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O populismo de direita é filho das mentiras que a esquerda populista inventou sobre a globalização
E os dados empíricos refutam os discursos de ambos

O populismo de esquerda e o populismo de direita mantêm retóricas divergentes: o de esquerda insufla o conflito entre ricos e pobres; o de direita estimula o conflito entre nacionais e estrangeiros (e não só os imigrantes, mas principalmente os produtores de outros países).

Ambos, no entanto, possuem um inimigo em comum: a globalização econômica.

Para o populismo de esquerda, a globalização gera uma oligarquia internacional que acumula "mais-valia" à custa da exploração do Terceiro Mundo. Para o populismo de direita, a globalização empobrece a cultura e a economia nacional ao abri-la à interação com o resto do planeta.

No domingo passado, Alberto Garzón, um dos expoentes mundiais da esquerda populista e principal membro da liga formada por partidos de extrema-esquerda espanhóis, a Unidos Podemos, publicou no portal Eldiario.es um artigo intitulado "A extrema-direita é filha da globalização".

Seu artigo traz uma confissão bastante interessante e inusitada: ele afirma que o processo de globalização econômica vivenciado durante as três últimas décadas beneficiou a maior parte da população do Terceiro Mundo. E beneficiou também os "super-ricos". Já a classe média do primeiro mundo viu sua renda se estancar. E é esse estancamento da renda das classes médias dos países ricos que está alimentando seu rancor à globalização, empurrando essa fatia do eleitorado para a "extrema-direita" nacionalista e protecionista.

Para ilustrar essa tese, Garzón recorre ao mundialmente recém-famoso "gráfico do elefante", elaborado pelo economista sérvio Branko Milanovic. Este gráfico, em forma de elefante, mostra o crescimento da renda per capita durante os últimos 30 anos de todos os percentis de renda. Como se pode observar, todas aquelas pessoas que estão entre os percentis 5 e 65 da distribuição global da renda (ou seja, as pessoas mais pobres do planeta) viram sua renda per capita aumentar entre 60% e 80%. Já as pessoas a partir do 95º percentil da distribuição global da renda (ou seja, os "super-ricos", segundo a esquerda) viram sua renda per capita aumentar de 20% a 60%. Por outro lado, a renda per capita dos cidadãos entre os percentis 75 e 90 (as classes médias do Primeiro Mundo) viram sua renda se estancar radicalmente.

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Gráfico 1: crescimento da renda per capital real entre todos os percentis da distribuição global da renda entre 1988 e 2008 (em dólares com poder de compra de 2005)

Segundo Garzón, o erro da "esquerda anticapitalista" perante a globalização econômica das últimas décadas foi o de não saber capitalizar o descontentamento dos perdedores da globalização — as classes médias do Ocidente rico — contra o sistema capitalista. Tal espaço eleitoral, diz ele, acabou sendo ocupado pela extrema-direita.

Mas esse diagnóstico é profundamente errado. O líder da Izquierda Unida está comprando a propaganda falsa capitaneada pela direita populista (ou "extrema-direita", como a esquerda gosta de dizer) porque tal propaganda lhe é também bastante útil: ambas as correntes ideológicas têm o objetivo de desacreditar os benefícios econômicos da liberdade econômica em escala global, pois isso lhes é eleitoralmente interessante.

Como será demonstrado abaixo, o gráfico do elefante de Milanovic não permite subscrever à tese de que os perdedores da globalização foram as classes médias dos países ocidentais ricos. Ao contrário: o gráfico, quando corretamente analisado, mostra que essas classes médias foram notavelmente beneficiadas pela globalização econômica.

Os ganhadores: o Terceiro Mundo e as classes médias ocidentais

Ao analisarmos o gráfico de Milanovic, fica claro que os maiores ganhadores da globalização durante as últimas décadas foram os cidadãos mais pobres do planeta, ou seja, aqueles que estão entre os percentis 5 e 65. 

Estamos falando de pessoas que, em 1988, usufruíam uma renda per capita de algo entre 200 e 1.300 dólares anuais, e que, vinte anos depois, viram essa renda aumentar para algo entre 250 e 2.100 dólares (com valores já corrigidos pela inflação). Tal aumento real pode até não parecer nada espetacular, mas o fato é que, em termos relativos, isso representou a maior redução da pobreza absoluta na história da humanidade. Tenha em mente que, quando se vive com um nível de renda tão baixo, qualquer aumento pode representar a diferença entre comer e não comer, entre usufruir ou não água potável, e entre ter ou não acesso a itens essenciais.

Este acelerado progresso no nível de vida de mais de 4 bilhões de pessoas já deveria, por si só, servir de argumento para a defesa da globalização econômica. Mais ainda: tais dados empíricos, por si sós, já deveriam fazer com que a esquerda, que sempre se disse muito preocupada com a situação dos mais pobres, abraçasse a globalização econômica.

Afinal, se os movimentos de esquerda estão essencialmente preocupados com a situação dos mais pobres, e, como reconhece o próprio líder da Izquierda Unida, a globalização contribuiu para melhorar substantivamente o nível de vida dos mais pobres, então a esquerda deveria ver com bons olhos o processo de globalização econômica.

Com efeito, os últimos 30 anos foram o único período da história, desde o começo do século XIX, em que ocorreu uma redução das desigualdades globais.

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Gráfico 2: evolução do índice de Gini em escala mundial

No entanto, a honestidade intelectual não é exatamente algo muito presente nos debates e embates ideológicos. Para a extrema-esquerda — da qual Garzón é um dos porta-vozes —, a globalização econômica tem de ser combatida por aquele motivo de sempre: os super-ricos formam uma pequena oligarquia que se aproveitou da globalização para se enriquecer de maneira muito mais intensa do que as classes médias.

Mas há dois detalhes que são ignorados: primeiro, de acordo com o próprio gráfico de Milanovic, as pessoas que estão no top 5% da distribuição global da renda enriqueceram quase tanto quanto os cidadãos mais pobres do planeta.

Segundo, o top 5% da população adulta mundial em 2008 representava 250 milhões de pessoas (hoje seriam 275 milhões). Isso é muita gente para tão pouca oligarquia. Com efeito, a renda per capita média dos percentis 95 a 99 era, em 2008, de 26.850 dólares. [À época, algo em torno de R$ 49 mil]. Isso significa que, para a extrema-esquerda, todos aqueles cidadãos que tiveram uma renda anual igual ou maior que 26 mil dólares [49 mil reais] integram a plutocracia global que lucrou com a globalização. Sendo assim, e contrariamente ao que diz Garzón, quase todos os cidadãos do Ocidente rico pertencem a essa categoria.

