A eleição de Trump pode significar más notícias para o euro
E para os globalistas que almejam um governo europeu centralizado

Muitos especialistas franziam o cenho para quem dizia que uma eventual vitória de Donald Trump para a presidência dos EUA geraria uma reação amistosa dos mercados financeiros. No entanto, quando se confirmou a notícia, no dia 9 de novembro, de que ele de fato seria o 45º presidente dos EUA, os preços das ações nas bolsas internacionais (dos países desenvolvidos) subiram, o dólar encareceu, e as taxas de juros de longo prazo subiram.

Tudo isso sugere que a reação dos mercados financeiros internacionais em relação à eleição de Trump foi muito mais cordial do que o tenebroso panorama que vários previram. Trump nunca mediu palavras ao se expressar sobre a política externa e a política econômica que defende, mas ainda resta conferir se e como ele colocará suas ideias em ação.

Seria correto dizer que Trump não tem grandes afinidades com as elites globalistas[1], que, em seus esforços para moldar uma nova ordem mundial, empurraram os EUA a fazer um emaranhado de intervenções bélicas estrangeiras, cada uma mais mal-sucedida que a outra.

Há uma chance de que a política externa americana mude sob um governo Trump; ela pode se tornar bem menos agressiva (esse é um dos motivos de os neoconservadores terem abertamente torcido por Hillary Clinton; com ela, a política externa americana continuaria a mesma de Bush e Obama). Se Trump adotar um tom conciliador, em particular em relação à Rússia, uma relação mais cooperativa poderia ajudar a reduzir conflitos em áreas delicadas, como o Oriente Médio e o Extremo Oriente.

Em termos de política econômica, as maiores prioridades de Trump parecem ser — como ele próprio sempre fez questão de ressaltar — impulsionar o crescimento econômico dos EUA e criar mais empregos no país. Como sua administração pode fazer isso? Há a maneira certa, que é duradoura, e a maneira errada, que é artificial e gera problemas de longo prazo.

Na maneira certa, ele se concentraria no lado da oferta, reduzindo impostos para empresas, empreendedores e trabalhadores, ao mesmo tempo em que também reduziria os gastos do governo, abolindo burocracias e regulamentações. (Reduzir impostos ao mesmo tempo em que aumenta gastos seria uma política que geraria efeitos nefastos no longo prazo).

Na maneira errada, ele se concentraria no lado da demanda, estimulando o endividamento dos consumidores e, mais ainda, do governo, colocando o aparato estatal para gastar o que não tem e emitindo títulos para bancar a diferença. Ao mesmo tempo, perseguiria uma política monetária abertamente expansionista e adotaria uma postura protecionista no comércio exterior. [N. do E.: basicamente, seria uma Dilma Roussef].

O primeiro cenário representaria verdadeiramente "uma mudança de regime". A máquina governamental americana, um rolo compressor de proporções titânicas, pode não necessariamente ser reduzida, mas seu crescimento seria contido. Tal medida, obviamente, seria a mais ousada ação política dos últimos tempos, e requereria grande vigor e perseverança para que fosse implantada.

O que há de positivo para conspirar a favor dessa medida é o fato de que Trump, sendo um empresário bilionário, não tem por que se vender, em troca de dinheiro, a lobistas e grupos de interesse. Este, aliás, é o grande temor de seus rivais dentro e fora do partido: já tendo ele todo o dinheiro de que precisa, as chances de ele ser comprado por lobistas e grupos de interesse são baixíssimas, o que pode torná-lo "incontrolável" e "não suscetível" à aprovação de leis e regulamentações que são do interesse dessa gente.

Por tudo isso, há uma chance, ainda que pequena, de que ele fará uso desta sua independência para aproveitar a oportunidade e fazer uma diferença. A situação se torna ainda mais fácil quando se considera que o seu partido, o Republicano, irá controlar Câmara e Senado pelos próximos dois anos.

A mera probabilidade de a economia americana apresentar alguma melhora sob um governo Trump — ou então a espera de uma política fiscal mais expansionista — já colocou os mercados financeiros à espera de juros de longo prazo maiores. Hoje, já se dá como praticamente certo que o Federal Reserve — o Banco Central americano — irá subir, ainda que pouco, a taxa básica de juros em dezembro. Se isso ocorrer, o dólar pode se apreciar ainda mais em relação a outras moedas, especialmente o euro.

Um dos motivos para isso é que o diferencial de juros entre os títulos denominados em dólar e os denominados em euro pode aumentar ainda mais, tornando o euro menos atrativo em relação ao dólar. Com as desastrosas taxas negativas praticadas na Europa e com taxas positivas (e com perspectiva de aumento) nos EUA, investidores podem ganhar mais migrando seus investimentos para os EUA.

A recente apreciação do dólar em relação ao euro já mostra essa tendência:

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Gráfico 1: preço do euro em dólares, desde janeiro de 2016

Além disso, mesmo se a administração Trump não seguir ao pé da letra a promessa — feita por ele próprio durante a campanha — de um não-intervencionismo bélico, já se dá como certo que seu governo não será uma marionete da agenda dos globalistas (multiculturalismo; fronteiras abertas para imigrantes muçulmanos; políticas universais implantadas pela ONU e pelo Banco Mundial etc.). Como resultado, o projeto de integração européia ficará sem seu mais poderoso defensor político e intelectual: o governo americano.

Tudo isso deve se juntar às já crescentes incertezas dos investidores quanto ao futuro do euro. A decisão da população do Reino Unido, em junho deste ano, de sair da União Europeia já representou um pesado golpe, mostrando que, para muitas pessoas, a União Europeia não é uma instituição desejável política e economicamente. Com Trump, as chances de este projeto emperrar são agora ainda maiores, de modo que as amarras que mantêm a União juntas podem começar a se desfazer.

Tudo isso levanta dúvidas sobre a própria razão de ser da moeda única européia, o euro. Todo o experimento da União Europeia depende da sobrevivência do euro como uma unidade monetária isolada das influencias políticas de cada governo europeu. Dúvidas sobre a continuidade de sua viabilidade tendem a elevar os custos dos empréstimos, o que irá exacerbar a situação econômica de vários países, principalmente daqueles de economia mais frágil. Isso já está ocorrendo com os títulos de longo prazo de Portugal, Espanha e Itália, cujos juros de longo prazo subiram acentuadamente. (Os da Grécia, após vários pacotes de socorro, diminuíram, mas seguem em níveis intoleravelmente altos, quase o dobro dos dos outros países).

Consequentemente, os investimentos produtivos nestes países tendem a decrescer, reduzindo ainda mais a produção e o emprego. Para piorar, vários bancos da zona do euro fazem empréstimos para pessoas e empresas de outros países; eles irão sofrer caso a própria viabilidade do euro entre em xeque.

Investidores já estão relutantes em estender novos aportes de capital para os bancos da zona do euro em virtude de sua extremamente baixa lucratividade e dos altos passivos em seus balancetes, que podem ser agravados por eventuais calotes gerados por uma economia fraca.

Mais do que nunca, a ventura e a tragédia dos bancos da zona do euro estão nas mãos do Banco Central Europeu (BCE). O problema é que esse conluio insalubre entre o BCE, os governos e os bancos da zona do euro pode agravar a situação.

No dia 26 de julho de 2012, o presidente do BCE, Mario Draghi, prometeu que "o BCE está pronto para fazer o que for preciso para preservar o euro. E, creiam-me, será o suficiente". E o BCE pode agora ser forçado a fazer exatamente isso: criar volumes cada vez maiores de dinheiro para comprar volumes cada vez maiores de títulos dos governos em posse dos bancos para 1) tentar impedir que os juros de longo prazo continuem subindo (como já estão); 2) tentar impedir que governos sobre-endividados (como os de Portugal, Itália e Grécia) tenham ainda mais dificuldades em rolar suas dívidas e acabem dando algum calote parcial; e 3) ajudar os balancetes dos bancos e reduzir as chances de eles tomarem novos calotes de pessoas e empresas.

Se Trump de fato implantar algumas mudanças de regime — acabando com algumas práticas econômicas até então caras ao atual establishment —, sua presidência pode realmente forçar a moeda única européia, levando-a ao limite de sua resistência. E se o BCE desesperadamente tentar evitar uma elevação dos juros de longo prazo — o que faria toda a pirâmide da astronômica dívida européia entrar em colapso — imprimindo dinheiro, não só os juros irão subir de qualquer jeito, como o próprio euro pode se esfarelar.

Conclusão

Os globalistas vêm tentando criar um sistema nacional viável desde as negociações do Tratado de Versalhes, em 1919. Jean Monnet foi o francês que sempre esteve à frente desse experimento. O "problema" é que foi criada uma área de moeda única, mas sem uma política fiscal única. Tal arranjo é insustentável. [N. do E.: na prática, é como se, no Brasil, cada estado tivesse plena liberdade para gastar e se endividar — algo hoje proibido pelo Lei de Responsabilidade Fiscal —, com o Banco Central socorrendo cada um deles].

A União Europeia conseguiu a moeda única, mas não conseguiu um governo único que implantasse uma política fiscal unificada. Desde então, seus burocratas vêm desesperadamente tentando implantar esse arranjo centralizador, felizmente sem sucesso. Com a saída do Reino Unido, a situação ficou ainda pior para eles. Eles ficaram com uma moeda única e um Banco Central Europeu. Mas o sistema continuará instável enquanto houver moeda única e legislativos nacionais independentes, cada um criando seu próprio orçamento.

Por isso, o BCE adotou a política de comprar a espantosa quantia de 1,7 trilhão de euros em títulos governamentais e debêntures de empresas. (Como esse dinheiro ficou empoçado no sistema bancário, sem entrar na economia, não houve nenhuma inflação de preços). Tal programa está previsto para ser extinto em março de 2017. Mas não há nada que impeça o BCE de prorrogar esse programa por mais tempo.

O BCE simplesmente não tem nenhuma solução para o euro. Por enquanto, ele está apenas enxugando gelo. Ou, pior ainda, jogando gasolina no fogo.

O Fed já parou de inflacionar (parou no início de 2014). Já o BCE continua inflacionando.  Olhe o que ocorreu desde então: o euro não mais se recuperou de seu declínio do início de 2014.

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Gráfico 2: preço do euro em dólares, desde janeiro de 2014

A economia europeia segue dependente do BCE. Se o BCE parar de inflacionar, uma recessão se torna bastante provável. Hoje, as economias da União Europeia estão frágeis. A remoção dos estímulos monetários poderá criar uma recessão. Já sua continuidade pode levar ao derretimento do euro e o fim do sonho político da Europa centralizada.

O BCE está encurralado. A questão é até onde dá para empurrar o arranjo.

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Leia também:

Bizarrice européia: taxas de juros negativas restringem empréstimos e afetam bancos e empresas

A era da insanidade - um resumo das medidas surrealistas dos Bancos Centrais mundiais 

Os Bancos Centrais mundiais são hoje a principal fonte de risco e instabilidade à economia mundial


[1] Não confundir globalismo com globalização; globalismo é a política internacionalista, implantada por burocratas, que vê o mundo inteiro como uma esfera propícia para sua influência política.

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SOBRE O AUTOR

Thorsten Polleit
é economista-chefe da empresa Degussa, especializada em metais preciosos, e co-fundador da firma de investimentos Polleit & Riechert Investment Management LLP.  Ele é professor honorário da Frankfurt School of Finance & Management.



"Foram mal abordados, muito mal abordados.

"imprimir dinheiro não é prática legal em um mundo civilizado" Eua imprime dólar, UE imprime Euro, Japão imprime Iene."


Eis um trecho do artigo:

"Há três respostas: ou o governo aumenta impostos; ou ele toma dinheiro emprestado de bancos, pessoas e empresas; ou ele simplesmente imprime dinheiro.

Não é preciso ser um profundo conhecedor de economia para entender que nenhuma dessas três medidas cria riqueza."


Você fala como se estivesse rebatendo alguma afirmação, que o próprio artigo mostra como é falsa; mas essa afirmação quem criou foi você próprio, sabe-se lá de onde.

