clube   |   doar   |   idiomas

Existe uma página específica para este artigo. Para acessá-la clique aqui.

Nossa falta de ambição e de lógica explica o nosso atraso

No Brasil, as coisas são curiosas.

Votar é seu direito, mas é obrigatório.

FGTS é seu direito, mas é obrigatório ficar retido pelo governo, rendendo menos que a inflação.

Optar por ser representado ou não por um sindicato é seu direito, mas a contribuição sindical é obrigatória para sustentar sindicalistas.

Mais de 70% dos empregos no Brasil são gerados por micro e pequenas empresas, mas empresário é só um explorador.

Político que voa de jatinho e se hospeda em hotel 5 estrelas com dinheiro de impostos pagos pelo povo e por empreendedores é alguém com "consciência social".  Já o empreendedor que rala para pagar esses impostos e empregar o povo é a "elite".

Num país com esta "lógica matemática", quem acaba sofrendo mesmo são os pobres, manipulados por políticos e seus discursos populistas. Caindo nessa conversa mole, o mais provável é que, infelizmente, permaneçam pobres pelo resto da vida.

__________________________________

Levei meu filho de 6 anos de idade em seu primeiro dia de aula aqui nos EUA, há algumas semanas. Escola nova, vida nova, país novo, tudo novo na cabecinha de uma criança cheia de brilho nos olhos. Estava eu lá, ao seu lado, curtindo este momento.

Logo na entrada, havia uma placa eletrônica que, a cada dia, apresenta avisos importantes e estabelece um canal de comunicação instantâneo com os pais e alunos ao entrarem na escola.

Neste dia, havia uma mensagem que me chamou muita atenção e que me fez refletir bastante. A mensagem foi a seguinte:

WELCOME BACK [bem vindo de volta]

BE AMBITIOUS [seja ambicioso]

As duas frases apareciam, uma de cada vez, trocada eletronicamente e lida por cada pai e aluno que entrava na escola em seu primeiro dia de aula.

Pra pensar:

1. Você acha provável que a frase "seja ambicioso" fosse colocada na frente de uma escola no Brasil?

2. Caso fosse, que tipo de reação geraria?

3. Que tipo de mentalidade é desenvolvida com este tipo de ideologia (seja ambicioso) ensinada para as crianças desde cedo?

4. Que tipo de mentalidade é desenvolvida na nova geração por meio de ideologias que introjetam o vitimismo e o coitadismo?

Ser ambicioso é diferente de ser ganancioso. Ser ambicioso é ter o desejo de crescer, de evoluir, de construir, de fazer a diferença, de ser o melhor no que se faz; é nivelar por cima, é aumentar os seus referenciais, é pensar grande.

Se meu filho não tivesse acesso a este ensino na escola, eu mesmo o ensinaria. Infelizmente, este tipo de mentalidade tem sido rejeitada em muitos países, inclusive no Brasil. Também tem sido deixada de lado por muitas famílias que, infelizmente, pensam que ser ambicioso é sinônimo de ter um comportamento negativo. Consequência: a mediocrização do destino.

Você tem até o direito de não gostar com a frase "seja ambicioso", porém o mundo em que vivemos é resultado de pessoas ambiciosas que revolucionaram processos; empreendedores que construíram grandes empresas e criaram produtos dos quais você não desgruda; cientistas com novas descobertas; pesquisadores que promoveram o aumento de sua expectativa de vida etc.

Mesmo não gostando ou concordando com essa frase, você desfruta de uma vida que é resultado de pessoas e países que foram ambiciosos em vez de terem escolhido viver acomodados.

SEJA AMBICIOSO.

Acredite, não é pecado.


14 votos

autor

Flavio Augusto
é fundador do curso de inglês Wise Up e criador do Geração de Valor, com mais de 2,6 milhões de seguidores no Facebook, do MeuSucesso.com e da T-BDH Capital, além de dono do time de futebol Orlando City. Ouça seu podcast para o IMB.

 

  • Vanessa  04/10/2016 00:50
    O Brasil é praticamente uma estamentocracia de castas, um lugar onde a verdade é uma ofensa. Um país sem lógica.
  • 4lex5andro  26/10/2016 01:16
    Empreender e inovar nesse país é praticamente um acinte, se for empresário nem interessa se não conseguiu financiamento de banco estatal (como o caso da rede wise up), já é rotulado de explorador.

