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O erro central da teoria keynesiana em uma única frase
E nenhum keynesiano responde com sinceridade a esta pergunta

"Quando uma economia está em recessão, o governo tem de criar demanda agregada. E ele tem de fazer isso aumentando seus gastos".

Este é o mantra keynesiano.

Tal raciocínio advém diretamente da fórmula matemática do PIB, a saber:

C + I + G + X - M = Y(PIB)

Consumo + Investimento + Gastos Governamentais + Exportações - Importações = Produto Interno Bruto

O consumo (C) envolve uma série de decisões individuais sobre como será a alocação de recursos por toda a sociedade.  O investimento (I) envolve uma série de decisões individuais sobre como será a alocação de recursos por toda a sociedade.  As exportações (X) envolvem uma série de decisões individuais sobre como será a alocação de recursos por toda a sociedade.  O mesmo se aplica às importações.

Já os gastos governamentais (G) representam um tipo diferente de decisão de alocação

C, I, X e M se originam espontaneamente das ações dos proprietários originais dos recursos.  Já o G não se origina das ações dos proprietários originais dos recursos. O governo não tem recursos próprios para gastar.

O que nos leva então à fatídica pergunta:

"De onde vem o dinheiro que o governo utiliza para aumentar seus gastos?"

Sim, isso é praticamente tudo o que você tem de fazer para refutar Keynes. Basta fazer essa pergunta e toda a ideia se desmorona.

Há um volumoso material acadêmico que se baseia abertamente na teoria de Keynes. São mais de 70 anos de publicações acadêmicas. Todo esse material preenche milhões de volumes de livros-textos de macroeconomia. Trata-se do dogma econômico reinante do mundo moderno. E todo esse material evita por completo essa pergunta: "De onde vem o dinheiro que o governo utiliza para aumentar seus gastos?"

Há três respostas: ou o governo aumenta impostos; ou ele toma dinheiro emprestado de bancos, pessoas e empresas; ou ele simplesmente imprime dinheiro.

Não é preciso ser um profundo conhecedor de economia para entender que nenhuma dessas três medidas cria riqueza.

Volte à fórmula do PIB. Veja que C, I, X e M são baseados na produção. Eles representam forças criativas. Já o G é baseado no confisco.

1) Se um aumento de G advém de mais impostos, então C, I, X e M serão prejudicados.

2) Se um aumento de G advém do endividamento do governo (com o governo emitindo títulos e esses títulos sendo adquiridos por bancos), então igualmente haverá menos dinheiro para C, I, X, e M.  Os empreendedores agora não mais conseguirão empréstimos junto a esses bancos, que passaram a direcionar o dinheiro para os títulos do governo. Com mais empréstimos indo para o governo, os juros subirão e inviabilizarão investimentos produtivos. Igualmente, pessoas e empresas que também emprestarem dinheiro para o governo terão agora menos dinheiro para consumir e investir.

3) Se um aumento de G advém da simples criação de dinheiro pelo próprio governo, os preços dos bens e serviços subirão. Se os salários não forem reajustados, todos ficarão mais pobres. Se forem reajustados, todos ficarão na mesma situação de antes. (No extremo, a contínua criação de dinheiro leva à Venezuela.)

De novo: nenhuma dessas três medidas cria riqueza. Consequentemente, nenhuma dessas três medidas pode tirar uma economia de uma recessão.

G não é uma força criativa.  Tudo o que é gasto por G é feito à custa de C, I, X ou M.

Tomando de Pedro para subsidiar Paulo

O item mais utilizado pelos governos durante uma recessão é o item 2: endividamento.

Dado que aumentar impostos é impopular (ainda mais durante uma recessão) e dado que simplesmente imprimir dinheiro para financiar despesas correntes não mais é uma prática legal na maior parte do mundo civilizado [N. do E.: no Brasil, isso foi proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, artigos 35 e 39], então os governos recorrem majoritariamente ao aumento dos déficits orçamentários e, consequentemente, da dívida pública.

Quando isso ocorre, apenas aqueles indivíduos mais iniciados irão fazer essas duas perguntas óbvias:

a) De onde o governo irá tirar dinheiro para pagar esse empréstimo e seus juros?

b) De onde as pessoas e empresas irão tirar dinheiro para emprestar ao governo?

As respostas dos políticos para a primeira pergunta é fácil: impostos e mais endividamento.

Já a segunda pergunta traz consigo a própria resposta: o dinheiro que as pessoas emprestam ao governo é aquele dinheiro que deixou de ir para C, I, X e M. 

De novo: nada disso cria riqueza; nada disso pode tirar uma economia da recessão.

Os mais insistentes poderão, ainda, perguntar:

c) Qual a consequência de os bancos direcionarem mais dinheiro para o governo?

A resposta é direta, mas poucos fazem a conexão: mais dinheiro sendo emprestado para o governo significa menos dinheiro sendo emprestado para pessoas e empresas. Com menos dinheiro disponível para pessoas e empresas — e sabendo que é mais arriscado emprestar para pessoas e empresas do que para o governo —, os juros serão bem mais altos. (Veja mais detalhes aqui).

De novo, pela quarta vez: nada disso cria riqueza; nada disso pode tirar uma economia da recessão.

O grande truque

O núcleo da teoria econômica keynesiana é este: atribuir uma produtividade econômica a uma agência que nada mais faz do que se apossar do dinheiro alheio sem nada produzir.

De alguma forma, segundo a teoria keynesiana, o governo pode elevar o gasto agregado da economia (1) sem estar produzindo nada de novo e (2) sem que isso reduza os gastos em outros lugares da economia.  Keynes nunca explicou como isso seria possível.  Nem seus discípulos.

Ainda chegaremos ao dia em que economistas, historiadores e investidores olharão para o passado e quedarão espantados com a total incapacidade de três gerações (1950-20??) de economistas e investidores de perceberem o óbvio.

O cético há de gritar: "Mas toda a economia keynesiana não pode ser resumida apenas a isso". Pode. Com efeito, toda a economia keynesiana é apenas isso.  E o cético retrucará: "Alguém teria apontado isso ainda em 1936 se isso fosse tudo o que há nela."  Poucos, além de Mises e Hayek, fizeram isso.  E esses poucos passaram a ser ignorados após 1948, o ano em que Paul Samuelson publicou seu livro-texto de economia.

Como assim? Por que toda essa platitude foi aceita? Por causa daquilo que George Orwell observou em 1946, o mesmo ano em que Keynes morreu.  "Enxergar o que está na frente do nariz exige um esforço constante".

Keynes foi um mestre da prestidigitação verbal. Ele soube como manter os olhos da platéia direcionados para qualquer outro lugar do palco e não para o coelho dentro da cartola: o coelho da riqueza criada pelo gasto do governo. O governo não pode tirar nada de sua cartola que não tenha antes colocado lá.

A estória de criação keynesiana de riqueza sempre foi a estória do imperador nu. Quando toda uma civilização se mostra alegremente enganada por esse tipo de conto, a verdade sempre encontra enorme resistência.

E quando você descobre um fato óbvio que não foi percebido por toda uma cultura, você identificou o calcanhar de Aquiles daquela cultura.

Mais uma vez: "De onde vem o dinheiro que o governo utiliza para aumentar seus gastos?"

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Leia também:

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Os gastos do governo são o grande inimigo do crescimento econômico

Gastos públicos são lucros privados: quando o governo gasta, ganham os grandes e perdem os pequenos

Caro Meirelles: os déficits do governo nos empobrecem; mas os gastos são ainda piores


32 votos

autor

Gary North
é Ph.D. em história, ex-membro adjunto do Mises Institute, e autor de vários livros sobre economia, ética, história e cristianismo. Visite seu website

  • Andre  07/12/2016 13:51
    Peguem leve com o Keynes, o cara escreveu uma lorota qualquer para vender livros pra políticos, ficar famoso e fazer uma grana, muitos aqui fariam isso para sair da pindaíba.
    Mas, parece que o nível de idiotice foi bastante elevado e compatível com o nível dos burocratas e aí... Podiam batizar com outro nome essa teoria patética e deixar o homem descansar em paz.
  • Honesto Modesto  07/12/2016 16:24
    Abro um site da grande mídia e tomo um susto:

    Henrique Meirelles é o Empreendedor do Ano em 2016

    Quem? Isso mesmo, você não leu errado. Já passou do limite razoável. Até as palavras já perderam seu verdadeiro significado.

  • Bernardo Rohrbacher  07/12/2016 23:57
    Keynesianismo é um esquema de pirâmide a nível nacional.
  • brun  15/08/2017 13:36
    Internacional infelizmente
  • Pedro Ivo  09/12/2016 18:46
    "Peguem leve com o Keynes, o cara escreveu uma lorota qualquer para vender livros pra políticos, ficar famoso e fazer uma grana, muitos aqui fariam isso para sair da pindaíba. " - Sim. Muitos abrem mão da própria alma por um pouco de conforto. Continua sendo abrir mão da própria alma, e o fato de que muitos o fariam nada significa (salvo que o inferno está cheio, a não ser por Misericórdia Divina) que o funde ou justifique.

    "Podiam batizar com outro nome essa teoria patética e deixar o homem descansar em paz." - Keynes se dizia um "imoralista". Ele sabia o que fazia e se orgulhava disto.
  • douglas  15/08/2017 03:43
    Nossa você foi direto ao cerne da questão, a teoria caiu como uma luva nas mãos de políticos, para justificar todos os déficits, gastos e investimento nas nobres causas sociais, assim claro toda essa mentira, fica justificada e eles claro não sujam as mãos.
  • Questionador Anônimo  16/08/2017 14:53
    Eu não tenho opinião formada sobre nada, apenas perguntas, deixando claro antes que alguém responda com alguma crítica a um suposto pensamento que eu teria. Gosto bem mais dos Austríacos do que dos neoclássicos.

    Mas tenho uma dúvida. De onde vem o dinheiro para o C , I, X e M?

    Pelo que entendo, desde que nosso sistema monetário fraudulento, além do uso de reservas fracionárias, passou a não ter lastro em ouro, o lastro se tornou a dívida pública que os bancos podem vender ao banco central em troca de reservas. Com isso me parece que todo o dinheiro novo vem de uma dívida nova, seja ela privada ou pública, sendo a pública potencial lastro para as reservas do banco central.

    Com isso em um processo de desalavancagem inevitável a base monetária deve contrair, potencialmente alimentando um ciclo vicioso, que muitas vezes pode ser necessário, mas que também pode ser exagerado devido a natureza humana.

    Dito isso e concordando que o aumento de gastos do governo é sempre ruim sigo com dúvidas que gostaria de ver respondidas:

    1- Dado nosso sistema monetário atual, todo o dinheiro novo não vem do aumento de dívida? Portanto o dinheiro para C, I, X e M também não teria hoje sua origem na expansão do crédito que inevitavelmente gera a depressão posterior? Nesse caso o a dívida pública teria uma "qualidade extra" (advindo da fraude dos BCs é verdade) pelo fato de servir de lastro para a emissão da base monetária?

    2- Considerando que permitir uma desalavancagem mais acelerada do setor privado pode ser benéfico, e que a alta arrecadação dos governos modernos já é questionável, se o governo aumentasse sua dívida em um processo de desalavancagem do setor privado através da redução de impostos e não aumento de gastos, isso não poderia ser algo até que aceitável? Isso pois estaria reduzindo os questionáveis impostos e liberando fluxo de dinheiro da máquina pública para o setor privado para que este gaste como quiser.

    3- Considerando a maneira como o sistema monetário funciona a dívida que o governo toma é posteriormente gasta com o setor privado, de modo que não deveria reduzir o volume de dinheiro em si para o setor privado, isso não é verdade em termos de volume de dinheiro na economia? Entendo que o aumento da dívida pública leva ao aumento do juros e por consequência uma restrição as atividades do setor privado, mas fico com a impressão que isso vem pelo canal dos juros e não pelo dinheiro emprestado ao governo deixar de "existir" para o setor privado, logo quando o texto comenta que mais dinheiro para G significa menos dinheiro para o resto é algo que tenho dificuldade de enxergar. Entendo que a quantidade de dinheiro do nosso sistema monetário fraudulento é dado pela quantidade de dívida independente se pública ou privada, dessa forma a desalavancagem do setor privado e/ou público levaria a uma redução de dinheiro para C, I, X e M e um aumento do endividamento levaria a um aumento de dinheiro para C, I, X e M. Posso estar enganado, mas é o que entendo hoje da estrutura de balanços da nossa economia.
  • Leandro  16/08/2017 15:46
    1)

    "Dado nosso sistema monetário atual, todo o dinheiro novo não vem do aumento de dívida?"

    Correto. Tanto da dívida pública quanto privada.

    "Portanto o dinheiro para C, I, X e M também não teria hoje sua origem na expansão do crédito que inevitavelmente gera a depressão posterior?"

    Correto.

    "Nesse caso o a dívida pública teria uma "qualidade extra" (advindo da fraude dos BCs é verdade) pelo fato de servir de lastro para a emissão da base monetária?"

    A dívida pública é, de fato, o "lastro" de toda a base monetária.

    Mas ainda não ficou claro por que isso seria positivo. No final, tudo se resumiu a "criar dinheiro do nada". Ou, mais coloquialmente, imprimir dinheiro.

    E isso, como abordado no artigo, também não cria riqueza. Gera inflação de preços e, como você corretamente enfatizou, ciclos econômicos.

    2)

    "Considerando que permitir uma desalavancagem mais acelerada do setor privado pode ser benéfico, e que a alta arrecadação dos governos modernos já é questionável, se o governo aumentasse sua dívida em um processo de desalavancagem do setor privado através da redução de impostos e não aumento de gastos, isso não poderia ser algo até que aceitável?"

