Os aplicativos digitais permitem que proletários virem capitalistas - e isso confunde a esquerda
Esquerdista que é contra a Uber é incoerente

O francês Thomas Piketty, que se converteu na nova referência da esquerda mundial, afirma em seu livro, O Capital no Século XXI (um livro que é comprado mas raramente é lido), que os proprietários do capital se apropriam de fatias cada vez maiores da riqueza mundial. Sendo assim, a melhor 'solução' para este suposto problema é a criação de um imposto, em nível global, sobre a riqueza e também um aumento acentuado na tributação da renda.

Problemas teóricos e factuais abundam no livro de Piketty. Eis um deles: Piketty é simplesmente incapaz de perceber que inovações geradas pelo mercado, e a concorrência que elas geram, estão continuamente criando novas formas de capital ao mesmo tempo em que estão reduzindo ou mesmo destruindo o valor de formas antigas de capital.

Capital é tudo aquilo capaz de aumentar a riqueza futura. Inovações no capital, geradas pela livre iniciativa, fazem com que pessoas jovens entrem na lista dos grandes capitalistas ao mesmo tempo em que expulsam dessa lista aquelas pessoas que não inovaram. (Doze anos atrás, Mark Zuckerberg, filho de um dentista, não figurava na mente de ninguém como um exemplo de capitalista. Hoje, ele vale aproximadamente US$ 40 bilhões.)

Entra em cena a Uber. O que faz esse aplicativo senão permitir que pessoas comuns transformem seus bens de consumo (que não geram renda) em bens de capital (que geram renda e aumentam a riqueza)?

A Uber faz com que aquele indivíduo que normalmente utilizaria seu carro apenas para uso pessoal possa agora utilizá-lo de modo a ganhar dinheiro: prestando serviços para consumidores. A Uber transforma um bem de consumo básico (um carro) em um bem de capital (um instrumento que gera renda e aumenta a riqueza).

Consequentemente, enquanto esses indivíduos estiverem utilizando seus carros como carros da Uber (ou da Lyft), esses veículos passam a integrar o estoque de capital produtivo de uma economia, ainda que as estatísticas convencionais não registrem isso.

Uber e todas as outras inovações trazidas pelos aplicativos digitais — como o Airbnb, que transforma residências em hotéis e pousadas — criam mais capital produtivo e, acima de tudo, criam mais capitalistas.

Todas as investidas governamentais que visam a banir a Uber, o Airbnb e vários outros aplicativos digitais nada mais são do que intervenções governamentais com o intuito de proteger o valor daquele velho e decrépito capital existente, blindando seus proprietários (taxistas e hotéis convencionais) contra as forças da destruição criativa.

Tais agressões governamentais não apenas representam um empecilho às forças de mercado que melhoram a vida de consumidores e facilitam seu acesso a bens e serviços, como também representam um ataque às forças de mercado que aumentam a quantidade de capital em posse de pessoas comuns, permitindo que elas enriqueçam. Em suma, trata-se de uma medida que impede que pessoas comuns se tornem proprietárias de bens de capital — ou seja, que se tornem capitalistas.

Os aplicativos digitais são uma criação de mercado que, sem qualquer política coercitiva de transferência de renda, simplesmente difundem a propriedade do capital, permitindo que qualquer pessoa se torne um capitalista e, com isso, produza e ganha riqueza. Os aplicativos digitais refutam o processo de concentração de capital que pessoas como Piketty dizem estar acontecendo.

Por uma questão de lógica, a esquerda deveria ser uma defensora fervorosa dos aplicativos digitais: eles geraram uma mudança nas relações de produção, permitindo que cada vez mais indivíduos se tornassem proprietários dos meios de produção em vez de ter de trabalhar para terceiros que detêm todo o capital físico necessário para fazer seu trabalho.

Sim, a Uber ainda é a proprietária da plataforma do software que torna possível a conexão entre vendedores (motoristas) e compradores, mas ainda assim os motoristas da Uber detêm seu próprio capital, como ocorria com os artesãos e agricultores da era pré-capitalista. Os motoristas da Uber são livres para escolher os dias e as horas em que querem trabalhar. Eles podem ir ao clube de manhã, ser um autônomo à tarde, dirigir para a Uber no horário do rush, e se dedicarem a novas ideias empreendedoriais após o jantar.

A economia digital não fará com que todos nós viremos Aristóteles ou Goethe. Ela não trará toda a utopia de Marx. Mas ela, ironicamente, parece nos levar para mais perto de vários daqueles objetivos que Marx e outros progressistas diziam e dizem defender. Quando indivíduos comuns se tornam proprietários de seus próprios meios de produção, e com isso não precisam se submeter à estrutura formada pelos atuais proprietários do capital, eles ganham a flexibilidade de explorar várias maneiras de prosperaram de acordo com seus próprios meios.

Esse não era exatamente um dos objetivos centrais do socialismo de inspiração marxista?

