Os números da economia britânica melhoraram após o Brexit - e isso atordoa as elites políticas
Ao contrário das previsões catastrofistas, os números e as perspectivas mudaram para melhor

Atualização em 28/01/2017

A economia do Reino Unido pós-Brexit, contrariando todas as expectativas das elites políticas, continua robusta.

No quarto trimestre de 2016, a economia cresceu mais rapidamente do que os economistas haviam previsto, continuando a desafiar as expectativas de que o Brexit traria efeitos negativos.

Em termos trimestrais, o crescimento foi de 0,6% — acima dos 0,5% previstos — e representa o 16º trimestre consecutivo de crescimento. Comércio e serviços continuaram os setores mais robustos. O setor de serviços cresceu 0,8% no trimestre e o setor industrial, 0,7%.

Já em 2016, a economia britânica se expandiu 2%, o maior crescimento do mundo desenvolvido, superando Alemanha e Estados Unidos. Nada mau para um país já rico e que, segundos os "especialistas", entraria em colapso após o Brexit.

O índice FTSE 100 (o Ibovespa britânico), que lista as 100 maiores empresas com capital aberta na bolsa de valores de Londres, acelerou ainda mais após o voto pela saída. Já o desemprego caiu.

A mídia, no entanto, segue alertando que "haverá uma desaceleração" até o fim de 2017. É plausível. Aliás, é esperado. Mas isso não altera o fato de que mídia e todas as elites políticas estavam erradas ao prever uma grande retração econômica em decorrência do Brexit (ver artigo abaixo). Os eleitores britânicos já perceberam o quão mal fundamentado era todo aquele alarde contra o Brexit.

O fato é que, por ora, a experiência britânica revelou ao resto da Europa Ocidental que não há nenhum risco econômico mensurável em se deixar a União Europeia. Mesmo que haja uma desaceleração econômica no fim do ano, ou até mesmo uma recessão, o fenômeno provavelmente será mundial, atingindo a Europa e os EUA, tornando difícil para a turma anti-Brexit criar uma hipótese plausível de causa e efeito. Se os países que permanecerem na União Europeia também sofrerem uma recessão, então a saída do Reino Unido não será considerada uma causa significativa para uma eventual recessão britânica.

Tudo isso pode insuflar novos movimentos de saída da UE. Isso é uma ótima notícia para a liberdade e uma péssima notícia para os globalistas.

O artigo abaixo, publicado em setembro de 2016, já antecipava toda esta tendência.

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Nos meses que antecederam o referendo do Brexit, que ocorreu no dia 23 de junho, os cidadãos britânicos foram impiedosamente bombardeados por uma série de alertas, crescentemente aterrorizantes, sobre as consequências de um voto pela saída da União Europeia.

A campanha alarmista, orquestrada pelas elites defensoras da União Europeia e cuidadosamente construída para gerar temor na população britânica, variou do ridículo ao cômico: disse que o Reino Unido poderia ser excluído do concurso anual de músicas Eurovisão e avisou que uma saída da UE poderia desencadear a Terceira Guerra Mundial.

Muito mais comum, no entanto, foi a aparentemente infindável procissão de alertas de que um voto pela saída da União Europeia geraria uma profunda recessão na economia britânica.

Durante o primeiro semestre de 2016, raramente houve uma semana em que uma proeminente figura do establishment — desde o ministro da fazenda (que, no Reino Unido, detém o pomposo título de 'Chanceler do Exchequer') George Osborne, passando pelo FMI, e culminando em George Soros — não viesse a público fazer tétricas previsões sobre a profunda recessão que inevitavelmente se abateria sobre a Grã-Bretanha caso o povo britânico optasse por sair da União Europeia.

Com efeito, o senhor Osborne chegou até mesmo a publicar o esboço de um "orçamento de emergência", o qual ele disse que seria necessário caso o Brexit fosse confirmado.  Segundo ele, o Brexit resultaria na perda de meio milhão de empregos para os britânicos.  Adicionalmente, ele ameaçou que o governo sofreria uma brutal queda nas receitas da ordem de 30 bilhões de libras, sendo que esse "buraco negro" teria de ser contrabalançado por meio de corte de gastos com o National Health Service, o serviço de saúde estatal britânico, famosamente descrito pelo chanceler de Margaret Thatcher, Nigel Lawson, como "a coisa mais próxima que os ingleses têm de uma religião".

A imprensa britânica prestou particular atenção nos alertas seguidamente emitidos pelo presidente do Banco Central da Inglaterra, Mark Carney, que repetitivamente dizia estar prevendo profundos impactos negativos sobre o emprego e a taxa de crescimento resultantes de um eventual Brexit.

Quem não embarcou na onda terrorista

Este site, por sua vez, disse que nada de especial ocorreria caso os britânicos optassem pela saída da União Europeia.  Vale a pena citar o que foi dito neste artigo:

[...] assim como o comércio entre o Reino Unido e a União Europeia continuará independentemente do resultado do referendo de quinta-feira, também os fluxos de investimento continuarão inalterados.  Os EUA não fazem parte da UE, tampouco sua moeda é a libra ou o euro, mas os fluxos de investimento do Reino Unido para os EUA são maiores do que os de qualquer outro país.  O investimento sempre migra para onde ele é bem recebido e bem tratado, e isso não mudará caso os eleitores britânicos optem por deixar a UE. 

Tanto o Reino Unido quanto a União Europeia continuarão sendo destinos atrativos para investimentos, independentemente de qual seja o resultado de 23 de junho.  E, dado que eles continuarão sendo atrativos, é seguro dizer que os investimentos entre os agora divorciados não irão acabar.

Falando mais amplamente, Londres continuará sendo um dos principais centros financeiros do mundo, não importa o que aconteça amanhã.  Consequentemente, os bancos de investimento do Reino Unido continuarão atendendo aos interesses dos atuais e futuros empreendimentos da União Europeia.  Os principais negócios sediados na União Europeia não irão abrir mão da expertise financeira oferecida pela City londrina por causa de uma votação.

Alguns negócios serão negativamente afetados pela saída?  Sem dúvidas.  Assim como alguns contadores perderiam seus empregos caso os governos facilitassem os códigos tributários, certamente há consultores no Reino Unido que perderão seus empregos caso as empresas britânicas não mais tenham de cumprir com as intrincadas regulamentações impostas pela União Europeia.  E certamente há lobistas britânicos que hoje ganham muito dinheiro por causa de sua habilidade em influenciar as decisões dos burocratas de Bruxelas.  Essas pessoas seriam, no curto prazo, prejudicadas.  Mas, obviamente, não é função dos cidadãos britânicos manter esses empregos artificiais. 

Além do mais, uma saída do Reino Unido não significa que as empresas do Reino Unido que queiram continuar servindo a clientes europeus estarão isentas de cumprir com as regulamentações da UE.  Consequentemente, vários "facilitadores" manterão seus empregos.

Ainda mais importante, este outro artigo deixava claro que uma saída da União Europeia poderia melhorar substantivamente o ambiente de negócios do Reino Unido, pois este agora estaria livre das onerosas regulamentações econômicas impostas por Bruxelas, as quais determinam até mesmo a curvatura máxima que pode ter um pepino.  Livrar-se de regulamentações e burocracias é algo sempre salutar para a economia.

O que realmente aconteceu

Quase três meses após o voto para deixar a União Europeia, os recentes dados econômicos divulgados estão solapando a credibilidade das previsões do establishment político e do senhor Carney, o presidente do Banco Central da Inglaterra. 

Sim, imediatamente após a divulgação dos resultados, a economia britânica vivenciou uma turbulência, gerada pelas inevitáveis incertezas trazidas por um inesperado resultado (todas as pesquisas indicavam que o "permanecer" venceria) em um referendo sem precedentes (nenhum país até então havia pedido para sair da UE).  A imediata renúncia do então Primeiro Ministro David Cameron, após seis anos no cargo, contribuiu para as incertezas.  Pesaram ainda mais as ameaças explícitas feitas pela elite política da União Europeia.

Hoje, passadas as turbulências iniciais, a situação é outra: não apenas o Reino Unido não entrou em recessão, como, ao contrário, vários indicadores chaves mostram um notável grau de robustez na economia britânica desde a decisão de deixar a União Europeia.

O FTSE 100 — o principal índice econômico britânico, que lista as 100 maiores empresas com capital aberta na bolsa de valores de Londres — não apenas voltou a níveis pré-Brexit já na segunda-feira após o referendo (que ocorreu numa quinta-feira), como também está nas máximas para este ano.  Já o FTSE 250 fez o mesmo um mês depois. 

O índice dos gerentes de compra — outro indicador-chave, que mensura o desempenho de empresas de serviços e manufatura —, que vinha em queda desde o início do ano, apresentou uma reversão já agosto, subindo fortemente — e a uma taxa recorde — pela primeira vez no ano.  E isso ocorreu tanto para o setor industrial quanto para o setor de comércio e serviços

Também em agosto, o número de carros novos registrados aumentou 3,3% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Uma pesquisa da Markit mostrou que o setor de serviços, que é, de longe, o maior setor da economia britânica, passou a vivenciar a maior taxa de expansão dos últimos 20 anos desde o voto pela saída da União Europeia.  Já exportações, moradias e construção — setores que os catastrofistas diziam que iriam desabar — se mostram muito mais robustos que o previsto.

