A democracia é um arranjo imoral. Mas será que votar também seria imoral?
Se você foi involuntariamente jogado em uma batalha, utilize todas as armas disponíveis

Nota do editor

A democracia é aquele arranjo político no qual os aspirantes ao controle do aparato estatal tentam persuadir uma fatia do eleitorado de que é correto e possível viver à custa do confisco da renda da outra fatia do eleitorado.  Trata-se de um arranjo político que vê o confisco da propriedade alheia como um "direito adquirido". 

Sob um arranjo democrático, a entrada no aparato estatal é aberta a todos.  Isso faz com que todas as restrições e inibições morais contra a espoliação da propriedade alheia sejam removidas.  Sob a democracia, algumas poucas pessoas adquirem o privilégio de confiscar legalmente a propriedade alheia durante um determinado período de tempo, utilizando a legislação e a tributação como um meio de satisfazer essa cobiça.

Como bem explicou o filósofo Hans-Hermann Hope:

Quando a entrada no aparato governamental é livre, qualquer um pode expressar abertamente seu desejo pela propriedade alheia.  O que antes era considerado imoral, agora passa a ser considerado um sentimento legítimo.  Sob a democracia, todos são livres para entregar-se a tais tentações e, com isso, propor toda e qualquer medida de legislação e tributação que lhes permitam levar vantagem à custa das outras pessoas.

Todos agora podem cobiçar abertamente a propriedade de outros em nome da democracia; e todos podem agir de acordo com esse desejo pela propriedade alheia, desde que ele já tenha conseguido entrar no governo.  Assim, em uma democracia, qualquer um pode legalmente se tornar uma ameaça.

Em consequência disso, há vários libertários que não apenas defendem que não se vote em ninguém, como ainda afirmam que o próprio ato de votar seria, em si, algo totalmente imoral.

Ainda em 1972, Murray Rothbard foi perguntado se ele concordava com este raciocínio.  Eis a sua resposta.

___________________________________

Este é um assunto que me interessa bastante.  Trata-se da posição anarquista clássica, sem dúvida.

O anarquismo clássico — ou mesmo o anarco-capitalismo — defende que ninguém deveria votar, pois, se o fizer, você estará participando do jogo criado pelo aparato estatal; você estará dado seu consentimento ao estado e às suas regras.

Sendo assim, ou você se abstém de votar ou você escreve seu próprio nome na cédula [quando isso ainda era possível].  Particularmente, não vejo nada de errado com essa tática.  Se houvesse um movimento nacional — se, por exemplo, vários milhões de pessoas prometessem não votar —, isso até poderia ser útil.

Por outro lado, não creio que o ato de votar seja o grande problema.  Contrariamente às pessoas que pregam o boicote ao voto, não creio que seja imoral votar.

O filósofo Lysander Spooner, o santo padroeiro do anarquismo individualista, apresentou um ataque bastante eficaz a essa ideia.  Disse ele:

Com efeito, para o indivíduo, seu voto não pode ser considerado como uma prova de seu consentimento ao estado. 

Ao contrário, o fato que deve ser considerado é que, sem que seu consentimento tenha sido pedido, um indivíduo se encontra cercado por um governo ao qual ele não tem como oferecer resistência; um governo que o obriga a lhe dar dinheiro, a obedecer suas ordens e a abrir mão de vários de seus direitos naturais, sob a ameaça de pesadas punições caso desobedeça.

Esse mesmo indivíduo também vê que outros indivíduos ao seu redor querem impor essa tirania sobre ele por meio da urna eleitoral.  Mais ainda: esse indivíduo percebe que, se ele também utilizar a urna, ele ao menos tem alguma chance de tentar aliviar essa tirania sobre ele, virando o jogo e submetendo estes outros indivíduos à sua tirania.

Em suma, este indivíduo, sem que tenha dado seu consentimento a este arranjo, se descobre em uma situação tal que, se ele utilizar a urna, também poderá se tornar um senhor em vez de um escravo.  Por outro lado, se ele não utilizá-la, ele inevitavelmente irá se tornar um escravo.  E não há alternativas a estas duas opções.  Logo, em legítima defesa, ele recorre à primeira opção.

A situação deste indivíduo é análoga à de um homem que foi forçado a uma batalha, na qual ele ou mata ou morre.  O fato de que, para salvar sua própria vida na batalha, este homem tem de matar seus oponentes não nos permite concluir que ele entrou naquela batalha por livre e espontânea vontade.  Igualmente, em disputas eleitorais — nas quais a urna é um mero substituto da munição —, o homem que, em legítima defesa, utiliza a urna como sua única chance de auto-preservação não pode ser visto como estando em uma disputa na qual ele entrou voluntariamente.

Ao contrário, ele foi forçado a esta batalha por terceiros, e sem ter nenhum outro meio de legítima defesa senão a urna.  Consequentemente, por pura necessidade, ele só pode utilizar este único meio que lhe deixaram.

Portanto, se você realmente acredita que, ao votar, você está sancionando a existência do estado, então você está, sem perceber, fazendo o jogo do defensor da democracia, o qual diz que o estado é um arranjo voluntário e que você tem a opção de não participar. 