É uma grande ironia que a esquerda defenda tributar os proprietários de capital para ajudar aqueles que não possuem capital e, ao mesmo tempo, não defenda ardorosamente aquelas invenções pacíficas e voluntárias que permitem que pessoas comuns se tornem elas mesmas as proprietárias desse capital.


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SOBRE O AUTOR

Donald Boudreaux
foi presidente da Foudation for Economic Education, leciona economia na George Mason University e é o autor do livro Hypocrites and Half-Wits.



"Por exemplo, o relativo à questão estrutural, que devido ao orçamento praticamente ser engessado pelos gastos com servidores, aposentados e pensionistas, tem-se muita dificuldade em fazer qualquer redução ou enxugamento da máquina estatal."

Na verdade, isso foi abordado no artigo.

O fato é: durante a expansão do crédito, quando a quantidade de dinheiro na economia aumentava continuamente, a arrecadação dos governos estaduais não parava de subir. Consequentemente, os governadores não paravam de criar novos gastos. Era uma farra que foi vista como perpétua.

Agora que o crédito secou, a oferta monetária estancou e a economia degringolou (com o fechamento de várias empresas), o aumento previsto das receitas não ocorreu. Na verdade, pelos motivos explicados no artigo, as receitas estão caindo. Mas os gastos contratados continuaram subindo.

Gastos em ascensão e receitas caindo -- é claro que a conta não vai fechar.

O RJ teve o problema adicional da lambança feita na Petrobras, o que reduziu bastante as receitas do estado com a extração de petróleo. Mas, mesmo que a Petrobras estivesse supimpa, a situação do estado continuaria calamitosa. Um pouquinho melhor do que é hoje, mas calamitosa.

Lição: é impossível brigar contra as leis da economia.

"a partir de 2009, os estados puderam voltar a se endividar. [...] Aí os estados passaram a se financiar, ou a financiar seus investimentos, através de endividamento e não de a partir de suas receitas. E mais com o dado de que o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, assinou (uma a uma) autorizações de crédito pra estados e municípios que tinham classificação de crédito C e D."

Como você corretamente colocou, os estados eram avalizados pelo governo federal. Eles só podiam pedir emprestado se o governo federal fosse o fiador do empréstimo.

Vale ressaltar que esses empréstimos aos estados são efetuados pelos bancos estatais (com a garantia do governo federal). E esse foi exatamente o tema do artigo.

Esses empréstimos dos bancos estatais direcionados aos governos estaduais também permitiram que eles inchassem suas folhas de pagamento, mas sem qualquer garantia de que as receitas futuras continuariam cobrindo esse aumento de gastos.

Como a realidade se encarregou de mostrar, isso não ocorreu.

No final, tudo passa pelos bancos estatais e sua expansão do crédito de acordo com critérios políticos.

Obrigado pelas palavras e grande abraço!
Posso me meter nessa contenda.

Roberto, analisei o nexo temporal de necessidade x invenção dos medicamentos e diria que sim, Thiago está correto.

E pensando sobre isso, a necessidade antes da criação engloba tudo aquilo que escapa a ação humana e interfere em nossas vidas, como doenças, mudanças climáticas e a gênese química e biológica. Porém o cerne da Lei de Say não é o apriorismo da criação como antecedente da necessidade, mas sim de como o mercado valora a criação, e se por essa valoração intrínseca ela se perpetua ou não através do tempo. Mas vamos voltar ao exemplo do Thiago.

Por exemplo, se analisarmos técnicas de irrigação em uma biosfera árida, e existem centenas delas. A partir daqui conseguimos estabelecer o cenário de solo árido (criado por... enfim eu acredito em Deus, mas quem quiser acredite no ocaso), a necessidade subjetiva de irrigação para agricultura, e a ação humana, que irá mover recursos escassos para ali produzir, calculando custos e impondo preços, e em contrapartida novamente a ação humana, que irá verificar se esses custos são viáveis, comprando ou não os frutos daquela terra.

Com isso conseguimos estabelecer um nexo causal entre a necessidade primeira e a criação posterior, onde o agente primário criador daquele cenário árido não está entre nós. Não sabemos o por quê de ser árido. O criador desse quadro não o vendeu para nós, logo esse agente não busca o mesmo resultado que nós - o lucro. Só nós, o solo e a oportunidade subjetiva de aproveita-lo para produzir e prosperar.

O mesmo paralelo podemos estabelecer entre a doença e a medicina, onde nós somos o terreno criado pelo agente oculto, e neste terreno habitam doenças causadoras de distúrbios (também criadas pelo mesmo agente).

Apriorísticamente desde quando nascemos existe a necessidade primária de solução, ou o resultado é muitas vezes a morte. A partir dessas quase infinitas necessidades, profissionais de todas as partes do mundo criam desde os primórdios da nossa espécie técnicas e substâncias para, se não possível resolver, mitigar a necessidade trazendo conforto ao doente.

