Estilo de vida minimalista, frugal e com extremo conforto? Foi o capitalismo quem permitiu isso
Graças à economia de mercado, hoje podemos fazer muito com muito pouco


A grande notícia sobre o iPhone 7 é a eliminação dos fios do fone de ouvido.  O conforto trazido por essa inovação é sem precedentes: você agora não tem aquela tranqueira convoluta e emaranhada, que se enrosca nas coisas ao redor, e que você tem de dobrar pacientemente toda vez que vai guardá-lo.  Mais uma inconveniência da vida é abolida.  Mais um pequeno progresso ocorre no mundo.

Analisando tudo o que ocorreu ao longo dos últimos 15 anos, é impressionante contemplarmos o quanto se tornou possível levar uma vida que parece ser minimalista e, ainda assim, com extremo conforto.  Digo "parece ser" porque, na realidade, o "minimalista" é uma ilusão.  Temos muito mais coisas do que jamais tivemos e, ainda assim, tudo está bem mais condensado. 

Quase tudo está em nossos smartphones e computadores, em não em formato físico, atravancando um espaço precioso em nossas residências.

O que torna o minimalismo possível

Nas últimas semanas, assisti a vários vídeos sobre o estilo de vida minimalista e devo dizer que, no geral, concordo com seus proponentes.  Há algo de calmo, de esclarecedor, de tranquilizante em viver sem muitas coisas ao seu redor.  Traz uma certa serenidade à vida.

Um grande amigo meu é adepto desse estilo de vida, tendo escrito um artigo — "Por que prefiro viver de aluguel em um pequeno apartamento em vez de comprar uma enorme casa" — que se tornou altamente popular entre os adeptos do minimalismo.  Eu mesmo também tenho ido nessa direção.

A cada ano dos últimos dez anos tenho me desfeito de uma enormidade de coisas, jogando nas caçambas enormes sacos contendo itens que não uso mais.  É algo enormemente gratificante poder se livrar de entulhos.  Sim, em alguns casos pode ser uma decisão dolorosa — a pior foi a que tive de tomar em 1987, quando joguei 500 discos de vinil na lixeira.  Eles ocupavam praticamente dois metros e meio em minhas prateleiras e pesavam uma tonelada.  Repentinamente, joguei tudo fora e os substituí por alguns CDs.  E então comecei a acumular CDs. Vários CDs.  Até chegar ao ponto em que várias gavetas lotadas de CDs também foram para o lixo.

Hoje, todas essas músicas físicas foram substituídas por... um notebook.  E o mesmo ocorreu com várias outras coisas.  As prateleiras de livros que costumavam dominar a casa em que passei minha juventude, ocupando espaço precioso, hoje estão dentro do meu tablet, do meu smartphone e do meu Kindle. 

Com um detalhe: tenho hoje muito mais livros do que jamais tive.  Só que agora eles não ocupam espaço nenhum e não pesam absolutamente nada.  Mais ainda: posso levá-los (todos eles!) para qualquer lugar e posso lê-los a qualquer momento.

Lembra-se do catálogo?  Quem é jovem, provavelmente não.  Era comum as pessoas terem pelo menos uns três daqueles tijolos, que ocupavam um enorme espaço nos armários (eles raramente cabiam em gavetas).  Hoje, eles nem existem mais.  Pelo seu smartphone, você descobre o telefone de qualquer empresa.  Mais: pelas redes sociais, você entra em contato com qualquer pessoa do seu passado.  Você não mais precisa de saber onde ela mora para procurar seu telefone em um catálogo.

Lembra-se de quando você recebia jornais físicos?  Todos os dias, você tinha de se livrar daquele trambolho, que ocupava um grande espaço na lixeira.  Hoje, você pode lê-los em seus aplicativos, em sua cama.  Revistas?  Mesma coisa.

E o que dizer então daqueles enormes armários de arquivos, para armazenar todos os tipos de documentos burocráticos importantes?  Você tinha de tê-los.  Eles eram desumanamente pesados.  Se caíssem em cima de alguém, poderia matar.  Hoje, ninguém mais os tem, exceto aqueles monumentos ao atraso que são as repartições públicas.

Lembra-se da sua escrivaninha? Ela tinha de ter compartimento para tudo. Tinha grampeadores, rolodex, pilhas de papeis, impressoras, corretivos, durex, fita crepe, cola, clips, e vários calhamaços de manuais de instrução para softwares. Havia materiais acumulados para pesquisa.  Havia arquivos de contas pagas. Havia envelopes e selos para enviarmos correspondências. Tínhamos tesouras, relógios, rádios, um globo terrestre, dicionários e variados tipos de enciclopédias.

Havia também álbuns de fotos e caixotes e mais caixotes de fotos que um dia colocaríamos em um álbum, mas que nunca o fizemos.  E havia também cartões de natal do ano passado e de vários anos anteriores.

E os livros de receita?  Em termos de espaço, eram piores que catálogos.  Havia um livro para cada estilo de comida, para cada canto do planeta, para cada propósito.  Hoje, com dois toques no seu smartphone, você tem acesso a qualquer receita que você queira.

Pense no interior de uma casa ou apartamento do passado.  Era repleto de coisas para guardar coisas.  E de coisas para guardar essas coisas que guardavam outras coisas.  Não é que éramos mais materialistas.  Todas essas coisas eram necessárias.  E essa era a única maneira de tê-las e mantê-las.  Hoje, tudo o que temos de ter é um lugar para dormir, algo para esquentar comida fria, um forno e um fogão, alguns pratos e talheres, e algumas roupas.  Pronto.  Todo o resto cabe em seu smartphone, tablet e notebook.

Lembra-se dos mapas?  Você tinha uma pilha deles em sua casa e no porta luvas do seu carro.  Caso quisesse um mapa rodoviário mais detalhado, você tinha de ter um enorme mapa dobrável.  À medida que você ia dirigindo, você tinha de ir desdobrando as páginas e virando o mapa na direção correta.  Com o tempo, ele inevitavelmente ia ficando amarfanhando, se desintegrando e rasgando, até finalmente ficar completamente inútil.  Aí você tinha de comprar outro. 

