clube   |   doar   |   idiomas
E então, o que o governo tem feito de bom para você recentemente?
Por outro lado, como a sua vida foi aprimorada pelo mundo digital?

N. do E.: este artigo foi adaptado à realidade brasileira.


Quão sustentável é o modelo político do século XX nesta atual era digital? Eu não apostaria nele.

Os seguidos fracassos e falhas dos governos estão se tornando tão óbvios, e seus custos, tão intensos, que tudo isso terá de forçar alguma mudança. Alguém terá de ceder.

Apenas pense nas mais recentes calamidades fiscais dos estados e em todos os seus programas que foram criados com ampla fanfarra, mas que hoje fracassaram retumbantemente. Todos eles começaram com altas ambições, tendo "especialistas" em seu comando, contando com volumosos recursos dos pagadores de impostos, nababescas propagandas, e todo o poder do estado por trás delas. E no que deram? Em tragédia.

No que diz respeito aos serviços fornecidos pelo estado, não há segurança, não há educação, não há saúde, não há infraestrutura e não haverá aposentadoria. Quem se deu bem foram apenas os burocratas anônimos do alto escalão, exatamente aqueles que criaram tudo dizendo que seria uma maravilha para todos. Todo o resto do povo foi enganado e esbulhado pelo estado. Pagou impostos, pagou a previdência, recebeu em troca apenas descaso, e hoje está desempregado e endividado. E não haverá dinheiro para a sua prometida aposentadoria.

A social-democracia prometida e propagandeada pelo estado acabou. Foi atropelada pela realidade econômica. Políticos e burocratas criaram o estado de bem-estar prometendo redistribuir riqueza, fornecer serviços "gratuitos" e melhorar a vida de todos; apenas se esqueceram de que, para redistribuir riqueza e utilizá-la para bancar serviços "gratuitos", a riqueza não apenas tem de já ter sido criada, como ainda tem de ser continuamente criada. Mais: tem de ser criada a uma taxa maior do que é redistribuída. Caso contrário, todo o sistema sucumbe.

E, para a riqueza ser criada nessa velocidade, é necessário haver capitalismo e livre mercado. E isso foi exatamente o que não houve.

O mesmo erro de sempre

O que deu errado? Aquilo que sempre dá errado quando as elites políticas se imaginam capazes de controlar a economia e o mundo apenas com inteligência, recursos e poder. Inevitavelmente, a arrogância intelectual acaba sendo confrontada por uma realidade que não pode ser controlada. E a realidade sempre se impõe e sai vencedora. Humilhada e derrotada, a classe política se limita apenas a apenas inventar as desculpas de sempre, prometendo novos paliativos toscos, até finalmente ser obrigada a jogar a toalha e reconhecer os fatos da vida.

Eis o grande erro do século XX: a crença de que o governo pode fazer de tudo, desde que haja "pessoas capazes" em sua administração, recursos suficientes, e poder. Essa arrogância derrubou regimes ao redor do mundo, desde Lênin há 100 anos até Obama e sua trágica socialização do sistema de saúde americano. Essa teoria de que o estado pode tudo levou à criação de monstruosas burocracias, justificou várias guerras, e impulsionou a criação de aparatos legais e regulatórios com alcances imperiais.

A fé no estado ainda sobrevive entre as pessoas, embora com cada vez menos convicção. Mas os fracassos sucessivos conseguiram gerar dúvidas até mesmo entre intelectuais pró-regime e políticos convencionais. Porém, como todo o aparato estatal — bem como as estratégias utilizadas para arrancar dinheiro das pessoas para financiá-lo — depende deste modelo, uma mudança de paradigma não virá facilmente.

Um novo modelo

Para os jovens de hoje, seu distanciamento deste modelo de governo é palpável. Difícil imaginar como deve ser para um adolescente de 20 anos assistir ao debate político. Pessoas criadas na era digital vivem em um mundo completamente distinto, um mundo de opções seguras e de alta qualidade criadas pelo gênio humano. Recursos e bens de capital que antes só estavam disponíveis para as elites hoje estão ao alcance de todos, graças às inovações tecnológicas e à genuína democratização criada pelo livre mercado.

Hoje, qualquer pessoa pode fazer filmes pelo YouTube, e ganhar dinheiro com isso. Qualquer pessoa pode publicar livros pela internet. Qualquer pessoa tem o mesmo acesso à informação que todas as outras. Qualquer pessoa pode fazer da sua casa um hotel e ganhar dinheiro com isso. Qualquer pessoa pode fazer do seu carro um meio de transporte de passageiros, e ganhar dinheiro com isso. Qualquer pessoa pode ser um empreendedor sem ter de pedir autorização ao estado. Qualquer pessoa pode até mesmo criar uma nova moeda.

O mundo que eles mais amam está nas mídias sociais e nos aplicativos de smartphone. Nenhum foi criado por decreto governamental. Não houve legislação. Não receberam financiamento estatal. Nenhuma burocracia os aprovou. São amplamente desregulamentados. Não há nenhuma instituição coerciva impingido ordens para que funcionem bem.

Trata-se, na prática, de um cenário em que impera a "anarquia da comunicação", e esta é gerenciada não por políticos poderosos mas sim por criptografias e por empreendedores que se sujeitam apenas aos veredictos dos consumidores. A ausência de um controle feito de cima para baixo é a energia que os impulsiona. E funciona bem para todos.

Decisões sobre onde passar as férias, onde comer, o que comprar, o que vestir, a qual entretenimento ir — em suma, todo o lado bom da vida — são tomadas de acordo com um fluxo ininterrupto de informações que chegam a seus smartphones, os quais eles utilizam também para avaliar todos os tipos de bens e serviços de acordo com sua qualidade e com o fato de terem ou não realmente melhorado sua qualidade de vida.

No mundo digital, ninguém está no topo da cadeia de comando impondo ordens. Nenhum indivíduo ou instituição exerce veredictos decisivos sobre vencedores e perdedores. Isso fica a cargo de todos os consumidores (usuários) que atuam na rede, que é um sistema disperso de coleta e processamento de informações. Tal sistema sabe que há muito mais sabedoria nos julgamentos cumulativos feitos por milhões de indivíduos do que nos caprichos de uma autoridade centralizada.

Para essa geração jovem, é assim que o mundo melhora: uma escolha de cada vez.

Dois modelos, mundos totalmente separados

A distância que separa este modelo de gerenciamento digital daquele observado no cenário político nacional não poderia ser mais abissal. Na política, há candidatos prometendo restaurar as glórias do passado. Outros prometem futuros brilhantes e progressistas. O que impera é uma visão essencialmente revanchista. Esquerda e direita brigam entre si para recuperar o território que cada uma acredita ter perdido. Quando o debate não é apenas patético e pastelão, ele é repleto de casos de corrupção e favorecimento indevido. Esses são os dois cenários reais da política: pastelão e corrupção.