    Esse é o cerne da teoria pós-keynesiana. Segundo seus seguidores, se o setor privado está desalavancando (ou seja, quitando dívidas e não pegando mais empréstimos), a quantidade de dinheiro na economia está diminuindo. Consequentemente, para contrabalançar isso, seria o necessário o governo incorrer em déficits (aumentar sua dívida) para aumentar a oferta monetária.

    Curiosamente, é exatamente isso o que vem acontecendo no Brasil desde 2014. Só que o aumento dos déficits (dívida) do governo, longe de estimular a economia, gerou apenas mais incertezas e inseguranças nos investidores.

    Afinal, déficits orçamentários sempre geram o temor de que o governo irá elevar impostos no futuro. Contas desarranjadas não duram por muito tempo. Se o orçamento do governo está deficitário, o empreendedor sabe que o ajuste futuro muito provavelmente será via aumento de impostos. E aumento de impostos sempre gera custos adicionais às empresas, mudando totalmente o cenário no qual elas basearam seus planos de investimentos.

    Empresas planejam a longo prazo. Investimentos produtivos são investimentos de longo prazo. Um aumento-surpresa de impostos gera custos adicionais no longo prazo e altera totalmente o cenário no qual as empresas inicialmente basearam seus planos de investimentos. Elementos como previsibilidade, facilidade de empreender e custo tributário são cruciais. Mudanças abruptas alteram todo o planejamento das empresas e inibem seus investimentos. Como investir quando não se sabe nem como serão os impostos no futuro?

    O fato é que, qualquer que seja a forma com que você encare os déficits orçamentários, eles causam graves problemas econômicos. Independentemente da maneira como são financiados, eles sempre afetarão diretamente os investimentos privados.

    "Isso pois estaria reduzindo os questionáveis impostos e liberando fluxo de dinheiro da máquina pública para o setor privado para que este gaste como quiser."

    Mas é exatamente o contrário: déficits maiores do governo não "liberam fluxo de dinheiro da máquina pública para o setor privado"; déficits maiores do governo chupam dinheiro do setor privado para a máquina estatal.

    Não importa como os déficits orçamentários serão financiados, se com criação de dinheiro pelos bancos ou diretamente pelo público: no final, eles sempre afetam e reduzem o investimento privado, um efeito conhecido como crowding-out.

    O primeiro caso é direto e fácil de ser visto: se a população e as empresas estão direcionando sua poupança para bancar os gastos do governo, e não para financiar investimentos produtivos, então o investimento privado está sendo diretamente afetado pelos déficits orçamentários do governo.

    Os déficits do governo estão desviando a poupança da população para os gastos improdutivos do governo, levando a um crowding-out do investimento produtivo, gerando dificuldades cada vez maiores para melhorar ou até mesmo para manter o padrão de vida do público, no longo prazo.

    A lógica nos diz que, se a poupança vai para os títulos do governo, vai haver necessariamente menos poupança disponível para o investimento produtivo, e as taxas de juros serão maiores do que seriam sem os déficits.

    Já se os déficits do governo são financiados pela venda de títulos do Tesouro aos bancos — ou seja, por uma inflação monetária feita pelo sistema bancário em conjunto com o Banco Central —, todo o efeito será indireto: esse novo dinheiro "impresso" pelo governo vai diluir o poder de compra de todo o dinheiro em posse da população, gerando um acelerado aumento de preços. E isso não só irá desarrumar toda a economia, como também irá desestimular investimentos produtivos.

    Quando um empreendedor faz um investimento voltado para o longo prazo, o mínimo que ele tem de saber é como será o poder de compra da moeda no futuro. Se ele não tiver ideia de quanto valerá a moeda lá no futuro, ele não conseguirá estimar quais serão são custos e suas receitas. Consequentemente, ele não conseguirá nem sequer estimar se terá lucro ou prejuízo.

    Planejar para o longo prazo tendo em mente uma inflação futura de 3% ao ano é totalmente diferente de planejar tendo em mente uma inflação futura de 10% ao ano. Os tipos de investimentos que são lucrativos em cada um desses cenários são totalmente distintos.

    Se você prevê uma inflação continuamente alta no futuro, então você irá se concentrar em projetos de curto prazo; projetos que visam ao futuro mais imediato. Você não irá fabricar máquinas e equipamentos; não irá ampliar suas instalações industriais. Você irá se dedicar a fabricar bens de consumo simples e triviais (como pirulitos e chicletes) que dão retorno mais imediato. Com inflação em alta, fazer investimento de longo prazo torna-se extremamente arriscado.

    3)

    "Considerando a maneira como o sistema monetário funciona a dívida que o governo toma é posteriormente gasta com o setor privado, de modo que não deveria reduzir o volume de dinheiro em si para o setor privado, isso não é verdade em termos de volume de dinheiro na economia?"

    Mas ninguém disse que a dívida do governo reduz o volume de dinheiro na economia. Ao contrário, aliá: déficits tendem a aumentar a oferta monetária.

    O problema dos déficits, como tentei explicar acima, é que eles não só não estimulam o investimento, como ainda tendem a retraí-lo.

    "logo, quando o texto comenta que mais dinheiro para G significa menos dinheiro para o resto é algo que tenho dificuldade de enxergar."

    Bom, espero que agora esteja mais fácil de enxergar.
  • Questionador An%C3%83%C2%B4nimo  16/08/2017 16:40
    Como sempre muito obrigado pelas respostas.

    Acho que ajudou sim. O que entendo da sua resposta é que o artigo comenta mais em termos reais e não em quantidade de dinheiro em si. Ou seja, apesar de o déficit do governo aumentar a oferta monetária nominal, se for pelo aumento do gasto isso seria um gasto deslocando recursos reais para bens e serviços questionáveis e não ótimos, e se for pela redução do imposto com aumento de endividamento essa oferta monetária extra virá com maior incerteza em relação a juros e impostos futuros com consequências ruins sobre a alocação de recursos do setor privado de qualquer maneira (ex: pessoas produtivas parando de trabalhar/investir e vivendo dos juros alto da dívida pública).

    Por um momento pensei que alguns Austríacos seriam a favor da redução de impostos em momentos de crise (acho bem pertinente que impostos menores possíveis são sempre um bom objetivo). Por exemplo aqui no Brasil, reduzir gastos é um parto político com necessidade de PECs dado nossa constituição questionável. Mas de repente se reduzissem impostos de má qualidade, como o alto volume de impostos que temos sobre faturamento, talvez fosse algo bom, podendo inclusive aumentar a receita do governo na medida que a economia poderia crescer mais e a sonegação reduzir. Como a equipe econômica e o mercado dominado pela síntese neoclássica só olha para o déficit eles ainda acham mais pertinente aumentar os impostos para reduzir o déficit, o que me parece pior do que não fazer nada ou quem sabe reduzir alguns impostos ruins.

    Logo se me permite mais uma pergunta pontual. No Brasil, com esses altos impostos, muitas vezes impeditivos, baixar impostos hoje em pleno déficit de 160 bilhões, poderia ser positivo ou seria ainda pior, e nesse caso estamos amarrados a essa alta carga tributária até que haja espaço fiscal através do corte de gastos para reduzir os impostos?

    Reforço meus agradecimentos pela sua atenção em responder os comentários.
  • Reginaldo  16/08/2017 16:49
    É claro que baixar impostos é crucial, principalmente em períodos de recessão. Só que de nada adianta baixar impostos e aumentar gastos (que é o que sempre é feito; os gastos nunca são sequer congelados; eles sempre aumentam) e, com isso, explodir a dívida.

    O ideal é cortar gastos, sempre. Onde? Em qualquer área e em todas as áreas.

    Aviso a Meirelles: os déficits do governo nos empobrecem; mas os gastos são ainda piores

    Os gastos do governo são o grande inimigo do crescimento econômico

    Gastos públicos são lucros privados: quando o governo gasta, ganham os grandes e perdem os pequenos
  • SRV  07/12/2016 13:57
    "Ninguém queria dar a perceber que não podia ver coisa
    alguma, para não passar por tolo ou por incapaz. 0
    caso é que nunca a roupa do Imperador alcançara
    tanto sucesso.

    - Mas eu acho que ele não veste roupa alguma! -
    exclamou então um menino.

    - Ouçam! Ouçam o que diz esta criança inocente! -
    observou seu pai a quantos o rodeavam.

    Imediatamente todo mundo se comunicou pelo ouvido
    as palavras que o menino acabava de pronunciar.

    - Não veste roupa alguma. Foi isso o que assegurou
    este menino.

    - 0 Imperador esta sem roupa! - começou a gritar o
    povo.

    0 Imperador fez um trejeito, pois sabia que aquelas
    palavras eram a expressão da verdade, mas pensou:

    - A procissão tem de continuar.

    E assim, continuou mais impassível que nunca e os
    camaristas continuaram segurando a sua cauda invisível"

    (Trecho de "A nova roupa do imperador", de onde surgiu a famosa expressão "o rei está nú")
  • Alexandre Coutinho   07/12/2016 14:22
    O maior gerador de "demanda agregada" é um espírito altamente empreendedor em um cenário desburocratizado.

    #agorismo
  • Eduardo  07/12/2016 14:23
    Na verdade, não é que eles não sabem disso, eles sabem muito bem e aplicam de propósito para privilegiar os amigos do governo.
  • gabriel  07/12/2016 15:10
    se me permitem bancar o advogado do diabo (do keynes), acho que uma das razoes de o governo usar dinheiro da populacao seria para direcionar gastos onde a produtividade da economia como um todo seria melhorada, ou seja, infra-estrutura, tecnologia, educacao etc. Isso seria melhor para todos do que investimentos ultra conservadores durante uma recessao, como compra de terras, guardar debaixo do colchao etc. Entao sera que o texto simplificou demais a logica de keynes?
  • Marcos  07/12/2016 15:51
    "acho que uma das razoes de o governo usar dinheiro da populacao seria para direcionar gastos onde a produtividade da economia como um todo seria melhorada"

    Se há setores onde investimentos adicionais fariam com que "a produtividade da economia como um todo seria melhorada", então os próprios indivíduos atuantes no mercado (empreendedores e investidores em busca do lucro) perceberiam essa oportunidade e fariam isso.

    Na prática, você está dizendo que burocratas têm uma superior capacidade de percepção da realidade de toda a economia do que milhões de indivíduos. Você está dizendo que burocratas do governo sabem melhor do que milhões de indivíduos onde exatamente deve haver investimentos.

    Se o bairro onde você mora precisa de um restaurante, quem perceberá isso mais rapidamente: consumidores, empreendedores e investidores, ou burocratas?

    Igualmente, se toda uma região precisa de estradas e pontes, quem perceberá isso mais rapidamente: consumidores, empreendedores e investidores, ou burocratas?

    Obviamente, investidores e empreendedores são proibidos pelo governo de sair construindo estradas e pontes porque tal atividade é monopólio estatal (só pode fazer isso quem o estado concede). É por isso que não há estradas e pontes em bom estado no Brasil.

    "ou seja, infra-estrutura, tecnologia, educacao etc"

    Dizer que os burocratas do estado sabem melhor que milhões de indivíduos onde há demanda por tecnologia, infraestrutura e educação é o ápice do humor involuntário.

    O estado não sabe gerir nem um hospital, mas, de alguma maneira, saberá atender às demandas pontuais de milhões de indivíduos por pontes, iPads e aulas de nanotecnologia.

    "Isso seria melhor para todos do que investimentos ultra conservadores durante uma recessao, como compra de terras, guardar debaixo do colchao etc."

    Não existe isso de guardar dinheiro debaixo do colchão. É incrível que ainda haja pessoas que falem isso.

    Pra começar, quem faz isso tem seu dinheiro dizimado pela inflação. É a forma mais estúpida de se queimar capital. Quem guarda dinheiro embaixo do colchão não está nem sequer poupando; está perdendo dinheiro para a inflação.

    No mundo real de hoje, nenhum investidor "deixa o dinheiro parado". O dinheiro está em alguma conta bancária. E dinheiro na conta bancária nunca fica "parado". Ele é emprestado ou para empresas, ou para consumidores, ou para o governo, ou é utilizado -- também pelos bancos -- para comprar debêntures e ações. O dinheiro que você pensa estar paradinho na sua conta já foi repassado para terceiros. Só se os bancos odiarem lucros é que eles deixarão o dinheiro parado.

    Aliás, havendo um governo com um orçamento deficitário, os bancos emprestarão para ele cada centavo sobrante das contas de seus correntistas.

    Não existe "dinheiro parado" no atual arranjo monetário e bancário. Quem fala em "dinheiro parado" parou na economia do século XIX, quando realmente era possível guardar ouro dentro de casa e os governos tinham orçamentos equilibrados.

    "Entao sera que o texto simplificou demais a logica de keynes?"

    Como demonstrado nas respostas acima, pode-se concluir que foi você quem simplificou demais o mundo à sua volta: burocratas oniscientes e sempre alertas às demandas da população, trilhões de reais embaixo de um colchão.

    Um artigo para você:

    "Deixem o mercado cuidar disso!" - você sabe o que essa frase realmente significa?
  • Ricardo SI  07/12/2016 18:53
    Acho a pergunta feita pelo Gabriel válida...

    Dado o arranjo onde o governo possui o monopólio sobre alguns itens de infra-estrutura como estradas, pontes/telecomunicações, etc. E não estou julgando se isso é bom ou ruim é apenas uma constatação de um cenário existente...

    Eventualmente, gastos nessas áreas (se realizadas de forma eficiente), podem ativar a economia... O que quero dizer, é que se o investimento for correto, ele pode ativar a economia sim, tanto quanto um investimento privado o faria, certo?

    Toda a questão gira em torno da eficiência do investimento realizado pelo Estado... Que na grande maioria das vezes é MUITO RUIM... Mas não creio que isso aconteça em 100% dos casos, os casos onde o investimento é bem feito, ninguém fica sabendo, eu acho... É como um rim... Se ele funcionar bem, ninguém percebe que ele está lá...

