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Por que nem os próprios socialistas levam o socialismo a sério
O grande desafio é encontrar um socialista que viva de acordo com aquilo que prega

Há uma constante em minhas conversas e debates com socialistas e comunistas: sempre que debatemos as consequências práticas (e trágicas) do comunismo e do socialismo implantados em outros países, a resposta uniforme é a de que "aquilo não representa o comunismo/socialismo verdadeiro".

Stálin não era um comunista de verdade. Nem MaoPol-Pot, muito menos.  Castro até tentou, mas se desviou.  Tito?  Nem sei quem é.  Chávez — até três anos atrás, ídolo de onze em cada dez socialistas —, então, tornou-se um pária.   O grego Alexis Tsipras nem sequer pode ser rotulado de socialista.  

Todos esses deturparam Marx, o comunismo e o socialismo.

Frases como essa, bem como suas variáveis, podem ser ouvidas amiúdes, tanto nas mídias sociais quanto nos debates públicos.  Algumas pessoas, inclusive, vão mais além e dizem que o próprio Marx era um "falso comunista" — no entanto, considerando-se que Marx, ao final da sua vida, quando via o que as pessoas faziam em seu nome, já não se dizia marxista, esta última afirmação tem até um quê de verdade.

O problema é que, se levarmos a sério essas frases, jamais saberemos o que realmente é o comunismo e o socialismo.  Quando faço essa pergunto direta, obtenho respostas tão esclarecedoras e úteis quanto um fósforo usado.

"Socialismo de verdade é ser a favor do povo".

"Socialismo verdadeiro é ser contra a opressão".

"Socialismo genuíno é ser a favor da igualdade".  

"Socialismo verídico é ser contra o capitalismo". (Esta última é a mais precisa).

Em algumas raras ocasiões, há menções a medidas mais concretas, como aumento dos gastos com assistencialismo, aumento de impostos sobre os ricos (sem se definir exatamente o que seja um "rico"), aumento do salário mínimo, e até mesmo a estatização dos meios de produção, principalmente dos bancos (o que mostra ignorância acerca do fato de que o governo não apenas já controla os bancos por meio do Banco Central, como também é responsável por metade do crédito da economia, e com consequências trágicas).

No entanto, o que é realmente indelével é o fato de que os comunistas e socialistas vivem em uma contradição insanável.  Se, de um lado, eles se dizem a favor de eliminar a exploração, a opressão e a desigualdade, de outro, eles propõem que a maneira de se fazer isso é concedendo poderes absolutos ao estado.   

Ou seja, a maneira de acabar com a opressão, a exploração e a desigualdade é atribuindo ainda mais poderes exatamente à instituição que explora, oprime e gera todas as desigualdade observáveis.

Essa contradição é tanto mais inexplicável quando se observa que os primeiros movimentos comunistas e socialistas construíram-se frequentemente em oposição ao estado.  O estado era visto como o instrumento da burguesia. Era o estado quem mantinha a exploração viva, quem impedia aos proletários de serem autônomos com as suas cooperativas e arranjos de ajuda mútua.

[N. do E.: Marx defendia o fim do estado e profetizou que o estado desapareceria sob o comunismo.  Mas ele nunca explicou como ou por que isso iria acontecer.  Sua teoria era bizarra.  Ele dizia que, para abolir o estado, era necessário antes maximizá-lo.  A ideia era que, quando tudo fosse do estado, não haveria mais um estado como entidade distinta da sociedade; se tudo se tornasse propriedade do estado, então não haveria mais um estado propriamente dito, pois sociedade e estado teriam virado a mesma coisa, uma só entidade — e, assim, todos estariam livres do estado.

O raciocínio é totalmente sem sentido.  Por essa lógica, se o estado dominar completamente tudo o que pertence aos indivíduos, dominando inclusive seu corpo e seus pensamentos, então os indivíduos estarão completamente livres, pois não mais terão qualquer noção de liberdade — afinal, é exatamente a ausência de qualquer noção de liberdade que o fará se sentir livre.]

Dado que os comunistas e socialistas de hoje defendem o estado máximo, em oposição aos comunistas e socialistas de antigamente que defendiam sua abolição, isso significa eles viraram estatistas.  Eles são, no fundo, os novos privilegiados.  São defensores supremos da ordem estabelecida.  Traíram os seus valores.

Socialista coerente é um paradoxo

Por mais incrível que pareça, a única forma de fazer uma defesa minimamente coerente do comunismo e do socialismo é recorrendo a pressupostos liberais. 

Por exemplo, como querem incentivar a partilha de bens se defendem impostos que roubam metade da renda?  

Como querem combater os "grandes capitalistas" se eles próprios defendem todos os tipos de protecionismos, subsídios e reservas de mercado às grandes empresas?

Como querem acabar com a desigualdade de renda se defendem a existência de um Banco Central que protege e sustenta a expansão do crédito feita pelos grandes bancos, a qual é a principal causa da desigualdade de renda?

Como querem libertar os pobres da opressão se criam todos os tipos de dificuldades e empecilhos para que eles arrumem emprego e tenham aumentos salariais?

Como querem que os pobres enriqueçam se eles não podem empreender livremente, sem se submeter a regulamentações onerosas e a burocracias estatais que só fomentam a corrupção e engordam o caixa dos ratos?

Como irão convencer os trabalhadores a se libertarem da "opressão do trabalho assalariado" e a criarem cooperativas e esquemas de auxílio mútuo sem defender a livre iniciativa?  Sem defender a liberdade de associação?  Como querem que isso aconteça se não existe a liberdade para eles se organizarem como entenderem, sem amarras burocráticas, tributárias, regulatórias e sindicais?  

Como querem convencê-los a embarcar nesses projetos por meio da força?  

Impossível fazer tal defesa sem recorrer a idéias liberais.

O real problema é este: os socialistas e comunistas viraram estatistas. Se eles estivessem verdadeiramente preocupados com os pobres e com o fim da penúria, estariam recorrendo a idéias intrinsecamente liberais.

Mas não.  Como agora eles fazem parte da casta privilegiada que vive incrustada no aparato estatal, preferem apenas proferir palavras socialmente sensíveis, sem no entanto oferecer qualquer solução prática.  Tal atitude não só é contraditória como também fere todo o suposto espírito socialista.

E qual seria esse suposto espírito socialista?  Seria uma maneira conciliar a vida com as idéias defendidas.  Dado que o socialismo supostamente defende a partilha, o altruísmo e a igualdade material, então os socialistas têm de viver segundo esses princípios.

Mas o que eles fazem?

Os políticos membros de partidos comunistas e socialistas doam parte do seu salário para o partido e ficam com o resto.  Os pobres não são contemplados com nada.  (Mas pagam, por meio de impostos indiretos, os salários dessa gente).

Há manifestações contra "tudo que está aí" e a favor de nada concreto ou específico, o que significa que, em vez de estimularem a instrução do povo, preferem distraí-lo e incitá-lo ao conflito.

Todos os partidos comunistas, socialistas e trabalhistas, bem como seus membros, possuem um patrimônio imobiliário invejável.  No entanto, nunca se ouviu histórias de mendigos dormindo lá dentro ou sendo ali acolhidos para usufruírem refeições quentes.

Há militantes e sindicalistas que jamais puseram os pés em um chão de fábrica, jamais tiveram de trabalhar pesado e jamais carregaram um instrumento de trabalho mais pesado que um lápis.

Há sindicalistas que se mobilizam para manifestações em favor de mais estado e de mais impostos, totalmente ignorantes em relação às consequências negativas dessas demandas sobre a empresa privada, que é quem pode gerar empregos para os pobres e permitir sua ascensão social.

Há militantes que insultam abertamente em vez de promover o debate, a compaixão e a compreensão.

Há militantes agarrados a idéias arcaicas e comprovadamente falidas em vez de abraçarem a modernidade e toda a possibilidade de enriquecimento que esta oferece aos mais pobres.

Há militantes e sindicalistas que se comportam gananciosamente e enriquecem na política e no sindicalismo, tudo com o dinheiro oriundo dos pobres e sem jamais repassar nada a eles em troca.

Conclusão

O grande desafio hoje é encontrarmos um socialista coerente, que viva de acordo com aquilo que diz defender.  Talvez tal impossibilidade decorra do fato de que não existem mais socialistas; existem apenas interesseiros e demagogos.


12 votos

autor

André Pereira Gonçalves
é colaborador do Instituto Ludwig von Mises Portugal, estudante em Direito na Universidade de Friburgo (Suíça), e anarco-capitalista jusnaturalista.


  • mauricio barbosa  12/09/2016 15:25
    Eles criticam o que eles são na pratica, e condenam aquilo que eles mesmos fazem. Ou seja, se perderam na história...
  • Pobre Paulista  12/09/2016 15:49
    Deturparam Marx (tm)
  • Mateus Dorigão  12/09/2016 15:59
    Sempre me interessei por política e econômica, comecei a ler mais sobre o assunto a pouco tempo, mas desde o começo sempre achei que o socialismo e comunismo não funciona na prática.
    Minha professora de geografia petista me odiava kkkkkkkkkkj, mas foi melhor professora que já tive.
  • Marcos  12/09/2016 16:05
    Esse cara faz parte da equipe do instituto? Um bom texto.
    .
    .
    .
    Alguém pode me dizer que tipo de texto é esse que se divide em perguntas, iguais os daqui.
  • Luís Gustavo  12/09/2016 16:12
    Todos os "socialistas" que já conheci fazem apenas parte da massa de manobra de um pequeno grupo de pessoas privilegiadas com um projeto de poder, e que conseguiram incutir nesses sonhadores utopias em que nem eles próprios realmente acreditam.
  • Renan Merlin  12/09/2016 16:52
    Leandro eu vi um Hangout sobre econômia nesse sabado e teve um sujeito que explicou que o unico pais do mundo que pode imprimir dinheiro a vontade que não causa inflação é os EUA porque eles tem o dolar que é moeda de reserva internacional.
    Isso procede e se procede por que isso ocorre? Quais as vantagens praticas de emitir a moeda de reserva internacional?
  • Leandro  12/09/2016 18:14
    A conclusão, em si, está correta, embora o raciocínio esteja errado.

