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Vivemos em uma economia planejada pelo governo e poucos se dão conta disso
Embora os resultados trágicos sejam cada vez mais evidentes



N. do E.: o artigo a seguir foi adaptado à realidade brasileira

 

A ideia de que a economia deve ser planejada chegou ao ápice ainda no longínquo ano de 1937, quando a editora Prentice-Hall publicou um tomo de 1.000 páginas intitulado The Planned Society: Yesterday, Today, Tomorrow: A Symposium by Thirty-Five Economists, Sociologists, and Statesmen. (A Sociedade Planejada: Ontem, Hoje, Amanhã: Um Simpósio com 35 Economistas, Sociólogos e Estadistas).

No prefácio, o famoso historiador e sociólogo americano Lewis Mumford escreveu que "a questão que nos aflige hoje não é se devemos planejar ou não a economia, mas sim como devemos planejá-la".

Todos os colaboradores do livro — keynesianos, socialistas, comunistas e fascistas — concordavam neste ponto, incluindo notáveis como Benito Mussolini, Joseph Stalin e Sidney Hook.

Mas ao menos o livro era honesto e sincero.  Ele colocava no mesmo balaio Stalin e Keynes, o fascismo e o New Deal, mostrando que todos tinham as mesmas idéias econômicas.  Os planos de cada um não eram idênticos, obviamente, mas todos eles concordavam que o governo era "racional" e que o livre mercado era "caótico", sendo, portanto, preferível ter "racionalidade" do governo ao "caos" do livre mercado.

A maioria dos autores defendia a "economia mista", um arranjo econômico que mistura capitalismo e socialismo.  Ludwig von Mises, ainda em 1921, já havia acabado com essa noção de que você pode combinar o "melhor" do socialismo e do capitalismo.  Não existe isso de "o melhor" do socialismo, escreveu ele, pois mesmo uma pequena quantidade de socialismo distorce o funcionamento de uma sociedade livre.  Qualquer tentativa de mistura é necessariamente instável, e inevitavelmente levará a economia na direção do estatismo.

Esta previsão de Mises não apenas se concretizou, como, pior ainda, estamos hoje vivenciando e sentindo suas consequências.

Nossa realidade

Apenas veja a economia na qual você vive: não há uma única área dela que não seja afetada pelos gastos do governo, que passe incólume pelas consequências dos déficits orçamentários, que não seja sufocada pela burocracia e por impostos, e que não seja estritamente controlada e protegida por agências reguladoras.

Defendido por quase todos os economistas, o estado regulatório hoje domina e arruína a economia.  O comunismo perdeu, mas a social-democracia triunfou e reina soberana.

Na economia mista na qual vivemos, é função do estado planejador: garantir o "pleno emprego" (dado que as próprias políticas do governo federal geram desemprego); estimular a "inovação tecnológica" (não por meio do mercado, mas por meio de subsídios); garantir uma "justa" distribuição de renda (premiando os parasitas — principalmente os grandes empresários ligados ao governo — e punindo os produtivos); controlar o comércio estrangeiro (e também o doméstico); e manter várias empresas estatais para o bem do povo (ao mesmo tempo em que espolia o próprio povo em prol dos burocratas dessas estatais).

O estado planejador também se autoimpõe algumas proibições.  Ele jamais deve expressar alguma defesa da propriedade privada, jamais deve criticar grupos de interesse e minorias organizadas (exceto quando sejam anti-governo), jamais deve tecer elogios à função coordernadora exercida pelo sistema de preços, jamais deve ter dúvidas quanto ao uso do seu poder (este só existe para o bem), jamais deve defender redução de impostos, e jamais deve identificar o livre mercado como a real fonte de prosperidade.

Para o estado planejador, tudo o que há de bom é decorrência de suas ações; e tudo o que há de ruim é culpa de interferências de externas.

Mais ultrajantes ainda são as mentiras patológicas.  Os políticos, burocratas e todos os seus defensores insistem em querer nos fazer acreditar que:

1) o Banco Central é o guardião da moeda — sendo que a moeda, em apenas 22 anos, já perdeu 82% do seu poder de compra

2) o governo pode impedir ou, no mínimo, amenizar os ciclos econômicos — sendo que suas políticas são a própria causa deles;

3) o governo pode criar um pleno emprego — sendo que suas políticas econômicas não apenas destroem empregos como ainda impedem a criação de novos empregos ao artificialmente encarecer a mão-de-obra, ao criar burocracias que atazanam os pequenos empreendedores e ao criar um terrorismo tributário que coloca qualquer empreendedor na condição de criminoso;

4) o governo pode desenvolver novas tecnologias — sendo que suas próprias regulamentações proíbem o surgimento e o desenvolvimento de várias inovações que aniquilam as reservas de mercado de um cartel protegido pelo governo.

5) é o governo quem melhora nosso padrão de vida — sendo que, sempre que o governo decide criar políticas para melhorar nosso padrão de vida, este desaba.

6) o governo nos protege de monopólios e oligopólios capitalistas — sendo que quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado é e sempre foi exatamente o governo, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam

7) o governo protege o consumidor e estimula a concorrência — sendo que, principalmente nos grandes setores, a concorrência foi abolida pelo governo, em prol das grandes empresas já estabelecidas e contra os interesses dos consumidores.  Setor bancário, aéreo, telefônico, internet, elétrico, postos de gasolina etc. — em todos eles a concorrência foi abolida pelas agências reguladoras para proteger as empresas já estabelecidas e prejudicar a liberdade de escolha dos consumidores.

8) o governo reduz a desigualdade — sendo que suas políticas de subsídios a grandes empresas, tarifas protecionistas e crédito farto e barato não apenas garantem renda para os mais ricos, como também destrem o poder de compra dos mais pobres.

