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A fórmula para um mundo mais rico? Liberdade, justiça e virtudes burguesas
Idéias e uma profunda mudança de atitude geraram nosso enriquecimento

O mundo é rico e irá se tornar ainda mais rico.  Pare de se preocupar.


Nem todos já estão ricos, é claro.  Aproximadamente um bilhão de pessoas no planeta ainda sobrevive com a equivalente a US$ 3 por dia ou menos.  No entanto, no ano de 1800, praticamente todas as pessoas sobreviviam com US$ 3 ao dia (em valores de hoje).

O Grande Enriquecimento começou na Holanda do século XVII.  No século XVIII, o fenômeno já havia se espalhado para Inglaterra, Escócia e as colônias americanas.  Hoje, ele é praticamente universal.

Economistas e historiadores concordam quanto à sua espantosa e surpreendente magnitude: em 2010, a renda média diária de uma grande variedade de países, incluindo Japão, EUA, Botsuana e Brasil, havia crescido de 1.000 a 3.000% em relação aos níveis de 1800.  As pessoas deixaram de viver em tendas e cabanas de lama e foram morar em casas de dois andares e apartamentos em condomínios.  Saíram de uma realidade marcada por doenças causadas por água suja e infectada e alcançaram uma expectativa de vida de 80 anos.  Saíram da ignorância plena para a alfabetização e o conhecimento.

Ainda há quem diga que os ricos se tornaram mais ricos e os pobres, mais pobres.  Nada mais errado.  A se julgar pelo padrão de conforto básico trazido por itens essenciais, as pessoas mais pobres do planeta foram as que mais ganharam.  Em locais como Irlanda, Cingapura, Finlândia e Itália, mesmo as pessoas que são relativamente pobres têm acesso a alimentação adequada, educação, alojamento e cuidados médicos.  Seus ancestrais não tinham nada disso.  Nem mesmo remotamente.

Desigualdade de riqueza financeira é algo que varia intensamente ao longo do tempo; no entanto, no longo prazo, esta se reduziu.  A desigualdade financeira era maior em 1800 e em 1900 do que é hoje, como até mesmo o economista francês Thomas Piketty reconheceu.  E quando se toma como base o conforto trazido pelo consumo de itens básicos — que é o padrão mais importante de mensuração —, a desigualdade dentro de um país, e também entre países, caiu quase que continuamente.

[N. do E.: a este respeito, vale repetir um trecho deste artigo:

Diferenças na propriedade de ativos não significam uma igual diferença no padrão de vida, muito embora várias pessoas tenham esse fetiche.  Por exemplo, a riqueza de Bill Gates deve ser 100.000 vezes maior do que a minha.  Mas será que ele ingere 100.000 vezes mais calorias, proteínas, carboidratos e gordura saturada do que eu?  Será que as refeições dele são 100.000 vezes mais saborosas que as minhas?  Será que seus filhos são 100.000 vezes mais cultos que os meus?  Será que ele pode viajar para a Europa ou para a Ásia 100.000 vezes mais rápido ou mais seguro?  Será que ele pode viver 100.000 vezes mais do que eu? 

O capitalismo que gerou essa desigualdade é o mesmo que hoje permite com que boa parte do mundo possa viver com uma qualidade de vida muito melhor que a dos reis de antigamente.  Hoje vivemos em condições melhores do que praticamente qualquer pessoa do século XVIII.]

Em todo caso, o problema sempre foi a pobreza, e não a desigualdade em si.  O problema não é quantos iates possui a herdeira da L'Oreal Liliane Bettencourt, mas sim se a francesa média possui o suficiente para se alimentar.  À época em que se passa a história de "Les Misérables", ela não tinha.  Nos últimos 40 anos, estima o Banco Mundial, a proporção da população mundial vivendo com apavorantes US$ 1 ou US$ 2 por dia caiu 50%. 

Paul Collier, economista da Universidade de Oxford, nos exorta a ajudar aquele "1 bilhão de pessoas mais pobres do mundo" entre as mais de 7 bilhões de pessoas que habitam a terra.  Claro, esse é nosso dever moral.  Mas ele também observa que, 50 anos atrás, de cinco bilhões de pessoas, quatro bilhões (80%) viviam em condições miseráveis.  Em 1800, eram 95% de um bilhão.

Podemos melhorar as condições da classe operária.  Aumentar a produtividade — o que permite aumentos salariais — por meio de engenhos possibilitados pela criatividade humana é o que sempre funcionou.  Em contraste, tomar dos ricos para dar aos pobres é um truque que fornece alívio apenas momentâneo.  Por definição, a expropriação é sempre um truque efêmero, sem qualquer efeito benéfico de longo prazo.  Já o enriquecimento trazido por aprimoramentos testados e aprovados pelo mercado é algo perene e que pode se perpetuar por séculos.  Mais ainda: é o que trará ainda mais conforto em termos de acesso a itens básicos e essenciais a praticamente qualquer pessoa do planeta. 

