O parasitismo sindical é outra praga que tem de ser extinta
Por causa da legislação, sindicatos se tornaram uma maneira legalizada de espoliar o trabalhador

Os sindicatos se dizem organizações preocupadas em promover os interesses dos trabalhadores. Quando destituída de toda a retórica marxista, tal afirmação não é de todo inverossímil: em alguns casos, os trabalhadores de fato possuem interesses em comum, cuja defesa pode ser delegada a um agente especializado (os sindicatos).

Por exemplo, dentro de uma mesma empresa, os empregados podem se coligar para melhorar marginalmente suas condições de trabalho ou para influenciar em como serão cumpridos alguns dos direitos acordados em contrato com o empregador (calendário laboral, jornadas, forma de alimentação oferecida, turnos de descanso etc.).

No entanto, para resolver esses detalhes — que são de cunho estritamente localizado, peculiares a cada empresa e que variam para cada equipe de trabalho —, não é necessário recorrer a megacorporações sindicais, estilo CUT, Força Sindical e UGT.  Basta ter representantes especializados e independentes, os quais, inclusive, podem ser escolhidos entre os próprios integrantes da equipe de trabalho que está sendo representada.  Afinal, cada equipe de trabalho é algo muito bem definido, e não uma irreal "classe social".

O motivo de existirem megaburocracias sindicais — só a CUT controla 2.319 sindicatos, ao passo que a Força Sindical e a UGT controlam, respectivamente, 1.615 e 1.277 sindicatos — tem muito pouco a ver com a defesa dos trabalhadores e muito a ver com a necessidade de adquirir influência junto a políticos para arrebatar privilégios concedidos pelo estado.

Perante a casta governante, uma central sindical que represente, de maneira realmente eficaz, algumas poucas dezenas de trabalhadores não tem a mesma importância que outra central sindical que represente, mesmo que de maneira torpe, centenas de milhares de empregados.  Vale mais a quantidade do que a qualidade.

O sindicalismo brasileiro

No Brasil, os grandes sindicatos já se converteram naquilo que a literatura econômica classifica como "rentistas" ou "caçadores de renda" (rent-seekers): seu verdadeiro propósito de existir não é representar os trabalhadores (essa é apenas sua desculpa instrumental), mas sim se beneficiar das prebendas regulatórias e monetárias garantidas pelo estado, com as quais alimentam sua própria burocracia interna.

O modelo de organização sindical vigente no Brasil tem raízes na Carta Constitucional de 1937, a qual tinha o objetivo explícito de fazer com que os sindicatos dessem sustentação ao governo, ignorando os interesses dos trabalhadores afiliados.

Esse arranjo se mantém intacto até hoje.  Sindicatos servem aos interesses de seus líderes e do governo que os apóia, e não aos interesses de seus membros.

Sendo assim, a pergunta inevitável é: por que os sindicatos prosperam se seus líderes são meros politiqueiros?

E a resposta é: por causa dos privilégios que as entidades sindicais usufruem.  Além de serem verdadeiros monopólios protegidos pelo estado, graças à unicidade sindical, eles são financiados compulsoriamente com dinheiro público, a chamada Contribuição Social Sindical — popularmente chamado de Imposto Sindical.

Vale ressaltar: embora ninguém seja obrigado a se filiar a um sindicato, todos os trabalhadores são obrigados a contribuir anualmente com o imposto sindical.

A lei estabelece uma contribuição obrigatória equivalente a um dia de trabalho de quem tem carteira assinada ao sindicato de sua categoria. Isto é, há o desconto em folha do trabalhador, mesmo que ele não seja filiado, tampouco se sinta representado por seu sindicato de classe.

Os valores movimentados pelo Imposto Sindical chegam a R$ 3 bilhões por ano. Trata-se de uma mamata para os sindicalistas. E, se há mamata, jamais faltará demanda por ela.

Consequentemente, apenas nos últimos oito anos, houve uma média de mais de 250 sindicatos criados por ano.  Já há mais de 15 mil sindicatos operando no Brasil, com mais outros 2 mil esperando o registro

Por uma questão de lógica, não é difícil concluir que criar um sindicato se tornou um grande negócio.  Hoje, sindicatos são criados visando apenas a arrecadar a "contribuição obrigatória".

As fraudes, obviamente, só se avolumam. Há desde entidades que são somente um meio para que dirigentes se perpetuem em cargos com altos salários até organizações fantasmas.

Trata-se de uma verdadeira caixa-preta, tendo em conta que, apesar de financiados com recursos públicos, não há qualquer prestação de contas e transparência. Por tudo isso, é comum os sindicatos brasileiros serem considerados irrelevantes.

O que fazer

Por causa desta renda compulsória e garantida, criada pelo estado, os sindicatos foram completamente desvirtuados: de representantes dos trabalhadores, se transformaram em caçadores da renda destes mesmos trabalhadores

Na prática, são meros parasitas do dinheiro público.  Criar um sindicato, hoje, é uma maneira legal de se enriquecer à custa dos mesmos trabalhadores que esses sindicalistas dizem defender.

Obviamente, não deveria ser assim. A questão é simples: o trabalhador não pode ter descontos em seu salário se ele não apóia a luta daquele sindicato.  Mais: ele não pode ter descontos em seu salário se ele nem mesmo apóia a própria existência daquele sindicato.

Por isso, o certo seria o empregado assinar uma declaração manifestando se deseja ou não contribuir para o seu sindicato, podendo, é claro, reconsiderar sua decisão posteriormente.

O ordenamento jurídico brasileiro atual contraria a Convenção 87 da Organização Internacional do Trabalho, que prevê liberdade de escolher e contribuir para o sindicato que o trabalhador preferir. O fim do imposto sindical e o estabelecimento de doações voluntárias dos empregados aos sindicatos gerariam a necessidade de sindicalistas apresentarem um trabalho de fato representativo, a fim de justificar doações e conquistar mais filiados.

Trata-se de algo tão óbvio que nem sequer deveria ser mencionado: sindicatos e as centrais sindicais devem viver do dinheiro pago voluntariamente por seus associados, e não dos repasses compulsórios dos trabalhadores que não são filiados. 

Conclusão

Na prática, o comportamento dos sindicatos de hoje em nada se distingue do das máfias clássicas, com a diferença de que os sindicatos atuam com o apoio do governo. Cobram uma "contribuição compulsória" de todos os trabalhadores e visam apenas ao interesse de sua própria hierarquia.

Uma verdadeira defesa aos interesses dos trabalhadores está no fim da contribuição sindical, uma imposição legislativa que beneficia sindicalistas que não representam ninguém e prejudicam, principalmente, os trabalhadores mais pobres.

Se isso acontecer, veremos quão realmente demandados são os serviços sindicais. Enquanto isso não ocorre, continuamos com a dicotomia 'sindicalismo rico, trabalhador desesperado'.

____________________________________________

Juan Ramón Rallo, diretor do Instituto Juan de Mariana e professor associado de economia aplicada na Universidad Rey Juan Carlos, em Madri.  É o autor do livro Los Errores de la Vieja Economía.

Luan Sperandio é graduando em Direito pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e coordenador estadual dos Estudantes pela Liberdade. Fez parte do Movimento Empresa Júnior e atualmente integra os Núcleos de estudo em Arbitragem e em Análise Econômica de Direito Civil da Ufes.

Leandro Roque é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.


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SOBRE O AUTOR

Diversos Autores


"Foram mal abordados, muito mal abordados.

"imprimir dinheiro não é prática legal em um mundo civilizado" Eua imprime dólar, UE imprime Euro, Japão imprime Iene."


Eis um trecho do artigo:

"Há três respostas: ou o governo aumenta impostos; ou ele toma dinheiro emprestado de bancos, pessoas e empresas; ou ele simplesmente imprime dinheiro.

Não é preciso ser um profundo conhecedor de economia para entender que nenhuma dessas três medidas cria riqueza."


Você fala como se estivesse rebatendo alguma afirmação, que o próprio artigo mostra como é falsa; mas essa afirmação quem criou foi você próprio, sabe-se lá de onde.

