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Com o povo se voltando contra suas ideias, os progressistas já começam a condenar a democracia
E essa saudável tendência é global

Eis algo cada vez mais claro: a "democracia" só existe e só é boa quando os eleitores escolhem a opção preferida por determinada classe de intelectuais e políticos.  Quando os eleitores escolhem candidatos ou resultados não-chancelados pela elite progressista, bom, aí a tal democracia saiu do controle e o povo demonstrou suprema ignorância.

Nos rastros do referendo do Brexit, da eleição de Donald Trump, do referendo em que a população húngara decidiu restringir a imigração, e do referendo em que o povo colombiano rejeitou o acordo de paz do governo com os terroristas das FARC, a esquerda global percebeu que algo tem de ser feito para restringir a ideia de democracia irrestrita — uma ideia que ela própria vem promovendo há mais de um século.

Percebendo que referendos populares [como o do desarmamento no Brasil] fornecem uma maneira de os eleitores contornarem a vontade das elites progressistas, intelectuais e jornalistas se uniram recentemente e, em uma reviravolta impressionante, passaram a denunciar a própria ideia de democracia direta.

Para lançar esse recém-criado ataque ideológico à democracia, o The New York Times, no início do mês, publicou um artigo intitulado "Why Referendums Aren't As Democratic as they Seem" (Por que referendos não são tão democráticos quanto parecem).  Nele, os jornalistas citam vários "especialistas" que descrevem o processo democrático adotado em um referendo como "supérfluo" e "perigoso".

O artigo, que nem sequer se preocupa em parecer minimamente equilibrado — ele não apresenta nenhum "especialista" dando alguma opinião pró-referendo —, cita uma variedade de políticos, economistas e outros membros das elites com uma visão nada lisonjeira a respeito do povo que vota 'sim' para mudanças políticas, como o Brexit.  O economista Kenneth Rogoff, o mesmo que defende a abolição de todo e qualquer dinheiro em espécie (o que seria fatal para os mais pobres que não têm conta em banco), disse que referendos são uma "roleta russa para as repúblicas".

Outros "experts" citados neste artigo do Times descrevem os eleitores como imbecis que não entendem o assunto em que estão votando; néscios propensos a mudar de ideia a qualquer momento influenciados por caprichos superficiais.

Enquanto isso, após o povo colombiano ter votado contra um acordo de paz entre o governo e os terroristas marxistas das FARC, tanto a revista The Economist quanto o jornal internacional Christian Science Monitor declararam que era necessário "repensar" a ideia de "deixar a democracia diretamente nas mãos do povo."

Assim como os porta-vozes da elite política citados no artigo do The New York Times, os especialistas anti-referendos disseram que somente políticos treinados estão devidamente qualificados para tomar decisões políticos.  Isso é especialmente válido, dizem eles, no caso de política externa:

Escrevendo na revista Foreign Policy, o professor de ciência política Matt Qvortrup observou que o ex-Secretário de Estado americano Henry Kissinger e o ex-diplomata americano George Kennan diziam que assuntos internacionais deveriam ser mantidos estritamente sob a responsabilidade de uma "profética minoria" que sabe o que realmente é bom para o resto dos cidadãos.

Essa instintiva reação anti-povo, demonstrada por políticos confortavelmente estabelecidos e por seus assessores e apoiadores, não é necessariamente errada.  Muitos eleitores de fato são ignorantes e muito realmente mudam de ideia sem qualquer motivo aparente.  Mas o que esses recém-convertidos críticos parecem não entender é que, por uma questão de lógica, toda a sua reprovação aos referendos se aplica igualmente ao processo conhecido como democracia representativa.

Ou, o que é ainda mais provável, eles percebem a contradição, mas simplesmente não ligam.  Na próxima ocasião em que o povo votar "corretamente", os atuais críticos irão simplesmente fingir que jamais fizeram qualquer crítica à sapiência do povo.

Porém, agora que a elite progressista anti-povo deixou claro acreditar que os eleitores são muito ignorantes e incompetentes ao ponto de votar pelo Brexit, pela eleição de Trump, pela restrição à imigração e contra o acordo entre o governo colombiano e as FARC, é de imaginar o que simultaneamente os torna competentes para votar para presidente, para senador e para deputado.

No entanto, a cada vez que há uma eleição e o escolhido é aquele chancelado pela elite progressista, somos obrigados a ouvir intelectuais e jornalistas dizendo que o povo realmente queria aquela opção e que, por isso, o eleito realmente ganhou "um mandato" do povo. 

Em suma, sempre que o povo vota em prol de algo que o establishment gosta, então "o povo se manifestou" e sua escolha é "sagrada".

"Democracia" é aquilo que só eles podem definir

Um grande exemplo desse padrão contraditório foi o recente caso de impeachment no Brasil, em que a presidente Dilma Rousseff foi afastada em definitivo da presidência.  Às vésperas da votação do impeachment pela Câmara dos Deputados, as elites progressistas defendiam um referendo popular em que o povo deveria votar 'sim' ou 'não' pelo afastamento da então presidente.  Tal referendo era considerado sacrossanto.  Por outro lado, a remoção de Dilma por deputados e senadores — eleitos democraticamente por esse mesmo povo! — era considerado um "golpe contra a democracia".

Ou seja, a escolha dos eleitores em outubro de 2014 (por uma margem bastante apertada) era algo indiscutível e, acima de tudo, imutável.  Já qualquer tentativa de reverter o resultado via democracia representativa — por meio de representantes democraticamente eleitos, os quais, em tese, representam a "voz do povo" — era considerado um 'golpe' e, portanto, 'ilegítimo'.

E agora vem a melhor parte: no caso do Brasil, o legislativo eleito pelo povo estava sendo "anti-democrático" ao contradizer a eleição popular de Dilma dois anos antes.  Já no caso do Brexit, a esquerda progressista — capitaneada pelo jornal The Guardian — diz ser um dever do legislativo contradizer os eleitores e anular o voto do Brexit.

Em outras palavras, se o povo vota a favor de uma figura querida da esquerda globalista, então o povo é sábio e sabe perfeitamente o que está fazendo.  Já se o povo vota pelo Brexit, contra um acordo de paz com os marxistas das FARC, ou em Donald Trump, então o povo é composto por bufões ignorantes demais para entender os reais problemas.

Referendos e iniciativas populares não têm nada de novo

Esse recente pânico em relação à democracia direta também advém da falsa alegação de que a democracia via referendos e iniciativas populares são algo majoritariamente novo, sem precedentes na política ocidental.

A Suíça, vale lembrar, utiliza referendos e iniciativas populares desde 1893.  Já a ideia da democracia plebiscitária era um componente convencional do liberalismo na Europa do século XIX.  Ludwig von Mises, por exemplo, ele próprio muito bem enredado nos radicais movimentos pró-laissez faire na Áustria antes da Primeira Guerra Mundial, sugeriu em seu livro Liberalismo — Segundo a tradição clássica que os eleitores de qualquer jurisdição política, mesmo em simples vilarejos, deveriam ser livres para se separar de outras jurisdições políticas via voto popular:

Quando os habitantes de um determinado território (seja uma simples vila, todo um distrito, ou uma série de distritos adjacentes) fizerem saber, por meio de um plebiscito livremente conduzido, que não mais desejam permanecer ligados ao estado a que pertencem, mas desejam formar um estado independente ou tornar-se parte de algum outro estado, seus anseios devem ser respeitados e cumpridos. 

