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Quanto mais o “estado empreendedor” fracassa, mais adeptos ele ganha
Apesar de todos os exemplos práticos em contrário, quando iremos aprender?

Com a estrepitosa implosão de todos os recentes experimentos socialistas (Venezuela) e intervencionistas (Brasil e Argentina) na América Latina, restou apenas uma única bandeira a ser empunhada com algum vigor pela esquerda: o estado empreendedor.

O estado empreendedor seria aquele que faz parcerias com — e concede subsídios para — empresas e, com isso, se torna capaz de criar bens e serviços para a população.

Atualmente, a condutora intelectual deste movimento é a professora Mariana Mazzucato.  Nascida em Roma a 16 de junho de 1968, mudou-se com os pais, quando ainda tinha 4 anos, para os EUA, país em que viveu quase toda a sua vida até o ano 2000.  Atualmente, a doutora Mazzucato leciona "Economia da Inovação" na Universidade de Sussex, no Reino Unido.

Junto a Thomas Piketty e Paul Krugman, pode-se dizer que Mazzucato também já adquiriu um lugar cativo entre os "economistas estrelas" que defendem políticas governamentais intervencionistas, não importa o quanto estas já tenham se revelado desastrosas.

Mas, contrariamente a Piketty e Krugman, que fazem apenas repetir chavões e lugares-comuns, o argumento da professora Mazzucato é, convenhamos, um tanto provocador e original.  Segundo suas pesquisas, o setor privado não deveria se queixar dos altos impostos que tem de pagar, e nem das travas regulatórias às quais tem de obedecer.  Em vez de reclamar, as empresas e os consumidores deveriam, isso sim, agradecer ao governo, pois impostos e regulamentações são os principais impulsionadores da inovação e do crescimento.

Em seu livro O Estado Empreendedor, a autora se compromete a "demonstrar que o Estado não é um ente burocrático lento e pesado, mas sim a organização mais empreendedora do mercado, a qual assume os investimentos de maior risco."

Por este ponto de vista, quando o estado gasta o dinheiro dos pagadores de impostos com Pesquisa e Desenvolvimento, ele alcança descobertas científicas que o setor privado utilizará para fabricar novos produtos e serviços.  Talvez sua frase mais provocadora seja a de que "sem o estado, o Google não existiria".

Mazzucato aplica a mesma lógica ao iPhone e a várias outras inovações que utilizamos no dia a dia, as quais, segundo ela, só existem por causa do estado, a quem deveríamos ser gratos por financiar pesquisas visando a descobertas — ao contrário dos empreendedores privados, que só pensam no lucro.

Esse raciocínio de Mazzucato pode até soar convincente à primeira vista, mas a pergunta inevitável é: não seria ele decorrente de uma análise apressada — para não dizer mal feita — em relação à sequência correta dos acontecimentos?

Para começar, a economista em momento algum se pergunta como o estado conseguiu o dinheiro para financiar pesquisas.  Dado que o governo se financia ou por meio de impostos que confisca do setor privado ou por meio de endividamento (títulos públicos que vende ao setor privado), não estaríamos perante uma situação completamente oposta à apresentada por Mazzucato?

Pode ser que o Google só tenha surgido após todos os investimentos estatais feitos pela National Science Foundation (NSF — agência governamental americana que promove pesquisas em todos os campos da ciência e engenharia), mas a pergunta ainda permanece: quantas empresas privadas importantes tiveram necessariamente de existir antes para que o estado pudesse lhes cobrar impostos (ou tomar dinheiro emprestado) para assim poder financiar a criação da NSF?

Mais: a tese de Mazzucato simplesmente não consegue explicar processos fundamentais como a Revolução Industrial.  Na época, o gasto estatal direcionado à Pesquisa e Desenvolvimento era praticamente inexistente.  Com efeito, em 1930, o gasto estatal em P&D representava somente 14% de todo o gasto com P&D nos EUA (os outros 86% eram privados).

Essas constatações empíricas, por si sós, mostram que o setor privado, quando livre, não vê problema nenhum em assumir riscos e empreender, mesmo não havendo um governo que o subsidie.

Outro ponto completamente ignorado pela tese de Mazzucato é o famoso "custo de oportunidade".  Dado que o governo tem de tomar dinheiro do setor privado para financiar pesquisas, então o setor privado inevitavelmente fica com menos recursos para que ele próprio faça pesquisa e desenvolvimento. E também com menos recursos que poderiam ser direcionados a melhores fins. Questão de lógica econômica.

Toda ação econômica carrega custos de oportunidade, e pode gerar consequências não-previstas. O investimento estatal feito com recursos extraídos do setor privado pode obstruir o desenvolvimento de outras áreas da economia, as quais agora, sem recursos suficientes (pois foram confiscados pelo estado), não mais terão como levar adiante seus projetos e inovações.

Apple e Google são os exemplos favoritos de Mazzucato.  Segundo ela, sem o estado, tais empresas não existiriam.  Além de todos os problemas de custos de oportunidades já citados acima, Mazzucato ignora que várias outras empresas também tiveram acesso ao mesmo investimento estatal em P&D utilizado por Google e Apple, mas nenhuma delas alcançou o êxito de ambas em termos de inovação tecnológica.

O êxito do iPhone, por exemplo, não se deve à tecnologia financiada pelo estado. Já havia outros dispositivos com as mesmas características do iPhone.  O êxito do iPhone se deve a seu desenho e a seu sistema operacional.  E este foi um desenvolvimento puramente interno, da empresa.

Exemplos práticos

Além de defender a tese de que o estado deve ser o maior responsável pelas pesquisas inovadoras nas áreas fundamentais da ciência e tecnologia, Mazzucato separa o que chama de invenções "ligeiras" — as produzidas pelo setor privado, como novos modelos de tablets — e inovações "grandes", de horizontes mais amplos, como as da área da saúde e mecanismos de "ciclo completo", como a Internet.

Ela afirma que as grandes inovações produzidas nos EUA foram todas financiadas e criadas pelo estado, como a Internet, o GPS (pelo Pentágono) e medicamentos (pelo Departamento de Saúde). E afirma que o setor privado tem "medo" de assumir riscos, o que não acontece com o estado.  

Mas vejamos algumas curiosidades.

A Internet, ou melhor, sua tataravó, foi de fato concebida em plena Guerra Fria por técnicos da NASA, mediante o ARPA (Advanced Research Projects Agency), mas só se expandiu e progrediu com o desenvolvimento da rede em ambiente mais livre, não militar — ou seja, privado —, em que não apenas os pesquisadores, mas também seus alunos e os amigos desses alunos, puderam ter acesso aos estudos já empreendidos e usaram sua inteligência e desenvolveram esforços para aperfeiçoá-los de uma forma fantástica.  

