Você sabe o que realmente significa ‘neoliberalismo’?
Aquilo que a esquerda chama de neoliberalismo é, na verdade, um não-liberalismo.

Na moderna discussão política, não há termo mais abusado e sobreutilizado do que 'neoliberalismo'.

O curioso é que, se você questionar o significado exato deste termo à pessoa que o pronuncia — sempre em tom vituperativo —, ela demonstrará não ter a mais mínima ideia.

O que é 'neoliberalismo'? Bom, pelo menos entre seus críticos, 'neoliberalismo' normalmente nada mais é do que um xingamento para liberalismo.

"Neoliberalismo" virou um termo pejorativo para o liberalismo laissez-faire

Segundo a Wikipédia, 'neoliberalismo' é simplesmente sinônimo de liberalismo:

Neoliberalismo é um termo controverso que se refere primordialmente ao ressurgimento, no século XX, de idéias do século XIX associadas ao liberalismo econômico laissez-faire. Tais ideias abrangem amplas políticas de liberalização econômica, como privatização, austeridade fiscal, desregulamentação, livre comércio, e reduções nos gastos do governo com o intuito de aumentar o papel do setor privado na economia.

E por que é um 'termo controverso'? Porque ele é usado quase que exclusivamente de forma pejorativa, e não como um termo descritivo para denotar imparcialmente uma ideologia.

Após estudarem 148 artigos de economia política que utilizam tal termo, os cientistas políticos Taylor Boas e Jordan Gans-Morse chegaram à conclusão que o termo "neoliberalismo" praticamente nunca é utilizado positivamente. O termo é majoritariamente usado por teóricos contrários ao livre mercado, mas nunca lhe é dado alguma definição: "O significado de neoliberalismo jamais é debatido e, pior ainda, jamais é sequer definido. Como consequência, o problema nem é que haja muitas definições para o termo, mas sim que não haja nenhuma", dizem os autores.

Ademais, como já dito, ao termo não é dado um rótulo neutro; ao contrário, seu emprego é feito majoritariamente por pessoas que se opõem ao livre mercado. Dizem os autores: "Os resultados de nossa análise de ensaios acadêmicos confirmam que o uso negativo do termo 'neoliberalismo' supera esmagadoramente seus escassos e eventuais empregos positivos".

Em outras palavras, "neoliberalismo" significa simplesmente um slogan anti-liberalismo. Nada mais é do que um termo esvaziado de conteúdo distintivo.

Boas e Gans-Morse prosseguem:

Um forte indicador das conotações negativas do termo é o fato de que praticamente ninguém se auto-identifica como 'neoliberal', ainda que acadêmicos frequentemente rotulem os outros — políticos, economistas, e até mesmo colegas de trabalho — com este termo. Embora, em nossa amostra, um quinto dos artigos era sobre os autores se referindo a outras pessoas como 'neoliberais', o fato é que, em toda a nossa pesquisa, não encontramos um único exemplo contemporâneo de um autor que tenha utilizado esse termo para se auto-descrever...

Adicionalmente, como observam Boas e Gans-Morse, "neoliberalismo" é frequentemente utilizado para "denotar... uma radical e abrangente aplicação dos princípios do livre mercado, de uma maneira sem precedentes em termos de velocidade, escopo e ambição." Para aqueles que desejam parecer "sensatos", "equilibrados" ou "não-radicais", as conotações do termo 'neoliberalismo' como sendo algo radicalmente em prol do livre mercado fornece uma razão adicional para evitar ser identificado com o termo.

O que realmente é o neoliberalismo

Mas a verdade é que a ideologia neoliberal de fato existe — embora ninguém se identifique como tal — e possui um significado (um tanto amorfo, mas possui). E ela nada tem a ver com o genuíno liberalismo. Há uma clara — e intransponível — distinção entre o liberalismo clássico da Escola Austríaca e o neoliberalismo.

Poucos sabem, mas o neoliberalismo surgiu como uma terceira via entre o socialismo e o liberalismo. Como explicou Jorg Guido Hülsmann:

As raízes da ideologia neoliberal remetem às décadas de 1880 e 1890, quando os economistas alemães da Escola historicista alemã de economia e seus discípulos americanos convenceram-se de que a concentração industrial tinha efeitos prejudiciais para a economia e que, por isso, algum tipo de moderação por meio da intervenção governamental fazia-se necessária.  Uma das consequências visíveis dessa mentalidade foi o Sherman Act (Lei Sherman antitruste), que desde então substituiu o poder dos consumidores pelo poder dos burocratas. 

Na Alemanha, a filosofia da terceira via generalizou-se durante a 'Sozialpolitik' estimulada pelo Kaiser Wilhelm II.  A França copiou o modelo, invocando a necessidade de uma 'tierce solution', assim como também fizeram os Estados Unidos sob o New Deal.

Entretanto, as primeiras declarações programáticas do neoliberalismo foram publicadas somente na década de 1930 — novamente, e previsivelmente, na Alemanha e nos Estados Unidos.  O manifesto mais influente veio do economista de Chicago Henry Simons, que, em 1934, fez circular uma monografia intitulada A Positive Program for Laissez Faire (Um Programa Positivo para o Laissez-Faire) — no qual a palavra "positivo" indicava que esse programa justificava amplas intervenções governamentais, ao passo que o laissez-faire clássico era um programa "negativo", no sentido de que ele não fornecia tal justificativa. 

Simons exortava o governo a regular a oferta monetária e o sistema bancário, a impedir a formação de monopólios, e a fornecer uma renda mínima para os destituídos — um desvio e tanto do liberalismo laissez-faire.

Essas ideias expressavam perfeitamente os sentimentos de uma geração de economistas que haviam sido criados em um ambiente intelectual inteiramente estatista, mas que no entanto conheciam as lições ensinadas pelos liberais clássicos. [...] Seu neoliberalismo animou o trabalho daquelas instituições que surgiram no pós-guerra com o intuito de estancar o crescimento do estatismo — mais especificamente a Mont Pèlerin Society e o Institute for Economic Affairs de Londres. 

O neoliberalismo, portanto, surgiu entre ex-socialistas que haviam percebido que o socialismo não funcionava, mas que também não queriam abraçar inteiramente o liberalismo clássico.

O neoliberalismo possui uma agenda abertamente intervencionista, ainda que menos intervencionista que o próprio socialismo. Historicamente, neoliberais defendem monopólio estatal da moeda por um Banco Central, agências reguladoras para controlar determinados setores da economia, programas de redistribuição de renda, leis e regulações anti-truste, concessões em vez de genuínas privatizações e desestatizações, ajustes fiscais por meio de aumentos de impostos, além, é claro, de monopólio estatal da justiça, e saúde e educação fornecidas pelo estado.

