E para 2017, esperar o quê?
O que deveria ser feito e o que provavelmente será feito

Economistas austríacos nunca foram dados a exercícios de futurologia, pois acreditamos que a metodologia adequada para a ciência econômica não se presta a tal. No entanto, isto não nos impede de anteciparmos qualitativamente o comportamento de algumas variáveis, mediante a simples aplicação da análise praxiológica.

Estamos atravessando a pior crise econômica de nossa história, talvez apenas comparável à do governo de Campos Sales (1898-1902), gestada ainda no governo de Deodoro da Fonseca (1889-1891), cujo ministro da Fazenda, Rui Barbosa, destruiu a economia com a loucura do encilhamento, uma bolha de crédito inacreditável[1].

O sucessor de Rui, o médico homeopata Joaquim Murtinho, prescreveu então uma receita bastante ortodoxa e alopata (como teria que ser) para consertar os enormes estragos provocados pelo jurista que não entendia de economia; um remédio forte e cujo amargor perdurou durante todo o governo de Campos Sales. Preparou então Murtinho, em meio à forte recessão purificadora, o terreno para que o governo seguinte — o de Rodrigues Alves — pudesse fazer a colheita, como de fato aconteceu, já que foi o mais próspero da Primeira República.

Essa pequena digressão àquele período parece-me apropriada não apenas pela intensidade das duas recessões, mas também porque Campos Sales dispôs-se a atacar de frente o problema, sem se importar com sua popularidade, como se deveria esperar de qualquer estadista de boa estirpe.

O que nos conduz à pergunta: estará Temer de fato, a exemplo de Salles, disposto a mergulhar de cabeça nas profundas reformas que o setor público está a exigir, sem se importar, como tem afirmado, com a baixa popularidade? Se estiver, terá ele o apoio necessário de sua base parlamentar para que as reformas avancem e para que não se limitem a medidas de "meia bomba"? E mais, saberá seu Banco Central resistir às fortíssimas pressões para que diminua a taxa básica de juros, oriundas de todos os setores da sociedade, impregnados de keynesianismo vulgar?

Parece oportuno lembrar que, diferentemente da recessão de Campos Sales, a atual está acompanhada de uma crise política com poucos precedentes em toda a nossa história, em que ocorreu o impedimento da presidente eleita em 2014, em que Temer não dispõe da base popular de um presidente efetivamente eleito como tal, em que o ex-presidente da Câmara está preso e o do Senado envolvido em diversos processos por suspeita de corrupção, em que o ex-presidente Lula poderá ser preso e, aditivamente, o Judiciário e o Legislativo recorrentemente se comportam como gato e rato.

A Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos (TACE) é, de longe, a que explica melhor as causas das flutuações econômicas, a que analisa com acerto em que consistem as recessões e, adicionalmente, a que mostra o caminho para sair das estagflações. A recessão consiste na eliminação pelos agentes econômicos dos maus investimentos que foram incentivados pelo governo no passado, quando bombeou crédito artificialmente barato na economia (isso aconteceu no Brasil entre 2007 e 2014). E a saída da recessão não requer nenhum remédio milagroso à la Keynes, mas sim que o Banco Central e o Tesouro estanquem a hemorragia de crédito barato e espere o tempo passar, para assim eliminar as alocações equivocadas de recursos que foram feitas. Isso, ao menos, já está sendo feito.

Essa teoria explica a recessão de Campos Sales, a de 1921 nos Estados Unidos, a Grande Depressão dos anos 1930, a Grande Crise de 2008 e a atual crise brasileira. Se os economistas se dedicassem a estudar a Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos, suas análises certamente seriam infinitamente melhores do que as que vemos diariamente por parte da mainstream, que se limitam à repetição de clichês keynesianos e, às vezes, monetaristas.

Mas não basta que o governo — como escrito acima — se limite a estancar a expansão do crédito e esperar o tempo passar, pois temos um grande problema a ser resolvido, sem o qual a própria atitude acertada de estancar o crédito e deixar passar o tempo pode ficar impossibilitada. Trata-se do enorme, gigantesco e monumental desajuste nas contas do setor público; da tacanha, estúpida e obtusa burocracia; da sufocante, abafadiça e asfixiante carga tributária; da incoerente, disparatada e despropositada lei trabalhista; da parva, estulta e pacóvia compulsoriedade do imposto sindical e dos demais componentes do custo Brasil.

Não se preocupe com o excesso de adjetivos, mas com o excesso exorbitante, hiperbólico e supino do estado na vida dos brasileiros. Essa é, sem qualquer dúvida, a raiz do problema.

Vamos resumir todas essas dificuldades em uma palavra: reformas. E voltar às questões a que me referi acima: se Temer está ou não disposto a realizá-las na intensidade e profundidade necessárias e se terá ou não base no Congresso para isso.

Minha resposta a essas duas indagações, infelizmente, é: não e não. Por quê?

Não há como acreditar que sim. Senão, vejamos. A chamada PEC do Teto foi um exemplo: um avanço sem dúvida, mas insuficiente e que mesmo assim provocou enormes reações. A reforma do ensino médio proposta seguiu o mesmo caminho. As medidas de desburocratização recentemente anunciadas são de uma timidez impressionante. A proposta de reforma da previdência não toca na essência do problema, que é o regime de repartição, que deveria ser alterado para o de capitalização e com extinção da obrigatoriedade da previdência estatal.

A equipe econômica há poucos dias convocou uma coletiva de imprensa para anunciar algumas medidas tópicas, sem qualquer profundidade.

Em suma, vamos recorrer a uma metáfora: se os governos do PT se comportavam como cachaceiros que perderam o caminho de casa, o de Temer mais parece um bêbado que se lembra de onde mora, mas que caminha a passos lentos, dois para frente, um para trás, outro para o lado...

Gostaria de escrever que 2017 será o ano da saída da crise e do controle da inflação, mas para isso seria necessário, primeiro, que o governo tivesse plena convicção não apenas de que as reformas são necessárias, mas também da profundidade a ser exigida nessas reformas; segundo, que tivesse base parlamentar sólida e não sujeita às chuvas e trovoadas que se abatem sobre o sistema político e que têm sido ainda mais fortes nestes tempos de Lava-Jato; e terceiro, que também se faria necessária uma reforma de nossa constituição socialista, mas isso está por ora fora de cogitação.

A TACE é bastante clara: para vencer a estagflação basta que o governo deixe que os maus investimentos do passado sejam liquidados pelo próprio mercado e que o banco central pare de expandir o crédito e manter as taxas de juros em níveis artificiais.

Contudo, sem uma profunda e contundente reforma no regime fiscal e na estrutura do estado, dificilmente um governo poderá manter essas diretrizes, pois o crescimento da dívida interna mais cedo ou mais tarde exigirá que o déficit seja financiado pela expansão da moeda. Por isso, sem essa reforma — e nunca é demais frisar — profunda, o bêbado continuará sabendo como chegar a sua casa, mas não conseguirá fazê-lo.

O que deveria ser feito

A solução não requer — e nem tolera — remendos. Basta de ajustezinhos temporários que nem o velho inglês da conhecida expressão vai desejar ver. Que se ponha um ponto final na velha prática do estado de cobrar dos cidadãos seus próprios erros do passado, apenas para que possa repeti-los no futuro.

Em outras ocasiões, já apontamos aqui tudo o que deveria ser feito. Vale a pena repetir quais as reformas estruturais no estado brasileiro de que tanto o país está carecendo.

Eis as mais básicas:

(1ª) Já que é ainda muito prematuro falar em extinção do monopólio estatal da moeda, que pelo menos se dê ao Banco Central a "independência" ou autonomia prevista desde sua criação, em 31/12/1964, pela lei 4.595 (mas que só ocorreu na gestão de seu primeiro presidente, Denio Nogueira, no governo Castello Branco), desamarrando os mandatos de seus presidentes dos mandatos do presidente da República.  O objetivo é fazer de tudo para termos e mantermos uma moeda forte;

(2ª) Privatizações em massa (aqui um plano mais radical e aqui um plano mais moderado) e sem medo de enfrentar resistências políticas e de "movimentos sociais", na certeza de que deixará um país melhor para seus sucessores;

(3ª) Abolição das vinculações de receitas orçamentárias;

(4ª) Reforma tributária profunda, voltada para vigorosa simplificação e não menos vigorosa redução da carga tributária;

(5ª) Inserção sem medo e sem ideologia na economia mundial;

(6ª) Extinção de todas as agências reguladoras e abolição de proibições à entrada e saída de empresas nos mercados;

(7ª) Mudança radical na política externa, com a desvinculação do Mercosul e a assinatura de acordos que realmente interessem ao país (e não a esse ou aquele partido);

(8ª) Estímulos ao empreendedorismo, mediante medidas de desburocratização e criação de facilidades para a abertura de empresas nacionais e estrangeiras, de todos os tamanhos;

(9ª) Reforma previdenciária;

(10ª) Extinção do BNDES;

(11ª) Reforma trabalhista, com a extinção da anacrônica CLT;

(12ª) Garantia absoluta dos direitos de propriedade e punição de todo e qualquer movimento que os desafiar;

(13ª) Despolitização e da educação e da saúde, libertando-as da estatização e da ideologização;

(14ª) Fortalecimento da federação, com a consequente descentralização administrativa, de receitas e de decisões, ora concentrada na União;

(15ª) Alteração na lei penal e modernização das polícias, para que o crime passe a não compensar;

(16ª) Em um prazo maior, reforma constitucional;

(17ª) Reforma política.

