
    ... além de 14,1% de encargos trabalhistas...
    ... e de 25% de Imposto sobre Valor Agregado.

    Aí já viu, né?

    --//--

    Leandro, pode esclarecer uma dúvida?

    Faz sentido relacionar os altos juros de cartão de crédito/empréstimos/cheques especiais ao fato de que os salários e tudo que gira em torno deles - compromissos de comerciantes com fornecedores, faturas de cartão e de serviços residenciais etc. - são pagos mensalmente?

    Sendo assim, se os salários pudessem ser pagos semanalmente, esses juros seriam menores?
  • anônimo  26/01/2017 01:45
    Mas isso não poderia ser usado como exemplo por estatistas para confirmar que empresas públicas podem ser eficientes e concorrer com empresas privadas, bastando emular o mesmo modelo de gestão da Statoil?
  • Thomas  26/01/2017 09:56
    Qual seria o argumento? "Vamos criar uma estatal que funcione exatamente como uma empresa privada, com a diferença de que, quando ela tiver prejuízos, os pobres é que arcarão com o socorro, mantendo seus executivos muito bem remunerados."

    Boa sorte. Eu não gostaria de estar desse lado da argumentação.
  • JM  26/05/2017 23:04
    Ainda no assunto da Noruega, por vezes ouvi liberais respondendo os estatistas - que advogam que a prosperidade da Noruega deve-se ao estado de bem-estar social - dizendo que a sua riqueza deve-se ao fato de estar "boiando em petróleo". Ora, se a estatal petrolífera escandinava oferece uma gasolina à preços tão abusivos, ou seja, se o petróleo não é o segredo norueguês, como o país se sustenta com o estado de bem-estar social? Existe algum material que esclareça isso?
  • Trader  27/05/2017 02:41
    "Ora, se a estatal petrolífera escandinava oferece uma gasolina à [sic] preços tão abusivos, ou seja, se o petróleo não é o segredo norueguês, como o país se sustenta com o estado de bem-estar social?"

    Oi?! Acho que você se embananou aí na lógica.

    A Noruega consegue manter um estado de bem-estar social porque bóia sobre petróleo, exporta este petróleo, e utiliza as receitas destas exportações. Não tem nada a ver com isso que você falou.

    Outra coisa, a Noruega, assim como Suécia e Dinamarca, possui uma população produtiva. E a social-democracia é um arranjo que só consegue ter longa duração em países ricos, cuja população é extremamente produtiva e possui alta renda per capita, de modo que ela consegue suportar a alta carga tributária necessária para bancar o estado de bem-estar social.

    Em países pobres, de população pouco produtiva e de baixa renda per capita, tal arranjo se torna inexequível. Motivo: para gastar muito, o governo inicialmente terá de tributar. Mas como a população é pouco produtiva e de baixa renda per capita, o tamanho desta tributação terá um limite natural. Sendo a tributação insuficiente, o governo terá de se endividar, pegando emprestados centenas de bilhões para poder efetuar todos esses gastos. E ele só conseguirá pegar emprestados todos esses bilhões se pagar caro por isso.

    Se uma população que ainda é pobre e pouco produtiva quer ter um governo federal que cuide de absolutamente tudo, então os gastos deste governo serão altos e não poderão ser integralmente cobertos por impostos.

    Consequentemente, terá de haver um endividamento maciço e contínuo do governo. E, para conseguir pegar emprestado todo esse dinheiro e para conseguir rolar sua dívida, ele terá de oferecer juros altos e atraentes. Esses juros altos — necessários para bancar os gastos de uma social-democracia em um país pobre — afetarão todo o crescimento econômico.

    Se a população quer um estado social-democrata que seja provedor, ela tem de já ser rica e produtiva. Caso contrário, o arranjo é insolvente. Impossível um classe C viver como classe A por muito tempo. A fatura sempre chega. E quando chega, assusta.

    Esse, aliás, é o paradoxo da social-democracia: apenas populações ricas e produtivas — que em tese não necessitam dela — podem se dar ao luxo de ter uma.

    Social-democracia é luxo de país com população rica. E nenhum país enriqueceu aplicando a social-democracia. A história mostra que, primeiro os países enriqueceram por meio do livre mercado, depois, só depois, implantaram a social-democracia, a qual se consolidou apenas na década de 1970.

