Cinco detalhes importantes (e pouco conhecidos) sobre os candidatos presidenciais da França
A segunda economia da zona do euro está no limiar de uma reviravolta - para pior ou para melhor

A França é o segundo país mais importante da zona do euro e da União Europeia (considerando a saída do Reino Unido). Em abril de 2017, o país escolherá seu próximo presidente. Os desdobramentos dessa eleição serão cruciais para o futuro tanto do euro quanto da União Europeia.

Eis cinco fatos de crítica importância.

1. Os Republicanos estão prestes a nomear um candidato com uma plataforma de cortar gastos do governo

Domingo passado, o Partido Republicano francês (Les Républicains) realizou, pela primeira vez em sua história, primárias para definir quem será seu candidato a presidente. Neste primeiro turno, 7 candidatos concorreram. As pesquisas previam que o prefeito de Bordeaux, Alain Juppé, um político tradicional de centro-direita com grande apreço pela União Europeia, venceria com tranquilidade, sendo seguido pelo ex-presidente Nicolas Sarkozy.

Em uma surpreendente reviravolta, o ex-primeiro ministro de Sarkozy, François Fillon, sagrou-se vencedor com 44,1% do votos, ao passo que Juppé terminou em segundo, com 28,6%.

A surpresa não somente foi a vitória de um candidato que não é um político profissional — desta maneira invalidando as pesquisas e os comentaristas políticos —, como também o fato de que as propostas deste candidato giram em torno de uma redução do tamanho do estado (algo atípico e impopular na França).

François Fillon deixou claro que quer demitir 500.000 funcionários públicos em cinco anos, reduzir impostos e contribuições à seguridade social em um montante € 50 bilhões, e reduzir os gastos totais em € 100 bilhões. Fillon também fala em aumentar consideravelmente a autonomia das escolas (deixando-as mais livres das imposições estatais) e quer abolir em definitivo o aumento de impostos implantado por François Hollande sobre as rendas mais altas — chamado de "imposto de solidariedade sobre as grandes fortunas".

Mas nada de ficar animando. Esse bem-vindo corte de gastos anunciado por Fillon oculta o fato de que ele defende um aumento de 2% nos impostos sobre o consumo. Ele também quer intensificar a guerra às drogas, é a favor de que o parlamento introduza uma cota anual nas imigrações, e quer proibir o burkini.

Fillon foi o primeiro-ministro de Sarkozy de 2007 a 2012, um período caracterizado por aumentos de impostos e um volumoso pacote de socorro aos bancos.

2. François Hollande pode ser derrubado pelo seu próprio partido

Na mais recente pesquisa de popularidade, apenas 4% dos franceses consideravam o desempenho do atual presidente socialista François Hollande como "satisfatório".

Com uma taxa de aprovação menor que a porcentagem de álcool em uma garrafa de Bordeaux tinto, Hollande causou sérios problemas para si próprio e para seu partido. Pesquisas atuais mostram que Hollande, que busca a reeleição, seria trucidado no primeiro turno das eleições de 2017, o que vem dividindo seus colegas partidários.

É comum na França que o atual presidente, ao tentar a reeleição, não seja desafiado dentro de seu partido por outro candidato que queira tentar sua vaga. No entanto, a impopularidade historicamente baixa de Hollande levou o Partido Socialista a marcar sua primária para janeiro de 2017. Os principais rivais de Hollande nessa disputa são seu próprio primeiro-ministro Manuel Valls e seu ex-ministro da economia Arnaud Montebourg, conhecido por seu inflexível keynesianismo na defesa de mais gastos governamentais.

De acordo com as pesquisas, ambos derrotariam facilmente Hollande nas primárias de janeiro.

3. Sim, Marine Le Pen tem grandes chances de vitória

Ela provavelmente é o grande elefante na loja de porcelana. Marine Le Pen, líder da Frente Nacional, um partido nacionalista, disparou tão acentuadamente nas pesquisas, que seu partido nem sequer se preocupou em organizar uma primária. Ela já é a candidata natural.

As pesquisas mostram que, hoje, ela estaria tranquilamente no segundo turno, deixando-a tão perto da presidência quanto seu pai, Jean-Marie Le Pen, em 2002. Ela tem o dobro de votos de Hollande.

A grande questão é se há mais espaço para Marine Le Pen continuar crescendo, pois sua agenda política sempre foi muito clara: interromper a imigração, abandonar o euro e sair da União Europeia, e reintroduzir o velho e ineficiente protecionismo. Logo, nenhuma mudança de discurso ou de mensagem aumentaria sua preferência. Quem a apoia e quem é contra já sabem muito bem o que ela defende.

Ironicamente, o único fator que pode conferir novo impulso a Le Pen e à Frente Nacional são os seus opositores políticos.

De um lado, a derrota de Nicolas Sarkozy nas primárias republicanas significa que seus apoiadores mais radicais podem migrar para Le Pen.  Como disse o jornal Le Figaro: "A Frente Nacional almeja adotar os órfãos de Sarkozy".