Os verdadeiros perdedores: os filhotes do socialismo real e o Japão

Portanto, se a imensa maioria dos cidadãos do Ocidente rico está entre os "ganhadores da globalização" dentro do próprio gráfico de Milanovic, quem afinal foram os perdedores? Isto é, quem integra os percentis de 80 a 90, e que viu sua renda se estancar ou mesmo diminuir ao longo do processo globalizador das últimas décadas?

Não foram as classes médias do Ocidente rico, mas sim o grosso da população dos países ex-socialistas e também a fatia mais pobre da população do Japão.

O think tank Resolution Foundation se dedicou a desagregar os dados utilizados por Milanovic para elaborar seu famoso gráfico do elefante e o resultado foi, para dizer o mínimo, bastante chamativo. Se excluirmos o Japão e as economias satélites da URSS, a renda per capita do Ocidente cresceu entre 45% e 70% durante as últimas décadas para todas as faixas de renda. O gráfico abaixo agrupa as rendas mundiais por vintis (e não por percentis), o que significa que ele divide a renda em 20 faixas.

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Gráfico 3: no eixo horizontal, as 20 faixas de renda (quanto mais à direita, mais rico é o vintil); no eixo vertical, o crescimento da renda de cada vintil no período 1988-2008; a linha azul mostra o comportamento das 20 faixas de renda nos países avançados excluindo Japão e os satélites bálticos da URSS; a linha laranja mostra o comportamento para o resto do mundo excluindo a China; e a linha vermelha mostra o comportamento do Japão e dos satélites bálticos soviéticos.

O gráfico deixa claro que:

1) absolutamente todas as faixas de renda das economias avançadas (linha azul) e das economias em desenvolvimento (linha laranja) enriqueceram com a globalização.

2) no caso das economias em desenvolvimento, os pobres e a classe média ganharam ainda mais que os ricos (como reconhece a própria extrema-esquerda européia e a direita populista do países desenvolvidos);

3) a população mais pobre do Japão e dos satélites bálticos soviéticos foi a única perdedora.

Consequentemente, o estancamento da renda visto nos percentis de 80 a 90 no gráfico do elefante se deve, acima de tudo, ao fato de que a renda de metade do grupo formado pelas populações de Japão e ex-repúblicas socialistas bálticas entra em queda a partir de 1988, e isso empurra para toda a média para baixo.

Milanovic apresentou os dados agregados. A desagregação destes dados mostra novas realidades.

A questão, logo, passa ser: qual foi a culpa da globalização na débâcle das ex-repúblicas bálticas socialistas e do Japão? Absolutamente nenhuma. O PIB dos antigos países socialistas caiu porque as estatísticas econômicas destes países eram desavergonhadamente manipuladas e superestimadas, o que sobredimensinou sua queda quando esses países se abriram e passaram a divulgar dados mais realistas. Já o PIB do Japão se estancou em decorrência do estouro de uma gigantesca bolha de crédito financiada essencialmente por capitais internos e pela péssima política econômica implantada subsequentemente pelo governo japonês. (Veja todos os detalhes sobre o que aconteceu no Japão neste artigo).

Ou seja, a causa do estancamento de uma faixa da distribuição global da renda durante o período 1988-2008 se deveu exatamente ao torpe e exacerbado intervencionismo estatal, que é justamente a bandeira da extrema-esquerda. Se essa fatia da população representa os "perdedores da globalização" não é porque a globalização os empobreceu, mas sim porque a inépcia de seus políticos e o desastre de suas intervenções econômicas impediram que essas pessoas tirassem todo o proveito possível da globalização.

Conclusão: a esquerda populista fornece o combustível ideológico para a direita populista

Em definitivo, os principais beneficiários da globalização durante as três últimas décadas foram as camadas mais pobres da população mundial. Nas economias em desenvolvimento, todas as classes sociais enriqueceram. Nas economias ricas, a renda da classe média não apenas não se estancou, como também cresceu mais de 45% (quando descontada a influência estatística distorciva dos países bálticos ex-socialistas e do Japão).

Ainda assim, há quem possa dizer que os gráficos acima não dizem muito, pois vão apenas até o ano de 2008, exatamente antes da crise econômica. Porém, se atualizarmos o gráfico até 2011 (momento em que o pior da crise já havia sido superado), o que observamos é que os resultados são ainda mais espetaculares para os mais pobres. Mais ainda: os percentis 80 a 90 ficam ainda melhores do que no gráfico anterior.

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Gráfico 4: crescimento da renda per capital real entre todos os percentis da distribuição global da renda entre 1988 e 2011 (em dólares com poder de compra de 2011)

Em ambos os gráficos, o resultado evidente é que os ganhadores da globalização foram os mais pobres do planeta, cuja renda mais do que duplicou durante as últimas décadas. Por sua vez, os cidadãos do Ocidente rico não foram prejudicados em termos gerais, ainda que uma minoria deles — ligada àquelas indústrias mais defasadas e que foram afetadas pela nova concorrência global — de fato possa ter sido.

O ressurgimento do populismo de esquerda e de direita observado durante os últimos anos está muito mais vinculado ao empobrecimento derivado da crise econômica de 2008 (causada pela expansão artificial do crédito comandada pelos Bancos Centrais), à imigração muçulmana e a uma reação à cultura do politicamente correto do que ao processo de globalização econômica das últimas décadas. (Qual era a força desses movimentos populistas em 2007, quando o gráfico do elefante de Milanovic já havia computado todos os efeitos da globalização?).

Por fim, vale apontar uma incoerência da esquerda populista dos países ricos: segundo ela, o processo globalizador, não obstante tenha tirado mais de 4 bilhões de pessoas da pobreza, é algo negativo e deve ser interrompido apenas porque prejudica os ganhos de alguns industriais da classe média dos países ricos.

Felizmente, e como acabamos de demonstrar, nem mesmo este raciocínio procede, uma vez que a renda da classe média dos países ricos ocidentais não apenas não se estancou durante os últimos 30 anos de globalização, como ainda cresceu mais de 40% (gráfico 3).

Era de se esperar que a esquerda defendesse com vigor um processo que, como ela própria reconhece, retirou 4 bilhões de pessoas da pobreza.

Infelizmente, o mundo está ficando cada vez mais dividido entre o socialismo nacionalista e o nacionalismo mercantilista. A direita populista não é filha da globalização: em parte, ela é filha das mentiras que a esquerda populista inventou sobre a globalização.

 

9 votos

autor

Juan Ramón Rallo
é diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.


  • Bolso  29/12/2016 14:42
    Prefiro o populismo de direita. Bolsonaro 2018
  • Rony Pablo   29/12/2016 15:08
    De todos os males, a direita protecionista é o pior.
  • Joyless  29/12/2016 16:41
    A esquerda é contra a globalização econômica?

    Nem aqui e nem na China, eles contam justamente com isso para desmontar as soberanias nacionais, consequentemente, fortalecendo o poder de organizações mundiais.
  • Rico Goiano  29/12/2016 17:06
    Viram só? Um populista de direita acabou de se pronunciar.