    No Brasil ostentar é sinônimo de vitória e ser bem sucedido com estudo e modéstia é ser empregado do sistema, é desabonador.
  • Mayer  11/03/2017 13:40
    Haja vista a casta que o judiciário e políticos estão criando com beneficios e mordomias nabanescas.
  • anônimo  04/10/2016 00:53
    Todo o problema, se você for olhar bem, começa com a obrigatoriedade do voto. Porque votar é obrigatório, e tem multa como punição em caso de abstenção, as pessoas acabam tendo de votar em alguém. E vão votar no mais demagogo e populista. Já quem exerce o direito de não votar de forma consciente ( não tem um candidato que o represente) é tratado como irresponsável.
  • 4lex5andro  26/10/2016 01:26
    Pois é, um ''direito'' compulsório, pois além da obrigatoriedade em si, seu não atendimento implica em sanção, como não tomar posse em cargos estatais ou matrícula em universidade.
  • Amauri   04/10/2016 00:54
    Graças à engenharia social imposta pela esquerda brasileira durante décadas a fim de se perpetuar no poder e lucrar com a miséria, o brasileiro em sua maioria adquiriu esses pensamentos rasos.
  • Guilherme  04/10/2016 01:17
    Consequência de anos e anos de populismo democrático fazendo lavagem cerebral nas pessoas pra garantir o voto.
  • Ingrid Cavalcante   06/10/2016 11:50
    Realmente, o que temos em nosso país hoje, é fruto de um passado que se acomodou, comprometendo assim, o crescimento e a mentalidade dos nossos jovens. As principais chaves para o crescimento de um país é: educação de qualidade e tecnologia, o que podemos observar em comparação a muitos países é que estamos cada vez mais na linha de baixo, mesmo sabendo da noção do perigo! #Assimnãocresce
  • Cedric  04/10/2016 00:57
    FGTS rendendo 3,4% ao ano, a inflação batendo 10,7%a.a (dado ano calendário 2015), e ainda chamam isso de direito? Esse dinheiro que você perde mantendo seu dinheiro no FGTS é o preço que o governo cobra pra devolver seu dinheiro.
  • Thiago  04/10/2016 01:03
    Nos Estados Unidos, crianças de 8 anos aprendem a vender limonada na frente de casa e os pais se sentem orgulhosos. Aqui, se você faz isso a família acha "feio" e tem vergonha.

    Aqui, quem empreende e emprega é visto como privilegiado.
  • Fabio  04/10/2016 01:07
    Se você vender limonada na frente de casa vai receber uma visita cortês da ANVISA, do MAPA e mais um monte de "órgãos atrapalhadores"...

    Se for seu filho o vendedor, você vai pra cadeia, pois aqui é proibido "criança" (na prática, adolescente" trabalhar.
  • Juliano  04/10/2016 02:56
    Puxa vida. Eu sempre ouvi para jamais ser ambicioso. Tenho 35 anos, e lembro bem quando falava em ter uma fábrica quando garotinho. Só era risadas e "xingamentos" de ambicioso e de ser ladrão.. Eu tinha uns 14 anos..
    Meu maior sonho da vida, era poder ter um carro igual ao do meu tio, um Monza, mas só ele sabia disso; minha mãe me chamava de metido. Não sei se foi só isso, mas hoje não tenho nada..kkkk. Esses dias tava sonhando em sair do Brasil. Quem sabe um dia.
  • Joserval  04/10/2016 09:15
    Amigao. A sua vida nao acabou ainda, tente ir a outro pais que voce consegue,basta ter forca de vontade e querer,impossivel nao e. Eu fiz isso e continuo na mesma,porem mesmo assim eu vejo futuro,e bastante dificuldade,mais as perspectiva sao boas,so o que se aprende,fora o idioma ja vale a pena. Tenho a sua idade tambem e cheguei com 33 anos. Pense nisso.
  • brunoalex4  05/10/2016 16:34
    "Não sei se foi só isso, mas hoje não tenho nada..kkkk."

    Também estou na mesma.Como teria sido bom se o Mises.org.br existisse em 1996...
  • Alan  04/10/2016 03:03
    Fico pensando se isso não está na nossa origem. Milhões de índios primitivos e africanos primitivos, ambos que viviam de forma primitiva em tribos ou na floresta, misturados com os piores portugueses solteiros degredados de Portugal. Resultado: um país de primitivos que se desenvolvem muito devagar para a civilização e são presas fáceis para o discurso populista fácil de entender da esquerda oportunista.
  • Babilonia  04/10/2016 11:18
    Como descendente de indígenas e de portugueses, achei seu comentário muito interessante, algumas pessoas poderiam dizer que é racismo, eu não acho, acredito que seja mais indagação (espero).