É surreal você dizer que isso advêm da perda de consumo da população, a inflação desses países é próxima de zero há muito tempo. (não quero dizer que isso funcionária em todos os países do mundo)

Você está falando de "inflação de preços", aumento no preço de diversos produtos na economia geral; o artigo está falando de
inflação monetária, aumento da oferta monetária, dinheiro em circulação na economia. É possível haver baixa "inflação de preços" ou mesmo "deflação de preços" onde há inflação monetária. Basta que o aumento em produtividade e outros fatores (que diminuem preços) seja maior que o aumento dos preços por conta da inflação monetária.

Agora, se você acha que não há relação alguma entre oferta monetária e aumento de preços, creio que você descobriu o Paraíso na Terra -- podemos simplesmente imprimir dinheiro à rodo e dar para todos, e não haverá efeito colateral algum nisso.

"EUA tirou o país de uma recessão enorme em 2008 com as práticas Keynesianas, existem vários e vários exemplos da prática aplicada e funcionando, em nenhum momento é perfeita e sem qualquer tipo de ônus, mas é o melhor que pode ser feito."

Sim, o Keynesianismo tirou os EUA da recessão -- causada por esta mesma ideologia e suas taras por expansões artificiais:

Como ocorreu a crise financeira americana
Explicando a recessão europeia
Herbert Hoover e George W. Bush: intervencionistas que amplificaram recessões (1ª Parte)
A geração e o estouro da bolha imobiliária nos EUA - e suas lições para o Brasil

Creditar a teoria Keynesiana por tirar os EUA da recessão se resume à isto: o que seria de nós, se após quebrar nossas pernas, o Estado não nos desse muletas?

"Aliás uma pergunta, você já prestou ANPEC alguma vez? acredito que seu conhecimento é bem maior do que as frases feitas que posta aqui no site."

E como sempre, o grande feito para um Brasileiro é passar em concurso.

"Apesar de ter grande admiração por Keynes eu não tenho asco por nenhum grande pensador econômico, seja ele Marx ou Hayek, não é o que acontece por aqui, infelizmente. Inclusive, ressaltei que não é impossível que Keynes esteja errado em alguns pontos, visto o tempo que já se passou."

Não posso falar por todos membros que acompanham este instituto, mas pouco me importo com Keynes, Hayek, Mises, Friedman, quem quer que seja. Apenas me importo com as ideias que estes defendem. Se Marx falar algo correto, defenderei isto. Se for Keynes, também. Mises, mesma coisa.

"Peço mais uma vez que seja exposto para que haja um debate honesto. Pela segunda vez eu estou usando exemplos reais, práticas já aplicadas e com ressalvas de que nada pode ser generalizado, você escreve de forma rasa, com várias teorias que sequer foram testadas e lotado de frases feitas para atingir quem está no topo (Keynes). "

"Nada pode ser generalizado" é algo tão estúpido que eu não acho que seria preciso comentários para mostrar a estupidez desta afirmação.

"Você escreve de forma rasa" -- disse quem credita a teoria Keynesiana como positiva por tirar os EUA da recessão, causada pela mesma.

"Com várias teorias que sequer foram testadas" -- Eis o comentário feito por quem você está criticando:

"1) "Podem vir de emissão de títulos públicos"

E quem paga os juros e o principal destes títulos públicos? De onde vem o dinheiro?

2) "Impostos pagos anteriormente que geraram caixa"

Ou seja, o dinheiro veio da população.

3) "Expansão monetária direta, da forma que é feito na UE, EUA e Japão"

Ou seja, o dinheiro veio da redução do poder de compra da população.

4)"Qualquer financiamento para qualquer tipo de obra" "


Todos estes pontos são lógicos, e não empíricos. Faça um favor a si mesmo, e corra urgentemente para uma livraria e compre qualquer livro iniciante sobre lógica ou argumentação. O seu caso é grave.



Deixe que eu me preocupe com isso. quero saber o seguinte: se um meliante invadir a minha casa, o que você sugere que eu faça?

Os contra armamento nunca respondem essa pergunta e sempre a evitam. Eu vou responder de acordo com a instrução que a policia passa para a população:

1. Se der tempo, ligue para a policia, se você der sorte, eles podem passar por ali antes do bandido conseguir entrar na sua casa.

2. Faça tudo que o bandido manda. Se ele quer seus bens, dê. Se ele quer estuprar você, deixe. NÃO RESISTA DE FORMA ALGUMA.

3. No dia seguinte, faça um boletim de ocorrência e reze para que seu caso seja um dos 8% que são resolvidos no Brasil.

Agora eu tenho algumas perguntas também:

1. Se bandidos querem bens, por que não assaltam o congresso nacional? Ali está reunido várias pessoas milionárias. Enriqueceriam facil! Será que é por que ali tem seguranças armados que não hesitariam em atirar?

2. Por que não assaltam juizes e deputados quando estão fora do congresso? Será que é por que os mesmos dispõem de seguranças armados?

3. Por que não atacam carros fortes que transportam valores toda vez que os mesmos saem da garagem? Será que é por que os guardas estão bem armados?

Quem prega o desarmamento da população não entende que o bandido, seja o de colarinho branco ou o comum, é um ser de mentalidade oportunista. Independente do historico de pobreza (ou não), ele não irá atacar lugares fortemente armados porque o risco/beneficio é muito alto, e eles são inteiramente capazes de fazer esse julgamento (caso não o fossem, os lugares que citei seriam atacados diariamente).

Sabe onde eles atacam? Onde o risco/beneficio é baixo. E adivinha quem apresenta isso? Sim, uma população desarmada e instruida a não reagir de forma alguma.
Esron, expandi o comentário acima em um artigo bem mais detalhado sobre o assunto. Ei-lo:

Como funciona o mercado de cartões de crédito e por que seus juros são os maiores de todos


Após a leitura do artigo acima, convido-o a ler esta notícia, que mostra que a recente medida adotada pelo Banco Central não afetou nada, exatamente como previa o artigo acima (ou seja, o final, nada mudará, e sua anuidade tende a continuar gratuita):

blogs.correiobraziliense.com.br/vicente/juro-do-parcelamento-do-cartao-de-credito-e-recorde-e-chega-1635-ao-ano/
Além de tudo o que já foi respondido acima, é extremamente importante ressaltar que essa tese de "fazer dumping para quebrar indústrias para logo em seguida elevar preços e dominar o mercado" é completamente irreal.

Não apenas isso nunca aconteceu na prática, como também a própria teoria explica que isso seria completamente insustentável, para não dizer irracional do ponto de vista empreendedorial.

Apenas imagine: você é o gerente de uma grande empresa e quer destruir a empresa concorrente reduzindo seus preços para um valor menor do que os custos de produção. Ao fazer isso, você começa a operar no vermelho. Ao operar no vermelho, por definição, você está destruindo o capital da sua empresa; você está, na melhor das hipóteses, queimando reservas que poderiam ser utilizadas para investimentos futuros.

Pois bem. Após vários meses no vermelho, você finalmente consegue quebrar o concorrente. Qual a situação agora? Você de fato está sozinho no mercado, porém bastante descapitalizado, sem capacidade de fazer novos investimentos. A sua intenção é voltar a subir os preços para tentar recuperar os lucros de antes. Só que, ao subir os preços, você estará automaticamente convidando novos concorrentes para o mercado, que poderão vender a preços menores.

Pior ainda: estes novos concorrentes poderão perfeitamente estar mais bem capitalizados, de modo que é você quem agora estará correndo o risco de ser expulso do mercado. Seus concorrentes poderão vender a preços mais baixos e sem ter prejuízos, ao passo que você terá necessariamente de vender a preços altos apenas para recuperar seus lucros.

Ou seja, ao expulsar um concorrente do mercado, você debilitou sua empresa a tal ponto, que você inevitavelmente se tornou a próxima vítima da mesma prática que você aplicou sobre os outros.

E é exatamente por isso que tal prática não é observada no mundo real. Ela é totalmente ignara. Um empreendedor que incorrer em tal prática estará destruindo o capital de sua empresa, correndo o risco de quebrá-la completamente. Um sujeito com esta "sabedoria" não duraria um dia no livre mercado.

