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A renda básica garantida é uma solução cômica e economicamente insensata
Além de ser totalmente imoral e injusta

A Finlândia começará, a partir deste ano de 2017, a implantar um programa de renda básica garantida. A notícia rapidamente correu o mundo:

A Finlândia é o primeiro país europeu a pagar uma renda básica mensal de 560 euros (aproximadamente R$ 1,9 mil) para um grupo de desempregados. Trata-se de um programa social que tem por objetivo acabar com a burocracia nos pedidos de auxílio-desemprego e, consequentemente, reduzir a pobreza e aumentar o emprego.

O esquema implantado nesta segunda-feira (2) pela agência KELA, que trata dos benefícios sociais no país, vai distribuir a renda básica inicialmente a dois mil cidadãos, a partir de 1° de janeiro. Eles vão receber a quantia de 560 euros a cada mês, sem terem de justificar em que vão gastar o dinheiro. O objetivo do governo é oferecer aos trabalhadores maior segurança, especialmente em um momento em que os avanços da tecnologia levam à diminuição de mão de obra humana.

A primeira fase do esquema vai durar dois anos. Os participantes são escolhidos aleatoriamente entre um grupo que vai de 25 a 58 anos, cadastrados entre os desempregados até novembro do ano passado. Se o programa for bem-sucedido, trabalhadores com baixa renda, pequenos empreendedores e depois, todos os finlandeses, poderiam receber o chamado salário básico universal.

Na Finlândia, um salário médio pago pelo setor privado é de 3,5 mil euros mensais (aproximadamente R$ 11,9 mil), segundo levantamento do governo.

De acordo com Olli Kangas, da agência KELA, a ideia do esquema é abolir o "problema de desincentivo" entre os desempregados, ou seja, de que poderiam "perder algo". Ele afirmou que os cidadãos selecionados para a estreia do programa continuarão a receber o benefício, mesmo se conseguirem um emprego no prazo de dois anos – tempo de duração da primeira fase.

O governo finlandês acredita que a iniciativa iria economizar dinheiro no longo prazo, já que o sistema social é complexo, cheio de burocracias e custa caro. Muitos trabalhadores desempregados até encontram ofertas de emprego temporário ou meio-período, mas preferem deixar de lado, com medo de que lhe seja cortado o benefício.[...]

A Finlândia tem 5,5 milhões de cidadãos. A taxa de desemprego está em 8,1%, com quase 213 mil pessoas sem ocupação fixa, de acordo com dados de novembro. Essa taxa se mantém há quase um ano.[...]

Programas-piloto estão sendo discutidos no Canadá e na Islândia. No ano passado, a Suíça chegou a considerar uma renda garantida de 2,5 mil francos-suíços mensais para cada cidadão, mas o projeto foi rejeitado no referendo – com mais de 75% dos suíços contra a medida.

Ou seja: de início, apenas 2.000 cidadãos desempregados, de todas as faixas etárias, irão receber 560 euros mensais independentemente de sua situação pessoal: mesmo que encontrem emprego, continuarão recebendo o benefício; se nenhum deles encontrar emprego, continuarão recebendo o benefício.

A renda básica — diferentemente de outros programas sociais de transferência de renda, como os programas de renda mínima para os pobres [como o Bolsa-Família] — possui duas características básicas: ela é universal (absolutamente todas as pessoas irão recebê-la) e é incondicional (qualquer pessoa, de qualquer renda, em qualquer situação, irá recebê-la).

O programa-piloto finlandês, no entanto, começará de maneira bastante restrita. Nem mesmo o governo da rica Finlândia se arriscou a implantar esse maciço programa de redistribuição de renda sem antes mensurar quais poderão ser suas consequências.

Afinal, se a renda básica será recebida por todos, incondicionalmente, continuarão as pessoas dispostas a trabalhar ou elas irão preferir usufruir seu tempo livre sobrevivendo com este subsídio estatal? Uma deserção maciça do mercado de trabalho poderia provocar um colapso econômico e, consequentemente, inviabilizar a própria continuidade do programa.

Por isso, o governo finlandês, espertamente, preferiu começar de maneira bem pontual.

Consequentemente, essas próprias limitações impostas ao programa farão com que seus resultados, não importam quais forem, sejam pouco conclusivos. Para começar, a quantia da renda básica é muito inferior àquela defendida por seus mais ávidos defensores, pois dificilmente permitirá a alguém viver bem: 560 euros na Finlândia possuem um poder de compra menor que 400 euros na Espanha.

Em segundo lugar, de início, o benefício será concedido exclusivamente a desempregados e por tempo limitado (dois anos): é um tanto duvidoso que várias pessoas irão pedir demissão de seus empregos em troca de receber, durante dois anos, um total de 13.500 euros, ainda mais quando se considera que o salário médio pago pelo setor privado finlandês é de 3,5 mil euros mensais.

Em terceiro lugar, a implantação da renda básica em larga escala levaria, obrigatoriamente, a um aumento dos impostos sobre a classe média e sobre a classe média alta, o que também provocaria uma diminuição de sua predisposição ao trabalho: este efeito empobrecedor — ainda mais importante que o desincentivo para se procurar emprego entre os cidadãos de menor renda — simplesmente não poderá ser medido por este restrito experimento, pois o custo orçamentário do atual programa ainda é muito baixo.

Evidentemente, quanto maior for o valor mensal da renda básica ou quanto maior o número de pessoas aptas a recebê-la, maiores serão os impostos necessários para financiá-la e, consequentemente, maior será a distorção econômica tanto sobre os recebedores quanto sobre os pagadores. Quanto maior o soldo mensal que o estado repassa às pessoas, menores serão os incentivos para que elas trabalhem com o intuito de complementar a renda. Quanto mais altos forem os impostos para financiar o programa, menores serão os incentivos para que as pessoas trabalhem para gerar uma riqueza que logo será espoliada pelo governo.

A renda básica distorce todo o processo de coordenação econômica e social, pois a sua natureza inevitavelmente produz a mais profunda contração econômica possível: ela desvincula completamente a produção do consumo.

Para consumir, alguém tem de produzir

O problema econômico mais óbvio com a ideia de uma renda universal garantida — e aqui não estamos nos referindo especificamente ao programa finlandês, mas sim à ideia geral — é que tal ideia ignora completamente o problema da produção.

No mundo real, para uma pessoa consumir algo, ela tem antes de ter trabalhado e produzido algo em troca. Tendo produzido algo, ela ganha um salário, o qual então é utilizado para comprar bens e serviços. Nesse arranjo, a quantidade total de bens e serviços produzidos está constantemente aumentando.

Com a renda universal garantida, esse elo entre produção e consumo é rompido. Agora, se eu quero consumir, eu não mais tenho de produzir nada, pois o estado irá me garantir renda sob qualquer situação. Em termos universais, isso é uma impossibilidade absoluta, pois não é possível consumir aquilo que não foi produzido anteriormente.

Logo, o problema mais óbvio com a uma renda garantida é que não há mais a necessidade da produção. Como a palavra "garantida" deixa claro, a renda será algo certo, não importa se você trabalha doze horas por dia ou se você dorme o dia todo. Subsidiar a indolência — ou, falando mais claramente, pagar as pessoas para que elas não façam nada — não é exatamente algo que irá gerar mais produção. E sem produção (crescimento econômico) não há como o governo coletar impostos para manter o programa de renda universal garantida.

No entanto, os defensores do programa têm uma resposta pronta para essa objeção: segundo eles, uma renda garantida irá gerar um grande dinamismo econômico, pois irá estimular o consumo. Para eles, quanto maior o consumismo, maior será a taxa de crescimento econômico.

Tal resposta, obviamente, apenas ignora o próprio problema apresentado: quem irá trabalhar e produzir? Como já explicado em detalhes e repetidamente por este Instituto (ver aqui e aqui), o que gera crescimento econômico é a produção e não o consumo. Para que alguém possa consumir, outro alguém tem antes de ter produzido. Por definição, a produção precede o consumo. Tem de ter havido produção para que alguém possa consumir.

Quando essa realidade é levada em conta, o suposto aumento do consumo gerado pela renda garantida só poderá se concretizar caso aqueles que ainda continuarem trabalhando e produzindo reduzam seu consumo. Consequentemente, não haverá um aumento líquido no consumo. Mas haverá, isso sim, uma redução na produção devido ao fato de as pessoas agora estarem sendo pagas para não fazerem nada.

A menos que os defensores dessa ideia lúdica realmente acreditem que uma renda garantida não irá estimular alguns ou vários trabalhadores a se retirarem do mercado de trabalho, haverá um declínio na produção. E, consequentemente, com menos bens produzidos, menos bens serão consumidos. Ou seja, haverá uma redução no consumo. Por definição.

O maior problema é de cunho moral

Porém, no fundo, o grande problema com a ideia de uma renda garantida não é econômico, mas sim moral. Este programa estatal é completamente injusto porque consiste em conceder a cada pessoa um direito incondicional de viver à custa do resto da sociedade. O que significa uma pessoa ter um direito incondicional a uma renda básica? Que outra pessoa tem a obrigação incondicional de produzir e pagar essa renda.

E uma obrigação incondicional de gerar e repassar rendas se chama escravidão.

O curioso é que, se toda a ideia da renda universal garantida for levada à sua lógica extrema, então o roubo e os assaltos deveriam ser legalizados. Com isso, os improdutivos terão sempre dinheiro para gastar e, com isso, supostamente sairão de sua pobreza (como argumentam os defensores dessa tese).

Obviamente, se seguirmos esse caminho da lógica, os defensores dessa ideia teriam de admitir que o ato de tributar tem, no mínimo, similaridades com o ato de roubar. Aparentemente, é digno tomar dos outros desde que o governo seja a entidade que faça o assalto.

Em vez de inventar heterodoxias redistributivas que atentam contra a lógica econômica e são imorais, muito mais sensato — para qualquer país — seria implantar um ambiente de maior liberdade econômica e social. A liberdade não é uma ameaça para as pessoas mais pobres da sociedade, mas sim uma forma de multiplicar suas oportunidades: por isso, a liberdade não apenas é intrinsecamente moral, como também é emocionantemente funcional.

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Para entender por que arranjos social-democratas só podem funcionar em países ricos, leia este artigo:

A social-democracia no Brasil entrou em colapso - abandonemos os delírios e sejamos mais realistas

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Juan Ramón Rallo, diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.

John Tamny é o editor do site Real Clear Markets e contribui para a revista Forbes.


