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Restaurante badalado adota práticas marxistas em suas relações - vai à falência e gera desemprego
Mais um caso em que um devaneio utópico é sobrepujado pelo mundo real

A notícia rodou a internet no início de dezembro. Por isso, vale a pena citá-la por extenso.

Um restaurante vegano "marxista", "coletivista" e "gerido pelos seus trabalhadores", chamado The Garden Diner and Café, na cidade americana de Grand Rapids, Michigan, fechou essa semana depois de inúmeras reclamações de clientes dizendo que não aguentavam mais os bizarros horários de funcionamento, os preços altíssimos e as demoradas filas.

A estrutura operacional do restaurante — que não admitia chefes ou gerentes, que prometia um "salário digno" para todos os empregados, e que estimulava um sindicato forte e poderoso — não permitiu ao restaurante ter lucros o suficiente para continuar operando. [...]

Adornado por fotos de Che Guevara, Karl Marx e Mao Tsé-Tung, os clientes reclamavam que tinham de esperar uma média de 40 minutos por um sanduíche — e isso quando eles ao menos conseguiam encontrar o restaurante aberto. Dado que eram os empregados, em suas decisões grupais, que definiam o horário de funcionamento do estabelecimento, o restaurante abria e fechava em horários aleatórios, deixando os clientes totalmente confusos.[...]

Os consumidores também reclamavam que a política do restaurante de "salários iguais, proibido gorjeta" impossibilitava premiar um bom atendimento, o que tornava todo o serviço ainda pior.[...]

Perguntado sobre qual será seu próximo empreendimento, o dono do agora falido restaurante informou que iria "tirar férias".

Um hábito bem burguês. 

Sendo professora de economia, frequentemente leciono os cursos de introdução, oferecendo aos universitários sua primeira exposição ao assunto. Ainda que consigamos cobrir todos os assuntos básicos — oferta e demanda, elasticidade (sensibilidade a alterações de preços), tributação, comércio e externalidades —, jamais tive a ilusão de que a maioria deles irá se lembrar de boa parte desse material daqui a um ano. Muito menos daqui a vários anos.

No entanto, há um fator do qual eu gostaria que meus alunos se lembrassem para sempre: a função dos preços e da propriedade privada. Em específico, gostaria que eles para sempre se lembrassem de quão vitais são esses mecanismos para uma sociedade livre e próspera.

Sempre me esforço para deixar claro para eles a extrema importância desse assunto. Com efeito, ainda antes de começarmos a discutir a função dos preços, digo a eles que ficarei exultante caso o sistema de preços seja a única coisa da qual eles irão se lembrar daquelas aulas daqui a quinze anos.

Preços e propriedade privada são fundamentalmente importantes. O não entendimento de como essas forças atuam irá gerar resultados desastrosos.

O que nos leva ao exemplo prático do restaurante supracitado.

Desrespeito às leis básicas da economia

Quando você tenta revogar princípios básicos da economia, as chances de você se dar mal são plenas. O restaurante The Garden Diner and Café possuía um menu atrativo para a comunidade vegana e sempre houve demanda por seus produtos. Tanto é que o restaurante conseguiu permanecer operante por cinco anos.

Além de sua comida, o modelo operacional do estabelecimento também recebeu muita atenção. Ao passo que alguns educadamente diziam que o modelo era "progressista", outros diziam jocosamente que se tratava de um modelo "vegano-marxista".

Ainda em 2011, o fundador do restaurante, Ryan Cappelletti, explicou a um jornal local por que ele havia optado por abrir um empreendimento cujo modelo operacional era de inspiração marxista:

"Por causa da atual situação da economia, há pessoas trabalhando jornadas de 12 a 15 horas por dia. Enquanto há garçons faturando de US$ 200 a US$ 300 por noite só com gorjetas, os cozinheiros ganham apenas US$ 10 por hora, e o proprietário fica com tudo aquilo que ele conseguir. Já aqui no nosso restaurante vamos ter salários iguais e poderes iguais para todos. Todo mundo trabalhando coletivamente."

Na prática, o restaurante não tinha um proprietário. Não havia um chefe. Todas as decisões eram tomadas coletivamente pelos funcionários. Eram eles que decidiam quando o restaurante abria e quando fechava, o que levou a horários de funcionamento totalmente irregulares. Clientes podiam chegar ao meio-dia e descobrir que o estabelecimento estava fechado. Todos os trabalhadores recebiam um "salário digno", cujo valor era absolutamente o mesmo para todos, independentemente de suas funções. Isso significava que os funcionários relativamente menos qualificados ganhavam exatamente o mesmo que os mais qualificados. Adicionalmente, os clientes eram proibidos de dar gorjeta — o que significa que não havia como aqueles trabalhadores mais dedicados serem recompensados pelo seu melhor serviço.

Não surpreendentemente, tal modelo fez com que o restaurante vivenciasse custos crescentes e receitas em queda. Os clientes — majoritariamente progressistas que apoiavam aquele modelo — reclamavam com frequência não só dos horários irregulares de funcionamento, mas também da fila de espera, que chegava a 40 minutos para um simples sanduíche.

Para dar um "charme" ao ambiente e estimular o espírito "coletivista" do empreendimento, Cappelletti pintou as paredes com fotos de Che Guevara, Mao Tsé-Tung e outros famosos líderes comunistas "fazendo tarefas culinárias".