Tal raciocínio, obviamente, não procede, pois, como bem explicou Spooner, o indivíduo está sendo jogado em uma posição coercitiva.  Ele está cercado por um sistema coercivo.  Ele está cercado pelo estado.  No entanto, o estado ainda permite uma escolha limitada.  Sim, bastante limitada, mas ela ao menos existe.  Logo, dado que você está nessa situação coerciva, mas ao menos ainda tem uma chance, não há motivos para você não tentar fazer uso da única arma que ainda lhe resta — caso você acredite que isso fará uma diferença para a sua liberdade e propriedade.

Portanto, não se pode dizer que aquele indivíduo que, sob essas condições, optou por votar está incorrendo em um ato imoral.  Igualmente, não se pode dizer que sua escolha foi plenamente voluntária.  Ele não está em uma situação voluntária.  Ele está em uma situação na qual ele se vê cercado por todo um aparato estatal, o qual ele não pode abolir por meio do voto.  Mas ao menos ele pode escolher quem ele quer que comande esse aparato.

Por exemplo, infelizmente não podemos abolir a presidência pelo voto — seria ótimo se pudéssemos, mas não é possível.  Sendo assim, por que não podemos fazer uso do voto se houver pelo menos alguma diferença entre os candidatos?  E é praticamente inevitável que haja ao menos alguma diferença entre eles.  A própria praxeologia nos ensina que, entre duas ou mais pessoas, sempre haverá alguma diferença entre elas, por mais mínima que seja.  Logo, por que não fazer uso da urna?

Desde que você entenda o que está fazendo e saiba bem quem está escolhendo, não vejo nada de imoral em participar do processo eleitoral.

Por fim, gostaria de enfatizar que não acredito que o real problema seja votar ou não votar.  Realmente não me importo se as pessoas irão votar ou não.  Para mim, o que realmente importa é: quem você apóia?  Quem você gostaria que vencesse a eleição?

Você pode ser um fervoroso adepto do não-voto, não ir votar e dizer em alto e bom som que "Eu não sanciono o estado".  No entanto, no dia da eleição, quem você gostaria que o resto dos eleitores — o idiotas que estão lá votando — elegesse?  Esse é o ponto importante, pois creio que há uma diferença. 

Por exemplo, a presidência, infelizmente, é um cargo de extrema importância.  Seu ocupante irá, por meio de seus decretos, regulamentações e políticas, exercer uma grande influência sobre nossas liberdades sociais e econômicas pelo próximos quatro anos.  Logo, não vejo por que não deveríamos apoiar ou atacar um candidato mais do que o outro.

Neste sentido, eu realmente não concordo com a posição dos contrários ao voto, pois eles não apenas estão dizendo que não deveríamos votar, como também estão dizendo que não deveríamos endossar ou preferir ninguém.  Será que tais pessoas, no âmago de sua alma, realmente não têm preferência nenhuma por algum resultado eleitoral?  Será que elas reagirão absolutamente da mesma maneira, qualquer que seja o resultado? 

Não vejo como alguém pode não ter alguma preferência, por mais mínima que seja.  Trata-se de algo que irá afetar a todos nós.

_____________________________________

Leia também:

Para desmantelar o estado, temos de ser "oportunistas" e não "gradualistas"


6 votos

SOBRE O AUTOR

Murray N. Rothbard
(1926-1995) foi um decano da Escola Austríaca e o fundador do moderno libertarianismo. Também foi o vice-presidente acadêmico do Ludwig von Mises Institute e do Center for Libertarian Studies.



O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Esse comentário não faz o menor sentido. Vc usa a linguagem jurídica e estatal para condenar pessoas, mas sem nenhum processo. Ter um cargo publico não pode ser crime no regime atual. Se vc se revelasse seria claramente processado por calunia e difamação. Pois não crime sem lei que o prescreva. Que é isso? Os libertários querem se unir aos marxistas para ditar regras de moral ao mundo. A existência de um aparato que extorque e atrapalha o desenvolvimento da população, pode ser imoral mas não pode ser considerado crime no sistema atual. Tente convocar uma assembleia constituinte libertaria e acabe com o sistema atual e talvez no seupais seja crime. Como podemos responder por crimes, contra uma legislação ideológica que ignoramos, que não aprendemos nem em casa e nem na mídia. Embora os recursos da receita federal sejam usados de ma fé, isso não faz da sua existência um crime. Antes de tudo existe um regulamento, produzido pelo consentimento da sociedade que prevê a existência daquele órgão. Pelo seu ponto de vista todas as pessoas são criminosas porque o estado não tributa tudo, mas regulamenta tudo. Então para ser um libertário coerente eu teria que cancelar meu CPF, abrir mão de todo beneficio estatal que veio parar nas minhas mão, mesmo sem que eu ferisse ninguém, renunciar minha cidadania brasileira, o que mais. Resumindo ter pessoas que respeitem os direitos civis e as liberdades individuais dentro do estado, é bem melhor do que ficar se gabando e massageando o próprio ego dizendo pra todo mundo, olha só nós estamos certo, todos vocês são ladroes, sem fazer nada pela liberdade.
Se há custos trabalhistas artificialmente altos e estes puderem ser reduzidos, então eles serão reduzidos.