    Eu tinha a mentalidade de esquerda e acreditava no PT, desde criança me foi apresentado um tipo de pensamento (empresários são maus, capitalismo é ruim), dentro de sala de aula, quando ligava a TV, quando lia algo, tudo era sempre voltado pra esse pensamento que governo tinha que fazer algo, porque senão ninguém mais o faria, tudo era de responsabilidade do governo, e era sobretudo o máximo dever do governo garantir que as empresas e os empresários malvadões nos dessem uma "boa vida", ou a vida de um país desenvolvido.
    Pois bem, depois da crise de 2008 comecei a estudar economia por conta própria, comecei pelos liberais clássicos, pulei o marxismo, pois já conhecia na escola, até que me foi apresentada a escola austríaca, depois de muita leitura e reflexão. eu havia ganhado uma nova perspectiva, uma nova visão, não acreditava mais na pseudociência que era o marxismo-keynesianismo.
    Hoje, vejo que, o anticapitalismo (detesto esse nome, capitalismo), é totalmente fundado em mentiras, falácias e por ai vai, mas o que aconteceu comigo foi uma mudança de mentalidade, não sei se você já leu a mentalidade anticapitalista de Mises, mas ele demonstra bem aquele tipo de mentalidade, e era aquela mentalidade que eu tinha, porque me ensinaram desde criança que era daquele jeito e pronto.