É surreal você dizer que isso advêm da perda de consumo da população, a inflação desses países é próxima de zero há muito tempo. (não quero dizer que isso funcionária em todos os países do mundo)

Você está falando de "inflação de preços", aumento no preço de diversos produtos na economia geral; o artigo está falando de
inflação monetária, aumento da oferta monetária, dinheiro em circulação na economia. É possível haver baixa "inflação de preços" ou mesmo "deflação de preços" onde há inflação monetária. Basta que o aumento em produtividade e outros fatores (que diminuem preços) seja maior que o aumento dos preços por conta da inflação monetária.

Agora, se você acha que não há relação alguma entre oferta monetária e aumento de preços, creio que você descobriu o Paraíso na Terra -- podemos simplesmente imprimir dinheiro à rodo e dar para todos, e não haverá efeito colateral algum nisso.

"EUA tirou o país de uma recessão enorme em 2008 com as práticas Keynesianas, existem vários e vários exemplos da prática aplicada e funcionando, em nenhum momento é perfeita e sem qualquer tipo de ônus, mas é o melhor que pode ser feito."

Sim, o Keynesianismo tirou os EUA da recessão -- causada por esta mesma ideologia e suas taras por expansões artificiais:

Como ocorreu a crise financeira americana
Explicando a recessão europeia
Herbert Hoover e George W. Bush: intervencionistas que amplificaram recessões (1ª Parte)
A geração e o estouro da bolha imobiliária nos EUA - e suas lições para o Brasil

Creditar a teoria Keynesiana por tirar os EUA da recessão se resume à isto: o que seria de nós, se após quebrar nossas pernas, o Estado não nos desse muletas?

"Aliás uma pergunta, você já prestou ANPEC alguma vez? acredito que seu conhecimento é bem maior do que as frases feitas que posta aqui no site."

E como sempre, o grande feito para um Brasileiro é passar em concurso.

"Apesar de ter grande admiração por Keynes eu não tenho asco por nenhum grande pensador econômico, seja ele Marx ou Hayek, não é o que acontece por aqui, infelizmente. Inclusive, ressaltei que não é impossível que Keynes esteja errado em alguns pontos, visto o tempo que já se passou."

Não posso falar por todos membros que acompanham este instituto, mas pouco me importo com Keynes, Hayek, Mises, Friedman, quem quer que seja. Apenas me importo com as ideias que estes defendem. Se Marx falar algo correto, defenderei isto. Se for Keynes, também. Mises, mesma coisa.

"Peço mais uma vez que seja exposto para que haja um debate honesto. Pela segunda vez eu estou usando exemplos reais, práticas já aplicadas e com ressalvas de que nada pode ser generalizado, você escreve de forma rasa, com várias teorias que sequer foram testadas e lotado de frases feitas para atingir quem está no topo (Keynes). "

"Nada pode ser generalizado" é algo tão estúpido que eu não acho que seria preciso comentários para mostrar a estupidez desta afirmação.

"Você escreve de forma rasa" -- disse quem credita a teoria Keynesiana como positiva por tirar os EUA da recessão, causada pela mesma.

"Com várias teorias que sequer foram testadas" -- Eis o comentário feito por quem você está criticando:

"1) "Podem vir de emissão de títulos públicos"

E quem paga os juros e o principal destes títulos públicos? De onde vem o dinheiro?

2) "Impostos pagos anteriormente que geraram caixa"

Ou seja, o dinheiro veio da população.

3) "Expansão monetária direta, da forma que é feito na UE, EUA e Japão"

Ou seja, o dinheiro veio da redução do poder de compra da população.

4)"Qualquer financiamento para qualquer tipo de obra" "


Todos estes pontos são lógicos, e não empíricos. Faça um favor a si mesmo, e corra urgentemente para uma livraria e compre qualquer livro iniciante sobre lógica ou argumentação. O seu caso é grave.



Deixe que eu me preocupe com isso. quero saber o seguinte: se um meliante invadir a minha casa, o que você sugere que eu faça?

Os contra armamento nunca respondem essa pergunta e sempre a evitam. Eu vou responder de acordo com a instrução que a policia passa para a população:

1. Se der tempo, ligue para a policia, se você der sorte, eles podem passar por ali antes do bandido conseguir entrar na sua casa.

2. Faça tudo que o bandido manda. Se ele quer seus bens, dê. Se ele quer estuprar você, deixe. NÃO RESISTA DE FORMA ALGUMA.

3. No dia seguinte, faça um boletim de ocorrência e reze para que seu caso seja um dos 8% que são resolvidos no Brasil.

Agora eu tenho algumas perguntas também:

1. Se bandidos querem bens, por que não assaltam o congresso nacional? Ali está reunido várias pessoas milionárias. Enriqueceriam facil! Será que é por que ali tem seguranças armados que não hesitariam em atirar?

2. Por que não assaltam juizes e deputados quando estão fora do congresso? Será que é por que os mesmos dispõem de seguranças armados?

3. Por que não atacam carros fortes que transportam valores toda vez que os mesmos saem da garagem? Será que é por que os guardas estão bem armados?

Quem prega o desarmamento da população não entende que o bandido, seja o de colarinho branco ou o comum, é um ser de mentalidade oportunista. Independente do historico de pobreza (ou não), ele não irá atacar lugares fortemente armados porque o risco/beneficio é muito alto, e eles são inteiramente capazes de fazer esse julgamento (caso não o fossem, os lugares que citei seriam atacados diariamente).

Sabe onde eles atacam? Onde o risco/beneficio é baixo. E adivinha quem apresenta isso? Sim, uma população desarmada e instruida a não reagir de forma alguma.
Esron, expandi o comentário acima em um artigo bem mais detalhado sobre o assunto. Ei-lo:

Como funciona o mercado de cartões de crédito e por que seus juros são os maiores de todos


Após a leitura do artigo acima, convido-o a ler esta notícia, que mostra que a recente medida adotada pelo Banco Central não afetou nada, exatamente como previa o artigo acima (ou seja, o final, nada mudará, e sua anuidade tende a continuar gratuita):

blogs.correiobraziliense.com.br/vicente/juro-do-parcelamento-do-cartao-de-credito-e-recorde-e-chega-1635-ao-ano/
Além de tudo o que já foi respondido acima, é extremamente importante ressaltar que essa tese de "fazer dumping para quebrar indústrias para logo em seguida elevar preços e dominar o mercado" é completamente irreal.

Não apenas isso nunca aconteceu na prática, como também a própria teoria explica que isso seria completamente insustentável, para não dizer irracional do ponto de vista empreendedorial.

Apenas imagine: você é o gerente de uma grande empresa e quer destruir a empresa concorrente reduzindo seus preços para um valor menor do que os custos de produção. Ao fazer isso, você começa a operar no vermelho. Ao operar no vermelho, por definição, você está destruindo o capital da sua empresa; você está, na melhor das hipóteses, queimando reservas que poderiam ser utilizadas para investimentos futuros.

Pois bem. Após vários meses no vermelho, você finalmente consegue quebrar o concorrente. Qual a situação agora? Você de fato está sozinho no mercado, porém bastante descapitalizado, sem capacidade de fazer novos investimentos. A sua intenção é voltar a subir os preços para tentar recuperar os lucros de antes. Só que, ao subir os preços, você estará automaticamente convidando novos concorrentes para o mercado, que poderão vender a preços menores.

Pior ainda: estes novos concorrentes poderão perfeitamente estar mais bem capitalizados, de modo que é você quem agora estará correndo o risco de ser expulso do mercado. Seus concorrentes poderão vender a preços mais baixos e sem ter prejuízos, ao passo que você terá necessariamente de vender a preços altos apenas para recuperar seus lucros.

Ou seja, ao expulsar um concorrente do mercado, você debilitou sua empresa a tal ponto, que você inevitavelmente se tornou a próxima vítima da mesma prática que você aplicou sobre os outros.

E é exatamente por isso que tal prática não é observada no mundo real. Ela é totalmente ignara. Um empreendedor que incorrer em tal prática estará destruindo o capital de sua empresa, correndo o risco de quebrá-la completamente. Um sujeito com esta "sabedoria" não duraria um dia no livre mercado.

Se isso não vale para uma empresa dentro de um país, imagine então para uma empresa concorrendo em escala global (como é o caso do seu exemplo)?
Se enviar produtos importados baratos destrói a indústria de um país, então conclui-se que fazer o extremo -- mandar importados DE GRAÇA pra um país -- o destrói ainda mais rapidamente.

Mas o que tem de destrutivo em ganhar presentes? Se nos mandarem televisões, carros e geladeiras de graça, perderemos, sim, os empregos nessas áreas. No entanto, os trabalhadores dessas áreas poderão ir pra outras atividades produtivas e genuinamente demandadas pelos consumidores.

Em vez de termos essas pessoas produzindo televisões, carros e geladeiras, já teremos tudo isso e mão-de-obra sobrando pra produzirmos outras coisas. Em resumo, o país ficaria mais rico, às custas dos contribuintes de outros países que estão subsidiando importados gratuitos pra nós.

Outra coisa: se restringir e taxar a importação de produtos baratos é bom pra indústria nacional, bloquear as bordas do país contra todas as importações criaria uma economia fortíssima no país bloqueado.

E não pára por aí: se bloquear um país é bom pra economia interna, então bloquear os estados também. Imagine quantos empregos de paulistas os gaúchos estão tirando quando criam gado. Proibir a importação de gado e garantir empregos pra indústria interna de gado São Paulo seria uma boa idéia.

E isso continua pra cidades, pra ruas, até que se decida produzir tudo em sua casa e não trocar com ninguém.

Basta você parar de fazer compras no supermercado e estará bem ocupado o dia inteiro plantando, colhendo, costurando suas roupas, etc.

Todos terão pleno emprego, mas a produtividade será extremamente baixa dado o custo de oportunidade de produzir tudo por si mesmo, e será uma pobreza generalizada.

Um tomate que você compra com alguns segundos do seu trabalho demoraria meses pra nascer na sua terra.

Se nos casos extremos, com importados de graça, a sociedade fica mais rica e produtiva, e com importados proibidos, a sociedade fica mais pobre e improdutiva, são pra esses os caminhos que as políticas protecionistas apontam.

Não existe um ponto de equilíbrio ou um "protecionismo racional". Todo protecionismo beneficia produtores do setor protegido às custas de todo o resto.

Pode até ser que sem protecionismo nossas montadoras falissem; mas se elas não conseguem competir, é isso o que tem que acontecer.

Se custa 50.000 pra fazer um carro no Brasil que custa apenas 25.000 pra fazer o mesmo carro lá fora, ao comprar o carro de 25.000 a nossa economia tem um carro e 25.000 sobrando pra serem usados em outros setores. Ao comprar um carro de 50.000, a economia tem apenas um carro e deixa de ter 25.000 pra gastar ou investir em outros setores.

Imagine num caso extremo gastar uma fortuna com tecnologia e energia pra produzir bananas no Alasca. Se essas bananas forem produzidas num país tropical, podemos ter as mesmas bananas que teríamos do Alasca, mas sem usar todo aquele recurso: homens, máquinas e energia que poderiam ser mais bem alocados em outro lugar ao invés da produção de bananas.

A questão não são empregos, nem indústria nacional: a questão é produção. Empregos que não criam valor são inúteis, e há indústrias que não necessitam existir. O Brasil não "precisa" de uma indústria de carros assim como o Alasca não "precisa" de uma indústria de bananas, a menos que encontrem uma forma eficiente de produzir seus produtos. Não há por que preservar tais empregos.
Todas essas situações de "stress" que você citou podem perfeitamente acabar também em facadas, canivetadas, garrafadas na cabeça, pedradas, ou socos na cara (é bastante comum uma pessoa morrer em decorrência de um simples soco na cara; ver aqui e, principalmente, aqui).

Portanto, você criou uma falsa equivalência.

"Campanhas desse tipo me faz [sic] refletir que a nossa atenção e forças para cobrar do estado aparatos essenciais para que possamos viver bem, estão focalizados em assuntos que já deveriam estar superados!"

Ininteligível.

"Sobre os bandidos, opa! Se eles estão mandando no meu estado, tenho uma parcela de culpa aí!"