O Lloyd's, um dos maiores bancos comerciais e de varejo da Grã-Bretanha, indicou em seu relatório de julho que, em termos da capacidade de compra, "estava mais confiante em suas finanças do que jamais esteve desde o início da coleta desta estatística".

Bancos recuam de suas previsões catastróficas

Dois meses e meio após o resultado do referendo, a lista de indivíduos e instituições que estão tendo de fazer um mea-culpa e desdizer seus alertas alarmistas feitos antes do Brexit cresce diariamente.  Credit Suisse, Morgan Stanley, Goldman Sachs e JP Morgan tiveram todos de renegar seus alertas anteriores de que o Brexit iria causar uma profunda recessão.  Igual atitude teve de ser feita por outras figuras influentes, como o editor de economia do Financial Times

O então Chanceler do Exchequer, George Osborne, ao menos teve a decência de renunciar após a votação do Brexit, e o novo chanceler, Philip Hammond, tem sido explícito em suas afirmações de que aquele "orçamento de emergência" elaborado por Osborne não será necessário.

Até mesmo o esquerdista The Guardian, o mais estrepitoso porta-voz da esquerda-chique pró-União Europeia, foi obrigado a admitir que "economistas estão tendo de revisar suas previsões pessimistas para o resto do ano e também para 2017 após uma sequência de números positivos mostrando um contínuo crescimento da atividade econômica".

Este surto de boas notícias econômicas deveria ao menos incutir um pouco de humildade naqueles catastrofistas a serviço das elites políticas.  Lamentavelmente, no entanto, o "Projeto Medo" criado antes do referendo, e que foi rapidamente transformado em "Projeto Nós Avisamos" durante a turbulência inicial do pós-Brexit, parece agora ter se transformado no "Projeto Graças a Mim", com o presidente do Banco Central da Inglaterra, Mark Carney, desavergonhadamente se auto-promovendo como o salvador da economia.

Ganhando crédito pelas boas notícias

Para salvar a honra e proteger o orgulho próprio, vários dos comentaristas que previram consequências catastróficas para o Brexit estão agora dizendo que nada daquilo aconteceu simplesmente porque o Banco Central da Inglaterra salvou a economia do colapso ao reduzir a taxa básica de juros de 0,50% para 0,25%.  Essa política monetária, que teve efeito quase nulo sobre a base monetária, tem sido repetida ad nauseam pela imprensa britânica pró-governo como sendo a medida que ajudou a incutir uma vaga sensação de confiança nos mercados, estimulando os preços dos imóveis e mantendo as exportações.

Embora seja verdade que as exportações aumentaram após o Brexit, está longe de ser um fato concreto que a desvalorização da libra tenha sido um efeito positivo para a economia, particularmente quando se sabe que as importações das quais a economia da Grã-Bretanha é dependente encareceram em consequência dessa desvalorização.  Dizer que um encarecimento de bens importados foi o que impulsionou a economia britânica é algo economicamente sem sentido. 

Nenhuma menção é feita pelas elites políticas e midiáticas às consequências positivas de se livrar de toda a burocracia imposta pela União Europeia e à maior liberdade econômica e empreendedorial que isso irá permitir aos britânicos.  Mercados trabalham com a antecipação de previsões.  Os efeitos benéficos do Brexit já estão sendo precificados hoje, e já estão sendo refletidos nos melhores índices econômicos e na melhora das expectativas futuras.  Isso não é algo que possa ser ignorado.

No entanto, o senhor Carney, antes um resoluto defensor da tese catastrofista, segue impávido, dizendo estar seguro de que foram suas medidas que "transformaram o Brexit em um sucesso".

Quais as chances de membros da elite política terem a humildade de admitir erros?

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Veja também:

2017 - A independência da Grã-Bretanha

As causas do Brexit, a história da União Europeia e suas duas ideologias conflitantes

20 votos

SOBRE O AUTOR

George Pickering
é graduando de História Econômi ca na London School of Economics.



A meu ver, essa "desregulamentação" estatal sobre a terceirização não passa de uma intervenção, de feição "liberal", que não implicará nos efeitos desejados e previstos.

Basicamente, pelo que eu entendi, a intenção do governo é gerar mais empregos que de fato paguem salários realmente vinculados à riqueza produzida pelo empregado. Com isso, busca se mover a economia, através de poupanças, maior capital do empregador para investimento e consumo real dos empregados. Desse modo, o Estado pode arrecadar mais, pois, na análise de Smith que é complementanda pelo autor do artigo, a especialização (terceirização) gera riqueza e prosperidade. Fugindo, portanto, do ideal keynesiano de que quanto maior o consumo de quem produz maior o progresso, negligenciando a possível artificialidade dessa troca.

Minha objeção consiste em afirmar que a regulamentação do modo que foi feita não é benéfica para o Estado, logo, como tudo no Brasil, querendo ou não, está ligado à esse ente, não torna se benéfica ao indivíduo.

Primeiro, pelo fato de que, as empresas que contratam outras empresas terceirizadas podem ter um elo empregatício direito com os empregados dessa última. Nessa perspectiva, caso uma terceirizada, receba os repasses do contratante, porém não esteja pagando os benéfícios/ salários dos seus empregados em dia, sob alegações diversas, iniciará se um processo judicial entre a empresa contratada e o contrante para solucionar esse caso, haja vista que é do interesse do terceirizado receber o que lhe é devido. Consequentemente, o tempo depreendido, os custos humanos e financeiros são extremamente onerosos para a empresa contratante, de modo que, sua produtividade e poder de concorrencia no mercado é reduzida. Ou seja, a continuidade do desrespeito aos contratos firmados e a morosidade da Justiça, práticas comuns no país, muitas vezes, anulam a ação estatal que visa gerar mais empregos e melhorar a produtividade das empresas. O que afeta principalmente os empreeendedores com um capital menor e que operam em mercados menos regulados. Logo, busca se intervir para corrigir um problema, sendo que o corolário dessa nova intervenção é exaurido por uma ação feita anteriormente

Outro ponto pouco abordado por vocês é que as terceirizações beneficiam também os empresários oriundos de reservas de mercado. Logo, uma ação estatal que, a posteriori privilegia os amigos dos políticos, não pode implicar nas consequências previstas a priori. Isso porque, a possibilidade contratação de terceirizados a partir de salários menores do que de fato seriam em um contexto natural/equilibrado torna se muito mais viável para os corporativistias, pelo simples fato de que seus acordos com agências e orgãos públicos influenciam também nas decisões judiciárias que envolvem a sua empresa e a empresa terceirizada. Desse modo, o megaempresário contrata a empresa terceirizada e estabelece um acordo onde há um repasse menor da grande empresa para a terceirizada e, na sequência, apenas uma parte muito pequena, não correspondente ao valor gerado, desse repasse para a empresa terceirizada é convertida em salários para os terceirizados, onde a empresa terceirizada acaba lucrando mais, ao ter menos gastos. Portanto, um terceirizado que trabalha para uma empresas monopolística (no sentido austríaco) possui maiores chances de ser ludibriado e não lhe resta muitas opções de mudança de nicho, haja vista que infelizmente inúmeros setores do mercado brasileiro sofrem regulação e intervenção constante do governo.

No mais, ótimo artigo.

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Renan Merlin  28/09/2016 15:47
    Sinceramente eu nunca vi vantagem alguma pra Inglaterra integrar a UE. Pais como Portugal eu entendo contar com uma moeda forte e dar acesso facil aos seus imigrantes migrar pra paises ricos agora qual vantagem a Inglaterra?
    Ter burocratas "belgas" se metendo no seu pais?
  • Carlos Alberto   01/10/2016 12:11
    Porquê Portugal? Sabe que a economia Portuguesa está a recuperar? Há um ideia generalizada por nós brasileiros de Portugal e da sua realidade. Portugal é o quinto país mais seguro do mundo para se viver, Portugal está a receber aposentados de muito países da Europa que se deslocam para lá, porque é seguro, têm qualidade de vida e têm um bom sistema de saúde e claro que têm benefícios fiscais. Até aposentados brasileiros estão indo para lá.
  • Jorge Gaspar  28/01/2017 14:34
    Lol. Eu sou Português e sim, Portugal é um país muito seguro, como muitos outros na europa e no mundo. E sim, temos um clima muito bom, e também é verdade que existem boas condições fiscais para os reformados de outros países. Somos também um país com baixo custo de vida. Mas deixa-me dizer-te que tirando todos esses aspectos, as coisas por aqui não estão famosas:

    Somos um país brutalmente endividado, com taxas de crescimento cada vez menores (temos o mesmo nível de vida que tinhamos à 20 anos atrás), o estado Português tem um controlo cada vez maior sobre a economia, pagamos impostos até mais não, as novas gerações com muitos anos de escolaridade estão em trabalhos mediocres, mal pagos e são facilmente descartáveis. O mercado de trabalho está tão mal, que em Lisboa (a cidade mais rica) arranjar um emprego a ganhar mais que o salário minimo é milagre, a corrupção alastrou-se a todo o país, a todos os sectores. A taxa de juros a 10 anos não pára de subir, tendo já ultrapassado os 4% depois de ter estado abaixo de 2% no inicio de 2015 (em 2011 o ministro das finanças pediu ajuda externa quando a taxa atingiu os 7%,) A população reformada é cada vez maior , a taxa de natalidade é das menores do mundo, a poupança das familias é uma miragem, o número de divórcios é astronómico (70 por cada 100 casamentos), a electricidade é caríssima, fruto de um investimento louco em energias renováveis. Portugal é o exemplo perfeito do quão horrível é o marxismo. Se o marxismo económico é péssimo, o marxismo cultural é mil vezes pior (eu sei que esta separação económico/cultural não faz muito sentido, mas assim se percebe melhor a ideia).