O mesmo processo se deu com a Internet propriamente dita: foram jovens da chamada "contracultura" — e não funcionários do estado —, ideologicamente defensores da difusão livre de informações, que realmente contribuíram decisivamente para a formação da Internet como hoje é conhecida.

Vinton Cerf foi o indivíduo que desenvolveu os protocolos TCP/IP, que são a espinha dorsal (a rede de transporte) da internet.  Tim Berners-Lee merece os créditos pelos hyperlinks. Mas foi nos laboratórios da Xerox PARC, no Vale do Silício, na década de 1970, que a Ethernet foi desenvolvida para conectar diferentes redes de computadores.  

Quanto ao GPS — e poucos sabem disso — foi uma ideia de uma estrela de Hollywood, a belíssima Hedy Lamarr, nome artístico de Hedwig Eva Maria Kiesler (1913-2000), nascida em Viena, estrela sexy de filmes como Idílio Perigoso (1944), Sansão e Dalila (1949), O Vale da ambição (1950) Meu Espião Favorito (1951), e A História da Humanidade (1957), entre muitos outros.  Hedy criou a tecnologia básica para o Sistema de Posicionamento Global (GPS, na sigla em inglês) durante a II Guerra Mundial.  

Judaica de origem e horrorizada com o avanço nazista, queria ajudar os EUA e os aliados.  Havia aprendido sobre radiocomunicação graças à convivência, ainda na Áustria, com o ex-marido, Fritz Mandl, um rico fabricante de armas e seus colegas engenheiros.  E sua contribuição científica aconteceu quando já havia se divorciado de Mandl e fugido para os EUA.

Conforme relatado aqui, a famosa atriz inspirou-se no som do piano para bolar sua maior invenção: em 1940, conheceu o compositor George Antheil, também curioso por ciência. Certa noite, quando tocavam piano, ela se deu conta de que cada tecla emitia uma frequência de longo alcance diferente.  E, assim como elas se alternavam rapidamente em uma música, talvez algo parecido pudesse ser aplicado aos espectros de comunicação militar. Aprimorada por Antheil, a análise de Lamarr originou o sistema "salto de frequência", no qual estações de radiocomunicação eram programadas para mudar de sinal 88 vezes seguidas (o mesmo total de teclas de um piano).  Com isso, as forças inimigas teriam dificuldade em detectar esse registro alternado, que poderia ser então usado por navios e aviões, para orientar torpedos.

A dupla chegou a patentear a ideia e a ofereceu à Marinha dos EUA, mas foi rejeitada, sob o argumento de que seria demasiadamente cara (existe algo "caro" para governos)? A invenção perdeu — felizmente — exclusividade militar e se tornou a base de várias tecnologias atuais.  Ela é aplicada, por exemplo, em satélites de orientação para meios de transporte civis — o famoso GPS (Global Position System) e também no wi-fi e no bluetooth.

E há mais.

Masaru Ibuka, um engenheiro, e Akio Morita, um físico, ambos japoneses, logo após a II Guerra Mundial, procuraram o Ministério da Indústria e Comércio do Japão em busca de recursos para desenvolverem suas ideias. Receberam um sonoro "não"!  Resolveram, então, fundar a empresa Totsuko, em maio de 1946, em um grande armazém bombardeado pelos americanos, em Tóquio.  A nova empresa não tinha qualquer maquinaria e possuía muito pouco equipamento científico e contava apenas com a inteligência, conhecimentos de engenharia e o espírito empreendedor de Ibuka e Morita. Trata-se, como o leitor já deve ter percebido, simplesmente, da Sony.

Como você poderá ver aqui e também aqui, graças ao espírito verdadeiramente empreendedor desses dois fantásticos homens, a Sony cresceu e hoje seu nome está associado a inovação, tecnologia avançada, qualidade e durabilidade.  Ver televisão em uma Bravia, trabalhar em um laptop Vaio, tirar fotos com uma Cybershot, jogar Playstation, gravar com uma Handycam, ouvir música em um Walkman — essas são apenas algumas das "crias" tecnológicas de dois indivíduos, graças ao "não" recebido dos burocratas japoneses.  

Perguntemos à Professora Mazzucato se eles eram funcionários públicos.

E o que dizer do próprio Steve Jobs, que revolucionou seis indústrias: computadores pessoais, filmes de animação, música, telefones, tablets e publicação digital?  Era por acaso funcionário público?  E Bill Gates e Paul Allen, criadores da Microsoft em 1975, em Albuquerque, no Novo México? Eram burocratas iluminados ou empreendedores que acreditaram em suas ideias e assumiram os riscos de colocá-las em prática?

Mais exemplos: Jorge Paulo Lehmann é um burocrata?  E Alexandre Tadeu da Costa, fundador da Cacau Show?  E Antônio Alberto Saraiva, criador da Habib´s?  E Romero Rodrigues, da Buscapé Company?  E Robinson Chiba, da China in Box?  E Flavio Augusto da Silva, que, com apenas 23 anos, decidiu lançar um projeto inovador com o objetivo de, em 18 meses, dar fluência na língua inglesa a adultos, e que, para fundar sua empresa, a Wise Up, usou R$ 20 mil de seu cheque especial, com juros de 12% ao mês?  

Qual o papel exercido pelo estado em todos esses casos, a não ser o de recolher tributos para benefício próprio?

O BNDES nos trouxe algo de bom?

Em 2013, Mazzucato concedeu uma entrevista ao programa "Milênio", da Globonews.  Elogiou o então governo brasileiro e o BNDES.

Compreensível. De certa forma, o BNDES faz aquilo que Mazzucato defende: financia, subsidia e participa das decisões de grandes empresas, tornando o estado um empreendedor.

E fazer do estado um empreendedor foi o exatamente o objetivo do BNDES fez na última década. O Tesouro se endividou emitindo títulos que pagam a SELIC e repassou esse dinheiro para o BNDES, o qual então emprestou esse dinheiro a grandes empresas cobrando juros abaixo de 5%, e em prazos que chegam a 30 anos.

Ou seja, utilizando dinheiro de impostos, o governo fez empréstimos subsidiados — e a condições artificialmente favoráveis — às grandes empresas escolhidas por ele. 

Estado empreendedor em sua melhor definição. Mazzucato, com razão, elogiou este arranjo.

