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Carta aos progressistas: vocês não temem Trump ou Bolsonaro; vocês temem o poder do estado
Poder este que vocês próprios ajudaram a expandir e consolidar

Caros progressistas: vocês não estão com medo da pessoa de Donald Trump. Trump está neste mundo há 70 anos e, fora um eventual desgosto pela pessoa dele, ninguém jamais sentiu sua vida ameaçada só porque Trump habitava a terra. Ele poderia fazer o que quisesse, e isso não afetava em nada a sua vida. Ele não possuía absolutamente nenhum controle sobre vocês.

Agora, no entanto, vocês o temem. Mas vocês não temem exatamente a pessoa dele, mas sim todo o poder que ele agora usufruirá.

No Brasil, um fenômeno semelhante, embora de proporções ínfimas, já é observado na figura do deputado Jair Bolsonaro. Embora este — ao contrário de Trump — sempre estivesse dentro do aparato estatal, ele também nunca lhe foi grande fonte de preocupação (vocês podem discordar radicalmente das idéias dele, mas nenhuma delas foi implantada sobre sua vida). No entanto, a partir do momento em que ele começou a vislumbrar uma corrida presidencial, vocês perderam o sono. E deveriam.

Mas foram vocês que geraram essa situação.

Nos EUA, os conservadores se sentiram igualmente ameaçados quando Obama foi eleito há oito anos. Mas a preocupação deles envolvia o uso do poder do estado para uma eventual abolição do direito ao porte de armas e para perseguições de cunho religioso. Todos se lembram da histeria em massa, após a eleição de Obama, que elevou os preços das armas e das munições de 200 a 300%. Obama chamou os conservadores de "amargurados apegados", retrógrados que se apegam a armas e religião. Vários outros progressistas os rotularam de teóricos conspiracionistas de extrema-direita.

Vocês se deliciaram a cada vez que Obama dizia que faria de tudo para restringir o direito constitucional dos americanos de ter uma arma. Vocês foram ao delírio todas as vezes em que Obama dizia que o estado garantiria saúde a todos ao obrigar todos os cidadãos a comprarem um plano de saúde — o que serviu apenas para elevar as despesas do cidadão comum com as mensalidades de seus planos de saúde, que encareceram na faixa dos dois dígitos.

Vocês não se preocuparam com a expansão deste poder estatal. Ao contrário: vocês se deliciaram com ele.

Mas agora esse mesmo tipo de poder estatal poderá ser usado contra vocês. E vocês sabem disso. E é isso o que vocês — corretamente — temem. Vocês temem Trump porque sabem que ele agora terá controle sobre vocês. Ele terá o poder de afetar sua vida pessoal e as vidas daqueles que vocês amam. E ele próprio já ameaçou utilizar esse poder de uma maneira que vocês consideram impensável e inaceitável.

Igualmente, os brasileiros de esquerda se deliciaram a cada investida progressista feita pelo governo nos últimos 13 anos. Aclamaram medidas como o kit-gay nas escolas primárias, operações de mudança de sexo pelo SUS, a tentativa de implantar "conselhos populares" (à moda dos soviets), a distribuição de dinheiro de impostos para blogs progressistas, todas as políticas de ação afirmativa e, claro, sem falar em todas as medidas populistas adotadas na economia, amplamente apoiadas por vocês, e que levaram à destruição da mesma.

Agora, uma eventual mudança da pessoa que controlará todo este poderoso aparato lhes trará grandes inquietações. Vocês sabem que, assim como o governo tem o poder de adotar políticas que lhes agradam, este mesmo aparato estatal também tem o poder de adotar políticas que lhes desagradarão e provocarão intermináveis revoltas.

Não importa se esse vasto poderio estatal será manuseado por alguém como Bolsonaro (seu maior temor do momento) ou por algum outro "direitista": o fato é que, em algum momento, alguém que vocês desprezam irá controlá-lo. E ele poderá ser utilizado contra vocês.

O que nos leva à primeira lição básica: jamais endossem um poder estatal que vocês não gostariam de ver sendo controlado pelo seu pior inimigo. Nos EUA, os progressistas, em breve, aprenderão esta dolorosa lição.

Um convite

Pois é, parece que todos adoram um ditador benevolente. Ou até mesmo um brutal. Desde que a fúria dele esteja apontada na outra direção. Igualmente, todos amam ver o aprofundamento de sua agenda, desde que as partes não tão legais estejam apontadas para a outra direção. Aceitamos rapidamente abrir mão de nossas liberdades em troca da promessa de que nossos líderes amados irão esmagar a nossa diabólica oposição.

Porém, sempre vale repetir: todo o poder utilizado para controlar nossos inimigos sociais e políticos também pode ser utilizado para nos controlar.

Vocês progressistas adoram quando um líder iluminado recorre a medidas provisórias para avançar uma agenda esquerdista, contornando todo o Congresso e todo o sistema de freios e contrapesos. E também adoram rotular os oponentes, dizendo que eles são "reacionários" que "impedem o progresso" e que não querem que um "governo do povo" faça mais pelo povo.

Vocês, em suma, adoram quando o estado impõe medidas intervencionistas que são de sua total aprovação.

Mas vocês se esquecem de que este mesmo poder sempre poderá cair nas mãos de um indivíduo que irá utilizá-lo para perseguir vocês. Tal possibilidade é de real concretização nos EUA. E poderá ocorrer também no Brasil. Sim, deve estar sendo apavorante. As liberdades de que vocês abriram mão em troca de segurança e os poderes que ajudaram a entregar ao governo podem nunca mais voltar.

Quem aceita abrir mão de suas liberdades individuais em troca das promessas de um governo benevolente entrará em desespero tão logo esse governo cair em mãos de alguém que vocês consideram tirânico e ditatorial.

Mas, e se o governo não tivesse nenhum poder sob sua vida pessoal? E se Trump ou Bolsonaro se limitassem apenas a fazer "ameaças" (sob o ponto de vista seus), sem no entanto ter qualquer meio para agir de acordo com seus desejos "maldosos"? Em suma, e se nossos políticos jamais tivessem o poder de nos tolher em nossas liberdades civis e econômicas?

É exatamente isso o que defendemos nós, os libertários. Foi exatamente para evitar esse tipo de totalitarismo que nós nos opomos veementemente ao governo quando vocês estavam no poder e o expandiam continuamente sobre todas as áreas. Sabíamos o que estava sendo criado. E vocês agora também saberão.

Que tal vocês agora finalmente começarem também a se opor ao estado, ajudando a limitar seu tamanho e o poder de seus ocupantes?

Nós libertários acreditamos que o governo não tem o direito de 1) dizer o que você pode ou não pode comprar; 2) estipular um pedágio que você deve pagar ao comprar produtos estrangeiros; 3) confiscar uma fatia da sua renda, não importa qual seja o destino dela; 4) fechar uma parte do mercado para suas empresas favoritas; 5) subsidiar pessoas ou empresas; 6) determinar com quem você pode se casar; 7) determinar com quem você pode se relacionar comercialmente; 8) especificar em quais áreas da economia você pode ou não empreender.

Nossa filosofia é simples e justa: não agredimos pessoas inocentes, não confiscamos sua propriedade honestamente adquirida e não impomos nenhum estilo de vida. E também não aceitamos que um determinado estilo de vida — seja ele alternativo ou progressista — seja imposto a nós como sendo um novo normal. Acreditamos que ninguém deve roubar nada de ninguém, por mais "belas e justas" que sejam suas intenções redistributivas.

Sob esse arranjo, o governo — caso ele sequer existisse — seria comandado por um presidente tão restringido, que nem sequer seria importante saber quem ele é. Viveríamos em uma sociedade livre que não é controlada por ninguém, exceto por seus membros em suas qualidades de cidadãos, pais, trabalhadores e empreendedores.

Seria uma sociedade na qual as pessoas deveriam governar a si mesmas e planejar sua própria economia, e não tê-la planejada por burocratas em uma capital distante.  O presidente nunca se interessaria pelo bem-estar do povo porque o governo federal não teria voz nesse assunto. Isso seria deixado para as próprias comunidades decidirem.

O resultado das eleições seria altamente irrelevante porque a sociedade é regida por leis e não por homens. Não tememos o governo porque ele não nos tira nada, não nos dá nada, e nos deixa em paz para moldarmos nossas vidas, comunidades e futuros.