Se isso não vale para uma empresa dentro de um país, imagine então para uma empresa concorrendo em escala global (como é o caso do seu exemplo)?
Se enviar produtos importados baratos destrói a indústria de um país, então conclui-se que fazer o extremo -- mandar importados DE GRAÇA pra um país -- o destrói ainda mais rapidamente.

Mas o que tem de destrutivo em ganhar presentes? Se nos mandarem televisões, carros e geladeiras de graça, perderemos, sim, os empregos nessas áreas. No entanto, os trabalhadores dessas áreas poderão ir pra outras atividades produtivas e genuinamente demandadas pelos consumidores.

Em vez de termos essas pessoas produzindo televisões, carros e geladeiras, já teremos tudo isso e mão-de-obra sobrando pra produzirmos outras coisas. Em resumo, o país ficaria mais rico, às custas dos contribuintes de outros países que estão subsidiando importados gratuitos pra nós.

Outra coisa: se restringir e taxar a importação de produtos baratos é bom pra indústria nacional, bloquear as bordas do país contra todas as importações criaria uma economia fortíssima no país bloqueado.

E não pára por aí: se bloquear um país é bom pra economia interna, então bloquear os estados também. Imagine quantos empregos de paulistas os gaúchos estão tirando quando criam gado. Proibir a importação de gado e garantir empregos pra indústria interna de gado São Paulo seria uma boa idéia.

E isso continua pra cidades, pra ruas, até que se decida produzir tudo em sua casa e não trocar com ninguém.

Basta você parar de fazer compras no supermercado e estará bem ocupado o dia inteiro plantando, colhendo, costurando suas roupas, etc.

Todos terão pleno emprego, mas a produtividade será extremamente baixa dado o custo de oportunidade de produzir tudo por si mesmo, e será uma pobreza generalizada.

Um tomate que você compra com alguns segundos do seu trabalho demoraria meses pra nascer na sua terra.

Se nos casos extremos, com importados de graça, a sociedade fica mais rica e produtiva, e com importados proibidos, a sociedade fica mais pobre e improdutiva, são pra esses os caminhos que as políticas protecionistas apontam.

Não existe um ponto de equilíbrio ou um "protecionismo racional". Todo protecionismo beneficia produtores do setor protegido às custas de todo o resto.

Pode até ser que sem protecionismo nossas montadoras falissem; mas se elas não conseguem competir, é isso o que tem que acontecer.

Se custa 50.000 pra fazer um carro no Brasil que custa apenas 25.000 pra fazer o mesmo carro lá fora, ao comprar o carro de 25.000 a nossa economia tem um carro e 25.000 sobrando pra serem usados em outros setores. Ao comprar um carro de 50.000, a economia tem apenas um carro e deixa de ter 25.000 pra gastar ou investir em outros setores.

Imagine num caso extremo gastar uma fortuna com tecnologia e energia pra produzir bananas no Alasca. Se essas bananas forem produzidas num país tropical, podemos ter as mesmas bananas que teríamos do Alasca, mas sem usar todo aquele recurso: homens, máquinas e energia que poderiam ser mais bem alocados em outro lugar ao invés da produção de bananas.

A questão não são empregos, nem indústria nacional: a questão é produção. Empregos que não criam valor são inúteis, e há indústrias que não necessitam existir. O Brasil não "precisa" de uma indústria de carros assim como o Alasca não "precisa" de uma indústria de bananas, a menos que encontrem uma forma eficiente de produzir seus produtos. Não há por que preservar tais empregos.
Todas essas situações de "stress" que você citou podem perfeitamente acabar também em facadas, canivetadas, garrafadas na cabeça, pedradas, ou socos na cara (é bastante comum uma pessoa morrer em decorrência de um simples soco na cara; ver aqui e, principalmente, aqui).

Portanto, você criou uma falsa equivalência.

"Campanhas desse tipo me faz [sic] refletir que a nossa atenção e forças para cobrar do estado aparatos essenciais para que possamos viver bem, estão focalizados em assuntos que já deveriam estar superados!"

Ininteligível.

"Sobre os bandidos, opa! Se eles estão mandando no meu estado, tenho uma parcela de culpa aí!"

Você pode ter. Eu não tenho nenhuma. Por favor, me diga qual a minha culpa em haver "bandidos mandando no seu estado"?

"Não será somente com armas que inibiremos a propagação de criminosos"

Deixe que eu me preocupe com isso. quero saber o seguinte: se um meliante invadir a minha casa, o que você sugere que eu faça?

"afinal um dos motivos de se propagarem é o fato das armas estarem acessíveis!"

Errado. Um dos motivos de se propagarem é o fato de armas estarem acessíveis para eles no mercado negro e nenhuma arma estar acessível para o cidadão comum no mercado legal.

Bandidos proliferam quando sabem que suas potenciais vítimas estão completamente desarmadas pelo estado.

Beira o cômico você ignorar isso.

"Sobre quem fomenta esse tipo de campanha, cuidado! Aquele(a) deputado(a) ou senador(a) pode ter uma "amizade" muito próxima com alguém ligado a indústria que fabrica tais armas!"

Pois então cite nomes e prove que eles estão ligados a este site. Caso contrário, tenha a hombridade de se retratar.

"Ou até mesmo o cidadão de bem que compartilhou algo dessa campanha não tá nem ai para o bandido, simplesmente acha bonita armas ou quer de alguma forma usá-la!"

Que campanha?!

"E como a democracia é a chave para o entendimento! Respeito quem tem opinião contrária!"

Estamos vendo...

"Então lembram da corrupção? Ela leva desde a falta da merenda na nossa escola até a essa situação! Entregar uma arma pra tu quando estiver "grande", não vai garantir que terá um bandido a menos no mundo! É o processo educacional e o cuidado do estado que podem garantir a paz e o teu bem estar, as armas o caos! Pode parecer falácia, mas para um CIDADÃO DE BEM, faz sentido!"

Acho que sua erva venceu e você não percebeu. Sugiro trocar seu fornecedor.
Mais um que chegou rugindo, levou uma resposta (completa e educada), e agora saiu miando, praticamente de quatro.

Não só não retrucou nada que lhe foi respondido, como ainda chegou ao cúmulo de inventar uma resposta que nunca foi dada. Em nenhum momento o artigo ou algum comentarista falaram que "imprimir dinheiro não é prática legal em um mundo civilizado". Tal frase simplesmente não está escrito em lugar nenhum do artigo e nem desta seção de comentários.

Isso mostra bem o nível do desespero e da ética do cidadão. Mas, também, keynesianismo e falta de ética sempre andaram lado a lado.


P.S.: não resisti e terei de comentar esta:

"os grandes empresários começam fazendo empréstimos e assim aumentam seu patrimônio. Jorge Paulo Lemann convive com um passivo enorme e é o homem mais rico do brasil."

Com a pequena, ínfima, insignificante diferença que JPL é criador de riqueza e de valor. As pessoas voluntariamente compram os bens e serviços produzidos por JPL, e é isso o que o deixou rico. Quem cria riqueza continuamente, como faz JPL, pode se endividar muito e ainda assim se manter plenamente solvente.

Toda essa dívida será paga com capital próprio. JPL não terá de assaltar ninguém, roubar ninguém, confiscar dinheiro de ninguém para pagar suas dívidas. (E, em caso de insolvência, quem se estrepa são seus credores, e não a população inteira, que não terá de arcar com nada disso).

E o governo? Ele cria riqueza? Ele trabalha com capital próprio? Ele utiliza dinheiro próprio para pagar suas dívidas?

O fato de você dizer que o governo opera igualzinho a JPL mostra bem o seu nível de conhecimento econômico.

É cada coitado que é destroçado por aqui...
O que falo para os meus alunos sobre isso,

Primeiro, uma pergunta:

Será que todas aquelas pessoas que ainda não tenham nenhum crime registrado pela polícia, são cidadãos de bem?

Como eu posso garantir que, o estado dando o direito a posse de armas a todos(as) conseguirá evitar que,

O "brigão baladeiro" na hora da raiva cometa uma tragédia na saída da balada!

Na briga de trânsito o cidadão estressado não dispare contra o outro!

O colega de turma que, nunca imaginei que ele tivesse esquizofrenia iria disparar contra toda a turma com a arma do pai ou da mãe!