Provavelmente, você tinha uma bússola também.

E, certamente, uma pilha de fitas cassetes, com oito músicas de cada lado, a qual tinha de ser manualmente trocada em seu toca-rádio.  Ou CDs.  Lembro-me de gente que comprava máquinas gigantes para colocar no porta-malas do carro, as quais comportavam 250 CDs, e que eram controladas de dentro do carro.

Uma insanidade. Hoje, tudo isso já é museu.

Você pode ter tudo isso em pequenos dispositivos.  Toda a poupança que isso lhe possibilitou é incalculável.  Hoje, ao toque dos seus dedos, você tem acesso a músicas, filmes, fotos, livros, enciclopédias, notícias, e ainda pode guardar todos os seus arquivos nas nuvens.

Toda essa transformação é indescritivelmente impressionante, além de ser charmosa e bela.  Hoje, temos aposentos limpos, abertos, arrumados, sem tralhas e tranqueiras ocupando espaço.  E dizemos a nós mesmos: aprendi a viver sem acumular.  Aprendi a viver sem ter muito.  Descobri a maneira certa de viver!

Sim, mas quem permitiu esse estilo de vida minimalista foi o capitalismo.

Sobre esses encantamentos com o pouco

Isso deve ser ressaltado: esse estilo de vida minimalista, o qual eu também sigo, não é simplesmente uma escolha pessoal.  Não precisamos nos congratular excessivamente por termos esse estilo.  Foi a tecnologia o que possibilitou essa vida.  E o que possibilitou a tecnologia?  O capitalismo, a economia de mercado e a criatividade de vários empreendedores.

Somos apenas os beneficiados das idéias e do trabalho de terceiros.

E eis o grande paradoxo: o suposto materialismo do capitalismo possibilitou vivermos com cada vez menos dependência do mundo físico. 

Este excelente vídeo, de apenas 54 segundos, mostra toda essa impressionante evolução ocorrida.

Agora, seria bom se pudéssemos eliminar aquele irritante fio que liga nossos aparelhos eletrônicos às tomadas nas paredes.  Por que ainda temos essa coisa horrorosa e incômoda?

Ah, sim, porque a eletricidade é fornecida por um monopólio concedido pelo estado.  Não conte com seu completo desaparecimento em um futuro próximo.  Nessa área, a inovação não é ditada pelo livre mercado.  Consequentemente, continuaremos atados e plugados por um bom tempo.


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SOBRE O AUTOR



O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Capital Imoral  06/10/2016 15:27
    Sobre Alma de Branco e Alma de Negro

    Já diziam Tim Maia "O Brasil é o único pais em que além de puta gozar, cafetão sentir ciúmes e traficantes ser viciado, o pobre é de direita".

    São paulo foi uma vergonha sem tamanho, simplesmente elegeram um mauricinho branco, que tem mulher branca, para prefeito. E o vereador que se diz representar os negros e gays, tem alma de Branco, E provavelmente vai namorar mulher Branca, simplesmente estamos ferrados.

    O que é alma de Branco? Veja que ser Branco ou Negro, não é um conceito autoritário, do tipo que define algo em sentido aristotélico, mas sim as ações de luta da pessoa, que define se ela é Branca ou Negra.

    Eu sou Negro, embora de pele clara, porem eu tenho alma de negro. Eu luto pela comunidade da favela, Eu visito a favela, Eu faço parte do Psol, eu vou no churrasco da favela, Eu ouço samba, Eu ouço Rap, Eu modifico a foto no facebook, eu já participei dos movimentos e manifestações de minorias, eu posso dizer com orgulho que tenho alma Negra.

    Quem é o Branco? O branco de alma é o que vai na paulista de verde e amarelo, Gosta de ouvir música de burgues do tipo um jazz, blues (sim o burgues branco roubou dos negros), uma música clássica, entre outras. O Branco de alma, dificilmente sai de casa, sua manifestação é pela internet, quando sai, tem que sair com o carro blindado que o papai deu de presente (não é mesmo Helio beltrião?).

    Alias, acho fascinante o Branco de alma, pois a vida dele é facilmente perceptível, aqui diz um pouco sobre o branco de alma:


    Conclusão
    As pessoas se deixam enganar pela estética, O cara se diz negro, pobre e gay, porem suas ações não condizem com a realidade. Por que ele não está lutando com seus irmãos de classe, cor, sexualidade? O rapaz se vendeu para a burguesia, essa é minha conclusão.
  • Ricardo SI  06/10/2016 22:50
    Eu acho que o texto que você postou é horrível... Pois não tenta mudar ou convencer ninguém... Apenas divide... Quem é contra, continuará sendo contra (e usará esse texto como argumento para ser contra)... Quem é a favor, continuará sendo a favor (e a eles não foi adicionado nenhum argumento que as pessoas que são contra possam pensar a respeito)... O vídeo vai na mesma linha...

    Eu, pessoalmente, sou a favor das cotas (podem jogar pedras)...

    Mas acho que os argumentos utilizados no vídeos são horríveis... Essa vitimização, não é boa... E não ajuda ninguém... E, creio, atrapalha muito os próprios negros. (Antes que alguém me acuse: eu sou oriental e nunca fui beneficiado por cotas, não trabalho para o governo e venho de uma família de empreendedores e não de funcionários públicos (mas como já defendi em comentários anteriores, não tenho ABSOLUTAMENTE nada contra funcionários públicos em geral)).