Agora, colocar em um restaurante a foto de um homem (Tsé-Tung) responsável por gerar uma inanição que matou dezenas de milhões de pessoas representa ou o extremo do humor negro ou uma completa ignorância histórica e econômica. Considerando-se o modelo operacional do estabelecimento, concluo que é a última.

Tudo era de todos e nada era de ninguém

Neste modelo operacional, todos os meios de produção do restaurante eram, ao mesmo tempo, dos funcionários e de ninguém. Todos queriam usufruir das benesses trazidas pela propriedade dos meios de produção, mas ninguém queria se responsabilizar por eles. Todos queriam se aproveitar dos ativos, mas ninguém queria arcar com os passivos.

Com isso, os criadores desse modelo (bem como os líderes comunistas pintados na parede) demonstravam não entender o básico sobre economia: propriedade privada, preços (e salários) livres, e um sistema de lucros e prejuízos são fundamentais para fazer com que produtores e consumidores interajam harmoniosamente, com os produtores fornecendo aos consumidores aquilo que eles querem, aumentando a riqueza e a prosperidade de todos.

Em primeiro lugar, vejamos a importância suprema da propriedade privada. Ter uma propriedade privada significa que o indivíduo possui um direito exclusivo sobre o uso de um ativo particular. Ele não tem de se preocupar com outra pessoa usando seus ativos sem sua permissão. Como resultado, o proprietário arca com todos os custos e benefícios de sua propriedade. Se, por exemplo, ele cuidar bem de seu negócio e fornecer um bem ou serviço que os consumidores voluntariamente aprovem, ele irá colher vários benefícios. Para começar, seus clientes irão recompensá-lo com sua presença constante, o que provavelmente fará com que ele tenha um lucro. Em segundo lugar, caso ele, após algum tempo, decida vender o empreendimento para outro empreendedor, ele poderá fazê-lo por um bom preço, sendo assim recompensado por sua diligência em ter construído e mantido um empreendimento lucrativo.

Se, por outro lado, esse empreendedor não mantiver um controle efetivo sobre sua propriedade privada e seus meios de produção, permitindo que todos sejam seus "proprietários", inevitavelmente seus custos irão disparar. Adicionalmente, se ele contratar mão-de-obra ruim, desinteressada ou desestimulada, e se ele fornecer produtos ou serviços de baixa qualidade (uma consequência inevitável das escolhas acima), ele sofrerá os efeitos negativos de suas ações. Ele provavelmente arcará com seguidos prejuízos e terá de fechar seu empreendimento. Caso opte por vendê-lo, conseguirá um preço muito baixo.

Ter algo que seja de "propriedade coletiva" — mesmo que esses "proprietários" sejam poucos — é um arranjo incapaz de fornecer os mesmos incentivos, pois ninguém possui os direitos exclusivos de propriedade dos meios de produção. Os custos serão altos e os serviços serão inevitavelmente ruins. Como consequência, os consumidores demonstrarão sua insatisfação por meio da redução das compras desses bens e serviços, o que se traduzirá em redução de lucros ou até mesmo aumento dos prejuízos.

O proprietário genuíno de um empreendimento está com o seu capital em jogo; sendo assim, ele sabe o que lhe ocorrerá caso venha a falir. Já quando este mesmo empreendimento é de "propriedade coletiva" — nos moldes do restaurante vegano —, esses "proprietários" têm muito pouco a perder caso o empreendimento vá à bancarrota. Não é o capital deles que está em jogo. Eles nada gastaram para se tornar os "proprietários" dos ativos do restaurante. Eles, em suma, não têm os mesmos incentivos de um genuíno proprietário.

Outro fenômeno essencial a ser compreendido é o papel dos preços, nos quais se incluem os salários. O salário é o preço da mão-de-obra.  Um preço nada mais é que um sinal embrulhado dentro de um incentivo. Eis um exemplo.

Suponha que o preço de um sanduíche aumente 50%. Essa alteração no preço envia um sinal tanto para os produtores quanto para os consumidores: os sanduíches agora estão mais valiosos. O aumento do preço fornece um incentivo para que os consumidores diminuam seu consumo. Aqueles que não são fanáticos por sanduíches (ou seja, aqueles que não estão dispostos a pagar esse preço maior por um sanduíche) irão desistir de comprá-los, fazendo assim com que haja mais sanduíches disponíveis para aquelas pessoas que realmente não abrem mão de consumi-los, mesmo a um preço maior.

Simultaneamente, o aumento do preço oferece um incentivo para que produtores façam ainda mais sanduíches. Eles terão mais lucros caso vendam mais sanduíches a preços maiores. Como resultado, mais sanduíches serão produzidos.

O aumento do número de sanduíches produzidos irá, por sua vez, empurrar novamente para baixo os preços, permitindo assim que mais consumidores voltem a comprar sanduíches. Sim, o sistema de preços é realmente incrível.

Quando esse sistema de preços livres é artificialmente adulterado, os resultados serão desastrosos. Controle dos preços dos alugueis e imposição de um salário mínimo são exemplos clássicos de preços controlados artificialmente. Controle de alugueis gera escassez de moradias disponíveis e criam um mercado negro de imóveis. Imposição de salário mínimo gera desemprego entre os trabalhadores menos qualificados.

O restaurante vegano ignorou amplamente esses sinais, acumulando aumento de custos, queda de receitas, prejuízos crescentes e mantendo salários não condizentes com a produtividade de seus empregados e a qualidade de seus serviços. No final, aprendeu que, cedo ou tarde, as forças de mercado sempre se impõem.