Se a política fosse um aplicativo de smartphone, sua avaliação seria tão epicamente baixa (menos que uma estrela) que ninguém jamais faria seu download.

Como essas duas visões de mundo podem coexistir? Por enquanto, seguem coexistindo, mas os custos estão cada vez mais evidentes, e os benefícios, cada vez mais ilusórios. Apenas olhe para seu contra-cheque (ou para seu cupom fiscal que discrimina os impostos embutidos em cada item comprado no supermercado) e veja quanto custa esse sistema antiquado e patético. Jovens que estão começando sua vida adulta agora estão preocupados com emprego, aluguel, contas, planos de saúde e carro. No entanto, eles olham para seus salários e para seus cupons fiscais e vêem uma vasta quantia de dinheiro lhes sendo confiscada e direcionada ao estado. Não há opção, ao contrário de todas as outras áreas de vida.

Crucialmente, os supostos benefícios trazidos pelos gastos do governo e por toda a sua onipotência não são de maneira alguma óbvios. O prestígio que outrora o governo e seus programas usufruíam parece ter evaporado. Apenas pense nisso. Gerações anteriores viram grandes obras, aberturas de estradas, construções de hidrelétricas, exploração do espaço e épicas batalhas no cenário internacional. Há décadas que nenhuma dessas demonstrações de impressionismo governamental aparece para o público crédulo.

A ilusão do governo barato está acabando

Antes, as pessoas pareciam genuinamente acreditar que estavam obtendo grandes ganhos com os programas do governo a custos que pareciam relativamente baixos — no mínimo, tais custos eram disfarçados por meio de variados truques, como inflação, imposto de renda retido na fonte (mecanismo diabolicamente genial, que oferece restituições ao longo do ano e confere a impressão de se estar ganhando dinheiro do governo) e endividamento barato. Mas esses dias de delícia acabaram. Os custos passaram a ser cada vez mais intensamente sentidos no século XXI, ao passo que os ilusórios benefícios se comprovaram uma enganação.

Previdência, saúde, educação, segurança, infraestrutura: não apenas nada funciona, como ainda custam muito caro. Até mesmo coisas como controle de qualidade dos produtos e serviços já estão sendo feitos pelos aplicativos e pelas redes sociais. E com resultados extremamente superiores do que os sucessivos fracassos do governo.

Os maiores pavores das pessoas hoje sempre envolvem encontros com agentes do governo: DETRAN, Receita Federal, Alfândega e qualquer repartição pública.

Para piorar, eleições

O ápice desse espetáculo de degeneração política são as eleições. Votar em alguém se tornou um ato tão repulsivo, que passou a ser moralmente doloroso. Não há o certo; há apenas o menos repugnante. A escolha que você faz se baseia no temor de que o outro candidato será ainda pior. Você não vota desejando o mundo que aquele candidato prometeu criar; você apenas quer impedir que outro seja eleito. De certa forma, voltamos àquela condição pré-moderna, algo corriqueiro na era das privações e da luta pela sobrevivência. Isso simplesmente não mais tem lugar no século XXI.

Séculos atrás, David Hume explicou que todo governo — mesmo com seus vastos poderes — só consegue se manter enquanto a população acreditar que ele está fazendo mais bem do que mal. A existência de algum nível de consenso é crucial para a estabilidade do regime. Mas o que acontecerá quando a credibilidade moral e prática do governo se esfacelar ao ponto do desaparecimento? Aí você terá uma verdadeira mudança de paradigma.

Há várias características da política do século XX que não mais se aplicam no século XXI. Todas aquelas pessoas criadas na era digital estão cientes disso, mesmo sem saber vocalizar esse sentimento. Nenhum sistema de governo pode sobreviver por muito tempo a este crescente volume de anomalias que está arrebentando o paradigma político vigente. Algo terá de mudar.

Conclusão

O que o governo fez de bom para você recentemente? Se você não consegue responder a esta pergunta rapidamente, você já percebeu o problema central da vida atual. Resta agora descobrir a resposta para tipo de sociedade que queremos construir para o futuro.

 

12 votos


  • Vladimir  22/11/2016 14:48
    Um tipo de sociedade em que os indivíduos e não o estado resolvem os problemas.
  • Terráqueo  22/11/2016 15:40
    O estado é uma entidade abstrata, não pode tomar qualquer decisão. Quem toma decisões são os indivíduos que operam a máquina estatal, ou melhor, a superestrutura a saber: instituições, constituição, poder de tributar, poder de agredir a propriedade privada, etc.

    Que para existir e subjugar a maioria precisa de mecanismo de legitimação, sendo a democracia um desses mecanismos.

    Não quero "construir" nenhuma sociedade, acredito na ordem espontânea. Se as pessoas puderem usufruir de suas liberdades originais (direito a vida e a propriedade, sendo a segunda totalmente derivada da primeira) teremos o arranjo ideal para o desenvolvimento individual, consequentemente coletivo.

    Quem sou?
    Terráqueo é um jovem empreendedor subversivo aos olhos estatais
  • O MESMO de SEMPRE  23/11/2016 10:40
    .
    Clap clap clap!!!

    Terráqueo, você parece um extraterrestre, tão brilhate e resumida sua conclusão:

    "Que para existir e subjugar a maioria precisa de mecanismo de legitimação, sendo a democracia um desses mecanismos. "

    Sim, a tal DEMOCRACIA, tão paradoxal em si mesma é apenas MAIS UMA PRETENSA IDEOLOGIA.
    Ou seja, mais um cojunto de idéias (UM AMONTOADO de idéias, desconexo) que se propagandeia como RECEITA de LIBERDADE.
    A democracia foi inventada EXATAMENTE para justificar o PODER totalitário dos governantes.
    Tal embuste tirou das massas o desejo por LIBERDADE para incutir-lhes na mente o desejo por DITADORES ELEITOS.

    É absurdo que se confunda liberdade com democracia, mas a PROPAGANDA incute isso nas mentes preguiçosas. Sem contar que a democracia é um oximoro de si mesma. Afinal uma minoria elege um indivíduo e não suas idéias, tanto que há diferença entre as promessas e os atos do eleito. Sem contar que os candidatos são PREVIAMENTE ESCOLHIDOS e os votos perdidos geralmente são a maioria e SEMPRE a maioria nas camaras e senado.