Tampouco é algum mistério saber por que Mises considerava que esse tipo de democracia direta era algo trivial.  Menos de cinco anos antes de Mises lançar seu livro, a região alemã de Büsingen havia votado maciçamente em prol de se juntar à Suíça, tornando-se um dos cantões daquele país.  Um ano depois, os eleitores da região austríaca de Vorarlberg votaram para se separar da Áustria e se juntar à Suíça.

Em ambos os casos, os suíços rejeitaram essas tentativas de alargar seu país.

Esse tipo de democracia direta sempre foi considerado por vários como sendo a prerrogativa dos eleitores.  E certamente, em nenhum dos dois exemplos acima, ficou explicitado que os eleitores de Büsingen ou de Vorarlberg eram menos qualificados para determinar seu próprio destino do que a supostamente mais sábia e mais bem informada "profética minoria" de Berlim ou Viena.

Analisando as iniciativas populares restritas apenas aos eleitores suíços, vemos que, entre 1893 e 2014, apenas 22 de 192 iniciativas populares foram aprovadas pelos eleitores.  A reticência com que essas iniciativas são recebidas pelos suíços indica prudência da parte dos eleitores, bem ao contrário do que alegam os oponentes das iniciativas populares, que afirmam que a imprudência e a afobação dos eleitores irão gerar um apocalipse. 

E, enquanto toda a Europa se degenerava no fascismo, no nazismo e no autoritarismo ao longo das décadas de 1920 e 1930, a Suíça, com toda a sua democracia direta, permaneceu notavelmente estável.

Adicionalmente, vários estados americanos (majoritariamente estados do meio-oeste) utilizam referendos e iniciativas populares.  E, dado que esses estados tendem a ter um desempenho econômico e social, no mínimo, tão bom quanto o do resto do país em termos de expectativa de vida, criminalidade e "saúde fiscal" (com a exceção da Califórnia), não há nenhuma evidência de que jurisdições que empregam a democracia direta tenham qualquer semelhança com a "roleta russa" imaginada por Rogoff.

É impossível concluir, obviamente, que a estabilidade política da Suíça ou a baixa criminalidade do estado do Oregon sejam causadas pela proeminência da democracia direta daquelas jurisdições.  Porém, também não podemos concluir que a democracia direta seja especialmente problemática naquelas áreas.  Tampouco, por extensão, há qualquer motivo para acreditar que a democracia representativa seja especialmente bela e moral quando comparada a este estilo mais direto de democracia.

Com efeito, assim como ocorre com a democracia representativa, a democracia direta tem gerado resultados mistos.  Eleitores frequentemente irão votar em prol de um salário mínimo maior ou de outras regulamentações governamentais que não seriam aprovadas sem um voto direto.  Tais iniciativas irão empobrecer e afetar as economias dessas jurisdições.  Por outro lado, eleitores frequentemente votaram contra aumentos de impostos e outras onerosas regulamentações estatais, como a recentemente rejeitada proposta de uma "renda mínima básica" na Suíça.

Seria a democracia direta mais facilmente manipulável?

Os oponentes da democracia direta sempre alegaram que iniciativas populares e referendos podem ser manipulados por grupos de interesses e lobbies. [No Brasil, os intelectuais de sempre falaram que o referendo do desarmamento no Brasil foi manipulado pela indústria de armas]. 

Curiosamente, essas mesmas pessoas ignoram que políticos eleitos por meio da democracia representativa raramente demonstram independência em relação aos lobbies e aos grupos de interesse [a Lava-Jato é um claro exemplo].

Como observou o cientista político chileno David Altman, eleitores na América Latina rejeitaram referendos e iniciativas populares com grande frequência:

Nos últimos 40 anos, 109 votos populares foram convocados pelas autoridades da América Latina na forma de plebiscitos e referendos compulsórios.  Destes, 64 (58%) receberam o apoio da população, ao passo que 45 foram rejeitados.  Mas os votos propostos pelo público — tais como iniciativas populares ou referendos contra leis existentes — também não foram aceitos automaticamente.  Dos 18 votos populares que ocorreram, nove foram aceitos.

Altman conclui que "o instrumento da democracia direta é menos suscetível a manipulações do que geralmente se imagina"

A democracia possui vários defeitos graves, e nenhum deles pode ser ignorado com meras piadinhas do tipo "a democracia é a pior de todas as formas de governo, excetuando-se as demais".  No entanto, tão logo começamos a analisar todos os sistemas democráticos existentes, não há nenhum indício de que a democracia direta leve a resultados demonstravelmente piores do que a democracia representativa. 

Recentemente, é fato, o povo de vários países tem votado de uma maneira que vem preocupando as elites globais e progressistas, que se acostumaram a ter resultados eleitorais a seu favor.  Consequentemente, o The New York Times, o The Guardian, a The Economist, e todos os seus seguidores e imitadores se apressaram em nos explicar que o povo é simplesmente ignorante demais para ter o poder de decidir questões grandes e importantes.

Se tais pessoas estão infelizes com o arranjo, então há motivos para ficarmos felizes.

A democracia direta não é perfeita, mas, considerando os inimigos que ela vem ganhando ultimamente, talvez ela não seja tão ruim quanto pensávamos. 


27 votos

autor

Ryan McMaken
é o editor do Mises Institute americano.


  • Gregório Lussani Salvador  19/10/2016 15:05
    Gostei muito do artigo, concordo muito que a democracia direta e melhor do que a representativa, é muito mais fácil controlar um grupo de pessoas notórias do que uma população inteira. Sempre pensei que o democracia representativa surgiu porque, com as grandes populações dos países, era impossível consultar todos sobre cada assunto, daí os representantes, mas hoje com melhores meios de comunicação e transporte esse processo se tornou mais viável, e espero que a democracia direta ganhe espaço nas decisões mais importantes.
    Gostaria de mais artigos para saber a opinião da escola austríaca sobre monarquia, constitucional, feudal, etc...
  • Marcos  19/10/2016 15:36
    Ótimo artigo.
    Desnuda bem que a intenção desse pessoal é "transformar" a sociedade custe o que custar.
    Lembro, aqui, de uma texto de C.S Lewis:

    "Dentre todas as tiranias, uma tirania exercida pelo bem de suas vítimas talvez seja a mais opressiva. Pode ser melhor viver sob um ditador desonesto do que sob onipotentes cruzadores da moralidade. A crueldade do ditador desonesto às vezes pode se acomodar, em algum ponto sua cobiça pode ser saciada; mas aqueles que nos atormentam para o nosso próprio bem irão nos atormentar indefinidamente, pois eles assim o fazem com a aprovação de suas próprias consciências."

    Realmente, as decisões populares podem ser questionáveis sobre vários ângulos, como as minhas individuais também são, bem como as de todas as demais pessoas do planeta.
    Mas, a questão que fica, a partir de uma perspectiva libertária, é: E daí? Quem teria legitimidade para decidir o que é melhor para mim?
  • Dissidente Brasileiro  19/10/2016 15:58
    Ou, o que é ainda mais provável, eles percebem a contradição, mas simplesmente não ligam. Na próxima ocasião em que o povo votar "corretamente", os atuais críticos irão simplesmente fingir que jamais fizeram qualquer crítica à sapiência do povo.