Essa é a essência dos sinais emitidos pelos preços e pelo sistema de lucros e prejuízos: de um lado, eles lhe recompensam caso você saiba produzir algo que gere valor e satisfação para seus clientes; de outro, eles são impiedosos quando você fracassa.

Conclusão

Embora meus alunos possam não se lembrar de muita coisa ensinada em sala de aula, sinceramente espero que guardem pelo menos essa lição: caso não virem economistas, ao menos não sejam tolos o bastante para abrir um "restaurante coletivista" com os rostos de tiranos homicidas pintados nas paredes.


14 votos

autor

Abigail Blanco
é professora de economia na Universidade de Tampa, na Flórida, e membro da Foundation for Economic Education.


  • WDA  28/12/2016 14:19
    kkk A Realidade, essa "malvada", mais uma vez triunfando sobre a estupidez!

    A lição toda é ótima: clara e irretorquível. Mas eu gostei mesmo da conclusão: "Embora meus alunos possam não se lembrar de muita coisa ensinada em sala de aula, sinceramente espero que guardem pelo menos essa lição: caso não virem economistas, ao menos não sejam tolos o bastante para abrir um "restaurante coletivista" com os rostos de tiranos homicidas pintados nas paredes."
  • CARLOS FABRICIO SILVEIRA FERNANDES  28/12/2016 15:13
    Como eu digo...
    Contra FATOS....
    Só a esquerda argumenta.
    Eles são uma piada pronta.
  • Kantynho  28/12/2016 16:30
    Cara, é pior que piada pronta. Sabe o quadrinho "A piada mortal", do Batman? é nesse nível, já que socialismo comprovadamente mata.
  • anônimo  28/12/2016 14:26
    A ideia não é das piores. Um restaurante cheio de maconheiros marxistas teria pessoas comendo três vezes mais.

    Quando alguém fuma maconha, a larica faz a pessoa acreditar que está comendo o melhor sanduíche do mundo.

    Enquanto um capitalista até poderia fornecer a maconha para abrir o apetite dos clientes, os marxistas querem apenas a saciedade de todos, e ainda esquecem como irão produzir mais sanduíches.

    O marxista não é um bom empresário e nem um bom cliente. Como eles gastam tudo sem pensar, a tendência é que não tenha clientes e nem restaurantes no futuro.
  • 4lex5andro  28/12/2016 19:05
    O negócio não se mantém, em um ambiente concorrencial, quando se perde a divisão do trabalho, da formação de preços, de lucros, em prol de um pseudo-justiciamento empresarial, se é que pode ser chamado assim tal empreendimento.

    Não se trata de nenhuma novidade.
  • Emerson Sousa  01/03/2017 18:37
    E a empresa ainda viveu cinco anos, como diz a própria matéria, considerando que em países como Espanha e Holanda mais de 25% das empresas que abrem - em regime de mercado, frise-se - fecham em até dois anos de existência, logo, pode-se considerar a nossa querida lanchonete "vegano-marxista" como uma heroica sobrevivente. E como eu não sou de direita e, ao contrário da autora da matéria, eu cito as minhas fontes: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2013/07/10/mortalidade-de-empresas-brasileiras-e-menor-do-que-em-paises-europeus.htm.
  • Magno  01/03/2017 19:04
    "E a empresa ainda viveu cinco anos"

    O que comprova que havia grande demanda pelo restaurante. E, mesmo com toda essa demanda -- formada, vale enfatizar, por gente rica, chique e descolada -- o empreendimento quebrou.

    Já vi vários empreendimentos quebrar, mas todos eles quebraram simplesmente porque o consumidor não mais queria seus produtos. Capitalismo é assim. É o consumidor quem determina quem continua operando e quem vai à falência.

    Agora, um empreendimento com alta demanda ir à falência eu nunca tinha visto. Desconheço um único caso de empreendimento que era badalado e que possuía grande demanda -- como o caso do restaurante em questão -- e que repentinamente quebrou.

    Empreendimento badalado e que possui grande demanda não quebra; na pior das hipóteses, muda de administração.

    Para você quebrar um empreendimento badalado, com clientes cativos e chiques, e que possuía grande demanda, é preciso ser artista. Ou marxista.

    "em países como Espanha e Holanda mais de 25% das empresas que abrem - em regime de mercado, frise-se - fecham em até dois anos de existência, logo, pode-se considerar a nossa querida lanchonete "vegano-marxista" como uma heroica sobrevivente."

    Sim, vários empreendimentos quebram no mundo real. Mas todos eles quebram porque não mais têm demanda. Ou porque realmente nunca tiveram demanda. Já o restaurante em questão não só tinha grande demanda, como também seus clientes comungavam da mesma ideologia coletivista do gerente.

    Mas nem isso foi capaz de mantê-lo operante.

    Exotismos irracionais -- como o marxismo -- só funcionam na cabeça de professores universitários que nunca empreenderam na vida.

    "ao contrário da autora da matéria, eu cito as minhas fontes"

    Você está dizendo que não há fontes?

    fortune.com/2016/12/12/michigan-marxist-vegan-restaurant-closes/

    munchies.vice.com/en/articles/marxist-vegan-restaurant-in-michigan-closes-for-predictably-marxist-reasons

    www.mlive.com/news/grand-rapids/index.ssf/2016/11/grand_rapids_worker-run_vegeta.html

    www.dailywire.com/news/11494/reason-marxist-restaurant-closed-hilarious-hank-berrien

    Escolha a sua. E não fique tão desesperado na próxima.
  • Revoltado  28/12/2016 20:47
    Que comentário sem sentido.

