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Cinco fatos sobre a Suécia que os social-democratas não gostam de comentar
E uma constatação impressionante

Nota do Editor

Este Instituto praticamente já esgotou seus assuntos sobre a Suécia (ver aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui). Portanto, nada melhor do que compilar tudo o que foi dito em cinco itens sucintos e diretos.

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Quando o assunto é política econômica, a Suécia se destaca.

De um lado, esquerdistas de todo o mundo citam o país nórdico como um exemplo de que um estado grande e assistencialista funciona. E dado que várias fontes de dados (como o enorme banco de dados do FMI) mostram que a Suécia é relativamente próspera ao mesmo tempo em que possui uma pesada carga tributária, o argumento parece ser plausível.

De outro, liberais, embora críticos ao atual estado de bem-estar sueco, dizem que o país primeiro enriqueceu por meio do livre mercado, e depois, só depois, adotou um estado de bem-estar social abrangente. E, após ter adotado este modelo, seu crescimento econômico estancou.

Esse ponto está em conflito direto com a visão da esquerda, que frequentemente chega a afirmar que a Suécia é rica por causa de seu estado assistencialista, e não apesar dele.

Tal afirmação não só é um atentado à lógica econômica (a qual não combina com sentimentalismos), como também, para piorar, nunca foi comprovada via fatos e evidências.

A seguir, cinco fatos a serem apresentados sobre a Suécia.

1. A Suécia enriqueceu quando seu governo era pequeno.

Sim, até 1960, o tamanho do governo sueco — mensurado pelo volume de seus gastos em relação ao PIB — era menor até que o do governo da Suíça.

Veja este quadro que mostra a evolução dos gastos do governo elaborado pela revista The Economist. Toda a explosão dos gastos do governo sueco (Sweden) aconteceu entre as décadas de 1960 e 1980. A social-democracia é uma consolidação da década de 1970.

economist-graph-us-source.png

No século entre 1850 e 1950, a população dobrou e a renda real dos suecos decuplicou. A mortalidade infantil caiu de 15% para 2%, e a expectativa de vida aumentou extraordinários 28 anos. Em 1950 a Suécia já era a quarta nação mais rica do mundo, não obstante a não-existência de um estado assistencialista ou de qualquer grande controle estatal sobre os setores da economia. 

Como em qualquer outro país, o impressionante estoque de capital da Suécia foi construído por empreendedores operando em um sistema de livre mercado.

(Tudo isso foi relatado em detalhes neste livro bem como neste excelente tratado).

2. Na Suécia, a tributação das empresas é das menores do mundo. E a tributação indireta sobre os pobres é alta.

Ao contrário do que grande parte da esquerda acredita, o estado de bem-estar social sueco é custeado de uma forma relativamente brutal: jogando o fardo majoritariamente sobre os pobres e sobre a classe média.

Os suecos sabem que é impossível financiar um governo generoso tomando dos ricos e das empresas — há muito poucos deles, e a economia depende deles enormemente. Consequentemente, o governo da Suécia aufere grande parte de suas receitas por meio dos altamente regressivos impostos sobre valor agregado (o ICMS deles), a uma alíquota de 25% que incide sobre cada bem ou serviço vendido — o único imposto que ricos e pobres pagam exatamente o mesmo valor em coroas suecas.

Por outro lado, a alíquota máxima do imposto de renda de pessoa jurídica é de apenas 22% na Suécia (nos EUA é de 35%; no Brasil chega a 34%).

Mais: ao mesmo tempo em que o imposto sobre a renda decresceu, o imposto sobre o consumo aumentou na Suécia.

20150806_nima4.png

A linha vermelha mostra a evolução dos impostos indiretos (VAT e previdência social); a linha verde mostra a evolução dos outros impostos (diretos); a linha azul são os impostos totais.  Fonte: base de dados tributária da OCDE e cálculos próprios.

Os ricos da Suécia usufruem várias vantagens econômicas não oferecidas a seus compatriotas das classes mais baixas. A Suécia sempre concedeu deduções fiscais bastante generosas para custos de capital. As empresas suecas podem deduzir 50% de seus lucros para reinvesti-los no futuro, o que os torna uma reserva isenta de impostos.

As regulamentações trabalhistas são modeladas para beneficiar as grandes empresas (não há a imposição de salário mínimo, por exemplo).

3. A Suécia contrabalança seu estado assistencialista implantando políticas extremamente pró-mercado em outras áreas da economia.

O ambiente empreendedorial da Suécia é extremamente desregulamentado e o país é um dos mais abertos do mundo para o livre comércio. Você demora no máximo 6 dias para abrir um negócio e as tarifas de importação estão na casa de 1,3%, na média.

A dívida pública é baixa, o que significa que o governo não estoura o orçamento.

O país adota um sistema nacional de vouchers escolares

Não há salário mínimo estipulado pelo governo.

Há uma robusta proteção dos direitos de propriedade.

Como já dito, as alíquotas de imposto de renda para pessoa jurídica são das mais baixas do mundo.

O país está implantando um programa de privatização no sistema de saúde, no sistema previdenciário, e na educação.

O IPTU é de 0,75% do valor da propriedade até um valor máximo de 764 euros.

Não há impostos sobre a herança.

Como consequência, quando desconsideramos os gastos do governo e se analisamos fatores como livre comércio, desregulamentação, política monetária e direitos de propriedade, a Suécia é o oitavo país mais liberal do mundo segundo Fraser Institute.

Non-Fiscal-Freedom-Rankings-2012.jpg

4. Após a adoção do estado assistencialista na década de 1970, a taxa de crescimento caiu. E muito.

Como dito, primeiro a Suécia enriqueceu e acumulou muito capital (e tal tarefa foi auxiliada por uma continuamente austera política monetária, que fez com que a Suécia jamais conhecesse um período prolongado de alta inflação de preços).  Depois, só depois de ter enriquecido, é que o país começou a implantar seu sistema de bem-estar social no final da década de 1960.

No entanto, o consumo deste capital acumulado está erodindo a riqueza da Suécia.

O gráfico abaixo mostra as taxas de crescimento da Suécia e da Dinamarca em dois períodos: de 1920 a 1965 (antes da adoção do estado de bem-estar; barra azul) e de 1966 a 2010 (após a adoção do estado de bem-estar; barra vermelha).

Denmark-Sweden-Welfare-State-Growth.jpg

Para que uma economia que faz uso maciço de políticas assistencialistas continue crescendo, sua produtividade tem de ser muito alta.  E para a produtividade ser alta, seu capital acumulado já tem de ser muito alto.  Apenas um alto grau de capital acumulado pode permitir uma alta produtividade. Ou seja, o país tem de já ser muito rico para adotar uma social-democracia duradoura. (Por isso, a social-democracia no Brasil ainda é impossível.)

Apenas um país que já enriqueceu, que já acumulou o capital necessário, e que já alcançou a produtividade suficiente pode se dar ao luxo de adotar abrangentes políticas assistencialistas.

Mas, ainda assim, tais políticas cobram um preço. Por mais alta que seja sua produtividade, não dá para continuar crescendo como antes.  Mas, é tudo uma opção dos eleitores.

5. Há uma comparação que complica a situação da Suécia.

Americanos de ascendência sueca são 39% mais produtivos, em termos per capita, do que os suecos que permaneceram na Suécia (para os finlandeses em mesma situação, este valor chega a 47%; para os dinamarqueses, 37%).  Mais: entre os americanos de origem sueca, a taxa de pobreza é menor do que a taxa de pobreza de seus conterrâneos na Suécia.

Em termos mais abrangentes, renda dos escandinavos que vivem nos EUA é de cerca de 20% acima da média americana, e a taxa de pobreza, cerca de metade da média americana.

Aparentemente, pode-se tirar os escandinavos da Escandinávia, mas não a Escandinávia dos escandinavos. Há um legado cultural que explica parte desse sucesso: uma cultura de confiança social, de relativa ausência de corrupção, e uma ética de trabalho luterana.

 Nordic-CFR.png

A Suécia em um único gráfico

Por fim, um gráfico que praticamente resume tudo. Ele está no trabalho acadêmico do professor Olle Krantz intitulado "Economic Growth and Economic Policy in Sweden in the 20th Century: A Comparative Perspective".

