No México, o “neoliberalismo” se tornou o culpado pelos desastres do socialismo
A incapacidade de entender causa e consequência é uma tradição na América Latina

Vários protestos de rua estão eclodindo no México em consequência de um aumento nos preços da gasolina. A população acredita que esse aumento da gasolina irá levar a um aumento generalizado nos preços. Tudo isso se juntou a crescentes temores de que haverá uma recessão no país em 2017 (o que não ocorre desde 2009).

O aumento nos preços da gasolina está ocorrendo após consideráveis reformas feitas pelo governo na indústria de petróleo do México, a qual, desde 1939, era completamente monopolizada pela estatal Petróleos Mexicanos (Pemex). O monopólio da estatal estava sacramentado na constituição do país, de modo que apenas ela podia explorar petróleo e gás natural em território mexicano. Adicionalmente, a gasolina vendida pela estatal também era subsidiada pelo governo.

Com as reformas, iniciadas em dezembro de 2013, a Pemex continuou totalmente estatal, mas deixou de ter o monopólio da exploração de petróleo no México. Adicionalmente, o governo mexicano reduziu substantivamente os subsídios para a gasolina.

O governo reduziu os subsídios da gasolina simplesmente porque está tendo de lidar com um crescente desequilíbrio fiscal (o déficit orçamentário do governo mexicano foi de 4% do PIB em 2014 e 3,5% em 2015). Esses subsídios existiam desde a criação da Pemex, e foram implantados exatamente para impedir que os preços da gasolina —vendida por uma estatal monopolista reconhecidamente ineficiente e controlada por governos historicamente corruptos — disparassem.

Além do corte dos subsídios, o governo mexicano também está fazendo de tudo para atrair investidores estrangeiros e convencê-los a investir na indústria petrolífera do México.

Infelizmente, estas reformas coincidiram com um momento ruim para o setor: com a profunda queda global nos preços do petróleo, fazer investimentos maciços no setor não está mais tão atraente quanto antes. Consequentemente, os investimentos estrangeiros no setor petrolífero mexicano acabaram sendo muito menores do que se esperava.

É provável que os investimentos aumentem tão logo os preços do petróleo voltem a subir; porém, até lá, os mexicanos terão de lidar com preços maiores para a gasolina em decorrência do corte dos subsídios.

Culpando o mercado pelos problemas do intervencionismo

Como já era de se esperar, essas reformas — as quais representam passos ínfimos na direção de um mercado mais livre — estão sendo apontadas pela mídia e pelos intelectuais do México como "geradoras de empobrecimento" para a população.

São vários os veículos midiáticos que se referem a essas reformas como "neoliberais", atribuindo a elas a culpa pelas adversidades vivenciadas hoje pelo povo mexicano.

Em outras palavras, as tímidas reformas mexicanas estão vivenciando exatamente aquele roteiro que já virou corriqueiro na América Latina: décadas de monopólios estatais e de intervencionismo governamental na economia geram profundas crises fiscais e econômicas; tais crises chegam a um ponto em que o estado acaba sendo obrigado a adotar algumas reformas, caso contrário sua própria solvência estará ameaçada; porém, tão logo essas reformas são implantadas, elas imediatamente se tornam as culpadas por todo o descalabro, e ganham o pejorativo rótulo de "neoliberalismo".

(Veja todo esse roteiro em detalhes neste artigo).

Escrevendo para o portal PanAm Post, Rafael Ruiz Velasco faz a seguinte observação:

Por mais inacreditável que pareça, mesmo com todas as evidências empíricas que mostram os resultados da acentuada intervenção estatal na economia mexicana, algumas pessoas ainda culpam o livre mercado como sendo o causador do aumento dos preços da gasolina e da insolvência da estatal Pemex.

Pemex: uma relíquia do nacionalismo econômico

O monopólio estatal do petróleo mexicano data de dezembro de 1938, quando o então presidente Lázaro Cárdenas estatizou as instalações de todas as petrolíferas americanas e anglo-holandesas que operavam no país.

A medida, ao contrário do que parece, não foi motivada exatamente pela tradicional ideologia marxista, mas sim pelo velho nacionalismo econômico. Àquela época, como ainda é hoje, a defesa do monopólio estatal do petróleo era feita recorrendo a termos como "soberania nacional" e "interesse da nação", e sempre atacando a "opressão" e a "exploração" das empresas estrangeiras.

Essa ideologia, posteriormente, geraria aquilo que hoje é conhecida como a "teoria da dependência".

O resultado desse monopólio estatal, no entanto, foi exatamente aquele que é de se esperar de qualquer monopólio estatal: qualidade ruim e preços altos. Ao afugentar os investidores estrangeiros e isolar a exploração petrolífera mexicana do resto do mundo, o país ficou defasado tecnologicamente neste setor e sua estatal petrolífera foi se tornando cada vez mais ineficiente e menos apta a se aproveitar de todos os fartos recursos naturais do país.

Como Ludwig von Mises já havia observado em Ação Humana, vários países, em várias épocas, simplesmente não possuem dentro de suas fronteiras a tecnologia de ponta e o conhecimento necessários para se aproveitar dos recursos naturais. Assim,

Se os governos desses países impedem os estrangeiros de explorar esses recursos, ou se sua maneira de conduzir os negócios públicos é tão arbitrária que nenhum investimento estrangeiro ali se sente seguro, todos os povos cujo bem-estar poderia ser melhorado por uma utilização mais adequada dessas riquezas são seriamente prejudicados. Pouco importa que as políticas desses governos sejam fruto de um atraso cultural ou da adoção de ideias intervencionistas e nacionalistas em voga. O resultado é o mesmo em ambos os casos.