    E não, a economia Portuguesa não está a recuperar. Depois de ultrapassada a maior crise económica em 100 anos a economia Portuguesa devia explodir, mas na realidade está bem mais próxima de implodir. O crescimento é pífio, bem inferior á quantidade de dívida contraída. Neste momento Portugal é um país completamente falido que só está á espera da oficialização, embora a comunicação social, socialista, finja que tudo está bem
  • Andre  28/01/2017 18:28
    Os jovens tugas é que emigram, a economia portuguesa se tornou repulsiva para eles, já são a maior comunidade estrangeira em países como Luxemburgo e Suíça, exatamente pela boa educação e cultura agradável que recebem em Portugal. Melhor que os jovens brasileiros que na média saem da escola inúteis para o trabalho, são bombardeados pela mídia com porcaria, criados como Deus cria batatas e raramente possuem cidadanias que lhes permita emigrar sem maiores problemas.
  • Renan Merlin  28/09/2016 15:53
    Se a Libra Esterlina vale mais por que o Franco Suiço é a menina dos olhos da moeda fiduciaria? Se fosse pra investir qual das duas seria melhor opção?
  • Hans  28/09/2016 16:44
    Suíça.

    Economia forte e historicamente sólida (a mais sólida de toda a Europa), histórico de não-intervencionismo de seu governo, histórico de isolacionismo do país (nunca entrou na União Europeia, o que significa que não recebe ordens dos burocratas de Bruxelas), empreendedorismo da população, alta aceitação do livre comércio.
  • Carlos Alberto  02/10/2016 08:28
    E tb um país de alta corrupção bancária no nível mais alto. Lá está o dinheiro de todos os bandidos e assasinos do mundo. Verdade seja dita. Um país xónofobo, altamente racista e preconceituoso. Essa é a realidade dos suiços
  • Visitante 212  29/01/2017 01:32
    Com licença moço, mas os suíços não são xenófobos, racistas e preconceituosos. Na verdade são o extremo oposto disso. Já vivi lá e posso afirmar isso
  • anônimo  29/01/2017 19:18
    Suíça e Leste Europeu sempre estão bem colocados nas listas de países mais racistas e xenofóbicos da Europa. Direito deles.
  • Gabriel  30/01/2017 15:50
    Gostaria de dar uma olhada nessa lista.
  • João de Alexandria  31/01/2017 13:26
    Sou profissional liberal brasileiro e tenho contrato trabalho por com duas multinacionais suíças, o que me leva a Zurique e Berna duas vezes por ano durante 30 dias e nunca sofri racismo, com o detalhe de que sou negro.
    A verdade é que as pessoas confundem as coisas. Os suiços não são um povo expansivo, exigem clareza e precisão nos negócios e nem decidem nada de sopetão. Eles inclusive usam uma expressão que significa "aufklaren und confirmeren"... eles não se comprometem com nada sem conversar antes com quem fornece subsídios para que uma decisão seja tomada. Tem muito preconceito na visão que as pessoas tem dos suiços.
  • Sr Richard  31/01/2017 17:26
    Engraçado que essa corrupção bancária são de todos os governantes e ditadores que são contra o livre mercado, aliás existe uma lista de clientes do HSBC da Suíça onde consta o Jacob Barata(o rei do ônibus), não preciso dizer que o serviços de transportes é um dos mais regulamentados, só entra quem é do "partido".
    Conhecido como 'Rei do ônibus', Jacob Barata teria R$ 270 milhões em conta secreta na Suíça
  • Capitalista Keynes  28/09/2016 16:10
    Assunto irrelevante para mim....só quero que a Saúde na Inglaterra seja gratuita ainda...tendo política de bem esta social, pouco importa se está dentro de um bloco ou não. Impostos revertidos ao povo, para o povo.
  • Saúde  28/09/2016 16:43
    Sobre o sistema de saúde da Inglaterra, comece por aqui:

    British Clinic Is Allowed to Deny Medicine

    Depois vá aqui:

    Now sick babies go on death pathway: Doctor's haunting testimony reveals how children are put on end-of-life plan

    No Reino Unido, a medicina estatal já chegou à sua perfeição: bebês doentes estão sofrendo eutanásia compulsória.

    Sem recursos (que inesperado!), os hospitais do NHS (National Health Service) estão simplesmente cortando a alimentação deles, que são deixados à míngua até morrerem.

    Estatistas -- que são obcecados com controle populacional -- até salivam quando lêem coisas assim.

    E termine aqui:

    Nearly 1,200 people have starved to death in NHS hospitals because 'nurses are too busy to feed patients'

    1.200 pessoas morreram de fome nos hospitais estatais do Reino Unido (o National Health Service - NHS) porque as "enfermeiras estavam ocupadas demais para alimentá-las".

    Como bônus, fique com isso (a foto é forte):

    www.dailymail.co.uk/news/article-1218927/Plumber-shattered-arm-left-horrifically-bent-shape-operation-cancelled-times.html
  • Um Cão  28/09/2016 17:54
    Nossa... que macabro... Um soco de realidade no estomago
  • Westley  30/09/2016 19:41
    Nossa essa fonte sua www.gloucestercitynews.net/ tem a credibilidade de um joselitomuller
  • Machado  30/09/2016 20:51
    É compreensível seu desespero. Quando eu era social-democrata, também jurava que ao menos saúde o estado poderia fornecer bem (pouco importava que ele era um fracasso na segurança, na previdência e na educação). Não queria nem ouvir falar em críticas à saúde estatal.

    Até que um dia a faxineira do meu prédio precisou do SUS... e morreu.

    Foi um tombo para mim. Fui procurar uma causa racional praquela zona que é o SUS. E então me deparei com este artigo. E aí tudo começou a fazer sentido.

    Ah, sim, dentre as fontes citadas acima estão New York Times e o Daily Mail, os jornais favoritos da esquerda-chique. Dado que eles dão notícias de mesmo cunho, eles também dever ser Joselitto Muller, né?

    É cada um...
  • Paulo Bat  29/01/2017 00:02
    Concordo totalmente com você Westley

    Esta história começou em uma reportagem de capa do tablóide sensacionalista Daily Mail e este outro tabloide Gloucester City replicou a história.

    Veja a notícia onde se fala dos "children" e "babies" site da revista de medicina The Provincial Medical and Surgical Journal: //www.bmj.com/bmj/section-pdf/187756?path=/bmj/346/7897/Feature.full.pdf

    Inclusive tem a reprodução da capa sensacionalista do Daily Mail.

    Assim sendo, Machado, rafael e nick Saúde, nunca acreditem em tudo o que vocês vêem na internet, antes de confirmar em fontes independentes. Esta é a lei não escrita número um, tanto da vida quanto da internet.

    PS: EM MOMENTO NENHUM ESTOU AVALIANDO O SISTEMA NHS BRITÂNICO, SE É BOM OU NÃO, POIS MORO NO BRASIL E NUNCA O USEI. ALIÁS, TAMBÉM NÃO USO O SUS POIS CONSIGO PAGAR UM PLANO DE SAÚDE E CONCORDO QUE O SUS É UM SISTEMA FALIDO.
  • João Paulo  29/01/2017 13:31
    Li o seu link. Pelo visto, a notícia "real" é tão escabrosa quanto a notícia "de tablóide". Os corredores da morte para bebês nos hospitais estatais britânicos, pelo visto, são verdadeiros. A única diferença é que, "pelo menos", os pais são consultados.

    Quanto humanismo!

    Ah, houve um link errado na postagem acima do "Saúde". Eis o link certo:

    www.dailymail.co.uk/news/article-2287332/Nearly-1-200-people-starved-death-NHS-hospitals-nurses-busy-feed-patients.html

    É fake news também?
  • Paulo Bat  29/01/2017 16:58
    Reli a notícia na revista médica na BMJ e, realmente, pelo que vi, os tablóides como sempre distorceram a notícia.

    Em qualquer hospital do mundo há tratamento paliativo para doentes terminais, sejam bebês, crianças, adultos ou idosos. Paliativo porque não há mais o que fazer. Eles não tem mais como se recuperar e, com isto, há um protocolo de reduzir a dor até que a morte chegue naturalmente. Só eu conheço várias pessoas, de minha família ou não e que tinham doenças graves irreversíveis e terminais e neste caso, passa-se só a medicar para se diminuir o sofrimento e não para tentar a recuperação, que não é mais possível. E sempre foi através de juntas médicas.

    Não é questão de humanismo ou falta. A revista médica, que não é mídia, é destinada a classe médica e mostra que houve distorção.