    E, involuntariamente, acabou comprovando exatamente o que diz o artigo.

    P.S.: ei, Pobre Paulista, dá um pulinho aqui e venha defender a direita não-nacionalista e não-populista.
  • Pobre Paulista  29/12/2016 19:50
    Feito, veja nova thread abaixo.
  • Auxiliar  29/12/2016 17:09
    O Joyless é só mais um (dentre milhões de desinformados) que confunde "globalização" com "globalismo".

    Caro Joyless, globalização é um conceito econômico, que significa integração das cadeias de produção, com liberdade de exportação e de importação.

    Já globalismo é uma política internacionalista implantada por burocratas, que vêem o mundo inteiro como uma esfera propícia para sua influência política.

    As duas coisas são completamente independentes. É perfeitamente possível haver globalismo sem globalização. E globalização sem globalismo.

    Você está criticando o globalismo, e não a globalização. Faça um favor a si mesmo e utilize os rótulos corretos.
  • Joyless  29/12/2016 17:53
    Ok ok, não vejo onde no meu comentário haja indícios de confusão entre os dois conceitos.

    A questão é: A única via admitida no debate político para levar adiante a globalização econômica, depende de regulamentações em escala mundial, o que só pode ser levado à cabo por organizações que não se submetem a autoridade de nenhum país, e tendo autoridade para mediar conflitos entre todos, assim, por definição está criado um poder globalista, que inevitavelmente cairá no colo de socialistas marxistas ou fabianos.
  • Nigel  29/12/2016 18:15
    Não, cidadão. Errado. Completamente errado.

    A globalização econômica não só não precisa de burocracia, como, ao contrário, só consegue prosperar bem na ausência dela.

    A adoção de um genuíno livre comércio não requer burocracia nenhuma. Não requer tratado nenhum. Requer apenas a abolição de tarifas de importação e de barreiras alfandegárias.

    Isso é o exato oposto de burocracia.

    Tudo o que um país tem de fazer para alcançar um genuíno livre comércio é passar uma ínfima legislação declarando simplesmente que:

    "Por meio desta, o governo [insira o nome do gentílico] elimina todas as vigentes barreiras, restrições e proibições à livre e irrestrita exportação e importação, compra e venda, de todos os bens e serviços entre [nome do país] e toda e qualquer nação do mundo. O governo [insira o nome do gentílico] declara que todas as formas pacíficas e não-fraudulentas de comércio e troca são questões exclusivas do foro privado de cada indivíduo, e dizem respeito apenas aos cidadãos do [insira o nome do país] e do resto do mundo envolvidos na transação. Esta lei entra em vigor imediatamente."

    Pronto. Está instituída a globalização econômica.

    Cadê a necessidade de "uma burocracia com poder globalista que inevitavelmente cairá no colo de socialistas marxistas ou fabianos"?
  • Joyless  29/12/2016 18:47
    Você está falando de algo ideal, não do que se pode construir dada a realidade política atual.
    Óbvio que um livre mercado em escala global funciona perfeitamente sem regulamentações impostas por estados nacionais ou levadas a cabo por organizações supra-nacionais, nunca discordei disso.

    No entanto, cada vez que um liberal defende a globalização, está colaborando gostosamente com o projeto globalista da esquerda, visto que os FDPs contam também com a liberação do comercio das amarras regularias em cada país, por enxergarem perfeitamente que isto levará ao enfraquecimento dos estados nacionais.
  • Hans  29/12/2016 19:13
    "No entanto, cada vez que um liberal defende a globalização, está colaborando gostosamente com o projeto globalista da esquerda, visto que os FDPs contam também com a liberação do comercio das amarras regularias em cada país, por enxergarem perfeitamente que isto levará ao enfraquecimento dos estados nacionais."

    Ou seja, segundo você, quando a população de um país possui liberdade para comprar das populações dos outros países ela está se auto-enfraquencendo e se auto-aniquilando. Legal. Deve ser por isso que a Suíça, um dos países que mais praticam livre comércio no mundo, já desapareceu e não mais possui nenhuma identidade. E deve ser por isso que a Venezuela, que abomina o livre comércio, possui um forte e invejável estado nacional.

    É cada ignaro que despenca por aqui...
  • Benzoato de Sódio  30/12/2016 16:54
    Deixa eu me meter. Estou percebendo que há uma confusão de termos. Vou tentar ajudá-los.
    O termo globalização foi muito usado nos anos 90, mais como uma tentativa da esquerda de se apossar dele. Pode-se entender como uma integração mundial. Mas na verdade não é o melhor termo para entendermos o que acontece hoje. O que ocorre é um movimento que em nada tem a ver com a integração natural entre os povos causado pela redução das distâncias que foi promovida pela tecnologia (transportes e comunicações). O que existe é o movimento globalista que nada mais é do que a revolução comunista mundial de Lênin. Após a queda da URSS em 90, a esquerda percebeu (não que seja uma percepção da realidade que o comunismo é impossível) que só seria possível o comunismo se manter a nível mundial. Então o globalismo vai sim cada vez mais colocar entraves e regulamentações.
    Como o próprio instituto Mises já falou em outros artigos, é sempre melhor uma nação menor do que a grande. É melhor então admitir que existir países, mesmo com seus entraves, é melhor do que um governo mundial criando entraves.
    Aí é que está a diferença entre a esquerda e a direita.

    Resumindo:
    Globalização: integração natural dos povos em nível mundial
    Globalismo: movimento de esquerda na direção de um governo mundial
  • 4lex5andro  30/12/2016 02:35
    É só o velho bait esquerda vs. direita de sempre [e ambos anti liberalismo econômico], e nenhum desses dois polos tem outro compromisso a não ser com a concentração de poder no topo da pirâmide.

    Não há vencedores nesse embate.
  • Emanoel Messias  29/12/2016 15:33
    Muito bom o artigo, como sempre.
    Ah, e muito obrigado por trazer tanta informação relevante para quem tem interesse nos temas que o IMB aborda.
    Parabéns.
  • Marty McFly  29/12/2016 15:46
    Artigo excepcionalmente informativo. Muito bom!
  • Pobre Paulista  29/12/2016 15:47
    Mas até o Juan Rallo chama "Nacionalismo" de "Direita"? Isso aí já é fogo amigo!
  • Tulio  29/12/2016 16:22
    Fogo amigo por quê? Não entendi. Este instituto não é nem nacionalista e nem de direita. Ele é secessionista (localista) e libertário.

    Se você não gosta do governo sob o qual vive, deve ter o direito de se separar e criar um outro

  • Affonso Prates  29/12/2016 16:23
    Eu me considero de direita, mas sou da direita clássica, a direita cristã e liberal. Nada tenho a ver com esses populistas "de direita" que começaram a surgir do nada.