Se uma empresa opera com custos trabalhistas artificialmente altos -- por imposição do governo -- e estes custos podem ser reduzidos -- porque há outros trabalhadores dispostos a fazer mais por menos --, então eles serão reduzidos.

Se a empresa não fizer isso, então ela estará -- por definição -- operando de forma ineficiente. Ele não durará muito. Com efeito, essa empresa só irá durar se operar com uma reserva de mercado garantida pelo governo. Aí sim. Excetuando-se isso, ela estará queimando capital e comprometendo sua capacidade de investimento e expansão no futuro. Será rapidamente abarcada pela concorrência.

No mais, é interessante notar que as pessoas querem livre concorrência para tudo e todos, menos para elas próprias. Todos nós queremos competição entre empresas para que haja produtos melhores e preços menores, mas não queremos competição para o nosso emprego. Quando a concorrência chega até nós, queremos que políticos criem leis que garantam nossa estabilidade. Agora, querem até proibir empresas de contratar outras pessoas que não nós mesmos. Há totalitarismo maior do que esse?

Vale ressaltar o óbvio: essa lei da terceirização nada mais é do que uma permissão para que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente -- por favor, me digam -- seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?
Ei, Marcelo Siva, quer falar de escravidão? Vamos lá (aliás, é hora de você começar a responder perguntas, como todos fizeram com as suas):

Quem é que adota políticas -- como déficits orçamentários e expansão do crédito via bancos estatais -- que destroem o poder de compra do dinheiro, perpetuando a pobreza dos mais pobres?

Quem é que, além de destruir o poder de compra do dinheiro -- gerando inflação de preços -- ainda impõe tarifas protecionistas para proteger o grande baronato industrial, com isso impedindo duplamente que os mais pobres possam adquirir produtos baratos do exterior?

Quem é que, ao estimular a expansão do crédito imobiliário via bancos estatais, encarece artificialmente os preços das moradias e joga os pobres para barracões, favelas e outras áreas com poucas expectativas de vida?

Quem é que impede que os moradores de favelas obtenham títulos de propriedade, os quais poderiam ser utilizados como garantia para a obtenção de crédito, com o qual poderiam abrir pequenas empresas, fornecer empregos e, de forma geral, se integrar ao sistema produtivo?

Quem é que tributa absolutamente tudo o que é vendido na economia, e com isso abocanha grande parte da renda dos pobres?

Quem é que, por meio de agências reguladoras, carteliza o mercado interno, protege grandes empresários contra a concorrência externa e, com isso, impede que haja preços baixos e produtos de qualidade no mercado, prejudicando principalmente os mais pobres?

Quem é que cria encargos sociais e trabalhistas que encarecem artificialmente e mão-de-obra e, com isso, gera desemprego, estimula a informalidade e impede que os salários sejam maiores?

Quem é que confisca uma fatia do salário do trabalhador apenas para que, no futuro, quando este trabalhador estiver em situação ruim, ele receba essa fatia que lhe foi roubada de volta (e totalmente desvalorizada pela inflação)?

No aguardo das suas respostas.

www.mises.org.br/Article.aspx?id=2383

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Um Cão  13/10/2016 15:13
    Existe algum artigo relacionado a democracia direta ou a semi-direta (utilizada na Suiça)?
  • Um Falcão  13/10/2016 17:18
    Tem dois que falam sobre suas consequências diretas:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=568

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2474
  • Röntgen  13/10/2016 15:23
    Excelente artigo.

    Acredito que não votar ou votar em branco/nulo não ajuda.
    Ao não escolher um candidato, a pessoa escolhe o vencedor.
  • Pobre Paulista  13/10/2016 18:15
    "Ao não escolher um candidato, a pessoa escolhe o vencedor. "

    (suspiros)

    Vai, explica isso aí. Como foi que o meu voto nulo colocou o Dória na prefeitura de SP?
  • Paulo Bat  13/10/2016 19:13
    Pobre Paulista

    Releia o que Murray Rothbard escreveu no excelente artigo acima. A resposta à sua pergunta foi toda muito bem respondida por ele.

    Lhe dou uma dica: imprima, leia, releia e faça um resumo. Talvez assim você entenda a mensagem do artigo.

    E, nao, lá nao está escrito explicitamente que ao nao votar, você elegeu alguém (no caso o Dória ou qualquer outro político em qualquer eleiçao.).

    Agora, entre o que Ruthbard escreveu e o que você escreveu, fico com ele.
  • Pobre Paulista  13/10/2016 19:49
    Não tenho pretensão nenhuma de escrever melhor ou pior que o Rothbard ou qualquer outro. Só pedi uma explicação para uma frase sem sentido. Você a tem?
  • Rico Goiano  13/10/2016 19:16
    Prezado Pobre Paulista, só de curiosidade (e não estou me referindo ao que disse o Rontgen, pois não vi muito sentido ali): você realmente seria totalmente indiferente entre, de um lado, Doria, de outro, Henrique Áreas (PCO) e Altino (PSTU)? Ou mesmo entre Doria e Erundina? Pra você seria tanto faz, pois seria tudo a mesma coisa?
  • Pobre Paulista  13/10/2016 19:48
    Olá sumido. Não desvirtue a discussão. Minha pergunta foi bem objetiva em reação ao colocado acima: Tens alguma resposta? Note que não estamos entrando no mérito da minha preferência, e sim das minhas ações.