    O pior é dizerem que a democracia protege as minorias, pois a democracia é exatamente, por definição, a pretensa ditadura da maioria. Sim, pretensa sob qualquer aspecto:
    - os eleitos divergem e aprovam ou desaprovam medidas que a maioria da população desaprova ou aprova, respectivamente. Inexistem limites á democracia além daquele que estabelece que SEMPRE DEVERÁ HAVER ELEIÇÕES SOB AS REGRAS e CRITÉRIOS ESTABELECIDAS PELOS ELEITOS. Assim os eleitos podem dificultar e impedir o acesso de novatos inconvenientes ao Poder. É como numa quadrilha, onde não se admite a entrada de adversários do crime.
    - Idade penal no Br: a esmagadora maioria da população diverge do que esta estabelecido pela tal democracia.
    - Posse ou porte de armas: Idem realidade acima.
    - Trabalhos forçados para bandidos custearem a própria estadia e aparato de segurança: Idem

    E ainda as limitações democráticas para candidaturas e surgimento de novos partidos. Limitações anti democráticas estabelecidas democraticamente. A CONTRADIÇÃO MOVE O MUNDO!!! ...alguém já disse.

    No mais, os eleitos PODEM, AO BEL PRAZER, TIRANIZAR TODA A POPULAÇÂO: taxar, tributar, cercear a liberdade, EXPROPRIAR, conceder arbitráriamente, FORÇAR, COAGIR, OPRIMIR e tudo mais quanto desejarem. Segundo as regras da democracia SÓ NÃO PODEM ACABAR, em DEFINITIVO, com as ELEIÇÕES, realizadas sob QUAISQUER CRITÈRIO ARBITRÁRIO estabelecido pelos eleitos. No mais, os eleitos TUDO PODEM SOBRE A SOCIEDADE. A democracia é AMORAL, não estabelece nenhum outro limite aos ditadores se não o de determinar eleições de tempos em tempos conforme estabelecido pelos eleitos.
  • ANDRE LUIS  23/11/2016 12:16
    Não há dúvidas de que o sentimento de revolta geral irá resultar em mudanças. O problema é a transição de um modelo para o outro.
    Acho que nessa história vai levar vantagem quem conseguir realizar a mudança de forma mais pacífica possível. Essa é a mais nova e importante guerra do momento.
    Para mim esse é o melhor modelo que vi até agora: https://www.facebook.com/ParlamentoVirtual/?fref=ts
  • Eduardo Rogerio  22/11/2016 15:18
    Lindo texto, pena que existe pessoas que ainda acreditam numa educação, saúde e justiça estatal funcionando como nos livros(que na verdade nem ali funcionam).
  • KAFKA  22/11/2016 15:29
    Excelente artigo,


    estão quase conseguindo fazer a lavagem cerebral em mim.
    Eu amo o universo digital, a internet...Tão anárquica(como foi dito aqui no artigo), mas ela não é nem de longe esse mar de rosas.

    E o governo continua cada vez mais forte e o instituto Mises continua na sua solitária batalha perdida, tentando difundir ideias fantasiosas em que tudo se resume a "livre mercado". É somente isso que a esquizofreMISES consegue dizer ?
  • Franz  22/11/2016 15:40
    Mas que comentário mais bipolar. Taí um tipo de indivíduo que jamais quero ter como aliado na luta pela liberdade. Um genuíno esquizofrênico. (Todo esquizofrênico sempre diz que os outros é que são esquizofrênicos).
  • Senor Walker  22/11/2016 15:42
    O grande objetivo do site é convencer o kafka, realmente. Parabéns por desvendar o plano diabólico dos esquizofrênicos e abrir nossos olhos. Estamos orando para que seu cérebro esteja intacto.
  • Ari Velho  22/11/2016 16:37
    Kafka, entendo vc. A lavagem estatal cerebral que fizeram em vc talvez seja irreversivel. Por isso vc disse "quase". Ninguem disse que tudo se resume ao livre mercado vc eh que entende do jeito que quer...ou que pode. Faze u q neh!
  • 4lex5andro  22/11/2016 17:12
    Que bom que o "insignificante" instituto Mises não incomodou o fake Kafka a ponto deste vir postar aqui, certo?
  • Rodrigo  22/11/2016 19:33
    Imagina, tão insignificante que ele gastou seu tempo para nos avisar.
  • Edson Vergilio  22/11/2016 16:44
    OU É JUSTIÇA OU É SOCIAL:
    Não é bom ser parcial com o perverso, para torcer o direito contra os justos. Prov. 18:5.

    A justiça social acaba quando acabam os recursos daqueles que pagam pelo próprio e sagrado direito de existirem e o dos sanguessugas também. DEUS NÃO PROMOVE JUSTIÇA SOCIAL e nem a palavra SOCIAL consta do vocabulário DELE, já que JUSTIÇA já é justiça e JUSTO já é justo, palavras estas que quando adjetivadas ou suplementadas perdem o verdadeiro sentido e viram uma MERDA.
  • Keynes-Democrata  22/11/2016 17:01
    Refutem essa! Desafio!

    https://www.youtube.com/watch?v=L2RSG3kYULE&t=497s

    exame.abril.com.br/negocios/os-20-maiores-bancos-do-brasil-em-valor-de-ativos/

    g1.globo.com/economia/noticia/2016/11/reestruturacao-pode-gerar-economia-anual-de-r-38-bi-diz-banco-do-brasil.html

    g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2016/02/lucro-do-banco-do-brasil-sobe-para-r-144-bilhoes-em-2015.html
  • Joao  22/11/2016 17:30
    KKKK
  • Bruno Feliciano  22/11/2016 17:03
    Pessoal, uma duvida:

    Existe algum lugar no mundo(ou já existiu), que o sistema bancário opera sem reservas fracionárias?
    Estou estudando esse tema e vejo uma complexidade pra min, principalmente porque não curso economia e sim direito.
    Já li os artigos do site sobre o tema mas ainda sim não ficou claro, precisava de algo mais ''gráfico''. Meio que precisa desenhar pra min haha.


    Grande Abraço!
  • Ricardo  22/11/2016 23:10
    Não. Reservas fracionárias são universais.
  • O MESMO de SEMPRE  23/11/2016 10:58
    Reservas fracionárias em nada diferem de você aplicar deliberadamente, no sentido inflacionário.
    Apenas o banco investe - compra títulos estatais - em maior parte. Com isso, havendo resgate destes é que surge um dinheiro fabricado.

    Simplificando: SOMENTE OS BANCOS CENTRAIS PODEM CRIAR MOEDA DO NADA.

