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Isso aqui, ôô...

Brasil, 2016.

Os estados estão falindo.
As escolas estão sendo invadidas.
As câmaras legislativas estão sendo depredadas.
Os políticos estão sendo presos.
O dinheiro acabou.

Ninguém acredita na imprensa. 
Ninguém acredita no governo.
Ninguém acredita nos sindicatos.
Ninguém acredita em partido político algum.

Somos o país que mais mata.
O que mais burocratiza.
O que menos oferece retorno dos impostos.
O que mais violenta professores.
O que tem mais medo de tortura policial.
O líder em mortes por balas perdidas.

Somos o país que tem o Judiciário mais caro do mundo.
A pior infraestrutura entre as 20 maiores economias do mundo. 
A saúde pública mais ineficiente.
O Congresso mais oneroso.

A social-democracia trabalhista tupiniquim faliu.

Nós odiamos os políticos, mas amamos o estado
Nós desprezamos os partidos, mas adoramos vê-los com poder. 
Nós rejeitamos o governo, mas cultuamos vê-lo administrando nossas carteiras. 
Nós abominamos os serviços públicos, mas execramos as privatizações. 
Nós denunciamos as gangues políticas, mas demonizamos quem ousa propor diminuir seus domínios.

O Brasil é uma grande repartição pública condenada ao fracasso.

Ou a gente acaba com a nossa relação com o poder.
Ou a nossa relação com o poder acaba com a gente.

 

11 votos

SOBRE O AUTOR

Rodrigo da Silva
é o editor do site Spotniks.



OFF-TOPPIC: pessoal do IMB, seria possível vocês redigirem um artigo refutando as teorias conspiratórias sobre o Nióbio que abundam desde a época do Enéias? Quinta-feira o Instituto Liberal reiniciou o debate, e seria ótimo se vocês dessem continuidade. Eis o que comentei no website do IL, é o que resumidamente penso do assunto:

"Se há indícios concretos ou, ao menos, motivos para crer que as empresas autorizadas pelo Estado brasileiro a retirarem do solo e comercializarem este metal estão cometendo fraudes de qualquer natureza, em conluio com grupos estrangeiros ou não, a solução é, em se confirmando as irregularidades, rescindir os contratos de permissão em vigor e abrir este mercado para mais empresas interessadas no empreendimento - seja lá de onde elas forem. A que oferecer a melhor barganha leva as jazidas - e paga impostos sobre tudo o que produzir. Elevar o preço na marra? Claro, abusar desta condição de quase monopolista pode funcionar no começo, mas no médio prazo surgirão alternativas de melhor custo-benefício para atender a demanda daqueles insatisfeitos com a situação. Deixar de vender o Nióbio como comodittie e agregar valor ao mineral em nossa indústria da transformação? Seria ótimo, se nosso parque industrial não estivesse parado no tempo desde meados do século passado. Só falta criarem a estatal NIOBRÁS no Brasil, que dará origem ao escândalo do NIOBRÃO. O brasileiro não aprende mesmo: sempre achando que vai encontrar um bilhete premiado no chão e poderá passar o resto da vida bebendo e sambando."
"Tal afirmação nunca foi feita. Em ponto nenhum do artigo. E nem em nenhum outro artigo"

Não me refiro à uma frase ou texto escrito nos artigos do IMB. Estou questionando a percepção daqueles que defendem esse modelo de afrouxamento da terceirização proposto pelo governo, pois essa discussão toda é parte da realidade em que estamos vivenciando. Aliás, não creio que esse artigo seja uma mera exposição teórico-dissertativa acerca do que seria e quais os benefícios de uma terceirização segundo os liberais, muito menos um texto desvinculado da conjectura atual, como você transparece para quem lê. Logo, minha indagação é pertinente, ainda que, o que questiono, não esteja explicitamente escrito no artigo.

Em relação ao artigo linkado, em momento algum vi algo a mostra que abordasse diretamente o problema terceirização-corporativismo privado que eu levantei acima. O que mais se aproxima seria esse trecho:
"Em primeiro lugar, a ideia de que custos menores para empresas é algo ruim. Além do fato de que custos baixos permitem maior acúmulo de capital — o que possibilita mais investimentos e mais contratações —, falta explicar como que custos de contratação menores podem ser ruins para pessoas à procura de emprego."
Sim, não há problema algum em um empresário tentar reduzir seus custos para se adequar a concorrência e auferir maiores lucros. O entrave se encontra, como eu falei, no empresário monopolista que não possui um fator invísivel para motivá-lo à otimizar sua produção. A mão visível do Estado garante que seu produto inevitavelmente será consumido e, com isso, seu lucro será certeiro. Por conseguinte, não há a preocupação constante deste em inovar, melhorar a qualidade, aumentar a produtividade da sua mão de obra. Nesse sentido, a terceirização beneficia esse empresário, justamente por rebaixar seus custos com contratados (temporários ou não) à niveis abaixos daquilo que os empregados produzem, sabendo se que eles estão confortáveis em relação aos processos trabalhistas que enfrentarão (ajudinha estatal). Bem como, estagna ou retarda as inovações, tendo em vista que sua produção atual será adquirida pelos consumidores à um preço "monopolístico" durante um tempo maior que o de uma concorrência que existiria num livre mercado. Ademais, seu produto foi feito empregando mão-de-obra com um ônus muito abaixo daquilo que ela de fato produz. Desse modo, a margem de lucro é gigantesca, sendo que esse lucro pode sim ser revertido em capital para futuras melhoras, o que, na minha opinião, não aflinge ou preocupa de modo algum uma empresa monopolista, pois esta pode facilmente pegar crédito subsidiado de bancos estatais, ou ser empreendido em outros investimentos pessoais e, na minha percepção, fúteis e de pouco potencial de gerar valor no futuro.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Thomas  28/11/2016 18:44
    Perfeito resumo. Pura verdade. Obrigado pelos links também.
  • Lucas  28/11/2016 18:46
    Recentemente li o livro do Bruno Garschagen "Pare de Acreditar no Governo -- Por que os brasileiros odeiam os políticos mas amam o Estado".

