O mundo não está superpovoado - e, exatamente por isso, as consequências futuras podem ser ruins
Há uma consequência não-prevista pelos defensores do controle populacional

O filme Inferno é um ótimo suspense de aventura, com Tom Hanks reprisando o papel do professor Robert Langdon. As adaptações cinematográficas dos livros anteriores de Dan Brown (Anjos e Demônios e O Código Da Vinci) foram um sucesso, e é de se esperar que Inferno também faça bonito.

Langdon é um professor de simbologia cujo conhecimento histórico e habilidade para resolver enigmas se torna altamente demandado quando um bilionário deixa um rastro de pistas — baseadas em versos do Inferno de Dante — que levam a uma arma biológica que reduziria a população mundial à metade.

O vilão, por sua vez, tem seus motivos. Sendo um malthusiano radical, ele acredita que a raça humana tem de ser reduzida à metade caso queira continuar existindo no futuro. E ele pretende fazer isso por meio da disseminação de uma praga (uma referência à Peste Negra que aniquilou grande parte da população européia no século XIV).

O nome de Malthus não é mencionado no filme, mas suas idéias certamente estão lá. Inferno nos fornece a oportunidade de revisitar esse recorrente temor sobre um suposto 'excesso populacional', e ver se ele realmente procede.

O excesso de gente é um problema?

Thomas Malthus (1766—1834) acreditava que o potencial crescimento exponencial da população geraria um grande problema. Se a população aumentasse mais rapidamente que os meios de subsistência, então, "o poder superior da população não poderá ser controlado sem se produzir miséria ou vícios".

No entanto, a ciência econômica conta uma história bem diferente, e muito menos assustadora, sobre a questão do tamanho populacional. Comecemos pelo básico.

Embora realmente seja verdade que algumas localidades do planeta podem se tornar excessivamente povoadas — com uma densidade demográfica alta demais para o gosto de algumas pessoas —, o fato é que, enquanto os indivíduos forem livres para comprar e vender terra por um preço mutuamente acordado, a questão da densidade populacional em uma determinada localidade será resolvida automaticamente.

Por exemplo, se já há muita gente morando em um pequeno pedaço de terra — como ocorre em Hong Kong —, o preço do metro quadrado irá inevitavelmente aumentar, desestimulando mais pessoas de se mudarem para lá. O problema da densidade populacional é resolvido automaticamente pelo sistema de preços.

Sendo eu um introvertido que aprecia a natureza, a paz e a tranquilidade, estou muito pouco disposto a alugar um apartamento no meio de uma cidade barulhenta e cheia. Os preços que estou disposto a pagar para viver em uma cidade pequena do interior, e não em um metrópole, refletem minhas preferências. E, à medida que as outras pessoas compartilham a mesma preferência que a minha ou têm uma preferência exatamente oposta, o uso e a construção de imóveis será racionalizado em ambas as localidades. Nossas demandas por imóveis, em conjunto com a lucratividade de se oferecer esses imóveis, mantêm o crescimento populacional local sob controle.

Mas e numa escala global? O vilão de Inferno estava preocupado com a população mundial. Ele enfatizou a urgência da situação. Só que, em escala mundial, não há motivos para preocupação.

Novamente, comecemos pelo básico.

Segundo o Google, não apenas toda a população mundial caberia no estado do Texas, como também cada indivíduo teria para si uma área de terra de 100 metros quadrados. Isso é o espaço de um apartamento de classe média alta para cada um dos mais de 7 bilhões de habitantes do mundo. [E se toda a população mundial fosse para o estado do Amazonas, a densidade populacional seria equivalente à da cidade de Curitiba].

Com efeito, há vastas extensões de terra completamente desabitadas ao redor do globo. Canadá, Austrália, África, Rússia, EUA e Brasil possuem uma inacreditável quantidade de espaços abertos e não-povoados.  [No Brasil, apenas 0,2% do território está ocupado por cidades e infraestrutura]. 

Os atuais seguidores de Malthus, ao dizerem que o mundo está superpovoado, possuem uma perspectiva enviesada: olham apenas as ruas congestionadas das grandes metrópoles.

Então, se a oferta de terra e espaço não é um problema, o que dizer dos "meios de subsistência"? Haveria alimentos para todos? Mais ainda: com um contínuo crescimento populacional, será que não corremos o risco de vivenciarmos uma escassez não só de alimentos, mas também de remédios, roupas, saneamento básico e vários outros recursos essenciais?

E a resposta também é não. Se, de um lado, uma população maior significa mais bocas para comer, de outro, também significa mais cabeças para pensar e mais mãos e pés para produzir. Quando a população aumenta, aumentam também a oferta e variedade de habilidades, tornando os processos de produção cada vez mais eficientes.

Um número maior de pessoas significa maior especialização. Quanto mais pessoas, mais indivíduos podem se especializar nas infinitas áreas de conhecimento a serem exploradas neste mundo. Cada indivíduo se concentra naquilo que ele faz de melhor; naquilo em que ele possui uma maior vantagem comparativa em relação aos outros. A divisão do trabalho se aprofunda

Os seres humanos não são apenas consumidores.  Cada consumidor é também um produtor.  E foi exatamente essa nossa contínua produção o que aprimorou sobremaneira o nosso padrão de vida desde o nosso surgimento até a época atual.  Todos os luxos que usufruímos, todas as grandes invenções que melhoraram nossas vidas, todas as modernas conveniências que nos atendem, e todos os tipos de lazer que nos fazem relaxar foram produzidas por uma mente humana. 

Podemos seguir esta sequência lógica: os recursos são finitos; os seres humanos consomem recursos; mas os seres humanos também produzem recursos; logo, se os seres humanos produzirem mais recursos do que consomem, um aumento populacional será benéfico para a nossa espécie.

Que nós produzimos mais do que consumimos é um fato autoevidente: basta olharmos para o padrão de vida que usufruímos hoje e compará-lo àquele que tínhamos há 50, 100 ou 1.000 anos.  À medida que a população aumentou, aumentou também a nossa prosperidade, e a redução no sofrimento humano foi impressionante.

Malthus não seria um malthusiano se ele visse esses dados

A evidência empírica de tudo o que foi dito acima é fascinante.

No gráfico abaixo, podemos ver o tipo de mundo que Malthus imaginou: um mundo no qual a maioria das pessoas mal conseguiria sobreviver. Já o nosso mundo atual, do século XXI, conta uma história diferente. A pobreza extrema está em declínio ao mesmo tempo em que a população mundial está aumentando.

A área vermelha mostra o número de pessoas ao redor mundo vivendo na pobreza extrema; a área verde mostra o número de pessoas ao redor do mundo fora da extrema pobreza. ('Extrema pobreza' é definida como um nível de consumo diário menor que US$ 1,90 por dia, com o valor já ajustado para a inflação e para as diferentes realidades de preço de cada país).

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Gráfico 1: a área vermelha mostra o número de pessoas ao redor mundo vivendo na pobreza extrema; a área verde mostra o número de pessoas ao redor do mundo que não estão na extrema pobreza

Hans Rosling, um médico sueco e "celebridade da estatística", se tornou famoso por sua mensagem endereçada ao mundo sobre o crescimento populacional: "Não há motivo para pânico", disse ele. Para Rosling, à medida que a população e as economias crescem, mais pessoas terão acesso a anticoncepcionais e, com isso, limitarão o próprio crescimento populacional. Neste vídeo, ele mostra que todos os países estão em uma tendência de maior expectativa de vida e maior padrão de vida. O exato contrário do que previu Malthus.

Finalmente, há este famoso gráfico em forma de "bastão de hockey" sobre a prosperidade humana. Ele mostra a evolução do PIB real per capita para vários países e para o mundo, desde o ano 1.000.

rgdp per capita since 1000.png

Gráfico 2: evolução do PIB real per capita para vários países e para o mundo, desde o ano 1.000

O ponto de virada coincide exatamente com a Revolução Industrial. A adoção de bens de capital movimentados por motores a vapor em conjunto com outras tecnologias que ajudaram a aumentar a produtividade desencadearam uma revolução no bem-estar humano ao redor do globo.

Desde então, a mente humana em conjunto com a maior oferta de mão-de-obra disponibilizada pelo crescimento populacional criou o motor a vapor, o tear têxtil automático, a linha de montagem, a orquestra sinfônica, a ferrovia, a empresa, a imprensa a vapor, o papel barato, a alfabetização universal, o aço barato, a placa de vidro barata, a universidade moderna, o jornal moderno, a água limpa, o concreto armado, a luz elétrica, o elevador, o automóvel, o petróleo, o plástico, meio milhão de novos livros em inglês por ano, o milho híbrido, a penicilina, o avião, o ar urbano limpo, direitos civis, o transplante cardíaco e o computador.

Novas fontes de energia foram dominadas e novos e mais modernos computadores entraram em cena. Hoje, computadores ao redor do mundo estão conectados entre si pela internet e se tornaram tão pequenos ao ponto de caber em nosso bolso. Temos literalmente acesso a todo o conhecimento do mundo na palma de nossa mão.

Bens, serviços e idéias cruzam o globo, possibilitados por um aumento da produtividade humana totalmente impensável há 50 anos.

E quanto mais mentes existirem, mais inovações surgirão para melhorar nossas vidas. A cura para o câncer tem mais chances de ser descoberta em uma sociedade com sete bilhões de pessoas do que em uma com apenas um punhado de indivíduos.

Não creio que Malthus seria um malthusiano se ele pudesse ver o mundo de hoje.

E se os neo-malthusianos ganhassem espaço?

Agora, imagine que houvesse uma acentuada queda na natalidade. Nem estou falando de uma redução na população mundial — como queria o vilão de Inferno —, mas apenas de uma redução na taxa de crescimento da população.

Qual seria a consequência direta?

Ironicamente, o primeiro arranjo a ser atingido seria justamente aquele que é tão caro às esquerdas adeptas do controle populacional: a seguridade social.  E isso não é nem uma questão ideológica ou econômica, mas sim puramente matemática: uma população crescente tem um número suficiente de pessoas trabalhando para sustentar os idosos. Já uma população declinante simplesmente não terá mão-de-obra jovem para pagar a aposentadoria desses idosos. 