O próprio Ludwig von Mises batalhou contra um grupo de economistas da Mont Pèlerin Society que, na década de 1940, poderiam ser rotulados de 'neoliberais'. Para Mises, esses neoliberais eram apenas relativamente liberais — comparados aos doutrinários socialistas —, mas ainda eram intervencionistas que defendiam o monopólio estatal da moeda por um Banco Central, programas assistencialistas, e todo aquele supracitado aparato regulatório e burocrático comandado pelo estado.

Mises havia argumentado que uma divisão racional do trabalho poderia ocorrer apenas se houvesse preços de mercado para os fatores de produção — algo que, por sua vez, requeria a propriedade privada desses fatores. Em contraposição, os neoliberais centraram-se exclusivamente nos preços em si, menosprezando exatamente as condições que permitiam o fenômeno da livre formação de preços. 

Mises já havia demonstrado que o socialismo é impossível de existir porque tal arranjo não permite a formação de preços e o conseqüente cálculo de custos, lucros e prejuízos. Porém, para os neoliberais, a conclusão prática deste argumento da impossibilidade do cálculo sob o socialismo não era a de que o governo não deveria interferir na propriedade, mas sim a de que ele deveria abster-se de intervir nos preços especificamente.

Como explicou Hülsmann:

Ao passo que Mises havia simplesmente declarado que uma divisão do trabalho baseada no cálculo de preços poderia ocorrer apenas onde existisse a propriedade privada, os neoliberais planejavam manipular os sistemas institucional e jurídico com o intuito de "aprimorar" a divisão espontânea do trabalho gerada naturalmente pelo laissez-faire. 

Para os neoliberais, o mercado era importante, mas eles acreditavam que a intervenção governamental poderia acentuar a "eficiência" e a "imparcialidade" do processo de mercado.  Ao contrário dos socialistas, os neoliberais acreditavam que o mercado levaria a sociedade à direção correta; porém, ao contrário dos liberais clássicos, eles acreditavam que um mercado livre e desimpedido geraria resultados aquém do seu verdadeiro potencial.

Neoliberais, portanto, acreditam existir "intervenções capazes de aprimorar o mercado".

Sucintamente, pode-se dizer que neoliberalismo é uma mistura de social-democracia, keynesianismo e alguma liberdade de mercado em termos microeconômicos.

Para aqueles que acompanham o debate de idéias, a distinção entre neoliberais e liberais clássicos é explícita. Já para esquerdistas anti-liberais, que observam tudo de fora, austríacos, chicaguistas e neoclássicos são exatamente a mesma coisa.  Para eles, todos esses "neoliberais" são igualmente a favor do livre mercado e do livre comércio, portanto todos eles concordam com os neoliberais do FMI (cuja presidência, aliás, já pertenceu ao líder do Partido Socialista francês).

Em algumas raras ocasiões, os críticos do neoliberalismo acabam acertando por acidente. Por exemplo, quando eles (corretamente) se opõem a acordos comerciais gerenciados pelo governo, como o Acordo Transpacífico de Cooperação Econômica (TPP, em sua sigla em inglês). Mas eles acertam pelas razões erradas. Eles se opõem a esses acordos comerciais não porque eles são acordos gerenciadas e controlados pelo governo; não porque eles representam uma extensão do estado regulatório e corporativista; mas sim porque eles erroneamente acreditam que acordos comerciais gerenciados e controlados  por governos representam um genuíno livre comércio.

Opondo-se tanto aos neoliberais quanto aos intervencionistas

A única conclusão é que os defensores consistentes do laissez-faire estão cercados, de um lado, pelos reais neoliberais e, do outro, pela esquerda anti-capitalista e anti-neoliberal.

Se pudesse, a esquerda anti-neoliberalismo alegremente expropriaria várias empresas. O empreendedorismo seria sufocado, as pequenas empresas seriam reguladas ao ponto de fecharem as portas, e o setor financeiro ficaria — mais ainda do que já é hoje — sob completo controle do estado.

Por outro lado, os neoliberais continuariam manipulando a economia por meio de suas políticas monetárias e fiscais, regulando vários setores da economia por meio de suas agências reguladoras, ajudando e protegendo grandes empresas, evitando genuínas desestatizações em favor de falsas privatizações, de concessões com prazo determinado, e de parcerias público-privadas, e, acima de tudo, expandindo ainda mais o estado assistencialista.

E ambos os grupos dariam as mãos em sua defesa da saúde e da educação sob controle do estado, divergindo apenas no fato de que os neoliberais ao menos aceitam que também haja saúde e educação privada em paralelo.

Ambos os grupos constituem ameaças significativas à causa do laissez-faire.

De resto, aquilo que a esquerda chama de neoliberalismo é, na verdade, um não-liberalismo.

________________________________________________________

Ryan McMaken, editor do Mises Institute americano.

Juan Ramón Rallo, diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.

Leandro Roque, editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.


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SOBRE O AUTOR

Diversos Autores


O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • mauricio barbosa  25/10/2016 14:18
    Neoliberalismo,termo inócuo e pejorativo e que esquerdopatas repetem feito papagaios de pirata,o interessante é que eu no passado acreditava nessas falacias de atacar os outros de neoliberais,são tempos que não deixaram saudades,viva a Liberdade e o IMB,por ter abaixo de Deus clareado meus conhecimentos...
  • Capital Imoral  25/10/2016 14:19
    Mariana queria ser Médica

    - Mariana queria ser Médica, Desde criança, quando Mariana passava em frente o postinho, ela falava para as amigas, "um dia eu serei uma grande médica" , as amigas, obviamente, riam dela.

    - Mariana queria ser Médica, Mariana sempre estudou em escola pública, era a melhor aluna de turma, embora o nível exigido dela, é baixíssimo, pois o professor que dava aulas, estava cansado, após ter dado 4 aulas no mesmo dia.

    - Mariana queria ser Médica, Mariana chega no ensino médio, ela se da conta que o capitalismo traiu ela. O capitalismo, tornou a alma de Mariana banal, ela não pensa mais em seus sonhos, como por exemplo passar em medicina na usp. Marina só quer ouvir "Chocolate quente" de Michel Teló, obviamente está música abaixou seu nível em quanto ser humano. (acredita que tem neoliberal dizendo que o capitalismo aumentou o nível cultural?)

    - Mariana queria ser Médica, Já dizia um padre, "Um abismo leva a outro", Marina não poderia ficar somente no chocolate quente. As dores de seu coração, as dores do fracasso, agora eminente, exigem dela, mais e mais consolações que ela irá buscar no "mundano", eu pessoalmente gosto de chamar de capitalismo. Ela vê que seu corpo é algo de desejo, ela percebe que os mano pira nas "novinha".