    Funciona assim: quem tem a moeda internacional de troca tem a moeda mais demandada do mundo. Dado que o dólar é a moeda internacional de troca, e dado que todas as pessoas do mundo estão dispostas a aceitá-lo, isso concede aos americanos uma grande vantagem: todo o mundo quer vender para eles.

    Consequentemente, quanto mais os estrangeiros vendem para os americanos, menor a pressão inflacionária nos EUA e maior o bem-estar dos americanos. E quando o dólar se fortalece, boa parte do que é produzido nos outros países é voltada para a exportação para os americanos a preços baixos, o que aumenta ainda mais o seu bem-estar.

    Adicionalmente, o país que tem a moeda internacional de troca tem os déficits do seu governo alegremente financiado pelos estrangeiros. Só o BACEN brasileiro tem 370 bilhões de dólares em reservas internacionais. Onde está esse dinheiro? Aplicado em títulos do Tesouro americano. Nós financiamos o déficit orçamentário dos americanos. Todos os bancos centrais do mundo fazem a mesmíssima coisa: eles compram os dólares das exportações e aplicam em títulos do Tesouro americano.

    Ou seja, é o resto do mundo quem financia os déficits do governo americano. Enquanto financiamos seu governo, os americanos podem se dar ao luxo de direcionar sua poupança para investimentos produtivos. Enquanto o resto do mundo financia seu governo, os americanos utilizam seu dinheiro para pesquisa e inovação.

    Não fosse o dólar uma moeda internacional de troca -- o que significa que ele seria menos demandado --, boa parte dos americanos teria de desviar seu dinheiro para financiar o governo. Dinheiro que hoje vai para Apple, Amazon, Microsoft e Intel iria para a financiar a burocracia americana. O país seria muito mais pobre.

    Essas são vantagens.
  • mauricio barbosa  12/09/2016 20:33
    Leandro e quais as desvantagens de se ter a moeda internacional de trocas,haja vista que tudo na vida tem um custo-benefício.
  • Leandro  12/09/2016 21:00
    Em tese não há desvantagens.

    O que pode acontecer, no entanto, é que, como a moeda se mantém forte por mais tempo, as consequências de uma expansão do crédito (inflação de preços) podem demorar a se manifestar, de modo que os desarranjos gerados pela expansão do crédito podem se perpetuar por mais tempo. Consequentemente, a etapa da correção (recessão) pode ser mais prolongada e dolorosa.

    Mas isso não é um defeito de se ter a moeda internacional de troca; isso é uma política do Banco Central.
  • mauricio barbosa  12/09/2016 23:29
    Leandro entendi sua resposta,agora os militontos e seus mestres do absurdo(Professores universitários)gostam de dizer que os EUA por ter esta hegemonia monetária e militar tem vantagem em relação ao resto do mundo,mas se esquecem que para se manter enquanto polícia do mundo o mesmo incorre em altos gastos militares,o que pressiona seu déficit orçamentário e comercial mais conhecido como déficits gêmeos,enfim ser o caixa(Moeda de reserva) e polícia(Segurança)do mundo tem vantagens e desvantagens sob esse ponto de vista,enfim a miopia dos vermelhos faz eles enxergarem só uma face da moeda e omitirem a outra por ignorância,mau-caratismo ou uma mistura confusa das duas...
    Leandro esses vermelhos são cansativos e só persuadem os desavisados ou desatualizados,pois os bem-informados estão vacinados contra suas falácias.
    Agora Leandro minha observação está correta ou faltou mais algum dado?
  • Renan Merlin  12/09/2016 21:45
    Então deixa ver se eu entendi, a vantagem dos americanos e que mesmo que eles imprimam dinheiro a vontade, esse dinheiro vai pra fora e isso?
  • Leandro  12/09/2016 22:22
    Não. Essa afirmação -- embora seja bastante utilizada, inclusive por economistas -- é tecnicamente incorreta.

    O dólar não "sai" dos EUA, assim como o real não "sai" do Brasil. O dígitos eletrônicos denominados em dólar não saem dos bancos americanos assim como os dígitos eletrônicos denominados em reais não saem dos bancos brasileiros.

    Quando um brasileiro exporta soja para os EUA, não entram dólares na sua conta bancária aqui no Brasil. O dólar não é moeda corrente aqui e nem na esmagadora maioria dos países do mundo. Sendo assim, o dólar não "entra" nesses países via sistema bancário e nem muito menos sai do sistema bancário americano.

    O que ocorre na prática é que o exportador brasileiro adquire a titularidade de uma conta bancária, em um banco americano, em dólares. Ato contínuo, ele pode decidir entre vender a titularidade dessa conta bancária para outra pessoa (normalmente para um banco brasileiro ou para um importador brasileiro, que então depositará reais em sua conta em um banco brasileiro) ou manter a propriedade dessa conta em dólares, decidindo investir esses dólares na própria economia americana (comprando ações, debêntures ou até mesmo títulos do governo americano).

    Perceba que os dólares nunca saíram dos EUA. A única coisa que aconteceu foi que a titularidade de uma conta bancária em um banco americano mudou de dono: um importador americano de soja brasileira repassou uma parte de seus dólares para um exportador brasileiro, que então decidirá o que fazer com os dólares dessa conta (ele pode vender para um banco brasileiro ou para um importador brasileiro, sempre em troca de reais).

    Funciona assim no mundo todo. As tão propaladas reservas internacionais do nosso Banco Central (que estão em 370 bilhões de dólares) nada mais são do que meros dígitos eletrônicos, em bancos americanos, que foram aplicados em títulos do Tesouro americano.

    Portanto, essa ideia de que os dólares saem dos EUA e que isso diminui a pressão sobre os preços é tecnicamente incorreta. Os dólares não saem dos bancos americanos. E tampouco eles saem da economia americana.

    Logo, e por definição, não há essa pressão baixista sobre os preços. O que realmente afeta os preços americanos é o fato de que, dado que a demanda por dólares é mundial, isso faz com que o dólar seja mais forte do que seria caso não houvesse essa demanda mundial. E, como já ensinou este site, moeda forte gera preços contidos.

    Obs: o único dólar que realmente sai dos EUA são as cédulas utilizadas nos mercados de drogas dos países da América do Sul. E também os dólares em espécie utilizados nas casas de câmbio mundo afora. Mas essa quantidade de papel-moeda é ínfima em relação à massa monetária total.
  • anônimo  12/09/2016 22:58
    Leandro, então como o governo manipula a taxa de câmbio? Comprando e vendendo dólares? Outra coisa, o que seria swap cambial?
  • Leandro  12/09/2016 23:26
    Sob um regime de câmbio flutuante sujo, sim. Mas o efeito é apenas de curto prazo e é impossível de ser prolongado.

    Para entender por quê, veja este artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2196


    Leilões de swap cambial envolvem operações no mercado futuro. O BC vende contratos de dólar hoje com o intuito de entregar apenas no futuro. Na prática, nada mais é do que um acordo de recompra.

    Não há uso efetivo de dólares no processo. Trata-se de uma operação cuja liquidação se dá toda ela em reais. O BC paga aos investidores (em reais) a variação do câmbio no período de vigência dos contratos. E os investidores pagam ao BC a oscilação dos DI. Tudo em reais.

    Ou seja, na prática, o BC cria reais e, com isso, tenta garantir (em reais) a renda de quem perdeu com o câmbio. É uma mamata.
  • Renan Merlin  13/09/2016 00:48
    Leandro deixa ver se eu entendi. Como o dolar e aceito no mundo inteiro o FED pode imprimir dinheiro a vontade que não gera inflação nos EUA pois esse excesso de dinheiro aumenta a importação e portanto reduz pressão inflacionaria nos EUA. Mas se imprimir demais o dolar não pode deixar de ser aceito por perder seu valor?
  • Leandro  13/09/2016 01:07
    Mais atenção, por favor. Em momento algum recorri a essa hipérbole. Leia de novo. Apenas disse que, pelo fato de o dólar ser a moeda internacional de troca -- o que faz com que ele seja a moeda mais demandada do mundo --, há espaço par uma maior flexibilidade para as políticas monetárias do Fed. O Brasil, por exemplo, não usufrui esse privilégio.

    Tudo o mais constante, a mesma expansão monetária gera menos pressão nos preços nos EUA do que no Brasil. O fato de a economia americana ser mais aberta que a brasileira -- e uma das mais abertas do mundo -- também ajuda bastante.