Para nós, o único governo bom é aquele que não existe.  O segundo melhor governo é aquele que menos governa.  Como disse Thomas Paine, governo, em seu melhor estado, é um mal necessário e, no seu pior estado, é intolerável. A melhor coisa que qualquer governo poderia fazer seria simplesmente nos deixar em paz.

Essa filosofia é chamada de liberalismo clássico. 

Funcionaria nos dias de hoje? Pense nas questões litigiosas da sociedade atual. Cada uma certamente envolve uma área que está relacionada com alguma forma de intervenção governamental. Os conflitos atuais giram em torno do desejo de apoderar-se da propriedade de terceiros usando para esse fim o aparato político de coerção que é o estado. A nossa sociedade seria mais pacífica e próspera se tivesse seguido o programa liberal? A pergunta carrega sua própria resposta.

Conclusão

Alegremente aceitamos a companhia de esquerdistas arrependidos por terem estimulado uma expansão estatal e de direitistas que entendem a importância de se ter um estado limitado e não-preocupado em impor valores morais. (Desde quando conservadores genuínos delegam a políticos a tarefa de incutir ética e moral nas famílias?)

Se você acredita nessas idéias, mesmo que apenas em princípio, então já é um começo. Talvez, daqui a algumas décadas, após sucessivos e fracassados governos de esquerda e de direita, podemos criar algum consenso em relação à importância crucial de se limitar os poderes do estado.

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Leia também:

Com o povo se voltando contra suas ideias, os progressistas já começam a condenar a democracia

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Jason Stapleton é hoje uma das principais vozes pró-liberdade do mundo, tendo criado seus próprios serviços educacionais. Criou também seu próprio podcast. Visite seu website.

Lew Rockwell, chairman e CEO do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State

Laurence Vance, acadêmico associado ao Mises Institute, escritor freelancer, professor adjunto de contabilidade da Pensacola Junior College, em Pensacola, Flórida, e autor dos livros Social InsecurityThe War on Drugs is a War on Freedom, King James, His Bible, and Its Translators eWar, Empire, and the Military: Essays on the Follies of War and U.S. Foreign Policy

Leandro Roque é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.


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Diversos Autores

  • Fábio  14/11/2016 14:21
    Não há com existir um país sem sequer uma pequena participação governo.
  • Ailton  14/11/2016 15:13
    Então sua lógica é: Sem Estado = Sem Civilização, logo a civilização só surge após o "surgimento" do Estado.
    Deve tá certo mesmo, em alguma realidade alternativa mas deve tá.
  • Fábio  14/11/2016 15:47
    Não meu caro, quem está vivendo em outro realidade é você. Achar que podemos viver em grande harmonia.
  • Almeida  14/11/2016 15:57
    Não se trata de harmonia. Nunca se tratou de harmonia. Trata-se, isso sim, apenas e tão-somente de um não mandar no outro, de um não roubar o outro, de um não parasitar o outro.

    Veja bem.

    Atualmente, existem duas maneiras de roubar alguém: Ou você ataca diretamente o indivíduo e arrebata suas posses ou você utiliza o governo para fazer isso.

    A primeira maneira é considerada ilegal. Já a segunda, por alguma distorção moral, não apenas é tida como perfeitamente válida, como também passou a representar o ápice da moralidade.

    Há três maneiras na qual uma sociedade pode ser organizada:

    1) Todo mundo rouba todo mundo;
    2) Algumas pessoas roubam outras pessoas;
    3) Ninguém rouba ninguém.

    Hoje, a opção 2 é tida como a ideal, como o supra-sumo da ética, a única maneira na qual os seres humanos podem interagir entre si.

    Já os defensores da opção 3 são tidos como extremistas malucos e ridículos.

    Certo?
  • Fábio  14/11/2016 16:39
    Então, em um mundo libertário ninguém rouba ninguém? Isso seria um ápice da economia de mercado, onde não ocorreram falhas de mercado, e uma economia de mercado se julga com uma pequena interferência do governo em questões básicas. Não sou a favor de uma extinção do governo, apenas numa interferência muito pequena.
  • saoPaulo  14/11/2016 18:33
    Então, em um mundo libertário ninguém rouba ninguém?
    Claro que não, pare de distorcer as coisas.
    Em um mundo libertário, ladrões serão condenados e as vítimas ressarcidas.
    O que o Almeida quis dizer é que nenhum tipo de roubo terá amparo legal, diferentemente da atualidade, onde o governo rouba mais de 40% do que você produz e você ainda bate palmas...
    Teu argumento se resume a isto: "estupros nunca serão 100% extintos, isto é fantasia, portanto devemos legalizar o estupro em alguns casos e, assim, diminuirmos a quantidade total de estupros na sociedade!" Faz algum sentido? Pois é...
  • Gabriel  14/11/2016 16:41
    Anarquismo é utópico meu caro.
  • Rennan Alves  14/11/2016 18:52
    Então seja bem vindo ao planeta terra, onde os países se relacionam "anarquicamente" sem a presença de um governo mundial.
  • Rodrigo Amado  14/11/2016 22:22
    "Então seja bem vindo ao planeta terra, onde os países se relacionam "anarquicamente" sem a presença de um governo mundial.".

    Eu não acho que tal coisa irá durar para sempre.
    No início da humanidade o mundo era libertário, afinal de contas, não tinham inventado governos ainda.
    A medida que a quantidade de pessoas foi aumentando e elas foram se aglomerando em comunidades muito grandes elas inventaram esse negócio de ESTADO.
    E acredito que chegará o dia em que haverá um governo mundial sim.
    Me parece ser apenas uma questão de tempo.

    Mas não se preocupem, acho que ainda vai levar alguns séculos.
  • saoPaulo  14/11/2016 19:04
    Anarquismo é utópico meu caro.
    Definição de anarquismo: filosofia política que advoca uma sociedade auto-regulada baseada em instituições voluntárias, sem um controle central imposto por coerção.
    Não sei quanto a você, mas nenhum burocrata me forçou a ficar com a minha mulher, nenhum burocrata determinou onde e quando deveríamos nos conhecer, nenhum burocrata determinou que deveríamos nos apaixonar ou ter filhos. Nossa união é estritamente voluntária, não foi planejada por ninguém, e ninguém nos obriga a continuarmos juntos sob a mira de um revólver. Enfim, nosso relacionamento se estabeleceu de uma maneira natural, anárquica, regulada por séculos e séculos de interações humanas.
    Sinto muito que na sua sociedade até mesmo os relacionamentos pessoais sejam controlados pelo governo! Mas saiba que há sim outras maneiras de se organizar a sociedade. Venha para o ocidente e veja com seus próprios olhos! Te garanto que mudará de opinião.
  • Gabriel Kemp  17/11/2016 13:49
    Só para acrescentar, ''anarquismo'' não é ausência de ordem, mas sim ausência de opressão. Por favor, não confundam isto.
  • Rhyan  15/11/2016 23:34
    Bem utópico, não?

  • Mr. Magoo   14/11/2016 17:42
    Básico:
    oponentes do Estado simplesmente afirmam que um governo civil que se baseia em um monopólio de coerção é ilegítimo. Esta é, obviamente, diferente de afirmar que todos os tipos de governos civis são ilegítimos.
  • Bruno Primiano  14/11/2016 19:32
    Acho que a questão toda não é seguirmos Rothbard ao pé da letra ruma ao anarco-capitalismo, mas Hayek e Tocqueville já deram a visões mais sólidas de um mundo com "menos Estado". O Que mata é essa tendência "Rousseau" que temos quando devíamos ler mais John Locke. Certo dia, vocês devem ter visto pelas redes sociais, perguntavam se a igrejas deveriam pagar impostos. Num primeiro momento pensei que sim, mas depois percebi que estamos fazendo as perguntas erradas, devíamos estar nos perguntando: Por que nós devemos pagar impostos?

    Karl Popper disse certa vez, "se discutimos democracia a partir da pergunta 'quem tem o poder?', já estamos rumo à tirania". Acabar com o Estado é algo bastante improvável a curto prazo, mas como descentralizá-lo é algo que devemos pensar com urgência
  • Rodrigo Campos  17/11/2016 18:30
    Sou entusiasta da filosofia libertária, e entendo que o Estado deve intervir na formação, desenvolvimento e relações humanas em apenas algumas situações excepcionais, a saber, saúde, educação, segurança pública, saneamento básico e administração da justiça.

