A situação do Deutsche Bank coloca Angela Merkel entre a cruz e a espada
E os gregos e italianos, ao menos temporariamente, estão tendo algum deleite

Há algumas palavras que, quando colocadas juntas, formam uma dupla sem par.  'Itália' e 'eficiência', por exemplo.  Ou 'Inglaterra' e 'gastronomia'.  E 'Alemanha' e 'crise bancária'.

A imagem que temos dos bancos alemães, e da economia alemã, como sendo sólidos como uma rocha está arraigada em nossa mente, que é difícil acreditarmos que algum deles possa estar com problemas.

E, no entanto, está cada vez mais difícil ignorar este "acidente de trem em câmera lenta" em que se transformou o Deutsche Bank, o maior banco da Alemanha, um dos maiores do mundo, e aquele que já foi visto como a mais robusta instituição financeira da Europa.

Detentor do maior volume de derivativos de toda a Europa, o Deutsche Bank possui elos com praticamente todas as grandes instituições financeiras da região.  O que significa que, se o banco começou a afundar, é porque algo de grande está acontecendo.  E se o banco de afundar, todo um perverso efeito dominó ocorrerá.

As ações do DB já caíram 16% desde o dia 15 de setembro, e já desabaram mais de 20% desde o dia 9 de setembro.  Ou, dito de outra forma, o banco perdeu um quinto de sua capitalização de mercado em menos de duas semanas.

Atualmente, as ações estão em seu menor valor em 20 anos, bem menor do que o valor mínimo atingido no ápice da crise financeira de 2008.  Ontem, segunda-feira, caíram para menos de 10,70 euros.  Há um ano, estavam em 27 euros.

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Ainda mais assustadora é a semelhança com a trajetória do Lehman Brothers, cujo colapso foi o estopim da crise financeira de 2008.

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As eventuais consequências

Ainda durante o último fim de semana, a chanceler alemã Angela Merkel entrou em cena afirmando que não haverá nenhum pacote de socorro do governo alemão ao banco.

Se ela realmente estiver falando sério, então os eventos vindouros prometem ser interessantes.  Se o governo alemão não socorrer o banco — como realmente não deveria fazê-lo —, todos os outros bancos que transacionam com o DB no mercado interbancário começarão a ficar nervosos e inseguros em lidar com o banco alemão.  E, como hoje já se sabe, o estopim da crise de 2008 começou realmente em 2007, quando a confiança no sistema bancário começou a evaporar.

Se o Deutsche Bank quebrar, vários outros bancos que lidam com ele podem ir junto.  Todos os bancos (e também empresas) que possuíam ativos do Deutsche Bank teriam seu capital imediatamente reduzido.  Ficando descapitalizados, sua capacidade de conceder novos empréstimos seria substantivamente reduzida: os bancos teriam de restringir novos empréstimos e requisitar a quitação antecipada de empréstimos pendentes, pois agora seu capital sofreu uma redução.  

E, dado que o sistema bancário trabalha com reservas fracionárias, tal medida inevitavelmente iria gerar um processo deflacionário, pois isso faria com que várias contas-correntes que foram criadas para esses empréstimos fossem encerradas.  Na prática, os bancos estariam requisitando a devolução de um dinheiro que está na economia.

Por isso, praticamente nenhum governo permite a quebra de um grande banco.  As consequências para a economia podem ser devastadoras: a acentuada deflação monetária que isso geraria poderia levar a economia para uma profunda depressão.

E, dado que a atual situação dos bancos europeus já é delicada, por causa da política de juros negativo do Banco Central Europeu, a eventual quebra de um gigantesco banco alemão seria a pá de cal sobre a economia da região.

As causas

O Deutsche Bank vem cambaleando há mais de um ano.  Ainda em julho, o banco alemão anunciou uma acentuada queda em suas receitas e lucros.  Em fevereiro, em meio a uma derrocada no preço de suas ações, um de seus executivos-chefes, John Cryan, emitiu um comunicado assegurando aos seus funcionários e investidores que a instituição estava "sólida como uma rocha".  Qualquer pessoa que se lembre de 2008 sabe que isso é exatamente o tipo de coisa que um CEO de banco diz imediatamente antes de a coisa toda explodir.

Desde então, as notícias variam de ruins a péssimas.  Para começar, o banco levou uma série de "calotes brandos" de países periféricos da zona do euro, majoritariamente da Grécia e da Itália, que tiveram o valor de sua dívida reestruturada para baixo.  Adicionalmente, há suspeitas de que o banco está com problemas em seus derivativos relacionados à taxa Libor e ao mercado de câmbio.  Para culminar, no início de setembro, o Departamento de Justiça americano impôs ao banco uma multa de US$ 14 bilhões relacionada à venda de títulos hipotecários.

O banco está tentando cortar custos e restaurar sua lucratividade, mas, até o momento, não tem sido bem-sucedido.  Especula-se que ele nem sequer tenha o dinheiro para pagar a multa do Departamento de Justiça americano.

A encruzilhada de Merkel

Um recente artigo na revista Focus relata que altos funcionários do governo alemão garantem que a chanceler Angela Merkel está irredutível em sua decisão de não socorrer o banco.  Não haveria assistência caso o banco não conseguisse elevar seu capital — necessário para se manter solvente — e o governo alemão também não está planejando intervir para reduzir a multa imposta ao banco pelo governo americano.  Se o banco está com problemas, então ele está por conta própria.

A postura de Merkel é compreensível: afinal, se ela socorresse o banco, ela seria vista pela Europa e por todo o mundo como uma grande hipócrita.  A Alemanha, com Merkel à frente, sempre se posicionou como a guardiã da responsabilidade financeira na zona do euro. 

Ainda ano passado, a Grécia enfrentou uma crise bancária que não só manteve os bancos fechados por algumas semanas, como ainda esvaziou completamente os caixas de atendimento automático.  A Alemanha foi inflexível em não permitir resgates ao país

Este ano, está ocorrendo uma crise bancária na Itália: seu banco mais antigo, o Banca Monte dei Paschi di Siena, está insolvente.  A Alemanha foi irredutível: as regras da zona do euro dizem que os correntistas do banco é que devem arcar com as perdas quando o banco se torna insolvente. 

[N. do E.: em termos práticos, o dinheiro que está na sua conta-corrente, na sua conta-poupança ou em CDBs é confiscado de você e incorporado ao patrimônio líquido do banco, aumentando seu capital.  O dinheiro que até então era contabilizado como um passivo para o banco torna-se um patrimônio líquido do banco.  Foi isso o que aconteceu no Chipre em 2013.  Esse método é chamado de bail-in].

Se o governo alemão, após tudo isso, decidir socorrer seu próprio banco, ao mesmo tempo em que negou socorro aos bancos dos outros países, a medida parecerá, para ser bem brando, um pouco incoerente.  No mínimo, as pessoas começarão a pensar que há uma regra exclusiva para a Alemanha e outra para todo o resto.  Com efeito, seria impossível continuar mantendo uma linha-dura em relação à Itália e à Grécia.