As causas deste Grande Enriquecimento

Mas o que então gerou este grande enriquecimento iniciado ainda na Holanda do século XVII?

Em termos simplificados, houve uma mudança radical na mentalidade das pessoas.  Houve uma mudança na atitude das pessoas em relação ao empreendedorismo, ao sucesso empresarial e à riqueza em geral

Antes de os holandeses, por volta de 1600, ou de os ingleses, por volta de 1700, mudarem o seu modo de pensar, havia honra em apenas duas opções: ser soldado ou ser sacerdote.  A honra estava apenas em estar ou no castelo ou na igreja.  As pessoas que meramente compravam e revendiam coisas para sobreviver, ou mesmo as que inovavam, eram desprezadas e escarnecidas como trapaceiras pecaminosas.

Um carcereiro, no ano de 1200, rejeitou apelos de misericórdia de um homem rico: "Ora, Mestre Arnaud Teisseire, o senhor chafurdava na opulência! Como poderia não ser um pecador?"

E então algo mudou.  Primeiro na Holanda, quando a população se revoltou contra o controle espanhol do país.  Depois na Inglaterra, com sua revolução, a qual é considerada a primeira revolução burguesa da história.  As revoluções e reformas da Europa, de 1517 a 1789, deram voz a pessoas comuns fora das hierarquias de bispos e aristocratas.  As pessoas passaram a admirar empreendedores como Benjamin Franklin, Andrew Carnegie e, atualmente, Bill Gates. A classe média, a burguesia, passou a ser vista como boa e ganhou a autorização para enriquecer.

De certa forma, as pessoas assinaram o 'Tratado da Burguesia', o qual se tornou uma característica dos lugares que hoje são ricos, como a Inglaterra, a Suécia ou Hong Kong: "Deixe-me inovar e ganhar dinheiro no curto prazo como resultado dessa inovação, e eu o tornarei rico no longo prazo".

E foi isso que aconteceu.  Começou no século XVIII com o pára-raios de Franklin e a máquina a vapor de James Watt.  Isso foi expandido, nos anos 1820 (século XIX), para uma nova invenção: as ferrovias com locomotivas a vapor.  E então vieram as estradas macadamizadas, assim chamadas em homenagem ao engenheiro escocês John Loudon McAdam.  Depois surgiram as ceifadeiras, criadas por Cyrus McCormick, e as siderúrgicas, criadas por Andrew Carnegie.  Ambos eram escoceses que viviam nos EUA. 

Tudo se intensificaria ainda mais no restante do século XIX e aceleraria fortemente no início do século XX.  Consequentemente, o Ocidente, que durante séculos havia ficado atrás da China e da civilização islâmica, se tornou incrivelmente inovador.  As pessoas simplesmente passaram a ver com bons olhos a economia de mercado e a destruição criativa gerada por suas lucrativas e rápidas inovações.

Deu-se dignidade e liberdade à classe média pela primeira vez na história da humanidade e esse foi o resultado: o motor a vapor, o tear têxtil automático, a linha de montagem, a orquestra sinfônica, a ferrovia, a empresa, o abolicionismo, a imprensa a vapor, o papel barato, a alfabetização universal, o aço barato, a placa de vidro barata, a universidade moderna, o jornal moderno, a água limpa, o concreto armado, os direitos das mulheres, a luz elétrica, o elevador, o automóvel, o petróleo, as férias, o plástico, meio milhão de novos livros em inglês por ano, o milho híbrido, a penicilina, o avião, o ar urbano limpo, direitos civis, o transplante cardíaco e o computador.

O resultado foi que, pela primeira vez na história, as pessoas comuns e, especialmente os mais pobres, tiveram sua vida melhorada.

Será que o mundo enriqueceu, como diz a esquerda, por meio da exploração de escravos ou de trabalhadores?  Ou por meio do imperialismo?  Não.  Os números são grandes demais para ser explicados por um roubo de soma zero.

Não foi a exploração dos pobres, nem investimentos, nem instituições já existentes.  O que causou o Grande Enriquecimento foi uma mera mudança de mentalidade, uma mera mudança de atitude.  Ou, para simplificar, uma mera ideia, a qual o filósofo e economista Adam Smith rotulou de "o plano liberal para a igualdade, a liberdade e a justiça".  Em uma palavra, foi o liberalismo.  Dê às massas de pessoas comuns igualdade perante a lei e igualdade de dignidade social, e então deixe-as em paz.  Faça isso e elas se tornam extraordinariamente criativas e energéticas.