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Diversos Autores

  • Andre  05/01/2017 14:00
    Com economistas assim não é de admirar que a Finlândia seja o novo homem doente da europa.
  • Felipe Castro  05/01/2017 14:20
    Existem alguns pontos nessa discussão da renda básica universal que não foram abordados. Não sei dizer se eles são suficientes para justificar esta ideia, mas ao mínimo uma discussão mais séria a respeito, ao invés de simplesmente descarta-la como delírio progressista.
    Um ponto é como ela seria implantada - muitas das propostas defendem essa medida como substituta a políticas existentes de bem-estar social, como seguro-desemprego e INSS por exemplo. Se por um lado o público alvo seria maior, por outro a simples redução na burocracia e custos necessário para administrar todos esses benefícios é significante. Se levarmos esse conceito mais adiante, essa renda poderia até mesmo substituir serviços públicos, aplicando a mesma lógica de vouchers para educação ao resto da economia.
    Outro ponto é o aumento da automação - durante todo o século XX ouvimos a promessa de que os robôs eventualmente tomariam todos os empregos, e o que vimos foram alguns tipos de trabalhos sendo substituídos enquanto outros, mais especializados, eram criados. O problema é que, com o avanço da Inteligência Artificial, a previsão para o futuro próximo é que a velocidade de criação de novos empregos não vai acompanhar o alto número de empregos extintos.
    Concordo com a premissa de que primeiro é necessário haver produção, antes de consumo. No entanto, estamos em um ponto inédito na história humana aonde uma parte cada vez maior dos produtos e serviços necessários à sociedade podem ser produzidos por máquinas, por isso precisamos levar essa nova variável em consideração. Em outras palavras, precisamos sim da criação de riqueza, mas não necessariamente ela precisa ser feita por humanos.
  • Marcos  05/01/2017 15:13
    Ué, no que isso altera a realidade econômica?

    Por que o fato de estar havendo uma maior automação -- aliás, citada no artigo -- revoga as leis básicas da economia?
  • Felipe Castro  05/01/2017 15:35
    Qual lei básica da economia? A lei citada no artigo é de que é preciso haver produção antes de consumo, e o argumento da UBI é que não necessariamente essa produção precisa ser feita por humanos. Se você tem uma sociedade (não a nossa!) onde serviços como transporte, agricultura, venda, etc. são todos automatizados, a nação continuará rica, mesmo com o desemprego em alta.
  • Juliano  05/01/2017 15:54
    "Outro ponto é o aumento da automação - durante todo o século XX ouvimos a promessa de que os robôs eventualmente tomariam todos os empregos, e o que vimos foram alguns tipos de trabalhos sendo substituídos enquanto outros, mais especializados, eram criados. O problema é que, com o avanço da Inteligência Artificial, a previsão para o futuro próximo é que a velocidade de criação de novos empregos não vai acompanhar o alto número de empregos extintos.
    Concordo com a premissa de que primeiro é necessário haver produção, antes de consumo. No entanto, estamos em um ponto inédito na história humana aonde uma parte cada vez maior dos produtos e serviços necessários à sociedade podem ser produzidos por máquinas, por isso precisamos levar essa nova variável em consideração."

    Esse mesmo argumento vem sido repetido há mais duzentos anos. Por mais que as previsões anteriores tenham sido completamente furadas e o padrão de vida dos mais pobres seja cada vez mais elevado, o argumento sempre volta como se nada tivesse acontecido.

    Se realmente chegássemos a um ponto onde não precisemos mais trabalhar pois máquinas fariam tudo, isso seria uma maravilha. Qualquer pobre poderia ter serviçais eletrônicos para fazer tudo (na verdade, pobres hoje já possuem serviçais eletrônicos pra muita coisa). Isso não seria um problema, muito pelo contrário.

    Enquanto isso não se concretizar e continuarmos a ter muita gente com muitas necessidades não atendidas automaticamente, por definição isso significa que haverá muito trabalho a ser feito. O que acontece é que nossas necessidades vão mudando conforme outras são atendidas. Se você mora em um lugar sem água, aceita trabalhar um monte para ter alguns litros. Se instalam um rede onde a água deixa de ser um problema, vc automaticamente passa a ter outras demandas.
  • Felipe Castro  05/01/2017 16:30
    Concordo, e também não acho que nenhum país (nem a Finlândia) está no ponto de se dar ao luxo de aplicar uma medida dessas agora. Mas não dá pra fechar os olhos pros avanços da tecnologia e pras previsões de que, num futuro próximo, isso vai ser realidade sim. Carros autônomos, mercados sem caixa (Amazon) entre outras inovações, isso deve sim impactar bastante o mercado nas próximas décadas - e eles querem estar preparados, ou ao menos aprender o máximo possível até lá, quando essa tendência for irreversível.
    Outro detalhe é que, por mais que muitas pessoas deixem de trabalhar nesse cenário, grande parte não vai parar. Principalmente em países onde há uma forte cultura de trabalho, a maioria das pessoas não quer viver uma vida inútil, e muitas pessoas genuinamente gostam de seus trabalhos. Além do que, a renda é "básica", e para qualquer coisa que seja supérflua (que todos vão continuar querendo), o trabalho vai continuar sendo necessário.
    Não dá pra fazer previsões com base no cenário em que todos vão simplesmente parar de trabalhar, porque isso é altamente improvável.
  • Leonardo Scattolini  05/01/2017 16:15
    A mesma balela de 200 anos atras. A falta de imaginação humana de como o mundo pode mudar sempre nos leva a esse erro. O dia que inteligencia artificial for um pouco mais inteligente que o ser humano 2 coisas poderão acontecer 1- eles se tornarão independentes e não escravos como deseja para manter a renda minima 2-nos tornaremos uma coisa só, homem e maquina.
  • Felipe Castro  05/01/2017 17:22
    Não se trata de falta de imaginação. Não estou dizendo que tudo será feito por máquinas, ou que vamos parar de criar coisas novas. Você está atacando um espantalho.
    Não estou sequer falando de tecnologias futuras, e sim tecnologias já existentes que vão ganhar uma adoção mais ampla nas próximas décadas. Uber gerou diversos empregos no mundo todo, mas o que vai acontecer quando os carros autônomos forem padrão? Nem toquei no ponto da singularidade (quando as máquinas se tornarem mais capazes que os humanos), porque não vem ao caso.
    Não é porque a previsão foi feita erroneamente há 200 anos que ela vai estar pra sempre errada. Ainda que esteja, meu ponto é só que devemos considerar o momento atual com novos olhos, e parar de repetir a mesma resposta pronta pelos próximos 200 anos.
  • Alberto  05/01/2017 17:29
    E exatamente como toda essa sua especulação justifica uma renda básica e universal para todos?
  • Felipe Castro  05/01/2017 18:11
    Simples, a população continua crescendo e os empregos diminuindo, especialmente os de baixa especialização. Cada vez mais mercados adotam soluções tecnológicas que atendam mais pessoas com menos recursos, logo, é uma questão de lógica.
    Hoje a renda básica universal é uma utopia, mas se essa tendência se mantiver, ela pode vir a ser uma necessidade.
    Existem várias propostas distintas, e a que acho que faz sentido é a que substitui outras formas de bem-estar social mais custosas. Se, graças a produtividade alta, com custo baixo podemos garantir que ninguém passe fome, porque não?
    Novamente, não creio que todos os empregos vão sumir, e vão continuar surgindo novos empregos porque as pessoas vão continuar querendo coisas novas. Os robôs não vão tomar todos os empregos, mas vão tomar muitos, como já estão tomando. Fechar os olhos pra essa realidade e bater o pé que não vai acontecer não contribui em nada com o debate.
  • Alberto  05/01/2017 18:22
    Você não respondeu à pergunta. Por isso, irei reformulá-la. Aliás, vou fazer melhor: vou partir do princípio de que o cenário que você descreveu está certo.

    Se o cenário futuro será de abundância total e de revogação da escassez -- ou seja, estamos no Jardim do Éden --, qual seria exatamente a função de uma renda básica?

    Se há abundância e a escassez foi abolida, então não mais há preços. Por definição, só há preços para bens escassos.

    Não havendo preços, não há qualquer motivo para "renda básica".

    Sem sentido a sua colocação.


    Aproveitando a deixa:

    Os robôs tomarão o seu emprego?
  • Atento  05/01/2017 18:20
    "meu ponto é só que devemos considerar o momento atual com novos olhos, e parar de repetir a mesma resposta pronta pelos próximos 200 anos"

    Ou seja, você não tem ponto nenhum.
  • Felipe Castro  05/01/2017 18:52
    Novamente, um espantalho. Não disse em momento nenhum "abundância total" ou "fim da escassez".
    O mercado vai continuar a existir. As pessoas vão querer um novo Pokemon Go ou o novo CD do Luan Santana da mesma forma que fazem hoje. Mesmo para itens produzidos a baixo custo, como alimentação, a escassez persiste - justamente por isso continuará existindo preços e dinheiro. Baixo custo é diferente de zero custo.
    Quando questionado do porque Milton Friedman era contra um determinado serviço público para os pobres, sua resposta foi: "o problema da pobreza é falta de dinheiro, então vamos dar dinheiro!" - parece óbvia a resposta, mas trata-se justamente de resolver o problema da "rede de segurança social" sem distorcer totalmente o mercado, pois empresas continuarão competindo e inovando pelo dinheiro do consumidor. Também resolve o problema da falta de incentivo ao arrumar um emprego, pois não se perderia nunca essa renda extra, fora os custos altíssimos de administração de múltiplas redes de segurança do governo.
    Estou bem familiarizado com o argumento de que mudanças tecnológicas criaram mais empregos que destruíram, mas o que acontece se essa realidade muda? Se a taxa de criação for cada vez menor, somente para empregos mais especializados, e a de destruição for cada vez maior? Até agora, o único "argumento" que ouvi aqui (inclusive no artigo citado) é que "não vai acontecer e ponto final!". O meu ponto é que precisamos de uma resposta melhor, mesmo que não seja a renda básica universal.
  • Rodrigo Vasconcelos   05/01/2017 19:26
    Dizer que vai faltar trabalho é o ápice do delírio. Sem há algo que jamais faltará no mundo é trabalho a ser feito. Há um artigo inteiro sobre isso:

    Por que falta emprego se está sobrando trabalho a ser feito?
  • Felipe Castro  05/01/2017 20:00
    Obrigado, Rodrigo, acho que essa era a "resposta melhor" que eu estava procurando.
    Sim, sempre haverá trabalho a ser feito, mas isso infelizmente não quer dizer que novos empregos vão surgir.
    Minha insistência no assunto era porque estavam todos negando que esse cenário pode acontecer (mais empregos destruídos que criados), mas se isso acontecer (o que ainda é provável, com as leis atuais), a real causa são os entraves para criação de novas oportunidades de emprego, não a automação, logo a melhor solução continua sendo remover esses entraves.
  • Taxidermista  05/01/2017 20:01
    Felipe, meu caro, o Alberto aí em cima já respondeu.

    Seu ponto é: "mas o que acontece se essa realidade muda? Se a taxa de criação for cada vez menor, somente para empregos mais especializados, e a de destruição for cada vez maior?"