    Me apresente um vínculo causal entre meu voto nulo e a eleição do Dória, por favor.
  • Rico Goiano  13/10/2016 20:20
    Caríssimo, por acaso você não leu toda aquela enorme frase parentética na qual digo que não estou me referindo ao que disse o Rontgen, pois também não entendi o que ele quis dizer?

    Juro que não consigo ser mais claro e explícito do que isso.

    A minha pergunta feita acima para você desconsidera qualquer outra frase que alguém disse. Apenas fiz uma pergunta direta endereçada a você. Só isso.

    Se eu fosse paulista, a minha resposta seria 'não', eu não sou indiferente a esses candidatos. E você? É ou não é?

    Pergunta simples e direta, sem pegadinhas.
  • Breaking Bad  13/10/2016 20:02
    Disse tudo. Na própria chamada do artigo temos: "Se você foi involuntariamente jogado em uma batalha, utilize todas as armas disponíveis". É mais uma questão de "controle de danos", escolher o menos pior! Se alguém vai levar, obrigatoriamente um tiro, e só pode escolher onde poderá ser atingido, melhor que seja no braço em vez da cabeça. Nem todo mundo é "The Flash" para escapar do projetil, ou "Mandrake" para sumir antes de ser atingido.
  • Paulo Bat  13/10/2016 20:15
    Desde que a espécie Homo sapiens apareceu, de acordo com o conhecimento paleontológico e arqueológico, a cerca de 200 mil anos ele se estabeleceu na forma de sociedades nômades, caçadoras e coletoras. Exemplos atuais deste tipo de sociedade ainda existem, como os yanomane da Amazonia e os bosquímanos do Deserto do Kalahari, na África.

    À cerca de 12.000 anos, com o fim do último período glacial (era do gelo) as primeiras sociedades gregarias começaram a se estabelecer no Oriente Médio, iniciando o desenvolvimento agro-pastorial que levou às atuais sociedades modernas.

    Estudiosos dos caçadores coletores antigos mostram que eles tinham semelhança com os atuais coletores-caçadores. Um bom exemplo é o livro "O povo do lago" People of the Lake de Richard Leakey, membro da famosa família de arqueólogos.

    Segundo estes estudos, coletores caçadores se concentram (vam) na forma de clas, onde os homens caçavam em conjunto e as mulheres coletam frutas, raizes e etc, além de tomar conta das crianças. Tudo pertencia a todos e tudo era dividido: tarefas e resultados, poi os clas eram pequenos, fracos e só a uniao garantia a sobrevivência do grupo. Afinal, se o grupo deixasse de existir, a sobrevivência do indivíduo era quase impossível.

    Com o advento da agricultura, houve o aparecimento das primeiras cidades. E, a partir deste momento duas coisas aconteceram: a acumulação do excedente da produção e a separação de tarefas.

    E o que era decidido por conselhos passou gradativamente a um número menor de descisores até chegar aos reis, onde uma pessoa decidia por todos., chegando-se assim, ao ápice do totalitarismo, bem exemplificado pelos imperadores romano, o [i]Ancien Règime[\i] francês e os tzares russos.

    É obvio que o desenvolvimento das civilizações modernas tornam impossível o retorno aos concelhos de coletores-caçadores primitivos. A o memo tempo, é difícil de imaginar que haja um retorno ao poder totalitários de reis e imperadores.

    E, na minha modesta opinião, um país sem estado é uma utopia. Tanto é que em nenhum pais do mundo esta alternativa está próxima da realidade, tanto pela apatia, quanto da vontade de seus cidadãos.

    Assim sendo, restam duas alternativas: as ditaduras impostas por grupos ideológicos ou a democracia. Parafraseando Winston Churchil: A democracia é o pior dos sistemas. com exceção de todos os outros.

    Se queremos um estado mínimo, votemos em quem luta por este ideal. E etc. S e perdermos, não coaduamos. Afinal, mesmo que não votemos, alguém irá ganhar. E aí, não adianta vir aqui no Mises reclamar.

    NINGUÉM VAI LHE ESCUTAR.

    E você vai continuar pagando horrores de imposto sobre o litro da gasolina, o livro, a passagem de ônibus e o quilo de feijão.

    A sim, a FIESP vai continuar com a campanha cínica dela com o PATO. Acontece que o pato somos nós, não a Fiesp.
  • Pobre Paulista  13/10/2016 22:49
    Rico Goiano, eu entendi completamente a sua pergunta, e notei que ela foi feita com o único e exclusivo objetivo de não responder à minha, que é o andamento dessa thread de comentários. Eu lhe respondi que "não estamos entrando no mérito da minha preferência, e sim das minhas ações. ", para não desvirtuar o assunto original.