    Agora, em momento algum eu disse que "o Fed pode imprimir dinheiro a vontade, que isso não gera inflação nos EUA". Não generalizemos e não exageremos.
  • Lucas Antônio  13/09/2016 09:22
    Acompanhei essa pequena digressão aqui e fiquei curioso a respeito das "reservas internacionais". Não sou da área, cheguei a ler sobre o assunto, mas considerei demasiado abstrato apreender a matéria. Por isso, por gentileza, pergunto:

    a) como se formam as reservas internacionais? o Bacen consegue originalmente dinheiro da onde?
    - penso não ser de tributos em geral ou de títulos da dívida pública (pois deveriam ser revertidos a finalidades diversas), ou seja, não visualizo como essa "riqueza" surge.

    b) houve uma elevação sensível das reservas entre o governo do FHC e de Lula e Dilma.
    b.1) antes da adoção câmbio flutuante pelo governo do primeiro, eram das reservas internacionais que se corrigia o câmbio?
    b.2) por que durante o governo dos últimos as reservas foram elevadas?

    c) com todos os problemas internos no Brasil, por que um quinhão das reservas não poderia ser utilizado para a crise existente? é tão inexequível assim implementar semelhante alternativa?


    Att.
  • Leandro  13/09/2016 11:22
    a) O BC cria reais eletronicamente (cria dinheiro do nada) e compra dólares trazidos ou pelas exportações ou pelo investimento estrangeiro.

    b.1) Sim. Mas também pelos juros. Ver aqui.

    b.2) Porque houve uma grande entrada de dólares em decorrência do alto preço das commodities, gerado pelo dólar fraco da época. Ver aqui.

    c) Para usar as reservas, o BC teria de vender dólares e coletar reais. Feito isso, logo em seguida, o BC teria de repassar os reais (que ele coletou com a venda dos dólares) ao Tesouro para fazer essas obras públicas. Aí entra a encrenca: tal operação pode ser considerada um financiamento direto ao Tesouro pelo Banco Central.

    Se for, viola a lei.

    Se não for, no mínimo irá gerar desconfiança nos investidores estrangeiros, o que pode ocasionar uma saída de capitais e uma consequente pressão sobre a taxa de câmbio, aditivando a carestia.
  • Andre Fernandes  13/09/2016 15:00
    Leandro,

    Mais um questionamento em cima da questão do FED imprimir dinheiro "a vontade" que foi colocada.

    O fato de não haver pressão inflacionária nos EUA não é em razão do FED estar imprimindo dinheiro sem deixar que o mesmo chegue de fato a economia? Lembro que li aqui sobre a política do FED de pagar juros sobre todo e qualquer valor acima do compulsório, o que faz com que seja muito mais seguro para os bancos deixar o dinheiro no FED ao invés de emprestá-lo para a população. Isso deveria minimizar quaisquer efeitos nos preços, ou não?

    Abraços
  • Leandro  13/09/2016 15:10
    Aí já é outro assunto.

    Sim, em termos específicos do QE, aconteceu exatamente isso que você descreveu.

    Mas a afirmação feita por outro leitor foi mais generalizado, dizendo que o Fed tinha carta branca para imprimir dinheiro como quisesse, pois isso jamais causaria inflação de preços. Não é verdade.
  • Anderson Brandão Fernandes  12/09/2016 21:45
    Daria para usar o Real atrelado ao bitcoin ou qualquer outra criptomoeda, como lastro, em conjuntura com as reformas do sistema financeiro e redução máxima do estado apresentadas aqui para se livrar do domínio do dólar?
  • Renan Merlin  12/09/2016 22:35
    Se o Brasil tivesse reservas suficientes de bitcoin pra lastrear mas ate porque é uma moeda que ameaça a tirania estatal eles nuuuunca farão isso, pelo contrario e mais facil "regulamentar" que e a palavra bonitinha pra proibir.
  • anônimo  13/09/2016 09:50
    O site ficou sujo e poluído e a única mudança que poderia torná-lo mais funcional, diminuir essas distâncias entre um comentário e outro pro texto não ficar imprensado, não foi feita.
  • Leonardo  23/09/2016 13:30
    Leandro, faço um breve check-in para parabenizar a sua disponibilidade de compartilhar tais informações magníficas. Muito obrigado.
  • anônimo  13/09/2016 06:03
    Não tem tudo isso de Bitcoin pra lastrear. O Pib do Brasil é de 4,4 trilhões e tem ao todo 21 milhões de bitcoins ao valor de 1,8 mil cada um que da na casa de R$ 37,8 bilhões
  • Felipe Lange Souza Borges dos Santos  13/09/2016 14:45
    Leandro, o que faz o dólar americano ser a moeda mais demandada do mundo?
  • Gutemberg  12/09/2016 16:55
    Quanto mais tem, mais quer. Dividir pra quê? Se com a miséria eles lucram mais. A Venezuela está aqui do lado, nenhum desses querem ir passar as férias lá.
  • MARCO  12/09/2016 17:17
    Dizer que o socialismo invariavelmente fracassa é o mesmo que dizer que o conto do bilhete premiado nunca dá certo. Ao contrário, quando implantado, o socialismo SEMPRE dá certo: uma "teocracia laica" tiranizando milhões de escravos/prostitutos famélicos, cujas alternativas são a fuga ou a morte - eis aí o sonho supremo de consumo de qualquer psicopata.

    É por isso que eu insisto: do socialismo se é cúmplice ou se é vítima. Ops... esquecia-me de dizer que há também aqueles - os cachorros pavlovianos - que são simultaneamente vítimas E cúmplices, mesmo que ao custo "irrisório" (não somente para eles mesmos mas, principalmente, para seus donos) de perder um olho tentando tacar fogo em policiais.
  • Gerson Ferreira  12/09/2016 18:04
    O socialista se forma na arrogância de se considerar um ser especial. Alguém que de coração puro e altruísta está acima da média humana. Com essa suposta superioridade de pensamento, ele joga todos a sua volta na miséria.
  • João  12/09/2016 18:46
    Leandro, desculpe minha ignorância no assunto, mas gostaria de saber se o protecionismo, em países como o Brasil, é mesmo capaz de "defender a industria interna".
  • Leandro  12/09/2016 20:30
    Qual é a lógica de dizer que blindar indústrias da concorrência e garantir a elas uma reserva de mercado melhora sua eficiência?

    No Brasil, o protecionismo, as reservas de mercado e os subsídios às indústrias vigoram desde o ano 1500. Na década de 1980, aliás, o fechamento chegou a ser quase total. E o que houve? As indústrias nunca foram tão ineficientes.

    Em termos de protecionismo, as empresas brasileiras já não tiveram o bastante? O mercado brasileiro está praticamente fechado há cinco séculos e ainda é necessário dar mais tempo?

    Aos protecionistas ficam as seguintes perguntas: Tarifa de quanto? Por que tal valor? Por que não um valor maior ou menor? Por quanto tempo deve durar tal tarifa? Por que não um tempo maior ou menor? Qual setor deve ser protegido? Por que tal setor e não outro? E, finalmente, por que o segredo para a eficiência é a blindagem da concorrência?


    P.S.: agora, se a intenção é dizer que o protecionismo "protege" as indústrias, no sentido de garantir seus lucros ao mesmo tempo em que oferecem produtos ruins e caros, então aí sim a afirmação é verdadeira. O protecionismo de fato protege as indústrias. Protege de quem? Dos consumidores.
  • João  13/09/2016 18:19
    Obrigada Leandro, precisamos de mais gente como você ensinando nas escolas. A minha apostila do 9º ano ensina que o governo de Dutra incentivou a vinda de produtos americanos ao Brasil, e que isso prejudicou o desenvolvimento da industria brasileira e contribuiu para a evasão de reservas cambiais e o endividamento do país.
  • Yonatan Mozzini  12/09/2016 18:53
    Artigo de ouro. Parabéns ao autor e ao IMB.
  • Henrique Zucatelli  12/09/2016 19:58
    O socialista, comunista, fascista, nazista etc. só existe porque há um povo insosso e mimado disposto a criar um líder com ares de divindade no posto máximo. Digo e repito: embora o liberalismo seja o único caminho racional e correto para um mundo de paz e prosperidade, há que se notar que o aspecto cultural de determinado povo vai muitas vezes na contramão da lógica.

    Um desses casos peculiares é o Brasil: mesmo com o quadro asfixiante em que se encontra a economia, a campanha política e a luta pela boquinha estatal segue firme e forte, e mesmo aqueles que pagam a conta não falam nada. Agem como se concordassem com tudo isso, e estivessem dispostos a financiar esse manicômio criminal que se tornou nossa sociedade. É estar cara a cara com a verdade e viver pela mentira.

    Para fechar: cada povo tem o governo que escolhe. Tanto para a Suíça como para Venezuela.
  • Giovana Camila Depicoli Garcia  12/09/2016 20:27
    A maioria das pessoas simplesmente não sabem o que é socialismo, tudo que elas sabem é que o capitalismo é mau, que causa desigualdade e que deve ser substituído, pelo o quê? Para alguns pelo paraíso socialista, que só exite na cabeça dos professores lunáticos e de alguns alunos lobotomizados. O problema (na minha opinião) é, hoje em dia, o conto da social democracia, esse sim é o perigo. "Não queremos que tudo seja do Estado, queremos apenas uma educação de qualidade, saúde de primeiro mundo e oportunidades iguais, na Suécia dá certo, etc, etc...". Esse deve ser o maior alvo. Sem querer dizer que a página chuta cachorro morto, vocês fazem um grande trabalho, mas o que deve ser mais combatido é a social democracia, ela que tá em alta hoje em dia... As pessoas simplesmente não conseguem entender a ordem cronológica dos fatos, o país enriquece e depois o Estado "oferece direitos", não o contrário.
  • Tulio  15/09/2016 14:17
    Prezado Giovana, isso é feito recorrentemente aqui.

    Eis os mais recentes exemplos:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2251

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2270
  • anônimo  12/09/2016 21:01
    CAARAAACA... esse foi um dos melhores artigos que eu li nos últimos tempos.

    Direto ao ponto: socialistas (atuais pelo menos) são totalmente contraditórios.