    O compulsório no brasil é muitissimo maior que nos EUA, por exemplo, e apesar disso a inflação EUA é menor. Compare-se os compulsórios dos diversos paises e se perceberá facilmente que reservas fracionárias e inflação não se misturam.
    Se todos depositassem em contas com aplicação automática, como em poupança por exemplo, todo o depósito estaria sob investimento. Dizer que reservas fracionárias implicam em "fabricação de dinheiro" é embuste. Seria como dizer que a poupança implica em "fabricação de dinheiro", pois o dinheiro aplicado em poupança RETORNA ao mercado e pode ser reinvestido em poupança.
    Conclusão: SÓ OS BANCOS CENTRAIS FABRICAM DINHEIRO SEM LASTRO.
  • Ciro Gomes 2018  22/11/2016 17:52
    O Que o governo vem feito por mim ultimamente? Pergunte pra um sueco, holandes, alemão e noruegues que ele vai te responder: EDUCAÇÃO, SAUDE, HABITAÇÃO, SEGURANÇA e LAZER tudo de qualidade
  • Marcelo Vasconcelos  22/11/2016 18:29
    Fakes e seus comentários de humor duvidoso ZZZZZZZZZZZZZZZZZ...
  • Republica de Curitiba  23/11/2016 11:49
    Do próprio artigo:

    "Apenas se esqueceram de que, para redistribuir riqueza e utilizá-la para bancar serviços "gratuitos", a riqueza não apenas tem de já ter sido criada, como ainda tem de ser continuamente criada. Mais: tem de ser criada a uma taxa maior do que é redistribuída. Caso contrário, todo o sistema sucumbe."

    Tente ler o texto da próxima vez.

    Permissão para me retirar.
  • 4lex5andro  23/11/2016 13:20
    Pois é, os países escandinavos, como a maioria dos europeus, já eram desenvolvidos.

    E desse modo haviam gerado muita riqueza antes de empenharem programas de 'redistribuição' de renda o que ocasionou o aumento do Estado nessas nações, porém o ambiente pra negócios lá é muito menos desburocratizado e oneroso comparado com o Brasil (que nunca esteve perto do nível de riqueza daquelas nações).
  • anônimo  22/11/2016 17:52
    Quem dera fosse somente esse lado positivo da nova geração, infelizmente há o lado negativo, essa geração Iphone está cada vez mais sendo ativista, bradando por socialismo (em pleno século XXI), distribuição de renda, confisco de herança e o comando supremo do estado para corrigir as "desigualdades".
  • 4lex5andro  23/11/2016 13:31
    Muito desse barulho dessa ''geração 2000" explica-se pois o estudante que acessou o ensino superior, por exemplo, em 2013/2014, já com o advento de cotas nas universidades, provavelmente estudou no ensino fundamental no início do bolsa-escola, lá em 2001;

    E aliado a isso, durante esse tempo ocorreu de a economia do país crescer, o consumo e o comércio (por uma demanda artificial promovida pelo Estado) se ampliou, gerando também muitos empregos. É um exemplo mais ou menos frequente dependendo da região do país, mas ajuda a entender o porque dessa ilusão que um Estado grande e promotor da economia é o único caminho para o Brasil se resolver.
  • Renan Merlin  22/11/2016 17:54
    Leandro ou algum econômista, eu pesquisei que a Alemanha tem uma escola econômica propria chamada de ODORLIBERALISMO ou Escola de Freiburg. Como funciona essa escola econômica?
  • Leandro  22/11/2016 18:06
    É popularmente chamado de "economia social de mercado".

    Basicamente, ele pouco se diferencia do neoliberalismo tradicional: o estado é responsável por manter um ambiente jurídico estável e confiável, que dê segurança aos investidores e garanta a estabilidade das instituições (esses lugares-comuns típicos). O estado também deve prover educação e saúde, mas não monopolisticamente. Por fim, e principalmente, o estado também deve manter uma rede social mínima para garantir a sobrevivência dos menos capazes.
  • marcela  22/11/2016 18:05
    Governos nunca fazem nada de bom para o povo,o máximo que podem fazer é não atrapalhar.O que,por exemplo,Cingapura fez para tornar uma favela em uma potência econômica?A minha resposta é que a pergunta certa é seguinte:O que Cingapura"Não Fez"para que aquela favela virasse uma nação rica?E a resposta é simples:Eles não mendigaram ajuda externa,não criaram muitas regulações,não criaram uma carga tributaria exorbitante,não discriminaram empreendedores locais e multinacionais,não dificultaram o comercio interno e externo,não criaram programas sociais insustentáveis,não fizeram explodir as contas públicas.Enfim os caras entenderam que o melhor a fazer era cruzar os braços e ficar sem fazer nada,assim o país ficou rico.Quando eles cansaram de ficar quietos sem fazer nada e partiram para ação, veio à tona o lado podre do país,pois eles criaram leis que reprimem a liberdade de expressão,leis que ferem os direitos humanos e leis invasivas que limitam a liberdade das pessoas.Cingapura é o exemplo clássico de que o melhor que os governantes podem fazer é mesmo ficar quietos em seus lugares sem fazer nada.
  • Paulo l messias  23/11/2016 09:03
    Comentário sem lógica. Se é governante não cruza os braços. Não existe Estado mínimo. Isso é blá, blá blá . Ou existe estado ou não. A ausência de Estado é anarquia. Cada um faz o que quer. Liberdade total! Isso não existe. A nossa liberdade sempre vai depender dos outros. E dos outros com maior poder. O dever do Estado seria equilibrar as disputas, mas isso não funcionou. O Estado se prostituiu com os mais fortes. Os pequenos e médios empresários pagam impostos e grandes são perdoados e isso com Estado. Imagine um mundo sem regulamentos. Quem serão os juízes ?
  • AStolfo POntes Negreira  22/11/2016 18:14
    Respondendo à pergunta do título: Tudo!

    Os pagadores de impostos me garantem um salário (contando o 13º) de R$ 117.000 por ano, além de benefícios como plano de saúde gratuito e aposentadoria integral. Eu não poderia ganhar isso legitimamente no setor privado.

    Tenho uma semana de trabalho curta, várias férias prêmios (pelas quais sou pago o valor de um salário mensal) e gratificação natalina (outro salário mensal).

    Também enforco todos os feriados. Se o feriado é na quarta, consigo emendar a semana inteira.

    Com meus contatos, consigo até 12 semanas de férias por ano.

    E tudo isso me é regiamente pago por vocês, o populacho. Continuem!


    P.S.: Ah, e todos os intelectuais e sociólogos que dizem ser "pelo social" defendem com unhas e dentes minha remuneração. Portanto, vocês não têm chance contra mim. Aceitem a realidade, e ela doerá menos.
  • Pobre Paulista  22/11/2016 18:19
    Faltou a última letra "E" em maiúscula no seu nome.
  • Capital Imoral  22/11/2016 19:03
    Aiiiiiiii que saudade deste institutooooooo!
    Começo este texto, pedindo desculpas pela minha ausência. Eu estive muito ocupado, aprendendo uma língua estrangeira, lendo os clássicos e fazendo caminhadas ao qual eu questiono as arvores, o vento, a vida. Afinal de contas eu levo uma vida com sentido, diferente do funcionário explorado pelo capitalismo, onde sua única obrigação é trabalhar e viver em um sistema sujo de consumismo bobo.