O gráfico mostra a evolução do PIB per capita da Suécia em relação à média dos países europeus no período de 1870 a 2000.  Perceba a brusca reversão a partir de 1950 e a acentuada queda a partir de 1970.

ultimo.png

Difícil constatação mais explícita do que essa sobre os efeitos do estado de bem-estar sobre o enriquecimento de um país.

Vale notar também que a economia sueca chegou ao ápice em relação às suas vizinhas européias no auge da Segunda Guerra Mundial. A Suécia, sempre é bom lembrar, não participou da guerra. Nenhuma lição aqui, apenas notar que talvez não seja uma boa ideia ter suas indústrias bombardeadas.

Conclusão

A principal lição, que já deve estar abundantemente clara, é que um estado de bem-estar social é uma receita garantida para o declínio. Sim, se o país adotá-lo quando já estiver rico, ele pode durar bastante tempo; mas ainda assim cobrará um preço claro em termos de crescimento econômico e renda per capita.

O que talvez explique por que os estrategistas políticos e econômicos da Suécia passaram os últimos 25 anos tentando reverter e abolir algumas de suas políticas sociais.

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Leia também:

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22 votos

autor

Daniel Mitchell
é membro-sênior do Cato Institute e especialista em política fiscal e o fardo representado pelos gastos do governo. É também membro do quadro editorial do Cayman Financial Review.


  • Andre  27/10/2016 14:39
    Esse último gráfico é estarrecedor, será que existe algo parecido do Brasil em comparação com a renda de algum outro país desenvolvido?
    Excelente artigo.
  • Felipe   27/10/2016 14:40
    Artigo mais claro impossível, a social democracia é peso para a Suécia.
  • Rodrigo  27/10/2016 15:04
    Sabe-se que o brasileiro é péssimo entendedor de inglês. Como seria ótimo ter estes documentos e livros citados traduzidos para o vernáculo tupiniquim para distribuir aos amigos e convencê-los de que economia livre = riqueza para todos.
  • Engenheiro  27/10/2016 15:08
    Excelente artigo, como sempre.

    Fiquei com uma dúvida sobre o trecho abaixo:
    "Por outro lado, a alíquota máxima do imposto de renda de pessoa jurídica é de apenas 22% na Suécia (nos EUA é de 35%; no Brasil chega a 34%)."

    Como contra-argumentar quando a esquerda diz que, apesar do IRPJ ser alto no Brasil, é fácil sonegá-lo, pois a distribuição de lucros e dividendos não são tributados? Esse é um argumento normalmente utilizado para dizer que no Brasil os ricos empresários pagam poucos tributos (característica liberal), e mesmo assim o país não cresce, tem alto índice de desemprego, etc.. Também é dito (não verifiquei a veracidade) que o Brasil é um dos únicos países onde a distribuição de lucros e dividendos não é tributada.

    Obrigado!
  • Pedro  27/10/2016 15:48
    Antes de qualquer coisa, é necessário dizer que não são apenas os impostos que importam.

    Nós temos incertezas jurídicas que relativizam a propriedade; regulamentações esdrúxulas que prejudicam sobretudo as pequenas e médias empresas(responsáveis por mais de 70% da força de trabalho); inflação recorrente; ciclos econômicos; burocracia galopante; agências reguladoras(leia-se: cartelizadoras); mercado de trabalho absolutamente engessado e dominado por gangues sindicalistas; entre outros.

    A tributação brasileira nãó é baixa, mesmo com sonegação. Se a fiscalização fosse completamente competente (ainda bem que não é), teríamos uma carga ainda mais avassaladora: www.mises.org.br/Article.aspx?id=2150
  • Economista  27/10/2016 15:50
    "Como contra-argumentar quando a esquerda diz que, apesar do IRPJ ser alto no Brasil, é fácil sonegá-lo, pois a distribuição de lucros e dividendos não são tributados?"

    Não é tributado para indivíduos, mas a empresa que os distribui já foi tributada em 34%. Querem ainda mais?

    Ou seja, a empresa é tributada em 34% e, em seguida, distribui lucros (o que resta) e dividendos. E ainda querem tributar mais isso também? Qual é o limite?

    E desde quando dar mais dinheiro para Renan Calheiros tornaria o país mais rico? É cada um...

    "Esse é um argumento normalmente utilizado para dizer que no Brasil os ricos empresários pagam poucos tributos (característica liberal), e mesmo assim o país não cresce, tem alto índice de desemprego, etc.. Também é dito (não verifiquei a veracidade) que o Brasil é um dos únicos países onde a distribuição de lucros e dividendos não é tributada."

    A carga tributária no Brasil não é de 35%, mas sim de 46% do PIB.

    Isso mesmo, 46% do PIB.

    Segundo o Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz), em 2014, o país deixou de arrecadar R$ 501 bilhões por conta da sonegação. O que pouco se fala, no entanto, é que, caso esse valor tivesse sido de fato pago pelos pagadores de impostos, o governo teria arrecadado impressionantes 2,3 trilhões de reais no período: 46% do nosso PIB, que ficou em R$ 5,5 trilhões ano passado de acordo com o IBGE.

    Com uma carga tributária tão alta, tomaríamos o 3ª lugar na fila dos países que mais cobram impostos no mundo, perdendo somente para a Eritréia (50%) e a Dinamarca (48%).

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2150

    Tá pouco ainda, tributa mais.
  • Isabel Solimeo  29/10/2016 11:54
    Disse tudo. Precisamos acabar com essa mentalidade invejosa de raiva a quem é bem sucedido, aos empesários. No Brasil, esse ranço contra quem empreende, corre risco e consegue algum sucesso é fatal para nossa economia. É essa mentalidade de: temos q ferrar os ricos, pq os ricos são maus já q eles são ricos e nós não - q temos q combater. Quem arriscou, foi bem sucedido, ou ainda corre riscos para rodar a economia, merece respeito e agradecimento e não ódio e desejo de que seja ferrado e punido pelo empreendedorismo bem sucedido.
  • Pobre Paulista  27/10/2016 15:53
    "a distribuição de lucros e dividendos não são tributados?"

    Não é verdade, as empresas são severamente tributadas antes de distribuir lucros e dividendos à seus acionistas.

    Aliás aqui temos algo fenomenal: Lucro presumido, você paga o imposto do lucro sem saber se irá tê-lo no final das contas.
  • 4lex5andro  28/10/2016 02:24
    Esse tal imposto (ou contribuição) sobre lucro presumido é algo até difícil de conceituar. O empresário no Brasil é tratado quase como um salteador, é como se lucrar fosse uma contravenção, praticamente.
  • Rafael ESR  27/10/2016 15:25
    Numa conversa com um amigo de esquerda, ele defendeu o arranjo econômico da Suécia (forte assistencialismo) mesmo depois que expliquei que isso deteriora a riqueza do país e reduz drasticamente o crescimento.
    O argumento dele é que essa riqueza toda gerada no passado agora estava dando melhores condições para todos, principalmente pobres, e que quando a riqueza começasse a escassear, era só diminuir o assistencialismo para voltar a acumulá-la, e no futuro voltar a redistribuí-la.
    Ele não se convenceu quando argumentei que se o assistencialismo não fosse tão intenso, os suecos mais pobres estariam numa situação ainda melhor.
    O argumento que usei é correto? É possível afirmar que os suecos mais pobres estariam numa melhor situação se o assistencialismo não existisse?
    Grato pela atenção!
  • Leandro  27/10/2016 15:59
    "O argumento dele é que essa riqueza toda gerada no passado agora estava dando melhores condições para todos, principalmente pobres, e que quando a riqueza começasse a escassear, era só diminuir o assistencialismo para voltar a acumulá-la, e no futuro voltar a redistribuí-la."

    O argumento dele até está correto, e eu o aplaudo por isso. Ao menos ele reconhece, ao contrário do resto da esquerda, dois pontos essenciais. Para a social-democracia ser mantida:

    1) primeiro é preciso enriquecer; e

    2) após gerar uma inevitável estagnação, a social-democracia deve ser substituída, mesmo que temporariamente, por períodos de maior liberalização.