Quem conhece a produtiva classe média mexicana sabe que os mexicanos podem perfeitamente se aproveitar dos recursos naturais do seu país — desde que eles tenham livre acesso ao capital global e às inovações globais. Por outro lado, ao adotar uma política de expropriação, estatização, monopolização e intervencionismo, o governo mexicano conseguiu apenas isolar o país do resto da cadeia global de investimentos e produção, privando os produtivos mexicanos dos bens de capital e da tecnologia que lhes permitiriam tirar as melhores vantagens dos recursos naturais do México.

Infelizmente, o problema ideológico do nacionalismo econômico continua enraizado em vários mexicanos. Ruiz Velascos escreve:

Durante décadas, a Pemex representava o símbolo do triunfo do estado sobre "a oligarquia e o maldito império ianque". Na ideologia coletivista dos mexicanos, a estatal se tornou o baluarte da soberania estatal, e uma fonte aparentemente inexaurível de prosperidade e riqueza para a nação.

Na realidade, longe de todo o discurso nacionalista e sentimentalista, o que a Pemex sempre representou foi a imposição do estado sobre o indivíduo, do monopólio sobre a concorrência, da ineficiência sobre a produtividade, do desperdício sobre a responsabilidade, e do sindicalismo e do clientelismo sobre a meritocracia.

A dor da reforma

Após quase 80 anos de monopólio sobre a indústria petrolífera, o México tem hoje uma enorme bagunça para limpar. Os equipamentos e as máquinas estão defasados, e os subsídios — que foram politicamente necessários para contrabalançar os preços altos cobrados por uma indústria ineficiente — não mais são viáveis.

Como já era de se esperar de qualquer indústria monopolista, a corrupção na Pemex é desenfreada: vários executivos e trabalhadores comuns recebem salários magnânimos para executar serviços pelos quais, em um livre mercado, ninguém estaria disposto a pagar. Loteamento de cargos, apadrinhamentos políticos, clientelismo e desperdício são a norma.

Como frequentemente ocorre com intervenções governamentais como essas, vários trabalhadores serão grandemente prejudicados, uma vez que a Pemex — agora tendo de lidar com a concorrência pela primeira vez desde 1938 — será obrigada a reduzir sua inflada folha de pagamentos, a qual está infestada de nababos privilegiados e de altos salários totalmente incondizentes com a realidade do mercado.

Com efeito, de certa forma a Pemex pode estar vivenciando uma situação semelhante à dos fechamentos das minas de carvão que ocorreram na Grã-Bretanha durante o governo de Margaret Thatcher. Embora as minas da Grã-Bretanha não fossem monopólios no mesmo estilo da Pemex, elas eram fortemente subsidiadas e inacreditavelmente ineficientes, e se assemelhavam à Pemex no sentido de que eram cabides de emprego que se mantinham exclusivamente por meio de subsídios e de poderes monopolistas, efetuando serviços sem qualquer eficácia.

Vários trabalhadores corriam para esses empregos, os quais eram vistos como estáveis, seguros e com ótimos salários. Infelizmente para essas pessoas, indústrias subsidiadas inevitavelmente acabam se esfacelando quando crises fiscais e econômicas obrigam o governo a cancelar os mesmos subsídios que tornam estes empregos tão atraentes. O resultado final é que as carreiras de vários trabalhadores são arruinadas e os custos aumentam para os consumidores.

As causas de tudo, porém, estão exatamente nos subsídios e nos privilégios concedidos pelo governo, e não nas reformas impostas pela realidade econômica.

Mas há uma esperança para o México: ao contrário das carvoarias da Grã-Bretanha, o petróleo mexicano ainda pode se mostrar competitivo no mercado global. Basta o governo permitir que o investimento estrangeiro e a concorrência modernizem o setor. Se o investimento estrangeiro for para o México, ele pode ser o suficiente para salvar vários empregos da indústria petrolífera. De acordo com a Bloomberg:

A Pemex emprega mais de 145.000 pessoas e gera aproximadamente 20% das receitas do governo — e enfrenta a pior crise financeira de sua história. Sua dívida com fornecedores está no nível recorde de US$ 7 bilhões, e sua dívida total se aproxima dos US$ 100 bilhões. A produção de petróleo da empresa vem caindo há 11 anos.

Mas o seu potencial é tão grande — especialmente nas águas profundas do Golfo do México — que o governo de Enrique Peña Nieto está confiante de que as reformas serão um sucesso no longo prazo. As gigantes petrolíferas do resto do mundo estão há décadas de olho nas reservas do México, estimadas em mais de 13 bilhões de barris.

Vários trabalhadores e consumidores poderão sofrer muito no futuro próximo. Mas não precisava ser assim. O México poderia ter acabado com o seu monopólio estatal há décadas, de modo que as dores de hoje seriam apenas uma memória do passado distante. Melhor ainda, o governo mexicano poderia não ter nem estatizado a indústria, o que não a deixaria obsoleta e, consequentemente, não exigiria nenhuma fase de "modernização", "ajuste" ou "transição".

Infelizmente, não foi isso o que aconteceu.

 

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SOBRE O AUTOR

Ryan McMaken
é o editor do Mises Institute americano.



"Foram mal abordados, muito mal abordados.

"imprimir dinheiro não é prática legal em um mundo civilizado" Eua imprime dólar, UE imprime Euro, Japão imprime Iene."


Eis um trecho do artigo:

"Há três respostas: ou o governo aumenta impostos; ou ele toma dinheiro emprestado de bancos, pessoas e empresas; ou ele simplesmente imprime dinheiro.

Não é preciso ser um profundo conhecedor de economia para entender que nenhuma dessas três medidas cria riqueza."


Você fala como se estivesse rebatendo alguma afirmação, que o próprio artigo mostra como é falsa; mas essa afirmação quem criou foi você próprio, sabe-se lá de onde.