De outro, a baixíssima popularidade do Partido Socialista pode ser também um grande ativo para Le Pen, que poderá ganhar o apoio de socialistas desiludidos. Afinal, sua agenda econômica é altamente intervencionista (bem ao gosto dos socialistas) e contrasta com a abordagem mais liberal de François Fillon e com as convicções pró-União Europeia de Alain Juppé.

Brigas entre vários grupos políticos e desilusões ideológicas sempre favorecem a ascensão de nacionalistas mais extremistas.

4. Um candidato independente e simpático ao livre mercado já está com dois dígitos nas intenções de voto

Emmanuel Macron, que chegou a ser ministro da economia no governo socialista por um curto período de tempo, renunciou e agora está concorrendo como candidato independente. Na França, ele é amplamente conhecido por ter criado a Lei Macron (oficialmente: Lei para o Crescimento, Eficácia e Igualdade de Oportunidades Econômicas).

Tal lei contém uma ampla variedade de alterações nas regulamentações econômicas, trabalhistas e de transporte.

Macron abriu o mercado de ônibus intermunicipais, acabando com os monopólios protegidos pelo estado e permitindo a entrada de novos concorrentes. Tal medida gerou mais concorrência no mercado, reduziu os preços das passagens e criou 13 mil novos empregos no setor privado.

Adicionalmente, houve também uma reforma nas leis trabalhistas que versavam sobre a proibição de trabalhar aos domingos: Macron não apenas ampliou as exceções a essa lei (o que possibilitou que mais negócios pudessem abrir aos domingos), como também aumentou o número de permissões concedidas pelas autoridades locais.

Outra medida foi a introdução de maior flexibilidade na profissão dos notários (profissionais que emitem notas, certidões e que fazem protestos de títulos; também conhecidos como tabeliães) por meio da criação de 247 zonas chamadas de "zonas de livre estabelecimento" ao redor de toda a França. Nestas zonas, os tabeliães não precisam ser regulados pelo governo, podendo exercer livremente sua profissão. Isso basicamente liberaliza o mercado de notários e reduz o preço para seus consumidores.

Macron está atualmente com dois dígitos na preferência dos eleitores, os quais, notavelmente, são oriundos de todos os lados do espectro político.

5. O ponto de virada para o país chegou

A segurança nacional se tornou um assunto extremamente importante para os franceses após vários terroristas islâmicos terem cometido horrendos ataques que resultaram na morte de centenas de pessoas.

Adicionalmente, o PIB per capita do país não aumentou entre 2007 e 2015.

E, embora sucessivos governos tenham prometido combater o desemprego, a taxa não consegue ficar abaixo de 10%. E um número alarmante de pessoas desempregadas não mais conseguiu trabalhar desde a crise de 2008. O número absoluto de desempregados é recorde histórico.

A dívida do governo em relação ao PIB está perigosamente perto de 100%, e os déficits financeiros do governo estão entre os maiores da zona do euro ("estranhamente", os déficits nada fizeram para aditivar a economia, como defendem os keynesianos).

A social-democracia francesa chegou ao limite. Há muito tempo.

Porém, por causa do enorme poder político dos sindicatos, qualquer reforme visando a reduzir gastos com assistencialismo praticamente não tem chances reais.

Conclusão

A França chegou a uma conjuntura crítica. Não há dúvidas de que as consequências desta eleição serão por décadas.

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Leia também:

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A social-democracia no Brasil entrou em colapso - abandonemos os delírios e sejamos mais realistas


10 votos

SOBRE O AUTOR

Bill Wirtz
estuda direito na Universidade de Lorraine, em Nancy, França.



"Foram mal abordados, muito mal abordados.

"imprimir dinheiro não é prática legal em um mundo civilizado" Eua imprime dólar, UE imprime Euro, Japão imprime Iene."


Eis um trecho do artigo:

"Há três respostas: ou o governo aumenta impostos; ou ele toma dinheiro emprestado de bancos, pessoas e empresas; ou ele simplesmente imprime dinheiro.

Não é preciso ser um profundo conhecedor de economia para entender que nenhuma dessas três medidas cria riqueza."


Você fala como se estivesse rebatendo alguma afirmação, que o próprio artigo mostra como é falsa; mas essa afirmação quem criou foi você próprio, sabe-se lá de onde.

É surreal você dizer que isso advêm da perda de consumo da população, a inflação desses países é próxima de zero há muito tempo. (não quero dizer que isso funcionária em todos os países do mundo)

Você está falando de "inflação de preços", aumento no preço de diversos produtos na economia geral; o artigo está falando de
inflação monetária, aumento da oferta monetária, dinheiro em circulação na economia. É possível haver baixa "inflação de preços" ou mesmo "deflação de preços" onde há inflação monetária. Basta que o aumento em produtividade e outros fatores (que diminuem preços) seja maior que o aumento dos preços por conta da inflação monetária.

Agora, se você acha que não há relação alguma entre oferta monetária e aumento de preços, creio que você descobriu o Paraíso na Terra -- podemos simplesmente imprimir dinheiro à rodo e dar para todos, e não haverá efeito colateral algum nisso.