    Porquê tanto interesse nas minhas preferências? Meu questionamento foi meramente acadêmico. Minhas opiniões e preferências são e devem ser irrelevantes.

    Se possível, comente também a respeito do que eu disse às 3/10/2016 16:19. A linha argumentativa do Rothbard me pareceu equivocada, pois nos leva naturalmente à conclusão que coloquei lá. Você tem alguma contra-argumentação?
  • Rico Goiano  14/10/2016 00:55
    Mas eu não estou questionando suas ações (se você vota ou não), mas sim suas preferências (se você é totalmente indiferente ou não a um resultado eleitoral). Só isso.

    Se você não quer responder a essa simples pergunta, ok, mas aí você fica à descoberto para exigir respostas de outrem.

    De resto, sobre o seu comentário, tudo o que eu posso dizer é que você criou um espantalho. Alguns libertários dizem que votar significa sancionar o estado. Já o Rothbard e o Spooner não discordam dessa afirmação e deram seu motivos (bem convincentes, em minha opinião). Portanto, você dizer que o autor inventou um paradoxo não procede.

    O que mais posso fazer? Isso é um problema entre você, o Rothbard e o Spooner. Sou um pigmeu entre três gigantes. Não posso lhe ajudar. No máximo, posso dizer que concordo com o Rothbard e com o Spooner, e discordo de quem diz que votar significa sancionar o estado. Só isso.

    E agora, dado que respondi à sua contra-argumentação, você se importa em compartilhar suas preferências? Você não será menos libertário por isso.
  • Röntgen  14/10/2016 08:29
    Ora, quem não escolhe um lado diretamente está aceitando indiretamente a escolha da maioria.
    Seu voto nulo não fez nada em 'não eleger'o Dória. Quem votou em outro candidato pelo menos se esforçou em eleger outro candidato.
    A abstenção ou o voto nulo podem ter seu valor simbólico como protesto, mas são incapazes de mudar uma eleição.

    Goste ou não, o seu voto nulo, na prática, foi um consentimento com o voto da maioria que elegeu o Dória.
  • Raphael Molina  14/10/2016 17:15

    Pobre Paulista, como foi que o seu voto nulo colocou o Dória na prefeitura de SP?
    Simples, matematicamente seu voto nulo reduz o total de votos válidos ( uma vez que votos brancos/nulos são
    jogados literalmente no lixo), assim o Dória passa a precisar de menos votos para se eleger. Supondo que todos
    votassem nulo, menos o próprio o Dória, ele seria eleito do mesmo jeito e justamente por causa da "abstenção"
    em massa, ou seja, querendo ou não todos ajudariam a elegê-lo. Atualmente, as regras do jogo já estão definidas
    e anular o voto não implica em não legitimá-las.

  • voz anônima  14/10/2016 17:50
    votos nulos diminuem o número total de votos válidos

    do the math
  • WDA  17/10/2016 11:36
    Pobre Paulista, sei que você é frequentador assíduo do Mises. Respeito isso. Mas, na boa, você forçou a barra aí. A frase do rapaz não é sem sentido, apenas faz uso de linguagem figurada. A idéia central é que ao anular o voto, você faz uma escolha que tem um impacto no resultado final da eleição.

    Você pode não ter votado no Dória e não ter simpatia por ele, mas ao anular seu voto você escolheu não se meter na decisão geral sobre quem seria eleito e deixou o caminho para Dória, ou quem quer que seja o vencedor, um pouco mais livre. Se você tem ostensiva antipatia pelo ganhador de uma eleição, às vezes isso pode ser um problema. Pois, nesse caso, você terá deixado de se opor a ele, e de aumentar as chances de negar-lhe o cargo que você não gostaria de vê-lo ocupar.

    Há certo certo exagero na idéia transmitida pelo Rontgen mas, convenhamos, ele se expressou de manira FIGURADA e, não, literal.
  • JJ  17/10/2016 13:17
    o "pobre Paulista" é bem pobre do ponto de vista intelectual. É limitadíssimo.
  • Imparcial  17/10/2016 15:56
    Não é, não. Ele é um dos melhores daqui. Só de vez em quando, muito raramente, ele fala uma outra coisa sem sentido. Mas nada de mais.
  • Pobre Paulista  17/10/2016 15:41
    Meu Mises do Céu, ninguém aqui sabe fazer conta?

    O Dória foi eleito pois teve mais votos que os outros candidatos. Do the math vocês, caramba.

    Meu voto nulo não altera essa equação. O Dória teve mais votos que todos os outros com ou sem o meu voto nulo.

    Repito: O Dória teve mais votos que todos os outros. Nenhum voto nulo entra nessa equação. Não faz nenhum sentido dizer que o voto nulo favorece o vencedor. Isso é o básico do básico do elementar.