    Me agradam mais, os argumentos utilizados nessa pesquisa:
    www.ufrgs.br/seerpsicsoc/ojs2/index.php/seerpsicsoc/article/view/3700/2316

    Ou, para quem preferir uma versão mais "condensada": agencia.fapesp.br/racismo_e_branquitude_na_sociedade_brasileira/20628/

  • Fabio  06/10/2016 15:43
    Viva o livre mercado e aos empreendedores que estão nessa árdua missão de tornar as nossas vidas cada vez melhores e com menos!!!
  • Marciano  06/10/2016 15:51
    Li e gostei do artigo, mas só acho que podiam mudar o título, pois faz alguém de fora pensar que somos fanáticos.
  • Terráqueo  06/10/2016 16:27
    Discordo de você. Título absolutamente correto e totalmente de acordo com o que foi dito no artigo.
  • Tannhauser  06/10/2016 16:19
    Sobre os fios de eletricidade, discordo do autor, basta uma bateria que dure mais tempo, como nos celulares e laptops. Não depende de monopólio. Bem, pensando melhor, depende um pouco, pois já poderíamos estar utilizando minúsculas baterias nucleares... Também existe o carregamento de baterias sem fio.

    Peça ao seu amigo minimalista viver 1 ano desse jeito aqui:

    https://www.youtube.com/channel/UCAL3JXZSzSm8AlZyD3nQdBA



  • Jonas  06/10/2016 16:37
    Nada a ver. É minimalista e não primitivista.
  • Renato Arcon Gaio  06/10/2016 17:11
    Algumas pessoas são minimalistas no estilo de vida e outras são minimalistas na interpretação de texto.

    Abraços
  • Anderson d'Almeida  06/10/2016 18:08
    E o estilo de vida minimalista é até financeiramente mais inteligente. O sujeito acaba poupando mais, consequentemente, tem-se mais para investir.
  • Pobre Paulista  06/10/2016 19:41
    Minimalismo é uma coisa, frugalismo é outra. Um IPhone é muito mais caro que ter um celular xing ling, um mp3/4/5/6/7/oo genérico, e outros gadgets de baixo custo. Com um IPhone vc tem poucas coisas, mas gastou muito. No segundo caso você tem um monte de coisas que tem a mesma funcionalidade do IPhone, mas gastou pouco.

  • Guilherme  06/10/2016 20:19
    "Um IPhone é muito mais caro que ter um celular xing ling"

    Mas com um iPhone você tem acesso gratuito a livros, enciclopédias, músicas, filmes, dicionários de absolutamente todas as línguas, jornais de absolutamente todos os países, notícias 24 horas e atualizadas a cada segundo, pode fazer chamadas telefônicas gratuitas via WhatsApp e Skype, pode tirar fotos e fazer filmagens, tem acesso a mapas completos com GPS, tem bússola, tem previsão do tempo, tem vários jogos que você pode baixar gratuitamente etc.

    Agora compare quanto custaria se você tivesse de comprar separadamente cada um destes itens? Tem certeza que ter um iPhone não é mais frugal?

    "Com um IPhone vc tem poucas coisas"

    Isso tudo que eu descrevi acima são "poucas coisas"? Caramba, você tá bem de vida, hein?

    "No segundo caso [celular Xing-ling e MP3] você tem um monte de coisas que tem a mesma funcionalidade do IPhone".

    Acho que nem preciso responder essa, né?

    P.S.: é a primeira vez que vejo o Pobre Paulista dando mancada aqui. Normalmente ele é bem sólido.
  • Magno  06/10/2016 20:22
    Confesso que também não entendi essa do Pobre Paulista. Bola fora. Mas com certeza foi só um escorregão trivial. Seus comentários são sempre muito bons.


    P.S.: o iPhone é caro para só para nós, bovinos tupiniquins, que somos mantidos presos no curral cercados por tarifas de importação de todos os lados. No resto do mundo civilizado, iPhone é item corriqueiro e trivial.
  • Tannhauser  06/10/2016 22:11
    Como não sou da "tribo" minimalista, entendo que a definição seria viver comprando o mínimo.

    No vídeo que postei e o pessoal ficou meio ofendido, o cara vive sem comprar nada. Alias, os vídeos são bons.

    Posso estar enganado com o termo, realmente, pois ele me remete a soças metidos a superiores por que "sobrevivem" só com um iPhone.

    Se ofendi algum minimalista, peço desculpas.
  • Pobre Paulista  06/10/2016 23:14
    Não entenderam o quê, cazzo?

    Dá pra ter absolutamente todas as funcionalidades do IPhone com dezenas de gadgets xing ling de baixo custo. E vc acaba com uma escrivaninha cheia de tranqueira. Nada minimalista, mas extremamente frugal.

    E sim, um IPhone é uma única coisa, que permite ter tudo aquilo e mais um pouco. Bastante minimalista, porém nada frugal.

    O que não está claro?

    PS: Sim, estamos no Brasil, o IPhone é caro, e com o dinheiro de um IPhone eu prefiro comprar um notebook, que faz ainda mais coisas que o dito cujo.
  • Rico Goiano  07/10/2016 00:19
    "Sim, estamos no Brasil, o IPhone é caro, e com o dinheiro de um IPhone eu prefiro comprar um notebook, que faz ainda mais coisas que o dito cujo".

    Dá pra levar o notebook pra ficar lendo um livro nele enquanto você está em uma fila, por exemplo? Tem mapa com GPS? Tem WhatsApp? Tem internet 4G? tem, em suma, a mesma comodidade?
  • Comunista Cambojano  06/10/2016 23:16
    Para quê ter as coisas? Isso é uma neurose capitalista. A felicidade está em termos o mínimo possível e em compartilharmos uns com os outros o que temos. Por que não viver em um mundo onde as pessoas sejam assim como este sujeito do vídeo abaixo, livres dessa escravidão capitalista, vivendo de forma simples e apenas com o que nosso corpo necessita. Reflitam.