    - Mariana queria ser Médica, Mariana, na inocência de sua juventude. Fica com um mano do baile funk, ao qual deixa ela gravida. Agora, Marina tem um filho, é pobre, é ignorante, Mariana queria ser Médica.

    Mariana queria ser Médica, Marina se encontra com 25 anos, com um filho para criar, sem nenhuma educação, morando na favela. E novamente, As dores de seu coração,exigem dela, mais consolações que ela irá buscar no "mundano", eu pessoalmente gosto de chamar de capitalismo. Marina, vai para qualquer igreja evangélica de esquina, pois ela precisa, que alguém apague as dores de seu coração. E as história da roda da ignorância irá se repetir. Mariana queria ser Médica.

    Conclusão
    Me perguntam, por que invadem escolas? A respostas é: Porque Mariana queria ser medica, e o capitalismo traiu ela. Imaginem quantos médicos nós perdemos, por causa nos cortes em educação. Sem apoio ninguém chega a lugar algum meu amigo. O maior crime do neoliberalismo, foi transformar educação, que é direito, em serviço.
  • valmir  25/10/2016 15:48
    João nasceu pobre, é morador de rua, um dia resolveu estudar, ia para biblioteca, começou a ir a escola, pessoas se interessaram no esforço dele, ele fez concurso para bancário, ele passou, foi trabalhar, fim da história.
  • Juliano  25/10/2016 18:55
    Texto bizarro! Se Mariana gostaria de fato de ser médica, deveria estudar mais, focar no seu objetivo. Poderia até se dar ao luxo de frequentar bailes funk, mas deveria ter consciência que para ser médica o foco deveria ser o estudo. Hoje com o Fies, com bolsas integrais, o "perverso" sistema capitalista proporcionaria tranquilamente a chance de Mariana ser uma médica. Não foi por que não quis. Nunca se teve tantos médicos no mundo, principalmente no mundo ocidental, e quem possibilitou isto? O "malvadão" sistema capitalista. Mariana, vai estudar e escrever melhor que só depende de você correr atrás dos teus sonhos, só não fica colocando crianças no mundo decorrentes de bailes funk que aí de fato fica tudo mais complicado. É isto.
  • Marco Mello  25/10/2016 19:11
    O texto tenta comover mas é fraco e não percebe que acaba culpando em primeiro lugar a educação estatal. Reducionismo barato.
  • Dam Herzog  25/10/2016 22:18
    Discordo de você totalmente. Ninguem nasce com direitos, somente o direiro a vida, ao seu corpo a liberdade e a busca da felicidade se desejar. Nasci em favela estudei em escola pública e faculdade pública e enquanto os outros divertiam nas baladas eu estudava e terminei duas faculdades e dá para viver bém. Acredito que a educação e a saude é um serviço para quem se esforçar para conseguir. Como quem não trabalha não come, também quem não estuda com afinco nunca chega lá. Querer é poder para quem sabe querer. As pessoas tem que assumir a responsabilidade que suas inclinações requerem. Não existem almoço gratis, se voce recebeu um gratis é porque alguma pessoas pagou os custos do almoço para voce, ou voce não almoçaria.
  • Capital Imoral  25/10/2016 23:21
    Ninguem nasce com direitos, somente o direiro a vida, ao seu corpo a liberdade e a busca da felicidade se desejar.

    ...Nasci em favela estudei em escola pública e faculdade pública....
    ------------
    Meu amigo, você é uma contradição ambulante.
  • Guilherme  26/10/2016 16:58
    Exatamente, somente existem os direitos naturais, o resto é cópia da constituição soviética socialista e seus direitos positivos que nunca citam que é que tem o dever de pagar pelos mesmos. Portanto, educação não é direito de ninguém, tem de ser remunerada individualmente.
  • Joaquim  27/10/2016 04:26
    Se tu nasceu mesmo na favela, deveria ter mais empatia pelos seus vizinhos. Para de se achar o self-made-man. Ninguém se faz sozinho, amigo.
  • Eu aqui rindo rsrsrs  26/10/2016 03:05
    Ou, de onde tu tiraste essa tal Mariana? Se foi de sua mente, avise pra sua cachola que o que geralmente propicia o ambiente perfeito para o desenvolvimento de frustrados cidadãos, que à mercê da grande sorte acabam indo parar nos becos e buracos dessa vida brasileira cheia de 'capitalistas' corroendo todos os miseráveis sonhos são os extras terrestres ??????
  • Isso mesmo  26/10/2016 13:23
    Nada iria impedir Mariana, mesmo estudando nas melhores escolas, de escutar "Chocolate quente" de Michel Teló, ir ao baile funk, ficar com um mano e engravidar. Porque Mariana é desmiolada.
  • Dedé  26/10/2016 13:25
    Uma prima de minha esposa, que estudou a vida inteira em escola pública, queria ser médica.
    Ao sair do ensino médio tentou o vestibular pela primeira vez, passou pra segunda fase e foi bem na segunda mas não conseguiu ficar dentro das vagas.
    No ano seguinte fez curso pré vestibular. Um cursinho barato, no centro da cidade, com toda dificuldade.
    Ela "sumiu" durante o cursinho. Passou um ano só estudando, ao ponto da mãe dizer que estava preocupada com ela, já que ela fazia cursinho pela manhã e estudava a tarde inteira, entrando pela noite e não descansava nem nos finais de semana.
    Resultado: passou em medicina numa universidade federal bem colocada.
    Tem dois anos que ela se formou, hoje trabalha, deve ganhar um bom salário, e está colhendo os frutos de seus esforços.
    Se você estuda em escola pública e quer ser médico, terá mais dificuldade que um estudante de uma boa escola particular. Então terá que se esforçar mais, por que cabe somente a você superar suas dificuldades.
    Você tem duas opções: reclamar que o mundo é injusto e não lhe dá as oportunidades que acha que merece ou batalhar e correr atrás do que quer.
  • Jason  26/10/2016 13:36
    Conclusão: Mariana nao queria tanto assim ser médica.
  • Capital Imoral  26/10/2016 14:47
    Só quero saber, o que vai acontecer agora com Mariana.
    25 anos, filho para criar, mora na favela, não tem um minuto de silencio.
    E agora? como Mariana vai passar me medicina?

    Bruna que sempre estudou em escola particular.
    Chega em casa, e seu pai está ouvindo Beethoven - Adagio cantabile, Ele fica estimula e vai ao livros.
    Bruna vai passar em medicina, Mariana não. È uma mera escolha individual, não é mesmo neoliberal?
  • Silva  27/10/2016 23:37
    Dificil mesmo alguem marginalizado conseguir formar...

    g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2015/10/ex-morador-de-rua-professor-conta-vida-universitarios-comi-ate-lixo.html

    educacao.uol.com.br/noticias/2012/11/14/ex-morador-de-rua-se-forma-em-pedagogia-na-universidade-de-brasilia.htm


    Pobre virar médico? Impossível...

    g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2014/09/com-livros-achados-no-lixo-morador-do-df-aprende-ler-e-se-torna-medico.html
  • Romane Rocha  30/10/2016 16:59
    Mariana queria ser médica, mas algum demente colocou na cabeça dela que o capitalismo destruiria seu sonho e que algum burguês iria tirar vantagem dela. Como resultado Mariana deixou de sonhar, deixou de ser otimista, se apequenou e começou a ver a realidade de mercado como muro e não como degrau para alcançar seu sonho.