    Agora que vocês entenderam o básico, já podem voltar a lamber o saco de políticos à vontade. Mas lembrem-se que vocês estão fazendo isso voluntariamente, se baseando em uma desculpa moral esfarrapada para tal.
  • Pobre Paulista  17/10/2016 17:44
    Desculpe Rico Goiano, revendo a thread vi que fiquei te devendo uma resposta:

    "você é totalmente indiferente ou não a um resultado eleitoral"

    Sim.

    Sobre o "Paradoxo espantalho", segue do texto:

    "Por outro lado, se ele não utilizá-la (a urna), ele inevitavelmente irá se tornar um escravo."

    Essa é a falha fundamental do argumento do Spooner, pois o que me torna um escravo é a mera existência do estado através da imposição da força, e não o meu voto ou o meu suposto consentimento à ele. Não há nexo causal.

    Quem vota sanciona o estado. Logo, quem não sanciona o estado, não vota.

  • Pobre Paulista  17/10/2016 17:59
    Pra organizar um pouco, vou resumir a discussão acima aqui em baixo:

    1. Sobre o voto nulo

    Suponha uma cidade com 3 habitantes. 2 deles votaram no candidato A e 1 no candidato B. Logo, o candidato A leva a eleição com 66,6% dos votos válidos.

    Agora suponha que eu tivesse me mudado para essa cidade, votando nulo. Então teríamos 2 votos para A, 1 para B e 1 para o candidato Brancos, Nulos e Abstenções. O candidato A levaria a eleição com 50% dos votos totais, ou 66,6% dos votos válidos.

    Poderiam ainda se mudar 200 milhões de pessoas para essa cidade e votarem nulo. Nessa situação, teríamos o espantoso resultado que o candidato A levaria a eleição com 0,0001% dos votos totais, ou 66,6% dos votos válidos.

    Conclusão "limitadíssima": Voto nulo não altera resultado de eleição.

    2. Sobre sancionar o estado

    Agora um pouco de lógica básica. Se A implica em B, então "não B" implica em "não A".

    Vamos partir de uma premissa básica: Quem vota, sanciona o estado. "de facto" ou não, tanto faz.

    temos então que A = votar, B = sancionar o estado
    então "não A" = Não votar, "não B" = não sancionar o estado.

    Logo, "não B" implica em "não A" = Quem não sanciona o estado, não vota.

    Conclusão "infantil": Quem não é a favor do estado e ainda assim vota em alguém, está se contradizendo em algum ponto.

    Não estou exigindo nada de ninguém. Quem quer votar, que vote, quem não quer, que não vote. Mas votar e ser contra o estado é uma contradição. Só isso.
  • Eng  17/10/2016 15:42
    Quem não vota nulo como vc é pq está "lambendo saco de políticos"?

    Você parece uma criança, cidadão.
  • Pobre Paulista  17/10/2016 17:30
    Questão de lógica:

    1. Quem não vota nulo, sanciona o estado;

    2. Quem sanciona o estado, delega suas vontades aos políticos.

    Até um adulto é capaz de filtrar o conteúdo infantil para entender isso.

    PS: Não é da minha conta saber quem lambe o saco de quem, estou apenas demonstrando que o voto nulo não altera o resultado da eleição, objeto central dessa discussão.
  • anônimo  13/10/2016 15:56
    A democracia pode ser boa, desde que limitada. Primeiro que tem que ser limitada ao municipio, não faz sentido que alguém de fortaleza decida algo que me afete. E outra, os políticos não podem ter carta branca para fazer o que quiserem, a taxação tem que ser limitada e o livro comércio inviolavel. Os políticos tem que se preocupar com limite de velocidade, nome de praça e violência urbana.
  • Anderson d'Almeida  13/10/2016 17:35
    O problema é que mesmo limitada ela pode ser perigosa. Por exemplo, você falou da limitação geográfica dela, mas se pensarmos que nesse local há uma população invejosa e avessa ao empreendedorismo, logo, buscarão os meios disponíveis para implantar políticas que destruam a criação de riqueza, e se você for um gerador de riqueza, meu amigo, você estará em maus lençóis...

    A democracia, quando aceitável ( mas não ideal), ela não derruba os direitos naturais por causa do "bem comum" (esse bem comum é relativizado sempre).
  • Pobre Paulista  13/10/2016 18:16
    Concordo, a democracia deve ser limitada a si próprio.
  • Capitalista Keynes  13/10/2016 16:04
    Libertário mesmo , não se mete em política e não vota....esse partido NOVO é uma enganação, quer se apoderar do Estado pra mamar nas tetas dele ,como todos os outros partidos fazem.....Um partido onde donos do ITAÚ querem tomar o poder, já não cheira bem ....no mínimo vão criar regras, leis ,comprar o Congresso para se beneficiarem....tudo farinha do mesmo saco.
  • Capitalista Libertário  13/10/2016 17:00
    "Libertário mesmo , não se mete em política e não vota"

    Correto. Libertário de verdade deixa o caminho aberto e desimpedido para que keynesianos e marxistas façam alianças, se apropriem da máquina espoliadora e esbulhem a renda e a propriedade dos próprios libertários.

