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Liberem empresas aéreas estrangeiras para fazer vôos internos no Brasil
Isso seria mais eficaz do que apenas abrir as aéreas brasileiras para o capital estrangeiro

Leia esta notícia:

Debate sobre capital externo no setor aéreo vai da abertura total ao avanço gradual

O fim de restrições à participação de capital estrangeiro em companhias aéreas brasileiras foi debatido [no dia 8 de setembro] pela comissão especial de senadores que analisa o projeto de lei (PLS 258/2016) do novo Código Brasileiro de Aeronáutica.

Houve posições a favor da total abertura para o capital externo, com a queda do limite atual de 20% sobre o capital votante, ao lado de propostas para um avanço gradual, inicialmente para até 49%, com salvaguardas para proteger o mercado de trabalho de aeronautas e acordos de reciprocidade com os demais países.

A visão mais flexível foi defendida pelos representantes da área governamental, que lembraram a situação de escassez de poupança no país, o que eleva o custo de capitalização das empresas aéreas. De acordo com o secretário de Política Regulatória da Secretaria de Aviação Civil, Rogério Teixeira Coimbra, mais investimentos via capital externo, em qualquer setor, significa maior oferta de serviços e mais concorrência, com melhores preços e mais variedade de opções para os passageiros. [...]

O assessor de Relações Institucionais da Gol, Alberto Fajerman, foi o único entre os representantes das companhias aéreas a defender a abertura total do capital aos investidores externos. Primeiro, ele observou que a companhia é a única do país que opera em bolsa de valores. Com a abertura, a empresa poderá compor seu capital de modo a ter acesso ao segmento mais atrativo das bolsas, o chamado "novo mercado". Ao contrário dos representantes do governo, ele disse, no entanto, não existir correlação entre a medida com queda nos preços de passagens ou com a qualidade dos serviços. [...]

O representante da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Ricardo Bisinotto Catanant, [observou que] a discussão sobre a flexibilização não ocorre somente no Brasil. Na União Europeia, já haveria uma abertura até 49% do capital externo entre os países membros, com diretriz para estudos para medidas de flexibilização se estenda a nações de fora do espaço comum. Disse ainda que os Estados Unidos já vêm tentando implementar essa flexibilização há mais de uma década. [...]

A representante da companhia aérea Azul, Patrizia Xavier, diretora de Relações Institucionais da empresa, foi a primeira a defender uma solução gradualista, a começar pela discussão sobre os termos de reciprocidade (concessões mútuas) entre o Brasil e outros países, e não por uma abertura unilateral. Além do mais, lembrou que restrições ao capital externo ainda é uma regra em todo mundo. No caso da Nova Zelândia, disse, a medida só serve para determinadas rotas. Quanto ao Chile, observou que o país exige reciprocidade. "Estamos fazendo algo inovador. Não existe no mundo nenhum país que abriu 100% do seu capital", sustentou.

Para Tarcísio Geraldo Gargioni, vice-presidente comercial da Avianca, a liberação imediata para 100% pode de fato envolver riscos. Sua posição é de que seja feita um escala inicial maior de participação estrangeira, até 49% do capital votante. Até porque, na sua visão, os problemas de infraestrutura aeroviária e as incertezas econômicas atuais desmotivariam o capital estrangeiro.

Guilherme Leite, gerente jurídico da Latam, disse que a empresa vê com "bons olhos" a discussão sobre a flexibilização do capital acionário, não se posicionando sobre o nível ideal de abertura para o capital estrangeiro nesse momento. Também disse que não esse não seria o ponto para "salvar" as empresas nacionais e fazer o negócio voltar a crescer. Na sua visão, o debate tem que ser acompanhado da revisão dos encargos trabalhistas, que seriam muito altos no país, e ainda de mudanças na cobrança do ICMS.

Tanto o representante da Gol (que defende a abertura para 100% de capital estrangeiro) quanto a representante da Azul (contra os 100%) estão corretos em suas respectivas afirmações: abrir 100% para o capital estrangeiro não necessariamente levará a uma queda nos preços de passagens ou a um aumento da qualidade dos serviços (posição da Gol), e nenhum outro país do mundo faz isso (posição da Azul).

É por isso que tal medida, necessária e extremamente bem-vinda caso aprovada, seria, por si só, inócua naquilo que realmente interessa aos consumidores, turistas e executivos brasileiros: queda nos preços e melhoria nos serviços.

Para que haja queda nos preços das passagens aéreas e melhorias na qualidade dos serviços, apenas uma medida será realmente eficaz: a adoção de um livre mercado.

Sobre o setor aéreo brasileiro

Até meados da década de 1990, o setor aéreo brasileiro era rigidamente controlado pelo governo.  A regulamentação determinava inclusive os preços das tarifas — ou seja, era o governo, e não o mercado, quem fixava os preços das passagens.  Com preços arbitrariamente fixados (lá nas alturas), a concorrência entre as empresas aéreas se dava apenas nos detalhes, como qualidade do serviço de bordo e da comida, atenção dispensada pelos tripulantes, sorteios de quinquilharias a bordo ou entregas de brindes, frequência dos voos, e até mesmo a beleza das aeromoças (as da TAM eram particularmente imbatíveis).

Sob esse arranjo, os preços (muito) maiores permitiam que as empresas aéreas disponibilizassem uma maior frequência de voos em determinadas rotas, assim como um melhor serviço de bordo.  Entretanto, o índice de ocupação das aeronaves era baixo.  A partir do final da década de 1990, começou a haver uma maior flexibilização nos preços, porém estes ainda eram controlados.  Houve apenas um alargamento nas chamadas bandas tarifárias. Foi só em 2005 que as tarifas para os vôos domésticos foram completamente liberadas; e só em 2008 aconteceu o mesmo para os voos dentro da América do Sul.

Como resultado, o setor aéreo doméstico vivenciou uma explosão de demanda sem precedentes.  Mesmo havendo poucas empresas nacionais de grande porte concorrendo entre si, essa desregulamentação já foi suficiente para desencadear uma notável disputa por passageiros.  Como agora as companhias aéreas concorrem com base no preço, as tarifas estão muito mais baixas do que estavam há vinte anos — e isso em termos nominais; se considerarmos toda a inflação monetária havida nesse período, as tarifas em termos reais certamente estão nos menores níveis de toda a história do país.

Em 12 anos, os preços das passagens aéreas caíram 43%.  Em 2002, o valor médio de comercialização das passagens era de R$ 580,58. Em 2014, esse valor passou para R$ 330,25.  Uma queda substantiva.

Essa queda nos preços permitiu que muito mais pessoas pudessem fazer viagens aéreas, garantindo às companhias altos índices de ocupação.  E os resultados para a população, pelo menos em termos de capacidade e facilidade de locomoção, foram predominantemente positivos.  Após essa desregulamentação, as companhias aéreas reconfiguraram suas rotas e renovaram seus equipamentos, o que tornou possível vários aprimoramentos na capacidade de utilização das aeronaves.  Foram essas eficiências que genuinamente democratizaram as viagens aéreas, tornando-as mais acessíveis para a população de baixa renda.

O governo gosta de se vangloriar de que sua política econômica está permitindo que "o povo voe".  Ora, a única política do governo foi sair do caminho, abolindo barreiras que ele mesmo criou e que sequer deveriam ter sido criadas, pra começar.  O governo não fez nada; apenas deu mais liberdade para que a livre iniciativa fizesse mais coisas. Bastou permitir um pouco de livre mercado, e a classe operária pôde ir ao paraíso...

O oligopólio

Mas, obviamente, nem tudo são flores.  Sendo um setor ainda estritamente regulado pelo governo, é claro que há várias distorções, as quais se refletem sobre a qualidade dos serviços prestados aos passageiros e aos custos ainda altos das passagens aéreas.

Apesar de toda a queda nos preços das passagens aéreas, o Brasil ainda é o 12º país mais caro do mundo para viajar de avião.  O preço cobrado no Brasil, para cada 100 quilômetros voados, é bem superior ao praticado nos maiores mercados aéreos. Brasileiros pagam, por exemplo, 48% mais que os britânicos e 223% mais que os norte-americanos.

O problema é óbvio: há apenas quatro companhias aéreas no Brasil.  TAM (agora Latam), Gol, Azul e Avianca oligopolizam um mercado continental composto por 200 milhões de consumidores.

E quem controla (e protege) esse oligopólio, dificultando ao máximo o surgimento de novas empresas aéreas para concorrer com as já estabelecidas?  A ANAC, Agência Nacional de Aviação Civil.  Como o espaço aéreo é propriedade autodeclarada do governo, é ele, por meio de uma agência reguladora, quem determina quais companhias nacionais podem operar determinadas rotas em determinados horários e quais aeroportos elas podem utilizar.

Mas tudo piora: a lei nº 7.565, de 1986, proíbe companhias aéreas estrangeiras de fazerem vôos domésticos no Brasil.