    Além disso, um governo eficiente (não o nosso), que não precisasse visar o lucro imediato (logo, não uma "democracia" como a nossa) poderia direcionar a economia de forma saudável... Assim como uma empresa que detém um monopólio temporário de um nicho, consegue transformar o nicho que domina.

    E quando digo, "direcionar economia de forma saudável", não estou dizendo, regular a economia... Poderia ser exatamente o oposto, desregular... Incentivar através de desregulamentação... De isenção de impostos, etc... Ou mesmo investir... Ou incentivar investimento... Ou fazer parcerias... Acredito, que uma intervenção estatal, se for bem feita, pode funcionar... Não estou dizendo que seja melhor, mas que não se pode afirmar TAUTOLOGICAMENTE que sempre será pior.
  • Henry  07/12/2016 19:21
    "Dado o arranjo onde o governo possui o monopólio sobre alguns itens de infra-estrutura como estradas, pontes/telecomunicações, etc. [...] Eventualmente, gastos nessas áreas (se realizadas de forma eficiente), podem ativar a economia... O que quero dizer, é que se o investimento for correto, ele pode ativar a economia sim, tanto quanto um investimento privado o faria, certo?"

    Errado.

    Vivemos em um mundo de recursos escassos. Aquilo que é utilizado em um setor foi necessariamente retirado de outro setor. Se o governo está comprando recursos escassos, insumos e matérias-primas para utilizar em um setor, então outros setores ficarão sem estes mesmos recursos.

    Se o governo está construindo uma ponte, ele irá consumir grandes quantidades de aço, cimento, vergalhões e argamassa. Isso significa que todo o resto do setor da construção civil terá agora de pagar mais caro para conseguir a mesma quantidade de aço, cimento, vergalhões, argamassa. Os preços desses itens irão subir e, como consequência, todos os bens que utilizam esses itens em sua construção -- como imóveis e carros -- ficarão mais caros.

    Quando o governo gasta, ele está consumindo bens que, de outra forma, seriam utilizados pela população ou mesmo por empreendedores para fins mais úteis e mais produtivos. Por isso, todo o gasto do governo gera um exaurimento de recursos. Bens que foram poupados para serem consumidos no futuro acabam sendo apropriados pelo governo, que os utilizará sempre de forma mais irracional que o mercado, que sempre se preocupa com o sistema de lucros e prejuízos. Portanto, os gastos do governo exaurem a poupança (por ''poupança'', entenda-se ''bens que não foram consumidos no presente para serem utilizados em atividades futuras'').

    Dois artigos sobre isso:

    Como as obras públicas subtraem riqueza da população

    Será que durante uma depressão as regras econômicas se alteram?
  • Ricardo SI  07/12/2016 19:47
    Essa lógica está incompleta... Se um empreendedor construir uma ponte... Ele também consome itens escassos... A única diferença, é a eficiência com que ele gasta esse recurso. Se ao consumir este item escasso, ele gerou condições para que outras pessoas, gerassem riqueza através de trabalho... Ele ativa a economia...

    Por exemplo... Se um desenvolvedor de software free-lancer, através de seu trabalho, desenvolveu um software que melhorou a vida da população... Ele gerou riqueza, certo?

    Se esse desenvolvedor trabalhou para o governo... A população foi beneficiada da mesma forma... Não foi o governo que gerou a riqueza, foi o desenvolvedor... Através de um pagamento feito pelo governo... Certo? Mas de qualquer forma, a riqueza foi gerada... Através de um investimento feito pelo governo...


  • Hazlitt  07/12/2016 20:36
    "Se um empreendedor construir uma ponte... Ele também consome itens escassos... A única diferença, é a eficiência com que ele gasta esse recurso."

    1) Se a obra é estatal -- isto é, se ela é feita de acordo com critérios políticos --, então não há como saber que ela está sendo genuinamente demandada pelos consumidores. Não há como saber se ela realmente é sensata ou não, se ela é racional ou não. (Vide os estádios da Copa na região Norte do país). O que vai predominar serão os interesses dos políticos e de seus amigos empreiteiros, ambos utilizando dinheiro de impostos. Não haverá nenhuma preocupação com os custos.

    2) Se a obra é estatal, haverá superfaturamento. (Creio que, para quem vive no Brasil das últimas décadas, isso não necessariamente é uma conclusão espantosa). Havendo superfaturamento, os preços desses insumos serão artificialmente inflacionados, prejudicando todos os outros consumidores. Os preços, portanto, subirão muito mais ao redor do país.

    3) Por outro lado, se é o setor privado -- e não o estado -- quem voluntariamente está fazendo a obra, então é porque ele notou que há uma demanda pelo projeto. Ele notou que há expectativa de retorno. (Se não houvesse, não haveria obras). Consequentemente, os preços dos insumos serão negociados aos menores valores possíveis. Caso contrário -- ou seja, caso houvesse superfaturamento --, a obra se tornaria deficitária, e seria muito mais difícil a empresa auferir algum lucro.

    Isso, e apenas isso, já mostra por que os efeitos sobre os preços dos insumos são muito piores quando a obra é estatal. Tudo é bancado pelos impostos; não há necessidade de retorno financeiro para quem faz a obra (o governo e suas empreiteiras aliadas); não há accountability; os retornos são garantidos pelos impostos do populacho.

    Já em uma obra feita voluntariamente pela iniciativa privada, nada é bancado pelos impostos; a necessidade de retorno financeira pressiona para baixo os custos; há accountability; os impostos da população não são usados para nada.

    Qual desses dois arranjos você acha que pressiona para cima os preços dos insumos, prejudicando todos os outros empreendedores do país?
  • Mr. Magoo   07/12/2016 23:55
    Ricardo SI 07/12/2016 19:47 : ".....Se esse desenvolvedor trabalhou para o governo... A população foi beneficiada da mesma forma... Não foi o governo que gerou a riqueza, foi o desenvolvedor... Através de um pagamento feito pelo governo... Certo? Mas de qualquer forma, a riqueza foi gerada... Através de um investimento feito pelo governo... "

    Não só tem redistribuição de riqueza.
    Como explica o testo: G não é uma força criativa. Tudo o que é gasto por G é feito à custa de C, I, X ou M.

    Redistribuição:
    Você quer ir ao cinema mas quer deixar as crianças com alguém. Paga 20 Rs. Isso aumenta em 20 Rs. o setor de serviços, e por aquilo que te concerne, você aproveita do serviço. Você tinha 20 Rs e agora alguém está com os 20 Rs. Cadê o aumento da riqueza?

    Criação:
    Pega 20'000 Rs em materiais e mão de obra e você produz um carro que você vende à 25'000 Rs. O carro vale 5'000 Rs mais que o custo de produção; a tua "riqueza" aumentou 5'000 Rs. Mas..., você diz, alguém ficou com 5'000 Rs a menos. Nada disso. Quem comprou o carro tinha 25'000 RS de liquidez e agora tem um carro do valor de 25'000 Rs. Está quits, e a riqueza do mundo aumentou em 5'000 Rs.

    Outro problema é que você assume como valida a abolição da liberdade econômica do indivíduo em favor do "coletivo".
  • Hernandez  08/12/2016 09:13
    É pacífico que o gasto governamental (G) é as custas de C, I, X e M.
    Porém, no momento de crise é natural as pessoas ficarem na defensiva, e não adianta supor que não, porque é a realidade.
    Somente especuladores estão trabalhando nesse momento. Qualquer pessoa comum não irá fazer nada, pois tem medo de perder o emprego, as empresas ficam com medo de quedas de receitas, etc..
    E o ciclo se auto realimenta.
    Keynes fala que nesse momento o governo (G) pega o dinheiro que os outros estão com medo de gastar e mete bala, fazendo as empresas não terem quedas de receitas, fazendo as pessoas não perderem o emprego e desfazendo o medo do futuro, até que as pessoas voltem a consumir normalmente.
    Na opinião de vocês, qual saída para a crise seria a sensata. E para o bem da discussão e aumento de conhecimento não adianta supor que as pessoas saiam naturalmente da situação do medo porque isso dificilmente iria acontecer.
  • Leopoldo  08/12/2016 11:29
    "No momento de crise é natural as pessoas ficarem na defensiva [...] Qualquer pessoa comum não irá fazer nada, pois tem medo de perder o emprego, as empresas ficam com medo de quedas de receitas, etc... [...] Keynes fala que nesse momento o governo (G) pega o dinheiro que os outros estão com medo de gastar e mete bala,"

    Mas que sujeito formidável!

    Exatamente no momento em que as famílias estão se precavendo por causa das grandes incertezas futuras, e estão poupando o pouco que ainda lhes resta para se manterem vivas, Keynes diz que políticos e burocratas têm de confiscar esse pouco que as famílias ainda têm e repassar tudo para o governo, pois este sim sabe melhor do que ninguém como gastar dinheiro de forma eficiente!

    Se Keynes realmente disse isso, então ele é um monstro psicótico! Muito pior do que Marx. Que esse psicopata seja tido como o maior economista da história apenas comprova o grau de demência dos nossos economistas.

    "Na opinião de vocês, qual saída para a crise seria a sensata."

    O primeiro passo para a saída de uma crise é entender corretamente o que causou essa crise. Você não pode receitar curas se você nem sequer sabe qual é a doença.

    Entendidas as causas, faça isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2421
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2413
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2581
  • Mr. Magoo   08/12/2016 12:17
    COMO SUPERAR CRISES ECONÔMICAS
    1. Não impede a liquidação de investimentos errados
    2. Não inflacione
    3. Permita que os preços se adaptem à situação do mercado
    4. Não intervenha no mercado de trabalho
    5. Diminua os impostos
    6. Reduza os gastos do governo
    7. Não estimule o consumo
    8. Não expanda o assistencialismo
    9. Lembre-se que não é o governo que faz a recuperação, mas sim os atores na economia
    10. Mantenha a calma porque com esta receita a depressão passará rapidamente

    economianova.blogspot.com.br/

    .....é tem os vários artigos do Leandro. È só procurar aqui no site
  • Infiliz  29/12/2016 19:06
    Ah pois é, tive que entrar nessa, apesar de concordar totalmente com o texto (e o site) e simplesmente SABER que todo e qualquer governo é um diabólico esquema de roubo legalizado feito por filhos-das-putas (tadinhas delas, não tem culpa), etc. etc. etc... ainda assim:

    "Tudo o que é gasto por G é feito à custa de C, I, X ou M" - tá, ok... mas...

    Por quê então um defensor do governo não poderia questionar a exata mesma coisa dos itens C, I, X e M?

    Digo, se eu vou investir: esse $ não caiu do céu, eu só vou investir um $ que eu deixei de torrar (-consumo = -C). E como posso comprar coisas sem me abster de investir ou me endividar? Se souber me avise pois é a dica do $$ infinito! kkk
    Então todo esse esqueminha do PIB não considera nenhum incremento, é apenas uma visão estática de um dado momento congelado no tempo, certo? Só representa transferências de um item para outro(s).
  • Ricardo SI  07/12/2016 19:58
    É dessa frase do seu comentário que eu discordo: "Quando o governo gasta, ele está consumindo bens que, de outra forma, seriam utilizados pela população ou mesmo por empreendedores para fins mais úteis e mais produtivos"

    Isso não é sempre uma verdade... Pode ser em boa parte das vezes, mas se o governo investiu bem... Ele pode ter investido melhor sim... Por que não? Eu acho que sim... Veja, não estou dizendo que é uma regra (no nosso caso, é uma exceção rara), mas ele pode sim ser mais eficiente.

    Através do dinheiro arrecadado dos impostos (ou do roubo, como preferirem), ele pode criar sinergias que não existiriam... Não há como afirmar que essa é a melhor forma, ou a única forma, mas não acredito que dê para afirmar que essa SEMPRE será a pior forma.
  • Tulio  07/12/2016 20:57
    "Através do dinheiro arrecadado dos impostos (ou do roubo, como preferirem), ele pode criar sinergias que não existiriam..."

    Ah, isso sem dúvidas. Muita sinergia com os impostos. Odebrecht, Lula e Sérgio Cabral que o digam. A sinergia ali, que antes não existia, foi total.

    Achei que você estava aqui a sério...
  • Ricardo SI  13/12/2016 22:17
    Pessoal, porque o nosso governo é ruim... Vocês não deveriam generalizar e dizer que todos os governos de TODO O MUNDO sejam sempre ruins.

    Ou dizer que TODA A OBRA, de todos os GOVERNOS DO MUNDO sejam superfaturados...

    Vocês realmente acreditam, que 100% (sem exceção) das pessoas dos melhores governos... Sempre superfaturem as obras? Vamos pegar os bons exemplos citados por este site... Cingapura, Austrália, Suiça, EUA de antigamente, etc etc? Não tem uma alma que preste?

  • Ludwig  13/12/2016 23:11
    Sim, sempre há superfaturamento. Mesmo que sem intenção, há superfaturamento. Mesmo que o governo fosse gerido por anjos e seres impolutos, haveria superfaturamento.

    E o motivo é simples, como já repetidas vezes explicado por este site: o governo não opera segundo o sistema de lucros e prejuízos. O governo não opera com recursos próprios. O governo, em suma, não opera dentro das leis de mercado. Logo, por não se preocupar com lucros e prejuízos, e por não operar com fundos próprios, é absolutamente impossível os burocratas calcularem qual seria o preço correto a ser pago para uma empreiteira fazer uma obra.

    Um aparato burocrático, por definição, é incapaz de fazer cálculos econômicos racionais. Ele não segue preços de mercado. Ele não faz cálculo de custos visando ao lucro. Ele, por definição, destrói capital.
  • keynes deus  28/08/2017 17:40
    vamos falar da Noruega?
  • Bonifácio de Andrada  28/08/2017 18:00
    Opa, eu começo.

    Vou contar dois casos. O primeiro aconteceu há poucos meses.