    E de maneira alguma me sinto ofendido pela classificação atribuída a eles (aliás, esse negócio de se sentir "ofendido" é coisa de esquerdista progressista mimizento, frouxo e LGBTista).
  • Libertário  02/01/2017 13:27
    Por favor, veja o diagrama de Nolan. Note que esquerda e direita são ambos indesejáveis. O debate primordial não é entre direita e esquerda, mas entre estado (miséria + violência) e liberdade (prosperidade + paz).
    Ser libertário é abominar tanto direita quanto esquerda.
    Ser libertário não é uma escolha, uma opinião. É uma questão de lógica.
  • Rico Goiano  29/12/2016 16:25
    Também não entendi esse "fogo amigo" de meu nobre oposto. Seria ele um nacionalista que não quer ser chamado de "direitista populista" ou seria ele um "direitista populista" que não quer ser chamado da nacionalista?
  • Pobre Paulista  29/12/2016 16:43
    Claro, Stalin por exemplo era da "Direita Populista" né? Aliás tenho uns amigos Trotskystas que dizem exatamente isso...
  • Pobre Paulista  29/12/2016 16:44
    E não vamos esquecer que nossa "direita populista" atual defende planejamento econômico, controle de preços e imposição cultural.

    Tudo a ver com liberdade econômica.
  • Rhyan  29/12/2016 17:05
    Liberalismo/Libertarianismo nem de direita é, imagina uma direita nacional-desenvolvimentista, estatista, criadora de estatais e protecionista como foram Vargas, Regime Militar, Integralismo e etc.. Não tem nada de "amigo" nesse fogo aí.
  • Borges  29/12/2016 17:23
    Detalhe que em momento algum o texto utiliza o termo "nacionalista" para a direita.

    Aliás, o termo "nacionalista" (e derivados) aparece no artigo apenas duas vezes:

    Na primeira, simplesmente descrevendo o que um articulista de extrema-esquerda havia escrito (ou seja, fazendo uma citação).

    Na segunda, no último parágrafo do artigo, quando o autor diz que "o mundo está ficando cada vez mais dividido entre o socialismo nacionalista e o nacionalismo mercantilista" -- o que, ao menos nos EUA e na Europa, é uma grande verdade.
  • Ronaldo  29/12/2016 17:30
    Rhyan, quem começou a chamar de "Extrema-Direita" tudo o que não era Marxista foram os comunistas do século passado. E parece que esse linguajar continua enganando muita gente "informada" ainda hoje.
    Para comunistas, tudo o que não seja Marxismo é uma resistência burguesa, então, automaticamente "de direita". Para alguns comunistas atuais (como PCO e PSTU), o PT é de direita e o PSDB é de extrema-direita. Para eles, a esquerda tão logo assumiu o poder, "se corrompeu".

    Nacionalismo sempre foi considerado de Terceira-Via pelos próprios nacionalistas, pois é uma alternativa à democracia liberal (direita) e ao socialismo marxista (esquerda).
    pt.metapedia.org/wiki/Fascismo
    osentinela-blog.blogspot.com.br/2015/11/direita-politica-x-terceira-via-aos.html

    E essa tática de taxar de forma incorreta não se prende somente aos "direitistas". Os progressistas já começaram a popularizar que o Feudalismo é o Anarcocapitalismo em prática.
    knowyourmeme.com/memes/subcultures/anarcho-capitalism
  • Rhyan  29/12/2016 21:52
    Não interessa muito qual vertente da direita é, ou da esquerda, interessa que é anti-liberal, anti-liberdade, anti-produdutividade, anti-econômico. Só isso. Leandro Narloch tinha um ótimo artigo na Veja sobre as bizarrices que a extrema-esquerda e a extrema-direita defendiam no mundo e concordavam com muita frequência.
    Não existe muita diferença entre quem diga que o período militar foi bom para a economia e para o país de quem coloca Lula como o verdadeiro messias dos mais pobres.
    Nacionalismo não é bom nunca, coletivismo não é bom nunca.
    Vargas era detestado pela esquerda da época, principalmente porque esta era uma esquerda comunista, mas Vargas representava o integralismo, simpatizava com o fascismo, o que todo mundo sabe quando o assunto é CLT.
  • Fernando Soares  31/01/2017 22:58
    Getúlio Vargas direitista? Fumou crack?
  • anônimo  29/12/2016 17:50
    Acho que nem a esquerda chama o Getúlio Vargas de direitista.
  • anônimo  29/12/2016 17:57
    Aliás, nunca vi ninguém afirmando que Getúlio Vargas era direitista.
  • Ronaldo  29/12/2016 17:13
    Também não entendo como chamam Nacionalismo de Direita. Quem começou a chamar os nacionalistas de "Extrema-Direita" foram os comunistas soviéticos. Nem os próprios nacionalistas se consideravam de direita ou esquerda.
    pt.metapedia.org/wiki/Fascismo

    Nacionalismo sempre foi de Terceira-Via, é uma alternativa ao socialismo (esquerda) e ao liberalismo (direita). Os nacionalistas atuais continuam se intitulando de terceira-via.
    osentinela-blog.blogspot.com.br/2015/11/direita-politica-x-terceira-via-aos.html
  • anônimo  29/12/2016 18:02
    Realmente, eu já vi esse absurdo nas redes sociais e também em um vídeo no YouTube. Os esquerdistas estão claramente desesperados.
  • Rennan Alves  30/12/2016 12:04
    Se é de "direita" ou não isso é discutível. Contudo, o que vemos aos montes são milhares de direitistas "molhadinhos" com discursos nacionalistas e culto ao político.

    É só fazer um teste: faça uma crítica à figuras como Bolsonaro, Enéias, Bush, Reagan, Tatcher, etc. e analise as reações.
  • Rico Goiano  30/12/2016 12:15
    Aqui mesmo na seção de comentários deste artigo.

    O meu amigo Pobre Paulista até tentou salvar a reputação "da direita", dizendo que era fogo amigo chamá-la de "nacionalista" e que, com efeito, a direita é pró-globalização econômica.

    Mas aí surgiram Rinoceronte, Fabio Barreiros, Ronaldo e Joyles e simplesmente acabaram com essa defesa do Pobre Paulista. A direita é exatamente tudo isso que o Pobre Paulista disse que não era.
  • Riquinho Rico  30/12/2016 14:15
    O Pobre Paulista defendendo a direita, é ótimo. Sinais do fim dos tempos.
  • Fabio Barreiros  29/12/2016 16:02
    Tudo errado! Dados usados e relacionados para encobrir ideias e conclusões erradas.