    Pois bem, a resposta é:

    não vai faltar trabalho (e para explicar isso tem um artigo inteiro: www.mises.org.br/Article.aspx?id=2543).

    Mas essa resposta vc está dizendo que "não gosta".

    Ok, então vou repetir o que o Alberto falou: vou partir do princípio de que o cenário que você descreveu está certo. O cenário em que "a taxa de criação de emprego" mostre-se menor do que "a taxa de destruição de emprego" por força do progresso tecnológico é um cenário em que se tem uma situação de prosperidade (quase que por definição decorrente de sua própria hipótese: prosperidade gerada por esse progresso tecnológico) e de elevação do padrão de vida.

    Meu caro, talvez vc se choque, mas é apenas a correta teoria econômica: "workers' living standards improve when technology destroys jobs" (Pierre Lemieux, Who Needs Jobs?: www.palgrave.com/us/book/9781137355065).

    E mais:

    "Having a social framework that allows for the production of more goods with less effort is better the one that requires more effort for fewer goods.
    In a very real sense, jobs don't matter. What matters is efficient jobs, because they tend to increase welfare as judged by each individual for himself. Other than that, we don't need jobs. The fewer the jobs, the better. The rest is just political and bureaucratic Newspeak.
    " (Pierre Lemieux, Who Needs Jobs?: www.palgrave.com/us/book/9781137355065)


    Dá uma lida em mais esses dois artigos:

    Para criar empregos bons, empregos ruins devem ser destruídos: www.mises.org.br/Article.aspx?id=2097

    "Criar empregos" não é o objetivo de uma economia sólida: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1900

    Espero que tenha respondido seu ponto.



  • Felipe Castro  05/01/2017 22:56
    Taxidermista, imagino que todos que responderam tinham algo assim em mente, mas o que não estava diretamente claro pra mim, ao menos, era onde _exatamente_ a premissa da renda básica universal é falha. Não é uma questão de gostar ou não da resposta, é de ter a minha dúvida respondida.

    A premissa defendida normalmente é de que é algo inevitável porque é "certo" que no futuro a taxa de destruição de empregos vai ser muito maior que a de criação de novos empregos, batendo de frente com o argumento do artigo "robôs não vão roubar nossos empregos", de que novos melhores empregos sempre vão ser criados. Se um lado só repete que vão ser criados novos empregos sim, e outro diz que não tantos quanto necessário, a conversa não progride. Simplesmente bater de frente sem apontar exatamente onde o raciocínio erra não ajuda muito.

    O cenário que o Alberto descreveu, e você repetiu, deixa de lado um ponto: essa prosperidade econômica vinda do aumento da tecnologia só melhora a vida dos pobres se eles tem alguma fonte de renda. Se eles não tiverem nenhuma (que é o assunto que discutimos até agora), eles não vão ser beneficiados por essa prosperidade. Não adianta nada uma geladeira custar 50 reais se eu tenho zero na conta.

    O que me ajudou a entender realmente onde essa premissa está errada é o artigo "Por que falta emprego se está sobrando trabalho a ser feito?" - essa distinção clara entre "trabalho a ser feito" e "emprego", e a dificuldade em converter o primeiro no segundo, creio ser o ponto central que invalida o argumento da "inevitabilidade" da renda básica universal. Claro que sempre haverá trabalho a ser feito, logo, a solução de longo prazo deve ser em retirar os entraves artificiais para que eles possam surgir. Com os entraves que temos hoje, o cenário apocalíptico que todos esperam pode se materializar sim.

    De qualquer forma, agradeço a paciência de todos que tentaram explicar onde eu estava errando.

    Um abraço!

  • Taxidermista  06/01/2017 14:06
    Caro Felipe,

    para completar, então:

    vc disse: "essa prosperidade econômica vinda do aumento da tecnologia só melhora a vida dos pobres se eles tem alguma fonte de renda. Se eles não tiverem nenhuma (que é o assunto que discutimos até agora), eles não vão ser beneficiados por essa prosperidade"

    Aí vc está girando em círculos, com todo respeito. Prosperidade econômica (vinda do aumento da tecnologia) é geração de riqueza (logo, de renda); é o que eleva o padrão de vida. Claro que isso não significa padrão elevado de vida para todo mundo, mas mesmo quem não tem nenhuma renda (que é a tua preocupação) só pode ser beneficiado pela prosperidade advinda da liberdade econômica. Os que não têm renda são prejudicados pelas restrições à liberdade econômica (que são restrições à geração de prosperidade econômica).

    Em termos bem diretos: não há outra solução fora da liberdade econômica, Felipe. É a liberdade econômica que gera prosperidade econômica, que beneficia todo mundo, quem tem e quem não tem renda. Em qualquer cenário possível e imaginável (com robôs ou sem robôs, com "taxa de criação de empregos" maior ou menor do que a "taxa de destruição"), qualquer intento de melhorar a condição daqueles que não têm renda por meio de coerção (extrair dinheiro de terceiros utilizando força) é algo imoral e economicamente deletério.

    E só com liberdade econômica se tem ausência de coerção.

    E renda básica é coerção. E qualquer redistribuição estatal (forçada) de renda é coerção. E redistribuição estatal (forçada) de renda, que é coerção, restringe as liberdades e empobrece todo mundo.

    www.planetadelibros.com/libro-contra-la-renta-basica/196834


    Abraço.


  • Felipe Castro  06/01/2017 17:25
    Taxidermista,

    Concordo com tudo isso que falou, exatamente. Acho que não fui claro ao me expressar, mas percebi onde errei no raciocínio e agora estamos dizendo a mesma coisa :)

    Abraço
  • Taxidermista  06/01/2017 19:23
    Abraço cordial, Felipe!
  • Leninmarquisson da Silva  17/01/2017 23:33
    Sem querer enrolar muito nessa discussão, mas...

    O que aconteceria é o que já aconteceu: menos gente trabalhando e um padrão de riqueza maior para todos.

    Olhe o século passado, pai, mãe, filhos e cachorros tinham que trabalhar desde os 11 anos de idade para a família não passar fome.
    Hoje, boa parte das famílias se mantém razoavelmente bem com só o pai ou a mãe trabalhando, e os filhos em casa coçando até os 30 anos.

    Agora, se a mudança fosse caótica como o amigo colocou acima, também aconteceria o mesmo de sempre: a sociedade se adaptaria (como hoje, tendo menos filhos) e os pobres continuariam fazendo merda, se fodendo e esperando que o governo tome o dinheiro dos outros para bancar suas irresponsabilidades.

    Não vejo nada diferente pro futuro.
  • Obervador  18/06/2017 20:56
    Uma possibilidade interessante parece a proposta de uma RBUE.

    Programas de Renda Condicionados à Educação (RBUE) Concatenados com Programas de Renda Incondicionados (RBU) como Forma Eficiente de Universalizar Trabalho e Renda.

    Uma Renda Básica Universal Educacional (RBUE) é uma renda condicionada ao duro trabalho da transformação pessoal pela educação tradicional ou pela autoeducação, enquanto uma Renda Básica Universal(RBU) seria uma renda paga a todos, individualmente, independente de situação econômica ou exigência de contraprestação de trabalho. Sítios da BIEN (Basic Income Earth Network) e da USBIG (United States Basic Income Guarantee) discutem amplamente a proposta da RBU. Na WIKIPEDIA o tema e correlatos também são expostos. Esse importante Programa, usado conjuntamente e concatenado com uma Renda Básica Universal Educacional (RBUE), condicionada à educação ou autoeducação continuada, poderá nos oportunizar implementar uma adequada distribuição de renda, talvez a nível mundial, aliviando muitos problemas sociais crônicos relacionados à pobreza e desemprego e falta de renda garantida, como baixo nível educacional, falta de qualificação para o trabalho, fome, doença, criminalidade/reincidência e dramas migratórios. Um programa tipo (RBUE) exige como contrapartida que os recipientes elevem o seu status educacional, envolvendo-se no duro trabalho de autoeducação continuada, onde os participantes do programa trabalham como produtores de um bem valioso que é o Capital Humano. Assim, até 21 anos de idade todos teriam acesso a uma Renda Básica Universal (RBU), de natureza incondicionada e após essa idade, usualmente dedicada à aquisição de nossas bases educacionais, se disponibilizaria, como opção, àqueles não absorvidos no mercado de trabalho usual, um programa de Renda Básica Universal Educacional (RBUE). Esses sistemas de Renda Educacional (RE) podem vir a ser importantes ferramentas para abordar problemas socioeconômicos como 1)movimentos migratórios, com a opção de implementar esses sistemas nas regiões de origem( ou tão próximo a elas quanto a segurança permita) dos migrantes; 2) para universalizar trabalho e renda em prisões e a seus egressos e 3) fundamentalmente zerar o desemprego, ou falta de trabalho e renda de uma forma abrangente, por certo dinamizando a economia e distribuindo renda, como irá requerer um mundo com robotização crescente e uma concentração de renda incontida. Isso poderia ser conseguido a baixo custo, se comparado com os investimentos necessários para a criação dos empregos usuais, utilizando-se para tanto a miríade de cursos disponíveis e administrada via tecnologia da informação. Novas metodologias e aplicativos específicos deverão ser criados para otimizar programas de (RBUE).
    Pontos cruciais desses programas é (1) Pagamento individualizado, mesmo para crianças, em dinheiro (cartão magnético), pois isso assegura cidadania econômica desde o nascimento. Por certo, para crianças a administração dos recursos será exercida pelos pais ou responsáveis legais. (2) Cursos e disciplinas devem ser disponibilizados abrangendo desde o nível mais elementar até os mais avançados, assim alfabetização em letras, números e informática; técnico-profissionais e de cunho prático e artesanal; científicos, tecnológicos, artísticos e humanísticos. Isso garante que interessados com as mais diferentes bases culturais, intelectuais e vocacionais poderão participar. (3) A verificação de um rendimento mínimo adequado, do trabalho do participante do programa, deve ser sempre feita, com o uso de cabines a prova de fraudes, para os testes. Essas cabines à prova de fraude são tecnicamente factíveis e poderiam, também, ser úteis ao sistema escolar e acadêmico usual, pois retiraria do professor o ônus do estresse ligado à aplicação de provas e também avaliaria a qualidade do serviço educacional prestado de forma isenta. Essa forma impessoal de avaliar pode parecer controversa, porém, principalmente para avaliar o rendimento da autoeducação e de processos de ensino a distância poderá vir a ser de grande valor e mesmo imprescindível, pois além da impessoalidade uma contínua disponibilidade seria essencial. 4) Pagas diferenciadas para níveis do programa com graus de dificuldade maior ou menor, como estímulo ao progresso cultural e intelectual dos participantes. (5) Valor da renda disponibilizado deve ser tal a não inibir o retorno ao mercado de trabalho usual, pois propor rendas elevadas para participantes de tais programas, entre outros aspectos, milita contra a aceitação social dessas ideias. O caso da derrota, em plebiscito, de uma proposta de renda básica na Suíça, recentemente deveu-se, cremos, ao altíssimo valor proposto para a renda individual, desfazendo-se dessa forma uma possibilidade de vitória para uma proposta socioeconômica importante. 6) Em caso de mau rendimento, o participante, após oportunidade adequada, seria excluído do programa (aqui só para àqueles acima de 21 anos), devendo procurar o mercado de trabalho ou eventualmente retornar ao programa, após certo período. Note-se que esse programa(RBUE) implica um processo dinâmico de intercâmbio entre os programas de renda e o mercado de trabalho usual, porém com um mecanismo eficiente de eliminar desemprego e pobreza extrema que por certo dinamizarão a própria economia de livre mercado, com diminuição da assustadora violência tão ligada ao estresse de sobrevivência em nossas sociedades.