    Espero que você tenha entendido, existe apenas uma raça humana e isso já foi comprovado cientificamente, todos os humanos tem uma capacidade intelectual parecida (existem provas que pessoas letradas e que estudam tem mais capacidade intelectual e maior QI que analfabetos). Meu professor branco keynesiano tem doutorado e acredita em mercado regulamentado (mais do que já é no Brasil, ele tem a mentalidade keynesiana, e parece que não teve muito contato com outras ideias, ele normalmente se refere a liberais como idiotas, já deu pra ver o nível daquele inseto). Deveríamos nos focar em nos educar, ao invés de tentar criar "guerras raciais", e pra terminar, se sua hipótese é verdadeira, porque tantos norte-americanos vem adotando visão de esquerda?! Eles não são em sua maioria brancos?! A esquerda tomou as universidades no norte, hoje, lá se tem uma nova geração, uma geração que "problematiza", mas eles não são descendentes de "inferiores" como eu, você pode explicar isso?!
  • Alan  04/10/2016 17:25
    Babilonia, sim é claro, eu também não sou branco. Mas veja, hoje em dia não podemos discutir limitações intelectuais de determinados grupos, veja, até a palavra raça foi proibida como você falou quando disse que existe apenas uma raça, mas quando compramos um cachorro queremos logo saber qual a sua raça, e quais as características da raça, se são cães dóceis, inteligentes, mais fortes, etc., e são todos cães! Mas para seres humanos não, não se pode falar nisso! E claro, a defesa do poticamente correto é mais uma característica destrutiva também da mesma esquerda que é incapaz intelectualmente de perceber os benefícios do liberalismo. A questão que coloco é: os homens das cavernas não se dividiram em vários ramos? Porque não é aceitável dizer que uns se desenvolveram intelectualmente mais do que outros? Porque os índios viviam na floresta em condições semelhantes a homens primitivos? E se eles estavam lá e você colocar eles na civilização eles vão se desenvolver tão rápido como alguém que já faz parte de uma civilização. Colocar isso como questão de racismo é uma falácia. Se os negros tivessem a civilização mais avançada eu questionaria o mesmo em relação aos brancos, se os brancos fossem de tribos. Mas esta discussão é proibida, pelo medo de incentivar o racismo. Mas a discussão do racismo deveria ser separada da discussão do porque o América Latina e África tem tanta dificuldade para evoluir em direção ao liberalismo. É claro que os esquerdas logo dirão que é devido à opressão dos brancos na história, e qualquer discussão acerca da capacidade cognitiva é loga taxada de racismo e atacada com ofensas. E a ciência não pode estar preocupada se as pessoas usarão a ciência para o mal, isto é preocupação para a polícia e o judiciário, caso contrário não poderá haver evolução.
  • Babilonia  04/10/2016 19:18
    Concordo em grande parte, e não disse que não há limitações intelectuais em "etnias", como havia dito, existem provas que quanto mais se estuda mais se aumenta a capacidade intelectual, existe um estudo feito na Europa que comprova que o QI de mulheres europeias aumentou com maior acesso desse gênero ao estudo, fica claro que qualquer país europeu bem estudado tem mais capacidade intelectual que um país de analfabetos, por exemplo. Brasil tem o maior número de analfabetos em todo continente americano por números (se não me engano), e além destes, ainda há os que leem mas não sabem interpretar (analfabetos funcionais), se você comparar um país bem estuado como o Japão ao Brasil, fica óbvio a maior capacidade produtiva/intelectual daquele país, nesse ponto de se poder questionar o "nível de inteligência", concordo completamente com você, o que quero dizer, é que hoje, no Brasil, além de haver estes problemas crônicos de analfabetismo, população não lê, não tem o mínimo conhecimento em economia e por ai vai, recapitulando:
    1. População analfabeta
    2. População sabe lê, mas não o faz
    3. Quando lê, não é sobre economia (e acha que entende)
    Uma população dessa não tem a mínima capacidade de se desenvolver por vias próprias, quer dizer, não tem como se manifestar contra o mal que o estado faz, na verdade, nem sabe que quem faz todo esse estrago na economia, é exatamente o estado, poderia haver mudança, mas vindo do andar de cima (os bandidões de Brasília que recebem propina de grandes empresários, já viu né?!),o que sobrou foi a tentativa desesperada de nos educar, e tentar recuperar algo dos frangalhos desse país de terceiro mundo! Eu achava que havia algo de errado comigo e com o Brasil, e me questionava o porque da Europa e USA serem desenvolvidos e Brasil não, e também achei que era algo genético, mas depois de conhecer a economia mais a fundo, enxerguei que arranjo jamais permitiria desenvolvimento do país, é mais uma questão de mentalidade do que de sangue, espero que tenha me compreendido, saudações!
  • Alan  08/10/2016 05:12
    Mas quero dizer que os povos indígenas e africanos tem muitas qualidades porque há várias tipos de inteligência. Algumas das qualidades dos negros por exemplo são a enorme inteligência para a música, a dança e o ritmo. Os indígenas tem por exemplo a inteligência da relação tão próxima com a natureza. Estes povos podem se integrar a civilização e enriquecê-la muito. Mas parece que para escapar do discurso alienado enganoso populista dos esquerdas é necessária a inteligência racional especificamente. Alguém que não possua este tipo especifico de inteligência não vai entender porque o Estado controlar o mercado com o discurso de proteger o emprego causa exatamente o oposto disso, o desemprego. Esta falta de uma inteligência específica poderia explicaria porque nosso país é tão atrasado em relação ao mundo.
  • Giovana Depicoli  10/10/2016 20:13
    Não é uma questão racial, obviamente. Mas que existem culturas que dificilmente irão se desenvolver, e a cultura brasileira é uma delas, isso com toda certeza. São culturas que se guiam mais pelas crenças do que pela racionalidade, daí fica difícil...
  • 4lex5andro  26/10/2016 01:45
    Isso é uma defasagem histórica que propostas socializantes dizem que podem ser superadas com implementação de políticas ''reparadoras'' ou de ''compensação'', como foi a tentativa frustrada da Urss em coadunar desde o Quirguistão islamita da Asia menor até o nórdico-báltico católico Lituânia, passando pela ortodoxa Belarus, do leste europeu.

    Outro engodo.

    Não tem mágica nem truque, esse ''gap'' levará muito tempo pra ser parelhado, outros continentes ficaram pra trás em determinado período do desenvolvimento econômico, e Gbr e Europa ocidental, tomaram a dianteira nas revoluções industriais, com seus méritos (e reconheça-se, aproveitando-se das fragilidades de outros países periféricos como o Br).

    Países que largaram atrás, em vez de reclamar e usar isso a cada eleição, deveriam ser humildes e aprender com quem é competente, e que embarcou logo no bonde da oportunidade.

    Países que hoje são exemplo de sucesso, tiveram em algum momento a humildade de aprender, sem vaidade, com os europeus e norte-americanos, copiar, estudar e desenvolver suas técnicas, tanto na indústria como na economia e gestão; independente se tal incorporação de valores impactasse sua cultura e suas tradições, usaram a influência ocidental a seu favor, como nenhuma medida protecionista e 'anti-nacionalista' (invocadas em nome de uma suposta identidade nacional) poderia o fazer.