O artigo 216 da referida lei restringe o transporte aéreo doméstico apenas a empresas brasileiras, o que significa que as empresas aéreas estrangeiras são proibidas de fazer os chamados "vôos de cabotagem", que são os vôos com origem e destino dentro do território nacional.

Mas empresas aéreas estrangeiras fazendo vôos nacionais é a regra, por exemplo, na Europa.  Até o final da década de 1980, o setor aéreo europeu era tomado por dinossauros estatais, com preços controlados e concorrência reprimida (semelhante a como também era no Brasil).  Com a desregulamentação, iniciada na década de 1990, surgiram as empresas low cost low fare (baixo custo, baixa tarifa) e a classe operária foi ao paraíso. 

Hoje, é possível viajar de Londres a Madri pela Ryanair pagando zero libra, mais a taxa de embarque.  Basta ficar de olho nas promoções.  Você paga mais se deslocando até o aeroporto do que pela viagem aérea.  A mesma Ryanair recorrentemente oferece vôos por 9,99 libras.

Companhias aéreas sediadas em qualquer um dos países membros da União Europeia podem voar livremente no interior do bloco. Também foi eliminada qualquer restrição à nacionalidade dos capitais controladores das empresas aéreas que operem apenas linhas internas ao bloco. A única limitação vigente diz respeito à propriedade das empresas que operem linhas internacionais externas ao bloco, que deverão manter 51% de capital europeu.

A abertura do mercado europeu, ocorrida a partir de 1997, permitiu a expansão de companhias de baixo custo, que fazem uso de aeroportos secundários, empregam apenas um tipo de aeronave, não reembolsam passagens e oferecem descontos para os passageiros que reservam com antecedência. O saldo foi positivo para o consumidor, uma vez que aumentou a oferta de assentos e as demais empresas aéreas foram obrigadas a baixar suas tarifas para enfrentar a concorrência.

A cabotagem também é admitida entre as empresas da Austrália e da Nova Zelândia, embora esses países não constituam um bloco econômico. A exemplo do que ocorre na União Européia, não há restrição à nacionalidade do capital das empresas que operem linhas entre os dois países.

Na América do Sul, o Chile admite a cabotagem de empresas originárias de quatro países. Em substituição ao critério da nacionalidade, criou-se o conceito de "principal local de negócios" para o capital de controle das empresas aéreas.

Nos últimos anos, tem havido negociações entre a Comunidade Européia e os Estados Unidos no sentido da constituição de uma Área Comum de Aviação Transatlântica, que eliminaria as restrições de nacionalidade entre as empresas de ambas as origens. Tais negociações ainda não apresentaram resultados concretos, mas indicam uma tendência no sentido da ampla liberalização da aviação internacional, com a derrubada das barreiras protecionistas adotadas pela maioria dos países.

O temor de fusões é revogado pelo livre mercado

Sempre que uma grande empresa aérea nacional anuncia sua fusão com outra empresa aérea nacional, políticos e economistas gritam que está havendo concentração de mercado e formação de oligopólio.  Recentemente, a Azul se fundiu com a Trip.  Agora, já se fala em fusão da Azul com a Gol.

Ato contínuo, políticos e economistas tentam implantar medidas — como recorrer ao CADE — para barrar a fusão.

No entanto, o temor do oligopólio decorre exatamente do fato de eles terem criado um arranjo no qual empresas aéreas estrangeiras são proibidas de fazer vôos nacionais dentro deste país.  Sendo assim, com o mercado nacional fechado ao mercado global, e com as empresas aéreas nacionais usufruindo uma reserva de mercado (por obra e graça das regulamentações estatais), a possibilidade de fusões e aquisições neste setor realmente irá levar a um oligopólio. 

Consequentemente, os próprios criadores deste cenário de reserva de mercado passam a aplicar políticas que visam a impedir o surgimento deste oligopólio — como leis anti-truste — ou que, em última instância, visam a tentar regular esse oligopólio. 

Perceba, no entanto, que o erro foi cometido lá no início — quando o governo proibiu empresas aéreas estrangeiras de fazer voos nacionais —, e o que se está fazendo agora é um mero paliativo.  A partir do momento em que o governo fecha um mercado à concorrência externa, tentar regulá-lo é um esforço inútil.  É impossível tornar mais eficiente, por meio de imposições burocráticas, um mercado fechado que foi fechado à concorrência.

Por outro lado, se o mercado aéreo de um país é aberto ao mundo, de modo que empresas estrangeiras não são proibidas de — ao contrário, são bem-vindas para — fazer vôos nacionais, não há a mais mínima possibilidade de fusões que levem a um oligopólio.  Para isso acontecer, todas as empresas aéreas do mundo teriam de se fundir em uma só.

Como seria um livre mercado no setor aéreo?  Simples.  Não haveria obstáculos.  Qualquer empresa estrangeira que quisesse vir para o Brasil operar vôos nacionais seria bem-vinda.  Se a American Airlines quisesse operar a linha Curitiba-Fortaleza, estaria livre para isso.  Se a Lufthansa quisesse operar Florianópolis-Brasília, que o fizesse.  Se a Air China quisesse fazer São Paulo-Salvador, ótimo.  Se a KLM quisesse fazer Recife-Rio de Janeiro, melhor ainda.

Nesse cenário de concorrência pura, o que você acha que ocorreria: queda nos preços e melhora nos serviços, ou aumento de preços e piora dos serviços?  Pois então.  Este, aliás, é o único cenário possível para se ter queda de preços e melhora de serviços.

Como deve ser feito

Se apenas quatro empresas aéreas são autorizadas pelo governo a servir um mercado de 200 milhões de consumidores potenciais, é claro que os serviços serão ruins e os preços serão altos. 

Os preços só irão cair e os serviços só irão melhorar se houver liberdade de entrada no mercado.  Ou seja, se houver livre concorrência, com companhias aéreas de todo o mundo sendo liberadas para fazer vôos nacionais no Brasil.  Por que isso não pode ocorrer em um país de dimensões continentais?  Por que apenas quatro empresas aéreas protegidas pelo governo podem usufruir esse privilégio?

De um lado, a abertura para a exploração da cabotagem corresponderia à importação de serviços de transporte aéreo, uma vez que a empresa aérea não teria sede no Brasil.  De outro, a eliminação das restrições ao capital estrangeiro permitiria a constituição de empresas brasileiras, sujeitas às mesmas condições produtivas das atuais empresas, embora controladas por grupos econômicos estrangeiros.

A abertura e a eliminação das restrições poderiam ser promovidas pelas seguintes alterações na legislação nacional:

a) eliminação das restrições à participação do capital estrangeiro em empresas brasileiras, mediante revogação dos artigos 181 e 182, II, do Código Brasileiro de Aeronáutica;

b) eliminação das restrições à operação de linhas domésticas (cabotagem) por empresas estrangeiras, pela revogação do artigo 216 do CBA.

A abertura do mercado doméstico de aviação para empresas e capitais estrangeiros seria benéfica a todos, pois ampliaria a oferta efetiva e potencial de transporte aéreo no país, contribuindo para ampliar a concorrência, reduzir tarifas, melhorar o atendimento e ampliar o universo de localidades atendidas.  De quebra, a maior oferta de serviços ainda geraria mais empregos.

Além de tudo isso, a agora mais fácil capitalização de empresas em dificuldades financeiras também protegeria o emprego dos respectivos trabalhadores.

Ou seja, não há argumentos econômicos (nem sentimentais) contra a medida.

_____________________________

Victor Carvalho Pinto é doutor em Direito Econômico e Financeiro pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo – USP. Fundador do Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico e da Associação Brasileira de Direito e Economia. Autor do livro "Direito Urbanístico: Plano Diretor e Direito de Propriedade", em 4ª edição, e de diversos artigos publicados nas áreas de desenvolvimento urbano e infraestrutura.

Leandro Roque é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.


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Diversos Autores

  • Pobre Paulista  19/09/2016 14:55
    Perfeito, e depois que os preços ficam os mesmos ainda temos que ouvir coisas do tipo "Viu só, oi entreguismo não funciona"
  • Renan Merlin  19/09/2016 16:09
    Entreguismo=Tirar das mãos imundas do PT
  • Ricardo Bordin  19/09/2016 15:04
    Pessoas de visão curta afirmam que a entrada das aéreas estrangeiras traria desemprego nas empresas aéreas nacionais. Como dizia Bastiat, isso é que se vê. O que não se vê são os usuários do transporte aéreo poupando muito mais dinheiro em suas viagens, e gastando-o em produtos e serviços de empresas brasileiras eficientes. Além disso, as aérea nacionais tendem a melhorar sua gestão a fim de sobreviverem.

    https://bordinburke.wordpress.com/2016/09/19/a-convencao-158-da-oit-na-contramao-da-reforma-trabalhista/
  • anônimo  19/09/2016 15:11
    Essas reservas de mercado é coisa de máfia.