Briga de gêmeos

Economistas heterodoxos e economistas convencionais se revezam na tarefa de fornecer conselhos econômicos ao presidente da vez.  Ambos, no entanto, são meras ferramentas a serviço do estado intervencionista.  Ontem, a função deles era controlar preços, estatizar o crédito e estimular o consumismo; hoje, a função deles é equilibrar o orçamento e manter "oferta e demanda em equilíbrio".  Isso, é claro, não significa que irão deixar o livre mercado funcionar, mas sim que irão mover as alavancas na máquina de planejamento com "mais eficiência".

Os heterodoxos acreditam que o que move a economia é o consumo; portanto, a demanda deve ser estimulada por mais gastos do governo, mais déficits orçamentários e mais crédito subsidiado.  Isso, supostamente, compensará as deficiências do setor privado.

Já os convencionais acreditam que a economia é guiada pela oferta, e que ela entra em recessão por inúmeros fatores, dentre eles um medo irracional de investir que acomete os empreendedores.

Embora os convencionais possuam melhores políticas econômicas que os heterodoxos, ambos estão errados. 

Para começar, ambos pressupõem que exista algo chamado "oferta agregada", "demanda agregada" e "demanda efetiva", a qual aglomeraria em uma única variável os valores e ações de consumidores e produtores.  Isso obscurece a economia verdadeira.

E essas agregações obscurantistas não se resumem apenas à "oferta" e à "demanda".  Os planejadores também discutem categorias como 'capital' e 'investimento' como se ambos fossem homogêneos, representando esses agrupamentos totalmente diversos por meio de letras em seus modelos macroeconômicos.

Para eles, o estoque de capital é uma grande massa amorfa resumida pela letra K, a qual é jogada numa equação cuidadosamente montada para representar toda a economia, e a qual é esperada gerar informações úteis para se poder planejar melhor a economia.

Obviamente, ambas as visões pressupõem que os burocratas do governo são mais espertos e oniscientes do que todos os indivíduos livres da sociedade praticando trocas livres e voluntárias, poupando, investindo, produzindo, vendendo e comprando voluntariamente no livre mercado.

O verdadeiro papel do economista

Apenas imagine que você tivesse de planejar as finanças domésticas do seu vizinho, sobre o qual você nada sabe, e não tendo informação nenhuma precisa sobre a renda, as preferências, e as habilidades dele.  Mais ainda: você sabe que todas essas variáveis se alteram continuamente.  Você seria capaz de tal tarefa?  Pois os planejadores econômicos do governo vêm tentando fazer exatamente isso há décadas.  E para toda a economia.

Para se safarem dessa crítica, os planejadores separam a economia em duas esferas: a "micro" e a "macro".  Em seguida, alegam que as decisões dos indivíduos na esfera micro em nada afetam o quadro geral.  Embora seja verdade que, por exemplo, um indivíduo sozinho não pode alterar a taxa de poupança líquida de toda a economia, o fato é que não haveria taxa de poupança líquida sem decisões individuais.

É exatamente dos milhões de decisões tomadas diariamente por indivíduos que a economia é formada e criada; e a única função do economista é tentar entender e explicar como tudo isso acontece.  Ele não tem de tentar controlar ou onerar esse processo.

No livre mercado, não há a necessidade de planejadores tentarem "equilibrar" oferta e demanda.  As próprias transações diárias e voluntárias de milhões de consumidores, em conjunto com empreendedores que se arriscam em seus empreendimentos, já fazem isso.  É a economia mista quem cria a demanda para que planejadores econômicos queiram gerenciá-la.

Contrariamente às suas pretensões, os economistas seriam de pouca serventia aos empreendedores em um livre mercado.  O economista não pode prever as futuras demandas do consumidor e os custos futuros tão bem quanto os empreendedores; afinal, se ele pudesse, então ele seria o empreendedor.  Sabemos que o empreendedor está onde está precisamente por causa de sua superior habilidade de previsão do mercado.  

As pretensões dos economistas, econometristas e de outros "modeladores" de que eles podem prever com precisão e acurácia a economia irá sempre soçobrar perante a simples, porém devastadora, indagação: "Se você pode prever tão bem, por que você não está no mercado de ações, onde previsões acuradas geram ricas recompensas?"

Não adianta rejeitar tal pergunta — como muitos têm feito — alegando que ela é "anti-intelectual"; este é exatamente o teste rigoroso a ser enfrentado pelo pretendente a oráculo econômico.

Ludwig von Mises demonstrou a falácia do termo "modelagem", que é muito popular e que surgiu erroneamente (junto com muitas outras falácias cientificas) de uma analogia com as ciências físicas — nesse caso, a engenharia. Os modelos de engenharia fornecem a exata dimensão quantitativa — em uma miniatura proporcional — do mundo real. Porém, nenhum "modelo" econômico pode fazer algo parecido.

O papel do economista em uma sociedade livre, portanto, é puramente educacional.

Mas quando o governo intervém no mercado, a "utilidade" do economista se expande. A razão é que ninguém sabe, por exemplo, quais serão as demandas dos consumidores no futuro, em uma determinada área.  Em um ambiente de livre mercado, o economista será naturalmente substituído pelo prognosticador empreendedorial.  Porém, quando o governo se intromete no mercado, criando várias intervenções e regulamentações, as coisas ficam muito diferentes, pois o problema agora é saber precisamente quais serão as consequências dos atos do governo.

Conclusão

Quanto a economia mista nos custa?  Impossível saber. 

Impossível calcular os efeitos das tecnologias que deixaram de ser criadas, das empresas que deixaram de ser abertas, dos empregos que deixaram de ser gerados, das recessões geradas pelas políticas do governo, da destruição da moeda efetuada pelo governo, e dos preços artificialmente mais altos por causa de impostos, burocracia, regulamentações e gastos do governo.

Sabemos apenas que o efeito é gigantesco e destruidor.  E está só aumentando.