Por outro lado, se o Deutsche Bank quebrar e o governo alemão nada fizer para socorrê-lo, isso será um devastador golpe à maior economia da Europa — e ao sistema financeiro global.  Ninguém realmente sabe quais seriam as perdas totais e qual será o impacto sobre todo o sistema financeiro.  Certamente, seria um golpe fatal para o sistema bancário italiano.  Os bancos franceses e espanhóis seriam os próximos.  Pior ainda: a economia da zona do euro, com a França e Itália de volta ao crescimento zero e ainda lidando com o impacto do Brexit, dificilmente está em boa forma para absorver um choque desta magnitude.

O fato é que, de certa forma, uma "crise bancária alemã" traria, ainda que brevemente, algum deleite para italianos e gregos, que sempre receberam duros sermões da Alemanha sobre "se ater às regras da União Europeia", para não mencionar as recorrentes admoestações do ministro das finanças alemão Wolfgang Schäuble de não utilizar dinheiro público para socorrer bancos, mas sim recorrer ao bail-in.

Conclusão

Se os € 42 trilhões em derivativos — valor três vezes maior que o PIB da União Europeia — que estão no portfólio do banco repentinamente perderem sua contrapartida, os danos sistêmicos podem ser sem precedentes.

A cruz e a espada são as opções de Merkel.  Um colapso do Deutsche facilmente aniquilaria sua carreira política.  Por outro lado, seu resgate poderia significar o fim do euro e da União Europeia. 

Olhando em retrospecto, a ironia é interessante: por vários anos, todos os analistas se concentraram na periferia da Europa, imaginando estar ali o maior potencial de contágio bancário.  No entanto, a maior bomba-relógio de todo o setor bancário europeu sempre esteve exatamente no núcleo daquele que era considerado o mais seguro e mais estável país da região. 

Mas, agora, não vai dar para culpar a "falta de regulação"...

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12 votos

SOBRE O AUTOR

Matthew Lynn
é colunista do site MarketWatch.




O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Bruno Feliciano  27/09/2016 14:50
    A crise mundial que esta por vir,será pior que a de 2008?
    Oque a Alemanha deve fazer?
    E o Trump se eleito,este teria mais chances de aguentar o tranco e ate quem sabe recuperar?

    O brasil,tentando sair de uma recessão sofreria muito com isso.Se continuarmos nesse passo vagaroso pra sair da recessão,encontraremos uma crise mundial que vai nos afundar ainda mais nessa recessão.

    Sera que depois dessa futura crise,os keynesianos vão se tocar?O pior vai ser os democratas,que vão reforçar seus argumentos de fechar a economia para supostamente ''proteger'' da crise externa,como foi em 2008.

    Que futurou preocupante e incognito!
    Abraços
  • Pobre Paulista  27/09/2016 15:37
    Sim, Nada, Não, Não.
  • Jhonny38TAO  27/09/2016 17:28
    Pobre paulista pode ficar tranquilo se o Trump ganhar ele concerteza aguenta o tranco, ele é o cara mano.... O pai deixou ele milionário, ele virou bilionário, coisa que pouquíssimos fizeram na história da humanidade.. A maioria acaba em nada. Então eu respondo SIM, ELE GANHANDO NIMGUEM SEGURA NUNCA MAIS OS EUA.
  • Bruno Feliciano  27/09/2016 20:29
    ''se o Trump ganhar ele concerteza aguenta o tranco''

    Desculpe,mas você esta sendo muito otimista,acho que ele tem mais competência na economia do que a Hillary(Atrapalharia menos).
    Mas ele é um nacionalista,então não espere um livre-mercadista...Quero saber como é que vão segurar isso ai,se ainda estão cogitando a hipótese de outro pacote de estimulação a economia como o Obama e Bush fizeram,não consigo acreditar que depois desse ''boom and bust'' ainda vão insistir nessa porcaria intervencionista.
  • Pobre Paulista  27/09/2016 22:14

    @Jhonny38TAO, isso não depende dele, a hora que a crise chegar ela vai fazer o estrago que for necessário. Do jeito que você fala, parece que políticos tem algum tipo de superpoder sobre as leis econômicas.
  • Bruno Feliciano  28/09/2016 00:50
    Singapura,Australia,Hong Kong,Nova zelandia,e Escandinavos

    Vão sofrer muito com essa futura crise?
    Se sim,qual a saída?
  • William Gato  27/09/2016 20:37
    já faça uma carteirasinha de ouro mais (a curto prazo, só para o stopim) dólar, franco suiço e bitcoin. Aproveitando que estao de certa forma, comparado ao real, em baixa e caindo. E acho que tem mais uma útilma queda desses para depois irem para lua.
  • WDA  29/09/2016 15:32
    Bruno Feliciano, o que Merkel deveria fazer seria desregulamentar mais o sistema bancário alemão e a economia alemã em geral. Com isso, as próprias pessoas teriam mais meios de buscar alternativas para si mesmas diante da crise, adaptando-se com mais rapidez às novas circunstâncias e fazendo a economia florescer.

    As regulamentações favorecem as crises porque criam incentivos que geram diversos desequilíbrios na economia. Ao mesmo tempo elas impõem restrições que impedem as pessoas de tomar atitudes adaptativas rápidas e adequadas diante dos cenários de crise surgidos.

    A desregulamentação não impede que haja crises, mas torna-as menores, mais localizadas e garante que as pessoas tenham mais recursos e mais meios para lidar com elas e superá-las.
  • Bruno Feliciano  29/09/2016 16:29
    Concordo,minha pergunta foi referente justamente a isso.

    Não há o que se fazer,a m**** está feita e terão que limpar.Desregulamentar agora só seria bom para não causar futuras crises e ficar nesse ciclo vicioso.

    O problema é que agora não tem jeito,ela salva ou não salva o banco?
    Pra min ela tem que se manter coerente e deixar quebrar,por maior que seja a crise.
    Mas e se ela salvar para tentar aliviar a barra e consequentemente ''adiantar'' o progresso desregulamentando?

    Se ficar o bicho come e se correr o bicho pega.

    Existe algum país que não opera com reservas fracionarias?

  • mauricio barbosa  27/09/2016 15:18
    Enfim "se correr o bicho pega,se ficar o bicho come",é políticos a mentira tem perna curta,é sempre a mesma história,"faça o que eu falo,mas não faça o que eu faço",que em outras palavras significa "quem parte e reparte gosta de ficar com a melhor parte"...
    Livre-mercado agora ou nunca.
  • Renan Merlin  27/09/2016 15:18
    Qual o segredo pra Alemanha ser um pais rico depois de um século de guerras, nazismo, intervencionismo, populismo e comunismo?
    A França eu ate entendo ser um pais rico apesar do esquerdismo, pois colonizou metade da Afríca durante 3 seculos mas ainda sim vive tendo problemas econômicos apesar do Pib alto mas os Alemães são foda.
    Quando Hitler dizia que os alemães são superiores ele não deve estar errado.
    Qual o segredo pra quem conhece a alemanha melhor?
  • Andre  27/09/2016 16:30
    Como a França se tornou rica?