    Portanto, depois de feita está breve introdução. Vamos analisar o artigo em questão.

    O artigo em questão começa com uma armadilha argumentativa do tempo. Veja que ele trabalha com o tempo presente no argumento, e esquece toda eternidade, este é um erro básico da filosofia. Eu irei dar uma resposta direta a pergunta "o que o governo tem feito de bom para você recentemente?" Caro Jeffrey Tucker, eu que sou o homem da eternidade, irei dizer, o que o governo tem feito por mim, porem a resposta não será dentro da sua armadilha argumentativa. A verdadeira pergunta deve ser " o que o governo tem feito de bom para você, durante a história dos homens? " agora sim, a resposta honesta: O governo criou as bases para que você esteja vivo, o governo criou as bases para a arte, música e literatura. afinal tudo se trata de segurança, pois o homem é o lobo do homem.

    O governo é aquele que matou os homens maus, para que você possa sentar em uma cadeira e escrever artigos falando mal do governo. O governo é a fina linha azul, que separa o barbarismo e a humanidade dos homens.

    E principalmente, o governo é o que teve a misericórdia de deixar você fazer trocas voluntárias. (ao qual eu sou totalmente contra, pois homens como você, escrevem artigos como este).


    O que o capitalismo tem feito por você recentemente?
    Pergunte a você mesmo, faça uma auto analise, e veja se todos os seus vícios e fraquezas, deve-se ao governo ou ao capitalismo? È o governo que te vende o cigarro que te mata? È o governo que te vende a bebida alcoólica? È o governo que te faz ter dividas, e mais dividas, criando uma cultura do consumismo?

    Alias o que vejo é exatamente o contrário, vejo o governo criando bibliotecas e escolas em vez de
    bingos e botecos. Vejo o governo criando campanhas de conscientização, para que você não fume e cuide de sua vida. O que capitalismo realmente tem feito por você?

    O capitalismo atual, é uma grande maquina de moer carne humana. Ele trabalha com seus vícios, ele trabalha com sua ignorância, é uma grande maquina de destruir almas.


    Fico muito feliz em volta a publicar meus artigos neste instituto. A vida é bela, assim como uma poesia, Não torne ela banal através do capitalismo.

    Capital imoral é filosofo, escritor e já refutou Mises.
  • Carlos a m Gonzales   23/11/2016 01:22
    Caro capital imoral , realmente não sei de que governo você está falando , mas poderíamos relembrar alguns governos que foram extremamente "benevolentes" para o povo, Pol Pot , Mao Tse, Stalin , Maduro, entre tantos outros , o governo não lhe ensina ele apenas te doutrina , se você que algo mais você deve tentar buscar, quanto ao álcool e o cigarro, o ministério da saúde adverte que fumar a prejudicial , mas o ministério da fazenda agradece, o governo não está nem aí se você fuma e vai morrer de câncer , ou se você bebe e vai ferir alguém , ele sabe que deve evitar que você faça isso, pois vai pagar ambas as contas, você está certo em falar do consumismo bobo, deveríamos ser mais educados em poupar do que em gastar, mas meu caro lembre-se que o governo não tem dinheiro, quem tem é o povo, E o estado só faz mal uso deste recurso.
  • Andre  22/11/2016 19:03
    Sugestão: sempre adicionar o link do artigo original.
  • Murdoch  22/11/2016 22:29
    Leandro, um amigo meu postou três matérias sobre o déficit da previdência e gostaria de alguma ajuda sobre o assunto.

    Economista desmonta crise da Previdência e aponta 'fraude contábil'
    É falso que a Previdência tem déficit, ao contrário ela tem superávit
    Para economistas, déficit da Previdência é mito a ser derrubado

    Como contra-argumentar?
  • Intruso  22/11/2016 23:20
    Quem inventou essa tese de que não existe déficit foi uma pesquisadora chamada Denise Gentil. Segundo ela, o déficit da previdência é forjado.

    www.adunicentro.org.br/noticias/ler/1676/em-tese-de-doutorado-pesquisadora-denuncia-a-farsa-da-crise-da-previdencia-social-no-brasil-forjada-pelo-governo-com-apoio-da-imprensa

    Só que essa mulher nem sabe separar rubricas. Ela mistura a receita da Previdência com a receita da Seguridade Social (que abrange Saúde, Assistência Social e Previdência) e então conclui que está tudo certo.

    Nesta outra entrevista dela, ela diz isso:

    "O cálculo do resultado previdenciário leva em consideração apenas a receita de contribuição ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) que incide sobre a folha de pagamento, diminuindo dessa receita o valor dos benefícios pagos aos trabalhadores. O resultado dá em déficit."

    Certo. Esse é o cálculo da previdência. Receitas da Previdência menos gastos com a Previdência dão déficit, como ela própria admite. Ponto final.

    Mas aí ela complementa:

    "Essa, no entanto, é uma equação simplificadora da questão. Há outras fontes de receita da Previdência que não são computadas nesse cálculo, como a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) e a receita de concursos de prognósticos. Isso está expressamente garantido no artigo 195 da Constituição e acintosamente não é levado em consideração."

    Ou seja, o argumento dela é o de que as receitas para saúde e assistência social devem ser destinadas para a Previdência, pois aí haverá superávit.

    Ora, isso é um estratagema e tanto. Por esse recurso, absolutamente nenhuma rubrica do governo apresenta déficit, pois basta retirar o dinheiro de outras áreas para cobri-la. Sensacional.

    A quantidade de gênios que o Brasil produz é assustadora.

    Não deixa de ser curioso que nem o próprio governo petista -- em tese, o mais interessado no assunto -- encampou a tese dessa desmiolada.

    De resto, o problema é totalmente demográfico. E contra a demografia e a matemática ninguém pode fazer nada.

    Quando a Previdência foi criada, havia 15 trabalhadores trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado. Daqui a duas décadas será 1,5 trabalhador trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado.

    Ou seja, a conta não fecha e não tem solução. O problema é demográfico e matemático. Não é econômico. E não há ideologia ou manobra econômica que corrija isso.


  • Murdoch  22/11/2016 23:46
    Intruso,

    também achei estranho ela dizer que com a CSLL, CPMF e COFINS sempre tenderá haver superávit, ou seja, como ela mesmo disse que a receita da previdência - despesas da previdência apresentará déficit. O discurso dela é que as outras contribuições podem cobrir o rombo da previdência e assim sempre haverá superávits.

    Obrigado pelo comentário.