    A autonomia cultural de uma nação deixa de ser nesta proporção inalienável na medida em que atenta ou suplanta princípios humanitários. Na violação dessa norma residem tanto o nacionalismo quanto o globalismo. Todo o resto é inalienável da nação e da humanidade. Mas, adivinhem: você não vai ouvir isso das Nações Unidas, da Anistia Internacional, ou da Arábia Saudita ou de Cuba ou de qualquer outra realidade organizacional que se coloque como suprema guardiã de uma coisa ou de outra.

    Dito isso, aprendam de uma vez:

    A esquerda é tanto globalista como nacionalista. O populismo é sempre de esquerda.
  • Auxiliar  29/12/2016 16:38
    Esse aí, coitado, leu uma coisa e entendeu outra completamente diferente. (O que apenas dá munição àqueles que dizem que a direita é burra e perdedora).

    Prezado Fabio, informe-se melhor. 'Globalismo' não tem nada a ver com 'globalização'. São coisas completamente diferentes.

    Globalização é um conceito econômico, que significa integração das cadeias de produção, com liberdade de exportação e de importação.

    Já globalismo é uma política internacionalista implantada por burocratas, que vêem o mundo inteiro como uma esfera propícia para sua influência política.

    As duas coisas são completamente independentes. É perfeitamente possível haver globalismo sem globalização. E globalização sem globalismo.

    Isso mostra que o analfabetismo e a ignorância não são monopólios da esquerda...
  • Adriel  29/12/2016 17:04
    Planejar a economia é tão sem sentido quanto tentar planejar o equilibrio ecológico.
  • Henrique Zucatelli  29/12/2016 17:29
    Adriel, discordo.

    Aliás essa minha discordância anda de mãos dadas com a tese de que os socialistas se apropriam de certas causas naturalmente libertárias, como a legalização das drogas.

    O conservadorismo - uma corrente do qual eu tenho arrepios, assume que qualquer coisa que seja abraçada pela esquerda é ruim, e isso é na minha opinião contraproducente demais, e faz que principalmente os jovens sejam abduzidos pela ideologia progressista.

    Uma coisa é ser um progressista psicopata com uma caneta na mão e poder suficiente para acabar com a produção industrial sob a bandeira da sustentabilidade. Outra bem diferente são associações voluntárias de indústrias por todo o mundo criando formas de produzir mais e melhor, sem destruir o mar, as matas e os biomas com espécies raras e de interesse do próprio ser humano.

    Não podemos ser livres e ao mesmo tempo conscientes? Convivemos com escassez ou não? Não podemos planejar voluntariamente um mundo mais produtivo e mais limpo?
  • Libertário  02/01/2017 13:40
    Infelizmente, ambos estão errados.

    A solução para essa questão é entendermos os limites da democracia.
    Em princípio, todos somos livres. Mas a minha liberdade não é infinita. Ela acaba onde começa a do próximo.
    O que daria o direito de uns se meterem na vida alheia? Conflitos de direitos!
    O seu direito de poluir, por exemplo, esbarra no meu direito de ter água, solo e ar limpos.
    Assim, temos uma exceção à liberdade, onde a maioria coletivamente pode proibir todos de poluírem o ambiente.

    Ou seja: nem Fulano pode fazer o que quiser estragando o meio ambiente, nem isso deve ser deixado para ser decidido pela consciência de cada indivíduo, como prega Beltrano.
  • Rinoceronte  29/12/2016 17:36
    Muitos Austríacos, esquecem o ensinamento de Henry Hazlitt, e olham apenas para o aspecto econômico imediato. exemplo:
    Um sapateiro no bairro X tem uma loja a mais de 20 anos, seus sapatos custam em média R$ 200,00 são de boa qualidade, ele é uma pessoa que respeita os direitos individuais e a propriedade privada dos outros.
    Uma nova sapataria é aberta vendendo sapatos com a mesma qualidade, custando R$ 120,00, o proprietário
    dessa loja faz parte de uma organização criminosa, logo não respeitando os direitos/propriedades dos outros, ele emprega bolivianos para fabricar os sapatos pagando R$ 500,00 de salário.
    Nunca compraria sapatos na Loja do criminoso mesmo economizando R$ 80,00 pq estaria financiando uma organização criminosa. Os EUA, mesmo com todas as suas falhas, respeitam a liberdade/propriedade em uma escala muito maior do que a China se os burocratas chineses não respeitam a liberdade individual do seu povo pq uma fábrica na China deve receber o mesmo tratamento de que uma nos EUA?
  • Alexandre  29/12/2016 18:04
    Esse Rinoceronte é realmente um destruidor: um destruidor da lógica e do bom senso.

    Olha só o que o cara falou:

    "Um sapateiro no bairro X tem uma loja a [sic] mais de 20 anos, seus sapatos custam em média R$ 200,00 são de boa qualidade, ele é uma pessoa que respeita os direitos individuais e a propriedade privada dos outros."

    Beleza.

    "Uma nova sapataria é aberta vendendo sapatos com a mesma qualidade, custando R$ 120,00, o proprietário dessa loja faz parte de uma organização criminosa, logo não respeitando os direitos/propriedades dos outros,"

    Qual é a organização criminosa à qual ele pertence? Se você tem provas de que ele pertence a uma organização criminosa, então denuncie-o. Se ele realmente é um criminoso que "não respeita os direitos/propriedades dos outros", então é correto acionar o aparato policial. Por que você não faz isso?

    No mínimo, você pode agitar nas redes sociais para fazer ativismo contra ele, insuflando as pessoas a não comprarem nada dele. Isso funciona mais que uma medida do Procon.

    "ele emprega bolivianos para fabricar os sapatos pagando R$ 500,00 de salário"

    Ah, esse é o crime?! Dar empregos remunerados para bolivianos pobres?!

    "Nunca compraria sapatos na Loja do criminoso mesmo economizando R$ 80,00 pq estaria financiando uma organização criminosa."

    Dar empregos remunerados para bolivianos pobres significa montar "uma organização criminosa"?! Puta que o pariu!

    Muito melhor, é claro, seria deixar esse gente encostada, sem trabalhar, e vivendo de assistencialismo, com o dinheiro confiscado dos outros trabalhadores. Né?

    Você é um pascácio.

    "Os EUA, mesmo com todas as suas falhas, respeitam a liberdade/propriedade em uma escala muito maior do que a China se os burocratas chineses não respeitam a liberdade individual do seu povo pq uma fábrica na China deve receber o mesmo tratamento de que uma nos EUA?"