    As pessoas perderam o direito de decolar um avião. Esse monopólio das linhas é bizarro.

    A fiscalização da qualidade do serviço virou reserva de mercado. O governo acha que o cidadão é incapaz de escolher serviços melhores. A reservado do mercado é coisa de máfia.
  • Renan Merlin  19/09/2016 15:18
    Como diria um certo burocrata brasileiro candidato a prefeito de São Paulo
    "TEM QUE REGULAMENTAR POIS O EXCESSO DE CONCORRÊNCIA FAZ MAL AO CONSUMIDOR" E Ele se diz defender o consumidor ein! KKKKKK Brasil é o lugar onde o poste mija no cachorro.
  • Davi  20/09/2016 02:20
    Vi a entrevista desse espertão na jovem pan hoje. Um absurdo. Dizer que se não controlar o número de motoristas uber a qualidade é manutenção dos carros vão piorar. Ele tem razão, antes do uber, os táxis tinham os melhores e mais novos carros, agora é tudo sucata.

    Além do mais, disse que o Chambinho de 4 unidades causa trauma infantil. Felizmente está caindo nas pesquisas.
  • Douglas  19/09/2016 15:41
    Muito bom.
  • GARRU JOAO LUIZ GARRUCINO  19/09/2016 16:57
    VEJA UMA NOVA DIVISÃO DO MUNDO EM SEIS NÍVEIS: BRASIL ESTA NO QUINTO MUNDO. E EUA NO QUARTO MUNDO.




    PRIMEIRO MUNDO: As melhores democracias do planeta em matéria de qualidade de vida e liberdades estão nos países nórdicos e na Islândia. Parecem estarem no topo do mundo olhando a merda toda rolando aqui para baixo. Pelo que sei as cadeias estão vazias, não tem desempregados ou gente morando nas ruas, e tampouco favelas ou periferias, ou fome e miséria, ou crimes e violência, e todos tem curso superior e nem religião eles tem mas tem qualidade e liberdade de fato. Enfim o paraíso da Terra no momento.




    SEGUNDO MUNDO: Canada, Australia e Nova Zelândia.




    TERCEIRO MUNDO: Em terceiro viria a Europa e Japão mas somente uma parte da Europa como Inglaterra, França, Alemanha, Suiça, Austria, Holanda, Bélgica, e nem sei se incluiria a Itália, deixando fora a Grécia e o leste europeu.




    QUARTO MUNDO: Eua e Coreia do Sul.




    QUINTO MUNDO: América Latina, leste europeu e o resto da Asia.




    SEXTO MUNDO: Seria os quintos dos infernos ou Africa e Oriente Médio ou os portais do inferno...selvageria e barbárie ou trevas ainda da idade média.


  • anônimo  20/09/2016 10:47
    Primeiro que democracia e liberdade são valores antagônicos, depois que os países nórdicos não são essa maravilha toda que dizem.Vc ainda tem muito a aprender.
  • Leonardo Varuzza  19/09/2016 17:08
    E somente uma empresa pode vender a querosene de aviação, a petrossauro. E a INFRAERO é dona ou social de todos os aeroportos.
  • Revoltado Online  19/09/2016 22:45
    Está mais para fóssil essa petrossauro.
  • Daniel Junior   19/09/2016 17:09
    Ain, mas se as empresas estrangeiras concorrerem livremente com as daqui, as empresas nacionais vao a falencia e o povo brasileiro será escravizado pelas multinacionais malvadonas.
  • Renan Merlin  19/09/2016 17:17
    Leandro me permita tirar uma curiosidade. Qual sua ideologia pessoal e do Helio Beltrão? Vocês são Ancaps, libertarios ou liberais?
  • Leandro  19/09/2016 23:32
    Ancaps.
  • anônimo  13/01/2017 02:26
    Qual a diferença?
  • Jonathan Van de Riet   19/09/2016 18:04
    Goiânia - Araguaína = R$ 1.600,00 com a Passaredo pra andar em avião TECO-TECO, já voei pra Amsterdam mais barato do que isso, tomando wiskey e vinho a bordo assistindo filme que não tava nem no cinema no Brasil.
  • Carlos Bonfim  19/09/2016 18:05
    A nossa burocracia é infernal, gigantesca e torna tudo muito caro. Por exemplo, mudei o endereço da minha microempresa (só isso. Só o endereço) e o processo é praticamente o mesmo de se abrir uma empresa nova e me custou R$1.600,00.
  • Marcelo Filho   19/09/2016 18:06
    Entre Dubai-Bahrein, Bahrein-Qatar, Qatar-Dubai, paguei mais barato por cada trecho do que SP-BH.
  • Bruno Torres  19/09/2016 18:07
    Com a livre concorrência, em Portugal já há viagens internas a 10 euros, e para Londres sai por 30/40 euros
  • Estudante Liberal  19/09/2016 18:14
    Pessoal,meio OFF.
    Me tire uma duvida sobre contratos.

    Se eu compro um carro e o mesmo apresenta um problema nos freios e eu sofro um acidente.Para os liberais,é legitimo acionar a montadora na justiça?
    E se o carro der muitos problemas e me aborrecer.Legitimo Acionar na justiça?
    Se eu compro um computador com defeito....

    Enfim nessas condições eu vejo dois lados:

    -Um é uma quebra de contrato e eu poder acionar um mediar para resolver tal conflito.
    -Outro é o processo de mercado,uma vez que tal empresa prejudicou consumidores com o seu produto,a mesma terá uma queda nos lucros pela decadência de demanda pelo seu produto.

    E se eu comprar um pão ou doce na padaria e o mesmo estiver estragado?

    Já vi libertários serem contra totalmente essa historia da ação judicial,argumentando que o mercado puniria a empresa no longo prazo.

    Fico confuso porque casos e casos assim e entendo que o mercado corrigiria as vezes e as vezes não
  • Professor  19/09/2016 19:08
    "Se eu compro um carro e o mesmo apresenta um problema nos freios e eu sofro um acidente.Para os liberais,é legitimo acionar a montadora na justiça?"

    Claro que sim. houve uma quebra de contrato. Você, ao comprar um carro, comprou uma pacote completo. Freio funcionando é o mínimo que se pode esperar. Caso contrário, seria o mesmo que você comprar um carro sem motor.

    Se o freio foi entregue defeituoso, então houve quebra de contrato, e o acionamento judicial é necessário. Se a justiça será privada ou estatal, isso é outra história. O que é ponto pacífico na filosofia libertária é que a quebra de contrato deve ser arbitrada pelo sistema judiciário (privado ou estatal).

    "E se o carro der muitos problemas e me aborrecer.Legitimo Acionar na justiça? Se eu compro um computador com defeito...."

    Mesma coisa.

    "Enfim nessas condições eu vejo dois lados:

    -Um é uma quebra de contrato e eu poder acionar um mediar para resolver tal conflito.
    -Outro é o processo de mercado,uma vez que tal empresa prejudicou consumidores com o seu produto,a mesma terá uma queda nos lucros pela decadência de demanda pelo seu produto."


    O segundo item irá acontecer automaticamente. Ainda mais no mundo de hoje, em que todo mundo está ligado pelas redes sociais, e a propaganda ruim se alastra como fogo na floresta.

    Mas não há nada de errado em recorrer ao judiciário para impingir um cumprimento de contrato.

    "E se eu comprar um pão ou doce na padaria e o mesmo estiver estragado?"

    Se você quiser recorrer a tribunais, tudo bem, mas seria bem mais inteligente você simplesmente dialogar com o dono da padaria. A chance de você ganhar um outro bolo, e talvez até alguns brindes acompanhando, é de quase 100%.

    De resto, o libertarianismo, ao contrário do que muitos acreditam, não é uma filosofia pró-empresa. E nem muito menos pró-empresário. O libertarianismo é uma filosofia que defende única e exclusivamente a propriedade privada. E não há respeito à propriedade sem se respeitar contratos.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2024
  • Estudante Liberal  19/09/2016 20:03
    Concordo plenamente.

    Mas ainda sim: No caso do carro que apresenta muitos defeitos,o processo de mercado resolveria isso,no contrato eu so comprei o carro,mas a qualidade não estava mensurada.Ou seja,o controle de qualidade se daria pelo processo de mercado.Essa é a minha confusão entende..

    Eu acredito e entendo que tudo deve ser ditado no contrato e não leis estupidas que somente inflacionam o empreendedorismo.