Essa política de privilégios a grandes empresas ficou conhecida como a política das "campeãs nacionais", e tinha como objetivo criar empresas fortes e mundialmente competitivas em vários setores da economia: de empreiteiras a telefônicas, passando por frigoríficos, empresa de alimentos, de laticínios e de celulose.

Logo, a política de "campeãs nacionais" nada mais foi do que uma política industrial na qual o governo transferia renda da população para determinados setores ou empresas favorecidas, para que estas então pudessem se desenvolver com a ajuda do estado.

As consequências econômicas dessa política industrial do BNDES foram a explosão do endividamento do governo e a estagnação da economia (explicada em detalhes neste artigo).  Já a consequência moral foi a Lava-Jato.  

E a ideia, em si, contou com o apoio de Mazzucato.

Conclusão

Criatividade só se converte em inovação quando o papel de descobrir as melhores oportunidades para as empresas cabe ao empreendedor, e não ao burocrata.

Mazzucato defende que governo trate o empreendedorismo como se este fosse algo relacionado a planejamentos estratégicos, quando, na verdade, é um processo de descobertas inovadoras.

E a competitividade de uma economia depende desse processo de descobertas.

A inovação e a criatividade são características intrínsecas do ser humano. E elas se desenvolvem com maior ímpeto naqueles países em que predomina a liberdade economia, a qual permite que as pessoas possam se arriscar e usufruir os benefícios de seus empreendimentos.  A tese de que a intervenção estatal é a chave para que este processo se desenvolva não apenas atenta contra a lógica econômica, como também serve apenas como argumento para intensificar políticas intervencionistas, as quais sempre se comprovam nocivas para o desenvolvimento de longo prazo dos países.

Quem deve escolher os vencedores do mercado não são os burocratas do estado, como que Mazzucato, mas sim os milhões de consumidores.

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Iván Carrino é analista econômico da Fundación Libertad y Progreso na Argentina e possui mestrado em Economia Austriaca pela Universidad Rey Juan Carlos, de Madri.

Ubiratan Jorge Iorio é economista, Diretor Acadêmico do IMB e Professor Associado de Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).  Visite seu website.

Leandro Roque é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.

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Diversos Autores

  • Pedro Lopes  21/10/2016 15:37
    Típica mentalidade de gente palerma. O estado "cria" um Fusca, impedindo a construção de uma Ferrari, e diz que a existência do Fusca é a prova cabal de que o estado é eficiente. Já que ninguém está vendo a Ferrari e como ninguém leu Bastiat, a inverdade vence.
  • Luis  21/10/2016 22:48
    O "fusca" foi um projeto do Ferdinand Porsche, sob encomendo do Hitler (origem estatal, portanto). Depois ele resolveu projetar um carro um pouco melhor.
  • Julio César  21/10/2016 15:41
    O Problema não esta em o Estado ser empreendedor, e sim na sua politica de empréstimos, dos mais R$ 100 bilhões que o BNDS emprestou ou transferiu no ultimo aos seus escolhidos,quanto efetivamente foram para gerar novos negócios ou incentivar o empreendedor o micro,pequeno e médio , se houvesse uma politica mais transparente e justa o ESTADO poderia sim ser um agente transformador da sociedade atuando em todos os setores,gerando mais emprego,tecnologia e oportunidades,não apenas para o empreendedor nacional,acredito que uma sociedade mais aberta poderia haver uma cota do micro ao Médio também para estrangeiros, tendo assim em todos os setores produtivos,o beneficio da " transferência " tecnológica que estes cidadãos formados em outros cantos do mundo pudessem nos apresentar,porem a corrupção e a burocracia,formam um estado OBTUSO aonde uns poucos ganham e toda a sociedade perde,nos tornando assim uma NAÇÃO fraca e sem perspectivas.
  • Cássio  21/10/2016 15:59
    Orra, o estado pode fazer esse benefício todo para todo mundo e sem prejudicar ninguém?

    Que legal, cara, você criou o moto-perpétuo. O estado toma dinheiro de uns, repassa a outros, e no final todos estão mais ricos e felizes! Ninguém perdeu, todo mundo ganhou!

    Na prática, você está simplesmente afirmando que tirar água da parte funda da piscina e jogá-la na parte rasa fará o nível geral de água na piscina aumentar.
  • Pedro Lopes  21/10/2016 16:59
    Na verdade, o estado não tira água do fundo e põe na superfície, ele cria um ralo gigante.
  • Julio Cèsar  21/10/2016 16:36
    Estou apenas afirmando que se o ESTADO tem um instrumento,chamado BNDS aonde os seus recursos que são públicos na teoria, poderia ser destinado a empreendedores como o cidadão do WISE UP ,que usou R$ 20 mil no cheque especial pagando 12% ao mês,poderia ter o mesmo beneficio que o dono da friboi,odebrecht ,e ntre outros têm, que na minha opinião,banco que desenvolvimento deveria priorizar de micros aos médios,e gigantes como tal,apenas em menor escala de volume de investimentos e sendo alinhados com interesse da NAÇÃO,pois se você administra recursos ou eles são ilimitados ou então você estabelece prioridades,trata-se apenas de gestão,eu particularmente gosto muito do conteúdo do Mises.org.br, porem prefiro ter uma visão mais ampla e pessoal sobre gestão,do que ficar recitando frases alheias do tipo que tirar água da parte funda da piscina e jogá-la na parte rasa fará o nível geral de água na piscina aumentar,porque governo não e ruim,ruim são os que governam,pois povo ou estado sem governo chama-se ANARQUIA.
  • Pedro Lopes  21/10/2016 17:24
    E muitos, inclusive, irão defender o anarcocapitalismo. Porém, pra vilipendiar este arranjo tosco não é necessário ser um anarquista. Minarquistas só irão apoiar justiça e segurança públicas.

    Não basta "votar nas pessoas certas", pois o funcionamento lógico do sistema não tem nada a ver com isso, como explicado. E que utopia ridícula essa, não?!

