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No Brasil, os incentivos estão invertidos - mas vai dar tudo certo

Suponha comigo que você tem 35 anos, R$ 500.000,00 no banco e um Q.I. acima da média. O que fazer?

Você pode abrir uma empresa. É o que jovens com esse perfil e boas ideias costumam fazer em países mais civilizados, por exemplo. Na verdade, esse é o objetivo de vida mais cobiçado em lugares como EUA, Inglaterra e Austrália: abrir uma empresa, ganhar muito dinheiro e, no processo de ficar podre de rico, empregar dezenas ou centenas de pessoas e gerar bens e serviços que vão elevar a qualidade de vida de todos.

Mas vamos supor que você viva no Brasil. A média de lucro (o retorno sobre o investimento do capitalista) vai de 3% a 5% (varejo), 6% (farmácias e drogarias), 10% (postos de gasolina) 11% a 13% (alimentação e serviços), só para citar alguns exemplos.

Isso quando o empresário não opera no vermelho, pagando do próprio bolso pra manter o negócio e, com ele, os empregos de seus funcionários.

Claro que não é só.

Você vai gastar em média 2.600 horas por ano não fazendo o que você se propôs a fazer (produzindo bens ou prestando serviços), mas apenas para recolher os impostos, que vão incidir sobre o seu investimento antes que você tenha qualquer lucro.

Em média, 40% do seu investimento vai para o governo; 24% vai para os trabalhadores; e, descontada a parte do banco (capital de giro, desconto de recebíveis etc.), a você será permitido ficar com apenas 7% do que gerou.

Você será tratado como criminoso pela sociedade, será culpado por tudo o que der errado no país, e será constantemente fiscalizado e esporadicamente autuado por conta do descumprimento de alguma obrigação acessória que nem seus advogados tributário e trabalhista sabiam que existia, mas que lhe renderá uma multa de 150%, além de juros de 1% ao mês e correção monetária.

E, claro, ocasionalmente seus funcionários o processarão, ainda que você tenha pagado todos os direitos e obrigações, e sabe-se lá o que vai decidir o juiz do trabalho, que está lá na presunção de que você é um contraventor e o seu funcionário é um anjo.

Depois de 3 anos, há 80% de chance de você estar falido, e com sua casa, carro e o que quer que tenha sobrado de seu capital inicial ameaçado por execuções fiscais e trabalhistas.

Não parece um prospecto muito bom.

Mas, felizmente, você vive no Brasil, e tem opções. Você pode emprestar aqueles seus R$ 500.000,00 ao governo, por exemplo. Uma aplicação no Tesouro Direto indexada ao IPCA rendeu mais de 20% em 12 meses, e com liquidez diária. Descontados os impostos, ainda sobra uns 16% limpos. Bem melhor do que os 3% a 11% que você obtém empreendendo, e com risco praticamente zero: ao contrário do que se dá com o empreendedor, o governo irá lhe tratar como rei, porque o governo é incapaz de gastar menos do que arrecada, e sempre vai precisar de gente como você para financiar o déficit endêmico.

Ao final de 3 anos, você terá somado cerca de R$ 364.000,00 ao seu capital de R$ 500.000,00 (ajudado pela mágica dos juros capitalizados).

Bem melhor, não?

Ou então você pode empregar esse seu cérebro privilegiado e estudar para um concurso público. Salários de R$ 30.000,00, que a iniciativa privada só paga a altos executivos que tenham resultados a apresentar e que estejam acostumados a viver sob intensa pressão, não são incomuns no funcionalismo, com o bônus de que você nunca será demitido, ainda que faça apenas o mínimo exigido, e, dependendo da carreira que escolher, será inclusive obrigatoriamente promovido.

É essa a flora exótica na qual vivemos: tudo a todo o momento grita para que você não crie, não empreenda, não empregue. Se acumulou algum capital, seja rentista. Se tem uma boa educação, seja funcionário público.

Vai dar certo sim, amigos.


17 votos

autor

Rafael Rosset
é advogado.