A ideia liberal foi gerada por uma feliz coincidência de acontecimentos no noroeste europeu de 1517 a 1789: a Reforma, a Revolta Holandesa, as revoluções na Inglaterra e na França, e a proliferação da leitura.  Estes acontecimentos, conjuntamente, libertaram as pessoas comuns, dentre elas a burguesia e sua livre iniciativa. 

Em termos sucintos, o Tratado da Burguesia é este: primeiramente, deixe-me tentar este ou aquele aprimoramento.  Ficarei com os lucros, muito obrigado.  Porém, em um segundo ato, estes lucros servirão de chamariz para aqueles importunos concorrentes, os quais irão também entrar no mercado, aumentar a oferta de bens e serviços, pegar parte da minha clientela e, consequentemente, erodir esses meus lucros (como a Uber fez com a indústria de táxi).  Já no terceiro ato, após todos os aprimoramentos e melhorias que criei terem se espalhado, eles farão com que você melhore de vida substantivamente e fique rico.

E foi isso o que ocorreu.

Você pode discordar e dizer que idéias são coisas corriqueiras e nada especiais, sendo que, para torná-las realidade, é necessário termos um capital físico e humano adequado, bem como boas instituições.  Esta é uma ideia muito popular, principalmente à direita, mas é errada.  Sim, é necessário ter capital e instituições para implantar e incorporar as idéias.  Mas capital e instituições são causas intermediárias e dependentes, e não a raiz.

A causa básica do enriquecimento foi, e ainda é, a ideia liberal, a qual originou a universidade, a ferrovia, as edificações, a internet e, mais importante de tudo, nossas liberdades.  A acumulação de capital é extremamente importante, mas não é a causa precípua do enriquecimento.  Qual foi a acumulação de capital que inflamou as mentes de William Lloyd Garrison e Sojourner Truth?  

Desde Karl Marx, a humanidade criou o hábito de buscar explicações materiais para o progresso humano.  Depender exclusivamente do materialismo para explicar o mundo moderno — seja o materialismo histórico da esquerda ou o economicismo da direita — é um erro.  Idéias sobre a dignidade humana e a liberdade foram as grandes responsáveis.  O mundo moderno surgiu quando se começou a tratar as pessoas com mais respeito, concedendo a elas mais liberdade.

Mudanças econômicas em todo e qualquer período da história dependem — muito mais do que os economistas acreditam — da mentalidade das pessoas.  Dependem daquilo em que elas acreditam.  Foram idéias e mudanças de atitude o que geraram o nosso enriquecimento.

É claro que nem todas as idéias são doces.  Fascismo, racismo, eugenia e nacionalismo são idéias que, recentemente, estão adquirindo um alarmante índice de popularidade.  Mas idéias práticas e agradáveis a respeito de tecnologias lucrativas e de instituições libertadoras, bem como a ideia liberal que permitiu que pessoas comuns, pela primeira vez na história, tivessem liberdade para empreender e enriquecer, geraram o Grande Enriquecimento.  Por isso é importante inspirar, estimular e encorajar as massas.  As elites não precisam desse empurrão, pois já são plenamente inspiradas.  Igualdade perante a lei e igualdade de dignidade ainda são a raiz do desenvolvimento econômico e espiritual.

Por fim, a grande ameaça à nossa prosperidade não são as recessões econômicas temporárias, mas sim a adoção de atitudes contrárias ao lucro e ao progresso.  Quando o ato de empreender e ganhar dinheiro passa a ser demonizado, e quando a inovação é obstaculizada, perdemos aquilo que Adam Smith rotulou de "o óbvio e simples sistema da liberdade natural".  Aceitar e respeitar o capitalismo é uma ideia que funcionou muito bem para as pessoas ao longo dos dois últimos séculos.  Sugiro que a aceitação e o respeito devem continuar.

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Leia também:

O que realmente cria a riqueza - e por que muitas pessoas são contra isso

Uma humilde defesa da liberdade e da não-intromissão de políticos e burocratas em nossas vidas


13 votos

autor

Deirdre McCloskey
é professora de economia, história, inglês, e comunicação na Universidade de Illinois, em Chicago.  Já escreveu 16 livros e publicou 400 artigos, que abordam desde os aspectos técnicos da economia até a ética e as virtudes burguesas. Seu último livro, Bourgeois Dignity: Why Economics Can't Explain the Modern World, é o segundo de uma série de quatro sobre a Era Burguesa.


  • Capital Imoral  13/09/2016 15:20
    O capitalismo te enganou de novo. - FORA TEMER

    Jà dizia o Padre, Tomás de Kempis, "as palavras do homem, mudam como o vento.