"EUA tirou o país de uma recessão enorme em 2008 com as práticas Keynesianas, existem vários e vários exemplos da prática aplicada e funcionando, em nenhum momento é perfeita e sem qualquer tipo de ônus, mas é o melhor que pode ser feito."

Sim, o Keynesianismo tirou os EUA da recessão -- causada por esta mesma ideologia e suas taras por expansões artificiais:

Como ocorreu a crise financeira americana
Explicando a recessão europeia
Herbert Hoover e George W. Bush: intervencionistas que amplificaram recessões (1ª Parte)
A geração e o estouro da bolha imobiliária nos EUA - e suas lições para o Brasil

Creditar a teoria Keynesiana por tirar os EUA da recessão se resume à isto: o que seria de nós, se após quebrar nossas pernas, o Estado não nos desse muletas?

"Aliás uma pergunta, você já prestou ANPEC alguma vez? acredito que seu conhecimento é bem maior do que as frases feitas que posta aqui no site."

E como sempre, o grande feito para um Brasileiro é passar em concurso.

"Apesar de ter grande admiração por Keynes eu não tenho asco por nenhum grande pensador econômico, seja ele Marx ou Hayek, não é o que acontece por aqui, infelizmente. Inclusive, ressaltei que não é impossível que Keynes esteja errado em alguns pontos, visto o tempo que já se passou."

Não posso falar por todos membros que acompanham este instituto, mas pouco me importo com Keynes, Hayek, Mises, Friedman, quem quer que seja. Apenas me importo com as ideias que estes defendem. Se Marx falar algo correto, defenderei isto. Se for Keynes, também. Mises, mesma coisa.

"Peço mais uma vez que seja exposto para que haja um debate honesto. Pela segunda vez eu estou usando exemplos reais, práticas já aplicadas e com ressalvas de que nada pode ser generalizado, você escreve de forma rasa, com várias teorias que sequer foram testadas e lotado de frases feitas para atingir quem está no topo (Keynes). "

"Nada pode ser generalizado" é algo tão estúpido que eu não acho que seria preciso comentários para mostrar a estupidez desta afirmação.

"Você escreve de forma rasa" -- disse quem credita a teoria Keynesiana como positiva por tirar os EUA da recessão, causada pela mesma.

"Com várias teorias que sequer foram testadas" -- Eis o comentário feito por quem você está criticando:

"1) "Podem vir de emissão de títulos públicos"

E quem paga os juros e o principal destes títulos públicos? De onde vem o dinheiro?

2) "Impostos pagos anteriormente que geraram caixa"

Ou seja, o dinheiro veio da população.

3) "Expansão monetária direta, da forma que é feito na UE, EUA e Japão"

Ou seja, o dinheiro veio da redução do poder de compra da população.

4)"Qualquer financiamento para qualquer tipo de obra" "


Todos estes pontos são lógicos, e não empíricos. Faça um favor a si mesmo, e corra urgentemente para uma livraria e compre qualquer livro iniciante sobre lógica ou argumentação. O seu caso é grave.



Deixe que eu me preocupe com isso. quero saber o seguinte: se um meliante invadir a minha casa, o que você sugere que eu faça?

Os contra armamento nunca respondem essa pergunta e sempre a evitam. Eu vou responder de acordo com a instrução que a policia passa para a população:

1. Se der tempo, ligue para a policia, se você der sorte, eles podem passar por ali antes do bandido conseguir entrar na sua casa.

2. Faça tudo que o bandido manda. Se ele quer seus bens, dê. Se ele quer estuprar você, deixe. NÃO RESISTA DE FORMA ALGUMA.

3. No dia seguinte, faça um boletim de ocorrência e reze para que seu caso seja um dos 8% que são resolvidos no Brasil.

Agora eu tenho algumas perguntas também:

1. Se bandidos querem bens, por que não assaltam o congresso nacional? Ali está reunido várias pessoas milionárias. Enriqueceriam facil! Será que é por que ali tem seguranças armados que não hesitariam em atirar?

2. Por que não assaltam juizes e deputados quando estão fora do congresso? Será que é por que os mesmos dispõem de seguranças armados?

3. Por que não atacam carros fortes que transportam valores toda vez que os mesmos saem da garagem? Será que é por que os guardas estão bem armados?

Quem prega o desarmamento da população não entende que o bandido, seja o de colarinho branco ou o comum, é um ser de mentalidade oportunista. Independente do historico de pobreza (ou não), ele não irá atacar lugares fortemente armados porque o risco/beneficio é muito alto, e eles são inteiramente capazes de fazer esse julgamento (caso não o fossem, os lugares que citei seriam atacados diariamente).