    A esquerda não aceita nenhum desses dois pontos. Ela diz que, se a Suazilândia quiser, hoje ela pode virara a Suécia: basta copiar a carga tributária. E ficará rica para sempre.

    "Ele não se convenceu quando argumentei que se o assistencialismo não fosse tão intenso, os suecos mais pobres estariam numa situação ainda melhor. O argumento que usei é correto? É possível afirmar que os suecos mais pobres estariam numa melhor situação se o assistencialismo não existisse?"

    Em teoria, sim, desde que houvesse livre mercado para isso. Porém, como esse tipo de contrafatual é impossível de ser demonstrado por vias numéricas, você não terá muito sucesso.

    O argumento da insustentabilidade da social-democracia e do fato de que ela só dura em países já ricos e produtivos é totalmente irrefutável.

    A social-democracia no Brasil entrou em colapso - abandonemos os delírios e sejamos mais realistas
  • Pedro  27/10/2016 16:03
    Um total paradoxo, meu caro.
    Se ele acredita que o assistencialismo é fundamental para os mais pobres, diminuí-lo seria a última coisa a se fazer, não?

    Ele compreende que o assistencialismo destrói riqueza ao mesmo tempo que defende como medida necessária para a saúde financeira dos menos abastados? Onde está a lógica? ele cheirou muita fumaça na infância?

    Se o assistencialismo destrói riqueza, quanto mais ele cresce, maior a probabilidade de termos pessoas em condições desfavoráveis. Se existem mais indivíduos necessitados, maior será a necessidade de aumentar os programas de assistência. Percebe o ciclo vicioso?

    Se, como mostra o gráfico, o país vivenciou um declínio, como os pobres podem ter ficado em melhor situação sob o Leviatã gordo?

    Não é necessário entender muito de economia.
  • Andre  27/10/2016 16:06
    Sim, melhoraria, mas essa gente esquerdistas não está nem aí pra qualidade de vida do pobre, quer mesmo estado grande e controlador atazanando os ricos, até que seu amigo não é dos piores, tenho conhecidos que chegam ao ponto de achar correta a proibição e até prisão de um pai de família desempregado venda bilhetes de trem vendidos mais baratos na porta das estações, tudo para estes é o estado que deve provir os recursos e este malvado desempregado deve primeiro procurar o estado para resolver sua situação e não o mercado.
  • Tiago  28/10/2016 18:56
    Ele só esqueceu de mencionar que o assistencialismo ou populismo torna a população altamente dependente desse sistema. Quanto mais o estado prover as necessidades básicas da população, menor será o esforço pessoal de cada um. Trata-se de um comportamente essencial do ser humano. E o pior, quanto maior e mais assistencialista for um estado, inexoravelmente menor e mais disputado será o mercado, o que torna cada vez mais difícil a ascenção social. Logo, após instituídas, essas políticas não são assim tão fáceis de serem abandonadas. O Brasil atual é um perfeito exemplo. A simples tentativa de manter os gastos do estado no patamar em que estão (PEC 241), já causa comoção, ocupações, greves, e toda essa baderna patrocinada pela esquerda.

    Para ter mais argumentos contra seu amigo esquedista, leia sobre as fases do populismo e porque ele é tão sedutor nas disputas eleitorais: www.mises.org.br/Article.aspx?id=2106
  • Renan Merlin  27/10/2016 15:29
    Pra quem não suporta mais o politicamente correto não sabe o nivel doentil que isso chegou a Europa. Na europa se uma mulher for estuprada por um islamico e chegar a delegacia e relatar que ele era um imigrante arabe ela que fica presa por xenofobia, se um homosexual dar em cima de você e você der um fora por ser hetero você é processado por homofobia e se o teu filho se declarar homosexual e você ficar decepcionado e o seu filho relatar isso a professora na mesma hora vem reportagem na sua casa. Maria do Rosario protetora oficial dos bandidos estaria no paraiso na Suecia, a Suecia tem uma lei relativamente liberal a posse de armas todavia se um bandido invadir a sua casa e você atirar nele isso não é aceito como legitima defesa.
  • Felipe  27/10/2016 16:10
    "Na europa se uma mulher for estuprada por um islamico e chegar a delegacia e relatar que ele era um imigrante arabe ela que fica presa por xenofobia, se um homosexual dar em cima de você e você der um fora por ser hetero você é processado por homofobia"

    Isso com certeza não é verdade.
  • Renan Merlin  27/10/2016 17:41
    E uma forma caricatural de se expressar mas olha esse video.
    https://www.youtube.com/watch?v=mOyles3a49U
  • Danilo  27/10/2016 20:29
    Engraçado é que fica claro que como crimes de racismo, homofobia, xenofobia e outros, podem ser facilmente relativizados.
  • Emerson Luis  31/10/2016 14:03

    Para a esquerda não importa o indivíduo nem seu comportamento particular, apenas os grupos aos quais ele pertence. O que a esquerda faz com seres humanos lembra aqueles jogos de cards em que cada cartão possui um personagem e uma descrição mensurada de suas características.

    Um homem (-10 pontos) heterossexual (-10 pontos) imigrante (+10 pontos) islâmico (+10 pontos) de pele parda (+10 pontos) estupra uma mulher (+10 pontos) lésbica (+10 pontos) nativa (-10 pontos) "cristã" [europeia] (-10 pontos) de pele clara (-10 pontos).

    Estereótipo 1: (-20 pontos) + (+30 pontos) = (+10 pontos)

    Estereótipo 2: (+20 pontos) + (-30 pontos) = (-10 pontos)

    Uh-hu! O estereótipo 1 é mais poderoso que o estereótipo 2 e venceu!

    Seria cômico se não fosse trágico.

    * * *
  • AHR  03/11/2016 12:56
    Danilo, tens razão, mas pfv não generaliza.
    Tem sim um grupo que mantem o preconceito usando esses subterfúgios, mas também tem tbem um outro que, com razão, reclama da forçação de barra em obrigá-los a aceitarem essas minorias.
    Posso até citar 2 exemplos:
    -Propaganda da Boticário: testemunhei vários amigos surtando ao reclamarem histericamente que existe um "plano" para enfiar goela abaixo o modo de vida gay. Meu argumento foi muito simples: "Se somente uma propagando televisiva no Brasil entre 30 mil tem teor homossexual, de que forma tem alguém lhe forçando a algo?" Outra: é um propaganda!!! Ninguém é obrigado a fazer nada que não queira!
    -Projeto que implanta cota no serviço público para transsexual: isso sim é forçação de barra... pq querem dar-lhe um privilégio em relação aos demais?
    Conclusão: temos dois extremos. Num lado os preconceituosos mantendo sua ojeriza de forma subjetiva, de outro alguns membros (não incorrerei no equívoco de generalizar) dessas minorias que só ficarão satisfeitos quando toda humanidade gritar em uníssono que os amam e os aceitam como são, ou seja, o que realmente querem é transferir para a sociedade a "responsabilidade" de os admirarem visto que sua família não o fez e muitas vezes, nem eles próprios.
    Abç,
    AHR
  • Pedro  27/10/2016 15:34
    Lembrando que os impostos de renda sobre os mais pobres também são proporcionalmente altos. Nada escapa.

    Leandro, qual a diferença efetiva sobre os preços entre um imposto sobre o consumo(VAT) e o IRPJ?
    Como um imposto sobre o consumo se torna ainda mais prejudicial para os mais pobres?