Você pode ter. Eu não tenho nenhuma. Por favor, me diga qual a minha culpa em haver "bandidos mandando no seu estado"?

"Não será somente com armas que inibiremos a propagação de criminosos"

Deixe que eu me preocupe com isso. quero saber o seguinte: se um meliante invadir a minha casa, o que você sugere que eu faça?

"afinal um dos motivos de se propagarem é o fato das armas estarem acessíveis!"

Errado. Um dos motivos de se propagarem é o fato de armas estarem acessíveis para eles no mercado negro e nenhuma arma estar acessível para o cidadão comum no mercado legal.

Bandidos proliferam quando sabem que suas potenciais vítimas estão completamente desarmadas pelo estado.

Beira o cômico você ignorar isso.

"Sobre quem fomenta esse tipo de campanha, cuidado! Aquele(a) deputado(a) ou senador(a) pode ter uma "amizade" muito próxima com alguém ligado a indústria que fabrica tais armas!"

Pois então cite nomes e prove que eles estão ligados a este site. Caso contrário, tenha a hombridade de se retratar.

"Ou até mesmo o cidadão de bem que compartilhou algo dessa campanha não tá nem ai para o bandido, simplesmente acha bonita armas ou quer de alguma forma usá-la!"

Que campanha?!

"E como a democracia é a chave para o entendimento! Respeito quem tem opinião contrária!"

Estamos vendo...

"Então lembram da corrupção? Ela leva desde a falta da merenda na nossa escola até a essa situação! Entregar uma arma pra tu quando estiver "grande", não vai garantir que terá um bandido a menos no mundo! É o processo educacional e o cuidado do estado que podem garantir a paz e o teu bem estar, as armas o caos! Pode parecer falácia, mas para um CIDADÃO DE BEM, faz sentido!"

Acho que sua erva venceu e você não percebeu. Sugiro trocar seu fornecedor.
Mais um que chegou rugindo, levou uma resposta (completa e educada), e agora saiu miando, praticamente de quatro.

Não só não retrucou nada que lhe foi respondido, como ainda chegou ao cúmulo de inventar uma resposta que nunca foi dada. Em nenhum momento o artigo ou algum comentarista falaram que "imprimir dinheiro não é prática legal em um mundo civilizado". Tal frase simplesmente não está escrito em lugar nenhum do artigo e nem desta seção de comentários.

Isso mostra bem o nível do desespero e da ética do cidadão. Mas, também, keynesianismo e falta de ética sempre andaram lado a lado.


P.S.: não resisti e terei de comentar esta:

"os grandes empresários começam fazendo empréstimos e assim aumentam seu patrimônio. Jorge Paulo Lemann convive com um passivo enorme e é o homem mais rico do brasil."

Com a pequena, ínfima, insignificante diferença que JPL é criador de riqueza e de valor. As pessoas voluntariamente compram os bens e serviços produzidos por JPL, e é isso o que o deixou rico. Quem cria riqueza continuamente, como faz JPL, pode se endividar muito e ainda assim se manter plenamente solvente.

Toda essa dívida será paga com capital próprio. JPL não terá de assaltar ninguém, roubar ninguém, confiscar dinheiro de ninguém para pagar suas dívidas. (E, em caso de insolvência, quem se estrepa são seus credores, e não a população inteira, que não terá de arcar com nada disso).

E o governo? Ele cria riqueza? Ele trabalha com capital próprio? Ele utiliza dinheiro próprio para pagar suas dívidas?

O fato de você dizer que o governo opera igualzinho a JPL mostra bem o seu nível de conhecimento econômico.

É cada coitado que é destroçado por aqui...
O que falo para os meus alunos sobre isso,

Primeiro, uma pergunta:

Será que todas aquelas pessoas que ainda não tenham nenhum crime registrado pela polícia, são cidadãos de bem?

Como eu posso garantir que, o estado dando o direito a posse de armas a todos(as) conseguirá evitar que,

O "brigão baladeiro" na hora da raiva cometa uma tragédia na saída da balada!

Na briga de trânsito o cidadão estressado não dispare contra o outro!

O colega de turma que, nunca imaginei que ele tivesse esquizofrenia iria disparar contra toda a turma com a arma do pai ou da mãe!

A mulher que, já sofria com as agressões do Marido, agora vive ainda mais a pressão psicológica por ter uma arma na sua cabeceira!

As crianças que sabem onde os pais guardam suas armas, e depois um tem que falar, foi uma brincadeira!

O vizinho que se estressou com som alto durante a madrugada!

Enfim são inúmeras as situações!

Sobre o uso da arma, "modestamente" posso afirmar: mesmo aquela pessoa que nunca frequentou a escola até aquela que teve o mais alto nível de educação acadêmica está suscetível ao stress, e nessa hora, para muitos, será o motivo de cometer um crime passional (o primeiro)!

Campanhas desse tipo me faz refletir que a nossa atenção e forças para cobrar do estado aparatos essenciais para que possamos viver bem, estão focalizados em assuntos que já deveriam estar superados!

Sobre os bandidos, opa! Se eles estão mandando no meu estado, tenho uma parcela de culpa aí! Não será somente com armas que inibiremos a propagação de criminosos, afinal um dos motivos de se propagarem é o fato das armas estarem acessíveis!

Sobre quem fomenta esse tipo de campanha, cuidado! Aquele(a) deputado(a) ou senador(a) pode ter uma "amizade" muito próxima com alguém ligado a indústria que fabrica tais armas! Ou até mesmo o cidadão de bem que compartilhou algo dessa campanha não tá nem ai para o bandido, simplesmente acha bonita armas ou quer de alguma forma usá-la!

E como a democracia é a chave para o entendimento! Respeito quem tem opinião contrária!

E se eu estiver numa turma com crianças ou adolescentes:
Sempre tem aquele que exclama,

- Mas só os bandidos tem o direito de possuir armas, o cidadão de bem, não!

- Então lembram da corrupção? Ela leva desde a falta da merenda na nossa escola até a essa situação! Entregar uma arma pra tu quando estiver "grande", não vai garantir que terá um bandido a menos no mundo! É o processo educacional e o cuidado do estado que podem garantir a paz e o teu bem estar, as armas o caos! Pode parecer falácia, mas para um CIDADÃO DE BEM, faz sentido!


ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • O MESMO de SEMPRE  21/11/2016 14:43
    PLUS ÇA CHANGE PLUS C'EST LA MÊMÊ CHOSE!!!!
    .
    Os COLETIVISTAS adeptos da SUBMISSÃO ao governo já se assentam na nova e falsa dicotomia entre religião x socialismo.
    A propaganda é agora a descarada mentira de que o cristianismo se opõe ao socialismo que fundamentou e sempre apoiou.

    ...mas os socialistas contemporâneos em suas disputas pela manutenção do poder repetem a história e muitos se aliam aos NOVOS BARBAROS, ou ISLÂMICOS.

    As FARSAS se REPETEM COMO HISTÓRIA e talvez um novo e remodelado FEUDALISMO se venha impor com a participação dos novos atacantes bábaros, ou atualmente chamados de ISLÂMICOS:

    Falam sem corar da "civilização" judaico-cristã, mesmo que no Velho Testamento a moral defendida seja oposta aquela do Novo Testamento e, sobretudo, que os critãos tenham perseguido ferozmente os judeus, assassinado-os com crueldade por serem INFIÉIS.
    Ou seja, FALA-SE asneiras contraditórias sem o menor pudor. Isso é o resultado das ideologias: insensibilidade às contradições e imbecilização dos adeptos, eliminando-lhes a capacidade analítica e crítica.

    O que criou os julgamentos e a idéia de Justiça nada tem a ver com judaísmo e muito menos com cristianismo.

    A República Romana era pagã e os ESTÓICOS tinham uma efetiva FILOSOFIA. O Direito romano PRECEDE o cristianismo. Quando o cristianismo foi IMPOSTO pelo governo, já imperial, romano como IDEOLOGIA (não filosofia) para "salvar o povo" é que a idéia de Justiça e Ética começou a se perder.
    LEMBRE-SE que no FEUDALISMO inexistia julgamento com base em argumentação objetiva, evidências ou provas.
    Com a implantação do FEUDALISMO passou a valer o ARBÍTRIO das autoridades como se numa TRIBO.
    O FEUDALISMO inicialmente NÃO tinha os FEUDOS como propriedades, nem eram hereditários, mas apenas como terras "PROTEGIDAS" pelos senhores feudais que, nos primórdios, eram AGRACIADOS com TÍTULOS de NOBREZA por serem COMBATENTES em favor do PODER GOVERNANTE, então, CRISTÃO como continuidade ao governo imperioal romano.

    O exagerado crescimento do então IMPÉRIO ROMANO gerou disputas internas e elevados custos de manutenção. Sem suficientes povos a serem conquistados e saqueados para custear o dispendioso PODER CENTRAL, cada vez MAIS CARO, a MANUTENÇÃO do PODER CENTRAL teve que saquear o próprio povo, com cada vez maiores impostos. Necessitando de riqueza / manter um exército fiel, bem como uma ideologia que estabelecesse uma moral de submissão popular, valorizando o auto desprezo, a pobreza, a obediência, o sentimentalismo e o auto sacrificio (a moral do escravo), bem como uma segunda moral que incentivasse o SECTÁRIO dispósto a atacar sem limite algum, em nome de uma causa ideológica (a moral do guerreiro).

    Ou seja, o PODER tem custo elevado e sem suficiente quantidade de novos povos a serem conquistados e SAQUEADOS restou à Roma inventar uma IDEOLOGIA cuja moral incentivasse a SUBMISSÃO e o DESPREZO PELO INDIVÍDUO, então visto como algo sacrificável em nome da COLETIVIDADE ou mesmo em nome "DO OUTRO" (a causa ideológica). Já para defesa dos líderes incentivasse a ferocidade contra os divergentes da causa ideológica. Duas morais manobradas conforme a conveniência do momento: moral do escravo e moral do guerreiro.
    Foi a invenção do COLETIVISMO CRISTÃO, onde o indivíduo deve assentir com o próprio sacrificio altruísta (não egoísta) a solução.
    Assim, os VALORES MORAIS da, então, NOVA IDEOLOGIA era a SUBMISSÃO à autoridade dos senhores, o DESPREZO PELA PRÓPRIA INDIVIDUALIDADE, o DESPREZO pelo BEM VIVER, o religioso PAGAMENTO dos IMPOSTOS (ver epístolas de Paulo ou Romanos) e por ai vão todos os valores morais EXATAMENTE do SOCIALISMO.

    A FILOSOFIA dos ESTÓICOS não apoiava a escravidão, mas o cristianismo SIM. JC recomendou que os escravos amassem o seu senhor, sobretudo os maus, já que não haveria mérito em amar os bons.

    As disputas internas pelo PODER no, então, IMPÉRIO acabaram levando a união entre autoridades e os BARBAROS. Aliás os Barbaros defendiam um Paraíso pós morte para os guerreiros conquistadores. Era o WALHALA, para onde iam os guerreiros. Certamente o Paraíso dos cristão foi inspirado no WALHALA dos bárbaros.

    Não por acaso o "BOM BANDIDO" cristão estaria com o "filho de deus" no Paraíso. Afinal, tal bandido aceitou a autoridade do "lider", no caso JC. Mesmo sendo um ladrão ganhou o prêmio de estar ao lado do "filho de deus" no Paraíso sincretizado da ideologia bárbara.

    Não por acaso o reinado cristão tentou destruir TUDO da FILOSOFIA ESTÓICA.

    O cristianismo foi uma MANIPULAÇÂO do povo através de ardilosa estratégia com as duas morais: A MORAL do ESCRAVO e a MORAL do GUERREIRO. Assim hora valorizando a SUBMISSÃO e o AUTO desprezo e hora valorizando o guerreiro que ataca e mata os inimigos dos líderes.