    Crescimento de 5% ao ano em média por 30 anos com inflação baixa, la trente glorieuses.

    www.larousse.fr/encyclopedie/divers/Trente_Glorieuses/185974

    Ambiente de negócios bastante favorável para a época e bastante foco na indústria, referência mundial em metais especiais e cosméticos, esse papo de colônias é para aluno de oitava série acreditar, Portugal e Espanha tinham colônias até 4 décadas atrás e só chegaram a 70% do padrão médio europeu nos anos 90, sem colônias, mas com estabilidade monetária e crescimento sustentado.
  • Alexander Novarro  27/09/2016 15:19
    Só vou deixar a dica: Bitcoin
  • Paulo   27/09/2016 15:24
    Ouro. Nunca desvaloriza no longo prazo, é líquido em qualquer lugar do mundo a qualquer hora. O Bitcoin tem suas vantagens e desvantagens, ouro é ouro.
  • Capital Imoral  27/09/2016 15:40
    Qual a desvantagens do bitcoin?
  • Renan Merlin  27/09/2016 15:44
    Ouro tem uma vantagem sobre o Bitcoin. O Bitcoin serve "apenas" como reserva de valor mas não tem outra utilidade, ouro desde o inicio dos tempos em todas culturas e etnias gera fascinio
  • Um Cão  27/09/2016 15:35
    Estava justamente lendo sobre o DB no zero hedge e logo veio o artigo aqui no mises...

    Pois bem, será que os criminosos...digo... governantes da alemanha vão tentar apagar o fogo com gasolina ou vão deixar queimar do jeito que está?

    O artigo menciona que caso não haja socorro por meio do governo, ocasionaria uma deflação monetária... más isso não necessariamente significaria uma valorização do euro, estou certo? Uma fuga para outras moedas/ouro/bitcoin poderia vir acontecer?
  • Murdoch  27/09/2016 16:15
    Um Cão,
    me tira uma dúvida: Como colocar foto no perfil?
  • Um Cão  27/09/2016 16:43
    https://secure.gravatar.com/
  • Gabriel  27/09/2016 18:14
    Também vi esse artigo no Zero Hedge, apesar de não entender muito bem inglês deu pra perceber que a coisa é realmente muito grave.

    Agora, na minha opinião, o Euro ao invés de se valorizar tende a simplesmente se esfacelar. Isso porque o epicentro da crise será na própria Alemanha, que é a fiadora do Euro, se ela quebrar o Euro vai junto.

    Agora eu confesso que estou realmente muito curioso para ver qual será o desfecho da crise financeira que se avizinha.
  • Vagner  27/09/2016 15:45
    "Por outro lado, seu resgate poderia significar o fim do euro e da União Europeia. "

    Regasta Merkel!
  • FL  27/09/2016 17:01
    Caro Vagner, pensei a mesma coisa... resgata, comprova a incoerência inerente de todo e qualquer governante, acaba com o euro e não ferra o mundo todo
  • Renan Merlin  27/09/2016 17:14
    E Eu achando que o Euro ia destronar o dolar americano.
  • WDA  29/09/2016 16:55
    O problema é que essa atitude apenas PODE - mas provavelmente não vai - representar o fim do euro e da União Européia. O mais provável e realista é crer que com o eventual resgate - e isso também geraria crises - os burocratas da UE chegassem (por má-fé) à conclusão contrária, insistindo que o episódio prova que não há o que fazer em tal caso senão ajudar os bancos, e que para "evitar" isso no futuro seria necessário mais regulação - que na verdade, como bem sabemos, é a CAUSA deste problema.

    Diante disso, logo a mentira seria veiculada com ar de verdade absoluta pela grande mídia de todo o mundo. Especialistas muito bem pagos para mentir descaradamente dariam aval à idéia de mais regulação. Algum cretino escreveria algum trabalho cheio de falhas lógicas, defendendo tal idéia e logo seria cotado para o prêmio Nobel.

    Com isso, milhões de cidadãos incautos e desconhecedores de economia no mundo todo acreditariam na mentira propagada pelos burocratas e seus intelectuais orgânicos. Logo um monte de inocentes úteis estariam repetindo a mentira como se verdade fosse e enalteceriam as nocivas medidas adotadas.

    Por fim, tanto os inocentes úteis quanto pessoas de bom-senso que percebessem o abuso das medidas nada poderiam fazer, pois o Estado tem o poder de impor arbitrariamente esse tipo de decisão aos cidadãos. E é o que ocorreria. O Estado ajudaria o banco insolvente e, percebendo ou não a ineficácia dessa medida para remediar crises econômicas e a própria hipocrisia de burocratas como Angela Merkel, a verdade é que o povo acabaria mesmo tendo que arcar com o prejuízo.

    Por isso, é melhor que ela não ajude o banco, deixando assim de criar uma crise maior ainda para o futuro e evitando um acirramento de regulações que escravizam a população e estrangulam a economia, sendo ao mesmo tempo capaz de mostrar que para ser burocrata nem sempre é necessário recorrer aos níveis mais perversos de hipocrisia.
  • Joaquim Saad  29/09/2016 19:13
    kudos 4u, WDS !
    (btw, o IMB devia possibilitar aos leitores avaliar c/ up\downvotes tanto os artigos como seus comentários).

    Sobre o trecho "...pessoas de bom-senso que percebessem o abuso das medidas nada poderiam fazer, pois o Estado tem o poder de impor arbitrariamente esse tipo de decisão aos cidadãos.", acho que hoje finalmente já há sim ao alcance de muitos algumas medidas c/ verdadeiro potencial "game changer" p/ se contornar\mitigar essa tirania dos governos imposta essencialmente pela monopolização do (pseudo-)dinheiro e do sistema monetário.

    Curioso em saber o percentual de frequentadores deste fórum que de fato já tomam iniciativas pessoais de combate efetivo ao poderio estatal nesse fronte, considerando a facilidade c/ que agora se pode adquirir e transacionar (transferir a outros como pgto e recebimento) tanto cripto-moedas como metais preciosos...
  • Luciano  27/09/2016 15:57
    O que podem fazem pessoas simples e como eu, que têm apenas algumas libras em conta corrente, pra se proteger um pouco da crise vindoura ? Sacar as libras ? Sacar em dólares ? Bitcoin ? Rezar ?
  • Andre  27/09/2016 16:41
    -Pequeno lote agrícola afastado dos grandes centros, com o devido conhecimento de cultivo;
    -10 a 15% do patrimônio em metal precioso, de preferência não declarado;
    -Ferramentas e habilidade para construir e raparar;
    -Armas e munição para emergências;
    -Saúde e forma física em perfeitas condições;
    -Patrimônio em bens facilmente liquidáveis como víveres ou pequenos veículos e moeda forte, nos dias de hoje quem sabe franco suíço ou mesmo as libras que já possui.
    -Emprego a prova de crise, como numa funerária ou remendando roupas.