Mas se a economia mista é todo esse desastre, por que ainda insistimos nela?  

Simples: porque ela permite que aqueles bem-conectados politicamente espoliem a todos nós em um arranjo social-democrata disfarçado de "capitalismo democrático".

Porque ela permite que grandes empresas não concorram abertamente no livre mercado — no qual teriam de encarar desafios e sofrer prejuízos —, em vez disso sendo protegidas e socorridas pelo governo.

Porque ela permite que grandes empresários ganhem dinheiro por meio de privilégios especiais concedidos pelo governo em vez de por meio da produção de bens e serviços de qualidade, e da satisfação dos consumidores.

Porque ela permite que algumas pessoas alcancem seus objetivos por meio da violência, da fraude e do roubo.

Porque os grandes empresários sempre preferem receber subsídios, privilégios, e ser protegidos por tarifas de importação e agências reguladoras.

Porque a classe política prefere viver parasiticamente à custa do trabalho dos outros e adora exercer seu vasto poder sobre toda a população.

Porque lobistas e grupos de interesse sempre conseguem (tanto de forma legal quanto ilegal, mas sempre imoral) ganhar benefícios especiais quando recorrem ao estado.

Porque milhões de indivíduos preferem ganhar a vida trabalhando para o governo, onde os salários são gordos, há estabilidade e as cobranças são quase inexistente, e não na iniciativa privada, onde há cobranças, exigência de resultados e nada é garantido.

Porque outros milhões preferem viver de assistencialismo.

O único antídoto contra a economia mista é a adoção de um mercado livre e irrestrito, sem protecionismos, privilégios e barreiras à entrada em qualquer mercado.  Mas isso inevitavelmente passa pela redução brutal do tamanho do governo e pela consequente assunção de responsabilidade própria por cada indivíduo — do pobre ao megaempresário protegido —, que não mais poderá contar com o dinheiro alheio para viver.

Mas tamanho nível de responsabilidade própria ninguém quer.

O livro A Sociedade Planejada, citado lá no início, não mencionou tudo isso, mas é fato que vivenciamos hoje o inevitável resultado de tudo aquilo que ali foi recomendado. 


19 votos

autor

Lew Rockwell
é o chairman e CEO do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State.



  • Renan Merlin  04/10/2016 15:16
    Leandro me tire uma duvida. Por que o Renminbi não é uma moeda conversivel e demandada como o Dolar, Euro, Libra e Franco? A China tem a segunda maior econômia do planeta, e o maior exportador do mundo tendo como maiores importadores EUA e Japão e então porque o Renminbi e tão desprezado a ponto das casas de cambio do Brasil por exemplo encontrarmos yene mas raramente Renminbi?
  • Leandro  04/10/2016 16:43
    Porque ela não tem alta conversibilidade. O que você prefere manter como poupança: franco suíço, dólar, euro e libra ou o renminbi?

    Qual dessas moedas você consegue converter em qualquer lugar do mundo?

    Qual delas é gerida por governos mais confiáveis?
  • David  04/10/2016 17:12
    Não importa. Ainda assim, a culpa continua sendo do "capitalismo malvadão"....
  • Joaquim Saad  04/10/2016 22:36
    Porque em 1971 os EUA passaram a lastrear o dólar naquele outro metal precioso ("Pb" :-) !

    Mas nada que mais alguns anos de tensões crescentes entre ocidente e oriente não permitam aos xing-lings finalmente cobrarem tal status de sua moeda, que a propósito passou a integrar o SDR do FMI ainda ontem, em linha c/ outros movimentos estratégicos da China a fim de eventualmente dominar de vez o sistema monetário mundial, como a implementação em abril do gold price fix na bolsa de ouro físico de Xangai p/ concorrer c/ suas congêneres fraudulentas de ouro futuro em NY e Londres, além da persuasão constante sobre países produtores de petróleo p/ que comecem a vendê-lo também em yuan, etc, etc...

    Acho que no longo prazo tuas observações acabarão mudando "um pouco" as coisas nas casas de câmbio aqui no "Braz-ill"...
  • Murdoch  04/10/2016 15:17
    Artigo objetivo e claro!
    As metas de inflações dos países afora é baseado também no pleno emprego?
  • Murdoch  04/10/2016 16:31
    https://neccint.wordpress.com/2010/01/29/dani-rodrik-a-china-dominara-o-mundo/
    Por que pessoas acreditam nessas coisas imaginárias?
  • Cauan Muller  04/10/2016 15:40
    Esse artigo foi uma obra-prima. Simples assim.
  • Capitalista Keynes  04/10/2016 16:08
    O Governo sempre intervém e sempre o fará....não existirá jamais o liberalismo pleno...esqueçam....

    Outra : Já que o estado é tão nefasto ,porque liberais ou libertários querem tanto mamar nas tetas do Estado que tanto odeiam ? O que é esse ridículo partido NOVO ?....Todos empreendedores, empresários bem sucedidos e querem ser vereador ? Prefeitos ? Deputados ?

    O que explica Dória Prefeito ? Não é empresário ? o que quer com a política ?......

    Parece uma seita demoníaca esses liberais ou libertários se metendo no Estado que tanto querem abolir....
  • Guilherme Menezes  05/10/2016 12:22
    Não sei se troll ou não mas aí vai: Liberais não são necessariamente anarquistas. Libertários podem até ser que sim. Mas liberais não. O fato de existirem partidos liberais não é uma contradição, e sim um sinal de avanço, já que há séculos não existe um partido sequer que ouse pousar de liberal e afrontar a hegemonia social-democrata.

