Uma radiografia de Trump e Clinton: dois estatistas irresponsáveis; dois desastres deploráveis
Hillary tem promessas pavorosas e executáveis; já Trump tem promessas ruins e impraticáveis

Ganhe quem ganhar hoje, não há boas notícias para os americanos. Tanto Hillary quanto Trump — caso coloquem em prática suas respectivas plataformas — serão um desastre para a principal economia mundial, ainda que por razões distintas: Hillary sufocará os poupadores, investidores e trabalhadores qualificados com mais impostos; já Trump condenará todos os pagadores de impostos a um Himalaia de dívida pública.

Hillary Clinton: mais gastos e mais impostos

Comecemos pela candidata democrata. Hillary é uma das aspirantes à presidência dos EUA que mais abertamente defende o estatismo e o intervencionismo governamental em toda a história do país: embora seja natural candidatos democratas defenderem mais estado, o fato é que a incompetência de seu rival lhe permitiu assumir o risco eleitoral de manter um discurso muito mais liberticida do que o habitual em eleições. (Perante qualquer outro rival minimamente mais libertário, Clinton não teria a mais mínima chance de vencer com semelhante radicalismo).

Consequentemente, a democrata almeja incrementar (ainda mais) o tamanho do ineficiente, caro, esbanjador e distorcido estado de bem-estar americano:

Na educação, promete gastar durante a próxima década US$ 700 bilhões a mais em bolsas universitárias e pré-universitárias (avançando progressivamente até a estatização de fato da educação nos EUA).

Para a saúde, desembolsará US$ 250 bilhões adicionais para aprofundar o já falido Obamacare (por meio da expansão da cobertura dos extremamente caros Medicaid e Medicare, o que, de novo, levará a um progressivo avanço da estatização da saúde dos EUA).

Para a infraestrutura, seu plano é destinar US$ 300 bilhões adicionais para a reforma de estradas, portos, aeroportos e ferrovias.

Finalmente, mais US$ 500 bilhões serão destinados às mais diversas rubricas, como licença-maternidade, subsídios às indústrias nacionais, programas de estímulo econômico etc.

Um esbanjamento de dinheiro dos americanos estimado em US$ 1,750 trilhão pelos próximos dez anos.

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Gráfico 1: plano de aumento de gastos de Hillary Clinton

E como Hillary pretende pagar tamanha fatura? Evidentemente, com mais impostos. Mais de um trilhão de dólares virá do aumento do IRPF dos trabalhadores mais qualificados do país (aqueles que ganham mais de US$ 190 mil dólares por ano). Outros US$ 400 bilhões virão da abolição de deduções fiscais (o que, na prática, significa aumento de impostos). Um aumento dos impostos sobre os ganhos de capital dará mais US$ 350 bilhões de dólares para o governo. E um imposto especialmente punitivo para as grandes fortunas gerará mais US$ 300 bilhões para o governo.  Ou, ao menos, é isso o que a equipe de Hillary imagina.

Mas tem mais: a candidata democrata também pretende aumentar a arrecadação do IRPJ aumentando a base de contribuição, o que tende a afetar as pequenas empresas. Quer também punir com severas multas as empresas que não repatriarem lucros do exterior (gerando ao governo US$ 150 bilhões). Elevará as alíquotas do imposto sobre herança (mais US$ 250 bilhões) e, por fim, criará um novo tributo sobre as instituições financeiras (US$ 150 bilhões).

No total, US$ 1,60 trilhão nos próximos 10 anos.

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Gráfico 2: plano de aumento de receitas de Hillary Clinton

Em suma: embora o plano fiscal de Hillary não irá necessariamente explodir o endividamento do governo (US$ 150 bilhões em 10 anos, muito embora é importante ressaltar que a dívida total aumentará mais US$ 10 trilhões durante este período pelo efeito dos juros), ele resultará em um aumento acentuado do parasitismo estatal sobre a sociedade americana. 

Rapinar a poupança e a criação de riqueza para incrementar a dependência dos subsídios estatais de uma parcela crescente da sociedade (seus atuais e futuros eleitores), e sufocar a economia privada em prol do aumento do estado não é um plano condizente com a liberdade.

É verdade que Hillary, sendo comprovadamente uma mentirosa compulsiva — como são todos os políticos —, poderia muito bem estar enganando os eleitores sobre suas reais intenções. Porém, analisando sua trajetória e as intenções do establishment democrata, tudo indica que seu programa fiscal avançará pelo caminho da servidão.

Donald Trump: populismo fiscal com mais endividamento

Muito já foi dito sobre as propensões protecionistas e neo-mercantilistas de Trump. Ele já prometeu uma tarifa de importação de 45% sobre todos os produtos chineses, e ameaçou retaliar economicamente a Ford caso esta abra mais fábricas no México. Essa torrente de idéias políticas impressionou até mesmo o site esquerdista Vox, que publicou um artigo sobre "as ideias econômicas de esquerda que Trump está adotando".

Sendo assim, aqui iremos nos concentrar em sua política fiscal, como feito acima com Hillary.

Trump vem baseando sua proposta fiscal em uma acentuada redução de impostos para famílias e empresas. Por esta razão, alguns liberais e libertários passaram nutrir simpatias pelo candidato no âmbito estritamente econômico: frente à voracidade tributária de Hillary, o magnata nova-iorquino parece ao menos trazer um sopro de alívio sobre os pagadores de impostos americanos.

No entanto, e aí jaz o principal problema de suas promessas eleitorais, todo o seu prometido corte de impostos não passa de um mero populismo fiscal, pois não haverá nenhum corte de gastos. Ao contrário: Trump promete redução de impostos e aumento de gastos, o que significa que uma eventual redução de impostos será inteiramente financiada por mais endividamento do estado, o que, por sua vez, significa que quem realmente arcará com a fatura serão as gerações futuras. "Baixo seus impostos hoje e cobro a fatura amanhã, com juros". Eis aí a clássica definição do populista. Keynes estaria orgulhoso.

Comecemos pela sua redução de impostos. Trump promete uma autêntica revolução nos impostos sobre a poupança e o investimento: a alíquota máxima do IRPJ será diminuída dos atuais 35% para 15%. Lucros repatriados do exterior serão tributados em 10%. As indústrias poderão colocar em seus balancetes uma depreciação mais acelerada de seus ativos (o que reduz a mordida do imposto de renda). Tudo isso gerará uma redução de US$ 2,85 trilhões em 10 anos.

Adicionalmente, o republicano também promete eliminar o imposto sobre heranças (US$ 200 bilhões).

Mais: Trump também promete aliviar o IRPF reduzindo o número de alíquotas: as atuais 10%, 15%, 25%, 28%, 33%, 35% e 39,6% seriam reduzidas para apenas três: 12%, 25% e 33%.

Ao mesmo tempo em que pretende eliminar várias deduções fiscais, ele promete criar outras vinculadas à dependência e ao cuidado de crianças (a redução total seria de US$ 1,45 trilhão).

No total, portanto, estamos falando de uma redução de receitas da ordem de US$ 4,5 trilhões em dez anos.

trump1.png

Gráfico 3: redução das receitas do governo segundo o plano de Donald Trump

Pessoalmente, sempre sou a favor de toda e qualquer redução de receitas do governo. Qualquer política que venha a implantar tamanha redução de impostos sobre famílias e empresas tem minha simpatia. No entanto, para que tal medida gere efeitos positivos e duradouros (e não meros vôos de galinha que cobram um preço alto no futuro), tal corte de impostos tem necessariamente de ser acompanhado de um igual corte de gastos.

É imprescindível que uma redução de impostos seja feita concomitantemente a um corte de gastos. Caso contrário, a diferença será obtida por meio do endividamento do estado, o que significa que um dinheiro que poderia estar indo para o financiamento de atividades produtivas será integralmente direcionado para os títulos púbicos do Tesouro, financiando os déficits do governo. E com o agravante de que essa conta terá de ser paga, com juros, no futuro.

O que realmente mensura o tamanho do parasitismo estatal não é a carga tributária, mas sim o quanto o estado efetivamente gasta. Cada centavo gasto pelo estado foi retirado da economia privada, seja via impostos seja via empréstimos tomados pelo governo junto ao setor privado.  Se os gastos do governo não são atacados, o parasitismo estatal continua intacto.

E que Trump apresentou nessa área? Nada de positivo.

Embora ele de fato tenha apresentado uma ideia chamada de Penny Plan (na qual os gastos discricionários do governo seriam reduzidos em 1% ao ano), essa proposta, mesmo que fosse integralmente implantada, seria completamente inócua para equilibrar o orçamento após a forte redução de receitas.

Mas tudo piora: se somarmos todas as promessas de aumentos de gastos feitas por Trump, o gasto público não apenas não cai como, ao contrário, aumenta (menos que sob Hillary, mas aumenta).

Mais especificamente, se Trump de um lado propõe cortes de 1% ao ano durante os próximos 10 anos (o que daria US$ 750 bilhões ao ano) em conjunto com um maior rigor sobre os subsídios estatais (um corte adicional de US$ 175 bilhões), ele também defende aumentos notáveis em outras rubricas: aumento dos gastos militares com mais tropas e mais equipamentos; modernização das forças armadas em questões de ciber-segurança e na guerra contra o Estado Islâmico (mais US$ 450 bilhões); e maiores transferências sociais para os veteranos de guerra (entre US$ 500 bilhões e 1 trilhão).

Mas agora vem o melhor: Trump simplesmente promete duplicar os gastos de Hillary em infraestrutura (US$ 600 bilhões, podendo chegar a US$ 1 trilhão).

No total, tirando por baixo, estamos falando de um aumento do gasto público de US$ 650 bilhões em 10 anos.

trump2.png

Gráfico 4: aumento dos gastos do governo segundo o plano de Donald Trump

Dito de outra forma, Trump pretende reduzir a arrecadação do governo em US$ 4,5 trilhões e aumentar os gastos em US$ 600 bilhões: um buraco fiscal de mais de US$ 5 trilhões de dólares.

Isso não é reduzir impostos e nem muito menos reduzir o estado. Isso é simplesmente custear uma campanha eleitoral endividando furiosamente os pagadores de impostos americanos para que eles próprios arquem com a fatura no futuro.

Na melhor das hipóteses, levando em conta eventuais aumentos marginais na arrecadação gerados pela redução de impostos — como pressupõe a Curva de Laffer —, estamos trabalhando com um déficit de pelo menos US$ 3,2 trilhões.

Considerando que dívida total aumentará mais US$ 10 trilhões durante este período pelo efeito dos juros, o orçamento do governo federal sob Trump levaria a um déficit acumulado de pelo menos US$ 13 trilhões em 10 anos, o que dá mais de US$ 1 trilhão por ano.

Vale repetir: incluindo estimativas muito otimistas a respeito das promessas de Trump, seu programa fiscal implica aumentar acentuadamente o endividamento do governo (ou seja, dos pagadores de impostos americanos) em pelo menos US$ 13 trilhões na próxima década. O "extravagante e pródigo" Obama aumentou em "apenas" US$ 8,7 trilhões em seus dois mandatos — sendo que boa parte havia sido contratada ainda sob o governo de George W. Bush.

Conclusão

Tanto Hillary Clinton quanto Donald Trump apresentaram propostas fiscais incrivelmente irresponsáveis.  Hillary pretende financiar suas promessas de mais gastos com novos e maiores impostos. Já Trump planeja o mesmo por meio de muito mais endividamento.

O plano de Clinton é lamentavelmente factível: a candidata democrata continuará percorrendo o caminho já iniciado por Obama de ir expandindo pouco a pouco o tamanho do estado para evitar que o sapo (os pagadores de impostos) perceba que está sendo cozinhado na água quente (estima-se que a dívida pública aumentará 11 pontos percentuais em relação ao PIB sob Hillary).

As propostas de Trump são, por sua vez, puro populismo fiscal. E irrealizáveis: o próprio candidato republicano já teve de retificar várias vezes suas propostas fiscais (segundo as quais o IRPF teria apenas três alíquotas de 10%, 15% e 25%) porque a queda na arrecadação era demasiada grande e não-financiável até mesmo para seus padrões. (Originalmente, estimava-se que sua administração aumentaria a dívida em mais de 50 pontos percentuais em relação ao PIB; agora, "apenas" 30 pontos).

Hillary possui um programa pavoroso, porém, e infelizmente, realizável; Trump possui um programa igualmente pavoroso, porém não-realizável. (Se bem que a alternativa que ele venha a apresentar caso vença pode ser ainda pior).

Hoje, milhões de americanos irão às urnas. Melhor fariam se se rebelassem contra elas por terem de escolher entre dois desastres igualmente deploráveis.

 

9 votos

SOBRE O AUTOR

Juan Ramón Rallo
é diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.



www.mises.org.br/Article.aspx?id=454

[link www.mises.org.br/Article.aspx?id=306[/link]
Para começar, sua afirmação é falsa. No entanto, ainda que ela fosse verdadeira, isso seria imaterial.

Essa questão da Previdência brasileira é um assunto bastante interessante pelo seguinte motivo: talvez seja a única área da economia que não está aberta a opiniões ideológicas.

Não importa se você é de esquerda ou de direita; liberal, libertário ou intervencionista. Também pouco importa se você acredita que a Previdência atual seja superavitária (como alguns acreditam). O que importa é que o modelo dela é insustentável. E é insustentável por uma questão puramente demográfica.

E contra a realidade demográfica não há nada que a ideologia possa fazer.

Comecemos pelo básico.

Ao contrário do que muitos ainda pensam, o dinheiro que você dá ao INSS não é investido em fundo no qual ele fica rendendo juros. Tal dinheiro é diretamente repassado a uma pessoa que está aposentada. Não se trata, portanto, de um sistema de capitalização, mas sim de um sistema de repartição: o trabalhador de hoje paga a aposentadoria de um aposentado para que, no futuro, quando esse trabalhador se aposentar, outro trabalhador que estiver entrando no mercado de trabalho pague sua aposentadoria.