    Não por acaso o ISLÃ, que apresentou-se 6 seculos após o cristianismo, incentiva a SUBMISSÃO (islã) e o ataque. Embora, tal e qual no cristianismo, seja apregoado, por seus sacerdotes e sectários, como uma RELIGIÃO do AMOR, exatamente como o cristianismo: uma religião amorosa que gerou o FEUDALISMO, onde inicialmente não havia propriedade privada da terra, já que os senhores feudais "protegiam" os servos (escravos) de gleba ARBITRANDO SOBRE ELES sem qualquer análise sobre direito e justiça, e com pesados IMPOSTOS para sustentar o clero e a nobreza.

    O marxismo é também uma ideologia do amor e da fraterniodade, como defendem seus adeptos.

    PLUS ÇA CHANGE PLUS C'EST LA MÊMÊ CHOSE!!!!
  • saoPaulo  21/11/2016 17:04
    A propaganda é agora a descarada mentira de que o cristianismo se opõe ao socialismo que fundamentou e sempre apoiou.
    Ué, mas o próprio Papa disse que comunistas pensam como os cristãos...
  • O MESMO de SEMPRE  21/11/2016 18:42
    .
    temos pelos blogues muitos cristãos que afirmam que um antigo Papa determinou a excomunhão dos "comunistas"(não recordo qual, João ??? não lembro). Liderados pelo brilhante Olavo de Carvalho (não há como negar) vivem a alardear que bispos, cardeais e etc. estariam autiomaticamente excomungados, segundo a velha determinação papal.

    Bem, Paulo VI era na decada de 60 considerado "comunista", pois que se enrabichava vergonhosamente com Brejnev sem perder oportunidade de recitar o milonguento besteirol os bolcheviques. João Paulo II também teceu varios elogios ao "comunismo", condenando apenas a violência e o ateísmo alegado.

    Ora, THOMAS MORE foi um precursor do "comunismo" como ideologia em seu livro UTOPIA e More era um fervoroso cristão católico.
    Cretinamente os religiosos passaram a associar marxismo com ateísmo, sob o argumento de Marx criticar a religião.
    Marx fez sim um SINCRETISMO com o cristianismo católico, com direito a apocalipse proletário e MILÊNIO SOCIALISTA, sem contar o apoio á LEI da USURA católica).
    Enfim, nas IDEOLOGIAS impera o CASUÍSMO e a absoluta CONTRADIÇÃO em deslumbrante descaramento em meio a ostentação de REBOLADOS TRIUNFANTES.

    Andam pela internet a falar da "civilização judaico-cristã", mas esta só existiu no FEUDALISMO.
    A civilização ROMANA era PAGÃ. Nada tinha a ver com judaísmo e muito menos com cristianismo (este nem existia, senão como seitas ocultistas que esperavam um MESSIAS SALVADO, o dito KRESTO ou cristo. Eram seitas marginais da qual se aproveitaram as autoridades. Nada muito diferente da simbiose de políticos com traficantes (CV, PCC e etc.) e bicheiros.

    Tudo nas IDEOLOGIAS é FARSA e CONTRADIÇÃO. As afirmações são DESCONEXAS pois se fazem segundo o caso do momento (casuistas).
    Esse Papa esta certo, pois a moral cristã dá sustentação ao socialismo e é EXATAMENTE POR ISSO QUE, mesmo o Socialismo fracassando em TODO LUGAR e mostrando-se um EMBUSTE SAFADO, ainda assim é um SUCESSO MORAL.
    Enquanto não se atacar a moralidade socuialista que é a mesma moralidade cristã, o sentimentalismo moralóide do socialismo persistirá garantindo-lhe o sucesso como ideologia PARA a DEFESA DO PODER TOTALITÁRIO do ESTADO/GOVERNO.
    Basta ler Paulo (Epistolas ou Romanos) para se perceber mais claramente o objetivo das ideologias.

    Sim, exatamente isso.
    O cristianismo é uma "METAMORFOSE AMBULANTE" e não há nada de sincero em uma IDEOLOGIA (promessas para um futuro incerto a fim de justificar os meios de atingir tal futuro).

    Assim o Jesus que mandava dar a outra face é o mesmo que expulsa com violência os mercadores do templo. Derrubando tudo e até descendo-lhes o relho (em João, sem açoites em Mateus, Lucas e Marcos).

    Ora, um Jesus que manda dar a outra face, amar inimigos, perdoar e etc., SÓ altera tais recomendações quando os alvos são MERCADORES (algo como pré burgiueses). Ou seja o pacífico JC atacou mercadores por considerar tal atividade nociva, chamando-os de ladrões ("transformam a casa de meu pai num covil de ladrões").

    Claro, porque no Império Romano houve INFLAÇÃO devido a mistura de outros metais ao ouro, por parte do governo que cunhava e garabntia as moedas. Com isso acusavam os comerciantes de GANÂNCIOSOS por aumentarem os preços e mesmo se advogava o apedrejamento de tais egoístas malvadões.
    O fato de haver reclamações por parte dos pagadores de impostos e dos ricos que queriam guardar riquezas levou a acusação contra os AVARENTOS. Enfim, a estratégia era indispor setores da população jogando uns contra os outros e desviar o foco do governo. Uma APLICAÇÃO das recomendações de SUN TZU. È bem possível que Sun Tzu tenha mesmo sido leitura da elite governante do Império.

    A ideologia foi a QUINTA COLUNA infiltrada na sociedade do Império Romano.
  • vladimir  21/11/2016 21:53
    Aos kamaradas neopagãos:
    O império romano através de Constantino se aproveitou dos Cristãos para fortalecer o mesmo, porque em matéria de força de caráter o imperador confiava mais nos cristãos do que nos pagãos indolentes, mais tarde um outro imperador tentou um retorno ao paganismo, desistiu porque os cristãos ajudavam tanto eles mesmo como os pagãos, sendo que os pagãos não ajudavam ninguém. E nesse meio tempo costumes pagãos se infiltraram entre os cristão principalmente O ÓDIO AOS JUDEUS, termos como pontífice e sumo pontífice são termos pagãos, assim como usos e costumes, assim como amor a indolência e ódio ao trabalho manual, comercio, e aos ricos que trabalham no comércio venda e troca de mercadorias, valorizando a nobreza preguiçosa que buscava ouro e glória e o clero corrupto e imoral que perseguia aqueles que queriam SE CRISTÃOS DE VERDADE e não romanos disfarçados de cristãos.
  • O MESMO de SEMPRE  22/11/2016 09:29
    PQP! ...Vladimir!

    Eram os pagãos que odiavam os judeus??? ...mas os pagãos conviviam amistosamente com os judeus. Estes tinham seus templos e viviam normalmente sem qualquer ataque do governo romano.

    Os cristãos implantarm o FEUDALISMO, onde não haveria propriedade da terra (o único meio de produção existente era a terra), o CLERO e a NOBREZA preguiçosa (isso mesmo!) passaram a serem os bondosos tutores dos SERVOS de GLEBA (escravos) que eram TRIBUTADOS ARBITRARIAMENTE pelos seus SENHORES FEUDAIS, numa HIERARQUIA de VASSALAGEM onde o VILÃO era como um FEITOR. Claro que logo os títulos de nobreza se tornaram hereditários e os FEUDOS como que propriedades dos senhores nobres.

    Foi exatamente quando os cristãos assumiram o Poder é que passou haver PERSEGUIÇÃO dos JUDEUS, tidos como INFIÉIS da NOVA CRENÇA. Nova crença muito misturada com a cultura pagã, num EVIDENTE SINCRETISMO. ÓBVIO! afinal, sem esse SINCRETISMO seria difícil para a nova crença concquistar adeptos. Não por acaso Marx igualmente se valeu do SINCRETISMO com o cristianismo. O Socialismo cristão já existia com seu SENTIMENTALISMO MORALÓIDE (o politicamente correto da época) e Marx/Engels não titubearam em adota-lo ostensivamente, apesar de o chamarem de "Socialismo Utópico" que seria substituído nos fundamentos ppelo Socialismo "científico" de Marx. Embora tal refundamentado socialismo não passasse de um amontoado de EMBUSTES DESCONEXOS como soi ocorrer em IDEOLOGIAS.

    Os bondosos cristãos não apenas perseguiram judeus, mas também ateus e adeptos de qualquer outra creça. Tal perseguição dos bondosos salvadores inovou na CRUELDADE, pois inventaram MÉTODOS de SUPLICIO para TORTURAREM os "INFIÉIS" com os mais aterrorizantes sofrimentos. Com o objetivo de ATERRORIZAR para que ninguém opusesse CRÍTICAS à NOVA CRENçA. Este método cristão foi COPIADO pelos revolucionários marxistas, a fim de impedir críticas.

    Caro Vladimir, ate no fato dos "comunistas" afirmarem que "Marx foi deturpado" e que os CARNICEIROS MARXISTAS não eram "MARXISTAS de VERDADE" , estes se assemelham aos cristãos, que igualmente FOGEM dos FATOS com a FALÁCIA "não eram cristãso de verdade" ou "não eram marxistas de verdade".

    Ideologias e seus ideológicos, que justificam os meios pelos FINS que PROMETEM SEM DATA CERTA e de REALIZAÇÃO DUVIDOSA, SÃO TODOS IGUAIS! ...PROMETEM PARAÌSOS num FUTURO SEM DATA e de DUVIDOSA REALIDADE para justificarem os MEIOS que efetivamente executam sob a JUSTIFICATIVA do FIM REDENTOR no PARAÍSO CRISTÃO ou COMUNISTA onde habitará UM NOVO HOMEM voltado para "o outro" e para a COLETIVIDADE ao redor, sem ambiçoes, ganância ou EGOÍSMO.

    ...Promessas absolutamente iguais, seja a promessa marxista ou Cristã e AMBAS DEFENDE o PODER TOTALITÁRIO do GOVERNO HIERARQUIZADO mandando na vida da população ...em nome de uma grande causa "salvadora".

    Abs.

  • Vladimir  22/11/2016 13:19
    Aos admiradores da antiguidade clássica.
    respondendo:
    Os romanos adoravam tanto os judeus que um imperador deles Claudio os expulsou de Roma e outro Domiciliano destruiu a capital Jerusalém, os romanos tinha tolerância as demais religiões desde que adorassem o imperador com exceção de duas o judaísmo e cristianismo, quanto o surgimento da idade média e os costumes medievais, não ouviste falar dos bárbaros e cristãos romantizados que perseguiam os judeus e cristãos de verdade? em que a Bíblia não podia ser traduzida para língua popular sob pena de morte? em que a igreja romantizada tinha poder temporal inclusiva de aplicar pena capital através da inquisição? em que a sede do cristianismo romantizado era e é Roma? E que ele adotaram a filosofia grego\romana? inclusive os seus erros? Que herdaram inclusive o ódio aos judeus, que os mesmos não poderiam ter títulos de terras e partiram para o comércio\finanças e passaram a ser associados a economia e a ser mais odiados por isso? que o clero romano era devasso? Ouviste falar do papa Alexandre VI e da família Borgia? Que os templários eram os primeiros financistas e passaram ser perseguido e mortos pelo Rei caloteiro francês e pelo Papa? E que os mesmos templários renascentes procuraram refúgio na Grã-Bretanha, Portugal, Alemanha, Holanda, e que esse países passaram a ter grande desenvolvimento econômico, técnico inclusive a iniciaram as grandes navegações financiados pelos mesmos templários? E que a igreja romantizada perseguiu e matou protestantes, índios, judeus, mamoetanos, através do estado monárquico causou várias guerras na Europa? gerando inclusive o filhos bastardos como a revolução francesa e russa? e que os cristão de verdade continuam a ser perseguidos e martirizados pelo mundo afora? E se tem dúvida que a nossa sociedade é romantizada é só olhar para arquitetura das capitais da tal civilização ocidental e os uso e costumes depravados e pela intolerância em geral. E que a filósofos atuais amam o socialismo\naturalismo e que pregam uma volta á natureza que nem a idade clássica? E que o governo seja feito por pessoas sábias governado a ralé. E que o conhecimento deve ser restrito a elite e não ao povo em geral, e pregam o extermínio de um terço da humanidade para por amor a natureza e menos aos seus semelhantes. E que eles odeiam pessoas que na opinião delas são burras mas estão mais ricas que elas que são sábias? Se os sábios tivessem poder manteriam os demais escravizados? E eles amam o pode mais do que tudo e não ligam para os seus semelhantes? E que odeiam os cristãos verdadeiros desde a antiguidade? Sabes quando a civilização entrar em colapso os cristãos, empreendedores, gênios e independentes vão ser bodes expiatórios e vão ser perseguido, caçados e mortos pela turba liderada pelos mesmo sábios filósofos? E para encerrar dicas de leitura: O príncipe de Maquiavel, República de Platão, A revoltas de Atlas, A nascente, Admirável Novo Mundo, 1984, A trilogia A fundação de Isaac Asimov, o livro o Avatar, A república de Cícero e principalmente a Bíblia.
    Adié.
  • o AUTISTA de SEMPRE  21/11/2016 18:23

    Mikhail Gorbachev, o último líder da URSS, ofereceu uma das mais efusivas visões de quem seria um socialista. "Jesus foi o primeiro socialista", declarou Gorbachev, pois ele "foi o primeiro a querer uma vida melhor para a humanidade".