Nesse emaranhado de técnicas foram se perpetuando as mais eficientes E mais econômicas, tanto ao doente quanto ao profissional. Novamente conseguimos enxergar o nexo causal, onde a ação humana só existe após a doença, e com ela cessada, a ação humana também cessa. Sendo mais lúdico, remonto as palavras do Mestre: "Os sãos não precisam de médico".

Para concluir, os homens que estão a frente de seu tempo são aqueles que não somente criam antes da necessidade, basicamente inventando-a (afinal, quem diria como um Iphone é útil sem saber que ele existe?), mas aqueles que conseguem lidar com a necessidade criada pelo agente oculto de forma mais efetiva que seus pares, em menos tempo, e de forma mais econômica.

Obrigado por quem leu até aqui.
Leandro, me referi que em um período ou em uma ''reforma'' anunciada, seria mais racional seguir essa ordem..

E mais, eu disse:

''Eu entendo que cortar as tarifas e permitir importar carro usado, iria de fato ser positivo, ao mesmo tempo aumentaria o desemprego substancialmente nessa grave recessão e pior: O desemprego iria continuar se o empreendedorismo continuasse como esta''

Ai que ta, mesmo sobrando dinheiro para as pessoas consumirem, investirem, pouparem e empreenderem, nessa recessão e nessa burocracia asfixiante o efeito não seria tão significante, imagine nesse cenário nacional onde empreender é coisa pra maluco, uma recessão tremenda, um governo intervindo mais novamente e etc, como que poupança vai surgir, consumo, empréstimo, renda....
Repito, você esta completamente correto sobre esses efeitos lindos, só que isso em um país fora de recessão e um pouquinho mais livre... Não vejo que esses feitos aconteceriam no Brasil nesse caos atual, uma economia que no ranking de liberdade economica fica junto a países socialistas....Entende?

Sera mesmo que os resultados seriam significantes?
Essa a questão sobre ''a situação atual''.

Mas você fez eu perceber um ponto que eu antes não havia pensado, muito obrigado!

''A única maneira garantida de fazer reformas é havendo uma "ameaça" concreta e imediata. No Brasil, sempre foi assim.

Por outro lado, ficar empurrando a situação com a barriga, à espera do surgimento de uma "vontade política" para fazer uma mudança que não é urgente (e não será urgente enquanto não houver livre comércio) é garantia de imobilismo.''

Ainda acho essa ameaça utópico aqui, porque:
Que político estaria disposto a abrir a economia mas continuar engessando a economia nacional? Uma contradição pura, se algum burocrata eleito tiver disposto a abrir a economia, muito provável que ele também estará disposto a facilitar o comercio nacional. Nunca vi um exemplo de um cara que chegou e falou ''temos que abrir a economia pro mundo, mas devemos criar toda dificuldade para as pessoas empreenderem''
Ele nunca daria esse tiro no pé e criar essa ameaça que você falou, até porque mesmo que fizesse, os empresários chorariam pela volta da reserva de mercado porque é caro a produção aqui e o burocrata voltaria a estaca zero...

Por outro lado você exagerou um pouco sob minha colocação:

''Essa ideia de que primeiro temos de esperar o governo ter a iniciativa de arrumar a casa para então, só então, conceder a liberdade para o indivíduo poder comprar o que ele quiser de quem ele quiser é inerentemente totalitária''

Acho que o que der pra fazer primeiro que faça, não acho que devemos esperar o governo arrumar pra então abrir.
No meu comentário eu também quis dizer que se algum presidente estivesse disposto a fazer uma reforma pró-mercado, que então fosse assim, acredito que seria mais eficiente e com menos ''choro'' assim. Você sabe, Argentina, Brasil e afins são países inviáveis, você quer fazer reforma trabalhista nego chora, reforma da previdência nego chora.... Imagine o que os empresários brasileiros não iriam fazer quando soubessem que um presidente esta disposto a destruir as reservas de mercado amanha....
Eu acho que ''politicamente'' também seria mais eficiente do jeito que eu falei...

Agora se tivermos a oportunidade de acabar com as reservas de mercado amanha, antes de qualquer outra reforma, que ACABE!. Seria uma conquista e um passo rumo a liberdade e por isso os resultados não importariam, eu questionei a significancia desses resultados no Brasil de hoje, não acredito que seria como você disse por causa do nosso desastre e dessa economia estatal. Nunca que vou ser contra esse passo, no máximo como eu falei, em uma reforma liberal geral eu iria ''adia-la por um ano''.
Principalmente olhando mais pra realidade ''Política'' e como o País e seu povo é.

''Não faz sentido combater estas monstruosidades criando novas monstruosidades. Não faz sentido tolher os consumidores ou impor tarifas de importação para compensar a existência de impostos, de burocracia e de regulamentações sobre as indústrias. Isso é querer apagar o fogo com gasolina. ''

Não tem lógica mesmo, nesse seu comentário brilhante você respondeu como se eu fosse um protecionista, o que não é o caso kkk.
Eu apenas levantei a reflexão que: Se tivesse um cara do IMB na presidência, com carta branca pra fazer o que quiser, acho que seguir a ''ordem'' que eu disse seria mais racional, politicamente mais viável (daria pra conter melhor o choro) e por ai vai...