    Você posa de culto, mais não passa de um preconceituoso e frustrado.

    Acho que seu sonho sempre foi fumar maconha.
  • Xulapada  31/12/2016 19:55
    macoheirinho detected kkkkkkkk
  • Will  01/01/2017 18:16
    Crentelhozinho / alcoolatrazinho / reaçazinho detected...
  • Stalin  28/12/2016 14:39
    A falência foi causada pela mentalidade capitalista.
  • 300esparta  28/12/2016 15:19
    oaeihiaeohaeoihaeiohaeiohaeioaehioaehaioehaeioea

    Agora conta uma de português!
  • Czech  28/12/2016 16:28
    Que invenção, o quê, ô doido?!!!
    Falência foi consequência natural quando "os proprietários" quiseram revogar leis básicas da economia, adotando um modelo administrativo fora da realidade, mesmo com vários clientes no começo.
    Invenção é uma Gulag, por exemplo.

    Agora FALÊNCIA mesmo é que o Stálin e outros ditadores fizeram com seus países, apesar do luxo de suas mansões.

    Aliás que vc Stálin, medalha de prata em questão de genocídio, quer xeretar aki?? Teu país nem existe mais, se implodiu.
  • Czech  28/12/2016 18:56
    Que invenção, o quê, ô doido?!!!
    Falência foi consequência natural quando "os proprietários" quiseram revogar leis básicas da economia, adotando um modelo administrativo fora da realidade, mesmo com vários clientes no começo.
    Invenção é uma Gulag, por exemplo.

    Agora FALÊNCIA mesmo é que o Stálin e outros ditadores fizeram com seus países, apesar do luxo de suas mansões.

    Aliás que vc Stálin, medalha de prata em questão de genocídio, quer xeretar aki?? Teu país nem existe mais, se implodiu.
  • Marco Silveira  29/12/2016 13:21
    Resumo das respostas dos socialistas:

    1 - deturparam Marx
    2 - a Sociedade/funcionários não são tão evoluídos e altruístas para viver/trabalhar no socialismo.

    Mais alguma?
  • nisof  03/01/2017 10:17
    E o comunismo foi derrubado em 1989 na Europa do Leste e na Rússia, por causa da mentalidade da exploração criminosa socialista! Entendeu, bundão e Coxinha Socialista!
  • Ricardo  28/12/2016 14:49
    Parece até piada ver que hoje em dia existem pessoas com essa mentalidade, como os responsáveis pelo restaurante vegano marxista.
  • cauim  28/12/2016 14:51
    Férias, não um hábito burguês mas uma conquista dos trabalhadores!
  • Marco Oliveira  28/12/2016 14:55
    Não achei um bom exemplo, até por que nós vemos empresas capitalistas falindo todo ano.
  • Tulio  28/12/2016 15:13
    Pelo visto, você não entendeu nem sequer o básico.

    Empresas normalmente vão à falência ou porque não mais atendem aos desejos dos consumidores ou porque foram involuntariamente mal geridas ou porque foram ferradas por regulamentações estatais.

    Já no exemplo em questão, os produtos do restaurante tinham ampla demanda, eram famosos e o próprio restaurante tinha uma clientela cativa (veganos chiques e progressistas). Ainda assim, por cegueira ideológica, o cidadão adotou voluntariamente um modelo administrativo completamente irracional. E não obstante os seguidos sinais de que aquilo não estava dando certo, ele ainda assim insistiu naquele modelo asinino. Até ir à falência.

    O cara foi à falência, operando em um ramo lucrativo, simplesmente porque quis revogar leis básicas da economia.

    Agora, aponte os erros, por favor.
  • Kantynho  28/12/2016 16:32
    Impressionante argumento: "Não achei um bom exemplo".
    Aplicou a achologia e está feita a argumentação.
  • Pobre Paulista  28/12/2016 15:43
    Deturparam Marx, pra variar.
  • Rhyan  28/12/2016 16:07
    Isso me lembrou da fábrica que o John Galt trabalhava.
  • Bruno Feliciano  28/12/2016 16:11
    Pessoal, impressão minha ou estamos caminhando para uma liberalização do nosso ''mercado'' petrolifero?


    https://www.flatout.com.br/afinal-por-que-o-preco-da-gasolina-nao-baixou-e-continua-subindo/

    Afinal, esse artigo esta correto? Existe uma empresa 100% privada operando aqui? Nunca vi ninguém aqui comentar sobre isso e nem um artigo novo sobre essas novas regulamentações, se alguém puder me esclarecer isso ficarei grato.


    Abraços!
  • Moraes  28/12/2016 16:49
    Na verdade, já foi falado em dois artigos:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=968

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2032

    Mas tudo isso que foi dito na reportagem acaba sendo imaterial. Qualquer aumento observado nas bombas tem inúmeros fatores, sendo o principal o fato de que postos de gasolina são uma das reservas de mercado mais antigas do país.

    Não há nenhum liberdade de entrada para qualquer concorrência neste ramo.