    É claro que existem abusos como no caso da médica de UTI do Hospital Evangélico de Curitiba (que é particular) e que foi condenada por praticar eutanásia em doentes em estado grave (pesquise) ou do enfermeiro do Rio que também praticava eutanásia.
  • rafael  01/10/2016 18:08
    bom posso falar da minha experiencia no nhs ? tive uma inflamacao na membrana que segura o coracao, estava dirigindo qnd meu peito parecia q ia explodir e nao conseguia respirar, parei o carro e liguei para ambulancia. em menos de 5min chegou um carro de apoio para dar os primeiros socorros ate a ambulancia chegar, q no caso chegou logo apos. subi na ambulancia sendo medicado e plugado e td qnto eh tipo de computador. chegando no hospital fui direto para a clinica do coracao, ja fizeram todos os exames baseado nos checks que o carro de apoio, a ambulancia passaram e fui enviado para um quarto grande com 4 divisorias e um enfermeiro sempre no quarto. acordei no outro dia, tomei cafe da manha. frutas, ovos, bacon, mingau, cardapio vasto, medico especialista chegou la pelas 10h00 horas me explicou o que aconteceu e q eu estaria liberado na parte da tarde, fiquei vendo tv enquanto escolhia o que comeria de almoco, 4 tipos de carne, opcao veg, sobremesas frias, quente, fruta, sopas.
    logo apos o almoco fui para uma sala aonde vc espera o release e o medicamento no qual vc nao paga nada. tambem ja quebrei a clavicula em um acidente de moto mesmo procedimento. bom eu pago quase um salario min em taxas pra rainha e nao esperava nada menos do que isso kkk mesmo assim eu tenho o pe atras em ir em medicos aqui, tmb ja usei o dentista qnd meu dente trincou abrindo breja com a boca. dentista hj em dia tem parte privatizada nao sei dizer oq exatamente mas foi essa a explicacao qnd tive q pagar 15 libras pela consulta, raio x e obturacao. isso nao eh regra mas nao posso reclamar
  • Renan Merlin  28/09/2016 17:13
    Saude Publica ingles ser o melhor do mundo é um mito. E Melhor comparado ao SUS mas ele que ja não era bom esta piorando a cada dia. Tem ate o celebre episodio do Mister Bean que ele passa horas esperando ser atendido
  • Pragmático  28/09/2016 16:22
    E a China? A falta de coordenação entre os exercitos europeus, juntamente com a diminuição do comando estatal poderia, a medio prazo, colocar a europa vulneravel ante o poderoso exercito chinês.
  • Medo de chineses.  28/09/2016 17:07
    Um perigo. Se tem uma coisa que a china faz e sinalizar para o mundo inteiro seu intento de usar suas armas. kkkk

    Mais fácil um grupelho da extrema esquerda se organizar e dar um golpe como na URSS.
  • Pobre Paulista  28/09/2016 17:50
    > pragmatico
    > china invadir a europa
  • Augusto  28/09/2016 20:31
    como faz pra fazer 10 milhões de flangos armados nadarem até a europa(ou marcharem 10000 km pela sibéria)?
  • Pragmático  29/09/2016 11:26
    Augusto, a China está construindo 3 porta-aviões e seus estaleiros lançam ao mar 1 corveta por mês. Os EUA colocaram 700 mil soldados no Iraque em 1991. A China é praticamente dona da África, tds ali devem dinheiro pra ela. Não digo que a China iria invadir toda a europa, mas por exemplo, um Deputado da Catalunha sugeriu uma intervenção da Marinha Chinesa.
  • Murdoch  28/09/2016 16:50
    Eu me lembro dessa visões catastrofistas se o Reino Unido saísse da União Europeia, chegou a ser cômico a esquerda usando todos os tipos de falácias.
  • Economista da UNICAMP  28/09/2016 17:14
    A renúncia do Sr. Osborne mãos de tesoura foi formidável para o Reino Unido. Vamos torcer agora para que o Hammond não seja tão hawk quanto seu antecessor.

    No mais, a Libra deve continuar sendo desvalorizada para que o setor exportador não sinta o baque do Brexit e o BoE deve perseguir uma meta de inflação 4% ao ano para normalizar a economia.
  • Luis  28/09/2016 17:24
    Baseado nisso, posso inferir que o Reino Unido seria menos atingido por uma possivel crise bancaria do Deustche Bank prevista ontem?

    Vejam o video, para relembrar.

    https://www.youtube.com/watch?v=KZBu09ZOso8
  • Renan Merlin  28/09/2016 18:33
    A Alemanha é o maior importador do Reino Unido.
  • rafael  01/10/2016 18:11
    reino unido compra 10% de todos os carros produzidos na alemanha, nissan tem a maior fabrica de carros da europa na inglaterra e a cidade q teve uma das maiores porcentagens de "out" sao dessa cidade, logo apos o peblicito a nissan ja falava em fechar a fabrica na inglaterra e levar para algum pais do bloco. vms ver....
  • Luis  28/09/2016 17:26
    Outro comentario: eu ficaria feliz se o Brasil saisse do Merdosul, digo, mercosul.
  • Guilherme  30/09/2016 16:14
    Por quê?
  • Mario Gonzaguinha Soares da Silva Só  29/01/2017 17:00
    pq não?
  • André  01/10/2016 04:37
    Narcosul
  • Felipe Lange S. B. S.  29/01/2017 10:20
    Eu também. É um atraso total. Única vantagem é para emigrar e imigrar (e fazer turismo), que é bem mais fácil e barato. De resto é lixo puro.
  • Felipe Lange S. B. S.  29/01/2017 10:21
    Engraçado é que semanas atrás tinha ouvido no JN que a xenofobia, discriminação e o ódio tinham aumentado após a saída do Reino Unido... não sei de onde eles tiram isso. Falta de vergonha na cara.
  • Andre  29/01/2017 14:25
    Há pouquíssimas chances do Brasil sair do Mercosul, mais fácil Paraguai e Uruguai saírem, pois o principal pilar desse acordo é garantir a vantagem das indústrias automobilísticas, siderúrgicas e de informática simples do Brasil e Argentina, é tão escancarado que fazem a mais absurda vista grossa aos acordos de livre comércio bilaterais que Paraguai e Uruguai fecham fora do bloco para dar um verniz de legitimidade e evitar sanções da OMC.
    Peru e Colômbia queriam participar do TPP e sacar a Venezuela da Comunidade Andina era vital, aproveitaram o momento de alta esquerdice no Mercosul para se livrarem do peso morto.
  • Luis  28/09/2016 17:27
    Hora de comprar Euros. Se a uniao europeia for extinta, vira coisa de colecionador para nossos netos. Eu tenho 2 reais olimpicos que valem 200.
  • Ricardo Kishiyama  28/09/2016 17:30
    Esse negócio de bloco é um atraso sem tamanho, vide o Mercosul que nem tem tanta burocracia como a UE e um é tão atrasado como o outro.

    Libertem os mercados!!!
  • Renan Merlin  28/09/2016 18:46
    O Fato da UE ter a mesma moeda não acho de todo ruim se não tivesse um BC fazendo politica monetaria.
  • Bruno Feliciano  28/09/2016 20:05
    Vamos fazer uma aposta?
    Qual serão os próximos países a sair da UE?

    Quero ver agora que os resultados do BREXIT estão aparecendo,vai incentivar ainda mais o movimento de ''secessão'' nos outros países.
    Quem arrisca dizer qual será o próximo candidato?

    Abraços
  • Capitalista Keynes  28/09/2016 21:03
    Irlanda....depois do episódio da Apple então....mas é só uma opinião,chute mesmo.
  • Bruno Feliciano  29/09/2016 00:42
    Promissora a Irlanda mesmo..

    Pra min ela esta no top 3,mas acho que por enquanto não será a primeira.

  • Andre  29/09/2016 00:54
    Acho que será um país bem competitivo e pouco comentado, Holanda ou Áustria talvez, Irlanda acho cedo para ela sair, pois ela ganhou muito com a UE, tende a fazer apoio pelas aparências.
    Podemos nos surpreender com a Grécia, louca para imprimir dracmas sem valor.
  • Eduardo Baldoino  29/09/2016 11:37
    Holanda em 2017, Áustria em 2018 e França em 2019.

    Nesse bolo ainda tem Itália, Portugal e Espanha com possibilidade também. E outros mais.

    A UE é como um paciente com doença terminal depois que o Reino Unido saiu, agora é esperar pra ver quanto tempo o remédio faz efeito pra determinar quanto tempo ela fica viva.

    Farage é um herói. Por falar nisso, preciso comprar um poster dele pra pendurar em casa. haha
  • LeX  30/09/2016 19:21
    França nao sai, eles politicamente são beem de esquerda, e as ideias de união anti-nacionalismo vem da esquerda, eles provavelmente afundam com o barco.
  • SRV  30/01/2017 12:35
    Acho que não sai mais ninguém da UE. Ainda arrisco que com a decisão judicial do parlamento pró-UE da Inglaterra precisar ser "agradado", ou o Brexit será cancelado ou será feito tão torto e amarrado ao UE que será prejudicial. Depois disso, todos os problemas decorrentes das amarras dos burocratas será creditado ao Brexit e nunca mais um país sairá da UE.
  • o desmitificador  28/09/2016 20:39
    Cedo pra fazer previsões. A separação nem ocorreu ainda. Comprar produtos britânicos está mais barato, por causa da desvalorização da libra, e o ftse subiu porque está mais barato comprar ações na bolsa de Londres. Agora, bancos e empresas japonesas já estão pensando em tirar o time, os hate crimes aumentaram. Como manter as multinacionais sem as mesmas vantagens? Como as universidades ficarão em recursos, uma vez que o dinheiro vem da UE?
  • O Corregedor  28/09/2016 21:11
    "Comprar produtos britânicos está mais barato, por causa da desvalorização da libra, e o ftse subiu porque está mais barato comprar ações na bolsa de Londres."