    Na verdade, esta contradição é excelente. Foi graças a ela e a outras que, anos atrás, abri meus olhos para as práticas criminosas existentes nessa patologia mental denominada esquerdismo. Com o passar do tempo descobri os trabalhos de Mises e Rothbard, comecei a estudar o Libertarianismo e nunca mais voltei. Por pouco escapei da lavagem cerebral que esses celerados psicopatas exercem com sucesso na mente dos menos fortunados, e como consequência me tornar um fantoche alienado, igualzinho esses petralhas alucinados que existem aos milhares por aí.

    Para os esquerdistas que estão a ler este comentário e ainda têm algum neurônio funcionando, acredite: existe vida inteligente fora da matrix esquerdista. Você apenas precisa tomar a pílula vermelha e aceitar a realidade que sempre esteve na sua frente e nunca conseguiu enxergar. E aí, vai encarar?
  • Matheus  24/10/2016 16:17
    Concordo.
  • Davi Mota   19/10/2016 16:20
    É só ver o que esta acontecendo nos Estados Unidos. Trump não esta concorrendo somente contra a Hillária e os democratas, mas contra o próprio partido republicano e a mídia.

    O Estabilishment inteiro esta em pânico.
  • Alexandre Medeiros   19/10/2016 16:20
    Por causa da esquerda criei ojeriza a duas palavras e desconfio como se fosse o diabo fugindo da cruz: intelectual e especialista.
  • Maverique  19/10/2016 16:21
    Lendo esse artigo sobre referendo popular, lembrei de um documentário sobre "Sabedoria Popular". Basicamente pesquisadores descobriram que em um momento de dúvida em relação a uma decisão importante a pior escolha seria o uso do conhecimento ou se preferirem a sabedoria de intelectuais, pois as chances de acerto deste grupo chega a média de 60%. No entanto em contrapartida quando feito a média em relação de decisões de escolha pública os pesquisadores chegaram ao um resultado de 95% de acerto utilizando-se da "sabedoria popular". Ou seja, talvez referendos populares sejam sim, uma forma acertada de obter uma resposta mais aceitável.
  • Jean  19/10/2016 16:21
    A democracia aos poucos vai caindo... Ótimo. Quem sabe volta a monarquia.
  • Celso Silva  19/10/2016 18:55
    Que assim seja. Em 1993 perdemos a oportunidade da restauração de uma monarquia parlamentarista neste infeliz país, algo que funcionava muito bem e que acabou em decorrência de um golpe de estado - este sim um verdadeiro golpe - arquitetado pelos idiotas positivistas em 1889. Deu nesta maldita república, cujo "ideal republicano" é espoliar o povo continuadamente. Chega dessa porcaria que nos consome!
  • Denison  20/10/2016 17:07
    Poderia direcionar uma pesquisa, ou postar links, para que eu possa ler um pouco mais sobre essa oportunidade de 1993?
  • Bertrand  20/10/2016 17:12
    Ora, você não se lembra do plebiscito de 1993?

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Plebiscito_sobre_a_forma_e_o_sistema_de_governo_do_Brasil_(1993)

    Eis o meu voto:


  • Denison  21/10/2016 00:19
    Nossa, não lembrava... Por algum motivo nunca ensinaram isso, nem em Economia Brasileira nem em outro lugar. 93 é sempre lembrado como ano de "preparação" ao Real.
    Isso me faz pensar no quanto eu nem faço ideia que aconteceu, e eu costumo ler com frequência.
    Obrigado pelo link
  • 4lex5andro  10/11/2016 02:39
    Com o Brasil imerso em hiperinflação, desemprego, e pós-impeachment (sem contar que havia saído a pouco de 21 anos de totalitarismo) não estava pronto pra esse plebiscito.

    O prudente seria um adiamento dessa consulta mas, tal como nas eleições presidenciais, o poder de monopólio da informação da mídia mainstream teve exito no resultado dos votos.

    Se fosse hoje com grande parte do analfabetismo erradicado (isso é fato no centro-sul do país) e pluralidade de acesso a informação (sem o predomínio das emissoras de tv, e além dessas, outros modais de informação se afirmaram como pc, notes e smartfones), o país poderia decidir com maior propriedade, sobre forma e regime de governo.

    P.s. O mesmo sufrágio inquiriu também sobre forma de governo: parlamentarista vs. presidencialista e, este último, como é sabido, seguiu tendo continuidade.
  • Didi  19/10/2016 16:47
    Felicitações pelo artigo!

    Depois de tantas solapadas, parcela significativa da sociedade em diversos países perceberam os embustes intrínsecos nos boquirrotos discursos progressistas. O certame só está na incipiência, então se pode vislumbrar que um armistício está descartado na mídia marrom coalhada de esquerdopatas gramscistas.
  • Renan Merlin  19/10/2016 17:26
    Isso me lembra o ate então ministro da casa civil e atual morador da papuda comentando sobre o resultado do plebiscito de 2005 após a população dizer NÃO ao desarmamento.
    "A POPULAÇÃO NÃO FOI ESCLARECIDA O SUFICIENTE" e olha que todo estabilishment, rede globo, oposição, situação e varias ONGs financiada por George Soros era a favor do desarmamento contra o Bene Barbosa e o MVB em uma epoca que a popularidade do PT estava no alto.
    Se tivessem ganho aquele plebiscito o PT teria colocado toda suas pautas em forma de plebiscitos só que lembraram que dar voz ao povo só e bom pra eleger politico populista pra outras coisas era "perigoso" pros politicos
  • Renan Merlin  19/10/2016 17:30
    Esquerdista só defende "democracia" quando lhes interessa, quando não eles falam que decisões importantes devem ser tomada por "especialista" e não pela população que não é esclarecida.
    Quer um exemplo? Sugira a um esquerdista o que ele acha de fazer um referendo sobre maioridade penal por exemplo? Ele vai dizer que a população e alienada pelo Datena.
    Entenda como: "OS POLITICOS(de esquerda preferencialmente) SABEM O QUE É MELHOR PRA VOCÊS"
  • Paulo Henrique  19/10/2016 17:51
    Por mais que os progressistas estejam atacando referendos, eles o fazem por oportunismo visando um fim e somente por que perderam, não por crer que algo seja ruim ou bom. Ser bom ou ruim não é a pauta para essa gente. Da mesma forma, os resultados positivos podem ser simplesmente resultados acidentais, não essenciais do sistema de votos.
    Existe sim o risco de referendos serem usados para tiranizar a parte que perdeu. Democracia , se entendido como a simples vontade da maioria sobre uma minoria, pode receber diversas criticas e está muito longe de uma unanimidade. Por outro lado, um sistema de votação direita, mas, delimitado a pequenos espaços geográficos, pode limitar possíveis falhas aquele local, e existe mais transparência pois todos estão ''perto do outro'' debando idéias, tal como uma ''tribo''.

    Em escala continental, essa transparência de ideias é diluída, e pior, se escolherem algo muito ruim, afetará todo um país.


    Democracia , se funcionar, vai ser em pequenos locais. E eu disse ''SE''
  • Conservador  19/10/2016 17:52
    Ótimo artigo.
  • Tales  19/10/2016 18:20
    O problema é que os progressistas tentarão qualquer saída para esse problema, menos libertarem as pessoas de suas garras. E é bem provável que a saída seja mais danosa do que o arranjo atual. Não duvide desses maníacos.