    Agora amigo, você que tanto frequenta esse site, me responda: por qual motivo você acha que empresários querem entrar para a máquina estatal?
  • Renegado  05/10/2016 14:59
    Justamente por que todo empresario bem sucedido quer continuar assim, bem sucedido, estando na política o mesmo pode criar leis que favoreçam a ele mesmo e a todos os seus amiguinhos bem sucedidos, entendeu? Isso esta claramente explicado no texto em questão.
  • Governo fede  10/10/2016 18:48
    Eu gostaria de entrar para o governo como um tumor maligno, um cancer pra acabar com eles por dentro! Porque por fora não deu certo.
  • Paulo Mello  02/07/2017 15:12
    O que é explica é o fato de que o socialismo só próspera enquanto consegue se apropriar dos recursos dos outros. O socialismo despreza o bem estar da economia e assim , por tabela e no final das contas, despreza o bem estar da população .
  • Anthony   04/10/2016 17:17
    Excelente artigo.
  • Juliano Lima  04/10/2016 17:25
    PSDB = Partido da Social Democracia Brasileira, e olha que quem é de esquerda considera o PSDB como a direita. Isso só pra vocês terem ideia de onde o Brasil está.
  • Luis  04/10/2016 17:40
    Temos ainda o PSD e o PSDC. Tem o PSB, o PSC. Deveria ter um para cada letra do alfabeto. PSA seria partido social anarquista...
  • Rafael  04/10/2016 23:15
    Em Barueri a disputa pela prefeitura era uma coligação PSDB com PC do B... Vai vendo.
  • Joaquim Saad  04/10/2016 23:20
    hum...não é pior do que PT com PC(do)C ! : )
  • Renato  04/10/2016 17:39
    Somos obrigados a passar 5 meses do ano trabalhando só para pagar os impostos para sustentar essa corja de bandidos comunistas?

    Segundo Fernando Migliaccio, que delatou parte do esquema da Odebrecht, Nicolás Maduro e Hugo Chávez podem ter sido eleitos na Venezuela com dinheiro público brasileiro, obviamente desviado do esquema de propinas da Petrobrás e com recursos do BNDES.

    jornalivre.com/2016/10/04/maduro-gleisi-hoffmann-e-hugo-chavez-na-lista-da-odebrecht/
  • LUIZ F MORAN  04/10/2016 18:40
    Não há esperança num país onde exista:
    - Ministério do Trabalho / CLT / Justiça do trabalho
    - Imposto sindical
    - 15.007 sindicatos
    - MTST / MST
    - Cotas raciais
    - 70 mil homicídios
    - Professores marxistas
    - Jornalistas marxistas
  • Capitalista Keynes  05/10/2016 14:10
    CONCORDO:
    - Imposto sindical
    - 15.007 sindicatos
    - MTST / MST
    -70 mil homicídios
    - Professores marxistas - só professores liberais e libertários também seria prejudicial....mas tudo bem ...um equilíbrio seria melhor.

    NÃO CONCORDO:
    - Ministério do Trabalho / CLT / Justiça do trabalho : empresário x empregado no mano a mano é covardia ( abertura para o trabalho escravo com jornadas de até 20 horas como no inicio da revolução industrial , trabalho infantil , etc)

    - Cotas raciais ( +_ ..seria cotas por renda e como a maioria de baixa renda nesse país é negra , já supriria também a raça)

    - Jornalistas marxistas : se tem a Veja liberal , por que não existir uma Carta Capital ? Equilíbrio e contraponto.
  • Erick  05/10/2016 18:49
    Ainda:
    - Foro privilegiado
    - Fundo partidário
    - FGTS (pagando 3%)
    - Ministério do planejamento
    - Saúde e educação ser um "direito"
    - Cargos comissionados
    - Estabilidade pra funcionário público
    - Aposentadoria sem idade mínima

  • Renan Merlin  04/10/2016 18:50
    O Ciro Gomes deu uma palestra na PUC e um garoto fez uma pergunta que se mais imposto não seria ruim pra econômia mas entendia visto que o papel de politico era aumentar imposto.
    No alto de sua arrogancia o coronerzinho soltou: "VOCÊ PODERIA TER DISPENSADO ESSE COMENTARIO IRONICO, PAPEL DE POLITICO E CORRESPONDER AS EXPECTATIVAS DA SOCIEDADE"
    Esses parasitas além de nos expropriar ficam bravinhos quando escutam verdades.
  • Babilonia  04/10/2016 19:32
    A minha professora de SOCIOLOGIA, formada em PEGAGOGIA e que dá aula de SOCIOLOGIA no curso de ECONOMIA, diz que Brasil é capitalista, e que a culpa dos pobres continuarem a ser pobres é culpa deste mesmo capitalismo, na primeira aula de História econômica, meu professor keynesiano trouxe a sala de aula, um folheto sobre jovens liberais (se não me engano, era uma matéria da Folha de S. Paulo) e começou a os xingar de idiotas! Não sei porque ainda estou em economia :(
  • LUIZ F MORAN  04/10/2016 20:23
    Pior ainda se vc estiver pagando para ouvir marxistas vomitarem inveja e ódio.
  • Marco de Tropoja  04/10/2016 20:28
    Mais um bom artigo fe Lew Rockwell.
    O que o governo faz para obstruir o progresso da nossa sociedade,é realmente frustrante.
    Precisamos abrir os olhos e a mente das pessoas sote esse estorvo chamado ESTADO.
  • Luiz Novi  04/10/2016 21:29
    Caso o governo na atualidade, diante de altos endividamentos e estagflação, opte por reduzir a SELIC e a população comece a pensar que para o país crescer deve-se primeiramente quitar os débitos para depois poupar e consequentemente investir(população começando a mudar a cultura reduzindo a preferência temporal), a queda dos juros iriam liberar fluxos de caixa para investimentos e assim o país estaria trilhando o caminho correto?
  • Taxidermista  04/10/2016 22:12
    Em suma, vivemos numa "permission society" (aquela em que os indivíduos sempre precisam pedir autorização para um burocrata)

    www.encounterbooks.com/books/the-permission-society-how-the-ruling-class-turns-our-freedoms-into-privileges-and-what-we-can-do-about-it/
  • Phelip Xavier  04/10/2016 23:16
    A questão é a seguinte: economistas defendem isso pois a maioria é Keynesiana e precisa do governo para trabalhar, pois se aplicarem as mesma medidas no setor privado logo serão demitidos. Veja o número de engenheiros que estão assumindo cargos antes considerados de economistas. O fato é simples: resultados
  • Daisy  04/10/2016 23:57
    E a Reforma previdenciaria é mesmo necessaria, com a DRU em 30% utilizando o nosso suado dinheiro pra pagar divida externa, tem mesmo deficit como afirma o Govermo ou superavit como a afirmam ANFIP? PIS - COFINS não entram na conta do Governo pra Seguridade Social?
  • Atuarial  05/10/2016 00:32
    A reforma da previdência -- qualquer reforma -- seria completamente inútil e inócua.