Estas são apenas algumas das medidas que, ao lado de outras, sem dúvida contribuiriam para a criação de um ambiente estável e propício para que indivíduos e empresas, em ambiente de liberdade econômica e de garantia de direitos, pudessem trabalhar em paz, regidos pelo axioma da ação humana e colocar nossa sociedade nos trilhos do desenvolvimento.

Tudo isso não poderá, infelizmente, ser feito em meia hora, ou em um mês, ou em um ano, ou em um governo curto como deverá ser o de Temer; é tarefa para, no mínimo oito a dez anos, porque envolve, antes de qualquer anúncio de "medidas" por parte de um ministro da Fazenda, uma verdadeira revolução cultural, no sentido de mudar o conceito que os brasileiros têm acerca de suas relações com o estado, do que dele devem esperar e do que não devem esperar.

O que realmente será feito

Mas o que realmente esperar de 2017?

No atual quadro, infelizmente, pouco podemos esperar de positivo. É evidente que melhoramos em comparação com o governo anterior, mas seria preciso melhorar muito mais.

Aposto, então, em uma e outra reforma tópica e sem profundidade, capazes de conter a expansão desmedida dos gastos públicos, mas incapazes de proporcionar o ambiente que se faz necessário para que as forças de mercado possam operar de maneira a conduzir o ébrio até a sua casa em segurança.

Assim, a medida usada pelos economistas mainstream  — o PIB — deverá apresentar no período de janeiro a dezembro um crescimento próximo de zero, talvez ligeiramente positivo, se os empecilhos políticos não forem muito fortes.

Quanto à inflação de preços, poderá ficar próxima ao centro da meta estabelecida para o ano, desde que esses empecilhos também não sejam muito relevantes e desde que o Banco Central não tente conter a valorização do real ou se aventure em diminuir a taxa básica de juros sem a devida contrapartida da solução para o problema fiscal. Como isso não deverá acontecer, a inflação de preços poderá ficar bastante próxima da de 2016, estourando, portanto, a meta para 2017 (altos 4,50%).

O desemprego — que não é, como a maioria supõe, a "cura" para a inflação, mas sim consequência da inflação monetária —, deverá apresentar resistência ao longo de todo o ano, sem qualquer queda acentuada.

Peço desculpas ao leitor se o deixei com uma sensação de frustração, mas a verdade é que o realismo cobra sempre o preço justo, enquanto as ilusões exigem juros em bola de neve.

___________________________

[1] Logo após a Proclamação da República, o déficit público explodiu. Segundo Mario Henrique Simonsen, o governo simplesmente imprimiu dinheiro para pagar esse déficit. Em 1890, o dinheiro em circulação aumentou 51,6%; em 1891, mais 71,8%.

Essa avalanche inflacionária, causada pela monetização dos déficits, levou a uma especulação financeira, que foi o encilhamento propriamente dito. Sem essa criação de dinheiro para financiar os déficits do governo, não havia como os bancos da época saírem emprestando a rodo para bancar a especulação.

Veja que, em economia, mudam-se os métodos, mas as causas e consequências são basicamente as mesmas. Se você joga dinheiro na economia, esse dinheiro será utilizado em algum investimento voltado ou para se proteger da inflação ou para lucrar.


14 votos

SOBRE O AUTOR

Ubiratan Jorge Iorio
é economista, Diretor Acadêmico do IMB e Professor Associado de Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).  Visite seu website.


"Foram mal abordados, muito mal abordados.

"imprimir dinheiro não é prática legal em um mundo civilizado" Eua imprime dólar, UE imprime Euro, Japão imprime Iene."


Eis um trecho do artigo:

"Há três respostas: ou o governo aumenta impostos; ou ele toma dinheiro emprestado de bancos, pessoas e empresas; ou ele simplesmente imprime dinheiro.

Não é preciso ser um profundo conhecedor de economia para entender que nenhuma dessas três medidas cria riqueza."


Você fala como se estivesse rebatendo alguma afirmação, que o próprio artigo mostra como é falsa; mas essa afirmação quem criou foi você próprio, sabe-se lá de onde.

É surreal você dizer que isso advêm da perda de consumo da população, a inflação desses países é próxima de zero há muito tempo. (não quero dizer que isso funcionária em todos os países do mundo)

Você está falando de "inflação de preços", aumento no preço de diversos produtos na economia geral; o artigo está falando de
inflação monetária, aumento da oferta monetária, dinheiro em circulação na economia. É possível haver baixa "inflação de preços" ou mesmo "deflação de preços" onde há inflação monetária. Basta que o aumento em produtividade e outros fatores (que diminuem preços) seja maior que o aumento dos preços por conta da inflação monetária.

Agora, se você acha que não há relação alguma entre oferta monetária e aumento de preços, creio que você descobriu o Paraíso na Terra -- podemos simplesmente imprimir dinheiro à rodo e dar para todos, e não haverá efeito colateral algum nisso.

"EUA tirou o país de uma recessão enorme em 2008 com as práticas Keynesianas, existem vários e vários exemplos da prática aplicada e funcionando, em nenhum momento é perfeita e sem qualquer tipo de ônus, mas é o melhor que pode ser feito."

Sim, o Keynesianismo tirou os EUA da recessão -- causada por esta mesma ideologia e suas taras por expansões artificiais:

Como ocorreu a crise financeira americana
Explicando a recessão europeia
Herbert Hoover e George W. Bush: intervencionistas que amplificaram recessões (1ª Parte)
A geração e o estouro da bolha imobiliária nos EUA - e suas lições para o Brasil

Creditar a teoria Keynesiana por tirar os EUA da recessão se resume à isto: o que seria de nós, se após quebrar nossas pernas, o Estado não nos desse muletas?

"Aliás uma pergunta, você já prestou ANPEC alguma vez? acredito que seu conhecimento é bem maior do que as frases feitas que posta aqui no site."

E como sempre, o grande feito para um Brasileiro é passar em concurso.

"Apesar de ter grande admiração por Keynes eu não tenho asco por nenhum grande pensador econômico, seja ele Marx ou Hayek, não é o que acontece por aqui, infelizmente. Inclusive, ressaltei que não é impossível que Keynes esteja errado em alguns pontos, visto o tempo que já se passou."

Não posso falar por todos membros que acompanham este instituto, mas pouco me importo com Keynes, Hayek, Mises, Friedman, quem quer que seja. Apenas me importo com as ideias que estes defendem. Se Marx falar algo correto, defenderei isto. Se for Keynes, também. Mises, mesma coisa.

"Peço mais uma vez que seja exposto para que haja um debate honesto. Pela segunda vez eu estou usando exemplos reais, práticas já aplicadas e com ressalvas de que nada pode ser generalizado, você escreve de forma rasa, com várias teorias que sequer foram testadas e lotado de frases feitas para atingir quem está no topo (Keynes). "

"Nada pode ser generalizado" é algo tão estúpido que eu não acho que seria preciso comentários para mostrar a estupidez desta afirmação.

"Você escreve de forma rasa" -- disse quem credita a teoria Keynesiana como positiva por tirar os EUA da recessão, causada pela mesma.

"Com várias teorias que sequer foram testadas" -- Eis o comentário feito por quem você está criticando:

"1) "Podem vir de emissão de títulos públicos"

E quem paga os juros e o principal destes títulos públicos? De onde vem o dinheiro?

2) "Impostos pagos anteriormente que geraram caixa"

Ou seja, o dinheiro veio da população.

3) "Expansão monetária direta, da forma que é feito na UE, EUA e Japão"

Ou seja, o dinheiro veio da redução do poder de compra da população.

4)"Qualquer financiamento para qualquer tipo de obra" "


Todos estes pontos são lógicos, e não empíricos. Faça um favor a si mesmo, e corra urgentemente para uma livraria e compre qualquer livro iniciante sobre lógica ou argumentação. O seu caso é grave.



Deixe que eu me preocupe com isso. quero saber o seguinte: se um meliante invadir a minha casa, o que você sugere que eu faça?

Os contra armamento nunca respondem essa pergunta e sempre a evitam. Eu vou responder de acordo com a instrução que a policia passa para a população:

1. Se der tempo, ligue para a policia, se você der sorte, eles podem passar por ali antes do bandido conseguir entrar na sua casa.

2. Faça tudo que o bandido manda. Se ele quer seus bens, dê. Se ele quer estuprar você, deixe. NÃO RESISTA DE FORMA ALGUMA.

3. No dia seguinte, faça um boletim de ocorrência e reze para que seu caso seja um dos 8% que são resolvidos no Brasil.

Agora eu tenho algumas perguntas também:

1. Se bandidos querem bens, por que não assaltam o congresso nacional? Ali está reunido várias pessoas milionárias. Enriqueceriam facil! Será que é por que ali tem seguranças armados que não hesitariam em atirar?

2. Por que não assaltam juizes e deputados quando estão fora do congresso? Será que é por que os mesmos dispõem de seguranças armados?

3. Por que não atacam carros fortes que transportam valores toda vez que os mesmos saem da garagem? Será que é por que os guardas estão bem armados?

Quem prega o desarmamento da população não entende que o bandido, seja o de colarinho branco ou o comum, é um ser de mentalidade oportunista. Independente do historico de pobreza (ou não), ele não irá atacar lugares fortemente armados porque o risco/beneficio é muito alto, e eles são inteiramente capazes de fazer esse julgamento (caso não o fossem, os lugares que citei seriam atacados diariamente).