  • Nicolas  06/01/2017 16:41
    "Não adianta nada uma geladeira custar 50 reais se eu tenho zero na conta. "

    Se tu não tem nada tua conta então tu tem que ir procurar emprego, ou pedir emprestado, ou virar empreendedor de algum tipo, sei lá cara, se vira. Ninguém vai ficar tendo de um homem crescido incapaz de gerar valor.
  • Aragão  05/01/2017 20:28
    "o problema da pobreza é falta de dinheiro, então vamos dar dinheiro!" - parece óbvia a resposta"

    Tão "óbvia" quanto estúpida a resposta (e não importa que tenha sido supostamente dada por Milton Friedman; continua sendo uma resposta estúpida).

    E as razões da estupidez estão dadas no artigo.
  • Felipe Castro  05/01/2017 23:41
    Aragão, eu prefiro o ponto de vista do Mises ao de Friedman nessa questão, mas só por que uma política não é ideal, não quer dizer que ela seja estúpida. As vezes, ela é o melhor possível a ser feito em uma determinada realidade, e qualquer avanço é bem vindo.

    A frase que eu citei trata-se da mesma lógica que sugere, por exemplo, o sistema de Vouchers para educação. Ainda que não seja a solução ideal, com certeza é preferível ao modelo que temos hoje, de escolas geridas pelo governo.

    Essa postura de chamar qualquer coisa que não seja o ideal de estúpida é o motivo pelo qual os liberais estão cada vez mais com o estigma de "utópicos" e "fundamentalistas" por pessoas de outras correntes de pensamento. Se queremos influenciar qualquer pessoa, ou contribuir para o debate, há meios mais eficazes.

    Um abraço!
  • SRV  06/01/2017 12:43
    Amigo Felipe Castro ,

    Permita-me entrar no assunto. Sua suposição de que a taxa de criação de empregos será menor que a taxa de destruição é muito fraca.

    Desde sempre, a cada avanço tecnológico, mais empregos foram criados. Hoje bilhões de pessoas trabalham no mundo inteiro, mesmo com a queda relativa dos empregos no campo, com a queda relativa dos empregos nas indústrias, etc etc. Com certeza há mais pessoas trabalhando hoje do que havia em 1800. Como pode nossa tecnologia ter avançado tanto e ter criado empregos ao invés de destruir?

    Quando um setor é destruído pelo avanço tecnológico, um novo setor INTEIRO surge: Morreram os LPs, surgiram os CDs, que morreram pros DVDs, que morreram pro bluray, que concorrem fortemente com o Streaming em alguns segmentos de mercado. A cada avanço, novos empregos surgiram, novas necessidades, novos empregos. Os serviços de streaming precisam de redes de telecomunicações com bandas largas, que substituiram as bandas estreitas como a internet discada, etc. É como se construíssemos os setores econômicos em "camadas". Não há como ter computadores sem a luz elétrica. Não há como ter luz elétrica sem motores. Não temos motores sem fundição.Ou seja, cada novo setor precisa não apenas de novos profissionais treinados, precisa também do desenvolvimento de outros segmentos que serão suporte.

    Dito isso, se um dia surgir inteligência artificial COMO SE FOSSE HUMANA, e ela varrer diversos setores econômicos, pode ser a chave para criação de outros segmentos de mercado que hoje são impossíveis. Podemos usar robôs inteligentes para criar estruturas em outros planetas antes de enviarmos humanos, podemos explorar e minerar asteróides, podemos explorar a profundeza dos oceanos. Tudo isso vai demandar trabalho humano pois os humanos são altamente flexíveis comparados com máquinas, humanos podem planejar e se adaptam com rapidez.

    E ainda que existam máquinas melhores, GENUINAMENTE CRIATIVAS, mais inteligentes, mais flexíveis, mais resistentes, mais produtivas e mais baratas do que seres humanos, máquinas que nos superem em absolutamente TODOS os sentidos imagináveis, isso não será problema. Dado que vivemos em um mundo de escassez e não podemos produzir infinitas máquinas, faz sentido que as máquinas se especializem naquilo em que elas são melhores e os humanos produzam aquilo em que são melhores. É de tal modo como a teoria das vantagens comparativas se aplica no âmbito dos países (veja aqui), mas em escala "individual".

    Repetindo: Não há como as máquinas substituírem os seres humanos, por mais produtivas que elas sejam, exceto em um cenário do "Exterminador do futuro". Máquinas NÃO tomarão nossos empregos. Em níveis individuais, pessoas serão demitidas, SIM. Terão que mudar de segmento, SIM. Mas no "agregado", NÃO perderemos nossos empregos.
  • Felipe Castro  06/01/2017 15:02
    Olá SRV,

    Exato, tivemos uma longa discussão no comentário anterior sobre isso. Entendo e concordo com seu argumento, de que a cada avanço tecnológico até hoje o que aconteceu foi o contrário, liberamos o capital humano para outras atividades melhores e acabamos gerando mais empregos do que destruímos.
    O ponto da discussão, e o principal argumento dos defensores da renda básica universal, é que essa tendência que sempre existiu pode mudar em breve, e há bons motivos para essa preocupação. Para citar alguns exemplos, de tecnologias que já existem hoje e que poderiam impactar bastante o mundo se amplamente adotadas: carros autônomos, mercados sem operadores de caixa, robôs substituindo sweatshops, impressoras 3D que imprimem de tudo, desde órgãos humanos até casas, e até atividades do conhecimento como marketing no caso da Inteligência Artificial.
    Não estou argumentando contra o avanço da tecnologia, não se trata de ludismo. Trata-se somente de uma questão que vale a pena ser considerada: o que acontece se essa tendência mudar, se destruirmos muito mais empregos do que geramos?
    A falha neste meu raciocínio, como observei nos comentários acima, é de que esse risco só existiria, e só se materializaria, se a criação de novos empregos continuar cheia de entraves como está hoje, ou até mais difícil no futuro. Quanto menos obstáculos houverem para a criação de novos empregos, certamente esse risco deixa de existir, pois trabalho a ser feito sempre existirá. Em outras palavras, por mais catastrófica que sejam as previsões para o futuro, a solução mais eficaz continuará sendo mais liberalismo, e não a renda básica universal.

    Abraço!
  • Éder da S. P. V. Gonçalves  06/01/2017 14:34
    Felipe, eu li aí o seu comentário e alguns dos comentários "opositores". Por coincidência eu estive em um debate parecido recentemente com amigos meus sobre a questão da automatização das profissões levar a uma nova forma de pensar o ganho de riqueza pela população.

    Eu tenho um ponto de vista parecida com o seu.

    (Mas aqui, coloco um detalhe: não vejo o cidadão comum, que trabalha/produz e depois consome para subsistência como alguém que gera riqueza. Este individuo é só um motorzinho que junto com outros move as engrenagens da economia e faz com que os governos e coorporações produzam riqueza. Não que um individuo não possa passar a produzir riqueza, mas, em geral, ele permanece no patamar de produtor/consumidor, ou seja, produz, ganha "dinheiro" e depois consome transferindo o dinheiro em uma matemática em que se procura criar mais riqueza aumentando a produção e o consumo diminuindo o custo da produção). Em geral, de forma simplória, é isso o que ocorre.

    No meu caso, apontei duas possibilidades para o cenário hipotético em que toda a cadeia de produção e serviços (incluindo até mesmos maquinas capazes de substituir tarefas criativas; como robôs que desenvolvem novas equações, novos circuitos, robos que fazem pesquisa, maquinas que criam replicas de si mesmas, robos capazes de encontrar novas drogas, robos capazes de criar novos algoritmos, algoritmos capazes de ajudar o governo a analisar e encontrar fraudes no Fisco, e até mesmo alguns projetos de ERP que já visam substituir toda a equipe de BackOffice em uma empresa além de Centros de Distribuição completamente automatizados em que nenhuma pessoa entra por serem desnecessárias, etc. Tudo tecnologia já existente, aliás, mas que não saem do laboratório por falta de vontade politica e econômica - na verdade, algumas já estão saindo do laboratório. Um site muito indicado para quem gosta do assunto é o inovacaotecnologica.com.br. Também uma rápida busca no google vai mostrar que não é balela, tudo isso já existe.).

    Ocorre que a economia que conhecemos é baseada em pessoas produzindo e consumindo. Mas, quando as pessoas não precisam mais produzir, essa "mecânica econômica" acaba Bugando, simplesmente porque as pessoas que não produzem também não conseguem consumir. Claro que, só emperra no cenário hipotético a que estamos nos referindo: em que a quantidade de pessoas necessária para a produção não é mais suficiente para gerar consumo pela população que passou a ser desnecessária.

    Neste caso, eu penso que podem ocorrer duas coisas:

    1 -> Os países não precisam mais que as pessoas trabalhem para produzir e, por isso, elas precisarão adquirir riqueza de outras formas. Quais? Um salário universal? (É uma ideia, e nada estupida, visto que quase todos os países possuem algum meio de pagar aos cidadãos algum tipo de beneficio dito "publico". O que ocorre é que hoje, esse "bem publico" é bancado pelos impostos pagos pela população e empresariado. No cenário hipotético não seria mais preciso que as pessoas paguem impostos, logo, a mecânica trava. A ideia de preço também trava. E não há como saber ao certo como uma economia nesta situação se sustentaria). Só falar em salário Universal não resolve o entrave, mas pode ser parte da coisa toda, uma vez que de certo modo o país já possui um "gasto" universal" com todo cidadão, que ocorre de outra forma. Então não há nada de ridículo na ideia. Apesar de que ela sozinha também não ajuda a destravar o que a economia neste cenário hipotético. Outro ponto interessante, é que economistas dizem que esta ideia é estupida porque o nosso modelo econômico depende de crescimento de riqueza, através do crescimento da produção e consumo. Mas, em teoria, se todos receberem um "salário universal", a produção e consumo podem tornar-se linear, de modo que não há mais crescimento econômico...