    Ué, por essa lógica, no Brasil de Dilma em que o real foi pra privada, era para o Ibovespa ter disparado e para as exportações terem bombado. Afinal, nossos produtos ficaram baratinhos.

    No entanto, ocorreu o exato oposto. Bolsa e exportações desabaram.

    Por outro lado, no período 2003 a 2011, em que o real se fortaleceu acentuadamente, o Ibovespa disparou, assim como as exportações. Pela sua lógica, era para acontecer o oposto.

    Aliás, também segundo esse raciocínio, era para a bolsa americana ter desabado e suas exportações terem despencado desde 2011. Afinal, para todo o mundo, o dólar encareceu bastante desde lá. No entanto, aconteceu o exato oposto.

    A pessoa dizer que a bolsa reflete o câmbio e não a saúde financeira das empresas e da economia é uma abissal ignorância econômica.

    Para entender por que exportações e saúde das empresas andam de acordo com a força da moeda, ver estes artigos:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2394
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2378
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2175

    "Agora, bancos e empresas japonesas já estão pensando em tirar o time, os hate crimes aumentaram."

    Então não tem lugar nenhum no mundo para onde elas irem. Em qualquer país há hate crimes.

    "Como manter as multinacionais sem as mesmas vantagens? Como as universidades ficarão em recursos, uma vez que o dinheiro vem da UE?"

    Você está terrivelmente desinformado. O Reino Unido é um pagador líquido para a União Européia: paga 136 milhões de libras por semana para a União Europeia. Repito: por semana.

    Portanto, se a sua preocupação é com os "recursos das universidades", então aí sim é que você tem de ser um defensor do Brexit.
  • Bruno Feliciano  29/09/2016 01:49
    Pessoal,estou em duvida sobre uma polemica nos contratos.Assunto meio OFF,mas aproveitando o espaço,gostaria de levantar essa questão para saber a visão de cada um.

    O proprietário de um barco ou navio,pode expulsar um individuo de sua propriedade no meio do oceano?

    O proprietário de um avião,pode expulsar um individuo de sua propriedade no meio do céu?

    O proprietário de um motor-home,pode expulsar um individuo de sua propriedade no meio de uma floresta?

    O contrato aqui como fica?O proprietário deve responder penalmente caso expulse o indivíduo nos casos citados acima?

    Se eu contrato um barco,para realizar um passeio e o barco pega fogo,eu acredito que o consumidor detêm responsabilidade própria de verificar se havia seguro ou clausulas contratuais como garantia contra acidentes,ou seja,ele assume o risco de contratar tal serviço.Porem ate onde vai a quebra de contrato e a legitimidade de um processo penal?(resposta judicial)
    Acontece que,se o indivíduo quebra o contrato ou a regra da dessa embarcação em alto mar,é ou não é legitimo o proprietário expulsa-lo em pleno oceano?Entendo que neste caso,o contrato poderia ter uma clausula dispondo sobre as consequências de eventuais quebras de regras,fazendo assim o consumidor esta consciente e livre para decidir.
    O problema é quando há contratos meio ''implícitos'',como um serviço de balsa ou até mesmo uma casa noturna.Ao usufruir de tais serviços,você não assina um contrato ao pé da letra,é implícito de que a balsa não vai afundar,assim como é implícito que a casa noturna não ira incendiar ou desmoronar.Entendem?

    Como eu faço direito e tenho somente 20 anos,ainda estou na longa caminhada de estudos,principalmente por gostar dessa parte de defesa da propriedade privada(contratos),por isso acompanho o IMB e defendo a liberdade sempre.Mas como eu disse,poucos anos de vida me obrigam a correr atrás do que ainda não deu tempo de aprender ou refletir.

    Outra questão parecida é sobre invasão de propriedade indireta e oculta.
    Por exemplo:

    Eu tenho uma empresa de fornecimento de energia,que operam com cataventos.
    Certo dia,um empresario resolveu construir algo que consequentemente muda a direção e o ritmo dos ventos,afetando assim a minha produção de energia com cataventos.Imagine que o empresario vizinho construiu um Castelo,uma muralha,um prédio...Qualquer coisa física com magnitude suficiente para influenciar na corrente de ventos que passam pela minha propriedade.
    Como fica essa situação?Ouve uma invasão ou agressão a minha propriedade?
    De cara é fácil dizer que sim,mas imagina o empresario vizinho,ele também teve seu direito de propriedade violado,já que o mesmo ficou completamente limitado a construir em sua propriedade,devido ao vizinho.Ele comprou a propriedade mas não pode construir o que bem entender devido ao vizinho e seus cataventos.
    O mesmo vale para diversos exemplos como,poluição.Já li o artigo que saiu essa semana sobre libertarianismo e poluição,estou de completo acordo e compreendo.
    Se eu forneço o serviço de abastecimento de aguá,que depende quase exclusivamente das chuvas,e alguns indivíduos desmantaram as florestas próximas que eram responsáveis pela regulação dessas chuvas.Houve uma violação na minha propriedade indiretamente,mas ao mesmo tempo os vizinhos que comprarem essas propriedades florestais,terão que manter as arvores lá pro resto da vida!?!Houve uma limitação no direito de propriedade deles também,pois terão que manter a floresta em sua propriedade para não influenciar na minha propriedade.Entendem?

    Por enquanto é isso,de vez em quando tenho essas questões martelando na minha cabeça pedindo por respostas.Hoje foi sobre isso,tive um tempo e comentei aqui.Já já apareço com outras polemicas rs rs...

    Grande Abraço!
    Bruno Feliciano.



  • Bruno Martins  29/09/2016 03:59
    Entendo que no caso da balsa e afins caiba a responsabilização civil, caso não haja morte. Havendo morte caberá além da responsabilização civil a penal (tal como ocorre atualmente).

    No segundo caso, o catavento utiliza do ar que é eminentemente público, nunca foi propriedade dele. Não é possível interferir na propriedade alheia, então o dono do catavento 1) deveria ter quantificado o risco de alguém construir algo próximo que pudesse prejudicar seus negócios (recomendável também para casas) 2) tal risco estaria embutido no preço da sua energia 3) se ele não mensurou corretamente o risco, terá prejuízo. Se o mensurou corretamente, desmonta o catavento, vende o terreno - valorizado - e vai pra outro lugar capaz de gerar lucro.
  • Pobre Paulista  29/09/2016 11:30
    Suas questões são interessantes, mas cuidado com o xiitismo. Jogar alguém do avião ou do navio é assassinato e ponto final. As demais questões devem de fato se basear em contratos prévios. Pessoalmente não acredito em "contratos implícitos" e nem que a filosofia libertária dependa desse conceito para funcionar.

    Sobre as questões ambientais (externalidades), dê uma olhada nesse artigo sobre rios, que trata de um exemplo semelhante a todos os que você colocou. Em resumo, o problema é seu, não houve invasão de propriedade e nem quebra de contratos, e não há nenhuma garantia tácita ou implícita que os recursos naturais de sua propriedade estarão sempre 100% disponíveis para você a seu bel prazer.

    A privatização dos rios .

    Veja também esse sobre poluição, que mostra que externalidades não são "boas" ou "ruins", são apenas externalidades. O "problema" da poluição foi resolvido transformando "poluição" em "nutrientes" para plantação de legumes.

    As externalidades e as mudanças climáticas - a importância da subjetividade na economia.


  • Bruno Feliciano  29/09/2016 16:24
    É um tema polemico viciado em conflito de direito de propriedade.
    Mas vamos lá:

    ''Jogar alguém do avião ou do navio é assassinato e ponto final''

    Como eu disse, no contrato assinado, poderia ter clausulas tratando sobre as consequências do descumprimento de regras e até mesmo do próprio contrato. O problema é que, mesmo que as partes assinaram, sob consentimento e livre manifestação de vontade, ainda sim, se ocasionar em morte ou em ferimentos graves, tal clausula pode se tornar nula?
    Pode-se considerar um crime? É complicado.Talvez da pra se comparar quando alguém invade a minha casa e eu respondo a balas e consequentemente matando o invasor.Ou,quando alguém esta em minha propriedade e quebra uma regra da mesma,eu respondendo na bala podendo ocasionar em morte.E volto na questão implícita,nem tudo usamos contratos,algumas coisas são implícitas.

    E no caso de assumir o risco? Se eu forneço um serviço barato de viagens aéreas, onde as aeronaves são precárias e inseguras, e consequentemente acontecesse um acidente matando algumas pessoas(consumidores).Reitero que tal acidente foi ocasionado pela ausência de manutenção e afins , logo podemos dizer que o proprietário da empresa que fornece este serviço, assumiu o risco e responde criminalmente?

    O contrato implícito é complicado pois pode ser subjetivo.Pra você pode ser implícito algo,mas pra min não!
    O problema é quando é algo muito claro que chega a obviedade,ai o contrato implícito pode existir.