    Entretanto, até mesmo para o libertário, o Estado deve existir, ainda que minimamente, e sua existência supõe a tributação de seus súditos.

    Partindo da hipótese que tais premissas sejam válidas e verdadeiras, quais as relações humanas devem ser objeto de tributação para assegurar a existência desse Estado mínimo, e, por conseguinte, a liberdade dos respectivos súditos?

    Desde já agradeço os comentários, pois essa dúvida, ainda que ingênua, me persegue!
  • Ruan  17/11/2016 04:19
    É notório que o roubo formal e legalizado, vulgo imposto, assim como a intervenção estatal seja ela qual for, são igualmente abjetas. Meu questionamento é o seguinte:

    -Não só no mundo atual, mas durante a história, governantes eleitos (ou não) ou grupos extremistas invadiram ou invadem outros países por motivos diversos. Que chances teria, por exemplo, uma comunidade (por mais bem armada que fosse) contra um exército armado até os dentes com jatos de caça e submarinos nucleares ? Penso que seria, no mínimo, precavido ter alguma espécie de organização supra comunitária para esse fim (a defesa), o que, portanto, seria uma versão muito parecida ou idêntica a que existe hoje no que tange as Forças Armadas. Essa seria uma necessidade real de qualquer país que se alçasse ao libertarianismo. E se outras necessidades supra comunitárias surgissem, e outras, e outras, e mais outras, como poderíamos fugir de uma centralização de poderes como existe hoje ? Abraços.
  • Fernando M. Figueiredo  17/11/2016 15:40
    Prezado Ruan,

    Acredito que essa seja mais uma questão cultural que efetivamente de necessidade ou não de construir um grande aparato centralizado de defesa que possa ser sequestrado por algum grupo pronto para assumir o poder.

    Pode ser que, na cabeça de algum Gengis Khan da vida, faça sentido devastar uma região inteira, próspera e produtiva como seria uma sociedade libertária, com a finalidade de anexá-la ao seu território. Entretanto, como hoje as pessoas perceberam que é mais vantajoso, do ponto de vista econômico, impingir o máximo de medo na população com o mínimo de prejuízo material possível, segue-se que guerras em que os dois lados tenham interesses políticos e econômicos numa mesma área não devem destruir a região que pretendem anexar ou manter independente. Pensando assim, não faria sentido usar armas de potencial destrutivo em larga escala numa guerra dessas. Provavelmente se partiria pro corpo-a-corpo - e, nesse caso, os habitantes possuem a vantagem de já conhecer a região.

    Entretanto, como eu disse antes, é também uma questão cultural. Se nessa sociedade libertária existe - como deve existir - uma tradição de autodefesa e uso de armas, isso significa que em provavelmente todas as casas da área haveria um combate a ser travado. Em sociedades com um grande aparato centralizado de defesa e sem tradição armamentista, a guerra fica mais centralizada, e tudo que o invasor precisa é subjugar esse aparato pra se apossar da região.

    Assim sendo, acredito que o mais importante não seja se existe ou não um aparato centralizado de defesa - é bom que haja serviços de proteção, operando em regime de concorrência - mas o quanto esta sociedade está disposta a se proteger.
  • Augusto de Carvalho  28/03/2017 15:20
    Todo dia é dia de se ler o Governo milionário: https://goo.gl/okPyxQ
  • Celso Silva  14/11/2016 14:24
    Ah, nada como a escola do sofrimento!!! É ela que proporciona a todos nós os ensinamentos mais profundos.

    Louvemos o atual sofrimento do povo brasileiro - com índice de desemprego imenso, juros estratosféricos, quadrilhas assentadas no poder tudo nos tomando por seus processos "ilegais", profundamente imorais e criminosos, destruindo a educação, saúde, segurança e outras áreas de supremo interesse social - pois sem dúvida é este sofrimento que nos fará acordar, tal como acabou de fazer com os Estados Unidos da América (pelo menos é isso o que imaginamos...).

    Mas, sem acomodações, empenhemo-nos em divulgar o movimento libertário para que num sonhado dia sejamos desligados desse maldito Estado opressor. Que seu fim chegue o mais rapidamente possível!!!
  • Sociólogo da USP  14/11/2016 15:06
    Estou muito assustado com os acontecimentos recentes: Golpe, Brexit, o não ao acordo de paz na Colomibia, Dória, Crivella e agora Trump.

    Começo a duvidar da capacidade de decisões do eleitor médio e da capacidade da democracia direta oferecer um resultado realmente democrático e justo. Acho que está na hora de o mundo parar e se abrir para o debate.

    Será que o eleitor médio está preparado para decidir o futuro de uma nação?

    O eleitor médio, infelizmente, não está preocupado com questões importantes para a sociedade como ideologia de gênero, políticas de ações afirmativas, multiculturalismo, aborto e etc. Ele só pensa em pagar suas contas, botar comida na mesa, trabalhar e tirar férias, ou seja, o eleitor médio é um ser egoísta que abre mão do social para benefício próprio. E diante disso, julgo que não podemos deixar decisões importantes nos dedos de eleitores comuns.

    Sob a iminência da eleição de um Bolsonaro da vida acho interessante convocarmos movimentos independentes como a CUT, o MST, a UNE, LGBT, a UBES para iniciar um debate plural e isento sobre o despreparo do eleitor comum e a necessidade de elaborar uma democracia aberta a referendos que serão representados por líderes de movimentos de cada setor da sociedade(menos os dos banqueiros e dos capitalistas, porque eles não merecem) como o rural, o operário, o estudantil e por aí vai. Só assim nós teríamos uma democracia plena, algo que só Cuba e Venezuela chegam perto atualmente.

    Aos neoliberais, vejam a mais nova pupila da USP. Cheguei a me emocionar.

  • Celso Silva  14/11/2016 15:33
    É exatamente por causa disso - a politização das escolas públicas - que estas devem ser privatizadas imediatamente. E nós, em São Paulo, pagamos impostos para sustentar uma usp (bem pequenininho mesmo...), cuja grande maioria de professores carrega a bandeira vermelha da anarquia comunista!
  • Fábio  14/11/2016 15:55
    Meu caro, sem dinheiro não há como ideologia de gênero, políticas de ações afirmativas, multiculturalismo e aborto, existirem.
    Você acha que as pessoas " abortam" porque ela simplesmente não quer filho, claro que não. Fazem isso porque não tem condições de criar. O problema não está em buscar uma solução para depois de acontecer algo, mas sim para antes de realizar. E estamos vivendo um dos momentos mais marcantes da história, o povo está mostrando que cansou da esquerda, cansou de políticas imediatistas.
  • Trumpista  14/11/2016 15:55
    Sociólogio da USP, quantos pés de trigo o senhor plantou para alimentar os pobres ?

    Revolucionário de IPhone, quantos remédios os senhor produziu para curar os pobres ?

    Progressista da USP, quantos tijolos o senhor assentou para construir casas para os pobres ?

    Filósofo esquisofrênico, quantos ônibus o senhor montou para transportar os pobres ?

    Bolsista da USP, quantos pobres pagaram impostos para você frequentar um curso universitário ?

    Enquanto o senhor está filosofando com maconha na cachola, os pobres estão sofrendo. Vai trabalhar e não reclama ! Vai varrer as favelas ! Vai dar aula de português nas favelas! Vai doar comida nas favelas !

    Faz alguma coisa pelos pobres e pare de atrapalhar quem está trabalhando.
  • 4lex5andro  15/11/2016 20:29
    Universidade do estado atualmente é somente um emissor de diploma e, faz tempo.