Sabe onde eles atacam? Onde o risco/beneficio é baixo. E adivinha quem apresenta isso? Sim, uma população desarmada e instruida a não reagir de forma alguma.
Esron, expandi o comentário acima em um artigo bem mais detalhado sobre o assunto. Ei-lo:

Como funciona o mercado de cartões de crédito e por que seus juros são os maiores de todos


Após a leitura do artigo acima, convido-o a ler esta notícia, que mostra que a recente medida adotada pelo Banco Central não afetou nada, exatamente como previa o artigo acima (ou seja, o final, nada mudará, e sua anuidade tende a continuar gratuita):

blogs.correiobraziliense.com.br/vicente/juro-do-parcelamento-do-cartao-de-credito-e-recorde-e-chega-1635-ao-ano/
Além de tudo o que já foi respondido acima, é extremamente importante ressaltar que essa tese de "fazer dumping para quebrar indústrias para logo em seguida elevar preços e dominar o mercado" é completamente irreal.

Não apenas isso nunca aconteceu na prática, como também a própria teoria explica que isso seria completamente insustentável, para não dizer irracional do ponto de vista empreendedorial.

Apenas imagine: você é o gerente de uma grande empresa e quer destruir a empresa concorrente reduzindo seus preços para um valor menor do que os custos de produção. Ao fazer isso, você começa a operar no vermelho. Ao operar no vermelho, por definição, você está destruindo o capital da sua empresa; você está, na melhor das hipóteses, queimando reservas que poderiam ser utilizadas para investimentos futuros.

Pois bem. Após vários meses no vermelho, você finalmente consegue quebrar o concorrente. Qual a situação agora? Você de fato está sozinho no mercado, porém bastante descapitalizado, sem capacidade de fazer novos investimentos. A sua intenção é voltar a subir os preços para tentar recuperar os lucros de antes. Só que, ao subir os preços, você estará automaticamente convidando novos concorrentes para o mercado, que poderão vender a preços menores.

Pior ainda: estes novos concorrentes poderão perfeitamente estar mais bem capitalizados, de modo que é você quem agora estará correndo o risco de ser expulso do mercado. Seus concorrentes poderão vender a preços mais baixos e sem ter prejuízos, ao passo que você terá necessariamente de vender a preços altos apenas para recuperar seus lucros.

Ou seja, ao expulsar um concorrente do mercado, você debilitou sua empresa a tal ponto, que você inevitavelmente se tornou a próxima vítima da mesma prática que você aplicou sobre os outros.

E é exatamente por isso que tal prática não é observada no mundo real. Ela é totalmente ignara. Um empreendedor que incorrer em tal prática estará destruindo o capital de sua empresa, correndo o risco de quebrá-la completamente. Um sujeito com esta "sabedoria" não duraria um dia no livre mercado.

Se isso não vale para uma empresa dentro de um país, imagine então para uma empresa concorrendo em escala global (como é o caso do seu exemplo)?
Se enviar produtos importados baratos destrói a indústria de um país, então conclui-se que fazer o extremo -- mandar importados DE GRAÇA pra um país -- o destrói ainda mais rapidamente.

Mas o que tem de destrutivo em ganhar presentes? Se nos mandarem televisões, carros e geladeiras de graça, perderemos, sim, os empregos nessas áreas. No entanto, os trabalhadores dessas áreas poderão ir pra outras atividades produtivas e genuinamente demandadas pelos consumidores.

Em vez de termos essas pessoas produzindo televisões, carros e geladeiras, já teremos tudo isso e mão-de-obra sobrando pra produzirmos outras coisas. Em resumo, o país ficaria mais rico, às custas dos contribuintes de outros países que estão subsidiando importados gratuitos pra nós.

Outra coisa: se restringir e taxar a importação de produtos baratos é bom pra indústria nacional, bloquear as bordas do país contra todas as importações criaria uma economia fortíssima no país bloqueado.

E não pára por aí: se bloquear um país é bom pra economia interna, então bloquear os estados também. Imagine quantos empregos de paulistas os gaúchos estão tirando quando criam gado. Proibir a importação de gado e garantir empregos pra indústria interna de gado São Paulo seria uma boa idéia.

E isso continua pra cidades, pra ruas, até que se decida produzir tudo em sua casa e não trocar com ninguém.

Basta você parar de fazer compras no supermercado e estará bem ocupado o dia inteiro plantando, colhendo, costurando suas roupas, etc.

Todos terão pleno emprego, mas a produtividade será extremamente baixa dado o custo de oportunidade de produzir tudo por si mesmo, e será uma pobreza generalizada.

Um tomate que você compra com alguns segundos do seu trabalho demoraria meses pra nascer na sua terra.

Se nos casos extremos, com importados de graça, a sociedade fica mais rica e produtiva, e com importados proibidos, a sociedade fica mais pobre e improdutiva, são pra esses os caminhos que as políticas protecionistas apontam.

Não existe um ponto de equilíbrio ou um "protecionismo racional". Todo protecionismo beneficia produtores do setor protegido às custas de todo o resto.

Pode até ser que sem protecionismo nossas montadoras falissem; mas se elas não conseguem competir, é isso o que tem que acontecer.

Se custa 50.000 pra fazer um carro no Brasil que custa apenas 25.000 pra fazer o mesmo carro lá fora, ao comprar o carro de 25.000 a nossa economia tem um carro e 25.000 sobrando pra serem usados em outros setores. Ao comprar um carro de 50.000, a economia tem apenas um carro e deixa de ter 25.000 pra gastar ou investir em outros setores.

Imagine num caso extremo gastar uma fortuna com tecnologia e energia pra produzir bananas no Alasca. Se essas bananas forem produzidas num país tropical, podemos ter as mesmas bananas que teríamos do Alasca, mas sem usar todo aquele recurso: homens, máquinas e energia que poderiam ser mais bem alocados em outro lugar ao invés da produção de bananas.

A questão não são empregos, nem indústria nacional: a questão é produção. Empregos que não criam valor são inúteis, e há indústrias que não necessitam existir. O Brasil não "precisa" de uma indústria de carros assim como o Alasca não "precisa" de uma indústria de bananas, a menos que encontrem uma forma eficiente de produzir seus produtos. Não há por que preservar tais empregos.
Todas essas situações de "stress" que você citou podem perfeitamente acabar também em facadas, canivetadas, garrafadas na cabeça, pedradas, ou socos na cara (é bastante comum uma pessoa morrer em decorrência de um simples soco na cara; ver aqui e, principalmente, aqui).

Portanto, você criou uma falsa equivalência.

"Campanhas desse tipo me faz [sic] refletir que a nossa atenção e forças para cobrar do estado aparatos essenciais para que possamos viver bem, estão focalizados em assuntos que já deveriam estar superados!"

Ininteligível.

"Sobre os bandidos, opa! Se eles estão mandando no meu estado, tenho uma parcela de culpa aí!"

Você pode ter. Eu não tenho nenhuma. Por favor, me diga qual a minha culpa em haver "bandidos mandando no seu estado"?

"Não será somente com armas que inibiremos a propagação de criminosos"

Deixe que eu me preocupe com isso. quero saber o seguinte: se um meliante invadir a minha casa, o que você sugere que eu faça?

"afinal um dos motivos de se propagarem é o fato das armas estarem acessíveis!"

Errado. Um dos motivos de se propagarem é o fato de armas estarem acessíveis para eles no mercado negro e nenhuma arma estar acessível para o cidadão comum no mercado legal.

Bandidos proliferam quando sabem que suas potenciais vítimas estão completamente desarmadas pelo estado.

Beira o cômico você ignorar isso.

"Sobre quem fomenta esse tipo de campanha, cuidado! Aquele(a) deputado(a) ou senador(a) pode ter uma "amizade" muito próxima com alguém ligado a indústria que fabrica tais armas!"

Pois então cite nomes e prove que eles estão ligados a este site. Caso contrário, tenha a hombridade de se retratar.

"Ou até mesmo o cidadão de bem que compartilhou algo dessa campanha não tá nem ai para o bandido, simplesmente acha bonita armas ou quer de alguma forma usá-la!"

Que campanha?!

"E como a democracia é a chave para o entendimento! Respeito quem tem opinião contrária!"

Estamos vendo...

"Então lembram da corrupção? Ela leva desde a falta da merenda na nossa escola até a essa situação! Entregar uma arma pra tu quando estiver "grande", não vai garantir que terá um bandido a menos no mundo! É o processo educacional e o cuidado do estado que podem garantir a paz e o teu bem estar, as armas o caos! Pode parecer falácia, mas para um CIDADÃO DE BEM, faz sentido!"

Acho que sua erva venceu e você não percebeu. Sugiro trocar seu fornecedor.
Mais um que chegou rugindo, levou uma resposta (completa e educada), e agora saiu miando, praticamente de quatro.

Não só não retrucou nada que lhe foi respondido, como ainda chegou ao cúmulo de inventar uma resposta que nunca foi dada. Em nenhum momento o artigo ou algum comentarista falaram que "imprimir dinheiro não é prática legal em um mundo civilizado". Tal frase simplesmente não está escrito em lugar nenhum do artigo e nem desta seção de comentários.

Isso mostra bem o nível do desespero e da ética do cidadão. Mas, também, keynesianismo e falta de ética sempre andaram lado a lado.


P.S.: não resisti e terei de comentar esta:

"os grandes empresários começam fazendo empréstimos e assim aumentam seu patrimônio. Jorge Paulo Lemann convive com um passivo enorme e é o homem mais rico do brasil."

Com a pequena, ínfima, insignificante diferença que JPL é criador de riqueza e de valor. As pessoas voluntariamente compram os bens e serviços produzidos por JPL, e é isso o que o deixou rico. Quem cria riqueza continuamente, como faz JPL, pode se endividar muito e ainda assim se manter plenamente solvente.