    Tente abrir um para você ver. Alem das imposições da ANP, há toda uma cornucópia de regulamentações ambientais, trabalhistas e de segurança que fazem com que abrir um posto de combustíveis seja uma atividade quase que restrita aos ricos — ou a pessoas que possuem contatos junto ao governo. Livre concorrência nesta área nunca existiu.

    Você só consegue se tornar dono de um posto de gasolina se o seu atual dono lhe passar o ponto.

    Apenas veja na sua própria cidade. Qual foi a última vez que você viu um posto de gasolina ser aberto? Eu já estou com 35 anos e, em todas as cidades que eu conheço (para as quais sempre viajo com frequência), os postos são sempre os mesmos. Estão nos mesmos locais e nenhum novo foi aberto. E isso já faz mais de 35 anos.

    Nenhum posto quebra, nenhum posto surge.

    Comece por aí...
  • Bruno Feliciano  28/12/2016 20:40
    Obrigado, entendo e estou completamente de acordo. Mas veja que curioso:

    ''Apenas veja na sua própria cidade. Qual foi a última vez que você viu um posto de gasolina ser aberto? ''

    Eu moro em Santos(Sp) e realmente o que você falou tem um fundo de verdade, mas por incrível que pareça, abriram muitos postos de gasolina lá, inclusive de marcas que eu nunca ouvi falar, nesses últimos 5 anos abriram-se muitos lá e realmente a maioria é por ''passar ponto''. Havia um Shell e depois virou um Petrobras e etc..
    Mas alguns abriram do nada mesmo, o posto simplesmente apareceu lá, nunca existiu tanto posto de gasolina na cidade, é impressionante, agora tem posto a cada esquina. Minha cidade esta em uma raríssima exceção e mesmo assim os preços continuam a mesma coisa, o que muda mais é o atendimento e a infraestrutura, muitos postos tiveram que ser ampliados e modernizados(aquelas lojinhas) pra poder concorrer com os outros. Mas o preço começa em quem extrai(petrobras)

    Mas há algum equivoco no artigo que eu mencionei?

    Enfim, é errado dizer(conforme o artigo que eu mencionei) que nosso ''mercado petrolifero'' esta se tornando mais livre a passos MUITO lentos?

    Esses artigos que você citou eu já li, compreendo completamente...
    Que história é essa que existe uma petrolifera 100% privada agora? como menciona o artigo que eu disse..

    É algo que talvez ninguém aqui ficou sabendo..

    Abraços
  • Andre  28/12/2016 16:51
    Preço para abrir um posto de gasolina no Brasil: aprox R$2.000.000 mais o amiguismo para driblar a burocracia soviética.

    Preço para abrir um "posto" de gasolina nos EUA: com o uber dos combustíveis, não mais do que US$ 15.000, já incluso a caminhonete, burocracia mínima.

    Preço para abrir um posto de gasolina numa nação africana petroleira: US$ 50,00, sim cinquenta dólares, e uma bomba manual, umas garrafas de vidro e uma placa. Burocracia nula.

    O Brasil é uma ilha de livre iniciativa cercado de governo por todos os lados.
  • Sociólogo da USP  28/12/2016 16:18
    Deturparam Marx mais uma vez...

  • Pobre Paulista  28/12/2016 16:44
    Num mundo realmente marxista não haveriam cafés, cada operário faria seu próprio alimento, certo?
  • Sociólogo da USP  28/12/2016 18:18
    Depende do que o comitê central do proletariado decidisse, Pobre Paulista.

    Provavelmente haveria uma grande repartição publica responsável por alocar todos os alimentos colhidos das fazendas coletivas e então seriam levados aos cafés(estatais também).

    Esse café Vegano era uma propriedade privada, com lucros e preços privados. Nada de marxismo aí.
  • Defensor do socialismo  28/12/2016 18:23
    Tudo mentira! Vou explicar o que realmente aconteceu.

    A ideia desse restaurante foi uma revolução maravilhosa; tudo deu errado devido a um boicote do fornecedor de gás de cozinha, que era um capitalista, e que combinou com os outros fornecedores para não vender mais gás para o restaurante.

    O caso desse restaurante foi só mais uma evidência de que SEMPRE foram os capitalistas que sabotaram o socialismo.
  • Czech  28/12/2016 17:17
    Então...
    Seria a teoria marxista 100% deturpável ou a realidade que 'deturpou' 100% a teoria do Karl??
  • Defensor do socialismo  28/12/2016 21:33
    Marx nunca esteve errado; o problema é que o comunismo nunca foi implementado em sua totalidade.

    O capitalismo é um meio de exploração humana.

    Essa ideia de que o capitalista troca bens presentes por bens futuros não é verdadeira, porque na verdade, os recursos são tirados da mãe natureza, ou seja: o capitalista destrói a natureza - tirando os recursos necessários - para então, através da força de trabalho humana produzir os bens.
    Veja que não houve investimento inicial; apenas exploração.