    Em muitas áreas e cidades (como em exatas), uma qualificação no ensino técnico (cefet) dá uma melhor base e iniciação no mercado de trabalho do que a maioria dos bacharelados em Uf.
  • saoPaulo  16/11/2016 13:30
    Querer aumentar a inteligência da população aumentando o acesso a faculdades é o mesmo que querer aumentar a altura criando mais cursos de basquete. As pessoas vão para as faculdades porque já são mais inteligentes, não para ficarem mais inteligentes -- de fato, alguns cursos até mesmo emburrecem seus alunos. É idiotice cobrar faculdade de gente sem aptidão para tal. Para a maioria da população, cursos técnicos já está de muito bom tamanho.
    Aliás, a quantidade de baboseiras exigida nos cursos aumenta substancialmente suas durações, sem necessidade. Pra terem ideia, eu 3 semestres de educação física no meu curso de ENGENHARIA! (O que se resumia a jogar futebol durante a aula.)
    Mas como o ensino de base, em geral, é uma porcaria, acaba-se exigindo ensino superior para se garantir um mínimo de preparo. Vide exigência de curso superior em vagas para testadores de produtos eróticos. O único motivo que consigo encontrar para isso é garantir que a pessoa conseguirá entender o manual, o que, aparentemente, é pedir demais para alguém apenas com ensino médio.
  • Ricardo  16/11/2016 20:21
    O triste desse vídeo são 2 coisas
    1) A menina acha que Marxismo é algo revolucionário. Alemanha de Hitler, Rússia de Stálin, China de Mao Tse Tung, Cuba de Fidel, Venezuela de Maduro. Nada disso foi suficiente pra essa gente? Marxismo, Socialismo é a ideologia mais assassina da história da humanidade. Mesmo que eu considere que uma menina como essa desconhece esses fatos históricos também é triste: uma universitária da USP não conhece a história do século XX? E mesma que ela não conecte essa história com os fatos caso os desconheça ela crê em uma igualdade forçada por um governo que teria que ser tirânico para conseguir isso e meritocracia e esforço não deveriam valer nada? Foi assim que milhões foram assassinadas no século XX

    2) Segundo ela Mises e Hayek disseram que o Capitalismo ia trazer igualdade. Hein? Eu acho que eles sempre disseram o contrário e explicaram bem porque essa igualdade não seria boa. Enfim, tá claro que ela não leu Mises e Hayek. O capitalismo não é culpado pela pobreza do mundo, é apenas o que sucedeu o escambo! E se você comparar o que os pobres têm hoje com o que tinham há 100 anos atrás me parece fácil perceber que, apesar dos Governos, o capitalismo tem cada vez mais oferecido bens baratos para cada vez mais pessoas.

    Pra fechar: foi o Capitalismo que permite a ela espalhar essa mensagem dela de forma tão fácil pra tanta gente. Sério que ainda estamos nessa de discutir que o Capitalismo é malvado?
  • Renan Merlin  14/11/2016 18:31
    kkkkk Essa foi boa
  • Mr. Magoo   14/11/2016 21:59
    Aquilo que ela chama de Privatizar As Escolas eu chamo de Homeschooling.
  • Legdf  15/11/2016 00:37
    A moça aí do vídeo tá dizendo que Mises e Hayek diziam que o capitalismo iria ser igualitário.
    Kkkkk
    Primeiro: é mais uma que acha que todo mundo tem que ser igual.
    Segundo: fica aí dizendo lorotas sobre a "direita" política e rotulando todo mundo que é contra o que ela acha que é certo, disso aí que ela define como "direita".
  • stalin captalista  15/11/2016 12:10
    "!ideologia de genero importante" esse frase e um paradoxo pra min
  • stalin captalista  15/11/2016 12:19
    essa jessica so fala bosta e um ótimo vídeo de humor
  • leitorsincero  15/11/2016 23:47
    morro de rir com esses fakes
  • WDA  18/11/2016 13:33
    Huahuahuaha! Esse foi um dos melhores posts do "Sociólogo da USP". O pior é que isso tudo que vc escreveu é EXATAMENTE o que passa na cabeça de um personagem como esse que vc ironiza!
  • Cristiano  24/11/2016 02:30
    Sociólogo da USP , vc é um comediante. Muito bom!!! Essa jessica será a futura presidenta do país.
  • Nando  14/11/2016 15:38
    Acho que esse é um sentimento de revanchismo. Esse negócio de fazer a esquerda sentir na pele a repressão é prazeroso, mas não é bom.

    Nós precisamos entender que a esquerda, e nem o estado, serão extintos nos próximos 100 anos. Por isso, cabe a nós colocar um bloqueio nas coisas que não podem ser mudadas.

    O principal ponto é a igualdade perante as leis. A esquerda está fazendo o diabo com privilégios, bolsas, taxas, mamatas, subsídios, tetas, etc; com o objetivo de aumentar o poder sobre as pessoas.

    Quando as pessoas pagarem as mesmas taxas e receberem os mesmo benefícios, o poder político será reduzido.

    A igualdade perante as leis é a melhor forma de combater a influência e o poder. Se as pessoas não tem privilégios, elas não irão apoiar mais intervenções, expropriações, invasões, etc. A igualdade juridíca vai reduzir o poder do estado e aumentar o respeito ao indivíduo.

    Esse sentimento de falta de justiça está aumentando cada vez mais o poder dos políticos.
  • Moura  14/11/2016 15:51
    "Esse negócio de fazer a esquerda sentir na pele a repressão é prazeroso, mas não é bom."

    Quem está defendendo isso?

    "Nós precisamos entender que a esquerda, e nem o estado, serão extintos nos próximos 100 anos. Por isso, cabe a nós colocar um bloqueio nas coisas que não podem ser mudadas."

    Este é exatamente o tema do artigo.
  • Rodrigo Amado  14/11/2016 16:39
    Até onde eu saiba o Trump não pretende fazer ABSOLUTAMENTE NADA contra os progressistas.
    Assim sendo esse texto não faz absolutamente nenhum sentido.
  • Alfredo Adorado  14/11/2016 17:03
    Os próprios discordam de você. Vide a reação histérica deles, dizendo que o mundo acabou. Será que eles estão chorando a toa?












    P.S.: Trump prometeu, em campanha, indicar juízes que irão revogar Roe v. Wade (aborto) e também prometeu acabar com a Planned Parenthood. Também pretende revogar o Obamacare. Também prometeu indicar juízes conservadores para a Suprema Corte. Tudo isso é um ataque direto a tudo o que os progressistas consideram de mais valioso e sagrado. Vários trumpistas aqui mesmo na seção de comentários deste site juraram, exultantes, que ele irá fazer tudo isso. Converse com eles e diga que eles estão errados.

    P.S.2: esse é o problema do partidarismo político. Você está dizendo que o presidente dos EUA, o homem mais poderoso do mundo, não irá atacar e perseguir ninguém?! Meu caro, nem mesmo um monge disciplinado seria capaz de se refrear assim tendo tanto poder. Sempre haverá pessoas sendo atacadas e perseguidas pelo governo. No governo Obama, foram os cristãos conservadores pró-armas. É natural que agora, em um governo eleito majoritariamente por cristãos conservadores pró-armas, os agredidos sejam o outro lado.

    Essa é a essência da política. Essa é a essência da democracia. Sempre há agressores. Sempre há agredidos.

    Você, pelo visto, ainda nada entendeu absolutamente sobre o mais básico da política.
  • Rodrigo Amado  14/11/2016 22:14
    "Os próprios discordam de você. Vide a reação histérica deles, dizendo que o mundo acabou. Será que eles estão chorando a toa?".

    Sim, estão chorando a toa. São um bando de lunáticos.
    Qualquer pessoa normal vendo esses vídeos pode perceber que essas pessoas tem sérios problemas.

    "Tudo isso é um ataque direto a tudo o que os progressistas consideram de mais valioso e sagrado.".

    Atacar políticas que os progressistas consideram sagradas não é o mesmo que perserguir os progressistas.
    Isso sem falar que você citou várias políticas de redistribuição de renda, que até onde sei os libertários são ABSOLUTAMENTE CONTRA.
    Quando ao aborto há libertários que defendem e há libertários que o condenam. Não há um consenso aqui.

    "Você está dizendo que o presidente dos EUA, o homem mais poderoso do mundo, não irá atacar e perseguir ninguém?".

    Não, eu apenas disse que ele não irá perseguir os progressitas.
    Ele só irá fazer algumas coisas que deixarão os progressistas histéricos e nervosinhos.
    Como, por exemplo, expulsar imigrantes ilegais que cometeram crimes e cortar alguns programas de redistribuição de renda.

    "No governo Obama, foram os cristãos conservadores pró-armas.".