    Essa questão da Previdência é interessante: talvez seja a única área da economia que não permite qualquer espaço para ideologia. O problema é puramente demográfico e matemático. E só.

    Contra a demografia e a matemática, ninguém pode fazer nada.

    Quando a Previdência foi criada, havia 15 trabalhadores trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado. Daqui a duas décadas será 1,5 trabalhador trabalhando e pagando INSS para sustentar um aposentado.

    Ou seja, a conta não fecha e não tem solução. E não há ideologia ou manobra econômica que corrija isso. É algo demográfico.

    Quem que contribui para o INSS hoje é otário, pois não receberá nada daqui a mais de 20 anos. E isso é uma questão puramente demográfica e atuarial. De novo: trata-se da única área da economia que nem sequer permite espaço para visões ideológicas distintas.

    Como diriam os americanos, quem não está se preparando desde já e está contando em se aposentar pelo INSS, is in for a big surprise.
  • Joaquim Saad  05/10/2016 01:15
    Por essa "lógica", basta criarmos impostos específicos p/ financiar rombos de estatais p/ que elas sejam então declaradas como lucrativas !
  • Bruno Martins  06/10/2016 01:18
    A previdência hoje é um ralo de dinheiro.

    Se considerarmos só as contribuições de empregado e empregador, há um déficit quase que permanente no sistema de previdência social. Desde 01/2000 houveram apenas 7 meses com superávit.

    Talvez se considerarmos as outras fontes de custeio da previdência social - concurso de prognósticos, PIS, COFINS etc -possa haver um superávit constante. Digo "possa" porque não me dignifiquei a pesquisar essa possibilidade ainda. A uno porque acho que seja remota; a dois porque cheguei a conclusão de que ela é irrelevante pelo fato de que os valores das demais fontes de custeio já estão no orçamento da União e se tirarmos de onde estão pra colocar na previdência, fatalmente seria necessário um aumento de imposto contínuo ou emissão de dívida (que creio eu, já seja feito na prática).

    A DRU restringe-se às contribuições de empregados e empregadores até o limite de 30%, se houver superávit. A destinação dos outros 70% não é regulada por lei. De qualquer forma, como disse antes, os superávits ocorreram apenas em 7 meses - 7 dezembros (08, 09,10, 11, 12, 13, 15) mais especificadamente - o que implica que logo no mês seguinte o valor foi consumido pelo novo défict. Se não houvesse a DRU, se não fosse no mês seguinte seria no próximo.

    Dessa forma, mesmo que não existisse a DRU, mesmo que todas as receitas previdenciárias fossem computados nessa apuração de défict/superávit, a única saída é a espoliação, só falta escolher como: aumentar a alíquota de contribuição ou continuar financiando o défict por meio de emissão de título da dívida com juros de 14,25% a.a. Tenho a impressão que políticos escolherão a segunda, é mais silenciosa.

    Além do mais, entendo que se o défict é contínuo, é necessário que o governo imprima muito dinheiro para dar conta do recado. Se ele imprime muito dinheiro (bilhões todo mês) é necessário que ele faça o arranjo para retirar dinheiro da economia através do aumento da selic.

    Noutro ponto, mais de 70% dos benefícios previdenciários são concedidos no valor de um salário mínimo. Com a atual regra de aumento do mínimo (inflação + PIB) é inevitável que o rolo compressor da inflação avance sobre nós. No atual arranjo, o governo imprime bilhões e lança todo esse valor na economia através dos benefícios previdenciários, que ano após ano se valorizam em patamar acima do crescimento econômico. Não tem como dar certo...

    Coma selic alta o governo "ameniza" os efeitos da impressão de dinheiro e "ameniza" os efeitos da alta inflacionária.
  • Eduardo  05/10/2016 01:04
    Artigo preciso e profundo, porém claro como cristal, linguagem técnica mas sem firulas, só é preciso saber ler para entender, não teria como ser mais claro.... Agora me pergunto, será que nossos governantes têm acesso a esse tipo de conteúdo? Queria ver um debate entre eles onde se colocaria exatamente o calibre desse assunto e que argumentos usariam para tentar derrubá-lo.... Essa ideia precisa crescer, expandir e dominar o mundo!
  • Esro   05/10/2016 01:24
    Precisamos de artigos mais combativos como esse! É de suma importância que os teóricos da economia de mises publiquem artigos explicativos, e que se aproximem da realidade do cidadão comum. Textos combativos como esse são muito bem vindos, um belo " tapa na cara e acorda" pra qualquer leitor
  • Foucault   05/10/2016 03:20
    Eu gostaria muito de ver algum artigo desse site tratando sobre o PODER.

    Vocês falam bastante de "livre mercado", dos problemas de "governo"... mas esquecem do PODER.

    A microfísica do poder permeia todas as relações e é um fenômeno muito antigo... até mais do que o comércio.

  • Jorge Prestes  06/10/2016 14:00
    Dependendo do tipo de poder
  • O MESMO de SEMPRE  05/10/2016 17:38
    .
    VALEU Foucault!!!