A mulher que, já sofria com as agressões do Marido, agora vive ainda mais a pressão psicológica por ter uma arma na sua cabeceira!

As crianças que sabem onde os pais guardam suas armas, e depois um tem que falar, foi uma brincadeira!

O vizinho que se estressou com som alto durante a madrugada!

Enfim são inúmeras as situações!

Sobre o uso da arma, "modestamente" posso afirmar: mesmo aquela pessoa que nunca frequentou a escola até aquela que teve o mais alto nível de educação acadêmica está suscetível ao stress, e nessa hora, para muitos, será o motivo de cometer um crime passional (o primeiro)!

Campanhas desse tipo me faz refletir que a nossa atenção e forças para cobrar do estado aparatos essenciais para que possamos viver bem, estão focalizados em assuntos que já deveriam estar superados!

Sobre os bandidos, opa! Se eles estão mandando no meu estado, tenho uma parcela de culpa aí! Não será somente com armas que inibiremos a propagação de criminosos, afinal um dos motivos de se propagarem é o fato das armas estarem acessíveis!

Sobre quem fomenta esse tipo de campanha, cuidado! Aquele(a) deputado(a) ou senador(a) pode ter uma "amizade" muito próxima com alguém ligado a indústria que fabrica tais armas! Ou até mesmo o cidadão de bem que compartilhou algo dessa campanha não tá nem ai para o bandido, simplesmente acha bonita armas ou quer de alguma forma usá-la!

E como a democracia é a chave para o entendimento! Respeito quem tem opinião contrária!

E se eu estiver numa turma com crianças ou adolescentes:
Sempre tem aquele que exclama,

- Mas só os bandidos tem o direito de possuir armas, o cidadão de bem, não!

- Então lembram da corrupção? Ela leva desde a falta da merenda na nossa escola até a essa situação! Entregar uma arma pra tu quando estiver "grande", não vai garantir que terá um bandido a menos no mundo! É o processo educacional e o cuidado do estado que podem garantir a paz e o teu bem estar, as armas o caos! Pode parecer falácia, mas para um CIDADÃO DE BEM, faz sentido!


ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • mauricio barbosa  18/10/2016 14:15
    Nessa hora cadê os MAV petistas e os seguidores fanáticos do PTpara refutar com classe e argumentos estas questões sindicais,o capital imoral não vale pois o troll só sabe digitar tolices.
  • Edson  07/03/2017 10:00
    Fui sindicalista e concordo que tem que ser aprovado imediatamente o projeto do deputado Peninha para o fim do imposto sindical.

    Os sites, blogs etc além de fazerem esclarecimentos devem implementarem campanhas e cobrarem aos parlamentares a votação imediata desse projeto.
  • Viking  18/10/2016 14:53
    excelente artigo!
    não tem como continuar defendendo o sindicalismo brasileiro depois de ler esse texto.
    a menos que voce faça parte dele.
  • Andre  18/10/2016 15:21
    Como base no que estão criando mais sindicatos se os empregos estão sumindo?
  • Capitalista Keynes  18/10/2016 15:35
    Já viram eleição nos sindicatos ? Dá até morte....tiroteio e tudo mais....ninguém quer largar a boquinha.
  • Breaking Bad  19/10/2016 00:28
    Ser eleito presidente de sindicato equivale a ganhar na mega-sena! É por isso que tem até morte!
  • Renan Merlin  18/10/2016 16:16
    Por que os econômistas falam que deflação é pior que inflação? E o sonho de 10 entre 10 consumidores ver os preços dos bens e serviços cair
  • Giovanni Deri  27/02/2017 21:40
    É questão de pouca demanda para muita oferta. Se há deflação não há incetivo à produção, tendo em vista que o preço dos produtos caem num proporção que pressionam a massa de lucros dos empresários. Quando não há produção não há emprego o que esmaga a renda de uma determinada economia. Se não há renda não há consumo. Por essa razão a deflação é tão ruim quanto a inflação.
  • Ulysses  27/02/2017 22:47
    Errado, Giovanni. Por essa sua lógica, o setor tecnológico já teria desaparecido.

    Deflação de preços é a norma no setor tecnológico. Os preços de câmeras, notebooks, smartphones, televisões etc. só caem. E ainda assim as empresas desses ramos só lucram.

    O segredo está na produtividade.

    Aliás, num cenário de deflação geral de preços, seria ainda mais fácil ter lucros, pois, ao contrário de hoje, os custos de produção também estariam caindo.

    E, com a correta adoção de economias de escala e métodos produtivos mais eficientes, os custos cairiam ainda mais que os preços, garantindo altos lucros.

    Ademais, sobre o dilema entre comprar hoje ou postergar 5 anos, quando os preços estarão menores (num cenário de deflação), isso não ocorre, e é explicado pela preferência temporal: as pessoas preferem algo hoje a esse mesmo algo daqui a alguns anos.

    Mais ainda: se as pessoas sabem que daqui a alguns anos tudo estará mais barato, então aí mesmo é que elas irão consumir mais hoje. Se o dinheiro valerá ainda mais amanhã, então o consumo presente se torna menos arriscado e mais interessante.

    Em tempo: um cenário de deflação de preços anual era a norma no mundo, especialmente nos EUA, entre 1865 e 1913 (ano da criação do Fed). Foi também nesse época que o país mais cresceu em termos anuais.

    De novo: num cenário de deflação de preços, os preços cairiam, mas os custos também cairiam. Custos são preços. Eles também estão embutidos na queda.

    Com o aumento da produtividade e da eficiência dos métodos de produção, os custos podem cair proporcionalmente mais que os preços, tornando qualquer empreendimento lucrativo, mesmo com queda de preços.
  • Carlos Neto  28/02/2017 10:45
    excelente debate!
  • patricio  06/03/2017 17:32
    Por esta mesma lógica que o padrão de vida no Japão só melhora mesmo com o PIB diminuindo. É que lá a população está decaindo, assim resulta em mais renda para menos pessoas.
  • MANOEL  18/10/2016 16:23
    A contribuição tem que ser obrigatória sim, quem escreveu isso ignora uma coisa básica, os donos do capital jamais permitirão que seus funcionários contribuam voluntariamente, e assim enfraquecendo os sindicatos e impedindo os reajustes anuais que garantem o poder de compra dos trabalhadores.
  • Realista   18/10/2016 16:57
    Em que canto do universo o empregador tem controle sobre onde os empregados gastam seus salários?

    O que você sabe, mas tem medo de falar, é que a grande maioria dos trabalhadores preferiria gastar o dinheiro no boteco da esquina à querer contribuir com sindicato.
  • MANOEL  18/10/2016 17:52
    Então você concorda comigo. O trabalhador gastará mal o dinheiro e prejudicará a si próprio, logo a contribuição deve ser obrigatória sim.
  • Vicentinho  18/10/2016 18:05
    É isso aí. Concordo com o MANOEL.

    E não pode parar por aí, não. O estado tem de confiscar muito mais.

    Por exemplo, como os trabalhadores são imbecis (como bem disse o MANOEL), o governo também tem de tomar deles metade do seu salário, aplicar no FGTS e, várias décadas depois, devolver com uma correção menor que a inflação, o que significa que o estado tomou o dinheiro do trabalhador e o devolveu valendo muito menos.

    Tem também de tomar outra fatia por meio do INSS e iludir os idiotas de que eles receberão uma aposentadoria (não receberão). De modo algum podemos deixar que os imbecis apliquem o dinheiro por conta própria em títulos do Tesouro, por exemplo. São burros demais para isso.

    Aliás, confesso que não entendo por que sequer existe salário. Como bem explicou o MANOEL, trabalhadores são imbecis demais para gerenciar o próprio dinheiro. Muito melhor seria se 100% do salário fosse dado diretamente para políticos e sindicalistas. Aí sim os trabalhadores estariam realmente protegidos e em muito melhor situação.

    Certo, MANOEL?
  • MANOEL  18/10/2016 18:32
    Sem o INSS metade dos idosos desse país estariam pedindo esmola na rua.