Ou seja, não há investimento nenhum. Há apenas repasses de uma fatia da população para outra.

Por motivos óbvios, esse tipo de esquema só pode durar enquanto a fatia trabalhadora for muito maior que a fatia aposentada. Tão logo a quantidade de aposentados começar a crescer mais rapidamente que a fatia de trabalhadores, o esquema irá ruir.

Portanto, todo o arranjo depende inteiramente do comportamento demográfico da população. A qualidade da gestão do INSS é o de menos. Mesmo que a Previdência fosse gerida por anjos probos, sagazes e imaculados, ainda assim ela seria insustentável no longo prazo caso a demografia não cooperasse.

E, no Brasil, ela já não está cooperando. Segundo os dados do IBGE, em 2013, havia 5,5 pessoas com idade entra 20 e 59 anos para cada pessoa com mais de 60 anos. Em 2060, a se manter o ritmo projetado de crescimento demográfico, teremos 1,43 pessoa com idade entre 20 a 59 anos para cada pessoa com mais de 60 anos.

Ou seja, a menos que a idade mínima de aposentadoria seja continuamente elevada, não haverá nem sequer duas pessoas trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado.

Aí fica a pergunta: como é que você soluciona isso? Qual seria uma política factível "de esquerda" ou "de direita" que possa sobrepujar a realidade demográfica e a contabilidade?

Havendo 10 trabalhadores sendo tributados para sustentar 1 aposentado, a situação deste aposentado será tranquila e ele viverá confortavelmente. Porém, havendo apenas 2 trabalhadores para sustentar 1 aposentado, a situação fica desesperadora. Ou esses 2 trabalhadores terão de ser tributados ainda mais pesadamente para sustentar o aposentado, ou o aposentado simplesmente receberá menos (bem menos) do que lhe foi prometido.

Portanto, para quem irá se aposentar daqui a várias décadas e quer receber tudo o que lhe foi prometido hoje pelo INSS, a mão-de-obra jovem do futuro terá de ser ou muito numerosa (uma impossibilidade biológica, por causa das atuais taxas de fecundidade) ou excessivamente tributada (algo que não é duradouro).

Eis o fato irrevogável: contra a demografia e a matemática, ninguém pode fazer nada.

A não ser mudar totalmente o sistema.

Uma proposta para uma reforma definitiva da Previdência
"Faltou incluir o custo administrativo, o lucro e os impostos da empresa terceirizada."

Abordados explicitamente no artigo (o qual, pelo visto, você nem sequer leu).

"Lembremos que os custos sempre são repassados ao consumidor (nesse caso, seria a empresa contratante)."

Errado. Não tem como empresas repassarem integralmente seus custos ao consumidor. Isso é básico de economia.

Se você tem uma padaria, e repentinamente seus custos sobem (por exemplo, sua conta de luz subiu), você não tem como simplesmente repassar esse custo adicional ao consumidor. Se você fizer isso, perderá fatia de mercado para as padarias concorrentes. Se você aumentar seus preços, perderá clientes para as padarias vizinhas.

Outra coisa: se fosse tão simples assim sair aumentando preços para repassar custos, então por que as empresas não fazem isso (aumentam preços) agora mesmo? Afinal, não é necessário esperar que haja um aumento de custo para haver aumento de preços. Basta aumentar o preço agora mesmo. Por que elas não fazem isso?

Pois é, porque não é tão simples assim.

Aumentos de custos são sempre, em última instância, arcados pela própria empresa. Fosse realmente tão simples assim sair repassando aumento de custos para os preços, então nenhuma empresa jamais quebraria na história.

P.S.: o único mercado em que é possível "repassar custos" -- e, mesmo assim, com parcimônia -- é o mercado de postos de gasolina, que é um mercado extremamente regulado, com baixíssima entrada de novos concorrentes (por causa das regulações estatais, é caríssimo abrir um posto de gasolina), e vendendo um produto cuja demanda é inelástica. E, mesmo assim, isso só funciona em cidades pequenas, em que há poucos postos à disposição.

"Com isso o custo de se terceirizar torna-se maior."

Embora você nada tenha explicado de correto para chegar a essa conclusão, o fato é que, se você realmente acredita que o custo irá se tornar maior, então você nada tem a se preocupar. Absolutamente ninguém irá querer terceirizar.

(O engraçado é que a esquerda diz justamente o contrário: todo mundo vai querer terceirizar porque o custo vai cair. Favor entrarem num consenso).

"E mesmo se a terceirizada conseguir ser mais eficiente (pois isso depende da área de atuação), a empresa contratante não vai economizar em nada, somente na dor de cabeça com a justiça do trabalho."

Então, de novo, você absolutamente nada tem com o que se preocupar. Ninguém vai querer terceirizar. Logo, tal lei será completamente inócua. Nem sei por que você está perdendo tempo com ela.

"Fui orçamentista em uma terceirizada da construção civil. Como nossas atividades tinham que acompanhar as demais atividades, tínhamos que manter nossos operários até o final da obra. Com isso os custos eram os mesmos da empresa contratante se ela tivesse contratado diretamente os operários. Na verdade eram até maiores, porque no nosso preço final estavam embutidos o nosso custo administrativo, o lucro e os impostos."

Ou seja, não apenas a empresa que contratou os seus serviços era completamente imbecil (aumentou os próprios custos), como você próprio perdeu uma grande oportunidade de lucro: caso tivesse você próprio feito essa empreitada no lugar dessa empresa, teria ganhado um belo dinheiro.

Por que não fez? Odeia dinheiro?

"Portanto não vejo vantagem na ideia de terceirização para a empresa contratante."

Então, pela terceira vez, você nada tem com o que se preocupar. Ninguém irá terceirizar. A lei será inócua. Agora, seja coerente, vá a campo e acalme toda a esquerda. Eles estão estressados com nada. Certo?
Acabariam por voltar aos mesmos padrões de corrupção, eventualmente.

Veja bem, a idéia do sistema de freios e contrapesos foi criada justamente com esse intento. Que, ao dividir os poderes governamentais em três, impediriam que o estado fosse abusivo. A idéia funciona, em teoria, mas na prática o que acaba acontecendo é que os três poderes eventualmente acabam se aliando e legitimando um monopólio de poder. (Esse raciocinio está presente no livro do Rothbard, A anatomia do estado).

Entidades privadas policiando governos estariam sempre sob ataque dos mesmos, pois é raro um governo permitir ser controlado por uma entidade externa, já que a lógica governamental é que são entidades supremas em seus respectivos territórios e não aceitariam ter seu poder reduzido. O governo:

A) Iria recusar a entidade.
e/ou:
B) Tentaria ativamente corrompe-la ou sabota-la.

No nosso arranjo atual, a solução mais viável (não é a melhor, mas que é possivel implementar) seria que entidades internacionais (em um mercado irrestrito e de livre entrada) efetuassem ratings do governo baseado em dados já existentes (como IDH e indice de liberdade econômica, indice de corrupção). É a mesma ideia das notas de investimento, mas para estilos de governo, mas isso só funcionaria em um mercado de livre entrada que não fosse subsidiado por governos, pois assim, as empresas desonestas seriam desqualificadas pelos consumidores e perderiam seu mercado.

Embora eu pessoalmente não sei dizer quem seria o consumidor desse tipo de arranjo.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Capital Imoral  08/11/2016 14:45
    Precisamos falar sobre os filhos dos burgueses - Vote na Hillary, Fora temer.

    Eataly
    https://www.youtube.com/watch?v=9zc1YGdgZiM

    Nova york
    https://www.youtube.com/watch?v=fseeGPLrOUE

    Veja o vídeo acima por completo. Logo depois irei tecer meus comentários.

    As crianças do vídeo acima, tiveram a oportunidade de dar a volta ao mundo, em quanto algumas crianças Brasileiras, não tem o que vestir.
    O meu coração chora quando vejo uma criança negra, da mesma idade que as crianças do vídeo, a consumir música de baixo padrão, como o funk por exemplo. Meu coração chora, quando essas crianças não tem o que comer ou o que vestir. O mundo precisa urgentemente de um estado mundial, onde todas crianças seriam saudáveis como as crianças do vídeo.

    Antes que você peça pela minha ação individual nesta questão, afirmo: Eu sou um ato revolucionário, sou o homem que anda entre os pobres, sou o homem da misericórdia, visito a favela, converso com pobres, eu sei a dor deles, eu carrego comigo a dor deles.
    Eu conheço o paraíso e o inferno, e cabe a mim expressar o mundo real, pois eu sou o iluminado. Faço parte do Psol, tenho ação politica, portanto estou agindo pelos pobres.

    Por que faço está introdução? Porque sei o nojo que é a burguesia e seu estilo de vida podre. Veja o vídeo das crianças acima, em que elas humilham o pobre trabalhador. Está é um oportunidade única, veja, você tem a oportunidade de conhecer a alma dos homens. Será que o uéliton teve a oportunidade de estudar em uma boa escola? Será que uéliton se alimentava bem? Será que Uéliton deu a volta ao mundo? São coisas que penso.

    Tudo começa na infância, tudo se trata de uma apresentação estética. O papai gordo do capital(assim como leandro Rocket) , irá esconder da filha, a eterna verdade entre os homens, qual é está verdade? As relações do capital, as relações de explorador e explorado. Afinal tudo se trata disso no fim do dia.

    A criança do vídeo acima irá passar em frente uma oficina, e sabe o que ela irá ver? Ela verá homens trabalhando, graxa, sujeira, carros, e nada mais. O pobre que está dentro da oficina, sabe o que ele vê? Ele vê a condição humana, do trabalho, da economia antiga e recente, e sobretudo ele tem total noção das relações das classes sociais. Ele sabe o porque é pobre, mas a burguesa não sabe o porque é rica.

    A alienação do capital não pode acabar, pois a roda da escravidão precisa continuar a girar. Obviamente está criança cresce, e se torna uma mulher, uma linda mulher, assim como uma obra de arte:


    Muito fácil acordar as 8 da manhã, quando não se leva caixas o dia inteiro nas costas, não é mesmo neoliberal? Pois a garota que acorda cedo, faz caminhadas nas esteeira, come alimentos saudáveis, pensa que todas consequências boas em sua vida, se deve a uma mera escolha individual. Novamente o capitalismo mentiu. Que nojo dessa gente!

    Gostaria de viver em um mundo onde 7 bilhões de pessoas iriam visitar a Disney, Gostaria de viver em um mundo onde todos teriam Iphone e livre acesso a informação. Ainda mais, Gostaria de viver em mundo onde pobres, negros, minorias iriam comer no Eataly, Gostaria de viver em mundo onde crianças da favela, fossem visitar Nova york. E principalmente, não menos importante, Gostaria de viver em um mundo onde o capitalismo não existisse.

    Tudo é uma grande mentira, uma grande alienação do capital. Sinto falta de uma frase que utilizava nos meus primeiros artigos: O homem traiu o homem.

    Capital imoral é filosofo, escritor, escreveu mais de 30 livros e concorre ao premio nobel de literatura.
  • Joao  08/11/2016 18:12
    O que mais odeio no site do Mises são esses comentários burros. 7 bilhoes de pessoas visitando a Disney, como se a Disney existisse sem o capitalismo. Como se o Estado fosse prover tudo a todos. Como se os avanços tecnológicos, os avanços na oferta de produtos e serviço, o avanço na qualidade de produtos e serviços fosse fruto de outra coisa que não o capitalismo. Chega a ser um estupro mental afirmar, ou até supor, que o Estado proveria tudo isso a alguém. Não sei por que leio essas asneiras de comentários ainda.
  • Marciano  08/11/2016 18:37
    Seus textos estão ficando repetitivos e cansativos de se ler.
  • Capital Imoral  08/11/2016 18:39
    Poema de complemento ao meu artigo:

    Os bons vi sempre passar
    no mundo graves tormentos;
    e, para mais me espantar,
    os maus vi sempre nadar
    em mar de contentamentos.
    Cuidando alcançar assim
    o bem tão mal ordenado,
    fui mau, mas fui castigado.
    Assim que só para mim
    anda o mundo concertado.

    Luíz de Camões
  • Panda Livre  08/11/2016 20:11
    Ideologia não põe comida no prato do pobre.
  • X  09/11/2016 01:20
    É com o estado intervencionista e inchado concerteza todos poderiam viajar o mundo,conhecer a Disney ou até mesmo ir pra las Vegas e ninguém mais iria precisar carregar caixa ou se sujar de graxa não é mesmo...pergunte ao mecânico até onde ele quer o estado interferindo em sua vida!
  • joao  09/11/2016 12:04
    Essa criança é pobre porque o pai dela provavelmente é pobre e não pensou em colocarmais um ser humano no mundo quando nem ele tem o que comer.
  • gabriel  08/11/2016 15:00
    obrigado pelo belo resumo. Uma pergunta por favor: voces acham que a divida maior causaria inflacao nos EUA? Ou qual seria o cenario se Trump aumentasse tanto a divida?
  • Babilonia  08/11/2016 15:37
    Ainda estou estudando esse assunto, então perdoe minha ignorância, mas pelo que venho estudando, qualquer endividamento do governo causa alguma inflação, uma vez que pra se financiar o governo ou imprime dinheiro (aumentando a oferta monetária e causando a inflação), ou pega emprestado de bancos e contribuintes (o que também aumenta a oferta monetária na economia, uma vez que no nosso sistema financeiro, quando alguém pega dinheiro emprestado, dinheiro é imprimido).
    Se estiver errado, por favor, me corrijam, Obrigado.
  • Adriano  08/11/2016 17:02
    Tem algumas teorias econômicas que não se aplicam para os EUA. Como o US$ é uma moeda internacional, nem sempre o giro da maquininha (impressão de moeda) gera inflação pois o parte desse excesso de moeda pode sair da economia doméstica. Efeito que não ocorre com o R$ por exemplo.
  • Babilonia  08/11/2016 17:08
    Obrigado pelo esclarecimento, tem também a questão dos juros que impacta o tamanho da dívida com o tempo, se não me engano os juros lá são bem baixos, pele menos em comparação com o Brasil.
  • Neofetiche  08/11/2016 15:06
    OFF novamente

    Aos que tiverem interesse em ler este meu comentário, sugiro que antes leiam o meu comentário anterior e as duas respostas (todos reproduzidos logo abaixo).