    A diferença talvez que eu tente explicar,é o governo querer punir a empresa.
    O caso famoso do Ford Pinto em que,ao sofrer uma colisão traseira,o tanque de combustível se rompia facilmente causando um incêndio enorme e até possíveis explosões.As primeiras pessoas ao comprar o carro,não sabiam de tal defeito.Os outros,no médio e longo prazo ficaram sabendo pela impressa e assim supostamente decidiram assumir o risco de comprar o carro ou dar prejuizo a FORD deixando de comprar o carro.Havia uma grande discussão se o governo deveria multar e punir a FORD por isso.Ao meu ver não,cada pessoa que sofreu o dano e que teve seu contrato violado,que entrasse judicialmente contra a FORD,resolvendo separadamente.Correto?

    Fico um pouco confuso nesses casos...Mesma coisa essa história de Rato em coca-cola.Isso é um exemplo que vigilancia sanitaria não serve pra nada.

    E o caso da VW da fraude de poluição?E se eu comprei o carro achando que poluia menos e polui mais na verdade,não é uma quebra de contrato?E meu direito de propriedade violado com os carros poluindo mais nas ruas?
  • luiz otavio carvalho volpe  19/09/2016 18:21
    E porque, mesmo com oligopólio, essas empresas tem prejuízo?
  • Aeronauta  19/09/2016 18:35
    Elas tiveram mais de uma década de lucros exorbitantes. Tanto é que a malha aérea aumentou e o governo até permitiu a entrada da Azul.

    Pesquise o histórico dos lucros das cias aéreas brasileiras de 2004 a 2013.

    Só na primeira googlada achei isso:

    www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u105865.shtml
    br.reuters.com/article/topNews/idBRSPE57D01C20090814
    g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2011/08/tam-sai-de-prejuizo-e-tem-lucro-de-r-603-milhoes-no-2-trimestre.html
    www.gazetadopovo.com.br/economia/lucro-da-tam-bate-recorde-a0ewcjyq4po6op908stl2en9q
    extra.globo.com/noticias/economia/recorde-de-demanda-eleva-lucro-da-gol-no-primeiro-trimestre-1781640.html
    oglobo.globo.com/economia/gol-teve-lucro-liquido-recorde-em-2005-5132-milhoes-4595606

    A partir de 2014, com a destruição da economia provocada pelo governo -- com a renda das pessoas desabando e com o disparada do dólar (o que encareceu o querosene em reais) -- nem mesmo este setor oligopolista resistiu a tamanho desastre.
  • Yuri  20/09/2016 02:11
    Quem fala isso é por que não é investidor. Empresa aérea é bucha. A grande maioria é falida ou está em vias de falir.

    A explicação está nos custos operacionais. Manter um avião custa muito caro. A segurança do voo é absurdamente cara e necessária, afinal uma queda de uma aeronave pode provocar o fim da cia aérea e uma crise forte no setor.

    Engraçado é que o setor ferroviário é pouco valorizado no Brasil, mas é muito mais lucrativo e prático. Lucrativo por que as regras de segurança são mais fáceis e mais prático (para o consumidor) por que costuma ser praticamente tão rápido quanto um avião.

    Duvida? Uma ponte aérea Rio-Sp leva em torno de 40 min de avião. Some a ida ao aeroporto (afastado) com o tempo prévio para check-in e eventuais atrasos e tempo para sair do avião e se chega facilmente a 2h, 2:30 de deslocamento. Um trem rápido levaria 1:30 - 2:00, portanto o mesmo que o avião, com menos riscos de atrasos.
  • Gabriel Ramos Paglioli  19/09/2016 18:39
    Não sei se seria uma boa ideia.Tá certo que as brasieliras tem um padrão de qualidade inferior (a aAzul até é a melhorzinha delas) no entanto,é fato que países que possuem uma malha aérea rentável,como os Estados Unidos,NÃO ABREM O SEU MERCADO DOMÉSTICO PARA EMPRESAS BRASILEIRAS.Portanto,salvo melhor juízo,sou contrário à abertura do mercado interno brasileiro para mpresas estrangeiras,até mesmo porque elas podem fazer dumping até quebrar as empresas brasileiras e depois fazerem o que bem entenderem.
  • Raphael Leme  19/09/2016 19:02
    "no entanto,é fato que países que possuem uma malha aérea rentável,como os Estados Unidos,NÃO ABREM O SEU MERCADO DOMÉSTICO PARA EMPRESAS BRASILEIRAS."

    E daí? Problema é deles. Aliás, para nós brasileiros, isso é até melhor. Imagine se os americanos permitissem que Gol e TAM voassem lá dentro? Ambas, que não são bobas, iriam privilegiar aquele mercado, que é de altíssima demanda e é formado por gente muito mais rica e com muito mais poder aquisitivo que os brasileiros.

    Consequentemente, com o nosso mercado fechado, ficaríamos aqui apenas com as carroças. Estaríamos todos voado de teco-teco da Passaredo.

    "Portanto,salvo melhor juízo,"

    Qual juízo? Apresente um só.

    "sou contrário à abertura do mercado interno brasileiro para mpresas estrangeiras"

    Se você é acionista da Gol ou trabalha neste setor protegido e privilegiado, sua posição é compreensível. Você está simplesmente defendendo a sua guilda e o seu cartel. Agora, se você é apenas um brasileiro comum, então é apenas mais um idiota a serviço dos cartéis e oligopólios protegidos pelo estado. E devidamente envolto pelo manto do nacionalismo, que é o último refúgio dos covardes e canalhas.

    "até mesmo porque elas podem fazer dumping até quebrar as empresas brasileiras e depois fazerem o que bem entenderem"

    Nossa! Mais de 300 empresas aéreas vão fazer dumping e foder suas próprias finanças (colocando em risco seu futuro) apenas para tentar roubar uma fatia de mercado da Gol e a TAM -- que, aliás, são mais financeiramente robustas que a maioria das empresas aéreas estrangeiras?

    Quanta ignorância sobre como funciona o mercado na vida real, meu Deus.

    Cite, por favor, um mísero exemplo real de empresa que voluntariamente destruiu suas finanças tentando quebrar outra empresa. Sou economista há mais de 20 anos e nunca consegui encontrar um mísero exemplo prático dessa ideia idiota sendo implantada. Ela só existe na cabeça de descerebrados que nada sabem sobre como funciona a economia verdadeira.

  • Gabriel Ramos Paglioli  19/09/2016 19:09
    O queééé?É economista a mais de 20 anos e nunca ouviu falar em dumping?????????
  • Raphael Leme  19/09/2016 19:46
    Sobre "dumping", um termo completamente vago e flexível, sem definição específico, eu ouço falar todo dia, meu caro analfa.

    Qualquer coisa hoje em dia é "dumping". Se você vender a um preço abaixo do meu, vou fazer beicinho e dizer que é dumping.

    O que eu nunca ouvi falar, caro analfa, é isso de uma empresa "praticar preços predatórios para eliminar a concorrência e, logo em seguida, com a concorrência já eliminada, voltar a subir os preços e, com isso, jogar os consumidores na miséria."

    Não apenas isso nunca aconteceu na prática, como também a própria teoria explica que isso seria completamente insustentável, para não dizer irracional do ponto de vista empreendedorial.

    Apenas imagine: você é o gerente de uma grande empresa e quer destruir a empresa concorrente reduzindo seus preços para um valor menor do que os custos de produção. Ao fazer isso, você começa a operar no vermelho. Ao operar no vermelho, por definição, você está destruindo o capital da sua empresa; você está, na melhor das hipóteses, queimando reservas que poderiam ser utilizadas para investimentos futuros.

    Pois bem. Após vários meses no vermelho, você finalmente consegue quebrar o concorrente. Qual a situação agora? Você está bastante descapitalizado, sem capacidade de fazer novos investimentos. A sua intenção é voltar a subir os preços para tentar recuperar os lucros de antes. Só que, ao subir os preços, você estará automaticamente convidando novos concorrentes para o mercado, que poderão vender a preços menores. Pior ainda: estes novos concorrentes poderão perfeitamente estar mais bem capitalizados, de modo que é você quem agora estará correndo o risco de ser expulso do mercado. Seus concorrentes poderão vender a preços mais baixos e sem ter prejuízos, ao passo que você terá necessariamente de vender a preços altos apenas para recuperar seus lucros.

    Ou seja, ao expulsar um concorrente do mercado, você debilitou sua empresa a tal ponto, que você inevitavelmente se tornou a próxima vítima da mesma prática que você aplicou sobre os outros.

    E é exatamente por isso que tal prática não é observada no mundo real. Ela é totalmente ignara. Um empreendedor que incorrer em tal prática estará destruindo o capital de sua empresa, correndo o risco de quebrá-la completamente. Um sujeito com esta "sabedoria" não duraria um dia no livre mercado.

    Certa vez, o professor Thomas DiLorenzo, quando dava aulas de MBA para executivos da Black & Decker, propôs a eles a seguinte estratégia para conquistar mercado: "o que vocês acham de sugerir ao seu empregador que pegue uma furadeira que custa US$10 para ser produzida e comece a vendê-la por US$1 durante um período indeterminado de tempo — pode ser tanto 5 anos quanto 50 anos —, até que todos os demais fabricantes de furadeira do mundo vão à falência, e então, após isso, ele possa cobrar US$500 por essa furadeira?"