    Sobre a democracia direta, é só mais gente interferindo diretamente na minha vida. E quem convocaria os plebiscitos (e definiriam seu teor) seriam os burocratas de sempre. Não passa nem perto de ser uma alternativa aceitável.

    Mas que seria tragicômico ver a população deferindo um salário mínimo de 10000$ e ao mesmo tempo votando a favor do corte drástico de impostos, seria.
  • Jr  19/10/2016 18:26
    Não é nada novo esse discurso que afirma que somente pessoas "iluminadas" e de ''mentes superiores" deveriam ter o total controle das decisões em uma nação.
    Alguns psicopatas de tempos antigos, também conhecidos como filósofos, faziam a mesma afirmação.
  • vladimir  04/11/2016 12:06
    Até que fim alguém leu a REPÚBLICA DE PLATÃO.
  • Homem Livre  19/10/2016 18:54
    Olá. Gostaria de saber o que os participantes do site acham do Liberalismo Social??????
  • Max Rockatansky  19/10/2016 21:24
    Explique o que seria "liberalismo social".
  • Andre  19/10/2016 22:54
    Dar a bunda em público, criar o filho com ideologia de gênero e abrigar terroristas islâmicos disfarçados de refugiados.
  • Douglas  20/10/2016 12:24
    Andre, melhor definição impossível. HAHAHAHAHAHA
  • Leandro Campos  19/10/2016 18:58
    Vamos fazer um referendo, a população votará se os políticos devem ou não ter seus salários reduzidos, qual será o resultado?
  • Renan Merlin  19/10/2016 21:21
    Teve um deputado federal que foi no Jo Soares que falou que se deixar a população decidir tudo a população vai querer fechar o congresso. Os caras são tão caras de pau que nem disfarça que eles não servem pra nada
  • IRCR  19/10/2016 20:56
    Democracia representativa é o maior embuste que existe.
    A direta pode não ser perfeita (nada é perfeito) mas é infinitamente superior.
    Esse pessoal que se diz "democrático" não gosta da democracia direta pq isso descentraliza o poder e tudo que esse pessoal quer é a centralização de poder nas mãos de alguns ungidos.
  • Bruno Feliciano  19/10/2016 21:15
    Pessoal uma duvida sobre uma polemica:

    Eu estava conversando com a minha professora de direito civil sobre a ''imagem'' do ponto e esbarramos em certos assuntos que eu gostaria de saber a opinião dos membros aqui.Tenho mania de trazer conflitos de direito de propriedade aqui para o IMB,acho muito saudável e legal,eu refletir junto com pessoas que seguem a mesma linha de raciocínio que eu.

    Vou direito a um exemplo que fica mais claro o caso:
    Vamos supor:

    Eu aluguei um imóvel X para abrir o meu restaurante.Depois de 10 anos neste imóvel,eu decido não renovar o contrato e ir para o imóvel Y.
    Sendo assim,vem um outro empresário para alugar o imóvel X para abrir OUTRO restaurante.

    Há duas polemicas em uma situação como esta:
    1- É legitimo que outra pessoa abra um outro estabelecimento COM O MESMO FIM neste mesmo imóvel ou ponto?
    Para min isso se resolve no contrato entre locador e locatário,mas existe uma lei que proíbe esse tipo de coisa.

    Agora a mais polemica:

    2-A imagem do ponto que o restaurante construiu ao longo de seus 10 anos no imóvel X,ela é passível ou não de ser reconhecida como propriedade?Veja,eu fiz a imagem daquele imóvel(ponto),meu restaurante virou referencia ali...
    Segundo a legislação brasileira,deve ser sim reconhecido este título de propriedade ao dono do restaurante.Porém nesse caso,existe um prazo e certos requisitos para que eu(dono do restaurante) entre com o reconhecimento do título de propriedade da imagem(ponto).Caso contrario,não terei o título.
    O meu problema com isso é que,a imagem do ponto não esta atrelada ao estabelecimento e sim ao IMÓVEL!
    Logo,ao me mudar para o imóvel Y,é impossível eu levar para o ponto Y a imagem que eu criei no ponto X.Portanto,como poderia chamar isso de propriedade?É algo que agrega valor no imóvel e não no estabelecimento.

    Imagina quando na sua cidade,um estabelecimento famoso e bom,fica durante anos naquele ponto.Você acostumado com isso,faz de referencia aquele ponto.
    Portanto,é legitimo dar esse título de propriedade?
    No meu exemplo,esse novo restaurante que iria alugar o imóvel X,deve comprar o título de propriedade do antigo restaurante que ali estava?

    O argumento da legislação é que,como o primeiro restaurante do imóvel X foi quem construiu tal imagem ao ponto,este tem o direito de tal título de propriedade.Pois não seria justo chegar outro restaurante no imóvel e se beneficiar de tal imagem que o restaurante anterior criou...Entendem?
    Acho que isso poderia sim ser resolvido em contrato mas o estado deve conceder esse direito de propriedade?

    É algo extremamente vago e complexo essa história de imagem do ponto,por isso eu não consigo ver como propriedade.

    Abraços
  • Andre  19/10/2016 22:52
    Irrelevante este "direito" de imagem, e a própria legislação é muito confusa, pois o que já vi de puteiro virando igreja e centro de reciclagem cheio de ratos virando açougue... Se a imagem positiva tem um valor, é justo que uma imagem negativa atribuída ao local também tenha seu valor mensurado e descontado do dono anterior.
    Quem decide para quem aluga e o limite das finalidades é o proprietário, o empreendedor que define o negócio a instalar de acordo com seu faro pra negócios, essa lei burra só encarece ainda mais empreender no Brasil, uma lanchonete média pra ser comprada em SP está uns US$30.000,00 enquanto em Bogotá, cidade de mesma renda per capita, fica por uns US$12.000,00 sem essa lei burra.
    O estado SEMPRE prejudicará o empreendedor atual e impedirá o nascimento de novos, uma pessoa dona de seu próprio sustento e dona de seu destino é uma pessoa com dignidade, com discernimento e independente, pessoas assim enfraquecem e desmoralizam o estado, que usará todos recursos disponíveis para tornar os cidadãos seus escravos.
  • Cristian Rahmeier  20/10/2016 09:00
    Se o empreendedor deve ressarcir o ganho de imagem, então, se empreendedor abrir um restaurante no mesmo lugar onde a imagem esteve comprometida, deve o primeiro pagar por danos à imagem do atual empreendedor. Nesta hipótese lógica, a probabilidade da imagem ser negativa é a mesma de ser positiva. Portanto, uma anula a outra, ou seja, é zero para ambos os casos. Matematicamente, é -1+1=0. A Lei em vigor é falha lógica, matemática e probabilisticamente.
  • Bruno Feliciano  20/10/2016 14:36
    Perfeito.Mas não é assim que a lei enxerga.Veja bem:

    Nesse caso,os legisladores argumentariam que a imagem negativa pode ser recusada pelo novo locatário,recusada em não alugar aquele imóvel que foi ''contaminado'' pela péssima imagem e ponto que o antigo estabelecimento ali deixou.Agora a positiva pode ser recusada assim também,mas se aceita ela deve ser paga já que foi ''mérito'' do antigo estabelecimento.