É surreal você dizer que isso advêm da perda de consumo da população, a inflação desses países é próxima de zero há muito tempo. (não quero dizer que isso funcionária em todos os países do mundo)

Você está falando de "inflação de preços", aumento no preço de diversos produtos na economia geral; o artigo está falando de
inflação monetária, aumento da oferta monetária, dinheiro em circulação na economia. É possível haver baixa "inflação de preços" ou mesmo "deflação de preços" onde há inflação monetária. Basta que o aumento em produtividade e outros fatores (que diminuem preços) seja maior que o aumento dos preços por conta da inflação monetária.

Agora, se você acha que não há relação alguma entre oferta monetária e aumento de preços, creio que você descobriu o Paraíso na Terra -- podemos simplesmente imprimir dinheiro à rodo e dar para todos, e não haverá efeito colateral algum nisso.

"EUA tirou o país de uma recessão enorme em 2008 com as práticas Keynesianas, existem vários e vários exemplos da prática aplicada e funcionando, em nenhum momento é perfeita e sem qualquer tipo de ônus, mas é o melhor que pode ser feito."

Sim, o Keynesianismo tirou os EUA da recessão -- causada por esta mesma ideologia e suas taras por expansões artificiais:

Como ocorreu a crise financeira americana
Explicando a recessão europeia
Herbert Hoover e George W. Bush: intervencionistas que amplificaram recessões (1ª Parte)
A geração e o estouro da bolha imobiliária nos EUA - e suas lições para o Brasil

Creditar a teoria Keynesiana por tirar os EUA da recessão se resume à isto: o que seria de nós, se após quebrar nossas pernas, o Estado não nos desse muletas?

"Aliás uma pergunta, você já prestou ANPEC alguma vez? acredito que seu conhecimento é bem maior do que as frases feitas que posta aqui no site."

E como sempre, o grande feito para um Brasileiro é passar em concurso.

"Apesar de ter grande admiração por Keynes eu não tenho asco por nenhum grande pensador econômico, seja ele Marx ou Hayek, não é o que acontece por aqui, infelizmente. Inclusive, ressaltei que não é impossível que Keynes esteja errado em alguns pontos, visto o tempo que já se passou."

Não posso falar por todos membros que acompanham este instituto, mas pouco me importo com Keynes, Hayek, Mises, Friedman, quem quer que seja. Apenas me importo com as ideias que estes defendem. Se Marx falar algo correto, defenderei isto. Se for Keynes, também. Mises, mesma coisa.

"Peço mais uma vez que seja exposto para que haja um debate honesto. Pela segunda vez eu estou usando exemplos reais, práticas já aplicadas e com ressalvas de que nada pode ser generalizado, você escreve de forma rasa, com várias teorias que sequer foram testadas e lotado de frases feitas para atingir quem está no topo (Keynes). "

"Nada pode ser generalizado" é algo tão estúpido que eu não acho que seria preciso comentários para mostrar a estupidez desta afirmação.

"Você escreve de forma rasa" -- disse quem credita a teoria Keynesiana como positiva por tirar os EUA da recessão, causada pela mesma.

"Com várias teorias que sequer foram testadas" -- Eis o comentário feito por quem você está criticando:

"1) "Podem vir de emissão de títulos públicos"

E quem paga os juros e o principal destes títulos públicos? De onde vem o dinheiro?

2) "Impostos pagos anteriormente que geraram caixa"

Ou seja, o dinheiro veio da população.

3) "Expansão monetária direta, da forma que é feito na UE, EUA e Japão"

Ou seja, o dinheiro veio da redução do poder de compra da população.

4)"Qualquer financiamento para qualquer tipo de obra" "


Todos estes pontos são lógicos, e não empíricos. Faça um favor a si mesmo, e corra urgentemente para uma livraria e compre qualquer livro iniciante sobre lógica ou argumentação. O seu caso é grave.



Deixe que eu me preocupe com isso. quero saber o seguinte: se um meliante invadir a minha casa, o que você sugere que eu faça?

Os contra armamento nunca respondem essa pergunta e sempre a evitam. Eu vou responder de acordo com a instrução que a policia passa para a população:

1. Se der tempo, ligue para a policia, se você der sorte, eles podem passar por ali antes do bandido conseguir entrar na sua casa.

2. Faça tudo que o bandido manda. Se ele quer seus bens, dê. Se ele quer estuprar você, deixe. NÃO RESISTA DE FORMA ALGUMA.

3. No dia seguinte, faça um boletim de ocorrência e reze para que seu caso seja um dos 8% que são resolvidos no Brasil.

Agora eu tenho algumas perguntas também:

1. Se bandidos querem bens, por que não assaltam o congresso nacional? Ali está reunido várias pessoas milionárias. Enriqueceriam facil! Será que é por que ali tem seguranças armados que não hesitariam em atirar?

2. Por que não assaltam juizes e deputados quando estão fora do congresso? Será que é por que os mesmos dispõem de seguranças armados?

3. Por que não atacam carros fortes que transportam valores toda vez que os mesmos saem da garagem? Será que é por que os guardas estão bem armados?

Quem prega o desarmamento da população não entende que o bandido, seja o de colarinho branco ou o comum, é um ser de mentalidade oportunista. Independente do historico de pobreza (ou não), ele não irá atacar lugares fortemente armados porque o risco/beneficio é muito alto, e eles são inteiramente capazes de fazer esse julgamento (caso não o fossem, os lugares que citei seriam atacados diariamente).