Uma coisa é você ter 10 pessoas trabalhando para pagar a Previdência de um aposentado; outra coisa é você ter apenas duas pessoas, ou mesmo uma, trabalhando para pagar a Previdência desse mesmo aposentado. Alguém terá de ceder.

Menos jovens e mais idosos significa que uma fatia cada vez maior dos recursos será consumida pelos idosos, uma vez que as gerações mais jovens estarão em número insuficiente para compensar essa diferença. A consequência inevitável é que, à medida que a força de trabalho vai declinando, toda a produção vai junto.  Se a força de trabalho encolhe, a produção diminui. Máquinas e equipamentos deixam de receber manutenção, começam a se deteriorar e caem em desuso.  Fábricas são abandonadas.  Empreendimentos imobiliários não são vendidos e os imóveis ficam desocupados. 

Tudo isso resulta em menos crescimento econômico, menos criação de riqueza, menos seguridade social e menos prosperidade para todos. Menos pessoas significa menos atividade econômica.

Todo o padrão de vida cai.

E é exatamente em nome do "padrão de vida" que os defensores da tese do mundo superpovoado falam.

Conclusão

Como disse o doutor Hans Rosling, "não entrem em pânico". Quanto mais pessoas no mundo, maior a nossa qualidade de vida. Por outro lado, "tenham muito pânico" tão logo a população começar a encolher.

 

13 votos

SOBRE O AUTOR

Jonathan Newman
leciona economia na Universidade de Auburn, Alabama.



A meu ver, essa "desregulamentação" estatal sobre a terceirização não passa de uma intervenção, de feição "liberal", que não implicará nos efeitos desejados e previstos.

Basicamente, pelo que eu entendi, a intenção do governo é gerar mais empregos que de fato paguem salários realmente vinculados à riqueza produzida pelo empregado. Com isso, busca se mover a economia, através de poupanças, maior capital do empregador para investimento e consumo real dos empregados. Desse modo, o Estado pode arrecadar mais, pois, na análise de Smith que é complementanda pelo autor do artigo, a especialização (terceirização) gera riqueza e prosperidade. Fugindo, portanto, do ideal keynesiano de que quanto maior o consumo de quem produz maior o progresso, negligenciando a possível artificialidade dessa troca.

Minha objeção consiste em afirmar que a regulamentação do modo que foi feita não é benéfica para o Estado, logo, como tudo no Brasil, querendo ou não, está ligado à esse ente, não torna se benéfica ao indivíduo.

Primeiro, pelo fato de que, as empresas que contratam outras empresas terceirizadas podem ter um elo empregatício direito com os empregados dessa última. Nessa perspectiva, caso uma terceirizada, receba os repasses do contratante, porém não esteja pagando os benéfícios/ salários dos seus empregados em dia, sob alegações diversas, iniciará se um processo judicial entre a empresa contratada e o contrante para solucionar esse caso, haja vista que é do interesse do terceirizado receber o que lhe é devido. Consequentemente, o tempo depreendido, os custos humanos e financeiros são extremamente onerosos para a empresa contratante, de modo que, sua produtividade e poder de concorrencia no mercado é reduzida. Ou seja, a continuidade do desrespeito aos contratos firmados e a morosidade da Justiça, práticas comuns no país, muitas vezes, anulam a ação estatal que visa gerar mais empregos e melhorar a produtividade das empresas. O que afeta principalmente os empreeendedores com um capital menor e que operam em mercados menos regulados. Logo, busca se intervir para corrigir um problema, sendo que o corolário dessa nova intervenção é exaurido por uma ação feita anteriormente

Outro ponto pouco abordado por vocês é que as terceirizações beneficiam também os empresários oriundos de reservas de mercado. Logo, uma ação estatal que, a posteriori privilegia os amigos dos políticos, não pode implicar nas consequências previstas a priori. Isso porque, a possibilidade contratação de terceirizados a partir de salários menores do que de fato seriam em um contexto natural/equilibrado torna se muito mais viável para os corporativistias, pelo simples fato de que seus acordos com agências e orgãos públicos influenciam também nas decisões judiciárias que envolvem a sua empresa e a empresa terceirizada. Desse modo, o megaempresário contrata a empresa terceirizada e estabelece um acordo onde há um repasse menor da grande empresa para a terceirizada e, na sequência, apenas uma parte muito pequena, não correspondente ao valor gerado, desse repasse para a empresa terceirizada é convertida em salários para os terceirizados, onde a empresa terceirizada acaba lucrando mais, ao ter menos gastos. Portanto, um terceirizado que trabalha para uma empresas monopolística (no sentido austríaco) possui maiores chances de ser ludibriado e não lhe resta muitas opções de mudança de nicho, haja vista que infelizmente inúmeros setores do mercado brasileiro sofrem regulação e intervenção constante do governo.

No mais, ótimo artigo.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Andre  10/11/2016 14:57
    Se as previsões de que a partir de 2050 a população começará a diminuir, lá por 2100 o mundo será uma imensa Detroit.
  • Kantynho  10/11/2016 16:28
    Pior hein... não vai ter mão de obra suficiente nem pra reformar os prédios que estarão já bem velhos.
  • Breno  11/11/2016 17:02
    Em 2100 a economia vai estar tão diferente que bem impossível prever. Varia desde de a gente pode deixar de existir como espécie mais inteligente para novas inteligências artificiais, colonização de marte, absoluta auto-suficiência em energia até depressões econômicas globais e guerras. Ou seja, bem impossível de prever.
  • Pobre Paulista  10/11/2016 15:25
    Mostre esse gráfico 1 para seu professor de geografia e seja reprovado na disciplina.
  • Marciano  10/11/2016 15:36
    Esse gráfico 1 refuta todos os argumentos socialistas.
  • 4lex5andro  10/11/2016 17:21
    Não por acaso tal gráfico não está em nenhum livro de ensino básico/médio do Mec.
  • Julio  10/11/2016 18:24
    Eu mostrei e fui aprovado.
  • junior   13/11/2016 01:42
    sou geografo e professor. o grafico esta certo junto com os argumentos do artigo.
  • Vladimir  10/11/2016 15:27
    Infelizmente o fator sub-população já está ocorrendo na Europa e Japão causando problemas econômicos e sociais, e aqui no Brasil está faltando mão de obra no nível médio, especialmente infra estrutura, área mecânica, química, agrícola, construção civil, na China está faltando mulher, é tanto que os homens estão disputado mulheres á tapa. e no futuro próximo haverá crise econômica por causa da sub-população.
  • Kantynho  10/11/2016 16:29
    Isso sem contar a islamização da civilização!
  • 4lex5andro  12/11/2016 03:27
    No caso do ocidente, seu rumo aponta para um processo avançado de des-religiosidade.
  • anônimo  10/11/2016 15:31
    Mas é uma irresponsabilidade colocar filhos no mundo sem ter condições para criar...
  • edgar  10/11/2016 16:15
    Primeiramente defina o que é "não ter condições para criar".

    Só isso já renderia uma bela discussão. Mas vamos supor que chegássemos a um acordo e todas as pessoas que não tivessem os seus requisitos mínimos para ter filhos simplesmente parassem de fabricá-los.

    De um lado já temos pessoas com alto poder aquisitivo e boas condições mentais tendo poucos filhos e o outro lado, segundo você deveria ir para o mesmo caminho.

    Entraríamos, então, nos problemas descritos pelo autor do texto.
  • anônimo  10/11/2016 17:28
    Pense o seguinte: um indivíduo que recebe 1 salário mínimo (ou menos), ou aquelas pessoas que limpam vidro de carro para poder sobreviver, que não condições nem de sustentar a si próprio, tem condições para ter um filho?

    Ademais, criar filhos não é só prover alimentos, moradia e vestuário. Significa dar uma boa educação.

    Vou citar um caso muito conhecido (não sei se vc conhece): aquela octomãe americana (ela já tinha 6 filhos, gerou mais 8 por fertilização in vitro, por isso é chamada de octomãe, no total, ela tem 14 filhos). Ela além de não ter condições econômicas para criar os filhos (saiu uma notícia a um tempo atrás, de que ela podia ser despejada e criar seus 14 filhos na rua, imagine a situação), ela tava fazendo "programa" (se prostituindo e fazendo filme pornô) para poder sustentar seus 14 filhos. Imagine a educação e o exemplo que os filhos têm... Ela não tem condições econômicas e nem moral para poder criar os filhos... Ou seja, é uma irresponsável...

    E este é só um caso famoso. Na vida real, conheço casos muito piores...
  • Alfredo  10/11/2016 17:52
    Posicionar-se contra catastrofistas que defendem a redução populacional -- ou que dizem que o crescimento populacional tem de acabar -- é um pouquinho diferente de dizer que cada favelado deve ter 14 filhos.

    Força a barra, não, fera.

    P.S.: ainda assim, vale dizer que esse conceito de "dificuldade financeira" é bastante relativo. No Brasil das décadas de 1940 e 1950, era comum famílias pobres com 10 filhos. E todos eles muito bem de vida hoje (meu pai, de família de 10 filhos, é um exemplo). Alguém vai dizer que hoje, em que a oferta de bens, serviços e remédios é muito maior, isso seria mais difícil? Compare as privações daquela época (não havia nem estrada asfaltada) com as facilidades de hoje. O que há hoje é mais comodismo e preguiça, coisa que não havia antigamente. (Até porque, quem fosse preguiçoso morria de fome).
  • Bode  11/11/2016 00:51
    Imagino que a carga tributária enfrentada por seu avô era bem menor que a atual. Naquele tempo se amarrva cachorro com linguiça.
  • Emerson Luis  16/11/2016 00:26

    Em outro artigo um leitor comentou que a carga tributária naquela época era de 15%.