    Já o FGTS é algo sensacional, uma poupança ao trabalhador (não são vocês que defendem mais poupança?).
  • Murdoch  19/10/2016 00:28
    "A contribuição tem que ser obrigatória sim, quem escreveu isso ignora uma coisa básica, os donos do capital jamais permitirão que seus funcionários contribuam voluntariamente, e assim enfraquecendo os sindicatos e impedindo os reajustes anuais que garantem o poder de compra dos trabalhadores."

    Mas que coisa básica?

    Como um empresário pode restringir uma contribuição que é voluntária pelos seus funcionários?
    O funcionário deverá contribuir pela escolha do próprio e não por "forças" externas. E o mesmo se não quiser contribuir, ele tem todo o direito de não fazer isso, afinal denominamos isso de LIBERDADE.

    Enfraquecer sindicatos prejudica o trabalhador ou a economia?
    O Brasil tem 15 mil sindicatos.
    Com mais de 250 novos sindicatos por ano, Brasil já tem mais de 15 mil entidades
    Brasil já tem 15 mil sindicatos, mais 2 mil atrás de registro no Ministério do Trabalho

    Multiplicação de sindicatos pode instituir crise política no Brasil
    Por que os trabalhadores fogem dos países com "melhores" leis trabalhistas?

    Existem "apenas" 168 sindicatos no Reino Unido e 164 na Dinamarca.
    Número de sindicatos nos países

    E segundo uma matéria, os EUA queriam ser como o Brasil.
    Veja: EUA são exemplo da falta que faz um sindicato

    Depois de tudo isso, por que brasileiros "invadem" os EUA em busca de melhores condições de vida?
    Por que ingleses não "invadem" Portugal e Espanha atrás melhores condições de vida com garantia das leis trabalhistas e sindicatos?

    Por que em países com o sindicato com um menor poder ou nem mesmo existente, os trabalhadores conseguem ter uma condição de vida melhor em países em que se têm leis trabalhistas e sindicatos para garantir os "direitos" do trabalhador?

    "impedindo os reajustes anuais que garantem o poder de compra dos trabalhadores.""

    Essa última parte é piada?

    A perda do poder de compra são para todas as pessoas em nível nacional, tanto de empregados quanto de empresários. Um empresário tem que pagar custos como compra de equipamentos para o funcionamento da sua produção entre outras coisas que não vou me alongar, mas essa perda terá um impacto maior sobre os empregados que verá seus salários "minguar". Agora mesmo em uma situação de crise, os sindicatos estipulam um reajuste atrelado a inflação, com isso o empresário tem duas escolhas: Aceitar o reajuste dos sindicatos e começar a operar com prejuízos ou demitir os funcionários. Qual você acha que vai ser a atitude do empresário? É lógico que a demissão dos empregados, porque o custo de demissão é menor do que o reajuste para todos os funcionários.
    E o resultado das atitudes que os sindicatos geram é esse: País tem atualmente uma grande massa de 22,7 milhões de pessoas desempregadas
    Desemprego sobe para 11,3% no 2º trimestre, aponta Pnad, do IBGE
    Curiosidade: Muitos beneficiários do Bolsa-Família estão desempregados, mas os mesmos não constam com sua atual situação(desempregado).
    Dados reais podem indicar um nível de desemprego entre 20% a 30%, na pior das hipóteses.

    Se os sindicatos concordassem em diminuir o salário dos trabalhadores, os mesmos não estariam nas estatísticas do desemprego, porque com a redução do salário, o empresário teria um motivo que pudesse manter seus funcionários, mesmo em uma situação de crise.
    Mas por que os sindicatos não concordam em diminuir os salários dos trabalhadores? A resposta é óbvia.
    Significa um menor dinheiro a ser entrado na conta dos sindicatos, no caso eles.

    Por isso o Temer quer a flexibilização da CLT, fazendo com que o contratado-contratante entrem em um acordo sobre o salário e outras coisas.
    [link]oglobo.globo.com/economia/flexibilizacao-da-clt-entra-na-pauta-do-governo-temer-19353463]Flexibilização da CLT entra na pauta do governo Temer[/link]

    "Sem o INSS metade dos idosos desse país estariam pedindo esmola na rua.
    Já o FGTS é algo sensacional, uma poupança ao trabalhador (não são vocês que defendem mais poupança?)."

    Você acha que não existe previdência privada? É melhor e muito mais eficiente que esse esquema Ponzi orquestrado do estado.
    E outra, o INSS é considerado "direito" do trabalhador, mas os mesmos quando entram no INSS demoram anos para começar a receber, e isso desde a época de Lula e Dilma. Alguns chegam a entrar na justiça para receber o benefício.

    FGTS é um outro "direito" do trabalhador, mas olha o que acontece: Julgamento de recurso sobre correção monetária de saldos do FGTS é suspenso
    Cármen Lúcia estreia no comando do STF com ações trabalhistas e sociais

    O processo sobre o FGTS foi parar nas mãos dessa juíza. Um direito que tem ser brigado pela justiça, coisas que acontecem apenas o Brasil mesmo.
  • Vagner Freitas  18/10/2016 18:42
    Concordo plenamente sobre o FGTS. O estado toma R$ 100 e devolve R$ 103, sendo que, durante esse mesmo período, aquilo que custava R$ 100 passou a custar R$ 110.

    É uma forma excelente de "poupança forçada". Não há maneira melhor de obrigar o trabalhador a poupar do que lhe tomando o dinheiro e o devolvendo corrigido abaixo da inflação. O trabalhador será, assim, forçado a poupar. Por não ter poder de compra nenhum, não poderá comprar nada. Poupança!

    Você está corretíssimo. Sendo assim, reitero a pergunta: já que os trabalhadores são completos imbecis, por que sequer existe salário? Como você muito bem explicou, trabalhadores são imbecis demais para gerenciar o próprio dinheiro. Muito melhor seria se 100% do salário fosse dado diretamente para políticos e sindicalistas. Aí sim os trabalhadores estariam realmente protegidos e em muito melhor situação.

    Concorda? Vamos criar esse movimento? "Salário zero pelo bem do trabalhador!"
  • Emerson Luis  27/10/2016 13:26

    Observação: Mesmo que fosse verdade que políticos e burocratas sabem melhor do que o próprio indivíduo o que é bom para ele, ainda assim não se justificaria controlar a vida dele em assuntos que não prejudicam terceiros.

    Kayek disse que a liberdade inclui a liberdade de [supostamente] errar.

    Que liberdade é essa em que podemos fazer o que quisermos, mas apenas se o que quisermos fazer estiver dentro daquilo que um grupo de iluminados decide que é bom para nós?

    E se assim for, quem nos protege dos erros e abusos desses iluminados?

    * * *
  • Renan Merlin  18/10/2016 21:44
    Meu Deus, que comentario imbecil. Stalin, Mao e Mussolini sorriram com esse comentario no inferno. "O ESTADO SABE O QUE É MELHOR PRA VOCÊ USANDO O SEU DINHEIRO" Na boa se o trabalhador usar o dinheiro do trabalho dele com puta e mais produtivo do que dar pro sindicato dele. A Diferença da puta pro sindicalista que a puta faz sacanagem mas da prazer pra ele, ja o sindicalista?
  • Mais Mises...  24/10/2016 18:54
    E você, na sua 'sapiência', acha que sim. Você sabe mais do que eu, o que é melhor pra mim. É cada um que aparece por aqui... mas fico feliz por vir e ver um pouco da luz. rsrs
  • Breaking Bad  19/10/2016 00:06
    Êita caralho! Já começou a barrigada e a diarréia oral.

    -"os donos do capital jamais permitirão que seus funcionários contribuam voluntariamente"
    Provavelmente, os "donos do capital" "contratarão por fora" gerentes dos bancos onde seus (dos "donos do capital") funcionários são correntistas, assim sempre saberão quem contribuiu ou não com os sindicatos e ameaçarão com demissão os que contribuírem, cometendo de uma só tacada dois crimes: quebra ilegal de sigilo bancário e coerção+assédio moral.