    Por isso temos que cuidar das mãe natureza e acabar com o capitalismo totalmente.
  • Polêmica  28/12/2016 17:18
    O que esse site tem a dizer sobre um estudo da Universidade Brock, no Canadá, que mediu o QI de mais de 15 mil pessoas e afirmou que pessoas de esquerda são mais inteligente que pessoas de direita?
  • Alfredo  28/12/2016 18:09
    Que o dia em que mensurarem o QI dos libertários, o resultado será off the charts

    Não perca tempo com Esquerda versus Direita - apenas defenda a liberdade

    Nem esquerda, nem direita

    Eu sou um genuíno libertário
  • Isaac Peres  28/12/2016 19:40
    A pessoa pode ser inteligente mas ter uma visão distorcida a respeito da realidade. Uma coisa não implica na outra. Tanto é que notórios psicopatas foram avaliados como superinteligentes tbm. Percepção de FATOS não é algo atrelado a inteligencia apenas, tanto é que animais tem essa capacidade. Perceber fatos é algo quase instintivo e só não funciona qdo se tem uma mente distorcida, sendo ela inteligente ou não.
  • Czech  28/12/2016 19:05
    Que uma pesquisa feita por uma Universidade deturpada a entrevistados deturpantes só resultaria em uma deturpação, oras!!!

    Brincadeiras à parte, não é apenas Inteligência em si que está em jogo. Mas a Moralidade tb.
    Afinal, Mao-Tsé Tung, Stálin, Fidel Castro, Hitler, Lula, empresários envolvidos na Operação Lava-Jato, entre outros, usaram artimanhas e estratégias inteligentes pra enganar muitos e ferrar com a maioria, diferenciando-se apenas no nível de totalirismo entre eles.
  • Czech  28/12/2016 19:33
    Corrigindo:

    (...) pra enganar muitos, angariar Poder e ferrar com a maioria, diferenciando-se apenas no nível de TOTALITARISMO entre eles.
  • Brant  28/12/2016 23:19
    O estudo, ainda que verdadeiro, não possui serventia nenhuma para determinar qual corrente ideológica é a mais adequada, já que outros valores não são levados em consideração.

    Se por exemplo um estelionatário com um QI elevadíssimo, muito maior do que o meu, me aplica um golpe e fica com todo o meu patrimônio, significa então dizer que a conduta desse criminoso é mais apropriada de ser imitada do que a minha que nunca passei a perna em ninguém?

    Aproveitando a brecha, este outro estudo mostrou que crianças mentirosas e desonestas são mais inteligentes e possuem capacidade de memória superior.
    Teria isso alguma correspondência com o resultado do estudo que afirma que esquerdistas são mais inteligentes?
  • Carla  29/12/2016 09:54
    Srta Polêmica, o que vê em comum com a mentalidade de esquerda do 1° mundo com a do 3° ? Acha que a amostragem canadense seria similar à brasileira ?
  • QI  29/12/2016 12:44
    Tem isso também, e não pode ser ignorado. O conceito de "esquerda" no Canadá e nos EUA pouco ou nada tem a ver com o conceito de "esquerda" na América Latina e no Brasil.

    Um "esquerdista" canadense ou americano seria facilmente confundido com um "direitista" aqui no Brasil. Um Bill Clinton no Brasil seria prontamente rotulado de "ultradireitista neoliberal fascista".
  • Ricardo  29/12/2016 12:47
    Bill Clinton é, sem dúvidas, o esquerdista mais inteligente do mundo. Pudera: no que tange à economia, ele era liberal. O que apenas comprova sua inteligência.
  • Tiago Voltaire  28/12/2016 17:46
    Agora falta um capitalista inteligente ocupar este "vazio", já que um mercado para suprir a demanda dos esquerdinhas parece um ótimo negócio!
  • Eduardo  28/12/2016 18:05
    Deturparam a economia vegana. :-)
  • Czech  29/12/2016 02:19
    Kkkkkkk
    Boa!
    ZueraNeverEnds
  • anônimo  28/12/2016 19:23
    OFF-TOPIC

    Entendo como irrefutável o conceito da "preferência temporal" ao colocar que o homem prefere usufruir de um certo bem no presente do que no futuro e que, portanto, o juros acaba sendo uma recompensa àqueles que abdicam desse consumo imediato para poupar e investir colhendo frutos futuros. Nesse sentido a preferência temporal refuta a teoria marxista da exploração do trabalho.

    O que me causa certa confusão é o uso do argumento da preferência temporal no sentido de que o empregador pagaria ao empregado seu salário no presente para então vender o produto deste trabalho no futuro, adquirindo assim através de um investimento presente um lucro futuro. Porém, na indústria principalmente, o empregado, a partir de sua contratação, recebe seu pagamento no final do mês de trabalho. Neste período, os produtos gerados pelo seu serviço já foram vendidos antes mesmo do trabalhador receber seu salário, ou seja, o empregador recebeu o retorno do trabalho do empregado antes mesmo deste ter sido pago.

    Este argumento está distorcendo o conceito da preferencia temporal ou minha análise está equivocada? Agradeço a quem puder esclarecer
  • Bawerk  28/12/2016 19:40
    Sim, está distorcendo.

    O empreendedor ainda tem de pagar o aluguel do terreno, o aluguel das máquinas (ou as prestações delas), as contas de luz e de telefone, todos os impostos e todos os fornecedores. Acima de tudo, todos os empréstimos que ele fez para viabilizar seu empreendimento.

    Nenhum empreendedor opera livre de dívidas e de contas a pagar.

    Como dito neste artigo:

    Os capitalistas adiantam bens presentes (salários) aos trabalhadores em troca de receber — somente quando o processo de produção estiver finalizado — bens futuros (lucros). Existe necessariamente uma diferença de valor entre os bens presentes dos quais os capitalistas abrem mão (seu capital investido na forma de salários e maquinário) e os bens futuros que eles receberão (se é que receberão).