    Mas, para começo de conversa, o modelo econômico precisa basear-se apenas em crescimento? (muita gente pode sofrer de uma tela azul ao pensar nisso).

    2 -> Mas, o que acho bem mais provável é o seguinte: O avanço da tecnologia e da automatização e também, do enriquecimento dos países, tende a levar a população humana a diminuir de forma gradual. Já vemos isso em países ricos hoje e até em países não tão avançados (como o Brasil), temos uma tendência a ver uma taxa de natalidade cada vez menor entre as pessoas com melhores condições sociais. Este é o ponto que acho crucial: em um mundo em que as pessoas não precisam mais participar da cadeia produtiva, elas serão cada vez menos necessárias para a economia, para os Estados e até mesmo socialmente falando.

    Não só as pessoas serão menos necessárias, como inclusive o aumento do nível tecnológico também gera uma tendência de as pessoas postergarem ou até mesmo evitarem ter filhos e com isso, este mundo hipotético pode representar uma diminuição expressiva da população humana.

    O Japão já é um exemplo do que pode vir a acontecer em outros países: a população envelhece e a taxa de natalidade não dá conta de substituir os japoneses que participam da cadeia produtiva. Mas, isto não é um problema, pois há cada vez mais robôs participando desta cadeia. E quanto mais automatizado for o países, maior será a taxa de natalidade. E também maior será a distribuição de riqueza entre as pessoas. (Pelo menos eu acredito que haja esta tendencia). E um mundo com poucas pessoas não permite que a economia tal como a conhecemos continue funcionando. Ela terá de mudar para algo que não dependa mais de produção VS consumo e de crescimento de riqueza.

    Outro ponto interessante sobre este assunto, é que já há tecnologia para automatizar muitas profissões. Isto ainda não ocorreu de fato por uma questão politica e econômica. Mas a tendência é de que a coisa vá acontecendo gradativamente (se chegará no cenário hipotético abordado ou não depende muito mais de vontade humana do que de capacidade, visto todo o avanço tecnológico que já possuímos que não sai dos laborátórios).

    E o fenômeno é bem diferente de 200 anos atrás, pois naquela época o avanço tecnológico - muito diferente do que muitos comentam e comentaram no passado - não ameaçou tirar empregos, substituir humanos, etc. O avanço tecnológico visto até então criou novas oportunidades de emprego: especializou muitas profissões e criou outras tantas. Mas, as pessoas sempre foram, nestes avanços tecnológicos, agentes necessários: eram os humanos que operavam a tecnologia.

    Em suma, os avanços tecnológicos de 200 anos, e mesmo os mais recentes, tiveram o efeito de propiciar um aumento populacional: menos pessoas morrendo, ou melhor dizendo, morrendo mais velhas do que antes e, uma taxa de natalidade que permaneceu alta até recentemente. Por muito tempo o aumento populacional aliado à tecnologia pressionou as sociedades a buscar novas e mais sofisticadas formas de produzir riqueza (e também de concentrá-la na mão dos detentores da tecnologia).

    A ideia de automação que vem se apresentando agora já não depende de operadores humanos (aliás, depende de muito menos humanos). Logo, já não é preciso tantos humanos. Os próprios indivíduos optam por ter menos filhos ou não ter filhos diante do cenário que se apresenta. Os governos logo não dependeram de operários, de entregadores, etc, etc, etc.

    É bastante improvável pensar em um mundo automatizado com 7 bilhões de pessoas (ou muito mais que isso) em que todos possuem qualificação para criar carreiras altamente sofisticadas que as máquinas não possam (ainda) fazer.

    Sendo assim, temos um ponto sobre a renda básica global: em um mundo autônomo com poucos indivíduos humanos, talvez a renda básica sequer seja necessária, uma vez que os poucos humanos que se encontrarão neste cenário serão, muito provavelmente, os detentores da tecnologia e por tanto da riqueza.

    Aliás, a coisa toda (a polêmica) é que os economistas de hoje falam sobre o conceito de riqueza atualmente vigente (produção gera consumo que produz mais riqueza que gera produção...) e por isso dizem que a "renda básica" universal é um delírio. Mas, o conceito de riqueza muda conforme a época e a tecnologia disponível. Talvez, em algum momento a "renda báscia" universal caiba no conceito de riqueza em voga.

    A riqueza já foi força. Já foi o ouro. Já foi muitas coisas. E ainda será muitas outras coisas.



  • Felipe Castro  06/01/2017 17:51
    Olá Eder,

    O conceito de riqueza em si não muda, é algo escasso que as pessoas querem. O que muda é o que as pessoas querem. Hoje em dia há empresas pagando para receber likes em sua página do Facebook por exemplo, então não duvido que outras formas de riqueza vão surgir a medida que necessidades mais básicas sejam atendidas.
    O maior ponto do debate da renda básica universal é que ela seria inevitável com esses avanços tecnológicos, mas essa premissa é falha - enquanto a humanidade tiver desejos, sempre haverá mais trabalho a ser feito, infinito. Mesmo que 100% dos empregos existentes hoje sejam extintos, isso é uma coisa boa - vai liberar a humanidade para se dedicar a atender as próximas necessidades que vão surgir, seja lá quais elas forem. O único risco que vejo, nesse sentido, é que os governos continuem seguindo mais a linha socialista e de "proteção aos trabalhadores" e imponham ainda mais dificuldades para o surgimento desses novos empregos, como já acontece hoje. A verdadeira solução é remover essas dificuldades, e não a renda básica.
    Quanto à projeções de população mundial, creio que é um assunto mais complexo que não se explica somente com economia. Há diversos fatores culturais em jogo também, e sem querer aprofundar no assunto, sabemos que há projeções para que a população continue aumentando nas próximas décadas. Para esse cenário, o liberalismo continua sendo a forma mais sustentável de garantir que os próximos bilhões de pessoas tenham também uma boa qualidade de vida.
  • Aragão  05/01/2017 19:00
    "meu ponto é só que devemos considerar o momento atual com novos olhos, e parar de repetir a mesma resposta pronta pelos próximos 200 anos"

    O sujeito vem com a mesma conversa ludista de 200 anos atrás e acusa os outros de repetirem "a mesma resposta pronta pelos próximos 200 anos"...

    Ora, meu caro, para a mesma bobagem ludista de 200 anos atrás, se dá a mesma resposta fundada na correta teoria econômica.

    "Vejam, pode ser que no momento atual seja necessária renda básica"... É a mesma bobagem de sempre.
    Ou seja, 100% bullshit.

  • Vinicius  05/01/2017 15:08
    Cheguei um ponto de desistir dos debates e só esperar acontecer.

    Percebi que a redução e o fim do Estado é algo inevitável, recursos escassos , aumento da população e o mesmo espaço geográfico.

    Vai chegar um dia que sustentar o Estado será um "luxo" que país nenhum vai poder ter, por falta de recursos e necessidade de excluir aquele terceiro agente de uma negociação que não produz nada.

    Enfim, podem chorar Estadistas que um dia o Estado morre e o país que matar ele primeiro será a futura potencia mundial.
  • FL  05/01/2017 15:17
    Sobre a diminuição da produção, tem outro problema: com a escassez de oferta e a possibilidade de aumento de consumo, os preços tendem a disparar. Em pouco tempo os 560 euros vão valer ainda menos.
  • 4lex5andro  06/01/2017 02:41
    Não faz muito tempo, teve uma proposta do governo na Suíça desse tipo, (rendimento mensal garantido mesmo sem trabalho), porém não foi a frente.

    Fato é que a confederação suíça parece um exemplo de país em toda sua formação.
  • Paulo Henrique   05/01/2017 15:56
    Mas o problema de produção não é algo tremendamente sério em uma sociedade com uma elevada automação e tecnologia. Mesmo supondo que essa renda minima cause distorções econômicas ou desincentive a produtividade e busca ao emprego, até que ponto isso pode levar ao colapso econômico uma sociedade onde até carros no futuro não terão motoristas?

    Se assim fosse, vários países nórdicos já teriam quebrados. Lembrando que eu não defendo o estado social no nível que está lá. Mas é óbvio que essas sociedades conseguem suporta-lo de uma forma muito mais firme que países de terceiro mundo, e continuar crescendo

    Até que ponto a ''total eficiência econômica'' é de fato melhor que garantir uma renda mínima em uma sociedade muito produtiva?
  • Rennan Alves  05/01/2017 16:18
    Ler resposta do Juliano acima.
  • Rafael  05/01/2017 16:36
    Como faz então? Garante renda mínima pra todo mundo, independente de estar desempregado ou não, ou só estando desempregado e procurando emprego, procurando se especializar?

    A questão é que não há a necessidade de nada disso. Se não houvesse caridade estatal, a caridade seria privada e iria funcionar muito bem.
  • Amorim  05/01/2017 16:42
    Até o ponto em que a renda mínima faz a produtividade cair, conforme apontado no artigo, e tudo entra em colapso.
  • Halysson  05/01/2017 16:11
    Duas ponderações ( inspiradas em Elon Musk ). O nível de automação e intensificação de capital na produção tem aumentado, e tende a se tornar produção autônoma dispensando quase totalmente o fator trabalho.

    Graças a essa evolução tecnológica a escala de produção melhora, aumenta a oferta, eliminando o problema de ter menos gente trabalhando. E como fica essa massa de trabalhadores desempregados num sistema hipotético em que "os robôs produzem (quase) tudo". É um cenário onde a abundância é o padrão, e não a escassez.

    Considerando um cenário desse tipo, acho que esse tipo de política tenha validade sim. A 300 anos quantos horas de trabalho eram necessárias para produzir uma tonelada de café? E quantas serão daqui a 30? O Fator trabalho deixará de ser relevante para a produção mundial, mas as pessoas continuarão ai precisando de renda para sua subsistência.
  • Alberto  05/01/2017 17:27
    Não entendi sua lógica. Se o cenário é de abundância total e revogação da escassez -- ou seja, estamos no Jardim do Éden --, qual seria exatamente a função de uma renda básica?

    Se há abundância e a escassez foi abolida, então não mais há preços. Por definição, só há preços para bens escassos.

    Não havendo preços, não há qualquer motivo para "renda básica".

    Sem sentido a sua colocação.
  • Halysson  09/01/2017 19:25
    "Não entendi sua lógica. Se o cenário é de abundância total e revogação da escassez -- ou seja, estamos no Jardim do Éden --, qual seria exatamente a função de uma renda básica?"

    Revogação total da escassez é uma simplificação teorica. Mas considere um alto indice de robotização onde o fator trabalho seja irrelevante. O empreendedor consegue produzir enormes quantidades com custos mínimos. Quem vai consumir essa produção se o nivel de emprego for baixo e não houver renda?