    Os executivos, em gargalhadas, disseram que, se eles propusessem isso, certamente seriam demitidos no ato.
  • M. Augusto  20/09/2016 19:54


    Raphael Leme, não vim defender o Gabriel Paglioli ou exatamente te atacar, apenas chamar atenção para esta parte de sua fala:

    "Apenas imagine: você é o gerente de uma grande empresa e quer destruir a empresa concorrente reduzindo seus preços para um valor menor do que os custos de produção. Ao fazer isso, você começa a operar no vermelho. Ao operar no vermelho, por definição, você está destruindo o capital da sua empresa; você está, na melhor das hipóteses, queimando reservas que poderiam ser utilizadas para investimentos futuros.

    Pois bem. Após vários meses no vermelho, você finalmente consegue quebrar o concorrente. Qual a situação agora? Você está bastante descapitalizado, sem capacidade de fazer novos investimentos. A sua intenção é voltar a subir os preços para tentar recuperar os lucros de antes. Só que, ao subir os preços, você estará automaticamente convidando novos concorrentes para o mercado, que poderão vender a preços menores. Pior ainda: estes novos concorrentes poderão perfeitamente estar mais bem capitalizados, de modo que é você quem agora estará correndo o risco de ser expulso do mercado. Seus concorrentes poderão vender a preços mais baixos e sem ter prejuízos, ao passo que você terá necessariamente de vender a preços altos apenas para recuperar seus lucros. "

    Apenas lembrei disso quando li teu comentário.

    Basta buscar ''Netshoes [ou Dafiti] operando com prejuizo''. Veja os links. Eis alguns trechos:

    www.jornaldooeste.com.br/economia/2014/12/prejuizo-nao-e-motivo-de-preocupacao-diz-presidente-da-dafiti/1246726/

    exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1092/noticias/para-dafiti-e-netshoes-a-briga-e-de-vida-ou-morte

    www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/05/1450401-netshoes-reduz-prejuizo-e-recebe-r-377-milhoes-de-investimento.shtml

    exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1083/noticias/o-sufoco-acabou

    www.baguete.com.br/noticias/31/03/2016/prejuizo-da-netshoes-diminui

    epocanegocios.globo.com/Empresa/noticia/2016/05/como-o-e-commerce-brasileiro-pode-enfim-comecar-lucrar.html

    www.administradores.com.br/artigos/marketing/por-que-lojas-virtuais-nao-lucram/85565/

    www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/05/1278558-netshoes-dobra-prejuizo-em-2012-mas-diz-estar-no-caminho-do-1-lucro.shtml



    " Para quem vê de fora, a estratégia de Dafiti e Netshoes parece loucura. As duas empresas querem ganhar espaço em mercados em que os atuais líderes acumulam perda em cima de perda. A Dafiti teve 223 milhões de reais de prejuízo operacional em 2014. A Netshoes teve prejuízo líquido de 93 milhões de reais no ano passado e acumula perdas de 250 milhões nos últimos três anos.

    Por que, em sã consciência, uma empresa entraria num mercado em que o líder só perde dinheiro? A explicação não está no balanço financeiro. Nesse mercado, o lucro nem sempre é o objetivo. As empresas são financiadas por investidores como os fundos Tiger, ­Rocket e Temasek, que investem em empresas para vendê-las depois.

    Nesse mercado, a liderança é fundamental para atrair um comprador — mesmo que o tal líder perca dinheiro. A guerra entre Dafiti e Netshoes pode até parecer irracional. Mas o mundo da internet é diferente — de irracional ele não tem nada."

    "O Grupo Netshoes encerrou o ano de 2015 com prejuízo líquido de R$ 63,2 milhões. No ano passado, a perda líquida da companhia ficou em R$ 93,6 milhões."


  • Raphael  20/09/2016 20:32
    E o pior é que eu li todos os links. Fui avidamente atrás daquela que seria a primeira notícia da história: uma empresa incorrendo em prejuízos voluntários com a intenção de falir todos os seus concorrentes.

    Li todos os links e minha frustração foi estrondosa. Nada encontrei a essa respeito. A esmagadora maioria das notícias não fala absolutamente nada de novo, a não ser que uma empresa está tendo prejuízos em um mercado altamente competitivo. Duh.

    Desculpe a minha estrondosa sinceridade, mas a única coisa que posso concluir é que você tem problemas de leitura.

    As notícias são claras: as empresas não estão operando com prejuízo a fim de quebrar seus concorrentes. Elas estão operando com prejuízo para conquistar a liderança do mercado. Elas acham que, uma vez na liderança, atrairão mais investimentos.

    De novo: estratégia burra, mas muito diferente de "operar com prejuízos para quebrar toda a concorrência". Isso continua sendo ficção.

    Seja menos afoito na próxima.
  • Joao Henrique  20/09/2016 17:02
    A Azul fez dumping e faliu a Brava...
  • Raphael  20/09/2016 18:56
    É mesmo?

    Interessante, pois a Brava continua operando normalmente.

    www.voebrava.com.br/

    E nada se sabe sobre a Azul ter incorrido em prejuízos voluntários com esse intuito.

    Aliás, seria o cúmulo da imbecilidade incorrer em prejuízos para querer falir uma empresa minúscula, sem nenhuma fatia de mercado significativa.

    É cada coitado que despenca por aqui.
  • Joao Henrique  20/09/2016 19:34
    Coitado de você que não consegue participar de uma discussão sem ofender alguém. Apenas fiz uma colocação sobre o que você havia dito e em nenhum discordei do que você disse.
    A Brava não opera mais! Só por que o site está online, não significa nada. Experimente comprar uma passagem e você verá.
    Sobre o que você disse: "sem nenhuma fatia de mercado significativa". Isso não é verdade. A Brava estava concorrendo diretamente com a Azul em rotas regionais no RS. Isso pode ser uma fatia ínfima de mercado, porém na aviação as empresas infelizmente têm que lutar pelas migalhas.
    Respeito seu conhecimento de 20 anos em economia, porém não venha falar do que não sabe e muito menos ser desrespeitoso como está sendo.
  • Viajante  20/09/2016 20:23
    Eu nunca tinha ouvido falar dessa Brava, e olha que me considero relativamente bem informado em termos aéreos. Pois bem, fui pesquisar.

    Descobri que se trata de uma empresa gaúcha que tem quatro aviões turboélice de 19 passageiros cada. Ou seja, a fatia de mercado é ínfima, e a empresa só opera em aeroportos regionais. Mas ol.

    Segundo a Wikipédia, seus vôos foram cancelados pela ANAC.

    pt.wikipedia.org/wiki/Brava_Linhas_A%C3%A9reas

    Descobri também que a empresa entrou em dificuldades financeiras por conta da legislação trabalhista:

    jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=202474

    diariodesantamaria.clicrbs.com.br/rs/economia-politica/noticia/2014/02/brava-linhas-aereas-suspende-todas-as-operacoes-apos-cinco-meses-sem-operar-em-santa-maria-4410514.html

    Adicionalmente, a empresa tinha code share com a TAM, ou seja, tinha costas quentes.

    Até aqui, tudo normal. Apenas mais um caso de falência.

    Agora, novidade é você, João Henrique, vir dizer que a Brava quebrou porque a Azul fez dumping. Procurei informações e nada achei.

    Gostaria que você comprovasse que a Azul incorreu, voluntariamente, em seguidos prejuízos -- atenção: seguidos prejuízos; não estou falando de preços baixos, mas sim de operar com prejuízos -- apenas para quebrar uma empresa que tinha 4 aviões de 19 passageiros. Seria uma estratégia inacreditavelmente imbecil.

    Se você faz uma afirmação desse calibre e gravidade, você tem de sustentá-la.

    No aguardo.

    P.S.: se isso realmente for verdade, esse será o primeiro caso da história.
  • Raphael  20/09/2016 20:33
    Obrigado por explicar o básico para a turma, caro Viajante. Nada é mais enfadonho do que ter de explicar o óbvio.
  • Gafanhoto   04/04/2017 20:36
    Só pra avisar,os aviões que operam no brasil através da azul e na época da trip,sao ótimos aviões,pois trabalho na aviação ha muitos anos e os produtos sao ótimos,aviões maravilhosos e confortáveis,porem nissos aeroportos tem que deixar outras empresas virem operar,pois aqui em sjc o aeroporto nem funciona ...lamentável
  • anônimo  19/09/2016 19:31
    "elas podem fazer dumping até quebrar as empresas brasileiras "

    Eu não sei você, mas eu ia adorar viajar barato a custa da própria empresa.