    Os capitalistas, ao adiantarem seu capital e sua poupança para todos os seus fatores de produção (pagando os salários da mão-de-obra e comprando maquinário), esperam ser remunerados pelo tempo de espera e pelo risco assumido. Por outro lado, os trabalhadores, ao receberem seu salário no presente, estão trocando a incerteza do futuro pelo conforto da certeza do presente.

    Os trabalhadores que os capitalistas empregam não precisam esperar até que os bens sejam produzidos e realmente vendidos para receberem seus salários. O empregador "adianta" aos trabalhadores o valor de seus serviços enquanto o processo de produção ainda está em andamento, precisamente para aliviar seus empregados de terem de esperar até que as receitas da venda dos produtos aos consumidores sejam recebidas no futuro.

    O fato de o trabalhador não receber o "valor total" da produção futura simplesmente reflete o fato de que é impossível o homem trocar bens futuros por bens presentes sem que haja um desconto no valor. O pagamento salarial representa bens presentes, ao passo que os serviços de sua mão-de-obra representam apenas bens futuros.

    A relação trabalhista, portanto, é apenas uma relação de troca entre bens presentes (o capital e a poupança do capitalista) por bens futuros (bens que serão produzidos pelos trabalhadores e pelo maquinário utilizado, mas que só estarão disponíveis no futuro).

    Sem o empreendedor e o capitalista para organizar, financiar e dirigir o empreendimento, seus empregados não teriam trabalho e nem receberiam salários antes que um único produto fosse fabricado e vendido.
  • SRV  28/12/2016 20:00
    anônimo,

    Um exemplo claro é a construção de prédios. Os operários são pagos mensalmente, mas os andares só serão vendidos no decorrer ou no final da obra. Nesse sentido, embora os trabalhadores estejam "adicionando mão-de-obra", os bens ainda não foram vendidos totalmente e não há certeza de que serão lucrativos ao final do processo de construção.

    Pensar em negócios que já estão funcionando e são lucrativos deixa mais difícil visualizar. Então imagine um supermercado que está sendo construído e será aberto em 1 mês. O proprietário precisa comprar produtos para vender, contratar sistemas para controle de estoque e caixa, instalar prateleiras, pagar contas de luz, impostos, etc etc etc E pagar salários. Até o negócio conseguir recuperar os investimentos feitos e se tornar lucrativo, demora bastante tempo e enquanto isso não acontece, o proprietário está no vermelho, mas mantendo os pagamentos salariais em dia (ainda que o "dia" da expressão seja mensal). Nesse ponto fica mais claro enxergar o "adiantamento salarial" que o empresário faz para os empregados.

    Abraços.
  • anônimo  29/12/2016 12:38
    Bawer e SRV obrigado!

    Acabou ficando um tanto quanto óbvio, até porque o retono sobre o valor investido não acontece de imediato (se houver retorno).

    Abraços
  • 4lex5andro  29/12/2016 19:57
    De imediato só as contas pra pagar e os impostos.
  • anônimo  29/12/2016 12:40
    Corrigindo: Bawerk, Bohm! rs

    Abraços
  • Juliana  28/12/2016 20:40
    É o caso de mandar um cartão de agradecimento ao dono do restaurante, por sua demonstração — com um experimento prático — do socialismo, submetido às leis econômicas. E está impecável o artigo, com relação a esse ponto. Eu colocaria emojis de aplausos aqui, se pudesse.

    Mas eu não estou muito certa com relação ao "marxismo", do empreendimento. Fora o fato de o fundador não ter tido bom senso nenhum para ver a importância dos lucros e do sistema de preços e de uma ou outra ideia ter saído do socialismo científico, ele se parece muito mais com os socialistas utópicos, que vieram antes de Karl Marx, do que com os líderes comunistas cujas imagens decoravam o estabelecimento.

    Aliás, bem caricatas essas imagens do Che Guevara, do Mao Tsé-Tung, etc. Eu estou muito desconfiada que este Cappelletti seja, na verdade, um liberal disfarçado, que fez tudo isso só para desmoralizar os socialistas.
  • alerj  29/12/2016 09:52
    Eu gostaria de fazer uma pergunta a vcs do Mises q não tem nada a ver com esse tópico.
    Questão: Vários economistas alegavam que, com a entrada do Temer como presidente, a mera reversão das expectativas, faria a economia voltar a crescer. Isso não está se verificando. Por que ? O que falta a economia brasileira para ela crescer de novo diante do quadro atual ?

    Att, Alej
  • Alesp  29/12/2016 11:16
    Artigo inteiro sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2581
  • Gonzalez  29/12/2016 13:27
    faliram pq são vagabundos, não querem trabalhar mesmo. Não tinham horário para abrir, isso é pq não tem alguém gerenciando e dá nisso, cada um faz o que quer e a hora que mais lhe convém.
    Essa é a estratégia desse povo de esquerda, não quer chefe no seu pé.
    aqui no nosso país esses vagabundos querem é mamar na teta do governo, pra que trabalhar se sou sustentado por quem trabalha com horários, com chefes, etc...
  • Henrique Zucatelli  29/12/2016 16:11
    Boa tarde pessoal (e que calor).

    Vamos fazer um brain storm filosófico? Se por um lado o artigo atingiu seu objetivo principal - demonstrar como o capitalismo só opera por trocas voluntárias e pelo sistema de preços, por outro acredito que não foi em si socialismo aplicado na prática.