Sabe onde eles atacam? Onde o risco/beneficio é baixo. E adivinha quem apresenta isso? Sim, uma população desarmada e instruida a não reagir de forma alguma.
Esron, expandi o comentário acima em um artigo bem mais detalhado sobre o assunto. Ei-lo:

Como funciona o mercado de cartões de crédito e por que seus juros são os maiores de todos


Após a leitura do artigo acima, convido-o a ler esta notícia, que mostra que a recente medida adotada pelo Banco Central não afetou nada, exatamente como previa o artigo acima (ou seja, o final, nada mudará, e sua anuidade tende a continuar gratuita):

blogs.correiobraziliense.com.br/vicente/juro-do-parcelamento-do-cartao-de-credito-e-recorde-e-chega-1635-ao-ano/
Além de tudo o que já foi respondido acima, é extremamente importante ressaltar que essa tese de "fazer dumping para quebrar indústrias para logo em seguida elevar preços e dominar o mercado" é completamente irreal.

Não apenas isso nunca aconteceu na prática, como também a própria teoria explica que isso seria completamente insustentável, para não dizer irracional do ponto de vista empreendedorial.

Apenas imagine: você é o gerente de uma grande empresa e quer destruir a empresa concorrente reduzindo seus preços para um valor menor do que os custos de produção. Ao fazer isso, você começa a operar no vermelho. Ao operar no vermelho, por definição, você está destruindo o capital da sua empresa; você está, na melhor das hipóteses, queimando reservas que poderiam ser utilizadas para investimentos futuros.

Pois bem. Após vários meses no vermelho, você finalmente consegue quebrar o concorrente. Qual a situação agora? Você de fato está sozinho no mercado, porém bastante descapitalizado, sem capacidade de fazer novos investimentos. A sua intenção é voltar a subir os preços para tentar recuperar os lucros de antes. Só que, ao subir os preços, você estará automaticamente convidando novos concorrentes para o mercado, que poderão vender a preços menores.

Pior ainda: estes novos concorrentes poderão perfeitamente estar mais bem capitalizados, de modo que é você quem agora estará correndo o risco de ser expulso do mercado. Seus concorrentes poderão vender a preços mais baixos e sem ter prejuízos, ao passo que você terá necessariamente de vender a preços altos apenas para recuperar seus lucros.

Ou seja, ao expulsar um concorrente do mercado, você debilitou sua empresa a tal ponto, que você inevitavelmente se tornou a próxima vítima da mesma prática que você aplicou sobre os outros.

E é exatamente por isso que tal prática não é observada no mundo real. Ela é totalmente ignara. Um empreendedor que incorrer em tal prática estará destruindo o capital de sua empresa, correndo o risco de quebrá-la completamente. Um sujeito com esta "sabedoria" não duraria um dia no livre mercado.

Se isso não vale para uma empresa dentro de um país, imagine então para uma empresa concorrendo em escala global (como é o caso do seu exemplo)?
Se enviar produtos importados baratos destrói a indústria de um país, então conclui-se que fazer o extremo -- mandar importados DE GRAÇA pra um país -- o destrói ainda mais rapidamente.

Mas o que tem de destrutivo em ganhar presentes? Se nos mandarem televisões, carros e geladeiras de graça, perderemos, sim, os empregos nessas áreas. No entanto, os trabalhadores dessas áreas poderão ir pra outras atividades produtivas e genuinamente demandadas pelos consumidores.

Em vez de termos essas pessoas produzindo televisões, carros e geladeiras, já teremos tudo isso e mão-de-obra sobrando pra produzirmos outras coisas. Em resumo, o país ficaria mais rico, às custas dos contribuintes de outros países que estão subsidiando importados gratuitos pra nós.

Outra coisa: se restringir e taxar a importação de produtos baratos é bom pra indústria nacional, bloquear as bordas do país contra todas as importações criaria uma economia fortíssima no país bloqueado.

E não pára por aí: se bloquear um país é bom pra economia interna, então bloquear os estados também. Imagine quantos empregos de paulistas os gaúchos estão tirando quando criam gado. Proibir a importação de gado e garantir empregos pra indústria interna de gado São Paulo seria uma boa idéia.

E isso continua pra cidades, pra ruas, até que se decida produzir tudo em sua casa e não trocar com ninguém.

Basta você parar de fazer compras no supermercado e estará bem ocupado o dia inteiro plantando, colhendo, costurando suas roupas, etc.

Todos terão pleno emprego, mas a produtividade será extremamente baixa dado o custo de oportunidade de produzir tudo por si mesmo, e será uma pobreza generalizada.

Um tomate que você compra com alguns segundos do seu trabalho demoraria meses pra nascer na sua terra.

Se nos casos extremos, com importados de graça, a sociedade fica mais rica e produtiva, e com importados proibidos, a sociedade fica mais pobre e improdutiva, são pra esses os caminhos que as políticas protecionistas apontam.

Não existe um ponto de equilíbrio ou um "protecionismo racional". Todo protecionismo beneficia produtores do setor protegido às custas de todo o resto.

Pode até ser que sem protecionismo nossas montadoras falissem; mas se elas não conseguem competir, é isso o que tem que acontecer.

Se custa 50.000 pra fazer um carro no Brasil que custa apenas 25.000 pra fazer o mesmo carro lá fora, ao comprar o carro de 25.000 a nossa economia tem um carro e 25.000 sobrando pra serem usados em outros setores. Ao comprar um carro de 50.000, a economia tem apenas um carro e deixa de ter 25.000 pra gastar ou investir em outros setores.

Imagine num caso extremo gastar uma fortuna com tecnologia e energia pra produzir bananas no Alasca. Se essas bananas forem produzidas num país tropical, podemos ter as mesmas bananas que teríamos do Alasca, mas sem usar todo aquele recurso: homens, máquinas e energia que poderiam ser mais bem alocados em outro lugar ao invés da produção de bananas.