    -"e assim enfraquecendo os sindicatos e impedindo os reajustes anuais que garantem o poder de compra dos trabalhadores".
    Eu jurava que o poder de compra dos trabalhadores fosse resultado de uma moeda forte e de uma economia estável liberal, mas já que são os sindicatos com suas atuações por reajustes que garantem o poder de compra, talvez fosse melhor aparelhar os ministérios do planejamento, fazenda e o banco central com o pessoal da CUT, CGTB e da Força Sindical. Já pensaram: vagner freitas (CUT) ministro da fazenda, ubiraci dantas de oliveira (CGTB) ministro do planejamento e paulinho da força presidente do BACEN? Como diria o saudoso Ataíde patreze: "Simplesmente um lu(i)xo".

    Honestamente, nunca se pode levar a sério esses andróides socialistas, já não basta apenas passarem vergonha por defecarem pela boca, tem é que escrachar mais ainda com eles. É cada "JÊNYO" que aparece!
  • Jose carlos santana   20/10/2016 12:48
    Porra veio ! vc foi fantastico , de na lata dos caras !
  • Carlos Neto  28/02/2017 10:48
    Manoel, em um país decente os "empregados" que crescem viram sócios ou concorrentes dos "donos do capital". Até porque se não for assim, outro conseguirá produzir melhor e mais barato beneficiando a toda população e não ao pequeno grupo produtor.
  • Joao  01/03/2017 15:52
    Nossa, esse Manoel come bosta e arrota peido. Nunca li tanto lixo em tão poucas palavras. Se vc quer contribuir, contribua VOCÊ exclusivamente. Não queira forçar os outros a serem roubados e acharem isso bom.
  • Rafael Destefani   18/10/2016 16:26
    Além de acabar com o imposto sindical, sindicatos deveriam prestar conta do dinheiro dos filiados, lembrando que em Narnia ( Cuba), só tem um sindicato e é controlado pelo estado. Se fosse bom teriam uns mil ou mais.
  • Tannhauser  18/10/2016 16:27
    Ótimo artigo.

    Só um adendo: A esquerda reclama que as igrejas não pagam imposto de renda sobre as doações VOLUNTÁRIAS, mas não reclama dos sindicatos, que também não pagam imposto de renda sobre as contribuições OBRIGATÓRIAS.

    Nunca entendi o motivo.

    Pergunte ao seu amigo esquerdista no facebook e descubra.
  • Julio Cesar   18/10/2016 16:27
    São parasitas sociais, preocupados em estimular, visualizar ou fazer da luta de classes, o seu oxigênio. Nunca se preocuparam com a valorização da categoria, preferindo sempre a postura de confronto, fácil de "vender" aos pobres de crítica. Outro esgoto patrocinado pelo Estado, e um dos pilares de nossa baixíssima produtividade.
  • João Bento   18/10/2016 16:27
    FGTS, contribuição sindical e voto são deveres mascarados de direitos.
  • Diego Gomes  18/10/2016 16:28
    E quando você precisa do sindicato eles nem te atendem, mas na hora de se apropriar de um mês de salário são bem eficientes!
  • Claudemir Gonçalves  18/10/2016 16:28
    Contribuição sindical serve só para dar vida boa para meia dúzia de vagabundos
  • Paulo Roberto Silva   18/10/2016 16:29
    Além do mais, são redutos dos partidos socialistas. Sou filiado ao SEPE, por conta da profissão, mas é algo nojento as páginas com propagandas dos candidatos socialistas.
  • Homem Livre  18/10/2016 17:22
    Sou um ex-esquerdista. Eu tenho uma explicação para o fato de muito dos brasileiros médios adorarem um Estado balofo de orientação marxista-leninista. A Elite local (sim ela existe) nunca se preocupou com o brasileiro médio que em regra é pobre. Nunca se preocupou em permitir que um pobre pudesse prosperar por meio da atividade comercial ou produtiva. Essa exclusão fez com que o brasileiro se identificasse mais com o chinês comunista, o africano, ou o mexicano do que com a classe média americana ou o europeu. Se vc for olhar a maioria dos ricos hoje no Brasil fizeram sua fortuna com relações umbilicais com a burocracia estatal. Por isso só virei à direita após conhecer Mises e os liberais anti-conservadores. Esses tem a percepção de que a prosperidade economica deve ser acessivel a todos por meio de um mercado livre.
  • Mauro  18/10/2016 17:59
    "Eu tenho uma explicação para o fato de muito dos brasileiros médios adorarem um Estado balofo de orientação marxista-leninista. A Elite local [...]nunca se preocupou em permitir que um pobre pudesse prosperar por meio da atividade comercial ou produtiva."

    Quem proíbe o pobre de empreender livremente é o estado, e não necessariamente "a elite local" (seja lá o que isso signifique). Quem prende o pobre que está empreendendo informalmente é o estado. Quem dificulta ao máximo a formalização de um empreendimento feito pelo pobre é o estado. Quem impõe várias burocracias, regulamentações, tributos escorchantes e um emaranhado de leis indecifráveis ao empreendimento do pobre é o estado.

    Portanto, a menos que você esteja se referindo à "elite política", sua conclusão está totalmente errada.

    Falando nisso, houve até uma postagem de blog sobre este assunto:

    Burocratas confiscam a propriedade de uma trabalhadora - e ela morre de parada cardíaca
  • Dissidente Brasileiro  18/10/2016 19:40
    Acredito que ele fez referência ao chamado "Capitalismo de Estado", conhecido pelo termo em inglês Crony Capitalism. Estes dois artigos falam sobre isso:

    O capitalismo de estado tem de ser diariamente combatido

    Os reais beneficiados por um capitalismo regulado
  • Andre  18/10/2016 18:31
    Que os ricos locais sejam presunçosos e não tenham um pingo de identificação nacionalista para com seu povo ou se preocupe com o desenvolvimento de sua comunidade até acredito, mas dizer que isso causa a mazela que vivemos é no mínimo exagerado, melhorar de vida é instintivo, se a escola não ensina às crianças e adolescentes buscarem seu desenvolvimento pessoal, fazem um excelente trabalho em fazê-los buscar ficarem ainda mais ignorantes e pobres, e tudo brindado por uma burocracia pior que soviética, pois esta pelo menos fazia vista grossa para o mercado negro.
  • Homem Livre  18/10/2016 18:53
    A "elite local" trabalha pro Estado. Compare o empreendedor médio de hoje e sua origem com o funcionario publico federal de hoje e suas origens e vai ver o que eu estou falando.
  • Timmy  18/10/2016 20:01
    "Compare o empreendedor médio de hoje e sua origem com o funcionario publico federal de hoje e suas origens e vai ver o que eu estou falando"

    Ininteligível.
  • Denison  19/10/2016 05:57
    Ele provavelmente se refere a amantes do Estado, e está certo. A tal "Elite" é só uma nomenclatura que ele provavelmente herdou dos seus tempos esquerdistas.
    A "Elite" é composta basicamente por políticos, empresários protecionistas e funcionários públicos. Aliás, basta olhar o PIB per Capita do Distrito Federal, unidade com maior número de funcionários públicos em termos relativos, se eu não estiver enganado.
  • JOSE F F OLIVEIRA [Dede de Tony Oliveira]  18/10/2016 17:40
    1] Conheço SIND.EMPREGADO aqui em Fort/Ce que antes de [2003-Abr/2016] detinha uma Modéstia Instalação e Kombi[automóvel] que ao acionar o motor, tinha que EMPURRAR.Hoje HILUX CABINE DUPLA[Carro] e luxuosas Instalações. 2] Leandro por que não se FORMALIZE UMA DECLARAÇÃO ESPONTÂNEA feita e assinada ,que poderia constar na CTPS, o mesmo estaria fora do regime da CLT: LIVRE - LEVE - SOLTO para fixar a sua HORA REMUNERADA DE TRABALHO.O mesmo seria o seu GESTOR DA SUA VIDA aqui e agora e para o amanhã.
  • anônimo  18/10/2016 18:48
    Existe um principio do direito do trabalho que é a indisponibilidade dos ''direitos'' trabalhista, ou seja, você não pode abrir mão da CLT ou qualquer outra legislação trabalhista .