    ''que mostra que externalidades não são "boas" ou "ruins", são apenas externalidades''

    Concordo,são os riscos normais.Mas e se não for um caso ambiental,se sua propriedade inala um mau cheiro que passa a propriedade de terceiros?E quando algo é subjetivo como, asma. Se meu vizinho fuma e o cheiro entra na minha casa, consequentemente eu fico doente por causa disso,eai? Se eu tiver asma pode ser um ataque brutal a minha propriedade, mas se eu não tiver, talvez não. Eu sinceramente não gosto de fazer esse tipo de polemica, parece crianças argumentando contra o ancap querendo provar a existência de dinossauros na terra. Mas eventualmente eu percebo esses conflitos no direito de propriedade.

    Aproveitando a oportunidade, gostaria de saber a visão de vocês sobre a venda do ponto, ou seja , a imagem vinculada a um estabelecimento.
    Se eu alugo o imóvel de Y, com a finalidade comercial de uma padaria, após alguns anos , eu saio de tal imóvel e outro empresario entra no meu lugar e abre outra padaria, assim pegando o ''ponto''.Eai?
    Enfim, o direito civil dispõe sobre tais situações, o problema é que eles tratam a ''imagem'' como propriedade, entende?Algo extremamente vago.Propriedade são coisas escassas, o ponto ou a imagem como fica ai?
    Gostaria de saber nesses casos societários,do ponto e da imagem..Pra vocês,qual solução seria a que mais respeita a propriedade privada.Eu entendo que sempre o contrato é que vai ditar as regras,mas como o exemplo do avião e do navio,nem sempre o contrato é inteiramente valido.

    Abraços!
  • Bruno Martins  29/09/2016 22:46
    Boa noite xará! Grandes questões tem levantado...

    Penso que independente de cláusula, morte e ferimentos sempre estarão cobertos pois trata-se de integridade física. Qualquer um que fere a integridade de outro está cometendo crime.
    A ocorrência de morte ou ferimentos não exclui a aplicabilidade das normas contratuais, por consequência essas poderão ser cobradas perante o tribunal.

    Quanto ao avião. Sim, o proprietário assume riscos. Seus passageiros também. Em uma economia de livre mercado, se tal empresa utilizasse dessa vantagem competitiva de maneira transparente, ela certamente teria consequência de morte com o acidente. Mas no caso que você citou (falta de manutenção), não é necessário nem mesmo que a empresa ofereça serviços em aeronaves inseguras e precárias. Caso uma empresa que ofereça serviços excelentes, em aviões de última geração, deixe de fazer manutenção na aeronave, e isso fique comprovado no tribunal, ela também deveria ser responsabilizada civil e penalmente (morte e ferimentos). Entendo que a empresa seria responsabilizada civil e penalmente, com direito de regresso contra o funcionário se este agiu com a intenção ou se agiu descumprindo as normas da empresa.

    Essas questões que parecem coisa de crianças lotam os tribunais no dia hoje. É só uma das formas de entregar as coisas do dia a dia para o Estado cuidar. No caso da fumaça, a melhor saída seria uma boa conversa com o vizinho. Se isso não resolver, você que feche sua casa ou mude de casa. Querer regular, de qualquer forma, o hábito do sujeito viver dentro de sua própria casa, ao meu ver, destrói todos os valores liberais.

    Ponto: valor subjetivo, utilidade marginal. Pede quem tem, paga quem quer e pode.

    Ainda não consegui compreender o "coisas implícitas"...
  • Bruno Feliciano  30/09/2016 00:05
    Olá xará!obrigado pela resposta.

    Então,do avião eu entendo.Mas eu vejo o conflito na questão dos consumidores assumirem o risco,a liberdade gera responsabilidades.Só que o problema é ate onde é um ''crime'' e ate onde é a responsabilidade de cada um.No caso do avião,a falta de manutenção ocasionar em um acidente pode ser considerado crime,mas e se o consumidor era consciente disso?
    É ai a questão que você me disse,o contrato não prevalece em relação a vida.A grande questão aqui é, até quando a morte do consumidor pode ser ocasionada pelo seu próprio risco e responsabilidade ou por um ''crime'' do empresario.Entende?
    Mas enfim,é um tema polemico e gostaria de ver a galera debatendo aqui.

    Coisas implícitas é quando você usufruiu de um bem ou serviço ''rápido'', sem que haja um contrato, certas coisas são implícitas por serem tão obvias e consequentemente subentendidas por qualquer um.
    Se eu comprar um carro,é subentendido que o mesmo não vai explodir na primeira partida.
    Se eu comprar um navio,é implícito que o mesmo não vai pegar fogo e naufragar nas suas primeiras milhas.
    Mas há uma diferença: Os exemplos que eu citei, há um contrato assinado(comum).
    Agora, ao frequentar uma casa noturna por exemplo, você não assina nenhum contrato, mas é implícito que a casa noturna não vai desmoronar e muito menos pegar fogo, como foi o caso de Santa Maria.Por isso, argumentar que não houve um contrato entre os jovens e a boate, seria uma aberração pois diante o acontecimento, era implícito que tal fatalidade não poderia ocorrer.Entende mais ou menos?
    Não tenho duvidas de que infelizmente, tais jovens detêm uma parcela de ''culpa'', por não serem responsáveis de frequentar uma casa noturna naquelas condições.Entendo perfeitamente também que, os incentivos de mercado garantiriam a segurança e não um alvará estatal.O ponto aqui não é esse!Só um exemplo...
    Outro exemplo de implícito,é você ir a um restaurante, é implícito que a comida não virá estragada ou contaminada, logo é um contrato implícito que o restaurante não vai ti vender veneno...Entende?
    Se eu for na banca comprar um jornal ou revista, é implícito que o vendedor não irá me vender algo com uma tinta toxica,ao menos que tenha um aviso prévio e um consentimento da minha parte(um contrato).

    E sobre venda do ''ponto'',o que achas?

    Abraços!

  • Bruno Martins  01/10/2016 13:49
    Bem, a falta de manutenção, sendo esta a geradora do acidente é crime, independentemente do risco assumido pelo consumidor. O risco não exclui a responsabilidade da empresa, tanto penal como civil. Não por existir um contrato implícito, mas por existir um contrato explícito de que o avião te levaria de A para B.

    A morte do consumidor só pode ser imputada a ele se no contrato ele assumiu tal risco. Se tal risco não estava previsto no contrato, não é possível responsabilizá-lo. Se estava previsto, cabe ao consumidor escolher um meio com risco menor.

    Creio que entendi o seu ponto sobre "coisas implícitas". A falha que vejo nesse ponto de vista é que essas coisas não são implícitas, elas são explícitas, tanto que você, eu ou qualquer pessoa consegue perceber que essas "coisas" estão ali, pois elas representam a finalidade do empreendimento. Por exemplo, no caso da boate, quando a boate me permite entrar em seu interior mediante pagamento (contrato), está explícito que posso utilizar o local, sendo também explícito que tal lugar não é destinado a matar pessoas. Isso não é implícito, isso está escancarado. A publicidade da boate, como qualquer outra, apela para momentos de diversão e prazer e isso é algo explícito. Se vou a um restaurante, vou para me alimentar bem, isso não está implícito, está explícito. Essa é a finalidade do restaurante. Agora, se o dono do restaurante, modifica essa regra explícita e agride, implicitamente, a integridade física de alguém, deverá ser responsabilizado, civil e/ou penalmente, a depender do dano causado.

    Sobre o ponto: entendo que é um valor subjetivo. Se desejo abrir uma farmácia o ponto pode ser interessante. Se quero abrir uma padaria, pode ser que o ponto não seja mais interessante. Aqui entra o conceito de utilidade marginal. Pede quem tem, paga quem quer e pode.

    Abçs
  • Bruno Martins  29/09/2016 03:47
    Prezados, boa noite!

    Na revolução industrial a moeda já era controlada pelo governo ou estava na mão do mercado ainda? Há algum marco cronológico do início da captação do controle do dinheiro pelo Estado?

    Grande abraço!
  • Guilherme  29/09/2016 14:42
  • Andre  29/09/2016 17:28
    Dá até medo esta parte do texto: "O Secretário de Estado americano Cordell Hull disse em seu livro de memórias que esses conflitos econômicos e monetários dos anos 1930 foram a principal causa da Segunda Guerra Mundial."

    Os anos trinta voltando, os quarenta virão na sequência.
  • Bruno Martins  29/09/2016 23:29
    Boa noite Guilherme! Obrigado pelo artigo. Foi um dos primeiros que li por aqui e é sempre bom relê-los depois de algum tempo.

    Contudo, apesar de excelente, o artigo não descreve a transição do controle monetário, ao menos como esperava. Tenho em mente saber quando que o controle monetário saiu das mãos dos bancos privados pra as mãos do governo? Foi com a primeira Casa da Moeda? Primeiro Banco Central?

    Essas questões que não tenho muito claras..

    Por exemplo, nessa parte do texto, compreendo que antes de 1815 o governo já havia implementado o bimetalismo. Como ele fez isso? Já controlava a moeda ou será que o erro de confiar no governo e que eles iriam cumprir com o lastro em ouro se deu com a implementação do bimetalismo?

    [i]O padrão ouro clássico, 1815-1914

    Podemos olhar para o padrão ouro "clássico" - em vigor no mundo ocidental do século XIX e início do século XX - como sendo literal e metaforicamente a Era Dourada. Com a exceção do incômodo problema da prata (quando os governos resolveram instituir por um tempo o bimetalismo, fixando o câmbio entre o ouro e a prata), o mundo se manteve no padrão ouro, o que significa que cada moeda nacional (o dólar, a libra, o franco, etc.) era meramente um nome para um determinado peso de ouro. /[i]

    Abraços!
  • Marcos  29/09/2016 23:51
  • Bruno Martins  30/09/2016 01:04
    Obrigado Márcio!!