    Vamos passar uma pausa e até mesmo um processo de regressão na divisão do trabalho, quem tinha as coisas acima passou bem pelos anos 30.
  • Renan Merlin  27/09/2016 17:45
    O Que faz o Franco Suiço ser a menina dos olhos das moedas fiduciarias? Ela é lastreada ou é consequência da econômia suiça?
  • hans  27/09/2016 20:04
    Economia forte e historicamente sólida (a mais sólida de toda a Europa), moeda forte e historicamente sólida (nunca tiveram inflação de dois dígitos), histórico de não-intervencionismo de seu governo, histórico de isolacionismo do país (nunca entrou em guerras e nem na União Europeia, o que significa que não recebe ordens dos burocratas de Bruxelas), empreendedorismo da população, alta aceitação do livre comércio.
  • brunoalex4  27/09/2016 17:47
    Aprender um pouco sobre sobrevivencialismo.
  • FBRIGO  27/09/2016 20:10
    Sensacional!! Já estou procurando meu lote para carpir!!! Vou trocar meu carro por um jipe, dequeles antigos. Grana no banco eu não tenho mesmo!!!!!
  • Gabriel  27/09/2016 18:15
    Simplesmente fique liquido (pode ser em libras mesmo) quando a crise se avizinhar e aproveite para comprar ativos bons a preços extremamente baratos.
  • Thiago Viana  27/09/2016 16:20
    O que os senhores fariam para proteger sua poupança da crise que está por vir? Ouro?
  • Vagner  27/09/2016 16:36
    Bitcoin. Mais seguro, mais fácil de armazenar e o mais importante: fácil de sonegar.
  • Economista da UNICAMP  27/09/2016 16:38
    Uma hipotética quebra do DB seria bom para alertar o mundo sobre o perigo das medidas ortodoxas(vide o Brasil...).

    Mais um QE seria bem vindo.
  • PeleLegal  27/09/2016 16:42
    Parecem me ser coisas distintas: Uma seria a Alemanha regastar um banco "seu", outra seria a EU resgatar um banco alemao.
  • Thick Skin  27/09/2016 16:53
    Não. As regras da União Europeia são claras: nenhum governo pode resgatar bancos utilizando dinheiro público.

    Não pode haver bail-out, só bail-in.
  • saoPaulo  27/09/2016 17:28
    Pqp!!!!!
    Mas não existe uma lei na qual o governo alemão cobre até €100k de cada correntista?
    Fodeeeeeeeeeeo!
  • Lúcio  27/09/2016 17:53
    Sim, é o FGC deles. Resolve, e apenas parcialmente, o problema dos correntistas. A questão é o efeito sobre o sistema bancário de reservas fracionadas.
  • L. Valverde  27/09/2016 17:28
    Caso o governo alemão resolva socorrer o DB, esse pacote de socorro seria através do BC europeu ? Se sim, a quem o BC europeu é subordinado e como são tomadas as decisões relativas ao euro?
  • Thick Skin  27/09/2016 17:50
    Em tese, o BCE é independente e não pode socorrer bancos. O que ele pode fazer é comprar títulos de governos em posse dos bancos. Mas ele já vem fazendo isso desde 2009, via QE.

    Não adiantará.

    E o governo, pela lei da UE, não pode socorrer bancos com dinheiro público.

    A atual política monetária do BCE -- de cobrar juros sobre as reservas bancárias -- é absolutamente trágica para os bancos, pois destrói seu capital.

    Veja este artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2497
  • JP  27/09/2016 17:51
    Enquanto a Alemanha e a Zona do Euro não vão à bancarrota, continuo escutando o Metal Alemão. kkkkkkkkkkkkk
    Sugiro colocar essa banda nas introduções do podcast do Bruno Garschagen. kkkkkkkkkk

  • F. Shade  27/09/2016 19:48
    O mercado do dinheiro anda atribulado e no fim, tem força para levar populações inteiras por água abaixo. É muito questionável se as regulações atuais são suficientes para impedir o mercado financeiro de "suicidar" a todos, principalmente por que há sempre no horizonte a opção de serem "pagos" pelos impostos da população por seus erros comerciais. Muitos economistas alertam para o fato de que o sistema financeiro praticamente faz o que bem entende, correndo riscos altíssimos às custas de todos que dependem de dinheiro.

    Estava agora mesmo lendo uma ode ao dinheiro, por Rothbard, e não entendo como uma mercadoria tão especulada e cuja estabilidade seja tão essencial à sobrevivência de milhões pode ser entendida como algo que nos "salva" e "desenvolve".
  • Magno  27/09/2016 20:34
    "O mercado do dinheiro anda atribulado e no fim, tem força para levar populações inteiras por água abaixo."

    Correto. O dinheiro é monopólio do governo. O governo está no completo controle do dinheiro. Sendo o dinheiro um monopólio do governo, qualquer coisa que é feita com ele só pode ser feita com a anuência do governo.

    E quem dá essa anuência -- aliás, quem estimula todo esse arranjo -- são os bancos centrais.

    Ou você realmente acha que bizarrices como taxas de juros negativas, como as que ocorrem na Europa, são criações naturais do mercado? Quem você acha que criou o fenômeno da taxa de juros negativa senão os Bancos Centrais? E você acha que essa bizarrice não gera consequências negativas?

    "Muitos economistas alertam para o fato de que o sistema financeiro praticamente faz o que bem entende, correndo riscos altíssimos às custas de todos que dependem de dinheiro."

    O mercado financeiro só faz aquilo que os Bancos Centrais permitem. Quem fornece o dinheiro que circula no mercado financeiro são os Bancos Centrais. Na Europa, os programas de afrouxamento quantitativo implantados pelo Banco Central Europeu inundaram o mercado financeiro de dinheiro. Pior: inundaram de dinheiro justamente para que as pessoas especulassem no mercado financeiro, pois isso aditivaria os números do PIB.

    Por que você está dando passe livre para o real culpado de tudo?

    "Estava agora mesmo lendo uma ode ao dinheiro, por Rothbard, e não entendo como uma mercadoria tão especulada e cuja estabilidade seja tão essencial à sobrevivência de milhões pode ser entendida como algo que nos "salva" e "desenvolve"."

    A mais branda interpretação que posso fazer é que você tem dificuldades crassas de leitura. O artigo que você leu mostra que o dinheiro surgiu naturalmente no mercado e, com o tempo, foi se tornando cada vez mais estatizado, sendo hoje 100% estatal.

    Sim, por causa das manipulações do estado (Bancos Centrais), o dinheiro se tornou uma mercadoria extremamente especulada e totalmente instável. Este site dedica 80% dos seus artigos exatamente a este assunto, clamando pela abolição dos Bancos Centrais e pela desestatização do dinheiro. Que bom que você está começando a entender o problema de se entregar ao estado o estado no monopólio da moeda. Seja bem-vindo à nossa luta.
  • F. Shade  27/09/2016 23:22
    Não entendo as separações que se faz.