  • DE LUCA  19/10/2016 12:48
    Em outras palavras "eu pertenço ao estado" depois falam que isso aqui não é uma ditadura enrustida, Nossa CLT herança populistas do Governo Fascista do Mussolini. COMO FAZ FALTA AS AULAS DE HISTORIAS, povo desinformado é povo BOIADA.
  • Todd  18/10/2016 18:03
    Eu trocaria a palavra "legítima" por "legalizada" no subtítulo do artigo.
    Penso que fica conceitualmente mais correto: "legítimo" remete a um critério (moral) normativo tido como o mais adequado (no nosso caso aqui, o critério libertário); "legalizado", por seu turno, diz respeito, propriamente, à positivação por leis estatais.

    Abço a todos.
  • Henrique Zucatelli  19/10/2016 09:53
    OFF Topic: Ontem estava lendo sobre o COG ou Shadow Government, que segundo dizem "puxa as cordinhas" do Estado Americano.

    Alguém mais familiarizado com esse assunto pode me dizer se isso seria uma espécie de ditadura militar americana?
  • Neco  19/10/2016 13:02
    Grande parte desses sindicatos foi constituída somente para arranjar a indicação para juízes classistas (ou vogais) nas antigas Juntas de Conciliação e Julgamento. Era a primeira instância da Justiça do Trabalho e existiu até 1999.
  • Antonio Henrique  20/10/2016 01:34
    Sugestão:
    1 - Acabar com o chamado "imposto sindical", tanto dos empregados quanto dos patrões ( SESI, SESC, SENAI, etc), quem quiser que contribua voluntariamente;
    2 - Acabar com sindicato único. Quem quiser que monte seu sindicato, o governo não pode proibir o que a CF não proíbe.
    3 - Vender todas as estatais, inclusive bancos;
    4 - Proibir contrato, convênio, etc, com OS, OSCIP e semelhantes;
    5 - Restringir a um mínimo infinitesimal a verba de propaganda do governo;
    6 - Limitar a 1, para setores com até 19 servidores ou 10%, se mais de 19 servidores, a quantidade de comissionados no serviço público.

    Seria um bom começo.
  • Comunista Cambojano  21/10/2016 00:45
    E ainda há quem diga que não existe trabalho escravo no Brasil:

    "Os trabalhadores estavam alojados em barracos precários, de palha e lona, sem as mínimas condições de higiene, asseio e civilidade para a digna permanência humana. O córrego que abastecia de água os trabalhadores também servia como bebedouro dos animais. Não havia condições para armazenamento de alimentos. Os salários eram retidos para pagamento de dívidas com o empregador, incluindo os instrumentos de trabalho utilizados e os trabalhadores eram proibidos de se afastarem do local onde eram explorados, pois suas dívidas nunca eram quitadas."

    www.pf.gov.br/agencia/noticias/2016/09/pf-resgata-trabalhadores-submetidos-a-trabalho-escravo-no-para
  • Mais Mises...  24/10/2016 19:01
    Então olho puxado... a CLT e a justiça do trabalho impediu isso?
  • Emerson Luis  27/10/2016 13:09

    "Trata-se de algo tão óbvio que nem sequer deveria ser mencionado: sindicatos e as centrais sindicais devem viver do dinheiro pago voluntariamente por seus associados, e não dos repasses compulsórios dos trabalhadores que não são filiados."

    O óbvio só é óbvio para olhos treinados. E não doutrinados.

    * * *
  • Fernando  28/10/2016 13:50
    Há algum bom artigo no site falando extensamente sobre os funcionários públicos?

    www.bbc.com/portuguese/brasil-37773416

    Os estatistas estão desesperados ultimamente.
  • Andre  28/10/2016 14:34
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1787

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=627
  • Bebeto  10/12/2016 07:01
    Minha vida era bem melhor antes de eu ter que contribuir pro Sindicato e receber o Jornal do Engenheiro. Puro panfletismo partidário.
  • Raguel  27/02/2017 15:25
    Leandro, gostaria que você observasse os gráficos e links que postarei e em seguida comentasse.

    Pois bem, o 1º gráfico é a dívida total dos EUA.
    Pouco antes da última recessão, ele estava em cerca de 50 trilhões de dólares, e hoje está rapidamente se aproximando dos 63,5 trilhões de dólares.
    All Sectors; Debt Securities and Loans; Liability, Level (DISCONTINUED

    O 2º gráfico é a velocidade do dinheiro. Quando uma economia está saudável, o dinheiro tende a mudar de mãos e circular através do sistema muito rapidamente. Portanto, faz sentido que a velocidade do dinheiro tenha caído drasticamente durante a última recessão. Mas por que ele continuou indo para baixo desde então? E uma queda tão drástica nunca tinha acontecido antes nos EUA como pode ver no gráfico.
    Velocity of M2 Money Stock

    O 3º gráfico é a taxa de emprego.Pouco antes da última recessão, aproximadamente 63 por cento da população em idade de trabalho nos Estados Unidos estava empregada. Durante a recessão, essa proporção caiu para abaixo de 59 por cento e permaneceu lá por vários anos. Apenas recentemente, subiu um pouco acima de 59 por cento, mas ainda está muito, muito longe do que costumava ser.

    Civilian Employment-Population Ratio

    O 4º gráfico é a taxa de participação da força de trabalho. Como podem ver a taxa de participação da força de trabalho está caindo desde a última recessão, o que demonstra que o mercado de trabalho está pior do que antes da recessão.
    Civilian Labor Force Participation Rate

    O 5º gráfico é a taxa de inatividade para os homens. Pouco antes da última recessão, a taxa de inatividade para os homens em seus anos de trabalho principal era de cerca de 9 por cento. Hoje é apenas de cerca de 11.5 por cento.
    Inactivity Rate: Aged 25-54: Males for the United States

    O 6º gráfico é a inflação. É dado que a renda média familiar americana está aumentando depois da recessão, mas os custos de vida não declinaram, eles aumentaram.
    Consumer Price Index for All Urban Consumers: All Items

    Ou seja, para mim os EUA estão em uma condição muito piores do que antes da última recessão, mesmo com alguns índices melhorando, a saúde financeira americana está debilitada mesmo depois do congresso americano diminuir os déficits orçamentários de Obama.

    Depois disto tudo apresentado, isto seria uma indicação de uma crise chegando? Pode ser a bolha da dívida?

    E não só isso, eu estou acompanhando um site que fala especificamente sobre isso, embora mais detalhadamente.

    Alguns artigos:

    Bubbles, Bubbles Everywhere

    58 Facts About The U.S. Economy From 2015 That Are Almost Too Crazy To Believe

    This Is One Of The Big Reasons Why So Many Families Are Feeling Extreme Financial Stress

    Virtually Everyone Agrees That Current Stock Market Valuations Are Not Sustainable And That A Great Crash Is Coming

    Até mesmo problemas estruturais: 11 Deeply Alarming Facts About America's Crumbling Infrastructure

    Passando para o lado da conspiração:

    A Crise do Dólar – O bilionário George Soros aposta contra os governos
    "Essa semana uma noticia importantíssima foi veiculada pela Bloomberg.
    Como sempre, o mercado financeiro brasileiro, ignorou essa notícia para dar importância ao que hoje significa audiência, que é falar da política nacional.
    O bilionário investidor George Soros, revelou que fez investimentos agressivos no ouro e reduziu significativamente a exposição de seu fundo em ações.
    Chega a ser engraçado que um investidor desse porte esteja saindo do mercado de ações americano, no mesmo momento que a bolsa lá registra novos recordes.