    Mariana se tornou pequena porque falaram no ouvido dela que ela era vítima de um algoz impossível de ser vencido.... Mal sabia ela que eram degraus aqueles muros. Mal sabia ela que seu conselheiro não queria o seu bem.
  •   19/11/2016 14:17
    Gente, pelo amor de Deus. Parem de perder tempo respondendo essa coisa sem um mínimo de sentido e lógica. kkkkk
  • Liberal anti truste   25/10/2016 14:20
    Amigos, sou liberal, mas realmente me assusta a grande concentração de poder que algumas empresas possuem hoje. Friedman com seus estudos de história econômica chegou à conclusão de que apenas existiram dois monopólios verdadeiros na história causados pelo mercado, o da bolsa de ny e o de diamantes. Mas parece que agora surgiram outros esses definitivamente surgidos pelo mercado. E muito mais perigosos para a liberdade. Falo do google e da amazon.

    A amazon faz um trabalho sensasional, e sou 100% contra tarifamento de livros. Mas parece que ela tem usado seu poder de mercado para pressionar editoras, produtores, fazendo-os se curvar às suas exigências. Bem, esse monopólio pode se dizer causado pelo governo no sentido que este garante os direitos autorais, que muitos austriacos são contra, mas nem todos. Mas o que fazer quanto a ele?

    E outro, mais perigoso ainda, é o google, que já está usando seu poder para avançar uma agenda globalista. Ele está por exemplo alterando deliberadamente as pesquisas do candidato trump a fim de favorecer a hillary. O que se poderia fazer? Um boicote não é factivel.
  • Liberal Libertário  25/10/2016 15:30
    Monopólio da Google e da Amazon?!

    Rapaz, a gente morre e não vai ver de tudo...

    Há mais de uma dúzia de concorrentes do Google; você não usa só não os prestigia porque não quer. Bing, DuckDuckGo, Blippex, Wolfram Alpha, Blekko, Naver, Yandex, Pipl, Baidu, Yacy, StartPage etc.

    g1.globo.com/mundo/noticia/2013/07/google-conheca-as-alternativas-ao-gigante-das-buscas.html


    Amazon? Só aqui no Brasil -- no Brasil! -- tem Mercado Livre, Americanas, Saraiva, Submarino, Buscapé etc. como concorrentes.

    O real problema da Amazon, que a esquerda jamais perdoou, é que ela reduziu preços e cortou custos. Ah, isso não pode.

    Entenda o básico: monopólio significa "reserva de mercado garantida pelo estado". Qual é a reserva de mercado da Google e da Amazon? O estado por acaso as protege proibindo o surgimento de concorrentes?
  • AustroLibertário vivendo no Chile  25/10/2016 16:40
    Simplesmente impecável o comentário.

    Em letras garrafais:

    Monopólio, definição: reserva de mercado garantido pelo estado
  • Mateus Nardi  26/10/2016 20:13
    Acredito que o nome ideal para dar origem a tal comentário seria: Liberal Conservador.
  • Renan Merlin  25/10/2016 14:54
    Neo Liberalismo virou palavrão na boca de esquerdista, além de fascista, nazista, reacionario neo liberal também entrou nos adjetivos
  • Sociólogo da USP  25/10/2016 15:28
    Neoliberalismo é uma doutrina desenvolvida no Consenso de Washington que visava ressuscitar os ideais de mercado, até então sepultados devido a grande depressão de 30(que abalou a confiança no sistema capitalista). No entanto, sapientes das falhas do capitalismo de mercado totalmente desregulado -capitalismo selvagem-, visaram construir um modelo no qual houvesse uma certa liberdade para a burguesia e com o Estado cumprindo o seu papel de regulador. Porém, o neoliberalismo ficou contaminado pelo excesso de liberdade endógeno do liberalismo clássico, o que resultou na famosa crise de 2008, na qual bancos e especuladores gozaram da total falta de regras nos mercados das potências imperialistas.

    Um neoliberal defende o entreguismo do patrimônio nacional para o capital internacional(privatizações), a abertura do nosso mercado aos especuladores(assim trazendo volatilidade externa), o apreço por instituições do capital internacional(FMI, Banco Mundial e o Clube de Paris), a extinção de programas e direitos sociais, o combate à inflação por meio de ferramentas ortodoxas(taxas de juros elevadas, desemprego, cortes no orçamento, etc) e por aí vai...

    Exemplos de neoliberais no Brasil: Collor, FHC, Serra, Roberto Campos, Delfim Netto, os escritores e editores desse instituto, Aécio Neves, Geraldo Alckmin(na verdade, toda a cúpula do PSDB, né...), Michel Temer, Henrique Meirelles, Joaquim Levy, Armínio Fraga, família Bolsonaro, Olavo de Carvalho e etc(são muitos!!!).

    Bem, é esse pensamento crítico que eu leciono para as nossas jovens mentes.
  • Eduardo Leivas Bastos  25/10/2016 16:11
    Coitadas das jovens mentes...
  • Alessandro  25/10/2016 16:19
    Sociólogo, para, talvez, ensina melhor seus alunos, sugiro que veja este documentário sueco sobre a crise de 2008: https://www.youtube.com/watch?v=kIgJpB_Jqig , bem como que leia este artigo publicado aqui no Mises: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1696. Não precisa acreditar nele, mas leia o editorial nele citado, do New York Times, de 1999, mencionando como a interferência estatal do governo dos EUA no mercado de crédito, retirando os riscos dos empréstimos imobiliários e manipulando o "livre" mercado, está por trás da crise de 2008. Logo, ao contrário de sua análise, o que se vê é que houve, na verdade, regras que tiraram o princípio fato de racionalidade dos mercados: o risco de perda do investimento. E, por isso, o Estado teve de socorrer parte significativa dos que quebraram, porque foi o Estado que se tornou, em última instância, o grande incentivador e garantidor dos títulos podres "subprime", enviou sinais ao mercado com agência pública de crédito.
  • Celso  25/10/2016 16:59
    O jovem estudante mete esse besteirol nos miolos e - num instantinho, vira black bloc. Eleitor de Haddad ou do Freixo.
  • Juliano  25/10/2016 19:09
    Mais um texto bizarro! Cada vez que eu leio estas coisas eu tenho sérias dúvidas sobre a capacidade de raciocínio minimamente lógico e crítico do pessoal da esquerda. Diz o "gênio": Um neoliberal defende as privatizações. Isto denota duas coisas: a) ele não leu o texto; b) ele não vai ler o texto.
  • Rafael Ribeiro  26/10/2016 10:24
    Gente, olha o sarcasmo ali.
  • Diego  26/10/2016 15:35
    Eita piulas... parece que não tem jeito mesmo. Ele não entendeu nada do texto!
  • Capital Liberal  28/10/2016 19:41
    kkkk.. seu bandido!
  • Mr. Magoo   28/10/2016 22:03
    "O chamado 'neoliberalismo' econômico do Brasil é um ente de ficção só existente na cabeça de acadêmicos marxistas, demagogos políticos ou jornalistas desinformados. Masturbam-se com o perigo do inexistente..." - Roberto Campos