    Pode-se dizer então que o Estado sempre emitiu moedas, mas a moeda governamental convivia com certificados bancários ou qualquer outra coisa que pudesse ter algum lastro, de forma que a influencia era bem acentuada. Até que a Inglaterra fez a "obra de arte" do artigo.

    Thank u
  • André  01/10/2016 04:53
    Se não me falha a memória, o Bank of England era um banco privado e foi estatizado aos poucos.
  • Pablo  30/09/2016 20:03
    Um dos motivos da queda do Império Romano foi a desvalorização da moeda estimulada pela realeza.
    Então essa história de governante influenciando na moeda e levando à instabilidade não tem nada de nova.
  • Wesley  29/09/2016 03:59
    Por que a libra esterlina é uma moeda tão forte? Ela vale mais que o Euro, o dólar americano e o franco suíço. Os britânicos aprenderam com os alemães, sobre a importância da moeda forte e baixa inflação? Os europeus não caíram na lorota do câmbio desvalorizado, ou a moeda é forte contra a vontade dos barões das indústrias de lá e os políticos? É interessante ver que os europeus têm moedas fortes, principalmente os países mais desenvolvidos. Só não sei se é porque sabem se isso é bom e ou por causa dos investidores estrangeiros.
  • Historiador  29/09/2016 14:48
    A libra foi, durante boa parte da história, a moeda internacional de troca. Aliás, foi assim praticamente até 1944.

    Até então, tanto o dólar quanto a libra eram definidos em termos de ouro. O dólar havia sido definido como 1/20 de uma onça de ouro, e a libra, a 1/4 de uma onça de ouro.

    Na prática, isso significava que qualquer cédula de um dólar tinha de ser restituída por 1/20 onça de ouro, e qualquer cédula de uma libra tinha de ser restituída por 1/4 onça de ouro. Isso, por sua vez, significa que a taxa de câmbio era de 5 dólares por libra.

    Hoje, a taxa de câmbio libra/dólar está em 1,30, o que mostra o quanto a libra se desvalorizou nesse período.

    O valor nominal da libra ainda é alto por causa de seu histórico; mas sua tendência de longo prazo é de notável desvalorização.
  • Felipe Scolfaro  30/09/2016 08:58
    Artigo impreciso, colocando em termos melhores, busca-se com retratos de uma realidade de números em periódicos sustentar uma tese pré-existente.

    O "Brexit" na verdade foi votado e aprovado, mas não aconteceu em realidade. A única coisa com a qual se lida no momento são expectativas, e a meu ver, todas no momento tem muito mais a ver com o fato de que uma solução negociada para a saída de fato levará pelo menos 5 anos.

    Ou seja, quem pensou em reagir imediatamente e tinha expectativas catastróficas, percebeu que o assunto ainda dará muito pano pra manga e reviu suas posições. Desta forma, é absolutamente falacioso afirmar que "a situação da Inglaterra melhorou após o Brexit".

    Em termos práticos, fora das expectativas e com reflexo na economia real, só poderá ser possível ver o resultado após a rodada de sanções (que ocorrerão) e novos acordos comerciais entre Inglaterra e União Européia, que certamente punirão o país e terão repercussões, desta feita não nas expectativas, mas sim reais na economia inglesa.

    Costumo ler e concordar com muito do que vejo aqui, mas neste momento, no entanto, me deparo apenas com um artigo anti-UE panfletista. Favor rever.
  • Engolfado  30/09/2016 12:16
    Você está dizendo que números econômicos que estavam em declínio ao longo deste ano e dos anos anteriores, e que repentinamente passaram a subir acentuadamente (algum deles, passaram a crescer à mais alta taxa de 20 anos), são meros detalhes passageiros?

    É isso mesmo?

    Pior: você está dizendo que as pessoas decidiram investir mais e decidiram atribuir mais valor às empresas britânicas só porque aquele "algo péssimo que vai acontecer" (o Brexit) foi postergado? Mais ainda: você diz que ocorreu toda essa melhora só porque as "inevitáveis sanções e que os outros países da UE punirão a Inglaterra" foi adiada? Que raciocínio curioso.

    Segundo você, os indicadores econômicos melhoram porque se sabe que haverá uma punição certa num futuro não tão distante. É a primeira análise econômica desse tipo que ouço. Por essa lógica, se anunciarem que o Brasil virará uma Venezuela em 5 anos, todos os indicadores econômicos daqui irão bombar antecipadamente.

    E você diz que isso sim é análise correta?

    O artigo explica por que houve essa melhora, mas você, em seu desespero, não conseguiu ler.

    Pra completar, a pérola suprema: "Desta forma, é absolutamente falacioso afirmar que "a situação da Inglaterra melhorou após o Brexit"."

    É a primeira vez que vejo algum dizendo que citar dados e estatísticas corresponde a "algo absolutamente falacioso".

    Mas é compreensível seu desespero.

    Favor rever.
  • Felipe Scolfaro  30/09/2016 15:10
    Mais um com posição definida antes da análise, com dificuldades de interpretação de texto. Favor rever. A "situação econômica da Inglaterra" não mudou pós-Brexit, mudaram as expectativas momentâneas, porque o "Brexit", apesar de aprovado no em referendo ainda não aconteceu.

    Para ressaltar o tom falacioso tanto do artigo, quanto da réplica do colega (que é inteira uma pérola hidrofóbica), cabe lembrar que todos os acordos que consideram a Inglaterra como parte da UE -ainda estão em seu lugar-, e os processos de revisão, negociação e punição por parte de Bruxelas, estes sim que nada tem a ver com expectativas do mercado e sim com alteração na estrutura de custos e comércio exterior do país como um todo, bem como provável mudança de sede de inúmeras empresas que tem hoje sua sede européia na Inglaterra (e com impacto econômico real), ainda não aconteceram.

    Reitero, para quem não quer catequizar e sim dialogar, que é impossível afirmar (portanto falácia) que a "situação pós-Brexit melhorou". O que "os números" dizem (no caso interpretados da forma que convier a quem queira provar qualquer argumento de cunho ideológico), é que AS EXPECTATIVAS no momento estão positivas.

    Situação pós-Brexit, só mesmo quando Bruxelas determinar o que vai acontecer com as relações entre Inglaterra e UE, e como dito, isto pode demorar mais 5 anos pelo menos.

    Favor aprender a ler.
  • Ricardo Malta  30/09/2016 16:50
    "A "situação econômica da Inglaterra" não mudou pós-Brexit, mudaram as expectativas momentâneas, porque o "Brexit", apesar de aprovado no em referendo ainda não aconteceu."

    Lógica sensacional.

    Segundo você, o Brexit será péssimo. Ok. No entanto, as expectativas momentâneas melhoraram (e em níveis recordes) porque esse péssimo, embora garantido, "ainda não aconteceu".

    Brilhante.

    Veja uma lógica idêntica: o Brasil aprova em um referendo adotar o Bolívar, a moeda venezuelana, como moeda nacional. Isso irá acontecer, mas não se sabe quando. Por causa dessa incerteza, as expectativas econômicas disparam, e chegam aos melhores níveis em décadas.

    Faz muito sentido, né? As expectativas econômicas disparam a níveis inauditos porque algo de péssimo está para acontecer...

    "Para ressaltar o tom falacioso tanto do artigo [...]"

    Falacioso é dizer que algo péssimo que está para acontecer faz disparar as expectativas econômicas a níveis não-visto há décadas. Completamente sem sentido.

    "O que "os números" dizem é que AS EXPECTATIVAS no momento estão positivas".

    As expectativas não estão positivas; elas se tornaram positivas, após anos de negatividade. A diferença entre "estar" e "se tornar" é abissal.

    Mas, como diz o próprio texto (o qual você involuntariamente, e hilariamente, confirma), catastrofistas jamais dão o braço a torcer, inventando as mais bizarras desculpas. Essa sua, então, foi a melhor: as expectativas ficaram boas porque algo de ruim foi aprovado e vai acontecer.

    "Favor aprender a ler."

    No seu caso, nem isso basta. A questão é a ignorância econômica, mesmo.
  • Scheidegger  30/09/2016 17:01
    A Suíça não faz parte da União Europeia e mantém livre comércio com todos os países da região. Pela lógica do Felipe, qualquer país que queira ficar mais próximo do modelo suíço está fazendo errado. E se os indicadores econômicos desse país reagem positivamente em decorrência dessa escolha, então é porque os otários simplesmente ainda não se deram conta de quão ruim foi a escolha.