    Não faço a mais mínima ideia sobre o que você realmente está querendo dizer aí. Agora, não gosta da China? Não compre nada deles. Apenas sugiro que você não queira me proibir de comprar deles também. Respeite a minha propriedade e a minha liberdade de escolha. Se eu compro da China com o dinheiro que consegui com o meu trabalho, não estou agredindo ninguém, não estou coagindo ninguém. Muito pelo contrário, aliás: estou ajudando os pobres e oprimidos trabalhadores chineses (segundo você próprio).
  • Rinoceronte  29/12/2016 18:46
    Muita fumaça, pouco argumento!
    O Governo Chinês, apoia o Trabalho escravo( Não importa se o China tava plantando batata e passou a ganhar 100 dólares em uma fábrica, continua sendo trabalho escravo) não respeita a liberdade individual do seu povo ex: Massacre da Praça da Paz Celestial.
    O Povo Americano, cometeu uma tremenda Burrada ao financiar essa Ditadura Chinesa em troca de roupas e eletrônicos, agora estão sendo ameaçados até no campo militar pelos Maoistas. A China, seria uma Grande Coreia do Norte, talvez até dividida, se o povo dos EUA não tivessem financiado essa ditadura Fascista, pensaram a curto prazo na década de 80/90 e não enxergaram o cenário atual.
    Vc está certo, não gosto do governo Chinês, e faço de tudo para não financiar essa ditadura que agora está até se expandindo, construindo ilhas no mar!



  • Libertário  02/01/2017 14:02
    Caro Rinoceronte:

    A China era um país totalmente comunista, em que o estado tinha poder total sobre os cidadãos, que consequentemente eram escravos. Nos últimos 20 anos, a China aumentou um pouco o grau de liberdade do seu povo. Como conseqüência desse pequeno aumento de liberdade, vimos uma melhoria fantástica na qualidade de vida de nossos irmãos chineses. Espero sinceramente que a liberdade continue aumentando nos próximos 20 anos, para que eles possam ter uma vida cada vez melhor.
    O fato é que os artigos industriais exportados pela China não são feitos por pessoas com bolas de ferro no pé, vigiadas por feitores com chicotes na mão. As pessoas escolhem para qual fábrica trabalhar, e por qual salário. E se elas escolhem esse trabalho, é porque essa é a melhor opção para elas. Em muitos casos, a escolha pode ser entre um trabalho que paga pouco, e passar fome...
    Ao boicotar os produtos chineses, você está condenando famílias miseráveis a passarem fome! Crianças podem morrer por causa de erros lógicos como esse que você comete!

    Numa economia globalizada, os empregos que requerem baixa qualificação "escorrem" para os lugares de salários mais baixos. E esses são exatamente os lugares onde eles são mais necessários; onde fazem a maior diferença na vida de pessoas pobres.

    Note ainda que os salários na China já subiram bastante. Agora muitas indústrias chinesas terceirizam as atividades mais básicas para outros países de mão de obra mais barata, como o Vietnã, por exemplo. Ou seja: em alguns anos os vietnamitas devem experimentar um crescimento no padrão de vida semelhante ao que ocorreu na China.

    E eu não vejo diferença alguma entre um pobre brasileiro e um pobre chinês. Ambos têm o mesmo direito a produzir artigos que serão vendidos a outras pessoas, sem restrições impostas por linhas imaginárias...

    Abaixo a miséria!
    Viva a globalização!

    []s
  • Rinoceronte  02/01/2017 16:20
    Libertário,
    Deng Xiaoping, fez uma Perestroika bem sucedida na China mas não fez uma Glasnost, mantendo a ditadura maoista ex: massacre da praça Celestial.
    Gorbachev, tentou fazer a Perestroika e a Glasnost ao mesmo tempo, mas só conseguiu um grande caos político e econômico, que levou em 1999 a um governo da KGB liderado pelo Putin, que fez uma pequena Perestroika e uma Glasnost estilo KGB.
    Pq aquele que defende o comunismo de mercado da China é moralmente superior aquele que é contra, o aspecto econômico está acima da liberdade individual?
    Que diferença existe entre um marxista que apoia a ditadura do proletário como uma etapa antes do comunismo, do liberal que financia uma ditadura como a China na esperança que o povo faça uma Glasnost no futuro.
    Um Americano, que compra um IPHONE fabricado totalmente na China, com a justificativa que é livre para fazer, não seria um idiota útil libertário, que estaria enfraquecendo ainda mais os EUA e financiando um governo que apoia novas ditaduras como a da Venezuela?
    Resumindo você está apenas olhando para o aspecto econômico mas está se esquecendo do Partido maoista que ficou muito mais rico e autoritário, e que está apoiando a ditadura de Maduro levando a morte milhares de crianças Venezuelanas.
  • Guilherme  29/12/2016 18:07
    O mais legal é que vários leitores vieram aqui protestar dizendo que não existe isso de "direita nacionalista" e, no entanto, todos os leitores que dizem discordar do artigo adotam uma postura claramente de "direita nacionalista"!

    Vide Rinoceronte, Fabio Barreiros, Ronaldo e Joyles.

    Podem conferir e me apontar um único contra-exemplo
  • Joyless  29/12/2016 19:03
    Certo, e no que o rótulo de "direita nacionalista" por vocês empregados compromete as objeções que levantamos?
  • Guilherme  29/12/2016 19:11
    Por vocês quem? Eu particularmente defeco para rótulos. Discuto apenas idéias, teorias e práticas.

    Objeções que vocês levantaram? Quais? As que você em específico levantou foram totalmente destruídas. Se mais alguém quiser apontar alguma objeção ao que foi dito no artigo -- e não sobre rótulos --, estou curioso.


    P.S.: Ah, sim, obrigado por novamente comprovar o que eu disse.
  • Joyless  29/12/2016 19:23
    Menos cara, menos, você mesmo nos coloca como "direita nacionalista" para logo em seguida dizer que defeca para rótulos? Faz favor né.

    Minha objeção é simples: DADA A REALIDADE POLÍTICA e não mundo IDEAL dos libertários, a esquerda apoia com entusiasmo a globalização, percebendo a gostosa compatibilidade com a estratégia revolucionária, e só.

    Tendo isso em mente, por mais que vocês liberais/libertários cheios de boas intenções defendam o livre comércio, estão colaborando ativamente com a estratégia de tomada do poder da esquerda, simples assim.

    E sinceramente, não vi ninguém destruindo a objeção levantada e a conclusão derivada dela.
  • Guilherme  29/12/2016 22:41
    Não, criança. A esquerda não defende a globalização econômica. Você por acaso não leu o artigo acima, que se desenvolve todo a partir da crítica a um outro artigo escrito pelo líder da extrema-esquerda européia criticando a globalização econômica?!

    As pessoas realmente comentam artigos sem nem lê-los? É isso mesmo?!

    A esquerda defende o globalismo político, e não a globalização econômica. Se você é incapaz de distinguir um do outro, então você está no site errado. Este site é para pessoas com nível intelectual mais elevado.

    Mostre-me, por favor, um único líder da esquerda defendendo a abolição completa de tarifas de importação e de todas as barreiras alfandegárias. Mostre-me, por favor, um líder da esquerda defendendo o fim das burocracias internacionais criadas para regular o comércio (como a OMC).