  • Andre  21/10/2016 18:01
    Julio César, pois você está envolto em anarquia o tempo todo e não consegue ver, qual órgão superior coordena as relações entre os países? Eles estão basicamente em anarquia entre si, mesmo tendo muitos conflitos entre eles, basicamente estão bastante mansos com a queda dos principais regimes autoritários comunistas, se algum país novo resolver fazer bombas nucleares, invadir seu vizinho ou atentar severamente contra os direitos humanos de sua população é sancionado pelos outros estados, a internet é uma imensa anarquia por motivos óbvios e aquele cafezinho fresco que toma na padaria de manhã também é anarquia, afinal o único órgão que regulou sua compra foi seu estômago vazio, e o único órgão que regulou a venda foi a vontade do empreendedor.
    E por fim até entendo quando algum europeu ocidental, canadense e australiano fica assustado com a idéia de anarquia, mas vivendo no país com mais homicídios e acidentes de trânsito do mundo, onde você está dirigindo na rua pública assustado e se cagando para não ser assaltado, entra correndo no shopping privado e respira aliviado quando chega, entrega o carro de R$100 mil no wallet, veste roupas caras, usa distraídamente o iphone de R$4 mil, relógios de R$10 mil, deixa as crianças andarem onde elas quiserem e sua mulher pode usar as roupas mais decotadas e ousadas que ela quiser, pois sabem que naquele ambiente privado nada vai dar errado, é no mínimo total incoerência.
  • Julio César  22/10/2016 13:28
    Caro André,faço das suas palavras as minhas, " modelo teoricamente adequado do estado " ,aliás o shopping frequentado por você e sua família,teoricamente só é seguro,porque sua elite de " segurança " foi formada pelo ESTADO,que com sua política reversa,subverteu os valores e depreciou as classes policial e militar,sem o ESTADO,talvez hoje você não teria seguranças tão qualificados,porque a iniciativa privada hoje não tem EXPERTISE necessária para a formação dos seus agentes de segurança,que migraram do público para o privado,sendo assim você também utiliza um bem público só que disfarçado de privado pois muitos do que ali estão te protegendo deveriam estar nas ruas e não em ambientes particulares,defendo apenas a GESTÃO eficaz dos seus recursos e a devida regulação das atividades,pois a corrupção e a maldade são qualidades intrinsecamente ligadas a natureza humana sendo assim não haveria homicídios na " SUÉCIA ", mas espero que um dia você possa circular tranquilamente pelas ruas de nossas cidades com sua Range Rover de R$ 199.900,00 sem se preocupar em olhar aquela mensagem no whatsapp que sua esposa mandou para você trazer aquele delicioso vinho chileno adquirido a módicos R$ 139,00,fruto de relação comercia livre entre países,pago com aquele seus bitcoins,e sem se preocupar com o adolescente que cruza o farol,contudo para se ter uma sociedade mais justa e competitiva a figura do ESTADO e das suas INSTITUIÇÕES deve ser fortalecida e não desmoralizada,porque a exploração e outra virtude HUMANA,bem conhecida por todos nós,pois a RAÇA humana visa os seus próprios interesses e para isso que estabelecemos regras de convívio e organização em sociedade,para isso e necessário substituir o establishment que está presente,através da formação do individuo pela educação que inicia com os seus valores familiares e passa-se pelo ensino do básico ao superior de qualidade,aonde teremos cidadães não apenas tecnicamente capazes mas também moralmente adequados a formação de uma " SOCI|EDADE ESTADO " justa,pois a que eta ai não se iluda,e apenas reflexo do que ela e verdadeiramente é sendo no Público um zoom em 1000 % do que ela é no privado,ou você realmente que tudo que privado e bom e tudo que e publico e ruim ,pois a corrupção,neglicencia e a imperícia prospera em todo lugar, seja ela no âmbito publico ou privado,espero que possamos juntos sermos agentes transformadores da nossa sociedade para assim construirmos a nossa " ESCANDINÁVIA TROPICAL "
  • Eduardo  21/10/2016 23:30
    Ohh meu caro Julio, o povo sem esse governo nesses moldes não chamaria uma ANARQUIA não e sim um PARAÍSO! sem escravidão, sem servidão, sem coerção, sem invasão... enfim sem o roubo disfarçado de tributos... e sem picaretas salafrários sobrevivendo do trabalho de outros...
  • Pedro Lopes  21/10/2016 16:49
    Continua sendo um esquema socialista, em que o estado - e não indivíduos e empresas - decide como alocar os recursos escassos. Pequenas empresas não devem receber nenhum tipo de financiamento estatal, justamente pelo fato de que esses mesmos recursos estão sendo retirados desta mesma sociedade, por meio de impostos, endividamento e inflação monetária(imposto camuflado).

    Ora, se o estado não permite um encaminhamento de recursos genuinamente privado, ele está decidindo como e onde os fatores de produção serão empregados. Se isto está ocorrendo, preços não serão formados de maneira economicamente lógica, impedindo que haja direcionamento correto dos recursos. Ainda vale ressaltar que todos os gastos governamentais - estejam eles na forma de empréstimos ou repasses - desrespeitam o mecanismo de lucros e prejuízos.

    Só através dessa espontaneidade de mercado a preferência temporal dos consumidores se tornará visível; só através desse mecanismo os investidores - temendo prejuízos e almejando lucros - irão direcionar recursos com racionalidade.

    Parem de acreditar que burocratas reunidos são mais capacitados que milhões de agentes privados buscando lucro. E buscar lucro em uma sociedade genuinamente livre significa agregar valor à sociedade.


  • Andre  21/10/2016 17:08
    Agora que você descreveu o modelo teoricamente adequado do estado, coloque um único exemplo que este arranjo funcionou e de maneira melhor que seria feito privadamente.
  • IRCR  21/10/2016 15:55
    Os grandes "barões" americanos do século XIX tipo Rockefeller, Carnegie, Vanderbilt, J.P Morgan.... precisaram do estado empreendedor como a Mazzucato diz ou fizeram tudo por conta própria mesmo ?
  • Nelson  21/10/2016 16:05
    Exato. E sobre como estes fantásticos empreendedores melhoraram as vidas das pessoas ao mesmo tempo em que reduziam seus preços, recomendo esta leitura.
  • Rennan Alves  21/10/2016 16:16
    Foram eles que criaram o banco central (FED) dos EUA. Tire suas conclusões.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=229
  • Historiador  21/10/2016 17:00
    Not so fast, Renan.

    Quem criou o Fed foi J.P. Morgan (banqueiro), John D. Rockefeller (o único não banqueiro), Frank A. Vanderlip (presidente do National City Bank of New York), Henry Davison (sócio principal do J.P. Morgan Company), Charles D. Norton (presidente do First National Bank of New York), o coronel Edward House (que mais tarde seria o conselheiro do presidente Woodrow Wilson e fundaria o mundialmente poderoso Council on Foreign Relations, presença obrigatória em todas as teorias da conspiração) e Paul Warburg (do banco de investmento Kuhn, Loeb, & Co.).