    Eis a lógica dos defensores do centralismo estatal.
  • Felipe Scolfaro  30/09/2016 18:40
    hahaha vocês são piores que os petralhas... doutrinados e doutrinários mesmo... Não falei nada da Suíça, que nunca aceitou entrar no bloco... Quem entrou e aceitou as cláusulas (entre elas as pesadas punições em caso de desfiliação do bloco) foi a Inglaterra... Ação e reação. Sobre o mercado reagir positivamente, e como eu digo expectativas: a precificação inicial do Brexit previa reação imediata da UE, a reformulação do cálculo após o início das tratativas responde em parte por melhora na expectativa. Depois eu que sou ignorante :D
  • Tulio  30/09/2016 19:28
    "a precificação inicial do Brexit previa reação imediata da UE"

    Ok, vamos analisar os fatos. Desde o início do ano, ninguém apostava no Brexit. Até as vésperas da votação, todas as pesquisas davam que o "permanecer" ganharia. Ou seja, não havia nenhuma precificação para a "saída". Todos apostaram no "permanecer". E, ainda assim, o FTSE só andava de lado, mês após mês. Pode conferir aqui:

    cdn.tradingeconomics.com/charts/united-kingdom-stock-market.png?s=ukx&v=201609281355o&d1=20160101&d2=20160928&area

    Imediatamente após a votação, que surpreendeu a todos, houve a turbulência inicial (posições sendo desfeitas). Hoje, no entanto, o FTSE está no nível máximo do ano, muito maior do que onde estava em qualquer outro período do ano, quando todos davam como certo que o "permanecer" ganharia. De novo, pode conferir no gráfico acima.

    E confira também os da indústria:

    cdn.tradingeconomics.com/charts/united-kingdom-manufacturing-pmi.png?s=unitedkinmanpmi&lbl=0&v=201609072315o&d1=20160101&d2=20160928&type=line

    Pergunta inevitável: se, como você diz, a saída será uma tragédia, e se os números só melhoraram porque a efetiva saída foi postergada, então por que diabos os números de hoje são muito melhores que os dos meses anteriores, quanto todos davam como certa a permanência?

    Seu raciocínio não faz sentido nenhum. Ele faria sentido se os números tivessem apenas "parado de piorar". Aí sim seu argumento estaria certo. Afinal, há um evento ruim se aproximando, mas com data ainda incerta. Nesse cenário, haveria uma interrupção da piora.

    Agora, não foi isso o que aconteceu. Não é nem que os números pararam de piorar; eles simplesmente melhoraram, e muito. Estão muito melhores do que estavam durante todos os outros meses do ano, quando todos davam como certa a permanência.

    Como você explica?

    "a reformulação do cálculo após o início das tratativas responde em parte por melhora na expectativa."

    De novo: "reformulação do cálculo após o início das tratativas" explicaria uma interrupção da piora. Agora, qual a explicação para os números terem disparado, ficando muito melhores do que estavam durante todos os outros meses do ano, quando todos davam como certa a permanência?

    "Depois eu que sou ignorante"

    De fato.
  • Bruno Martins  01/10/2016 19:54
    Sinto-me engrandecido com a discussão. Obrigado!
  • Caio Prado  14/12/2016 01:17
    Isso é óbvio que aconteceria, mas socialistas não conseguem aceitar.
  • a  28/01/2017 14:40
    Trump será o melhor presidente dos USA, transformando-o no maior país do mundo.
  • apenas curiosidade  28/01/2017 15:07
    Esse artigo foi em 28/09/2016.

    A afirmativa de que "os números da economia britânica melhoraram após o Brexit" continua inalterada para o dia de hoje?

    É só curiosidade mesmo
  • Malthus  28/01/2017 17:21
    Você não leu o primeiro parágrafo do artigo, que diz "Atualização em 28/01/2017"?Ali há dados atualizados e fresquinhos, divulgados esta semana.
  • Nassau Senior  28/01/2017 19:53
    Beleza.
  • João Esquisito  28/01/2017 19:52
    Off:


    Mises não teve filho?

    Hayek não teve filho?

    George Reisman não tem filho?

    Hazlitt não teve filho?

    Rothbard não teve filho?

    Kirzner não tem filho?

    Hoppe não tem filho?

    Sennholz não teve filho?


    Esses caras não procriam?

    Qual o lance aí?
  • Bernardo Rohrbacher  30/01/2017 11:27
    Só o Milton Friedman, o pior da escola de Chicago teve filho.
  • Insider  30/01/2017 11:48
    Hans Sennholz teve, sim, filhos.

    Um deles, Robert Sennholz, inclusive tem um site:

    www.inflationomics.com/

    Mises passou toda a parte produtiva de sua vida fugindo dos nazistas. Casou-se com uma mulher que já tinha filhos. Mises, portanto, teve enteados.

    Hoppe é casado com uma muçulmana. (Caiu de costas?) Não sei se têm filhos.

    Nada sei sobre os outros.
  • Eduardo  29/01/2017 14:06
    Vejam o óbvio... você continua trabalhando e produzindo além do seu consumo, logo seu celeiro tende a ficar cada vez mais cheio! A não ser que surjam ratos e pragas roedoras pra devorar sua produção, não existe lógica para diminuição do seu produto uer!
  • Fernando  29/01/2017 18:58
    Por que motivos a Escócia quer continuar na UE? Se para o Reino Unido é melhor ficar de fora as regulamentações e imposições de Bruxelas, por que este independentismo e pensamento pro-UE escocês?
  • Paulo Bat  30/01/2017 00:45
    Não seria melhor você fazer esta pergunta para os escoceses? Só que, é claro, você tem que fazer em Inglês.
  • Pobre Paulista  30/01/2017 11:33
    Porquê eles ganham dinheiro da UE
  • anônimo  29/01/2017 21:46
    O Reino Unido possui imposto de renda sobre PJ de 20%, imposto de renda sobre pessoas física de até 45%, e imposto sobre vendas de 20%.

    A economia da Inglaterra parece ser interessante para os empresários. Um empresário inglês paga metade do imposto de renda de um americano. Por mais que o imposto sobre consumo e renda de pessoa física sejam maiores no Reino Unido, o que realmente faz a diferença para o empresário é o imposto de renda. Uma diferença de 19% de imposto sobre PJ faz toda a diferença.

    Estoquir empresários não enriqueceu país nenhum.



  • Nascimento  30/01/2017 10:58
    God Save The Queen
  • Esquerda Consciente  30/01/2017 12:04
    Vocês adoram falar sobre impostos e regulações, como se isso fosse de fato o fator fundamental para o desenvolvimento ou não de algum país...Oque não conseguem explicar é a razão do Haiti ser tão miserável, apesar de ter uma das menores, senão a menor carga tributária da América Latina. Please, não culpe as catástrofes naturais, pois, há países que lidam com situações mais adversas e são extremamente desenvolvidos.
  • Pobre Paulista  30/01/2017 12:12
    Tem respeito à propriedade privada no Haiti? Tem cultura de acumulação de capital?

    Pois é, a única catástrofe natural por lá é o pensamento anti-capitalista.
  • Indivíduo Inteligente  30/01/2017 12:14
    Nem precisa. Há um artigo inteiro sobre o Haiti. Divirta-se:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=978

    Detalhe: a argumentação nunca foi sobre impostos. Impostos são apenas uma das questões.

    O que gera riqueza é divisão do trabalho, poupança, acumulação de capital, capacidade intelectual da população (se a população for burra, a mão-de-obra terá de ser importada), respeito à propriedade privada, segurança institucional, desregulamentação econômica, facilidade de empreender, moeda forte, ausência de inflação, empreendedorismo da população, leis confiáveis e estáveis, arcabouço jurídico sensato e independente etc.

    O Haiti tem alguma dessas características? Uma mísera que seja? Pois é...

    Tenta de novo.
  • Tio Patinhas  30/01/2017 20:51
    E no Doing Business posso ver que tem muita regulação:

    www.doingbusiness.org/data/exploreeconomies/haiti

    Basta ver a quantidade de procedimentos e custo para abrir uma empresa, por isso eles estão na posição 188 (e o Brasil 175...).
  • Ricardo P  25/02/2017 04:54
    E os empregos começam a fugir de Londres:

    www.independent.co.uk/news/business/news/brexit-latest-news-uk-banks-eu-single-market-access-clever-schemes-bundesbank-andreas-dombret-a7598271.html

    Para quem não lê em inglês, em resumo, UBS e HSBC vão mover possivelmente cerca de 1000 postos de trabalho de Londres para a EU. Não estou opinando a favor nem contra, só relatando os efeitos da escolha inglesa. E como a Inglaterra sempre dividiu com a Alemanha a liderança financeira servindo como ponte para a União Européia, e tal setor paga enorme quantidade de impostos, haverá um duro aperto nas finanças públicas. Se isso será compensado pela liberdade regulatória adquirida pela saída, veremos todos nos próximos anos (ou décadas). Certo é que produtos ingleses vão sofrer para serem exportados porque - sendo ou não da CE, para exportar para a CE tem que cumprir seus requisitos, qual seja, para o comércio exterior da Inglaterra vai ser um pesadelo.
  • Thales  25/02/2017 13:17
    Mas que cascata da grossa essa sua, hein, cidadão? A notícia não fala nada disso de "empregos fugindo de Londres". A notícia fala, isso sim, que um burocrata do Banco Central alemão está fazendo ameaças a alguns bancos britânicos, em seu desespero para manter a União Europeia viva e auferindo receitas.

    Quanto aos empregos britânicos, eis aqui a evolução: a taxa de desemprego caiu de 8,5% para 4,8%.

    cdn.tradingeconomics.com/charts/united-kingdom-unemployment-rate.png?s=ukueilor&v=201702212024t&d1=20070101&d2=20171231

    É perfeitamente possível criticar o Brexit -- eu mesmo não estou certo de ter sido uma coisa boa --, mas mentir não deve ser ferramenta do jogo.


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