    Deixa eu te contar uma história:
    Em Setembro de 1992, Soros apostou contra a Libra, a moeda inglesa. Uma aposta pequena de cerca de U$ 10 bilhões. Ele estava apostando contra a relutância do Banco Central da Inglaterra em aumentar a taxa de juros, exatamente como vemos hoje com o FED, nos Eua.
    Finalmente o BCI converteu a sua moeda com um mecanismo chamado, Exchange Rate Mechanism. Isso fez a Libra desvalorizar significativamente, gerando um lucro de U$ 1,1 bilhões a Soros.
    Ele ficou conhecido como " o homem que quebrou o Banco da Inglaterra."
    Agora Soros que já fala sobre a gravidade da crise chinesa e também da situação americana, resolve começar a montar posições estratégicas no ouro.
    Isso porque se espera uma forte valorização dos metais nesse cenário econômico mundial, abandonando até a euforia de topo na bolsa americana.
    Leia a notícia:
    (Bloomberg) — O bilionário George Soros reduziu em mais de um terço os investimentos de sua firma em ações dos EUA durante o primeiro trimestre e comprou uma participação de US$ 264 milhões na maior produtora de ouro do mundo, a Barrick Gold.
    O valor dos investimentos públicos do Soros Fund Management caiu 37 por cento, para US$ 3,5 bilhões, até o fim do último trimestre, de acordo com um documento do governo na segunda-feira. Soros adquiriu 1,7 por cento da Barrick, que passou a ser o maior ativo da firma em uma empresa negociada em bolsa nos EUA.
    Soros também divulgou a posse de opções de compra em 1,05 milhões de ações no SPDR Gold Trust, um fundo negociado em bolsa que monitora o preço do ouro
    Em janeiro, o ex-gerente de hedge fund que agora é filantropo disse que um pouso forçado na China era "praticamente inevitável" e acrescentou que uma queda assim intensificaria as pressões deflacionárias mundiais, faria com que as ações caíssem e daria um impulso aos títulos do governo dos EUA.
    Soros vendeu uma participação na Level 3 Communications que estava avaliada em US$ 173 milhões até o dia 31 de dezembro e um ativo na Dow Chemical , avaliado em US$ 161 milhões. A empresa familiar também vendeu suas participações na Endo International e na Delta Air Lines.
    "


    A Crise Mundial do Dólar – Bilionários se Protegem da Grande Crise
    "Dois bilionários revelaram nessa semana as suas posições frente a crise mundial que virá.
    Um deles é o Jacobs Rothschild. Uma das famílias mais ricas e poderosas dos Eua.
    Ele disse que o os bancos centrais perderam o controle, conforme venho relatando.
    Aos seus acionistas da RIT Capital Partners , ele confirmou esta reduzindo o mercado de ações e vagarosamente aumentando sua posição em ouro.
    Ele disse mais:Nos estamos navegando por mares incertos. É impossível prever as consequências de ser manter a taxa de juros tão baixa por muito tempo. Isso com mais de 30% de dívidas governamentais do mundo com juros negativos.
    Não é impossível de prever. Vai haver um crash gigantesco.

    Outro bilionário a falar sobre a crise foi Crispin Odey.
    Recentemente ele enviou um carta de administração para seus clientes de seu Fundo Hedge. Recomendando o investimento em ouro, no que ele acredita será a próxima grande onda.
    A mesma política adotada pelos fundos administrados por outro bilionário George Soros.


    A proximidade dos dois não é coincidência!
    Eles andam no mesmo círculo elitista. Soros investiu U$ 150 milhões no fundo hedge de Odey no início dos anos 90.
    Crispin Odey foi casado com a filha de Rupert Murdoch dono dos canais Fox. Hoje em dia ele é casado com Nichola Piase, que é uma das famílias fundadoras do banco Barclays.

    O fundo de Odey comprou U$ 15,5 milhões em ações da Kinross Gold Corporation, uma empresa canadense mineradora de ouro, avaliada em U$ 75 milhões.

    Alguns importantes pontos da sua carta aos clientes.
    Num mundo onde U$ 13 milhões de bonds estão com juros negativos, onde U$ 4 trilhões de dos investimentos são em ETF, será prudente que somente U$ 1,5 trilhões de de recursos estão investidos para proteger investidores contra uma mudança de tempo?

    Disse mais:

    Hoje existem 300.000 toneladas de ouro extraídos. A cada ano, são mineradas 2700 toneladas, ou seja, menos de 1% do estoque de ouro.
    O PIB mundial está em torno de U$ 75 trilhões e o suprimento de dinheiro do mundo está em torno de U$ 83 trilhões.
    A interferência aqui é clara, a produção de ouro é bem menor que a impressão de papel moeda.

    Odey antecipa que o preço do ouro contra o papel moeda esta massivamente mal precificado e que deve se valorizar muito.


    E isto é interessante:
    Why Is JP Morgan Accumulating The Biggest Stockpile Of Physical Silver In History?
    Why Is JP Morgan Accumulating The Biggest Stockpile Of Physical Silver In History?

    Coincidência? Acho que não.

    Uma outra pergunta, a subida dos juros do FED pode ajudar a estourar essa bolha no governo Trump?

    Vlw
  • Arnaldo  27/02/2017 15:36
    Se uma coisa que me dá mais nojo que pagar imposto é pagar algo pra sindicato.
  • Anonimo  27/02/2017 17:18
    Pra quem quiser ver, no livro do F.A.Harper, ''Why Wages rise'', tem dois gráficos que absolutamente destroem o argumento de que os sindicatos garantiram o aumento dos salários. Nele dá pra ver claramente que mesmo dobrando a quantia de trabalhadores sindicalizados na primeira metade do século XX, não houve impacto nenhum no aumento dos salários, e mesmo com nenhum trabalhador sindicalizado em 1880, os salários ainda se mantiveram na mesma consistência.
  • Minha Dieta  27/02/2017 19:37
    Eu concordo com o título desse artigo
  • Dam Herzog  28/02/2017 02:42
    Acho que pode haver sindicatos sem nenhuma ligação com o governo e cujas contribuições sejam todas voluntárias,nunca obrigatorias. Que os filiados a algum sindicato possam poder entrar e sair quando desejarem. E proibido ao governo fazer repasses dos impostos aos sindicatos.
  • Luan Ribeiro  28/02/2017 03:11
    Eu tenho uma dúvida em particular, em um arranjo em que temos um livre mercado genuíno, como faríamos para que os salários subissem pelo menos ao nível da inflação ?
  • Carlos Neto  28/02/2017 10:42
    "Na prática, o comportamento dos sindicatos de hoje em nada se distingue do das máfias clássicas, com a diferença de que os sindicatos atuam com o apoio do governo. Cobram uma "contribuição compulsória" de todos os trabalhadores e visam apenas ao interesse de sua própria hierarquia." (2)

    Excelente!

    Na prática os sindicatos são falsos inimigos dos parlamentares (lobistas). A função deles é manter tudo como está. Ganhando esmolas já previamente combinadas e fazendo barulho em cima delas. Sindrome de Estocolmo total.
  • Recruta  28/02/2017 12:45
    Os sindicatos não conseguem garantir melhores salários aos trabalhadores pois não possuem o poder mágico de aumentar o bolo de dinheiro disponível na empresa para a massa salarial. O que aumenta essa massa é o aumento de produtividade (sindicatos não defendem e nem se preocupam com isso pois significa fazer mais com menos) ou aumento de volume de vendas (forças naturais do mercado, como o aumento populacional).

    A empresa não cria dinheiro, a massa disponível para os salários é o que veio diretamente da receita de vendas da empresa naquele mês (se usar constantemente sua poupança para pagar os salários, irá quebrar inevitavelmente).

    O que o sindicato faz de fato é redistribuir a massa salarial entre os trabalhadores, fazendo os que produzem pouco ganhar um pouco mais as custas de quem produz mais.

    Além de incentivar a preguiça esse arranjo é totalmente injusto pois tira parte do fruto do trabalho de alguém para dar para quem produziu bem pouco.

    Isso limita o poder da empresa de premiar quem produz mais, pois essa visibilidade de quem realmente fez o quê é da empresa e não dos sindicatos.

    Um retrato do prejuízo que um sindicato causa para uma categoria é vista no funcionalismo público, onde não há como distinguir os funcionários bons que contribuem para a eficiência das repartições daqueles que simplesmente mamam nas tetas do governo. O sindicato garante que ambos ganhem o mesmo, não importando a produtividade, fazendo com que o dinheiro que deveria ir para o funcionário eficaz vá para os ineficazes.
  • Joao  01/03/2017 15:56
    Tudo que for menos que a morte para os sindicatos, é pouco.
  • Marcelo  05/03/2017 23:29
    A estrutura sindical está contaminada pelos interesses individuais de seus dirigentes. Formam verdadeiras máfias e influem, até mesmo, na política de pequenas cidades do interior, conseguindo eleger vereadores, prefeitos e até, mesmo, deputados estaduais.
    Não só os sindicatos de empregados se beneficiam da estrutura criada por Getúlio Vargas. Também os sindicatos de empregadores.


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