Toda essa dívida será paga com capital próprio. JPL não terá de assaltar ninguém, roubar ninguém, confiscar dinheiro de ninguém para pagar suas dívidas. (E, em caso de insolvência, quem se estrepa são seus credores, e não a população inteira, que não terá de arcar com nada disso).

E o governo? Ele cria riqueza? Ele trabalha com capital próprio? Ele utiliza dinheiro próprio para pagar suas dívidas?

O fato de você dizer que o governo opera igualzinho a JPL mostra bem o seu nível de conhecimento econômico.

É cada coitado que é destroçado por aqui...
O que falo para os meus alunos sobre isso,

Primeiro, uma pergunta:

Será que todas aquelas pessoas que ainda não tenham nenhum crime registrado pela polícia, são cidadãos de bem?

Como eu posso garantir que, o estado dando o direito a posse de armas a todos(as) conseguirá evitar que,

O "brigão baladeiro" na hora da raiva cometa uma tragédia na saída da balada!

Na briga de trânsito o cidadão estressado não dispare contra o outro!

O colega de turma que, nunca imaginei que ele tivesse esquizofrenia iria disparar contra toda a turma com a arma do pai ou da mãe!

A mulher que, já sofria com as agressões do Marido, agora vive ainda mais a pressão psicológica por ter uma arma na sua cabeceira!

As crianças que sabem onde os pais guardam suas armas, e depois um tem que falar, foi uma brincadeira!

O vizinho que se estressou com som alto durante a madrugada!

Enfim são inúmeras as situações!

Sobre o uso da arma, "modestamente" posso afirmar: mesmo aquela pessoa que nunca frequentou a escola até aquela que teve o mais alto nível de educação acadêmica está suscetível ao stress, e nessa hora, para muitos, será o motivo de cometer um crime passional (o primeiro)!

Campanhas desse tipo me faz refletir que a nossa atenção e forças para cobrar do estado aparatos essenciais para que possamos viver bem, estão focalizados em assuntos que já deveriam estar superados!

Sobre os bandidos, opa! Se eles estão mandando no meu estado, tenho uma parcela de culpa aí! Não será somente com armas que inibiremos a propagação de criminosos, afinal um dos motivos de se propagarem é o fato das armas estarem acessíveis!

Sobre quem fomenta esse tipo de campanha, cuidado! Aquele(a) deputado(a) ou senador(a) pode ter uma "amizade" muito próxima com alguém ligado a indústria que fabrica tais armas! Ou até mesmo o cidadão de bem que compartilhou algo dessa campanha não tá nem ai para o bandido, simplesmente acha bonita armas ou quer de alguma forma usá-la!

E como a democracia é a chave para o entendimento! Respeito quem tem opinião contrária!

E se eu estiver numa turma com crianças ou adolescentes:
Sempre tem aquele que exclama,

- Mas só os bandidos tem o direito de possuir armas, o cidadão de bem, não!

- Então lembram da corrupção? Ela leva desde a falta da merenda na nossa escola até a essa situação! Entregar uma arma pra tu quando estiver "grande", não vai garantir que terá um bandido a menos no mundo! É o processo educacional e o cuidado do estado que podem garantir a paz e o teu bem estar, as armas o caos! Pode parecer falácia, mas para um CIDADÃO DE BEM, faz sentido!


ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Henrique  02/01/2017 13:56
    Bom dia todos.

    Discordo destas medidas por priorizarem os aspectos técnicos da economia e renegarem os aspectos humanos e sociais.



    Abraços.
  • Meirelles  02/01/2017 14:43
    Concordo.

    Tem que fazer igual Chavez e Maduro: ambos priorizaram totalmente os aspectos humanos, e negligenciaram completamente os aspectos técnicos.

    A escassez de comida e de papel higiênico é só uma consequência irrelevante desse "aspecto humano" dado à gerência da economia.

    Outra grande humanista, aliás, foi Dilma. Excelente economia tivemos sob ela.
  • Passaro  02/01/2017 15:21
    Chega a ser cômico o pessoal de humanas respondendoa questões econômicas. O social depende de medidas econômicas estritamente técnicas e exatas.
  • Pedro   02/01/2017 16:39
    Verdade, né? A economia não trata aspectos humanos e sociais, trata de números, né, amiguinhos?












    É por essas e outras que vivem acusando libertários de se importarem com o lado econômico da coisa: vocês ao menos sabem do que se trata o estudo econômico, ao menos estudaram o mínimo de praxeologia. Uma lástima.
  • Qualquer Ezequiel  04/01/2017 19:16
    Que bando de idiotices pretensiosas, economia não é desumana, muito pelo contrário, economia-mercado é um dos aspectos mais "sociais" da humanidade, fazendas produzem comida, minas produzem minérios, laborátios produzem de remédios e drogas até cosméticos, escritores produzem entretenimento de "boa e má" qualidade...etc e mercados permitem a troca,compartilhamento e distribuição de tudo isso, algo social e humano.
    Economia e Mercados se tratam de pessoas produzindo,trocando,compartilhando,cooperando,competindo e servindo, como isso não é social? Como raios compelir e coagir pessoas há sustentarem outras indiretamente e diretamente é "social e humano" e alguém poder produzir sem ser incomodado por impostostos é inumano e ruim? So é humano quando" pessoas favorecidas x" sustentam "pessoas desfavorecidas y"? E unica forma social é dar algo a quem tem menos vindo que tem tem mais?
    Quer ajudar pessoas desfavorecidos da socieda? Sinceramente? Então isente estas pessoa de impostos, assim como aqueles que as contratam. Mas não, não é? Desfavorecidos são pessoas estúpidas e condenadas sem resnponsabilidade pelas póprias, eles precisam da democracia x (ou insira um sistema de favorecidas vs desfavorecidos)...
  • Qualquer Ezequiel  04/01/2017 19:42
    Resposta de nível menor (preguiça):
    1- É impossível, a não ser no caso de um idiota, se importar com economia e não com o social.
    2- O que você está querendo afimar é que pessoas acham que libertários não se importam com os desfavorecidos das sociedade,
    3- Pessoas "favorecidas" (para a maoria das pessoas =ricos) também fazem parte do "Social", há não ser que se prove que essas pessoas não fazem parte da sociedade e/ou não contribuem para ela.
  • Pobre Paulista  02/01/2017 13:58
    Excelente texto do prof. Iorio, as usual. Colocou os otimistas em seus devidos lugares hehe :-)

    Mas fiquei com uma dúvida quanto à esse item:

    (3ª) Abolição das vinculações de receitas orçamentárias;

    Não compreendo o porquê, ao meu ver a vinculação é uma maneira de impedir que se gaste mais do que arrecade, e uma maneira de cortar gastos imediatamente caso a receita caia. Qual o ponto dessa medida?
  • Gabarito  02/01/2017 15:12
    Caro Pobre Paulista,

    Essa medida (3ª) Abolição das vinculações de receitas orçamentárias, tem como objetivo flexionar o orçamento. No atual arranjo temos por exemplo: vinculações da Cide-Combustíveis, do PIS/PASEP, do Salário-Educação, do IPI e do Imposto de Renda.

    A ideia é trazer menor rigidez ao orçamento público, por isso deve-se abolir as vinculações. Tem um porém, essa atribuição de maior discricionariedade na mão de burocratas é uma faca de dois gumes. Aqui fica claro que quando não propriedade (nesse caso dos recursos) claramente identifica, os problemas pululam.

    Gastar mais em que? Na Saúde, na Segurança, na Infraestrutura?
  • Pobre Paulista  02/01/2017 16:31
    Mas é justamente esse porém que me faz pensar que o cenário "ideal" é manter as vinculações. Assim, sem dinheiro, sem choro, e com dinheiro, sem excessos...
  • Andre Cardoso  02/01/2017 14:46
    É tudo verdade. E a maior barreira às reformas é o próprio brasileiro. Quando converso em família tem dois tipos de atitude em resposta a esse tipo de proposta. Uns completamente apáticos, alheios à realidade devido a uma ignorância econômica profunda, e outros agressivos e assustados com a possibilidade desse "ataque" ao Estado que tanto nos protege e nos ajuda. Vai ser difícil. Acho que só uma contingência muito aterradora como o total colapso econômico ou ama iminente guerra civil.
  • Pedro  02/01/2017 14:49
    (19ª) Corte profundo nos vencimentos dos servidores e políticos, além do fim dos benefícios excessivos e desnecessários. Fim da aposentadoria com salário integral do funcionalismo. Fim da contribuição previdenciária e/ou INSS facultativo. Medidas estas que incentivariam a migração de talentos para a iniciativa privada, em detrimento à cultura do concurseiro.
  • Sérgio  06/01/2017 13:55
    Como se a raiz de todo o problema fosse os funcionários públicos, trabalhei a maior parte da minha vida na iniciativa e privada e ganhava uma miséria, não trabalhava de carteira assinada não tinha CLT, mesmo assim era uma merda.
    O problema é o radicalismo, tanto da esquerda como a de direita,
    Sou servidor federal comprometido, já fui trabalhar à noite às 21 horas para resolver problemas e sem ganhar hora extra.
    Temos maus funcionários também na iniciativa privada e em todo lugar.
    Quer dizer que todos os bons trabalham no estado?
    Será que não tem ninguém competente na iniciativa privada que precisa limar os funcionários públicos para que se tenha bons funcionários na iniciativa privada?
    E quanto aos políticos que aumentaram os seus salários na virada do ano? Porque não teve protestos nas ruas e panelaço?
    Meu salário está congelado e sem aumento real e ainda vem um dizer que o problema é o funcionário publico.
    Me parece frustração de quem não consegui passar em concurso, a maioria que fala mal queria estar no lugar de um.
  • Ramos  06/01/2017 14:05
    Sim, é o problema. No Brasil, com certeza é o problema.