    https://www.youtube.com/watch?v=I7arqW5luKc
  • Ciro Gomes 2018  06/10/2016 16:44
    Os austriacos tem alguns pontos interessante mas veneram o espontaneismo do mercado a ponto de ignorar um ponto.
    Qual é o maior expoente do capitalismo mundial? ESTADOS UNIDOS DA AMERICA. Pois bem a pretesto da industria belica e aeroespacial boa parte das pesquisas que surgiram varias tecnologias produzidas pelo mercado atualmente como por exemplo INTERNET, MICRO-ONDAS, MAQUINAS DE RAIO X, GPS, COMPUTADOR, CAMERAS DIGITAIS e varios outros inventos.
    Eu acho que intervenção do estado em algumas areas realmente atrapalha mas achar que empresas iriam investir milhões em pesquisa sem retorno garantido de curto prazo e ingenuidade. Vou dar outro exemplo.
    Por acaso Henry Ford é sul-coreano? Em 1980 o Brasil produzia cerca de 200 mil automoveis e o Brasil nenhum. Hoje a Coreia do Sul tem 4 montadoras globais. Será que isso e mero espontaneismo do mercado?
  • Historiador  06/10/2016 17:53
    O raio-x foi descoberto por um alemão, Wilheelm Conrad Rontgen, no final do século XIX.

    O forno microondas foi inventado pelo engenheiro Percy Lebaron Spencer, que trabalhava na empresa Raytheon.

    Quanto à internet, Vinton Cerf foi o sujeito que desenvolveu os protocolos TCP/IP, que são espinha dorsal (ou, no contexto adequado, a rede de transporte) da internet. Tim Berners-Lee merece os créditos pelos hyperlinks. Mas foi nos laboratórios da Xerox PARC, no Vale do Silício, na década de 1970, que a Ethernet foi desenvolvida para conectar diferentes redes de computadores. Tudo explicado aqui.

    O sistema de posicionamento global por satélite foi criado pelo governo americano para localizar e matar seus rivais. Foi o mercado quem o transformou em uma coisa bela (sempre lembrando que o lançamento de satélites era monopólio do governo).

    O computador foi inventado por John Mauchly, que criou, em 1946, a empresa Eckert–Mauchly Computer Corporation. (Embora John Vincent Atanasoff queira o crédito para ele).

    Já a câmera digital foi inventada por Steven Sasson, da Eastman Kodak.

    Tá sabendo muito, hein, doutor Ciro?

    Aliás, por falam em indústria nacional, o senhor ainda tem de explicar por que o senhor quebrou a Gurgel. Para quem gosta tanto de eructar sobre a "importância da indústria nacional", o senhor de tem de explicar essa mancha do seu passado.

    www1.folha.uol.com.br/fsp/campinas/cm2801200101.htm

  • Henrique Fernandes  06/10/2016 17:08
    Alguém poderia me indicar por onde começar a estudar economia? ( Por favor, citem autores e livros)
  • FL  06/10/2016 18:02
    mises.org.br/SouNovoEconomiaAustriaca.aspx
  • Hugo Guimarães  06/10/2016 18:17
    Dez Lições Fundamentais de Escola Austríaca
    (Ubiratan Jorge Iorio)
    Livro disponível no link: www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=103
  • Bruno Feliciano  06/10/2016 17:46
    'Olá,pessoal.

    Perfeito artigo concordo em numero,gênero e grau.Só me incomodei com essa afirmação:

    ''Agora, seria bom se pudéssemos eliminar aquele irritante fio que liga nossos aparelhos eletrônicos às tomadas nas paredes. Por que ainda temos essa coisa horrorosa e incômoda?

    Ah, sim, porque a eletricidade é fornecida por um monopólio concedido pelo estado. Não conte com seu completo desaparecimento em um futuro próximo. Nessa área, a inovação não é ditada pelo livre mercado. Consequentemente, continuaremos atados e plugados por um bom tempo.''


    Acho que não é bem assim.Muitos lugares a energia é privada certo?E mesmo assim ainda não conseguiram extinguir os fios.Enfim,tem uma certa razão nisso pra min mas acredito que a culpa pela ''demora'' dessa tecnologia não é exclusiva da energia estatal.

    Abraços.
  • Físico  06/10/2016 18:19
    "Muitos lugares a energia é privada certo?"

    O setor elétrico é considerado um setor de utilidade pública, sendo ele totalmente regulado e controlado pelo estado. Há empresas privadas atuando no setor sob concessão do estado, obedecendo a todas as suas ordens e blindadas, pelo estado, contra qualquer eventual concorrência.

    Não há nenhuma nesga de livre concorrência no setor.

    "E mesmo assim ainda não conseguiram extinguir os fios."

    Porque a maneira como a energia é entregue às casas é homogênea, por regulação estatal. Se você quiser comprar energia solar ou eólica para a sua casa, você não pode. É proibido.

    https://www.cosol.com.br/regras/

  • Bruno Feliciano  06/10/2016 19:23
    Mas isso no Brasil,e aquele estado no Texas que tem uma empresa que fornece energia eólica?

    Entende?Existem lugares no mundo,que possui concorrência no setor.Ou não?Todos os países possuem alta regulação ou monopólio no setor?

  • Realista  06/10/2016 17:57
    Eliminar as conexões elétricas será um passo muito adiante que não depende do monopólio estatal, mas das leis da física, pois envolve a transmissão de grandes blocos de energia, muitas milhares de vezes mais do que uma conexão Wi-Fi.


    Excelente artigo! Rebate muito bem o argumento da esquerda holística que enaltece a "vida simples"( pobre mesmo).
  • Físico  06/10/2016 18:18
    Não.

    A questão é que a maneira como a energia é entregue às casas é homogênea, por regulação estatal. Se você quiser comprar energia solar ou eólica para a sua casa, você não pode. É proibido.

    https://www.cosol.com.br/regras/

  • reinaldo  07/10/2016 11:06
    mesmo assim você precisa de fios, por causa da quantidade de energia.
    Não é uma questão política, mas técnica
    Você pode nã ter fios ligando sua casa à rede, mas terá interligando os aparelhos e carregadores de bateria dentro de sua casa.
  • Thomas  07/10/2016 12:09
    "Você pode nã ter fios ligando sua casa à rede"

    Esse é o ponto. E, como bem lembrou o comentarista "Dissidente Brasileiro" mais abaixo, sobre ainda haver fios, pergunte ao Nikola Tesla o motivo disso. Pesquise sobre a história da vida deste grande inventor, e como suas experiências sobre transmissão de eletricidade sem fio foram sabotadas e descreditadas com o auxílio de grandes empresários aliados do establishment da época -- um certo Thomas Edison apenas para dar um exemplo.
  • Pobre Paulista  07/10/2016 12:39
    Sim, mas não precisa de fios do sol até o captador solar. Assim sua casa fica efetivamente independente da rede elétrica.