Sabe onde eles atacam? Onde o risco/beneficio é baixo. E adivinha quem apresenta isso? Sim, uma população desarmada e instruida a não reagir de forma alguma.
Esron, expandi o comentário acima em um artigo bem mais detalhado sobre o assunto. Ei-lo:

Como funciona o mercado de cartões de crédito e por que seus juros são os maiores de todos


Após a leitura do artigo acima, convido-o a ler esta notícia, que mostra que a recente medida adotada pelo Banco Central não afetou nada, exatamente como previa o artigo acima (ou seja, o final, nada mudará, e sua anuidade tende a continuar gratuita):

blogs.correiobraziliense.com.br/vicente/juro-do-parcelamento-do-cartao-de-credito-e-recorde-e-chega-1635-ao-ano/
Além de tudo o que já foi respondido acima, é extremamente importante ressaltar que essa tese de "fazer dumping para quebrar indústrias para logo em seguida elevar preços e dominar o mercado" é completamente irreal.

Não apenas isso nunca aconteceu na prática, como também a própria teoria explica que isso seria completamente insustentável, para não dizer irracional do ponto de vista empreendedorial.

Apenas imagine: você é o gerente de uma grande empresa e quer destruir a empresa concorrente reduzindo seus preços para um valor menor do que os custos de produção. Ao fazer isso, você começa a operar no vermelho. Ao operar no vermelho, por definição, você está destruindo o capital da sua empresa; você está, na melhor das hipóteses, queimando reservas que poderiam ser utilizadas para investimentos futuros.

Pois bem. Após vários meses no vermelho, você finalmente consegue quebrar o concorrente. Qual a situação agora? Você de fato está sozinho no mercado, porém bastante descapitalizado, sem capacidade de fazer novos investimentos. A sua intenção é voltar a subir os preços para tentar recuperar os lucros de antes. Só que, ao subir os preços, você estará automaticamente convidando novos concorrentes para o mercado, que poderão vender a preços menores.

Pior ainda: estes novos concorrentes poderão perfeitamente estar mais bem capitalizados, de modo que é você quem agora estará correndo o risco de ser expulso do mercado. Seus concorrentes poderão vender a preços mais baixos e sem ter prejuízos, ao passo que você terá necessariamente de vender a preços altos apenas para recuperar seus lucros.

Ou seja, ao expulsar um concorrente do mercado, você debilitou sua empresa a tal ponto, que você inevitavelmente se tornou a próxima vítima da mesma prática que você aplicou sobre os outros.

E é exatamente por isso que tal prática não é observada no mundo real. Ela é totalmente ignara. Um empreendedor que incorrer em tal prática estará destruindo o capital de sua empresa, correndo o risco de quebrá-la completamente. Um sujeito com esta "sabedoria" não duraria um dia no livre mercado.

Se isso não vale para uma empresa dentro de um país, imagine então para uma empresa concorrendo em escala global (como é o caso do seu exemplo)?
Se enviar produtos importados baratos destrói a indústria de um país, então conclui-se que fazer o extremo -- mandar importados DE GRAÇA pra um país -- o destrói ainda mais rapidamente.

Mas o que tem de destrutivo em ganhar presentes? Se nos mandarem televisões, carros e geladeiras de graça, perderemos, sim, os empregos nessas áreas. No entanto, os trabalhadores dessas áreas poderão ir pra outras atividades produtivas e genuinamente demandadas pelos consumidores.

Em vez de termos essas pessoas produzindo televisões, carros e geladeiras, já teremos tudo isso e mão-de-obra sobrando pra produzirmos outras coisas. Em resumo, o país ficaria mais rico, às custas dos contribuintes de outros países que estão subsidiando importados gratuitos pra nós.

Outra coisa: se restringir e taxar a importação de produtos baratos é bom pra indústria nacional, bloquear as bordas do país contra todas as importações criaria uma economia fortíssima no país bloqueado.

E não pára por aí: se bloquear um país é bom pra economia interna, então bloquear os estados também. Imagine quantos empregos de paulistas os gaúchos estão tirando quando criam gado. Proibir a importação de gado e garantir empregos pra indústria interna de gado São Paulo seria uma boa idéia.

E isso continua pra cidades, pra ruas, até que se decida produzir tudo em sua casa e não trocar com ninguém.

Basta você parar de fazer compras no supermercado e estará bem ocupado o dia inteiro plantando, colhendo, costurando suas roupas, etc.

Todos terão pleno emprego, mas a produtividade será extremamente baixa dado o custo de oportunidade de produzir tudo por si mesmo, e será uma pobreza generalizada.

Um tomate que você compra com alguns segundos do seu trabalho demoraria meses pra nascer na sua terra.

Se nos casos extremos, com importados de graça, a sociedade fica mais rica e produtiva, e com importados proibidos, a sociedade fica mais pobre e improdutiva, são pra esses os caminhos que as políticas protecionistas apontam.

Não existe um ponto de equilíbrio ou um "protecionismo racional". Todo protecionismo beneficia produtores do setor protegido às custas de todo o resto.

Pode até ser que sem protecionismo nossas montadoras falissem; mas se elas não conseguem competir, é isso o que tem que acontecer.

Se custa 50.000 pra fazer um carro no Brasil que custa apenas 25.000 pra fazer o mesmo carro lá fora, ao comprar o carro de 25.000 a nossa economia tem um carro e 25.000 sobrando pra serem usados em outros setores. Ao comprar um carro de 50.000, a economia tem apenas um carro e deixa de ter 25.000 pra gastar ou investir em outros setores.