    Com a queda do preço do petróleo, o governo de centro-direita recorreu a uma redução de impostos para tentar estimular a economia. Políticos de esquerda, intelectuais e ativistas criticaram a medida, dizendo que ela beneficiava os mais ricos e afetava os mais pobres.

    Ato contínuo, o governo implantou, no início de junho, um programa de "contribuições voluntárias" ao Tesouro. Com isso, todos aqueles políticos e cidadãos que haviam criticado sua redução de impostos poderiam demonstrar na prática seu amor ao estado e aos mais pobres.

    Tudo o que a pessoa tem de fazer é ir ao website do Tesouro norueguês e doar para o governo a quantia que ele quiser.

    Pois bem. Passado o primeiro mês de vigência, o programa norueguês de doações voluntárias arrecadou... 1.000 euros. Sim, mil euros entre os mais de 5,3 milhões de pessoas que residem no país, que é um dos mais ricos do mundo.

    O mais legal é que os defensores dos impostos gostam dizer que "pagam seus impostos com satisfação e vontade", pois eles tornam possíveis "serviços públicos de magnífica qualidade".

    Porém, isso não vale nem mesmo para Noruega! Isso mostra o quanto as pessoas realmente apreciam os serviços do estado.

    A conclusão é que, quando se trata de sair das palavras e ir para a prática, os defensores de um estado grande preferem que a tarefa de bancar o governo fique inteiramente por conta de terceiros. Aqueles que defendem impostos, principalmente aumento de impostos, querem que apenas terceiros arquem com tudo, e não eles próprios. A esquerda gosta de criar impostos, mas não de pagá-los. Assim é gostoso.

    Segundo caso: eu já estive na Noruega (e em quase todos os países da Europa; sou bem viajado). De todos os países escandinavos, a Noruega é de longe o pior.

    A gasolina é a mais cara do mundo. As bebidas alcoólicas, distribuídas pelo estado, idem. Comer, então, é proibitivo. Dado tudo eram os olhos da cara, eu tinha de me contentar com o McDonald's (caríssimo também).

    Mas nada se compara à surpresa que tive ao descobrir que eu tinha de pagar para poder sentar-me à mesa e comer!

    Sério mesmo, se tem um país que é anti-pobre, esse país é a Noruega. Quem não tem dinheiro não come (se conseguir comprar algo, vai ter de comer em pé), não bebe e não anda de carro.

    Comparado à Noruega, a Suíça é uma pechincha. E os EUA, então, são de graça.

    Converta os preços para dólares e compare os preços dos produtos com os preços que são cobrados nos EUA. É outra galáxia.

    E não precisa confiar em mim não. Veja o relato de um universitário do Texas (estado rico) que foi pra lá. O sujeito quase virou mendigo. Três cervejas, US$ 57!

    sites.utexas.edu/culturescontexts/2013/08/29/why-is-norway-so-expensive-think-living-wages/

    Ah, e segundo uma britânica, compras básicas de supermercado para uma família comum ficam em 1.000 libras esterlinas!

    anotherbagmoretravel.wordpress.com/2013/02/19/norway-europes-most-expensive-country/

    Um pobre brasileiro que esteja trabalhando nos EUA consegue viver com abundância. Tem carro, casa boa (de aluguel), come o que quer e consome bastante. Já um pobre brasileiro na Noruega nem sai do avião. (A menos que ele consiga entrar num programa assistencialista).


    Mais aqui:

    www.tripadvisor.com.br/ShowUserReviews-g190455-r115014580-Norway.html


    A Noruega só se mantém porque bóia sobre petróleo e pode utilizar essas receitas para dar boa vida para os mais pobres. Tire o petróleo da Noruega e veja o que sobra.

    Já Suécia e Dinamarca, que não têm essa mordomia garantida pelo petróleo, têm de se virar. O que ambas fazem? Desregulamentam sua economia.

    Todos os socialistas querem ser a Dinamarca - será mesmo?

    Cinco fatos sobre a Suécia que os social-democratas não gostam de comentar


    Abraços, foi um prazer.
  • Renegado  07/12/2016 15:15
    Considerando apenas a existência deste cálculo, o mais correto não seria: Y= (C+I+X+M) - G, onde se Y>0 = obteve-se algum crescimento (apesar da existência do governo), Y<0, o governo ganhou e consequentemente a economia perdeu e se Y=0 empate técnico entre os que geram valor e os parasitas do estado? Já (X-M) na equação original é muito ridículo, pois posso muito bem importar para investir, dito isto, importar não é algo ruim, aliás, para que eu possa importar, é preciso antes que me sobre dinheiro.
  • Marcos José Corrêa Bueno  07/12/2016 15:26
    "Gastos públicos são lucros privados: quando o governo gasta, ganham os grandes e perdem os pequenos"
    O governo diz que uma Copa do Mundo e Olimpíada gerará riqueza para o país. Aí o pequeno empresário dono do buteco vende mais durante 20 ou 40 dias. Depois disso volta tudo ao normal.
    E a Odebretch ganha bilhões.
    Quem ganhou? Quem perdeu?


  • Barreto  07/12/2016 15:54
    Eis a grande visão da maioria dos economistas deste país. A idéia já nasce morta e insustentável...
  • Investidor Inglês  07/12/2016 15:42
    Olá!

    Muito bom o texto! Excelente ponto de vista!
  • Joao  07/12/2016 16:36
    Engraçado, pois quando você questiona Keynes pra um "Keynesiano", você percebe que ele nem sabia que era Keynesiano, que não conhece nada de economia, mas fica repetindo tudo que a mídia esquerdista fala, como se fosse o entendedor de economia. E ainda tem que ficar ouvindo o cara falar que o Estado tem que ser o grande provedor de tudo, como se: a) O estado fosse realmente bom no que faz; b) O estado prestasse serviços de qualidade ímpar a todos, com o menor custo possível, sendo absolutamente incoerente a existência de um particular fazendo isso; c) O estado tivesse árvores de dinheiro.
  • Capitalista Keynes  07/12/2016 16:39
    Que choradeira....se vivemos num país e este passa por uma turbulência, o Estado intervém com o dinheiro de todos nós para o bem coletivo....todos governos do mundo fazem isso , Japão, EUA ( lembram da FORD e GM ?compra do Fedmac,bla bla bla), Europa nem se fala.

    A pergunta não é saber de onde vem o dinheiro por que isso todos nós sabemos e sim se este dinheiro o Estado deve ou não usar para as crises cíclicas do capitalismo....mas aí é conceito. A maioria dos governos hoje usam práticas keynesianas.
  • Tulio  07/12/2016 17:33
    "A maioria dos governos hoje usam práticas keynesianas."

    Concordo.

    E é exatamente por isso que os países vivem recorrentemente em crises, recessões e ciclos econômicos. Por isso a atual estagnação do mundo.

    Obrigado pela confissão. Irei utilizá-la sempre que alguém vir que falar que "tal crise é decorrente do (neo)liberalismo"...
  • Douglas Silva  08/12/2016 22:53
    Crises cíclicas do capitalismo? O Estado gera essas crises, pela sua intervenção e tenta corrigir seus erros com outros erros. Logo é uma cura para uma doença que não existe.
  • Lel  07/12/2016 21:28
    Deve ser fácil e difícil ser um keynesiano.

    Fácil porque é muito simples convencer a classe política e os intelectuais em implementar suas propostas.

    Difícil porque continuamente precisam melhorar sua retórica para explicar porque suas políticas econômicas seguidas à risca nunca "funcionam" por mais de 15 anos.
  • Thiago Bernardes  08/12/2016 00:26
    Prezados,
    Boa noite.
    Por gentileza, ajudem-me a argumentar com um amigo estatista. Desejos novos pontos de vista, pois estou cansado de ser repetitivo com ele. Por favor, sejam educados para que eu possa enviar os comentários. Sem que às vezes é difícil. Desde já agradeço. Segue o comentário:
    ------------------------------------
    " Quanto ao texto, o importante é perceber que sem as medidas formuladas por keynes a alternativa seria o mercado livre, o capitalismo sem a intervenção estatal. Nesse caso, o que os defensores desse modelo não mencionam é que o capitalismo dessa forma tende à concentração esmagadora de capital, o que se levado às ultimas consequências irá destruir a própria sociedade. "O capitalismo tem o germe da própria destruição ", já disse Marx. Os capitalistas do livre mercado focam no discurso que eles geram a riqueza, mas a riqueza é sempre gerada socialmente. Como ja falei uma vez, um grande empresário não coloca sozinho suas empresas para funcionar, precisa de outras pessoas, que também, portanto, geram riqueza. Para evitar que a concentração da riqueza gerada fique nas mãos apenas dos proprietários, o Estado deve existir assegurando direitos que tentem minimizar essa distorção e distribua as riquezas socialmente geradas para todos. Isso não é comunismo, apenas capitalismo regulado, que tenha vies social. Estado Social de Direito que surgiu na segunda metade do século passado como resultado do fracasso do Estado Liberal em gerar bem estar para todos. Para que o Estado consiga isso tem que tributar. O Estado não gera riqueza, concordo. Mas o capitalismo liberal, por outro lado, gera a distorção de concentrar a riqueza gerada socialmente nas mãos de poucos. Essa concentração do capitalismo liberal gera as crises (a recessão é uma delas). O capitalismo ao longo do século 20 produziu muitas crises, a grande depressão da decada de 30 foi a principal delas. A ultima grande foi a de 2007/2008. O Estado, portanto, intervém para corrigir a distorção, injetando dinheiro. Esse dinheiro, obviamente, ele nao produziu, retirou dos tributos e do seu endividamento sim. Quando a economia melhorar o Estado pode ser mais austero com suas contas para a divida nao decolar em excesso e poder se endividir novamente numa nova crise, injetando dinheiro na economia pra superar a recessao e assim o ciclo segue. A divida do estado é hoje um instrumento de gestão da macroeconomia. Um instrumento sem o qual nao se conseque corrigir as distorções geradas da economia liberal. Basta perceber que todos os países mais ricos hoje tem as maiores dividas. Respondendo a pergunta do texto: o dinheiro vem mesmo dos agentes econômicos que produzem a riqueza, da qual o Estado tira uma parcela pelos tributos, com toda a legitimidade. E utiliza tal riqueza para assegurar direitos sociais e reverter crises. E o faz tambem para salvar a propria economia, que entraria em colapso sem a injeção de dinheiro do Estado (que o Estado tributou). Veja o que os EUA fizeram na crise de 2008. Procure ler sobre o "relaxamento quantitativo", que foi a injeção de 80bilhoes de dolares mensalmente pelo governo americano para salvar a economia mundial do colapso, numa crise gerada pelo mercado sem regulação financeira.

    Veja esse texto do FMI, onde o proprio FMI reconhece que medidas d austeridade nao geram desenvolvimento e, portanto, reconhece a necessidade do gasto publico. ( www.imf.org/external/pubs/ft/fandd/2016/06/ostry.htm )

    Esse artigo do Paul krugman sobre a austeridade, defendendo também o gasto publico:
    https://www.theguardian.com/business/ng-interactive/2015/apr/29/the-austerity-delusion .
    "
    ---------------------------------------------


  • Auxiliar  08/12/2016 01:40
    As causas da Grande Depressão? Intervencionismo na veia.

    Herbert Hoover aumentou os gastos do governo federal em 43% em um único ano: o orçamento do governo, que havia sido de US$ 3 bilhões em 1930, saltou para US$ 4,3 bilhões em 1931. Já em junho de 1932, Hoover aumentou todas as alíquotas do imposto de renda, com a maior alíquota saltando de 25% para 63% (e Roosevelt, posteriormente, a elevaria para 82%).

    A Grande Depressão, na verdade, não precisaria durar mais de um ano caso o governo americano permitisse ampla liberdade de preços e salários (exatamente como havia feito na depressão de 1921, que foi ainda mais intensa, mas que durou menos de um ano justamente porque o governo permitiu que o mercado se ajustasse).

    Porém, o governo fez exatamente o contrário: além de aumentar impostos e gastos, ele também implantou políticas de controle de preços, controle de salários, aumento de tarifas de importação (que chegou ao maior nível da história), aumento do déficit e estimulou uma arregimentação sindical de modo a impedir que as empresas baixassem seus preços.

    Com todo esse cenário de incertezas criadas pelo governo, não havia nenhum clima para investimentos. E o fato é que um simples crash da bolsa de valores -- algo que chegou a ocorrer com uma intensidade ainda maior em 1987 -- foi amplificado pelas políticas intervencionistas e totalitárias do governo, gerando uma depressão que durou 15 anos e que só foi resolvida quando o governo encolheu, exatamente o contrário do que Keynes manda.

    As políticas keynesianas simplesmente amplificaram a recessão, transformando uma queda de bolsa em uma prolongada Depressão.



    Crise financeira de 2008? Keynesianismo na veia. Todos os detalhes neste artigo específico:

    Como ocorreu a crise financeira de 2008


    Seu amigo é apenas um típico keynesiano: repete os mesmos chavões que eu ouvia da minha professora da oitava série.


    Sobre o governo estimular a economia, tenho apenas duas palavras: governo Dilma.