Nesse seu trecho, você não esta me contra-argumentando e sim um protecionista que eu não presenciei..kkkk

Novamente, não defendo o protecionismo de maneira alguma, só disse que em uma reforma austríaca no Brasil, as tarifas de importação deveriam ser extintas depois de certas reformas(não demoraria, seria uma das prioridades sim).
E questionei a significancia dos efeitos sob nossa situação atual.
Se esse fosse o tema do referendo amanha, eu votaria contra?
Obvio que não, independente de qualquer coisa....

Foi isso que eu quis passar....

tudo de bom e Grande Abraço!
Sim. A sorte é que, na prática, elas não são impingidas. Há tantos requisitos que têm de ser encontrados para que tais restrições sejam impingidas que, na prática, isso não ocorre.

https://www.hoganlovells.com/~/media/hogan-lovells/pdf/publication/competition-law-in-singapore--jan-2015_pdf.pdf

Aliás, veja que interessante: o caso mais famoso em que essa medida foi aplicada foi quando a CCS (Competition Commission of Singapore) multou 10 financistas por eles terem pressionado uma empresa a retirar uma oferta do mercado.

Ou seja, o governo, uma vez que ele existe, atuou exatamente naquela que é a sua função clássica: coibir a coerção a terceiros inocentes. No caso, coibiu uma pressão que estava sendo feita a uma empresa que estava vendendo produtos (seguro de vida) mais baratos.

www.channelnewsasia.com/news/business/singapore/10-financial-advisers/2611160.html

Eu quero.
Opa, eu também tenho correlações irrefutáveis!

tylervigen.com/images/spurious-correlations-share.png

i.imgur.com/OfQYQW8.png

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www.tylervigen.com/chart-pngs/10.png

i.imgur.com/xqOt9mP.png

Caso queira mais é só pedir!


P.S.: ah, só para você não mais ser flagrado como desinformado, os irmãos Koch financiam o Cato Institute, que é inimigo figadal do Mises Institute. Os Koch desprezam o Mises Institute e seus integrantes. E o Mises brasileiro sobrevive das doações de voluntários, como você. Faça a sua parte!

www.mises.org.br/Donate.aspx
Sim e não.

De fato, se todo o crédito fosse para consumo -- uma coisa irreal, pois o crédito para consumo é o mais caro e arriscado --, o efeito imediato seria o aumento dos preços dos bens e serviços. Muitas pessoas estariam repentinamente consumindo mais (maior demanda) sem que tivesse havido qualquer aumento na oferta.

Só que tal aumento de preços mandaria um sinal claro para empreendedores: tais setores estão vivenciando aumento da demanda; ampliem a oferta daqueles bens e serviços e lucrem com isso.

Ato contínuo, a estrutura de produção da economia será rearranjada de modo a satisfazer essa nova demanda impulsionada pelo crédito.

Mas aí, em algum momento futuro, acontecerá o inevitável: se essas pessoas estão se endividando para consumir, como elas manterão sua renda futura para continuar consumindo? A única maneira de aumentar a renda permanentemente é produzindo mais, e não se endividando mais.

Tão logo a expansão do crédito acabar, e as pessoas estiverem muito endividadas (e tendo de quitar essas dívidas), não mais haverá demanda para aqueles bens e serviços. Consequentemente, os empreendedores que decidiram investir na ampliação daqueles setores rapidamente descobrirão que estão sem demanda. Com efeito, nunca houve demanda verdadeira por seus produtos. Houve apenas demanda artificial e passageira.

É aí que começa a recessão: quando vários investimentos errados (para os quais nunca houve demanda verdadeira) são descobertos e precisam ser liquidados.

E de nada adiantará o estado tentar estimular artificialmente a demanda para dar sobrevida a esses investimentos errados. Aliás, isso só piorará a situação.

Se um empreendedor investiu em algo para o qual não havia demanda genuína, ele fez um erro de cálculo. Ele imobilizou capital em investimentos que ninguém realmente demandou. Na prática, ele destruiu capital e riqueza. Cimentos, vergalhões, tijolos, britas, areia, azulejos e vários outros recursos escassos foram imobilizados em algo inútil. A sociedade está mais pobre em decorrência desse investimento errôneo. Recursos escassos foram desperdiçados.

O governo querer estimular o consumo de algo para o qual nunca houve demanda natural irá apenas prolongar o processo de destruição de riqueza.

O que realmente deve ser feito é permitir a liquidação desse investimento errôneo. O empreendedor que errou em seu cálculo empreendedorial -- e que, no mundo real, provavelmente estará endividado e sem receita -- deve vender (a um preço de desconto, obviamente) todo o seu projeto para outro empreendedor que esteja mais em linha com as demandas dos consumidores.