Imagine num caso extremo gastar uma fortuna com tecnologia e energia pra produzir bananas no Alasca. Se essas bananas forem produzidas num país tropical, podemos ter as mesmas bananas que teríamos do Alasca, mas sem usar todo aquele recurso: homens, máquinas e energia que poderiam ser mais bem alocados em outro lugar ao invés da produção de bananas.

A questão não são empregos, nem indústria nacional: a questão é produção. Empregos que não criam valor são inúteis, e há indústrias que não necessitam existir. O Brasil não "precisa" de uma indústria de carros assim como o Alasca não "precisa" de uma indústria de bananas, a menos que encontrem uma forma eficiente de produzir seus produtos. Não há por que preservar tais empregos.
Todas essas situações de "stress" que você citou podem perfeitamente acabar também em facadas, canivetadas, garrafadas na cabeça, pedradas, ou socos na cara (é bastante comum uma pessoa morrer em decorrência de um simples soco na cara; ver aqui e, principalmente, aqui).

Portanto, você criou uma falsa equivalência.

"Campanhas desse tipo me faz [sic] refletir que a nossa atenção e forças para cobrar do estado aparatos essenciais para que possamos viver bem, estão focalizados em assuntos que já deveriam estar superados!"

Ininteligível.

"Sobre os bandidos, opa! Se eles estão mandando no meu estado, tenho uma parcela de culpa aí!"

Você pode ter. Eu não tenho nenhuma. Por favor, me diga qual a minha culpa em haver "bandidos mandando no seu estado"?

"Não será somente com armas que inibiremos a propagação de criminosos"

Deixe que eu me preocupe com isso. quero saber o seguinte: se um meliante invadir a minha casa, o que você sugere que eu faça?

"afinal um dos motivos de se propagarem é o fato das armas estarem acessíveis!"

Errado. Um dos motivos de se propagarem é o fato de armas estarem acessíveis para eles no mercado negro e nenhuma arma estar acessível para o cidadão comum no mercado legal.

Bandidos proliferam quando sabem que suas potenciais vítimas estão completamente desarmadas pelo estado.

Beira o cômico você ignorar isso.

"Sobre quem fomenta esse tipo de campanha, cuidado! Aquele(a) deputado(a) ou senador(a) pode ter uma "amizade" muito próxima com alguém ligado a indústria que fabrica tais armas!"

Pois então cite nomes e prove que eles estão ligados a este site. Caso contrário, tenha a hombridade de se retratar.

"Ou até mesmo o cidadão de bem que compartilhou algo dessa campanha não tá nem ai para o bandido, simplesmente acha bonita armas ou quer de alguma forma usá-la!"

Que campanha?!

"E como a democracia é a chave para o entendimento! Respeito quem tem opinião contrária!"

Estamos vendo...

"Então lembram da corrupção? Ela leva desde a falta da merenda na nossa escola até a essa situação! Entregar uma arma pra tu quando estiver "grande", não vai garantir que terá um bandido a menos no mundo! É o processo educacional e o cuidado do estado que podem garantir a paz e o teu bem estar, as armas o caos! Pode parecer falácia, mas para um CIDADÃO DE BEM, faz sentido!"

Acho que sua erva venceu e você não percebeu. Sugiro trocar seu fornecedor.
Mais um que chegou rugindo, levou uma resposta (completa e educada), e agora saiu miando, praticamente de quatro.

Não só não retrucou nada que lhe foi respondido, como ainda chegou ao cúmulo de inventar uma resposta que nunca foi dada. Em nenhum momento o artigo ou algum comentarista falaram que "imprimir dinheiro não é prática legal em um mundo civilizado". Tal frase simplesmente não está escrito em lugar nenhum do artigo e nem desta seção de comentários.

Isso mostra bem o nível do desespero e da ética do cidadão. Mas, também, keynesianismo e falta de ética sempre andaram lado a lado.


P.S.: não resisti e terei de comentar esta:

"os grandes empresários começam fazendo empréstimos e assim aumentam seu patrimônio. Jorge Paulo Lemann convive com um passivo enorme e é o homem mais rico do brasil."

Com a pequena, ínfima, insignificante diferença que JPL é criador de riqueza e de valor. As pessoas voluntariamente compram os bens e serviços produzidos por JPL, e é isso o que o deixou rico. Quem cria riqueza continuamente, como faz JPL, pode se endividar muito e ainda assim se manter plenamente solvente.

Toda essa dívida será paga com capital próprio. JPL não terá de assaltar ninguém, roubar ninguém, confiscar dinheiro de ninguém para pagar suas dívidas. (E, em caso de insolvência, quem se estrepa são seus credores, e não a população inteira, que não terá de arcar com nada disso).

E o governo? Ele cria riqueza? Ele trabalha com capital próprio? Ele utiliza dinheiro próprio para pagar suas dívidas?

O fato de você dizer que o governo opera igualzinho a JPL mostra bem o seu nível de conhecimento econômico.