    "e depois fazerem o que bem entenderem."

    Nem o google faz o que bem entender.

    O mais lógico é que se uma empresa queimasse seu capital para quebrar uma outra, ela ficaria vulneravel, e presa fácil para novos concorrentes e investidores que quisessem entrar, ai sim ela não poderia fazer o que bem entender.
  • Bernardo Garretto  19/09/2016 20:04
    Como funcionaria? É comum ver tal prática em países menores. Países continentais como Brasil, Rússia, China e Estados Unidos beneficiam-se muito com o trânsito interno de pessoas. Sessa forma, acho que seria um tiro no pé. Neste caso, creio que defendo a ideia da participação de apenas empresas presentes na nossa Bolsa de Valores
  • Almerio P. Gaertner  19/09/2016 22:56
    Por que não abrir a economia? Acabar com reserva de mercado. Tornar o mercado mais competitivo. No Brasil, decadas e decadas, a mesma conversa. Proteção de mercado. Um lobby forte atuando para proteção de incapazes, que tremem em pensar perder sua participação no mercado.
  • Juliana  20/09/2016 01:30
    Eu acho o artigo esqueceu de avisar que este é apenas o começo, e que depois haverá uma segunda parte explicado melhor o que deve ser feito para liberar e atrair empresas estrangeiras para atuarem no Brasil. Ou então, que este é apenas um pequeno arremate para ser feito por último, e que toda a já costura foi explicada neste artigo.

    Com toda a burocracia e intervenção que há, é difícil imaginar que liberar simplesmente revogando os artigos indicados é o suficiente para atrair qualquer empresa estrangeira, sem que esta receba algum tipo de privilégio. Ainda mais porque as companhias aéreas não têm muito como se beneficiar — por exemplo, pegando empréstimos subsidiados no BNDES.
    Então, surtiria pouco efeito apenas uma revogação das leis.

    Mas é um excelente artigo. Espero que um dia a gente possa rir por ter mantido por tanto tempo esse tipo de entrave tolo no país. E na época em que o Código Brasileiro de Aeronáutica foi aprovado, nem em guerra estávamos para haver alguma justificativa plausível para aprovação destas proibições.
  • Neelan  20/09/2016 03:21
    "Com toda a burocracia e intervenção que há, é difícil imaginar que liberar simplesmente revogando os artigos indicados é o suficiente para atrair qualquer empresa estrangeira".

    Ué, e por que não seria? Há um mercado consumidor formado por 200 milhões de pessoas estado de cativeiro, obrigadas a utilizar os serviços de apenas 4 empresas ruins, que cobram muito caro por passagens aéreas. Estas empresas tiveram lucros exorbitantes no período 2004-2013.

    Por que ninguém iria querer entrar neste mercado e beliscar uma fatia desses lucros? Será que as cias. aéreas mundiais odeiam dinheiro? Só se for.

    "sem que esta receba algum tipo de privilégio."

    Para operar neste mercado com retornos garantidos? De que outros privilégios elas precisariam?

    "Ainda mais porque as companhias aéreas não têm muito como se beneficiar"

    Não?! Sério?

    "Então, surtiria pouco efeito."

    É... Definitivamente vivemos em países distintos.
  • Juliana  20/09/2016 21:35
    "É... Definitivamente vivemos em países distintos."

    Neelan, se vivemos ou não em países distintos isso é absolutamente irrelevante. Mas certamente o fato de, por alguns detalhes, não estarmos numa mesma frequência dificulta bastante algum entendimento. Mea culpa.

    Mas tenta ajustar aí para ver se você entende melhor alguns pontos do que eu quis dizer. Primeiro, um pouco nada a ver, mas eu falei na perspectiva de que num curto prazo a simples liberação não iria diminuir os custos e nem automaticamente aumentar a demanda. Segundo, e mais importante, é que você descontextualizou as palavras 'privilégio' e 'beneficiar' e as associou à exploração do mercado consumidor, e considerando assim, eu não tiro sua razão. Mas eu as estava associando à relação custos & recebimento de dádivas do governo. Espero que dê pra você sintonizar um pouquinho melhor.

    Agora, se você está me garantindo que já existem um monte de empresas aéreas aí no portão, só esperando serem liberadas para atuar aqui no Brasil, e começarem a ofertar os seus serviços a preços baixos, satisfazerem um mercado consumidor formado por 200 milhões de pessoas e principalmente obterem lucros exorbitantes, isso é maravilhoso. E ainda mais por ser sem que o país precise modificar nada com relação à questões relacionadas à, por exemplo, moeda, impostos e burocracia — como aponta o artigo linkado no meu comentário anterior. Uau!

    Preciso rever urgentemente minha desconfiança com soluções tão simples e quase mágicas. Muito obrigada!

    Grande abraço!
  • Guilherme  20/09/2016 22:25
    "num curto prazo a simples liberação não iria diminuir os custos e nem automaticamente aumentar a demanda."

    Mas a liberação não visa a reduzir custos operacionais e nem a aumentar a demanda. Visa, isso sim, a aumentar a oferta. Pura e simplesmente isso.

    É uma questão de atacar a economia pelo lado da oferta.

    "Agora, se você está me garantindo que já existem um monte de empresas aéreas aí no portão, só esperando serem liberadas para atuar aqui no Brasil"

    Na verdade, quem diz isso é a imprensa:

    economia.uol.com.br/noticias/redacao/2013/09/23/em-2-anos-13-aereas-estrangeiras-pedem-autorizacao-para-voar-no-brasil.htm

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,brasil-atrai-mais-aereas-estrangeiras-imp-,1049661

    noticias.r7.com/economia/noticias/aereas-estrangeiras-querem-iniciar-operacao-no-brasil-20130703.html
  • Juliana  21/09/2016 21:50
    Este argumento do aumento da oferta faz muito sentido, Guilherme. Mas ainda não seria apenas ele que explicaria porque os preços ou qualidade melhorariam em caso de uma abertura. Veja pelas matérias que havia um vislumbre muito positivo com relação à demanda, por causa da Copa e das Olimpíadas. E também porque o Brasil ainda não estava tão ruim na época.

    O ponto importante mesmo é a concorrência. Empresas aéreas têm certa flexibilidade na hora de atender a demanda por poderem alugar aviões. Então, supondo que eu tenho uma companhia que usufrui de privilégios monopolísticos, e vejo a demanda cair (e eu com esse "excesso de oferta"), provavelmente estaria mais interessada em alugar aviões para outros países do que em baixar os meus preços. Por outro lado, se o mercado é aberto e você tem uma companhia estrangeira e tem condições de vir aqui oferecer seus serviços a preços menores, certamente me obrigaria a ter um outro tipo de atitude. Então é muito a concorrência é o que faz toda a diferença.

    Demorou mas a ficha caiu aqui.

    Grande abraço!
  • Marcio  20/09/2016 14:49
    O que vcs acham de uma aviso prévio para os trabalhadores poderem se pedir demissão de uma empresa?
  • Murdoch  20/09/2016 22:55
    Todo acordo entre empregado-patrão se torna viavelmente honroso. Mas esse acordo com as regras vigentes aqui no Brasil, se torna cada vez mais difícil de se concretizar, por causa de excessos de burocracias existentes pelo intervencionismo estatal no mercado de trabalho e também uma parte de culpa pelos sindicatos(outra escória). Agora em um ambiente totalmente voltado para o liberalismo econômico se torna uma tarefa simples um acordo empregado-patrão e assim ambas as partes se contentam com os requisitos de uma possível saída.
    Coloquei situações diferentes para ilustrar minha resposta a sua pergunta.

    www.conjur.com.br/2011-jul-25/demissao-burocracia-vantagem-empregado-eua
    https://blog.contaazul.com/demissao-sem-dor-de-cabeca-entenda-os-direitos-e-deveres-dos-seus-funcionarios/
    Abraço
  • Paulo Bat  21/09/2016 23:09
    Prezado Victor Carvalho Pinto

    Sou um apaixonado da aviação e voo para cima e para baixo neste Brasil e no mundo a 38 anos (tenho 60). 90% à trabalho e o resto à passeio. No Brasil. América do Sul, América Central, Caribe, EUA, Europa Ocidental, África do Sul, Oriente médio e Oriente setentrional. Só neste ano devo tem mais de 50 decolagens, no Brasil e exterior.

    Sou do tempo (anos 1970 a anos 1990) que, à passeio, só conseguia viajar pela finada Transbrasil, pagando em carnet de 10x.

    Na minha modesta opinião, qualquer estrangeira que viesse aqui não conseguiria baixar mais os preços, pois cairia no mesmo problema das brasileiras:
    - Altos impostos incidindo nas passagens, combustíveis e etc.; baixa incidência de passageiros, derivado da baixa renda dos mais de 95% da população de 200 milhões; renda em reais e custos em dólar, inclusive combustíveis, e diversos problemas gerados pelo "custo Brasil" e etc.