    O funcionalismo público, a drenagem dos cérebros, e os efeitos deletérios sobre a iniciativa privada

    Assim se destrói um país

    A parábola da improdutividade

    Sabe por que os salários na iniciativa privada são baixos? Porque ela tem de sustentar os marajás do setor público (correlação essa que você é incapaz de perceber). É justamente o setor privado quem tem de sustentar a farra do setor público. Daí os baixos salários pagos na iniciativa privada. Toda a carga tributária existente no Brasil, que impede aumentos salariais na iniciativa privada, existe justamente para sustentar o setor público e seus funcionários que ganham salários magnânimos e vivem à custa dos trabalhadores da iniciativa privada, os quais ganham pouco justamente porque têm de bancar os membros do setor público.

    Ah, sim, tá triste que o seu salário -- oriundo dos impostos extorquidos dos desdesntados -- tá "congelado"? Pede demissão e vá empreender. Já que você é o bonzão -- que tá sempre ganhando menos do que merece --, vá empreender e ganhar aquilo que você realmente merece.

    Se não fizer isso é porque é um covarde. Ou um mentiroso, que nunca foi realmente bom de serviço.
  • Manuel   06/01/2017 14:34
    "Me parece frustração de quem não consegui passar em concurso, a maioria que fala mal queria estar no lugar de um"


    Essa é a conversa mais tola que um funcionário público pode dizer. É uma espécie de imunização à crítica: toda e qualquer crítica aos altos salários e privilégios do funcionalismo público são imunizados sob o argumento de que "quem critica estaria frustrado" pq não passou em concurso.

    Vem cá, cidadão: vc acha, realmente, que "passar em concurso público" é um grande feito, digno de fazer com que toda a sociedade civil arque com o custos colossais de uma burocracia gigantesca?

    Quero ver é ralar na iniciativa privada gerando serviços e produtos QUE SÃO EFETIVAMENTE DEMANDADOS PELOS CONSUMIDORES; QUE EFETIVAMENTE GEREM VALOR PARA A SOCIEDADE. Isso sim é digno de ser louvado. Passar em concursinho público? Tá cheio de Barnabé passando em concursinho público. O serviço público não é demandado pelos consumidores, meu caro; serviço público É IMPOSTO À FORÇA à sociedade. O "serviço público" é "público" só no nome: é um serviço que NÃO SERVE AO PÚBLICO. Todos têm que pagar à força.

    Aliás, discurso de frustrado tem vc, que confessa que seu emprego na iniciativa privada "era uma merda", e que, por isso, foi buscar a "segurança" de "estabilidade" em repartição pública. Os "maus funcionários" na iniciativa privada são mandados embora, cidadão, ao contrário do funcionário público, que pode passar o dia jogando paciência no computador, pq o salário dele está garantido às custas de impostos.

    Já que como empregado "era uma merda", pq não tentou ser empreendedor, para efetivamente gerar serviços e produtos demandados pelos consumidores, sem ter que se submeter a um empregador e/ou à CLT? Ah, vc vai dizer: mas ser empreendedor nesse país é difícil, muita burocracia e muita tributação, não é mesmo?

    Pois é, e pq é difícil ser empreendedor nesse país? Em virtude da cultura e da mentalidade que VOCÊ ESTÁ DEFENDENDO NESSE SEU COMENTÁRIO. Empreender nesse país, meu caro, é difícil, pq temos uma burocracia gigantesca que se vê no direito de pedir mais e mais dinheiro ("estou com salário congelado", etc), dinheiro que sai do setor produtivo/privado, fazendo toda sorte de racionalizações, como essa sua ("passei num concurso"; "trabalho duro", etc.). Os salários do funcionalismo público são provenientes de impostos, cidadão. Quanto maiores os salários do funcionalismo público, mais pobre é a sociedade civil.

    Consegue perceber o quão nociva é essa sua mentalidade? Vc confessa que saiu da iniciativa privada pq é difícil trabalhar na iniciativa privada, e foi correndo trabalhar justamente naquilo que torna difícil a vida na iniciativa privada. Vc alimenta o sistema que destrói a iniciativa privada nesse país, e ainda chama aqueles (que estão na iniciativa privada) que criticam o funcionalismo público como "frustrados".

  • Otimista  02/01/2017 14:56
    É muito fácil fazer isso acontecer, é só colocar o Malan na fazenda, Gustavo Franco no BC, Beviláqua como diretor de política econômica, Marcos Lisboa no Planejamento, Armínio Fraga no Tesouro.

    Aí é só enjaular todos os desenvolvimentistas e progressistas, fechar a Unicamp, a USP, os sindicatos...
  • Libertário  02/01/2017 15:23
    "Tudo isso não poderá, infelizmente, ser feito em meia hora, ou em um mês, ou em um ano, ou em um governo curto como deverá ser o de Temer; é tarefa para, no mínimo oito a dez anos, porque envolve, antes de qualquer anúncio de "medidas" por parte de um ministro da Fazenda, uma verdadeira revolução cultural, no sentido de mudar o conceito que os brasileiros têm acerca de suas relações com o estado, do que dele devem esperar e do que não devem esperar."

    Este parágrafo resume bem a questão: o problema é cultural. Enquanto a ideologia dominante continuar sendo sócio-fascista, não há solução possível.
    Cabe a nós libertários continuar o nosso trabalho de formiguinha, espalhando a lógica e o conhecimento para as pessoas à nossa volta.
    Entretanto, no ritmo que estamos conseguindo disseminar nossas ideias, precisamos de mais uns meros 1.365 anos para sermos maioria... Isso se não formos todos assassinados primeiro...

    []s,
  • Economista da UNICAMP  02/01/2017 15:26
    2017, já estamos no final da segunda década do século XXI e ainda tem gente que acredita em papai noel e que se combate inflação com austeridade. Já no final dos anos 70, nós desenvolvimentistas já sabíamos que o problema inflacionário no Brasil é estrutural com uma certa inercialidade. Como diria o grande Dilson Funaro: ''juros é custo.''

    Convido a todos para a nova agenda para o futuro do país: o Novo Desenvolvimentismo, idealizada pelo Bresser. Esqueçam a Nova Matriz Econômica, aquilo era um desenvolvimentismo populista que ofende e deturpa a heterodoxia de verdade.

  • Paulo Azevedo  02/01/2017 16:49
    pois é economista da unicamp, com pensamento raso assim sobre economia dou razão à frase do grande Roberto Campos: "Ou o Brasil acaba com os economistas da unicamp ou os economistas da unicamp vão acabar com o Brasil!!."
  • Economista da UNICAMP  02/01/2017 21:59
    No fundo Roberto Campos queria ter sido formado na UNICAMP. Foi um dos criadores do BNDE(o atual BNDES), foi professor da maior economista luso-brasileira(Conceição Tavares) e foi ministro do planejamento de um dos melhores governos desenvolvimentistas do Brasil(era JK).

    Aqui na UNICAMP se formam economistas de verdade, aqueles que vão lá na FIESP conhecer de perto a vida de um capitalista brasileiro. As faculdades ortodoxas formam corretores e banqueiros apenas.
  • Paulo Azevedo  03/01/2017 16:35
    Grande bobagem, meu caro Economista da Unicamp,

    Roberto Campos, apesar de ter ajudado a fundar o mostrengo chamado de BNDE (atual BNDES). Ele mesmo se arrependeu de tal fato, na década de 80 ele afirmou, com muita coragem, diga-se de passagem, que quase todas as teorias econômicas que estudou ao longo de sua vida eram um amontoado de bobagens, inclusive se declarou discípulo de Mises. É bom lembrar que ele foi embaixador do Brasil em Londres na época em que Margaret Thatcher estava fazendo as reformas que o Reino Unido precisava. Em vez de só ficar fazendo greve na unicamp, acho bom você começar a estudar um pouco meu caro, além do que seria bom parar de se esconder atrás de pseudônimos.
  • Juliano  02/01/2017 15:50
    Perfeito! Parabéns pela coragem de nomear a nossa Constituição com a sua designação real: CONSTITUIÇÃO SOCIALISTA.
  • Andre Cardoso  02/01/2017 16:45
    É tudo verdade. E a maior barreira às reformas é o próprio brasileiro. Quando converso em família tem dois tipos de atitude em resposta a esse tipo de proposta. Uns completamente apáticos, alheios à realidade devido a uma ignorância econômica profunda, e outros agressivos e assustados com a possibilidade desse "ataque" ao Estado que tanto nos protege e nos ajuda. Vai ser difícil. Acho que só uma contingência muito aterradora como o total colapso econômico ou ama iminente guerra civil.
  • Nacional Minarquista  02/01/2017 18:03
    O marxismo gramsciano, encontrou solo fértil na América latina, floresceu com pouca resistência durante 50 anos no Brasil, atingindo o ápice em 2010 com a eleição de um poste para a presidência. Os membros e aliados do partido tirânico, pensavam que as raízes do seu projeto de poder, estavam seguras, por estarem fincadas na burocracia estatal e na sociedade de menor renda, isso explica todo o desespero e histerismo, desses gafanhotos ao comprovarem que a realidade não correspondia aos relatórios do partido. O Brasil, ainda não era a Venezuela e o poste caiu. A postura estoica no campo político deve ser abandonada pelos libertários ou acabaremos dominados pelos novos nacionalistas como Putin/Trump, muito mais inteligentes do que tipos como o Bobobama. Stalin, destruiu igrejas, matou sacerdotes ortodoxos, combateu a família tradicional na busca do novo homem socialista, Putin, faz totalmente o contrário usando esses valores milenares como uma cortina de fumaça para esconder sua tirania.
  • Juliano Marcos Silva  02/01/2017 18:10
    Novamente, lembro do Olavo de Carvalho, política nunca é sobre disputa de ideias, mas de poder (capacidade de determinar as ações dos outros), pessoas e meios. Os libertários sabem o que deve ser feito, mas não possuem poder para tal, nem pessoas, nem meios, e nem querem, pelo jeito, então a coisa não vai mesmo.
  • Luiz Novi  02/01/2017 18:10
    Prezados,

    Pelo que venho aprendendo, o momento certo para que o BC comece a reduzir os juros seria após:

    1- Liquidação dos investimentos errados devido ao crédito fácil;
    2- Ajuste nas contas públicas;
    3- Após a quitação dos débitos, sociedade começa a poupar e mudar a sua filosofia, reduzindo a preferência temporal. Consequentemente cresceria o volume de recursos em IPO's no mercado de capitais, formando poupança, e assim contribuiria para queda da taxa de juro natural do mercado.