A questão não são empregos, nem indústria nacional: a questão é produção. Empregos que não criam valor são inúteis, e há indústrias que não necessitam existir. O Brasil não "precisa" de uma indústria de carros assim como o Alasca não "precisa" de uma indústria de bananas, a menos que encontrem uma forma eficiente de produzir seus produtos. Não há por que preservar tais empregos.
Todas essas situações de "stress" que você citou podem perfeitamente acabar também em facadas, canivetadas, garrafadas na cabeça, pedradas, ou socos na cara (é bastante comum uma pessoa morrer em decorrência de um simples soco na cara; ver aqui e, principalmente, aqui).

Portanto, você criou uma falsa equivalência.

"Campanhas desse tipo me faz [sic] refletir que a nossa atenção e forças para cobrar do estado aparatos essenciais para que possamos viver bem, estão focalizados em assuntos que já deveriam estar superados!"

Ininteligível.

"Sobre os bandidos, opa! Se eles estão mandando no meu estado, tenho uma parcela de culpa aí!"

Você pode ter. Eu não tenho nenhuma. Por favor, me diga qual a minha culpa em haver "bandidos mandando no seu estado"?

"Não será somente com armas que inibiremos a propagação de criminosos"

Deixe que eu me preocupe com isso. quero saber o seguinte: se um meliante invadir a minha casa, o que você sugere que eu faça?

"afinal um dos motivos de se propagarem é o fato das armas estarem acessíveis!"

Errado. Um dos motivos de se propagarem é o fato de armas estarem acessíveis para eles no mercado negro e nenhuma arma estar acessível para o cidadão comum no mercado legal.

Bandidos proliferam quando sabem que suas potenciais vítimas estão completamente desarmadas pelo estado.

Beira o cômico você ignorar isso.

"Sobre quem fomenta esse tipo de campanha, cuidado! Aquele(a) deputado(a) ou senador(a) pode ter uma "amizade" muito próxima com alguém ligado a indústria que fabrica tais armas!"

Pois então cite nomes e prove que eles estão ligados a este site. Caso contrário, tenha a hombridade de se retratar.

"Ou até mesmo o cidadão de bem que compartilhou algo dessa campanha não tá nem ai para o bandido, simplesmente acha bonita armas ou quer de alguma forma usá-la!"

Que campanha?!

"E como a democracia é a chave para o entendimento! Respeito quem tem opinião contrária!"

Estamos vendo...

"Então lembram da corrupção? Ela leva desde a falta da merenda na nossa escola até a essa situação! Entregar uma arma pra tu quando estiver "grande", não vai garantir que terá um bandido a menos no mundo! É o processo educacional e o cuidado do estado que podem garantir a paz e o teu bem estar, as armas o caos! Pode parecer falácia, mas para um CIDADÃO DE BEM, faz sentido!"

Acho que sua erva venceu e você não percebeu. Sugiro trocar seu fornecedor.
Mais um que chegou rugindo, levou uma resposta (completa e educada), e agora saiu miando, praticamente de quatro.

Não só não retrucou nada que lhe foi respondido, como ainda chegou ao cúmulo de inventar uma resposta que nunca foi dada. Em nenhum momento o artigo ou algum comentarista falaram que "imprimir dinheiro não é prática legal em um mundo civilizado". Tal frase simplesmente não está escrito em lugar nenhum do artigo e nem desta seção de comentários.

Isso mostra bem o nível do desespero e da ética do cidadão. Mas, também, keynesianismo e falta de ética sempre andaram lado a lado.


P.S.: não resisti e terei de comentar esta:

"os grandes empresários começam fazendo empréstimos e assim aumentam seu patrimônio. Jorge Paulo Lemann convive com um passivo enorme e é o homem mais rico do brasil."

Com a pequena, ínfima, insignificante diferença que JPL é criador de riqueza e de valor. As pessoas voluntariamente compram os bens e serviços produzidos por JPL, e é isso o que o deixou rico. Quem cria riqueza continuamente, como faz JPL, pode se endividar muito e ainda assim se manter plenamente solvente.

Toda essa dívida será paga com capital próprio. JPL não terá de assaltar ninguém, roubar ninguém, confiscar dinheiro de ninguém para pagar suas dívidas. (E, em caso de insolvência, quem se estrepa são seus credores, e não a população inteira, que não terá de arcar com nada disso).

E o governo? Ele cria riqueza? Ele trabalha com capital próprio? Ele utiliza dinheiro próprio para pagar suas dívidas?

O fato de você dizer que o governo opera igualzinho a JPL mostra bem o seu nível de conhecimento econômico.

É cada coitado que é destroçado por aqui...
O que falo para os meus alunos sobre isso,

Primeiro, uma pergunta:

Será que todas aquelas pessoas que ainda não tenham nenhum crime registrado pela polícia, são cidadãos de bem?

Como eu posso garantir que, o estado dando o direito a posse de armas a todos(as) conseguirá evitar que,

O "brigão baladeiro" na hora da raiva cometa uma tragédia na saída da balada!

Na briga de trânsito o cidadão estressado não dispare contra o outro!

O colega de turma que, nunca imaginei que ele tivesse esquizofrenia iria disparar contra toda a turma com a arma do pai ou da mãe!

A mulher que, já sofria com as agressões do Marido, agora vive ainda mais a pressão psicológica por ter uma arma na sua cabeceira!

As crianças que sabem onde os pais guardam suas armas, e depois um tem que falar, foi uma brincadeira!

O vizinho que se estressou com som alto durante a madrugada!

Enfim são inúmeras as situações!

Sobre o uso da arma, "modestamente" posso afirmar: mesmo aquela pessoa que nunca frequentou a escola até aquela que teve o mais alto nível de educação acadêmica está suscetível ao stress, e nessa hora, para muitos, será o motivo de cometer um crime passional (o primeiro)!