É cada coitado que é destroçado por aqui...
O que falo para os meus alunos sobre isso,

Primeiro, uma pergunta:

Será que todas aquelas pessoas que ainda não tenham nenhum crime registrado pela polícia, são cidadãos de bem?

Como eu posso garantir que, o estado dando o direito a posse de armas a todos(as) conseguirá evitar que,

O "brigão baladeiro" na hora da raiva cometa uma tragédia na saída da balada!

Na briga de trânsito o cidadão estressado não dispare contra o outro!

O colega de turma que, nunca imaginei que ele tivesse esquizofrenia iria disparar contra toda a turma com a arma do pai ou da mãe!

A mulher que, já sofria com as agressões do Marido, agora vive ainda mais a pressão psicológica por ter uma arma na sua cabeceira!

As crianças que sabem onde os pais guardam suas armas, e depois um tem que falar, foi uma brincadeira!

O vizinho que se estressou com som alto durante a madrugada!

Enfim são inúmeras as situações!

Sobre o uso da arma, "modestamente" posso afirmar: mesmo aquela pessoa que nunca frequentou a escola até aquela que teve o mais alto nível de educação acadêmica está suscetível ao stress, e nessa hora, para muitos, será o motivo de cometer um crime passional (o primeiro)!

Campanhas desse tipo me faz refletir que a nossa atenção e forças para cobrar do estado aparatos essenciais para que possamos viver bem, estão focalizados em assuntos que já deveriam estar superados!

Sobre os bandidos, opa! Se eles estão mandando no meu estado, tenho uma parcela de culpa aí! Não será somente com armas que inibiremos a propagação de criminosos, afinal um dos motivos de se propagarem é o fato das armas estarem acessíveis!

Sobre quem fomenta esse tipo de campanha, cuidado! Aquele(a) deputado(a) ou senador(a) pode ter uma "amizade" muito próxima com alguém ligado a indústria que fabrica tais armas! Ou até mesmo o cidadão de bem que compartilhou algo dessa campanha não tá nem ai para o bandido, simplesmente acha bonita armas ou quer de alguma forma usá-la!

E como a democracia é a chave para o entendimento! Respeito quem tem opinião contrária!

E se eu estiver numa turma com crianças ou adolescentes:
Sempre tem aquele que exclama,

- Mas só os bandidos tem o direito de possuir armas, o cidadão de bem, não!

- Então lembram da corrupção? Ela leva desde a falta da merenda na nossa escola até a essa situação! Entregar uma arma pra tu quando estiver "grande", não vai garantir que terá um bandido a menos no mundo! É o processo educacional e o cuidado do estado que podem garantir a paz e o teu bem estar, as armas o caos! Pode parecer falácia, mas para um CIDADÃO DE BEM, faz sentido!


ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Conservador  23/11/2016 14:27
    Ótimas notícias.
  • Andre  23/11/2016 15:21
    Que bom, afinal algum lugar está prestes a mudar, dá até medo fazer um prognóstico parecido para Brasil 2018.
    Alguém sabe de algum prognóstico político semelhante para a Itália? Parece que por lá os sindicatos estão bem mais desarmados que na França.
  • Renan Merlin  23/11/2016 17:46
    Sindicatos desarmados na Italia? Foi os imigrantes que trouxeram os sindicatos ao Brasil
  • Renan Merlin  23/11/2016 17:47
    Por que gostam de chamar a França de socialista? Ou sempre foram sociais-democratas?
  • Rimbaud  23/11/2016 18:14
    Eles se consideram socialistas. E, se considerarmos esta definição mais atualizada de socialismo, então eles estão corretos.

    Ademais, o partido que está atualmente no poder se chama Partido Socialista.
  • Andre  23/11/2016 18:22
    Na Itália o Renzi passou algumas reformas econômicas que fizeram os sindicatos perderem adeptos, mas não conheço em nada o cenário político italiano, só sua economia travadíssima.
    Franceses amam de paixão o estado e qualquer questão é motivo para uma greve ou protesto, claramente sempre por mais gastos públicos, são socialistas modernos, aprenderam a tolerar a iniciativa privada, mas sonham que ela pague por todos os gastos do estado de bem estar social, até são bons trabalhadores, mas empreender é como pedir pra um índio pelado escalar o Everest, iniciativa zero, na Foch Avenue residem muitos ícones esquerdistas caviar influentes ou não, de muitas republiquetas, o mais asqueroso conhecido daqui é o José de Abreu e são encarados como intelectuais pela população instruída.
    E também porque até os preguiçosos espanhóis consideram os franceses esquerdistas demais, chega a ser cômico.
  • Renan Merlin  23/11/2016 18:38
    A França e rica apesar do estado inchado portanto não necessariamente o livre mercado gera prosperidade se não tiver outros componentes
  • Tannhauser  23/11/2016 15:45
    Ótimo resumão!