    Anteriormente, eu fiz um pequeno comentário irônico sobre a terceira guerra mundial, os globalistas, o Olavo de Carvalho e o Bolsonaro.

    Entretanto, não ironizei os tópicos em si que listei, mas sim as pessoas que não conseguem absorver crítica alguma sobre isso. Coloquei entre parênteses as ironias, naquela ocasião.

    Admiro, por exemplo, o Olavo. Uma pessoa com gabarito intelectual impressionante. Ler ou escutar ele é certeza de bibliografia pra mais de anos. Além disso, ele é um cara bem irônico e já ri muito de alguma sacadas dele. Porém, o que ironizo é a cegueira em torno dele pelos seus seguidores. Só sabem dizer "Olavo tem razão"!

    E os globalistas? Sim, existem grupos querendo dominar o mundo. E quando não existiu isso? A história da humanidade é uma história de tentativas de dominação e servidão. Só que pros seguidores da conspiração globalista não há mais escapatória. Estamos fadados ao domínio globalista.

    Enfim, a ironia era essa.

    Neofetiche 25/10/2016 18:37
    OFF

    Alguma explicação pros seguintes fetiches atuais da direita?

    - Terceira guerra mundial (inevitável);
    - Globalistas (donos do mundo);
    - Olavo de Carvalho (guru incontestável);
    - Bolsonaro (salvador da pátria).

    Grato.

    ---------------------------------------------------------------------------


    Pensador 26/10/2016 11:38
    OFF
    Bem, vamos lá Neofetiche:

    - Terceira guerra mundial (inevitável);
    - Globalistas (donos do mundo);
    - Olavo de Carvalho (guru incontestável);
    - Bolsonaro (salvador da pátria).

    Tudo está parecendo conspiração da direita mais babona, geralmente olavetes e bolsonetes. Terceira guerra mundial com Hillary mandando nos EUA eu não creio, embora deva concordar que se ela for eleita e abrir tudo para os muçulmanos entrarem lá, alguns atentados vão acontecer, aplaudidos de pé pela CNN e demais vozes da esquerda americana. Os brasileiros tem anos luz de experiência a mais que os americanos quando o assunto é conviver com tiro e bomba.
    Essa dos globalistas me lembra vídeo do irmão rubens sobre os illuminati, um petista muito famoso no youtube. Meia dúzia de soças querendo "um mundo melhor"( para os burocratas). Só haverá governo global único via imposição de um megaestado global, o que eu também creio ser pouco provável, num cenário onde pedidos de secessão serão inevitáveis.

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    Rene 26/10/2016 12:28
    Opiniões minhas sobre estes assuntos. Admito que não tenho conhecimento grande o suficiente para afirmar que o que escrevi abaixo é totalmente verdadeiro. Quem quiser discordar de maneira educada, esteja à vontade.

    - Terceira guerra mundial (inevitável);

    Não sei o que os EUA ou a Rússia esperariam ganhar com uma terceira guerra mundial. Só acredito que os EUA estão bem mais vulneráveis do que parece. Uma bomba de pulso eletromagnético que exploda em uma grande altitude em território americano já faria um estrago gigantesco. Ok, isso seria terrível do ponto de vista econômico, milhões iriam morrer de fome. Só que racionalidade não é algo que se espera de governos. Os comunistas já mataram 100 milhões de pessoas no século XX. Não vejo razões para crer que eles ficaram bonzinhos de repente. E se o Putin acreditar que vale a pena demolir o mundo para que, das cinzas, renasça uma nova sociedade na qual a Rússia é a governante? Tudo são possibilidades. Eu não diria que é inevitável, mas não descarto a possibilidade de jeito nenhum. E estou torcendo para que não aconteça.

    - Globalistas (donos do mundo);

    Quando se fala de globalistas, primeiro você tem que dizer de quem está falando. Sabe, dar nome aos bois. Sim, existem pessoas muito poderosas no mundo. Estas pessoas estão constantemente brigando por poder. Não há um grupo superpoderoso chamado de Iluminatis que controla todo o mundo. O que existe são vários grupos que lutam por poder, sempre tentando estender seu domínio para fora de suas fronteiras. Nenhum deles é o dono do mundo. Mas eles possuem os meios de ação para lutar pelo poder, e este poder implica necessariamente na diminuição das liberdades individuais.

    - Olavo de Carvalho (guru incontestável);

    Não, o Olavo de Carvalho não é um guru incontestável. Ele é um ser humano, e como todo ser humano, comete erros e acertos. Entretanto, procure ler o que ele escrevia 15 ou 20 anos atrás, e comparar com o que acontece hoje. Acredito que ele acerta com uma frequência grande o suficiente para prestarmos atenção no que ele diz. Minha sugestão é ter em relação ao Olavo de Carvalho a mesma atitude que se espera em relação a qualquer analista: Ler o que ele escreve, pensar no assunto, analisar o que outras pessoas com um bom grau de confiabilidade estão falando sobre o mesmo assunto, e se for para concordar ou discordar, seja do todo ou de partes, fazer com o maior embasamento possível.

    - Bolsonaro (salvador da pátria).

    A questão não é exatamente que ele é o salvador da pátria. Só vou te fazer uma pergunta: Qual outro nome você teria para colocar no lugar dele? O Brasil vive uma crise séria de representatividade. Apesar da maior parte da população ser conservadora, todos os partidos que estão no poder hoje são de esquerda. Sei que atualmente novas ideias estão surgindo nas discussões políticas, tanto conservadoras como libertárias, além de novas propostas de partidos. Mas é fato que essas ideias ainda estão em estágio de gestação. São os esquerdistas que estão agora no congresso votando leis. Vejo o Bolsonaro da mesma forma que a PEC 241: Não é perfeito, mas é o que temos para hoje.
  • Capitalista Keynes  08/11/2016 15:09
    "E um imposto especialmente punitivo para as grandes fortunas gerará mais US$ 300 bilhões para o governo" ....Gostei dela.

    O outro quer redução de impostos com aumento de gastos.....pobre Trump.

    Eu sou um keynesiano que gosta de limites orçamentários...não gastar mais do que arrecada.....se o orçamento só da para atender 20.000 pessoas no Bolsa Família, que fique só com isso.....não interessa se há mais pessoas precisando....se só da para 20.000, atenda-se só 20.000.
  • Marciano  08/11/2016 15:17
    Os EUA estão se latinizando.
  • Senor Walker  08/11/2016 15:22
    O pior é saber que, como a bomba já está armada na economia americana, se o trump ganhar, vai levar a culpa por todas as irresponsabilidades de governos passados.
  • Burke  08/11/2016 17:04
    Exato. E é isso que "a direita brasileira" -- trumpista só por modinha -- não consegue entender: quando a próxima recessão estourar sob o comando de Trump, Bernie Sanders assumirá a presidência em 2020.

    Por outro lado, quando a recessão estourar sob Hillary, após 3 mandatos de governos democratas, não será muito fácil culpar Bush.

    Aí os republicanos ganharão tudo em 2020.

    Mas os idiotas "da direita" não entendem isso.
  • 4lex5andro  10/11/2016 02:22
    Em se tratando de política qualquer superpolarização passa longe do bom senso.
  • Osmar Neves  10/11/2016 20:48
    3 juízes conservadores na Suprema Corte compensam o risco, economia não é tudo e as pessoas se viram se tiverem liberdade.
  • Murdoch  10/11/2016 22:20
    Não compensa. O risco é muito alto se comparado a crise que ele poderá pegar.
    O pior desastre político é o econômico e os Democratas sabem bem como fazer esse desastre acontecer, repetindo a mesma história de 2008.
  • Babilonia  08/11/2016 15:32
    O pior de tudo é ver a tal direita apoiando esse cara, porque o apoiam?! O que ele tem de direita?!
    Pode se perceber claramente que tanto a esquerda quanto a direita são estupidas, de um lado gente que nunca leu Marx ou Keynes, jurando de pés juntos que o estatismo funciona, de outro os papagaios de direita que só sabem repetir que "bandido bom é bandido morto".
    Falta intelectualidade e honestidade nos dois lados, falta autocrítica e por ai vai.
    Torcer por qualquer um desses dois, é uma completa perda de tempo, mas é interessante notar que as massas que os apoiam sequer tem senso crítico, sequer foram pesquisar a praticidade de suas ideias e saem por aí a dizer "Build a wall" ou "I'm with her".
    Posso fazer um paralelo com o Brasil, onde as pessoas torcem por Bolsonaro (estado grande) ou Jandira Feghalli (estado maior ainda) , parece que as pessoas nunca aprendem que extremos são ruins, e parece que a massa continuará sendo estúpida, até os fim dos tempos.

  • Guilherme  08/11/2016 17:09
    Disse tudo, Babilonia.

    E o mais legal é ver a súbita "ardência anal" (parodiando Olavo) que acometeu alguns "conservadores" ao verem esse artigo no Facebook. Eles ficaram de-sa-pon-ta-dís-si-mos com o fato de o IMB estar criticando políticos. Pior: os elementos juram que o ocupante da Casa Branca é o responsável pela difusão da moral e dos bons costumes no país. Eles juram que incutir moral e bons costumes é tarefa do estado, a qual deve ser levada a cabo pelo "homem certo" no Salão Oval.

    E ainda se dizem "conservadores". Para eles, o parasita que ocupa a presidência é mais importante do que a família e as igrejas. Eis a nossa "direita".
  • Babilonia  08/11/2016 18:50
    Acabo de ler os comentários na page do Mises no Facebook, que horror.
    Mas essa característica estatista dos brasileiros é interessante, não de se vive-la claro, mas apenas pra se observa-la.
    O brasileiro tende a defender o estado com tudo que tem, se não é na esquerda e os seus planos econômicos desastrosos é na direita, com aquela visão de que nos desenvolveremos com alguém que tenha um pulso firme e dite o que tem e o que não tem que ser feito na economia. É apavorante, a direita brasileira é débil, é triste.
  • Nogueira  08/11/2016 20:53
    Guilherme, se um dia você ouviu alguém dizer que o dever de ensinar moral e bons costumes é do Estado, pode desconfiar.
    Primeiro que para definir qual a moral que deveria ser ensinada já seria um problema, pois na sociedade existe diversas culturas que cada uma seguem valores morais diferentes. 
    Quando um determinado grupo assume poder no estado, este grupo acaba impondo os seus valores para toda sociedade e desrespeitando os valores de outros grupos. 
    Para dar um exemplo é como ocorre no caso da legalização do casamento de pessoas do mesmo sexo: um casal homossexual, agindo legalmente, pode exigir que um pastor ou padre faça um casamento, e se esta pessoa se recusar, ela pode ser acusada de preconceito. 
    No final de tudo, o que ocorre é que o Estado impõe a vontade de uma minoria sobre as outras minorias. Por isso, uma pessoa que quer defender algum valor moral, e que para isso precise do poder do Estado, não pode ser levada a sério. 
    Sobre questões econômicas, acho que também não existe a opção em que todos ganham ao mesmo tempo, mas sobre isso  vou me limitar ao achismo. 


    PS. Não se posicionar em algum dos lados não vai evitar que alguma minoria controle o Estado. Infelizmente os eleitores têm que optar pelo menos pior, ou então partir para uma guerra civil. Essa última opção, com certeza, não é a mais viável.
  • anônimo  08/11/2016 18:37
    E o mais engraçado é que nem os conservadores americanos do partido republicano apoiam o Trump.
  • 4lex5andro  09/11/2016 13:27
    Esse é um detalhe crucial; se o partido democrata levasse a presidência haveria base de apoio. No caso republicano o partido está dividido e muitas das promessas de campanha não devem ser levadas a cabo (o que, pode até ser interessante).
  • Kantynho  08/11/2016 15:52
    Supondo que o TRUMP ganhe e imponha barreiras comerciais contra a China. Em tese isso não é bom pra nós?
    Digo, se a China tem produto "sobrando", vão precisar vender pra outras pessoas..
    Se bem que...
    Não temos dinheiro pra nada...
    Deixa pra lá....! hehehe
  • Andre  08/11/2016 17:21
    Se a China produzir 5% a menos seja lá por que motivo for, o sistema financeiro de lá quebra, aumentaram o endividamento privado em 100% nos últimos anos para produzir 5% a mais, se não há receita como diabos estão pagando o endividamento?
  • LUIZ F MORAN  08/11/2016 16:23
    O declínio político concomitante ao intervensionismo de Estado, em diversas áreas nos EUA, coincide com a predominância do politicamente correto e do multiculturalismo, que foram enfiados sorrateiramente nas mentes dos jovens nascidos nos anos 1990 pra cá, a fim de prepará-los culturalmente a se engajarem e defenderem o coletivismo tosco e utópico tão propagado pela elite que passou a dominar aquele país, outrora " land of freedom ".
    É a derrota do indivíduo e da liberdade ante ao coletivismo e a servidão.
  • Economista da UNICAMP  08/11/2016 17:04
    Acho interessante a plataforma ''Make America Great Again'' do Trump, principalmente no que diz a indústria americana(destruída por baboseiras ortodoxas como financiar o déficit de conta-corrente com poupança externa). Me parece venturoso e ao mesmo tempo interessante a ideia de elevar as tarifas de importação para proteger a indústria da desleal concorrência chinesa, recuperando assim a política desenvolvimentista que construiu os bastiões da economia americana(por mais que ortodoxos neguem).