Campanhas desse tipo me faz refletir que a nossa atenção e forças para cobrar do estado aparatos essenciais para que possamos viver bem, estão focalizados em assuntos que já deveriam estar superados!

Sobre os bandidos, opa! Se eles estão mandando no meu estado, tenho uma parcela de culpa aí! Não será somente com armas que inibiremos a propagação de criminosos, afinal um dos motivos de se propagarem é o fato das armas estarem acessíveis!

Sobre quem fomenta esse tipo de campanha, cuidado! Aquele(a) deputado(a) ou senador(a) pode ter uma "amizade" muito próxima com alguém ligado a indústria que fabrica tais armas! Ou até mesmo o cidadão de bem que compartilhou algo dessa campanha não tá nem ai para o bandido, simplesmente acha bonita armas ou quer de alguma forma usá-la!

E como a democracia é a chave para o entendimento! Respeito quem tem opinião contrária!

E se eu estiver numa turma com crianças ou adolescentes:
Sempre tem aquele que exclama,

- Mas só os bandidos tem o direito de possuir armas, o cidadão de bem, não!

- Então lembram da corrupção? Ela leva desde a falta da merenda na nossa escola até a essa situação! Entregar uma arma pra tu quando estiver "grande", não vai garantir que terá um bandido a menos no mundo! É o processo educacional e o cuidado do estado que podem garantir a paz e o teu bem estar, as armas o caos! Pode parecer falácia, mas para um CIDADÃO DE BEM, faz sentido!


ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Jarques Marques da Silva  12/01/2017 15:20
    Excelente e esclarecedor artigo!

    É possível observar o reflexo da implementação dessa tradição protecionista em qualquer conversa com um trabalhador comum até graduados sem nenhuma clareza intelectual no que tange a economia. A crença de que terceirizações e concessão de benefícios a determinado setor são sinônimo de privatização é senso comum.

    Expressões como: "o FHC vendeu o país inteiro e a qualidade dos serviços não melhorou, foi um período amargo para o trabalhador", "os pedágios no estado de São Paulo são absurdamente caros por conta das privatizações", entre outras são claros exemplos disso.

    O apego quanto a "nossa" estatal petrolífera também é ainda mais evidente e pernicioso, levando em conta que a projeção das dívidas da mesma gira entorno de infaustos 450 BI. Eis uma indagação, tragédia da PEMEX é mais calamitosa que isto?


  • Guimarães  12/01/2017 15:32
    Passo 1: inventa uma palavra sem qualquer sentido.

    Passo 2: atribua a essa palavra sem sentido a culpa por todos os problemas criados pelo estado.

    Passo 3: livre o estado de qualquer culpa e ainda o faça ser visto como a solução.

    Eis o resumo da arte da política.
  • Alexandre  12/01/2017 15:41
    Mas é assim mesmo. Aliás, é sempre assim: governos socialistas fazem dividas enormes, rapam os cofres públicos, cagam na economia toda, estatizam tudo e aparelham todas as instituições.

    Quando um outro governo, " mais à direita" assume, a bomba de efeito lento explode na sua mão e a mídia socialista joga a culpa no " liberalismo "

    Sempre foi e sempre será assim em todo lugar. Da Argentina à Ucrânia. Sempre!
  • González  12/01/2017 15:38
    Dois anos atrás, um dólar custava 13 pesos mexicanos. Atualmente, com as ameaças de Trump, pulou para 22 pesos. Encarecimento de 70%.

    Isso significa que o peso perdeu 41% do seu poder de compra em dois anos. E tudo indica que o peso vai continuar se desvalorizando.

    Ou os mexicanos adotam um Currency Board ou sua moeda pode virar pó.
  • Wesley  12/01/2017 22:20
    Currency Board em país latino americano? É só olhar o que aconteceu com a Argentina para ver que não dá certo. Não adianta, a maioria dos latino americanos tem uma mentalidade protecionista e querem viver às custas dos outros. Com exceção do Panamá, Chile e Colômbia, os demais latino americanos são pedintes virtuais de dinheiro público. Um CB exigiria austeridade fiscal, mas como ter austeridade com um povo que deseja que o governo dê tudo a ele? Pois é, então os latino americanos estão condenados ao atraso e pobreza, e ainda acham que a culpa é dos americanos e europeus.
  • Vinicius  13/01/2017 13:04
    Leia esse artigo daqui explicando pq deu errado na Argentina e como poderia ser feito no Brasil.
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2196

    E não, o simples fato de ser latino não exclui nenhum país de buscar uma liberdade econômica, basta faze-la de maneira correta.
  • Carlos  12/01/2017 15:42
    Lembra muito uma porcaria chamada Petrobrás...
  • Adriel  12/01/2017 16:44
    Alguém aqui sabe me dizer se esses superfaturamentos estatais (sejam de salários, obras públicas, etc.) corroboram com a inflação?
  • Professor  12/01/2017 17:25
    Sim.

    E a lógica é direta: superfaturamentos e corrupção fazem com que a gasolina seja mais cara do que seria em um livre mercado. Consequentemente, o governo tem de dar subsídios para segurar os preços. Mas os subsídios destroem o orçamento do governo, aumentando seus déficits. Déficits altos dificultam a rolagem da dívida pelo governo, o que, por sua vez, afugenta investidores e pressiona a taxa de câmbio. Câmbio mais desvalorizado gera carestia.
  • Rennan Alves  12/01/2017 17:08
  • Moraes  12/01/2017 17:21
    Sempre lembrando que, não obstante (ou, justamente por) o setor de postos de gasolina ser um dos mais regulados e controlados da economia, ainda assim há trapaças e maracutaias.

    Postos de gasolina são uma das reservas de mercado mais antigas do país. Não há nenhuma liberdade de entrada para qualquer concorrência neste ramo.