    População ainda pobre não tem como aplicar social-democracia. Se o fizer, os custos serão inviáveis no longo prazo. Para o Brasil, o longo prazo já chegou.

    Dois artigos para você exatamente sobre isso:

    A social-democracia no Brasil entrou em colapso - abandonemos os delírios e sejamos mais realistas

    Dois desafios para os social-democratas defensores do intervencionismo estatal e de um estado grande
  • Bernardo  14/01/2017 13:33
    Sinceramente? Se um país só consegue importar algo porque exporta petróleo, então esse país em nada se difere de um país bananeiro.

    Não é o caso da Noruega, obviamente, que consegue importar bastante porque também exporta vários outros bens e serviços (como pesca e produtos tecnológicos).

    Quem diz que a Noruega só consegue importar porque exporta petróleo caro, e só exporta petróleo porque o petróleo é estatal, não apenas está demonstrando suprema ignorância econômica, como também, e ainda mais engraçado, está utilizando um argumento que é um tiro pela culatra: está defendendo um petróleo artificialmente caro para o povo.

    Tente ir a público e veja se consegue apoio defendendo este arranjo.
  • anônimo  14/01/2017 15:56
    Venezuela e Brasil possuem o mesmíssimo arranjo. Por que não são potências econômicas igual a Noruega?

    Os estatistas possuem um seríssimo problema em conseguirem visualizar causa e consequência.
  • anônimo  14/01/2017 18:06
    Considerando que as exportações de petróleo e gás representam aproximadamente 64% do volume total de exportações da Noruega, não seriam de grande importância para viabilizar as importações do país? Já que pescados e produtos tecnológicos representam no máximo 18% das exportações.

    atlas.media.mit.edu/en/visualize/tree_map/hs92/export/nor/all/show/2014/
  • Tulio  14/01/2017 19:02
    Sim, são (o que, aliás, mostra quão pouco diversificada é a economia da rica Noruega, contrariando o que recomendam os intervencionistas para o Brasil, que dizem que um país só pode se desenvolver se exportar de tudo).

    Mas a questão é: por que a pauta de exportação tem de ser estatal? Aliás, outra incoerência: dado que empresas privadas são gananciosas e só visam ao lucro, então se as exportações forem dominadas por empresas privadas, é de esperar que as exportações sejam ainda maiores (afinal, elas querem o lucro).

    Logo, se exportar mais é exatamente o objetivo, então o argumento está dado.
  • hilberto Batista de Oliveira filho   14/01/2017 12:42
    Tudo é possível na Suíça devido a alto nível da educação familiar . Nunca seremos um país desenvolvido, porque somos todos oriundos de ESPERTOS e DESONESTOS.
  • anônimo  14/01/2017 16:15
    O próprio Carl Marx identificou isso.

    O capitalismo depende do respeito entre os individuos. Quando você quebra essa relação de respeito e cria um caos na sociedade, a tendência é que o capitalismo tenha mais dificuldades.

    Por pior que seja a teoria social do Carl Marx, ele soube identificar uma maneira de causar problemas reais ao capitalismo.
  • Capitalista Keynes  16/01/2017 11:47
    Cara concordo contigo ....aqui é : "Farinha pouca, meu pirão primeiro". Nunca seremos desenvolvidos com essa cultura de levar vantagem em tudo.
  • Eternauta   14/01/2017 12:43
    Você sabe quem é o presidente da China?

    O fato de você nunca ter ouvido falar de nenhum político chinês explica bem o sucesso daquele país....OH WAIT

  • Apoplético  14/01/2017 13:08
    Quer dizer então que você nunca ouviu falar em Mao Tsé-Tung?!

    Em Deng Xiaoping, que tem até duas frases mundialmente famosas ("enriquecer é glorioso" e "não importa a cor do gato, desde que ele coma os ratos")?!

    Já nomes como Xi Jinping, Li Keqiang, Hu Jintao, Wen Jiabao e Bo Xilai estão diariamente na mídia (eu mesmo os sei de cor).

    Você é o primeiro caso que vejo de pessoa que faz de sua própria ignorância um certificado de cultura.
  • mauricio barbosa  14/01/2017 14:26
    Toma eternauta ridículo igual aos professores de esquerda que ensinam estas asneiras...
  • Olho   14/01/2017 15:11
    Segundo caso; o primeiro foi o Sr. Luís Inácio.
  • Kafka   15/01/2017 13:49
    Você sabe quem é o presidente da Vietnã ?