    O estado é quem controla o território e regula a terra como propriedades privadas. É aí que o mercado se apoia para existir. Não existe almoço grátis. Caso queiram a proteção judicial e policial (estatal) para manter territórios, terão que pagar algo. Esse acordão é a essência do estado. O banco central é a forma do governo querer participar também dos lucros do "aluguel". Pode ser uma atitude nefasta, mas nefasta é também a aceitação da coordenação estatal sobre os territórios, que por essência nunca podem ser próprios de alguém.
  • David.  29/09/2016 13:09
    Com o imposto opcional um governo bom, eu não vejo problema em pagar o governo. Não existe almoço gratis, mas o se o almoço for ruim, quero ter a opção de não pagar.

    Alias se o governo é tão bom, por que ele não concorre com o mercado em todos os setores da economia ?
  • Murdoch  27/09/2016 19:52
    É a queda da União Europeia, se torna apenas uma questão de tempo até se esfacelar perante ao mundo.
    Países Baixos podem sair da UE para levantar sanções contra Rússia
    Estes países podem ser os próximos a deixar a União Europeia
  • Tulio Araujo  27/09/2016 20:02
    Tá, e qual a solução?
  • Professor  27/09/2016 20:09
    A solução? Aquela que, de tanto já ter sido repetida por este site em seus 8 anos de existência, vários leitores pediram para que se parasse de falar nela, tão repetitiva já estava ficando: abolição dos Bancos Centrais, fim do monopólio estatal da moada, e adoção do padrão-ouro ou da livre concorrência de moedas privadas.

    Há um artigo inteiro detalhando como isso poderia ser feito:

    Propostas para uma reforma bancária completa e estabilizadora
  • Renan Merlin  28/09/2016 14:02
    Parece incrivel, o Banco Central dos pises é a unica "empresa" que faz de tudo pra desvalorizar seu produto. Ja imaginou o presidente da FORD preocupado com a valorização da sua marca?
  • Henrique Zucatelli  27/09/2016 20:18
    Como assim, "qual a solução"? Proteja-se meu caro. Moedas fortes, ouro e zero dívidas.
  • Henrique Zucatelli  27/09/2016 20:19
    Sinceramente não acredito que vão abandonar o DB, rachando a UE ou não.
  • Tulio Araujo  27/09/2016 20:05
    Por que o banco faz a cagada e eu, correntista, que tenho que pagar com o que acumulei do meu trabalho?? (bail-in)
  • Investidor Inteligente  27/09/2016 20:19
    Por que o seu banco faz a cagada e eu, que não sou correntista do seu banco, tenho de pagar com o que acumulei do meu trabalho (bail-out)?

    Você colocou seu dinheiro naquele banco por livre e espontânea vontade. Poderia, no mínimo, ter dividido seu dinheiro entre vários bancos (o FGC europeu cobre até 100 mil euros por depósito por banco).

    Eu faço isso aqui no Brasil. Nunca deixo mais de R$ 250 mil (limite de cobertura do nosso FGC) em um banco. Se ele quebrar, não perco nada. Simples.

    Ou então você poderia ter comprado ouro ou bitcoin.
  • Vagner  27/09/2016 20:40
    Porque você assinou um contrato.
  • Pobre Paulista  27/09/2016 22:15
    Porquê se você não sabe o que fazer com seu dinheiro, não merece tê-lo.
  • Tulio  28/09/2016 18:00
    vocês são tão radicais quanto o pessoal de esquerda. Vocês não são libertários.

    1° Não falei do meu dinheiro que está muito bem distribuído, mas nem todos possuem conhecimento de finanças. Por isso elas serão punidas?

    2° não é somente o dinheiro em conta que é roubado. Se a pessoa aplicou em um CDB do banco, este também sera roubado.

    Tem gente que prefere receber menos em um CDB de banco grande do que arriscar em um CDB que pague mais de um banco médio.
    Sem contar que a maioria, principalmente dos médios, só possuem liquidez no vencimento, ou seja, não posso sacar antes do vencimento.

    Sejam menos radicais e respondam com cortesia a todos que tenham dúvidas, ou não respondam nada.
    Vejam qualquer comentário do Leandro e verão que nunca usou de grosseria nas respostas
  • Leandro  28/09/2016 18:50
    Prezado Tulio, obrigado pela menção positiva.

    Vamos aos fatos:

    1) Muitos libertários são contra a prática de reservas fracionárias pelo sistema bancário. Consideram que isso é fraude. Por isso, defendem que, para depósitos à vista (conta-corrente), é preciso ter 100% de reservas. Nesse caso, mesmo que o banco quebrasse, nenhum correntista seria prejudicado.

    2) Portanto, a sua reclamação faz sentido do ponto de vista libertário, mas apenas para depósitos em conta-corrente.

    3) Por outro lado, aplicações em CDB ou em qualquer outro instrumento bancário que renda juros deixa de ser um mero depósito e se torna um investimento. E, como todo investimento, há riscos. No caso dos bancos, o risco é a quebra deles.

    4) Ainda assim, esse risco é amplamente mitigado pelo FGC (de 100 mil euros na Europa e de 250 mil reais no Brasil). Ou seja, investir no sistema bancário é algo 100% seguro até um determinado valor. Isso é algo que não existe para nenhum outro investimento em nenhuma área da economia. De certa forma, é uma mamata.

    Portanto, ficamos assim: reclamar que um correntista perdeu dinheiro com a quebra de um banco é algo condizente com a filosofia libertária, pois representa uma crítica ao sistema de reservas fracionárias.

    (Mesmo assim, vale enfatizar, ele não perderá nem um centavo caso tenha depositado menos que o valor coberto pelo FGC).

    Por outro lado, reclamar que perdeu dinheiro decorrente de um investimento de alto valor que fez em um banco -- algo totalmente opcional -- não é sensato. Não existe isso de investimento 100% seguro. E, de novo, para valores cobertos pelo FGC você não perde nada.

    Portanto, os outros comentaristas estão corretos, por mais inapropriado que tenha sido o tom. (E, convenhamos, o tom deles foi estritamente idêntico ao seu, que foi quem começou tudo).
  • Pobre Paulista  29/09/2016 18:49
    A polícia libertária voltou, já estava com saudades dela.

    "1° Não falei do meu dinheiro que está muito bem distribuído, mas nem todos possuem conhecimento de finanças. Por isso elas serão punidas?"

    SIM. Se você não sabe dirigir um carro, bate e dá perda total nele, sua punição é ficar sem seu veículo. Se você vai manipular uma arma sem saber como funciona, você pode atirar em você mesmo, e será punido com a própria vida. E se você quer deixar seu dinheiro no banco, mas não sabe como o banco funciona, você corre o risco de perdê-lo todo.

    "2° não é somente o dinheiro em conta que é roubado. Se a pessoa aplicou em um CDB do banco, este também será roubado."

    Já explicado pelo Leandro, mas a primeira explicação também se aplica aqui.

    Desculpe meu caro, mas a vida vem sem garantias, a não ser a morte. Não mande a conta da ignorância para terceiros.
  • Pobre Paulista  29/09/2016 19:48
    Que tristeza, achei que estava resolvido esse problema das respostas mal aninhadas. Essa minha última foi direto para o
    Tulio 28/09/2016 18:00 , e não para o Leandro.
  • anônimo  29/09/2016 20:00
    'Muitos libertários são contra a prática de reservas fracionárias pelo sistema bancário. Consideram que isso é fraude. Por isso, defendem que, para depósitos à vista '

    Leandro, essa é uma afirmação bizarra.Eu gostaria de saber quem é o libertário que NÃO considera isso uma fraude, e como é que um sujeito assim se diz libertário.
  • Leandro  29/09/2016 20:51
    Qual foi a "bizarrice"? O fato de eu falar "muitos" em vez de generalizar para "todos"?