Este outro empreendedor -- que está voluntariamente comprando esse projeto -- terá de dar a ele um direcionamento mais em linha com os reais desejos dos consumidores.


Traduzindo tudo: a recessão nada mais é do que um processo em que investimentos errôneos -- feitos em massa por causa da manipulação dos juros feita pelo Banco Central -- são revelados e, consequentemente, rearranjados e direcionados para fins mais de acordo com os reais desejos dos consumidores.

A economia entra em recessão exatamente porque os fatores de produção foram mal direcionados e os investimentos foram errados.

Nesse cenário, expandir o crédito e tentar criar demanda para esses investimentos errôneos irá apenas prolongar esse cenário de desarranjo, destruindo capital e tornando a recessão (correção da economia) ainda mais profunda no futuro. E com o agravante de que os consumidores e empresários estarão agora bem mais endividados, em um cenário de inflação em alta -- por causa da expansão do crédito -- e sem perspectiva de renda.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Pobre Paulista  15/12/2016 13:54
    Mas essa é a figura do "pequeno burguês", tão odiada pelos Marxistas. Justamente pois eles são a prova mais cabal que suas previsões teóricas não encontram respaldo na realidade.

    Viva o pequeno burguês.
  • Lel  17/12/2016 07:41
    Sim. É a mesma razão dos petistas odiarem a classe média.
  • mauricio barbosa  15/12/2016 14:09
    Comunistas são bestas ambulantes que só enganam pessoas incautas...Viva a livre concorrência e os aplicativos que facilitam nossas vidas e enriquece quem os criou e os gerenciam!!!
  • Benzoato de Sódio  15/12/2016 17:05
    Eu diria que são uns zumbis que, infelizes por não terem cérebro, querem comer o cérebro dos outros.
  • roberval cristino barrio  19/12/2016 23:03
    sera que esse escritor vende ou distribui gratuitamente o livro dele?
  • Magno  21/12/2016 14:19
    Sim. Todos os livros deste Instituto podem ser lidos gratuitamente.

    www.mises.org.br/Ebooks.aspx?type=99
  • Honesto Modesto  15/12/2016 14:32
    Estudem meus caros:

    Ação Humana
    Arrogância Fatal
    Incerteza Genuína
    Inflação e Expansão Monetária
    Lei da Utilidade Marginal Decrescente
    Mecanismos de Preços
    Nexo Causal
    Ordem Espontânea
    Preferência Temporal
    Processo de Mercado
    Teoria Austríaca do Capital e dos Juros
    Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos
    Teoria do Valor Subjetivo
    Teoria Econômica do Intervencionismo

    Podem comentar outros tópicos.
  • Horta  15/12/2016 15:35
    "Tudo no Estado, nada contra o Estado e nada fora do Estado" Benito Mussolini, a esquerda no Brasil vai além do socialismo, é facista !
  • Carlos  15/12/2016 15:54
    Chegamos a um ponto em que se você discordar disso, achar que isso não deve ser assim, você é chamado de fascista.
  • Marcio  15/12/2016 15:36
    A esquerda busca a utopica igualdade atraves de um estado todo-poderoso. Isso tem zero relacionamento com a arquitetura P2P (ponta-a-ponta sem intermediarios, especialmente o estado como intermediario) como o Uber, FinTechs, Medicos, etc. Tudo tende a ser P2P.
  • Paulo Andrade  21/12/2016 19:50
    As 'coisas' mudam com o tempo, tudo perde seu valor com as novidades que se apresentam, acompanhar essas mudanças nem sempre é fácil, ainda mais agora com a difusão das idéias acontecendo tão rapidamente; acompanhar fica difícil. A tradicional preguiça do ser humano e sua inércia o torna resistente às novidades, sobretudo a preguiça em aprender sobre algo que desconhece em substituição ao que tem pleno domínio... Mas já não "funciona" como antes.
    Cada vez mais rápidas essas mudanças tendem a afetar nichos específicos de quem dominava setores.
    No exemplo dado há o gerenciamento do Uber, intermediando serviço prestado por motoristas a usuários, é isso que dá credibilidade e segurança aos usuários em utilizar o serviço, e o Estado recolhe impostos.

    Quem mais "sofre" com a concorrência são os que detém várias permissões para TAXIs, concedidas por prefeituras, gratuitamente e as aluga para que terceiros trabalhem com elas. Viva a concorrência, o caminho dessas licenças será o mesmo das linhas telefônicas, que de uma hora para a outra perderam o valor que nunca deveriam ter alcançado.

    Ps.: Não demora e motoristas começam a receber cartinha de sindicatos cobrando contribuições, jurando que os representam.
  • Jair  15/12/2016 15:38
    Eu sempre falei isso em relação aos taxistas. Se eles realmente querem ser livres (deixar de seguir horários e de pagar aluguel para usar o táxi) eles deveriam se filiar ao Uber e ser eles próprios o dono de seu capital produtivo. Em vez de ficarem com esse obscurantismo de querer brecar o avanço, apenas virem capitalistas eles também.