    São exemplos disso, o Japão e a Coréia do Sul, que há seis décadas eram tão atrasados quanto era o Brasil e o resto da história nem precisa explicar: o carro é invenção alemã, o computador, norte-americana e o celular, europeu, mas as maiores referências nesses setores (tanto quanto os citados) são empresas coreanas e japonesas.
  • vladimr  31/10/2016 20:59
    Sugiro que estude economia colonial, vc vai ter uma baita surpresa!
  • ALVARO ALFREDO RISSO  01/11/2016 20:00
    Olhando o debate entre vocês muito pertinente e embasado, acho que faltou uma variável. Os povos ao redor do equador não desenvolveram o hábito da acumulação de bens porque não há um inverno rigoroso, que me obriga a trabalhar mais do que o necessário nas outras estações, para acumular alimentos para o inverno. O nosso nativo assim como o negro trazido da África (também nativo e da mesma região tropical), não tem a cultura acumulativa necessária ao empreendedorismo. Conversando com um cidadão de Boston(norte), o sentimento deles em relação aos texanos(sul) é o mesmo, isto é, os sulistas, mais próximos do equador, são preguiçosos.
  • Erick  04/10/2016 13:48
    Podemos completar a frase aqui:

    Seja ambicioso!
    Recuse o imposto sindical!
    Lute contra o FGTS!
    Se rebele contra o voto obrigatório!
  • Dissidente Brasileiro  04/10/2016 21:42
    Se rebele contra o voto obrigatório!

    Fiz exatamente isso; não voto e nem justifico há tempos - como resultado meu título de eleitor foi cancelado quase uma década atrás e não sinto nenhuma falta dele (exceto quando for a hora de tirar meu passaporte para fugir deste rascunho de republiqueta bananeira terceiro-mundista, mas aí já é outra história...)
  • P. Lopes  04/10/2016 15:20
    Sempre estudei em escolas e faculdades privadas e, por mais que isso ocorra de maneira mais sorrateira e menos escrachada, a mentalidade esquerdista estava ali presente, sempre! De maneira natural nós passamos a crer que o capitalismo é imoral e que serviços públicos são inquestionáveis.

    Professores de comunicação falam sobre o controle da mídia; professores de empreendedorismo dão respaldo ao BNDES(basta mudar a gerência, dizem eles); professores de filosofia lambem Marx; professores de economia...bom, deixa pra lá.

    E estou falando de um único curso, no caso, jornalismo.
  • Bira  04/10/2016 16:23
    Texto interessante, mas que indica um contexto que suscita algumas reflexões. Fica claro que o autor não crê no Brasil, tanto que foi prosperar no país mais liberal do mundo e benchmarking do cidadão bem sucedido. No fim das contas, ele acaba por deixar passar uma visão de que os ricos e bem sucedidos é que devem ser chamados de coitadinhos. Afinal, ralam pra alavancar o país, enquanto os pobres pouco ambiciosos mantêm o atraso.
    A "lógica matemática" de que o autor trata na primeira parte do texto começa a não fazer muito sentido quando prestamos mais atenção a nossa pirâmide econômica. No ano passado, por exemplo, foi divulgado o resultado de uma análise feita pela Receita Federal sobre os dados das declarações de IRPF referentes ao ano de 2013. Dentre outras coisas, constatou-se que os maiores milionários a prestar contas ao fisco, um grupo de 71.440 brasileiros, ganharam em 2013 quase 200 bilhões de reais sem pagar nada de imposto de renda de pessoa física (IRPF). Foram recursos recebidos por eles, sobretudo, como lucros e dividendos das empresas das quais são donos ou sócios, tipo de rendimento isento de cobrança de IRPF no Brasil. E isto não é o que os bem sucedidos chamam de imposto sobre fortuna! É algo que países bem sucedidos, como a Estônia, executam. Aí cabe questionar: será que a conta está correta? Como diz o autor, num país com esta "lógica matemática", quem acaba sofrendo mesmo são os pobres, manipulados por políticos e seus discursos populistas. Mas não só discursos populistas! Discursos liberais, que implantaram decisões como a da isenção do IRPF para lucros de empresas, são alimento para manter o pobre na pobreza.
    Já está bem avançada a discussão que sugere que a desigualdade de renda desacelera o crescimento econômico (ideia reforçada inclusive pelo FMI - www.imf.org/external/pubs/ft/sdn/2015/sdn1513.pdf). Então, por que não se propõe uma política (liberal, que seja) que diminua a desigualdade econômica e, consequentemente, acelere o crescimento? Esta parece ser a direção correta, e não o contrário, como sugere o autor. O problema é: como fazer isto? Será que a população está preparada para seguir uma ideia, seja qual for, para fazer o país prosperar? A questão é que o modo operacional de fazer política e tratar economia no Brasil não traz nada do que, essencialmente, propõem as ideias, sejam liberais, conservadoras, progressistas, ou outras quaisquer. Mesmo conhecendo a realidade de nosso país, formado do jeito que foi, com todas as heranças que mantém (as ruins, principalmente), se for permitido que a esmagadora maioria da população disponha de meios básicos (educação, saúde, segurança, pra ficar só nestes) para levar adiante um projeto de nação, o crescimento econômico e social tem grande chance de estar garantido, seja qual for a política empregada (até mesmo o liberalismo de Mises!).
    É possível haver lugar sob o sol para todos? Sim, desde que haja uma oferta equilibrada de possibilidades e oportunidades. É também verdade que alguns podem ficar um pouco mais à sombra, mas a diferença de claridade não chega perto da escuridão como muitos viviam há pouco tempo.
  • Sem paciência  04/10/2016 18:51
    Cidadão, imposto é roubo. Aqui não se luta para ricos pagarem mais impostos, se luta para pobres paagrem menos.