    * * *
  • saoPaulo  10/11/2016 17:51
    Em primeiro lugar, não acho que o anônimo esteja sugerindo a proibição de pessoas de terem filhos.
    Em segundo lugar, o que ele escreveu é meio que um truísmo, ou você ensinaria algo diferente para seus filhos? =)
  • Gleyson  10/11/2016 18:19
    Será que é difícil entender o que ele disse com "ter condições para criar"?
  • Andre  10/11/2016 17:04
    Concordo, até 2050 a população brasileira aumentará em 40 milhões de pessoas, e 80% desses nascimentos se darão na classe D e E.
    Ainda tenho parentes em periferia que visito com frequência, está cheio de garotas de 15 anos grávidas de bandidos e zé droguinhas, mulheres de 23 anos com 3 ou 4 filhos de pais diferentes vivendo com os avós enquanto esta trabalha por 1 salário mínimo, enquanto as crianças terão péssima educação e os piores exemplos de bandidos e vadias para se espelhares em seus bairros, multiplicando a sua própria pobreza.
    As classes médias em melhores condições mudaram muito seus valores e prioridades, aquela renda a mais oriunda de uma promoção ou negócio lucrativo não serve mais para aumentar a família como até os anos 90 e sim para adquirir uma SUV nova e realizar os sonhos de viagem e independência.
    Os países desenvolvidos ainda poderão "comprar" cidadãos jovens e saudáveis.
  • saoPaulo  10/11/2016 18:05
    Esta seria uma boa discussão.
    O que está causando a queda de natalidade nas sociedades ocidentais?
    Vários possíveis fatores:
    - narcisismo das novas gerações, que preferem viajar a terem filhos;
    - acesso a anti concepcionais;
    - entrada das mulheres no mercado de trabalho, e consequente menor disponibilidade destas em cuidarem dos filhos;
    - welfare state voraz em retirar/desperdiçar recursos da sociedade, fazendo com que as pessoas tenham menos recursos para terem mais filhos;
    - competitividade nas sociedades capitalistas, exigindo grande investimento em cada membro da prole, em detrimento de uma prole maior e menos preparada.
    Sobre este último item:
    https://en.wikipedia.org/wiki/R/K_selection_theory
  • mauricio barbosa   10/11/2016 18:24
    Sim é uma irresponsabilidade colocar filhos no mundo sem ter condições financeiras e moral(Sem ser moralista autoritário) é lógico.
    O que se combate aqui é o controle de natalidade via planejamento central,pois sabemos o quanto o governo é ineficiente em suas ações de alocador de recursos e pessoas...Mundo afora.
  • Andre  10/11/2016 16:10
    O mundo está sim superpovoado, de políticos, funças e socialistas.

    Mas há uma boa notícia, estão questionando a federalização:

    www.infomoney.com.br/negocios/inovacao/noticia/5755450/com-trump-grupo-bilionarios-vale-silicio-sugere-separar-california-dos
  • saoPaulo  10/11/2016 16:55
    Hilário!
    Quando o pessoal do sul do Brasil faz pesquisa sobre se separar, eles são fascistas, ultra-nacionalistas, neonazis, xenófobos, sexistas, homofóbicos, e o maior de todos os insultos, homens brancos héteros!
    Quando esquerdistas californianos querem se separar por causa do Trump, são baluartes da liberdade.
    Exigir coerência dos esquerdistas realmente é impossível.
    Pior que os idiotas podem acabar fazendo o certo, pelos motivos errados...

    "Tomara que eu esteja errado, mas se Hillary vencesse o cenário seira mais estável. Para quem depende do investimento externo é necessário entender que agora vai ser mais difícil", disse ao InfoMoney o CEO do Guiabolso Thiago Alvarez, durante evento sobre o cenário de fintechs no Brasil.
    Tá certo, como se o Brasil fosse muito amigável a investimentos externos...
  • Paulo Bat  10/11/2016 20:28
    saoPaulo

    "Esquerdistas californianos"? Você deve estar delirando. Dizer que Apple, Uber, Twiter, Facebook e etc são empresas criadas por esquerdistas é o máximo. Aliás, a Califórnia é o estado mais rico e desenvolvido dos Estados Unidos.

    O Vale do Silício é o maior exemplo de empreendedorismo, com as maiores criações, inclusive as ferramentas que você está usando no dia a dia e aqui, para ler e escrever neste blog, foram criadas lá.

    Em relação ao fechamento dos EUA ao exterior, este foi uma das promessas de campanha do Trump. Ou seja, exatamente o oposto do programa do Partido Republicano. Por isto, a oposição à Trump entre os republicanos tenha sido tão
  • saoPaulo  10/11/2016 22:00
    Paulo Bat,

    Calma amigo, tenha um pouco mais de boa vontade ao interpretar os comentários dos outros.
    Em momento nenhum eu disse que todos os californianos são esquerdistas, da mesma forma que quando eu escrevo os indígenas brasileiros, eu não estou dizendo que todos os indígenas do mundo são brasileiros...
    Mas por que essa história de secessão justo agora que o Trump perdeu as eleições? Vai mesmo insistir que não é despeito esquerdista?
    Além disso, eu não sabia que a califórnia era composta apenas por gênios do empreendedorismo!
    E só pra lembrar, os californianos votaram em peso no Obama, nas suas duas eleições, sem falar que Bernie Sanders quase ganhou as primárias por lá e que os democratas sempre ganham as eleições presidenciais por lá desde 1992.
  • Paulo Bat  10/11/2016 22:47
    Caro SaoPaulo

    O "delirando" talvez tenha sido força de expressão de tanto ver respostas fortes aqui no Mises. Não foi minha intenção ter má vontade. Perdoe minha aparente má vontade.

    De qualquer maneira, vontade de secessão não tem a ver com uma ideologia ou outra, mundo afora. Tem a ver com um grupo querendo se livrar de um governo central que se opõe a seu modo de viver. Assim os EUA se separaram do Reino Unido e o Brasil se separou de Portugal.

    A respeito de a California ter votado, e votar, em peso nos democratas, não sei qual o problema? O estado continua sendo o mais rico dos EUA, como o Texas é o segundo mais rico, votando nos republicanos. E Nova York é o terceiro mais rico, votando nos democratas desde sempre.

    Assim como a Florida é rica, votando às vezes nos democratas e às vezes nos republicanos. E todos os estados pobres (Mississipi, Missouri, West Virginia, Alabama e etc) votam republicanos e continuam pobres.
  • saoPaulo  11/11/2016 00:36
    Paulo Bat,

    De qualquer maneira, vontade de secessão não tem a ver com uma ideologia ou outra, mundo afora. Tem a ver com um grupo querendo se livrar de um governo central que se opõe a seu modo de viver. Assim os EUA se separaram do Reino Unido e o Brasil se separou de Portugal.
    Tá certo. Me mostre então todo o histórico separatista dos californianos. Me prove que isto não é somente recalque de alguns esquerdistas por causa da vitória do Trump. Note que eu até escrevi que os idiotas podem acabar fazendo o certo, pelos motivos errados...

    A respeito de a California ter votado, e votar, em peso nos democratas, não sei qual o problema?
    Você é novo neste site né? Só pode ser...
    Você não vê qualquer problema nos californianos votando em peso no Bernie Sanders, um socialista de carteirinha, que estaria aberto a adotar um imposto de renda com teto de 90%? Por favor, o cara queria estatizar a educação superior americana! Não venha perguntar qual o problema disto num site liberal/libertário.
    Veja, riqueza não é uma coisa estática. Se ricos perdem os valores que os tornaram ricos em primeiro lugar, eles empobrecem. A Argentina já foi o décimo país mais rico do mundo, em renda per capita, e olha só a porcaria que se tornaram.
  • Paulo Bat  13/11/2016 22:17
    saoPaulo

    Você escreveu: Mostre-me então todo o histórico separatista dos californianos. Prove-me que isto não é somente recalque de alguns esquerdistas por causa da vitória do Trump.

    Segundo o Mises americano, o movimento separatista californiano, chamado de Yes California, foi criado oficialmente em agosto de 2015, pelo California National Party, ou seja, seis meses antes das primeiras primárias do Partido Republicano, realizadas em fevereiro de 2016 e, portanto, quando a probabilidade do Trump se tornar presidente ainda era baixa, pois ele teria que bater todos os caciques republicanos para ser candidato, o que acabou ocorrendo. Mas, aí e loteria de segunda-feira.

    [b/]Você deve ser novo no site[/b]: Eu não sou novo no site. Leio todos os artigos do Mises Brasil e do Mises USA a um bom tempo e há alguns meses venho, eventualmente, feito posts em artigos do site.

    Nas primárias democratas da California, Hillary Clinton venceu Sanders. E engraçado, em muitos dos estados que Sanders ganhou as primárias, Trump também ganhou, como por exemplo: Alaska, Idaho, Utah, Wyoming, Montana e North Dakota.

    Por fim, você disse para não perguntar qual o problema disto num site liberal/libertário. Bom, de acordo com o Mises estabeleceu no final de cada artigo, antes do espaço para comentários: Envie-nos seu comentário inteligente e educado. E após o espaço para os comentários: Comentários serão exibidos após aprovação do moderador. Em nenhum momento o Mises, como um bom site libertário, censura os comentários. A não ser imagino, em casos excepcionais. Eu mesmo, nunca tive um comentário censurado. Se o livre trocar de ideias for tolhido só porque somos contra o pensamento de terceiros, voltaríamos à ditadura, quando só o que os amigos do "rei" escreviam era liberado, e após análise de censura prévia.

    Por fim, acho interessante alguém defender o Trump aqui no Mises, pois a análise de suas promessas de campanha mostra que ele é populista, nacionalista atrasado, intervencionista do livre mercado, etc. Tanto é que o estado de Michigan , por exemplo votou nele, principalmente pela promessa de reforço da indústria americana. Ou seja, tudo o que o Mises era contra: protecionismo de um grupo industrial em detrimento do resto da sociedade. Por isto, o Partido Republicano era contra o Trump.
    Por exemplo, ele reclamou abertamente da Apple por produzir i-pad's e i-phone's na China e não nos EUA.