    Ótimo insight o do artigo.
  • João de Alexandria  20/12/2016 17:53
    Jair,

    Se o taxista é dono da licença, ele não vai largar o osso porque pagou caro. Nem em Bafafá do Acaraí uma licença sai menos de 20 mil pratas, chegando ao absurdo de em Congonhas valer 1 milhão.
    É mais fácil o saci cruzar as pernas...
  • Fernando  15/12/2016 16:35
    Lembrem da frase do Che Guevara: Se não há café para todos, ninguém vai tomar café.

    Adaptando para nossa realidade: Se não há carros para todos, ninguém vai andar de carro.

    Os igualitários são terroristas, facistas, ditadores, assassinos, bandidos, etc.

    Agora vem a Marina Silva com a teologia da libertação, transformando o lucro em pecado religioso.


  • anônimo  21/12/2016 19:04
    Esquerdistas são doentes mentais assim mesmo.
  • Octaviano  15/12/2016 18:07
    O que eu queria entender dessa turma de esquerda é o que significa ser contra o capitalismo realmente. Ser contra o dinheiro? Ser contra a livre iniciativa? Ser contra as corporações? Quem é burguês? Todos aqueles que tem mais dinheiro do que você?
  • esro  15/12/2016 19:35
    Não podemos esquecer que o socialismo de mercado se tornou o último desejo dos socialistas, faz tempo. Já descobriram que o comunismo econômico é inviável a anos.

    O que os socialistas atuais defendem é o chamado marxismo cultural. Ou seja, eles atacam as instituições morais e culturais, através do desconstrucionismo. Ou seja, gayzismo, abortismo, feminismo, etc etc.
  • Dr.D  15/12/2016 20:19
    So esqueceram de dizer que o Uber fica com 1/4 das corridas, e que o plano sempre foi utilizar carros autonomos.
    O exemplo e infeliz pra causa.
  • Dr. No  15/12/2016 21:45
    Para começar, como dito no artigo, a Uber é a criadora do software que conecta motorista e passageiro. Não só é natural, como também é justo ela cobrar uma taxa por isso.

    Pela sua lógica, um industrial ter de pagar pela energia elétrica, pelo gás e pelo telefone que usa -- sem os quais ele não é nada -- faz com que ele deixe de ser um capitalista e seja um proletário.

    Genial.

    Outra coisa: a Uber não exige exclusividade. Qualquer motorista pode ter qualquer outro emprego, inclusive trabalhar para a Lyft, 99 Taxi, Cabify etc.

    Qual outra empresa permite isso?


  • antonio  16/12/2016 16:53
    Boa as suas considerações, lembrando que o povo no "Brejil" para 40% de imposto, mas o petróleo, energia, água e a grande maioria de taxas e serviços são do governo temos uns 70% e depois vem uns políticos dizerem que precisam da iniciativa privada para dar "start na economia", com 30% a maioria esta respirando por aparelhos.
    Estou quase concordando com um amigo, "a saída para o Brasil, é o aeroporto" uma pena um pais tão rico e com tanto corrupto.
  • Raphael  15/12/2016 21:45
    Bom mesmo é o estado: cobra 40% de minha receita (em nível federal, estadual e municipal), não devolve nada e nem seque ao menos me ajuda a ganhar dinheiro.
  • Dr.D  16/12/2016 00:43
    O estado ta errado, concordo com voce.
    Voce usou um argumento random anti-esquerdista.
    E eu nao sou esquerdista, sorry.
  • Martha Lemos  15/12/2016 21:46
    Eis aí um perfeito exemplo da mentalidade da esquerda: uma empresa cobrar uma taxa pelo seu serviço é exploração; o estado tomar 40% da renda do cidadão e não dar nada em troca é "serviço social".
  • Andre  15/12/2016 23:43
    40%? Onde? O governo brasileiro fica com 50% do que o empregador tira do bolso para pagar o empregado e depois fica com 40% em média em impostos dos produtos e serviços que o empregado compra, dá quase 70% de tungada em tudo que o trabalhador produz.
  • Dr.D  16/12/2016 00:44
    E voce e um perfeito exemplo de "vamo argumentar como sempre, mesmo que nao tenha nada a ver".
    Onde eu defendi mais estado?
  • Lel  15/12/2016 23:02
    Mais um excelente artigo.
  • Adriel  16/12/2016 00:16
    Gostaria que os austríacos de plantão me explicassem ou linkassem algum artigo sobre a Rail Mania, atribuida ao livre mercado.
  • Professor  20/12/2016 11:53
    As causas são as mesmas das de todas as bolhas: expansão do crédito sustentada pelo Banco Central -- no caso, o Banco Central da Inglaterra, um dos mais antigos em atividade no mundo.

    Sem um BC criando dinheiro, simplesmente não há como haver uma contínua e sustentada expansão do crédito. Os juros dos empréstimos rapidamente subiriam e abortariam toda a febre.