    O sucesso do Socialismo e Marxismo se deu por INÉPSIA dos seus adversários (muitos no mucho).
    O culto ao PODER estatal é um dogma dos tais conservadores que igualmente ambicionam usarem o Poder do Estado para imporem suas MANIAS a toda a sociedade.

    Jamais associaram a idéia do Socialismo como uma reivindicação de Poder para um ESTAMENTO burocrático HIERARQUIZADO.

    Os conservadores SEMPRE afirmaram que os marxistas e socialistas estavam enganados em suas visões econômicas. Somente enganados em sua "boa vontade".

    Os conservadores assim alardeavam porque a moral populista piegas do Socialismo foi sincretizada do Cristianismo:
    POBRE = BOM, amoroso e altruísta.
    RICO = MAU, insensível, EGOÍSTA, ganancioso.

    Daí não podiam afirmar que o Socialismo era um embuste de CANALHAS. Sempre defendiam que socialistas eram bem intencionados e sinceros.

    A VERDADE é que o Sociali8smo, que sempre acusa a liberdade de ser favorável aos ricos, NUNCA FORAM ASSOCIADOS à DEFESA do PODER das CLASSES ESTATAIS HIERARQUIZADAS que sempre são favorecidas pelas ideais socialistas.

    Aculpa do sucesso socialista é dos conservadores que igualmente ADORAM o PODER ESTATAL.
  • Oneide teixeira  05/10/2016 07:30
    Você tem CPF?

    Assim como existe o socialista de ifone temos diversos tipos de liberais no Brasil.
    Tem o liberal ASPONE , é funcionário público ou "concurcceiro" continua ( ou deseja) "parasitanto" mesmo sendo contra a sua ética.
    É liberal mas vai na farmácia popular pegar de "graça" os remédios apesar de ter meios.
    É empresário liberal de sucesso que não permite a importação do aço Chinês mas financia o fórum da liberdade.
    É "liberal não praticante" acredita nas idéias liberais , lê livros , consome conteúdo liberal etc, mas contribui com o INSS ou já é aposentado, já colocou empresas no pau porque não pagaram seus "direitos".
    A critica não é contra o liberalismo mas do liberal BR e a sua hipocrisia pequeno burguesa , e vejo que o que motiva realmente o liberal BR não é as idéias liberais mas a decepção de ser menos rico ( pensa ele) porque paga imposto para sustentar os pobres vagabundos que não trabalham , quando que na verdade é o contrário, já que o pobre não tem poder politico para garantir serviços e Subsídios estatais .

    Eu sou liberal, evito pagar imposto para não alimentar a fera, mas também evito usar qualquer serviço estatal "gratuito", não é justo não querer pagar imposto e usar o que não contribui.
    E não tenho CPF (ativo, funcional etc) .


  • Joaquim Saad  05/10/2016 13:05
    É isso aê !

    Acrescente à tua lista de incoerências de pseudo-liberais a condenação que alguns fazem do sistema monetário monopolizado pelo governo, ao mesmo tempo em que desprezam completamente ou mesmo criticam levianamente iniciativas genuinamente "ancaps" neste que é o campo mais importante de combate (efetivo) à dominação estatal (i.e. o financeiro).
  • Renegado  05/10/2016 16:12
    Eu tenho cpf, e o que isso muda minha posição ideológica? Parte do meu salário é roubada para o INSS, o que vc sugere, já que o governo nos obriga a isso?
  • anônimo  05/10/2016 17:14
    "já colocou empresas no pau porque não pagaram seus "direitos". "

    dã, se a empresa não te paga o acordado você tem que falar amém?

    Cada uma, pessoa não entende nada sobre liberalismo e ainda quer critica.

    Imagina só um sujeito em Cuba que queira ser liberal, vai ter que ouvir "Ah é liberal mas vc come a comida estatal bla bla bla..."
  • Viking  05/10/2016 10:41
    Pessoal, saudações!
    Conversando com colegas recém chegados ao libertarianismo, eles tiveram uma duvida: investimento estrangeiro pode gerar inflação?
  • Erick  05/10/2016 13:45
    PQP! Impecável!

    A parte numerada (dos querer nos fazer acreditar que:) ficou fantástica!
    Como o estado é tóxico à vida humana!
  • O MESMO de SEMPRE  05/10/2016 15:09
    .
    O que se faz necessário é esclarecer ao máximo o DIAGNÓSTICO sobre a CAUSA primária dos erros da teoria econômica.

    - Todo economista raciocina (uns raciosimiam) com base no dinheiro ou o que chamo "representação de potencial de troca". Contudo, o "representante", não necessáriamente, é fiel ao representado.

    Fosse o dineheiro em si algo confiável para uma teoria econômica e o keynesianismo estaria perfeito. Porém o dinheiro é apenas um intermediário ENTRE AS TROCAS de bens e serviços. Dinheiro é como um CHEQUE, que sempre pode estar sem fundos. Caso o governo OBRIGASSE à ACEITAÇÃO de CHEQUES incaducáveis, o próprio cidadão teria a capacidade de abricar dinheiro. Pois bastarioa os recebedores repassarem os cheques indefinidamente. É EXATAMENTE ISSO QUE FAZEM OS GOVERNOS:

    - Governos OBRIGAM, sob ameaças de prisão e violência até com armas, que TODO CIDADÃO ACEITE SEUS CHEQUES! ...ou seja, há uma organização, como se uma empresa, que pode emitir cheques obrigatóriamente aceitáveis. Inclusive podendo depositá-los em sua própria conta e o banco repassa-los.

    A expansão monetária ou os GASTOS do GOVERNO NÃO SURTEM o EFEITO ANTIRECESSIVO ESPERADO EXATAMENTE PORQUE NÃO SE TRATA de CRIAÇÃO DE RIQUEZA, MAS SIM DE ENRIQUECIMENTO DOS RECEBEDORES do ESTADO CONTRA os PRODUTORES dos BENS e SERVIÇOS ÚTEIS.