    PS: Sabia que o sol pertence à uma Espanhola?
  • Evandro  06/10/2016 19:54
    Sobre a última parte do artigo, talvez algumas inovações que venham a surgir na área de energia possam tornar-se uma alternativa ao monopólio estatal, pelo menos por enquanto para os pequenos consumidores domésticos. Não custa sonhar:

    Em alguns lugares do mundo já surgem, ainda que timidamente ou de maneira experimental, sistemas elétricos em "grid", conectando casas equipadas com painéis solares/energia eólica onde o excedente produzido poderia ser vendido à rede local.

    Quando estive visitando a Alemanha, durante uma viagem de trem ao sul do país observei, nos campos, várias fazendas com suas próprias torres de geração eólica e algumas casas e galpões forradas de painéis solares nos telhados. Inclusive vi uma "fazenda" de painéis solares. Quase enlouqueci vendo aquilo, hehe. Não sei se lá há algum programa governamental de incentivo pra isso, ou o que seria infinitamente melhor e mais desejável: se o governo de lá simplesmente não enche o saco, permitindo o surgimento mais robusto desse tipo de mercado. De todo modo, com ou sem governo envolvido (e espero que não!), foi algo fantástico de se observar. Impossível não ver ali alguma coisa próxima do que o futuro pode reservar.

    Enquanto isso, a área de baterias mais duráveis e "eletricidade wireless" segue evoluindo. Existem algumas coisas impressionantes sendo pesquisadas no campo de materiais e nanotecnologia.

    Imaginem que maravilha no futuro essas coisas todas combinadas: casas/condomínios/bairros autossuficientes (com mini geradores, energia eólica/solar mais barata, baterias melhores e mais acessíveis) produzindo e armazenando energia, com aparelhos sendo recarregados constantemente via tecnologia witricity e a produção excedente de eletricidade sendo gerenciada e negociada através de bolsas locais de energia via aplicativos de celular.

    Todos conhecemos alguém que produz ou negocia parte da própria comida a partir do quintal da própria casa: sem autorização do governo e burlando todos os impostos e regulações idiotas. Isso ainda não resolve todo o problema mas é muito melhor que nada.

    Acho que na área da energia a coisa pode ir pra esse caminho, aos poucos.

    Uber, Bitcoin, Airbnb... quem sabe algum dia não tenhamos também um "Power4U" instalado no smarthphone, para o desespero dos estatistas.
  • José Aguiar  06/10/2016 20:57
    Desculpem a falta de relação com o assunto, mas não achei lugar melhor no site pra fazer uma pergunta aos anarcocapitalistas que frequentam esse site:

    Acabo de ler uma notícia do furacão Matthew, onde algumas pessoas tiveram que abandonar suas casas por causa do risco. A grande maioria foi para a casa de parentes, mas alguns tiveram que ir para um abrigo do Estado por não terem como se abrigar por conta própria.

    Pergunta de um ignorante (no sentido estrito do termo): num anarcocapitalismo, onde o Estado não provê esse tipo de assistência (corrijam-me se eu estiver errado), como ficaria a situação dessas famílias?

    Obrigado!
  • Magno  06/10/2016 22:38
    Isso é problema de seguradoras, de amigs dos atingidos, de serviços de caridade, de igrejas, e das doações voluntárias que serão feitas pela população do resto do país.

    O governo federal não tem que tomar o dinheiro do desempregado de Detroit para repassar aos milionários da Flórida.
  • Jos%C3%83%C2%A9 Aguiar  07/10/2016 13:02
    Obviamente não falo dos "milionários da Flórida", né? Qualquer pessoa com um mínimo de noção deveria perceber isso. Falo do Haiti, por exemplo.
  • Magno  07/10/2016 13:17
    Então piorou. O que o fodido governo do Haiti pode fazer? Dar dinheiro para todos os atingidos? Como? Isso não apenas é inexequível, como ainda seria totalmente sem sentido: o governo tiraria dinheiro de quem perdeu tudo e repassaria para quem perdeu tudo.

    Se fosse nos EUA, com o governo tomando dinheiro do resto do país, ao menos tal ideia ainda seria viável, mas no Haiti?

    Logo, minha resposta se torna ainda mais relevante (com exceção das seguradores, que nem sequer devem existir naquela combalida economia): auxílios internacionais voluntários, coordenados via redes sociais.
  • Tulio  08/10/2016 00:33
    Aí a resposta:

    O Airbnb tá oferecendo hospedagem gratuita para os desalojados:

    news.fastcompany.com/airbnb-is-offering-free-housing-to-people-displaced-by-hurricane-matthew-4021458
  • Andre  07/10/2016 14:13
    No anarcocapitalismo as coisas não serão uma exata versão do mundo atual sem o estado, num país rico com os EUA, haverá demanda por abrigos resistentes a furacões, logo haverá um capitalista malvadão que cobra um seguro mensal para abrigar estas pessoas quando necessário, e ao longo do tempo as pessoas vão tomando consciência de sua própria responsabilidade contratando seguros e investindo mais em sua propriedade e não com gastos inúteis viabilizados pela distorção econômica causada pelo governo.
    Num país pobre como Haiti vai estar mais na mão de igrejas e campanhas humanitárias, mas em menos de 1 década de anarcocapitalismo um país desses pode chegar a um pib per capita do Brasil e ter empreendedores aptos a investir de jeito parecido aos EUA com as devidas adaptações.
  • João  07/10/2016 17:19
    Pra começar, o Estado não provê assistência em caso de uma tragédia natural como a de um furacão. O Estado mal consegue provê assistência para necessidades básicas de saúde em uma cidade sem passar por tragédia nenhuma. Se você quiser comprovar isso é só visitar uma emergência de um hospital público.
    Um abrigo para as pessoas ajuda. Mas como fica a assistência médica, comida, roupas etc..?
    Somente pessoas voluntárias,ou uma instituição independente, pode fornecer esse tipo de ajuda.
    Imagine o estado, com seus meios "eficientes", ajudando as pessoas nesse caso em que o tempo é prioridade.
    Por isso é importante valorizarmos a família e os valores para com o próximo.
  • anônimo  06/10/2016 20:59
    Temer anunciou que irá liberar R$ 30 bilhões para micro e pequenas empresas. Medida certa ou errada?