    Faça isso, e aí eu retiro minha acusação e lhe concedo vitória.

    O que a esquerda faz é justamente o contrário: ela defende a criação de tratados e de novas burocracias internacionais para regular o comércio global.

    Acordos de livre comércio envolvem muito mais "acordos" do que "livre comércio"

    O que realmente está por trás do acordo de "livre comércio" entre EUA e países do pacífico?
  • Joyless  29/12/2016 23:25
    A globalização é um INSTRUMENTO para construção de um poder globalista, sendo previsto na dialética marxista. É difícil entender isso?

    Exemplo: Aqui na América latina recentemente tentou-se expandir o Mercosul fundindo-o dentro da estrovenga bolivariana, criando uma integração regional aos moldes da União Europeia. Ao mesmo tempo, cada país continuo feliz da vida com suas políticas comerciais protecionistas enquanto choramingavam ao FMI, OMC, G20, ONU e o caralho a quatro exigindo abertura comercial por parte dos países ricos. Ou seja, para cada contexto a estratégia muda, ora vestem uma roupagem nacionalista, ora abraçam a ideia de livre comercio.

    Outra coisa, jamais se avalia um movimento político/ideológico, pelo discurso formal público de um único indivíduo inserido nele, e sim pela ações daqueles que chegaram ao poder.

    É difícil entender que o doublethink esquerdista usa os liberais como bucha de canhão quando convém?

    Mas parece que não adianta falar, vocês acreditam piamente que a economia dita a política e não o contrário!

    Vou tentar resumir a ideia:
    Livre comércio global (discurso) > Regulamentação global (consequência) > Socialismo global (objetivo).
  • Pobre Paulista  29/12/2016 18:44
    Dou risadas com os comentários daqui. Só pra constar, eu gostei do artigo. Mas o Juan deixou claro no primeiro parágrafo, pra quem não achou:

    "[i]... populismo de direita (...) estimula o conflito entre nacionais e estrangeiros (e não só os imigrantes, mas principalmente os produtores de outros países).[i]"

    Ora, a direita prega liberdade econômica. Onde é que o estímulo de conflitos entre nacionais e estrangeiros é uma defesa da liberdade econômica?

    Globalização é sobre a quebra, a desconstrução de fronteiras, que são meramente políticas, linhas imaginárias tracejadas num mapa, em favor do livre comércio, livre trânsito, livre fluxo de capitais, etc. Globalização é, portanto, o oposto de nacionalismo, que é protecionismo, apego emocional à uma região aleatória de terra do globo, aversão à mudanças. A direita defende a globalização, por óbvio. Como é que pode então a "direita" defender o nacionalismo?

    Obviamente, a tal "direita populista", de direita, não tem nada, a não ser que "populista" signifique "só que não". Por isso lamentei a posição do Juan em usar esse termo no artigo.
  • Meirelles  29/12/2016 18:54
    Ok, tenho (muitas) simpatias pelo seu argumento, mesmo porque também me considero de direita.

    Agora, minha pergunta é: Donald Trump seria o quê? Um esquerdista? Quem seria mais corretamente rotulado como "de direita": o protecionista-nacionalista Trump ou o liberal ("tarifa de importação quase zero") Pinochet?
  • Bruno Feliciano  29/12/2016 20:07
    Agora, minha pergunta é: Donald Trump seria o quê? Um esquerdista? Quem seria mais corretamente rotulado como "de direita": o protecionista-nacionalista Trump ou o liberal ("tarifa de importação quase zero") Pinochet?

    Trump seria algo de centro-direita.
    Ele pretendo abolir regulamentações e baixar carga tributária, ao mesmo tempo tem um discurso meio nacionalista que os estrangeiros tiram emprego dos americanos, também quer proteger a industria nacional.
    O Pinochet era um ultra conservador acho, ao ponto de ser um ditador. Ele apreciava muito a economia de mercado e sua liberdade, não é atoa que chamou os chicago-boys, por isso acredito que ele seja de direita mesmo.

    É básico, imagine uma linha aonde á esquerda se tem o coletivismo e a direita o individualismo.
    Junto a isso, imagine que a esquerda é mais estado e a direita é mais mercado.
    Pronto, agora você consegue definir aonde ta cada coisa.


    Abraços

  • Pobre Paulista  29/12/2016 20:07
    Do mesmo autor desse artigo: Uma radiografia de Trump e Clinton: dois estatistas irresponsáveis; dois desastres deploráveis. O único mérito do Trump é não ser a Hillary.

    Sobre Pinochet, sei pouco para opinar. Sei que ele era anti-comunista, mas isso sozinho não faz de ninguém um "direitista", vide Noam Chomsky por exemplo. Tem algo sobre ele aqui: Ditaduras, relativismo moral e a necessidade de métodos brutais para se atingir o socialismo .
  • Rui Costa Pimenta  30/12/2016 06:52
    PT é de direita e PSDB é de extrema-direita.
  • Czech  31/12/2016 14:01
    Aham, com certeza que o PT e PSDB são partidos "de direita" que pagavam pau para Fidel Castro e Cuba, que criticam Israel e apóiam a Palestina sob controle do grupo terrorista Hamas, e que adoram criticar o "imperialismo americano". Corretíssimo!!!!! #SQN

    Pelo contrário: PCO, PSTU, PSOL, PC do B e PT são de extrema-esquerda e PSDB é de esquerda, do socialismo-fabiano, nem que por vezes tenham que adotar práticas consideradas direitistas, como privatizações, para atender a seus interesses mesquinhos.
    Esses daí adoram um Capitalismo de Compadrio.
  • Bruno Feliciano  29/12/2016 19:55
    A polemica que o artigo cria, já começa em classificar esquerda e direita.

    Não há um consenso atual o que é cada um, mas em tese, esquerda é coletivo e direita é individuo, não há um terceiro! No máximo uma mistura como a social-democracia ou o nacionalismo. Acontece que só existe o polo negativo e o positivo, não há um terceiro.

    Portanto, eu classifico que quanto mais pra esquerda mais estado e menos mercado, e quanto mais pra direita menos estado e mais mercado.

    Não é atoa que conservadores como Tatcher e Regan defendiam a liberdade da economia de mercado, mesmo que ambos ainda defendessem algumas mazelas estatistas.

    Por isso eu falo, Direita populista pra min é algo nacionalista, assim como o artigo definiu. O TRUMP seria um exemplo disso, o cara fala em propriedade privada, economia de mercado protecionista, contra imigração(roubo de emprego segundo eles) e ao mesmo tempo fala em redução de impostos e regulamentações. Assim como um estado não assistencialista.

    Outro exemplo de Direita assim é a Francesa, o problema é que essa direita surge em consequência(como o artigo diz ''filho'') da esquerda populista e demagoga. Acontece que ambos tem discursos emocionais e demagogos, só muda os temas.