    Quanto a historia do flávio, pesquisa, descobre onde ele prosperou.
  • Capital Imoral  04/10/2016 20:02
    Imposto não é roubo, isso já foi refutado pela teoria do bem comum.
  • P. Lopes  04/10/2016 19:07
    A sua referência é o FMI? Sério? Desigualdade por si só não representa absolutamente nada. A desigualdade natural ocorre justamente por termos habilidades e aptidões diversas.

    Já a desigualdade artificial se dá através das estultices praticadas por governantes: impostos(que sempre irão prejudicar sobretudo o mais pobre); regulamentações e ações impedidivas que prejudicam o pobre ao abrir um pequeno negócio; inflação monetária(algo que sempre irá corroer a renda dos menos abastados com mais intensidade); custos trabalhistas(que impedem a entrada dos menos qualificados no mercado); tarifas de importação; entre outros.

    Também está mais do que claro que a liberdade gera robustos crescimentos econômicos. Os últimos séculos posteriores a revolução industrial tornam isso evidente. Os países mais ricos repetem a tendência. Fica mais fácil, portanto, entender que as ações nefastas praticadas pelo estado provocam não só pobreza, mas também desigualdade artificial. Se o FMI quis dizer alguma coisa, foi isso. Mas não, é só mais um grupo de burocratas cheios de interesses pérfidos.

    O que você sugere? aumento de impostos para promover redistribuição de renda? Nada mais estúpido e insensato.
    Um melhor situação ocorre quando temos mais bens e serviços à nossa disposição, entretanto é preciso haver acúmulo de capital para tal. E o capital advém da poupança. Quem poupa em proporções muito maiores? Sim, os ricos e as grandes empresas. Os pobres, por definição, pouco contribuem para esse panorama. Antes de consumir, precisamos produzir.

    Isso, é claro, se houvesse uma simples e direta redistribuição. Se esse montante for utilizado para financiar projetos governamentais e suprir os déficits das estatais - e é isto que ocorre- nós passaremos a ter uma situação ainda mais claramente prejudicial. Sugar o setor privado para financiar projetos estatais é acreditar que socialismo parcial funciona. Da mesma maneira que uma economia planificada por completo não prospera, uma economia com um tom de cinza menos escuro também irá apresentar desarranjos, por mais que você não perceba.

    O sistema de preços coordena a decisão dos consumidores e investidores, alocando recursos de acordo com as demandas mais urgentes dos cidadãos. Um grupo de burocratas não pode compreender onde gastar, quanto gastar e por quanto tempo gastar. Existe uma óbvia impossibilidade prática nesse arranjo.