    As empresas de qualquer forma não podem simplesmente sair repassando, ísso também irá afetar seus lucros, por isso pergunto.
  • Leandro  27/10/2016 15:51
    Artigo inteiro sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1453
  • Renan Merlin  27/10/2016 15:35
    Só uma coisa que fiquei na duvida, a Suecia enriqueceu quando tinha um governo pequeno todavia ate pela informalidade da epoca todos os governos eram menores, não esqueçam que o Brasil Imperio que era um dos governos que mais cobravam impostos 20% do pib que hoje só paises africanos, hong kong e cingapura cobravam. Os estados incharam porque hoje ficou mais facil tributar devido a economia que ficou mais formal
  • Andre  27/10/2016 16:14
    O estado mínimo invariavelmente se tornará um estado máximo, que atrairá muitos parasitas e socialistas, a maioria dos estados nasceu pequeno sem querer, mas o mais absurdo exemplo são os EUA, estado mínimo por escrito e agora virou este mastodonte enorme e faminto.
  • Capitalista Keynes  27/10/2016 16:03
    Que piada.....querer denegrir a Suécia por ela dar certo de um modo diferente do que pregam os liberais...ridículo....Façam como o Armínio Fraga que numa entrevista , disse que "Os EUA chegaram lá , Cingapura ,... cita outros e" NÃO SEI COMO, OS PAÍSES ESCANDINAVOS "....ou seja, mesmo discordando da forma ou de como, ele reconhece que os países Escandinavos chegaram lá (no desenvolvimento). O que mais vejo aqui neste site é tupiniquim falando mal da Suécia...piada só pode...invejinha mata viu ?.
  • WDA  27/10/2016 19:23
    Que bom que o capitalista Keynes é um fake, porque isso não tem nada a ver com a realidade.
  • Solstafir!  28/10/2016 10:18
    Onde o artigo denigre a Suécia? Você sequer leu o artigo?
  • Conservador  27/10/2016 16:05
    Excelente artigo.
  • Igor  27/10/2016 16:06
    O artigo é excelente, porém não serve como argumento aos estatistas.

    Ele deve ser mostrado para pessoas abertas a argumentos, dados e fatos, coisa que os estatistas não são.
  • Murdoch  27/10/2016 16:12
    Excelente artigo para esclarecer os mitos escandinavos que esquerdistas proclamam.
    Tenho umas dúvidas: "Com dito, primeiro a Suécia enriqueceu e acumulou muito capital (e tal tarefa foi auxiliada por uma continuamente austera política monetária, que fez com que a Suécia jamais conhecesse um período prolongado de alta inflação de preços). Depois, só depois de ter enriquecido, é que o país começou a implantar seu sistema de bem-estar social no final da década de 1960."

    Qual foi a austera política monetária aplicada nesse período na Suécia?

    " Em 1950 a Suécia já era a quarta nação mais rica do mundo"

    Existe algum site, gráfico ou quadro que mostra o ranking dos países em PIB desde o início(ou da metade) do século passado até 2000?

    Abraço
  • Leandro  27/10/2016 16:30
    "Qual foi a austera política monetária aplicada nesse período na Suécia?"

    Aqui o gráfico da inflação anual de 1830 até hoje.

    Perceba que, de 1830 até 1914 (1ª Guerra Mundial), a inflação total acumulada é zero. (Nos EUA foi a mesma coisa, aliás).

    www.scb.se/Statistik/PR/PR0101/2015M12/PR0101_2015M12_DI_06_EN.gif

    A grande inflação da 1ª Guerra (causada pela escassez) foi prontamente contrabalançada pela grande deflação subsequente. É exatamente a partir de 1950 que a coisa dá uma degringolada (para os padrões suecos, é claro).

    "Existe algum site, gráfico ou quadro que mostra o ranking dos países em PIB desde o início(ou da metade) do século passado até 2000?"

    Desconheço. Se alguém souber, agradeço.

  • Andre  27/10/2016 16:52
    Enjoy:

    https://ourworldindata.org/gdp-growth-over-the-last-centuries/
  • Lel  27/10/2016 16:15
    Podia ter adicionado também que se a Suécia fosse um estado americano, estaria em um dos últimos lugares no ranking de renda per capita.
  • Paulo Bat  29/10/2016 21:52
    Lel
    A realidade desmente totalmente este seu argumento:
    Segundo o site: hdr.undp.org/en/composite/IHDI
    A renda per capita (PPP) dos Estados Unidos, da Suécia e do Brasil são os seguintes (ano base 2015):
    Estados Unidos: renda per capita de US$ 57,220.00 (sexta renda per capita do mundo).
    Suécia: renda per capita de US$ 49,678.00 (87% da renda americana e ).
    Brasil: renda per capita de US$ 15,646.00 (76 do mundo) .

    Segundo o site: www.bea.gov/newsreleases/regional/gdp_state/2012/pdf/gsp0612.pdf
    Existem 29 estados americanos com renda per capita superior à sueca e 21 com renda inferior (ano base 2015, renda per capita nominal).
    O estado número 30 (primeiro com renda menor que a Suécia é Indiana, com renda per capita de US$ 49,328.00
    Já o estado com menor renda per capita, o de número 50 é o Mississippi, com renda de US$ 35,717. 00
  • Ryan  31/10/2016 11:50
    Acho que o Lel se confundiu: não é renda per capita, mas sim renda familiar média e taxa de desemprego. Há um relatório sobre isso:

    www.aei.org/publication/if-sweden-left-the-eu-and-joined-the-us-it-would-be-the-poorest-u-s-state-below-even-mississippi/

    E, no que diz respeito apenas à renda familiar, Suécia e Alemanha se equiparam ao Kentucky.

    mises.org/blog/when-it-comes-household-income-sweden-and-germany-rank-kentucky
  • Felipe  27/10/2016 16:53
    Moro na Suecia.

    1 – Nao tenho decimo-terceiro salario;

    2 – O adicional de ferias eh ridiculo;

    3 – Os banheiros sao individuais e homens e mulheres usam o mesmo banheiro (o cancer chamado CLT proibe isso). Cito isso apenas como um exemplo de bobagem regulada no Brasil e que aqui nao eh.

    4 – Nao existe essa praga de salario minimo. Sindicatos e empresas podem chegar a um acordo sobre esse topico sem a intromissao do governo;

    5 – Acordos coletivos sao firmados entre empresas e sindicatos e o governo nao se mete nisso.

    6 – A idade minima de aposentadoria eh de 65 anos e, salvo engano, foi aumentada no ano passado para 67 anos;

    7 – Empresas aqui pagam muito menos imposto do que no Brasil. A minha empresa nao paga impostos sobre o computador, o material de escritorio e o celular que me fornece para trabalhar porque estes sao considerados como insumos para o funcionamento do negocio. Isso significa um desconto de 20 a 25% nesses bens.

    E vou dizer… Essas medidas tornam a economia muito mais dinamica. A Suecia é um pais extremamente pro-empresas. E funciona muito bem. Aplique isso no Brasil e sera um escandalo.
  • Lel  27/10/2016 17:18
    Qual a língua falada aí? É fácil?
  • Libertário concurseiro  27/10/2016 17:14
    Aí galera, quem de você está estudando para o concurso da receita federal? E assim que assumirmos o cargo colocar um viés liberal dentro deste órgão.

    https://www.centraldeconcursos.com.br/concursos/previstos/rf-receita-federal_568_.html
  • Capital Imoral  27/10/2016 17:39
    Isso ai cara, você está mandando muito bem.
    Tudo dentro do estado, nada fora do estado.
  • Spin  27/10/2016 18:17
    "[i]colocar um viés liberal" dentro da Receita?


    Que imbecilidade.
  • WDA  27/10/2016 19:37
    Se o "libertário concurseiro" existir mesmo, espero que seja sincero e que, já que vai fazer essa doideira concurso, pelo menos seja menos radical que alguns de seus futuros colegas. Pelo menos entenda e faça os outros entenderem que têm de respeitar o princípio da celeridade processual, entre outros princípios constitucionais e que, assim, a receita PARE de abusar da lei utilizando TODOS os prazos processuais no máximo e todos os recursos. Pelo menos faça-os entender que essa NÃO é a obrigação funcional deles e as leis NÃO impõem isso, mas sim respeito ao devido processo, célere, e a uma ordem jurídica justa. Que eles parem de abusar de suas prerrogativas contra o cidadão litigante.
  • 4lex5andro  28/10/2016 16:01
    Depois de estar na receita federal , obedecendo á consciência liberal, dedicarás parte do salário (um elevado salário, até pra os padrões da Ocde, diga-se de passagem) para financiar start ups e micro empresas nas periferias, diversificando seus investimentos e incentivando espaços onde bancos estatais e agências fomentadoras estaduais não suprem.