    Aliás, o próprio Instituto Mises deplora tanto Trump quanto Clinton: www.mises.org.br/Article.aspx?id=2559

    Apesar de que seu primeiro pronunciamento público já foi mais "suave", mostrando que ele pode ter ganho muito voto fazendo proselitismo.

    Um libertário apoiaria Gary Johnson, candidato do Partido Libertário.
  • saoPaulo  19/12/2016 12:34
    Segundo o Mises americano, o movimento separatista californiano, chamado de Yes California, foi criado oficialmente em agosto de 2015
    Ok, me convenceu. Retiro o que disse anteriormente.
    Abraços =)
  • Murdoch  10/11/2016 22:12
    Paulo Bat

    Você leu a notícia inteira ou apenas o enunciado?

    A notícia afirma que três investidores(um deles do Uber) do vale do silício querem a separação da Califórnia. Portanto, empreendedorismo não se encaixa nesse contexto, porque eles são investidores.

    Existem empreendedores esquerdistas no vale do silício, Mark Zuckerberg é o mais exemplo de todos eles. Ele odeia concorrência e faz de tudo para manter o monopólio, tem relações íntimas com o partido Democrata, especialmente com Obama onde estão sempre se reencontrando.
    O mais engraçado é que ele se diz contra a criação do muro com o México, mas constrói um muro para "tampar" sua mansão no Havaí.
    O único do vale do silício que vai contra a maré é Peter Thiel.
  • Renan Merlin  11/11/2016 08:42
    A California e Nova Iorque são redutos da esquerda caviar.
  • Um Cão  10/11/2016 17:26
    Eu bem que adoraria a secessão dos estados nos EUA, porém é inconstitucional a separação unilateral e somente uma revolução para acontecer a separação, pois os federais não vão deixar. Estados mais "libertários" como New Hampshire, Texas poderial se livrar dos "socialistas" como Cali, NY
  • Mateus Nardi  10/11/2016 19:09
    Leis foram feitas para servir os homens ou os homens foram feitos para servir as leis?
    Dizer que tal coisa é inconstitucional me da nos nervos. A escravidão já foi um ato "constitucional" durante milênios, e nem por isso é considerado algo MORAL. Se aquele estado concorda em desvincular da federação Americana, ÓTIMO, assim seja feito, mas amarrar a população utilizando de desculpa a constituição é o fim da picada.
  • Republica de Curitiba  10/11/2016 19:14
    Até onde sei, a separação é inconstitucional no Brasil, e não nos EUA (a não ser que a guerra da secessão tenha alterado a constituição após ela)
  • Um Cão  10/11/2016 19:26
    "Threats and aspirations to secede from the United States, or arguments justifying secession, have been a feature of the country's politics almost since its birth. Some have argued for secession as a constitutional right and others as from a natural right of revolution. In Texas v. White, the United States Supreme Court ruled unilateral secession unconstitutional, while commenting that revolution or consent of the States could lead to a successful secession.

    The most serious attempt at secession was advanced in the years 1860 and 1861 as eleven southern States each declared secession from the United States, and joined together to form the Confederate States of America. This movement collapsed in 1865 with the defeat of Confederate forces by Union armies in the American Civil War.[1]"

    https://en.wikipedia.org/wiki/Secession_in_the_United_States
  • Osmar Neves  10/11/2016 20:30
    Nós e os EUA somos federações. Federações não permitem secessões. Secessões são permitidas apenas em confederações:

    https://ead.orcamentofederal.gov.br/mod/page/view.php?id=238


    Um curso pago por você, e por isso gratuito, para que você tenha o adequado conhecimento e a desejada participação cívica em nossa imaculada federação. 25 horas de Atividades Complementares para enriquecer o seu currículo profissional e acadêmico.
  • Paulo Bat  10/11/2016 21:51
    Ei Um Cão

    Chamar a California e New York de socialistas me faz rir. Só porque são estados que votam majoritariamente em democratas?

    A California é o estado mais rico e desenvolvido dos EUA, seguido do Texas e de Nova York. E se fossem países, a California seria o sexto e e New York o décimo segundo mais ricos do mundo.

    https://en.wikipedia.org/wiki/Economy_of_California
    https://en.wikipedia.org/wiki/Economy_of_New_York

    Ou seja, os mais ricos estados votam nos democratas, com exceção do Texas e da Florida. E não os mais dependentes do estado.

    Se você olhar o perfil dos estados onde Trump venceu são, em geral, os mais pobres e menos empreendedores do país, com algumas poucas exceções, como Texas e Florida.
  • Um Cão  11/11/2016 11:40
    "Chamar a California e New York de socialistas me faz rir. Só porque são estados que votam majoritariamente em democratas?"

    Quando foi que eu mencionei que são estados socialistas por votar em democratas?
    Comparado ao resto do mundo, California e New York são muito capitalistas e liberais, más entre os estados dos EUA são sim socialistas.

    Segue um estudo aonde aponta os estados com maior liberdade econômica nos EUA.
    Economic Freedom of North America

    Este mistura liberdade econômica com liberdade individual.
    Economic and Personal freedom in the 50 states

    Um Index comparativo entre os estados dos EUA em relação a impostos:
    [link=taxfoundation.org/article/2017-state-business-tax-climate-index]2017 State Business Tax Climate Index[/index]

    Hawaii, California e NY estão entre os estados com maior controle de armas nos EUA:

    Best States for Gun Owners 2015

    https://www.freedominthe50states.org/guns

    Se controle de armas não é típica do socialismo eu devo estar ficando louco...

    "A California é o estado mais rico e desenvolvido dos EUA, seguido do Texas e de Nova York. E se fossem países, a California seria o sexto e e New York o décimo segundo mais ricos do mundo."

    Seguindo seu pensamento, India e China também estão entre os mais ricos do mundo. Isso quer dizer que são países desenvolvidos?

    Você deveria citar PIB per capita ao invés de PIB nominal:
    GDP Per capita US states 2015

    Sim, NY e California também estão entre os mais ricos per capita. Isso não quer dizer que sejam mais pró-mercado do que os menos ricos. O distrito de Colúmbia (Sim, capital dos EUA, aonde ficam os políticos mais poderosos) é a região mais rica dos EUA (quase 3x o GDP per capita da California) e aonde o governo é responsavel por 1/3 dos empregos na região. Isso quer dizer que D.C. é a região mais rica e desenvolvida e libertária dos EUA?

    "Ou seja, os mais ricos estados votam nos democratas, com exceção do Texas e da Florida. E não os mais dependentes do estado.

    Se você olhar o perfil dos estados onde Trump venceu são, em geral, os mais pobres e menos empreendedores do país, com algumas poucas exceções, como Texas e Florida. "

    Interessante. Me explique então o porque da população de classe média estar saindo em massa destes estados "mais ricos, mais empreendedores e democratas" e se mudando para os "mais pobres, menos empreendedores aonde Trump venceu"?

    New Study Finds Taxpayers Are Fleeing New York, Illinois and California

    California Gov. Signs Minimum Wage Hike: Admits It "Doesn't Make Economic Sense" As Locals Flee For Texas

    "Tired Of The Expense Of Living Here" - Californians Continue To Leave State In Droves

    California Tax Revenues Miss Projections By $1 Billion As Residents Flee The State
  • André Cavalcante  10/11/2016 16:22
    Sou otimista.

    Não só não vai haver subpopulação como não vai haver superpopulação.

    Sempre que um ciclo de intervencionismo dura muito tempo, como nos séculos XX e XXI, é seguido de um ciclo mais liberal. Os primeiros raios de um novo ciclo já são vistos no mundo.

    E um ciclo mais liberal vai fazer a população aumentar, bem como as riquezas disponíveis.

    Quando a população começar a aumentar mesmo, tipo 10, 15 bilhões a próxima fronteira será o espaço e outros planetas.

    Imagina a riqueza que será produzida com a mineração de asteróides?

    Abraços

  • Vladimir  10/11/2016 18:23
    Quanto a Colonização espacial:
    Se for feita por indivíduos determinados, criativos, que gostam de desafios pode ocorrer, mas se for com governos insanos, megaconglomerados loucos, socialistas de todas as cores pirados, ecologistas doidões, é bem capaz de proibirem a ida do homem ao espaço.
  • Marciano  10/11/2016 20:34
    E não vai demorar para ambientalistas se "preocuparem" com a exploração dos asteróides.
  • Murdoch  10/11/2016 22:25
    André Cavalcante

    republique seu comentário para o amigo pedinte.

    Quanto a riqueza de asteroides, tenho uma excelente matéria sobre a respeito do assunto.

    A pedra de R$5 trilhões

    E claro, começaram os esperneios sobre essa atividade empresarial.
    Mineração de asteroides pode deixar o mundo ainda mais desigual
    Abraço
  • Ronaldo  10/11/2016 18:39
    Excelente texto, massss e o meio ambiente?

    Consigo entender perfeitamente a correlação entre crescimento populacional e maior taxa de criação de riqueza.
    Contudo, quando o texto fala de recursos limitados se refere apenas a recursos que podem ser criados com mais humanos (mão de obra, energia, bens de capital), não há uma referência a recursos que não podem ser criados na natureza.

    Com as tecnologias atuais, a produção industrial não sobrevive da pura reciclagem, é possível visualizar o uso de fontes renováveis de energia, mas a construção de usinas, solares por exemplo, inevitavelmente vai precisar de aço produzido a partir de minérios e polímeros produzidos a partir do petróleo.

    Quando penso no aumento da população e inevitável imaginar como será resolvida a questão da produção de riqueza para um número cada vez maior de pessoas sem o aumento da utilização de recursos naturais.

    Por favor refutem a minha tese, adoraria ter uma resposta para isto (não estou sendo irônico).
  • Pobre Paulista  10/11/2016 19:01
    Cadê aquele comentário épico do André? Procurei e não achei...
  • Auxiliar  10/11/2016 21:41
    Qual?
  • Pobre Paulista  10/11/2016 21:57
    Um que ele calcula que a população da terra cabe confortavelmente no Brasil.