    Abraço
  • Murdoch  23/11/2016 01:19
    Mais uma questão para você contra-argumentar:

    "Singapura, uma pequena cidade-estado. Pelos dados do Singapore Government's Department of Statistics, a participação das empresas públicas no PNB do país é 45% maior do que as não públicas – que ainda assim têm ligações com o governo. O setor público de Singapura é duas vezes maior que o da Coreia do Sul – também repleta de empresas estatais, o setor público de lá é duas vezes maior do que o setor público da Argentina e quatro vezes maior que o das Filipinas em função de sua parcela na renda nacional- em termos de contribuição à produção nacional e três vezes em termos de contribuição ao investimento nacional.
    O governo de Singapura ocupa assentos nos Conselhos Estatutários que gerem os principais serviços e bens, quase todas as terras são propriedade do Estado e 85% das casas são fornecidas pelo Conselho da Habitação e Desenvolvimento Econômico. O Economic Development Board é o responsável por desenvolver parques industriais, incubar novas empresas e fornecer serviços de consultoria em negócios. E Singapura produz 35% mais produto manufaturado per capita do que a Coreia do Sul e 18% a mais que os EUA.
    A Temasek Holdings (que há pouco comprara 15% das ações da Odebredcht) detém o direito de controle em outros conjuntos de empreendimentos vitais para a economia do país, os Goverment-Linked Companies. Possuem controle de ações na Singapore Power – área de eletricidade e combustíveis-, PSA International 67% da Netpune Orient Lines – indústria naval-, 60% da Chartered Smiconductor Manufacturing – semicondutores , 56% da SingTel – telecomunicações -, 55% da SMRT serviços em ferrovias, ônibus e táxi, 55% da Singapore Technologies Engineering e 51% da SembCorp Industries; 30% da SembCorp Marines e 30% do maior banco de Cingapura, o DBS. Possuem também as gigantes estatais Agência de Ciência, Tecnologia e Pesquisa (A*STAR) do setor agroindustrial e agroalimentar; a Jurong Consultants que atua com projetos de planejamento urbano em todo o mundo, com gigantescos empreendimentos na China, Mongólia, Arábia Saudita, projetos no Brasil na grande São Paulo e BH, e em BSB, mais mil e setecentos projetos em 47 países e 150 cidades mundo afora. A gigante Singapura Airlines é um empreendimento estatal, 57% controlados pela Temasek, holding cujo único acionista é o ministro das finanças.
    Singapura tem mais de 17000 empresas federais com controle estatal majoritário e 150000 locais. O Temasek, fundo soberano do país, investe 32% de seu portfolio no mercado local, em empresas como Singapore Techologies Telemedia, Singapore Communications, Singapore Power e Singapore Airlines.
    Reivindicam o processo de desenvolvimento das forças produtivas dos "Tigres Asiáticos" como "deles", sendo que os governos de lá exerceram diferentes formas de controle e gerenciamento de centenas de empresas desde a década de 1960.O Estado da Coreia do Sul atuou coordenando e subsidiando custos de descobertas na indústria naval e automobilística. O Banco de Desenvolvimento da Coreia, estatal, atuou providenciando capital de longo prazo na indústria e selecionando projetos de investimento por metas de desempenho. Junto com o Japão, o Estado destes dois países apoiou arranjos anticompetitivos em setores siderúrgicos, automotivos, eletrônicos, de componentes diversos, para lhes proporcionar grandes investimentos de capital sob condição de aplicação em crescimento de produtividade - dando um piparote à "public choice" e seu dogmatismo sobre "falhas de governo".?"

  • Rupert  23/11/2016 11:23
    Não é verdade dizer que a Coréia do Sul "era pobre e aí foram adotadas políticas intervencionistas e aí ela enriqueceu". Mesmo porque isso é econômica e logicamente impossível.

    O que o general (aliás, ditador) Park fez foi adotar uma política extremamente favorável ao investimento estrangeiro (óbvio, pois a Coréia não tinha capital), principalmente de japoneses (com quem ele reatou relações diplomáticas) e americanos. Não fossem esses investimentos estrangeiros, o país continuaria estagnado.

    Os japoneses investiram pesadamente em infraestrutura, em indústrias de transformação e em tecnologia, o que fez com que a economia coreana se tornasse uma economia altamente intensiva em capital e voltada para a exportação. Esse fator, aliado à alta educação, disciplina e alta disposição para trabalhar (características inerentemente asiáticas), permitiu a rápida prosperidade da Coréia.

    Era economicamente impossível a Coréia enriquecer por meio de intervencionismo simplesmente porque não havia capital nenhum no país. Intervencionismo é algo possível apenas em países ricos, que já têm capital acumulado e que, por isso, podem se dar ao luxo de consumi-lo em políticas populistas. Já países pobres não têm essa moleza (por isso o intervencionismo explícito em países como Bolívia e Venezuela apenas pioram as coisas).

    De resto, chega a ser engraçado o desespero dos nossos desenvolvimentistas. Ao se apegarem com todas as forças ao mito de que a Coréia do Sul se desenvolveu graças à intervenção estatal, eles estão explicitamente apoiando uma ditadura militar (que foi o que ocorreu na Coreia)

    Aliás, vale destacar a desavergonhada defesa do mercantilismo e do corporativismo. Eles não têm o menor pudor em fazer propaganda protecionista em prol dos grandes conglomerados e dizer que o Brasil deve imitar esse modelo de privilégio estatal às grandes empresas. Ué, mas não foi exatamente isso o que foi feito no governo Dilma?

    Jamais imaginaria que a esquerda chegaria a tal desespero a ponto de defender mais privilégios para Eike Batista (que nada mais é do que uma grande Chaebol). Os políticos e os grandes empresários que têm pavor da concorrência adoram.

    Não há nenhuma dúvida de que protecionismo é bom para as grandes indústrias e seus empregados, mas resta ainda alguém explicar como é que restringir as opções de consumo, diminuir a oferta e encarecer os produtos disponíveis pode ser algo bom para o enriquecimento da população.

    O grande problema desses defensores da Coréia do Sul é que eles confundem abertamente correlação com causalidade, algo imperdoável para economistas.
    Hong Kong e Cingapura, sendo que ambos eram grandes favelas a céu aberto na década de 1970, hoje têm as maiores rendas per capita do mundo. E jamais aplicaram políticas protecionistas. Ambos são mais ricos que a Coréia do Sul em termos per capita. E olha que ambos são asiáticos -- logo, possuem relativamente a mesma cultura.

    Outra desonestidade é se concentrar na Coréia e não analisar os países que adotaram com ainda mais intensidade exatamente as políticas que eles defendem. Estes simplesmente não se desenvolveram. O que não é surpresa nenhuma.

    Mais um ponto: vamos fazer o jogo dessa gente e conceder -- por apenas um segundo -- que tarifas protecionistas sejam necessárias para o desenvolvimento das empresas. A pergunta é: no Brasil, as empresas já não tiveram o bastante? O mercado brasileiro está praticamente fechado há mais de um século e ainda é necessário dar mais tempo?