    Já com um BC imprimindo dinheiro continuamente, os juros ficam artificialmente suprimidos, fazendo com que a contínua demanda por empréstimos não provoque uma ascensão dos juros.

    Não existe bolha prolongada e sustentada sem que haja um BC por trás fornecendo todo o dinheiro necessário para mantê-la.
  • Joao  17/12/2016 22:24
    Vcs deveriam falar tb sobre as clínicas médicas populares como Dr consulta.
  • Pablo Dias  20/12/2016 03:43
    Chamar um motorista da Uber de capitalista e dai depreender que ele é um empreendedor livre como qualquer outro apenas por ele ser o dono do carro é problemático por um motivo muito simples: o motorista não tem controle algum sobre decidir quanto vai cobrar, o preço é definido pela própria Uber. A única vantagem para o motorista é decidir quando e quanto ele vai trabalhar mas, não tendo controle sobre como negociar o preço a ser cobrado por seu serviço, a plataforma não passa de uma forma diferente do velho arranjo entre empresa x empregado, na qual o empregado ironicamente arca com o ônus do investimento (carro, combustível, seguro e por ai vai) e sequer pode decidir o preço final a ser cobrado pelo serviço. Nesse sentido, o Uber torna o dono do carro um capitalista, mas um capitalista dentro de um mercado com preço controlado, o que passa longe do ideal.
    O AirBnb citado, por outro lado, seria um exemplo mais apropriado para a ideia que o texto tenta passar. No AirBnb o dono do imóvel é livre para decidir quando vai alugar e por quanto, e esse é um arranjo bem diferente.
  • Alfredo  20/12/2016 11:18
    "o motorista não tem controle algum sobre decidir quanto vai cobrar, o preço é definido pela própria Uber."

    O dono de um restaurante a quilo em uma região extremamente competitiva, na qual há várias opções de alimentação à sua volta, também não tem essa liberdade. Aliás, em uma economia genuinamente concorrencial, pouquíssimos empreendimentos têm liberdade de escolher livremente seus preços.

    Dito isso, é falsa a afirmação de que o motorista do Uber não controla seu preço: se todos eles combinarem, via WhatsApp, de desligar seus aparelhos por um determinado período de tempo, assim que eles religarem, os preços estarão bem acima do "normal", e ficarão assim por 20 minutos.

    "A única vantagem para o motorista é decidir quando e quanto ele vai trabalhar"

    Vantagem essa que absolutamente nenhum outro capitalista tem. Vá lá ver se donos de restaurante ou grandes industriais podem se dar ao luxo de abrir seus empreendimentos apenas quando quiserem. Vá ver o tanto de encargos sociais e trabalhistas que eles terão de pagar mesmo sem estar operando. Motorista da Uber não tem essa aporrinhação.

    "o empregado ironicamente arca com o ônus do investimento (carro, combustível, seguro e por ai vai)"

    Ué, todo capitalista arca com o ônus do seu investimento. Apenas empregados de carteira assinada que têm essa vida boa e não se preocupam com absolutamente nada, apenas em receber direitinho no início de cada mês.

    "o Uber torna o dono do carro um capitalista, mas um capitalista dentro de um mercado com preço controlado, o que passa longe do ideal."

    Repito o que disse acima sobre donos de restaurante a quilo em ambiente concorrencial. Aliás, sobre qualquer empreendedor que trabalha em ambiente concorrencial. Ele também não tem controle total sobre seus preços.