    No entanto, para o Brasil seria muito ruim que o mundo decida se fechar agora em um momento de crise. Sem falar em uma possível apreciação cambial devido as incertezas causadas pelo governo de Trump-- o que seria terrível para as nossas indústrias.

    Para mim os EUA deveriam focar no fiscal e abandonar essa meta de inflação de 2% a.a, que é uma grande bobagem e é o que segura a retomada do crescimento. Uma meta de 4,5% a.a seria mais do que suficiente. Sugiro a demissão da maior parte dos membros do FOMC atual.
  • Leandro Campos  08/11/2016 17:17
    Sendo Trump ou Hilary o que mudaria para o Brasil?
  • Eric  08/11/2016 17:19
    Trump é preferível pelo próprio motivo apontado no artigo: o programa de governo dele é mentiroso ao passo que o da Hillary é verdadeiro. Na dúvida, melhor apostar no que o Trump fará de diferente do que promete, já que do outro lado as promessas serão seguidas a risca.
  • rand0m78923  08/11/2016 17:39
    Não tem nada a ver com o assunto. Mas alguém tem o PDF do "Man, economy and state" traduzido para o português?
  • Marciano  08/11/2016 18:17
    Há uns 2 anos atrás estavam traduzinho e prestes a lançar....
  • Solstafir!  08/11/2016 20:36
    Não há versão traduzida até onde eu saiba
  • Gold Currency  08/11/2016 18:00
    A gemedeira lá na página do Facebook está vergonhosa, um bando de marmanjo se contorcendo e xingando feito adolescentes.
  • Túlio   08/11/2016 18:13
    Pior: um bando de marmanjo querendo que outro marmanjo seja eleito para cuidar do mundo, da moral e dos bons costumes.

    E isso numa eleição na qual brasileiro não tem nenhuma participação. Alguma lógica?
  • Marciano  08/11/2016 19:35
    O facebook do mises está repleto de idiotas, lamentável.
  • Lucas  08/11/2016 18:16
    OFF TOPIC

    Administradores da página do IMB, o arquivo do livro do Rodrigo Marinho está, de algum modo, corrompido.
    Corrijam o quanto antes!

    Abraços cordiais, Lucas.
  • Henrique  08/11/2016 18:39
    Hillary é muito melhor que Trump... não dá para igualar os dois.
    O autor se esqueceu de listar as propostas em relação às minorias. Esse tipo de análise
    não pode ser feita só no plano econômico.


    Abraços.
  • Ciro Gomes 2018  08/11/2016 18:56
    Eu prefiro a Trump que vai acabar com os massacres retirando as armas desses malucos. Armas tem que ficar nas mãos de quem é preparado e treinado que é a policia e o exercito a população não esta bem treinada pra tal
  • marcela  08/11/2016 19:29
    Eu só não entendi a crítica ao Trump por ele querer gastar 1 trilhão em infraestrutura.Há várias décadas os EUA não investem pra valer em infraestrutura.70% dos túneis e pontes são do século xix e início do século xx.Os aeroportos em comparação com os dos xeques árabes parecem rodoviárias de terceiro mundo.Os dutos que transportam óleo,gás e combustíveis são da metade do século xx.A contribuição das fontes de energia eólica e solar são irrelevantes para a matriz energética.A China gastou mais cimento na última década do que os EUA nos últimos 100 anos.Os EUA devem parar de gastar com guerras e melhorar a infraestrutura do país que está entregue às traças.
  • Breaking Bad  08/11/2016 19:38
    Infelizmente, apenas mais um artigo para "deleite dos bonzos e manigrepos de alta scientia". Conforme já foi escrito em outro comentário de outro artigo, liberais e libertários são tão ineptos na guerra política, que até um partideco extremista radical como o PCO tem mais expressão. Em guerra política, luta-se com a as armas pertinentes ao jogo e enquanto os candidatos a combatente não aceitarem este fato, estarão fadados à derrota desde o primeiro momento. Algumas pérolas do artigo, do qual vou inverter a ordem para a análise lógica:

    "Hoje, milhões de americanos irão às urnas. Melhor fariam se se rebelassem contra elas por terem de escolher entre dois desastres igualmente deploráveis."
    Ou seja, a solução ideal proposta pelo articulista é a rejeição aos dois. Até aí. tudo bem.
    "Hillary possui um programa pavoroso, porém, e infelizmente, realizável; Trump possui um programa igualmente pavoroso, porém não-realizável. (Se bem que a alternativa que ele venha a apresentar caso vença pode ser ainda PIOR)."
    Em termos de guerra política, diante da não realizabilidade da alternativa ideal, o autor crava a sua sugestão na frase entre parênteses (grifo meu para PIOR). Neste blog, achar que hillary é a solução menos pior, diante de todos os compromissos ideológicos, fatos criminosos e intenções piores ainda da candidata, que a imprensa insiste em escamotear, chega a ser um escárnio.
    Lembra bem aquela história do liberal/libertário carioca, que entre dois marcelos (freixo e crivella), acha que o menos pior é freixo, porque ele ao menos é a favor de liberar a maconha, pois o outro é muito careta e conservador. Típica solução de quem só olha os benefícios para os próprios vícios e é incapaz de transceder a mediocridade. Lamentável.

  • Paul Kersey  08/11/2016 20:39
    Lamentável é a sua capacidade de mentir e caluniar. O autor deixa claro que ambos são péssimos -- e escreve um artigo inteiro explicando por quê, recorrendo a dados e teorias -- e você consegue a façanha de dizer que o autor defende um em detrimento de outro.

    Canalhice total. E eu, inocente, jurava que isso era monopólio da esquerda...

    Ah, sim: diz aí, fera, como é que um artigo "deste blog" (a pessoa sempre chama de "blog" aquele portal que ela despreza, mas não refuta) irá alterar todo um resultado eleitoral americano? Será que você não percebe que, ao demonstrar tamanho incômodo com um artigo, você está involuntariamente atribuindo grande poder influenciador a ele?

    Por fim, você, imbecil e caluniosamente, diz que este site apoiaria Freixo contra Crivella. Quais são suas bases para tão grotesca mentira? Que tal este artigo? E mais este? Ou que tal este?

    Você está no mesmo nível moral e ético da esquerda que diz combater.
  • Breaking Bad  08/11/2016 21:36
    É cansativo ficar rebatendo vigarista intelecual, que tenta rotular em mim a própria atuação, no mais autêntico estilo lênin.
    1) "você consegue a façanha de dizer que o autor defende um em detrimento de outro." Agora, compare com "o autor crava a sua sugestão". Em momento algun em disse que o autor "defende". Há uma apreciável diferença entre "sugestão" e "defesa". Vamos ao "Aurélio", que entre acepções, utiliza esta (por mim utilizada): "Algo ou alguma coisa que é insinuada; pensamento ou ideia que é apresentado em forma de insinuação". O autor passa o texto inteiro desconstruindo os dois, porém no finalzinho, deixa escapar "(Se bem que a alternativa que ele venha a apresentar caso vença pode ser ainda PIOR)", daí a SUGESTÃO de que trump poderia ser pior, tal interpretação é perfeitamente plausível e dentro dos parâmetros da guerra política.
    2) "Canalhice total. E eu, inocente, jurava que isso era monopólio da esquerda..." Concordo em gênero e número, porque se havia monopólio da canalhice pela esquerda, meus parabéns, você acabou de quebrá-lo, aliás, você e seu "parceiro" (no sentido LGBT da palavra) de comentários "Olavo" logo abaixo.
    3) "Por fim, você, imbecil e caluniosamente, diz que este site apoiaria Freixo contra Crivella. Quais são suas bases para tão grotesca mentira?" Em momento algum me referi que este site apoiou freixo contra crivella, mas sim que "Lembra bem aquela história do liberal/libertário carioca, que entre dois marcelos (freixo e crivella), acha que o menos pior é freixo...", eu estava me referindo à figura patética de UM TIPO de liberal/libertário, que PARTICULARMENTE É CARIOCA e PARTICULARMENTE prefere freixo à crivella, portanto, não queira angariar simpatizantes contra mim tentando generalizar aquilo que eu deixei bem específico. Se você e o "Olavo" abaixo são os liberais/libertários que vestiram a carapuça, azar, além disso em momento algum critiquei a condição de ser maconheiro (caso você seja), mas sim a hipocrisia e a incoerência de votar em um estatista em elevadíssimo grau, como freixo (mais do que crivella), somente pela causa própria (liberação total da maconha).
    4) "deste blog". Aceito a correção: deste PORTAL. Nota DEZ para o mises.org.br.
    5) Finalmente, antes de você e seu "parceiros" virem aqui defecando pela boca para depois sofrerem humilhação pública, aprenda a ler, interpretar e respeitar opiniões, a menos, é claro, que você faça parte do time dos masoquistas.
  • Tulio  08/11/2016 22:07
    "você e seu "parceiro" (no sentido LGBT da palavra) de comentários "Olavo" logo abaixo."

    Ui, nofa, que argumento arrasador! Eu também fazia uso desse recurso... quando eu estava na 6a série. E me achava o máximo.

    Agora sim deu pra entender por que você se urinou todo ao se defrontar com um não-esquerdista anti-Trump. Você tem o mesmo nível intelectual de seu ídolo.

    Cuidado pra não borrar o batom. (Viu só? Também sei descer ao seu nível. Claro, eu já fui criança).
  • Bruno  08/11/2016 21:54
    Também tenho enormes dificuldades de entender essa lógica. Tipo assim: o brasileiro A briga com o brasileiro B por causa do que B pensa de um político americano?!

    É isso mesmo?

    Se fosse por causa de algum político brasileiro também seria uma postura imbecil, mas ao menos teria um pouquinho mais de sentido. Agora, um político americano? Numa eleição em que nenhum brasileiro vota?

    Como bem disse Nelson Rodrigues, "a política exerce um estranho poder de cretinização, mesmo sobre as melhores inteligências. Nada mais cretino e mais cretinizante do que a paixão política. É a única paixão sem grandeza, a única que é capaz de imbecilizar o homem".
  • Olavo  08/11/2016 20:43
    Como diria Olavão, esse tal Breaking Bad bateu o recorde de "ardência anal": relinchou, gemeu, xingou, esperneou e não apresentou absolutamente um único argumento racional contra tudo o que foi apresentado. Apenas afetações de espanto e efusões de contrariedade.

    Mas, no Brasil, é exatamente isso o que se passa por "debate".
  • Papi  09/11/2016 00:06
    O autor deixa a entender que um plano de governo é melhor que outro só porque é executável. Isso não é uma argumentação sólida.
  • Mami  09/11/2016 00:16
    E o analfabetismo funcional só se espalha...

    O autor disse exatamente o contrário: o fato de um plano ruim ser plenamente executável é justamente o que faz dele algo péssimo. E faz de Hillary a pior opção.

    Veja o que o autor escreveu:

    "O plano de Clinton é lamentavelmente factível: a candidata democrata continuará percorrendo o caminho já iniciado por Obama de ir expandindo pouco a pouco o tamanho do estado para evitar que o sapo (os pagadores de impostos) perceba que está sendo cozinhado na água quente."[...]

    "Hillary possui um programa pavoroso, porém, e infelizmente, realizável".

    Isso por acaso é endosso? Para mim, crítica mais ácida que essa, impossível.

    O que está havendo com a "direita" brasileira? Ela sempre foi burra assim e só agora eu percebi? Ou ela ficou burra de repente por causa de um progressista chique de Nova York (que sempre foi pro-aborto), que passou a enganá-la?

    Alguém me dá uma luz?
  • Ribeiro  09/11/2016 00:24
    Sempre foi nacionalista e estatizante (ou seja, burra). Quando vê um bufão que faz algumas tiradinhas engraçadas, então, fica toda molhada.

    Se o doutor Enéas ressuscitasse, essa turma correria em deleite para os lânguidos braços dele.
  • Marcelo Brehm  09/11/2016 10:41
    A direita Brasileira não ficou burra (ao menos a tradicional), o que temos é uma mandada de imbecis de esquerda em debandada, procurando uma nova ideologia (são parasitas, sem ideologia própria).
    Em outras palavras, nossa direita de hoje é formada pela esquerda de ontem...

    É o povão, que depois de 12 anos de um governo destrutivo de esquerda, percebeu o tamanho da merda que fizeram, o problema é que o fato de terem percebido isso, não significa que ficaram inteligentes e racionais (característica comum a todos da Direita "tradicional"), muito em breve se sentirão excluídos e formarão uma nova esquerda revolucionária...

  • Tobias  09/11/2016 11:41
    Boa explicação, Marcelo. Tendo a concordar com ela. Aliás, quero concordar com ela.

    Sempre fui conservador e de direita. E sempre me orgulhei de pertencer a uma parcela esclarecida e bem formada da população. No entanto, ao ver a atual "direita" do Brasil, entrei em parafuso. Uma gente completamente obtusa e ignorante, defendendo bandeiras estatistas e pró-políticos, bandeiras que não têm nada a ver com o conservadorismo e com direita.

    Pior ainda: vendo determinados políticos como a salvação do mundo (o que houve com a família e com a Igreja?) e atribuindo a esses políticos o dever de incutir moral e bons costumes na população.

    Veja como enxergam Trump (até ontem, abortista, progressista de carteirinha e eleitos do Partido Democrata).

    Quero muito que você esteja certo.
  • Rafael.  08/11/2016 20:59
    Só o fato de HIllary querer uma "no-fly zone" na Síria, já faz de Trump um candidato claramente menos pior. Isso pode até resultar em uma guerra com a Rússia, de acordo com militares americanos. E isso poderia provocar uma guerra nuclear.

    https://www.theguardian.com/world/2016/oct/25/hillary-clinton-syria-no-fly-zones-russia-us-war

  • Sérgio  08/11/2016 21:32
    Segundo o próprio texto:

    Hillary:
    "Um esbanjamento de dinheiro dos americanos estimado em US$ 1,750 trilhão pelos próximos dez anos."