    Aos protecionistas ficam as seguintes perguntas: Tarifa de quanto? Por que tal valor? Por que não um valor maior ou menor? Por quanto tempo deve durar tal tarifa? Por que não um tempo maior ou menor? Qual setor deve ser protegido? Por que tal setor e não outro? E, finalmente, por que o segredo para a eficiência é a blindagem da concorrência?
  • Murdoch  23/11/2016 18:07
    Mas o texto estava explicando a interferência estatal na economia de Singapura.
    Estou tentando debater com algumas pessoas pela internet, e alguns mostram algumas matérias que pra mim que tenho conhecimento prático em economia é difícil rebater.

    Segura os sites que me enviaram e poderiam me ajudar a contra-argumentar:

    consciencia.blog.br/2015/02/os-chistes-sobre-os-indices-de-liberdade-economica.html#.WDXYzdUrLIU
    https://www.facebook.com/vamossobrepolitica/posts/837218613031159:0
    https://conhecimentoeconomico.wordpress.com/2015/04/16/a-farsa-do-indice-heritage/
  • Rupert  23/11/2016 18:40
    Eu também tenho restrições ao índice Heritage. Ele desconsidera por completo se está havendo ou não expansão creditícia. Ele analisa apenas a taxa de inflação de preços divulgada pelo governo. Se estiver baixa, a Heritage se dá por satisfeita e tece elogios. Pessoas com conhecimento tanto de teoria dos ciclos quanto do problema da mensuração de um "nível de preços" sabe que tal postura é extremamente perigosa. Bolhas podem estar sendo formadas, desviando vários recursos da economia para um único setor, sem que isso esteja sendo percebido.

    Ou seja, o índice da Heritage é bom, mas tem um defeito grave: exatamente esse quesito Liberdade Monetária. Leia a metodologia e comprove: a única coisa analisada é o índice de inflação de preços. Eles não analisam a expansão dos agregados monetários nem o que o Banco Central faz com os juros. Eles se preocupam apenas com índice de preços. Nada mais enganoso do que isso.

    Nos EUA, por exemplo, não obstante toda a expansão monetária ocorrida na década de 2000, os preços que compõem o núcleo da inflação permaneceram relativamente estáveis, pois o dinheiro estava indo para os imóveis, algo que não é computado pelas estatísticas de inflação americana. A bolha se formava, os investimentos errôneos se acumulavam, mas os índices de inflação continuavam dentro do tolerável. (Exatamente a mesma coisa ocorreu na década de 1920, que foi o que levou ao Crash de 1929)

    E é isso que a Heritage mensura.

    Ou seja, justamente o item mais perigoso de uma economia é ignorado. De nada adianta reformas tributárias se o crédito continuar sendo sem lastro. É isso o que derruba uma economia e não necessariamente um determinado nível de tributação.

    Dito isso, é sempre legar notar a incoerência da esquerda. Quando a Irlanda se estrepou -- exatamente por causa da expansão do crédito não captada pela Heritage --, os intervencionistas foram ao delírio. "Ahá, um país que está no topo da liberdade econômica da Heritage se deu mal! Prova de que o liberalismo não funciona!". Ou seja, para eles, o índice estava certinho, pois comprovava que o liberalismo não funcionava.

    Hoje, com Hong Kong, Cingapura, Suíça, Austrália e Nova Zelândia no topo da lista e indo economicamente bem, então é óbvio que o índice é uma farsa.

    E você querendo debater com isso.
  • Murdoch  23/11/2016 20:03
    Mas então qual pesquisa é relativamente mais segura de avaliar e se basear em argumentos que ela possa ser utilizada?
  • Alberto  23/11/2016 23:18
    Todas. Heritage (cuidado apenas com a questão da "liberdade monetária"), Fraser e principalmente Doing Business.

    Utilize também sua razão, sua lógica e seu raciocínio econômico. Leitor deste site não tem o direito de passar aperto em fóruns de internet.
  • Bruno Feliciano  22/11/2016 22:49
    O que dizer sobre isso? A Finlândia agora vai ser o argumento dos democratas no futuro...

    Os escandinavos não cansam dessa balela de welfare state? Eu pensava que a Finlândia já tinha deixado essa história de Welfare State pra trás...
    Será que a Finlândia vai virar a Suécia dos anos 80-95?

    www1.folha.uol.com.br/mercado/2016/11/1834400-finlandia-vai-testar-renda-minima-de-r-1990-para-todos-os-cidadaos.shtml


    Abraços

  • Marcos  22/11/2016 23:11
    Isso é justamente a concretização da ideia de Milton Friedman sobre o imposto de renda negativo e a renda mínima (desavergonhadamente copiada por Suplicy).

    Este site não é nada fã de Milton Friedman (social-democrata demais), mas essa ideia aí, sejamos francos e honestos, é dele. Se socialistas estão comemorando, então isso apenas mostra quão desinformados eles são.
  • Refugiado do Socialismo  22/11/2016 23:12
    Opa!

    Se a Finlândia quer pagar renda básica, significa que todos os outros beneficios não funcionaram. O pacotão de beneficios finlandês ainda deixou pessoas precisando de dinheiro ? Uma dos melhores sistemas de educação pública do mundo, ainda deixou pessoas precisando de dinheiro ?

    Será que eles precisam de renda básica? Se sim, então o sistema não funcionou.
  • Andre Cavalcante  22/11/2016 23:13
    Interessante mesmo é que isso pode dar certo.

    Primeiro: para padrões europeus, os valores colocados não são muito altos (apesar de, para padrões brasileiros, serem salários que estariam na última faixa do IRPF). Segundo: se for realmente para todos, é interessante voltar diretamente alguma parte do que você paga pro estado. Por fim: se, de fato, se o governo cortar todos os demais subsídios até que pode gastar menos, ou seja, vai poder diminuir a carga dos benefícios sociais sobre a sociedade. Agora, fazer isso na Europa, mãe de todo o estado social moderno, é que são elas...

    PS1.: o mais provável é que seja mais um "benefício" acumulado pelo já inchado estado de bem-estar social.

    PS2: fiz uma continha no Brasil. População: 200 milhões / 4 pessoas/família = 50 milhões de famílias * 12 salários mínimos (R$800,00 arredondando) por ano = 480 bilhões. Se o governo gastasse digamos 100 bilhões para arrecadar e redistribuir + 150 bilhões com justiça + 100 bilhões com polícia + 50 bilhões com militares = 880 bilhões que é METADE do que se gasta hoje com o governo.

    E com um salário de 800,00 reais dá pra pagar um seguro saúde familiar + escola pras crianças e ainda sobra um troco. O restante do rendimento viria do trabalho da família.