    Caro leitor, o dia de hoje está muito bonito, recomendo que você, de uma caminhada, respire o ar, em quanto o capitalismo ainda te permite respirar um ar limpo. Neste texto, eu compartilho com vocês, uma reportagem da revista Veja. As informações são muito curiosas, pois ela mostra, que a minha teoria dos "pastores do capitalismo" estava certa. Para defender o meu ponto, eu passo por Aristóteles, com uma breve citação do livro, Organon. E logicamente, eu não posso deixar de falar de Flávio Augusto e o Fetichismo desta sociedade capitalista.

    Eu gostaria de compartilhar com vocês uma reportagem, que revela a verdadeira face do capitalismo: a mentira. È um pequeno texto da revista Veja, com o seguinte Título: "Caso Bel Pesce reaviva críticas aos 'empreendedores de palco'[1], obviamente a reportagem tenta ter foco em Bel Pesce, mas eu vou estender a critica para todos empreendedores. Abaixo, alguns trechos da reportagem.


    "O termo empreendedorismo de palco é usado pejorativamente para se referir a palestrantes que são bons de apresentação, emocionam e cativam o público, mas que em muitos casos não teriam conteúdo a agregar além de frases de efeito e ideias vazias." [1]


    "Assim como Bel Pesce, Luiz Marins, um veterano das palestras motivacionais voltadas a empreendedores, também já teve seu currículo questionado. Em 2001, a revista EXAME, do Grupo Abril, que edita VEJA, fez uma reportagem mostrando divergências em relação a itens da sua formação como um Phd na Austrália, que na verdade era um curso diferente daquele que equivale a um doutorado. E outro na renomada London School of Economics – que se tratava de um curso introdutório à economia feito também no país da Oceania, mas em uma instituição parceira da escola londrina. Ele dizia ter filiais da sua empresa no exterior, a Anthropos, que na verdade eram representações comerciais sem funcionários." [1]


    "Os paralelos entre Marins e Pesce não se restringem à controvérsia sobre o currículo. Suas palestras são recheadas por raciocínios como "o perigo não é você pensar grande, mas pensar pequeno" e "sem entusiasmo, o sucesso é impossível". Procurado pela reportagem, Marins disse que não poderia responder ao pedido de entrevista." [1]

    Voltei.
    Em seu livro Organon, Aristóteles já nos alertava sobre essa artimanha antiga, hoje tão presente no capitalismo. Eu irei compartilhar com as senhoras, um trecho do livro: "Assim como há pessoas que preferem parecer sábios a sê-lo, em vez de o serem mesmo sem parecer. Para fazer uma comparação enumeradora, a meta de quem sabe, seja em que tema for, é a de não lisonjear o tema acerca do qual sabe e a de desmascarar quem assim proceda, e está dupla meta consiste, uma em poder dar a razão do que diz, e outra em exigir uma razão para o que o outro diz. [2]

    O sistema capitalista é tão cruel, que ele não apenas da voz ao mentiroso, mas permite que ele ganhe dinheiro com a mentira. Portanto é um sistema inverso de valores, em um sentido econômico, eu diria que o capitalismo cria estímulos sociais para a mentira.

    Pois agora o capitalista sabe, ora existe pessoas que se deixam mover pelos sentimentos, portanto eu irei mentir para essas pessoas, irei praticar a exploração delas através de uma troca voluntária e continuar a perpetuar esse sistema de mentiras.

    Poderiam argumentar, "ora Professor, Senhor, Escritor, Filósofo, Capital Imoral, se é voluntário, não é exploração". Eu respondo: Caro estudante de vida, o termo exploração tem o significado de abuso[3], que nos remete a um sistema moral, e não racional. Portanto é neste momento, que vemos a moral estar acima da razão.

    Sobre Flávio Augusto e o Fetichismo
    Fui muito criticado neste site, por chamar, Flávio Augusto de "pastor do capitalismo". A verdade é que, Flávio Augusto é um homem banal, medíocre, ele mesmo admite que não lê os artigos do instituto Mises [4].

    È isto que o capitalismo faz com as pessoas. O sistema torna essas pessoas banais, veja que para ele, o sucesso, é o material, é o carro bonito, é a estética bonita, e os (desculpe o palavrão) otários brasileiros, o seguem como se fosse um Deus.

    O que acontece no Brasil, é esse fetichismo [5] elevado, temos um culto elevado a objetos, temos um culto elevado a pessoas. O nosso modelo de pessoa, é Flávio Augusto e seu carro, é Bel Pesce e suas apresentações no Google, é tudo uma grande mentira, tudo um grande faz de conta.

    Conclusão
    A minha teoria que o capitalismo rouba tempo das pessoas, cabe perfeitamente na conclusão deste artigo. È natural da condição humana, está busca por querer encontrar verdades, na doutrina de igreja católica, tem características espirituais está busca[6]. O ponto central portanto, diz que o capitalismo deturba a busca pela verdade, e utiliza de nossas fraquezas humanas, como por exemplo a concupiscência dos olhos, para nos atrair para falsos heróis e para falsos objetivos.