    Trump:
    "No total, tirando por baixo, estamos falando de um aumento do gasto público de US$ 650 bilhões em 10 anos."

    Ou seja, o Trump vai aumentar os gastos em US$ 650 bilhões (no máximo US$ 1 trilhão), enquanto a Hillary vai aumentar em US$ 1,750 trilhão...
    Quem vai gastar menos?
  • Mallandro  08/11/2016 21:52
    Pergunta tecnicamente errada. Permita-me corrigi-la:

    Quem vai aumentar menos o gasto?

    Trump.

    Quem vai aumentar mais o endividamento?

    Trump.

    Em quem votar?

    Gary Johnson.
  • Breaking Bad  08/11/2016 21:53
    Boa pergunta!!!!
  • Luis Gustavo Schuck  08/11/2016 21:54
    Fico imaginando, se os EUA não conseguem "criar" candidatos minimamente aceitáveis, o que resta a nós brasileiros?

    No fim das contas Dilma e Aécio estavam bem próximos da curva americana....

  • Marcos  08/11/2016 21:59
    Eu pensava que após a eleição de 2008, entre McCain e Obama, seria impossível inventarem candidatos mais estatistas. Animei um pouquinho em 2012 com Romney, que era menos estatista que a média.

    Agora, com esses dois otários atuais, começo a achar até mesmo o Temer -- citando Margaret Thatcher -- um cara mais decente.

    Olha o nível...
  • Babilonia  08/11/2016 22:13
    "Agora, com esses dois otários atuais, começo a achar até mesmo o Temer -- citando Margaret Thatcher -- um cara mais decente."

    Amigo eu ri demais disso, mas umas das características de Temer é a elegância, qualquer presidente/primeiro ministro de qualquer país desenvolvido pode parecer "desengonçado" perto dele.
    Quanto à decência, ele me parece mais cheio de boas intenções do que um "history maker".
    Voltando a elegância, eu não sinto nem um pingo de vergonha ao ouvi-lo discursar, ou conversando com qualquer outro líder. Quando a Dilma conversava com os outros líderes globais eu tinha vontade de sumir do mundo, era muita humilhação.

  • Adriano  09/11/2016 00:17
    Parabéns, povo americano. Foram às urnas hoje escolher entre a cruz e a espada, entre o lixo e o esgoto. De todos os candidatos existentes, restaram os dois piores possíveis. Qualquer que seja o resultado dessa eleição, será uma ode à estupidez e à imbecilidade. Como pode a outrora terra da liberdade ter se tornado nisso? Estou perplexo.
  • anônimo  09/11/2016 01:36
    Os piores mesmo eram o Jeb Bush e o Bernie Sanders.
  • Pobre Paulista  09/11/2016 00:17
    Ainda bem que eu não voto.

    Mas estou torcendo pelo Trump, pelo único e exclusivo motivo de querer ver a cara de merda dos apresentadores da Globonews.
  • Marcelo Brehm  09/11/2016 10:49
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    eu também

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
  • Adriano  09/11/2016 00:19
    Parabéns, povo americano. Foram às urnas hoje escolher entre a cruz e a espada, entre o lixo e o esgoto. De todos os candidatos existentes, restaram os dois piores possíveis. Qualquer que seja o resultado dessa eleição, será uma ode à estupidez e à imbecilidade. Como pode a outrora terra da liberdade ter se tornado nisso? Estou perplexo.
  • Jane  09/11/2016 00:39
    Não há esperança nos EUA. O país viverá um período de inflação, como o Brasil passou na década de 1980, com Trump ou Hillary como presidentes.

    Cada estado tem alguem 'electoral votes.' Por exemplo, há 57 votas no estado da Califórnia. Ganhar, eles precisam ter 270 votar. Se nunca teriam 270, os representastes (house of representatives) votarão pelos ganhares. Os representantes selecionarão do top 3.

    Então, eu espero que Gary Johnson vença em suficiente estados, então a Hillary e o Trump terao 270 votas. Se não, espero que o impeachment aconteça em breve.

    Votei pelo Gary Johnson!
  • Marciano  09/11/2016 11:38
    Gary Johson teve incriveis 4 milhões de votos. Na eleição passado Gary Johson só obteve 1 milhão de votos, em 2008 o partido libertário não teve nem 500 mil. Uma evolução está acontecendo.
  • Capitalista Explorador  09/11/2016 02:26
    Espere, deixe-me ver se entendi: isso significa que entre os dois bostas a Hillary é a bosta menos pior?
  • João Pedro  09/11/2016 03:11
    Se a "ausência" do protecionismo não necessariamente levaria à um grande desemprego, como diz alguns artigos nesse site, já que a maior poupança decorrente disso geraria demanda em setores que a economia nacional é mais efetiva, então por que então que o Trump está com todo esse discurso protecionista? Não é porque os EUA estão perdendo empregos para o exterior?

    PS:Não é uma crítica, só quero entender mesmo.
  • Guilherme  09/11/2016 11:35
    Simples.

    Em primeiro lugar, eis a evolução da taxa de desemprego nos EUA:

    cdn.tradingeconomics.com/charts/united-states-unemployment-rate.png?s=usurtot&v=201611051022r&d1=20110101&d2=20161231

    Boa sorte em mostrar que, perante taxas tão baixas, há um "grande desemprego gerado pelo livre comércio".

    Por que então Trump é protecionista? Porque ele é um ignaro econômico que, ao ver um fenômeno totalmente inerente a uma economia rica e moderna -- a saber, o crescimento do setor de serviços e o encolhimento do setor industrial --, acredita que isso foi causado por "forças externas". (Para populistas, a culpa sempre é dos estrangeiros).

    Sim, várias indústrias americanas se tornaram obsoletas e fecharam. Não fecharam por causa do livre comércio; fecharam simplesmente porque se tornaram obsoletas, ineficientes e caras (majoritariamente por causa de exigências sindicais irreais).

    E o bobalhão acha que, com protecionismo, irá ressuscitá-las.

    Na prática, Trump acredita que, se abolir o comércio com o México, haverá nos EUA novas indústrias de máquinas de escrever, de videocassetes, de carroças para cavalos, de velas, de telefones de linha fixa etc.

    Entenda o fenômeno que Trump não entende:

    O futuro da indústria - por que a participação da indústria no PIB sempre será declinante
  • João Pedro  09/11/2016 13:22
    Obrigado
  • saoPaulo  10/11/2016 00:10
    Não é tão simples assim.

    Leia o ponto 1 apontado por Michael Moore:
    michaelmoore.com/trumpwillwin/

    Tirando toda sua verborragia esquerdista, Moore afirma que as pessoas do "Upper Midwest" estão insatisfeitas com acordos de "livre" comércio como o NAFTA, por este estar desindustrializando suas regiões.

    "When Trump stood in the shadow of a Ford Motor factory during the Michigan primary, he threatened the corporation that if they did indeed go ahead with their planned closure of that factory and move it to Mexico, he would slap a 35% tariff on any Mexican-built cars shipped back to the United States. It was sweet, sweet music to the ears of the working class of Michigan"

    Acredito que deva ser algo parecido com o setor automobilístico no Brasil: poucos trabalhadores sindicalizados, protegidos pelo cartel e com altos salários, enquanto o resto da população tem que se contentar com produtos mais caros e de menor qualidade. Obviamente, estes parasitas não ficariam nada contentes com uma abertura comercial do Brasil neste setor.

    E é para este tipo de gente que Trump prega o discurso protecionista. Ele tinha que fazer isso, se quisesse contar com o apoio destes estados. O trabalhador que vê sua fábrica fechando e seu emprego sendo exportado não quer saber se a situação dos outros vai melhorar com isso, ou se ele será facilmente realocado, ele está preocupado consigo mesmo e com o agora. E este trabalhador vota. Por isso a batalha mais importante é a das ideias, para convencer este eleitor a se sacrificar no curto prazo, tendo em vista melhorias no longo prazo.

    Claro que nada do que escrevi invalida o que o Guilherme respondeu acima.
  • Operário Americano  09/11/2016 05:53
    O Trump é um guerreiro do povo americano.

    Alguém precisava fazer isso tudo.

    O povo não aguenta mais o governo, a mídia, os movimentos sociais, o politicamente correto, etc.

    O povo não aguenta mais as mentiras do governo. O Trump usou a mesmas armas do establishment.

    Alguém precisava dar um chute nisso tudo.


  • a  09/11/2016 08:44
    Seja quem for o vencedor, terá a obrigação de transformar os EUA na maior potência econômica, etc que o mundo já viu.
  • Rodrigo Amado  09/11/2016 11:30
    Esquerdistas odeiam o Trump.
    Isso já é um boa razão pela qual ele é menos pior do que a Hillary.

    Não acho que ele vá aumentar impostos de importação da China em 45%.
    Hahahaha, até parece...
  • saoPaulo  09/11/2016 13:51
    E Trump é o novo presidente dos EUA!
    Apesar dos pesares -- de ele ser um mercantilista, narcisista, de ter um programa fiscal suicida, etc -- não há como negar que Trump ama a América e quer trazer de volta o "sonho americano", diferentemente de Obama, que sempre disse que a América precisa mudar profundamente (no sentido do socialismo, claro).
    Se Trump realmente cumprir suas promessas, lutará contra o capitalismo de compadres e será uma barreira para o socialismo/globalismo atual.
    Conservadores sempre criticam os liberais por estes "se preocuparem apenas com a economia". Pois bem, os EUA têm um presidente do partido conservador, que aparentemente adotará um programa fiscal insano.
    Vamos aguardar para ver se isto será benéfico ou não para a liberdade no longo prazo.
  • Murdoch  09/11/2016 17:31
    Só nos resta aguardar como será a política de Trump.
  • Operário Americano  09/11/2016 14:24


  • Andre  09/11/2016 15:17
    E agora? Quem serão os novos presidente do FED e secretário do tesouro?
  • Mais Mises...  10/11/2016 00:04
    Sr. Burns??? rsrsrs
  • Pobre Paulista  10/11/2016 13:11
    Ou então o Hulk Hogan, vai saber. Talvez o Clint Eastwood...
  • Aluno Austríaco  10/11/2016 13:44
    Eu sou a favor do livre comércio, mas alguém precisa sabotar a China.

    Os comunistas chineses desvalorizam a moeda, criam milhares de subsídios, poluem tudo, também cobram impostos sobre importação, possuem barreiras protecionistas, etc.

    Esse livre comércio de fachada chinês é criminoso.
  • Leandro  10/11/2016 14:19
    Sugiro que você se informe melhor (e pare de repetir coisas que lê na imprensa).

    Pra começar, a afirmação de que os chineses desvalorizam a moeda não só é falsa, como também é exatamente oposta à realidade.

    A moeda da China, ao contrário do que afirma a imprensa e Donald Trump, está em constante valorização em relação às outras. E desde 1995.

    Isso mesmo: a China opera com um câmbio semi-fixo desde 1995: ora o renminbi se valoriza em relação ao dólar, ora se mantém fixo. Veja o gráfico.

    (Foi só em 2014 que eles deram um cavalo-de-pau na política cambial e, pela primeira vez desde 1995, desvalorizaram o renminbi em relação ao dólar. Não coincidentemente, a economia desacelerou fortemente desde então.)

    E essa política monetária de valorização da moeda é um dos grandes chamarizes para as indústrias estrangeiras ali se estabelecerem: com uma moeda em constante valorização, quem produzir na China e remeter os lucros para a matriz no exterior ganhará duplamente: alem dos lucros, ganhará também com a apreciação da moeda chinesa (a qual poderá comprar muito mais dólares quando a empresa estrangeira for remeter dólares para sua matriz).

    Moeda forte, portanto, é chamariz para o estabelecimento de indústrias estrangeiras

    Por isso o IMB insiste tanto nessa questão da moeda. Moeda forte é a chave de tudo. Não existe economia forte com moeda fraca, em contínua desvalorização em relação às outras.

    Além da moeda, o governo "comunista" da China também fornece várias incentivos fiscais. E também é bem "frugal" em sua coleta de impostos: a alíquota máxima do IRPJ é de 25%, bem menor que a da esmagadora maioria dos países ocidentais, que têm de sustentar seu estado de bem-estar social.

    Quanto à política comercial, você também não está bem informado. As tarifas de importação da China são, na média, metade das do Brasil. Sim, metade.

    Um chinês tem mais liberdade para importar produtos do que um brasileiro.

    Câmbio em constante valorização e tarifas protecionistas menores que as brasileiras: isso é um "livre comércio de fachada"? Isso é "criminoso"? Se sim, por quê?

    Há várias coisas para se criticar no governo chinês. Mas suas políticas monetária e comercial não estão entre elas.

    Um suposto "aluno austríaco" não tem o direito de cair nesse reducionismo tolo repetido por repórteres brasileiros que se informam apenas pelo The New York Times.
  • saoPaulo  10/11/2016 15:42
    Acho incrível esta relação de amor e ódio das pessoas com a China.
    Ora a criticam por seu crescimento acima da média mundial, com medo de que ela se torne a próxima superpotência econômica -- ninguém lembra que o mesmo apocalipse foi também previsto com o Japão. Vêem aqui os chineses como vilões.
    Ora criticam os outros países países, por suas empresas se instalarem lá procurando pagar salários menores -- ignorando que a qualidade de vida deles vem melhorando consideravelmente nas últimas décadas. Vêem aqui os chineses como vítimas.
    Caramba, se decidam! Eles são vítimas ou vilões?
    As pessoas querem que a China tenha uma maior participação no comércio internacional e tenha condições de dar uma qualidade de vida melhor à sua população, ou querem que sua população continue miserável para que eles nunca adquiram qualquer poder político?
    Não é coerente exigir que as empresas paguem salários maiores aos chineses e ao mesmo tempo querer ferrá-los no mercado internacional.
  • 4lex5andro  10/11/2016 23:33
    Comentário quase que irretocável, só um adendo, não só moeda forte atrai indústrias, mas além disso é preciso uma política fiscal e tributária favorável.