    A tola alegação de Gorbachev não nos leva a lugar nenhum. É difícil haver alguém mais anti-socialista do que eu; e eu também quero uma vida melhor para a humanidade ([www.mises.org.br/Article.aspx?id=2494]e essa é uma das várias razões de eu não ser um socialista[/link]).

    Ademais, como explicado neste artigo, Jesus nunca defendeu a redistribuição de riqueza pela força ou pelo processo político. A compaixão e o compartilhamento que ele que sugeria eram todos voluntários — ou seja, feitos com o coração e não com o bolso de um terceiro sob a mira de uma arma. Jesus repreendia as pessoas invejosas e ladras, e elogiava o homem que investiu sabiamente seu dinheiro e teve uma grande rentabilidade. [mises.org.br/Article.aspx?id=2388]Se Jesus era um socialista, então eu sou Torquemada[/link].
  • Vladimir  21/11/2016 19:06
    Aos amantes da antiguidade clássica.
    Os filósofos clássicos em sua maioria inclusive os estoicos odiavam os comerciante e aqueles que faziam trabalhos artesanais, tanto que não consta ao que se saiba até o momento não existem tratados sobre economia e comercio, é por isso que a grande maioria apoiavam a escravidão caso tenham duvida leiam a republica de Platão e os discursos de Sêneca. Quanto a relação judaísmo+cristianismo, os pagãos antigos e neopagãos atuais odeiam ambos e não viam e não vem diferenças entre os dois, tanto que perseguiam e perseguem a ambos durante toda a história. E para não ser injusto com filósofos antigos relação a tratados de tecnologia só existem dois gênios não reconhecidos atualmente: Irão de Alexandria e Arquimedes. E quanto as leis romanas elas só protegiam aqueles que tinha cidadania romana, o resto dos povos vale a lei do mais forte, porque houve tantas revoltas durante todo o império destacando-se a revolta judaica e da Bretanha. Quanto a idade média, feudalismo e afins sugiro que leia o livro cujo o assunto é Títulos de Nobreza e Hierarquia - Antonio Luiz M. C. Costa
  • O MESMO de SEMPRE  22/11/2016 09:43
    Qual a razão para que os cristãos destruissem praticamente tudo que havia da filosofia estóica???

    Platão foi o grande inspirador do Cristianismo. Aliás a alma é platônica.

    Quanto a Senêca, este era um rico estóico que muito escreveu e que muito do cristianismo foi dele tomado. Cícero também era um estóico, como alguém pode ser flamenguista ou vascaíno.

    Os princípios da filosofia estóica é que dão forma ao indivíduo e não o inverso.
    Os postulados marxistas são da mesma estirpe do cristianismo. Marxistas negam que Marx mandasse matar, afinal Marx apénas prometia um APOCALIPSE PROLETÁRIO como uma rebelião destes contra a burguesia no auge do capitalismo "explorador". Vai daí que surgiria um governo SOcialista, com representantes do proletariado que, como representantes, ao tomarem posse dos meios de produção estariam dando tal propriedade aos seus representados. ...coisa idiota mesmo!!! um jogo de palavras absolutamente imbecil, tal e qual dizem ser as empresas estatais propriedades do povo. ...quá quá quá!!! A Petrobras é do povo e por isso cobra uma dos combustíveis mais caros do mundo. PQP!!! ...mas o povo imbecilizado pela repetição sem contestação repete tal absurdo sem se dar conta da estupidez.
    Enfim, plus ça change plus c'est la meme chose!
  • Vladimir  22/11/2016 12:19
    Aos admiradores da idade clássica
    Voltado a vaca fria a mentalidade no geral desse período em que viviam os gregos-romanos, isto falando dos cidadãos era com indiferença com o próximo, tanto que no império romano houve várias guerras civis, baixa valorização da mulher a não ser para reprodução, inovação tecnológica quase não houve, e se havia as elites políticas\religiosos\filosóficas censuravam, os acha que surgiu a ideia que a Terra era o centro do universo? Mas não fiques triste porque a sociedade atual a partir da renascença está se tornando igual a essa sociedade, inclusive partilhado a decadência que ocasionou a queda do império romano, e outra: os romanos achavam os gregos efeminados e frouxos que corrompiam os costumes romanos, como se o padrão moral deles fosse elevado, para outros povos que não eram do império, ser romano era mentiroso, patife, ladrão, assassino, arrogante etc... Ou seja os romanos eram odiados pelos demais povos, pena que hoje em dia a civilização atual está indo pelo mesmo caminho. Quando aos socialistas\comunistas se basearem no cristianismo, bem o próprio Max diz que o cristianismo é o ópio do povo, ele falava de religião mas se referia especialmente ao cristianismo no qual ele tinha ódio assim como todos socialistas\comunista s em geral.
  • O MESMO de SEMPRE  22/11/2016 12:07
    É um grande salto de estupidez falar da inexistencia de tratados de economia dos estóicos e disso concluir que odiavam os comerciantes e manufatuireiros. É varar o ridículo com uma afirmação tão pífia.
    No mais, CITE onde Senêca defende a escravidão e onde odeia os comerciantes.

    Quem chamou os mercadores de ladrões e disse que "é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus" foi o lendário Jesus, dito o Kresto ou Cristo segundo a lenda judaica do messias salvador. Ocorre que o tal messias judaico ainda não deu as caras, segundo os judeus, que não anuem que seja o mito Jesus o tal messias.

    Foi o lendário JC que prometeu a um ladrão (bandido) que este estaria a seu lado no reino dos céus ainda naquele dia. Sim, já que segundo a lenda o bandido afirmou crer na origem divina de JC. Ou seja, TUDO É PERDOADO BASTANDO CRER no JC. Parece coisa do politicamente correto m defesa dos bandidos. ...plus ça change pluis c'est la même chose!

    O ódio aos hereges, aos ricos e aos mercadores ganânciosos foi criação da mitologia cristã.

    Tal como no Socialismo a nobreza cortesã se enriqueceu. Vide a NOMEMKLATURA sovietica, a alta cúpula cubana, o luxo dos Ceausescu's e etc.. Exatamente a mesma trajetória da nobreza cristã no FEEUDALISMO. Sistema onde as autoridades (nobreza e clero) ARBITRAVAM sobre a vida e a morte dos SERVOS de GLEBA (escravos) sob a IDEOLOGIA CRISTÃ que prometia Paraíso pós morte e glamurização moral aos sectários que trabalhavam para o LUXO dos GOVERNANTES assim escolhidos por deus - segundo Paulo.
  • Giovanni  21/11/2016 21:14
    A moral do novo testamento é oposta à do velho testamento? Você não entendeu da missa, o pai nosso.
  • anônimo  22/11/2016 11:54
    O Comunismo e o Marxismo são Ateístas e Materialistas.
  • CARLOS MAX  22/11/2016 12:17
    O marxismo e o comunismo sempre odiou e sempre odiará o cristianismo autêntico. Se não puder pervertê-lo, então terá que matá-lo. Sempre foi assim e sempre será assim.
    E por que essa oposição manifestada ao cristianismo por parte do marxismo? Por que o ódio filosófico, a política anticristã, a ação assassina direcionada aos cristãos? Por que o país número um em perseguição ao cristianismo não é muçulmano e sim a comunista Coréia do Norte?
    As pessoas se iludem quando pensam no marxismo como doutrina econômica ou política. Economia e política são meros pontos. Marx não acreditava ter apenas as resposta para os problemas econômicos. Acreditava ter todas as respostas para todos os problemas.
    Marxismo na verdade é uma crença, uma visão de mundo, uma fé. O socialismo nada mais é do que a aplicação dessa fé por um governo totalitário. O comunismo, por sua vez, é apenas a escatologia marxista, o suposto mundo paradisíaco que brotaria de suas profecias.
    E esta fé não apresenta o caráter relativista de um hinduísmo ou de um budismo. Tendo nascido dos pressupostos cristãos, o marxismo roubou seus absolutos e se apresenta como a verdade absoluta, como o único caminho para redenção da humanidade. E ainda que tenha se apossado dos pressupostos cristãos, inverteu tais pressupostos tornando-se uma heresia anticristã.
    No lugar do teísmo o ateísmo, no lugar da Providência Divina o materialismo dialético. Ao invés de um ser criado à imagem e semelhança de Deus, um primata evoluído cuja essência é o trabalho, o homo economicus. O pecado é a propriedade privada, o efeito do pecado, simplesmente a opressão social. O instrumento coletivo para aplicar a redenção não é a Igreja, mas o proletariado, que através da ditadura de um Estado "redentor" conduziria o mundo a uma sociedade sem classes. E o resultado seria não os novos céus e a nova terra criados por Deus, mas o mundo comunista futuro, onde o Estado desaparecerá, as injustiças desaparecerão e todo conflito se transformará em harmonia. Está é a fé marxista, um evangelho que não admite rival, pois assim como dois corpos não ocupam o mesmo espaço, duas crenças igualmente salvadoras não podem ocupar o mesmo mundo, segundo o marxismo real.
    Sim, o comunismo de Marx era um evangelho, a salvação para todos os conflitos da existência, fosse o conflito entre homem e homem, homem e natureza, nações e nações. Assim lemos em seus Manuscritos de Paris:
    "O comunismo é a abolição positiva da propriedade privada e por conseguinte da auto-alienação humana e, portanto, a reapropriação real da essência humana pelo e para o homem… É a solução genuína do antagonismo entre homem e natureza e entre homem e homem. Ele é a solução verdadeira da luta entre existência e essência, entre objetivação e auto-afirmação, entre liberdade e necessidade, entre indivíduo e espécie. É a solução do enigma da história e sabe que há de ser esta solução".
    E como o marxismo nega qualquer transcendência, qualquer realidade além desta realidade, seu "paraíso" deve se realizar neste mundo por meio do controle total. Não apenas o controle político e econômico, mas o controle social, ideológico, religioso. Não pode haver rivais. Não pode haver cristãos dizendo que há um Deus nos céus a quem pertencem todas as coisas e que realizou a salvação através da morte e ressurreição de Cristo. Não pode haver outra visão de mundo que não a marxista, não pode haver outra redenção senão aquela que será trazida pelo comunismo. O choque é inevitável.
    Está é a raiz do ódio marxista ao cristianismo. Seu absolutismo não permite concorrência.
    David H. Adeney foi alguém que viveu dentro da revolução maoísta (comunista) na China. Ele era um missionário britânico e pode ver bem de perto o choque entre marxismo e cristianismo no meio universitário, onde trabalhou. Chung Chi Pang, que prefaciou sua obra escreveu:
    "(...) a fé cristã e o comunismo são ideologicamente incompatíveis. Assim, quando alguém chega a uma crise vital de decisão entre os dois, é inevitavelmente uma questão de um ou outro (...) [o autor] tem experimentado pessoalmente o que é viver sob um sistema político com uma filosofia básica diametralmente oposta à fé cristã"
    Os marxistas convictos sabem da incompatibilidade entre sua crença e a fé cristã. Os cristãos ainda se iludem com uma possível amizade entre ambos. "... para Marx, de qualquer forma, a religião cristã é uma das mais imorais que há". (Mclellan, op. Cit., p.54). E Lenin, que transformou a teoria marxista em política real, apenas seguiu seu guru:
    "A guerra contra quaisquer cristãos é para nós lei inabalável. Não cremos em postulados eternos de moral, e haveremos de desmascarar o embuste. A moral comunista é sinônimo de luta pelo robustecimento da ditadura proletária"
    Assim foi na China, na Rússia, na Coreia do Norte e onde quer que a fé marxista tenha chegado. Ela não tolerará o cristianismo, senão o suficiente para conquistar a hegemonia. Depois que a pena marxista apossar-se da espada, então essa espada se voltará contra qualquer pena que não reze conforme sua cartilha.
    Os ataques aos valores cristãos em nosso país não são fruto de um acidente de percurso. É apenas o velho ódio marxista ao cristianismo, manifestando-se no terreno das ideias e das discussões, e avançando no terreno da legislação e do discurso. O próximo passo pode ser a violência física simples e pura. Os métodos podem ter mudado, mas sua natureza é a mesma e, portanto, as conseqüências serão as mesmas.
    Se os cristãos não fizerem nada, a história se repetirá, pois como alguém já disse, quem não conhece a história tende a repeti-la. E parece que mesmo quem a conhece tende a repeti-la quando foi sendo anestesiado pouco a pouco pelo monóxido de carbono marxista.
    Será que confirmaremos a máxima de Hegel, que afirmou que a "história ensina que não se aprende nada com ela"?