    [1] Caso Bel Pesce reaviva críticas aos 'empreendedores de palco'
    veja.abril.com.br/economia/caso-bel-pesce-reaviva-criticas-aos-empreendedores-de-palco/

    [2] Livro Organon, elencos sofísticos, numero 4.

    [3] https://www.dicio.com.br/explorar/

    [4] www.mises.org.br/FileUp.aspx?id=405

    [5] Fetichismo
    admiração exagerada, irrestrita, incondicional por uma pessoa ou coisa; veneração.

    [6] Catecismo da igreja católica, do numero 27 a 35.
    Edição Loyola.

    Capital Imoral, é escritor, filosofo, professor de português, e já refutou Mises.
  • Mario Pinto  13/09/2016 22:08
    KKKKKKKKKK!!!!! Você é maluco!!!
  • gustavoab  14/09/2016 00:22
    Não aprendeu até hoje a separar sujeito de predicado e quer falar de capitalismo...quanta groselha em um só texto.
  • Euzis  14/09/2016 00:49
    Sr. Imoral.

    Desculpe ser mal educado e chato, mas para quem faz questão de ter uma assinatura tão pomposa e, dentre outras coisas, incluir "professor de português", o senhor escreve muito mal.

    Sugiro revisar o texto com mais cuidado.
  • Renato Andrade  14/09/2016 03:32
    Sr. Descabeçado Capital Imoral Vitimista - Não, você NUNCA refutou Mises! Isso só existe dentro da sua cabeça e de uma minoria de chimpanzés acadêmicos de gabinete. Você só escreve asneiras, "argumentos" fantasiosos, desprovidas de lógica e sem embasamento empírico. Lembre-se, a teoria é a prática em funcionamento. Enquanto você se mantém na verborragia esquerdista e no fanatismo de idolatração do Deus Estado, a maioria das pessoas está de FATO, trabalhando, criando e provando na vivência prática, os benefícios do capitalismo. E aprenda a e escrever direito. Pra quem se julga graduado em Letras, se expressa muito mal. O poeta Luiz Vaz de Camões deve estar se revirando no túmulo com sua "gramática." kkk!!!
  • Ernane  15/09/2016 13:54
    Descapitalizado de moral, deixa de ser inconveniente.........! Suas teses são ridículas que só você e os outros sociopatas acreditam vai procurar uma lavagem de roupa para ganhar seu tempo.
  • Mak  30/09/2016 23:32
    Capital imoral,

    Vou fazer uma crítica construtiva ao seu comentário,mas espero contar com a sua contribuicão tambem.

    Quando entrei na faculdade fui fortemente atingido pelo fogo cruzado ideológico político brasileiro. Então decidi estudar, voluntariamente, um pouco mais de filosofia, política e economia para eu não ser mais uma folha seca ao vento. Estou acompanhando este site pois representa um pensamento econômico com identidade e legado.

    Tenho percebido que muitas pessoas que gostam de criticar apontam muitos defeitos, problemas ou erros nos seu objetos de crítica; obviamente faz parte do exercício. Pelo método aristotélico de observação e classificação pude identificar três assentos de críticos: os que criticam e apresentam uma ideia aditiva; os que criticam e apresentam uma outra proposta; e os que criticam só porquê não gostou. Me parece que você senta na terceira cadeira, mas...Como estou em processo de aprendizado, e acreditando que um crítico tem que conhecer do assunto para dar opinião, gostaria que você apresentasse, resumidamente, onde esta fundada a sua teoria economica e qual a sua sugestão para o país em relação a política econômica?
  • Mateus  02/01/2017 16:48
    Cara, o que tu escrevestes não tem simplesmente nada a ver com o texto publicado.
  • anônimo  13/09/2016 15:28
    A economia melhorou com a queda dos impérios, queda das ditaduras, descentralização total do poder do governo, etc.

    As pessoas só podem acumular riqueza, quando o governo parar de expropriar a poupança. Ninguém vai ficar rico com governo expropriando a poupança das pessoas.

    Os empresários foram os maiores revolucionários da humanidsde. Quando não existiam empresas, a economia dependia de batatas, bananas, carne, arroz, etc.
  • Andre  13/09/2016 16:11
    Bostwana vai completar 50 anos no final do mês, será que o instituto Mises pode homenagear esta nação que conseguiu obter resultados econômicos bastante expressivos? Sobretudo naquela região tão castigada por todo tipo de atrocidade humana.
  • Um Cão  13/09/2016 20:57
    Fiquei curioso com o comentário do André e acabei fazendo uma rápida pesquisa sobre Botswana e me surpreendi...