    "Se há abundância e a escassez foi abolida, então não mais há preços. Por definição, só há preços para bens escassos"

    Na teoria sim, mas na prática pode haver controle de preços caso haja monopólio/oligopólio na produção (vide o mercado de diamantes por exemplo)

    Não havendo preços, não há qualquer motivo para "renda básica".

    Os preços sempre vão existir onde houver propriedade privada. Não existe abundância plena de fato. Apenas na teoria.

  • Anselmo  09/01/2017 22:12
    Seu comentário é um show de contradições.

    Se o índice de robotização é tão alto que o fator trabalho se tornou irrelevante, então, por definição, a escassez está abolida. Se não é necessário humanos para produzir nada, e os robôs fazem tudo, então a abundância é plena.

    Mais ainda: se é possível "produzir enormes quantidades com custos mínimos", então a abundância é tão plena que os preços, caso ainda existam, serão irrisórios.

    Logo, mesmo havendo um "baixíssimo emprego", o consumo será plena. Afinal, se hoje, com desemprego e inflação altos, e com grande escassez, não há mais fome (30 minutos de malabarismo no semáforo já garantem renda para alimentação), imagine então num futuro de escassez abolida pelas máquinas?

    considere um alto indice de robotização onde o fator trabalho seja irrelevante. O empreendedor consegue produzir enormes quantidades com custos mínimos. Quem vai consumir essa produção se o nivel de emprego for baixo e não houver renda?
  • Manuelito   09/01/2017 23:09
    "O empreendedor consegue produzir enormes quantidades com custos mínimos. Quem vai consumir essa produção se o nivel de emprego for baixo e não houver renda?"

    Se o empreendedor consegue produzir enormes quantidades com custos mínimos, significa que, pela alta oferta, os preços serão baixíssimos. E "nível de emprego baixo" não significa "ausência de renda"; logo, haverá renda para aquisição dos produtos, já que estes estarão com preços baixíssimos em virtude da alta oferta.


    "The benefit of automation today, as always, has been that it reduces the cost of living and makes work more productive. This has been true since the invention of the wheel and all other labor-saving devices.

    In cases such as these, the complaint is repeatedly made that even cheaper goods will not be affordable when no one has jobs. The more realistic scenario, however, is that fewer jobs and fewer hours will be needed to support households when the prices of goods are lower.

    This can be seen to have been the case during the twentieth century when the work week became shorter, and workers began to work fewer hours. Simultaneously, the standards of living increased.

    We have to consider all the facts here: business innovation may remove obsolete jobs, but with the added efficiency, goods and services are able to go down in price.

    Take, for instance, autonomous cars. While it's unfortunate that this will bring temporary unemployment to many drivers, the decline in prices for transport will be a boon to many others.

    This could be especially beneficial to many low-income households who spend a large portion of their incomes on owning, insuring, and maintaining a vehicle. For many families who may only need automobiles on occasion, this will be especially beneficial.

    Indeed, many households report they have no means of paying for an emergency auto repair. For many families, a broken down automobile is a looming economic risk, and the rise of plentiful automated transportation could greatly reduce these risks to family budgets.

    More families also may realize that it's no longer economical to keep up with a vehicle and opt instead for cheaper automated transportation. They then will find they have extra money to spend on other things, or more money to save.

    So while technological innovation may eliminate some people's jobs, other folks may see many benefits. If the prices of enough goods and services go down, lower wages will become sufficient enough for many people to live comfortably on lower nominal wages. This is what is known as an increase in "real income," and it's a good thing.
    " (https://mises.org/blog/will-automation-make-us-poor)








  • Alexandre  05/01/2017 17:36
    Putz, a negada realmente acredita nessa balela de "fim da escassez" e "robôs fazendo de tudo"?

    Os robôs tomarão o seu emprego?
  • Bartolo  05/01/2017 18:34
    Comentário self-defeating.

    O objetivo da vida econômica não é "criar/manter" "trabalho/emprego"; é criar prosperidade (criar aquilo que os consumidores querem para a satisfação dos seus desejos e demandas). Não há como se louvar a criação de prosperidade (pelo progresso tecnológico) e, ao mesmo tempo, ficar chorando a "perda de importância do fator trabalho".

    Aliás, no caso de empregos artificiais e empregos improdutivos/ineficientes, o "fator trabalho" coloca-se como entrave à criação de prosperidade e progresso econômico.
  • anônimo  09/01/2017 22:52
    Se o seu argumento fosse correto, o melhor seria proibir os carros, trens e caminhões.

    Como as pessoas terão que carregar a carga nas costas, milhões de empregos serão gerados.

    Mesmo com bicos de papagaio nas costas por conta do peso da carga, pelo menos as pessoas terão um emprego.
  • Capital imoral  05/01/2017 16:38
    A liberdade não é uma ameaça para as pessoas mais pobres da sociedade, mas sim uma forma de multiplicar suas oportunidades: por isso, a liberdade não apenas é intrinsecamente moral, como também é emocionantemente funcional.
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    Este argumento é mentiroso, pois a moral importa, e o socialismo defende apenas a moral em quanto o capitalismo defende a libertinagem. No vale-tudo libertário, o que há de pior na natureza humana está, em igualdade de condições, com aquilo que ha de melhor, e a disciplina é repudiada como uma intrusão intervencionista. O socialismo é uma tentativa de afirmar essa disciplina e construir, no âmbito da livre associação, uma esfera duradoura de valor.

    O que se percebe na escolha da Finlândia, é uma postura de misericórdia para com os necessitados. Acredite se quiser, existe pessoas que tem misericórdia para com os fracos e oprimidos pelo capital.

    Não foi dessa vez Helio beltrião. o socialismo e liberdade venceu de novo.
  • Miguel Oliver  06/01/2017 11:42
    Caro Capital Imoral, suas respostas são fascinantes. Infelizmente, todas as vezes que eu o vejo comentar, nunca vejo robustez. Apenas filosofia. Talvez se você saísse da argumentação filosófica segura e de fato tentasse argumentar como e porque o socialismo funcionaria você seria levado a sério.

    Não há como ser moral se suas ideias não carregam nenhuma verdade. Principalmente hoje, quando vemos todos os fracassos da esquerda.
  • Bruno Feliciano  05/01/2017 18:24
    Com a automação crescendo década após década, sera que isso não é favorável ao estado de bem-estar social?

    Porque, vai ter sempre os robôs produzindo cada vez mais, até um ponto que a fabricação de robôs sera feita por robôs e consequentemente terá capital pra sustentar um estado cada vez maior, eai?
    E pessoas sem produzir vivendo as custas dos robôs, a que ponto chegaria?


    Estou viajando muito ou é esse caminho? E a economia como fica?

    Sera que a abundancia prevaleceria a escassez?

    Mo loucura isso, já pensou se os robôs passam a ter direitos naturais e começam a competir com os humanos? Ai fica uma briga de robôs antigos contra robôs modernos, os robôs que substituiram os humanos passam a produzir robôs mais modernos que eles próprios ai fica esse ciclo..... Fico até tonto de tentar imaginar isso.


    hahaha Abraços
  • Henrique Zucatelli  05/01/2017 20:34
    Brunão, boa tarde!

    Acho seus comentários sensacionais, e cara, realmente é um exercício de imaginação que pode te levar ao pessimismo ou ao otimismo extremo. Eu estou no lado otimista, e vou lhe explicar o por que:

    Ao passo que automação aumenta, a necessidade de produção dos próprios bots, sejam reais ou virtuais vai aumentando consideravelmente. Com isso a demanda de mão de obra humana para programa-los, mante-los e inventar modelos melhores sobre de maneira exponencial.

    Estamos apenas engatinhando quando se fala em tecnologia. Ainda fazemos quase tudo, e as máquinas têm funções muito básicas, se imaginarmos que podemos ter um mundo onde desde a extração até o refino do básico petróleo pode ser feito todo por máquinas. Agora imagine esse petróleo refinado e convertido em polímeros, que por sua vez serão convertidos em peças, e estas montadas, revisadas, embaladas e enviadas automaticamente! Digo não 20, mas pelo menos 40 ou 50 anos para que isso seja realidade na maioria das indústrias.

    A grande preocupação de quem pensa no desaparecimento dos empregos normalmente está se referindo aos trabalhos básicos. E sim, os empregos básicos de hoje como de linhas de montagem desaparecerão assim como desapareceram os empregos de ferreiro, produtor de velas, acendedor de lamparinas. É simplesmente o progresso.

    Se eu puder dar um palpite, em 30 anos os empregos básicos serão quase todos relacionados a entretenimento e programadores básicos para grandes empresas de IT.
  • Bruno Feliciano  06/01/2017 01:08
    Boa noite Henrique, obrigado pela resposta e pelas sinceras palavras.

    ''Ao passo que automação aumenta, a necessidade de produção dos próprios bots, sejam reais ou virtuais vai aumentando consideravelmente. Com isso a demanda de mão de obra humana para programa-los, mante-los e inventar modelos melhores sobre de maneira exponencial''

    Exato, uma vez na faculdade minha professora de trabalhista queria uma dissertação a respeito desse tema, e eu argumentei exatamente esse ponto. Em uma economia livre, enquanto empregos são '''extintos'' outros são criados, como um clico. Quando se criam maquinas, criam-se empregos logo a afirmação de que as maquinas extinguem empregos é falsa. Pelo simples fato de que empregos foram criados para tal maquina poder ser construída e assim por diante. Como você mesmo disse, programa-los, mante-los(manutenção) e seus sucessores. Isso com certeza eleva o padrão da mão de obra porque ao invés de fazer tarefas braçais, as pessoas terão oportunidade em somente focar em tarefas ''mentais''', que consequentemente são mais seguras e prazerosas, como o artigo comentou.
    Minha imaginação vai alem quando, os robôs criam outros robôs. Por exemplo, a fabricação de um carro tem muita influencia dos robôs, daqui a uns 50 anos, com certeza a produção de um automóvel sera 100% feita por robôs, ao mesmo tempo, os carros serão 100% autonomos, logo é um robô construindo outro robô. Hahahah loucura neh?

    ''A grande preocupação de quem pensa no desaparecimento dos empregos normalmente está se referindo aos trabalhos básicos. E sim, os empregos básicos de hoje como de linhas de montagem desaparecerão assim como desapareceram os empregos de ferreiro, produtor de velas, acendedor de lamparinas. É simplesmente o progresso.

    Se eu puder dar um palpite, em 30 anos os empregos básicos serão quase todos relacionados a entretenimento e programadores básicos para grandes empresas de IT.''

    Perfeito, as pessoas concentrarão sua força de trabalho exclusivamente para fazer robôs.


    Abraço Fraternal!