    P.s. Os vencimentos brutos de analista tributário e auditor fiscal, segundo a proposta em tramite, para o orçamento de 2017, começam em R$ 10 mil e R$ 14 mil, respectivamente.
  • Igor  27/10/2016 17:48
    OFF

    LEANDRO,

    Se for possível, desejo sua opinião sobre dois assuntos:

    1 - Recomenda o livro "Economia brasileira contemporânea" do Fábio Giambiagi, para fins de estudar o histórico econômico brasileiro?

    2 - Concorda com o exposto neste link?

    Agradeço antecipadamente.
  • Leandro  27/10/2016 18:09
    1) Infelizmente ainda não li o livro. Não posso palpitar.

    2) Não. Extremamente simplista. Ignorou todas as variáveis da economia -- como câmbio, juros, crédito e expansão monetária -- e se concentrou em apenas duas, forçando uma correlação entre elas. Isso não é análise econômica, mas sim reducionismo.

    O curioso é que, se ele fizer essa mesma correlação para as variáveis 'inflação' e 'juros', ele vai concluir que juros altos causam inflação...

    Para entender a relação entre inflação de preços e emprego no setor de serviços, você tem de entender a mecânica do ciclo econômico. Explicada, para o Brasil, neste artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2466
  • Oscar André Frank Junior  28/10/2016 14:11
    Leandro,

    "2) Não. Extremamente simplista. Ignorou todas as variáveis da economia -- como câmbio, juros, crédito e expansão monetária -- e se concentrou em apenas duas, forçando uma correlação entre elas. Isso não é análise econômica, mas sim reducionismo. "

    Mesmo com o objeto de análise bem definido (o título deixa isso bastante claro), em nenhum momento o artigo diz que o argumento apresentado encerra a discussão. A proposta do blog é diferente. De qualquer forma, outros textos do site já abordaram a dinâmica do setor terciário da economia, e essas variáveis, ainda que não contempladas de maneira concomitante, foram levadas em consideração. Os artigos em conjunto, portanto, formam esse panorama mais abrangente que lhe causou todo esse incômodo.

    Veja que você disse que não concordou com artigo, mas não apontou nenhum erro, tanto do ponto de vista das estatísticas, quanto da lógica econômica apresentada. Aliás, não há nenhuma "correlação forçada": são apenas os dados. Qualquer um que repetir o exercício vai encontrar a mesma coisa.

    "O curioso é que, se ele fizer essa mesma correlação para as variáveis 'inflação' e 'juros', ele vai concluir que juros altos causam inflação... "

    Não precisa explicar pra mim a diferença entre correlação e causalidade. Por sinal, esse foi um péssimo paralelo.

    O texto dá a intuição necessária ao leitor para entender qual a relação entre causa e efeito entre o mercado de trabalho e a inflação de serviços que apresenta lógica dentro do raciocínio econômico. Muito simples.
  • Douglas Bottker  27/10/2016 18:50
    Acompanho diariamente o IMB há alguns meses e sempre tive interesse por economia. Gostaria de frequentar uma faculdade de Ciências Econômicas, mas como todos sabemos o conteúdo é meio dúbio. Gostaria de saber se alguém sabe informar se vale a pena cursar uma faculdade com essa matriz curricular:

    Matriz curricular
    ?
    1º Semestre
    - Metodologia Científica
    - Ética, Política e Sociedade
    - Fundamentos e Teoria Organizacional
    - Economia
    - Seminário Interdisciplinar I
    2º Semestre
    - Homem, Cultura e Sociedade
    - Noções de Direito
    - Empreendedorismo
    - Métodos Quantitativos
    - Seminário interdisciplinar II
    3º Semestre
    - Matemática Financeira
    - História do Pensamento Econômico
    - Contabilidade Geral
    - Matemática I
    - Seminário interdisciplinar III
    4º Semestre
    - Microeconomia I
    - Metodologia e Técnicas de Pesquisa em Economia
    - Matemática II
    - História Econômica Geral
    - Seminário interdisciplinar IV
    5º Semestre
    - Macroeconomia I
    - Econometria I
    - Formação Econômica do Brasil
    - Economia Brasileira Contemporânea
    - Seminário interdisciplinar V
    6º Semestre
    - Microeconomia II
    - Econometria II
    - Economia Política
    - Economia Monetária
    - Seminário interdisciplinar VI
    7º Semestre
    - Macroeconomia II
    - Elaboração e Análise de Projetos
    - Análise de Investimentos
    - Economia Internacional
    - Seminário interdisciplinar VII
    8º Semestre
    - Economia do Setor Público
    - Optativa
    - Trabalho de Graduação
    - Mercado de Capitais
    - Seminário interdisciplinar VIII
  • Douglas Silva  27/10/2016 23:57
    Caro Douglas Bottker, olha, se você espera que te ensinem Mises, Hayek, Teoria dos Ciclos Econômicos em alguma universidade brasileira, esqueça, esqueça. Não importa se é particular de elite (tipo PUC, Mackenzie, FGV) ou aquelas de ensino de massa (tipo UNIP, FMU, Uninove[estudo aqui]) ou qualquer pública, o ensino é o mesmo. A economia é ensinado a partir dos neoclássicos. Na primeira página do livro A Escola Austríaca do Jesus Huerta, ele faz um gráfico comparando a economia neoclássica com a Escola Austríaca (você pode ter acesso a esse livro gratuitamente aqui mesmo em PDF), é simplesmente sensacional e a mais pura verdade, não importa a faculdade, se você pegar a parte em que ele fala dos neoclássicos é aquilo que é ensinado em todos os cursos de economia do Brasil. Então, independente da grade curricular, você terá professores em keynesianos e marxistas. Essa é a nossa realidade.
  • Douglas Bottker  28/10/2016 10:43
    Olá Douglas, imaginei exatamente isso! Estou lendo os livros disponíveis do IMB e estou aprendendo muito e fico triste quando vejo os conteúdos ensinados nas faculdades. Imagine que tive "Economia" em um curso de contabilidade, quase morri com as baboseiras e isso que tenho um conhecimento básico. Assim como nosso amigo Babiloni, aprendo mais nesse site.

    Obrigado pelos esclarecimentos, abraço e sucesso.
  • SRV  28/10/2016 13:55
    Douglas Bottker ,

    Conselho de um economista formado: estude engenharia, depois estude por conta própria um pouco de estatística, matemática financeira, planejamento estratégico e funcionamento básico de bancos. Se possível, tenha alguma certificação nessa parte de planejamento e matemática financeira.

    Pronto, você é muito mais capacitado do que os economistas que nossas faculdades formam. Poderá concorrer a qualquer vaga que os economistas trabalham e muitos administradores também. Terá um grande leque de opções profissionais.

    Boa sorte!
  • AHR  03/11/2016 17:13
    TODAS faculdades de economia pararam no tempo... e como os currículos são regulados (obviamente), não espero que a curto prazo isso mude.
  • AHR  03/11/2016 17:15
    Leandro, entre as duas opções abaixo qual você escolheria para o Brasil:
    1) Separar em pequenos países
    2) Dar mais autonomia aos estados
    Abç,
    AHR
  • Babilonia  27/10/2016 20:15
    Quanto ao conteúdo dúbio, quem decide o currículo de TODOS OS CURSOS no Brasil é o MEC, logo é bastante difícil uma diversificação na grade, existem sim universidades que oferecem um currículo diferenciado (na verdade, são matérias extras, ou períodos em que determinada matéria é reforçada), faço economia, e posso dizer que aprendo mais neste site que em sala de aula! O melhor curso de economia (pelo menos é o que dizem), é a UNICAMP (intervencionista), já viu né?! É daqui pra pior!
  • OFF  27/10/2016 22:15
    Olá, existe algum curso sobre investimentos e sobre ser trader que o IMB aconselhe?

    Obrigado.
  • Auxiliar  27/10/2016 22:40


  • Aluno Austríaco  28/10/2016 01:39
    A melhor solução seria jogar os corpos dos difuntos na frente do congresso nacional. Se o governo é responsável pelas pessoas, então eles devem carregar os corpos das vítimas do governo.