    Indice de liberdade economica 2016 no Heritage Foundation:

    Botswana: 71.1
    Brasil: 56.5

    1990:
    Botswana GDP per capita, PPP = USD 5.230,00
    Brasil GDP per capita, PPP = USD 6.620,00

    GDP per capita PPP do brasil 25% maior do que o de Botswana

    2015:
    Botswana GDP per capita, PPP = USD 15.800,00
    Brasil GDP per capita, PPP = USD 15.400,00

    GDP per capita PPP de Botswana 2,6% maior do que o do Brasil.

    Não sei dizer a respeito de liberdade individual (expressão, posse de armas, drogas etc...), más em liberdade econômica, botswana parece estar MUITO a frente do Brasil.

    Fonte:

    Indice de liberdade econômica: www.heritage.org/index/ranking
    GDP
    GDP per capita PPP 2015: data.worldbank.org/indicator/NY.GDP.PCAP.PP.CD?contextual=default&end=2015&locations=BR-BW&start=1961&view=chart&year_high_desc=true
  • Babilonia  13/09/2016 16:16
    Fazendo um resumo do artigo, a CULTURA de uma população determina seu grau de desenvolvimento, quanto mais anti-capitalismo mais subdesenvolvida, o livro as seis lições de Mises exemplifica isso de maneira bem simples de entender. O fato é que a cultura e o conhecimento que a população tem é exatamente este, que o culpado pela pobreza é o capitalismo, o desafio é espalhar a verdade pra população e faze-la defender o certo! Agora como?! Exemplo: minha família, eu tento faze-los ler Mises, pra que eles entendam que eles não devem odiar o empreendedorismo, mas sinceramente.... tento explicar e tal, e é bem difícil, agora imagine o resto do Brasil, imagine trazer esse discurso REVOLUCIONÁRIO, pra dentro de sala de aula, revolucionário pois, pela quantidade de desinformação espalhado em sala de aula por doutrinadores é um choque quando você mostra essas ideias, soa aos ouvidos deles como radicalismo! A batalha do capitalismo no século XXI, é de fato a cultural.
  • Carlos Lima  13/09/2016 18:50
    eu tenho obtido alguns bons resultados dando exemplos. tudo bem, errar é humano e persistir no erro é mais humano ainda. daí porque dificilmente alguém admite que está errado durante o debate. mas pelo menos alguma coisa diferente entra no cérebro do indivíduo ou daqueles que estão observando a conversa. então, num reprocessamento de ideias, talvez algumas ligações sejam desfeitas e outras apareçam, pró livre mercado e anti-estado obviamente. pelo menos esse é o meu desejo. recentemente consegui que pelo menos quatro amigos declarassem que não iriam mais comparecer às urnas. pra mim foi uma vitória. antes os mais revoltados diziam que no máximo votariam nulo, mas compareceriam. hoje já tem gente com coragem pra não aceitar mais fazer papel de idiota numa fila de votação. é trabalho de formiguinha, mas o que mais se pode fazer?
  • WDA  20/09/2016 02:58
    O negócio é não parar nunca! Se estamos dizendo a verdade, não podemos parar de defendê-la
  • Junior  13/09/2016 16:38
    Pra quem sente curiosidade em saber quantas pessoas visitam o Mises!

    Link:https://www.similarweb.com/website/mises.org.br
  • Anderson Brandão Fernandes  13/09/2016 17:33
    Nunca vi um site com uma seção de comentários com o nível deste.
  • Carlos Lima  13/09/2016 18:56
    concordo totalmente. nunca vi nada nem parecido. por isso costumo dizer que aqui é um dos poucos locais onde não somos obrigados a deglutir esse enorme lixo disponibilizado na internet. parabéns aos responsáveis pelo site, principalmente ao LEANDRO ROQUE, cujo trabalho tenho acompanhado faz algum tempo.
  • Anderson Henrique   13/09/2016 17:46
    Acho que a tecnologia é um material indispensável para a geração de riquezas, somente com ela se pode deixar o trabalho mais eficiente e lucrativo. Precisamos urgentemente de uma Revolução Tecno-Cientifica no nosso país.
  • Rafael  13/09/2016 18:38
    Desista. Pelo menos nessa vida. Aqui é tudo atrasado. A onda agora é ir embora. Ou então prestar concurso pra virar barnabé.
  • Andre  13/09/2016 19:21
    Este país precisa mesmo é de uma cova para enterrá-lo.
    Se você é jovem vá embora disto aqui, se aqui melhorar um dia, ainda vai voltar por cima dos bobos que aqui ficaram, na bonança as empresas caem matando em cima de profissionais com experiência no exterior, nem que tenha sido um assistentezinho numa empresinha familiar de um país de primeiro mundo.
  • Babilonia  13/09/2016 19:32
    Mas como podemos fazer uma revolução dessas se governo não permite?! Brasileiro não é burro (nenhum povo o é) eu tenho certeza que diversos brasileiros criariam grandes empresas e novas tecnologias em pouco tempo, caso governo saísse da frente! Os elefantes não cairão porque formigas simplesmente querem passar, antes dessa revolução, nós precisamos da cultural, a cultura de respeito a propriedade privada, a consciência sobre o roubo que é chamado de imposto, sobre os malefícios que é um governo gerir (ou tentar) uma economia...... e por aí vai
    Um claro exemplo disso, é a manada de cientistas brasileiros que vão embora, porque não vale a pena ficar aqui, ninguém pode "colocar um triângulo no chão sem dar dinheiro na mão de políticos", disse uma vez uns dos diretores da Odebrecht (veja bem, não estou defendendo essa empresa, apenas dando um exemplo de como é impossível fazer o que quer que seja nesse país), brasileiro não pode empreender, inovar ou criar, por mais que ele tenha essa capacidade, porque governo decidiu assim.
  • anônimo  13/09/2016 22:46
    Jovem, isso aqui não é um país. No máximo, isso aqui é um hospício lotado de comunistas, socialistas, sociais democratas e progressitas.