    Os gastos ESTATAIS (errôneamente chamados de "gastos públicos") na realidade são TRANSFERÊNCIA DE RENDA de uma parte da população para outra:

    - Transfere renda da sociedade para os RECEBEDORES do ESTADO.

    Evidentemente que transferência de renda, ou de consumo, não é capaz de organizar a economia e melhorar a situação dos expropriados.

    A inflação de preços resulta EXATAMENTE de uma REAÇÃO NATURAL oculta e os produtores de bens e serviços recuperarem parte de sua capacidade de consumo ao reduzirem a capacidade dos recebedores do governo em adquirir os bens e serviços disponíveis no mercado. Caso não subissem os preços, reduzindo a capacidade dos recebedores de dinheiro (cheques) do Estado de consumir, os portadores do dinheiro, ou "cheques", simplesmente esgotariam os bens e serviços disponíveis antes que os produtores que os troicaram por dinheiro pudessem adquirir os bens e serviços, então, já não mais disponíveis. Afinal, os produtores só obteriam renda em moeda (física ou não) após os recebedores de MOEDA "fabricada" trocarem-na pelos bens e serviços disponíveis.

    Ou seja, os recebedores do Estado SEMPRE TERÃO CAPACIDADE de AQUISIÇÃO ANTES dos PRODUTORES de bens e serviços.

    È PRECISO entender a economia SEM SE VALER da idéia do dinheiro, mas SIM RACIOCINAR ECONÔMICAMENTE COMO TROCAS ENTRE BENS E SERVIÇOS.
    Assim, quando entra o Estado, único capaz de criar MEIOS de AQUISIÇÃO sem LASTRO - caso em que INEXISTE TROCA, mas apenas SUBTRAÇÃO de bens e serviços disponíveis no mercado - é que a economia se perde em FANTASIAS que consideram que "havendo dinheiro há riqueza". Tal formulação É COMPLETAMENTE ERRÔNEA!

    Quem não pode fabricar dinheiro SOMENTE PODE TROCAR o SEU PRODUTO (bens ou serviços) POR PRODUTOS ALHEIOS.

    A POBREZA DECORRE EXATAMENTE pela possibilidade de HAVER SUBTRAÇÃO dentro do mercado. Onde UNS APENAS SUBTRAEM RIOQUEZAS DISPONÍVEIS SEM DAR NADA de ÚTIL EM TROCA. O único que faz isso legalmente é o Estado!!!
  • O MESMO de SEMPRE  05/10/2016 15:12
    Se a moeda estrangeira entrante for trocada por bens e serviços estrangeiros correspondentes à moeda nacional obtida, NÃO!
  • Vitor  05/10/2016 15:56
    Eu imagino Engels em posição fecal morrendo de rir em seu túmulo.

    Em seu ensaio Princípios básicos do Comunismo declara que (durante todo o texto os itálicos serão meus) "A democracia seria totalmente inútil para o proletariado se ela não fosse utilizada imediatamente como meio para a obtenção de outras medidas que ataquem diretamente a propriedade privada e assegurem a existência do proletariado (Eu acho muitíssimo interessante que o próprio marxista reconhece que o proletário é e deve ter sua existência assegurada pelo Estado, quando a próprio denotação de proletário é negativa).

    Em seguida, parte para dar suas sugestões de como esta miserável classe deve ter sua existência assegurada pelo Estado, através de:

    "1. Restrição da propriedade privada por meio de impostos progressivos, altos impostos sobre heranças, abolição da herança por parte das linhas colaterais (irmãos, sobrinhos, etc.), empréstimos forçados, etc.

    2. Expropriação gradual dos latifundiários, fabricantes, proprietários de caminhos-de-ferro e armadores de navios, em parte pela concorrência da indústria estatizada(eu imagino leitores do Mises gargalhando ao ler tamanha proeza.

    4. Organização do trabalho ou ocupação dos proletários em herdades nacionais, fábricas e oficinas, pela qual se elimina a concorrência dos operários entre si (As empresar estatizadas competirão entre si, mas o proletário não e os fabricantes são obrigados, enquanto ainda subsistirem, a pagar o mesmo salário elevado que o Estado.

    6. Essa leitores do Mises também adorarão Centralização do sistema de crédito e da banca nas mãos do Estado por meio de um banco nacional com capital do Estado e repressão de todos os bancos privados e banqueiros.

    12. Concentração de todo o sistema de transportes nas mãos da nação.

    E agora, o meu preferido, especialmente já que, por estar dentro da tradição liberal clássica, ao defendermos a liberdade de mercado, é comum ouvir dizer que "escravizarão nossas crianças!". Contemplem o que diz o grande marxista defensor do proletário:

    8. Educação de todas as crianças, a partir do momento em que podem passar sem os cuidados maternos, em estabelecimentos nacionais e a expensas do Estado. Combinar a educação e o trabalho fabril."