    Empreendedores como Andrew Carnegie, James J. Hill, Cornelius Vanderbilt etc. não participaram. (Eu nem sequer colocaria J.P. Morgan ma lista de grandes barões, pois foi um banqueiro)
  • IRCR  21/10/2016 22:54
    Se levarmos em conta que J.P.Morgan viabilizou diversos enormes projetos, se arriscou em projetos muito ambiciosos como ,por exemplo, levar energia para todo os USA.

    Agora, se ele era santinho é outra coisa.
  • valmir silva dos santos  21/10/2016 15:59
    Quero ver quando começar a exploração econômica do espaço, esse pessoal alegar que foi o estado, por que com investimento estatal estamos 80 anos atrasados tanto na exploração como colonização espacial e outra quando perceberem o lucro que pode se obter no espaço profundo o mesmo estado corta as asas dos individuos
  • Bruno Feliciano  21/10/2016 16:33
    Eu costumo dar um exemplo que fica muito claro de quem realmente move a humanidade:

    Quem faz mais pelo humaniade,Thomas Edison ou Woodrow Wilson?
    Quem fez mais pela humanidade,Ellon Musk ou Barack Obama?
    Quem fez mais pela humanidade, Bill Gatos ou Bush?
    Quem fez mais pela humanidade, Embraer ou Eike Batista?

    Abraços
  • Murdoch  21/10/2016 18:00
    Eu trocaria Embraer pelo Antônio Ermírio de Moraes e Eike Batista pelo Lula.
    De resto perfeito.
  • Bruno Feliciano  21/10/2016 18:57
    A intenção ai seria de comparar alguém que cresceu baseado no capitalismo de estado.Um parceiro do governo que constitui o capitalismo de amigos.

    A Embraer foi mais pela magnitude mundial de conseguir fazer aeronaves que brigam com as gringas.

    Mas excelente colação a sua

    Abraços
  • Guilherme  21/10/2016 17:54
    Piketty, Krugman, Mazzucato e outros, todos conhecem muito bem sobre o arranjo que defendem e sabem que este não promove desenvolvimento, criação de riqueza e liberdade, ao contrário.
    Porém, é exatamente este o objetivo de todos eles, emitir uma narrativa fantasiosa para enganar os incautos, enquanto angariam poder e dinheiro para si mesmos.

    Não há erros ou falhas nas ações destas pessoas, apenas métodos.
  • Tannhauser  21/10/2016 18:13
    Ótimo artigo.

    Primeiro, confiscam 50% da Renda Privada, depois falam que o setor privado não faz investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento.


    "Malditos escravos que não compram sua própria comida!"

  • Pedro Lopes  21/10/2016 18:59
    kkkk, é mesmo.
    Tributam, cartelizam, sugam o crédito, e ainda nos rotulam de mesquinhos covardes.
    Viva o Leviatã!
  • Murdoch  21/10/2016 18:13
    Equipe IMB, me tirem uma dúvida.
    Se algum dia, um futuro presidente convidar um dos economistas deste instituto para ser o ministro da fazenda, vocês aceitariam? Se concordasse, em quais condições?
    Se não concordasse, por que?
  • Bruno Feliciano  21/10/2016 18:59
    Já cansei de pensar nisso,meio que idealizar o sonho de ver austríacos em brasília.

    Excelente pergunta!
  • Leandro  21/10/2016 20:20
    Somente sob a condição de ter carta branca para fazer o que quiser.

    Eis qual seria o meu plano:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=285
  • Murdoch  22/10/2016 01:59
    Eu li essa matéria recentemente, o artigo ficou demais com essas reformas.
    Mas eu tenho uma dúvida quanto a esse artigo.
    Essas reformas seriam da forma como você ordenou, ou estavam desordenadas?

  • Leandro  22/10/2016 13:05
    Pode ser em qualquer ordem. De livre escolha.

    O importante é que todas elas sejam feitas. E podem ser feitas bem mais rapidamente também.
  • Thiago AD  21/10/2016 21:03
    prezados,

    Na mídia ultimamente a tal da Laura Carvalho vem dando suas teorias malucas...


    Vejam esse vídeo:

    https://www.youtube.com/watch?v=E57rOxr9yhg


    E o Lindhberg Farias falou hoje que o aumento de gastos do governo é a saída (nem economista ele é, aliás,nem graduado em nada! rs)

    Porque eles agem assim, sério?

    Abraços a todos
  • Ezequiel Dias  21/10/2016 21:55
    Laura Carvalho é aquela da USP que diz que gastos do governo geram crescimento e que a PEC é recessiva?

    Manda pra ela esses dois textos e pede pra ela refutar:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2532

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2534
  • Márcio  22/10/2016 00:00
    Por que tanta gente passa fome nos EUA?
    É só pesquisar "EUA Fome" , e etc, que aparece um monte de matérias, tem sites que ao fazer comparação com o Brasil, parecemos melhores.
    Cidades como NY por exemplo.
    É um mito?
  • Roberto  22/10/2016 00:18
    Fome nos EUA?! Mais que no Brasil?! A internet realmente é uma maravilha...

    O curioso é que eu sempre ouço falar justamente o contrário: o problema dos EUA seria o excesso de comida, que está fazendo com que todo muito fique gordo.

    Aliás, todos os que os países desenvolvidos estão enfrentando um problema oposto à fome: a obesidade, algo que, na história da evolução social, é um bom problema para se ter.

    No mais, até mesmo no Brasil não há problema de fome. Mesmo em nossa economia semi-socialista, qualquer indivíduo fazendo malabarismo no sinal consegue o suficiente para comprar comida numa padaria. E mesmo aqueles que não querem fazer malabarismo recebem esmolas e compram comida. Você simplesmente não vê ninguém morrendo de fome nas cidades do sul, sudeste e centro-oeste (mais capitalistas). Quando há assaltos, é para comprar drogas.

    Em relação às reportagens sobre "fome nos EUA" que você vê na internet, o que ali se fala é sobre "food insecurity".

    No caso, "food insecurity" se refere a uma má alimentação, no sentido de crianças comendo besteiras (doces e coisas artificiais) em detrimento de comidas saudáveis, pois os pais ou não possuem educação alimentar, ou não se importam com a alimentação dos filhos.

    Trata-se de um problema eminentemente doméstico e familiar.

    Sempre lembrando que, nos EUA, é considerada pobre uma família (casal com um filho) que [link=en.wikipedia.org/wiki/Poverty_in_the_United_States]ganha menos que US$ 20.090 por ano], o que equivale a nada menos que R$ 5.520 por mês.

    Aqui no Brasil, tem família de 6 pessoas com renda mensal de R$ 1.200. E todo mundo tá engordando.