    Apenas um ambiente desimpedido pode respeitar ao máximo a vontade genuína dos consumidores, o que, certamente, irá beneficiar e aumentar o padrão de vida dos mais pobres. O capital que seria utilizado para financiar projetos racionais, irá para os ralos sem fundos do governo, esta entidade mágica que NÃO tem a sabedoria de empregar corretamente os recursos. Em ambiente estatizado não há sistema de preços, não há sistema de lucros e prejuízos e não se respeita o simples fato de que o conhecimento está disperso na sociedade. Enfatizo: burocratas não são seres clarividentes e abnegados.

    Qual o sentido de tributar indivíduos que ficaram ricos ao aumentar o padrão de vida de uma nação? E não se preocupe com aqueles que foram agraciados com heranças milionárias. Eles não estão guardando dinheiro no porão. Está aplicado e será utilizado por outros empreendedores e investidores.

    E, em prol da argumentação, eu nem abordei a imoralidade dos impostos e da corrupção inerente ao estado.

    Sugiro:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2007
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2073

  • Indivíduo  04/10/2016 20:21
    Eu te digo onde tem lugar sob o sol pra todo mundo. No deserto!
    Afinal, é onde você deve estar. Deve estar vendo uma miragem com esse papo de que autor não crê no Brasil. O que é exatamente crê no Brasil? É acreditar na pátria que vai salvar todo mundo através de um líder messiânico? Você é um petista alucinado, isso sim.
  • Incrédulo  04/10/2016 22:38
    Eu não conheço o autor do artigo e não posso falar em nome dele, mas quem crê cada vez menos no Brasil sou eu.

    A descrença aumenta principalmente quando leio comentários que relacionam pobreza e insucesso com não mandar ainda mais dinheiro para o estado.

    A arrecadação do governo brasileiro, também conhecida como pilhagem em massa, já superou a cifra de R$ 2 trilhões em 2015. Mas de acordo com a turma engajada do "pensamento crítico" e da "consciência social", o motivo de ainda existir tanto pobre é porque faltou confiscar mais R$200 bilhões do setor produtivo e mandar para políticos e burocratas gastarem.

    Assim fica difícil ter crença no país, a não ser a crença na venezuelização.
  • P. Lopes  05/10/2016 00:12
    É, meu caro. E estamos rodeados deles. Parecem baratas.
  • Ze  03/11/2016 18:07
    Amigo, a empresa que pertence a este cidadão que você fala que não pagou impostos (?), pagou todos os impostos devidos antes de gerar lucro, algumas vezes mesmo de forma antecipada sem saber se iriam gerar lucro. O que você queria? Que ainda se pagasse mais imposto sobre o lucro gerado?
  • Fabio  05/10/2016 15:48
    Obrigado por mais este artigo. Este site é muito AMBICIOSO.
  • Ricardo SI  06/10/2016 22:21
    Excelente artigo! Concordo em gênero, número e grau com as idéias e conclusões do texto! E como mudamos isso?

    Com certeza este site e instituto são ferramentas importantes... Mas fico pensando que essas ideias libertárias/liberais ainda estão restritas a muito poucas pessoas. Muitas pessoas, mas espalhadas geograficamente, e representando um percentual relativamente pequeno da população.

    No livro "De Zero a Um" (excelente livro, diga-se de passagem) de Peter Thiel (um dos co-fundadores do PayPal), ele explica um conceito interessante... Mostra que é muito mais vantajoso ter 90% de um mercado pequeno (digamos de 5.000 pessoas), do que 1% de um mercado grande (digamos de 500.000). Ou seja, vale mais a pena concentrar os esforços em 1 ponto único, e fazer a diferença nesse ponto, e só então expandir seu público alvo. Acho uma ideia interessante, se o instituto optasse por fazer uma vaquinha, e dessa vaquinha, pagar palestrantes/material de distribuição e coisas assim, em uma pequena cidade (indo em escolas, igrejas ou até nas casas das pessoas), pelo tempo suficiente para mudar a mentalidade dessa população, talvez a mudança acontecesse em uma cidade... Que cremos que iria prosperar, e então contaminaria rapidamente as cidades vizinhas... E isso poderia viralizar! Outra dica interessante desse livro, é que para alcançar o objetivo, é preciso ter um plano bem definido (o plano não precisa ser rígido, mas deve existir e prever cenários, é fato que existe muita incerteza em uma mudança como essa... Mas vender incerteza não é uma boa estratégia)...