    No site antigo tinha aquele filtro por assunto, não achei no leiaute novo :(
  • Rafael  11/11/2016 00:45
    www.mises.org.br/Subjects.aspx
  • Andre Cavalcante (homenagem)  10/11/2016 22:12
    É interessante como as pessoas se adonam de "verdades" alheias e saem por aí propagando-as sem ao menos se darem o trabalho de verificar tais "verdades".

    Sobre o fato de os recursos da Terra serem escassos, tudo bem, mas vamos ver como é essa escassez:

    ESPAÇO:

    População mundial: 7 bilhões de habitantes.

    Área do Brasil: 8 milhões de quilômetros quadrados

    Se colocássemos toda a população da Terra no Brasil teríamos uma densidade de: 7 bi / 8,5mikm2 ~= 824 habitantes por km2.

    Só lembrando, 1km2 = 1km x 1km = 1000m x 1000m = 1mi m2 = 100ha, onde 1 ha = 100m x 100m = um campo de futebol.

    Em outras palavras, teríamos uma densidade da ordem de 824 habitantes em 100 campos de futebol, o que dá, arredondando bem pra cima, 9 habitantes por campo de futebol, que não dá nem um time de futebol.

    Comentário: se toda a população da Terra vivesse no Brasil, uma família (ou duas), totalizando 9 pessoas poderia morar em um área do tamanho de um campo de futebol. Isto é uma área que dá pra construir uma casa de 200m2, ter uma boa horta, árvores frutíferas e até umas vaquinhas tudo junto.

    Conclusão: área para se viver e produzir é um bem escasso, mas o limite do planeta é muito, mas muito superior ao que conseguimos usar atualmente.

    ENERGIA:

    Radiação média solar na Terra: 1KW/m2

    Área de Pernambuco: 98.311 km2 = 98.311 mi m2 = 98,3 bi m2

    Energia solar só em Pernambuco = 98,3,8 bi x 1KW = 98,3 TW (isso mesmo, Tera-Watt).

    Capacidade instalada de geração de energia elétrica (mundo) [segundo anuário estatístico de E.E. 2013] = 5.066,00 GW = 5TW.

    Ou seja, só o que o Sol manda de energia sobre Pernambuco dava pra alimentar quase 20x o consumo diário de energia elétrica do planeta inteiro.

    Conclusão: energia é um bem escasso, mas o limite do planeta é muito, mas muito acima da necessidade atual dos 7 bilhões de habitantes. De fato, para sustentar toda a civilização atual, bastaria coletores solares (desses que já existem no mercado e que tem eficiência não maior que 25%), cobrindo uma área do tamanho de Pernambuco para suprir toda a nossa necessidade e, de quebra, a sombra formada ainda ajudaria a reduzir o tal do aquecimento global.

    ÁGUA:

    Consumo de 1 norte-americano por dia: 600 litros [Guia do Estudante - Vestibular]

    1 m3 = 1000 litros, logo, o consumo de um norte-americano é de 0,6m3 por dia. Como o dia tem 86400s, temos uma vazão de 0,000006944 m3/s.

    População da Terra: 7 bi * consumo acima = 48.611 m3/s

    Vazão do Rio Amazonas sozinho: 209.000 m3/s

    Comentário: o rio Amazonas sozinho é capaz de suprir uma demanda 4x maior que o mais louco consumo de água que se pode pensar (todos os 7bi consumindo água como um norte-americano). Isso sem falar nos outros grandes rios do planeta e sem levar em conta nenhum dos aquíferos subterrâneos e água em forma de gelo. Ah! e ainda temos 3/4 do planeta na forma de água salgada que, na pior das hipóteses pode ser dessalinizada e, então, usada normalmente.

    Conclusão: água é um bem escasso, mas o limite do planeta é muito, mas muito superior a qualquer uma das nossas necessidades

    MINÉRIOS:

    A crosta da Terra é uma fina película dura flutuando sobre o manto, de 5km a 70km de espessura [Wikipedia]. Ora, não temos tecnologia para chegar nem aos 5km. Então vamos fazer algo mais realista e considerar a extração mineral somente até 2km.

    Área da África do Sul: 1.221 mil km2

    Volume total de terra: 1.221 mil km2 * 2km = 2.442 km3 = 2,4x10^12 m3

    Densidade média da Terra 5,1 g/cm3 = 5100 Kg/m3

    Massa total de terra a minerar: 12,2 trilhões de toneladas. Para se ter uma ideia: produção de minério de ferro em 2008: 2,1 bilhões de toneladas

    Conclusão: o limite da Terra para a exploração de minérios ainda é muito maior que o consumo atual.

    Comentário: A necessidade de tecnologia, a possibilidade de reciclagem, os custos com a extração, os custos ambientais (custos de oportunidade, pois uma floresta em pé pode ser, em alguns casos, mais vantajoso que o minério sob as raízes das árvores) e vários outros fatores fazem com que alternativas a extração comecem a ser interessantes.

    A minha preferida, no entanto, não está na Terra, mas na possibilidade de minerarmos asteroides no espaço - já temos tecnologia para isso e empresas privadas que em alguns anos a poucas décadas devem começar o serviço (Este caso é emblemático - uma parte do custo de extração é artificialmente criada pelos governos, através regulações na atividade e por causa das questões ambientais; a medida que tais custos aumentam torna-se muito mais vantajoso reciclar ou pegar minério no espaço que retirá-lo da terra).


    RESUMO DA PROSA: os recursos físicos da Terra são limitados, portanto, escassos. No entanto, as quantidades que a Terra dispõe são tão grandes que ainda estamos muito aquém do que ela pode nos fornecer. Se usarmos de inteligência e técnicas corretas, nunca chegaremos nem perto desses limites. De fato, o maior limite hoje está justamente no recurso mais necessário para poder explorar os demais recursos naturais: falta gente, principalmente os inteligentes e criativos.

    Abraços
  • Vladimir  10/11/2016 20:32
    Em resposta:
    Compostos a base de carbono 60.
    Bioplásticos.
    Fontes de energia a base bioquímica orgânica.
    Fontes de energia vindas do ambiente em redor.
    Exploração responsável dos recursos dos oceanos, que está atrasado há 100 anos.
    Usinas de dessalinização por osmose feita por biomenbranas carregadas eletrostaticamente.
    Cidades oceânicas.
    Cidades submarinas.
    Cidades subterrâneas.
    Habitats em asteroides, luas e planetas do sistema solar.
    Uso de Arcas para viagem e colonização entre sistemas estrelares.


  • Conservador  10/11/2016 20:35
    Artigo Excelente.
  • Renan Merlin  10/11/2016 21:01
    Olha eu não sou defensor do protecionismo todavia não foi a importação de automoveis e outros produtos da asia que acabou com a classe media americana que foi 70% e hoje e menos de 50% e que foi subsidio pra eleger o trump? Com livre mercado como trazer essas industrias de volta?
  • Torino  10/11/2016 21:42
    Oi?! Automóveis asiáticos de qualidade acabaram com a classe média americana?! Eu li isso mesmo?!

    Automóveis asiáticos, isso sim, dificultaram a vida dos sindicatos nababescos de Detroit, que viram o resto do país (ou seja, toda a classe média dos EUA) deixar de comprar os carros beberrões fabricados em Detroit e migrar para os Honda e Toyota -- que, aliás, possuem fábricas nos EUA, empregando muita gente de classe média.

    Carros asiáticos afetaram Detroit, que já havia deixado de ser eficiente há muito tempo, e que se preocupava apenas em manter os privilégios nababescos da American Autoworkers Union.

    O livre mercado faz exatamente isso: pune os ineficientes. Só que o governo americano, é claro, não permitiu, e utilizou o dinheiro de impostos para salvar as porcarias.
  • Gunnar  10/11/2016 22:44
    Vejam a última dos nossos sagrados protetores estatais:

    exame.abril.com.br/brasil/procon-veta-cobranca-de-pizza-de-2-sabores-com-preco-da-mais-cara/
  • Andre  10/11/2016 23:25
    Deviam regular logo a quantidade de cada ingrediente, já virou piada mesmo.
  • Paulo Henrique  11/11/2016 00:40
    Por outro lado, existe uma forte correlação em maior desenvolvimento econômico e queda na taxa de natalidade, alguns estudos dizem que se a china tivesse enriquecido antes, a política de filho único seria completamente inócua, o mero desenvolvimento teria um efeito igual ou maior. Com o plus de ser eticamente superior, e não ter causado a distorção de ter bem mais homens que mulheres naquele país.

    O que não deixa de ser um tanto paradoxal, quando se tem alimento em abundância, educação, saúde, tem-se menos filhos

    Possivelmente por que há outras fontes de distração e ocupações. Assim sendo, mesmo que um aumento descontrolado da população fosse um problema (não é), o próprio capitalismo seria a solução
  • Murdoch  11/11/2016 02:48
    Eu não acredito no desenvolvimento econômico com a queda na taxa de natalidade. Se essa afirmação fosse coerente, o Japão era para ser a economia mais desenvolvida do mundo já que apresenta déficit no crescimento populacional.
    A Austrália está importando pessoas para trabalharem no país, porque o livre mercado proporcionou essa abundância de empregos. A queda na taxa de natalidade da Austrália está criando uma oferta de emprego maior do que a demanda, o desenvolvimento acaba estagnado por causa dessa consequência.
    Na China é quase impossível haver uma situação semelhante da oferta ser maior do que a demanda, a população adulta é entre 800 milhões a 1.12 bilhão de pessoas.
  • rand0m78923  11/11/2016 00:57
    Não tem nada a ver com o assunto. Mas recentemente eu vi o seguinte argumento da validade da lei de oferta e demanda: Teoricamente os preços deveriam subir ou cair em relação à oferta de produtos e a demanda de produtos. Porém o mesmo não ocorreu com a industria automobilistica no Brasil. O empresário brasileiro preferiu manter os preços do que abaixa-los.
    Eu respondi que dados e acontecimentos não fornecem verdades atemporais e universais e por isso não se pode basear uma refutação inteiramente nesse tipo de coisa porque abre margem para afirmações contraditórias.
    De qualquer forma não consegui explicar o porque desse fenômeno acontecer. Alguém consegue?
  • Marcos  11/11/2016 02:08
    É simples: por que as montadoras reduziriam seus preços se elas operam em um mercado fechado?