    Sendo apriorista, um modelo de negócio socialista seria orientado por um comitê central - um gerente e alguns supervisores dando ordens - e o restante dos funcionários trabalhando de maneira planificada, ganhando igualmente mas seguindo a cartilha do comitê . Aliás no socialismo as coisas são bem mais rígidas, até mesmo militares, em relação a essa bagunça que foi demonstrada no case. Pensem na China e terão uma visão mais apurada do que estou dizendo.

    Os asiáticos fizeram o erro se tornar um meio acerto ao não fornecer praticamente serviço público algum, nem regulação no mercado de trabalho, além de moeda forte e incentivo a indústria de maneira geral, tendo impostos baixos e pouca ou nenhuma regulamentação.

    O case em questão não foi nada além de baderna. Meia dúzia de vagabundos sem noção alguma da vida brincando de empreender. Além de infantis foram arrogantes ao extremo, ao imaginar que a clientela aceitaria comer quando e como os funcionários quisessem só porque tinham a mesma visão política. Esses sim conseguiram deturpar Marx em sua síntese e detalhes.


  • Marcos  29/12/2016 16:21
    O único detalhezinho é que o termo "socialismo" (e qualquer uma de suas variáveis) não aparece uma mísera vez no artigo. E nem poderia, já que socialismo, por definição, significa o controle estatal dos meios de produção.

    Fora isso, até concordo com as outras coisas que você disse.
  • Henrique Zucatelli  29/12/2016 16:57
    Marcos, talvez eu tenha colocado a palavra errada - ou não. O Marxismo é uma corrente socialista a priori , e esta palavra sim, foi utilizada algumas vezes. Além de que a autora do artigo também se refere ao progressismo, outra corrente de pensamento socialista.

  • Thomas  29/12/2016 17:18
    Discordo, Henrique.

    O conceito de trabalhadores assumindo o controle de uma empresa e se tornando eles próprios os controladores dos meios de produção, com salários absolutamente iguais e sem distinção de acordo com a produtividade e com o cargo é inerentemente marxista.

    Vale ressaltar que o restaurante em questão sempre teve alta demanda por seus serviços. E uma clientela cativa, majoritariamente gente chique e rica. Portanto, ele não quebrou por falta de clientes ou por uma vicissitude do mercado -- como ocorre com qualquer outra empresa.

  • LEG  29/12/2016 18:27
    O socialismo também combate a desigualdade de salários. A premissa de que não deve haver desigualdade é comum tanto no marxismo quanto no socialismo. Daí surge o conflito entre empregados e empregador e a necessidade de que tudo se torne uma coisa só. A ideia de que o proletariado tem que tomar o meio de produção é só uma questão de circunstância.
    No caso do restaurante, para haver uma igualdade de fato, não deveria haver um dono, todas as decisões gerenciais deveriam ser tomadas através de um processo em que todos os funcionários participassem, o salário e o lucro deveria ser dividido igualmente entre todos funcionários.

  • Ramos  29/12/2016 18:50
    Exatamente como era no restaurante -- com a diferença óbvia de que, por causa do modelo adotado, não havia lucros a serem divididos.

    Exatamente por não haver lucros, o restaurante fechou. E o cara foi tirar férias.
  • Anderson  29/12/2016 17:26
    A China não é comunista, mas o partido que a comanda, sim. Lá impera um mercado, com um governo permissivo, mas, que vez ou outra, intervem nalguma coisa - como qualquer governo no mundo.
  • BRENO BORGES  30/12/2016 11:45

    Todo socialismo é bom e dura até quando o dinheiro do outro acabar!
  • Acusador Intolerante  30/12/2016 11:59
    e quanto a Flaskô?? segue um modelo similar a este restaurante, mas, parece que deu certo...

    a Flaskô é uma fabricante de barril de polietileno
  • Marcelo  31/12/2016 18:16
    Vou descobrir nas próximas semanas; aí te respondo com propriedade.
  • Pobre Paulista  01/01/2017 15:55
    Falida, dando calotes e demitindo.
  • Rafael  31/12/2016 21:34
    Óbvio que o daria errado o restaurante. É incrível que possam ser tão ingênuos. Momento Ayn Rand total.
  • Emerson Luis  09/01/2017 09:59

    Ainda bem que o restaurante fechou antes de entrarem na fase da KGB e dos gulags!

    * * *
  • Sergio  20/02/2017 19:41
    E os milhares de empreendimentos convencionais capitalistas que respeitam todas as regras administrativas e de mercado que fecham anualmente? Hum ...
  • Mallandro  20/02/2017 19:54
    Desconheço um único caso de empreendimento que era badalado e que possuía grande demanda -- como o caso do restaurante em questão -- e que repentinamente quebrou.

    Empreendimento badalado e que possui grande demanda não quebra; na pior das hipóteses, muda de administração.

    Para você quebrar um empreendimento badalado, com clientes cativos e chiques, e que possuía grande demanda, é preciso ser artista. Ou marxista.

    Sim, vários empreendimentos quebram no mundo real. Mas todos eles quebram porque não mais têm demanda. Ou porque realmente nunca tiveram demanda. Já o restaurante em questão não só tinha grande demanda, como também seus clientes comungavam da mesma ideologia coletivista do gerente.

    Mas nem isso foi capaz de mantê-lo operante.

    Exotismos irracionais -- como o marxismo -- só funcionam na cabeça de professores universitários que nunca empreenderam na vida.


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