    Realmente sensacional! Recomendo muito.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2104
  • Fernando  28/11/2016 18:47
    É exatamente isso mesmo que é o Brasil. Perfeito resumão.
  • Valeria  28/11/2016 19:09
    "O Brasil é uma grande repartição pública condenada ao fracasso." Definição perfeita!
  • 4lex5andro  19/01/2017 13:12
    E o agravante é que o Brasil é um país que vai envelhecer antes de enriquecer.
  • L. Simonetti   28/11/2016 19:12
    Somos o país dos cartórios.
    Dos sindicatos.
    Dos supersalários.
    Do cartão corporarivo.
    Das indenizações para governadores.
    Das verbas auxiliares intermináveis.
    Dos milhares de cargos comissionados.
    Das universidades públicas caras e para poucos.
    Dos concurseiros.
    D'O petróleo é nosso.
    Das inúmeras estatais.
    Dos bancos estatais.
    Da previdência "bomba-relógio" privada.

    Uma hora a conta ia chegar.
  • Felipe Teló  28/11/2016 19:19
    Sobre "o Judiciário mais caro do mundo", uma imagem vale mais do que (vocês sabem o resto):

    https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1160741997342449&set=p.1160741997342449&type=3&theater
  • Eraldo  28/11/2016 20:23
    "O Brasil tem Governo forte e sociedade fraca. Temos que inverter isso". Deltan Dallagnol
  • Bruno Feliciano  28/11/2016 21:35
    Por incrível que pareça, muitos da PGR e do MP tem bom senso nesse aspecto.

    O Dallagnol parece ser um exemplo disso, vejo nessa frase: ''Temos muito governo e pouco indivíduo''.
    É que talvez pra evitar polêmica, ele não disse exatamente com essas palavras para não ser taxado de ''Direita''.

    Mas eu por exemplo vejo muito disso, eu estudo direito e tenho muitos professores que são Juízes, Procuradores, Promotores e etc.. Alguns deles até concorda quando eu grito contra o intervencionismo, teve um inclusive que disse que Taxi e Uber tinham que ser regulamentados, eu questionei e ele disse exatamente o que eu pensava. Deixar livre a oferta de transporte, sem que haja essa cosia de alvará e etc. Ele disse regulamentar em permitir a livre oferta de ambos, no máximo um registro na prefeitura e pronto.


    Nem tudo esta perdido amigos...
  •   28/11/2016 21:53
    "O Brasil tem Governo forte": o que inclui Judiciário e Ministério Público fortes e nababescos.

    Mas isso ele (o autor da frase aí) não quer "inverter", não é mesmo?
  • Bruno Feliciano  28/11/2016 22:53
    Por incrível que pareça, muitos da PGR e do MP tem bom senso nesse aspecto.

    O Dallagnol parece ser um exemplo disso, vejo nessa frase: ''Temos muito governo e pouco indivíduo''.
    É que talvez pra evitar polêmica, ele não disse exatamente com essas palavras para não ser taxado de ''Direita''.

    Mas eu por exemplo vejo muito disso, eu estudo direito e tenho muitos professores que são Juízes, Procuradores, Promotores e etc.. Alguns deles até concorda quando eu grito contra o intervencionismo, teve um inclusive que disse que Taxi e Uber tinham que ser regulamentados, eu questionei e ele disse exatamente o que eu pensava. Deixar livre a oferta de transporte, sem que haja essa cosia de alvará e etc. Ele disse regulamentar em permitir a livre oferta de ambos, no máximo um registro na prefeitura e pronto.


    Nem tudo esta perdido amigos...
  • Pobre Paulista  29/11/2016 16:11
    "Os outros funcionários públicos são supérfluos, menos eu"
  • Wagner  30/11/2016 19:40
    Dá até uma tristeza, toda essa realidade...
  • anônimo  09/12/2016 08:16
    Texto Excelente.
  • Fernando  09/12/2016 13:26
    O povo não está conseguindo pagar a conta de luz. O PAÍS VAI FICAR NO ESCURO. Teve um aumento de 1200% na inadimplência da conta de energia.

    Em Cingapura todos os cabos de energia e telefonia ficam no subsolo. Aqui em SP, como não tem dinheiro pra cortar àrvores, vai dar curto nos fios quando chover, e também ficaremos no escuro devido a explosão dos transformadores.

    Preparem as lanternas, lampeões, geradores, fogueiras, placas de energia solar, etc !

    Observação: Vai desligar a internet quando acabar a energia.
  • Humberto  09/12/2016 22:49
    Realista, mas muito triste.
  • anônimo  08/01/2017 18:13
    A última salvação é reduzir o imposto sobre PJ e criar um imposto único indireto.

    O gasto público já ultrapassou todos os limites. O número de aposentados vai aumentar nos próximos 20 anos, o número de pessoas produtivas vai diminuir, o número de pacientes nos hospitais vai aumentar, os presidídios irão aumentar, etc.

    Um deputado já gastou 140 mil em correspondência. Os cortes no orçamento só irão ocorrer, quando o ministério público começar a processar quem faz gastos desse tipo. Ninguém vai cortar nada se não for processado por crime de responsabilidade.





  • Daniel  13/01/2017 20:20
    Excelente.


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