    g1.globo.com/economia/noticia/2016/10/temer-libera-credito-de-r-30-bilhoes-para-micro-e-pequenas-empresas.html
  • Victor Matheus  06/10/2016 23:09
    dinheiro que não vem de poupança prévia é dinheiro criado do nada. isso significa dívida/inflação. Precisa continuar?
  • Dissidente Brasileiro  07/10/2016 03:48
    Nem sempre é dinheiro criado do nada. Pode ser também dinheiro confiscado através de impostos.
  • anônimo  07/10/2016 19:18
    Na verdade, o dinheiro virá da divida publica que é comprada , em grande parte, por bancos que operam sob o sistema de reserva fracionarias.
  • Dissidente Brasileiro  07/10/2016 04:02
    Agora, seria bom se pudéssemos eliminar aquele irritante fio que liga nossos aparelhos eletrônicos às tomadas nas paredes. Por que ainda temos essa coisa horrorosa e incômoda?

    Pergunte ao Nikola Tesla o motivo disso. Pesquise sobre a história da vida deste grande inventor, e como suas experiências sobre transmissão de eletricidade sem fio foram sabotadas e descreditadas com o auxílio de grandes empresários aliados do establishment da época -- um certo Thomas Edison apenas para dar um exemplo.
  • F. Shade  07/10/2016 13:29
    Não entendo textos como esse. Como é possível pensar em capitalismo contra o estado? Não há capitalismo sem estado. Não há tecnologia sem estado. Não há divisão de trabalho sem estado. O capitalismo nasce da organização opressiva do estado. Os direitos de propriedade se apoiam em violência estatal. Não há e nunca houve capitalismo fora do estado, sem estado, dentro de uma lógica de acúmulo e reprodução de bens para capitalizar. Sem opressão estatal, não há especialização. A tecnologia nasceu de investimento militar estatal, se apoia em infraestrutura estatal, que não é barata, e é replicada por causa de leis estatais, que garantem que as pessoas não tenham liberdade e autonomia para produzir e viver livremente, e tenham que se submeter a funções operacionais a salários baixos o suficiente para que as produções e serviços possam ser replicados em massa. Sem as intervenções e subsídios estatais não haveria "capitalismo industrial-tecnológico". Porque simplesmente não compensa trabalhar mais do que o suficiente para ter uma boa vida, pois é muito caro. Sem a cobrança de tributos, que espolia trabalhadores e subsidia proprietários de capital, não haveria necessidade de emprego e nem produção em massa. O capitalismo é uma face da opressão estatal, não seu contrário.
  • vladimir  03/11/2016 18:39
    Karo kamarada:
    Se vc estudou história antiga não sabe que não há nenhuma referência a grandes comerciantes, só filósofos, reis, imperadores, príncipes e generais e quando falam de ricos olha só o nome de Reis, imperadores, conquistadores, e quem sustentava esses senhores com mania de grandeza, isso mesmo os infames negociantes através de impostos, e sim existiam pobres e também escravos e os poucos homens livres que sobraram viviam de migalhas do estado.
  • Denis Gomes Franco  07/10/2016 15:45
    "Agora, seria bom se pudéssemos eliminar aquele irritante fio que liga nossos aparelhos eletrônicos às tomadas nas paredes.  Por que ainda temos essa coisa horrorosa e incômoda?"

    Bom, existem carregadores sem fio para celulares - tecnologia QI. Ela ainda não virou mainstream, mas parece viável. Não a ponto de você poder simplesmente circular pela sua casa e ter seu celular carregado automaticamente, mas pelo menos dá pra colocar ele em cima do carregador na mesa e ele carregar sem precisar ficar achando o cabo do carregador.

    Eu vou experimentar no meu qualquer dia desses, pois existem adaptadores sem fio que ligam direto na USB e você pode colocar entre a tampa traseira e a bateria. Pra quem quiser conhecer, no MercadoLivre tem um monte disso: lista.mercadolivre.com.br/adaptador-carregador-wireless
  • Pobre Paulista  07/10/2016 18:21
    Só que a eficiência energética disso é baixa, de 50 a 60%, ou seja, para cada dois Watt-Hora pagos, você jogou um fora. Sai mais barato ter um fio. Isso sem contar que a carga é muito mais lenta.
  • Leonardo Fonseca  07/10/2016 20:22
    Concordo em gênero numero e grau, com exceção dos "LIVROS", não existe prazer maior que folhear um livro, sentir o seu cheiro, colecionar e também estar a disposição quando precisa-se, afinal ler um livro físico é muito mais confortante que ler em uma tela qualquer.
  • distributista  08/10/2016 15:03
    O capitalismo destruiu as antigas corporações de ofício. No antigo sistema de corporações de ofícios da Idade Média, os artesãos eram donos dos seus instrumentos e objetos de trabalho, produziam com habilidade pessoal cada artigo em sua casa-oficina, do começo ao fim, para um mercado pequeno e estável e colhiam os resultados financeiros de sua atividade.