    Eu não me considero a palmatória do mundo. Não tenho moral para sair distribuindo atestados de "real libertarianismo" para as pessoas.
  • Andre  27/09/2016 22:29
    Tanto investimento bom pra fazer, vai deixar dinheiro no banco, merece mesmo perdê-lo.
  • Companheiro Camarada  30/09/2016 00:55
    Mas atualmente, com meros dígitos eletrônicos valendo como dinheiro, nem faz mais tanta diferença para um libertário afirmar que reservas fracionárias são uma fraude...
  • Joaquim Saad  30/09/2016 03:34
    Acho que ainda assim faz muita diferença, pois a "turbinada" na eterna inflação dos meios de pagamento através da concessão alavancada de crédito resultante do injusto sistema de reservas fracionárias (estendendo a pouquíssimos entes privados o enorme poder de multiplicarem "dinheiro" oficial já de curso tiranicamente forçado, emprestando-o em seguida a alguns privilegiados !) acaba ocultando da grande maioria a responsabilidade ainda crucial do governo pela mais abjeta modalidade de confisco (por simular indeterminação ou até a pretensa inexistência de sua autoria, diferentemente de impostos no sentido estrito) em que se configura a desvalorização contínua de moeda fiduciária monopolística, cuja criação (com ou mesmo sem "lastro" em dívida pública) e distribuição ficando direta e exclusivamente a cargo do próprio estado (i.e. compulsórios de 100%) iria evidenciá-lo como o único e verdadeiro causador dos desequilíbrios e desigualdades pecuniárias indevidas na sociedade (sendo que no arranjo atual, os bancos bem menos capitalizados do num full reserve é que acabam fazendo o "dirty work" de financiar os projetos megalômanos dos empresários "cronies", amenizando o crescimento ainda mais brutal no montante de títulos federais e na base monetária que de outra forma se verificaria.
  • Companheiro Camarada  30/09/2016 22:40
    Se for por estes motivos que você colocou, sem dúvida os libertários têm obrigação de dizer que esse sistema de reservas fracionárias é fraudulento.

    Mas às vezes este conceito de reservas fracionárias parece também um pouco enganoso. É como se houvesse uma parte que é dinheiro de verdade e outra não. Então, o que determina o que é dinheiro de verdade e o que não é? Lá nos Estados Unidos, por exemplo, atualmente é como se os bancos estivessem operando com 100% de reservas.

    E no mais, criar dinheiro do nada não pode ser considerado necessariamente uma fraude. Junta-se a isso o fato de que para as massas, é mais conveniente um ter um sistema em que a oferta monetária possa se expandir. Teoricamente eu até concordo que qualquer quantidade de dinheiro poderia servir para a economia, mas na prática isso muito difícil de acontecer. E esse sistema de certa forma permite que a oferta monetária se expanda. É danoso e muito perigoso, mas é o que há.
  • Joaquim Saad  01/10/2016 02:36
    Dinheiro monopolístico "de verdade" não pode ser criado do nada nem lastreado em outra coisa criada do nada (dívida), pois haverá sempre o nefasto flagelo do moral hazard de para quem e em que quantidade irá o financeiro mais recentemente parido do vento em moto-perpétuo pelo "dono do morro", o que exclui daquela categoria de sound money tanto o "dinheiro de banco central" (seu passivo em fiat money no padrão atual predominante) como também os meios de pgto criados pelos bancos comerciais, cujas reservas no caso americano a propósito só se encontram em níveis elevados recordes (porém ainda assim bem inferiores aos demais agregados monetários frequentemente empregados como se fossem depósitos à vista mas dispensados de recolhimentos compulsórios, apesar de causadores dos "busts") justamente porque foram prontamente recompostas pelo emprestador de última instância via QE's (e agora c/ "hell"icopter$ ?!) após o estouro da bolha creditícia imobiliária de 2008 por ele anteriormente permitida e estimulada como saída p/ o estouro da bolha predecessora em 2000 das "ponto.com" por ele anteriormente permitida e estimulada como saída p/...
    Ou seja, é a eterna festa do "wash, rinse, repeat" da qual só participam permanentemente os integrantes da cabala bancária e uma ínfima parte da sociedade que consegue se aproveitar do super-privilégio de criação de moeda outorgado e garantido pelo estado (!) exclusivamente àquele cartel, sendo imediatamente criminalizado e preso como "falsificador" atentando contra a "economia popular" todo sujeito que resolver entrar na farra produzindo seu próprio "bilhete de ingresso" num fundo de quintal qualquer ! :-(

    Se o governo não impôr o curso de nenhuma moeda oficial, aceitando passivamente a livre circulação de todo tipo de meios de troca na economia, rapidamente surgirão dezenas de formas de dinheiro c/ oferta controlada naturalmente pelo próprio mercado selecionando voluntariamente as melhores em detrimento das mais abundantes, configurando não um problema (conforme prega o zeitgeist keynesiano perma-inflacionista do último século) mas sim um excelente acontecimento a deflação de preços decorrente de eventual (e, neste arranjo, desejada) escassez monetária.

    Vejo como o maior perigo essa racionalização do status-quo vacilando em condená-lo sumariamente e denunciá-lo como a verdadeira estrutura imoral que é.
  • Companheiro Camarada  03/10/2016 22:20
    Está certo, Joaquim. Se é para desmoralizar o monopólio, chamar as reservas fracionárias de fraude é realmente muito útil, independente de se faz sentido ou não.

    E minha curtida para esse "hell"icopter$.
  • Joaquim Saad  04/10/2016 00:26
    Valeu !

    ps: quanto a fazer sentido chamar o sistema "frauducionário" do que ele realmente é, olha que nem toquei no mérito (central) dele configurar um atentado à propriedade privada ao conferir "múltiplos direitos de reivindicação sobre o mesmo dinheiro originalmente depositado por um único correntista", conforme muito bem apontado no artigo do F. Ulrich republicado na última sexta-feira.