    Por fim, a expressão "preço controlado" é totalmente enganosa. Além de não existir qualquer controle de preços pelo governo, os próprios preços das corridas da Uber flutuam diariamente de acordo com oferta e demanda. Livre mercado em estado quase puro.
  • Pablo Dias  20/12/2016 14:28
    Você confunde, sem perceber ou de propósito, a liberdade de escolha individual com as consequências finais do exercício dessa liberdade. Você pode escolher quanto cobrar, mas isso em hipótese alguma te garante que o valor final que você receberá é o que você cobra.
    Um capitalista livre (caso do dono do restaurante) tem total controle sobre o preço que escolhe cobrar. Evidentemente, dentro do livre mercado, ele arcará com as consequências de suas escolhas se optar por colocar um preço muito superior ao da concorrência para um mesmo produto, mas a escolha dele existe e não é insignificante, pelo contrário, o conjunto dessas escolhas de empreendedores tentando cobrar o maior preço aceitável pelo público e o público tentando pagar o menor preço possível é o núcleo que faz um sistema de livre mercado funcionar para todos. O mesmo vale para decidir sobre quando abre ou não as portas.
    E o fato do Uber aumentar ou diminuir o preço a depender da demanda não muda essa realidade: é ele quem continua ditando o preço por meio do seu algoritmo centralizado. Um aplicativo que prezasse pelo livre mercado daria ao motorista a opção de escolher quanto quer receber e ao usuário a opção de quanto quer pagar. Não é o caso do Uber. Então é perigoso dizer que o Uber cria capitalistas livres. O Uber dá alguma liberdade que é bem vinda, mas não iguala em hipótese alguma o dono de um carro a um motorista particular autônomo, ou o dono de uma loja ou restaurante, visto que diferentemente dos últimos o motorista Uber não tem uma liberdade fundamental: escolher quanto cobrar (e arcar com os riscos e benefícios dessa liberdade).
    O Uber é uma empresa genial, mas exatamente por ter terceirizado todo o grosso do custo operacional para seus empregados ao mesmo tempo em que manteve em sua mão outro aspecto fundamental do controle de um negócio, o preço final ao consumidor.
  • Arnaldo  15/02/2017 20:02
    Você sempre tem a opção em não aceitar os termos do UBER e procurar outra empresa que preste serviço. Se a empresa é abusiva creio que ninguém irá querer representar e certamente ela irá desaparecer do mercado.
  • HUGO CHELIGA ABADE  21/12/2016 10:33
    A prática mostra outra coisa, os motoristas do uber não estão trabalhando o tempo que querem sem ter um patrão, estão trabalhando 16 horas por dia, 7 dias por semana, não são eles que definem seus preços, é sim a empresa que fica com exorbitantes 25%da renda de cada motorista, os motoristas são obrigados a aceitar chamadas de baixo valor, como o uber poll, em que a corrida seria dividida entre mais de um usuário, porém se não há um segundo usuário o motorista é obrigado a cobrar menos do mesmo jeito, se não aceitarem esse tipo de chamada são expulsos dá plataforma com um click, perdendo todo o investimento de uma hora pra outra, sem nenhum direito, isso é o que acontece quando não há nenhuma regulação, a exploração contundente dá não de obra.
  • Antônio  21/12/2016 11:36
    A prática mostra que os próprios motoristas da Uber discordam de você. Segundo esse motorista, ele tira R$ 400 líquidos por dia. Se isso é "exploração", garanto que muita gente gostaria de ser explorada assim.


  • Pobre Paulista  15/02/2017 18:12
    Os "motoristas" do Uber são, na realidade, clientes da empresa, pois são eles que pagam para obter um passageiro. E como qualquer outro produto no mercado, se seus clientes não estão satisfeitos com ele, basta trocá-lo ou deixar de usá-lo.

    Se ainda estão usando, é porquê ainda está bom para eles.
  • ROQUE EUGENIO  22/12/2016 11:13
    Discursos socialistas esquerdistas ativistas, em sua maioria, são uma cruza de IGNORÂNCIA + SAMBA DO CRIOULO DOIDO, sem base em conceitos, e misturando alhos com bugalhos.

    Como a MAIORIA É ANALFABETA FUNCIONAL, cola.
  • Lucas  24/12/2016 14:05
    O capitalismo é apenas força, ninguém escolheu isso, apenas nos adaptamos a isso, o que eu acho engraçado são essas pessoas que legitimam a força como liberais e ancaps... Sempre existiram pessoas assim, pessoas descartáveis na minha opinião. O mundo não precisa de trabalhadores em algumas décadas a maioria dos empregos irão ser exercidos pelas máquinas e as classes altas quando não precisarem mais do trabalho de vocês, poderão simplesmente criar uma doença aleatória e eliminar vocês. É isso que vocês são, apenas um trabalhador, você não tem legitimidade para existir sem um trabalho, é claro que vão tentar me refutar dizendo mil coisas sobre novos setores e etc... Mas partindo da sua lógica egoísta as classes altas precisam do seu trabalho agora, quando não precisarem mais, vocês todos irão ser mortos. É isso que dá criar um sistema baseado no egoísmo, quando uma das partes não tem mais nada pra trocar, para que ela vai existir não é mesmo? Matem ela logo! Eu sei que é isso que vocês pensam, e eu também depois de tanto ler tantas coisas egoístas nesse site, entendi que as pessoas precisam trocar coisas para existir, mas os outros em si mesmos são ameaças diretas para a existência dessas mesmas pessoas, cria-se uma espécie de guerra fria entre elas e essas relações são pautadas no egoísmo mútuo. Porém com as máquinas oferecendo os serviços a parte mais forte, no caso os capitalistas não tem que mais aguentar os trabalhadores, eles enfim são todos mortos. E não não sou de esquerda, só sou realista, e por favor refutadores de plantão, aproveitem enquanto podem pois daquia a alguns anos algum robô será criado só para correções e refutações em comentários de sites irrelevantes. :)
  • Emerson Luis  03/01/2017 10:26

    Ótimo artigo!

    Por certo tempo alguns deformadores de opinião esquerdistas comemoraram o surgimento do Uber como uma forma de "combate ao capitalismo", foram até apelidados de "esquerda Uber"

    Porém, o título ficou ambíguo, pode dar a entender que antes dos aplicativos os "proletários" não podiam se tornar capitalistas. Uma das grandes diferenças entre o capitalismo e o mercantilismo foi (e é) justamente essa possibilidade.

    * * *


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