  • Taxidermista  05/01/2017 19:13
    O Rallo tem um livro inteiro sobre o assunto:

    www.planetadelibros.com/libro-contra-la-renta-basica/196834


  • Taxidermista  05/01/2017 20:16
    "Este programa estatal é completamente injusto porque consiste em conceder a cada pessoa um direito incondicional de viver à custa do resto da sociedade. O que significa uma pessoa ter um direito incondicional a uma renda básica? Que outra pessoa tem a obrigação incondicional de produzir e pagar essa renda."

    Manifestação paradigmática do coletivismo (em detrimento, claro, da liberdade e da responsabilidade individual).
  • Taxidermista  05/01/2017 22:17
    O programa estatal de "renda básica" é uma manifestação paradigmática do coletivismo (em detrimento, claro, da liberdade e da responsabilidade individual).
  • Guilherme  06/01/2017 18:44
    Esse artigo aqui explica: https://www.libertarianism.org/columns/why-did-hayek-support-basic-income
  • Taxidermista  06/01/2017 20:32
    Matt Zwolinski "explicando" renda básica como manifestação de coletivismo?

    Não, meu caro, o "bleeding heart" Matt Zwolinski é a pessoa menos indicada para isso, justamente pq ele DEFENDE renda básica, e ainda diz que renda básica é "manifestação do libertarianismo" (e não de coletivismo), como vc pode constatar no próprio artigo linkado.

    Obrigado, Guilherme, mas Matt Zwolinski eu dispenso, com a devida vênia.
  • Skeptical  05/01/2017 21:48
    No que consiste a ideia de renda mínima do F. A. Hayek? Ele foi detalhista sobre isso? Qual a diferença entre a ideia dele e de Milton Friedman?
  • Max Rockatansky  05/01/2017 22:15
    "Até mesmo Hayek e Friedman defendem o Bolsa Família":

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1541
  • Skeptical  07/01/2017 01:42
    Autor: Fernando Chiocca

    Eu perguntei a opinião do Hayek sobre o assunto.
  • Max Rockatansky  09/01/2017 11:43
    Posição e opinião do Hayek sobre o assunto:

    Parte III, capítulos 19 e 20 do livro The Constitution of Liberty:

    www.amazon.com/Constitution-Liberty-Definitive-Collected-Works/dp/0226315398/ref=pd_sbs_14_img_0?_encoding=UTF8&psc=1&refRID=6P64N76DWSVC8QQ5B8HC
  • Skeptic  13/01/2017 20:25
    Muito obrigado! Vou pesquisar sobre esse livro. Tenho alguns do Hayek aqui mas não esse.

    Preciso ler mais Hayek para formar minha própria opinião, melhor do que ler terceiros com um opinião pronta.
  • Ricardo S  05/01/2017 22:44
    Eu tenho um ponto de vista libertário sobre a renda básica universal - prefiro chamar de dividendo social.
    Existe uma falha no pensamento mainstream de renda básica, que uma pessoa tem "direito ao mínimo para sobreviver", eu discordo, acredito que as pessoas só tem direito ao que é delas. Mas a interpretação do que pertence as pessoas pode variar.
    Partindo do pressuposto de que imposto é roubo, de onde vem todo o dinheiro para financiar a dividendo social?
    Simples: Se define o que é de direito das pessoas. Exemplo: O petróleo é dos cidadãos? Os minérios da terra, pertencem uma parte a todos os habitantes ou é tudo de quem achar?
    -Libera a extração de petróleo por qualquer empresa privada, e cobra uma taxa de royalties. Esse dinheiro é dividido entre a população.
    -Libera extração de minérios(sem essa frescura de concessão e conceder monopólios para alguma empresa), e cobra uma parcela de royalties.
    O ar é das pessoas? ok, então existe uma taxa para emitir poluição, que financia esse dividendo social.(Atualmente essa taxa existe mas desconheço o destino deste dinheiro).
    "Afinal, se a renda básica será recebida por todos, incondicionalmente, continuarão as pessoas dispostas a trabalhar ou elas irão preferir usufruir seu tempo livre sobrevivendo com este subsídio estatal? "
    Não existe nenhum dado que comprove que renda básica desistimule o emprego. A humanidade cada vez mais possui um padrão de vida maior, e cada vez trabalhamos mais horas. É a natureza humana: Não importa o quanto você tem, sempre tentará obter mais. Se eu recebesse 1000 reais todos os meses, usaria este dinheiro para obter uma educação e conseguir um salário de 10.000 reais por mês.

    Grande parte dos países possuem possuem diversos programs de bem estar social. A renda básica é a mais justa e eficiente e ainda só não foi implementada por um motivo: Tira grande parte do poder do Estado, e, se feito de forma transparente, TODO o poder do Estado: o poder de decisão de quem deve receber não existe, todos recebem. Quanto cada um recebe? Simples, a mesma quantidade. Diferente de um "Minha casa minha vida", que o governo decide onde as casas serão construídas(poder), quem fornecerá a matéria prima(mais poder sendo cedido ao estado). O mesmo se aplica a saúde, educação e segurança.
    Talvez a renda básica não seja perfeita, mas é uma opção para instalar mais livre mercado e tornar obsoletas medidas MUITO mais ineficazes da esquerda.


  • Torben  06/01/2017 02:10
    Esse seu "ponto de vista" não tem absolutamente nada de libertário; não tem nada de defesa da liberdade individual. É apenas uma versão de coletivismo.

    Renda básica "tira todo o poder do estado"? Como pode essa mágica, se vc mesmo diz q a renda básica seria financiada, p.ex., por meio da cobrança de taxas de poluição? E como se extrai dinheiro das pessoas por meio de taxas senão pela coerção? E quem tem o monopólio da coação institucionalizada?

    Ainda, do fato de que, no seu arranjo, "todos receberiam" renda básica vc conclui q a renda básica "tira todo o poder do estado"? Então quer dizer que o estado só tem o poder que tem, em se tratando de redistribuição de renda, quando essa renda é destinada para alguns? Não faz nenhum sentido isso: não é a eventual distribuição de renda básica para alguns (e não para todos) o que confere poder ao estado nesse âmbito.

    E o fato de que a pessoa sempre queira ganhar mais (não importando o quanto tenha) em nada refuta o fato de que renda básica gera desincentivo ao trabalho. Ou por outra: o desincentivo ao trabalho gerado pela renda básica não é infirmado pelo fato de a pessoa querer ganhar mais.
    Ora, querer ganhar mais não implica, necessariamente, querer trabalhar ou produzir mais (basta ver a quantidade de pessoas que querem ganhar dinheiro às custas do trabalho e da produção dos outros, como é o caso da própria renda básica, dentre outros inúmeros exemplos).

    E não, não é da "natureza humana": a natureza humana mostra q as pessoas são diferentes em seus graus de ambição (e vontade de produzir).

    Seu comentário é recheado de falácias.

    Ps.: vc acha mesmo que "não há nenhum dado" que mostre que o bolsa-família no Brasil, p.ex., gera desincentivo ao trabalho? Ah, já sei, é que o bolsa-família é renda mínima condicional dada para alguns, e renda básica é incondicional dada para todos, e essa segunda modalidade é o que "tira poder do estado" e não gera desincentivo ao trabalho, não é mesmo?
  • Renan Merlin  05/01/2017 23:35
    Eduardo Suplicy não curtiu esse artigo kkkk
  • Antônio  06/01/2017 10:59
    Entendi e concordei com o artigo, mas ele não muda a realidade. Quais seriam as condições que essa política se tornaria sustentável no longo prazo, mesmo sendo imoral?
  • Malaquias  06/01/2017 12:01
    Comentário praticamente ininteligível.

    Como assim o "artigo não muda a realidade"? Quem pretende mudar a realidade são aqueles que querem instituir renda básica, objeto da crítica do artigo.

    O que não muda a realidade econômica é a instituição de renda básica, meu amigo: querem instituir renda básica, pois então terão que arcar com as consequências do desarranjo econômico que ela vai gerar.

    "quais seriam as condições que essa política se tornaria sustentável no longo prazo?"

    Tem certeza que vc leu o artigo? O artigo tem como propósito, justamente, mostrar que essa política é (economicamente) insustentável no longo prazo. Então como que vc vem cobrar que o artigo deveria mostrar "as condições que essa política se tornaria sustentável no longo prazo"?
  • Carlos  06/01/2017 12:03
    Renda básica universal? Sob nenhuma condição isso é sustentável.

    Renda mínima para os mais pobres, bem ao estilo social-democracia clássica? Explicado em detalhes neste artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2532
  • anônimo  06/01/2017 11:14
    Esse artigo é uma prova de que a educação é um mito.

    Se as pessoas precisam de bolsa até na Finlândia, isso significa que a "educação de qualidade" também pode ser uma fábrica de desempregados.
  • Jorge  06/01/2017 11:51
    Bom ponto.
  • Andre  06/01/2017 12:19
    Também vejo a educação de qualidade como mito, muitos países hoje desenvolvidos chegaram lá muito antes de sequer ensinar 90% de sua população a ler e escrever, os EUA chegaram a maior potência econômica do mundo com mais da metade da população com não mais que ensino fundamental:

    https://nces.ed.gov/naal/lit_history.asp

    A escola atual só ensina prestar obediência total ao estado e se fazer dependente de alguém.
  • Jango  06/01/2017 22:48
    No próprio Brasil quando a maioria sem Educação, o país era mais próspero.

    Só cientificistas retardados acham importante que o povão saiba como esponjas se reproduzem.
  • Jorge Gaspar  07/01/2017 02:33
    Taxa de escolarização em Portugal desde 1960:
    www.pordata.pt/Portugal/Taxa+real+de+escolarização-987

    Taxa de crescimento pib Português desde 1960
    www.pordata.pt/Portugal/Taxa+de+crescimento+real+do+PIB-2298

    Descubriram agora que a educação é um mito?
    Essa agora, passar 5 anos a estudar para aprender aquilo que aprenderiam trabalhando na área em 5 meses ou menos e fechar o mercado a quem não tem diploma, proibir as pessoas de se adaptarem rapidamente a mudanças na procura de trabalhadores para certas áreas específicas? Mito? Naa

    Se vocês se interessam por economia, eu tenho uma sugestão. Estudem o que aconteceu em Portugal desde 1960 até hoje, tendo por base que 1974 é aquele ano em que se dá a revolução. Não conheço país no mundo que iguale Portugal no que diz respeito á compreensão do desastre económico e social que é o socialismo.
    Verifiquem todos os dados, crescimento económico, dívida, défice, corrupção, divórcios, natalidade, emprego, imigração, etc. Parece um filme de terror apocaliptico.
    O Leandro bem que podia escrever um texto a contar essa história.

  • anônimo  06/01/2017 12:52
    'E uma obrigação incondicional de gerar e repassar rendas se chama escravidão.'
    Não, queridos, se chama IMPOSTO.
  • Henrique  06/01/2017 12:57
    Gostaria de saber se vai ter algum artigo relacionado ao massacre ocorrido num presídio privatizado em Manaus.