    No sistema manufatureiro, que havia se desenvolvido na Europa durante a fase inicial do capitalismo (mercantilismo, mais ou menos entre os séculos XVI e XVII), essa independência do trabalhador foi desaparecendo pouco a pouco: os artesãos quase sempre ainda eram proprietários de seus instrumentos, mas o crescimento e a instabilidade do mercado forçaram-os a trabalharem por encomendas de capitalistas-mercadores, de quem passaram, inclusive, a depender para o adiantamento das matérias-primas. Havia casos em que a antiga oficina já tendia a se expandir, agregando mais empregados e começando a introduzir uma divisão de trabalho com especialização de funções entre eles. Os artesãos, embora já estivessem se tornando tarefeiros-assalariados, ainda executavam pessoalmente quase todas as tarefas necessárias à produção de um artigo, mantendo o conhecimento do conjunto de seu processo produtivo.

    Com a Revolução Industrial, tudo se transformou: o empresário capitalista, dono dos novos meios de produção (fábricas) passou a agrupar no seu estabelecimento grande número de assalariados sob seu comando e a habilidade individual perdeu importância, pois a fábrica mecanizada generalizou e radicalizou a divisão do trabalho, fragmentando a produção de cada artigo em etapas sucessivas e estanques, cada uma delas exigindo quase só movimentos repetitivos do trabalhador. Completava-se, assim, a separação do trabalhador em relação a seu produto: não possuía mais os meios de produção, perdeu o domínio técnico do conjunto do processo produtivo, e deixou de ser senhor dos resultados de seu trabalho. Como a produtividade das fábricas mecanizadas era muito maior do que a das manufaturas, elas não tinham necessidade de absorver toda a imensa força de trabalho "liberada", seja pela expulsão dos camponeses das áreas rurais, seja pela ruína dos remanescentes urbanos do antigo artesanato individual. Em consequência, milhões de trabalhadores vieram a compor o que viria a ser chamado de "exército industrial de reserva": multidões de desempregados que, nos momentos de expansão da economia, eram convocados dessa "reserva" e retornavam ao assalariato enquanto o "capitão" da indústria deles necessitasse. Como essa "reserva" humana nunca se esgotasse, ela logo passou a desempenhar a função econômica de manter baixos os salários dos que estivessem empregados.

    Recomendo ler Chesterton sobre as consequências do capitalismo....
  • Historiador Honesto  08/10/2016 15:51
    O curioso é que, involuntariamente, você acabou dizendo uma coisa certa: sim, o capitalismo acabou com as guildas e com as reservas de mercado, abrindo todos os setores à livre concorrência.

    E foi exatamente isso que protecionistas como você jamais perdoaram.

    O sistema pré-capitalista de produção -- que é o que você defende -- era restritivo. Sua base histórica era a conquista militar. Os reis vitoriosos cediam a terra conquistada aos seus paladinos. Esses aristocratas eram lordes no sentido literal da palavra, uma vez que eles não dependiam de satisfazer consumidores; seu êxito não dependia de consumidores consumindo ou se abstendo de consumir seus produtos no mercado.

    Por outro lado, eles próprios eram os principais clientes das indústrias de processamento, as quais, sob o sistema de guildas, eram organizadas em um esquema corporativista (as corporações de ofício). Tal esquema se opunha fervorosamente a qualquer tipo de inovação. Ele proibia qualquer variação e divergência dos métodos tradicionais de produção. Era extremamente limitado o número de pessoas para quem havia empregos até mesmo na agricultura ou nas artes e trabalhos manuais.

    Sob essas condições, vários homens, para utilizar as palavras de Malthus, descobriram que "não há vagas para eles no lauto banquete da natureza", e que ela, a natureza, "o ordena a dar o fora". Porém, alguns destes proscritos ainda assim conseguiram sobreviver e ter filhos. Com isso, fizeram com que o número de desamparados crescesse desesperadoramente.

    Mas então surgiu o capitalismo. É costume ver as inovações radicais que o capitalismo produziu ao substituir os mais primitivos e menos eficientes métodos dos artesãos pelas fábricas mecanizadas. No entanto, esta é uma visão bastante superficial. A feição característica do capitalismo que o distinguiu dos métodos pré-capitalistas de produção era o seu novo princípio de distribuição e comercialização de mercadorias.

    O capitalismo não é simplesmente produção em massa, mas sim produção em massa para satisfazer as necessidades das massas. As artes e os trabalhos manuais dos velhos tempos eram voltados quase que exclusivamente para os desejos dos abastados.

    E então surgiram as fábricas e começou-se a produzir bens baratos para a multidão. Todas as fábricas primitivas foram concebidas para servir às massas, a mesma camada social que trabalhava nas fábricas

    Elas serviam às massas tanto de forma direta quanto indireta: de forma direta quando lhes supriam produtos diretamente, e de forma indireta quando exportavam seus produtos, o que possibilitava que bens e matérias-primas estrangeiros pudessem ser importados. Este princípio de distribuição e comercialização de mercadorias foi a característica inconfundível do capitalismo primitivo, assim como é do capitalismo moderno.

    O capitalismo, em conjunto com a criatividade tecnológica, foi o que livrou o Ocidente do fantasma da armadilha malthusiana. Antes da Revolução Industrial, as populações crescentes pressionavam inexoravelmente os meios de subsistência. Porém, quando as fábricas de Manchester, na Inglaterra, começaram a atrair um volume maciço de pobres que estavam ociosos no meio rural, e quando elas passaram a importar trigo barato, Malthus se tornou um profeta desacreditado em sua própria Grã-Bretanha.

    Como acabou ocorrendo, toda a criatividade e inventividade que o capitalismo desencadeou se refletiu nas estatísticas de natalidade: pessoas de classe média que não mais necessitavam gerar famílias grandes para ter filhos que trabalhasse e ajudassem no sustento começaram a limitar a quantidade de filhos.

    Essa combinação entre famílias menores e uma aplicação mais engenhosa da ciência à agricultura acabou com o problema da inanição no Ocidente. A partir daí, a pobreza deixou de ser predominante e passou a ficar restrita a um número cada vez menor de pessoas.