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=252
  • RESR  25/10/2016 15:29
    Excelente texto! Parabéns aos autores e ao Leandro!
    Na empresa que trabalho o sindicalismo é razoavelmente forte. A propaganda anti-capitalismo e anti-neoliberalismo que os sindicatos fazem toda semana, via distribuição de jornais, mistura capitalismo (laissez-faire) e neoliberalismo num mesmo balaio demonizado. Como boa parte dos funcionários acredita nas mentiras do sindicato sem querer se informar melhor, conversar sobre as benesses do capitalismo é para poucos.
  • Mr. Magoo  25/10/2016 15:37

    "Como parte da estrutura do socialismo, ele distingue as versões de esquerda e de direita. O socialismo "conservador" apoia intensas regulamentações, controles comportamentais, protecionismo e nacionalismo. A versão "esquerdista" tende mais ao apoio da estatização e da redistribuição. As consequências do socialismo variam de acordo com seu grau e tipo, mas possuem similaridades: alto custo, desperdício de recursos e baixo crescimento".
    Uma Teoria do Socialismo e do Capitalismo - Hans-Hermann

    www.mises.org.br/Product.aspx?id=68
  • Pobre Paulista  25/10/2016 15:41
    Agora explica pro Capital Imoral que a Dilma foi tão neoliberal quanto o FHC ;-)
  • Lucas Cavalcanti  25/10/2016 17:24
    Aplausos !!!
  • F. Brasil  25/10/2016 16:22
    "neoliberais defendem monopólio estatal da moeda por um Banco Central, agências reguladoras para controlar determinados setores da economia, programas de redistribuição de renda, leis e regulações anti-truste, concessões em vez de genuínas privatizações e desestatizações, ajustes fiscais por meio de aumentos de impostos, além, é claro, de monopólio estatal da justiça, e saúde e educação fornecidas pelo estado."

    Ironicamente, isso é o que o pessoal da esquerda, em geral, defende. Depois eles apontam o dedo na nossa cara e nos chamam de "neoliberais".

  • Murdoch  27/10/2016 15:05
    Foi isso que eu percebi, os acusadores nos acusam do que eles são.
    Faz sentido isso?
    O pior nem é ser rotulado de "neoliberal" e sim a capacidade intelectual de quem nos acusa:


    Segundo Lenin: "Acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é"

    Essa frase mostra claramente a estratégia do comunismo e socialismo internacional.

    Sem mais delongas.
  • Capitalista Keynes  25/10/2016 16:38
    De Neo não tem nada......é o mesmo liberalismo escravagista da Revolução Industrial, onde poucos tem muito e muitos não tem nada....só o Estado para equilibrar tais distorções.
  • Calvin  25/10/2016 17:30
    Neoliberalismo na verdade refere-se à leitura Milton Friedmaniana feita do liberalismo de Hayek, com o Estado no papel de regulador ao invés de Estado mínimo
  • Felipe Augusto  25/10/2016 17:51
    Liberalismo Social também entra nessa salada.

    Eu resumo tudo à Social Democracia.

    O socialismo é impossível, como Mises provou em 24, então os socialistas passaram a utilizar o capitalismo para financiar a agenda totalitária.
  • Wagner Wispel  25/10/2016 17:53
    Resumo do artigo: o neoliberalismo, portanto, surgiu entre ex-socialistas que haviam percebido que o socialismo não funcionava, mas que também não queriam abraçar inteiramente o liberalismo clássico.
  • Andrey Miranda  25/10/2016 17:59
    "Sucintamente, pode-se dizer que neoliberalismo é uma mistura de social-democracia, keynesianismo e alguma liberdade de mercado em termos microeconômicos."

    Quando eu li ex-socialistas arrependidos, pensei instantaneamente na social democracia e em Eduard Bernstein.
  • Marcus Aurelio   25/10/2016 18:00
    O próprio termo "capitalista" foi inventado por Marx de forma pejorativa.
  • Tulio  25/10/2016 18:14
    Acho que o Leandro assistiu a trilogia Matrix recentemente. 2 das últimas 4 fotos de capas são do filme. kkkkkkk
  • Jean Rodrigues  25/10/2016 18:16
    Importante contribuição para esclarecer termos e derreter narrativas dos inimigo da liberdade. Porém, creio que além de esclarecer o que é o neoliberalismo em significado popular, em linguagem de jornal de esquina temos que ampliar a voz do que seria o neoliberalismo de verdade, em seu significado profundo. Não deixemos um termo que pode ser nosso seja eternizado de forma negativa. Os "neoliberais" já têm muitos nomes: intervencionistas, keynesianos etc. Tragamos o termo para casa!

    Acho muito interessante o que falou Og Leme sobre isso.

    "Com o objetivo de trazer o leitor ao fio da meada, lembro-me de que estou tratando de relatar algumas contribuições intelectuais do século XX que ampliaram e aprofundaram a visão do liberalismo clássico dos séculos XVIII e XIX. Não estou preocupado em sequência temporal ou grau específico de importância. Quero apenas mostrar que houve contribuições ao liberalismo, no século XX, que justificam falar-se num neoliberalismo."

    Pronto. No mais, leiam os trechos postados pelo Instituto Liberal, parte 1 e 2, em que Og Leme responde à provocadora questão "Faz sentido falar em neoliberalismo?".

    Parte 1: https://www.institutoliberal.org.br/blog/faz-sentido-falar-de-neoliberalismo-parte-1/
    Parte 2: https://www.institutoliberal.org.br/blog/faz-sentido-falar-de-neoliberalismo-parte-2/
  • Jorge Borgna  25/10/2016 18:19
    Considero que el neoliberalismo no existe. Como la economía es una ciencia desprendida de la praxeología que es la ciencia que estudia la acción humana, la libertad es una condición absolutamente natural. Quien lesiona la libertad en todas sus formas está atentando contra la propia naturaleza humana. O una mujer está embarazada ó no lo está-
  • Neofetiche  25/10/2016 18:37
    OFF

    Alguma explicação pros seguintes fetiches atuais da direita?