    O legado humanitário de Dilma - seu governo foi um destruidor de mitos que atormentam a humanidade
  • Che  08/12/2016 03:01
    A pergunta que o autor faz: de onde vem o dinheiro para gastos do governo? A mesma pode ser feita a qualquer item da equação, gerando, em última análise, a mesma perplexidade. Vamos fazer um exercício de imaginação. Em poucas palavras vou criar uma interpretação termodinâmica da economia. O mundo gira em torno da energia. É o sol que libera uma quantidade imensa de energia, que faz a roda da humanidade se mover. A energia do sol gerou e gera os hidrocarbonetos, a água da chuva que toca moinhos, as turbinas das hidrelétricas, irriga as lavouras e faz crescer as florestas, e a vegetação. A energia do sol produz os ventos que movem barcos e tambem as usinas eólicas. O trabalho humano e dos seres animados é possível pelo uso da energia dos alimentos, indiretamente sintetizados com a força transformadora da energia solar. Podemos entender que a maior parte da energia disponível provem do sol e é, em última análise, sua utilização eficiente que gera riqueza. Fontes não solares de energia também existem, a exemplo da energia nuclear, e também geram riqueza. Desse raciocínio podemos inferir que aqueles que utilizam a energia disponível e utilizável de modo mais eficiente serão os mais ricos. De fato, isso se chama produtividade. Como os meios para armazenar energia são rudimentares, mesmo com todo avanço técnico, padecemos tentando aumentar a produtividade, pois a maior parte da energia disponível é desperdiçada. Von Mises entendeu que a melhor maneira de aumentar a produtividade é através do arranjo social da divisão do trabalho, que só é eficiente nos livres mercados. Quando as técnicas de armazenamento de energia avançarem e forem facilmente atingíveis, a baixo custo, ou quando se conseguir utilizar uma maior parte da energia dispendida pelo sol para gerar trabalho, provavelmente realizado por máquinas inteligentes, ou mesmo a utilização de modo controlado da fusão nuclear, a produtividade sera elevada e a riqueza estará disponível para todos. As ideias de Von Mises deixarão de ser relevantes, assim como raciocínio tosco do autor do artigo. Nesse glorioso dia o comunismo vai finalmente florescer.
  • Virgilio  28/03/2017 10:46
    Neste dia, a própria economia vai ter desaparecido, meu amigo. As ideias de todos os economistas seriam irrelevantes, não só a de Mises. Resta só saber pq vc acha que isso vai acontecer um dia.
  • William  08/12/2016 11:58
    Nossa! Como esse texto veio à calhar hoje.
    Tenho prova de macroeconomia hoje à noite e, infelizmente, o que ainda se dá de conteúdo em macroeconomia é a teoria keynesiana.
    Sempre achei que aquilo era falácia, que o tal efeito multiplicador nada mais era que uma forma de embaralhar os leigos com números e ludibriar sua percepção, a fim de parecer que o governo realmente produz algo, mas não sabia ainda a melhor forma de refutar o professor.
    Agora já tenho como argumentar hahaha.
    Ótimo texto!
  • Roepke  08/12/2016 12:23
    E não se esqueça deste aqui também, igualmente revelador:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2186
  • tales  08/12/2016 18:22
    Rapaz, não sei se já fez a prova e se lerá antes de fazê-la. Mas pro seu bem, escreva o que o seu professor quer ler na prova e deixe pra argumentar em outro momento, se não você pegará uma DP a toa.
  • Daniel  08/12/2016 12:28
    De onde vem o dinheiro que o governo utiliza para aumentar seus gastos?
    Do povo. O que Keynes acredita é que o governo pode direcionar alguns gastos e melhorar a economia.

    Mas então governo (burocratas) entende mais de economia do que o mercado (milhões de indivíduos)?
    Não, não entende. Provavelmente um país que tivesse só infraestrutura privada seria MUITO mais eficiente financeiramente. Mas a realidade (em todos os países do mundo) já foi "corrompida" por infraestrutura estatal, que sem investimentos do governo degradam e atrasam a economia. Exemplo: se o governo não melhora a estrada, ela se deteriora e a população não vai investir dinheiro pra melhorá-la, pois acredita que isso é responsabilidade pública.

    Hayek pode estar mais certo que Keynes sim, mas Keynes não criou uma teoria que pode ser refutada só com uma pergunta. Audácia, hein!
  • Ramos  08/12/2016 13:06
    "Exemplo: se o governo não melhora a estrada, ela se deteriora e a população não vai investir dinheiro pra melhorá-la, pois acredita que isso é responsabilidade pública."

    Errado. A população não vai investir dinheiro para melhorá-la porque é proibida de fazer isso. Infraestrutura é monopólio estatal. Se você, por conta própria, decidir recapear uma estrada, você pode ir preso.

    www.mises.org.br/BlogPost.aspx?id=2523
  • rlpda  08/12/2016 16:09
    Artigo sucinto e muito bom. A ideia central é clara e lógica, assim como outros artigos sobre esse assunto no site. Só sinto falta de um destaque quando o assunto são os gastos do governo. Muita gente boa ainda questiona se é bom ou não ou governo gastar no lugar da iniciativa privada. Acho que não custa nada enfatizar que além de ser um dinheiro retirado da sociedade, os gastos do governos são ineficientes por natureza porque não estão sujeitos aos mecanismos de lucro/prejuízo. Por mais barbeiragem e corrupção que haja nenhum governo "quebra". Pelo menos não sem antes quebrar toda sociedade como na Venezuela.
  • Bruno  08/12/2016 16:24
    Vários artigos sobre isso, principalmente os listados ao final do texto, que não devem jamais ser ignorados e sempre devem ser vistos como leituras complementares.

    Destaco os principais:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2013
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1025
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2578

    P.S.: é interessante constatar que, quando o artigo é mais abrangente e completo, as pessoas reclamam por ser muito grande. Quando é mais sucinto e direto, as pessoas reclamam por ser muito curto. E quando as leituras complementares são indicadas, são ignoradas. Qual sugestão resta?
  • Luciano Lisboa de Andrade  09/12/2016 15:53
    Caríssimos colegas liberais,
    Gosto, realmente, da metade educada de vcs e tenho pena da miséria intelectual da outra metade. São incapazes intelectuais para a discussão sadia!
    Sou keynesiano, coletivista e bakuninista e tenho algo muito importante a dizer e que vcs não perceberam: vcs estão interpretando errado a questão dos gastos públicos de Keynes!
    Os gastos públicos não vêm de impostos a serem arrecadados, mas de impostos arrecadados no passado! Thomas Piketty diz que a riqueza pública hoje em dia, gira por volta a dois anos de renda nacional. Ou seja, quando começa uma crise, o governo tem dois anos de reserva de riqueza para gastar como quiser. E os gastos públicos podem ser feitos de forma a reaquecer a economia. O governo pode contratar gente para cavar buracos de dia e outro grupo de trabalhadores para fechá-los à noite! Com isso, os trabalhadores terão dinheiro para consumir, e o consumo incentiva a produção, e a produção à um reequilíbrio da economia. Logo, o Estado é um grande reservatório de riqueza do país e ser usado nos momentos críticos!
    No mais, é isso aí. Já li a Ação Humana de Ludwig von Mises e vários artigos de vcs. Confesso que aprendi muito, mas vcs precisam parar de fazer "espantalhos" dos seus adversários com o objetivo de refutá-Los facilmente. Não é assim que o conhecimento progride!
    Um abraço fraterno!
  • Bawerk  09/12/2016 16:17
    "Sou keynesiano, coletivista e bakuninista[...]Os gastos públicos não vêm de impostos a serem arrecadados, mas de impostos arrecadados no passado! [..] Ou seja, quando começa uma crise, o governo tem dois anos de reserva de riqueza para gastar como quiser. [...] O governo pode contratar gente para cavar buracos de dia e outro grupo de trabalhadores para fechá-los à noite! Com isso, os trabalhadores terão dinheiro para consumir, e o consumo incentiva a produção, e a produção à um reequilíbrio da economia. Logo, o Estado é um grande reservatório de riqueza do país e ser usado nos momentos críticos!"

    No início eu cheguei a pensar que fosse mais um daqueles engraçados fakes liberais que criam personagens caricatos para zoar a esquerda. Mas acho que não. Esse aí é keynesiano pura cepa mesmo.

    E era exatamente esse tipo de gente que estava no controle do país, cavando buraco de dia (com a Odebrecht) e fechando esse mesmo buraco à noite (com a UTC e Andrade Gutierrez). Isso, segundo eles, era "criar riqueza para todos".

    Keynesianismo não é só mendacidade intelectual. É também safadeza, assalto e parasitismo.
  • Jorge  09/12/2016 16:42
    "E era exatamente esse tipo de gente que estava no controle do país"?

    "Estava"? Que ESTÁ no controle. Que segue no controle. Aliás, que sempre esteve no controle.
  • Max  09/12/2016 16:20

    Luciano Lisboa de Andrade é o "típico filósofo" ou o "economista da Unicamp" ou o "sociólogo da USP"?
  • Phill  09/12/2016 22:59
    "Os gastos públicos não vêm de impostos a serem arrecadados, mas de impostos arrecadados no passado!Thomas Piketty diz que a riqueza pública hoje em dia, gira por volta a dois anos de renda nacional."

    Só um instante: Então quer dizer que o governo guarda o dinheiro arrecadado dos impostos no prazo de dois anos para gastar futuramente?
    Ou a produção de 2 anos atrás é que começa a ser taxada?

    Sinceramente não entendi esse argumento.

    Por que Dilma teve déficits então?
    Por que as pedaladas fiscais?
    E a expansão de crédito?
  • anônimo  14/08/2017 20:53
    Me explica Luciano, como tirar dinheiro dos consumidores e pagar pessoas para realizar atividades improdutivas pode gerar riqueza?

  • Luciano Lisboa de Andrade  11/12/2016 04:21
    Basta lembrar do que Roosevelt fez no New Deal: gastou as riquezas do Estado em empregos públicos já que não haviam empregos privados (25% de desemprego), com isso fez com que o povo americano voltasse a ter uma renda, o que fez retornar o consumo, que fez retornar a produção, que fez voltar os empregos privados, acabando com a necessidade da gastança do Estado! Todo governo, antes da crise, tem uma reserva de dois anos de capital financeiro público para gastar como quiser!

    Não sei pq citar a Dilma! Ela não faz nada parecido com o New Deal! Ela aumentou as vagas no Banco do Brasil e na Caixa Econômica Federal? NÃO. Ela aumentou as vagas na SLU ? NÃO. Então não venham comparar! Dilma não criou empregos públicos para cobrir a falta dos empregos privados!
  • Historiador Honesto  11/12/2016 13:27
    As medidas de Roosevelt simplesmente pioraram e aprofundaram a situação, transformando uma recessão corriqueira em uma profunda depressão.

    Após uma queda na bolsa -- algo que já havia acontecido em 1920 e voltou a acontecer em 1987 --, o governo enlouqueceu e saiu intervindo em tudo. Resultado?

    A Grande Depressão, na verdade, não precisaria durar mais de um ano caso o governo americano permitisse ampla liberdade de preços e salários (exatamente como havia feito na depressão de 1921, que foi ainda mais intensa, mas que durou menos de um ano justamente porque o governo permitiu que o mercado se ajustasse. Por isso, hoje ninguém se lembra dela).

    Já na crise de 1929, o que o governo americano fez exatamente o contrário: além de aumentar impostos e gastos, ele também implantou políticas de controle de preços, controle de salários, aumento de tarifas de importação (que chegou ao maior nível da história), aumento do déficit e estimulou uma arregimentação sindical de modo a impedir que as empresas baixassem seus preços.

    Herbert Hoover aumentou os gastos do governo federal em 43% em um único ano: o orçamento do governo, que havia sido de US$ 3 bilhões em 1930, saltou para US$ 4,3 bilhões em 1931. Já em junho de 1932, Hoover aumentou todas as alíquotas do imposto de renda, com a maior alíquota saltando de 25% para 63%. E Roosevelt, posteriormente, a elevaria para 82%.

    Por outro lado, na crise de 1921 (da qual ninguém mais se lembra, pois o governo nada e ela acabou rapidamente), ao contrário do que foi feito em 1929, o governo permitiu total liberdade de preços e salários, os quais rapidamente se reajustaram à nova realidade da oferta monetária.

    Adicionalmente, o governo cortou seu orçamento em incríveis 50%, cortando impostos na mesma proporção.

    Compare isso ao que foi feito pós-1929, quando o governo americano, além de aumentar impostos e gastos, também implantou políticas de controle de preços, controle de salários, aumento de tarifas de importação (que chegou ao maior nível da história), aumento do déficit e estimulou uma arregimentação sindical de modo a impedir que as empresas baixassem seus preços.

    Resultado: por causa da não-intervenção, dos cortes de gastos e impostos, e da plena liberdade de preços e salários, a depressão de 1921, que foi profunda, durou apenas 1 ano. O país rapidamente se recuperou e hoje ninguém mais nem sequer menciona esse episódio.

    Artigos a respeito:

    1920 - a última depressão na qual um governo não se intrometeu foi também a mais rápida

    Um conto de duas grandes depressões

    O melhor presidente do século XX

    E um livro inteiro dedicado a esse assunto, escrito por James Grant, um dos mais respeitados economistas americanos:

    The Forgotten Depression: 1921: The Crash That Cured Itself

  • Jefferson Cavalcanti  28/03/2017 13:55
    "De onde vem o dinheiro que o governo utiliza para aumentar seus gastos?"

    Antes de responder, devo parabenizar o site, realmente vocês estão atingido os objetivos que é claramente enganar leigos ou pessoas com pouquíssimo entendimento em economia. Talvez vocês saibam e estão apenas sendo desonestos mas pelo histórico acredito que sejam bem desqualificados, na verdade.

    Se algo é simples, rápido e fácil em economia, tenha certeza que não funciona. Refutar (nunca vi um tara tão grande por uma palavra) o maior economista de todos os tempos, reconhecido mundialmente e com todos os méritos não é impossível, visto que a economia e o capitalismo são mutáveis com o passar do tempo, e se existe algum tipo de manual este com certeza é a teoria geral.

    Respondendo a pergunta para os leigos do site e para os desonestos ou também leigos que escrevem posts tão rasos como esse:

    -Podem vir de emissão de títulos públicos.
    -Impostos pagos anteriormente que geraram caixa.
    -Expansão monetária direta, da forma que é feito na UE, EUA e Japão.
    -Qualquer financiamento para qualquer tipo de obra.