    Bem interessantes as medidas adotadas pelo Macron. Resta saber o seu posicionamento a respeito da UE e a imigração.
  • Miguel  23/11/2016 16:35
    Ao menos para os Socialistas, haverá uma nova queda da Bastilha.
  • Paul Dubois  23/11/2016 16:37
    Esperem para ver Salvini ou Georgia Meloni na Itália.
  • Pobre Paulista  23/11/2016 17:39
    Algum deles está disposto a mudar o hino sanguinário e socialista da França?
  • Renan Merlin  23/11/2016 17:44
    A França não é parlamentarista? Portanto o presidente governa ou ele é chefe de estado deixando ao primeiro ministro a função de governar?
  • de Gaulle  23/11/2016 18:09
    A França é o único país da Europa em que quem manda é o presidente. Aliás, o presidente é o único eleito pelo povo, e é ele quem então escolhe um primeiro-ministro. Não há eleição para primeiro-ministro na França.
  • gideone  23/11/2016 18:57
    resumindo: mais um motivo para serem chamados de república socialista da frança
  • Victor silva  28/11/2016 07:02
    Na verdade não necessariamente. Se o presidente não tiver maioria parlamentar o primeiro-ministro pode ser de um partido e o presidente de outro. Aí toca o f***-se hahahah
  • Victor silva  28/11/2016 07:19
    Na verdade não impressiona nem um pouco a derrota do sarko, a rejeição dele pela população francesa ja vem de tempos. Boa parte dos votos dele nas primárias vem dos eleitores do PS que sabem que se o sarkozy concorrer ele vai levar uma coça e quem passa é alguém do PS. Como nas primárias francesas são permitidos votos de todos rola essa sabotagem ai haha

    Pra quem não sabe ainda o 2º turno é Le Pen x Alguém
    A disputa é pela segunda vaga, aí que ta "x" da questão dessa eleição. Ta engraçado porque se o flamby concorrer ele vai levar uma surra escrota, tanto que os eleitores do PS não querem ele, só que é zoado demais o presidente sequer tentar reeleição hahha

    E outra, falar que a Le Pen tem grandes chances de ganhar não é realista. Ela abocanha boa parte do eleitorado, mas quando chega o segundo turno a população francesa comparece em massa nas urnas pra que não seja eleito ninguém do FN. Já aconteceu antes e é capaz de acontecer de novo. https://pt.wikipedia.org/wiki/Elei%C3%A7%C3%A3o_presidencial_da_Fran%C3%A7a_em_2002

    Claro que agora a questão da imigração está latente, mas eu particularmente acho que o estatismo que está impregnado nas mentes e nos corações dos franceses e a gigante rejeição pelo FN vão frear a Le Pen, talvez com um margem bem mais apertada que em 2002, mas acho que freia igual, independentemente do adversário.
  • Luiz Campos  23/11/2016 18:10
    Qualquer semelhança com a social-democracia do fabianismo brasileiro não é mera coincidência.
  • Igor  23/11/2016 18:10
    Leandro,

    Qual sua opinião sobre esta avaliação (sucinta) dos políticas fiscais dos governos Bill Cliton, G. W. Bush e Barack Obama: www.valor.com.br/brasil/4784575/virtude-da-disciplina-fiscal

    Obrigado antecipadamente e um abraço!
  • Leandro  23/11/2016 18:27
    Escrevi especificamente sobre a política fiscal de Bill Clinton aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2265
  • Igor  23/11/2016 18:42
    Lendo o artigo lembrei que já tinha lido. Dã!

    Mais uma vez obrigado pela atenção.
  • Luiz Henrique  23/11/2016 18:40
    Sou a favor da Le Pen, no momento cujo a Europa está passando, apesar de que o Macron poderia ser uma boa escolha, mas não sei se ele tem pulso para comandar a nação!
  • Aluno Desenvolvimentista  23/11/2016 18:48
    O problema da França não é fiscal, mais sim cambial.

    A Argentina e o Brasil viram muito bem as consequências horrorosas de um câmbio apreciado no início desse século. Enquanto o ''euro francês'' for lastreado no ''euro alemão'', o desemprego seguirá alto e a economia não crescerá. Nessas horas é que é importante ter uma moeda própria para desvaloriza-la e assim fazer o ajuste cambial, algo que só acontecerá se a França sair da zona Euro.

    Moeda forte é sinônimo de desgraça.
  • Renan Merlin  23/11/2016 20:18
    Eu ia responder mas vi que é ironia
  • IRCR  23/11/2016 22:09
    Deve ser por isso que Singapura e Suíça estão quebradas né rsss
  • Bruno Feliciano  23/11/2016 23:39
    ''Moeda forte é sinônimo de desgraça''

    Como pode, um ser em 2016 ainda acreditar nisso. O Brasil nessa situação toda e o cara ainda acredita nisso.

    Vem cá fera, porque então as economias sul-americanas que tem suas moedas hiper-desvalorizadas não conseguem crescer?
    Inclusive, me explica como o crescimento é consequência da política da desvalorização monetária. Como um país pode crescer quando o poder de compra das pessoas esta sendo destruído? Encarecendo a produção e gerando uma inflação e até déficits?