    Até onde eu saiba nenhum cristão conservador pró-arma foi perseguido.
    O que TENTARAM fazer com intensa propagando foi perseguir o direito de TODOS os americanos de portarem armas. Mas não conseguiram.
    De qualquer forma todos os libertários são a favor do porte de armas, então nesse caso sim, o governo estava QUERENDO ATACAR LIBERDADES INDIVIDUAIS.
    Mas mesmo assim, não conseguiu.

    "Você, pelo visto, ainda nada entendeu absolutamente sobre o mais básico da política.".

    Quando algum progressista for perseguido pelo fato de ser um progressista me avise.

    Mas enquanto o Trumpo estiver por aí aí cortando programas de redistribuição de renda eu darei todo o meu apoio para que todos esses
    programas sejam cortados!!!
    Que os vagabundos parem de mamar nas tetas do governo!!!
  • Ricardo  14/11/2016 22:50
    "O que TENTARAM fazer com intensa propagando foi perseguir o direito de TODOS os americanos de portarem armas. Mas não conseguiram."

    Ah, bom! Ufa! Ainda bem que foi só isso, né? Coisinha à toa, né?

    Rodrigo, informe-se: o Obamacare, além de tudo o que foi dito, quis obrigar instituições católicas a incluir contraceptivos na folha de pagamento aos empregados. Só não foi adiante porque houve gritaria.

    Ah, e o governo também tentou fechar escolas cristãs que se recusaram a receber alunos transexuais:

    conservativepost.com/obama-administration-wants-to-shut-down-christian-colleges-because/

    No mais, os próprios cristãos se dizem perseguidos pelo governo:

    www.cnsnews.com/blog/michael-w-chapman/lt-col-maginnis-obama-admin-aggressively-against-christians-demonic-forces

    Logo, a afirmação de um brasileiro de que "nenhum cristão conservador pró-arma foi perseguido" pelo governo Obama se esfacela. Obama perseguiu o porte de armas e os cristãos. Por que você acha que o cara é tão odiado pelos religiosos?
  • saoPaulo  14/11/2016 16:40
    Desde quando conservadores genuínos delegam a políticos a tarefa de incutir ética e moral nas famílias?
    Release the Kraken!
  • André Luiz  14/11/2016 16:42
    "Alegremente aceitamos a companhia de esquerdistas arrependidos por terem estimulado uma expansão estatal...".

    Se existirem 10, no planeta, é muito.
  • Victor Hugo  14/11/2016 16:43
    Agora sim vocês acertaram em cheio. Sim todos nós queremos um estado com limites aonde um déspota esclarecido com tendências titânicas ou uma maioria da população conservadora e autoritária não possa usar o estado e a democracia contra nós se metendo onde não é assunto deles... O estado é um mal necessário pois não é possível a vida em sociedade sem que essa sociedade esteja organizada e o estado é justamente o resultado da organização da sociedade e assim como o dinheiro ele não pode ser desinventado nem dá pra reinventar um modelo sem defeitos... Mas ele deve ter limites. Restrições. principalmente, severas restrições orçamentárias...
  • Ailton  14/11/2016 19:50
    " O estado é um mal necessário pois não é possível a vida em sociedade sem que essa sociedade esteja organizada."

    Até ai você foi perfeito.

    "e o estado é justamente o resultado da organização da sociedade e assim como o dinheiro ele não pode ser desinventado nem dá pra reinventar um modelo sem defeitos... Mas ele deve ter limites. Restrições. principalmente, severas restrições orçamentárias..."

    Aqui, embora eu entenda teu raciocínio pois já fui partidário dele também, você se perdeu feio.
    Não, a sociedade não precisa do ESTADO para se organizar, a sociedade sempre se organizou sem o ESTADO, o ESTADO surgiu somente para se apropriar das riquezas geradas pela organização das pessoas, não há necessidade de uma elite iluminada dizendo como as pessoas devem viver suas vidas.
  • Valentin  16/11/2016 12:28
    Entendendo estado como um conjunto de leis e instituições que normatizam as relações na sociedade, ainda que não se tenha um governo formal se tem o estado?
    Dessa forma podemos nos livrar do governo, como gestor do estado, mas não do estado propriamente, ou estaríamos regredindo a uma sociedade tribal governada por pessoas, não por regras que é o estado democrático de direito?
    Coloquei em forma de perguntas, porque embora tenha chegado essa conclusão não estou certo do meu raciocínio.
  • saoPaulo  16/11/2016 13:43
    Isto já está parecendo discussão sobre religião, onde cada um tem sua própria definição de Deus...
    A definição de Estado, segundo Mises: uma organização que mantém um monopólio da força dentro de um dado território, sob o qual ela afirma ter jurisdição legal final. [tradução livre]
    https://wiki.mises.org/wiki/State
  • Valentin  16/11/2016 16:20
    Longe de querer debater com Mises definições de estado. A minha pergunta é mais sutil e se refere a organização da sociedade.
  • saoPaulo  16/11/2016 23:19
    Pois é, mas usar outras definições de Estado apenas polui o debate.
    Na cabeça do sujeito, Estado é sinônimo de organização, e ele critica o anarcocapitalismo por pensar que este quer uma sociedade sem qualquer organização. O infeliz não entende que está atacando um espantalho.
    É tipo esses Hippies new age, para os quais Deus é "as leis do universo". Sob esta definição, até ateus acreditariam em Deus!
    Isso transforma o debate em papo de maluco...
  • Pensador  14/11/2016 16:46
    E se fosse possível transformar cada cidade ou região em pequenos países independentes? As limitações naturais não levariam a uma abertura comercial e uma liberalização naturalmente?
  • Henrique Zucatelli  14/11/2016 17:30
    Sim, é a principal pauta de Hoppe e seu mais expoente estudioso, Ryan Mcmacken:

    mises.org.br/Article.aspx?id=2472

    mises.org.br/Article.aspx?id=2341
  • Henrique Zucatelli  14/11/2016 17:30
    Sim, é a principal pauta de Hoppe e seu mais expoente estudioso, Ryan Mcmacken:

    mises.org.br/Article.aspx?id=2472

    mises.org.br/Article.aspx?id=2341
  • Rodrigo  14/11/2016 17:38
    Esse é o objetivo. Um micro país não pode sufocar sua economia, tem de liberar o comércio.
  • Viking  14/11/2016 16:50
    que tapa na cara! texto excelente!!!
  • Capitalista Keynes  14/11/2016 17:32
    Sou a favor do Estado com restrições orçamentárias......é bom fazer o social ?Sim ...mas faça com o orçamento que tem e não inventar números para ganhar eleições multiplicando-os por milhões. O dinheiro dá para tantas bolsas disso ,tantas daquilo,tanto pra saúde ,tanto pra educação, etc...."Ah mas precisa de mais".....Infelizmente só dá pra isso e ponto final.
  • saoPaulo  14/11/2016 19:51
    é bom fazer o social ?Sim ...
    Tradução: é bom fazer o social ?Sim ... mas desde que seja com o dinheiro dos outros. Eu, como ativista de sofá, me limito a opinar onde a ajuda é necessária ou não.
    Ainda estou esperando a sua prova de que negros recebem salários substancialmente menores no Brasil, mesmo quando têm a mesma qualificação dos brancos. =)
  • Capitalista Keynes  15/11/2016 10:07
    "O Brasil é um país que nasceu pra ser explorado....não tem a homogeneidade da Suécia, sem identidade.....Os ricos são descendentes de imigrantes Judeus, Libaneses, Alemães, Árabes....ou seja, eles têm amor por sua pátria mãe e não pelo Brasil....eles teriam vergonha da pagar salário baixo para sua gente...o Suíço tem vergonha de pagar pouco ao seu irmão Suiço....o alemão também....o libanês também .....então aqui pra eles o índio e o negro não tem valor e pagam baixos salários....como escravos."