    Se os indivíduos socialistas pregam o ideal do socialismo, altruísmo, etc, como forma de "levar a vida", por quê diabos eles mesmos não levam suas vidas dessa forma? Mesma coisa serve para QUALQUER IDEOLOGIA/RELIGIÃO que você "pregue".
    Se você se diz católico, mas não acredita em Deus, você é tudo, menos católico.

    Eles mesmos gritam contra o Estado corrupto, burguês e etc, mas são eles mesmos que também querem o inchamento do Estado, com mais direitos, impostos e etc.

    No Manifesto Comunista Marx e Engels deixam claro o que eles pensavam sobre o Estado moderno. Que ele existe apenas pra "manter os privilégios da burguesia". E no entanto os militontos "socialistas" de hoje só querem é saber de inchar essa máquina obesa.
  • Anderson Brandão Fernandes  12/09/2016 22:18
    Esse artigo foi arrasador para os socialistas. Mas se realmente tudo isso tem lógica e é verdade por que o socialistas ainda crescem e são maioria? Como é que esta maioria que se mostra bastante intelectualizada não tenha percebido isto? Por que não vejo nada disso sendo discutido nas faculdades? O que deveríamos fazer e como por isto em prática?
  • LUCIANO SILVA  12/09/2016 22:24
    Tenho conhecidos que se dizem socialistas e comunistas. Em minha última conversa com eles, confesso que fiquei impressionado com suas mais novas Marxices:

    a) Lenin era um homem bom, mas pobre. Por isso, não conseguiu levar adiante sua revolução. Ele foi usado pela burguesia que havia perdido o controle da sociedade Russa e precisavam de um bode expiatório quando fizessem a contrarrevolução.

    b) O Capital é controlado por cinco grandes grupos: Norte Americano, Europeu, Amarelos, Africanos e o Australiano. O Brasil seria ainda uma colônia desses detentores do capital, o que tornaria impossível fazer de "nosso país", uma República Socialista.

    c) A Austrália será o refúgio dos ricos quando começar a próxima grande guerra.

    d) Vivemos em uma "anarquia" porque o país não tem "responsabilidade fiscal".
    ANARQUIA – seria a ausência de classes, no Brasil estão acabando com os pobres e com os ricos, está todo mundo na média. Para o socialismo funcionar, tem que ter classe trabalhadora e a classe intelectual que irá organizar a parte burocrática.
    RESPONSABILIDADE FISCAL – seria não sonegar os impostos devidos e viver com bens do dinheiro real ganho com o trabalho, e não, com o fictício dos financiamentos (especulativo).

    e) O ISIS seria uma brincadeira inventada pelos detentores do capital. Seus integrantes estariam na verdade, trabalhando para os capitalistas. A luta deles serviria apenas para garantir que, recursos estratégicos como o petróleo, não fossem explorados pelos seus proprietários legítimos. Seria uma forma de disfarce para que um país imperialista, num futuro próximo, tenha a legitimidade de poder invadir aquelas terras com a suposta intenção de levar a paz e usufruir daquilo que foi guardado pelo ISIS.

    f) O brasileiro só pensa em saber de viver o present continuous através da MAIS-VANTAGEM, por isso precisamos que o Estado tome conta das coisas para que o pobre tenha acesso a saúde e a educação como em Cuba.
  • Andre  13/09/2016 01:01
    Mentiram em toneladas para você perder o rumo de casa, e por ser pouco informado apanhou como criança:

    a) Lenin estava preso na Suíça sob mando alemão durante uma guerra mundial, pergunte a seus amigos como um homem bom e pobre pega um trem, atravessa um continente em guerra e desembarca em São Petersburg com recursos para iniciar uma revolução.

    b)Isso é viagem a la Olavo de Carvalho para responder nesse nível de drogas alucinógenas, mas olha aí a Venezuela e Cuba com regimes socialistas instalados com sucesso, com menção honrosa para Nicarágua anos 80 e Chile 1973 que estava como a Venezuela hoje.

    c) Vários países são listados como super seguros para uma eventual guerra mundial, como Nova Zelândia, Chile, Islândia, Butão e outras ilhas por aí, Austrália não é refúgio para nada, nem água tem, na WW II ela quase foi invadida pelos japoneses e tiveram que implorar ajuda dos vizinhos papuas para expulsar os japas da região e influenciaram a estratégia americana resultando na batalha de Guadalcanal.

    d)O Brasil não vive anarquia, vive o caos graças ao estado gastar mais do que arrecada, sendo que ele próprio confessa sua incompetência, nenhuma maquiagem esquerdista consegue esconder isso no quarto parágrafo:
    https://www.bcb.gov.br/htms/notecon3-p.asp

    e)Mercantilismo já acabou, só povos atrasados acreditam no valor de recursos extraídos da terra, povos inteligentes sabem que podem fabricar smartphones até o infinito e trocá-los por todos os produtos básicos limitados que queiram;

    f)O estado também só sabe viver o present continuous, como demonstrado no item D, dentre os dois, o indivíduo é mais barato e sua capacidade de destruição econômica se restringe ao próprio bolso.

    Esquerdistas mentem compulsivamente, misturam verdades e mentiras, você discutiu com um doutrinador de nível médio, precisa de nível médio de verdades para refutá-los, acompanhe este site, leia os livros aqui indicados e aprenda sobre as grandes guerras e historia do séc XX, depois disso raramente vai apanhar de esquerdistas de novo.
  • Henrique Zucatelli  13/09/2016 02:48
    Só estragou ao caluniar o prof. Olavo. Se está lendo isso aqui hoje, é graças ao trabalho dele, décadas atrás. Muita gente pode não concordar com algumas teorias pessoais que ele construiu na vida, como o globalismo, porém quando enxergamos blocos como UE, ONU e outros que tentam acabar com o dinheiro físico e as liberdades de mostrar ou ocultar patrimônio, a conspiração já não é tão paranoica assim, não é verdade?
  • anônimo  13/09/2016 09:45
    Ah é, tudo é graças ao professor olavo.Se um comunista dá um peido no inferno da pedra é graças ao professor olavo.
    Vcs são patéticos.
  • anônimo  13/09/2016 09:48
    'porém quando enxergamos blocos como UE, ONU e outros que tentam acabar com o dinheiro físico e as liberdades de mostrar ou ocultar patrimônio, a conspiração já não é tão paranoica assim'

    Não fosse vc tão ignorante saberia que TODO governo tem a gana de acabar com o dinheiro físico.
    Eis aí a 'elite intelectual do brasil' produto dos cursos de bosta dele.
  • Andre  13/09/2016 12:26
    Henrique, nem todos nós chegamos aqui nadando em um oceano de merda intelectual.
    Até governos municipais e distritais tomam medidas para rastrear e complicar transações com dinheiro vivo há décadas. Em muitos lugares antes dos famosos boletos de IPTU este só podiam ser pagos em cheque, o governo argentino briga com seu povo desde os anos 30 pelo hábito argentino de guardar moeda forte embaixo do colchão, governo peruano prende a mercadoria na cara de pau dos comerciantes informais que não aceitam cartão em Gamarra, graças ao hábito incaico de transações usando moeda física.
    ONU e UE são só a expansão do que ocorre neste planeta há tempos, governos estão sempre tentando ferrar o povo, a diferença é que os socialistas fazem isso de modo mais traumatizante.
  • Henrique Zucatelli  13/09/2016 13:53
    Bom, se vocês acreditam em sabedoria autóctone, nada me resta a não ser lamentar.

    Sobre micro política, mais uma vez se esquecem que seres humanos se espelham nos demais, seguindo assim um fluxo cultural inconsciente, que popularmente se chama corrente de pensamento. Poucos inventam, a maioria copia, mesmo que considere que está fazendo o novo. Fico horrorizado como os Srs., tão arrogantes e agressivos não sabem disso. Mas tudo bem, quando falta o cérebro, sobram as mãos - e as pedras para jogar.

    O cerne não é ter vindo do mar de merda intelectual, mas que a cultura padrão em nosso país É a merda intelectual. Quem mora no Brasil desde a infância e não teve professores comunistas tentando fazer sua cabeça desde o jardim da infância, que atire a primeira pedra.

    As vezes me dá a impressão que alguns comentaristas nasceram em berço libertário, cresceram e estudaram em escolas libertárias, e estão aqui apenas para conceder a dádiva do conhecimento austríaco a nós, pobres mortais (risos).

    Infelizmente vocês que criticam Olavo vivem em uma falsa realidade que temos aliados ao ponto de criticar um dos mais antigos e ferrenhos defensores do liberalismo no Brasil. Ele é conservador, minarquista e tem religião? Sim, mas até aí os liberais ingleses, suíços, austríacos e americanos também - e ninguém os trata como lixo por isso não é verdade?

    Sinceramente não entendo porque tanta gente do meio libertário odeia o Prof. Olavo, e entendo menos ainda como conseguem odiar ainda mais quem respeita o trabalho do cara.
  • Vinicius  13/09/2016 14:56
    Ninguém te desrespeitou Henrique:

    "Só estragou ao caluniar o prof. Olavo. Se está lendo isso aqui hoje, é graças ao trabalho dele, décadas atrás..."

    Você desqualificou o comentário alheio e tomou a devida resposta merecida, afinal dizer que alguém está lendo este site por conta do O.C. é abusar da paciência de qualquer um aqui, seja homem e admita que você mesmo criou um espantalho para bater, sendo que o objeto do comentário eram as mentiras comunistas, ao invés de compartilhar o que você aprendeu com O.C. preferiu desferir esse lamentável comentário, e a maior decepção é ter vindo de você, fruto de tantos comentários sóbrios e interessantes.