    E até nisso o modelo econômico chinês tem o que ensinar ao Brasil.
  • Felipe R  10/11/2016 13:54
    Vou opinar apenas sobre o que foi falado das propostas de Trump, haja vista que ele deve ser o próximo presidente, conforme resultado do voto popular.

    Em primeiro lugar, o que foi falado sobre Trump reduzir impostos é fato, e foi reconhecido pelo Juan. O que foi omitido, porém, é que a regulação TAMBÉM SERÁ REDUZIDA, e isso foi amplamente explorado pelo republicano. Isso é outro alento importantíssimo e que deve ser considerado pelos liberais e pelos ancaps.

    Segundo, Essa conta de impacto fiscal apresentada relativa às propostas de Trump, está furada. Ela superestima a queda de arrecadação (esquece que menos regulação e menos impostos dinamizam a economia, e, consequentemente, amenizam a queda de arrecadação no curto prazo). Além disso, a conta também ignora totalmente as manobras orçamentárias que Trump pode fazer, direcionando recursos de áreas que ele considera inúteis para a infraestrutura, Defesa e veteranos. Essas manobras certamente diminuem a necessidade de aumento de gastos.

    Terceiro, a questão do comércio internacional, principalmente no caso da China, é delicada. Por um lado, é ruim privar os americanos dos produtos chineses mais baratos. Por outro lado, os produtos chineses são mais baratos porque a ditadura chinesa promove artimanhas como desvalorização artificial da moeda deles, abusa de subsídios estatais no caso dos produtos que querem exportar, e sobretaxam os produtos americanos que importam. Aceitar essa assimetria de condições comerciais já é atestado de "cuckisse". Por isso Trump fala tanto em renegociar com a China, e usa o termo "fair trade" (troca justa). A mesma lógica se aplica aos outros países que também trapaceiam.

    Por fim, colocar Trump no mesmo patamar da Hilary, chamando ambos de desastre, é exagero e desinformattivo. A Hilary seria uma desgraça mesmo. Já o Trump, podemos considerar como ruim. Ele nunca foi meu favorito, mas está muito à frente se comparar à candidata dos Democratas.

    Agradeço a atenção e aos responsáveis por este site pelo ótimo conteúdo que é publicado, de forma geral, e por sempre abrirem o canal para quem gosta de comentar.

    Abraços.

  • Auxiliar  10/11/2016 14:34
    "O que foi omitido, porém, é que a regulação TAMBÉM SERÁ REDUZIDA, e isso foi amplamente explorado pelo republicano."

    Trump nunca falou sobre isso em detalhes. Ele falou isso apenas nas primárias, e apenas utilizando frases de efeito. Seu programa de governo não traz nenhuma especificação quanto a isso.

    Sim, é até possível que ele venha a fazer isso (e, se fizer, será ótimo). Mas ele não especificou nada até agora.

    Na prática, você está querendo que o artigo especule positivamente sobre algo que não foi especificado. Isso seria achismo; seria uma irresponsabilidade do autor. Você está se deixando levar por paixões político-partidárias. Não caia nesse erro.

    "Segundo, Essa conta de impacto fiscal apresentada relativa às propostas de Trump, está furada. Ela superestima a queda de arrecadação (esquece que menos regulação e menos impostos dinamizam a economia, e, consequentemente, amenizam a queda de arrecadação no curto prazo)."

    Acho que você não leu o artigo. Se o leu, leu apressadamente, pois o autor é explícito ao dizer que considerou sim os possíveis efeitos da Curva de Laffer. A eventual queda de arrecadação com a qual o autor trabalha -- na verdade, ele utiliza números de um Instituto americano que fez essa conta -- já leva em conta esse possível efeito positivo do corte de impostos sobre a arrecadação.

    Eis o trecho (com grifos meus): "Na melhor das hipóteses, levando em conta eventuais aumentos marginais na arrecadação gerados pela redução de impostos — como pressupõe a Curva de Laffer —, estamos trabalhando com um déficit de pelo menos US$ 3,2 trilhões. [...] Vale repetir: incluindo estimativas muito otimistas a respeito das promessas de Trump, seu programa fiscal implica aumentar acentuadamente o endividamento do governo (ou seja, dos pagadores de impostos americanos) em pelo menos US$ 13 trilhões na próxima década.

    Seja menos passional e afobado na próxima.

    "Além disso, a conta também ignora totalmente as manobras orçamentárias que Trump pode fazer, direcionando recursos de áreas que ele considera inúteis para a infraestrutura, Defesa e veteranos. Essas manobras certamente diminuem a necessidade de aumento de gastos."

    Pra começar, isso depende do Congresso. Em segundo lugar, você, novamente, quer que o autor incorra em achismos. Especular positivamente sobre o que um candidato pode vir a fazer, e então inventar cálculos sobre isso, não seria coisa de articulista sério. Aqui o nível é um pouco mais elevado que isso.

    De novo, deixe suas paixões político-partidárias de lado. Impossível ser um analista sério assim.

    "os produtos chineses são mais baratos porque a ditadura chinesa promove artimanhas como desvalorização artificial da moeda deles, abusa de subsídios estatais no caso dos produtos que querem exportar, e sobretaxam os produtos americanos que importam."

    PQP, de novo essa ladainha?! Acabou de ser respondida acima pelo Leandro. (Você por acaso é o comentarista "Aluno Austríaco"? Se sim, leia a resposta a você logo acima).

    "Ele nunca foi meu favorito, mas está muito à frente se comparar à candidata dos Democratas."

    Pela terceira vez, você deixa sua opinião pessoal e passional ofuscar qualquer possibilidade de juízo sério. Pela sua lógica político-partidária, é bem capaz de você dizer George W. Bush foi melhor para a economia do que Bill Clinton.

    Tenha menos paixão partidária (ódio ao Partido Democrata também ofusca qualquer análise econômica séria).
  • Felipe R  10/11/2016 16:30
    Quantos ataques à minha pessoa, Auxiliar. Pra que esse ódio, cara? Me chamando de passional e afobado. Tu me acusou disso, mas respondeu de forma totalmente passional, pra dizer o mínimo. Por favor, aprenda a se comunicar como gente decente. Você acharia certo se eu te chamasse de libertard, libertonto, autista ancap etc.? Acho que não, certo? Desse jeito, com esse tipo de atitude que você adotou, a imagem do IMB fica corroída. E já notei você destilando veneno com outras pessoas aqui que vem comentar ou mesmo tirar dúvidas.

    Enfim, vamos lá. Vou responder de forma geral porque estou num dispositivo móvel e fica ruim de organizar o texto com "copia e cola".

    Você me acusa de eu desejar que o artigo especule sobre algo positivo que o Trump possa sugerir, como redução da burocracia estatal, mesmo estando essa proposta por escrito no site oficial dele, mas aceita que o autor especule com contas de guardanapo sobre o desempenho fiscal do futuro governo republicano. Dois pesos e duas medidas? Se o autor estivesse especulando pelos dois lados, teria sido um texto imparcial. Eu diria que irresponsabilidade é especular APENAS PARA UM LADO.

    Sobre o trecho da Curva de Laffer, sim, tem razão, passei rápido mesmo e acabei desconsiderando. Mesmo assim, a parte das manobras fiscais continua válida, ainda que seja especulação. Afinal, é especular também que o Trump mantenha absolutamente todos os gastos do Obama, exceto os subsídios estatais citados no texto, e acrescente todo o resto. Vale mencionar ainda que o que você disse sobre a participação do Congresso Americano é válido para as especulações do artigo.

    Sobre meu" partidarismo", bem, historicamente, TODOS os republicanos foram menos danosos à sociedade americana, comparados aos democratas. Inclusive, um dos republicanos, Calvin Coolidge, foi várias vezes exaltado em artigos publicados no Mises USA, e, na minha opinião, é o modelo real a ser seguido, dentre os representantes do PR. Especificamente sobre Bush e Clinton, apesar dos dois serem péssimos, você ainda tem dúvida de que o primeiro mencionado tenha sido o "menos pior"? De qualquer forma, eu não sou azul nem vermelho, em alusão às cores de cada partido, mas sei reconhecer as vantagens de um em relação ao outro. Para você saber qual é meu partido, se é que tenho um, você pode me perguntar (com educação).

    Com relação à existência do comentário do Leandro sobre as táticas chinesas, sua reação foi exagerada. Eu li o artigo e comentei logo em seguida, sem observar os comentários de outros leitores. Sou obrigado a ler tudo antes de fazer minha própria observação? Você, ao invés de dar piti com seus "PQPs", não poderia simplesmente apontar para a resposta dele?

    Sobre o conteúdo do comentário supracitado do Leandro, eu já conhecia a partir de diversos que ele publicou aqui, e acho irrepreensível, dentro dos contextos que ele avalia. Mas a resposta dele é inválida neste caso, pois a reclamação do Trump é a de que as táticas da ditadura chinesa reduzem artificialmente os preços dos produtos chineses. Se essa política monetária está detonando com a economia chinesa (e nisso o Leandro está certo), é outro assunto. Veja: dizer que um conjunto de atitudes permite redução artificial de valores de venda, ainda que em curto prazo, É DIFERENTE de avaliar se ela é uma política boa ou ruim para a economia do país que está praticando isso. Agora, negar que produto chinês está mais barato no mercado americano, e que isso prejudica determinados setores da economia americana, é negar a realidade. Quanto tempo essa vantagem de preço mais baixo vai durar? Não sei. Há salários mais baixos na China que também afetam esses valores? Sim. Quanto isso influência no valor de venda? Bastante. Essa discussão vai longe, se deixar... Sobre o que o Leandro disse em relação ao suposto menor protecionismo Chinês em relação países desenvolvidos, eu coloco um estudo do Heritage Foundation para rebater o argumento dele. Basta entrar lá no site da fundação e procurar pelo Trade Freedom Index. Ele acertou ao dizer que o Brasil é mais fechado que a China; já a comparação com países desenvolvidos, mesmo com os europeus de welfare state pesado, foi infeliz ao meu ver.

    Auxiliar, fica a dica, na boa: seja mais respeitoso, a não ser que seja um troll comentando. Nesses casos até eu sou mais enérgico. Fora esses casos, trate a discussão como um processo edificante para as duas partes. No mais, aguardo réplica para leitura e consideração.

    Até.

  • saoPaulo  10/11/2016 16:30
    Por um lado, é ruim privar os americanos dos produtos chineses mais baratos.
    Correto.

    Por outro lado, os produtos chineses são mais baratos porque a ditadura chinesa promove artimanhas como desvalorização artificial da moeda deles,
    Digamos que isto seja verdade, explique como os americanos saem perdendo tendo uma moeda cada vez mais forte frente ao Renminbi.

    abusa de subsídios estatais no caso dos produtos que querem exportar,
    Digamos que isto seja verdade, explique como os americanos saem perdendo ao governo chinês forçar que a sua própria população pague parte dos produtos consumidos pelos americanos.

    e sobretaxam os produtos americanos que importam.
    Digamos que isto seja verdade, aí realmente isto é prejudicial aos americanos. Ainda bem que eles têm todo o resto do mundo para comercializar.
    Note, porém, que isto é ainda mais prejudicial aos próprios chineses, que consumirão produtos mais caros e de menor qualidade.
    Além disso, os americanos não ganham nada repetindo a mesma burrice dos chineses, apenas prejudicariam ainda mais sua própria população.

    Por isso Trump fala tanto em renegociar com a China, e usa o termo "fair trade" (troca justa).
    What? Por que? Realmente, esta troca é muito injusta, os chineses saem muito prejudicados em benefício dos americanos! Só não entendi por que o Trump quer mudar esta situação.

    A mesma lógica se aplica aos outros países que também trapaceiam.
    Quisera eu ter alguém que "trapaceasse" comigo assim!
    Se estiver interessado em "brincar de china" comigo, vamos trocar contato.
    Minha mulher quer comprar um carro, e eu adoraria sofrer com você subsidiando um pra gente!
    Segundo sua lógica, isto seria um "negócio da china"! Ba Dum Tss!
  • 4lex5andro  14/11/2016 13:39
    Dois pontos: quanto ao yuan chinês, este tem se valorizado nos últimos anos, tanto que afetou a balança comercial lá e refletiu-se em menor crescimento do pib.

    E no tocante à protecionismo, se for analisar o próprio imposto sobre um bem que é exportado, e este (imposto) ser reduzido, face ao mesmo produto consumido no mercado interno, por si só já caracteriza uma forma de subsídio.
  • Magno  14/11/2016 14:01
    Errado. Ele tem se desvalorizado em relação ao dólar desde janeiro de 2014. Foi a primeira onda de desvalorização desde 1995.

    cdn.tradingeconomics.com/charts/china-currency.png?s=usdcny&v=201611141355r&d1=20110101&d2=20161231

    Por isso a economia chinesa deu uma engasgada. Leia a resposta do Leandro ali em cima ao leitor "Aluno Austríaco".

    Mais cuidado na próxima. Não seja afobado e não divulgue informações falsas.
  • Dedé  10/11/2016 14:16
    Entre uma candidata que promete aumentar impostos e a carga tributária e outro que promete reduzir impostos e gastos, ainda que timidamente, eu fico com o 2°.
    Com Hillary já sabemos o que esperar, com Trump só saberemos depois. Com todas as criticas que podemos fazer, o Partido Republicano ainda é melhor que os Democratas, pelo menos no discurso.
    Melhor que a eleição do Trump, foi os republicanos fazerem maioria nas duas casas do congresso.
    Uma coisa é certa, se Trump fracassar, em 2020 há um sério risco de socialista ao estilo Sanders se eleger no EUA, aí sim seria o fim do sonho americano.
  • Eduardo R., Rio  10/11/2016 18:21
  • WDA  11/11/2016 11:47
    O texto é bom porque nos traz dados e informações específicas sobre as propostas, mas considero a análise insuficiente e a conclusão infantil.