    []'s
  • wg  27/09/2016 20:55
    Provas, por favor.
  • Bode  27/09/2016 22:10
    É como diria Shakespeare "much ado about nothing". Nada vai acontecer. O sistema bancário hoje e sempre trabalhou e trabalha com base na confiança. O governo alemão não ficaria passivo vendo o sistema bancário colapsar, e ninguem fará críticas a quem desarmar a bomba que pode levar estilhaços a toda a Europa. Não existe economia mais sólida que a alemã, e ponto final. O esto e conversa de quem anda assistindo filmes demais.
  • Joaquim Saad  28/09/2016 03:17
    Essa situação toda pode muito bem acabar sendo aproveitada pelos burocratas europeus p/ subliminarmente convencerem o povo a terminar acatando e até mesmo clamando por um resgate dos bancos a ser prontamente batizado de "nacionalização" via aquisição de suas ações (a valores "de face", certamente bem acima dos de "alface"\mercado) em troca de mais emissão de títulos públicos dos respectivos governos, amenizando na mesma tacada boa parte da angústia do seu Draghi de falta de papeis soberanos (principalmente os que mantiverem reput(ari)ação aceitável) p/ acrescentar à pilha de ativos no balanço do BCE, negativando as taxas de juros de lá p/ patamares ainda menores conforme tem buscado incansavelmente.
    E o DB certamente não ficará sozinho nessa "ajuda" ao super Mário: poderão contribuir outros figurões como Commerzbank, Monte Paschi, Santander, Credit Suisse, SocGen, etc, etc....
  • Ulrich  27/09/2016 22:28
    Vocês já ouviram falar que os bancos brasileiros são muito seguros, certo? E é verdade. E sabe por que é verdade?

    Porque no Brasil os acionistas controladores, administradores e conselheiros fiscais têm de responder com patrimônio pessoal no caso de o banco der prejuízo além do capital investido.


    No jargão de business, isso significa "alinhar os interesses". Coloquialmente, isso pode ser traduzido como "ter o seu na reta". Em inglês, "to have skin the game".

    Os bancos não são seguros devido à regulação bancária nem à sabedoria dos tecnocratas do Bacen. Os banqueiros brasileiros (isso vale para os privados apenas, óbvio) são mais prudentes porque sabem que terão de arcar com as consequências.

    Não surpreendentemente, em grande parte do mundo isso não ocorre, inclusive nos EUA. Daí a tomada de riscos excessiva.
  • Gabriel  28/09/2016 00:29
    Só uma dúvida, essa de botar o dos banqueiros "na reta" veio com o FHC após aquela reestruturação do sistema financeiro que eles fizeram após o plano real? Ou antes também era assim?

    Digo isso porque o FHC sempre fala muito que eles ajudaram os bancos mas não deram moleza para os administradores.
  • Matheus B.  28/09/2016 15:41
    E essa obrigação de colocar o dos banqueiros na reta não é um tipo de regulação do sistema bancário brasileiro?

    Em caso afirmativo, não seria uma situação em qua a regulação se mostra positiva em relação aos sistemas mais livres, inibindo a tomada de risco e protegendo a propriedade dos correntistas?
  • Libertário  28/09/2016 16:41
    Dizer que fraude é crime seria uma "regulação positiva"?

    Se sim, então ok. Mas aí, por lógica, dizer que homicídio é crime passível de cadeia também seria uma "regulação positiva".

    Igualmente, um policial (agente do estado) impedir um assalto (pois há uma "regulação" que diz que isso é crime) também seria uma "regulação positiva".

    Faz sentido?

    Lei instituindo imputação a "crimes contra a propriedade" e a "crimes de fraude" (como você bem descreveu) é o mesmo que lei instituindo cadeia para homicídio. Isso não é regulação no sentido popular do termo, mas sim proteção à vida, à propriedade e à liberdade, que são os pilares da ideologia libertária.

    Nenhum libertário diria que fraude, homicídio e assalto não são crimes. Muito pelo contrário. Não apenas são crimes, como devem ser rigorosamente punidos.

    Isso é defender regulação? Se sim, ok.

    Em todo caso:

    No atual arranjo financeiro, os bancos devem ser controlados?
  • Matheus B.  28/09/2016 18:58
    Libertário, não falei em fraude, e homicídio é homicídio em qualquer lugar do mundo.

    A situação descrita pelo Ulrich, que fiz referência, é a norma nacional de implicar o patrimônio dos banqueiros em caso de quebra. Pelo que entendi, isso é uma regulação local, diferente do que existe no caso dos EUA, como ele disse.

    A questão que se coloca é a seguinte: o sistema brasileiro, mais regulado, é melhor do que o sistema americano, menos regulado? Qual se alinha mais aos princípios libertários, tendo em vista a proteção da propriedade e a liberdade?

  • Libertário  28/09/2016 20:27
    Respondido no artigo linkado acima.
  • Matheus B.  29/09/2016 12:32
    Bacana, dado o arranjo, o brasileiro acaba sendo mais próximo do libertário, ainda que muitíssimo distante. Valeu pelo link.
  • Rhyan  27/09/2016 22:48
    Gostaria de saber o seguinte, vocês vão continuar exigindo login para quem acessa a biblioteca e quer baixar livros?
  • Rafael  28/09/2016 12:48
    Você já perguntou isso dia desses e já teve sua resposta. Essa interação entrou por engano e o webmaster (ou coisa que o valha) entrou de férias logo depois do site ser implantado. Ou seja, espere ele voltar
  • anônimo  27/09/2016 23:23
    Você já fez essa mesma pergunta na seção de comentários deste artigo.

    Criar um login não lhe tomará nem 10 segundos. Coloque um email qualquer e uma senha qualquer. Pronto. Ficará salvo no seu computador e você nunca mais terá de escrever de novo. Menos que 10 segundos.
  • Rodrigo Vaz  28/09/2016 00:01
    Muito legal esses artigos traduzidos que o IMB traz. Estou louco para ver quando essa bolha europeia estoura e seu efeito no Brasil hahaha.
  • Marco de Tropoja  28/09/2016 00:39
    Há alguma chance da Alemanha sair da UE?
  • NicolasBM  28/09/2016 01:10
    Troca "entre a cruz e a espada" por "entre a fice e o martelo" kkkkkkkkk
  • Murdoch  28/09/2016 02:18
    epocanegocios.globo.com/Economia/noticia/2016/09/protecionismo-segue-em-alta-e-ameaca-crescimento-diz-forum-economico-mundial.html?google_editors_picks=true

    Protecionismo segue em alta e ameaça crescimento diz Fórum Econômico Mundial
    E como é de praxe:
    Brasil cai 6 posições no ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial

    epocanegocios.globo.com/Empresa/noticia/2016/09/hyundai-estuda-aumentar-investimento-no-brasil-diz-ceo-da-montadora.html
    epocanegocios.globo.com/Empresa/noticia/2016/09/presidente-da-shell-diz-temer-que-vai-ampliar-investimentos-no-brasil.html

    E :
    epocanegocios.globo.com/Brasil/noticia/2016/09/tse-detecta-r-16-milhoes-em-doacoes-de-beneficiarios-do-bolsa-familia-para-campanhas.html

  • André  28/09/2016 02:53
    Opa, vou preparar a pipoca!
  • magdalena souto da silva  28/09/2016 11:20
    Excelente artigo,poderia até se intittular,"o dinheiro não perdoa".Não há fabrica sem custos.
  • Roberto Miglioli  28/09/2016 13:00
    E, no cenário de quebra do DB, qual o prognóstico para o dólar? Sobe, desce ou fica na mesma? E o Real?
  • Andre  28/09/2016 15:55
    USD sobe com toda certeza.
  • Joaquim Saad  28/09/2016 14:35
    Dispara no curto prazo, depois começa a derreter seguindo os QE's IV, V, VI... ?
  • saoPaulo  28/09/2016 15:45
    Pqp!!!!!
    Mas não existe uma lei na qual o governo alemão cobre até €100k de cada correntista?
    Fodeeeeeeeeeeo!
  • JUSTIÇA KISS  28/09/2016 19:56
    Pessoal,gostaria de saber o que vocês acham sobre a boate ''KISS'' no RS,que aconteceu aquela tragedia.