    Admiro e acompanho o trabalho do professor Olavo, mas a crítica de que seus seguidores são incapazes de andar intelectualmente sozinhos é recorrente, e admito optar por ficar longe de outros admiradores para evitar essa prisão do intelectualmente correto, não muito diferente do que a esquerda faz.
  • LUCIANO SILVA  14/09/2016 03:05
    Andre, no início do meu comentário deixei claro que as frases eram MARXICES (burrices, idiotices, etc.). Desnecessário, portanto, refutá-las uma a uma como você fez. Além disso, discutir com alguém moralmente corrompido pelas ideias do São Marx seria perda de tempo.

    https://www.youtube.com/watch?v=Wqlg3Z3ilWs

    https://www.youtube.com/watch?v=HXLFmUGVmd0
  • Andre  14/09/2016 11:26
    Deixar marxisces impunes tendo conhecimento para refutá-los é ser cúmplice deles por preguiça, sendo cúmplice não reclame de nenhuma vírgula do que está errado neste país.
  • Henrique Zucatelli  14/09/2016 16:31
    André, desculpe por ter tirado o foco, não foi essa a intenção.

    Não sou seguidor do Prof. Olavo, somente o admiro pela capacidade que ele teve de se contrapor ao Stablishment na em um tempo em que 11 em cada 10 jornalistas, filósofos e economistas pregavam o socialismo.

    Sobre suas teorias, sim acredito em muitas delas, pois não se chega em um ponto de intervencionismo em países assumidamente libertários como os EUA espontaneamente. Foram diversos movimentos organizados, orquestrados e bem executados por comunistas do tempo da URSS. O que isso tem a ver com o contraponto libertário? Tudo, na minha opinião.

    Deveras maravilhoso o trabalho desse instituto e de outros libertários mundo a fora, ainda falta cair na real que a única opção é assumirmos uma posição monocrática (Elites naturais e Império das Leis) e nos organizarmos de forma concreta, ou vamos como somos hoje: um pingo d'água de razão em um oceano de loucura - e não se esqueça dos tubarões.

    Tenho comigo que um problema congênito do libertário padrão é a secessão de tudo e todos, tal qual essa característica é um obstáculo aos resultados. O que vemos aqui por exemplo: ancaps trocando ofensas com conservadores, que ofendem liberais clássicos e por aí vai... qual o resultado prático? Um bando de insatisfeitos (com razão) mas sem nenhum poder para quebrar o status quo.

    Opinião pessoal mais uma vez: organizar, estabelecer métricas realistas a curto, médio e longo prazo, e quebrar o Estado por dentro. Se lá nos EUA existe o partido libertário, por que aqui é proibido?
  • anônimo  13/09/2016 01:24
    A social democracia não tem contradições ? Desmoralizar socialistas psicopatas e maníacos comunistas é fácil.

    A social democracia, apesar de não ser violenta e menos corrupta, possui muitos esquisofrênicos e doentes mentais.

    A social democracia quer oferecer educação para quem não quer estudar. Eles querem oferecer tratamento de cirrose para alcoólatras. Eles querem oferecer controle estatal, mas acabam causando apagões e desabastecimento. Eles querem oferecer coisas grátis, como se elas caíssem do céu. Eles querem oferecer aposentadoria para quem não trabalhou.

    A social democracia é composta por ex-comunistas. São pessoas que vivem enganando os outros. Os sociais democratas são charlatões.

  • Leninmarquisson da Silva  13/09/2016 06:50
    PORRA ESSE LAYOUT FICOU HORRÍVEL.

    Sério mesmo, voltem para o formato antigo. Esse novo formato tá uma merda, ruim de navegar e incrivelmente feio comparado ao antigo.
  • Wesley  13/09/2016 07:45
    Os socialistas querem fazer socialismo com o dinheiro dos outros e nunca com o deles. Os socialistas estão viajando de avião para vários países, tem salário elevados e usam produtos que apenas o capitalismo pode oferecer. Agora fale para um socialista viver como um proletário. Para ele vender seu carro e andar de ônibus, doar seu patrimônio e dinheiro para uma instituição de caridade. Para vender sua casa da zona nobre e ir morar na favela. É claro que não vão fazer isso. Mas com o dinheiro dos outro sim.
  • Capitalista Keynes  13/09/2016 14:11
    Eu não me importo de pagar imposto sabendo que estou pagando a faculdade de um pobre favelado ....o problema é que pagam o meu dinheiro e botam no bolso deles .....O Estado tinha que pagar a faculdade do menos abastado e me mandar o boleto com a quitação da mensalidade e o desempenho deste aluno para mim. O problema é que o dinheiro dos impostos some, vira poeira que ninguém sabe para onde vai.
  • Andre  13/09/2016 14:37
    Seja um altruísta competente, sonegue impostos e pague a faculdade do pobre favelado com o dinheiro lavado em uma offshore, a instituição vai te mandar os dados que quer, não tem desculpa pra não fazer tamanha benevolência.
  • Felipe  13/09/2016 14:33
    Um dos textos menos informativos que li no site do Mises. Eu achava que este site era uma esfera para partilhar artigos pesquisados, com citações, com uma estrutura lógica ou algo que o valha. Não uma coletânea de anedotas pessoais e espantalhos. A parte dos "Há militantes..." é a cereja no bolo. Para a teoria marxista em si a existência desta gente é irrelevante. O fato deles serem mal caráter não implica que a teoria é necessariamente ruim. O que teria sido muito mais construtivo teria sido delinear como a teoria em si induz a certos comportamentos que vimos em prática. X implica Y não equivale a Y implica X. Ora, também há liberais, digamos, que matam por dinheiro. Isto significa dizer que o liberalismo é uma glorificação da riqueza?
  • Andre Fernandes  13/09/2016 20:07
    Felipe,

    Existem diferentes categorias e tipos de textos no site. Este é um texto mais puxado pro lado da filosofia e não um texto mais técnico. Tanto que foi classificado como tal.

    O que não faltam aqui são textos mais detalhados refutando a teoria socialista, como o abaixo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1386

    O tema do texto não foi fazer uma avaliação da teoria marxista, e sim apenas demonstrar como a maioria dos seus seguidores sequer agem como pregam ser o ideal. A incoerência é importante para mostrar o quão irreal é o pensamento deles. Se algo fosse tão bom, você começaria praticando na sua vida antes de querer impor aos outros...

    Enfim, eu gostei do texto...é uma outra abordagem, apesar de preferir os textos mais técnicos.

    Abs
  • José Raphael Daher  13/09/2016 21:47
    Boa noite!

    Eu gostaria de levantar alguns pontos na discussão: gostei do texto, tenho me aproximado da ideologia libertária, e acho que sim, se faz necessário mostrar a contradição do socialismo, e ideologias afim, porém, acho que o texto peca na falta de exemplos mais concretos e fatos, links para ilustrar, não deixar dúvida que é verdade e não apenas opinião.

    Gostaria de começar sobre estra frase:

    "O raciocínio é totalmente sem sentido. Por essa lógica, se o estado dominar completamente tudo o que pertence aos indivíduos, dominando inclusive seu corpo e seus pensamentos, então os indivíduos estarão completamente livres, pois não mais terão qualquer noção de liberdade — afinal, é exatamente a ausência de qualquer noção de liberdade que o fará se sentir livre.]"

    Nesta sentença é difícil separar o que é a explicação sobre a lógica marxista e o que é opinião sua, principalmente após o travessão, a última frase. Entendi que ela é sarcástica, não?

    Nessa parte final, que vou citar seria muito interessante colocar hyperlinks ou citar exemplos... Pois de outro modo, fica parecendo opinião pessoal (por mais que muita gente saiba e concorde, mas não são estas pessoas que precisam se convencer).

    "Os políticos membros de partidos comunistas e socialistas doam parte do seu salário para o partido e ficam com o resto. Os pobres não são contemplados com nada. (Mas pagam, por meio de impostos indiretos, os salários dessa gente).

    Há manifestações [...]

    Há militantes e sindicalistas que se comportam gananciosamente e enriquecem na política e no sindicalismo, tudo com o dinheiro oriundo dos pobres e sem jamais repassar nada a eles em troca."

    Eu, que estou me inteirando recentemente do libertarianismo quero muito poder apresentar um artigo como este em uma discussão, porém, fora no início da matéria, faltam referências para tudo que se afirma.

    Acusar sindicatos, petistas, e esquerdistas ficou tão comum, que quase ninguém mais nem se preocupa em citar fontes. Mas acho que deste modo, o texto acaba sendo um desserviço.

    Talvez você responderia: "quem quiser que procure as fontes", concordo plenamente. Mas você realmente acha que alguém que não concorda com a sua opinião vai se dar ao trabalho?

    Enfim, o texto está bom... Mas seria mais feliz sendo mais sóbrio, menos carregado de opinião e com mais links e fontes.

    Deste modo, bastaria dizer: como alguém pode ser socialista e ter facebook, iPhone, carro do ano, etc... Já não é contradição bastante?

    Grande abraço a todos, e PAZ!
  • Ricardo Gomes  13/09/2016 22:20
    Logo nas 3 primeiras páginas de uma simples googlada você já acha tudo:

    Dirigentes de sindicatos enriquecem com desvio de dinheiro

    Sindicalista desviava recursos na Petrobras para PT da Bahia, diz revista

    O pedigree de Vander Loubet

    Sindicalismo rico, trabalhador desesperado

    Antes da filiação ao PSB, João Domingos enriqueceu com sua carreira de dirigente sindicalista

    De resto, vale perceber as ironias da vida. O IMB talvez seja o site em língua portuguesa que mais apresenta hyperlinks por parágrafo (ao ponto, inclusive, de deixar alguns artigos esteticamente desagradáveis, tamanha a quantidade de frases em azul).