    Sabemos que há ainda mais elementos a serem avaliados pelos eleitores do que apenas esses que foram apresentados. E um elemento fundamental a ser julgado são as PESSOAS que pleiteiam o cargo. Sabemos quem é Hillary, quem foi seu antecessor Barack Obama, sabemos do desastre que este causou nos EUA, sabemos que estes são de fato e ideologicamente SOCIALISTAS e que tem um projeto de poder específico, que nada tem a ver com reforçar a liberdade.

    Sabemos também que ALGUÉM SERIA ELEITO.

    Trump fez promessas irrealizáveis, portanto não vai realizá-las. Imagino que como empresário de sucesso (mas que também teve seus revezes), ele saiba que endividamento frequentemente não é bom. Imagino que ele saiba que as contas têm que fechar. Imagino que ele saiba que dívidas que não se podem quitar geram falência (ele já passou por isso e se recuperou).

    O fato mesmo de ele ter revisto várias vezes suas propostas sugere que ele não acredita em seus próprios exageros. Mas Trump é um cara brilhante no quesito marketing e fez o que precisou fazer para ganhar a eleição apesar de toda a oposição do establishment político (inclusive de seu partido) e do establishment midiático. É difícil crer que este homem seja o imbecil que alguns querem pintar.

    Entre Hillary e seu projeto comunizante de longo prazo. Suas promessas muito críveis de enfraquecimento da economia americana. Além do histórico de seu partido em enfraquecer os EUA perante inimigos estrangeiros reais e agressivos. E um cara bom de marketing, que não cede com facilidade -sobretudo a inimigos -; que tem todo o interesse de que a economia melhore, porque ele próprio é um empreendedor e que é um sujeito brilhante, eu não teria dúvidas em quem votar.

    Não temos bola de cristal para adivinhar o futuro mas, diante dessas perspectivas, "rebelar-se" infantilmente e perder a oportunidade de mudar algo na política americana para autoenganar-se e colocar-se numa posição de falsa superioridade moral enquanto permite ao seu país continuar percorrendo, taciturno, o caminho da desgraça é um ato imoral de extrema covardia.
  • XEB  11/11/2016 12:04
    Desculpe, mas qual exatamente foi a "conclusão infantil"? Dizer que os dois candidatos tinham um plano econômico ruim? Dizer que a democracia gerou essas duas opções grotescas?

    Se sim, então você ainda não entendeu absolutamente nada deste site.

    P.S.: veja que você próprio defende Trump recorrendo exclusivamente a achismos. Vai ver que você queria que o autor fizesse o mesmo...
  • WDA  11/11/2016 14:12
    "Desculpe, mas qual exatamente foi a "conclusão infantil"?"

    Para obter sua resposta, sugiro reler tanto o artigo quanto o meu comentário com mais atenção.

    "Dizer que os dois candidatos tinham um plano econômico ruim? Dizer que a democracia gerou essas duas opções grotescas?"

    Nenhuma das suas duas perguntas retóricas consistem na conclusão do texto de
    Juan Ramón Rallo.

    "Se sim, então você ainda não entendeu absolutamente nada deste site."

    Dispenso seu entendimento "achista" sobre o que eu sei do site, ainda mais considerando-se que esta crítica vem de alguém incapaz de identificar a conclusão de um texto.

    "P.S.: veja que você próprio defende Trump recorrendo exclusivamente a achismos. Vai ver que você queria que o autor fizesse o mesmo... "

    Não é possível prever com certeza o futuro, meu caro. Em particular quando se trata da ação humana - já aprendeu isso com o site?

    Não podemos ter certeza do que farão Hilarry e Trump ou qualquer outro indivíduo, mas podemos lançar mão de critérios e projeções razoáveis, baseados em elementos suficientes - ou o mais próximo disso. As decisões - inclusive empreendedoriais - são tomadas em meio à incerteza.

    Seria leviano dizer que sei que Trump será uma boa opção (aliás a percepção quanto ao valor e à qualidade das coisas também é variável), mas diante do que ambos representam, apresentam e são - segundo o que uma pesquisa aprofundada do histórico de vida de ambos revela - parece-me que Trump tem todos os indicativos que será maior amigo da liberdade do que Hillary, mesmo que ele não seja ideal.

    Rallo analisou apenas as PROPOSTAS DE CAMPANHA, mas chegou a uma conclusão que extrapola o recorte avaliativo que ele mesmo escolheu para redigir seu texto. Isso só, já é uma falha grave.

    Não vou me estender muito, porque tanto o meu texto quanto o de Juan Rallo são claros e não pretendo sanar as deficiências de compreensão textual de ninguém aqui.

    Dito isso, apenas o fato de que alguém como Hillary ter um histórico pessoal socialista e o viés das reformas e medidas mais importantes de Obama irem totalmente neste sentido (preciso falar de outras figuras do partido dela como o socialista Sanders, também?) e estar pleiteando a presidência contra alguém que é um empresário de sucesso que tem um histórico bem mais distante do socialismo, é algo em si mesmo bastante eloquente.

    O próprio Trump já voltou atrás nas promessas mais estapafúrdias, algumas das quais Rallo mostrou serem irrealizáveis. Rallo, entretanto, não foi capaz nem mesmo de se perguntar se certas idéias não passam de estratégias de marketing, ainda que passagens do próprio texto dele sugiram quão pouco a sério Trump levava essas mesmas idéias.

    Rallo é o sujeito que escreveu um texto, publicado aqui, mostrando como era viável toda a sociedade se tornar ancap literalmente de um instante para o outro, pq se trata de uma questão de mentalidade e se poderia mudar a mentalidade de um instante para o outro.
    Ele é também o autor desse texto que quer tirar conclusões de onde elas não derivam necessariamente e baseando-se em elementos claramente INSUFICIENTES para se chegar à conclusão pretendida.

    Muito bem, o negócio é seguir a idéia de Rallo e fingir que entre as duas opções existentes não há uma PIOR do que outra e não se importar se esta opção irá decidir sobre a sua vida e a dos demais, só para o sujeito fingir que continua "limpinho" por não ter colocado o dedo na lama da política.
  • Tulio  11/11/2016 14:30
    "Rallo é o sujeito que escreveu um texto, publicado aqui, mostrando como era viável toda a sociedade se tornar ancap literalmente de um instante para o outro, pq se trata de uma questão de mentalidade e se poderia mudar a mentalidade de um instante para o outro."

    Procurei esse tal artigo dele e não encontrei. Teria você a bondade de apontá-lo? Aqui está o arquivo de textos do Rallo:

    www.mises.org.br/SearchByAuthor.aspx?id=334&type=articles

    Estou bastante interessado em descobrir que texto é esse porque o Rallo não é anarcocapitalista. Logo, essa sua "acusação" -- seguido de um reducionismo que me pareceu bastante sério -- me interessou.

    Qual seria o texto, por favor?


    P.S.: Aliás, sua acusação me interessa duplamente porque este Instituto já publicou textos se posicionando contra esse demolicionismo ("toda a sociedade se tornar ancap literalmente de um instante para o outro").

    Para desmantelar o estado, temos de ser "oportunistas" e não "gradualistas"
  • Charles  11/11/2016 14:32
    Trumpistas, trumpistas everywhere...

    (Eu até entendo bolsonaristas, pois são pessoas que irão ganhar algo em uma eventual presidência dele. Agora, trumpistas no Brasil? Isso é pororoca.)

    O mais impressionante é que, após 8 anos de existência, ainda tem gente que não entendeu que este Instituto segue a filosofia anti-estado e anti-democracia. Sendo assim, por que cacete ele deveria demonstrar apoio a algum candidato? Pior ainda: a um candidato de outro país?!
  • WDA  11/11/2016 14:56
    Burricos, burricos everywhere!

    De onde você tirou que eu sou "Trumpista", cara pálida? Do fato de afirmar que os indícios sugerem ser ele a opção melhor entre as duas que se apresentavam para o eleitorado americano? Que exagero!

    "O mais impressionante é que, após 8 anos de existência, ainda tem gente que não entendeu que este Instituto segue a filosofia anti-estado e anti-democracia. Sendo assim, por que cacete ele deveria demonstrar apoio a algum candidato? Pior ainda: a um candidato de outro país?!"

    E quem disse que ele falou EM NOME DESSE INSTITUTO? Ainda não percebeu que vários textos aqui publicados são traduções de textos publicados em outros intitutos mises; que há pessoas que também apresentam textos espontâneamente para a publicação pelo site - textos esses que eventualmente são aceitos para publicações; e que há textos publicados nesse site com opiniões divergentes e, em alguns pontos até contraditórias; e que isso tudo é perfeitamente natural, pq nem todas as questões tratados nos artigos tem uma resposta estabelecida e definitiva e que o nome do autor é publicado, pq no fim das contas ele é um INDIVÍDUO que está apresentando a SUA PRÓPRIA opinião?
  • Questionador  11/11/2016 16:38
    E cadê o texto do Rallo defendendo ser "viável toda a sociedade se tornar ancap literalmente de um instante para o outro, pq se trata de uma questão de mentalidade e se poderia mudar a mentalidade de um instante para o outro"?
  • WDA  11/11/2016 16:21
    Burricos, burricos everywhere!

    De onde você tirou que eu sou Trumpista, cara pálida? Do simples fato de eu dizer que entre as duas opções que se apresentavam para os eleitores americanos todos os indícios sugerem que ele de fato não era a pior?

    Ou do fato de eu dizer que a análise de Rallo, por se basear apenas nas propostas de campanha dos candidatos era insuficiente para avaliá-los adequadamente? E isso, ainda mais se se considerar que algumas dessas propostas eram, segundo o próprio autor, irrealizáveis e que, de acordo com elementos do próprio texto, tais propostas pareciam não ser levadas muito a sério pelo candidato, sem que diante disso o autor se desse o trabalho de se aprofundar na análise e de se questionar o que isso poderia significar efetivamente do ponto de vista político?

    Ou do fato de eu caracterizar como infantil a proposta de um homem que tratando um problema sério de maneira insuficiente logo propõe "rebelar-se", e esquecer tudo o que essa decisão representa e implica?

    Ainda mais em se tratando de um acadêmico que por isso mesmo deveria ser mais criterioso que a média! Faça-me o favor!

    "O mais impressionante é que, após 8 anos de existência, ainda tem gente que não entendeu que este Instituto segue a filosofia anti-estado e anti-democracia."

    E você, com mais de 8 anos de idade ainda não consegue entender um texto simples e claro e perceber que a questão que se põe não é essa? Também não entende que a opinião de um autor que eventualmente se publique no site do instituto não equivale necessariamente à posição do instituto? Não consegue entender que o instituto é composto por diferentes pessoas que, embora concordem com uma mesma linha fundamental de idéias não precisam concordar e, de fato, não concordam em tudo?


    "Sendo assim, por que cacete ele deveria demonstrar apoio a algum candidato? Pior ainda: a um candidato de outro país?!"

    Ele NÃO deve ou TEM QUE fazer nada! Da mesma forma que eu não tenho que me abster de dar a minha opinião - ainda que discordante - sobre o texto dele, na seção de comentários do site, que existe exatamente pra isso!
  • WDA  11/11/2016 16:40
    Tulio,

    Vou procurá-lo quando tiver tempo e paciência para tal, mas reconheço SUA EXIGÊNCIA como PERFEITAMENTE LEGÍTIMA.

    Trata-se de texto antigo que li no site há bastante tempo. E creio que não me equivoco quanto ao que disse sobre ele. Isso porque foi um texto que lembro ter-me impressionado à época pelo modo como ele teria tratado a questão.

    Mas ainda que eventualmente tenha me confundido a respeito (creio que não), isso não invalida NADA do que eu disse sobre o texto de Ramon Rallo publicado nesta seção. E de fato, é este o texto sobre o qual vim a me manifestar.

    "Estou bastante interessado em descobrir que texto é esse porque o Rallo não é anarcocapitalista. Logo, essa sua "acusação" -- seguido de um reducionismo que me pareceu bastante sério -- me interessou."

    Não disse que ele é ancap. Disse que foi ele tratou a questão em seu texto (e creio que não me confundo sobre o texto). Também não houve reducionismo nenhum da minha parte.

    "P.S.: Aliás, sua acusação me interessa duplamente porque este Instituto já publicou textos se posicionando contra esse demolicionismo ("toda a sociedade se tornar ancap literalmente de um instante para o outro").

    Para desmantelar o estado, temos de ser "oportunistas" e não "gradualistas".

    Duas coisas: 1) essa última opinião é do Rothbard, mas não necessariamente de todos os autores publicados no site; 2) favor não confundir a opinião de autores eventualmente publicados no site do instituto, com a opinião DO INSTITUTO.

    O pobre do Leandro Roque até já reclamou que criticaram ele por postar um texto de um autor que teria sido muito radical e depois criticado por postar texto de outro que seria pouco radical! Os autores publicados às vezes têm opiniões diferentes sobre o que e como fazer, e assim por diante.

    Vou ficar devendo esse link também! Desculpe-me.

  • Giovani  11/11/2016 12:25
    É só o Trump aprovar uma "PEC 241 americana" por lá que tá resolvido.
    Partido Republicano tem maioria na Câmara, no Senado, e tem a presidência. Podem corrigir todos os rumos da economia por lá.

  • Legdf  11/11/2016 14:13
    Pelo fato das propostas de governo do Trump serem irrealizáveis, agora é pagar pra ver o que ele irá fazer realmente. Foi melhor do que se a Hillary tivesse ganhado, já era merda na certa.
  • Giovani  11/11/2016 14:53
    Sob o ponto de vista puramente fiscal, a análise pode até estar correta.