    - Terceira guerra mundial (inevitável);
    - Globalistas (donos do mundo);
    - Olavo de Carvalho (guru incontestável);
    - Bolsonaro (salvador da pátria).

    Grato.
  • Pensador  26/10/2016 11:38
    OFF
    Bem, vamos lá Neofetiche:

    - Terceira guerra mundial (inevitável);
    - Globalistas (donos do mundo);
    - Olavo de Carvalho (guru incontestável);
    - Bolsonaro (salvador da pátria).

    Tudo está parecendo conspiração da direita mais babona, geralmente olavetes e bolsonetes. Terceira guerra mundial com Hillary mandando nos EUA eu não creio, embora deva concordar que se ela for eleita e abrir tudo para os muçulmanos entrarem lá, alguns atentados vão acontecer, aplaudidos de pé pela CNN e demais vozes da esquerda americana. Os brasileiros tem anos luz de experiência a mais que os americanos quando o assunto é conviver com tiro e bomba.
    Essa dos globalistas me lembra vídeo do irmão rubens sobre os illuminati, um petista muito famoso no youtube. Meia dúzia de soças querendo "um mundo melhor"( para os burocratas). Só haverá governo global único via imposição de um megaestado global, o que eu também creio ser pouco provável, num cenário onde pedidos de secessão serão inevitáveis.
  • Rene  26/10/2016 12:28
    Opiniões minhas sobre estes assuntos. Admito que não tenho conhecimento grande o suficiente para afirmar que o que escrevi abaixo é totalmente verdadeiro. Quem quiser discordar de maneira educada, esteja à vontade.

    - Terceira guerra mundial (inevitável);

    Não sei o que os EUA ou a Rússia esperariam ganhar com uma terceira guerra mundial. Só acredito que os EUA estão bem mais vulneráveis do que parece. Uma bomba de pulso eletromagnético que exploda em uma grande altitude em território americano já faria um estrago gigantesco. Ok, isso seria terrível do ponto de vista econômico, milhões iriam morrer de fome. Só que racionalidade não é algo que se espera de governos. Os comunistas já mataram 100 milhões de pessoas no século XX. Não vejo razões para crer que eles ficaram bonzinhos de repente. E se o Putin acreditar que vale a pena demolir o mundo para que, das cinzas, renasça uma nova sociedade na qual a Rússia é a governante? Tudo são possibilidades. Eu não diria que é inevitável, mas não descarto a possibilidade de jeito nenhum. E estou torcendo para que não aconteça.

    - Globalistas (donos do mundo);

    Quando se fala de globalistas, primeiro você tem que dizer de quem está falando. Sabe, dar nome aos bois. Sim, existem pessoas muito poderosas no mundo. Estas pessoas estão constantemente brigando por poder. Não há um grupo superpoderoso chamado de Iluminatis que controla todo o mundo. O que existe são vários grupos que lutam por poder, sempre tentando estender seu domínio para fora de suas fronteiras. Nenhum deles é o dono do mundo. Mas eles possuem os meios de ação para lutar pelo poder, e este poder implica necessariamente na diminuição das liberdades individuais.

    - Olavo de Carvalho (guru incontestável);

    Não, o Olavo de Carvalho não é um guru incontestável. Ele é um ser humano, e como todo ser humano, comete erros e acertos. Entretanto, procure ler o que ele escrevia 15 ou 20 anos atrás, e comparar com o que acontece hoje. Acredito que ele acerta com uma frequência grande o suficiente para prestarmos atenção no que ele diz. Minha sugestão é ter em relação ao Olavo de Carvalho a mesma atitude que se espera em relação a qualquer analista: Ler o que ele escreve, pensar no assunto, analisar o que outras pessoas com um bom grau de confiabilidade estão falando sobre o mesmo assunto, e se for para concordar ou discordar, seja do todo ou de partes, fazer com o maior embasamento possível.

    - Bolsonaro (salvador da pátria).

    A questão não é exatamente que ele é o salvador da pátria. Só vou te fazer uma pergunta: Qual outro nome você teria para colocar no lugar dele? O Brasil vive uma crise séria de representatividade. Apesar da maior parte da população ser conservadora, todos os partidos que estão no poder hoje são de esquerda. Sei que atualmente novas ideias estão surgindo nas discussões políticas, tanto conservadoras como libertárias, além de novas propostas de partidos. Mas é fato que essas ideias ainda estão em estágio de gestação. São os esquerdistas que estão agora no congresso votando leis. Vejo o Bolsonaro da mesma forma que a PEC 241: Não é perfeito, mas é o que temos para hoje.
  • anônimo  26/10/2016 12:47
    Defenda idéias; não pessoas, estereótipos ou grupos.
  • WDA  26/10/2016 14:01
    Neofetiche , com o devido respeito, vou responder à sua pergunta, mas não sem antes fazer uma avaliação crítica da mesma.

    Sua pergunta baseia-se numa petição de princípio e respondê-la sem fazer esta avaliação implica aceitar a idéia de que há certos "fetiches" na Direita hoje e que tais "fetiches" são de fato os que você menciona nesses rótulos pejorativos e bastante contestáveis por você mencionados.

    Dito isso, avaliemos especificamente o "fetiches" que você citou e respondamos ao mesmo tempo a sua pergunta.


    - Terceira guerra mundial (inevitável)

    O que há são ameaças (sérias ou blefes) da parte de figuras de proa do governo russo e divulgadas na mídia internacional, em textos, áudios e vídeos. Se tal guerra seria ou não inevitável é outra discussão, mas não há como negar as tensões existentes hoje entre ocidente e oriente, nem deixar de levar minimamente a sério esse tipo de ameaça vinda de um governo dirigido ditatorialmente (ou quase) por um antigo oficial da KGB, de forte inclinação militarista, cujo governo já está envolvido em vários "fronts" de guerra e várias provocações (Criméia, Turquia, ameaça de construir na Venezuela uma base militar, etc).

    A própria Guerra Fria nunca foi tratada como uma "Guerra Mundial", mas é inegável que EUA e União Soviética travaram à época uma série de guerras por procuração em vários cantos do mundo (Vietnã, Coréia, Panamá, etc) sem contar as várias revoluções, insurreições, golpes e tentativas de revolução que ocorreram em várias partes do planeta em decorrência direta dessas tensões entre as duas grandes potências do mundo bipolar.

    No Brasil mesmo, essa influência se fez sentir. Não há como negar que os guerrilheiros no Brasil possuíam apoio de Moscou, recebiam treinamento em Cuba (área de influência soviética), eram Marxistas e queriam implantar uma ditadura comunista neste país. O quadro levou à contra-revolução de 64, que instaurou no país um regime autoritário.