    Mas imagine esse outro exemplo:

    Um restaurante famoso ai na sua cidade,uma localização ótima! Ficou ali durante 10 anos e você conhece aquele imóvel como referencia do local.
    Ai este restaurante,deixa esse imóvel dando lugar a um novo estabelecimento(um mesmo restaurante ou até outra coisa).

    O marketing,a imagem e a referencia daquele imóvel foi criada pelo restaurante que saiu desse imóvel,logo na lógica da legislação,este tem de ser recompensado por isso(Reconhecendo como algo de sua propriedade).

    Então esse negocio de vender o ponto tem essa ''propriedade'' artificial que o estado garante.

    Como eu disse,tal marketing do ponto,local e imagem,fica agregado ao IMÓVEL,logo é de propriedade do locador.Mas não é algo que é possível vender,é somente algo que agrega valor(ou não se negativo) ao IMÓVEL.
    O estabelecimento fica com o nome,o respeito pela marca.Já o IMÓVEL fica com a imagem do ponto.

    Nesse mesmo exemplo que eu dei aqui; você frequentariam o restaurante que mudou de lugar ou iria frequentar o novo restaurante naquele mesmo ponto do antigo?Por você ja conhecer,esta acostumado e enfim..
    É algo extremamente vago e subjetivo.

    Eu acho bizarro isso mas gostaria de refletir com vocês.

    Abraços

  • Cristian Rahmeier  21/10/2016 08:07
    Como você mencionou, é uma questão subjetiva. Se não há como fugir da lei, então você deve contorná-la. Pergunto. Quem tem o poder de avaliar o ganho de imagem? Quais métodos? Por quanto tempo a imagem positiva permanece relacionada ao imóvel; um dia, um mês, um ano ou para sempre? O ganho de imagem está relacionado ao estabelecimento ou infraestrutura? Não se pode isolar o estabelecimento do conjunto. Por exemplo, um restaurante que foi beneficiado por um shopping construído quatro quilômetros de distância. Para ter o alvará liberado, o shopping teve de construir uma ponte e um desvio, juntamente com obras de revitalização e alargamento por parte da prefeitura o movimento aumentou consideravelmente. Ora, a quem se deve atribuir o ganho de imagem? Enfim, em nenhum caso é possível conferir ganho de imagem ao antigo locatário. Ainda, sim, a imagem pode estar muito mais relacionada aos imóveis ao lado do que ao próprio imóvel.
  • Taxidermista  20/10/2016 13:36
    Caro Bruno Feliciano:

    A chave aí é o seguinte: para o austro-libertarianismo, não existe propriedade sobre "valor" (ou sobre "imagem", ou sobre "reputação", etc); só existe propriedade sobre um bem tangível. E as implicações disso são profundas, mostrando que as pressuposições de diversas legislações estão equivocadas.

    Dê uma lida nesse artigo do Walter Block e do Hoppe (você vai passar a enxergar a coisa sob outra visão, ou vai reforçar o posicionamento pessoal que vc já esboçou aí ao final do seu comentário):

    file:///C:/Users/gabriel/Downloads/On%20Property%20and%20Exploitation_2.pdf






  • Bruno Feliciano  20/10/2016 14:44
    Olá taxidermista!

    Obrigado pela resposta.

    Eu meio que penso dessa maneira,propriedade são recursos escassos e portanto bens matérias(tangíveis).

    É um tema bastante polemico nas academias libertárias,Ayn Rand por exemplo era defensora da propriedade intelectual.

    Mas tenta não entrar nessa linha de raciocínio,pelo o que eu questionei com a minha professora,estou tentando não entrar nesse mérito e somente olhar se isso pode ser considerado propriedade,somente pelo fato do antigo estabelecimento ter o ''mérito''.
    É mais uma reflexão e um exercício mental de tentar entender o contraditório.

    Mas mesmo se aceitarmos a propriedade intelectual e enfim,bens intangíveis como propriedade em geral,ainda acho bizarro e invalido considerar isso propriedade.O cara vai passar o ponto e o novo estabelecimento que esta entrando,tem que pagar pro estabelecimento que esta saindo.Entende,mesmo levando a PI em conta,ainda sim é algo bizarro...

    Abraços
  • Taxidermista  20/10/2016 16:27
    Sim, meu caro Bruno Feliciano,Ayn Rand e seus seguidores estão completamente equivocados a respeito de "propriedade intelectual".

    E sim, meu caro, é bizarro isso, pelas razões expostas nesse artigo clássico a respeito: mises.org/library/goods-scarce-and-nonscarce

    Destarte, ainda que levemos em conta a PI (como vc pretende como exercício de contraditório), a defesa dessa "propriedade" aí no teu exemplo é equivocada, porque, fundamentalmente, insisto, não existe propriedade sobre "valor" (ou sobre "imagem", ou sobre "reputação", etc), e é isso o que se pretende quando se sustenta a "exigência de pagamento pelo fato do antigo estabelecimento ter o 'mérito'". Ora, só existe propriedade sobre um bem tangível, tal como se defende no austro-libertarianismo.

    Aliás, esse artigo que te mostrei do Walter Block e do Hoppe é bem mais amplo do que o tema da "propriedade intelectual"; ele fala de modo genérico sobre uma determinada concepção (equivocada) de propriedade, que é, justamente, a concepção subjacente à legislação de direito civil e comercial. Eles dão vários exemplos de manifestações concretas (inclusive em determinados institutos jurídicos) dessa concepção errônea de propriedade.

    Abraço cordial.

  • Bruno Feliciano  20/10/2016 18:48
    Taxidermista,saberia me dizer se existe algum país que não existe essa bizarrice no direito civil?

    Tem umas coisas que só tem aqui mas as vezes estudo outras legislações e vejo que as aberrações estão espalhas mundo afora.
  • Taxidermista  20/10/2016 21:58
    Meu prezado, infelizmente, essas concepções equivocadas de propriedade espalham-se nas legislações pelo mundo, tanto naquelas existentes nos países de Civil Law (romano-germânico) como nos de Common Law.

    Mas a situação é ainda pior: as aberrações não se limitam ao direito civil; com o olhar libertário vc passará a ver diversas outras aberrações legislativas, como, por exemplo, em normas do "direito do consumidor"; normas do "direito administrativo"; normas do "direito ambiental"; diversas normas do direito penal... E isso sem falar no "direito tributário", no "direito previdenciário", no "direito do trabalho"...

    Em suma, é uma grande desgraça em detrimento da economia de mercado e da liberdade individual.

    Quer uma indicação de leitura a respeito de como seria um mundo sem essas aberrações jurídicas?

    Eis aí:

    https://mises.org/library/ethics-liberty

    e

    https://global.oup.com/academic/product/the-structure-of-liberty-9780198700920?q=structure%20of%20liberty&lang=en&cc=br


    Abraço fraterno.