    Quem sabe eles param com essas alucinações socialistas, quando aparecer 50 mil corpos de pessoas assassinadas na porta do congresso, milhares de mortos nas emergências dos hospitais públicos, milhares de corpos de vítimas de acidentes de trânsito, etc. Em uma década não seria possível entrar no congresso sem pisar nos corpos ou passar por cima dos difuntos com os carros.

    O povo cansou dos bandidos do governo. O povo quer ter poder sobre o seu próprio destino.

    É melhor sofrer por nossa culpa do que pelas mãos de vagabundos socialistas.


  • anônimo  28/10/2016 14:55
    A melhor solução é metade dos brasileiros irem embora.
  • Fabiano  28/10/2016 12:54
    Sei que muitos aqui são completamente contra qualquer forma de imposto. Mas admitindo sua existência, vocês considerariam os impostos como os praticados na Suécia (como ICMS) a melhor opção? Já vi muitos liberais contrários a esse tipo de tributação regressiva e que se fosse para escolher um imposto brasileiro para deixar de existir seria esse. Não tenho opinião formada a respeito disso no momento. Desde já, obrigado.
  • Pobre Paulista  28/10/2016 13:21
    O "menos pior" tipo de imposto é aquele sobre o consumo, apenas.

    Demais impostos, como sobre a propriedade (IPTU, IPVA, etc), sobre a renda (IRPF, IRPJ), sobre o lucro (CSLL), sobre herança (ITCMD), etc, implicam em uma destruição direta e irreversível de capital acumulado. Outros impostos (INSS, PIS, COFINS, II, etc) simplesmente direcionam recursos para as mãos do governo. Já o imposto sobre consumo (ISS) acaba por inibir o mesmo, o que acaba indiretamente incentivando a poupança.

    Acho que o Leandro Roque já comentou sobre isso, não sei se foi em alguma resposta ou se tem algum artigo a respeito.
  • Capitalista Keynes  28/10/2016 13:28
    O melhor imposto é o sobre o que consumimos....não sobre a renda, sobre o ganho. IRPF é ridículo,ladrão,injusto, etc etc etc.
  • anônimo  28/10/2016 14:53
    "O melhor imposto é o sobre o que consumimos"

    Ótimo! então faço questão que você pague o meu, farei uma planilha de tudo o que consumir no mês e você me repassa o valor referente aos impostos que paguei.
  • 4lex5andro  28/10/2016 16:08
    Nem vai tirar competitividade dos bens e serviços, encarecendo os preços.

    Difícil de acreditar que seja um post sério, é cada teoria que só pode ser um engodo.

    E sobre patrimônio comum/privado, das 22 melhores rodovias (classificadas em ótimo e bom estado), do 1. ao 21. lugar são rodovias paulistas em concessão. E nessa lista, a 22. é um trecho entre Poa e Curitiba, pegando 3 Br, ou seja, quando a iniciativa privada gere os recursos, o resultado é flagrante.

    Link: saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia2.php?id=248228
  • SRV  28/10/2016 13:51
    Fabiano,

    Supondo que seja necessário escolher um imposto, os impostos sobre consumo são muito ruins. Eles distorcem os preços dos fatores de produção e dos bens de consumo, levando a uma alocação piorada dos investimentos produtivos.

    Além disso, os mais pobres são mais penalizados. O percentual de impostos nos produtos é similar para ricos e pobres , mas o peso dos impostos vai ser maior para pobres do que para ricos. O motivo é simples, uma fatia maior da renda dos pobres é destinada ao consumo, que pagará proporcionalmente mais impostos. Uma fatia pequena da renda dos mais ricos é destinada para consumo, o que faz a proporção impostos/renda ficar menor.

    Um imposto de renda de alíquota única já seria mais "justo" (é ruim usar esse termo para impostos). Todos pagam a mesma TAXA, mas os valores absolutos pagos pelos mais pobres são menores. E a distorção nos preços é menor pois é indireta, via redução salarial e demanda por bens.
  • Pobre Paulista  28/10/2016 16:43
    Estou curioso para entender como um imposto sobre renda pode ser menos pior que um sobre o consumo.

    Imposto sobre a renda, descartando o fato de ser um dos principais tópicos da revolução socialista, te pune exatamente na proporção daquilo que você produz. Quem produz mais, é punido mais, conforme você mesmo explicou.

    Já o imposto sobre consumo te pune somente pela fração de sua renda que você pretende converter em insumos para consumo. Você é punido apenas por retirar bens escassos da economia. Além disso, a base de cálculo é necessariamente e invariavelmente menor, o que implica em deixar mais dinheiro circulando na economia real.

    A título de exemplo: Suponha alguém que ganha 95K por mês, mas gasta 5k/mês, e outro que ganha 5k/mês e gasta os mesmo 5k.

    No cenário de imposto sobre a renda, temos 100K/mês sendo tributado, apesar de ambos os cidadãos estarem retirando, ao menos em teoria, a mesma quantidade de recursos escassos da economia.

    Já no caso de imposto sobre o consumo, temos 10k/mês sendo tributados, divididos igualmente entre aqueles que retiram os recursos escassos da economia.

    Então me explique, por favor, por que um imposto sobre a renda é melhor que um imposto sobre o consumo, pois eu não acho um único argumento sequer.
  • anônimo  28/10/2016 16:54
    Para quem ganha pouco um imposto sobre consumo costuma ser pior.
  • SRV  28/10/2016 18:46
    Prezado Pobre Paulista,

    Antes de seguir, quero deixar claro que é apenas meu ponto de vista, há juízo de valor. Eu defendo imposto zero, mas a pergunta me pede para escolher.

    Seguindo:

    Olhando sobre a ótica do governo para ARRECADAÇÃO, ele pode ter a mesma arrecadação cobrando impostos sobre consumo ou sobre renda. A base de cálculo não importa.

    Usando seu exemplo, se no caso do imposto sobre consumo ser de 50%, o governo vai arrecadar 5k (2,5k de cada indivíduo). Poderia arrecadar os mesmos 5k cobrando imposto sobre a renda de 5% (250 de um, 4,75k de outro).

    Do ponto de vista do MAIS POBRE, o imposto sobre renda é menos impactante, pois lhe custa 5%. No caso do imposto sobre consumo, como tudo o que ganha é gasto em consumo, ele paga 50% dos seus rendimentos em impostos.

    Os desdobramentos são mais complexos. Imposto sobre a renda pode desestimular o trabalho pois te tributa quando você ganha, ao passo que o imposto sobre o consumo tributa quando você gasta, como você mesmo mencionou. Mas o pobre não pode se abster de consumir, precisa comer, se vestir, se transportar pela cidade para trabalhar, comprar remédios, etc. Liberar a renda do pobre do peso da tributação permitiria que os mais pobres poupassem e, quem sabe, melhorassem de padrão de vida.

    Claro que, na contrapartida, com maior peso de impostos sobre os mais ricos, pode ser que a queda de investimentos produtivos seja tão maior que anule o benefício de poupança dos mais pobres e tenhamos, ao final, uma situação pior.

    Escolher entre imposto sobre renda, sobre consumo ou sobre valor agregado, ou ainda uma taxa única fixa, é complicado, tem muita margem para discussão sobre "vantagens e desvantagens" (como se houvesse vantagem em ser obrigado a pagar algo sem ganhar nada). Acho que concordamos que o melhor imposto é o menor imposto, certo?

    Abraços

    P.S.: Existe um artigo antigo aqui deste site que, pelo que lembro, defende que o "menos pior" seria o imposto sobre consumo, concordando com seu argumento. www.mises.org.br/Article.aspx?id=667
  • Pobre Paulista  29/10/2016 15:28
    SRV, de fato o melhor imposto é zero, e minha argumentação provém majoritariamente desse artigo. Mas o leitor Tulio colocou três links neste comentário que esclarecem melhor essa situação: Todos os impostos impactam invariavelmente os mais pobres. Vale a pena olhar.

  • Andre Cavalcante  30/10/2016 12:56
    Aliás,

    Já postei em um comentário antes, mas vale repetir.