    Agora nem toda esquerda é necessariamente contra a economia de mercado, assim como nem toda direita é nacionalista. Se quer saber, essa história de que nazismo era de direita veio dai, em classificar a direita como um todo nacionalista. Passaram a ignorar que o nazismo era o socialismo nacional alemão e se pegaram nessa ''xenofobia'' pra jogar o nazismo na direita.

    A Direita sempre foi em favor da liberdade, da propriedade privada e da vida, me parece que o libertarianismo é muito mais direita do que parece.

    Abraços
  • anônimo  29/12/2016 21:25
    Ninguém diz quem vai pagar a conta do populismo. Esse protecionismo tem um preço muito alto.

    O protecionismo é uma proibição de consumo. As pessoas são proibidas financeiramente de consumir produtos mais baratos. Isso deveria ser crime contra o sistema financeiro.

    Se o problema é a expropriação do lucro e renda das empresas, a proteção não vai adiantar. Essas empresas sempre serão extorquidas pelo governo. Eles sempre desoneraram os impostos indiretos, mas continuam sugando a renda. Ou seja, o parasita não vai sair do hospedeiro.

    A verdade é que os parasitas protegem os hospedeiros. Os hospedeiros estão com medo de competir e preferem a proteção.

    O governo sufoca as empresas, e depois fica criando protecionismo.
  • Pedro  29/12/2016 22:45
    Primeiramente, peço ao nobre Pobre Paulista, que pare de "tretar" aqui nos comentários do Mises. ;)

    Sobre a questão do "direita nacionalista", nada mais são do que políticos intervencionistas.

    A questão é comparar um político como o Trump, um Nigel (UK), um Bolsonaro, etc. Existe uma imensa diferença entre eles, não só de cultura e origem profissional, mas principalmente entre o conhecimento sobre economia, comércio internacional, diplomacia, etc.

    Os socialistas e os intervencionistas que ardam, pois o mundo não vai retroceder na globalizacão como estão pregando. Qualquer país que se fechar vai arder forte, tendo como grande exemplo o Brasil.

    De resto, mais um excelente artigo publicado pelo Mises Brasil.
  • anônimo  30/12/2016 06:54
    Tudo o que o Pobre Paulista falou está correto.
  • End the FED  29/12/2016 23:40
    Ótimo artigo, especialmente na parte em que "destrincha" aquele gráfico do "elefante", é realmente bastante elucidador para a mídia senso comum e a elite "intelectual" que já adotou essa tese como a causa do populismo de direita.

    Mas como conclui o artigo, as causas do populismo de direita são uma consequência da implantação do politicamente correto, do estimulo à recepção de refugiados e também dá crise econômica de 2008 que ainda não foi resolvida.
  • anônimo  30/12/2016 12:50
    Eu acho que esses nacionalistas estão criando um imperialismo nacional aloprado.

    A moeda fraca faz causa a exportação dos melhores produtos nacionais, enquanto o povo fica com os produtos de segunda linha. Por exemplo, as pessoas pagam um preço europeu na carne brasileira.

    A burocracia e os impostos destroem a competitividade das empresas nacionais, reduzem o poder de compra das pessoas, resultando em um pequeno grupo de empresas que dominam o mercado nacional.

    A política de campeões nacionais do BNDES é o próprio imperialismo nacional.

    O protecionismo cria grandes empresas que dominam o mercado, porque bloqueia pequenos importadores que poderiam competir no mercado.

    O populismo não é apenas uma forma de agradar o coletivo. Isso conta com apoio do baronato industrial, das elites, dos trabalhadores, e apoio dos nacionalistas. Uma boa parcela de pessoas bem intencionadas são iludidas por um falso crescimento econômico artificial.

    O nacionalismo sempre resultou em monopólios, oligopólios, concessões, etc. Ninguém se preocupou em deixar as empresas livres para empreender e competir.

  • Pobre Paulista  30/12/2016 18:22
    Rico Goiano, em resposta ao comentário em 30/12/2016 12:15:

    Temo que devo concordar contigo. O que tem de neocon se intitulando de direitista não está no radar, fica difícil lutar contra essa "neo-nomenclatura". Sabemos que em inglês o sentido da palavra "Liberal" já foi pro saco há décadas, e por aqui, é a "direita" que está sofrendo do mesmo mal (E o Juan Rallo está nessa onda).

    E não podemos deixar de lembrar das verdadeiras origens do neo-conservadorismo.
  • Didi  02/01/2017 21:10
    O artigo é bom, mas força em alguns detalhes, dado as traquitanas aduaneiras em todos os continentes. Não fossem as ofensas dos contumazes parlapatões valeria a pena aprofundar no assunto.
  • João de Alexandria  03/01/2017 16:59
    Gostei muito do artigo, extremamente informativo. Infelizmente,não posso entrar na discussão que os colegas empreendem, que estou achando altamente instrutiva, porque coloquei como meta em 2017 trabalhar o suficiente pra diminuir o ritmo a partir de 2018. Aí sim, passarei a participar com gosto das discussões.

    Sucesso de sempre pro IMB em 2017 e o mesmo pra todos.
  • Emerson Luis  09/01/2017 10:51

    Lendo o artigo e os comentários, sinto-me motivado a repetir a exortação:

    Quando alguém lhe perguntar se você é "de direita", "liberal", "conservador", "contra a esquerda", "contra ou a favor da globalização" e uma série de outras questões, antes de responder confirmando ou negando, primeiro peça para o sujeito explicar como ele define o termo e então raciocine com ele.

    * * *
  • Fernando Soares  31/01/2017 23:10
    Não entendo a mania de alguns libertários possuem em tentarem monopolizar a defesa de Livre Mercado somente para eles, sendo que a experiência de liberalismo mais longa da história (nos EUA entre 1776 e 1913) quem sempre lutou para manter esse sistema foram os republicanos conservadores (direitistas) contra os democratas progressistas (esquerdistas).

    Carl Menger, Eugen von Böhm-Bawerk e Ludwig von Mises (os maiores pensadores da Escola Austríaca) somente começaram a popularizar a defesa do livre mercado de forma teórica no final do século 19 e começo do século 20, quando a Guerra Civil nos EUA já havia ocorrido e essa experiência de liberalismo pleno nos EUA já se encaminhava pro seu final.
  • Edujatahy  01/02/2017 11:45
    Esta direita liberal deixou de existir há muito tempo.
  • Cuidado  01/02/2017 15:25
    "Não entendo a mania de alguns libertários possuem em tentarem monopolizar a defesa de Livre Mercado somente para eles"

    Isso é falso. No que diz respeito aos grandes austro-libertários, eles "não tentam monopolizar a defesa do livre mercado".

    Vide Rothbard:

    [link]mises.org/library/betrayal-american-right-0


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