    O Manifesto Comunista é apenas uma síntese do pensamento marxista. Nele é possível conhecer ao menos em resumo o que pensa o socialismo sobre vários assuntos. Por sua síntese o conhecereis. Logo, não podemos esperar daqueles que o consideram uma exposição de verdades qualquer simpatia com o cristianismo. Nele está escrito:
    "Mas o comunismo quer abolir estas verdades eternas, quer abolir a religião e a, moral, em lugar de lhes dar uma nova forma e isso contradiz todo o desenvolvimento histórico anterior."
    Se uma ideologia diz que quer abolir verdades eternas, religião e moral ela está declarando abertamente uma guerra ao cristianismo, porque ele proclama verdades eternas, é uma religião e apresenta um código moral. Nada mais lógico.
    E quando essa ideologia se apossa do Estado e de seus recursos bélicos, com certeza levará esse conflito da esfera do pensamento para esfera da realidade física e social. Em outras palavras, se as ideias do Manifesto se concretizam, o ataque aos cristãos é inevitável.
    Seria bom se isso fosse apenas uma especulação. No entanto, isto é história. Passada e presente.
    A rejeição de qualquer tipo de religião pelo marxismo é uma necessidade de sua própria natureza. Como definiu James W. Sire em O Universo ao lado, o marxismo é o naturalismo na prática, uma visão do mundo sem espaço para Deus ou para qualquer coisa que não seja matéria. Se o cristianismo está certo, então o marxismo está errado e isso, segundo os seguidores de Marx, seria inconcebível.
    "Posso entender", escreveu um pastor que passou anos sendo torturado por sua fé, "Posso entender que os comunistas prendam padres e pastores como contra-revolucionários. Mas por que os padres foram forçados a dizer a missa sobre excrementos e urina, na prisão romena de Piteshti? Por que cristãos foram torturados para tomarem a comunhão com esses mesmos elementos? Por que a obscena zombaria da religião?" (Era Karl Marx um satanista?, p. 47). Respondo. Porque ele é anticristão em sua essência.
    Marx era ateu muito antes de ser comunista. "Numa só palavra: odeio todos os deuses", escreveu ele em sua tese de doutorado. E fez do ateísmo o fundamento para o seu socialismo. Por isso comunismo tornou-se sinônimo de perseguição religiosa e a morte aos cristãos ainda é uma realidade nos países que conservam a ideologia comunista. Todo esse ódio concreto dos governos ao cristianismo tem como fonte o ódio concreto do próprio Marx. "Para Marx, de qualquer forma, a religião cristã é uma das mais imorais que existe"
    Lênin, que pôs em prática o pensamento marxista dizia que "toda ideia religiosa é uma abominação". E acrescentava:
    A guerra contra quaisquer cristão é para nós lei inabalável. Não cremos em postulados eternos de moral, e haveremos de desmascarar o embuste. A moral comunista é sinônimo da luta pelo robustecimento da ditadura proletária.
    Se a educação foi se tornando cada vez mais antirreligiosa e cada vez mais anticristã, devemos isso, em boa parte, ao marxismo. É quase impossível hoje fazer um curso em uma universidade sem ser inoculado com uma forte dose não de mero ateísmo, mas de um anti teísmo doentio que responsabiliza o cristianismo por todos os males da humanidade.
    Os detentores das cátedras de história, geografia, direito, sociologia, psicologia, filosofia, política e mesmo matérias aparentemente inócuas, fazem ataques constantes aos cristãos. Não admira o grande número de ateus na faixa etária pós faculdade.
    Quer um exemplo de educação marxista antirreligiosa?
    A escola soviética, constituindo instrumento para dar educação comunista às gerações, não pode, por princípio, ter outra atitude em face da religião que a de luta intransigente. A base doutrinal da educação comunista é, com efeito, o marxismo, e ele é inimigo irredutível da religião. O marxismo é materialismo, disse-o Lenin; como tal, impiedoso inimigo da religião, à exemplo dos enciclopedistas do século XVIII ou do materialismo de Feuerbach.
    O anticristianismo marxista não é acidental. Ele é essencial. Não é um desenvolvimento pós Marx. É o próprio Marx despejando seu ódio anticristão sobre os que acreditam em Deus. "Desejo vingar-me Daquele que governa lá em cima", escreveu ele em um de seus poemas da juventude. Como muitos ateus, ele dizia não crer em Deus, mas o odiava por via das dúvidas. E esse ódio foi e continua sendo a causa do sangue cristãos, derramado através do mundo e da história.
    Para abolir as verdades eternas, a religião e a moral, conforme diz o Manifesto Comunista, o comunismo persegue, prende, tortura e mata desde o primeiro momento em que chegou ao poder. Assim foi, é e será. Não podemos como cristãos esperar nada melhor da parte dele.

    O Comunismo é essencialmente ateísta militante: "O homem faz a religião, a religião não faz o homem… A religião é o suspiro da criatura atormentada, o sentimento de um mundo sem coração, como o é o espírito de estados fora do tempo. Ela é o ópio do povo." (Karl Marx, em "Manifesto Comunista").
    "É preciso combater a religião, eis o ABC do comunismo." (Vladimir Lenin, marxista revolucionário russo)
    "Detrás de cada imagem de Cristo só se vê o gesto brutal do capital." (Vladimir Lenin)
    "Deus é uma mentira." (Vladimir Lenin)
    "O homem que se ocupa em louvar a Deus se suja na sua própria saliva." (Vladimir Lenin)
    "Deus é o inimigo pessoal da sociedade comunista." (Vladimir Lenin, carta a Gorki)
    "Nós odiamos o cristianismo e os cristãos." (Anatoly Lunatcharsky, marxista revolucionário russo)
    "Nosso programa inclui necessariamente a propaganda do ateísmo" (Vladimir Lenin)
    "Um marxista deve ser um materialista, ou seja, um inimigo da religião, mas numa dialética materialista, ou seja, uma que trata da luta contra a religião não de uma forma abstrata, […] mas de uma forma concreta, com base na luta de classes que se está a se passar na prática e na educação das massas de uma forma melhor e maior do que qualquer outra coisa poderia fazer." (Vladimir Lenin)
    Richard Wurmbrand, pastor cristão torturado em prisões comunistas por razão de sua fé, afirma:
    "A crueldade do ateísmo é difícil de aceitar para quem não crê na recompensa do bem ou na punição do mal. Não há razão para sermos humanos. Não há impedimento para a profundidade do mal no ser humano. Os torturadores comunistas diziam muitas vezes: 'Deus não existe, não existe além, não existe punição para o mal. Podemos fazer o que quisermos'. Ouvi um torturador chegar a dizer: 'Agradeço a Deus, em quem não creio, por poder viver até essa hora em que posso expressar todo o mal que há em meu coração' Ele expressava isso com brutalidade e tortura inacreditáveis infligidas aos prisioneiros."
    "A União Soviética foi o primeiro estado a ter como objetivo ideológico a eliminação da religião. Para alcançar esse fim, o regime comunista confiscou propriedades da Igreja, ridicularizou a religião, prendeu fiéis, e propagandeou o ateísmo nas escolas… O principal alvo da campanha anti-religiosa nos anos 1920 e 1930 era a Igreja Ortodoxa Russa, que tinha o maior número de fiéis. Quase todo o seu clero, e muitos de seus fiéis, foram enviados para campos de concentração… Por volta de 1939, cerca de 500 das 50 mil igrejas permaneciam abertas" (Anti-Religious Campaigns).
    "Por quase 70 anos o Partido Comunista tentou erradicar o cristianismo da Rússia. Lavagem cerebral, propaganda, infiltração na Igreja, prisões, torturas, campos de concentração e execuções falharam em destruir a fé do povo em Deus… Durante os anos 1980, 224 milhões de cristãos viviam sob severa perseguição estatal, com outros 70 milhões vivendo em igrejas 'undeground'" (Communist Liberation: Myth & Reality).
    "De acordo com nossas investigações com a House Church Christians, até agora existem 23,686 pessoas que foram presas por atividades religiosas, 4,014 pessoas sentenciadas a reeducação, 129 pessoas mortas, 208 mutiladas, 997 sob vigilância…."
    "Foi coletada evidência sobre 100 métodos de torturas aplicados sobre praticantes da Falun Gong nos campos de trabalho forçado da China, nos centros de detenção, nos hospitais de saúde mental. O objetivo é erradicar a Falun Gong coagindo seus praticantes a abandonarem sua fé ou fisicamente eliminando-os caso se recusem…"
    "Os cambojanos foram assassinados sob o regime do Khmer Vermelho de Pol Pot. As vítimas incluem 10 mil dos 12 mil cristãs, que morreram nos "campos de morte" de Pol Pot na segunda metade dos anos 1970."

    "[…] Antonio Gramsci e Georg Lukács concluíram que teria sido a cultura ocidental que "alienara os proletários e os prevenia de lutarem contra os interesses das outras classes". A Rússia não era "ocidental" o suficiente e, na conclusão deles, por isso a revolução tinha dado certo lá.
    A cultura ocidental é sustentada em 3 colunas: o direito romano, a filosofia grega e a moral judaico-cristã.
    Para implantar o socialismo no Ocidente, eles concluíram que era preciso acabar com a moral judaico-cristã. Por isso é que o novo marxismo, o marxismo cultural, tem como objetivo destruir a moral judaico-cristã. [+][…]"
    O moralismo judaico-cristão é ensinado e perpetuado principalmente através do Cristianismo. É por causa disto que esta é a religião mais atacada, e não é mera coincidência que seja o foco da crítica de todos os ateus militantes modernos.
    Critique os valores do Cristianismo, difame a Bíblia, ridicularize os cristãos, divulgue as idéias ateístas anti-teístas, milite em favor desta causa, e você estará ajudando a destruir a prosperidade alcançada pelos dois milênios da civilização ocidental. Você estará ajudando o Comunismo. Você será cúmplice moral de perseguições, de intolerância e de massacre de milhões de cristãos. Você estará praticando o mal. Eu já cometi todos esses erros e me envergonho disso.
    "Sejam quais forem as causas pelas quais os regimes ateístas fizeram o que eles fizeram, o fato indisputável é que todas as religiões do mundo colocadas juntas não provocaram em três mil anos nada próximo do número de pessoas mortas em nome do ateísmo nas poucas décadas passadas. É hora de abandonar o mantra ingênuo e repetido de que a crença religiosa têm sido a fonte principal do conflito e da violência humanas. O ateísmo, e não a religião, é responsável pelos piores assassinatos em massa da História." (Dinesh D'Souza)
  • Emerson Luis  24/11/2016 12:29

    Mesmi, suspeito que você esteja trollando, mas vou responder só um ponto sem entrar no mérito das crenças (ou descrenças) religiosas:

    Jesus, os apóstolos e os primeiríssimos cristãos eram judeus, incluindo prosélitos. A diferença dos demais judeus é que eles afirmavam que o Messias já tinha vindo.