    Esse aumento de divida na teoria pode ser facilmente contornado caso a arrecadação suba em uma proporção maior do que o aumento do déficit.

    O Déficit faz parte da contabilidade pública, o próprio Marcos Lisboa que esse sim, é um puta liberal inteligente e bem informado que tem o respeito de todos que admiram e estudam economia. O Problema é a inadimplência.

    Os países mais ricos do mundo possuem um déficit enorme. Veja Japão (+ de 200% e Eua + 100%), por exemplo. Aqui entra outra variável importante que é o juros da dívida, digressão que não vale a pena entrar agora, mas fico a disposição em caso de uma conversa séria e honesta, que não é o que acontece nesse artigo.

    Espero que publiquem esse comentário, vocês possuem uma péssima mania de censurar quando são confrontados.

    Abraço.
  • Professor  28/03/2017 14:29
    1) "Podem vir de emissão de títulos públicos"

    E quem paga os juros e o principal destes títulos públicos? De onde vem o dinheiro?

    2) "Impostos pagos anteriormente que geraram caixa"

    Ou seja, o dinheiro veio da população.

    3) "Expansão monetária direta, da forma que é feito na UE, EUA e Japão"

    Ou seja, o dinheiro veio da redução do poder de compra da população.

    4)"Qualquer financiamento para qualquer tipo de obra"

    Ou seja, veio da emissão de títulos. Volte ao item 1.

    Vale ressaltar que todos estes pontos, absolutamente todos estes pontos, foram abordados em detalhes no artigo, o qual você não leu. Aliás, sua postura é compreensível. Bastou ler o título e já saiu menstruando. É normal. De keynesianos não se deve esperar a mais mínima profundidade intelectual. Afinal, quem acredita nesta teoria tosca é, por definição, alguém que sofre de problemas cognitivos.

    Observe também que, extraindo-se todos os seus xingamentos, toda a sua "refutação" se resumiu a quatro frases, que não só foram facilmente refutadas acima, como também já haviam sido abordadas no artigo (o qual você não teve a coragem de ler).

    "Espero que publiquem esse comentário, vocês possuem uma péssima mania de censurar quando são confrontados."

    Rapaz, pelo seu bem, eu realmente acho que seu comentário deveria ter sido censurado. Beira o inacreditável que alguém tão raso e ignorante como você queira ser assim exposto em público. Espero que você tenha ao menos tido o cuidado de colocar um pseudônimo.

    "Refutar [...] o maior economista de todos os tempos, reconhecido mundialmente e com todos os méritos não é impossível"

    Ui! Cuidado para não borrar o batom...

    Toda e qualquer pessoa que se rebaixe a tão ridícula veneração e adoração é a mais destituída de moral para criticar quem critica suas idéias. Desde quando um adorador e venerador consegue enxergar defeitos em seu deus?

    Ah, sim, de fato Keynes é, disparado, o mais adorado e venerados dos economistas. Por quem? Por políticos, é claro. E por que não seria?

    O keynesianismo é a teoria econômica favorita dos políticos simplesmente porque ela lhes concede um passe livre para fazer tudo aquilo que eles mais gostam de fazer: gastar dinheiro.

    O keynesianismo diz que os gastos do governo impulsionam a economia; que expandir o crédito (melhor ainda se for subsidiado) gera crescimento econômico; que os déficits do governo são a cura para uma economia em recessão; que inchar a máquina estatal, dando emprego para burocratas, é uma medida válida contra o desemprego (quem irá pagar?); que regulamentações, se feitas por keynesianos, são propícias a estimular o espírito animal dos empreendedores. E, obviamente, que austeridade é péssimo.

    Qual político resiste a isso?

    Conhecendo-se a volúpia do ser humano por poder e controle sobre a vida alheia, seria genuinamente um milagre caso tais idéias não prevalecessem no mundo atual. E é por isso que os intelectuais acadêmicos, sempre ávidos por agradar o regime (e sempre de olho em cargos públicos), irão defender essa teoria.

    Ademais, se você investiu toda a sua vida e toda a sua carreira acadêmica ou profissional defendendo teorias keynesianas, ou se a sua fé no estado é aquilo que dá sentido à sua vida, divorciar-se da economia keynesiana seria um choque e tanto.

    Essencialmente, portanto, desprovido de seu fundamento intelectual, o keynesianismo tornou-se pura e simplesmente a economia do poder, comprometida apenas em manter o establishment funcionando, em fazer ajustes marginais e em mimar ternamente a máquina governamental até a próxima eleição na esperança de que, ao ficar mexendo nos controles, alternando rapidamente entre o acelerador e o freio, alguma coisa vai funcionar — pelo menos o suficiente para preservar suas confortáveis posições por mais alguns anos.

    Saudações.

  • Jefferson Cavalcanti  29/03/2017 12:28
    Foram mal abordados, muito mal abordados.

    "imprimir dinheiro não é prática legal em um mundo civilizado" Eua imprime dólar, UE imprime Euro, Japão imprime Iene.

    É surreal você dizer que isso advêm da perda de consumo da população, a inflação desses países é próxima de zero há muito tempo. (não quero dizer que isso funcionária em todos os países do mundo)

    "De novo: nada disso cria riqueza; nada disso pode tirar uma economia da recessão." Repito, o déficit faz parte da contabilidade pública, pegue exemplos reais.

    EUA tirou o país de uma recessão enorme em 2008 com as práticas Keynesianas, existem vários e vários exemplos da prática aplicada e funcionando, em nenhum momento é perfeita e sem qualquer tipo de ônus, mas é o melhor que pode ser feito.

    (Podemos discutir as causas da crise em outra oportunidade, dessa vez estou mirando as ferramentas de recuperação)

    pt.tradingeconomics.com/country-list/government-debt-to-gdp

    Aliás, não só da vida pública, os grandes empresários começam fazendo empréstimos e assim aumentam seu patrimônio. Jorge Paulo Lemann convive com um passivo enorme e é o homem mais rico do brasil.

    -
    Engraçado você falar de pseudônimo sendo que posta como "professor". Aliás uma pergunta, você já prestou ANPEC alguma vez? acredito que seu conhecimento é bem maior do que as frases feitas que posta aqui no site.

    Apesar de ter grande admiração por Keynes eu não tenho asco por nenhum grande pensador econômico, seja ele Marx ou Hayek, não é o que acontece por aqui, infelizmente. Inclusive, ressaltei que não é impossível que Keynes esteja errado em alguns pontos, visto o tempo que já se passou.

    É inegável que a teoria Keynesiana de uma forma geral deu poder aos políticos, precisamos escolher melhor nossos políticos e o mais importante, nem tudo que um político faz é intrinsecamente ruim.

    Peço mais uma vez que seja exposto para que haja um debate honesto. Pela segunda vez eu estou usando exemplos reais, práticas já aplicadas e com ressalvas de que nada pode ser generalizado, você escreve de forma rasa, com várias teorias que sequer foram testadas e lotado de frases feitas para atingir quem está no topo (Keynes).

    Um abraço.
  • Sirkis  29/03/2017 19:27
    Mais um que chegou rugindo, levou uma resposta (completa e educada), e agora saiu miando, praticamente de quatro.

    Não só não retrucou nada que lhe foi respondido, como ainda chegou ao cúmulo de inventar uma resposta que nunca foi dada. Em nenhum momento o artigo ou algum comentarista falaram que "imprimir dinheiro não é prática legal em um mundo civilizado". Tal frase simplesmente não está escrito em lugar nenhum do artigo e nem desta seção de comentários.

    Isso mostra bem o nível do desespero e da ética do cidadão. Mas, também, keynesianismo e falta de ética sempre andaram lado a lado.


    P.S.: não resisti e terei de comentar esta:

    "os grandes empresários começam fazendo empréstimos e assim aumentam seu patrimônio. Jorge Paulo Lemann convive com um passivo enorme e é o homem mais rico do brasil."

    Com a pequena, ínfima, insignificante diferença que JPL é criador de riqueza e de valor. As pessoas voluntariamente compram os bens e serviços produzidos por JPL, e é isso o que o deixou rico. Quem cria riqueza continuamente, como faz JPL, pode se endividar muito e ainda assim se manter plenamente solvente.

    Toda essa dívida será paga com capital próprio. JPL não terá de assaltar ninguém, roubar ninguém, confiscar dinheiro de ninguém para pagar suas dívidas. (E, em caso de insolvência, quem se estrepa são seus credores, e não a população inteira, que não terá de arcar com nada disso).

    E o governo? Ele cria riqueza? Ele trabalha com capital próprio? Ele utiliza dinheiro próprio para pagar suas dívidas?

    O fato de você dizer que o governo opera igualzinho a JPL mostra bem o seu nível de conhecimento econômico.

    É cada coitado que é destroçado por aqui...
  • Vitor  29/03/2017 20:34
    "Foram mal abordados, muito mal abordados.

    "imprimir dinheiro não é prática legal em um mundo civilizado" Eua imprime dólar, UE imprime Euro, Japão imprime Iene."


    Eis um trecho do artigo:

    "Há três respostas: ou o governo aumenta impostos; ou ele toma dinheiro emprestado de bancos, pessoas e empresas; ou ele simplesmente imprime dinheiro.

    Não é preciso ser um profundo conhecedor de economia para entender que nenhuma dessas três medidas cria riqueza."


    Você fala como se estivesse rebatendo alguma afirmação, que o próprio artigo mostra como é falsa; mas essa afirmação quem criou foi você próprio, sabe-se lá de onde.

    É surreal você dizer que isso advêm da perda de consumo da população, a inflação desses países é próxima de zero há muito tempo. (não quero dizer que isso funcionária em todos os países do mundo)

    Você está falando de "inflação de preços", aumento no preço de diversos produtos na economia geral; o artigo está falando de inflação monetária, aumento da oferta monetária, dinheiro em circulação na economia. É possível haver baixa "inflação de preços" ou mesmo "deflação de preços" onde há inflação monetária. Basta que o aumento em produtividade e outros fatores (que diminuem preços) seja maior que o aumento dos preços por conta da inflação monetária.

    Agora, se você acha que não há relação alguma entre oferta monetária e aumento de preços, creio que você descobriu o Paraíso na Terra -- podemos simplesmente imprimir dinheiro à rodo e dar para todos, e não haverá efeito colateral algum nisso.

    "EUA tirou o país de uma recessão enorme em 2008 com as práticas Keynesianas, existem vários e vários exemplos da prática aplicada e funcionando, em nenhum momento é perfeita e sem qualquer tipo de ônus, mas é o melhor que pode ser feito."

    Sim, o Keynesianismo tirou os EUA da recessão -- causada por esta mesma ideologia e suas taras por expansões artificiais:

    Como ocorreu a crise financeira americana
    Explicando a recessão europeia
    Herbert Hoover e George W. Bush: intervencionistas que amplificaram recessões (1ª Parte)
    A geração e o estouro da bolha imobiliária nos EUA - e suas lições para o Brasil

    Creditar a teoria Keynesiana por tirar os EUA da recessão se resume à isto: o que seria de nós, se após quebrar nossas pernas, o Estado não nos desse muletas?

    "Aliás uma pergunta, você já prestou ANPEC alguma vez? acredito que seu conhecimento é bem maior do que as frases feitas que posta aqui no site."

    E como sempre, o grande feito para um Brasileiro é passar em concurso.

    "Apesar de ter grande admiração por Keynes eu não tenho asco por nenhum grande pensador econômico, seja ele Marx ou Hayek, não é o que acontece por aqui, infelizmente. Inclusive, ressaltei que não é impossível que Keynes esteja errado em alguns pontos, visto o tempo que já se passou."

    Não posso falar por todos membros que acompanham este instituto, mas pouco me importo com Keynes, Hayek, Mises, Friedman, quem quer que seja. Apenas me importo com as ideias que estes defendem. Se Marx falar algo correto, defenderei isto. Se for Keynes, também. Mises, mesma coisa.

    "Peço mais uma vez que seja exposto para que haja um debate honesto. Pela segunda vez eu estou usando exemplos reais, práticas já aplicadas e com ressalvas de que nada pode ser generalizado, você escreve de forma rasa, com várias teorias que sequer foram testadas e lotado de frases feitas para atingir quem está no topo (Keynes). "

    "Nada pode ser generalizado" é algo tão estúpido que eu não acho que seria preciso comentários para mostrar a estupidez desta afirmação.

    "Você escreve de forma rasa" -- disse quem credita a teoria Keynesiana como positiva por tirar os EUA da recessão, causada pela mesma.

    "Com várias teorias que sequer foram testadas" -- Eis o comentário feito por quem você está criticando:

    "1) "Podem vir de emissão de títulos públicos"

    E quem paga os juros e o principal destes títulos públicos? De onde vem o dinheiro?

    2) "Impostos pagos anteriormente que geraram caixa"

    Ou seja, o dinheiro veio da população.

    3) "Expansão monetária direta, da forma que é feito na UE, EUA e Japão"

    Ou seja, o dinheiro veio da redução do poder de compra da população.

    4)"Qualquer financiamento para qualquer tipo de obra" "


    Todos estes pontos são lógicos, e não empíricos. Faça um favor a si mesmo, e corra urgentemente para uma livraria e compre qualquer livro iniciante sobre lógica ou argumentação. O seu caso é grave.



  • Getulio  28/03/2017 14:33
    Esse Jefferson foi sensacional. O cara simplesmente repetiu os mesmíssimos clichês que foram inteiramente abordados e refutados pelo artigo! Tipo, o cara nem sequer tentou outra abordagem ou outra argumentação; ele simplesmente repetiu os mesmíssimos argumentos expostos e refutados pelo artigo.

    Ou ele nem sequer leu o artigo (quero acreditar nesta hipótese) ou ele leu e não entendeu (o que coloca em xeque seu preparo intelectual).