    Gostaria que comentassem, dando um feedback no meu raciocínio.

    Um grande abraço.

    Luiz Novi
  • Samir Jorge  02/01/2017 18:15
    Parabéns professor Ubiratan Jorge Iorio. Os homens de partido, por mais puras que sejam suas intenções, sempre se recusam a limitar sua soberania. Eles se consideram como seus herdeiros e tratam de cuidar, mesmo nas mãos dos inimigos, de sua propriedade futura.
    Partido político, estado, soberania parlamentar, democracia, etc., constituem instrumentos de manipulação do Minotauro mascarado.
    Atenciosamente,

    (a) - Samir Jorge
  • Benzoato de Sódio  02/01/2017 18:46
    As reformas que vocês propõem parecem um sonho. Pena que não conseguiremos isso aqui com essa nossa politicalepsia.
  • Hot Doggo  02/01/2017 18:56
    Me indicaram esse site para sanar umas dúvidas econômicas.

    Meses atrás me desempreguei, o dinheiro da rescisão não era muito, uns R$9.000, e não sou muito criativo, meu tio trambiqueiro me ensinou a vender hot dogs na rua na cidade dele, na hora de escolher o ponto também não usei criatividade e instalei meu humilde GM Celta adaptado, vendendo Hot Doggo (minha "marca" e receita) a preços bem populares com suco a R$1 o copo a uma centena de metros de um food truck bem chique. Para minha surpresa o negócio vingou rapidamente, vendo muito, ganho muito mais que ganhava antes e agora tenho o filho de um amigo também desempregado como ajudante. Depois do natal o dono do food truck chique veio desabafar comigo que graças a minha concorrência desleal e sem licença (nossa cidade faz vista grossa pra comercio informal de munícipes desempregados) ele foi a falência e perdeu R$90.000 que investiu pois não consegue vender o food truck, disse que pessoas como eu que fazem o país piorar, que trabalhei fora das regras e não sou honesto.
    Me senti muito mal e procurei alento na internet e vi termos como vi aqui, mas afinal o que é concorrência desleal? Como alguém que fez um investimento tão alto e profissional fez um mal investimento? Significa que não devo comprar o food truck para expandir? Por que fui chamado de desonesto se Deus sabe como não fiz nada de errado, paguei todo mundo e vendo tudo limpinho e gostoso?

    Obrigado.
  • Donato  02/01/2017 19:11
    Ignore o choramingo do derrotado e continue fazendo o seu trabalho. O consumidor deixou claro que prefere o seu serviço ao do derrotado. E o derrotado não aceitou isso. Há pessoas que simplesmente não aceitam os resultados da livre concorrência.
  • Pobre Paulista  02/01/2017 19:24
    Ofereça R$30.000 pelo food truck e cogite contratá-lo como auxiliar, pois tem experiência na parte operacional, mas certamente não tem na administrativa (do contrário não teria falido)
  • Clandestino  03/01/2017 11:52
    Filho, primeiramente: VOCÊ ESTÁ NO LOCAL CERTO!!!
    Eu também já me senti assim, culpado pela desgraça alheia!! Não ficou claro em seu texto, mas acredito que o problema não é APENAS a Licença!! O que está por detrás de todo o "mal" é o excessivo peso dos impostos que o dono do Food Truck tinha e que não conseguia absorver, ou seja, tinha que repassar para o preço do produto dele!!

    O seu exemplo foi fantástico e deveria ser digno de mais um artigo (já há vários aqui), sobre o que realmente gera desigualdade no país!! Nem todos têm a mesma oportunidade!! Estou - aqui - falando dele (do dono do food truck)!

    Não se sinta desonesto!!!

    Quero, em resposta ao Libertário, contrargumentar o que ele disse sobre a Lentidão da divulgação do pensamento Libertário! Eu tenho visto um crescimento esplendoroso do nosso pensamento na sociedade!! Cresceu muuuuitooo!! E não tenho dúvida em dizer que é tipo de pensamento econômico que mais cresce entre os brasileiros (afirmação baseada apenas em ato de fé e não em provas)!!

    Estou (efêmeramente falando) no Serviço público trabalhando (como o beija-flor que apaga o incêndio) a questão Libertária por dentro!!!
  • mero observador  03/01/2017 12:08
    "O que está por detrás de todo o "mal" é o excessivo peso dos impostos"

    "Estou (efêmeramente falando) no Serviço público trabalhando"


    Ou seja, o problema é o peso dos impostos mas eu vivo de impostos.


  • Clandestino  03/01/2017 12:48
    Verdade!! Não refuto!! Ao contrário!! Ratifico seu pensamento!!

    E foi por isso que eu disse "efemeramente falando"!! Meu pensamento econômico mudou MUUUITO depois de ter passado num concurso público! Nunca fui ensinado a ser empreendedor!! Comecei a pensar assim "agora"... e já que estou "vivendo de impostos" como você quis colocar, estou trabalhando para "implodir o sistema colocando as dinamites nas pilastras mestras", ou você acha que foi fácil entender que eu entrei num looping?

  • SRV  03/01/2017 12:55
    Amigo Hot Doggo,

    Supondo que toda a história que você é verdadeira, e que não é apenas alguém inventando, diria o seguinte para você:

    O grande culpado pelas crises econômicas que vemos pelo mundo inteiro é o Estado/governo. O governo cria impostos, regras, burocracias, certidões, carimbos, autorizações, etc, com a desculpa de estar nos protegendo dos males do mundo e da vida, mas na verdade está apenas buscando formas de nos controlar e fazer com que políticos sejam cada vez mais poderosos. Assim é que eles conseguem força para desviar dinheiro da forma como fizeram (e fazem) no Brasil e no mundo. "Quer uma autorização? Precisa me dar algo.". "Quer meu carimbo para abrir uma firma? Claro, 20 mil de luvas". "Quer licitação para construir um estádio da Copa? Coloca mais alguns milhões no preço e repasse pro meu partido".

    Tendo isto em mente, eu pergunto para você: Por que um motorista de Táxi em SP precisava pagar em torno de 150 mil Reais para comprar uma licença de trabalho (hoje custam 60 mil ainda), se o Uber veio e mostrou que é possível autorregulação no mercado de transporte individual? Por que é preciso autorizações absurdas para abrir hotéis se o AirBNB mostrou que pessoas podem fornecer cômodos de suas residências para hóspedes e melhorar sua renda com isso?

    Quando você abriu seu carro de venda de cachorro-quente, você se colocou diante do teste dos consumidores. E triunfou perante concorrentes por oferecer algo que os clientes queriam, sejam pelo sabor, pelo preço, pela higiene, pela localização ou por tudo isso.

    Infelizmente o dono do Food Truck quebrou. As vendas dele não estão sendo o bastante para pagar as contas, e ele culpa a concorrência "desleal", acusa você de não pagar impostos mas ele sim. Você talvez não tenha licenças caras e demoradas para se trabalhar, e ele deve ter tido um grande esforço para consegui-las. Você entende como o Estado atrapalhou o Food Truck? Entende como a burocracia, os tributos, as regras, nada disso tem importância para os consumidores? Mais ainda, entende como moldou na mente do dono do food truck que só pelo fato de ter feito as coisas em acordo com as burocracias estatais, ele teria sucesso? Isso não basta. Servir aos consumidores da melhor forma possível é a verdadeira forma de se ter sucesso.

    Darei uma sugestão para que você avalie. Peça para ver o plano financeiro do food truck, avalie se é possível rever os custos de operar o food truck, cortar gastos desnecessários, reduzir preços (talvez até mudar o produto). Se achar que pode fazer melhor, ofereça comprar o Food Truck ou entrar como sócio. Se entrar no negócio, mantenha seu Hot Doggo e coloque o antigo dono para trabalhar, supervisionando o funcionamento, atendimento, simpatia, qualidade, custo, preço, etc. É desta forma que pequenos empresários crescem.

    Boa Sorte. Feliz 2017.
  • Hot Doggo  03/01/2017 15:34
    Agradeço a todos que responderam, pela atenção e pelo apoio.