    "Food insecurity" significa "a year-long measure. It is impossible to say whether a food insecure household is "hungry right now," "going hungry tonight" or "does not know where their next meal is coming from." Research shows that food insecurity tends to be episodic and often cyclical."

    Ou seja, se você disser que em algum momento vivenciou alguma falta de comida, mesmo que tenha sido algo totalmente episódico, você é classificado dentro da estatística de quem vive sob "insegurança alimentar".

    Abriu a geladeira num domingo à noite e não tinha nada? Você vivenciou "insegurança alimentar". Estatística típica de país rico.

    Como bem diz a definição "insegurança alimentar tende a ser algo episódico e cíclico".

    Ironicamente, por essa lógica, eu mesmo estou nessa estatística: domigo passado, não fui almoçar. Quando foi à noite, me deu fome e não tinha nada em casa para comer. E todos os botecos, padarias e biroscas estavam fechados. Fui dormir com fome. Passei por uma "insegurança alimentar". Fosse eu americano, estaria na estatística de esfomeados. Mesmo tendo uma grande protuberância ventral.

    Seja mais crítico.
  • Douglas  22/10/2016 01:33
    Pobre nos EUA seriam classe média para classe média alta aqui no Bostil.

    Eu passei 1 ano e meio nos lá EUA e é nítida a qualidade de vida ser muitíssimo superior do que é aqui. Quase qualquer coisa lá é abundante.
  • Douglas  22/10/2016 01:21
    Longe de querer defender o estatista Temer, mas é realmente impressionante a cara de pau dos esquerdistas em fingir que eles não possuem nenhuma culpa para nossa economia ter chegado a essa situação.

    webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:Y2w6ETCJrssJ:www.brasil247.com/pt/247/economia/261500/Globo-enfim-reconhece-economia-n%25C3%25A3o-vai-crescer.htm+&cd=15&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br&client=firefox-b-ab

    Petistas deveriam ser levados à força para a nossa vizinha Venezuela, pois aquela seria a situação que nós estaríamos se tivéssemos mais uns 4 anos do PT.
  • Murdoch  22/10/2016 01:57
    É apenas discurso de perdedor. Quando perde algo, faz ou fala qualquer coisa para demonstrar que ele não devia perder.
    Nem perco meu tempo lendo essas besteiras de brasil247.
    Esperava o que de um blog comprado e capacho de PT?
  • Wellington  22/10/2016 18:43
    Pior mesmo é a Carta Capital. Uma pérola atrás da outra.

    www.cartacapital.com.br/blogs/intervozes/globo-usa-novela-para-desinformar-sobre-regulacao-da-midia
  • Anônimo  22/10/2016 03:47
    Tava dando uma fuçada e achei esse artigo aqui:
    https://krinos.com.br/reifica%C3%A7%C3%A3o-umbiguismo-e-praxeologia-7ef37632620#.p1zwmhctt

    Gostaria de opiniões sobre o argumento(se é que se possa chamar assim) desse cara.
  • Leonardo Cavalcante  22/10/2016 04:38
    Pessoal tenho algumas dúvidas de leigo: 1) Suponhamos que a inflação de preços num determinado país num certo ano fosse de 10%. Se todos os preços e salários fossem reajustados, não haveria prejuízos nesse país? (pois os preços aumentaram mas os salários também). Esse raciocínio está certo ou errado? por quê? 2) Por que os juros da dívida são baixos em alguns países que tem dívida pública elevada e situação fiscal deteriorada? Ex:Grécia, cuja dívida está em 175%, teve o calote da dívida em 2015 mas a taxa de juros nominal está em 0%. 3) Se um país tem a taxa de juros nominal de 20% porém tem uma inflação de 20%, a taxa real seria de 0%? Isso significa o quê? Que não é cobrado juros nesse país? Que o governo desse país não paga juros quando faz empréstimos? Gostaria que me respondessem e/ou indicassem artigos do site para meu esclarecimento sobre as minhas dúvidas.
  • Leandro  22/10/2016 14:05
    1) Nada a ver. O que gera prejuízos é ter receita menor que despesa. E uma queda de receitas possui vários fatores.

    Elevar os preços dos bens, como você sugere, não gerará aumento de receitas. Elevação de preços gera redução da demanda, e redução da demanda gera redução de receitas.

    Simultaneamente, se os preços de tudo sobem, então seus gastos com despesas também sobem. Portanto, você terá mais despesas e menos receitas, acentuando ainda mais seus prejuízos.

    2) Os juros da dívida da Grécia não estão em zero. Longe disso. Atualmente, estão em 8,5%.

    cdn.tradingeconomics.com/charts/greece-government-bond-yield.png?s=gggb10yr&v=201610211631p

    Em julho de 2015, no auge da turbulência, chegaram a 19% (confira no gráfico acima). Caíram desde então por causa do forte ajuste fiscal que a Grécia foi obrigada a fazer pela Troika.

    E os juros só não são muito maiores porque a Grécia utiliza o euro, que é uma moeda gerenciada fora da Grécia (o que anula o risco de hiperinflação). Se a Grécia utilizasse uma moeda própria, podendo imprimir dinheiro livremente, os juros já estariam em 3 dígitos.
  • Leandro  22/10/2016 23:02
    3) Significa, em tese, que o devedor tem mais facilidade para quitar dívidas. Significa também que o credor está ganhando muito menos do que parece (no caso, não está ganhando nada, pois seus juros estão sendo todos comidos pela desvalorização da moeda).

    Mas há ramificações. Três artigos sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2445
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2497
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2091
  • Luis  22/10/2016 23:38
    Price Westinhouse financiava Nikola Tesla. Morgan, Thomas Edison. Ha casos de premios nobel em fisica que trabalhavam na IBM ( ou Bell).
    Segundo Milton Friedman, o Estado deve se ocupar daquilo que nao interessa a ninguem da iniciativa privada.
    Eu agradeco aos pagadores de impostos pelo meu emprego, pelo LHC.
    Algumas pesquisas nao sei como seriam financiadas no anarco-capitalismo.
  • Gabriel  23/10/2016 01:55
    Interpretarem como quiserem ou interpretarem como quiser? Eu sempre tenho dúvidas nesse tipo de frase.
  • Aluno Austríaco  23/10/2016 11:39
    O grande problema é o nacionalismo. Ele começou com os militares e foi adotado pela esquerda. No fundo isso parece ser inveja dos países desenvolvidos, das empresas de sucesso, etc.

    Essas barreiras protecionistas reduzem o poder de compra dos mais pobres. Com preços mais altos cobrados pelos nacionalistas, os pobres compram menos coisas.