    No entanto, bastou um único artigo -- um só! -- não apresentar aquele visualmente desagradável caminhão de hyperlinks (e nem seria necessário, tamanha a obviedade das afirmações), e já surge alguém pra reclamar.

    Tá certa a exigência. Mas que se reconheça a injustiça.

    "Deste modo, bastaria dizer: como alguém pode ser socialista e ter facebook, iPhone, carro do ano, etc... Já não é contradição bastante?"

    Desculpe a sinceridade, mas isso sim seria um argumento extremamente tosco e ridículo. Isso sim seria um desserviço. Socialista não faz voto de miséria. Um socialista ter um produto tecnológico não é necessariamente contraditório.

    Socialista diz que quer ajudar os pobres, mas quer fazer isso com o dinheiro de terceiros, e não com o dinheiro próprio. Socialista diz que quer a emancipação dos pobres, mas apóia políticas que vão exatamente contra isso. Socialista diz ser contra a desigualdade de renda mas não doa nada para os pobres. Essas são as contradições.

    E o artigo foi bastante feliz em se concentrar nessas contradições. Ainda bem que ele não caiu na esparrela, como fez você, de dizer que socialista é incoerente porque usa iPhone. Isso sim seria o ápice do desserviço.

    P.S.: nem comentei sobre o trecho de Marx porque ele é óbvio e explicativo demais. Quero crer que você leu apressadamente e não prestou a devida atenção. O próprio fraseado de cada parágrafo não deixa nenhuma margem para dúvida sobre o que é a teoria marxista e qual é a opinião do autor.

    O primeiro parágrafo, aquele que começa com "Marx defendia o fim do estado e profetizou que o estado desapareceria sob o comunismo", fala sobre a teoria marxista. Já o parágrafo imediatamente seguinte, que começa com "o raciocínio é totalmente sem sentido", é um óbvio comentário a respeito. Não é possível que haja dúvidas sobre onde termina a exposição teórica e onde começa a opinião do autor. As próprias palavras deixam bem claro onde termina uma e começa a outra.
  • Guilherme  13/09/2016 22:26
    Ricardo, também acho que o IMB põe hyperlinks demais. Tem artigo que coloca hyperlink até pra palavra "mensalão" e "petrolão". Fica realmente feio esteticamente.

    Tá cheio de site aí repleto de audiência que não põe fonte pra nada. O Antagonista, por exemplo, nunca apresentou um mísero hyperlink sequer. Spotniks também raramente coloca. (Este artigo deles é emblemático: é cheio de dados e cifras, mas não há absolutamente nenhum hyperlink e nenhuma fonte pra nada. E ninguém se importa.)

    É bobagem o IMB ficar colocando hyperlink. Só serve pra deixar os artigos esteticamente desagradáveis.

    P.S.: nêgo pedir fontes para "sindicalistas que enriqueceram" foi realmente sensacional.
  • José Raphael Daher  13/09/2016 23:11
    Boa noite,

    obrigado pelas respostas...

    Primeiramente peço desculpas se o teor do meu texto pareceu muito crítico, eu apenas queria levantar alguns pontos que poderiam ajudar na divulgação, meu objetivo não era apenas ficar com pequenezas, não foi minha intenção.

    Bom, realmente talvez eu tenha forçado a barra com o exemplo do iPhone, ok, mas não sei se concordo totalmente quanto ao voto de miséria; pode não ser voto de miséria individualmente falando, mas sua política cria um voto de miséria para o próximo, seus eleitores etc, o que sim, passa a ser uma contradição ou hipocrisia.

    Quanto aos hyperlinks, acho que vocês tem que se preocupar menos com a estética e mais em convencer as pessoas que ainda não estão conquistadas pelo libertarianismo.

    Como eu disse no final de meu comment, vocês acham realmente que os que contestam seus argumentos vão se dar o trabalho de procurar?

    É este tipo de pensamento e resposta que vocês me deram que acaba bloqueando algumas tentativas do movimento conseguir leitores, ouvintes, espectadores etc.

    Tem que se fazer clara a distinção do que vocês querem apresentar, tem que se esforçar para que as fontes apareçam mesmo e se for por meio de deixar o texto feio cheio de palavras coloridas, que seja... O importante é convencer o outro de que as ideias tem base. Ou então encha o fim da matéria de links...

    Quanto ao teor dos comments de vocês, lembrem-se, eu sou apenas um internauta, interessado no libertarianismo, interessado nas propostas de Mises, e da mesma maneira que bastou faltar alguns hyperlinks eu "rechacei" como vcs disseram (o que eu acho que foi longe disso), bastou um internauta, que diga-se de passagem, apoia o movimento, levantar algumas críticas que o teor da discussão muda.

    Se é assim que vocês querem manter o movimento, repito, é um desserviço. Se é assim que tentam convencer a oposição, certamente só criarão mais adversários.

    Obrigado pelos links, mas eu não pedi fontes para mim... Eu procuro, eu leio... Eu queria que o texto trouxesse fontes para que eu pudesse mostrar a um adversário na discussão e mostrar: "olha esses caras do Mises aqui - eles não dão ponto sem nó".

    Mas, se vocês acham que está bom, que minha crítica não lhes ajuda em nada. Parabéns e boa sorte em divulgar seu trabalho.

    E mais uma vez, PAZ!
  • anônimo  13/09/2016 22:39
    Se no capitalismo já é difícil fazer as pessoas trabalharem, então no socialismo é férias coletivas.
  • DeusOdeia  14/09/2016 05:37
    Dá até uma piada !

    "Um dia perguntaram para o Dalai Lama - O que mais te surpreende na humanidade ?

    "O socialismo verdadeiro nunca existiu"
  • Comunista Cambojano  15/09/2016 14:27
    Os senhores adoram criticar o socialismo, atribuindo-lhe a culpa pela miséria e morte de milhões de pessoas mas se esquecem dos crimes cometidos pelo capitalismo? Ou desconhecem a East India Company
    ? Uma empresa privada responsável direta pelas mortes de milhões de indianos durante a dominação britânica. Isso daí vocês esquecem, não é? Criticam as mortes causadas pelas deturpações do socialismo (já que o socialismo verdadeiro nunca existiu), mas esquecem das mortes causadas por empresas privadas a serviço do colonialismo capitalista.
  • Comunista Cambojano  19/09/2016 17:54
    É, ao que parece consegui calar os neoliberais desse site...
  • Gustavo  16/09/2016 13:21
    Leandro, num dos comentários acima você linkou isto: www.jusbrasil.com.br/topicos/10663754/artigo-164-da-constituicao-federal-de-1988

    No item 1 do artigo 164 da constituição de 1988 fica claro que a partir dali se tornou inconstitucional o BC financiar o Tesouro por empréstimos diretos (considerando que eu tenha entendido o que está escrito ali). Então faço a seguinte pergunta:

    Como pode entre 1988 e 1994 termos tido hiperinflação? Se já a partir de 1988 a prática que, em tese, causava a hiperinflação passou a ser vedada?

  • Leandro  16/09/2016 13:39
    Na realidade, a coisa é um pouco mais exótica. O artigo 164 se referia à extinção da "conta-movimento", uma excrescência por meio da qual o governo pegava empréstimos diretos (sem emissão de títulos) com o Banco do Brasil, e o Banco do Brasil pegava empréstimos diretos com o Banco Central. E o Banco Central também emprestava diretamente para o Tesouro.

    Foi esse sistema que passou a ser proibido em 1988. O Banco Central, no entanto, continuava livre para comprar títulos do Tesouro no mercado primário.

    Foi a Lei de Responsabilidade Fiscal, em 2000, que proibiu também essa prática.

    Em seu artigo 36 é dito que:

    "Art. 36. É proibida a operação de crédito entre uma instituição financeira estatal e o ente da Federação que a controle, na qualidade de beneficiário do empréstimo.

    Parágrafo único. O disposto no caput não proíbe instituição financeira controlada de adquirir, no mercado, títulos da dívida pública para atender investimento de seus clientes, ou títulos da dívida de emissão da União para aplicação de recursos próprios."

    Ou seja, não mais se pode emprestar dinheiro diretamente (como ocorre quando você vai ao banco e pede um empréstimo); pode apenas comprar títulos da dívida.


    www.economia.puc-rio.br/gfranco/Eco%2016773%20aula7%20Banco%20Central%20Constituicao.pdf
  • Gustavo  16/09/2016 14:05
    Entendi. Mas continua um pouco confuso. Entre 1994 e 2000 houve então uma super moderação nessa compra direta de títulos entre BC e Tesouro?

    Foi um dos períodos de menor inflação da nossa história, mas ao mesmo tempo ainda exisitia um mecanismo bastante nocivo. Na minha modesta opinião, essa parte da Lei de Responsabilidade Fiscal é bastante capenga. Hoje os bancos privados são que financiam o governo diretamente, o que supostamente deveria reter essa expansão monetária e de gastos do governo. Mas do outro lado, o BC vai e compra esses títulos dos bancos privados. Convenhamos, é trocar 6 por meia dúzia. Fica a mesma idiotice.

    Na prática o BC continua financiando o Tesouro, só que de maneira indireta. "Baita" solução essa LRF.
  • Leandro  16/09/2016 15:40
    "Entre 1994 e 2000 houve então uma super moderação nessa compra direta de títulos entre BC e Tesouro?"