    No livro "Ponto da Virada" de Malcolm Gladwell (um escritor de best-sellers), ele explica e (através de muitos cases) que a disseminação de uma ideia/produto, depende de 3 fatores:
    - O fator de fixação. (a mensagem precisa ter algo que faça com que fique na mente da pessoa, a ponto de mudar seu hábito)
    - O poder dos eleitos. (existem 3 perfis de pessoas, que farão com que a mensagem seja disseminada a ponto de atingir uma massa crítica: experts (pessoas que são referências e são procuradas pelas outras quando se busca conhecimento) , comunicadores (pessoas que conhecem e se relacionam bem com muitas pessoas) e vendedores (pessoas que tem bom poder de persuasão)... Se conseguir reunir em uma cidade pessoas com essas características (e que conheçam e gostem das ideias do site), aumentam as possibilidades de se conseguir os tais "90%" que citei acima.
    - O poder do contexto.: você precisa escolher o lugar e o momento correto... Na minha opinião, a crise é um momento excelente para vender ideias inovadoras... E é algo que deveria ser aproveitado.

    Existe um terceiro livro que acho que vale a pena citar, que é o "Poder do Hábito" (Charles Duhigg) que nos conta como funciona nosso cérebro e nossos hábitos, como podemos alterar nosso hábitos... E na última parte do livro apresenta 1 exemplo de como se iníciou uma grande revolução na sociedade americana... Creio que valha a leitura.

    Enfim... Eu não tenho a força de vontade necessária para fazer isso acontecer... Mas compartilho as idéias caso algum leitor seja mais vanguardista e queira tentar tirar essa ideia do papel...
  • Patrick   10/10/2016 08:45
    Versão brasileira: estude muito e passe em um bom concurso!
  • Andr%C3%83%C2%A9  11/03/2017 17:00
    Pior que é isso mesmo. A ambição das pessoas é ser funça e se acomodar em algum cargo que pague muito.

    Já fui assim, fui funça por 3 meses. Pedi pra sair, porque não aguentava mais aquele ambiente moroso. Via várias maneiras simples de melhorar a eficiência no trabalho, mas pra convencer a chefia e os colegas era uma luta enorme.
  • Joao Gabriel Groenendal  14/10/2016 01:09
    Seja ambicioso, a frase, colocada na entrada de uma escola, por mais que se pense no sentido amplo que ela pode ter, pra mim está falando da ambição dentro do contexto de aprendizado: tenha vontade de aprender bastante. A vontade de querer o melhor para o país da gente, não ver luz no fim do túnel e escrever todo o tipo de negatividade questionável sobre a gente também é falta de ambição. Dizer, como solução última para os problemas de cada um, que se deve pensar em sair do país é uma falta de ambição tremenda, atômica. Tem outro detalhe, nas escolas dos Estados Unidos a presença da bandeira nacional remete os jovens a outro sentimento: orgulho do seu país.
  • Wanda  14/10/2016 12:26
    Depende como isso é explicado para uma criança, tenho um exemplo onde a escola tem um Quadro de Honra, os melhores são premiados com pompa e circunstância diante dos pais, os outros que não conseguiram tal feito, assistem ao longe, como crianças inferiores, o sentimento desenvolvido é terrível em uma média de idade de 7 anos (não sei quais os métodos nem os detalhes exigidos para o tal quadro de honra). Sobre os USA o que tenho lido e ouvido, de pessoas que lutam todos os dias para sobreviver, não é um cenário muito animador. Há mais de 1,3 trilhões em crédito para estudantes, difícil gerir um início de vida laboral com dívida, entre tantas bolhas, esta é mais uma que já começou dar os seus rebentos...
  • 4lex5andro  26/10/2016 01:48
    O financiamento de um curso universitário não deixa de ser um investimento. Tem que se pesar se o conhecimento 'comprado' com essa dívida será útil pra gerar uma riqueza na mesma proporção de forma a não ficar inadimplente.
  • Andr%C3%83%C2%A9  11/03/2017 17:07
    Wanda, minha cara, TODO E QUALQUER financiamento requer um planejamento cuidadoso, pois ele só valerá a pena caso o benefício extraido com o dinheiro emprestado seja maior que o montante e o juros cobrados por ele.

    O problema não é o sistema de financiamentos, são pessoas solicitando financiamentos a torto e a direito, acreditando que ele seja uma espécie de direito social e que vai ficar por isso mesmo. Não é assim que funciona.
  • anônimo  24/10/2016 16:12
    Bostil, um país de todos.
  • João  09/12/2016 17:59
    O Brasil, infelizmente, é uma piada.


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.