    Diante das tensões hoje existentes e alardeadas é impossível garantir que uma guerra mundial ocorrerá ou deixará de ocorrer, e como ela seria caso ocorresse. Mas qualquer pessoa bem informada há de levar a sério a atual situação e, inclusive, a possibilidade de uma tal guerra ocorrer.

    Neste contexto, claro que sempre haverá pessoas mais e menos alarmistas.


    - Globalistas (donos do mundo);

    Mais uma vez, é inegável a influência e o poder em todo o mundo de certos grupos de interesse que têm projetos globais para o planeta.

    Não dá para negar as pretensões por exemplo de George Soros, que até aventou a criação de um imposto GLOBAL sobre transações financeiras, sob o manto de objetivos humanitários. Não dá pra negar a difusão e a atuação em diversos países de organismos internacionais como a Open Society (de Soros), a fundação Ford, a fundação Rockfeller. Não dá para negar a influência global de organismos como a ONU, que até na nossa polícia quer mandar, e tampouco a atuação de ONGs ambientalistas internacionais que com frequência propõem soluções que envolveriam TODO o planeta e algumas das quais chegam a ser mesmo adotadas em escala planetária (ou quase) - como metas para a redução de emissão de gases - por meio de mecanismos como a citada ONU.

    Esses fatos são documentados e nem mesmo são escondidos. São de conhecimento público.

    Também é inegável a pretensão globalista de grande parte do mundo Islâmico, a qual também é declarada publicamente. Nos anos 60 o Aiatolá Khomeini já falava no projeto de islamizar a Europa através da natalidade. E hoje, o número de grupos islâmicos que falam abertamente em converter "infiéis" por todas as partes do mundo é tanto e isso é noticiado com tanta frequência e clareza, que só querendo negar a realidade para não reconhecer este fato.

    Por fim, Rússia e China, como grandes potências que são, e com longo histórico imperialista, não poderiam deixar que querer consolidar sua influência por todo o globo. Não esquecendo que a história recente desses países foi marcada por uma ideologia totalitária e de pretensões globais: o marxismo. E quem ocupa o poder hoje nesses países é gente oriunda precisamente dessa cultura.

    As ações desses países em todo o mundo (investimento e migração chinesas para toda parte), a diplomacia e também a máfia russa - frequentemente apoiada pelo Estado Russo - (difundidas por todo o mundo) e as ações militares desses países, para citar apenas alguns exemplos também confirmam suas pretensões de escala global.

    Caracterizar essas pessoas como donas do mundo é uma projeção que VOCÊ FAZ sobre a Direita, mas como figura de linguagem, dado o poder e a influência desses grupos de interesses, chamá-los de "donos do mundo" cai até muito bem.

    - Olavo de Carvalho (guru incontestável):

    Olavo de Carvalho sempre foi contestado e, com frequência, mais do que isso, difamado. Entretanto, ele sempre foi capaz de dar resposta à altura a seus contestadores e deixá-los no chinelo, fossem figuras reconhecidas, como: Marilena Chauí, Gilberto Velho, Emir Sader, Caetano Veloso, ou idiotas menos famosos que apareciam na internet.

    Considerando-se que o sujeito acertou muito mais que errou e que suas idéias costumam ser consistentes e bem abalizadas (basta ler os muitos artigos por ele escritos e disponíveis em seu próprio site e confirmar), não há como não ter respeito pelo cara.

    Eu mesmo achei exagero e conspiracionismo a existência do Foro de São Paulo quando vi a primeira menção a isso. Depois tive que dar a cara à tapa. Achei que ele exagerava quanto a Lula e seus perigos, acreditando que aquela mudança de discurso fosse sinal de amadurecimento daquele crápula. Ledo engano. Apanhei mais uma vez.

    Nenhum direitista coerente pode achar que alguém é incontestável, mas também deve ser humilde e respeitar a verdade, venha de onde venha.

    E, a propósito, formar opinião sobre alguém de orelhada ou por alguma aparição cômica sua não é maduro nem "direitista", por assim dizer.

    O certo mesmo é conhecer a fundo a obra do cara, para assim formar uma opinião legítima, de preferência sem hipérboles e rótulos pejorativos imaginários.

    - Bolsonaro (salvador da pátria).

    Nenhum direitista sério pode achar que Bolsonaro ou qualquer um possa ser o "salvador da pátria". Aliás, essa idéia é bastante contraditória como pensamento de Direita, seja conservador ou liberal. Leia Mises e Kirk, Scruton e Rothbard, para confirmar.

    No entanto ele é alguém com o passado livre de corrupção até onde se sabe, é anti-esquerdista, não caiu no engodo do politicamente correto, e está evoluindo e defendendo idéias cada vez mais liberais, sobretudo em economia.

    No mar de Lulas, Dilmas, Cunhas, Calheiros e outros lixos, ele aparece como uma possível opção para quem quer algo diferente e melhor para o Brasil.

    Abraço
  • Rodrigo Amado  25/10/2016 20:32
    Neoliberalismo é rotulagem.
    Como os liberais não rotulam de volta o povão vai achando que liberalismo é ruim.
  • Wesley  25/10/2016 23:01
    Já vi um video dos anos 90 de um cara da esquerda que era estrangeiro e palestrava aqui dizendo que há neoliberais de esquerda e que todos os neoliberais se negam a serem rotulados como tal. Pelo entender das coisas, o neoliberalismo é a entrega da economia nacional a burocracia internacional. Isso significa que o país ao invés se ser gerido pelos burocratas brasileiros, seria gerido pelos burocratas do FMI, ONU e ONGs internacionais. O FHC instalou a agenda dos burocratas internacionais e ONGs estrangeiras. O desarmamento foi trazido ao Brasil por essas ONGs estrangeiras. Outras imposições culturais como antitabagismo, e toda a cultura da esquerda é imposta pelos burocratas nas leis do país. O objetivo é o controle dos países pelos burocratas internacionais. É o planejamento central a nível global. Isso é totalmente anti liberal. É ai que estão os neoliberais.
  • Victor  26/10/2016 01:50
    Como diz no artigo: sempre pensei no termo "neoliberal" como forma pejorativa para se referir ao liberalismo. Porém, no sentido de querer separar o liberalismo "antigo" - anterior ao séc. XIX; liberalismo que deu origem às revoluções (americana, francesa, inglesa, etc) - do liberalismo "novo", de autores mais recentes como o próprio Mises. No meu entender empírico, "neoliberalismo" se referiria à esses autores com enfoque na economia. E seria usado pejorativamente justamente para desacreditar o liberalismo, mas sem nunca mencioná-lo propriamente dito... atacam-se as ideias, mas não o ideal que já estaria "consolidado" juridicamente.