    1) As montadoras brasileiras operam em um mercado protegido pelo governo. A importação de automóveis novos é tributada por uma alíquota de 35%. Já a importação de automóveis usados é proibida;

    2) Com o recente esfacelamento do real perante o dólar, o custo de qualquer importação aumentou sobremaneira. Ou seja, além das tarifas de importação, temos também uma moeda fraca, que encarece ainda mais as importações.

    Ou seja, por causa do governo, as montadoras brasileiras operam em um regime de mercado semi-fechado, sem sofrer nenhuma pressão da concorrência externa. Elas praticamente usufruem uma reserva de mercado criada pelo governo. O brasileiro é praticamente proibido de importar carros, e não tem moeda para isso.

    Na Europa e nos EUA, não há restrições à importação de carros estrangeiros. A consequência disso é uma maior concorrência, o que faz com que os carros de lá sejam realmente decentes, tenham preços baixos e tenham muito mais opcionais de série.

    Já aqui, onde o mercado é fechado, não há motivo nenhum para as montadoras cobrarem pouco e oferecerem bons serviços. Não há concorrência externa. Não há como o brasileiro comum comprar carros usados do exterior.

    Agora me diga: quem é que, operando em um regime de reserva de mercado, reduzirá preços?

    Num cenário desse, meu caro, as montadoras só não cobrariam caro se fossem extremamente idiotas.

    Houvesse um livre mercado no Brasil, aí sim os preços estariam lá embaixo. Mas comomisso não existe no Brasil, a reserva de mercado se mantém. Assim como os preços.
  • Tiago Voltaire  11/11/2016 01:59
    Vi o documentário Before the Flood e gostei. Há problemas ambientais no nosso planeta e tal, mas é interessante perceber como o grande problema é o Estado e não o mercado. Como o próprio documentário mostra, o governo americano subsidia empresas do ramo petroleiro! E o que o mercado faz? A Tesla, uma empresa revolucionária! Também mostra como a Indonésia vende sua terras para empresas destruírem a vontade, já que a corrupção nesses países é enorme. Terra do Estado = de ninguém (ou melhor, de quem comprar o burocrata).

    Acho importante levantar reflexões libertárias sobre o meio ambiente. O Estado interferindo na economia gera desperdícios.
  • Brasil com Etica  11/11/2016 08:21
    Parabéns pela qualidade das tuas observações. Importante continuar a repassá-los o máximo possível. O povo de todos os países precisam acordar para a verdade.
  • vladimir  11/11/2016 09:59
    Concordo, o estado é o promotor principal em matéria de desperdícios de recursos, tanto na corrupção como em incompetência vide a URSS e afins.
  • Dan Nobumi  14/11/2016 17:03
    Caro Tiago, uma pequena informação sobre o Elon Musk: ele foi financiado fartamente com dinheiro estatal: www.latimes.com/business/la-fi-hy-musk-subsidies-20150531-story.html

    Abraço.
  • Capitalista Keynes  11/11/2016 13:25
    Eu só vou ter 1 filho....é o que minha renda dá para ter .
  • Consciente  11/11/2016 19:22
    Aconselho a leitura do economista Georgescu-Roegen e sua lei da entropia aplicada à economia, para entender como os processos de produção dispendem energia e degradam materiais. Mesmo a economia não consegue fugir da segunda lei da termodinâmica, e o aumento da produção com o crescimento da população leva ao aumento progressivo da entropia. Temos que entender que temos limites e devemos respeita-los, sob pena de uma dia a humanidade perecer sob a escassez completa de recursos.
  • vladimir  12/11/2016 22:11
    Quantos aos recursos naturais me respondam a essas perguntas.
    alguém usa artefatos de bronze hoje em larga escala hoje em dia?
    Com exceção de fios, materiais condutores e alguns utensílios alguém usa objetos de cobre?
    Ferro puro, alguém usa?
    Casas de pedra com exceção dos nostálgicos alguém usa?
    Alguém usa arado com tração humana, fora as tribos muito primitivas?
    Em relação água, já ouviu falar do ciclo da água?
    Já ouviu falar que a necessidade é a mãe da invenção?
    Já ouviu falar de diversidade genética?
    Quantas populações de formigas existem no mundo?
    E elas estão em maior número que os humanos.
    E os cupins?
    E as sociedades coletivistas são ecológicas?
    E vivemos num mundo instável com supervulções, megaterremotos, tsunamis devastadores, meteoros assassinos, microrganismos letais, socialista+ecologistas+terroristas+comunistas insanos, mutações ambientais. Estes fatores podem contribuir para redução da população e ninguém fala.
  • Emerson Luis  16/11/2016 00:23

    E eu lhe aconselho a estudar a cibernética de Norbert Wiener e outros, além da teoria do sistema, teoria dos jogos, teoria do caos. Também veja o livro Cisne Negro, muito bom. Hayek foi influenciado pelos conceitos da cibernética.

    A entropia só ocorre em um sistema incapaz de se autocorrigir e se autorrenovar, ou de fazê-lo bem o suficiente.

    Quando um sistema é capaz de se autocorrigir e se autorrenovar, ocorre a sintropia.

    Um motivo a mais para defender a liberdade econômica: ela permite a autocorreção e a autorrenovação em tempo hábil.

    * * *
  • vladimir  16/11/2016 02:32
    A não ser é claro que se adote o socialismo e afins aí sim podemos entrar numa entropia mesmo.
  • RA  11/11/2016 20:06
    Também temos que levar em conta a pressão que a humanidade está exercendo nos recursos naturais. O mundo tem recursos naturais suficientes para hospedar um número finito de pessoas, uma hora a população terá que parar de crescer.
  • Andre Cavalcante  11/11/2016 22:06
    É interessante como as pessoas se adonam de "verdades" alheias e saem por aí propagando-as sem ao menos se darem o trabalho de verificar tais "verdades".

    Sobre o fato de os recursos da Terra serem escassos, tudo bem, mas vamos ver como é essa escassez:

    ESPAÇO:

    População mundial: 7 bilhões de habitantes.

    Área do Brasil: 8 milhões de quilômetros quadrados

    Se colocássemos toda a população da Terra no Brasil teríamos uma densidade de: 7 bi / 8,5mikm2 ~= 824 habitantes por km2.

    Só lembrando, 1km2 = 1km x 1km = 1000m x 1000m = 1mi m2 = 100ha, onde 1 ha = 100m x 100m = um campo de futebol.

    Em outras palavras, teríamos uma densidade da ordem de 824 habitantes em 100 campos de futebol, o que dá, arredondando bem pra cima, 9 habitantes por campo de futebol, que não dá nem um time de futebol.

    Comentário: se toda a população da Terra vivesse no Brasil, uma família (ou duas), totalizando 9 pessoas poderia morar em um área do tamanho de um campo de futebol. Isto é uma área que dá pra construir uma casa de 200m2, ter uma boa horta, árvores frutíferas e até umas vaquinhas tudo junto.

    Conclusão: área para se viver e produzir é um bem escasso, mas o limite do planeta é muito, mas muito superior ao que conseguimos usar atualmente.

    ENERGIA:

    Radiação média solar na Terra: 1KW/m2

    Área de Pernambuco: 98.311 km2 = 98.311 mi m2 = 98,3 bi m2

    Energia solar só em Pernambuco = 98,3,8 bi x 1KW = 98,3 TW (isso mesmo, Tera-Watt).

    Capacidade instalada de geração de energia elétrica (mundo) [segundo anuário estatístico de E.E. 2013] = 5.066,00 GW = 5TW.

    Ou seja, só o que o Sol manda de energia sobre Pernambuco dava pra alimentar quase 20x o consumo diário de energia elétrica do planeta inteiro.

    Conclusão: energia é um bem escasso, mas o limite do planeta é muito, mas muito acima da necessidade atual dos 7 bilhões de habitantes. De fato, para sustentar toda a civilização atual, bastaria coletores solares (desses que já existem no mercado e que tem eficiência não maior que 25%), cobrindo uma área do tamanho de Pernambuco para suprir toda a nossa necessidade e, de quebra, a sombra formada ainda ajudaria a reduzir o tal do aquecimento global.

    ÁGUA:

    Consumo de 1 norte-americano por dia: 600 litros [Guia do Estudante - Vestibular]

    1 m3 = 1000 litros, logo, o consumo de um norte-americano é de 0,6m3 por dia. Como o dia tem 86400s, temos uma vazão de 0,000006944 m3/s.

    População da Terra: 7 bi * consumo acima = 48.611 m3/s

    Vazão do Rio Amazonas sozinho: 209.000 m3/s

    Comentário: o rio Amazonas sozinho é capaz de suprir uma demanda 4x maior que o mais louco consumo de água que se pode pensar (todos os 7bi consumindo água como um norte-americano). Isso sem falar nos outros grandes rios do planeta e sem levar em conta nenhum dos aquíferos subterrâneos e água em forma de gelo. Ah! e ainda temos 3/4 do planeta na forma de água salgada que, na pior das hipóteses pode ser dessalinizada e, então, usada normalmente.

    Conclusão: água é um bem escasso, mas o limite do planeta é muito, mas muito superior a qualquer uma das nossas necessidades

    MINÉRIOS:

    A crosta da Terra é uma fina película dura flutuando sobre o manto, de 5km a 70km de espessura [Wikipedia]. Ora, não temos tecnologia para chegar nem aos 5km. Então vamos fazer algo mais realista e considerar a extração mineral somente até 2km.

    Área da África do Sul: 1.221 mil km2

    Volume total de terra: 1.221 mil km2 * 2km = 2.442 km3 = 2,4x10^12 m3

    Densidade média da Terra 5,1 g/cm3 = 5100 Kg/m3

    Massa total de terra a minerar: 12,2 trilhões de toneladas. Para se ter uma ideia: produção de minério de ferro em 2008: 2,1 bilhões de toneladas

    Conclusão: o limite da Terra para a exploração de minérios ainda é muito maior que o consumo atual.