  • Andre  13/09/2016 23:28
    E já que mencionou hospício de socialistas:

    emais.estadao.com.br/noticias/gente,bela-gil-comeu-a-propria-placenta-e-a-internet-nao-esta-sabendo-lidar-com-essa-informacao,10000075582
  • anônimo  13/09/2016 23:11
    Jovem, há um longo caminho entre o comunismo mínimo e o estado mínimo.

    Nós ainda estamos no comunismo mínimo.
  • Felipe Scherb  13/09/2016 17:59
    Antes da revolução industrial toda riqueza ficava com a nobreza e o clero. Os reis eram ricos só porque nasceram reis. O capitalismo surgiu então e deu a oportunidade das pessoas gerarem riqueza servindo a população com produtos e serviços que atendem às suas necessidades. Bill Gates ficou rico porque criou um produto que revolucionou a vida das pessoas, e estas pessoas o deixaram rico por isso. No livre mercado, a população que regula pra onde vai a riqueza através do consumo. Sem acúmulo de riqueza, o ser humano não tem porque inovar e e criar coisas novas e a sociedade fica estagnada.
  • Carlos Henrique  13/09/2016 19:06
    Queria uma matéria sobre Botswana também...... Ótimo texto, na última eleição votei no PT não me arrependo pq achava que era o melhor é que as pessoas estavam pessimistas demais, com o tempo pessoas me mostraram o contrário o quanto eu era ignorante e quanto o governo tinha más intenções e como ele estava nos levando a pobreza, esse site me trouxe mais conhecimento ainda! Obrigado! Hj digo q sou liberal e sei defender meus ponto de vista.
  • Paulo Henrique MB  13/09/2016 19:59
    E essa notícia recente aqui?
    economia.uol.com.br/noticias/bloomberg/2016/09/08/vacas-sao-abatidas-nos-eua-para-manter-preco-do-leite-alto.htm

    A ''esquerda'' já está em polvorosa atacando as ''falhas de mercado''

    Daria um bom artigo acho

    (Principalmente sobre os subsídios a essa industria)
  • Doutor Lair Ribeiro  13/09/2016 21:22
    Esse é um setor que vai morrer. Ainda bem. Como a própria reportagem diz, "as vendas de leite líquido estão caindo vertiginosamente".

    Um dia a humanidade ainda se dará conta de todo o mal que o leite da vaca faz. Leite da vaca é próprio para bezerro, e não para seres humanos. Tomar leite de vaca é algo relativamente novo na história humana.


  • anônimo  13/09/2016 21:52
    É só o que me faltava, agora vão reclamar do leite de vaca. Daqui a pouco vão dizer que só devemos consumir leite materno e orgânicos.
  • Pobre Paulista  14/09/2016 01:32
    Ainda bem que tem gente que sabe qual a dieta ideal para a humanidade. Agora só falta convencer o mundo inteiro disso.
  • Andre  13/09/2016 21:49
    O preço da carne de churrasco e de tantos outros insumos fornecidos por bovinos vai baixar e mais do que compensar a alta do leite, qual a falha de mercado aí? No máximo falha de comunicação, ou na sinapse dos neurônios de quem cai nessa.
  • anônimo  13/09/2016 21:11
    Me tirem uma duvida sobre reserva fracionaria.
    Exemplo se um Banco recebe de correntistas e poupadores 1.000 $. Deposita 280 $ no BACEM. A Reserva fracionaria são os 820 $? Ou eles emprestam mais que esses 820 $?
  • Fiducia  13/09/2016 21:33
    De início os $ 820.

    Perceba que, logo que o banco empresta esses $ 820 para outra pessoa, surge uma situação estranha: duas pessoas distintas ficam com acesso imediato à mesma propriedade, um total conflito jurídico.