  • Beto Bergallo  23/08/2016 00:53
    Irretocável.
  • Leonidas  06/12/2016 14:47
    Perfeito!
    A análise bate com que eu penso e com aquilo que estou vivendo.
    Só acrescentaria que, infelizmente, o bicho empreendedor tem a criação no sangue, normalmente nao consegue ficar em empregos públicos onde a política (politicagem?) come solta.
    O amor à evolução neste país é uma maldição. E como sabemos, o amor é cego!
  • Igor Gonçalves  23/08/2016 01:03
    Sou um exemplo de como a falta de incentivos desmotiva alguém a empreender. Ia, em sociedade com a minha mãe, arriscar nosso capital em uma franquia e gerar 2 empregos, além da riqueza do empreendimento. Desistimos, por causa da burocracia, impostos e alto risco que isso acarreta.

    Deixar no Banco rende mais, mesmo sabendo que isso gera inflação, fazendo nossa moeda valer cada vez menos a cada dia.
  • CerQueira  12/09/2016 13:43
    então eu tbm entrei nessa cultura de concurso público, mais nunca fui incentivado a empreender e tbm no colégio não se houve fala disso, ao não ser os professores doutrinando contra o capitalismo e tal.

    Atualmente depois de muito tempo percebo o fracasso de muitos países de mentalidade esquerdista onde todo mundo migrou pro serviço público ou militar e deixou a míngua o comercio e a industria, desde q começei artigos e livros da escola Austríaca q conheci por esse site entendo melhor a nossa realidade, é uma pena q isso ainda está distante d ser ensinados pros estudantes das escolas e na faculdade onde ainda predomina essa mentalidade anticapitalista e ver ainda empresários como inimigos e ainda escuta a baboseira "privatização é corrupção" ou gente q participa dos movimentos pró-Dilma e Fora Temer se dizendo "anarquista" (um anarquista de esquerda contra um governo pra pôr outro governo) estranho isso, mais o mesmo tipo de pessoas q chamam os outros de fascista sem saber o q se tratar realmente esse termo.
  • Nilberto Lopes  19/09/2016 18:45
    Isso sem falar que esta cultura de incentivar o público em detrimento da iniciativa privada acaba compelindo vários jovens que poderiam ser excelentes empreendedores a dedicarem suas vidas a estudar para concursos e assim perdemos vários indivíduos em idade economicamente ativa que chegam aos 40 anos morando com os pais, dedicando-se exclusivamente aos concursos e sem nunca gerarem riqueza para o país.
  • Thiago  23/08/2016 01:43
    Simplesmente perfeito esse texto. Melhor exemplo não há de como funciona o brasil.
  • Cristiane Senna  30/08/2016 18:09
    A realidade brasileira não poderia ser melhor especificada.

    Ainda me sinto mal por gerar valor a sociedade...
  • Rubimir  23/08/2016 01:45
    Sempre ressaltando que pra pagar os juros e os funças, o governo precisa arrecadar mais. E aí tem que aumentar os impostos. E aí bola de neve continua girando, e o empreendedor segue levando ferro.
  • Pobre Paulista  23/08/2016 01:56
    Mas dá certo sim. Só precisa especificar pra quem.
  • Thiago_02  23/08/2016 02:41
    Por um estado mínimo, menor carga de impostos, menor máquina estatal e mais privatizações: #Bolsonaro2018 (sim, sabemos que Rafael não curte o mito)...
  • Zik  26/08/2016 22:27
    veja.abril.com.br/politica/sem-limites-bolsonaro-ironiza-jandira-e-o-proprio-filho/


    Você chama de "mito" um cara que aparece orgulhoso com fotinho de Figueiredo?

    Fala em "estado mínimo" chamando de "mito" um cara que vangloria um regime extremamente estatista como foi o regime militar?

    Deprimente
  • Andre  26/08/2016 22:54
    É guerra política, esse cara é só mais um prometendo o céu e que vai entregar o inferno.
    Os políticos vão se degladiar com o que for necessário para vencer as eleições e nos governar, já prestei meus serviços à clientes em campanhas políticas, as saladas ideológicas que fazem para abarcar votos é incrível.
  • CerQueira  12/09/2016 13:54
    A realidade "Sem Estado" o "Mercado Livre", vejo como uma realidade muito distante do Brasil, diferente se falar de países de economia mais aberta e carga tributária reduzida, q apesar d não eliminarem totalmente a figura do Estado mais o crescimento de suas riquezas são grandes.