    Só que ao ler a apostila do colégio de meu irmão, vi que o termo "neoliberalismo" não seria nada mais do que o liberalismo antigo somado às ideias intervencionistas, exatamente como está colocado neste artigo.
    Soa um tanto contraditório juntar num termo ideais liberais com ideais intervencionistas.
  • Kantynho  26/10/2016 12:09
    Dado o atual poder econômico das corporações, num mercado completamente liberado, como ficariam as questões de monopólio e concorrência desleal? (Dumping para matar os emergentes, por exemplo)
  • Toddynho  26/10/2016 13:04
    Ora, mas quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado é e sempre foi exatamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

    Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, TV a cabo, internet, postos de gasolina etc.).

    Artigos para você sair desse auto-engano:

    Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

    A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

    Grandes empresas odeiam o livre mercado

    Romaria de grandes empresários a Brasília - capitalismo de estado explicitado


    Quanto ao dumping, em primeiro lugar, mesmo no caso extremo de algum país estar sendo tolo o suficiente para nos ofertar produtos a preços realmente abaixo de custo, o certo seria que corrêssemos para aproveitar tal oportunidade, antes que os bobos de lá caíssem em si.

    Se, por exemplo, a China, por pura extravagância, resolver inundar o mercado brasileiro com calçados bons e gratuitos, deveríamos, como consumidores, agradecer a barganha e aproveitá-la enquanto possível. Enquanto não chegar o dia -- inevitável -- em que as empresas chinesas irão falir e consequentemente cancelar essa política maluca, os 'compradores' e consumidores brasileiros só terão a ganhar com essa oferta generosa. O dumping só prejudica aquele que o pratica; ele sempre beneficia aquele a quem se destina.

    Agora, eu nunca ouvi falar de uma empresa "praticar preços predatórios para eliminar a concorrência e, logo em seguida, com a concorrência já eliminada, voltar a subir os preços e, com isso, jogar os consumidores na miséria."

    Não apenas isso nunca aconteceu na prática, como também a própria teoria explica que isso seria completamente insustentável, para não dizer irracional do ponto de vista empreendedorial.

    Apenas imagine: você é o gerente de uma grande empresa e quer destruir a empresa concorrente reduzindo seus preços para um valor menor do que os custos de produção. Ao fazer isso, você começa a operar no vermelho. Ao operar no vermelho, por definição, você está destruindo o capital da sua empresa; você está, na melhor das hipóteses, queimando reservas que poderiam ser utilizadas para investimentos futuros.

    Pois bem. Após vários meses no vermelho, você finalmente consegue quebrar o concorrente. Qual a situação agora? Você está bastante descapitalizado, sem capacidade de fazer novos investimentos. A sua intenção é voltar a subir os preços para tentar recuperar os lucros de antes. Só que, ao subir os preços, você estará automaticamente convidando novos concorrentes para o mercado, que poderão vender a preços menores. Pior ainda: estes novos concorrentes poderão perfeitamente estar mais bem capitalizados, de modo que é você quem agora estará correndo o risco de ser expulso do mercado. Seus concorrentes poderão vender a preços mais baixos e sem ter prejuízos, ao passo que você terá necessariamente de vender a preços altos apenas para recuperar seus lucros.

    Ou seja, ao expulsar um concorrente do mercado, você debilitou sua empresa a tal ponto, que você inevitavelmente se tornou a próxima vítima da mesma prática que você aplicou sobre os outros.

    E é exatamente por isso que tal prática não é observada no mundo real. Ela é totalmente ignara. Um empreendedor que incorrer em tal prática estará destruindo o capital de sua empresa, correndo o risco de quebrá-la completamente. Um sujeito com esta "sabedoria" não duraria um dia no livre mercado.

    Certa vez, o professor Thomas DiLorenzo, quando dava aulas de MBA para executivos da Black & Decker, propôs a eles a seguinte estratégia para conquistar mercado: "o que vocês acham de sugerir ao seu empregador que pegue uma furadeira que custa US$10 para ser produzida e comece a vendê-la por US$1 durante um período indeterminado de tempo — pode ser tanto 5 anos quanto 50 anos —, até que todos os demais fabricantes de furadeira do mundo vão à falência, e então, após isso, ele possa cobrar US$500 por essa furadeira?"

    Os executivos, em gargalhadas, disseram que, se eles propusessem isso, certamente seriam demitidos no ato.

  • Thiago Teixeira  26/10/2016 12:14
    Queria deixar apenas duas observacoes:

    O termo "neoliberalismo" foi usado em dois momentos históricos distintos, cada um com um acepção diferente (terceira via X liberalismo radical)... e esses usos nao tem relacao.
    Hoje é usada a segunda acepcao; a primeira ficou perdida no tempo.
    Achei interessante a percepcao dos autores de que os esquerdistas às vezes atiram errado, mas acabam acertando... querendo criticar manobras típicas de "terceira via" como se fossem liberais extremas, chamam de "neoliberais" pensando na acepcao mais recente, mas acertam apenas devido ao signifido original...
    Eu já tinha pensado parecido em relação ao PSDB.

    O outro ponto é: no texto eles dizem "liberalismo clássico da Escola Austríaca". Isso é uma salada, já que a Escola Liberal Clássica, originada em Adam Smith, também chamada de Escola de Manchester, é distinta da escola austríaca. Porém, Mises se via como um liberal clássico, creio que ele não fazia tanta distinção entre sua doutrina e a clássica, ao menos no campo político.
  • Spooner  26/10/2016 12:34
    Quem quer viver em Liberland? Já é possível.


    "Liberland: o país sem governo e sem cobrança de impostos":


    veja.abril.com.br/mundo/liberland-o-pais-sem-governo-e-sem-cobranca-de-impostos/
  • Spooner  26/10/2016 12:39
    Aqui está o site do Liberland:

    https://liberland.org/en/main/
  • Ronnin  26/10/2016 20:53
    Neoliberal,Ultraliberal,Megaliberal, liberalradioativo
    É cada espantalho que os outros criam que quando você pergunta a diferença de neoliberais para liberais a pessoa sequer sabe responder.
  • Emerson Luis  31/10/2016 12:27

    "Neoliberalismo" é um termo pejorativo que a extrema esquerda cunhou para se referir à esquerda moderada ou centro-esquerda (social-democratas) para "acusá-la" de ser de direita.

    É uma forma de constranger seus concorrentes e também confundir a população, fazendo esta acreditar que os extremistas é que são os moderados e que os moderados são "conservadores" e "liberais", não compreendo o que de fato são o liberalismo e o conservadorismo.

    Se não me engano, isso se chama "estratégia das tesouras" e "janela de overton".

    O neoliberalismo está para o liberalismo como o mico-leão está para o leão.

    * * *


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