    Comentário: A necessidade de tecnologia, a possibilidade de reciclagem, os custos com a extração, os custos ambientais (custos de oportunidade, pois uma floresta em pé pode ser, em alguns casos, mais vantajoso que o minério sob as raízes das árvores) e vários outros fatores fazem com que alternativas a extração comecem a ser interessantes.

    A minha preferida, no entanto, não está na Terra, mas na possibilidade de minerarmos asteroides no espaço - já temos tecnologia para isso e empresas privadas que em alguns anos a poucas décadas devem começar o serviço (Este caso é emblemático - uma parte do custo de extração é artificialmente criada pelos governos, através regulações na atividade e por causa das questões ambientais; a medida que tais custos aumentam torna-se muito mais vantajoso reciclar ou pegar minério no espaço que retirá-lo da terra).


    RESUMO DA PROSA: os recursos físicos da Terra são limitados, portanto, escassos. No entanto, as quantidades que a Terra dispõe são tão grandes que ainda estamos muito aquém do que ela pode nos fornecer. Se usarmos de inteligência e técnicas corretas, nunca chegaremos nem perto desses limites. De fato, o maior limite hoje está justamente no recurso mais necessário para poder explorar os demais recursos naturais: falta gente, principalmente os inteligentes e criativos.

    Abraços
  • Douglas  12/11/2016 00:11
    Ótimo comentário, André.
  • Vladimir  13/11/2016 00:18
    Caso tenham ecologistas lendo:
    O planeta Terra é instável devido a ações geológicas+climáticas pode ser considerada assassina de civilizações, visto que a maioria dos povos antigos com exceções de guerras foram varridos, dizimados e quase extintos por cataclismos naturais. que com muita dificuldade conseguiam se reerguer, os ecologistas consideram a Terra um mundo frágil, mas o que é realmente frágil é a civilização humana. querem exemplos: Pompeia, civilização Maia, Chicago. e por aí vai. Quando falarem de novo sobre a ações do homem na natureza, pensem nisso ela faz pior.
  • André Filipe  11/11/2016 20:10
    Esse texto não tem pé nem cabeça. Primeiro, as invenções mais importantes da humanidade foram criadas por meia dúzia de pessoas. A maioria das pessoas vêm ao mundo e se vão sem colaborar com relevantes melhorias ao progresso da humanidade. Não há nenhum vínculo com o número de pessoas e os inventos tecnológicos. Segundo, o aumento populacional só foi possível por causa dessas invenções dessa meia dúzia de pessoas, não o contrário. Terceiro, o problema do aumento populacional não está relac ionado ao espaço que cada uma pessoa ocupa em sua moradia, mas o impacto ambiental que ela causa para sua sobrevivência (veja quantos litros de água e metros de pastagem são necessários para se produzir um kilo de carne e isto será compreensível). Quarto, os recursos naturais são finitos. Quinto, o sistema de arrecadação de recursos para aposentadoria poderia ser modificado (inclusive, sou defensor disso), de modo que cada trabalhador custeie sua própria aposentadoria, em vez de quem está trabalhando custear a de quem está aposentado. Sexto, com o desenvolvimento da tecnologia, a maioria das pessoas já são sobressalentes no sistema de produção e ninguém morrerá porque têm poucos jovens para trabalhar. A linha de raciocínio do autor é absolutamente incorreta, por partir de pressupostos não demonstrados e/ou equivocados.
  • Corregedor  11/11/2016 21:53
    "Primeiro, as invenções mais importantes da humanidade foram criadas por meia dúzia de pessoas. A maioria das pessoas vêm ao mundo e se vão sem colaborar com relevantes melhorias ao progresso da humanidade. Não há nenhum vínculo com o número de pessoas e os inventos tecnológicos".

    Esse comentário revela ignorância absoluta sobre estatística e lei das probabilidades.

    Sim, invenções são criadas por poucos. Mas estes poucos só vieram ao mundo após muitos. Para que surja alguns poucos gênios, é necessário haver uma grande população. Você dá a entender que o número de gênios é fixo, imutável e independente do tamanho da população. Para você, Bill Gates e Steve Jobs existiriam se a população mundial tivesse se mantido constante em 1 bilhão de pessoas. Para você, a probabilidade de haver um Bill Gates e um Steve Jobs numa população de 10 pessoas é a mesma de numa população de 7 bilhões de pessoas.

    Ignorância estatística e probabilística plena. Como diz o texto, a cura para o câncer tem mais chances de ser descoberta em uma sociedade de 7 bilhões de pessoas do que em uma com apenas um punhado de indivíduos.

    "Segundo, o aumento populacional só foi possível por causa dessas invenções dessa meia dúzia de pessoas, não o contrário."

    E as invenções dessa "meia dúzia de pessoas" só foram possíveis porque houve bilhões de pessoas tentando e errando, até que finalmente surgisse a meia dúzia genial. Não houvesse bilhões de pessoas procriando, não surgiriam esses gênios. Leis das probabilidades. Repito tudo o que disse acima. Não se humilhe tanto assim.

    "Terceiro, o problema do aumento populacional não está relacionado ao espaço que cada uma pessoa ocupa em sua moradia, mas o impacto ambiental que ela causa para sua sobrevivência (veja quantos litros de água e metros de pastagem são necessários para se produzir um kilo de carne e isto será compreensível)."

    Tal afirmação, que é falsa, já foi comentada e refutada em detalhes pelo leitor "Andre Cavalcante (homenagem)". Leia-a.

    "Quarto, os recursos naturais são finitos."

    Comentado no artigo.

    "Quinto, o sistema de arrecadação de recursos para aposentadoria poderia ser modificado (inclusive, sou defensor disso), de modo que cada trabalhador custeie sua própria aposentadoria, em vez de quem está trabalhando custear a de quem está aposentado."

    Ignorância econômica avassaladora. Mesmo que você faça investimentos por conta própria, comprando títulos no Tesouro Direto, CDBs de bancos pequenos ou mesmo imóveis para alugar ou vender, tais investimentos só poderão ser pagos a você, no futuro, se houver gente trabalhando, produzindo e pagando impostos.

    Se não houver gente trabalhando, produzindo e pagando impostos, seus títulos do Tesouro, seus CDBs e seus alugueis simplesmente não serão honrados. Não haverá gente para quitar principal e juros.

    E você simplesmente não terá renda para se aposentar.

    Isso não é ideologia; é demografia e contabilidade pura.

    É apavorante seus desconhecimentos acerca de coisas tão básicas.

    "Sexto, com o desenvolvimento da tecnologia, a maioria das pessoas já são[sic] sobressalentes no sistema de produção e ninguém morrerá porque têm poucos jovens para trabalhar."

    Após tudo o que foi exposto acima, creio ser desnecessário repetir as mesmas coisas para mais este nonsense de sua parte.

    "A linha de raciocínio do autor é absolutamente incorreta, por partir de pressupostos não demonstrados e/ou equivocados."

    Eis a definição de ironia: uma pessoa incapaz de ligar causa e consequência, e que parte de pressupostos fragorosamente incoerentes, dizendo que outros seguem uma linha de raciocínio incorreta.

    Seu comentário, este sim, foi absolutamente sem pé nem cabeça.
  • Charles  11/11/2016 22:05
    "Mesmo que você faça investimentos por conta própria, comprando títulos no Tesouro Direto, CDBs de bancos pequenos ou mesmo imóveis para alugar ou vender, tais investimentos só poderão ser pagos a você, no futuro, se houver gente trabalhando, produzindo e pagando impostos.

    Se não houver gente trabalhando, produzindo e pagando impostos, seus títulos do Tesouro, seus CDBs e seus alugueis simplesmente não serão honrados. Não haverá gente para quitar principal e juros.

    E você simplesmente não terá renda para se aposentar."


    Esse é um ponto absolutamente essencial. E muitos ainda não o entenderam corretamente. De nada adianta fazer reformas na previdência, de nada adianta privatizar a previdência se a questão demográfica estiver jogando contra.

    Sem crescimento populacional, quem é que estará trabalhando daqui a cinquenta anos para garantir que seus títulos do Tesouro, CBDs, LCIs e LCAs, e aluguel de imóveis sejam honrados?
  • Andr%C3%83%C2%A9 Filipe  12/11/2016 20:14
    Lembrem-se da Grécia antiga, em que meia dúzia de pessoas criou as ideias filosóficas que até hoje a ciência tenta confirmar ou não. Se juntar Isac Newton, Galileu e Einstein, a genialidade deles provavelmente supera em muito a dos 10 bilhões de pessoas existentes. Simplesmente não existe correlação com o número de pessoas e as criação de ideias. Alguém sabe explicar porque alguns milhares de pessoas nos EUA produzem muito mais conhecimento que a China e a Índia? Quantidade não é qualidade, meus caros. Se não estiverem convencidos, tenham 10, 20 filhos para popular o mundo de mentes brilhantes iguais às suas.
  • Vladimir  14/11/2016 16:44
    Karo kamarada filosofo matulsianno:
    O principal problema não é o excesso de população e sim de pessoas medíocres que querem exterminar o excedente já que não tem respostas inteligentes e ações práticas para ajudar os seus semelhantes. Quanto aos filosofias gregos, bem eles odeiam comerciantes, inventores, empreendedores, por isso que a economia escravista grega foi pro ralo e e os povos gregos foram conquistados pelos macedônios e por último os romanos.
    E por último:
    Já foi ao Japão e Europa? Estão tendo problemas de subpopulação e ninguém a não ser aqui falam nada. E Austrália? Canadá? Estão precisando de gente trabalhadora, e num futuro próximo aqui no Brasil vai precisar de mão de obra qualificada no nível médio.
  • saoPaulo  14/11/2016 18:18
    Andre Filipe,

    conforme apontado pelo colega Corregedor, sua dificuldade está em estatística básica.