    Esse nacionalismo também destrói a competitividade, porque não reduz a burocracia e nem aumenta a eficiência.

    O nacionalismo também fez o estado gastar mais, fazendo eventos, copas, olimpíadas, etc; sem nenhum acordo ou aceite das pessoas. Lotar um estádio não significa que a população quer um evento.

    O Brasil também é um país de malandros. A lei serve para oferecer privilégios, oferendas, mamatas, tetas, bolsas, etc. Tem malandro demais nesse país.

    Enfim, a única bandeira que interessa é a bandeira da liberdade.
  • Murdoch  23/10/2016 22:20
    Discordo em apenas um conceito seu.
    Nacionalismo começou com Getúlio Vargas.
  • Qualquer Idiota  24/10/2016 04:11
    Me desculpe por falar quando não fui chamado, mais o nacionalismo é apenas um dos tentáculos do fetichismo geográfica por bordas que eu chamo de territorialidade estatal.
  • Qualquer Idiota  24/10/2016 04:07
    tisc tisc, o estado não fracassa, e sim as pessoas fracassam com estado, é óbvio que se as pessoas não fossem fossem tão analfabetas politicas e tivessem compromisso com a política não haveria estes tipos de escravo.
    Exatamente por isso as pessoas devem ser ensinadas através de escola estatais a desenvolver uma consiência política e um de compratiotismo para unir um território.
  • Guilherme  24/10/2016 10:13
    Piketty, Krugman, Mazzucato e outros, todos conhecem muito bem sobre o arranjo que defendem e sabem que este não promove desenvolvimento, criação de riqueza e liberdade, ao contrário.
    Porém, é exatamente este o objetivo de todos eles, emitir uma narrativa fantasiosa para enganar os incautos, enquanto angariam poder e dinheiro para si mesmos.

    Não há erros ou falhas nas ações destas pessoas, apenas métodos.
  • Ingrid Cavalcante  24/10/2016 11:30
    seria bem melhor se esse recurso não fosse desviados para setores privados que constituem uma máfia!
  • LUIZ F MORAN  24/10/2016 17:08
    O Estado intervencionista (que quando tem o significado de Governo, deve ser escrito com E em letra maiúscula) é manipulador parasitário, e, sua existência é essencialmente fruto dos metacapitalistas.
  • João Cerceau  24/10/2016 19:51
    Olá, não sou liberal, acredito no papel do Estado para determinados setores produtivos que não são muito compatíveis a lógica do lucro. Faço pesquisa em química, sobre movimentos nas proteínas, e acho que vocês se precipitaram com um ponto fundamental sobre o desenvolvimento da ciência.

    Na ciência, a mais importante das contribuições começa nos campos teóricos básicos, pesquisas que fundamentam e nos iluminam com ferramentas matemáticas e explicações determinísticas que podemos manipular conceitos até desenvolver novas tecnologias ( obs: o desenvolvimento técnico é posterior ao teórico a mais de um século, a muito tempo ninguém inventa nada sem base teórica antes ).

    Todos os exemplos desse texto buscaram desenvolvimento tecnológico diretamente, mas a física, a química e a matemática, as bases do conhecimento que possibilitaram tais avanços da parte desses empreendedores, essas pesquisas não geram lucro, e ocorreram da mão de gênios que na sua maioria morreram pobres, ou em situação nada glamourosa.

    Era apenas isso, grato pela atenção, para qualquer erro grave, perdão pela ignorância.
  • Tulio  24/10/2016 21:39
    Prezado João, você próprio acabou de dar a resposta: a maioria das descobertas foi feita por gênios que morreram pobres. E não por burocratas.

    Ciência financiada pelo livre mercado versus ciência estatal

    Saudações e seja muito bem-vindo.
  • João Cerceau  26/10/2016 21:03
    Grato Tulio, sim, realmente, burocratas são uma carga irritante na nossa vida. Meu orientador reclama que enquanto professor e pesquisador ( já que no Brasil, não se pode ser puramente pesquisador) ele passa mais tempo com documentos do que pesquisa propriamente, o que atrasa todas as atividades realmente relevantes para a ciência.
  • Juliana  24/10/2016 23:55
    É um belo de um artigo. Parabéns!

    Mas essa crença no "estado empreendedor" existe também porque falta uma injeção de empreendedorismo na comunidade que trabalha com ciência e tecnologia, etc. Deveriam muito receber esta preparação para vender ideias, apresentar projetos, assumir riscos... Mas não é o que acontece. A mentalidade que se cultiva é justamente a de crer que se não for pelo estado — o "único" capaz de fazer vultosos investimentos, com mais resiliência —, a pesquisa, a inovação, a tecnologia e a ciência vão paralisar ou vão morrer. É um mito difícil de desmontar, pois falta muito o fator confiança.

    Mas alguém como um Elon Musk, por exemplo, poderia ser um sinalizador de que o caminho pode ser diferente. Mesmo que ele não escape muito à regra, e também se sustente graças a generosos subsídios do governo, não é muito difícil imaginar que ele conseguiria captar recursos apenas no setor privado. Ele é um empreendedor muito talentoso, isso ninguém pode negar. Uma possível dissolução desse mito passa por aí. Sem deixar de fora, é claro, que tem que acabar com burocracia, regulação, etc.
  • João Cerceau  26/10/2016 21:11
    Olá Juliana, permita-me discordar sobre dois conceitos que muitos não diferenciam, mas para mim são absurdamente diferentes. Um é a criação de tecnologia propriamente, trabalhar o conhecimento adquirido e abstrair deste um solução para problemas funcionais complexos do mundo, isso seria a invenção. Outra possibilidade é analisar relações e necessidades das pessoas a sua volta ditadas pelos vínculos de oferta e demanda, e propor modelos para atendê-los... essa é a inovação.

    Para mim, esses conceitos não estão necessariamente associados. Muitos empresários de sucesso, desenvolveram contribuíram com novos modelos de atender demandas gerando ganhos mútuos para vários setores da sociedade.

    Em contrapartida, pesquisadores de campos teóricos e práticos da ciência gastam mais tempo raciocinando em múltiplas combinações e tentativas, abstrair essas soluções, ao invés de seus efeitos e relações. Por isso é tão difícil que ideias empreendedoras entrem no meio cientifico.

    Para qualquer caso, por favor me corrija.
  • Juliana  28/10/2016 14:10
    É, eu não estava fazendo muito essas distinções mas faz sentido você querer ressaltá-las, João Cerceau. É porque também eu não entendo muito dessas coisas, sou só metida a visionária.