    No entanto, esperar o que de alguém que, querendo discutir teoria econômica, deixa explícita sua veneração ("o maior economista de todos os tempos, reconhecido mundialmente e com todos os méritos") quase erótica pelo inventor da tese que ele defende?
  • Eduardo  08/05/2017 14:46
    Qual livro usar na faculdade para estudar macroeconomia?
  • Capital Imoral  14/08/2017 14:58
    O Brasil precisa de um excesso de Democracia

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma declaração polêmica nesta sexta-feira ao considerar uma 'opção militar' contra a Venezuela. Segundo ele, seria necessário restabelecer a democracia, mesmo que o povo peça abertamente pelo Socialismo. Neste artigo iremos tratar sobre a imposição da democracia no mundo e as vantagens do excesso de democracia.

    Sim! O bufão que representa o capitalismo de livre mercado, quer trazer terror novamente ao mundo moderno. Não existe somente uma possível guerra nuclear contra o socialismo e liberdade da Coreia do Norte ao qual o povo daquele país, simplesmente ama seu líder, Kim Jong-un; mas também uma guerra contra todos que querem Socialismo e não Democracia pura. Novamente estamos vendo o povo guerreiro pedir abertamente pelo socialismo, isso já acontece na Coreia do Norte e está acontecendo na Venezuela e Brasil(1).

    Veja o exemplo da própria oposição Venezuelana. Você pensa que a oposição ao governo de Maduro é de Direita? È melhor você rever seus conceitos. O principal partido de oposição a Nicolás Maduro, chama-se Movimento de unidade Democrática, e se diz abertamente contra as privatizações de estatais e já deixou diversas citações contra o capitalismo. Vamos supor que Nicolás Maduro seja de fato um ditador. Qual o problema se a maioria do país está pedindo por um ditador Socialista? Se for trocar socialismo por socialismo então não há nenhum problema. Em uma versículo do Antigo Testamento; Deus alerta aos homens sobre os perigos de haver um rei que os represente e mesmo assim os homens afirmam: "Não importa. Queremos um Rei!". Está mesma situação está se repetindo sob nuances sociais e por haver, agora sim, socialismo político, não há nenhum problema. È o que eu chamo de excesso de democracia.

    A Democracia não é mais aceitável, queremos excesso de Democracia.
    A maior prova que a Democracia falhou, esteve estampada em todos jornais quando Donald Trump foi eleito. Naquele mesmo dia eu soube: "A democracia pura não funciona mais! é necessário que haja um sistema de governo conhecido como Excesso de Democracia; como acontece na Coreia do norte". Para que o excesso de democracia ocorra em um país, é necessário que um líder possa nascer diretamente do seio do povo, é necessário que ele lute contra o grande capital e o individualismo e que todos funcionários públicos concordem com o lider. Dentro deste fatores, agora sim, podemos determinar que o nosso líder tem poder de imposição sobre outros indivíduos, pois foi o povo que assim pediu. È interessante porque no Brasil já temos este líder e ele se chama Luiz Inácio lula da Silva, para os amigos, conhecido como paizão.

    {1} Em um vídeo do Canal Mamãe Falei, podemos ver claramente um jovem Brasileiro Gritando: "Viva Maduro". Isso sem contar as diversas manifestações pelo Brasil a favor do Governo de Maduro e Lula. https://www.youtube.com/watch?v=mA5jwRaxLQw&t=0s

    Capital Imoral é filósofo, escritor e já refutou Mises.
  • Luiz Moran  14/08/2017 15:52
    A imensa maioria do povo brasileiro adora um Estado-Babá (nas palavras de Tocqueville).

    O Brasil é uma Nação de cultura marxista-socialista com políticos-parasitas populistas e um governo agigantado com raízes fincadas no modelo fascista.

    Todo esse caldo é um prato cheio para o modelo econômico keynesiano, uma receita que nem mesmo a turma anti-civilização da Escola de Frankfurt teria conseguido imaginar.
  • Pobre Paulista  14/08/2017 16:08
    Outra coisa que não entendo nessa fórmula do PIB: O termo (X-M) representa o saldo da balança comercial, correto? E o PIB é proporcional à este termo.

    Quer dizer que, pela equação do PIB, um país que mais importa do que exporta está necessariamente empobrecendo?

    (Sei que essa equação é bobagem mas estou tentando entender como funciona esse raciocínio aí)

    Tá certo isso? Não seria o contrário? javascript:__doPostBack('ctl00$ContentPlaceHolder1$cmdAddComment','')Um país que mais importa que exporta não está, por definição, trazendo riquezas para dentro de seu território?
  • Professor  14/08/2017 16:37
    Para você ver...

    O cálculo do PIB, ao considerar que as importações subtraem da economia, aniquila a contribuição do comércio para a atividade econômica como um todo.

    Pela equação, uma economia que exporta $1 e importa $1 terá a mesma contribuição ao PIB (zero) que uma economia que exporta $100 bilhões e que importa $100 bilhões.

    Obviamente, esta última economia ficaria em uma situação muito pior caso ocorresse uma súbita interrupção no comércio mundial.

    Não faz nenhum sentido dizer que as importações contribuem para o decréscimo do PIB. Se a economia está importando maquinário e bens de capital, isso irá torná-la mais produtiva, e não menos, que é o que a equação sinaliza.

    Porém, olhando-se estritamente do ponto de vista contábil, as importações são subtraídas porque o PIB está preocupado apenas com aquilo que é transacionado dentro da fronteira brasileira, sem se importar com a nacionalidade do produtor.

    Assim, um Audi fabricado no Paraná gera um aumento no PIB; porém, se uma empresa brasileira atuando no exterior vendesse para o Brasil um produto seu fabricado lá fora, mesmo que fosse um bem de capital que aumentasse a produtividade da economia, tal transação diminuiria o PIB.

    O PIB segue a mentalidade mercantilista de tratar as exportações como algo positivo e as importações como algo negativo. Ora, por que as exportações adicionam ao PIB mas as importações deduzem do PIB? Se o objetivo do PIB é mensurar os bens e serviços fornecidos às pessoas que vivem dentro de uma região geográfica, então as importações — e não as exportações — é que são benéficas.

    Um aumento das importações indica que o poder aquisitivo população aumentou; indica que o bem-estar da população aumentou. Já um aumento das exportações indica que a população agora possui menos bens ao seu dispor, pois estes foram enviados para fora. Pode também indicar que o poder de compra da população está em queda, o que significa que a exportação foi a maneira de as empresas se livrarem de seus excedentes não consumidos. Em ambos os casos, o padrão de vida da população diminuiu.
  • Gerard  14/08/2017 16:42
    Vale também ressaltar que o PIB foi criado com o intuito de avançar a agenda keynesiana

    O russo Simon Kuznets (1901-1985) foi quem revolucionou a econometria e padronizou a mensuração do PIB. Após ter afiado suas habilidades estatísticas na Rússia bolchevista, ele se mudou para os EUA para continuar suas pesquisas, as quais culminaram em seu livro, lançado em 1941, chamado "National Income and Its Composition, 1919–1938" (A Renda Nacional e sua Composição, 1919—1938).

    Embora não fosse um keynesiano per se, a natureza e o momento exato de suas pesquisas serviram para aditivar a revolução keynesiana, uma vez que o planejamento central requer estatísticas econômicas.

    Infelizmente, o uso cego e fanatizado do PIB persiste até hoje. O fato de que sua existência e persistência serve apenas às políticas keynesianas de estimular o consumismo, defender aumentos dos gastos governamentais, incentivar as exportações por meio de desvalorizações cambiais e restringir as importações por meio de tarifas protecionistas não é algo que deve ser considerado uma mera coincidência.

    E as consequências de tudo isso — estagnações econômicas, aumento do endividamento e inflação de preços — são tão inevitáveis quanto previsíveis.
  • Edson  14/08/2017 16:49
    Sou muito mais o PPR (Produto Privado Remanescente) de Rothbard. PIB é muito manipulável.

    Pegue a Itália, por exemplo. O sul da Itália tem um PIB per capita comparável ao da República Tcheca. Mas com 60% ou mais do PIB sendo governo, comércio restrito, óbvio que este número é maquiado. Quando você visita o local mesmo, você percebe a miséria em que vive o povo. Pior que o Brasil.

    França a mesma coisa. Um país com 65% de gastos do governo não pode ser sério. Outro país pobre que vive da acumulação do passado.

    Uma questão que me surge, e que talvez alguém aqui, possa me esclarecer. Na fórmula do PIB, gastos do governo com suas próprias divisões governamentais (exemplo, governo federal com municípios, governo com hospitais e estes, por sua vez, com empresas estatais), entram como gastos do governo somados ao PIB ou existe um desconto?
  • Cimar Azevedo   14/08/2017 17:40
    Entram como gastos do governo somados ao PIB, sem desconto.
  • Edson  14/08/2017 18:18
    Então a situação é muito pior do que eu pensava. E muito sujeita a manipulação. Não é à toa que os europeus andam tão pobrezinhos.

    O que impede o governo de criar programas idiotas que recebem verbas só para repassá-las a outras esferas da administração, somente para inflar o PIB? Nada?
  • Pobre Paulista  14/08/2017 18:32
    @Professor, obrigado pela explicação

    @Edson, o PPR sofre do mesmo problema que expus: As importações são consideradas "danosas" para o PIB.

    Na minha visão, dado que a valoração de qualquer bem é subjetivo (individualmente), não há nenhuma medida objetiva de se mensurar um agregado desse tamanho (coletivamente).
  • Pensador Consciente  14/08/2017 19:43
    Todos nós individualmente vendemos o que temos de abundante e compramos o que temos em falta,portanto o que nos enriquece,traz conforto e bem-estar é o que compramos,portanto temos de ter superávit na balança comercial pois do contrário não teremos com o que pagar nossas importações...

    Obs:Esta é uma decisão pessoal e o estado deve tirar suas patas do comércio exterior,ou seja o Mercado encontrará o melhor equilíbrio para nossa balança comercial de maneira que quando estivermos com dólares sobrando compraremos mais do exterior do que vendemos e em situação contrária refrearemos nossas compras,mas o que não pode é esta decisão ficar nas mãos dos tecnocratas do estado...
  • Edson  14/08/2017 21:07
    Na verdade, temos dois tipos de balanças: a de pagamentos e a comercial.

    Os EUA, por exemplo, só têm déficits na balança comercial desde a década de 1970, mas sua balança de pagamentos tem déficits consideravelmente menores.

    A Suíça, historicamente, registrou contínuos déficits na balança comercial, mas uma balança de pagamentos sempre superavitária (o mais incrível é que o país inverteu a tendência e vem batendo recordes atrás de recordes na balança comercial. Mas seu saldo no balança de pagamentos é muito maior.
  • Edson  14/08/2017 21:01
    Na verdade, me parece algo redundante (e até danoso como apontado) considerar importações na fórmula do PIB ou PPR. A variável C já não compreende o consumo como um todo, inclusive de importados?

    Quanto a exportações, fico em dúvida. São, sem dúvida, um aspecto importante para medir a riqueza gerada na sociedade, mas uma parte significativa (se não toda) pode simplesmente virar consumo e investimento.

    Estou equivocado em algo?
  • HHH  14/08/2017 18:40
    OFF Topic.

    Estou precisando de um livro que faça uma analise econômica de períodos da história brasileira, em especial, do período desenvolvimentista de JK "50 anos em 5" até o governo Sarney.

    alguma recomendação de livro?
  • Tio Patinhas  15/08/2017 13:55
    Tem a autobiografia do Roberto Campos : "A lanterna na popa", ele tb aborda esse período econômico.
  • Felipe Lange S. B. S.  14/08/2017 19:34
    Pessoal, preciso que vocês tirem algumas dúvidas minhas...

    Comecei a FATEC Mococa (Gestão Empresarial) no começo desse mês e, como de praxe, um professor comunista me aparece (era para ser aula de administração mas mais parece uma mistureba de sociologia e história)...

    Ele perguntou à sala o motivo das sociedades tribais não terem administração, eu fui o único a levantar e respondi que é porque o nível de organização deles ainda não chegou à tal ponto. E pronto, dei a carniça para ele comer. Ele já veio com um tom arrogante e com um espantalho de "Uma sociedade é mais avançada onde uma pessoa manda em você?" e afins... os alunos que olharam olharam para mim como se fosse um gado olhando para um boi fugindo pela cerca. Explicitamente defendendo uma sociedade sem classes e que os índios são avançados e afins. Como eu poderia refutar? Não refutá-lo na sala pois professor já tem seus artifícios para com alunos dissidentes, mas sim refutar esse argumento.

    Ainda falou que celular aliena as pessoas... Falou também que há uma crença de que a tecnologia resolverá tudo... dando ênfase ao que ele defende de "consumo consciente" e afins, sempre defendendo a agenda ambientalista...

    Mas, só para tentar ser justo, eu pelo menos concordei em algumas coisas com ele, como na questão de escolas não incentivarem a criatividade e de vestibulares não servirem de parâmetro para inteligência e, curiosamente, ele criticou as cotas e disse que todos possuem a mesma capacidade intelectual.
  • Pobre Paulista  14/08/2017 19:56
    Pergunte a ele quantos índios foram pra Lua
  • Sideshow Bob  15/08/2017 12:38
    Podem fechar o tópico
  • Raphael  14/08/2017 20:24
    Ele quis dizer administração em qual sentido? No sentido de estado ou no sentido de líder?

    Sim, pois toda e qualquer sociedade tribal possui um chefe tribal, também chamado de "soberano local", líder hereditário, xamã ou curandeiro. E há também o chefe da aldeia e o chefe do clã.

    https://en.wikipedia.org/wiki/Tribal_chief
  • Felipe Lange S. B. S.  14/08/2017 21:19
    Raphael, acho que ele quis dizer nos dois sentidos. Ele acha que administração é ideologia. Ele quer dizer que há sociedades tribais sem hierarquias e que isso é bom...
  • Engenheiro Falido  15/08/2017 10:29
    Bom dia,

    Felipe Lange S. B. S. sociedades tribais sempre tem hierarquia e divisão de tarefas, cacique, curandeiro, pescador, guerreiro, e afins.