    O fato de você nunca ter ouvido falar de nenhum político vietnamita explica bem o sucesso daquele país....Oh WAiT
  • Apoplético  15/01/2017 13:52
    Você nunca ouviu falar em Ho Chi Minh?! Você nunca ouviu falar que o Vietnã é oficialmente um país comunista?!

    (Aliás, em maio do ano passado Obama foi ao Vietnã e tirou fotos com o "líder" do país, um caquético de 70 anos que está há um bom tempo no poder e cujo nome não tive o menor interesse em decorar...)

    Cristo Rei, a ignorância grassa no Brasil...


    P.S.: não sabia que o Vietnã tinha a mesma proeminência econômica global da Suíça... É cada coitado que despenca por aqui.
  • Zeca Baleiro  15/01/2017 14:42
    Você sabe quem é o presidente do Kwait ?

    O fato de você nunca ter ouvido falar de nenhum político kwaitiano explica bem o sucesso daquele país....oH wAiT
  • Fausto Nilo  16/01/2017 10:57
    Apesar de só agora ter sacado que era tudo uma ironia desde o início, vale dizer que o Kuwait é interessante: ele tem a moeda mais forte do mundo (1 dinar kuwaitiano compra 3,28 dólares americanos), e seu PIB per capita está entre os maiores do mundo.

    O país parece ser mais moderno que Houston.

    Confere só os tipos de carros populares que circulam lá
  • Túlio  15/01/2017 13:53
    Haha o coitado do "Eternauta" ficou tão descompensado com a traulitada que tomou do Apoplético, que até mudou de nick. Mas só piorou e levou outra.

    Na prática, disse que o Vietnã tem a mesma presença e importância global que a Suíça.
  • anônimo  27/05/2017 15:51
    Vietnã = Ho Chi Minh.

    Até mudaram o nome da capital (Saigon) para o nome dele.
    Alguns vietnamitas ainda chamam pelo nome Saigon.
  • anônimo  15/01/2017 15:52
    Quem diabos é Vietnã no cenário internacional? Vietnã é menos desenvolvido e menos rico até que o Brasil.
  • Saudade Arrazoada  15/01/2017 12:17
    Offtopic: Ao senhor Hélio Beltrão ou qualquer membro da Equipe IMB que tenha competência para alterar o layout do site

    Fazem alguns meses que o layout do site foi atualizado, contudo não foi exatamente melhorado. Por certo o atual é esteticamente mais bonito e charmoso: A logomarca do IMB está mais limpa, as cores mais bem casadas, e as imagens -- sempre bem selecinadas -- ganharam destaque. Ocorre que o site está deveras pesado, de maneira que aos leitores do site está sendo cobrado um maior preço para acessa-lo (medido em tempo e em tráfego de dados).

    Além disso os comentários ficam mal arrumados, a organização dos artigos por tema não se acha facilmente, as belas sinopses do artigos foram trocadas por um resumo de duas linhas, e por ai vai.

    Seria dificil disponibilizar a versão antiga do site concomitantemente com a atual? Ou mesmo retomar por completo a versão antiga e pedir desculpas ao profissional que construiu a nova? Não acredito que o meu caso seja isolado pois minha internet não é tão lenta assim; o site demora mais a carregar do que um video no youtube.

  • anônimo  15/01/2017 12:27
    A questão principal da federalização é o dinheiro. Esse modelo brasileiro atual é de distribuição de pobreza.

    Quanto menos dinheiro no governo federal, maior será a limitação política de Brasília.

    Seria menos pior se governo federal cuidasse somente de questões entre países e entre estados. Brasília está se metendo em tudo quanto é assunto.

    Um bom exemplo é esse ranking do PIB por município. O Brasil possui dezenas de municípios com PIB europeu. Essas cidades não se desenvolvem, porque a maioria dos impostos não vão para o município.

    Quem diria que os munícipios de Cairu/BA ou Santo Antônio dos Lopes/MA possuem PIB per capita europeu ?

    Essa federalização atual é distribuidora de pobreza.