    Nos séculos II e III o cristianismo gradualmente se dividiu em vertentes e se desviou cada vez mais, misturando seus ensinos com a filosofia platônica e com práticas e crenças pagãs. E o Império terminou de deturpar o "cristianismo" quando o estatizou e o impôs a todos.

    Porém, sempre houve cristãos sinceros lutando para compreender e praticar os ensinos originais. E mesmo com toda essa deturpação, os elementos de genuíno cristianismo que sobraram foram suficientes para fazer do Ocidente a melhor (ou menos pior) civilização que já existiu dentro do humanamente possível.

    Não vou analisar o restante do seu comentário por falta de tempo.

    PS: Queria entender a relação do seu comentário com o artigo, fiquei boiando.

    * * *
  • Bruno Feliciano  21/11/2016 14:56
    Pessoal, gostaria de uma ajudinha de vocês se possível;

    Eu tenho um trabalho sobre direito trabalhista e preciso dos melhores artigos do Mises sobre a legislação trabalhista.
    Gostaria que vocês escolhessem os melhores artigos que tenham argumentos técnico-jurídicos.
    O trabalho é uma dissertação de reflexão sobre determinado tema da legislação trabalhista, e a professora abriu espaço para críticas, incluindo tal requisito:

    ''NÃO serão CONSIDERADAS respostas copiadas, conceitos e argumentos PRÉ-DEFINIDOS sem os questionamentos exigidos no enunciado;
    Os ARGUMENTOS deverão ter fundamentos técnico-jurídicos e NÃO simples opinião baseada no SENSO COMUM;
    A NOTA será atribuída com base nos QUESTIONAMENTOS realizados e nos FUNDAMENTOS técnico-jurídicos apresentados em relação ao direito do trabalho'''

    Bem, eu sempre sou um ferrenho crítico dessa matéria na turma, não deixo nenhuma asneira passar. Portanto, a professora ira analisar minha prova com mais atenção, exigindo um linguajar mais técnico...

    Ficarei muito agradecido caso vocês possam me dar essa força, só preciso que vocês escolham determinados artigos que se enquadram melhor no trabalho.


    Grande Abraço!
  • JOSE F F OLIVEIRA [Dede de Tony Oliveira]  21/11/2016 17:30
    A/C do Leitor " BRUNO FELICIANO " - Indico o Membro Efetivo do MISES-BRASIL e Autoridade em "DIREITO TRABALHO" [https://www.facebook.com/rodrigosaraivamarinho?fref=ts].
  • Bruno Feliciano  21/11/2016 18:41
    Grande Rodrigo Saraiva!

    Não sabia que ele era membro do IMB, admiro muito o Rodrigo e me serve ate como um exemplo a ser seguido, me identifico muito!

    Obrigado e Abraços!
  • Lucas silva  21/11/2016 15:29
    Por que abrir as fronteiras para os muçulmanos é algo ruim? Essa não é uma política de esquerda que deveríamos considerar positiva? Já que os muçulmanos so vão para os países desenvolvidos porque querem melhorar a qualidade de vida.
  • Libertário Realista   21/11/2016 16:32
    Sim, querem melhorar de vida recorrendo ao assistencialismo oferecido pelos governos ocidentais às custas dos pagadores de impostos.

    Eis a maneira certa de se fazer imigração:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2183

    E eis como está ocorrendo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2224

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2207

    [lnk]www.mises.org.br/Article.aspx?id=2456[/link]
  • Gabriel  21/11/2016 17:14
    Exatamente, o problema não é por si só eles irem para esses países, o problema é todo o assistencialismo estatal que terá de ser dado também para eles.

    Outro problema também são leis trabalhistas e regulações estatais que impedem que essa mão de obra seja contratada, pois ninguém irá pagar os valores pagos a um trabalhador Alemão (que tende a ter uma instrução muito maior) para um trabalhador Sírio (que tente a ter uma instrução muito menor).
  • Lucas silva  21/11/2016 21:21
    As pessoas imigram também para fugir de algo que elas consideram ruim, causado pelo Estado eu sei, mas eu imagino que embora o Estado forneça sim incentivos,mas não é menos libertário que o Estado impeça essas pessoas de entrarem no país? Tipo assim como o nativo não tem culpa da interferência do Estado, o refugiado também não, o Estado também não quer que milhares de estrangeiros pressionem o sistema de bem- estar, que eu imagino não funcionar também até nos países desenvolvidos, se a esquerda quisesse que o nível de imigração estivesse como está agora então não haveria imigrantes ilegais.
    Tipo se o fato do Estado tornar um país mais receptivo para a imigração for motivo suficiente para restringir a imigração, então o fato de o Estado brasileiro regular pesadamente as nossas relações de trabalho, as empresas, cobrar altíssimos impostos em geral, isso também seria motivo o suficiente para que se tornasse justo que o Estado passasse a proteger as empresas nacionais restringindo a competição de produtos nacionais com produtos estrangeiros. Tipo você estaria usando uma intervenção do Estado para defender mais intervenção.
  • Andre  21/11/2016 16:41
    Muçulmanos não se integram à sociedade e o grosso deles irá apenas se pendurar no assistencialismo dos países:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2207

    É cultural mas não religioso, as imigrações sírias e libanesas são muito prósperas em todo o mundo, e também há o componente de radicalismo e pouca afeição à democracia, que assusta os conservadores, só há 3 "democracias" no Oriente médio, e mesmo assim os muçulmanos votam nos radicais, nos países com ditadores moderados os EUA vão lá implantar democracia para os cidadãos votarem nos radicais. O Trump vai colocar um esparadrapo para curar uma perna quebrada.
  • Anderson   21/11/2016 17:18
    Sem contar que, no momento, a imigração é ruim para a mão de obra local, a qual tem sua oferta reduzida porque os imigrantes se sujeitam a receber bem menos que os cidadãos. Claro, há, em muitos países europeus, exigências para salário mínimo (por hora), mas é fato que a chegada de mais pessoas fará com que algumas outras sejam deslocadas, e isso é ruim para o povo local.

    Sei que muitos argumentarão o contrário, dirão que a imigração de baixa qualidade é boa porque "ela supre a não oferta dos cidadãos locais", que os nativos não querem certos empregos. Ok, entendo. Mas, num cenário de crise econômica, muitos nativos ficam, também, sem vagas de trabalho. Jogar mais gente ao país não os ajudará...

    Sem contar o fator segurança, já que serão adicionadas pessoas de culturas diferentes (para não dizer autoritárias) e de regiões problemáticas, o risco de pôr o país numa situação de falta de segurança é enorme.
  • Síndico  21/11/2016 18:07
    Caro Lucas, digamos que você more num condomínio (para o exemplo, esqueça o condomínio como uma propriedade privada, pq os países não são assim) com 100 apartamentos, piscina, academia, vagas de garagem, churrasqueira e tudo mais. Destes 100 apartamentos, 70 estão habitados, o que gera um condomínio de 500 merréis por mês para cada unidade habitada. De repente, chegam outras 20 famílias para ocupar 20 dos 30 apartamentos desabitados. Toda estrutura já está lá, para uso de todos, mas agora os gastos serão divididos por 90, ao invés de 70 (ou seja, os 500 por mês tendem a cair para menos de 400). Parece ótimo, não?

    O problema: estes 20 não pagam o condomínio, mas usam toda a estrutura (na verdade, usam até mais do que os 70 moradores originais), o que aumenta os gastos de manutenção. Piscina entupida, aparelhos da academia desgastados, elevadores constantemente parados para manutenção. Os 35mil por mês (70x500) não cobrem mais esta despesa, e é necessário um adicional de 10mil por mês para manter o condomínio funcionando, ou seja, elevar o valor cobrado por unidade. Como os 20 novatos não pagam, os 70 vão pagar mais de 640 por mês, e provavelmente vão utilizar ainda menos a estrutura.

    Os 70 têm aí duas soluções: 1) expulsar os 20 novatos e proibir que outros semelhantes venham para o condomínio ou 2) aceitá-los desta maneira, aceitar a piora na qualidade de vida e ainda pagar mais caro por isso.

    Essa é a parte econômica do problema.


    A outra parte é a cultural.

    Digamos que, quando eram apenas os 70, o condomínio era habitado por pessoas com hábitos e costumes semelhantes. Alguns mais reservados, outros expansivos, mas não havia barulho excessivo, havia respeito pelas vagas demarcadas na garagem, o horário da piscina era respeitado e por aí vai. Após a chegada dos novos moradores, o condomínio passou por uma revolução. As vagas viram uma bagunça, qualquer visitante entra e estaciona em qualquer lugar; som alto na madrugada surge em diversos casos, vindo sempre dos 20 novos moradores; você tenta fazer um churrasco para seus amigos e o evento é interrompido com agressividade pelos novos moradores, que acham esse hábito abominável; você tenta protestar e é taxado de xenófobo, racista e intolerante - provavelmente terá que responder um processo e pode ir preso por isso.

    Me diga, somados os efeitos econômicos e culturais, para quem foi bom "abrir as fronteiras" para os novos 20 moradores?
  • anônimo  21/11/2016 18:23
    o problema é que ninguém tem o direito de entrar na propriedade alheia sem ser convidado.

    https://mises.org/library/open-borders-are-assault-private-property
  • JP  21/11/2016 15:33
    Não me admiraria se Trump, caso faça isto que está no artigo acima, fosse assassinado. Se os globalistas promovem guerras matando milhares de seres humanos, apenas uma pessoa a mais ou a menos para eles não faz diferença alguma.
  • Andre  21/11/2016 16:44
    Será que se atrevem? A culpa recairá sobre os liberais, não é como na época do Kennedy, que havia a URSS para jogar a conta.
  • Compartilhador  21/11/2016 15:49
    "Nós somos socialistas, somos inimigos do sistema capitalista atual por sua exploração dos economicamente fracos, com seus salários injustos, com sua perversa avaliação do ser humano de acordo com sua riqueza e propriedade ao invés de sua responsabilidade e desempenho, e nós estamos determinados a destruir esse sistema de qualquer maneira."

    (Adolf Hitler, 1º de maio de 1927 em um discurso no Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães)
  • FL  21/11/2016 17:30
    Essa frase não foi do Hitler, e sim do Gregor Strasser, um dos fundadores do partido nazista, em um texto de 1926. (não faz do Hitler menos socialista, mas a frase não é dele)

    https://en.wikiquote.org/wiki/Gregor_Strasser

    www.yamaguchy.com/library/nsdap/spirit.htm
  • Marcelo Vasconcelos  21/11/2016 20:10
    FL,

    Equívoco seu. A frase é de Hitler, mas Gregor Strasser seguiu a mesma linha de raciocínio.:
    "Somos socialistas, inimigos do atual sistema econômico capitalista de exploração dos economicamente frágeis, com seus salários injustos, com sua avaliação indecorosa do ser humano segundo a riqueza e a propriedade, em vez da responsabilidade e desempenho, e estamos determinados a destruir esse sistema, sob qualquer condição." Adolf Hitler, 1927.

    "Somos inimigos mortais do sistema econômico capitalista de hoje em dia, com sua exploração dos economicamente fracos, seu sistema injusto de salários, sua maneira imoral de julgar o valor dos seres humanos em termos de suas riquezas e de seu dinheiro." Gregor Strasser, ideólogo nazista.

    Não confie na Wikipédia, meu caro.
  • FL  22/11/2016 12:38
    Caro Marcelo, você por acaso abriu o outro link?

    Por favor, pesquise "Thoughts about the Tasks of the Future" e veja se essa frase creditada ao Hitler não está literalmente lá, no livro de 1926. Como pode o Strasser ter "seguido o mesmo raciocínio", se ele escreveu isso antes?. Me mande alguma referência minimamente confiável para a sua afirmação antes de descreditar algo por estar no wikipedia (e ignorar o outro link).