    Abraços
  • Meirelles  06/01/2017 13:58
    Não sabia que ele era privatizado. Ele foi construído inteiramente por uma empresa privada? Essa empresa opera 100% com recursos próprios? Essa empresa tem total autonomia sobre esse presídio? Essa empresa opera sem receber um centavo de dinheiro público?

    Se todas as respostas acima são sim, então ele é privatizado. Agora, se as respostas acima forem não, então não há nem privatização e nem muito menos desestatização. Há pura e simplesmente um arranjo corporativista/socialista chamado Parceria Público-Privada, no qual o estado dá dinheiro de impostos para empresas que operam em regime monopolista e com lucro garantido.

    Tal arranjo é recorrentemente criticada por este site, e nenhum leitor se surpreendeu com a ineficiência desta porcaria de arranjo:

    As parcerias público-privadas - a porta de entrada para o socialismo

    O problema com o sistema penitenciário

    Por que é preciso privatizar as estatais - e por que é preciso desestatizar as empresas privadas

    As maravilhosas PPPs de Salvador

    A lambança no rodoanel
  • Malaquias  06/01/2017 14:38
    Dizer que o presídio de Manaus é "privatizado" é passar atestado de ignorância.
  • Defensor do socialismo  06/01/2017 13:04
    Vamos analisar a questão moral da medida tomada pelo governo da Filândia.

    Vocês tiram conclusões falsas porque ignoram a premissa básica de tudo: a mãe natureza.

    O homem capitalista diz que ele gera valor - agregando trabalho - as coisas; "extrai" da natureza os recursos necessários.

    O problema é que, como disse antes, vocês não respeitam a mãe natureza; se apropriam do que não são donos de fato.

    A natureza é de todos, porque como uma mãe, todos somos filhos dela.

    Precisamos dar aos pobres o que o homem capitalista tirou da nossa querida natureza.

    Concluindo: O homem capitalista é imoral e o Estado é a única forma de salvar a todos.
  • Andre  06/01/2017 13:54
    Você precisa de um emprego para ter dinheiro para comprar um bagulho melhor para fumar e chegar perto do Capital Imoral.
  • Defensor do socialismo  06/01/2017 14:35
    Capital imoral nunca escreveu nada sobre a ação imoral do homem capitalista: antes do homem agregar valor a um bem de consumo, ele ROUBA os recursos da natureza. A natureza é a Mãe de tudo, e portanto, tudo que é produzida com os recursos dela, deve ser distribuída de forma igual para todos. Ninguém pode ser apropriar da natureza, isso também justifica a propriedade coletiva dos meios de produção.
  • anônimo  07/01/2017 11:58
    Boa ;))
  • Andre  06/01/2017 15:08
    Já que vc não extrai nada da natureza, vc se alimenta de que? Rói as unhas? Ou o estado te salva e você come sanduiche de boleto de IPVA com recheio das guias de IPTU???
  • Alerson Molotievschi  06/01/2017 23:59
    Meu Deus(!), o colega fala "mãe natureza" como se fosse uma entidade passada do onírico diretamente para a fila do açougue!

    Gênesis 1:28-31 diz: (...) "Dominem [eu, você, Eike, Gandhi, Nabucodonosor, Adão; enfim todos se preferir, mas TODOS aqueles que não tenham preguiça e, veja, não vamos falar em devaneios de disputa de força entre homens para dominar um pedaço de terra porque existem muitos argumentos que ferem a "integridade" da fraqueza e da vagabundice e que não vêm ao caso] sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra". (...) "Eis que lhes dou todas as plantas que nascem em toda a terra e produzem sementes, e todas as árvores que dão frutos com sementes. Elas servirão de alimento para vocês (...)"

    Enfim, para não alongar: se você prefere "pastar" ou "lutar bravamente para comer a carne e entranhas ensanguentadas de uma vaca" ou não faz mesmo questão de usar seu iPhone para ler Mises.org.br, ok! Eu prefiro coisas mais elaboradas [também aqui não vou discutir engenharia genética, nem agrotóxicos e nem outras confusões]. Viu, não somos mesmo IGUAIS! Agora, somos criados todos à SEMELHANÇA do criador e, lógica e obviamente, entre nós mesmos. Seria tolice divina se fôssemos IGUAIS. Nunca ninguém disse que seríamos iguais e, por isso mesmo, não alcançaríamos as mesmas coisas jamais! Uns precisam dos outros e das habilidades distintas e dons peculiares. Por isso trocamos. Agora, se você for esperar a sua "mamãe" natureza ir até o açougue e te trazer um filé mignon, fritar e colocar na sua boca para ter a energia suficiente para deitar e dormir (...) sinto muito (...) Deus sequer imaginaria que tamanho despretencioso você seria e (...) desobediente.
  • Alberto Wallace  08/01/2017 03:25
    Esses soluções que os esquerdistas oferecem são simplesmente risíveis. Qualquer um com um pouco de conhecimento econômico e de bom senso percebe que é uma furada completa a "renda mínima" (e o próprio salário mínimo).
  • Alexandre Falsetta  08/01/2017 13:08
    É besteira usar a automação como desculpa.
    Qualquer um que estudou um pouco de programação sabe como a máquina é "burra" , você tem que ensinar a ela tudo na programação.
    Sendo assim a única coisa que a máquina pode fazer é trabalho braçal e isso iria liberar os humanos para o trabalho no mercado de serviços (como já vem acontecendo ).
    O trabalho intelectual e de relações são insubstituíveis pela máquina , nunca vai faltar emprego ou oportunidades de empreendedorismo as pessoas , as máquinas só irão facilitar a maior produção.
  • Marconi Soldate  09/01/2017 12:50
    Parabéns a Finlândia,

    demorou até que um país enxergasse o óbvio, ou seja, que é muito mais eficiente e eficaz entregar a grana nas mãos das pessoas do que ficar colocando "no estado".

    Sendo baixa o suficiente pra evitar o não-trabalho e alta o suficiente pra não deixar extrema pobreza, é a melhor solução possível, barata e eficiente, mais eficaz.

    Deveria o valor ser definido por algum "índice de vulnerabilidade", pra que a renda mínima tivesse uma variação semelhante ao custo dos planos de saúde. Aí ficaria perfeita.



  • Manuelito   09/01/2017 14:14
    "demorou até que um país enxergasse o óbvio, ou seja, que é muito mais eficiente e eficaz entregar a grana nas mãos das pessoas do que ficar colocando "no estado""

    Como é que é? Quem faz a "distribuição" dessa "grana" (tirada à força do setor produtivo) são os burocratas do "estado", cidadão. Essa sua frase não faz sentido nenhum. Absolutamente nenhum sentido.

    "Sendo baixa o suficiente pra evitar o não-trabalho e alta o suficiente pra não deixar extrema pobreza, é a melhor solução possível, barata e eficiente, mais eficaz."

    Puro chute e achismo dizer que é "baixa o suficiente pra evitar o não-trabalho". E "melhor solução possível" para que ou do que, cidadão?

    "Deveria o valor ser definido por algum "índice de vulnerabilidade", pra que a renda mínima tivesse uma variação semelhante ao custo dos planos de saúde"

    Nossa, que ideia genial. "Perfeita" mesmo. "Índice de vulnerabilidade" criado arbitrariamente por algum burocrata para instrumentalizar pessoas para objetivos pessoais (dos burocratas), bem semelhante ao controle de preços e à estúpida interferência estatal praticada no mercado securitário e de planos de saúde, que gera toda sorte de elevação de custos e descoordenações econômico-sociais.

    Genial mesmo.





  • Jarzembowski  09/01/2017 15:18
    Além das objeções do colega eu adiciono:
    QUEM FALOU que todo o resto da estrovenga estatal vai ser SUBSTITUÍDA pelo programa de renda mínima?
    O estado finlandês vai continuar inchado e gastador, se colocando no lugar de provedor de todos os serviços e ALÉM disso vai distribuir dinheiro diretamente.
    Realmente, PARABÉNS pra Finlândia - estão assumindo que o gigantesco welfare state deixou tantas pessoas desamparadas que é preciso distribuir esmolas diretamente.

  • Marconi Soldate  09/01/2017 18:08
    A idéia é substituir tudo pela renda mínima. Imagine privatizar tudo, acabar com todos os ministérios, cargos públicos, etc e tal e colocar uma renda mínima baseada no "índice de vulnerabilidade". Iria acabar com todo o discurso esquerdista que se baseia em pedir por mais estado (mais imposto) como desculpa pra ajudar os mais pobres. Não haveria desculpa para mais estado em área nenhuma. Poderiam pedir aumento na renda mínima, mas não mais que isso. Simplesmente perfeito. Tomara que eles substituam realmente "todo o resto da estrovenga estatal", senão é lixo mesmo.
  • victória   09/01/2017 22:33
    O problema de cunho moral como o próprio autor do texto escreveu. Se e de cunho moral a questão, porque seria moral não auxiliar temporariamente, para que seus filhos não passem fome? Eis a questão!
  • Secret  09/01/2017 23:18
    Auxiliar voluntariamente é uma coisa. Roubar terceiros para melhorar a sua vida e a de seus parentes (que são responsabilidade exclusivamente sua) não tem nada de ético e moral.
  • Atento  10/01/2017 12:11
    Victória:

    vc concorda que um sujeito aponte uma arma para vc, tire parte de seu dinheiro e diga que está fazendo isso "para ajudar os pobres"?

    Acha moral isso?

    Pois assim é a renda básica.
  • Wellington Kaiser  10/01/2017 16:19
    "Tal resposta, obviamente, apenas ignora o próprio problema apresentado: quem irá trabalhar e produzir? "

    Os defensores de renda básica argumentam que a crescente automação da produção e da inteligência artificial, faz com que se precise cada vez menos de pessoas como mão-de-obra.
  • Janjão  10/01/2017 18:09
    Artigo de hoje no site:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2603
  • Andre Cavalcante  13/01/2017 23:00
    Que um programa de renda básica é economicamente ineficiente (pra não dizer insensato), tudo bem.
    Que um programa de renda básica é moralmente errado, ninguém discorda.

    Mas que, no Brasil, diante de tanta estupidez dos nosso políticos, se surgisse um programa de renda básica com uma diminuição dos impostos, e logicamente, do tamanho do estado e suas responsabilidades sociais, eu apoiaria numa boa.

    Abraços

  • Emerson Luís  07/02/2017 21:56

    "Sabemos que isso deu errado em todas as vezes em que foi tentado, em todas as épocas, lugares e versões, mas vamos tentar mesmo assim porque acreditamos que agora sim, com esse nosso novo plano, vai dar certo!"

    * * *


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