    Se fosse pra fazer uma reforma tributária séria no Brasil, diminuindo o governo para o menor tamanho possível, e com um baita viés liberal, teríamos somente 3 alíquotas: uma para a municipalidade, outra para os estados e uma para a união.

    Os impostos todos seriam cobrados pela prefeitura e repassados para as entidades mais acima, e onde os principais gastos seriam feitos. Poderia ser um imposto só com alíquotas diferentes para municípios, estados e união ou 3 impostos diferentes.

    A minha sugestão: um Imposto sobre Propriedade (IP) - 100% para a prefeitura (e só, nada de imposto sobre serviços) - [sei que vão falar que se trata de imposto sobre propriedade e tals, mas a ideia aqui é que a prefeitura emule, na cidade, o pagamento que se faz no condomínio]; um Imposto sobre o Consumo (IC), e para que não seja agregado, quem tiver na cadeia produtiva pode desconta na hora da venda se for vender para produtores, exceto o consumidor final, que não vai vender pra ninguém, que é quem afinal paga a conta); como o imposto sobre consumo dá um valor grande, a maior parte deve ficar com a prefeitura (60%) e o restante (40%) vai para o estado . E um imposto sobre produtos importados - IPI (flat), somente para pagar as mordomias do presidente, do vice, de alguns senadores (1 por estado tá bom) e os brinquedinhos de guerra das forças armadas que no Brasil já não são usados mesmo a mais de século.

    As alíquotas deveriam ser as mais baixas possíveis (até porque, se forem muito altas simplesmente o consumidor ou sonega, ou não faz negócio, o que inviabiliza o próprio imposto), tipo:

    0,5% do valor de venda da propriedade para o IP (não há necessidade de diferenciar propriedade urbana de rural, porque o metro quadrado rural já é bem menor que o metro quadrado urbano e, a bem do conceito de condomínio, este imposto deveria ser só urbano!);

    10% sobre o consumo (de bens e serviços), e um IPI na casa dos 20% (pra não dizerem que estamos "afundando" a indústria nacional ;))

    Claro que um governo que arrecadasse somente isso, teria que ser pequeno. À prefeitura a maior parte dos gastos, incluindo aí segurança social, polícia etc; o governo estadual seria somente uma ponte de repasse das cidades mais ricas para as mais pobres e o segundo nível da justiça, e ao governo federal somente a manutenção das fronteiras (forças armadas) e justiça de última instância.

    Ah! Uma PEC definindo que o governo não pode arrecadar mais que 20% (1/5) do PIB do ano anterior seria uma boa também.

    PS.: Também sou partidário do impostos zero, mas se temos que escolher algum imposto, creio que essa proposta seria interessante.

  • Andre Cavalcante  30/10/2016 12:29
    O melhor imposto é sobre o consumo simplesmente porque é o mais fácil de sonegar. Basta que quem compra e quem venda acertem que não vão falar nada da transação pro governo! (em outras palavras, nada de nota fiscal)

    Que é o que acontece, já hoje, entre as transações dos mais pobres.

    Só por isso.

  • Aluno Austríaco  29/10/2016 00:46
    Todos são iguais perante as leis.

    Uma Ferrari e uma bicicleta devem ter a mesma alíquota de imposto.

    Uma garrafa de cachaça e um remédio devem ter a mesma alíquota de imposto.

    Ninguém pode ter arrêgos, mamatas, tetas, beneces, isenções etc. Privilégio tributário é coisa de malandro mafioso.

    Antes de questionar se é menos pior o imposto direto ou indireto, é importante que o imposto seja baixo. Depois vem uma conta simples, se 200 milhões de pessoas pagarem 1 real de imposto, esse valor já é muito mais alto do que a a grande maioria vai pagar durante a vida inteira. Quantas pessoas irão pagar 200 milhões de reais de imposto durante a vida inteira ? Então, essa tributação da renda é só pra pregar a canalhice da igualdade. Isso só estraga a vida de quem produz e faz poupança.

  • Luiz Novi  28/10/2016 13:19
    Leandro, um certo blog fez algumas críticas à EA. Consigo observar alguns poucos pontos, mas gostaria que enumerasse alguns, para maior esclarecimento.
    https://conhecimentoeconomico.wordpress.com/2016/06/01/as-falhas-da-escola-austriaca-parte-1-os-ciclos-economicos/

    Agradeço a atenção.
    grande abraço.
    Luiz Novi


  • Adriel Felipe  29/03/2017 23:32
    Será que não viram esse link seu?
  • Observador  30/03/2017 00:05
    Ciclos econômicos? Tá aqui pra quem quiser refutar a teoria e a prática:

    Como a crescente estatização do crédito destruiu a economia brasileira e as finanças dos governos

    Sobre a crise de 1929 e a Grande Depressão - esclarecendo causa e consequência


    P.S.: li o que o cidadão do link acima escreveu e não consegui encontrar absolutamente nada de concreto. Além de mal escrito, está mal organizado e mal concatenado. O que ele realmente quis dizer?
  • Gunnar  28/10/2016 13:38
    Moro aqui e sinto tudo isso na pele...
  • leandro balthazar  28/10/2016 18:54
    Porque quase todas as fontes não são de dados oficiais de organismos como o FMI e sim de outros institutos liberais que também recebem ou receberam dinheiro dos irmãos Koch?
  • Tulio  28/10/2016 21:18
    The Economist, Fraser Institute, Relatório Doing Business, TradingEconomics.com, Global Property Guide, Institute Of Economic Affairs (Reino Unido), trabalho acadêmico do professor Olle Krantz.

    Estas são todas as fontes fornecidas ao longo do artigo. Ah, e o FMI (como você quer), também está lá. Bem como o Banco Mundial.

    Mas o seu esperneio foi divertido. E compreensível. Não deve ser fácil aguentar uma dose muito grande de realidade.

    P.S.: sinta-se livre para refutar qualquer dado.
  • Felipe  16/06/2017 20:33
    O link informado para o trabalho do professor Olle Krantz não possui visualização do trabalho apenas do tema.
    Aonde vc o encontrou?
  • Wendel  28/10/2016 21:43
    Conversei com uma brasileira que mora na Suécia. Fez supletivo lá. É interessante como o fato de ela morar lá e ter estudado lá, ela defende a social democracia como se tivesse nascido lá. É interessante. Quem quiser conferir: https://youtu.be/HiJfOQgGE-s
  • Aluno Austríaco  30/10/2016 11:33
    O capitalismo é fantático !

    A geração de riqueza é tão grande, que até um túmulo funerário pode ser vendido à 100 mil reais. Um pedaço de terra com medidas 3m x 2m pode ser vendido por 100 mil.

    Eu gosto de comparar o governo com um condomínio. Quem vai querer morar em um condomínio, onde o síndico cobra mensalidade mais alta de quem ganha mais, faz reformas dentro de apartamentos privados, divide o salário dos moradores, etc ? Se a maioria das pessoas não querem morar em um condomínio que faz essas coisas, por que acreditar que o governo pode fazer isso ?

    Os governo dependem de populismo, dirigismo e expropriação. A maioria dos governos precisam cometer crimes. Quem defende o governo deveria defender bandidos e assaltantes.

    Qual é a diferença entre o governo e um bandido ? O roubo não pode ser justificado pela motivação. Os fins não justificam os meios. Só os comunistas assassinos é que acham que os fins justificam os meios. É coisa de terrorista e bandido.

    Hoje não existe um governo que cobra apenas pelo que fornece. Todos os governos entregam serviços que não são solicitados. Isso é muito diferente de cobrar um imposto para tratar um esgoto, arrumar uma rua, ou entregar qualquer coisa que seja necessária para ter o mínimo de ordem. O imposto para se ter o mínimo de ordem já seria muito alto.

    O governo é como um bandido trabalhando na polícia. Ou seja, quem deveria promover o mínimo de ordem, acabou causando mais desordem.
  • Dempsey Ramos  30/10/2016 12:33
    Este é um dos melhores resumos sobre a economia da Suécia que eu já li, texto claro, direto e objetivo. Entretanto, a respeito do item 5, apenas para enriquecer seu conteúdo, gostaria de fazer um pequeno acréscimo sobre a questão do legado cultural dos suecos.