    Página 89:
    https://books.google.com.br/books?id=fG_oAAAAIAAJ&pg=PA87&lpg=PA87&dq=Thoughts+about+the+Tasks+of+the+Future&source=bl&ots=SwsAVNafIM&sig=C_KHJZvcgHeXRgKLbW-wx4x8HNE&hl=en&sa=X&ved=0ahUKEwi_kt6Rr7zQAhVLlFQKHVjVB_0Q6AEIKDAC#v=onepage&q=Thoughts%20about%20the%20Tasks%20of%20the%20Future&f=false
  • Marcelo Vasconcelos  22/11/2016 14:44
    Meu caro,

    A citação decorre do livro "Adolf Hitler: The Definitive Biography, 1976", de John Toland. Ele cita essa fala como sendo de um discurso de Hilter. Obviamente Hitler pode ter utilizado a fala de Strasser, ao menos como inspiração, tendo em vista que o Partido Nazista adotava exatamente este pensamento.

    De qualquer forma não faz diferença. Não só o Partido Nazista adotou essa linha de raciocínio, mas todos os esquerdistas adotam esse tipo de pensamento com maior ou menor ênfase.

    Eles abominam o capitalismo, mas seus líderes não deixam de lado as benesses do capital. Na verdade, não existe povo mais capitalista do que os esquerdistas.

  • FL  22/11/2016 17:29
    Caro Marcelo, estamos concordando na essência, meu ponto é apenas para não cairmos na "Godwin's law". Não é preciso ressucitar Hitler para abominar o socialismo. Abraço!
  • Republica de Curitiba  21/11/2016 15:53
    Srs.,

    Gostaria de acessar alguns artigos desse brilhante site a respeito da Maioridade.
    Entretanto, buscando pelos termos "maioridade", "maioridade penal", "crianças" e "menores de idade" não encontrei nada correlacionado ao assunto.

    Obrigado!
  • Andre  21/11/2016 16:09
    Quais bolhas econômicas estourariam com um leve aumento dos juros dos EUA?
  • Gabriel  21/11/2016 17:17
    Acho que não há muitas dúvidas que a maior bolha da história é a bolha dos títulos soberanos, causada em decorrência dessa atuação absurda dos Bancos Centrais comprando esses títulos a torto e a direito.

    Agora quando isso vai estourar já é a pergunta de 1 bilhão de dólares, quem souber a resposta é só esperar pacientemente que quando a hora chegar nunca mais irá precisar trabalhar pelo resto da vida.
  • Economista da UNICAMP  21/11/2016 17:05
    Os ortodoxos devem muitas explicações sobre essa crise do Euro...

    Em 2014 foi feito um brutal ajuste fiscal na Grécia, com um alto custo social devido a austeridade desnecessária e a crise está longe de ser equacionada --não me surpreende, pois os economistas ortodoxos têm um pensamento muito limitado e para eles qualquer ajuste deve conter austeridade nas contas públicas e na taxa de juros, grande bobagem. Mal sabem os ortodoxos que o problema passa bem longe de um simples ajuste fiscal --pois caso fosse, a situação dos PIIGS estaria bem encaminhada--, o problema está justamente aonde os ortodoxos mais temem e evitam falar sobre: o câmbio.

    A crise na Europa nada mais é do que uma crise de balanço de pagamentos causada pela crença ortodoxa no crescimento com poupança externa. Não a toa, o único país que apresentou superávits comercias nesses últimos anos foi o único que passou relativamente incólume a essa crise, ao passo que Grécia, Portugal e Espanha apresentaram vultosos déficits comerciais acompanhados do aumento de salários, por isso o desemprego elevado e o endividamento das empresas nada mais é do que uma dolorosa correção. Logo, fica ululante a necessidade de uma desvalorização cambial.

    Os países da América do Sul já passaram por isso nos anos 80 e no início do século corrente e corretamente desvalorizaram suas respectivas moedas. Porém, devido unificação monetária na Europa, os PIIGS têm que pagar pelos efeitos nefastos de uma moeda valorizada.
  • Wesley  21/11/2016 23:04
    O que seria ortodoxo? Essa crise foi causada pelos planejadores centrais europeus, que acreditam que podem manipular toda a economia a seu bel prazer. Se isso é ortodoxo, então os ortodoxos não se diferem muito dos economistas da Unicamp. Além do mais, os países da zona do euro estão extremamente endividados. Onde está a austeridade? Se estão endividados é porque gastam mais do que arrecadam. Não existe mágica. Os países europeus estão comprometendo o futuro das próximas gerações que terão que pagar a conta.
    Não existe mágica. O governo não produz nada, tudo que ele gasta ele têm que tirar de alguém. Isso daí não é pensamento ortodoxo ou neoliberal. Isso daí é o que Freud chama de princípio de realidade. Você não pode revogar a realidade ou as leis da física.
    Qual é a solução para os economistas da Unicamp? Imprimir dinheiro e voltar a hiperinflação? Você disse que nos anos 80 os países da américa do sul fizeram desvalorização cambial com hiperinflação e que foi ótimo. Pergunte a um cidadão sul americano se ele achou a década de 80 economicamente boa. Acho difícil eles acharem isso.
  • Magno  21/11/2016 23:47
    Embora o Economista da Unicamp seja especialista em zoar aquele discurso repleto de chavões da esquerda, vale aproveitar a oportunidade para ressaltar alguns pontos sobre a "austeridade" grega.

    Primeiro, o governo grego saiu aumentando impostos sobre tudo. Aumentar impostos não é exatamente uma maneira de estimular o crescimento econômico.

    Uma "austeridade" genuína significa cortar gastos do governo, e não aumentar impostos. Se você eleva as suas receitas você pode dizer que está praticando "austeridade"?

    A austeridade tem de ser para o governo. Na Grécia, no entanto, foi aplicada ao setor privado, que é quem está arcando com o aumento de impostos.

    Ademais, todo o aparato burocrático e regulatório se manteve intacto, impedindo a livre iniciativa e a geração de riqueza

    A maior fatia do "corte de gastos" do governo grego ocorreu exatamente nos juros que ele paga à troika, os quais foram reduzidos em 50%.

    Ou seja, aumento de impostos e aparato burocrático e regulatório intacto. Como isso poderia estimular o crescimento econômico?

    Os maiores descalabros gregos que servem de lição ao mundo - e por que não lamentar a situação

    A verdadeira tragédia grega foi o seu gasto público

    O sonho do governo grego: espoliar permanentemente os pagadores de impostos da União Europeia

    Populações de mentalidade anticapitalista têm mais dificuldades para sair de crises
  • Gabriel  21/11/2016 17:07
    Mais um ótimo texto, mas eu acho que na verdade a sustentação (ou não) do Euro tem um nome bem especifico, "Alemanha".

    Se por qualquer motivo que for a Alemanha apenas pensar em sair do Euro a unidade monetária simplesmente entra em colapso, porém enquanto a defensora das agendas progressistas e pró-esquerda Angela Merkel continuar a frente do Governo Alemão eu acho dificil que isso ocorra.

    Na minha visão o bastião da esquerda europeia (e via de consequência da União Europeia e do Euro) hoje, por mais incrível que pareça, é a Alemanha. Se aparecer um Trump por lá haverá a implosão do Euro e da União Européia.
  • Gabriel  21/11/2016 17:07
    Mais um ótimo texto, mas eu acho que na verdade a sustentação (ou não) do Euro tem um nome bem especifico, "Alemanha".

    Se por qualquer motivo que for a Alemanha apenas pensar em sair do Euro a unidade monetária simplesmente entra em colapso, porém enquanto a defensora das agendas progressistas e pró-esquerda Angela Merkel continuar a frente do Governo Alemão eu acho dificil que isso ocorra.

    Na minha visão o bastião da esquerda europeia (e via de consequência da União Europeia e do Euro) hoje, por mais incrível que pareça, é a Alemanha. Se aparecer um Trump por lá haverá a implosão do Euro e da União Européia.
  • JOSE F F OLIVEIRA [Dede de Tony Oliveira]  21/11/2016 17:14
    A CURVA DE LAFFER é uma representação teórica da relação entre o valor arrecadado com um imposto a diferentes Alíquotas. É usada para ilustrar o conceito de "elasticidade da receita taxável". Para se construir a curva, considera-se o valor obtido com as alíquotas de 0% e 100%. É óbvio que uma alíquota de 0% não traz receita tributária, mas a hipótese da curva de Laffer afirma que uma alíquota de 100% também não gerará receita, uma vez que não haverá incentivo para o sujeito passivo da obrigação tributária receber ou conseguir qualquer valor. Se ambas as taxas - 0% e 100% - não geram receitas tributárias, conclui-se que deve existir uma alíquota na qual se atinja o valor máximo. A curva de Laffer é tipicamente representada por um gráfico estilizado em parábola que começa em 0%, eleva-se a um valor máximo em determinada alíquota intermediária, para depois cair novamente a 0 com uma alíquota de 100%.
    Um resultado potencial da curva de Laffer é que aumentar as alíquotas além de certo ponto torna-se improdutivo, à medida que a receita também passa a diminuir.
    Em geral, os economistas tem encontrado pouco apoio para a afirmação de que cortes de impostos aumentam as receitas fiscais, ou mesmo que a maioria dos tributos estaria do "lado errado" da curva de Laffer.[https://youtu.be/XBoqqO5igIQ]
  • Pobre Paulista  21/11/2016 18:49
    A curva de Laffer é uma suposição teórica. Nada garante que ela possua as propriedades de uma parábola, ou seja, que ela é estritamente crescente antes do máximo e estritamente decrescente após o mesmo. Obviamente, é impossível que uma equação matemática - ainda que seja uma equação extremamente complexa - determine a arrecadação do governo em função das alíquotas.

    Não é uma boa idéia usar esse argumento para explicar que o aumento de impostos é ruim, pois causa a impressão que existe uma taxa ótima de imposto. Só que nenhum imposto é bom: os impostos devem ser baixos simplesmente para deixar o dinheiro circulando na economia real, e longe das mãos de burocratas e planejadores. Esse é o argumento correto.
  • Anderson  21/11/2016 22:19
    Lembro bem que esse site disse certa vez que os EUA estariam encurralados caso os juros subissem e teriam que escolher entre recessão pu inflação. O quevai acontecer agora se os juros subirem? E como ficaria o Brasil caso isso acontecesse?
  • Andre  21/11/2016 23:19
    Já escolheram, inflação, mas vamos ver se as leis econômicas não colocarão a recessão antes.
    Brasil se tornará um imenso RJ, com o governo decidindo entre desmontar o pífio estado de bem estar social e agredir fisicamente a moeda.
  • Eduardo  22/11/2016 12:25
    Será que tem como explicar melhor de que forma isso aconteceria? Obrigado
  • Che  22/11/2016 01:22
    Trump pretende aumentar gastos estatais em infraestrutura para gerar empregos e reduzir impostos, ao mesmo tempo que aumenta o protecionismo na economia. Não pode haver fórmula mais bem sucedida rumo a estagflação. Vai proteger a indústria americana esgotando seu poder de inovação e reduzindo produtividade. Crônica de uma catástrofe anunciada.
  • Dedé  22/11/2016 14:03
    Seguinte:

    Neste artigo www.mises.org.br/Article.aspx?id=2213 foi explicado que os EUA estão pagando juros sobre as reservas em excesso depositadas pelos Bancos no FED.
    Com os EUA aumentando os juros o dólar tende a se apreciar, correto?
    Mas se o aumento dos juros aumentar o déficit do governo isso não afetaria negativamente o valor do dólar?
    Um dólar apreciado manteria os juros altos no Brasil, o que pode ser bom ou ruim, dependendo do ponto de vista. Um dólar em queda ajudaria a inflação cair e valorizaria nossos principais produtos de exportação.
  • Emerson Luis  24/11/2016 12:13

    Os europeus criaram uma moeda única sem unificar as políticas fiscais, sem uma Lei de Responsabilidade Fiscal? Impressionante! Lembro de uma entrevista de um euroburocrata que disse que eles procuraram tirar lições da implementação do Plano Real. Deviam ter aprendido com a LRF também. E o pessoal aqui contra a PEC do Teto!

    Com respeito ao Trump, vale lembrar da "bomba relógio" (crise econômica) armada pelo Obama e que vai explodir na próxima gestão.

    * * *


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