    Quanto ao número de companhias, a aviação é um ramo em que a maioria das empresas morrem com o tempo. Vide qualquer pais do mundo. A PanAm já foi, junto com a Coca-Cola, a Esso e a Disney, um dos maiores símbolos americanos. E faliu, como já faliram centenas de cias. O Brasil tem dezenas de empresas "defuntas. Acho difícil ter mais de quatro nacionais e tantas regionais, as quais acabam engolidas pelas nacionais. A margem de lucro é baixa e os altíssimos requezitos técnicos são os maiores de qualquer setor da economia. Afinal, como dizia um instrutor de voo meu, lá nos anos oitenta, no céu não tem acostamento.

    Quanto à qualidade das nacionais, já viajei por cias excelentes: Varig (nos tempos áureos), Air France e a Emirates, umas das melhores cias mundiais, e Copa (panamenha). E digo: as quatro nacionais não deixam a desejar às melhores do mundo. As diferenças são pequenas. Há, a Azul, na minha opinião é uma das melhores cias do mundo (sempre que possível só escolho ela para viajar pelo Brasil). Agora mesmo, viajei para os EUA pela Avianca e, tanto o avião quanto o serviço não deixaram a desejar às europeias,

    Quanto a preços, no início do mês eu estava em Miami, à trabalho, e precisei ir à Orlando. Fiz a cotação entre aluguel de carro (US$ 195,00 a semana) e avião US$ 188,00 mais táxi). Claro que fui de carro alugado. Distância 380 km. Entre os dias 16 e 20 fui e voltei do Rio à Curitiba (900 km) pela Azul. Paguei R$ 450,00, ida e volta (cerca de US$ 350,00). Nos anos 80 e 90 só ia de ônibus (preço atual ida-volta: R$ 160 a 190 e 13 horas de ida e 13 horas de volta). É óbvio que estes dois exemplos não são estatisticamente fortes. Mas é um exemplo.

    Aliás, gosto da Azul pela filosofia do Neelam, seu fundador brasileiro-americano. E que foi o mesmo criador da Jet Blue americana. Foi a cia que revolucionou o mercado. OBS: não tenho nenhuma ligação com a mesma. Só sou um consumidor do seu serviço.

    Minha conclusão: Para reduzir custo tem que mudar a estrutura brasileira de se fazer negócios com reformas fundamentais e liberais, como fez a Irlanda que se transformou do pais mais pobres da Europa Ocidental num pais rico.



  • Passageiro  21/09/2016 23:54
    "Na minha modesta opinião, qualquer estrangeira que viesse aqui não conseguiria baixar mais os preços, pois cairia no mesmo problema das brasileiras: [...] baixa incidência de passageiros, derivado da baixa renda dos mais de 95% da população de 200 milhões"

    Desculpe, mas isso não faz absolutamente nenhum sentido. Você está dizendo que os preços das passagens brasileiras são altos porque a população é pobre e a demanda é baixa.

    É a primeira vez que vejo alguém que baixo poder de compra e baixa demanda geram preços altos.

    "renda em reais e custos em dólar"

    Se os custos são em dólar, então as estrangeiras iriam se dar bem, pois já têm caixa em dólar. Ou seja, mais um incentivo para elas virem.

    Quanto às receitas em reais, elas podem fazer hedge.

    "Quanto ao número de companhias, a aviação é um ramo em que a maioria das empresas morrem com o tempo. Vide qualquer pais do mundo. A PanAm já foi [...] um dos maiores símbolos americanos. E faliu, como já faliram centenas de cias."

    Até a década de 1970, os preços das passagens aéreas nos EUA eram controlados pelo governo, que também concedia monopólios sobre determinadas rotas para determinadas companhias aéreas — PanAm e TWA lucraram os tubos com essa regulamentação — e impedia a entrada de novos concorrentes.

    O mercado aéreo americano era extremamente regulado e protegido, beneficiando os grandes e mantendo de fora os pequenos.

    Em 1978, a Civil Aeronautics Board — agência reguladora que controlava todos os aspectos do mercado aéreo americano —, foi abolida, permitindo, pela primeira vez, a livre concorrência no setor. Preços passaram a ser determinados pelo mercado — e despencaram — e outras empresas passaram a poder ofertar seus serviços para todas as rotas existentes.

    Essas empresas que cresceram protegidas pelo governo quebraram tão logo a livre concorrência foi permitida. Empresas acomodadas quebrarem tão logo a concorrência é permitida é sinal de mercado saudável.

    De resto, sobre o que você falou sobre a qualidade, nada me oponho.
  • Paulo Bat  22/09/2016 01:03
    Prezado Passageiro

    Eu, em nenhum momento falei que o problema do valor das passagens era a baixa renda, até porque quando eu viajo pelo Brasil eu comparo os preços com viajar de carro e de ônibus, que são os concorrentes dentro de qualquer pais, comparando tempo de viagem x preço da passagem. No passado ônibus e carro ganhavam. Hoje ganha avião. Por isto, os nordestinos, que moram no SE, vão de férias para o NE de avião e menos de ônibus.

    O que eu falei foi um apanhado de outros assuntos que você simplesmente colocou em [...] e que eu repito: "Altos impostos incidindo nas passagens, combustíveis e etc.; baixa incidência de passageiros, derivado da baixa renda dos mais de 95% da população de 200 milhões; renda em reais e custos em dólar, inclusive combustíveis, e diversos problemas gerados pelo "custo Brasil" e etc." A baixa renda é só um ponto e não é o mais importante.

    Renda em reais e custos em dólar: as estrangeiras teriam o mesmo problema: renda em reais e custo em dólar como acontece com outras áreas.

    Você não percebeu, mas eu quis dizer que o importante é mudar o mercado brasileiro de se fazer negócios: reduzir o "custo Brasil", aumentar a competitividade, reduzir os impostos sobre consumo e etc.

    Por outro lado, eu concordo totalmente com você que o melhor do mundo é a livre concorrência. Mas, infelizmente para nós consumidores não é o que ocorre.

    E por fim, não se iluda, todas as empresas do mundo são, de um modo ou outro, recebedoras de benefícios de seus países. Tanto é só você entrar no site:www.worldairlineawards.com/awards/world_airline_rating.html, das melhores cias do mundo para perceber que todas as melhores tem ligação com os países que as patrocinam.


  • Passageiro  22/09/2016 01:22
    "A baixa renda é só um ponto e não é o mais importante."

    Ué, então continua errado. Você está dizendo que há vários fatores que contribuem para os altos preços das passagens aéreas, sendo um deles "a baixa renda da população".

    Sigo insistindo que isso não faz o menor sentido econômico.

    "Renda em reais e custos em dólar: as estrangeiras teriam o mesmo problema: renda em reais e custo em dólar como acontece com outras áreas."

    Desculpe a sinceridade, mas você parece não manjar muito de economia. Vou tentar ser mais claro.

    Custo em dólar é um grande problema para as empresas nacionais, que operam exclusivamente em reais. Já as empresas estrangeiras operam em dólar, de modo que, para elas, custo em dólar não seria problema nenhum (ao contrário das aéreas brasileiras).

    Quanto às receitas em reais, também fui claro: as estrangeiras podem fazer hedge cambial para se proteger de eventuais oscilações.

    Não dá pra ser mais claro do que isso.

    "Você não percebeu, mas eu quis dizer que o importante é mudar o mercado brasileiro de se fazer negócios: reduzir o "custo Brasil", aumentar a competitividade, reduzir os impostos sobre consumo e etc."

    Extremamente importante, concordo. Mas, enquanto isso não ocorre (e não vai ocorrer), que se libere o mercado para as estrangeiras.

    O que de pior pode acontecer é os preços ficarem na mesma. E, ainda assim, estaríamos em melhor situação, pois ao menos teríamos mais ofertas.

    E com uma vantagem: com a chegada das estrangeiras, as margens de lucro das nacionais ficariam tão apertados, que aí sim haveria alguma chance de essas reformas (reduzir o "custo Brasil", aumentar a competitividade, reduzir os impostos sobre consumo e etc.) serem aprovadas.

    Portanto, se você as defende, defenda a abertura para as estrangeiras. O pior que pode acontecer é ficar tudo como já está.

    "todas as empresas do mundo são, de um modo ou outro, recebedoras de benefícios de seus países."

    Eu sei. E daí? Isso é problema do contribuinte estrangeiro, que aceita que seus impostos subsidiem nossas viagens. São eles que deveriam reclamar. Para nós brasileiros essa benesse seria ótima, pois, além de estarmos utilizando serviços subsidiados pelos gringos, estaríamos poupando mais e, consequentemente, investindo e/ou consumindo mais. Se os estrangeiros estão dispostos a nos dar esse privilégio, não vamos recusar. Eles que se entendam por lá.
  • Paulo Bat  22/09/2016 01:49
    O Passageiro. Tá difícil falar com você.