    Embora os nórdicos em geral (suecos, noruegueses e dinamarqueses) sejam mais ricos e produtivos nos EUA do que nos seus países de origem, existe uma excelente obra que explica o porquê desta diferença, cujas causas não estão ligadas a questões culturais, mas sim a questões de escolhas institucionais que cada nação faz.

    Assim, ao invés de dizer que o sucesso dos nórdicos que moram nos EUA é devido à "cultura nórdica luterana" desses emigrantes (suecos, noruegueses e dinamarqueses), entendo que é mais adequado creditar esse sucesso ao quadro institucional político e econômico dos EUA que, por ser LIBERAL, INCENTIVA sua população residente (independente da origem étnica ou religiosa) a atingir os mais altos padrões de riqueza e prosperidade.

    Digo isso apenas para enriquecer o excelente texto deste post.

    Faço esses comentários com base na obra "Porque Falham as Nações", publicada em 2013 por Daron Acemoglu (MIT) e James A. Robinson (Harvard).

    Segundo estes autores, baseados em dezenas de exemplos colhidos ao redor do mundo e ao longo da história, não é o clima, a geografia, a religião, a história colonial ou a "cultura" de um povo que faz dele próspero ou pobre. Fundamentalmente são as suas "escolhas" políticas e econômicas que irão levar um país ao sucesso ou ao fracasso (ex.: as duas Coreias, uma do Norte, outra do Sul, ambas com o mesmo clima, mesma geografia, mesma língua, mesma religião, ambas foram colônia do Japão, ambas possuem a mesma "cultura" – que nunca foi católica nem protestante luterana, mas budista e confucionista; enfim, apesar de ambas as Coreias serem praticamente GÊMEAS SIAMESAS na sua origem, fizeram todavia "escolhas" radicalmente diferentes na idade adulta, pois a Coreia do Sul escolheu ser LIBERAL e, POR ESSE MOTIVO, tornou-se extremamente mais rica e próspera do que a esfomeada e reprimida Coreia do Norte marxista totalitária).

    Neste sentido, acredito que o Brasil, mesmo sem possuir na sua origem uma "cultura nórdica luterana protestante", já que historicamente sempre foi majoritariamente um país católico, pode sim ser rico, próspero e inclusivo bastando para isso fazer a "escolha" política e econômica CERTA: optar por ser LIBERAL.

    Conforme mostram os autores acima, Acemoglu & Robinson, quando uma nação "escolhe" implantar instituições INCLUSIVAS, seja na política (democracia, pluralismo partidário, distribuição do poder), seja na economia (livre mercado, livre competição, garantia da propriedade privada e das patentes industriais), o resultado é um INCENTIVO imenso para todas as pessoas buscarem trabalhar, produzir e inovar pois sabem que as riquezas produzidas serão suas na exata medida do esforço e das capacidades individuais de cada um.

    O Chile é outro exemplo que confirma o raciocínio acima. Nunca teve na sua origem uma "cultura" nórdica luterana protestante, pois também nasceu como país majoritariamente católico, chegou a ser destruído pelo governo socialista-marxista de Salvador Allende, entre 1970-1973, mas depois de 1980 o Chile fez a escolha certa: optou pelo LIBERALISMO ECONÔMICO e, hoje, é o único país da América do Sul a fazer parte da OCDE - Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, grupo dos países mais desenvolvidos do mundo. Em 2007, conquistou a posição de credor líquido internacional (FMI), e chegou a ser classificado pela S&P com nota AA+ (apenas um nível antes do triplo "AAA", o mais alto grau de investimento e qualidade de uma economia).
  • Anderson  30/12/2016 20:43
    Você confundiu um pouco as coisas, embora esteja certo em essência.

    O texto não diz que uma "boa cultura" é a responsável por fazer um país erguer-se e prosperar, não, ela apenas ajuda, é um dos fatores. É como ter uma sociedade acostumada a boas relações - povo pacífico e que se entende bem entre si -, possivelmente as pessoas desse lugar se darão bem quando inseridas num livre mercado - a cultura pacífica e de boa comunicação ajudará a ter uma sociedade desregulamentada, com respeito aos contratos e às propriedades dos outros -, mas isso per se não implica que um povo pacífico faz uma nação prosperar. O que faz uma nação prosperar é a forma como a economia é levada - e ainda tem a questão de que muitas coisas influenciam como uma economia funcionará -, nesse ponto você foi certo, a Coréia do Sul, bem como a Alemanha Oriental, são exemplos claríssimos do quadro, foram nações que só enriqueceram devido às escolhas econômicas sensatas.

    A cultura ajuda a explicar algumas coisas. No caso da cultura protestante, é que o povo moldado na forma de pensar e viver protestante - ou os resquícios que sobraram - é um povo mais dado ao trabalho e à poupança, diferente da concepção católica, que "argumenta" a não ajuntar riquezas na terra e a não "ser ambicioso" - trabalhar demais. Mas isso não é uma regra, até porque isso não é uma doutrina católica em si, é só uma forma de enxergar essas questões da vida, ou uma cultura, para ficar mais aparente.

    Abraço!
  • Emerson Luis  31/10/2016 13:49

    Antes de conhcer o IMB eu basicamente pensava que era "preto ou branco", que todos os países se encaixavam em uma de três categorias: eram capitalistas ou socialistas ou social-democratas.

    Então aprendi (1) que entre os países existe um graduê de "cinza", ou seja, de liberdade econômica, de baixíssima até altíssima; (2) que um mesmo país pode ter boa liberdade em alguns aspectos e falta dela em outros e (3) que um mesmo país pode oscilar em liberdade econômica no decorrer dos anos.

    * * *
  • JRS  30/12/2016 18:14
    Recentemente estava conversando com um amigo sobre a Suécia e ele apoiava seu sistema assistencialista. Para tentar convence-lo dos males de se ter um estado assistencialista, utilizei o gráfico deste artigo das taxas de crescimento da economia sueca do período de 1920 a 1965 e de 1966 a 2010. Nesse dia ele pareceu convencido e a conversa terminou.

    Contudo, em outro momento, meu amigo trouxe duas objeções. Foram elas:

    1) O crescimento da economia sueca no período e 1920 a 1965 se deu por conta Suécia não participar da I e II guerra, lucrando com as exportações;

    2) A desaceleração da taxa de crescimento sueca se deu pela crise do petróleo.

    Alguém poderia me ajudar a responder essas objeções?
  • Thomas  30/12/2016 19:03
    1) O fato de a Suécia não ter embarcado em nenhuma guerra -- e, com isso, não ter destruído seu capital -- foi essencial. E isso foi ressaltado no artigo.

    Mas não entendi muito bem qual foi exatamente o ponto dessa afirmação. Por que a economia parou de crescer a partir de 1965?

    2) E por que continuou desacelerando nas décadas de 1980 e 1990, quando o petróleo já estava barato?
  • JRS  30/12/2016 20:34
    Obrigado pela resposta, Thomas.

    Sobre o ponto 1), acredito que ele queria demonstrar que o crescimento econômico sueco de 1920 a 1965 não tinha relação com seu governo pequeno.


  • 4lex5andro  30/03/2017 14:55
    No ponto [1] o artigo explica que o crescimento econômico sueco se manteve até 65 apesar do aumento de carga tributária em função das indústrias suecas atenderem muitos países europeus combalidos pela Sgm (onde a Suécia acertadamente não participou).

    Entretanto, com esses países já reestabilizados e voltando a exportar, e enriquecer, o aumento do estado sueco começou a se fazer pesar, nos idos de 65/66, e daí em diante o governo sueco precisou fazer ajustes necessários (tanto que após atingir 60% de gasto estatal sobre o pib em 80, a partir de então até 2000 esse percentual foi diminuindo).

    O ponto [2] tem uma complexidade maior por ser a época da crise do petróleo e do fim do padrão-ouro, que impactaram a trocas comerciais de todos os países, principalmente os desenvolvidos, independente de serem mais ou menos liberais.


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