    ONDE HÁ COMPARAÇÃO AQUI DE PESSOAS COM A MESMA QUALIFICAÇÃO,MAS RAÇAS DIFERENTES GANHAM MAIS OU MENOS ? ......AQUI DISSE QUE O ESTRANGEIRO TERIA VERGONHA DE PAGAR 1 DÓLAR A HORA PARA SERVIÇOS , MESMO NÃO QUALIFICADOS COMO POR EXEMPLO COSTURAR UMA BOLA DE COURO DA NIKE, PARA PESSOAS DE SEUS PAÍSES DE ORIGEM......Não imagino um empresário Alemão pagando 1 dólar para uma criança alemã costurar uma bola como faria em Bangladesh,só isso. Aqui o enfoque é o sentimento de nação ,de amor pela nação, pelo seu povo,coisa que não temos aqui no Brasil.

    então aqui pra eles o índio e o negro não tem valor e pagam baixos salários....como escravos.
    "Prove! Isto é apenas sua opinião, ou você tem dados sólidos provando seu ponto? Prove que um negro com a mesma qualificação e experiência de um branco recebe um salário substancialmente menor. Prove isto ou suma deste site, seu rascista imundo! "
    AQUI O PROBLEMA DE INTERPRETAÇÃO FOI SEU, E EU CONCORDEI COM UM RACISMO VELADO NO BRASIL, SOBRE TUA INTERPRETAÇÃO SOBRE O QUE EU DISSE. FOI VOCÊ QUE LEVANTOU ESSE OUTRO ENFOQUE.




  • Henrique Zucatelli  14/11/2016 17:53
    Sei que vai parecer bobo e até infantil da minha parte, mas meu ego fica tão adoçado quando algum artigo defende o liberalismo clássico que tenho vontade de comemorar.

    Na minha singela opinião, a liberdade anarquista é um passo paralelo, e não adiante. Há muitos grupos de pensadores que enxergam certas pautas com ressalvas, como pedofilia e comércio de crianças, que infelizmente pauta a realidade da propriedade privada plena per se .

    Não que o rule of law seja o antídoto para qualquer crime, porém nesse tipo de sociedade a punição é regra pública. Ponto. E isso não é uma questão de defender o Estado, mas defender que haja um grupo de pessoas que assegure a manutenção das leis. Este grupo sim, aristocrático é o antídoto contra populistas, déspotas e ditadores, pois nem esse grupo está acima das leis. Muito pelo contrário, é uma responsabilidade que pode ser punida com a morte daquele que ousar ser maior que a ordem natural das leis.
  • Renan Merlin  14/11/2016 18:27
    Parece que chamar o adversario de fascista, comprar institutos de pesquisa e se falar em nome das "minorias" mesmo sem esses terem dado procuração não esta dando certo com o advento da internet que destroi o "bom" jornalismo.
  • Paulo  14/11/2016 19:09
    Certo, mas os liberais também tem muito a temer, pois Trump é keynesiano.
  • Murdoch  14/11/2016 20:31
    É desesperador essa situação. A verdade é que todos eles são estatistas e o conceito de livre mercado é deturpado mais e mais vezes.
    É absurdo ver vitória de Trump como retrocesso, diz Mangabeira Unger
  • Vitor  14/11/2016 21:44
    "Como disse Voltaire, governo, em seu melhor estado, é um mal necessário e, no seu pior estado, é intolerável."

    Talvez Voltaire tenha realmente dito isso, porém, que eu saiba, essa frase é de Thomas Paine, e creio ter havido um equívoco aqui neste artigo. Caso queiram conferir, aqui está a frase original:

    "Society in every state is a blessing, but government even in its best state is but a necessary evil; in its worst state an intolerable one; for when we suffer, or are exposed to the same miseries BY A GOVERNMENT, which we might expect in a country WITHOUT government, our calamity is heightened by reflecting that we furnish the means by which we suffer."
  • Superior  14/11/2016 22:50
    Opa, verdade. Corrigido. O desatento já está sendo devidamente punido: terá de fazer um resumo de cada capítulo d'A Teoria Geral, em linguagem de gente.
  • Primo  14/11/2016 21:45
    "Talvez, daqui a algumas décadas, após sucessivos e fracassados governos de esquerda e de direita, podemos criar algum consenso em relação à importância crucial de se limitar os poderes do estado."

    Não há guerra sem adversário. O ódio da esquerda é o combustível para a retomada de poder. Quanto mais "Trumps" assumirem o poder, mais "Obama" serão formados. O que a esquerda e a direita temem é a indiferença, e não seu oposto. O seu oposto e a razão de seu ser. O fim do estado está próximo. As barreiras físicas e virtuais estão desabando. O poder é cada vez mais risível.

  • Nunes  14/11/2016 22:53
    Esse é o ponto. Nem direita nem esquerda ficam no poder pra sempre, uma hora o jogo vira e todo aquele poder estatal que um lado apoiava vai pras mãos do outro lado. Tirania de lado nenhum, eu quero é liberdade, e nossa liberdade é inversa ao poder do Estado
  • Mauro Sal  14/11/2016 22:55
    A Constituição dos EUA em sua segunda emenda previu lá no início da criação da nação que todo cidadão tem o direito de possuir armas para se proteger do próprio governo caso algum dia no futuro esse governo se voltasse contra o povo. Essa é a razão da esquerda americana ter tentado acabar com essa cultura armamentista nos EUA e o resultado dessa tentativa foi a explosão nos números de novos Americanos armados. Nunca se vendeu tanta arma como no governo Obama.
  • Cristiano Silva  14/11/2016 23:56
    Utopia, mas nós vivemos em um mundo real, onde o ser humano não é perfeito, não roubar, não matar, não cobiçar... tudo Utopia.
  • Capitalista Keynes  15/11/2016 15:27
    Claro que é Utopia....sempre disse isso aqui....Liberalismo 100% é Utopia ...Socialismo 100% é Utopia....o Meio termo existe....São os países Nórdicos ....Noruega,Suécia,Dinamarca....esse é o caminho.
  • Marcos  16/11/2016 11:48
    "o Meio termo existe....São os países Nórdicos ....Noruega,Suécia,Dinamarca....esse é o caminho"

    Bocejos.

    Quer chegar a este meio termo? Quer que ele dure por bastante tempo? Perfeito. Mas, para chegar até ele, primeiro você tem de ter apenas livre mercado. Inevitável.

    Estado com alta carga tributária funciona por algum período de tempo desde que o país já tenha adotado uma economia de mercado há muito tempo e tenha enriquecido por meio dela. Tendo feito isso, ele pode se dar ao luxo de adotar um estado grande. Mas, mesmo assim, este irá durar por pouco tempo.

    Explicação completa:

    A social-democracia no Brasil entrou em colapso - abandonemos os delírios e sejamos mais realistas
  • Edujatahy  15/11/2016 05:14
    A situação nos comentários do facebook está terrível. Os defensores de Bolsonaro estarão vociferando sem nem sequer terem lido o texto (que juro realmente não ter encontrado ainda uma crítica ao "mito"). Esta "nova direita" está vergonhosa...
  • anônimo  19/11/2016 01:19
    Meu amigo, os bolsominions são o pessoal menos irritante do facebook. Esquerdistas são extremamente mais irritantes e muito mais caras de pau. Depois do Impeachment da Dilma estão piores do que femimiministas.
    A América Latina está falida diretamente por causa desses desgraçados e eles possuem a audácia de continuar falando m*rda nas redes sociais.

    Precisamos de um novo Pinochet e de uma nova Guerra Fria.
  • Rinoceronte  15/11/2016 14:06
    A guerra fria civil, que se instalou nos EUA/Mundo, não seria benéfica a longo prazo a liberdade individual ?
    Na minha opinião sim, já que o poder central passou a ser odiado, antes na figura do Bobobama agora na do Trumpete, levando ao fortalecimento dos estados federados:
    Se vc quer fumar maconha vai para Califórnia ou pode escolher morar em um estado mais conservador como Utah.
    A curto prazo essa guerra fria civil é péssima, mas a longo prazo acaba tirando a legitimidade do poder central, o maior exemplo é o Bobobama cujo único legado é tirar fotos com tiranos.
    Estados já falam que não vão obedecer a política de migração de Trump e vão continuar recebendo imigrantes, da mesma forma que outros falavam que nunca iriam obedecer as leis de controle de armas do Bobobama. Muitos americanos irão migrar entre estes estados procurando morar com pessoas que defendam os mesmos valores intensificando ainda mais a divisão e o enfraquecimento do poder central.
  • Murdoch  15/11/2016 21:06
    Mas é justamente por isso que o presidente dos EUA não tem muito poder como muitos pensam. Nos EUA, os estados tem mais autonomia que os estados do Brasil para exemplificar. São muitas atribuições políticas que podem mudar o rumo de um país, o presidente sozinho não é capaz de mudar proporcionalmente como essas atribuições.