    Em nenhum momento falei que não se deva abrir para as empresas estrangeiras. Não sei de onde você tirou isto. Leia de novo sem preconceito contra quem escreveu.

    Também não falei em momento nenhum sobre alto preços das passagens. Muito pelo contrário. Falei que Miami-Orlando em 04/09 , sentido único era US$ 188,00 enquanto que SDU/CWB/SDU em 16/09, ida, e 20/09, volta, me custou R$ 450,00. Isto é constatação. Ou seja, nem acho que as passagens sejam tão diferentes. E olhe que já viajei meio mundo. Ou seja, não preciso fazer pesquisa. Só preciso tabular minhas passagens.

    Aliás, você parece típico de muitos que escrevem aqui que gostam de criar tipo e criticar ao invés de construir.
  • Paulo Bat  22/09/2016 01:54
    Aliás, Passageiro

    Meu diálogo é com o autor do artigo, Victor Carvalho Pinto, e não com você. Você que se intrometeu na conversa sem ser convidado. Muito mal educado.
  • Márcio  22/09/2016 11:54
    Paulo Bat, desculpe-me, mas tudo o que o Passageiro falou está tecnicamente correto e é pertinente.

    Quem dá uma opinião em público está imediatamente sob o escrutínio de todos. Se a pessoa falar alguma incorreção, corre o risco de ser corrigido em público. Foi isso o que aconteceu com você (e que gerou esse chilique histriônico de sua parte).

    Na prática, o que você está querendo é um passe livre: você quer falar o que quiser (na propriedade alheia) e não quer ser contestado em nada. Isso sim é uma postura arrogante. E autoritária.

    Neste site, ao contrário de todos os outros, a coisa não funciona assim. Todo mundo é livre para comentar o que quiser, mas será duramente questionado caso cometa alguma incorreção. E não será por meio de pedidos de "não-intromissão" e recorrendo a rótulos de "mal educado" que o indivíduo se livrará de questionamentos.
  • Andre  22/09/2016 16:26
    O Paulo Bat é um interessante comentarista aqui do site do Mises, apesar de pouco frequente, não está acostumado a ser corrigido e manter uma discussão lógica por muito tempo em busca da verdade pela seu relevante posicionamento na sociedade brasileira nos últimos anos.
    Compartilhe novamente aqui Paulo o que fez profissionalmente todos esses anos em que viajou por todo o Brasil e mundo.
  • Paulo Bat  22/09/2016 19:24
    Grato pela réplica Márcio

    E aproveito para pedir desculpas ao Passageiro por ter chamado ele de mal educado.

    Quanto ao livre opinar sobre assuntos e réplica e tréplicas são o pilar de qualquer discussão civilizatória. Inclusive, na minha profissão ela ocorre o tempo todo e no mundo todo (industria). Afinal, a civilização cresceu pela troca de idéias, desde como se fazer uma lança melhor até como melhorar um "smartphone".

    Isto posto, o meu ponto é que se não mudar a estrutura de se fazer negócios no Brasil (o tal mal-fadado "Custo Brasil"), fica difícil um crescimento maior no transporte aéreo e a entrada de estrangeiras.

    E quanto ao fato que mais de 90% da população brasileira ter acesso a passagens aéreas, mesmo quando mais baratas, realmente isto não abaixa o preço, mas atrapalha o crescimento do transporte. É a famosa Belíndia.

    O Brasil já chegou a ter centenas de cidades ligadas por linhas aéreas (acho que nos anos de 1950). Hoje somente a Azul voa para mais de cem cidades, com uma grande malha de voos regionais. As outras só se interessam pela malha nacional e olhe lá. E mesmo a Azul está reduzindo este número.

    Um outro problema que vejo na expansão das linhas regionais é o suposto maior risco que as pessoas acham que correm ao voar em aviões turbo hélices. Só para exemplo: Já voei de trabalho de Vitória a São Mateus, à trabalho, num Fokker 50 da Ocean Air (hoje Avianca) com mais seis passageiros para um avião de 50 lugares. Alguns colegas vieram do Rio de Boeing e, ao chegar em Vitória, pegaram ônibus para rodar mais 190 km. Quando questionei os mesmos porque não pegaram meu voo, que tinha origem no Santos Dumont (Rio de Janeiro), me falaram que é muito arriscado voar em "avião pequeno". E já vi esta conversa disseminada em muitos lugares, inclusive por colegas da empresa que trabalho atualmente que não viajam no turbo-hélice da Azul, um avião excelente e que já voei inclusive de Montevidéu a Porto Alegre.
  • Viajante  26/09/2016 15:01
  • 4lex5andro  13/01/2017 13:34
    O mesmo artigo e análises são válidos pra o setor de transporte rodoviário.

    É um grupelho de poucos concorrentes e a agência responsável (em vez de ANAC) é a ANTT, onde as principais rotas do país estão sob controle de meia dúzia de empresas.
  • Saviani  28/11/2016 16:33
    A Ryan Air disse hoje que, daqui a 5 anos, as passagens aéreas serão gratuitas.

    www.infomoney.com.br/minhas-financas/turismo/noticia/5867904/companhia-aerea-afirma-voos-serao-gratuitos-cinco-anos

    Pronto. Agora realmente não há a menor chance de o governo brasileiro permitir estrangeiras fazerem voos de cabotagem aqui dentro.
  • anônimo  11/06/2017 17:13
    https://newsavia.com/brasil-tem-as-passagens-aereas-domesticas-mais-baratas-do-mundo/

    E ai galera?
  • Marcelo  11/06/2017 19:23
    Trecho retirado da própria notícia:

    "Na relação geral, ou seja, na média dos preços de viagens domésticas (realizados pelas companhias aéreas brasileiras) e internacionais (realizadas por empresas brasileiras e estrangeiras), o Brasil ocupa a 48ª posição (16,32 dólares/100 km), situado entre Egito, Vietnname, Estónia e Alemanha. No mesmo recorte, a Malásia possui os bilhetes mais baratos do mundo, enquanto a Bélgica aparece na ponta oposta."

    Ou seja, o próprio título da matéria é completamente sem sentido. A mais perfeita definição de click-bait.
  • anônimo  11/06/2017 21:27
    Uh , mas no mercado interno, onde as empresas brasileiras operam sozinhas, o preço na eh o mais baixo do mundo?

    É só qndo se inclui as rotas internacionais, na qual as empresas estrangeiras podem atuar no Brasil que o preço das passagens sobe
  • obvio  11/06/2017 21:11
    E o que acontece se o Real valoriza mas os preços dos bilhetes se mantém? O estudo perde credibilidade???
    Só rindo..

    Outro dia o comparativo foi com carros, quando um lobista disparou que não faz sentido reclamarmos dos preços dos automóveis no Brasil, citando USA, o detalhe era que o dólar estava na casa dos R$4..

    Assim é fácil!! "ah o Civic americano custa 20 mil dólares, aqui também.."

    É a mesma história sempre, toda vez que o Real está desvalorizado lobistas propagandeiam para os incautos que não faz sentido reclamar dos preços em Banânia..

    Gênio, manda outra..
  • Roberto  12/06/2017 15:21
    Eis o site a que se refere a notícia.

    www.kiwi.com/stories/flight-price-index-2017/usd/

    Vou resumir o que a notícia não disse (aliás, puta mal escrita essa notícia): há cinco rankings.

    1) Voos de curta distância feitas por empresas de baixo custo

    2) Voos de curta distância feitas por empresas de alto padrão

    3) Voos de longa distância feitas por empresas de baixo custo

    4) Voos de longa distância feitas por empresas de alto padrão

    5) Uma média dos 4 itens acima.


    Eis as colocações do Brasil em cada ranking:

    1) Voos de curta distância feitas por empresas de baixo custo: 9º mais barato

    2) Voos de curta distância feitas por empresas de alto padrão: 1º mais barato

    3) Voos de longa distância feitas por empresas de baixo custo: 78º mais barato (penúltimo lugar)

    4) Voos de longa distância feitas por empresas de alto padrão de serviços: 71º mais barato

    5) Uma média dos 4 itens acima: 48º mais barato.


    Conclusão: no geral, estamos na 48ª posição dentre 80. Ou seja, dentre 80 país, somos o 48º mais barato. Nada bom.

    Estamos (muito) bem apenas no quesito voos de curta distância feito por empresas de alto padrão. Isso é completamente esperado, pois se referem às pontes-aéreas, nas quais há grande oferta. Mas é só.

    Essas passagens mais baratas (Rio-SP, Rio-BH, SP-BH) são mais do que compensadas pelos maiores preços de todos os outros trechos, que estão na 71ª e 78ª posição.
  • anônimo  13/06/2017 00:32
    Uh, o real desvalorizou por acaso?


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