  • Bruno Feliciano  20/10/2016 23:00
    Caro Taxidermista,

    ''Mas a situação é ainda pior: as aberrações não se limitam ao direito civil; com o olhar libertário vc passará a ver diversas outras aberrações legislativas, como, por exemplo, em normas do "direito do consumidor"; normas do "direito administrativo"; normas do "direito ambiental"; diversas normas do direito penal... E isso sem falar no "direito tributário", no "direito previdenciário", no "direito do trabalho"... ''

    Já estou no 3 ano,portanto já vejo todas essas aberrações que você citou.
    Eu faço minha parte,não dou passe-livre pra nego falar as asneira sem ser contra-argumentado.Comigo isso não acontecesse,falou besteira é cobrado!
    O pior é que as vezes,você faz o professor enxergar o problema e ele ''buga'',mas passa 5 minutos ele volta defender a mesma coisa.
    Direito do Consumidor,Direito Trabalhista,Direito Administrativo...É conhecendo essas aberrações que reforçaram a minha convicção.
    E ainda por cima,existe um sindicato chamado OAB,que não ajuda em nada os advogados brasileiros.Sem conta na mentalidade de concurso público da galera.
    Mas ainda sim,junto a meia duzia de colegas,estou me esforçando para abrir o primeiro grupo de debate da faculdade,para levantar esses temas que vão contra a mentalidade estadista presente no direito e na minha faculdade.

    O meu maior medo meu caro,é que utilidade posso gerar pro mercado sem ser advogado(tirando a hipótese de ser advogado).Que valor gero com esse meu conhecimento? Pretendo fazer a pós graduação do mises depois que me formar em direito.

    Penso em quem sabe,conseguir ter uma agencia ou uma empresa de justiça privada,que media conflitos e litígios.Algo cada vez mais demandado no brasil graças a sua justiça vagarosa e onerosa.Se eu for um advogado,por questão de coerência e caráter,trabalharei somente com tributário(isentar ao máximo as pessoas de pagarem impostos),civil(cuidar de contratos e propriedade privada) e empresarial(defender a iniciativa empreendedora).Não vejo possibilidade nas outras áreas.

    E por curiosidade,você se considera ANCAP ou minarquista?

    Abraços!

  • Taxidermista  21/10/2016 20:41
    Caro Bruno,

    fico contente em saber que existe um aluno do direito do 3º ano com a sua mentalidade. Gostei de saber que vc enxerga a OAB como um sindicato e enxerga a "mentalidade de concurso público da galera".
    Parabéns. Siga firme no ideal libertário. No meu tempo eu era visto quase como um extraterrestre na faculdade.

    E sua ideia sobre empresa de justiça privada é boa. Acho que vale a pena seguir em frente com a ideia.

    "trabalharei com (...) isentar ao máximo as pessoas de pagarem impostos (...) cuidar de contratos e propriedade privada (...) defender a iniciativa empreendedora".

    É o que faço, meu caro.

    E sou ancap (mas tenho o minarquismo como um second best alternative).

    Abraço fraterno, meu prezado.



  • Bruno Feliciano  21/10/2016 22:13
    Caro Taxidermista, obrigado pelas palavras!

    Tenho apenas 20 anos , estudo em uma faculdade de direito que é muito pro-direito público, e muitas vezes sou visto como um extraterrestre na faculdade. Sei exatamente o que você passou, me sinto inclusive mais confortável e seguro por saber que pessoas como você, tem formação em direito e exercem a advocacia.

    Mas até que tenho sorte, não sei se foi pela minha influencia de ''quebrar o pau'' la, mas durante esse ano, 3 colegas da minha sala ''guinaram'' para o ideal liberal.
    Já nas outras salas e nos outros anos, acredito que no total tenha menos de 10 pessoas com essas ideias...Mas já me senti muito mais sozinho nessa luta, com o tempo a tendencia é que esse sentimento se torne mais fraco. Mas isso é irrelevante pra min, eu vou até o final, até que me provem que eu estou errado!

    Só fico um pouco ''desanimado'', pelo fato de que existem pouquíssimos professores que pensam assim na minha faculdade. E os poucos que existem, não dão muita força. No máximo eles levantam ideias, sugestões e ajudam a propagar a ideia pela faculdade, principalmente quando vê alunos como eu, que concordam e reforçam toda a ideia. Mas não passa disso, nunca a mão é posta no fogo.

    Sobre as áreas para exercer, não sei se você pensa assim, mas repetem muito o discurso de atender o cliente sem confundir com o ideal.
    Por exemplo:
    Pegar um caso que você não vê razão alguma do cliente e as vezes que você não concorda, como; defender uma empresa que acuse a outra por ''competição desleal'' ou cartel. Você ainda pode ser coerente se for pra defender o réu de um processo desse tipo, caso contrario seria pura incoerência. Não sei se você concorda com isso...

    Mas aproveitando, me conta ai: Argumentos liberais e libertários, costumam funcionar para convencer o juiz?
    O nosso ideal, ajuda em algo para convencer o mediador?


    Abraço fraterno, meu prezado.
  • Rennan Alves  20/10/2016 16:30
    Prezado taxidermista.

    Você está enviando como link o local do seu diretório na máquina (seu nome é Gabriel?).

    Mais atenção nos seus excelentes posts.
  • auxiliar de link  10/11/2016 00:35
    caro colega Taxidermista
    cuidado com o copiar/colar quando postar links ;)
    https://mises.org/library/property-and-exploitation
  • Taxidermista  10/11/2016 12:39
    Ok, meu caro, deslize meu aí.

    Grato. Abço.
  • Aluno Austríaco  19/10/2016 21:54
    É engraçado como tem parasita pra todo lado no governo, mas não tem um filho de Deus pra fiscalizar a gastança do governo.

    Existem milhares de ONGs, institutos, movimentos sociais, agências de risco, entidades sem fins lucrativos, mas não aparece uma organização que faz auditoria externa nas contas do governo.

    Acho que o principal motivo é que o dinheiro roubado pelo governo não tem dono. É ladrão roubando ladrão.

  • de saco cheio  19/10/2016 22:35
    Tem a proposta da auditoria cidadã da dívida...
  • Reinaldo  19/10/2016 23:52
    De minha parte, sou inteiramente a favor de toda e qualquer auditoria da dívida brasileira. Quanto mais auditoria, melhor.

    Mas tem uma coisa que os seguidores dessa tal Fatorelli vivem gritando e eu nunca entendi: o que seria uma "dívida ilegal"?

    Estaria ela dizendo que alguém, que não o governo, emitiu dívida em nome do governo?

    Ou estaria ela dizendo que o governo emitiu dívidas para privilegiar nababos?

    Se for a segunda opção (como sei que é), digo apenas: Nossa, que espanto!

    Por acaso a Fatorelli comprova que algum cidadão privado invadiu o Tesouro e emitiu títulos sem que nenhum burocrata, político ou regulador soubesse? Se é isso, estou interessado em saber.

    Se não é isso, então ela está apenas chovendo no molhado: descobriu tardiamente que o estado é uma gangue de ladrões em larga escala que existe apenas para privilegiar quem está dentro da máquina e que vive à custa de quem está fora dela e é obrigado a bancar toda a esbórnia.

    E ainda há otários que defendem governo...

    E complemento:

    Até onde sei -- e gostaria que alguém me provasse errado --, quem emite títulos para financiar seus gastos é o governo (ou seja, políticos, burocratas e reguladores) e só. Ninguém mais tem acesso ao Tesouro para, fortuitamente, emitir títulos em benefício próprio.

    E, até onde sei, o governo se endivida exatamente porque gastou mais do que arrecadou. E ele gasta mais do que arrecada exatamente para saciar os exorbitantes salários dos políticos, burocratas e reguladores, além de privilegiar seus empresários favoritos com subsídios e empréstimos subsidiados pelo BNDES (com o nosso dinheiro de impostos).