    Tirei sim uma licença para trabalhar como ambulante, pago mensalmente R$55, mas é válida apenas para uma determinada área longe de onde me estabeleci, para trabalhar legalmente na minha área preciso de um estabelecimento ou food truck equipado com cozinha e refrigeração, não montei porque não tinha dinheiro, fiz uma adaptação de fogão a gás e isopor com gelo em meu carro.
    Estou com medo de que o sucesso do Hot Doggo faça a prefeitura tomar meu ganha pão, e por isso penso em comprar o food truck chique, mas fiquei com medo de ter que pagar tantas taxas e coisas que faça eu ser o próximo a falir, não posso aumentar o preço do produto pra cobrir o investimento, as pessoas estão muito pobres, até copo de água gelada que vendo por R$0,25 e banana solta por R$0,50 vendem bem, qualquer coisa acima de R$2 encalha, o dono de uma lanchonete próxima ameaçou chamar os amigos da polícia pra me tirar dali.
    Meu tio trambiqueiro disse para não ter medo de perder o negócio, pois a vida é assim mesmo, o forte rouba o mais fraco e que é pra mim usar o dinheiro que consegui em uma próxima ideia.
  • Thiago Onofre, CFA  02/01/2017 20:35
    Excelente texto, professor Ubiratan. Concordo 100% com o senhor e também me dói ver o atual oba oba ideológico que tomou de conta do nosso país.

    Agora permita-me, por favor, fazer uma observação quanto à questão da base monetária no início da primeira república. Tecnicamente não houve impressão de papel moeda nos moldes keynesianos nesta época. O papel moeda em circulação era uma espécie de cheque, contra o qual deveria haver no sistema financeiro uma determinada quantidade de metal precioso para honrar a cédula.

    O que aconteceu na passagem do império para a república foi a diluição de metal precioso nas moedas em circulação (bem em linha com a degradação do poder de compra do solidus durante o fim do império romano).

    Tomando como exemplo a cifra de 2.000 RÉIS do império, ele tinha 23,375g de prata fino. Proclamada a república, na década dos 1890's o teor de prata se manteve nos patamares do império (a república só conseguiu manter o poder de compra do Real imperial por uma década - enquanto acumulava seus déficits com Rui Barbosa e cia, conforme o senhor nos explanou).

    Na primeira década do século XX, o teor de prata caiu para exatos 18g fino na mesma cifra de 2.000 RÉIS. Nas décadas de 10 e 20, os 2.000 RÉIS passou a ter somente 3,95g de prata. Uma estúpida diluição de poder de compra de 83,1% em pouco mais de 30 anos de república.

    Na década de 30, com o desenvolvimento da grande crise, o teor de prata em nossas moedas foi a zero, abandonando-se o padrão ouro e mergulhando de cabeça na farra keynesiana, que foi desenvolvida neste período.

    Infelizmente a diluição de nosso poder de compra continuou durante o resto do século XX na metodologia keynesiana (expansão de base monetária, monetização, etc).
  • Fernando  02/01/2017 20:48
    A Fecomércio está correta na análise? Seria tão calamitoso assim? Qual o ponto de vista de vocês?

    "Feriados de 2017 devem gerar perda de R$ 10,5 bilhões ao varejo, prevê estudo"

    g1.globo.com/economia/noticia/feriados-de-2017-devem-gerar-perdas-de-mais-de-r-10-bilhoes-ao-varejo-preve-estudo.ghtml
  • Dam Herzog  02/01/2017 21:34
    Este era o artigo que queria ver no Mises. Como seria a estratégia dos austriacos ante os descalabros que o governo Temer encontrou no dia a dia da economia do pais. As receitas do professor Iorio responderam aquilo que eu queria ouvir. Só que a proposta do professor sobre o que deve ser feito na minha humilde avaliação em alguns anos levaria o pais as condição de uma potência, e as forças reacionárias fariam de tudo para que isto não fosse levado avante. Mas estes rumos do professor até parecem revolucionarios ante a picaretagem que impera entre as prioridades das administrações federais, estaduais e municipais. Caso fossem levadas a cabo as sugestões deste grande professor e patriota haveria um tratamento de choque libertário e o Brasil passaria em pouco tempo a ter um lugar no ranking de liberdade economica mundial. A população poderia gozar as benesses do crecimento e desenvolvimento economico. Estou certo que seria a formula que faria um Brasil grande pela 1ª vez. Parabéns professor Iorio que suas ideias se alastrem pelo Brasil.
  • Gabriel   02/01/2017 22:20
    Amigão. Rui Barbosa cuidou das finanças no governo do Marechal Deodoro. O encilhamento ocasionou na quebra da bolsa de 1891,ainda no governo do Marechal. Contudo seu artigo foi preciso em afirmar que o governo não ataca o cerne dos problemas, mas sim a parte superficial deles. Talvez a crise passe mesmo somente no 1 semestre de 2018.
  • Celso Silva  02/01/2017 23:19
    Vamos nos ater a isto do texto acima:

    "Estamos atravessando a pior crise econômica de nossa história, talvez apenas comparável à do governo de Campos Sales (1898-1902), gestada ainda no governo de Deodoro da Fonseca (1889-1891), cujo ministro da Fazenda, Rui Barbosa, destruiu a economia com a loucura do encilhamento, uma bolha de crédito inacreditável[1]. O sucessor de Rui, o médico homeopata Joaquim Murtinho, prescreveu então uma receita bastante ortodoxa e alopata (como teria que ser) para consertar os enormes estragos provocados pelo jurista que não entendia de economia; um remédio forte e cujo amargor perdurou durante todo o governo de Campos Sales."

    E o "Ruim" Barbosa é cantado em prosa e verso como o suprassumo da glória! Um amor de pessoa que traiu D. Pedro II e fez essa besteira monumental!

    E "Logo após a Proclamação da República, o déficit público explodiu. Segundo Mario Henrique Simonsen, o governo simplesmente imprimiu dinheiro para pagar esse déficit. Em 1890, o dinheiro em circulação aumentou 51,6%; em 1891, mais 71,8%. Essa avalanche inflacionária, causada pela monetização dos déficits, levou a uma especulação financeira, que foi o encilhamento propriamente dito. Sem essa criação de dinheiro para financiar os déficits do governo, não havia como os bancos da época saírem emprestando a rodo para bancar a especulação".

    O nome disso é república!!! Essa porcaria de regime lançada sobre nós pelos "doutos" positivistas, que esculhamba até hoje este falido país!
  • Rodrigo  03/01/2017 00:20
    Não tenho"ainda" um conhecimento amplo em economia para opinar claramente com relação à todas essas medidas.Entretanto, este texto me fez lembrar a frase de um ex-professor, que dizia o seguinte: se você fizer uma criança nascida em condições precárias de higiene e limpeza, que passou a vida inteira sem tomar ao menos um medicamento contra vermes, e aplicar-lhe vários medicamentos contra a provável variedade de parasitas, o resultado talvez seja o óbito. Num país acostumado com um estado babá...
  • Fernando  03/01/2017 01:24
    1) A reforma da previdência deve ser aprovada. Junto com o teto, a sangria fiscal deve estancar. Com sorte, ainda teremos reforma trabalhista e tributária (é desejo do presidente).
    2) A inflação deve ficar perta do centro da meta, só checar o Focus. Inclusive a de 2016 ficou na meta, mesmo quando no começo ninguém achava isso.

    Também estão exigindo muito de um governo de 2 anos e meio. Torcer pra que venha alguém que dê continuidade em 2018. Esse é o maior risco (as eleições).

    De resto, ok.
  • Fernando  03/01/2017 03:15
    perto*
  • Ubiratan Iorio  03/01/2017 01:41
    Sobre Roberto Campoos e a bem da verdade:

    1. Foi criador do BNDES, mas disse várias vezes que se arrependia de ter criado um monstro;
    2. Não foi professor da Ma. da Conceição. Quem tentou (inutilmente) ensinar boa teoria econômica a ela foi o Prof. Bulhões;
    3. Foi ministro do Planejamento de Castello Branco e não do "progressista" JK, que destruiu as contas públicas e inflacionou nossa economia.
  • Pedro  03/01/2017 10:28
    Parabéns pelo artigo, Prof. Iorio.

    Aproveitando o ensejo, parabenizo também pelo último Podcast feito com o Bruno. Estava muito. Legal saber um pouco sobre seu histórico no IBMEC do RJ.

    Abraço!
  • Clandestino  03/01/2017 12:05
    Professor,

    Com sua licença, gostaria de 2 esclarecimentos:

    1) Por que essa crise é considerada maior do que a Crise Hiperinflacionária da década de 80?

    2) Não ficou claro pra mim também: toda e qualquer redução da taxa de juros é maléfica ou é a forma como o mainstream adota as medidas de redução que é inadequada?
  • Jango  03/01/2017 06:37
    Quem dera nós tivéssemos o nosso Pinochet.
  • Paulo  04/01/2017 16:39
    E pra quê? Pra afundar o país e depois adotar medidas keynesianas com enormes déficits para tentar reduzir o estrago?
  • Jango  04/01/2017 17:27
    Pinochet afundou o Chile? Pinochet keynesiano? Essas são novas pra mim.
  • Andre  04/01/2017 17:31
    Acho que é sobre meter bala e tiro de canhão nos comunistas, mesmo sendo um. Pinochet não é odiado pela esquerda chilena por ser de direita ou liberal, coisa que ele nunca foi, e sim por escancarar como revolucionários esquerdistas podem ser traidores e egocêntricos, tomando pra si a atenção de ser o líder.
    Pinochet tomou algumas medidas econômicas mais sensatas porque o Chile estava economicamente destruído no fim dos 70, não havia mais como esquerdar.
  • José  03/01/2017 08:44
    Lendo esse texto, posso deduzir que o povo brasileiro(principalmente o nordestino) é formado, em sua maioria de "...zão".
  • Andre  03/01/2017 09:57
    Pibinho em 2017 significa outra queda na arrecadação de estados e municípios, ao final deste ano o país será um imenso RJ.
  • Henrique Zucatelli  03/01/2017 10:52
    Prof. Ubiratan, bom dia, e que 2017 seja um ano muito produtivo, embora nada fácil.