    Com a criação do "Fundo Social de Emergência" (nome politicamente correto e mais palatável para "desvinculação orçamentária"), em 1993, o governo ganhou margem para equilibrar o orçamento e diminuir seu déficit. Houve também aumento de impostos para facilitar esse serviço.

    O déficit nominal foi reduzido substantivamente. Caiu de incríveis 29% do PIB para 4% do PIB. veja:

    s21.postimg.org/y0pgxyro7/cewolf.png

    Adicionalmente, e ainda mais importante, foi o regime cambial adotado. Este sim foi o grande responsável pela queda da inflação de preços.


    "Hoje os bancos privados são que financiam o governo diretamente, o que supostamente deveria reter essa expansão monetária e de gastos do governo. Mas do outro lado, o BC vai e compra esses títulos dos bancos privados. Convenhamos, é trocar 6 por meia dúzia. Fica a mesma idiotice. Na prática o BC continua financiando o Tesouro, só que de maneira indireta."

    Correto. E, embora tal arranjo seja por nós criticado, ele, ainda assim, é melhor do que o anterior, em que o BC financiava diretamente o Tesouro. O arranjo atual não é propenso a hiperinflações. Já o arranjo anterior tornava a hiperinflação a regra. Vide a Venezuela, que ainda funciona assim.
  • anônimo  19/09/2016 22:25
    Qual o comentário sobre a seguinte afirmação:

    O socialismo se dá quando não são os capitalistas que detêm os meios de produção, mas sim algum grupo de caráter mais comunitário. Tanto a Co Op como a Waitrose, que atuam em nosso mercado alimentício, são empreendimentos socialistas. Uma pertence aos consumidores e outra a seus trabalhadores. Ambas parecem funcionar muito bem dentro da lógica da competição de mercado e do sistema de preços.

    mercadopopular.org/2016/09/o-que-deu-errado-na-venezuela/
  • Observador  19/09/2016 23:30
    A negada do Mercado Popular, naquela ânsia de agradar a esquerda e fazer pose de moderada, falou uma besteira monumental (ok, o artigo não é deles, mas sim uma tradução; mas creio que foi traduzido e postado com o aval deles).

    Socialismo não é quando "algum grupo de caráter mais comunitário" controla os meios de produção. Se uma cooperativa formada por membros voluntários controla os meios de produção, isso não é socialismo.

    Socialismo, em termos puramente técnicos, é quando não há propriedade privada dos meios de produção. Socialismo é quando não há mercado para os meios de produção. Socialismo é quando todos os meios de produção são do estado, o que significa que o mercado foi abolido, não havendo formação de preços.

    Essa é a definição clássica de socialismo.

    Mas há definições mais atuais.

    O que é realmente o socialismo e qual o seu maior problema

    Os anticapitalistas de hoje continuam ignorando os problemas mais básicos do socialismo

    Se o socialismo é economicamente inviável, por que ele dura tanto tempo?

    Menos Marx, Mais Mises - tudo o que você precisa saber sobre a teoria econômica do socialismo
  • Guilherme Menezes  12/10/2016 08:41
    Toda corporação que possui ações agora é um empreendimento socialista pela ótica desses caras, faça-me o favor.
  • NATALIA  06/10/2016 01:49
    Estava navegando pela internet e achei esse comentário. Poderiam respondê-lo?


    Ué, e se declarar marxista significa de fato fazer uma revolução conforme Marx escreveu? Quanta boçalidade, amiguinho! Engels escreveu que a única ditadura do proletariado (ou "socialismo real") que havia ocorrido até então foi a Comuna de Paris. Agora eu te pergunto: a Comuna de Paris é parecida com o regime da URSS? rs
    E sem entrar no mérito de que Kim Il-Sung, por exemplo, nunca se declarou marxista, inclusive ele criou uma teoria socialista própria. O Mao, até onde eu sei, nunca leu de fato nada de Marx também, então né… Que marxismo é esse?
    E enfim, se tu se prestar a estudar a História do marxismo (recomendo o livro do Hobsbawm sobre isso) vais ver as diversas interpretações e deturpações das teorias de Marx. Melhor ainda: como diria o próprio Marx, "eu não sou marxista", de fato, Marx nunca foi marxista rs Então culpar ele por gente que deturpou suas ideias é NO MÍNIMO ridículo… (o conceito de "ditadura" na época também era diferente… Por exemplo, em Roma existia um "ditador perpétuo", no qual, também, o conceito de "ditador" era outro… O caso da "ditadura" em Marx se refere a um conceito de "hegemonia de classe", que depois Gramsci vai se aprofundar bem mais. Inclusive, a ditadura do proletariado seria democrática rs, porque todas as decisões deveriam ser tomadas em conselhos que incluíam todos os operários).
    Concluindo: não confunda bolchevismo (ou "capitalismo de Estado", pra não se utilizar de uma expressão de origem russa) com comunismo, amiguinho. Marx nunca pregou a manutenção do Estado moderno.
    Abraços. E estude mais.
  • do Valle  06/10/2016 10:56
    Mano, eu jurava que essa expressão "deturparam Marx!" havia sido inventada por liberais para sacanear os marxistas, mas não! Os marxistas realmente falam isso!

    Que coisa patética...

    O que esse cara aí falou nada mais é que o de sempre: socialismo de verdade nunca foi tentado; tudo aquilo que não funcionou não era socialismo de verdade; o verdadeiro Marx nunca defendeu isso ou aquilo etc.

    Há vários artigos falando especificamente sobre isso:

    Só é socialismo enquanto funciona; quando deixa de funcionar, nunca foi socialismo

    Karl Marx e a diferença entre comunismo e socialismo
  • Lucas  07/10/2016 21:16
    Não adianta ficar discutindo o marxismo achando que ele vai ocorrer de certa forma no futuro, nem Marx soube definir exatamente como seria uma sociedade comunista. Agora, as ideias marxistas estão por toda parte contribuindo para desviar a realidade do mundo em que vivemos. No final de contas, o marxismo só contribui para um governo totalitário de trabalhadores que acaba explorando a própria categoria que o elegeu se transformando na elite que dizia combater.
  • NATALIA  07/10/2016 04:05
    É kkkkkkkkkkkkkk
    Mas e esse Hobsbawm, é um historiador marxista. Vale a pena ler?
    E essa do conceito de ditadura, é serio que o signifcado na época de Marx era diferente? Não achei nos artigos que você linkou.
  • Comunista Cambojano  12/10/2016 01:54
    Chegou o dia que até vocês levarão a sério o socialismo, vejam em primeira mão o quão livre, o quão rica e o quão desenvolvida é a Coreia do Norte:

    https://www.youtube.com/watch?v=Yg_S3iSIAxE
    https://www.youtube.com/watch?v=mBcJg0k3R4U
    https://www.youtube.com/watch?v=eXh8bpJDshM

    E agora IMB?
  • Breaking Bad  12/10/2016 17:27
    Aproveita e emigra para lá! Eles aceitam! Topo até pagar a tua passagem, só de ida, obviamente! Já eu, gostaria que aparecesse alguém me oferecendo passagem só de ida e "Green card" para os EUA. Coerência é tudo.
  • ThomasToscano  17/10/2016 19:31
    Os links não funcionaram é proposital para mostrar como o socialismo também não funciona?
  • Intrigante  02/12/2016 23:42
    Concordo que o socialismo é uma utopia, um "remédio" pior do que a doença que se propõe a combater. Mas como resolver o conflito entre capital e trabalho? A maior parte do capital está nas mãos de 20%, que usam de poder e influência para corromper governos e empresas e, dessa forma, manter seus privilégios. O trabalho fica com os 80% restantes, que são sugados para o capital permanecer nas mãos dos 20%.
  • Rodrigo Vasconcelos   03/12/2016 00:20
    80% trabalham e 20% fornecem o capital para os 80% trabalharem e se sustentarem?

    Ora, que ótimo! Não fosse o capital destes 20%, aqueles 80% estariam mortos de fome. Não teriam nem trabalho e nem salários.

    Eis o básico: o capital não explora o trabalhador. Ao contrário, ele aumenta o valor da mão-de-obra ao fornecer ao trabalhador as máquinas e ferramentas de que ele necessita para produzir bens e serviços que os indivíduos valorizam.

    Não fosse o capital disponibilizado pelos capitalistas (maquinário, ferramentas, matéria prima, insumos, instalações etc.), a mão-de-obra não teria como produzir estes bens de qualidade altamente demandados pelos consumidores. Consequentemente, os trabalhadores nem sequer teriam renda.

    De onde vêm os empreendimentos nos quais os trabalhadores são empregados? De onde vêm os recursos que garantem o pagamento dos salários dos trabalhadores? Como a fábrica foi construída? De onde vem o capital — as máquinas, ferramentas e equipamentos — das fábricas, com o qual os trabalhadores contratados realizam seu trabalho para produzir os bens que eventualmente estarão disponíveis para os consumidores comprarem?

    Alguém necessariamente teve de poupar uma parte dos rendimentos obtidos no passado para, então, utilizar esses recursos poupados na construção da empresa e no seu aparelhamento com todos os bens de capital necessários, sem os quais o trabalho de qualquer trabalhador seria consideravelmente muito menos produtivo, com muito menos quantidades produzidas, e muito mais imperfeito em sua qualidade.

    O capitalismo é simplesmente um processo por meio do qual os seres humanos tentam decidir qual a melhor maneira de utilizar recursos escassos de modo a satisfazer os mais urgentes desejos e necessidades.