    O correntista tem acesso integral aos seus $ 1.000.

    Simultaneamente, o tomador do empréstimo tem acesso aos $ 820 do correntista que lhe foram emprestados.

    Portanto, existem apenas $ 1.000, mas há $ 1.820 em posse de duas pessoas.

    O sistema bancário brasileiro e seus detalhes quase nunca mencionados

    A esquisitice do sistema bancário de reservas fracionárias
  • Pobre Paulista  14/09/2016 01:34
    Não para aí.

    Esses 820 emprestados irão necessariamente cair em uma conta corrente, dos quais $229,6 serão depositados no bacen e $590,4 serão re-emprestados, e assim por diante.

    A conta final é: $1.000 depositados = $3.571,42 em crédito circulando por aí.

  • Leonardo Magalhaes  14/09/2016 16:51
    Seguem algumas questões:

    primeiro vamos abstrair a questão de incentivo governamental via Banco Central para manutenção de baixas reservas, uma vez que historicamente socorre os bancos insolventes, e supor um sistema bancário, realmente sem intervenção.

    Vocês acreditam que as reservas passariam a ser de 100%? (Vale lembrar que antes dos bancos centrais já existiam reservas fracionárias)

    Suponhamos então que a reserva "natural" do mercado seja inferior a 100%, não haveria o citado conflito jurídico de propriedade nessa fração que seria multiplicada?

    Para garantir os 100% de reserva não seria necessária uma imposição ou mesmo uma acordo, mesmo que via auto-regulação, para isso? Mais, é relevante que haja 100% de reserva, um nível alto já não garantiria uma solvência razoável?
  • Andre Cavalcante  13/09/2016 23:41
    Favoritadíssimo!!!!

  • Paulo  14/09/2016 00:36
    Por menos que gostemos de desiguladades, elas surgem até entre filhos criados sob um mesmo teto. Pessoas têm aspirações, talentos e capacidades diferentes. Ademais, se pode ter diferenças brutais com a base vivendo dignamente ou igualdade na miséria. O danado é que o caminho da prosperidade é lento. Pressupõe institições sólidas, liberdades e bons investimentos em educação. Países que depois que trilham esse caminho podem até se dar ao luxo depois de terem programas socias mais generosos e leis ambientais mais duras (é daqui que nasce o mito do socialismo escandinavo). O atalho é o chavismo (e homólogos), que visa acabar com diferenças na marra (ignorando o fato de que sempre um aparato burocrático passou a ser mais igual do que os outros), desapropriando, tabelando, nacionalizando, confiscando, botando brucutu para achacar comerciante. Pode até dar resultando no curto prazo... no curto prazo.
  • Kynox  14/09/2016 06:17
    Alguém possui materiais acerca dessas revoluções que desencadearam o pensamento liberal? Procurei, mas não obtive sucesso.
  • William  14/09/2016 11:39
    Como assim? Você nunca ouviu falar da Revolução Gloriosa? Nem da Revolta Holandesa?

    en.wikipedia.org/wiki/Dutch_Revolt

    en.wikipedia.org/wiki/Glorious_Revolution
  • Bob Feldas  14/09/2016 12:40
    Excelente texto.

    Aproveito pra divulgar um bloquezinho mequetrefe:
    https://folhabananense.wordpress.com
  • Imposto e' roubo  15/09/2016 19:46

    folhabananense.wordpress.com is no longer available.

    The authors have deleted this site.
  • Sérgio  15/09/2016 00:24
    E quem vai nos proteger dos terroristas jihadistas cultivando "virtudes burguesas"? Se é que existe "virtude burguesa"...

    No século VIII, os muçulmanos invadiram o Reino Franco. Em 732, na Batalha de Poitiers, as tropas de Cartel Martel derrotaram os muçulmanos e assim salvaram o ocidente...hj os jihadistas cometem atentados em solo ocidental e nenhuma reação (quantas vezes os jihadistas atacaram a França desde o atentado do Charlie Hebdo e até agora nenhuma reação?) E pq isso acontece?

    Na Idade Média objetivo de vida era a realização de grandes obras...era a glória.

    Na concepção burguesa, pelo contrário, a glória não representa nada. O gozo é a razão de ser da vida. Então é preciso afastar a glória para ter só gozo.
  • Buarque  15/09/2016 00:36
    Ué, você acabou de dizer que não há mais virtudes burgueses (e, fato, elas foram perdidas mesmo), e, logo em seguida, questiona a não-reação ao islamismo?

    Dissonância cognitiva?
  • Rafael JP  25/09/2016 11:18
    O valor humano Liberdade antecede ao próprio Capitalismo e aos "ismos" como Esquerdismo e Direitismo (pseudo filosofias de sinônimo como: Facismo, Comunismo, Nazismo e Marksismo).


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