    Posição Município Estado PIB per capita (R$)
    1 Presidente Kennedy Espírito Santo 715.193,70
    2 São Gonçalo do Rio Abaixo Minas Gerais 340.688,49
    3 Louveira São Paulo 278.145,26
    4 Porto Real Rio de Janeiro 255.658,30
    5 Selvíria Mato Grosso do Sul 254.242,69
    6 Ilha Comprida São Paulo 242.646,02
    7 Quissamã Rio de Janeiro 223.042,26
    8 Triunfo Rio Grande do Sul 215.393,60
    9 São João da Barra Rio de Janeiro 212.966,61
    10 Itapemirim Espírito Santo 187.712,94
    11 Barueri São Paulo 171.831,09
    12 Saudade do Iguaçu Paraná 162.074,95
    13 Itatiaiuçu Minas Gerais 159.386,78
    14 Cairu Bahia Bahia 158.424,64
    15 Anchieta Espírito Santo 153.719,03
    16 Confins Minas Gerais 150.763,29
    17 Campos de Júlio Mato Grosso 144.968,37
    18 Paulínia São Paulo 131.151,41
    19 Santa Rita do Trivelato Mato Grosso 128.896,82
    20 Extrema Minas Gerais 128.232,82
    21 Santo Antônio dos Lopes Maranhão 127.317,03
    22 Cajamar São Paulo 125.437,27
    23 Jaguariúna São Paulo 124.527,70
    24 Campos dos Goytacazes Campos dos Goytacazes Rio de Janeiro 122.063,03
    25 Rio das Ostras Rio de Janeiro 121.799,76
    26 Marataízes Espírito Santo 121.204,88
    27 Canaã dos Carajás Pará Pará 118.954,21
    28 Armação dos Búzios Rio de Janeiro 115.444,11
    29 Parauapebas Pará Pará 114.753,57
    30 Chapadão do Céu Goiás 114.455,13
    31 Mariana Minas Gerais 114.347,90
    32 Aratiba Rio Grande do Sul 111.147,71
    33 Alto Horizonte Goiás 109.786,77
    34 Nova Lima Minas Gerais 109.298,94
    35 Piratuba Santa Catarina 108.895,40
    36 Casimiro de Abreu Rio de Janeiro 105.694,07
    37 Ilhabela São Paulo 105.112,86
    38 Jeceaba Minas Gerais 103.079,85
    39 Pinhal da Serra Rio Grande do Sul 102.491,90
    40 Rio Fortuna Santa Catarina 102.398,30
    41 Tapira Minas Gerais 102.363,77
    42 Vinhedo São Paulo 102.187,18
    43 Muitos Capões Rio Grande do Sul 101.313,12
    44 Cordeirópolis São Paulo 100.432,56
    45 São Caetano do Sul São Paulo 97.889,94
    46 Perolândia Goiás 97.053,92
    47 Ipojuca Pernambuco 95.666,34
    48 Jundiaí São Paulo 92.970,39
    49 Ouro Preto Minas Gerais 90.705,27
    50 Catas Altas Minas Gerais 90.141,86
    51 Araporã Minas Gerais 89.839,69
    52 Tasso Fragoso Maranhão 88.489,66
    53 Alumínio São Paulo 87.738,91
    54 São José dos Pinhais Paraná 87.697,29
    55 Itatiaia Rio de Janeiro 87.008,64
    56 Macaé Rio de Janeiro 85.462,97
    57 Horizontina Rio Grande do Sul 84.842,04
    58 Alto Taquari Mato Grosso 84.762,48
    59 Cabo Frio Rio de Janeiro 84.225,68
    60 Itiquira Mato Grosso 83.476,91
    61 Itabirito Minas Gerais 82.753,26
    62 Borá São Paulo 82.705,08
    63 Luís Antônio São Paulo 82.502,96
    64 Ipeúna São Paulo 82.466,86
    65 Guatambú Santa Catarina 81.834,39
    66 Vargeão Santa Catarina 81.758,20
    67 Cachoeira Dourada Goiás 81.477,56
    68 Brumadinho Minas Gerais 80.945,24
    69 Osasco São Paulo 80.265,37
    70 Paraty Rio de Janeiro 79.960,25
    71 Cabreúva São Paulo 79.705,27

  • a  15/01/2017 16:54
    Uma coisa é certa: Quem alterar a minha Previdência Social, morrerá.
  • anônimo  15/01/2017 22:11
    SE queremos virar uma Suíça, precisamos acabar com a reeleição.