    Tente abrir um para você ver. Alem das imposições da ANP, há toda uma cornucópia de regulamentações ambientais, trabalhistas e de segurança que fazem com que abrir um posto de combustíveis seja uma atividade quase que restrita aos ricos — ou a pessoas que possuem contatos junto ao governo. Livre concorrência nesta área nunca existiu.

    Você só consegue se tornar dono de um posto de gasolina se o seu atual dono lhe passar o ponto.

    Apenas veja na sua própria cidade. Qual foi a última vez que você viu um posto de gasolina ser aberto? Eu já estou com 35 anos e, em todas as cidades que eu conheço (para as quais sempre viajo com frequência), os postos são sempre os mesmos. Estão nos mesmos locais e nenhum novo foi aberto. E isso já faz mais de 35 anos.

    Nenhum posto quebra, nenhum posto surge.

    Comece por aí...
  • Andre  12/01/2017 17:27
    Preço para abrir um posto de gasolina no Brasil: aproximadamente R$2.000.000 mais o amiguismo para driblar a burocracia soviética.

    Preço para abrir um "posto" de gasolina nos EUA: com o Uber dos combustíveis, não mais do que US$ 15.000, já incluso a caminhonete. Burocracia mínima.

    Preço para abrir um posto de gasolina numa nação africana petroleira: US$ 50,00, sim cinquenta dólares, e uma bomba manual, umas garrafas de vidro e uma placa. Burocracia nula.

    O Brasil é uma ilha de livre iniciativa cercado de governo por todos os lados.
  • Rennan Alves  13/01/2017 13:20
    O interessante desta notícia (apesar do título ser um pouco estranho), é mostrar como o mercado lida com desonestos através da concorrência.

    Vejam que, por mais regulado que seja, o pouco de livre mercado entre postos de gasolina identifica os desonestos e já surgem mecanismos para combatê-los pela concorrência.
  • Fernando  12/01/2017 17:27
    Nacionalismo e intervencionismo me lembram dois candidatos prováveis em 2018: Ciro Gomes e Bolsonaro. O primeiro é canhestro assumido; o segundo só diz que o estado deve ser menor para ganhar votos de liberais leigos em economia que não percebem a ignorância dele ao tratar do tema.

    Abraços.
  • Vinicius  13/01/2017 13:08
    O cara é conservador , nacionalista. Seus defensores morrem dizendo que ele é liberal. São dois estadistas, um de esquerda outro de direita e dois protecionistas.
    É triste morar no Brasil, um país sem perspectiva de melhoras.
  • anônimo  12/01/2017 17:34
    O mercado mais fraudulento é o de combustíveis.

    Tem gasolina com água, mistura de gasolina com etanol, bombas que colocam menos combustível, proprinas para partidos políticos, contratos fraudulentos com amigos do governo, roubo de royalties, diesel lotado de enxofre, etc.

    Nenhum mercado foi tão corrupto e criminoso como as estatais de combustíveis.
  • Leandro Campos  12/01/2017 18:17
    Está acontecendo esse crise no México, pessoas saindo as ruas destruindo e roubando o patrimônio alheio.
    Isso porque o governo está "dividindo" o mercado do petróleo.

    Imagina fazer aqui no Brasil algo parecido, o que a população imbecilizada por mídia, políticos e formadores de opiniões fariam?
  • Rafa  12/01/2017 18:56
    Os intervencionistas citarão o grande filósofo Homer J. Simpson: "A culpa é minha, boto ela em quem eu quiser!"
  • no habrá golpe  12/01/2017 19:46
    Entregar nuestra riqueza es una traición nacional. Una amenaza para la soberanía.
  • Dalton C. Rocha  12/01/2017 19:48
    O verdadeiro problema do Brasil, não era Dilma, como não era Lula, nem FHC, nem Collor, nem Sarney, nem Jango ou Jânio. O verdadeiro problema do Brasil é, o patrimonialismo.
    O petróleo é dos árabes. E a Petrobrás é da CUT. Dei-me um país, que tenha monopólio estatal do petróleo e, eu lhe darei um país pobre e uma cleptocracia.
    Qual deveria ser o hino do PT? Aquela música que diz: "Onde está o dinheiro? O gato comeu, o gato comeu. E ninguém viu. O gato fugiu, o gato fugiu. O seu paradeiro está no estrangeiro."
    Quem quiser, que veja a música completa neste site: https://www.youtube.com/watch?v=92rr8EcDc90
  • marcela costa  12/01/2017 20:57
    Em ordem crescente temos os seguintes sistemas:comunismo>socialismo >social democracia >neoliberalismo >liberalismo clássico >anarcocapitalismo.É evidente que o neoliberalismo é melhor que o comunismo,o socialismo e a social democracia,porém é inferior ao liberalismo clássico e ao anarcocapitalismo.O neoliberalismo produz algumas merdas,mas me parece que no caso Mexicano acima, a culpa foi do socialismo, como mostra o texto.Já que que o liberalismo clássico e o anarcocapitalismo são impensáveis no Brasil,torçamos para que pelo menos o neoliberalismo possa ser implementado em toda sua essência.É bem verdade que o neoliberalismo não é o ideal,mas é o máximo com o que podemos sonhar aqui no Brasil.Extinguir a CLT , as agências reguladoras e as barreiras comerciais,seriam medidas neoliberais que trariam ótimos resultados,como prova inúmeros artigos do IMB.Sem contar que eu gosto muito de ler e ouvir o Milton Friedman e o Hayek,explicando as mazelas do salário mínimo e do protecionismo.
  • Dam Herzog  13/01/2017 00:19
    Retirado de um artigo do Mises.Br: E esse problema não se restringe aos funcionários públicos. Mises escreveu:

    Nos anos que imediatamente antecederam a queda de seus regimes democráticos, a estrutura política da Alemanha e da França foi majoritariamente influenciada pelo fato de que, para uma fatia considerável do eleitorado, o estado era a sua fonte de renda. Não apenas havia toda uma horda de funcionários públicos e de pessoas empregadas nos setores da economia que haviam sido estatizados (ferrovias, correios, telégrafos e telefônicas), como também havia os desempregados que recebiam seguro-desemprego e outras pessoas que recebiam benefícios sociais. Para completar, havia agricultores e grupos empresariais que, direta ou indiretamente, recebiam subsídios do governo.