    Sem metade dos gastos hoje, o governo equilibraria as contas, o real se fortaleceria e voltaríamos a crescer. Produziríamos mais e os produtos baixariam de preço, ajudando a minimizar o problema da pobreza no Brasil. Pode parecer errado, mas a proposta da renda mínima com a abolição do estado de bem-estar social, acaba sendo benéfico para a sociedade. (sem falar que, para implementar isso, o governo teria que vender as escolas, hospitais, fechar um monte de ministérios e autarquias, porque desnecessários, demitir um monte de gente, que passaria a produzir mais na iniciativa privada etc.)

    Abraços
  • saoPaulo  22/11/2016 23:40
    Andre Cavalcante 22/11/2016 23:13
    Engraçado que eu estava discutindo exatamente isto hoje.
    Se o objetivo é garantir uma renda mínima, por que parar no IR negativo? Por que não simplesmente taxar apenas os ricos (sei lá como...) e acabar com todos os demais impostos. Se o povo quer escravizar uma parte da população democraticamente, que o faça às claras, que deixe bem clara a natureza do estado de bem estar social. Ao mesmo tempo se acabaria com esta ladainha de "cidadania", "jogo democrático"... Não seria, paradoxalmente, algo benéfico para a liberdade, visto que se diminuiria a quantidade de impostos?
    Infelizmente, mesmo que a proposta fosse realmente mais eficiente (IR negativo sem welfare), é politicamente impossível acabar com sindicatos dos professores, sindicatos dos servidores públicos, e todo o resto da máfia.
    As pessoas esquceram faz tempo que a democracia é, no máximo, um meio para se garantir os direitos naturais. Tudo tem que ser resolvido democraticamente nesta geração mimimi...
  • Jarzembowski  23/11/2016 10:30
    "Se o objetivo é garantir uma renda mínima, por que parar no IR negativo? Por que não simplesmente taxar apenas os ricos (sei lá como...) e acabar com todos os demais impostos. "

    Muito bem observado, é exatamente esse o ponto.
    E sabe porque não fazem isso? Porque essa esmola(pouco mais de 500 euros nesse caso específico da Finlândia) não é NADA comparada com o custo da máquina pública, do financiamento dos déficits, etc.
    Então a conta simplesmente não fecha - podem taxar os ricos o quanto quiserem, o governo gasta MUITO MAIS do que é possível obter via imposto de renda progressivo e taxação de grandes fortunas.
    Não tem pra onde fugir, o que sustenta qualquer social democracia gastadora são impostos indiretos(além de políticas inflacionárias) que SEMPRE penalizam os mais pobres, conforme foi bem explicado aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2161

    Eu nunca me canso de compartilhar esse maravilhoso vídeo sobre o tema:

    "Se o governo americano taxasse(roubasse) TODO o lucro das 500 maiores empresas do país, isso cobriria pouco mais de UM MÊS de gastos do governo."


  • saoPaulo  24/11/2016 15:15
    Jarzembowski 23/11/2016 10:30
    Na verdade foi uma pergunta retórica =)
    Mas concordo com tudo que escreveu, e ainda acrescento.
    Não o fazem porque o objetivo não é, nem nunca foi, realmente melhorar a situação dos mais pobres, mas somente roubar e concentrar recursos em suas mãos para melhor atenderem os grupos de interesse que os perpetuarão no poder.
  • Bruno Feliciano  23/11/2016 00:01
    André, você se refere em trocar toda aquela política social populista por esse unica medida?

    Se foi isso que eu entendi, faz total sentido.

    A questão é que: Até quando esse vai ser o limite? Essa galera do Welfare State vai criar mais coisa em cima disso, não consigo acreditar que a mentalidade do governo Finlandês foi essa de substituir todo o assistencialismo por um só.
    Hoje criaram isso, amanha mais outra coisa e por ai vai, o estado crescendo....

    Isso pode dar certo como você falou, cortando todos os gastos substituindo-os com a implementação dessa política. Ela por si só poderia custar menos e traria um melhor efeito.
    Como eu falei, vai ter democrata no futuro dizendo que o Brasil precisa de mais esta política...Desconsiderando todo essa raciocínio que nos temos e alavancando o gasto público.
    Pretendo me formar em Direito com 22 anos, vou começar a me preparar pra ouvir essa asneira nos próximos 2 anos que com certeza vai ser mais um ''Finlândia socialista deu certo bla bla bla'' e todos os burocratas vão advogar por uma legislação da renda minima...


    Abraços
  • Bruno Feliciano  22/11/2016 23:12
    Fiquei sabendo hoje que o Roberto Justos cogita se candidatar a presidência da República, e disse que é um livre-mercadista.

    O que acham dele?

    Ele vai aproveita essa onda de Trump e Dória, de empresário governando ao invés de político profissional...


  • Thomas  23/11/2016 00:11
    Só maravilhas

    reaconaria.org/blog/reacablog/ajuste-pra-quem-parte-1-mais-de-130-mil-apadrinhados-sem-concurso-consomem-r-214-bilhoes-em-salarios/
  • NATALIA  23/11/2016 03:12
    Poderiam responder a esse vídeo?? Porque assisti e fiquei chocada com as informações passadas. Ele promove aumento de impostos e taxação dos mais ricos para acabar com a desigualdade:
    https://www.youtube.com/watch?v=YOaJe68C-bU
  • 4lex5andro  23/11/2016 13:50
    Esse conjunto de medidas no intuito de super-tributar os altos rendimentos (lícitos, legais, bem diferente do enriquecimento ilícito que aparece nos jornais) só redunda em fuga de investimento (em especial capital externo) produtivo.

    E o Estado depois, pra compensar a consequente depreciação da moeda local, recorrerá a expedientes compensatórios pra recuperar esse valor.

    E nisso beneficiará o chamado capital especulativo, que gera menos empregos do que capital alocado em investimentos produtivos, como ampliação do parque industrial ou novas indústrias, por exemplo.

    Como comparação, métodos socialdemocratas foram adotados na França de impostos sobre o topo da pirâmide foi um destes; o que redundou em fuga de capitais e patrimônio para outros países, como no leste europeu, e ilhas fiscais como Jersey, que tributam/tributavam bem menos.
  • a  23/11/2016 08:48
    As leis serão cumpridas mesmo que signifique o fechamento do site Mises Brasil.
  • Luiz  28/11/2016 10:06
    Quem ler esse texto e não se converter é militante. Assinante do DCM.
  • anônimo  17/12/2016 21:01
    Não seria Grozny um bom exemplo de intervenção estatal?

    www.dailymotion.com/video/x2txtrd
  • Mariano Garrido  16/02/2017 15:13
    Mais uma vez o Estado preservando a vida.

    g1.globo.com/goias/noticia/2017/02/jovem-com-problema-renal-luta-na-justica-para-nao-fazer-hemodialise.html



Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.