    Agora, se alguém sabe de algo mais, favor compartilhar.
  • Paulo  20/10/2016 00:17
    Tem sim:

    www.bbc.com/portuguese/brasil-37526368
  • de saco cheio  19/10/2016 22:34
    Peraí, isso é uma generalização, não é toda esquerda que é contra a democracia direta, apenas a esquerda estatal talvez, não a libertária.
  • de saco cheio  19/10/2016 22:53
    Que eu saiba democracia direta pros austríacos é a democracia do bolso, vc vai lá e adquire o que precisa com o próprio bolso, e não referendos...
  • Bode  20/10/2016 01:02
    Muito cuidado com esse negócio de democracia direta. O PT tentou implantar os Conselhos Populares para criar e modificar leis. Só que os tais conselhos seriam manipulados pelo PT e instituições satélites como MST, MTST, CUT e outras quadrilhas.
  • Dam Herzog  20/10/2016 01:48
    As ideias de uma minoria deve pensar para uma de NYT é uma ideia do Fascismo do Mussolini.
  • Alexandre  20/10/2016 14:24
    Vale lembrar que no Brasil temos uma população:

    70% formada por analfabetos funcionais
    15% formada por analfabetos de fato
    10% formada por esquerdistas, comunistas, marxistas, artistas, cantores, professores, sindicalistas, psicopatas...
    2,0% formada por pessoas com nível superior completo
    1,5% formada por índios, ladrões, assassinos, mendigos, prostitutas, traficantes, debiloides, drogados, presidiários...
    0,5% formada por indivíduos com padrão intelectual aceitável
  • Terráquo  11/11/2016 11:38
    Qual a fonte dos dados?
  • Luiz Henrique  11/11/2016 17:07
    Olhe para a janela e veja o gado, simples não é necessário dados você pode comprovar por si mesmo é triste mas é simples!
  • gilberto  21/10/2016 12:55
    Qual seria a diferença entre o voto direto na Suiça e os Soviets da Russia? Porque o primeiro parece que funcionou e o segundo foi um desastre?
    Como preservar direitos naturais em ambos os casos?
  • Andre  21/10/2016 14:27
    Pense nos sovietes como nossos sindicatos e MST, MTST e etc, agora imagine como estes votariam as decisões que guiarão a nação.
  • Historiador  24/10/2016 12:47
    Exato. Soviets nada têm a ver com voto direto.

    Os soviets eram, ao mesmo tempo, organizações políticas e órgãos governamentais.

    Na prática, os soviets, essencialmente, começaram como comitês de greve, como aqueles que surgem nas greves selvagens. Como as greves na Rússia czarista começaram em grandes fábricas, e rapidamente se espalharam pelas cidades menores e distritos, os trabalhadores precisaram manter contato permanente. E faziam isso por meios desses conselhos, os soviets.

    Quando a greve se alastrou, se estendeu por todo o país, parou toda a indústria e tráfego e paralisou as funções do governo, os sovietes foram confrontados com novos problemas. Eles tiveram de regular a vida pública, tiveram de cuidar da ordem e da segurança públicas, tiveram que providenciar os serviços públicos essenciais. Eles tiveram de desempenhar funções de governo; o que eles decidiram era executado pelos trabalhadores, enquanto o governo e a polícia ficavam de lado, conscientes de sua impotência contra as massas rebeldes.

    Então os delegados de outros grupos, de intelectuais, camponeses, soldados, que vieram para se juntar aos sovietes centrais, tomaram parte nas discussões e decisões.

    E aí veio a Revolução.

    Absolutamente nada a ver com o modelo suíço.

    https://en.wikipedia.org/wiki/Soviet_(council)
  • Reinaldo di Saboya  22/10/2016 00:49
    Sim. Eu era libertário minarquista/ancap, mas vi que isso não impediria as elites globalistas de dominarem tudo. Agora sou um libertário populista de direita/Democrata Jacksoniano/Democrata Radical.
  • Emerson Luis  27/10/2016 13:48

    Quando conservadores falam em "democracia", eles pensam em isonomia; quando socialistas falam em "democracia", eles pensam no "povo" decidindo tudo por maioria de votos. Os liberais percebem essa dubiedade semântica e tomam cuidado com a palavra "democracia".

    Os socialistas costumam defender que tudo seja decidido "democraticamente" (ou seja, por maioria de votos) porque eles são hábeis em controlar as narrativas e manipular emoções. Porém, quando perdem o controle da maioria, mudam de estratégia.

    Para eles, o "povo" não é a soma de indivíduos únicos que interagem no mundo real, mas uma abstração utópica. Quando as pessoas não se ajustam ao que os socialistas querem, eles buscam "corrigi-las" para que "pensem corretamente". Ou dividem as pessoas em subgrupos arbitrários e jogam uns contra os outros.

    Mais que isso, quando falam do "povo", muitas vezes estão se referindo aos autoproclamados "representantes do povo": MST, ONGs e outras entidades pseudopopulares.

    Antes do impeachment, eu li uma reportagem sobre uma manifestação pró-Dilma que entrevistou vários participantes. Um casal de professores disse: "A Dilma foi eleita pelo povo e é só o povo que pode tirá-la de lá. Mas não esse povo que foi nestas manifestações [exigindo o impeachment]".

    * * *
  • Sérgo Santos  04/11/2016 17:28
    Excelente artigo. Vou compartilhar o mais rápido possível.
    Destrinchou com maestria todas as questões que envolvem a democracia direta. Mas, melhor ainda, expôs com solar clareza o que pensa a esquerda da verdadeira democracia: "perigosa"!!!
    Abs!
  • Marcelo Faviere  09/11/2016 13:46
    Por favor, coloquem os "botões de compartilhar" para Twitter e outras redes sociais.
  • Auxiliar  09/11/2016 14:07
    Está lá em cima, à esquerda, logo abaixo do nome do autor. (Estou no desktop).
  • Marciano  09/11/2016 13:48
    Não gosto do Trump, mas sinceramente, vê um bando de progressistas choramingando nas redes sociais fez o meu dia melhor.
  • anônimo  10/11/2016 01:13
    Concordo plenamente.
  • Kek  09/11/2016 15:50
    Bem que algum austríaco poderia falar com o Trump e a sua assessoria.
  • Renan Merlin  09/11/2016 18:17
    Não morro de amores pelo Trump mas foi lindo ver os "especialistas" da globo news falar uma bosta atras da outra e sugerir "reforma politica" nos EUA
  • Murdoch  09/11/2016 19:58
    "Reforma política"?
  • 4lex5andro  10/11/2016 17:13
    Pois é, foi a pauta do dia nos telejornais da tv globo e esta nada é além de uma grande subsidiária do grupo americano de mídia time-life, democrata desde sempre.

    De semelhante modo as outras mídias nacionais (band e record) replicam, no tema eleições, os comentários de mídias dos Eua, como o Nyt.