    Cabe o Dono indenizar ou não,é legitimo e não ''ofensivo'' a prorpeidade privada e aos principios libertarios?
    Justo o mesmos ser PRESO?

    Obrigado.
  • Roberto  28/09/2016 20:26
  • Ben_pm  29/09/2016 07:10
    Eu tenho uma dúvida que ainda não vi sendo respondida aqui no Brasil....Nos EUA, vejo caras como Harry Dent e Mike Maloney falando sobre uma super deflação com essa super bolha. Nesse contexto, o setor imobiliário seria altamente "corrigido", os preços cairiam vertiginosamente, uma verdadeira bolha imobiliária.

    Minha família tem um terreno de um bom valor em área residencial nobre, mas não sei se essa orientação é válida aqui no brasil também (haja vista também que aqui a nossa bolha já estourou antes...). Então aos entendidos pergunto: Sei que imóveis não tem liquidez imediata, e com diminuição de demanda o preço tende a cair, mas é de se esperar que imóveis no país percam valor significativamente como está previsto nos EUA? Valeria a pena se desfazer para investir em outra coisa ou vale a pena segurar para o médio e longo prazo?

    Uma outra questão é sobre a chance de contaminação do sistema bancário do brasil (sei que a crise vai pegarem vários pontos, monetário, econômico, mas a questão é sobre as instituições bancárias mesmo). O brasil se safou em 2008, dentre outras coisas, por não ter bancos tão alavancados, o que acho/espero que persista até hoje. Então quais seriam as chances ou motivos de "bail-in" no país?
  • Auxiliar  29/09/2016 14:39
    "Sei que imóveis não tem liquidez imediata, e com diminuição de demanda o preço tende a cair, mas é de se esperar que imóveis no país percam valor significativamente como está previsto nos EUA? Valeria a pena se desfazer para investir em outra coisa ou vale a pena segurar para o médio e longo prazo?"

    Isso vai de cada um e eu não tenho nenhuma pretensão de ser conselheiro de investimentos. Vou apenas dizer o que eu faria.

    Não acho inteligente ter imóvel para alugar. Economicamente, não faz o mais mínimo sentido. Para começar, em termos do preço do imóvel, a renda mensal gerada pelo aluguel é menor até mesmo que a poupança. Ou seja, se você vender o imóvel e aplicar na poupança -- que o investimento mais tosco que existe --, você ainda assim ganhará mais.

    Para piorar, sobre o seu aluguel você pagará impostos de renda (se o seu inquilino declarar).

    Adicionalmente, há o fato de que seu inquilino inevitavelmente irá depreciar seu patrimônio. Todo inquilino é naturalmente descuidado -- afinal, a propriedade não é dele; ele está ali apenas temporariamente.

    No mais, todas as despesas com reparos, manutenção e restauração serão suas, o que reduz ainda mais seu retorno líquido.

    Dito isso, parece que o período de queda nos preços do imóveis já passou. Na prática, começou em meados de 2012 (foi relatado em tempo real por este site; veja apenas um exemplo aqui). Nos próximos meses, a tendência é de estabilidade com viés de alta.

    "Uma outra questão é sobre a chance de contaminação do sistema bancário do brasil (sei que a crise vai pegarem vários pontos, monetário, econômico, mas a questão é sobre as instituições bancárias mesmo). O brasil se safou em 2008, dentre outras coisas, por não ter bancos tão alavancados, o que acho/espero que persista até hoje. Então quais seriam as chances ou motivos de "bail-in" no país?"

    Bail-in? Nula. Aqui é bail-out, mesmo. O Tesouro pegará nosso dinheiro para socorrer a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. Isso, aliás, já está sendo abertamente discutido.

    www.oantagonista.com/posts/em-2018-bb-e-caixa-nos-farao-lembrar-do-pt
  • Ben_pm  29/09/2016 17:35
    Obrigado pela resposta e sinceridade Auxiliar.

    Também concordo sobre os aluguéis...No entando, no caso eu disse que tinha é um TERRENO, não tem construção nenhuma para ser manutenida. Comprei por um valor X e três anos depois vale 12 vezes mais (condomínios fazem essas mágicas, rs), mas perguntei sobre a opinião não para fins de investimento, mas sim para manter o valor equivalente, sem ter o mesmo desabamento de preços imobiliários como vai haver nos EUA (o que você corretamente respondeu).

    Vi ontem, na grande mídia, que seria necessário um aporte à Caixa e ao Banco do Brasil em breve. Considere como já feito, até porque será amplamente apoiado pela população. Seria um suicídio político não "salvar", pois "é do povo, né? Ainda somos monoria.
  • Republica de Curitiba  29/09/2016 18:36
    Prezados,

    Uma dúvida de um aprendiz:
    Sendo que empresas gigantes conseguem financiar-se por juros muito menores que pequenas devido ao seu risco, isso não seria um impeditivo de prosperidade no livre mercado?
    Ou seria apenas uma barreira?

    Obs: Tenho ciência de que hoje o BNDES faz coisa ainda pior com suas "campeãs nacionais" - mas entendo que isso seria um impeditivo para crescimento em um cenário com empresas consolidadas.

    Obrigado!
  • Sergio  29/09/2016 19:54
    É claro que quem é pequeno e começa do nada tem mais dificuldade do que quem já está estabelecido.

    Essa questão da dificuldade e da facilidade vale para absolutamente qualquer área da vida: há pessoas que nascem habilidosos e há pessoas que nascem mais intelectualmente defasados; há os que nasceram em famílias boas e estruturadas e há os que nasceram em famílias despedaçadas; há os que têm uma habilidade nata nos esportes e há os em habilidade nenhuma.

    Os primeiros sempre terão uma maior vantagem inicial. Quem está surgindo no mercado agora não pode exigir ser visto com a mesma solidez de uma Votorantin e querer empréstimos com as mesmas condições. Isso não existe. É o equivalente a um garoto de 17 anos, amador, querer o mesmo salário de Messi e Cristiano Ronaldo.

    O que não pode é haver obstáculos artificiais à entrada. Não havendo, tudo se torna fair game.

    De resto, com a multiplicação e expansão das Fintechs, a tendência é o crédito ser cada vez mais desconcentrado dos bancos e mais acessível via P2P. Qualquer um poderá emprestar a quem quiser.
  • Republica de Curitiba  30/09/2016 16:13
    Convincente. Obrigado!
  • Hans  30/09/2016 13:52
  • GILBERTO OSNI KAESTNER  01/10/2016 01:40
    A união Européia sempre foi uma péssima idéia, equalizar a produtividade de povos diferentes é um tiro no pé.
    Transformar vários países em um só remonta desde 1815 dos globalistas.





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