    Nenhum arranjo democrático pode existir se uma grande parcela dos eleitores está na folha de pagamento do governo [funcionários públicos e pessoas que recebem políticas assistenciais] ou recebe privilégios do governo [empresários beneficiados por subsídios ou cartelizados por agências governamentais ou protegidos por tarifas de importação].

    Se os políticos passam a agir não como empregados dos pagadores de impostos mas sim como porta-vozes daqueles que recebem salários, subsídios e assistencialismos pagos com o dinheiro de impostos, então o arranjo democrático acabou.

    Este é um dos paradoxos inerentes ao arranjo democrático. À medida que as pessoas que trabalham, produzem e pagam impostos forem se convencendo de que a atual tendência de mais interferência estatal, mais cargos públicos, mais ministérios, mais secretarias, mais repartições, mais funcionários públicos, mais subsídios e mais assistencialismo é inevitável, toda a noção de que o governo é feito por todos e para todos irá se esfacelar. A ideia que irá prevalecer é a de que o governo existe para o benefício de alguns e para a espoliação de outros.
  • Silva  15/01/2017 19:22
    Pessoal, meu comentário é off-topic. Recentemente estive relendo algumas partes de 'Técnica e Civilização', do historiador americano Lewis Mumford. É um livro fantástico, extremamente informativo e de imensa erudição. Infelizmente, o autor tem muita simpatia ao comunismo. Considerem o seguinte trecho (de uma edição em espanhol):

    "[El nombre clásico de un sistema universal de distribución de los medios esenciales de vida - como lo describieron Platón y Moro mucho antes que Owen y Marx - es comunismo.] (...)
    En una economía científica, la cantidad de cereales, frutas, leche, textiles, metales y materias primas, así como el número de casas necesarias anualmente para la sustitución y para el incremento demográfico, puede calcularse aproximadamente con anticipo a la producción."

    Como sou anticomunista ferrenho, eu tenho uma intuição bastante grande de que esse papo de planificação "científica" da economia vai sempre dar muito, muito errado, mas não consigo formalizar esse raciocínio. Alguém poderia ajudar? Obrigado.
  • Leopoldo  15/01/2017 20:34
  • anonimato  17/01/2017 15:56
    Por que a mão de obra no México é mais barato do que nos EUA?
    Seria por conta que no México quase não há regulação e burocracia?
  • Bolaños  17/01/2017 16:36
    Isso é zoeira, né?

    As regulações e burocracias do México, segundo o ranking da Doing Business e de Heritage, colocam o país na 62ª colocação mundial.

    Em termos de liberdade do mercado de trabalho, os EUA simplesmente são o primeiro. Já o México está lá embaixo, junto com África do Sul, Etiópia, Laos e Russia

    www.heritage.org/index/explore (Clique em Labor Freedom)

    Quer entender por que os salários são altos em alguns países e baixos em outros? Comece por aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1457
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2535

    Aliás, por que os países com "melhores" leis trabalhistas exportam trabalhadores?

    Considere estes dois grupos de países:

    1. Estados Unidos, Canadá, Austrália, Cingapura, Hong Kong (China), Maldivas, Ilhas Marshall.

    2. Bolívia, Venezuela, Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe, Tanzânia, Congo e República Centro Africana

    Quem acredita na mágica das leis trabalhistas diria que elas são mais rígidas nos países do primeiro grupo. Afinal, vivem ali os trabalhadores com melhor qualidade de vida no mundo. Na verdade, no grupo 1 estão os sete países que, segundo o Banco Mundial, têm as leis que menos azucrinam os patrões. Já o grupo 2 reúne os sete países que mais protegem os trabalhadores.

    Na Venezuela, a lei proíbe a demissão de quem ganha até um salário mínimo e meio (o que faz funcionários terem medo de serem promovidos, pois os patrões costumam aumentar o salário para então demiti-los).

    Por que multidões de imigrantes decidem ir trabalhar nos Estados Unidos e não na Venezuela?
  • anonimato  17/01/2017 19:09
    Então por que as indústrias americanas cogitavam ir para o México ao invés de investir nos EUA? Ou para a China com a mão de obra escrava?
    Por acaso o imposto no México é mais baixo, a burocracia, a taxa de importação e a mão de obra?
  • Getulio  17/01/2017 19:34
    Ué, você tem problemas cognitivos? As fábricas vão para México e China exatamente por causa dos salários menores (e os salários lá são baixos pelos motivos explicados nos artigos supralinkados).

    Quanto menos livre a economia, mais baixos são os salários. E salários baixos atraem multinacionais (a própria esquerda vive condenando isso, dizendo que as multis vão para países menores para "explorá-los").

    Qual parte disso você ainda não entendeu?
  • Andre  07/02/2017 12:20
    Sugestão: sempre que for um artigo traduzido, colocar um link para o original.
  • Emerson Luis  18/02/2017 16:11

    Se a Petrobrás e as outras 140 estatais tivessem sido privatizadas pelo FHC, o PT não teria conseguido roubar tanto.

    Mas não basta privatizar, tem que dedetizar, quer dizer, desestatizar também.

    * * *
  • Murdoch  18/02/2017 22:38
    Complementando, essas 140 estatais dão prejuízo anualmente que são cobertos pelo tesouro nacional.


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