    A ascensão do capitalismo
  • Jacques Brasseul  09/10/2016 16:28
    Dados referentes a Inglaterra demonstram que o proletariado estava cada vez mais pobre e a burguesia cada vez mais rica, durante os primeiros anos da revolução industrial. Por exemplo, o historiador da economia, Jacques Brasseul, em "História Econômica do Mundo - Das origens aos subprimes" traz na página 129 dados bastante evidentes desse empobrecimento do proletariado entre os anos de 1750 e 1810. Em 1750, os trabalhadores ingleses ganhavam apenas 42% do que viriam a ganhar em 1900, em 1770 ganhavam apenas 38% em 1810 ganhava ainda menos, míseros 33%! Em contraposição, a burguesia estava cada vez mais rica!
  • Raymond Aron  10/10/2016 01:02
    "Em 1750, os trabalhadores ingleses ganhavam apenas 42% do que viriam a ganhar em 1900, em 1770 ganhavam apenas 38% em 1810 ganhava ainda menos, míseros 33%!"

    Isso foi sério? Não, por favor, diz que é zoeira.

    Quer dizer então que o fato de os salários terem aumentado ao longo dos anos comprova que o proletariado empobreceu?!

    Façamos uma matemática básica.

    Se em 1770 eles ganhavam 38% do que ganhavam em 1810, então, para facilitar os cálculos, podemos dizer que eles ganhavam $ 38 em 1770 e passaram a ganhar $100.

    De $38 para $100, o aumento é de incríveis 163%! Ou, ainda, podemos dizer que, em 1810, o salário dos proletários era 263% do valor de 1770!

    De novo: em 1810, os trabalhadores ingleses ganhavam 263% a mais do que em 1770!

    Isso foi empobrecimento?

    Carai, nunca vi alguém se auto-humilhar em público de maneira tão fragorosa assim.

    Por favor, assegure-me de que não há nada de errado com minhas vistas.
  • Guilherme Menezes  10/10/2016 10:07
    Fora que mesmo que os salários tivessem baixado em termos nominais, o aumento da produtividade disparou os ganhos reais de uma forma sem precedentes na história (o que é o que interessa).
  • Pedro  10/10/2016 08:53
    Isto é ridículo.

    Sempre houve progresso tecnológico, muito antes de haver capitalismo.

    Começou nos bifaces e no fogo e nunca mais parou de acelerar até agora - nunca foi uma exclusividade do capitalismo.

    Até os regimes comunistas tiveram progresso técnico. Nos anos 50 o programa espacial russo ultrapassou largamente o americano, o T34 e a Kalash são considerados a armas mais avançadas da sua época. O maior avião, o maior submarino e o maior helicóptero são russos etc.

    E a maior parte da pesquisa de fundo que permite o avanço tecnológico dos países capitalistas é produto de instituições ou encomendas estatais, socializadas, como a NASA ou as encomendas de tecnologia a empresas privadas - a quem é partilhada informação técnica dos institutos estatais.

    É completamente infantil pretender que só o capitalismo desenvolve tecnologia.
  • Aleixo  10/10/2016 13:19
    O fogo é um progresso tecnológico?! Como pode ser um "progresso tecnológico" algo que sempre existiu na natureza, e que o homem apenas descobriu e aprendeu a domar?

    Progresso tecnológico é quando você cria algo, cidadão, e não quando você descobre algo natural, que já existe.

    "Até os regimes comunistas tiveram progresso técnico.[...]"

    À custa de todo o bem-estar da população.

    Graças a todos os recursos escassos que foram redirecionados, pelos planejadores centrais soviéticos, para o setor espacial, toda a população soviética foi reduzida à penúria.

    Toda a suposta pujança da tecnologia espacial soviética se deu à custa das privações da população. Recursos escassos foram retirados de todo o resto da economia e direcionados para o setor espacial. Havia material para fazer foguetes porque não havia material para construir geladeiras, calefação, automóveis e os mais básicos eletrodomésticos.

    Valeu a pena?

    Aprenda a pensar como um economista de verdade: você está analisando apenas aquilo que você viu, mas é incapaz de analisar aquilo que você não viu.

    Ah, sim, a tecnologia comunista culminou em Chernobyl. Maravilha. Acho que passo.

    Só no capitalismo você consegue ter, ao mesmo tempo, desenvolvimento tecnológico e melhora no bem-estar da população.

    "E a maior parte da pesquisa de fundo que permite o avanço tecnológico dos países capitalistas é produto de instituições ou encomendas estatais, socializadas, como a NASA ou as encomendas de tecnologia a empresas privadas"

    Ué, boa parte do desenvolvimento atual da NASA é feito a partir de empresas privadas e centros de pesquisa descentralizados. Ou seja, trata-se de uma empresa estatal que só consegue coisas graças à iniciativa privada. Tem certeza de que você quer ir por esse caminho de argumentação?

    Como exatamente essas empresas privadas conseguem produzir para a NASA senão por meio de métodos capitalistas?

  • Realista  28/10/2016 03:32
    Só temos que tomar cuidado para não ficarmos super dependentes da tecnologia...
    "Provavelmente, você tinha uma bússola também." - ok, nem é tão necessário ter uma bússola hoje em dia, mas é interessante saber usar uma bússola, saber consultar um mapa, etc. Confiar 100% no GPS e passar a depender dele para encontrar caminhos é de certa forma um atraso (até porque o GPS é controlado por uma autoridade central, que pode simplesmente desligá-lo quando for conveniente, e pode até mesmo selecionar áreas em que o sistema ficará fora do ar).

    Haverá também um perigo semelhante no dia em que os carros autônomos forem mainstream... Eles serão controlados por um software, provavelmente em um computador central. O tempo todo alguém poderá saber para onde você está indo ou onde você (ou seu carro) está.
    A apple já vendeu informações de seus clientes à NSA. O facebook também.
  • Wendell  17/01/2017 19:46
    Menos é mais.


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