    E eu penso que se um, dois, três ali no meio — sendo ambicioso(s) e com o acesso a bons contatos — tendo a oportunidade de aprender alguns conceitos sobre empreendedorismo e marketing por exemplo, começa a "pensar fora da caixinha" e a desenvolve esse espírito empreendedor, então ele mesmo (ou o grupo) começa a vislumbrar projetos e a desejar buscar financiamento fora do orçamento do estado. Veja neste artigo sobre o que eu quis dizer a respeito de como geralmente funciona a mentalidade na área com relação ao financiamento. E se a ciência e a inovação pararem, a culpa é da "miopia" do governo.
  • fernando lage  26/10/2016 17:59
    Conheço inúmeros empreendedores que tiveram seus projetos surrupiados por funcionários públicos analistas, nestas repartições que analisam projetos inovadores. Depois de ficarem por uma temporada analisando os projetos, os devolvem alegando que não são inéditos e por conseguinte, não serão financiados. Pouco tempo depois os projetos surgem com os produtos no mercado, como um passe de magica. Além de um Estado ineficiente, seus agentes são verdadeiros larápios!
  • Emerson Luis  27/10/2016 17:24

    Não existira o Google se não fosse o Estado?

    Pode ser.

    Mas o que existira no lugar do Google se não fosse o Estado, mas não existe por causa dele?

    Dizer "sem o Estado não haveria X" ou "ninguém faria Y" pressupõe que só o Estado cria.

    Mas o Estado nada cria, ele apenas parece facilitar a criação quando na verdade a atrapalha.

    * * *
  • Douglas  10/11/2016 02:32
    Daria para modificar algumas coisas e adicionar vários outros exemplos, mas é um texto excelente.
  • anônimo  12/11/2016 13:11
    QUEM ADIVINHA EM QUE PERÍODO O BRASIL CONSEGUIU AS CONQUISTAS A SEGUIR
    -Criação de 13 milhões de empregos;
    - A Petrobrás aumentou a produção de 75 mil para 750 mil barris/dia de petróleo;
    - Estruturação das grandes construtoras nacionais; - Crescimento do PIB de 14%;
    - Construção de 4 portos e recuperação de outros 20; - Criação da Eletrobrás;
    - Implantação do Programa Nuclear;
    - Criação da Nuclebrás e subsidiárias;
    - Criação da Embratel e Telebrás (antes, não havia 'orelhões' nas ruas nem se falava por telefone entre os Estados);
    - Construção das Usinas Angra I e Angra II;
    - Desenvolvimento das Industrias Aeronáutica e Naval (em 1971 o Brasil foi o 2º maior construtor de navios do mundo);
    - Implantação do Pró-álcool em 1976 (em 1982, 95% dos carros no país rodavam a álcool);
    - Construção das maiores hidrelétricas do MUNDO: Tucuruí, Ilha Solteira, Jupiá e Itaipú;
    - Brutal incremento das exportações, que cresceram de 1,5 bilhões de dólares para 37 bilhões;
    - o país ficou menos dependente do café, cujo valor das exportações passou de mais de 60% para menos de 20% do total;
    - Rede de rodovias asfaltadas, que passou de 3 mil para 45 mil km;
    - Redução da inflação galopante com a criação da Correção Monetária, sem controle de preços e sem massacre do funcionalismo público;
    - Fomento e financimento de pesquisa: CNPq, FINEP e CAPES;
    - Aumento dos cursos de mestrado e doutorado;
    - INPS, IAPAS, DATAPREV, LBA, FUNABEM;
    - Criação do FUNRURAL - a previdência para os cidadãos do campo;
    - Programa de merenda escolar e alimentação do trabalhador;
    - Criação do FGTS, PIS, PASEP; (**)
    - Criação da EMBRAPA (70 milhões de toneladas de grãos); (**)
    - Duplicação da rodovia Rio-Juiz de Fora; - Criação da EBTU;
    - Implementação do Metrô em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife e Fortaleza;
    - Criação da INFRAERO, proporcionando a criação e modernização dos aeroportos brasileiros (Galeão, Guarulhos, Brasília, Confins, Campinas - Viracopos, Salvador, Manaus);
    - Implementação dos Pólos Petroquímicos em São Paulo (Cubatão) e na Bahia (Camaçari);
    - Investimentos na prospecção de petróleo no fundo do mar que redundaram na descoberta da bacia de Campos em 1976;
    - Construção do Porto de Itaquí e do terminal de minério da Ponta da Madeira, na Ilha de S. Luís, no Maranhão;
    - Construção dos maiores estádios, ginásios, conjuntos aquáticos e complexos desportivos em diversas cidades e universidades do país;
    - Promulgação do 'Estatuto da Terra', com o início da Reforma Agrária pacífica;
    - Polícia Federal;
    - Código Tributário Nacional;
    - Código de Mineração;
    - Implantação e desenvolvimento da Zona Franca de Manaus;
    - IBDF - Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal;
    - Conselho Nacional de Poluição Ambiental;
    - Reforma do TCU;
    - Estatuto do Magistério Superior;
    - INDA - Instituto de Desenvolvimento Agrário;
    - Criação do Banco Central (DEZ 64);
    - SFH - Sistema Financeiro de Habitação;
    - BNH - Banco Nacional de Habitação; (***)
    - Construção de 4 milhões de moradias;
    - Regulamentação do 13º salário;
    - Banco da Amazônia;
    - SUDAM;
    - Reforma Administrativa, Agrária, Bancária, Eleitoral, Habitacional, Política e Universitária;
    - Ferrovia da soja;
    - Rede Ferroviária ampliada de 3 mil e remodelada para 11 mil Km;
    - Corredores de exportações de Vitória, Santos, Paranaguá e Rio Grande;
    - Matrículas do ensino superior de 100 mil em 1964 para 1,3 milhões em 1981;
    - Mais de 10 milhões de estudantes nas escolas (que eram realmente escolas);
    - Estabelecimentos de assistência médico sanitária de 6 para 28 mil;
    - Crédito Educativo;
    - Projeto RONDON;
    - MOBRAL;
    - Abertura da Transamazônica com instalação de agrovilas;
    - Asfaltamento da rodovia Belém-Brasília;
    - Construção da usina hidrelétrica de Boa Esperança, no Rio Parnaíba;
    - Construção da Ferrovia do Aço (de Belo Horizonte a Volta Redonda);
    - Construção da Ponte Rio-Niterói;
    - Construção da rodovia Rio-Santos (BR 101);


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