    Administrar é o ato de gerir bens, eles possuem poucos bens, logo, administram pouco, que parece nada. Mas sim, há gestão na aldeias, o cacique decide o que você irá fazer.....

    Eles possuem suas leis internas, é tal como uma sociedade, sem tecnologia, sem acumulação, ou seja, pobre e sem avanço.

  • anônimo  15/08/2017 13:43
    Felipe, triste ver um professor ensinando isso aos futuros administradores de empresas. Bom saber heheh quando eu for contratar um, vou procurar um sem diploma superior.
  • Felipe Lange S. B. S.  15/08/2017 19:34
    O que mais me irrita é que a aula é de administração e o sujeito fica fazendo proselitismo político.

    Então Engenheiro Falido, eu realmente não sei o que ele quis dizer e de onde ele tirou essas conclusões.
  • marcela  14/08/2017 21:54
    E o pior de tudo é que esses keynesianos provocam crises econômicas com suas medidas erradas e a culpa sempre sobra para o capitalismo.Dói nos nervos sempre que algum socialista culpa o setor privado pela crise de 2008-2009.Na realidade os empreendedores foram grandes vítimas e perderam muito dinheiro com aquela crise causada por socialistas Keynesianos.Depois de Marx,Keynes foi o maior FDP que já apareceu na face da terra!
  • Rafael de Barros  14/08/2017 22:03
    Resumindo, como todo governo de esquerda faz, isso é o "governo baseado em índices".

    Se os índices parecerem bons, pouco importa a realidade, já que o que sai nos jornais e TVs são os índices.

    - IPCA subiu muito: Troque o ítem da cesta que o fez subir. Pronto, resolvido
    - PIB não vai subir o suficiente: Aumenta os gastos do governo que o índice sobe. Pronto, resolvido
    - Poucos brasileiros tem curso superior: Vai, sai criando universidades em tudo que é canto, mesmo se não tiver dinheiro suficiente. Pronto, resolvido.

    E seeeeeegue o jogo do populismo
  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  14/08/2017 22:39
    Qual a diferença de Keynes e Marx?
  • Pensador Consciente  15/08/2017 13:16
    Keynes defendia o aumento de gastos públicos para gerar demanda agregada que debelaria uma crise econômica...

    Marx defendia a extinção da classe burguesa e a implantação da ditadura do proletariado ou seja a estatização de todos os meios de produção(Empresas) e futuramente a extinção do estado,mas ele não conseguia explicar como fazer isto na prática...

    Smith defendia a diminuição do estado e a Liberdade de empreender.

    Mises defendia a extinção do estado e sua substituição por agências privadas,ou seja Marx defendia a extinção do estado e coletivização dos meios de produção ou seja um processo de mudanças inviável,enquanto Mises defendia a extinção do estado e sua substituição por agências privadas concorrentes na prestação dos atuais serviços públicos e continuidade dos meios de produção em mãos privadas um processo viável e sustentável no curto,médio e longo prazo.

    Portanto teoria de Keynes desnecessária apesar de ser pacifica,teoria de Smith desnecessária apesar de ser pacifica,teoria de Marx desnecessária e podre por pregar a violência para ser implantada,teoria de Mises necessária e pacifica e mais viável de todas,pois onde há prosperidade as pessoas procuram preservar este status quo,mas enquanto a classe política e a burocracia parasitária existirem seremos taxados de utópicos e sonhadores visto só eles quererem prosperar as nossas custas...
  • anônimo  15/08/2017 14:02
    Alguém lembra quando políticos europeus colocaram prostituição no PIB ?

    Os caras querem colocar até produção de maconha no PIB.

  • Andre  15/08/2017 14:48
    Itália o fez em 2010. Sem isso ficaria numericamente em recessão de 2008 até 2014.
  • Aluno Austríaco  15/08/2017 14:48
    Os políticos acham que o mundo é um laboratório cheio de cobaias.

    Até os ratos de laboratório podem ter um tratamento melhor do que as pessoas.

    Se você levar o seu cachorro em um consultório veterinário privado, provavelmente seu cachorro será mais bem atendido do que uma pessoa num consultório médico do governo.

    Infelizmente, teremos que esperar o país virar um Hell de Janeiro, para o estado perceber o mal que está fazendo.

    Os políticos estão dando "facadas nas costas" do povo.

  • Aquiles F G  15/08/2017 17:04
    Vi um economista dizer que, no passado países que hoje são desenvolvidos adotavam práticas intervencionistas e protecionistas, e que hoje esses países passaram a adotar políticas mais liberais, ao mesmo tempo em que propagam o discurso liberaral para outras nações.
    Na minha opinião, ficou subentendido que práticas intervencionistas e protecionistas geram crescimento econômico, e que paises em desenvolvimento que "caem no conto liberal" se tornam meros coadjuvantes.
    Gostaria de uma opinião sobre o que esse economista disse.
    A fala em questão começa aos 7:39s :
  • Substituto   15/08/2017 17:53
    Nossa, e eu achando que viria algo novo e desafiador. Mas não. Foi só a mesma lenga-lenga protecionista de sempre, citando Ha-Joon Chang e seu compêndio de falácias lógicas chamado "Chutando a Escada".

    Esse livro é apenas propaganda protecionista em prol dos grandes conglomerados coreanos.

    Não há nenhuma dúvida de que protecionismo é bom para as grandes indústrias e seus empregados, mas resta ainda alguém explicar como é que restringir as opções de consumo, diminuir a oferta e encarecer os produtos disponíveis pode ser algo bom para o enriquecimento da população.

    O grande problema do livro é que ele confunde abertamente correlação com causalidade, algo imperdoável em economista. O argumento é que, "dado que a Coréia do Sul implementou tarifas protecionistas e suas empresas cresceram, então obviamente todos os países deveriam se fechar para enriquecer". Não há um só debate no livro sobre a possibilidade de a Coréia ter se desenvolvido ainda mais caso não houvesse implementado tais tarifas (daí a confusão entre correlação e causalidade).

    Aliás, esse é exatamente o histórico de Hong Kong e Cingapura (que o autor do livro parece ignorar). Ambos os países eram grandes favelas a céu aberto na década de 1970 e hoje têm as maiores rendas per capita do mundo. E jamais aplicaram políticas protecionistas. Sempre tiveram tarifa zero (sim como a Suíça, aliás). Ambos são mais ricos que a Coréia do Sul em termos per capita. E olha que ambos são asiáticos -- logo, possuem relativamente a mesma cultura.

    Aliás, Chang utiliza dados pra lá dúbios. Por exemplo, ele se limita a analisar apenas os países que se desenvolveram no século XIX, e afirma que eles se desenvolveram porque adotaram políticas protecionistas em determinados setores; mas ele não analisa todas as políticas adotadas. E em momento algum ele analisa os países que não se desenvolveram, pois isso mostraria que tais países adotaram com ainda mais intensidade exatamente as políticas que ele defende.

    A teoria indica que tais países protecionistas teriam se desenvolvido ainda mais (com empresas mais competitivas e população mais educada) caso o comércio fosse mais livre. O livro não faz essa contraposição de ideias, pois trabalha exclusivamente com dados empíricos.

    Mais especificamente sobre a Coréia do Sul, não é verdade dizer que ela "era pobre e aí foram adotadas políticas intervencionistas e aí ela enriqueceu". Mesmo porque isso é econômica e logicamente impossível. O que o general Park fez foi adotar uma política extremamente favorável ao investimento estrangeiro (óbvio, pois a Coréia não tinha capital), principalmente de japoneses (com quem ele reatou relações diplomáticas) e americanos. Não fossem esses investimentos estrangeiros, o país continuaria estagnado.

    Os japoneses investiram pesadamente em infraestrutura, em indústrias de transformação e em tecnologia, o que fez com que a economia coreana se tornasse uma economia altamente intensiva em capital e voltada para a exportação. Esse fator, aliado à alta educação, disciplina e alta disposição para trabalhar (características inerentemente asiáticas), permitiu a rápida prosperidade da Coréia.

    Era economicamente impossível a Coréia enriquecer por meio de intervencionismo simplesmente porque não havia capital nenhum no país. Intervencionismo é algo possível apenas em países ricos, que já têm capital acumulado e que, por isso, podem se dar ao luxo de consumi-lo em políticas populistas. Já países pobres não têm essa moleza (por isso o intervencionismo explícito em países como Bolívia e Venezuela apenas pioram as coisas).

    Na prática, todo e qualquer protecionista está dizendo que reserva de mercado e abolição da concorrência é exatamente o que faz algo prosperar, se modernizar e se tornar pujante.

    Na prática, o cara está dizendo que reserva de mercado e abolição da concorrência é exatamente o que faz algo prosperar, se modernizar e se tornar pujante.

    Para a piorar a situação do sujeito, vale lembrar que o Brasil já é assim desde que foi descoberto em 1500. Por favor, cite um único período do país em que tivemos tarifa de importação zero. Aliás, facilito: cite um único período que tivemos baixas tarifas de importação.

    Temos a economia mais fechada entre os países sérios, e nada de a indústria progredir e ficar pujante.

    Logo, esse cara deve explicações. A teoria que ele defende -- "economia protecionista gera indústria pujante" -- é aplicada no Brasil desde 1500. E nada de ela finalmente se comprovar.
  • Pensador Consciente  15/08/2017 18:56
    Sem falar SUBSTITUTO que essas pessoas se esquecem que quando os outros países se fecharem também,todos terão queda em suas exportações,é a velha máxima mas lamentavelmente esquecida de "se uma nação empobrecer seu vizinho ela também empobrece".Os keynesianos e esquerdopatas se esquecem disto e o mais engraçado é que ao atacarem o imperialismo monetário norte-americano,estão esquecendo que os estados unidos é um dos países mais abertos ao comercio exterior ou seja se os estados unidos virarem uma nação protecionista terceiro-mundista ela afundaria a economia de meio mundo,enfim tanto o estado norte-americano bem como demais estados mundo afora são instituições inúteis,desnecessárias,contraditórias e são uma prova viva de que o mercado livre e sem protecionismos de lado a lado é que enriquecem a todos,a verdadeira globalização seria tarifa zero e extinção dos estados nacionais...

    Lembrem-se esquerdopatas parem de sonhar com a cantilena do protecionismo ao acharem que basta escorarem-se nas mega-importações dos USA que poderemos fechar nossa economia impunemente,o mundo é um circuito fechado e apesar dos USA ser a locomotiva,os vagões tem de estar em perfeitas condições para que o trem desenvolva seu caminho rumo a estação destinada,enfim precisamos ser igual aos três mosqueteiros"um por todos e todos por um"divisão internacional do trabalho é isto e o resto é conversa fiada de político e burocrata protecionista e parasitário...
  • Aquiles F G  15/08/2017 21:41
    Obrigado pela resposta Pensandor Consciente.
    Agradeço se puder me ajudar com outra dúvida que postei em resposta ao comentário do Substituto.
    Então, segundo o cenário que você expôs, políticas protecionistas que o Trump disse que iria adotar são prejudiciais para outras economias, inclusive o Brasil? Os USA podem obter alguma vantagem de tais políticas?
  • Pensador Consciente  16/08/2017 10:35
    O Brasil na pessoa do seus exportadores irão ter perdas significativas,agora na teoria equivocada de Trump os empregos serão gerados nos setores beneficiados pela política protecionista,mas o mesmo se esquece ou fecha os olhos para a realidade,pois esta geração de empregos virá aumentando os custos para os consumidores norte-americanos ou seja a política de abertura comercial também gera empregos muito mais baratos,duradouros e sustentáveis seja qual for o setor escolhido pelos empreendedores...
    Enfim basta deixar o Mercado trabalhar que o resultado aparece,o estado sempre é o vilão do sistema,agora outra coisa interessante se o Brasil abrir suas fronteiras praticando alíquota zero em todos os setores,num primeiro momento será um choque de desemprego e desespero,mas o Mercado se ajustará visto o aumento de consumo e poupança gerada com tal medida,mas infelizmente o lobby dos exportadores não deixam isto se tornar realidade infelizmente...
  • Aquiles F G  15/08/2017 21:37
    Caro Substituto, obrigado pela resposta.
    Eu não li ao livro "Chutando a Escada" , que foi inclusive recomendado.. Mas fico grato pela sua explicação.
    Sendo assim, não há porque eu achar coerente a fala do economista, pois seu argumento tem bases nada sólidas segundo você.
    Um outro ponto que ele também colocou, e fiquei em dúvida pois já li algumas coisas nesse site falando sobre, se trata da Valorização Cambial, é bom ou não? Gera "falsa sensação de riqueza" e uma futura "crise"?
  • Eduardo  15/08/2017 21:46
    Não. Moeda sólida e estável é exatamente o que faz uma economia progredir. E moeda fraca e instável é exatamente o que mantém um país no subdesenvolvimento. Não há um mísero país que enriqueceu desvalorizando sua moeda. E não há um único país fortemente exportador que não tenha moeda forte, estável e inflação baixa (Alemanha, Suíça e Japão são os exemplos mais evidentes).

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2175
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2055
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2394
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2378
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2196
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1441
  • Emerson Luis  20/08/2017 23:01

    "De onde vem o dinheiro que o governo utiliza para aumentar seus gastos?"

    O pessoal da esquerda&CIA não liga para as leis da economia, matemática, biologia, física, química, etc. Para eles, tudo pode ser determinado por decreto, tudo é mera questão de "vontade política", tudo é "construção social", etc.

    Claro que apenas os soldados rasos realmente acreditam nisso: quanto mais alto nas hierarquias esquerdistas, mais cônscios eles são de que é tudo mentira e jogo de poder.

    * * *


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