    Contrariando um pouco a retórica do grupo austríaco e de outros leitores, eu não vejo com bons olhos essas autonomias no cenário político americano, e muito menos sendo implementado aqui no Brasil.
    Quando concentramos nossas forças e palavras para acabar com todo tipo de poder centralizado, sendo o governo federal a receber a maior parte dessas críticas pelo site e pelos leitores. Estamos aqui para acabar com o governo federal, municipal e estadual, mas eu acho que deveríamos primeiro nos concentrar em acabar primeiro com o municipal e estadual.

    Para ver melhor minha posição, leia este meu comentário: www.mises.org.br/Article.aspx?id=667#ac184958

    Abraço
  • a  15/11/2016 17:09
    Por que não apoiar Trump incondicionalmente? Eu já disse que ele será o melhor presidente que os EUA e o mundo já tiveram pelos oito anos que, provavelmente, exercerá seu mandato. Estou cansado de ouvir lamentações de hipócritas que sempre tentam ver o outro lado das coisas.
  • Latino Progressista  15/11/2016 22:00
    O que os neoliberloides tem a dizer sobre:

    -Alemanha ter carga tributaria de 40%(alto imposto de renda)
    -Australia taxa grandes fortunas
    Paises nordicos taxarem altamente a renda e também o consumo e grandes fortunas...

    Uai, se taxar muito a renda e grandes fortunas afasta investimentos, porque a alemanha não quebrou? Porque durante anos não teve recessões?
    Porque os EUA tem alta tributação em herença e sobrevive e o Brasil tem baixa tributação em herença e fica nessa situação?

    O que dizer quando existe muitos países ricos desenvolvidos que tem uma alta carga tributaria(seja na renda ou no consumo) por décadas?

    Estado grande e uma economia de mercado funcionam sim e são o caminho.
  • Marcos  15/11/2016 22:45
    Em primeiro lugar, o que seria "neoliberloides"? Nunca ouvi falar disso. Por acaso seriam seguidores retardados do neoliberalismo? Se sim, gostei da gíria, embora ela seja redundante. Afinal, tem de ser muito retardado para defender neoliberalismo, que nada mais é do que uma mistura de social-democracia, keynesianismo e alguma liberdade de mercado em termos microeconômicos.

    Ou seja, uma mistura de coisas totalmente antagônicas. Tem de ser muito retardado para realmente acreditar que isso vai funcionar.

    Você sabe o que realmente significa 'neoliberalismo'?

    "Alemanha ter carga tributaria de 40% (alto imposto de renda)"

    Ué, a do Brasil é de 37%. Ou seja, se subirmos os impostos em mais 3 pontos percentuais, viramos uma Alemanha. Sensacional!

    "Australia taxa grandes fortunas. Paises nordicos taxarem altamente a renda e também o consumo e grandes fortunas..."

    Acertou só sobre os países nórdicos taxarem muito o consumo (exatamente como o Brasil também faz). Os ricos, por exemplo, na Suécia conseguem legalmente pagar bem poucos impostos.

    Informe-se dos detalhes:

    Cinco fatos sobre a Suécia que os social-democratas não gostam de comentar

    Sim, deveríamos ser mais parecidos com a Suécia - quer tentar?

    Todos os socialistas querem ser a Dinamarca - será mesmo?

    E uma dica para você sobre os países escandinavos: segundo o site "Doing Business", nas economias escandinavas,

    1) você demora no máximo 6 dias para abrir um negócio (contra mais de 130 no Brasil);

    2) as tarifas de importação estão na casa de 1,3%, na média (no Brasil chegam a 60% se a importação for via internet);

    3) o imposto de renda de pessoa jurídica é de 22% (34% no Brasil);

    4) o investimento estrangeiro é liberado (no Brasil, é cheio de restrições);

    5) os direitos de propriedade são absolutos (no Brasil, grupos terroristas invadem fazendas e a justiça os convida para negociar);

    6) e o mercado de trabalho é extremamente desregulamentado. Não apenas pode-se contratar sem burocracias, como também é possível demitir sem qualquer justificativa e sem qualquer custo. Não há uma CLT nos países nórdicos.

    7) Não existe salário mínimo.

    Na Dinamarca, não há nem sequer indenização por demissão (mesmo sem justa causa) e nem leis trabalhistas que restrinjam horas extras (empregado e patrão acordam voluntariamente as horas de trabalho), o que permite que as empresas dinamarqueses operem 24 horas por dia, 365 dias por ano.

    Quer continuar discutindo?

    Entenda o básico: o que gera riqueza é divisão do trabalho, poupança, acumulação de capital, capacidade intelectual da população (se a população for burra, a mão-de-obra terá de ser importada), respeito à propriedade privada, baixa tributação, segurança institucional, desregulamentação econômica, facilidade de empreender, moeda forte, ausência de inflação, empreendedorismo da população, leis confiáveis e estáveis, arcabouço jurídico sensato e independente etc.

    Alemanha, Austrália e países nórdicos têm *quase* tudo isso. Só não são 100% porque não são exatamente países de baixa tributação da renda e do consumo.

    Já você, ignaramente, acredita que tudo o que um país tem de fazer para ser desenvolvido é aumentar a carga tributária! Por essa lógica, se o Sudão aumentar amanhã seus impostos, ele vira a Suécia até o final do ano.

    Gênio!

    Caso tenha mais dúvidas e queira continuar aprendendo, pode perguntar (mas educadamente).

    "Estado grande e uma economia de mercado funcionam sim e são o caminho."

    Frase errada. Permita-me corrigi-la:

    Estado grande funciona por algum período de tempo desde que o país já tenha adotado uma economia de mercado há muito tempo e tenha enriquecido por meio dela. Tendo feito isso, ele pode se dar ao luxo de adotar um estado grande. Mas, mesmo assim, este irá durar por pouco tempo.

    Explicação completa:

    A social-democracia no Brasil entrou em colapso - abandonemos os delírios e sejamos mais realistas
  • Social-Democrata   17/11/2016 15:37
    Você não refutou nada que o progressista disse.

    Nenhum momento falou que é só aumentar a carga tributária e tudo certo, você ai que distorceu tudo...
    Ele quis dizer que é possível e saudável, ter crescimento economico e social com alta carga tributária.
    Para isso tem de haver um mercado produtivo, e realmente mercados muito regulados não são tão produtivos assim.

    Agora querer compara suécia com Brasil?
    O dia que os trabalhadores brasileiros tiverem a inteligencia dos suecos, ai posso ser a favor da abolição da CLT.
    Ou você acha que aquele nortista que trabalha na roça recebendo um salário minimo sabe aplicar o seu dinheiro melhor que o FGTS? Muita ingenuidade sua, já viu a quantidade de pessoas que não tem o minimo de inteligencia nem pra administrar o seu salário? E querendo compara a suécia com o Brasil..

    Um mercado um pouco regulado junto a um estado grande e que se preocupa com o social é o caminho.

    Pode ver que os nordicos, Alemanha, Australia e etc, crescem a décadas com tamanha carga tributária... E são uma maravilha...

    Esse papo de austeridade e Laissez-faire no Brasil não vira, em outros lugares é discutível ainda...
    O mercado deve ser pouco regulado e o estado pouco intervencionista na economia, para que assim o mercado consiga produzir e manter um estado nem grande e nem pequeno, o suficiente pra conseguir fazer o papel social...
    Se isso fosse tão nocivo pra economia quanto vocês dizem, porque esses países citados com tamanha carga tributária e grandes fortunas e heranças taxadas não quebraram? E não param de crescer...


  • Marcos  17/11/2016 16:30
    "Um mercado um pouco regulado junto a um estado grande e que se preocupa com o social é o caminho."

    Contradição viva. Se o mercado é pouco regulado, o estado não pode ser grande. Se o estado é grande, então é impossível o mercado ser pouco regulado.

    Estado grande significa máquina burocrática inchada (é preciso haver vários burocratas para cuidar de todas as áreas abrangidas pelo estado). Vários burocratas significam várias leis e regulamentações a serem obedecidas. Significa várias propinas a serem pagas. Significa, em suma, economia controlada e burocratizada.

    Se você quer o estado realmente cuidando apenas dos pobres, então você precisa de um estado extremamente enxuto, voltado exclusivamente para um bolsa-família, por exemplo. Isso não dá nem 3% do PIB.