    O ideal é que nenhum cargo público tenha qualquer tipo de reeleição.

    O que é uma reeleição ? Reeleição é o início de uma ditadura branca.

    Se os políticos não podem se reeleger, a tendência é ter menos populismo, menos gastos em benefício próprio, menos corrupção, etc.

    Nesse momento, o melhor é ter um estado mínimo, onde os políticos não precisam fazer muita coisa.

  • Anderson  15/01/2017 22:19
    Por curiosidade, vale ressaltar que o problema do primeiro colocado, Presidente Kennedy, não é por pouca arrecadação do município. Há casos de corrupção, mesmo recebendo verbas na ordem das centenas de milhão, o município é pobre, com ruas sem asfalto, a maior parte do lugar sem saneamento básico e etc.

    Olha essa reportagem: https://www.viuonline.com.br/a-corrupcao-sangra-presidente-kennedy/

    Ao que parece, o município sofre dos mesmos males que o resto do país...
  • Edujatahy  16/01/2017 00:45
    Isto apenas demonstra que pib per capita é um péssimo indicador de qualidade de vida.

    Na realidade. Difícil saber um cálculo que se adeque a preferência subjetiva de indivíduos diferentes. Por isso que informações "estatisticas" que os keynesianos tanto adoram devem ser sempre questionaras.

    É possível se ter um "pib" alto simplesmente porque o repasse de dinheiro público para aquela localidade é alta (por exemplo, um médico em uma cidade pobre elevará o pib ler capita do município). Isto não significa que a qualidade de vida da população local é alta.
  • Alexandre  16/01/2017 10:40
    A democracia, enquanto um ideal, é um produto da civilização, não da evolução. Ide devagar! Escolhei com cuidado! Pois os perigos da democracia são:
    1. A glorificação da mediocridade.
    2. A escolha de governantes vis e ignorantes.
    3. O fracasso em reconhecer os fatos fundamentais da evolução social.
    4. O perigo do sufrágio universal nas mãos de maiorias pouco instruídas e indolentes.
    5. A escravidão à opinião pública; a maioria nem sempre está certa.
    Fonte: "O Livro de Urântia".
  • Benzoato de Sódio  16/01/2017 11:41
    Vejo isso desde que eu nasci.
  • Jorgetta  16/01/2017 13:28
    Como ter esperança num país onde um conhecido "formador de opinião", sedizente conservador (ou "liberal", sei lá exatamente como ele se auto-enquadra), diz isso aqui:

    "Ignorar que as iniquidades sociais do Brasil contribuem para levar ao paroxismo a violência corresponde a negar a importância de políticas públicas em favor da educação, da saúde e da segurança. Ignorar a necessidade de conjugar ações de longo prazo, que diminuam a estúpida desigualdade vigente no país, com políticas mais consequentes de repressão ao crime é igualmente energúmeno" (veja.abril.com.br/blog/reinaldo/prisoes-e-o-bueiro-do-inferno-de-comunas-e-fascistoides/)

    Ou seja, o problema é a "falta" de políticas públicas de segurança, saúde e educação; o problema é a falta de ações que "diminuam a estúpida desigualdade vigente no país".
  • Benzoato de Sódio  16/01/2017 16:42
    Existe uma palavra que serve para definir uma pessoa quando seu discurso foge da sua prática, esta palavra é Hipocrisia. Este homem se diz conservador e se diz liberal, mas vive defendendo posições social-democráticas. Ou ele é um hipócrita ou não tem muito conhecimento sobre o que está opinando. Das duas opções fico com a primeira.
  • Rodrigo  16/01/2017 17:05
    Reinaldão voltou das férias ainda mais estatista que o normal. Será que ele foi pra França?

    Perceba, aliás, que ele recorre ao mesmíssimo truque da esquerda: se você não concorda com políticas que confisquem os frutos do seu trabalho e os repassem para terceiros, então você é um "energúmeno".
  • Max Rockatansky  16/01/2017 18:49
    E se você não pedir mais estado para "diminuir a estúpida desigualdade vigente no país" você é um "estúpido".

    "Detalhe": a desigualdade de rendas, como sabemos, não é o problema; a questão é a geração de riqueza e prosperidade. Seja como for, a desigualdade é causada pelo mesmo estado que o citado jornalista social-democrata pede uma atuação ainda mais "forte".