    Quero entender qual a lógica, vai me dizer que é pra impulsionar as exportações? Nosso País já nos provou que isso não vira...
  • IMB me representa!  23/11/2016 19:47
    Marine Le Pen é a Joana D'ark do século XXI!Ela irá salvar a França da ameaça islâmica e da praga do socialismo.
  • IMB me representa!  24/11/2016 00:28
    Caraca!Acabei de ler algumas propostas da Le Pen e vi que ela é socialista até o talo!Que decepção!Eu tava radiante e isso foi uma ducha de água fria.Que pena!Ela não é mais a Joana D'arc!
  • O MESMO de SEMPRE  24/11/2016 11:27
    E por falar em França...

    Eu NÃO QUERO DEMOCRACIA, EU QUERO LIBERDADE!

    .
    Rousseau, o gigolô, bem matou a charada desde muito posta como pretensão filosófica de solução. Pergunta que durou seculos pelo embate entre TEORIA e PRATICA (praxis, como Marx preferia).

    Sim, há a teoria sobre o certo, mas sem o experimento, a pratica, ela jamais deixará de ser uma teoria. Daí a questão filosófica:

    - JUSTIÇA É A VONTADE DO MAIS FORTE?

    A prática informava que o mais forte chamava sua vontade de justiça e em nome de tal a impunha(como faz o Estado hierarquizado).
    Porém, a teoria dizia que força e verdade nada possuem em comum.

    Então Rousseau matou a charada:

    "O FORTE NÃO SERÁ SEMPRE O MAIS FORTE SE NÃO FIZER DA SUA FORÇA UM DIREITO E DA OBEDIÊNCIA ALHEIA UM DEVER."

    É por isso que toda a ambição de Poder exige OBEDIÊNCIA CEGA em nome da LEI. Como se a lei detivesse por si só o caráter da verdade e do direito.

    Ora, como disseram os pais fundadores dos EUA, uma lei injusta não deve ser obedecida e por isso o ABSOLUTO DIREITO DOS INDIVÍDUOS POSSUIREM E PORTAREM SUAS ARMAS para resistirem até mesmo à TIRANIOA LEGALIZADA embora ILEGITIMA.

    LEGAL É DIFERENTE de LEGITIMO.
    bem como
    DEMOCRACIA É MUITO DIFERENTE DE LIBERDADE.

    Democracia é apenas um método para os ESCRAVOS votarem nos candidatos a Senhores dos senhores ou, como foi no FEUDALISMO, votarem para o SUZERANO dos SUZERANOS, como era chamado o Rei.

    De que adiantaria aos SERVOS de GLEBA (ESCRAVOS) votarem nos nobres u seus vilões (feitores)???
    Absolutamente nada, pois a VASSALAGEM continuaria, bem como a SERVIDÃO. Afinal a MORAL na qual foram ADESTRADOS e DOUTRINADOS fez da SERVIDÃO aos "escolhidos por deus" um dever e um mérito para ostentação do ORGULHO de SERVIR. Sim, a idéia foi MANIPULAR a vaidade dos tolos e sem autoestima para serem HUMILDES por OSTENTAÇÃO de soberba.

    Coisa de estúpidos, mesmo. Algo semelhante ao pobre e OBEDIENTE SOLDADO que orgulha-se de morrer no lugar dos seus senhores que criam as guerras para se locupletarem e MANTEREM-SE no PODER.

    O soldado idiota vai à guerra sem nem mesmo saber a razão e muitos menos concordar com ela. APENAS OBEDECE à HIERARQUIA QUE LHE FOI INCUTIDA pelo ADESTRAMENTO MILITAR (é assim mesmo que se chama). Afinal, os SENHORES olham para seus SERVOS como se estes fossem meros ANIMAIS criados para SERVI-LOS até com a vida.
  • Patrick  25/11/2016 22:41
    Gostei das propostas de Marcon ,se fosse Francês votaria nele.Acho importante que neste momento em que os regimes políticos do mundo todo começam a se desfazer e a incompetência e o autoritarismo dos políticos começa a ficar evidente para a população precisamos de cada vez mais pessoas que defendam abertamente a redução do estado.
  • Emerson Luís  27/11/2016 14:32

    "A surpresa não somente foi a vitória de um candidato que não é um político profissional — desta maneira invalidando as pesquisas e os comentaristas políticos..."

    Déjà vu! Engraçado, parece que já ouvi isso antes...

    Sobre Marine Le Pen, criticá-la ou não votar nela é machismo, fascismo. cubismo, etc.! A Hillary e seus apoiadores não disseram que é importante ter mulheres na presidência? Atendendo a pedidos...

    Marine Le Pen será a Joana Darth Vader!

    Macri na Argentina, Macron na França, espero que não tenhamos no Brasil um Micro! Ou melhor, só se for para minimizar o Estado!

    Os pré-candidatos franceses não são tão bons quanto os pré-candidatos do Partido Republicano dos EUA, mas são melhores do que a maioria dos pré-candidatos brasileiros.

    * * *
  • Rhyan  30/11/2016 18:26
    Le Pen perde para todos no segundo turno. Ainda bem, uma versão francesa do Bolsonarismo com toda sua ignorância econômica.
  • Paulo César  14/12/2016 01:16
    Só o tempo dirá. Falavam o mesmo do Trump.


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