    "esse partido NOVO é uma enganação, quer se apoderar do Estado pra mamar nas tetas dele ,como todos os outros partidos fazem"

    Concordo. Isso deve ser monopólio apenas dos keynesianos, que dividem o dinheiro espoliado do povo com suas empreiteiras favoritas.

    "Um partido onde donos do ITAÚ querem tomar o poder, já não cheira bem"

    Concordo. Também prefiro o Bradesco, a Odebrecht e a OAS no poder, como ocorreu sob Dilma e Lula. Foi muito melhor.

    "no mínimo vão criar regras, leis ,comprar o Congresso para se beneficiarem"

    Pois é. O certo é que apenas petistas e suas empreiteiras amigas possam fazer isso.

    "tudo farinha do mesmo saco"

    Mas o saco só pode ficar sob controle keynesiano.
  • Henrique Zucatelli  13/10/2016 16:05
    De qualquer maneira ainda somos reféns do Estado, e ninguém aqui está afim de pegar em armas para se separar e montar um micro estado privado. Prefiro votar no menos pior, como fiz com Dória.

    Reitero pela enésima vez: vamos nos organizar e transformar essa social democracia em um país classicamente liberal nos organizando e elegendo representantes nossos, por amor as futuras gerações?
  • Rene Kultz  13/10/2016 16:06
    Este artigo é escrito com uma lucidez impressionante. Por mais que uma pessoa tenha ideias libertárias, não podemos esquecer que as regras do jogo não irão mudar só porque nós não concordamos com elas. Eu aplicaria este pensamento em outras áreas também. Por exemplo: Eu não concordo com a maneira como sistema monetário funciona, utilizando reservas fracionárias, geração de moeda sem lastro e um Banco Central regulando tudo. Entretanto, eu sei que, no curto ou médio prazo, este sistema não irá mudar. Isso está completamente longe de minha capacidade de ação. A única coisa que eu posso fazer é apoiar políticas públicas que melhorem, ainda que levemente, a situação (Como o controle de gastos públicos, que tem impacto direto na inflação). E lógico, nunca deixar de denunciar o sistema como a fraude que ele é. Vai que daqui a uns 30 anos nós tenhamos mais meios de ação do que hoje.
  • Pobre Paulista  13/10/2016 16:19
    Votar = sancionar o estado
    Não votar = sancionar o estado

    Assim fica fácil né?
  • WDA  17/10/2016 12:40
    É fácil mesmo, pq essa questão é muito simples.

    Afinal, votar = referendar algum procedimento estatal (mesmo que não se concorde com ele e até com o Estado de um modo geral, mas se o faça apenas para minimizar os danos. Sabemos que algumas idéias e algumas práticas são piores que outras, como também alguns políticos podem ser bem piores que outros).

    E não votar = simbolicamente não referendar o Estado, mas referendá-lo "de facto", pois ao não votar não se está alterando em nada a dinâmica real do Estado. Ao não votar, o indivíduo pode sentir-se bem com sua moralidade pessoal mas, de fato, está apenas dando maior espaço para a atuação e consolidação de certos grupos de interesse que buscam se impor à sociedade através do aparato estatal.

    Nesse contexto, acho que a solução pragmática mais inteligente é mesmo bem fácil de se encontrar.

    Mesmo assim, o artigo não diz que todos têm que votar. Que isso é o que todos devem fazer. E Também não está compelindo ninguém a fazê-lo. Portanto, cada um fará como quiser. Mas ao tomar a própria decisão, será uma boa idéia refletir sobre as considerações que o texto traz e as consequências práticas de cada decisão.
  • Renan Merlin  13/10/2016 16:26
    Os cariocas estão a escolher entre a Amostra gratis da Venezuela vs Estado IURD
  • Marcos  13/10/2016 16:50
    Já tem em português e disponível de graça aqui mesmo neste site:

    www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=82
  • Tales  13/10/2016 18:57
    Também não vejo, a priori, o voto com um problema.
    Se há algum candidato com o qual você concorde minimamente, seja sobre o que for, você tem um motivo pra escolher este em detrimento do outro, tendo como premissa que democracia é assim e não irá mudar(pelo menos por agora).
    Também não há problema moral em não votar. Não há nada de errado em não chancelar um governo especifico ou qualquer outro.
    A questão moral aparece mais claramente quando você se vê votando em alguém com o qual discorda sobre tudo, porém menos do que seu concorrente, o chamado voto no menos pior.
    A barreira da fidelidade aos princípios as vezes é mais alta do que o pragmatismo de chancelar um grupo de burocratas supostamente menos pior. Prefiro manter meus princípios.