    Porém existem outros fatores a se avaliar num candidato. Por exemplo: a ficha criminal da Hillary já bastaria para varrê-la da eleição.
    Apoio ao aborto até o 9º mês de gestação; Benghazi; Estimulo à ideologia de gênero nas escolas e universidades
    etc etc...


  • Giovani  11/11/2016 18:09
    Em relação a política fiscal: O problema não é a diminuição dos impostos, como o artigo deixa claro, e sim o endividamento que isso causará nas finanças públicas.

    Então, pergunto, quais gastos Trump poderia cortar de modo a equilibrar o gasto do governo com essa diminuição da receita?
  • Andre  11/11/2016 21:50
    Vários, o orçamento federal dos EUA não é engessado como aqui, e a população não é majoritariamente idiotizada achando que gasto público é bom.
  • Giovani  12/11/2016 15:23
    Então não entendo o esse receio do Trump diminuir impostos, dado que o orçamento não é engessado como aqui ele poderá cortar gastos desnecessários, como a verba federal que vai para o Planned Parenthood.

    Vivi para ver liberais, libertários, e ancaps serem contra um candidato com proposta de redução de impostos, sendo que isso pode ser facilmente contornado reduzindo gastos do governo para evitar endividamento.

    Fora outras questões, que foram relegadas, priorizando apenas a questão fiscal. Como se o gun control da Hillary não fosse muito pior, ou o seu apoio ao aborto até o 9º mês de gestação, ou apoio à ideologia de gênero, ao não combate ao ISIS, etc etc etc....

  • Corregedor  12/11/2016 18:19
    Reduzir impostos e aumentar gastos é ainda pior do que simplesmente deixar tudo como está, por todos os motivos corretamente explicados no artigo.

    Se libertários estivesses defendendo aumento de gastos, aí sim você teria vivido para ver algo insólito.

    Mas não se preocupem. Trump não fará nada disso. Ele será apenas mais um político convencional. Ontem mesmo ele já foi se aconselhar com Jamie Dimon, presidente do JP Morgan. Especula-se que ele será seu Secretário do Tesouro. Sai Goldman Sachs e entra JP Morgan. E toda a sua equipe de transição está repleta de Washington insiders.

    Só trouxa acredita em revolução trumpiniana.
  • Giovani  14/11/2016 11:29
    Corregedor,

    por que nenhuma vírgula a respeito de outros assuntos?
    Por que nenhuma menção ao "Gun Control" da Hillary? Isso é muitíssimo pior do que o "desajuste" fiscal do Trump (o que é especulação, pois ele pode muito bem ajustar)
    Por que nenhum comentário a respeito da verba federal destinada ao Planned Parenthood?

    Analise a política como um todo, não apenas questões fiscais que podem ser facilmente contornadas, ainda mais para uma nação como os EUA.
  • Doutrinador  14/11/2016 12:49
    Planned Parenthood é atribuição do Congresso. Os republicanos já tiveram o controle e não fizeram porra nenhuma para acabar com essa imoralidade. E você ainda acredita que "agora vai"? Ainda mais sob o comando do abortista Trump?

    É absolutamente inacreditável a sua ingenuidade (para não dizer burrice). Você acredita que políticos são seres imbuídos de ética, moral e preocupação com o uso dos impostos. Tal postura, vinda de qualquer cidadão, já seria risível; mas vinda de um brasileiro - que já deveria ter total experiência neste assunto - é apavorante.

    Mesmíssima coisa é válida para gun control. É atribuição do Congresso. Mais ainda: é assunto constitucional. Presidente nada pode fazer de efetivo. O que fez o idiota do Obama sobre isso? Nada! E o lobby da NRA é talvez o mais forte do país. Gun control é o assunto menos preocupante da agenda progressista. Eles nada podem fazer quanto a isso.

    Por fim, nenhum desses dois assuntos está no âmbito da política econômica, que é o tema do artigo. Isso seria política social, e teria de ter um artigo à parte.

    Não se desespere. Seu homem ganhou. Esteja feliz.
  • Murdoch  14/11/2016 14:32
    Só uma pequena correção: Trump disse que o Secretário de Tesouro será o bilionário Carl Icahn, um simpatizante do novo presidente dos EUA.
  • Rupert  14/11/2016 15:10
    Tá desinformado, hein? Icahn já pulou fora há muito tempo:

    Carl Icahn Rules Out Joining Trump as Treasury Chief

    Carl Icahn: "No way" I would be Donald Trump's Treasury Secretary

    E, para suprema humilhação, o próprio Jamie Dimon também recusou. "Só aceito se for para ser presidente", disse ele.

    fortune.com/2016/11/11/donald-trump-jamie-dimon-treasury-secretary/
  • Leonardo Silva  11/11/2016 19:24
    Saiu hoje esta notícia:

    "A Organização Mundial do Comércio (OMC) condena a política industrial brasileira e exige que políticas de incentivos fiscais e redução de IPI adotados ainda pelo governo de Dilma Rousseff sejam abandonadas, pelo menos da forma que são aplicadas. O governo brasileiro poderá recorrer da decisão, um dos maiores golpes já sofridos pelo Brasil no organismo internacional." (Fonte: Veja).

    Penso que a avaliação desta situação (que parte do Japão e da UE contra o Brasil) é um prato cheio para um artigo aqui no Mises. Se for o Leandro Roque a nos explicar esta situação, certamente será um show!

    Cumprimentos a todos os amigos leitores deste excelente site!
  • Felipe Lange S. B. S.  11/11/2016 20:40
    Leandro, você não pretende fazer um artigo sobre o que esperar de Trump na economia do país nos próximos 4 anos? O que se sabe até agora é que a bomba da próxima crise financeira vai explodir na mão dele.
  • Leandro  11/11/2016 22:02
    Por enquanto, fico com a análise do Rallo, que -- a meu ver, corretamente -- se pautou apenas por aquilo que ele efetivamente apresentou como plano de governo, e não naquilo que ele disse em comícios para agradar sua base.

    Compreendo que alguns leitores queiram uma análise mais especulativa, levando em conta coisas que ele disse em comícios e debates. Mas isso não seria acurado.

    De resto, tendo a concordar com o Gary North, que disse o seguinte: uma recessão profunda estourará sob o governo de Trump (conseqüência das políticas keynesianas atuais). Consequentemente, o partido que estiver no poder será responsabilizado, apeado do poder e dizimado nas eleições. Em 2020, um socialista ao estilo Bernie Sanders ou Elizabeth Warren chegará à presidência.

    Por isso, e exclusivamente por isso, eu não sou entusiasta da presidência de Trump. Estou olhando para o longo prazo. Se a recessão estourasse sob Hillary, os democratas seriam varridos do mapa, e um genuíno libertário teria grandes chances em 2020. Sob Trump, a recessão levará socialistas ao poder.

    É isso o que boa parte da direita não conseguiu entender. A vitória de Trump foi uma vitória de Pirro.

    Mas espero -- e quero -- muito estar errado. Seria a primeira vez na vida em que terei prazer em estar errado.
  • Paulo Henrique Martinello  11/11/2016 22:35

    Não é apenas o Gary North que anda pessimista, Ron Paul, Petter Schiff (que previu a crise de 2008).. A lista de austríacos pessimistas é grande. E são austríacos com um bom histórico de acertos(alguns quase proféticos devo dizer)

    Devemos torcer que errem no timing (alias, essa sempre foi uma limitação da boa teoria econômica, ter um timing exato das recessões vindouras) , por que parece que existe distorção sim na economia dos eua , me baseio para falar isso sobre autoridade de gigantes, e não um estudo pessoal

    Outro detalhe que não pode ser ignorado é a Europa. Essa talvez de problemas nesses 4 anos futuros com elevada probabilidade (mero chutometro meu)

    No mais, minha preocupação com o Trump é exatamente a mesma. O seu protecionismo exige aprovação no congresso, devido aos republicanos não honrarem mais os seus postos como legitimos republicanos, acredito que algumas medidas passem, mas nem todas
  • saoPaulo  12/11/2016 00:36
    "Yo sólo una vez me he equivocado: cuando pensé que estaba equivocado." Jirafales, Profesor.
    =)
  • Murdoch  12/11/2016 04:51
    Leandro


    "uma recessão profunda estourará sob o governo de Trump (conseqüência das políticas keynesianas atuais). Consequentemente, o partido que estiver no poder será responsabilizado, apeado do poder e dizimado nas eleições. Em 2020, um socialista ao estilo Bernie Sanders ou Elizabeth Warren chegará à presidência."

    Essa recessão irá ser provocada por qual motivo?
    Se for sobre as reservas em excesso, o que aconteceria?
    Se a Hillary ganhasse, ainda sim a crise iria vir inevitavelmente?
    Ou mesmo sob mandato de Hillary, eles jogariam a crise para longo prazo?

    E sobre o que o amigo disse: "Devemos torcer que errem no timing (alias, essa sempre foi uma limitação da boa teoria econômica, ter um timing exato das recessões vindouras) "

    Tem como prever o início de uma crise?
  • Leandro  12/11/2016 14:42
    "Essa recessão irá ser provocada por qual motivo?"

    Majoritariamente pelo estouro da bolha dos títulos públicos, o que aniquilaria a riqueza de empresas e pessoas físicas que detêm títulos públicos em seus balancetes. Também por causa de uma maior contenção nos empréstimos bancários.

    "Se a Hillary ganhasse, ainda sim a crise iria vir inevitavelmente?"

    Sim.

    "Tem como prever o início de uma crise?"

    Não. Só Peter Schiff conseguiu isso na crise imobiliária. Mas, desde então, ele também não mais acertou.
  • RCM  13/11/2016 10:58
    Existe algum artigo sobre essa bolha dos títulos americanos?
  • Rcm  13/11/2016 19:35
    Muito obrigado.

    Meus dois centavos de especulação: com base no que li no artigo somado à uma nova crise econômica nos eua, espero que movimentos separatistas ganhem força quando o trem do governo descarrilhar.
    Se bem que no Brasil temos vários estados quebrados, e o governo federal sem caixa repassa a conta para os estados com as contas mais ou menos sob controle. Tudo isso sem resistência...
  • Pedro  12/11/2016 12:13
    Leandro, você enxerga alguma possibilidade real do governo Trump adotar políticas econômicas majoritariamente liberais? Se isto ocorrer - e permitirem a reorganização econômica via mercado - será perfeitamente possível observarmos uma recuperação relativamente rápida.
  • Leandro  12/11/2016 14:43
    Possibilidade sempre há. Mas o homem é uma incógnita. Por enquanto, não dá para prever nada. Só depois que ele nomear sua equipe econômica e o presidente do Fed é que será possível qualquer palpite.
  • Nando  14/11/2016 13:35
    Eu acho difícil o Trump virar um keynesiano aloprado.

    O que ele tem dito, é que irá trazer as empresas de volta para os Estados Unidos. Isso depende principalmente de redução de impostos, desregulamentações e redução de gastos. Isso é o mínimo que ele precisa fazer. A principal reclamação das empresas são os impostos.

    Não acredito que o Trump vai sair fazendo obras públicas, exceto o muro do México.

    Essa coisa do protecionismo também não faz muito sentido. Se a inflação subir, os juros sobem e o tesouro vai sofrer para pagar os títulos. Isso é básico em economia.

    Eu vou apostar no lado liberal do Trump. Reduzir imposto sobre a renda e herança vai manter o dinheiro nos Estados Unidos.
  • Felipe Lange S. B. S.  20/11/2016 18:48
    Supondo que isso possa ocorrer, algo a nível de Bernie ser eleito em 2020, eu creio que ele poderia "fazer isso" também, se até o Lula teve essa proeza no primeiro mandato, não é impossível que isso poderia ser feito para não perder popularidade, principalmente em um país como os EUA que teve esse histórico. Mas eu já vi um sujeito comentando que os EUA poderia prolongar a data dessa recessão por vários anos, então eu não sei ao certo.
  • marcela  12/11/2016 16:47
    A desgraça é inevitável!O Trump já declarou depois de eleito que irá fazer a reforma fiscal e tributária,o que significa cortes de $ 4,5 trilhões da arrecadação nos próximos anos.Além disso certamente gastará montanhas de dólares com defesa e veteranos ,além da infraestrutura.Só não percebe quem é cego!É lógico que ele irá fazer isso emitindo títulos da dívida pública.Aliás ele já declarou que não vê problemas com dívidas,inclusive se declarando o rei da dívida.Chegou até ao cumulo de dizer que iria renegociar a dívida americana.Só nos resta rezar.Imagina se a crise americana acontecer ao mesmo tempo que o estouro da bolha imobiliária chinesa!?Nesse caso é terceira guerra mesmo!
  • Emerson Luis  15/11/2016 22:09

    "É verdade que Hillary, sendo comprovadamente uma mentirosa compulsiva — como são todos os políticos"

    "Melhor fariam se se rebelassem contra elas por terem de escolher entre dois desastres igualmente deploráveis."

    Antes a esquerda tinha a máscara de honesta. Essa máscara caiu, então colocaram a de 'igual aos outros".

    Parabéns por acreditar nesta máscara e ajudar a esquerda a mantê-la.

    * * *
  • anônimo  24/01/2017 16:36
    Esses cortes de impostos prometidos pelo Trump não poderiam ser compensados pelo consequente aquecimento da economia, que garantiria um maior volume total de tributos arrecadados?
  • Norberto  24/01/2017 16:42
    Se ele congelar os gastos, isso até poderia acontecer. Mas não é bem isso que ele está prometendo...
  • anônimo  24/01/2017 17:05
    Os cortes prometidos por Trump reduziriam pra quanto a carga tributária dos EUA? Quanto o PIB deveria crescer para compensar?


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