    Só tenho uma observação a fazer: as reformas do Dr. Murtinho foram genuinamente homeopatas e não alopatas como presume o artigo. A alopatia analisa o órgão e trata o sintoma. Em contrapartida a homeopatia trata o doente indo na causa do problema. Chamamos isso de análise contextual .

    Para quem não tem muita familiaridade a esse tipo de medicina por vezes dá a entender que é algo suave e dócil, mas é somente até ir afundo na prática, que como premissas são a mudança completa nos hábitos, crenças e vícios, que vemos que é necessária uma análise muito mais humana do ser para curá-lo do que simplesmente ministrar substâncias. Paralelamente, o próprio medicamento homeopático é muito forte, e se aplicado erroneamente, pode intoxicar ou até matar.

    Não a toa que a homeopatia ficou restrita a uma classe distinta de médicos e a países avançados como Alemanha, Bélgica e Suíça, pois o nível de cuidado e de estudo do paciente antes de prescrever qualquer fórmula é altíssimo. Ato contínuo, todo homeopata é um pesquisador nato, sempre renovando suas bases para melhor atender seu paciente. A métrica da maioria dos doutores hoje é receitar e receber. Se o quadro geral melhora, é mérito do médico. Se o paciente morre, são os limites da medicina.

    Desculpe se me apeguei a um ponto que não é o cerne da questão, mas achei por bem deixar isso claro, pois o artigo é justamente uma crítica à medidas pontuais que serão feitas na gestão Temer, muito semelhante ao modus operandi dos alopatas. Cortar um pedaço, dar um analgésico e uma sessão de quimio não vai salvar o paciente.

    Todas as sugestões apontadas pelo Sr. estão na base da homeopatia, aplicadas logicamente ao campo político e econômico: mudanças radicais nas bases do país como um todo, brilhantemente sendo recordado o fator cultural, hoje o maior freio ao nosso progresso.

    Do mais, não tenho (e nem teria como) nada a acrescentar, somente acompanhar o desenrolar do assustador prognóstico que foi descrito.

    Abraços,
  • Clandestino  03/01/2017 12:01
    Gente... que nível de debate!!! Arrepiei!!! Sem agressões, sem acusações... afff!!! SENSACIONAL!!!
    Obrigado ao forista pelos esclarecimentos sobre alo e homeopatia!!!

  • Amorim  04/01/2017 19:11
    Boa observação!
  • Adriano  07/01/2017 02:26
    Henrique, permita-me discordar de você.

    Os remédios homeopáticos são tão diluídos que é impossível haver o perigo de intoxicação ou morte.

    A lógica da homeopatia não faz o menor sentido: quanto mais diluído um remédio, mais forte ele é.

    Dessa forma, um remédio "muito potente", que teve seu princípio ativo diluído exponencialmente, provavelmente não terá nenhuma molécula do princípio ativo no frasco, será água pura (ou outro excipiente usado). Um verdadeiro placebo.

    E essa história que homeopatia é restrita a países avançados só pode ser trollagem. Uma pesquisa rápida no oráculo mostra que essa religião, ops, quer dizer, "medicina" dita alternativa, está espalhada pelo mundo inteiro, sendo bem comum aqui no Brasil e na Índia.

    A homeopatia é tão anacrônica que não consigo entender como tem tanta gente defendendo algo tão bizarro (suponho que seja pelas mesmas razões que tem tanta gente defendendo o estado e as religiões - o que leva as pessoas a abraçar essas crenças não é a lógica ou a razão, mas sim um profundo desejo de acreditar).
  • Max   03/01/2017 11:20
    VIRAM ESSA?

    Finlândia vai dar dinheiro de graça a cidadãos até 2019

    País europeu iniciou um projeto piloto que garantirá uma renda mensal a 2.000 pessoas, independentemente de estarem empregadas ou do nível social:

    veja.abril.com.br/mundo/finlandia-vai-dar-dinheiro-de-graca-a-cidadaos-ate-2019/


  • República de Curitiba  03/01/2017 15:16
    Pelo que dá a entender, a ideia é substituir o estado de bem estar para a renda fixa.

    Continua longe de propostas libertárias, mas, entendo que pela teoria austríaca é muito melhor, partindo do pressuposto que as taxações serão as mesmas.

    O Estado deixa de intervir e doutrinar na Saúde, Educação, e etc, e deixa tudo a cargo do indivíduo. Em termos de liberdade é um grande avanço, e provavelmente também o será no crescimento do país, considerando a saída do planejador central.
  • Capitalista Keynes  03/01/2017 16:25
    Pois é ,pensei isso também.....acho que sai mais barato dar o dinheiro e o indivíduo que se vire e faça as suas escolhas.
  • Atento 2  05/01/2017 18:48
  • República de Curitiba  03/01/2017 12:17
    Ubiratan,

    Parabéns pelo Artigo.
    Gostaria que você fosse mais claro quando fala em "reforma política" - o termo hoje mais difundido nada mais é que um estado superficialmente mais enxuto mas no fundo mais pesado. O que se houve é "reduzir partidos para se investir mais em educação", e eu interpreto como "tire alguns reis do poder e o poder que lhes era dado redistribua entre os demais"
  • WDA  03/01/2017 20:29
    Texto maravilhoso!
  • Matheus Ben Hur  05/01/2017 11:23
    Qual seria o indicador ideal para medir o crescimento/desenvolvimento econômico?
  • Bruno  05/01/2017 21:16
    Ainda não sei debater essas medidas propostas dentro da técnica e dinamica economia. Porém, usando um pouco de meu senso critico, vejo absoluta coerencia no que foi relatado. Muito me admira a perspicacia bem como as ideias estrategistas do autor.
  • Neilton   06/01/2017 11:29
    Tenho pouco conhecimento de Economia, mas vejo que o texto possui muita coesão e coerência com o cenário atual no Brasil. Mudanças profundas no Sistema se fazem necessárias, embora tenhamos que enfrentar o problema da resistência cultural.
  • Tio Patinhas  06/01/2017 16:13
    Recomendo a leitura do livro "Sua majestade o presidente do Brasil" de Ernest Hambloch, ele faz uma análise dos primeiros anos da república de 1889 até 1934.
  • Conformado  08/01/2017 09:14
    Infelizmente o Brasil nunca será um país sério.
  • Marcelo Boz  26/01/2017 17:35
    O professor Ubiratan Iorio é sempre muito claro em suas colocações.
    Expressou com maestria o caminho para uma retomada sólida do crescimento econômico do Brasil.
    Acho que é a única pessoa que poderia assumir o comando do Ministério da Fazenda com uma missão de liberar a nossa economia.
    Mas não há no cenário atual um único político que possa ser eleito presidente com uma plataforma libertária. A própria classe média - que é a pagadora das contas - não concebe a privatização do sistema de saúde, Caixa, Petrobras ou fechamento do BNDES.
    No máximo teremos o Sr. Jair Bolsonaro com chances nas próximas eleições, mas tendo em mente que se trata de um conservador nacionalista. E creio que sendo eleito, não seria difícil de imaginar este Sr. tendo as mesmas medidas protecionistas que o Mr. Trump está pondo em prática nos Estados Unidos.


    Att
    marcelo Boz
  • Emerson Luis  30/01/2017 00:37

    Pois, é: Temer é mais um apagador de incêndios do que um reformista. Provavelmente fará algumas reformas, mas apenas parte das necessárias. E mesmo assim terá oposição fanática da extrema esquerda. Não basta um grande líder sem grandes liderados.

    * * *
  • Claudio M.  08/02/2017 13:40
    Temos a menor inflação para Janeiro, sinal que a recessão, o desemprego, e a consequente menor pressão sobre o consumo ajudou a conter a inflação.

    g1.globo.com/economia/noticia/inflacao-oficial-fica-em-038-em-janeiro-diz-ibge.ghtml

    Porém, será que os juros serão sustentáveis a um dígito ao ano?
  • Leandro  08/02/2017 13:48
    Na verdade, não. O que realmente domou a carestia foi o fortalecimento do real. Em janeiro de 2016, um dólar chegou a custar R$ 4,24. Hoje, está custando R$ 3,13.

    Um grama de ouro, que chegou a custar R$ 160, hoje custa R$ 124.

    Como sempre defendeu este Instituto, o que debela carestia é o fortalecimento da moeda, e não recessões.

    Dizer que recessão reduz a carestia é algo sem nenhum sentido. Quem acredita que recessão reduz carestia está, na prática, dizendo que uma economia debilitada automaticamente gera uma moeda forte e estável. Isso é um atentado à lógica. Carestias não são debeladas por recessões, mas sim pelo fortalecimento da moeda -- fortalecimento esse que possui várias causas que não a recessão (como, por exemplo, um aumento da demanda global por essa moeda, a troca de um governo, uma maior sinalização de responsabilidade fiscal, uma equipe econômica vista como mais séria etc.).

    Moeda fraca gera preços altos, independentemente da robustez da economia. Moeda forte gera preços estáveis, independentemente da robustez da economia.

    Assim como você não pode gerar prosperidade por meio da desvalorização da moeda, você não pode gerar uma moeda forte por meio de uma recessão.

    A recessão de 2015 (queda de 4,8% no PIB) gerou um IPCA de 10,67%. Toda a estagnada década de 1980 gerou hiperinflação. O governo Collor, com dois anos de recessão (1990 e 1992) gerou inflação acima de 1.000%. Recessão não gera queda de preços.

    O que realmente contribuiu foi o fortalecimento do real, exatamente como este Instituto sempre disse ser a maneira correta de se combater a carestia (ver aqui e aqui).
  • Claudio M.  08/02/2017 14:59
    Entendi, obrigado!!


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.