  • Breaking Bad  13/10/2016 19:54
    Excelente artigo! É fato que há muitos ANCAP ansiosos pela transformação econômico-político somente por intermédio d e um grupo de ações "aceitáveis" (palestras, artigos, conscientização de parentes e amigos) e repudiam o voto. Daí, talvez possamos centralizar a questão na seguinte pergunta: quanto tempo leva uma sociedade, como a brasileira, para se tranformar em algo minimamente aceitável, do ponto de vista Liberal, somente pelo uso das estratégias "ortodoxas" e execrando o voto? Por outro lado, essa mesma transformação seria obtida de maneira mais rápida por vias "heterodoxas" (para um ANCAP) "legalizadas" (ainda que ilegítimas, como o voto obrigatório) como eleições, por exemplo? Sinceramente, não sei a resposta e convido alguém mais esclarecido a discorrer sobre isso.
  • Tannhauser  13/10/2016 20:12
    A new life awaits you in the Off-world colonies!

    asgardia.space/
  • Primo  13/10/2016 20:45
    O problema da democracia não é o voto, mas a validade do voto. O voto devia ser eterno, pois a voz do povo é a voz de Deus. O candidato eleito só deveria deixar o poder morto ou quando renunciasse.
  • Aluno Austríaco  14/10/2016 01:32
    A democracia traz uma falsa impressão de liberdade.

    Estamos escolhendo os assaltantes que roubam menos.

    Estamos escolhendo nossos criminosos preferidos.

    Estamos escolhendo quem vai expropiar menos o nosso patrimônio.

    Estamos escolhendo quem vai burocratizar menos o nosso trabalho.

    Estamos escolhendo quem vai estragar menos as nossas vidas.

    Estamos escolhendo quem vai nos escravizar menos.

    Enfim, a democracia é uma escolha entre criminosos, sociopatas, maníacos, facistas, terroristas, etc.


  • Go Trump !  14/10/2016 01:57
    A esquerda vai continuar com essas frescuras sobre o Trump, depois de tantos bacanais, surubas, orgias, drogatinas, socio-terrorismos, nudismos na televisão, sexo nos filmes, assassinatos nos filmes, crimes na dramaturgia, feministas peladas em público, defesas sobre mudança de sexo para crianças, milhares de mortes no socialismo, milhões de mortos de fome no comunismo, escravas sexuais nas Farc, defesa de direitos trabalhistas para prostitutas, etc ?

    A esquerda conseguiu criar o inferno na terra.

    A esquerda precisa ser tratada, como o Diabo deve ser tratado.
  • Pedro  14/10/2016 03:17
    A oposição absteve-se de votar na Venezuela e Chaves, sem opositores, fez a constituição que quis e impôs a todos a desgraça do bolivarianismo. Nao votar e pior.
  • Rogerio Faria  15/10/2016 18:13
    Será que há uma terceira via?
  • Marxista libertário  17/10/2016 03:15
    Relaciono tal artigo ao espantalho criado pela direita: sociais-democratas não podem usufruir dos bens da sociedade capitalista.

    Os indivíduos que representam à esquerda também foram coagidos/obrigados a viver em uma sociedade capitalista, isso implica que não há hipocrisia ao fato de eles tratarem o capital imoral mas usufruírem desse. Seria também uma legítima defesa?
  • ThePretender  19/10/2016 13:05
    Bom artigo, mas defende um dos lado do paradoxo. Votar = sancionar o estado. Não votar = sancionar o estado.
    Todos querem um candidato ótimo, mas só temos o ruim e o menos ruim.
    Votando = sem perspectiva de um bom futuro (100 anos, 200?), o sistema vai continuar o mesmo.
    Não votando = sem perspectiva de um bom futuro (100 anos, 200?), o sistema vai continuar o mesmo.
    A sociedade é feita, na maioria, de gente burra, e isso leva tempo para mudar. Logo, o sistema não vai mudar, com voto ou sem ele.
    Votar ou não votar, eis a questão!!!!!!!!!!!!!!!!!
  • Corregedor  19/10/2016 15:50
    Não houve "a defesa de um dos lados do paradoxo" simplesmente porque não há paradoxo.

    Alguns libertários de fato dizem que votar significa sancionar o estado, mas o Rothbard e o Spooner discordam dessa afirmação e deram seu motivos (bem convincentes, em minha opinião). Portanto, dizer que houve "a defesa de um dos lados do paradoxo" não procede, simplesmente porque, para os autores, não há esse paradoxo.

    Posso dizer apenas que concordo com o Rothbard e com o Spooner, e discordo de quem diz que votar significa sancionar o estado.

    Se você é um escravo e seu amo lhe dá opção de votar entre 10 chibatadas ou 5 chibatadas por dia, e você votar na segunda opção, isso indica que você está sancionando a escravidão? Se sim, então o que você faria?
  • ThePretender  19/10/2016 16:28
    CONCORDO CONTIGO. CONCORDO COM O ARTIGO.
    "Se você é um escravo e seu amo lhe dá opção de votar entre 10 chibatadas ou 5 chibatadas por dia, e você votar na segunda opção, isso indica que você está sancionando a escravidão? Se sim, então o que você faria? "

    Mas o X da questão é: vou levar chibatada de qualquer jeito, seja 5 ou seja 10. Obviamente, entre levar 5 ou 10, prefiro 5.
    Mas isso não resolve a questão, que é: não quero levar chibatadas e nem ser escravo.
    Se eu escolher levar 5 vai mudar alguma coisa??
  • Reinaldo  19/10/2016 16:35
    Não. Para mudar é necessária uma profunda mudança cultural nas pessoas, fora do escopo deste artigo.

    Mas detalhado neste outro:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1692


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.