    O estado gera as desigualdades sociais que ele próprio alega ser o único capaz de resolver:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1769


    Ainda:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2521

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2117

  • Janjão  17/01/2017 13:42
    E era batata:

    o citado cidadão recomeçou sua histeria pela manutenção da criminalização/proibição de drogas e propõe como solução (veja.abril.com.br/blog/reinaldo/uma-lei-antifaccoes-com-juizado-especial-tem-de-ser-ja/), veja só, a criação de uma "Autoridade Federal de Segurança Nacional" e uma "Lei Antifacções".

    Ou seja, o cidadão quer MAIS burocracia estatal, e MAIS legislação estatal.
  • Leopoldo  17/01/2017 18:44
    Reinaldão voltou pior do que jamais esteve. Hoje, ele disse que descriminalizar as drogas equivale a descriminalizar "o roubo de automóveis, os sequestros e os assaltos.

    Juro que é verdade que ele falou isso.

    veja.abril.com.br/blog/reinaldo/droga-estreita-direita-e-esquerda-num-abraco-insano/

    Ou seja, para Reinaldo, um derrotado fumar maconha em sua casa equivale a um bandido agredir contra a vida e a propriedade alheia!
  • Janjão  17/01/2017 19:17
    O SUJEITO DEGRINGOLOU DE VEZ ENTÃO!
  • Andre Mello  17/01/2017 19:20
    Leopoldo,

    Largue esse bobo pra lá, ele e Olavo de Carvalho são apenas dois idiotas úteis.

    Fiz isso já tem pelo menos dois anos e não sinto falta alguma de nenhum dos dois Senhores...

    Abraços,
    André Mello
  • Andre Mello  17/01/2017 19:23
    Só um PS: Eu fumo Cannabis e não sou nenhum derrotado. Esse seu pensamento é fruto de anos de alienação sobre o tema. Sugiro se informar melhor sobre o tema Cannabis pra não correr o risco de sair por ai falando bobagens...

    Abraços,
    André Mello
  • Marcos  18/01/2017 13:05
    Leopoldo:

    não fosse o bastante, o cara propõe CPMF para financiar "Autoridade Federal de Segurança Nacional" - e se mostra estarrecido com quem eventualmente não concorda com isso -, dizendo o seguinte:

    "Podemos dar a resposta do esquerdista de manual: "Vamos criar um imposto sobre as grandes fortunas; os ricos que paguem". Podemos dar a resposta do liberal de manual: "O Estado perdulário que enxugue a máquina e libere recursos". Em tempo: construir presídios implicará aumento da máquina…

    E podemos, claro!, tentar achar os recursos. Os brasileiros aceitariam pagar 0,1% sobre transações financeiras para garantir recursos permanentes para a segurança pública, com esse dinheiro sendo gerido por uma Autoridade Federal com mandato definido pelo Congresso e metas claramente estabelecidas?

    Não?
    "

    veja.abril.com.br/blog/reinaldo/voce-topa-01-de-cpmf-para-seguranca-nao-entao-o-que/

  • Breno  18/01/2017 17:07
    Mano do céu, o cara voltou possuído das férias. Nesse ritmo, daqui a uns dois meses ele será convidado para fazer o programa de governo do P-Sol.
  • Janjão  18/01/2017 17:16
    Exatamente.
  • anônimo  17/01/2017 01:39
    Mandamento Capitalista Número 1:

    - Respeitar a vida e a propriedade alheia.

  • Emerson Luis  18/02/2017 18:49

    Conseguir a independência abrupta de qualquer Estado brasileiro ou região daria muito trabalho, por muito tempo e com pouca chance de sucesso. Não seria mais econômico nestes sentidos lutar pela descentralização como na Suíça?

    * * *
  • 4lex5andro  25/04/2017 13:02
    Não necessariamente, o ponto é o excessivo centralismo em Bsb.

    Um passo á frente seria o estabelecimento de distritos e subdistritos para o nível de entes federados, com arrecadação e gestão próprias e câmaras comunais.

    Um segundo e terceiro passos, seriam o fim dos regimes compulsórios de contribuição, trabalhistas (extinção da CLT e do regime estatutário), reforma eleitoral com inexigibilidade de filiação partidária para postular cargo eletivo e extinção de fundos partidários.


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