    Imagine que a inteligência humana siga uma distribuição natural*:

    inteligência
    ^
    | ___
    | / \
    | / \
    |__/___________\___> pessoas
    | | |
    | | inteligentes
    | medianos
    "lentos"

    Se levantarmos os dados e calcularmos os coeficientes desta curva, veremos que existe uma certa probabilidade para, dada uma pessoa aleatória, ela estar dentro da parte "inteligente".
    prob1 = inteligentes1 / total1
    Se supormos que estes coeficientes se manterão relativamente constantes, podemos calcular o que aconteceria se duplicássemos a quantidade de pessoas:
    prob2 = inteligentes2 / total2
    prob2 ~ prob1
    total2 = 2 * total1
    inteligentes2 = prob2 * total2
    inteligentes2 ~ prob1 * 2 * total1
    inteligentes2 ~ 2 * ( prob1 * total1 )
    inteligentes2 ~ 2 * inteligentes1
    Portanto, se considerarmos que a probabilidade de termos gênios se mantenha constante (ou não caia) ao dobrarmos a população, teremos o dobro de gênios (ou ainda mais).
    Para se manter a quantidade de gênios constante, você deveria afirmar que estes coeficientes cairiam com um aumento da população, o que parece não acontecer.

    Sobre Índia e China, realmente a probabilidade de termos um gênio é menor, dado que QI depende de uma boa nutrição quando criança, dentre vários outros fatores. Mas o que realmente impacta aqui são as oportunidades. Afinal, pouco adianta se o gênio nascer no meio de uma aldeia, sem acesso a instrução básica. Felizmente a globalização tem tirado milhões e milhões de pessoas da miséria, revertendo este cenário.
    Por outro lado, a nutrição infantil melhorou substancialmente do lado ocidental nos últimos séculos, o que poderia acarretar em uma probabilidade ainda maior de desenvolvimento de gênios. Já ouviu falar em Stephen Hawking, Edward Witten, Andrew Willes, Grigori Perelman e Donald Knuth? Pois é, todos gênios de alto calibre e ainda vivos!
    Caramba, você nunca viu aquele documentário sobre o menino indiano que, com 7 anos, efetuava cirurgias na sua aldeia, e com 12 já estava na faculdade de medicina?

    Simplesmente não existe correlação com o número de pessoas e as criação de ideias.
    Bem, conforme apontado acima, sua afirmação parece absurda.
    Quais fatos tem para ampará-la?

    *mesmo que a distribuição de QI não seja gaussiana, o raciocínio se mantém.
  • saoPaulo  14/11/2016 18:39
    Droga, a formatação destruiu minha curva gaussiana =/
  • Terry  11/11/2016 23:52
    Matéria do ano!
  • Tiago Moraes  11/11/2016 23:53
    Que nada, a população humana, quando alcançar o ponto de inflexão demográfico, cairá até que a renda por habitante se torne tão alta e os custos de vida tão baixos, que todo mundo voltará a ter uma cacetada de filho novamente. Principalmente quando a tecnologia de gestação artificial emplacar. A mulherada não vai precisar mais carregar filho na barriga por nove meses.
  • Victor Matheus  12/11/2016 12:14
    exato, e digo mais, a moda (matemática, não roupas) da população mundial foi alcançada já, iremos crescer cada vez mais devagar até os 10 bi, até que a morte dos idosos seja maior que os nascimentos. Isso vai nos puxando de volta aos 7 bilhões, onde ficaremos estáveis até que a abundância de recursos estimule ter filhos, chegamos em 10, 12 bi, as mortes vencem, voltamos a 7, e assim vai
  • Anderson  12/11/2016 12:21
    Então eu pergunto ao autor do artigo. Diante das perspectivas demograficas qual seria um melhor investimento para um jovem que quer ter uma boa aposentadoria: apostar na previdência privada ou na previdência de funcionário publico?
  • Conselheiro  12/11/2016 14:09
    A previdência pública não continuará existindo em seu formato atual por muito tempo. É contabilmente impossível. Acredito que em menos de 10 anos haverá uma grande reviravolta.

    Veja, por exemplo, a situação do estado do Rio de Janeiro. Quem é funcionário público estadual no RJ deveria começar, desde ontem, a planejar uma alternativa.

    Também não recomendo previdência privada simplesmente porque é perfeitamente possível você próprio fazer tudo o que um gestor de previdência privada faz. E você não pagaria nenhuma taxa por isso

    Recomendo que você próprio se eduque financeiramente e comece a fazer investimentos. A questão demográfica é sim um problema, mas não é um problema premente. Ainda vai demorar bastante a estourar. Até lá, você ainda se dará bem com títulos do Tesouro e com CDBs, LCIs e LCAs de bancos pequenos. Ações são um bom investimento apenas em períodos de crescimento econômico. Não recomendo para o longo prazo. Também não recomendo imóveis: muitas despesas e dores de cabeça, retornos baixíssimos, e nenhum garantia de "valorização contínua".
  • Andre  12/11/2016 14:24
    Não faça nada, exceto uma poupança de 6 meses para emergências, vai dar tudo certíssimo.
  • Anderson d'Almeida  12/11/2016 14:55
    Como o colega Conselheiro lhe disse: "Invista na sua educação financeira". Primeiramente, forme um colchão de segurança, como o colega Andre aconselhou, e depois parta para os investimentos. Estude-os com cautela, comece pela renda fixa e, depois, vá para o de renda variável.

    Há muito material disponível na Internet, se quer boas dicas, recomendo-te a leitura de quatro livros básicos de finanças que o ajudará a reformar sua mentalidade, e consequentemente seus hábitos. São esses: "Pai Rico, Pai Pobre", "O homem mais rico da Babilônia", "Os segredos da mente milionária" e "O Milionário Mora ao Lado". Depois de ler esses livros você ficará mais esperto sobre o assunto finanças e poderá partir para estudos técnicos do assunto.

    Desejo-te boa sorte e sabedoria!
  • Che  12/11/2016 18:42
    Em um mundo socialista seria possível que a população do planeta quintuplicasse sem haver escassez de matérias primas ou gêneros de primeira necessidade. O problema são as peruas que andam de limousine de 5 toneladas para ir ao cabelereiro, tomam banho em banheiras com 1000 litros de àgua e usam bolsas Luis Vuiton, e habitam em moradias de 500m2. Quantas caberiam no estado americano? Quantas delas o planeta suporta?
  • Vladimir  13/11/2016 09:23
    karo kmarada
    A função principal do socialismo nunca foi a distribuição de renda e sim acesso ao poder absoluto de poucos sobre muitos, e eliminava os competentes, criativos e inteligentes e exaltava os insanos, psicopatas e assassinos em nome de uma coletividade medíocre que segue gloriosos lideres loucos sedentos de poder e sangue que acham que sabem tudo.
  • Vladimir  13/11/2016 09:31
    E respondendo ao Kmarada:
    Sim no socialismo a perua continua andando de limousine só as custas do povo escravizado pelo comitê do partido e pelos gloriosos líderes e haveria racionalização de recursos sim, mas devido a incompetência do governo central que esbanja recursos em busca de glória pessoal vide os monumentos monstruosos dos países socialistas.
  • Dan Nobumi  13/11/2016 16:41
    Em primeiro lugar, parabéns pelo texto, como sempre. O IMB nunca publica artigos ruins.

    Em segundo lugar, uma dúvida honesta: como faremos para disponibilizar água limpa num mundo com uma população crescente.

    Vejam bem, não sou malthusiano. Mas é razoável pensar que alguns hábitos desnecessários deveriam ser no mínimo questiionados. Não dá pra sustentar um planeta onde 7 bilhões de pessoas queimam petróleo e carvão e comem carne todo dia.
  • Marcos  13/11/2016 20:39
  • Vladimir  14/11/2016 12:28
    Soluções:
    Usinas de dessalinização.
    Petróleo sintético que já foi inventado durante a II guerra pelos alemães.
    Cultivo de algas.
    Cultivo de micro-organismos para alimentação.
    Colonização oceânica e submarina.
    Uso de recursos naturais submarinos.
    Colônias interplanetárias e interestelares.
    Uso de recursos do sistema solar.
    Inteligência, criatividade, ousadia, coragem e empreendedorismo.
    E finalmente:
    Sem coletivismo, socialismo, comunismo e eco-socialismo insanos.
  • Vladimir  14/11/2016 17:18
    Aos Amantes da antiguidade clássica grego-romana:
    Sabem porque houve pouco progresso tecnológico nessa era?
    1º_Uso intensivo de trabalho escravo causando ociosidade nos demais.
    2º_Desprezo pelos trabalhos manuais e comerciais.
    3º_Amor a Indolência.
    4º_Conhecimento restrito as elites político-religiosas.
    5º_ Exaltação ao poder e glória sobretudo pelas conquistas militares.
    6º_Exploração dos territórios conquistados causando dependências a esses mesmos territórios que em caso de revolta, praga, ou seca causam crises econômicas.
    8º_Gastos excessivos em obras faraônica para exaltar o poder dos governantes.
  • Leila Ximenes  10/12/2016 01:00
    é mais ou menos isso mesmo
  • Eduardo  15/11/2016 16:26
    Sobre esse assunto, nunca vi uma matéria tão lógica como essa! Irrefutável!
  • Emerson Luis  15/11/2016 23:46

    "O vilão, por sua vez, tem seus motivos. Sendo um malthusiano radical, ele acredita que a raça humana tem de ser reduzida à metade caso queira continuar existindo no futuro."

    Apenas metade? Que vilão bonzinho! Tem ambientalista que fala de redução de mais de 90%!

    * * *
  • Robson Moreira  05/12/2016 14:44
    Bom dia,

    O artigo é interessante e esclarecedor. Mas a minha opinião é a seguinte:

    Uma subpopulação não é preocupante, pois a quantidade produzida pela humanidade
    está mais ligada a eficiência do que com a quantidade de pessoas que produzem.
    Dessa forma, o avanço tecnológico que a quarta revolução industrial (termo bastante utilizado na atualidade)
    irá proporcionar sustentará o consumo das pessoas. O grande problemas será a capacidade do planeta sustentar esse consumo.

    Até qualquer hora.

  • Irmão Rubens  17/12/2016 13:06
    Ótimo texto. Conheci o site por esse artigo.


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