    "O mercado deve ser pouco regulado e o estado pouco intervencionista na economia, para que assim o mercado consiga produzir e manter um estado nem grande e nem pequeno, o suficiente pra conseguir fazer o papel social..."

    Nova contradição. Lá em cima você pediu um estado grande. Agora você quer "um estado que não seja nem grande e nem pequeno".

    Decida-se.

    "Se isso fosse tão nocivo pra economia quanto vocês dizem, porque esses países citados com tamanha carga tributária e grandes fortunas e heranças taxadas não quebraram? E não param de crescer..."

    Resposta completa e detalhada nos artigos linkados na resposta acima. Isto é um site voltado para a publicação de artigos. É nós artigos que você encontra respostas detalhadas e aprofundadas, e não em uma mera seção de comentários.

    Agora, se você tem medo de ler e se deparar com argumentos fortes, que podem abalar suas crenças, aí então nada posso fazer por você, exceto chamá-lo de covarde.

    Aliás, cadê as refutações às coisas que eu disse na resposta acima? Você simplesmente repetiu os chavões e lugares-comuns de sempre, cujos artigos linkados foram escritos exatamente para refutá-los.

    Vá lá, não tenha medo. Clique e leia. O pior que pode lhe acontecer é você aprender algo.
  • Nando  15/11/2016 23:14
    O Bolsonaro prestou um grande serviço anti-comunista, mas meu medo é que ele vire um Napoleão Bonaparte.

    Na revolução francesa, após as degolas e guilhotinas da monarquia e da burguesia, o poder caiu no colo do Napoleão. Aí foi uma tragédia.

    Após essa devastação de reputações da lava-jato, com o poder do establishment sendo derrubado, não faz o menor sentido colocar um novo Napoleão para endeusar o governo.

    A melhor saída é a reforma liberal, com o povo trabalhando, e contruindo o país sem auxílio estatal. Um povo empreendedor, livre, iguais perante as leis, e responsável.

    É uma burrice gigantesca endeusar o estado depois de um dos maiores esquemas de corrupção do mundo. Vai dar m...
  • Andre  16/11/2016 12:07
    Esse seu temos já se concretizou, os políticos de baixo escalão que não participaram do maior esquema de corrupção de toda a história não o fizeram porque são honestos, e sim por não participarem da panela correta para isso, em reuniões de partidos as reuniões são mais do que claras em suas pautas de longo prazo "como preencher o vazio de poder que a lava jato deixará".
    A crise econômica é anos luz mais útil que a lava jato, pois não há remédio que não seja a diminuição do estado, mesmo as atuais tímidas reformas do governo Temer não levará nosso país a crescer mais do que 1,5% ao ano durante os próximos anos, levando a uma nova rodada de crise profunda daqui 5 anos.
  • Bruno Feliciano  16/11/2016 13:50
    Esse canal de esquerda diz que os liberais não entendem nada de economia...

    Ainda não vi o sujeito aceitar debates, ele culpa a austeridade e o governo de direita pela crise portuguesa.

    Segue o canal:
    https://www.youtube.com/channel/UCuH0A3zkXsQl4jcn_8Ybkng/videos


    Tem um grupo de liberais refutando toda a baboseira que ele diz, convido os austriacos aqui do mises para fazer parte desse barco.

    Ele tem feito a cabeça de muito inocente....

    Abraços
  • saoPaulo  17/11/2016 00:58
    Alguns títulos de vídeos do "jênio":

    Aulinha básica aos neoliberais
    Ufa, ainda bem que também somos contra o FMI e os "neoliberais"!

    Aprendam a ser neoliberais com o Rodrigo Constantino. Sério!
    Hum, ok, o idiota não sabe a diferença entre "neoliberalismo" e liberalismo clássico...

    É errado ofender cristãos?
    O que?!?! É sério esse título?

    Entenda de uma vez por todas, DILMA NÃO MENTIU!
    Hum... Ele gosta da Dilma. Provavelmente foi contra o "golpe"...

    A hipocrisia do Golpe
    Sim, foi contra o "golpe"...

    PEC 241 um assalto ao Brasil!
    Ele é contra a limitação de gastos do governo...

    A Esquerda não é pró Estado, PORRA!
    mas não é pró Estado! Ele tem limitações mentais?

    Por que estudamos Marx nas escolas?
    Sim, ele tem limitações mentais...

    Austeridade NÃO funciona
    Até uma dona de casa sabe mais de economia do que ele.

    Inscritos: menos de 3000.
    Média de visualizações recentes: menos de 1000 por vídeo.

    Não, não acho que seja relevante dar ibope a ele, refutando suas asneiras. Lembre-se de que tempo também é um recurso escasso. Este idiota é marxista de carteirinha, tinha um canal chamado Merlin Das Trevas, que foi sinalizado e punido pelo Youtube. Santo Deus, ele diz que a lei da utilidade marginal decrescente e que a teoria do valor subjetivo são ilógicas!

    O social-democrata enrustido Nando Moura já tem praticamente um milhão de inscritos e, apesar da sua tendência à direita, defende absurdos como socialização da internet. Tentar esclarecê-lo sobre economia seria muito mais produtivo, o nível dele é infinitamente superior ao deste Merlin.
  • anônimo  17/11/2016 02:10
    O Nando já fez algum progresso. Antes ele era a favor de agências reguladoras, mas percebeu que elas que são as responsáveis por essa situação do Bostil. Até me inscrevi no canal dele depois disso. E está começando a ser a favor da Monarquia, que é bem melhor que a República.
  • Bruno Feliciano  17/11/2016 15:26
    Mas ele cresceu até...

    Quanto ao nando, bem...
    Alguns conservadores ainda estão aprendendo o básico de economia, muitos liberais estão fazendo essa diferença.
    O mesmo vale pros Bolsonaro's
  • Emerson Luis  18/11/2016 11:30

    A única forma de jamais termos medo da eleição de qualquer candidato é reduzir ao mínimo o poder do Estado sobre as pessoas.

    PS: Eu não disse qual "mínimo" seria este.

    * * *
  • Emerson Luis  18/11/2016 12:02

    Muitos dos que temem Trump esperavam que Hillary fosse eleita e impusesse o "autoritarismo do bem" aos outros.

    * * *
  • pedro frederico caldas  20/11/2016 01:55
    O aceno que os autores fazem à esquerda so pode ser gosação. Estado grande e intervencionista está no seu DNA.
  • marcela   20/11/2016 13:49
    Se imposto fosse voluntário,é certo que ninguém pagaria.Só pagam porque são obrigados.Logo é verdadeira a tese de que imposto é tirado à força,e portanto,é roubo.Essa teoria é a alma da filosofia libertária,totalmente irrefutável.Como imposto é roubo,e roubo é imoral,o estado é imoral, já que depende de imposto=roubo para existir.Toda filosofia libertária é simples,e acessível a pessoas simples com um pouco de capacidade de raciocínio.Não é um tipo de filosofia para genios,nem para intelectuais com QI elevado.Assim sendo temos que espalhar essa filosofia entre o povão.Temos que ensinar ao povo que não há necessidade de um estado,porque ,saúde,educação,segurança pública,defesa nacional e justiça,podem perfeitamente ser oferecidas pela iniciativa privada.Temos que fazer nosso compreender que seria maravilhoso nos livrarmos dos políticos!
  • 4lex5andro  21/11/2016 13:55
    Um Brasil economicamente liberal seria muito benéfico ao país, mas é utópico, dado a dimensão e pluralidade do(s) seu(s) território(s).

    Um quadro favorável á existência de um futuro liberalismo brasileiro, seriam secessões em alguns estados pra que em alguns destes o ideal liberal fosse realizável.
  • Fabricio Prieto  11/01/2017 16:49
    Impressão minha ou estão tentando angariar votos para candidatos "libertarios" com calúnias ao Bolsonaro Trump?
  • Nivaldo   11/01/2017 17:23
    Quais candidatos libertários? Há algum? Se sim, cite-os.

    Calúnias a "Trump Bolsonaro"? Cite o trecho, por favor.

    Nem dá pra dizer que "é impressão sua". O certo seria "é burrice sua".
  • Aécio Melo Silva  29/03/2017 04:13
    Esse site é uma completa esquerdice caviar.


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