    Agora, se você acha que fornecer empregos e salários é sinônimo de "conflito" e de "ser sugado", então a sua visão de mundo ainda está no jardim de infância.

    Ah, um adendo: sabe esse percentual de 80%--20%? Pois é, ele é antiquíssimo. E é observado em todos os tipos de relações humanas. Chama-se Lei de Parto.

    A lei de Pareto foi descoberta pelo economista-sociólogo Vilfredo Pareto no final do século XIX. Ele estudou a distribuição de riqueza em várias nações europeias. Já àquela época, ele descobriu que aproximadamente 20% da população detinha 80% do valor do capital de uma nação. Após essa descoberta, ele decidiu aplicar o raciocínio até o topo da pirâmide.

    Se 20% da população detém 80% do valor do capital de uma nação, então 4% (20% de 20%) detém 64% (80% de 80%) do valor do capital. Isso de fato se mostrou verdadeiro.

    E prosseguiu. Se 4% detém 64%, então aproximadamente 1% (20% de 4%) deverá deter aproximadamente 50% (80% de 64%). E isso também se comprovou verdadeiro.

    Portanto, 1% deter aproximadamente 50% da riqueza mundial é um fenômeno que já havia sido previsto por Pareto ainda no século XIX.

    Um grande número de estudos subsequentes indica que essa mesma distribuição se aplica para todas as sociedades estudadas. Não importa se os países eram nações pré-social-democratas (antes de 1900), nem a localização geográfica ou quão socialistas eles são. A mesma distribuição existe.

    Aliás, o que é realmente perturbador é que a regra 20-80 de Pareto se aplica a todos os tipos de estatística institucional que pouco têm a ver com distribuição de riqueza.

    Aproximadamente 20% do efetivo de uma força policial faz 80% das prisões. Aproximadamente 20% de uma determinada classe social consome 80% dos produtos destinados àquela classe. Aproximadamente 20% de um grupo faz 80% do trabalho. Aproximadamente 20% da população é responsável por 80% de toda a produção econômica. Aproximadamente 20% dos que recebem uma e-letter gratuita de fato a lêem. E por aí vai.

    Ou seja, quem se assusta com a "descoberta" da desigualdade de renda está na realidade protestando contra algo que, longe de ser uma novidade, é uma proporção há muito já estabelecida pela natureza.

    Artigos para você:

    Nós não humanizamos o capitalismo; foi o capitalismo quem nos humanizou

    A propriedade privada dos ricos beneficia a todos e é responsável direta pelo nosso bem-estar

    A teoria marxista da exploração não faz nenhum sentido

    Os economistas austríacos que refutaram Marx e sua tese de que o trabalho assalariado é exploração
  • dementador  03/12/2016 01:25
    Muito se fala das mortes causadas pelo socialismo. Mas e as mortes causadas pelo capitalismo? Como a empresa East India Company, responsável direta pelas mortes de milhões de indianos durante a dominação britânica. O que dizer de outras a serviço do colonialismo capitalista?
  • Guilherme  03/12/2016 12:50
    Essa foi gozada e bem espirituosa, devo admitir. Nunca pensei nesse tipo de associação. E devo confessar que, à primeira vista, até faz sentido, pois a East India Company ganhou do governo britânico o poder de cobrar impostos sobre a terra, uma perfeita demonstração de capitalismo de estado/fascismo/mercantilismo, arranjo que este site semanalmente condena.

    É como se a Receita Federal terceirizasse seu monopólio para uma empresa. Seria um prato cheio para os libertários.*

    Mas, agora num tom mais sério, essa questão das fomes recorrentes em toda a história da Índia foi bem documentada por Florence Nightingale.

    https://books.google.com.br/books?id=amE1cz1fkIkC&redir_esc=y

    Segundo as pesquisas, as fomes na Índia britânica não eram causadas por falta de comida em uma área geográfica em particular, mas sim por falta de transporte para essa comida, pois não havia estradas, cuja construção era monopólio do governo.

    Vale a leitura.

    Até mesmo o esquerdista Amartya Sen chegou à mesmo conclusão em seu livro Poverty and Famines : An Essay on Entitlements and Deprivation


    * Há vários serviços estatais que não devem ser privatizados de jeito nenhum, como por exemplo a Receita Federal. Imagine uma Receita Federal privada e eficiente? Um pavor.

    O critério a ser usado é: em uma sociedade livre, tal serviço estatal existiria? Se sim, como é o caso de bancos e fábricas de fertilizante, então deve haver privatização. Se não, como é o caso de agências confiscadoras de renda e campos de concentração, então não deve haver privatização, mas sim abolição.

    Por exemplo, o Banco Central deve ser privatizado ou abolido? O BC tem o monopólio da falsificação do dinheiro, ele carteliza, privilegia e salva os bancos que praticam reservas fracionárias, ele regula (ou tenta regular) o dinheiro e o preço do dinheiro, ele controla a taxa de juros e influencia diretamente o crédito, e, acima de tudo, ele tenta controlar todos os preços da economia, o que significa que ele, consequentemente, controla toda a economia em si.

    Logo, o BC não deve ser privatizado mas sim abolido. E ele deveria ser abolido não simplesmente por ser governamental, mas também porque suas funções são imorais per se.

    Atividades que são inerentemente ilegítimas devem ser abolidas. Atividades legítimas e voluntariamente demandadas devem ser privatizadas.
  • Venâncio  10/12/2016 03:27
    Socialistas são naturalmente hipócritas.
  • anônimo  18/12/2016 23:09
    O que vocês poderiam dizer da Comuna de Paris? Como foi essa experiência em termos econômicos?
  • NATALIA  30/03/2017 19:52
    Poderiam responder o comentário desse Leonardo Stoppa:
    Estranho, hipócrita é dizer que o socialismo atual compete com o capitalismo. Comunismo sim complete com capitalismo mas socialismo é uma forma de redistribuição que, quando interpretada por pessoas que estudam economia a partir de livros de economia (e não Olavo de Carvalho) é uma espécie de segurança ao capitalismo.

    Se um dia você entender que existe conhecimento além do que você conhece você vai ver que dentro do conceito atual de socialismo estão as formas de redistribuição de renda (SUS, Fies, Bolsas). Em países de primeiro mundo a galera acaba usando essa grana inclusive para comprar iPhone, logo, é um socialismo que serve ao capitalismo pois deixar essa grana parada na conta de um milionário vai resultar na venda de 1 iPhone para apple, agora, quando redistribuído vira vários iPhones.

    O problema da sua visão é que você estuda em materiais criados sob encomenda. Você deixa de estudar em livros de economia para aprender pelas palavras de um cara que é pago por aqueles que pagam os impostos, ou seja, aqueles que são contra a redistribuição, logo, você abre mão do conhecimento para a alienação.

    Socialismo não é comunismo. Pode vir de certa forma assemelhado nos livros antigos, mas depois da segunda guerra mundial e principalmente depois da queda da URSS, ficou claro que não há em se falar em controle centralizado e ausência de propriedade privada, mas quem estuda um pouco de economia e sociologia sabe que a intervenção e a redistribuição são importantes atividades governamentais para salvaguardar a atividade industrial.

    A final, de que adianta ter industrias de ultima geração se apenas 1% do povo compra seus produtos??
  • anônimo  30/03/2017 20:49
    "de que adianta ter industrias de ultima geração se apenas 1% do povo compra seus produtos?? "

    Isso é sério?
  • NATALIA  31/03/2017 01:32
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk E pense que é um canal no youtube entre tantos aí que estão surgindo defendendo petismo e socialismo. É foda.
  • Italo Petraglia  30/03/2017 22:09
    Socialismo é impossível, pois não tem como um governo central compreender a demanda de toda a população. Não tem como se saber o que cada indivíduo quer e como ele quer. Por isso, países com mais tendências a um ente que redistribui riquezas sempre está fadado ao fracasso. Venezuela e Coréia do Norte são exemplo presentes hoje.
    A sra. insiste na mais-valia de Marx, na exploração "dos 1% em cima dos outro 99%". Mas essa teoria foi refutada tem 120 anos por Von Bohm Bawerk. Numa relação de trocas voluntárias, não há uma relação de perde e ganha e, sim de ganha/ganha.
  • Magno  30/03/2017 23:52
    "Em países de primeiro mundo a galera acaba usando essa grana inclusive para comprar iPhone, logo, é um socialismo que serve ao capitalismo pois deixar essa grana parada na conta de um milionário vai resultar na venda de 1 iPhone para apple, agora, quando redistribuído vira vários iPhones"

    Como é que é?? "Socialismo serve para não deixar grana parada e gerar vários IPhones"??

    O cara que diz uma coisa dessas tem MUITA, mas MUITA, merda dentro do cérebro.
  • Ex-microempresario  30/03/2017 21:56
    Vou responder apenas à última frase:
    "de que adianta ter industrias de ultima geração se apenas 1% do povo compra seus produtos??"

    Em 1977 um Apple II com 48k de memória e processador de 1 MHz custava 2638 dólares - sem disco.
    Em 1987 em comprei um PC com 256k de memória e processador de 8 MHz por 900 dólares - com dois discos flexíveis de 360k
    Em 1997 eu tinha um PC com 16M de memória, processador 100 MHz, HD de 500 mega. Deve ter custado uns 500 dólares.
    Hoje vc pode comprar um PC com 4 giga de memória, processador quad-core de 3000 MHz, HD de 2500 giga por menos de 300 dólares, aqui no Brasil.

    E o cara acha que é graças ao socialismo que todos hoje em dia podem ter computador.
  • anônimo  06/04/2017 19:08
    Ótimo texto.


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