    E é fato que a mídia mainstream, com reverberação até aqui no Brasil, vai tentar impor essa agenda daqui em diante, uma reforma no sistema eleitoral americano, que, como em 2000, frustrou as expectativas de continuísmo do partido democrata no governo.
  • Mais Mises...  09/11/2016 19:37
    Desci para levar meus filhos à escola e quando vi o jornal no chão, em frente à porta do vizinho com a manchete da vitória do Trump, senti-me aliviado. Não pelo candidato vencedor, que na minha visão libertária, é só mais um que fará o que os outros vem fazendo, alguém que jogou da forma que a maioria dos americanos aceitaram... Mas ao imaginar o esperneio das mídias nacionais, a cara de bunda dos repórteres da Goebbels News e imaginar que a esquerda nojenta e abjeta com seu discurso de divisão da sociedade em nichos com direitos específicos, me veio um sorriso imenso no rosto.
    Minha filha, muito esperta, sacou e perguntou: "Pai, porque você tá com essa cara de alegre assim?" Respondi: "Meu deu vontade, filha. Deu vontade porque nós nascemos para sermos livres." (Ela não entendeu, é claro, mas se deu por satisfeita.
  • Aluno Austríaco  09/11/2016 19:49
    Seria excelente se houvesse um Trump no Brasil.

    O Trump ganhou porquê desafiou o sistema político, não vai subir impostos, não vai proibir as armas, vai expulsar os ilegais, vai diminuir a farra da China no comércio internacional, vai se meter menos nos outros países, etc. Os americanos precisam parar de ser a babá do mundo.

    Os impostos sobre importação não são bons, mas poderia ser muito pior com os democratas aumentando as bolsas, aumentando o esquerdismo, fazendo farra com dinheiro público, etc.

    Algué precisava meter o pé na porta do governo.

  • Mais Mises...  09/11/2016 22:08
    Se ele fizer quase todas essas medidas, será muito bom. Só não concordo com o 'acabar com a farra da China no comércio internacional'. Pra fazer isso, ele tem que elevar barreiras tarifárias, pelo que eu sei... A não ser que ele baixe absurdamente os custos a fim de atrair empresas para o território yankee. Fora isso, ele recairá sobre mais estatismo.
  • Murdoch  10/11/2016 02:06
    O Trump irá aumentar impostos, ele mesmo disse em um debate republicano. Para operadores da bolsa, basicamente todas as pessoas conectadas a Wall Street ele irá aumentar os impostos, porque segundo ele, não concorda um cara ganhar U$200 milhões de dólares e pagar a mesma porcentagem sobre sua renda do que um classe média. Até mesmo no debate o Ben Carson disse que esse plano tributário era socialismo e que não funciona.
  • Murdoch  10/11/2016 02:07
    Mas é claro, a alegria que me deu vendo os esquerdistas chorarem pela derrota da "mãe" Hillary ganhou o dia.
  • Andre  10/11/2016 10:54
    Trump não tem um Paul Volcker para parar a impressão desmedida de dinheiro, a economia está como um vaso de barro que caiu e quebrou em 2008 e andaram colando caco por caco desde então ao invés de comprar um de plástico, está bem frágil e qualquer movimento brusco quebra.
    Os EUA primeiro abriram suas fronteiras comerciais e depois facilitaram o empreendedorismo industrial, um dos mais difíceis e custosos de serem feitos, talvez Trump consiga reativar o Rust Belt com diversificação de serviços industriais, generosas isenções de impostos e desestatização completa de atividades econômicas na região, como empresário, Trump provavelmente não vê políticas públicas como solução e sabe quando um negócio está perdido, reverter o processo de globalização é um deles.
  • amauri  10/11/2016 10:38
    Bom dia!
    A Inglaterra esta tendo problemas por causa do Brexit?
  • fernando lage  10/11/2016 23:30
    Se fosse feito um plebiscito na região da Ponta do Abunã-RO e região de Boca do Acre-RO com certeza aprovariam a anexação ao Estado do Acre, haja vista, o abandono daquelas populações pelos Estados de Rondônia e Amazonas, respectivamente.
  • Douglas  11/11/2016 15:46
    Eu recebi um email da Avaaz intitulado "O Mundo vs Trump". Os progressistas realmente gostam da democracia somente quando eles ganham.
  • Luiz Henrique  11/11/2016 17:05
    Também recebi o e-mail, é uma lastima ver como eles conseguiram adentrar sobre todos os meios de nossa comunicação, esses sim são o verdadeiro câncer que deve ser extirpado!
  • Esquerdista Democrata  11/11/2016 17:55
    Na verdade somos contra a farsa dessa de democracia burguesa. Por exemplo, no caso da eleição do Trump. O Trump venceu porque os EUA não são uma democracia de verdade. No voto popular, a Hillary venceu. Fosse uma democracia de verdade, a Hillary seria eleita.

    Para começar, o sistema de voto indireto é uma farsa. O correto seria ser voto direto, como no Brasil.

    E se ao menos o sistema de voto indireto nos EUA fosse representativo. Mas não é. Cada estado elege um número de delegados proporcional ao tamanho de sua população. O candidato vencedor elege TODOS os delegados, não havendo espaço para que obteve uma minoria considerável de votos. Por exemplo, o estado da Flórida, onde o Trump venceu: elege 29 delegados. Trump conseguiu 49,1% dos votos e a Hillary 47%. Então, se o sistema de voto indireto americano fosse mais representativo, a Hillary elegeria 13 delegados, o Trump 14, e os outros dois, outros partidos que obtiveram poucos votos. Seria mais representativo, pois a voz da minoria seria mais ouvida. Mas não é o que ocorre. O partido vence elege TODOS os delegados. Trump venceu na Flórida, então TODOS os 29 delegados são Republicanos...

    É isso que criticamos. Essa farsa de democracia...
  • Luiz Henrique  11/11/2016 19:21
    O voto distrital existe justamente pra impedir uma imposição dos centros urbanos. É uma forma menos merda de democracia. E você como esquerdista deveria amar essa minoria rural, que são simplesmente chamadas de burras, mas ninguém está ai quando essa perde seus empregos, estes são os Americanos de verdade e são eles que irão faze A America Grande Novamente!
    A e só para constatação:
    >Democracia
    >Verdade
  • 4lex5andro  11/11/2016 19:37
    Desse modo não precisaria de colégio eleitoral, uma vez que a lógica seria a maioria absoluta e não representativa dos estados que compõem a federação.
  • Emerson Luis  15/11/2016 23:27

    A esquerda defendia o voto direto enquanto a maioria das pessoas não tinha acesso à informação e por isso era mais manipulável.

    Eu jamais teria ouvido falar de Mises, Hayek, etc. se não fosse a internet.

    * * *
  • Alexandre  25/11/2016 13:31
    Os homens fizeram da democracia um fetiche, a exaltação e a adoração das idéias do homem comum coletivamente chamadas de "opinião pública". A opinião de um homem, quando tomada isoladamente em si mesma, não é considerada como tendo muito valor, mas, quando muitos homens funcionam coletivamente como uma democracia, esse mesmo julgamento medíocre é tomado como sendo o árbitro da justiça e o padrão de retidão
  • Eduardo Soares   22/01/2017 19:41
    Texto ótimo, mas não aborda o o real motivo pelo qual os ditos progressistas mudaram de posição. Eles mudam de posição porque seguem a máxima do pensamento maquiavélico de "os meios justificam os fins". Substituem o Príncipe que Machiavel defendia, pelo partido, pela ideologia. Antes defendiam a democracia direta, agora a representativa. Tudo circunstancial. Para quem já era adulto no plebiscito de 1992, deve se lembrar que Lula defendia o parlamentarismo, depois passou a defender o presidencialismo. Por quê? Porque passou a ser mais conveniente ao seu projeto e, de fato foi quando assumiu o poder 10 anos depois. Enfim, tudo é questão de poder, da luta por ele.


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