    É engraçado, já que costumo estudar marxismo, ver o grande mainstream econômico atualmente defendendo como medidas que criarão riqueza o que há seculos marxistas reconheciam como perpetrador da pobreza. E defendiam mesmo assim. Quando Mises, em seus ataques de fúria, chamava-os de socialistas, este não errava por muito.
  • Joaquim Saad  05/10/2016 21:04
    Que milagre !!! Por um instante pensei estar lendo algum artigo do IMB no Estadão...
  • Andre  05/10/2016 21:57
    Também vi milagre parecido na exame:

    exame.abril.com.br/negocios/noticias/marcos-lisboa-brasil-tem-de-deixar-empresas-ruins-quebrarem

    A coisa deve estar feia mesmo no Brasil, para esses veículos de mídia, péssimos e emburrecedores, darem espaço para discussão liberal.
  • Mr. Magoo   05/10/2016 22:05
    Puz até liberal tá perdendo a esportiva.
  • Mane Pele  07/10/2016 15:55
    Artigo impecável, vivemos em uma realidade obscura praticada pela politicas social- democrata, aonde esse trem desgovernado vai parar talvez os "planejadores" não queiram saber.
  • Giovana  08/10/2016 02:19
    Ah eu gosto de microeconomia, ela não tem como ser "mentirosa". Agora macro... Meu Deus, o aluno sai da aula achando que pode controlar o BC e que tem como solucionar todos os problemas do mundo haha economista é aquele cara que consegue identificar da onde veio o problema mas dificilmente conseguirá soluciona-lo... Vou fazer uma pós de business que ganho mais!
  • Joaquim Saad  09/10/2016 17:21
    Com um bc forte e atuante, só nos resta mesmo uma micro-economia... :-(
  • Ricardo Bordin  11/10/2016 22:56
    Por falar em economia planificada, que tal a última do prefeito altruísta Haddad, que resolveu "socorrer" os paulistas do monopólio e do dumping do UBER? Que figuraça....

    https://bordinburke.wordpress.com/2016/10/11/haddad-resolve-proteger-os-paulistas-do-dumping-e-do-monopolio-obrigado-por-nada-prefeito/
  • CJ  08/11/2016 02:36
    Eu havia lido esse artigo na época. Realmente é um artigo muito bom.
  • Kleber Verraes  17/01/2017 16:33
    Banania Brazilis tem uma das economias mais fechadas e mais planejadas do mundo; esta SUB-banana republic clepto-socialista esta atolada em um sistema econômico SOVIÉTICO.

    Welcome to BraZUELA (a.k.a BraHELL)!...
  • NATALIA  12/04/2017 21:31
    Poderiam responder aos dados apresentados nesse vídeo famoso, que até já foi mencionado brevemente num dos textos do Instituto. Gostaria de um resposta específica para ele.
    https://www.youtube.com/watch?v=QPKKQnijnsM
    E se pudessem, também avaliar essa moça respondendo ao vídeo defendendo e debochando de quem é contra controle de armas e redistribuição de renda no final.
    https://www.youtube.com/watch?v=fbj8hTsPEzc&t=17s
  • Lel  13/04/2017 00:26
    Para você ver a que nível a idiotice chegou é ver em um comentário falando que a SUÍÇA possui um grau alto de Socialismo porque a Segurança Social (a Suíça é o 2º ou 3º país mais armado do mundo) e a Saúde Pública (que não é pública) são excelentes.

    É muito fácil fazer uma resposta pra esses vídeos de "liberals" americanos, o Bill Maher vive fazendo, mas me recuso perder tempo com esses seres anencéfalos. Progressismo é uma doença mental que só se cura com um tiro na cabeça.
  • Jango  13/04/2017 15:30
    Bill Maher não, é Bill Whittle. O Bill Maher é outro esquerdista.

    Essa mania de falar que a social-democracia e tudo o que aparentemente dá certo é Socialismo foi explicada nesse artigo:
    Só é socialismo enquanto funciona; quando deixa de funcionar, nunca foi socialismo

    Sobre as armas, há vários artigos, mas destaco esse escrito em 2015 e no começo de 2017:
    O estado é cúmplice dos 50 mil homicídios que ocorrem anualmente no Brasil
    As lições do Espírito Santo - uma população sabidamente desarmada é um deleite para a bandidagem

    Sobre desigualdade, há muitos artigos bons. Então procure ler alguns deles:
    www.mises.org.br/Search.aspx?text=desigualdade
  • Rafael Roldan  29/05/2017 12:33
    Perfeito!

    Só fiquei com uma dúvida, a respeito de monopólios atuais.

    Nenhum governo estimulou de modo algum empresas como Facebook ou Google, mas estas hoje já alcançaram um poder monopolizante de nossas informações pessoais, tanto que os seus serviços são contratados para campanhas eleitorais, por exemplo.

    Como o mercado consegue regular esses gigantes perigosos se não conseguiu gerar nada melhor que eles ainda?

    Admiro as ideias de Mises e cia., mas admito que fiquei meio perdido nesse ponto...

    Alguém pode lançar luz nisso, por gentileza??
  • Wilson  29/05/2017 13:52
    Google e Facebook monopólios?! Putz... Que poder monopolista estas empresas possuem? Ninguém é obrigado a usar seus serviços, há uma ampla liberdade de entrada no mercado para concorrer com eles, e há várias empresas concorrentes.

    Em relação ao Google, por exemplo, há mais de uma dúzia de concorrentes. Por que você não os usa? Bing, DuckDuckGo, Blippex, Wolfram Alpha, Blekko, Naver, Yandex, Pipl, Baidu, Yacy e StartPage estão aí, [link=g1.globo.com/mundo/noticia/2013/07/google-conheca-as-alternativas-ao-gigante-das-buscas.html]implorando para você utilizá-los.

    Por que você não os utiliza? Simples: porque você reconhece que os serviços fornecidos pelo Google são os melhores. Consequentemente, você voluntariamente privilegia o Google em detrimento dos outros. Você não quer abrir mão da qualidade e da praticidade do Google, né?

    A definição de monopólio é cristalina: detém monopólio aquela empresa que usufrui uma reserva de mercado garantida pelo governo. É monopolista aquela empresa que não possui concorrentes porque o governo proíbe o surgimento deles.

    Se há liberdade de entrada no mercado, então não há monopólio.

    Quanto a Google e Facebook, você não só pode usar concorrentes, como também -- e ainda mais importante -- não precisa usar nenhum deles.

    P.S.: "gigantes perigosos" ao se referir a Google e Facebook?! Sério mesmo? Meus avós nunca usaram nenhum deles. Qual risco eles estão correndo?


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