    Apesar q crescer o Número de simpatizante e pessoas q gostam do anarcocapitalismo, a mentalidade socialista ainda predominará infelizmente por muito tempo, qualquer proposta para flexibilizar CLT, reduzir gastos, privatizar, congelar salários, reduzir e extinguir ministérios é atacado com veemencia por outros politicos e movimentos sociais pelegos do socialistas.

  • Livre Mercado  23/08/2016 02:42
    Prenúncio do caos.
  • Andre Cardoso  23/08/2016 04:24
    A magia do Brasil que faz tudo errado dar certo é que quem paga a conta acha que tem o que merece. Um respeito solene à nobreza dos burocratas estatais, aliado ao marxismo que convenceu o brasileiro que empresário é bandido e o causador da miséria do povo.
  • Rodolfo Ferreira  23/08/2016 13:21
    Confesso que este foi um dos melhores artigos que li em minha vida. Gratidão Rafael Rosset.
  • JOSE F F OLIVEIRA  23/08/2016 13:30
    E Sem falar da FAMIGERADA "JUSTIÇA paternalista do TRABALHISTA ".O Empreendedor pensa no seu negócio 24 Horas, e o trabalhador no seus contáveis 8 horas.
  • Pobre empresário  23/08/2016 16:01
    Contando que a carga tributária para cada empregado que se tem, dependendo se a empresa for lucro real, presumido ou simples, chega a 100% em cima do salário pago! Quer acabar um pouco com a miséria, diminua a carga tributária sobre os funcionários, obrigue o empresário a repassar o que foi "aliviado" dessa carga tributária ao salário do colaborador. Assim haverá o fomento da economia, o colaborador com maior poder de aquisição e consequentemente mais feliz. Com isso o empresário vai ter uma maior venda de seus produtos. Outra ideia. Quer acabar com a fome? Comecem diminuindo os impostos sobre bens de necessidades básicas. Comida, água e esgoto, energia elétrica.... Com apenas esses dois passos, penso eu que muita coisa pode melhorar. Mas ainda não será a solução por completa!
  • anônimo  23/08/2016 16:20
    "obrigue o empresário a repassar o que foi "aliviado" dessa carga tributária ao salário do colaborador."

    Ei ei ei!

    Ninguém tem que obrigar nada campeão. Que brincar de ditador vai lá para o site da carta capital.


  • Pobre empresario  23/08/2016 16:47
    O custo será o mesmo para o empresário, mas o comércio será fomentado. Com isso o empresário também sairá ganhando e, com colaboradores mais contentes com o seu trabalho a produtividade aumenta.

    Não adianta, o funcionário não vive sem patrão, assim como o patrão não vive sem o funcionário.

    E sim, obrigar o empresário a repassar. Temos empresários bons, mas também temos mercenários.. Tem que ser uma política de ganha ganha. Não pode ser só visto o lado do empresário. Sim, ele é tratado como bandido.. sou tratado como bandido. Mas se olharmos somente para o nosso umbigo a situação continuará no caos. Não sou ditador, sou empresário, prezo meus colaboradores e sim, tenho processos trabalhistas e bens bloqueados por eles.
  • anônimo  23/08/2016 17:16
    Você é um potencial ditador sim. Acha que tem a solução para os problemas da sociedade e quer impor a força sua ideia.

    "sou tratado como bandido"

    Não é por menos.

  • Pobre empresario  23/08/2016 17:52
    Essa foi uma mera sugestão meu amigo. Filtre as coisas boas e descarte as coisas ruins..
    Não estou te obrigando a nada.. Muito menos a ler meus simples modo de tentar colaborar.. e as suas sugestões? Tem alguma? Ou só crítica?? És engenheiro de obra pronta? Fique na paz!!
  • Tim  23/08/2016 17:31
    Que conversa é essa de o estado "obrigar o empresário a repassar" dinheiro para o empregado?

    E ainda vem dizer que "Tem que ser uma política de ganha ganha"?

    Aprenda uma coisa cidadão: só existe "ganha ganha" quando NÃO HÁ coerção estatal na relação.

    Existindo coerção estatal - como vc defende - aí sim um ganha e outro perde.

    Essa lição é básica. Portanto, assimile.
  • Pobre empresario  23/08/2016 22:29
    Colega Tim, aprenda uma coisa: uma simples equação matemática

    Colaborador ganhando mais = colaborador contente = colaborador mais produtivo = colaborador mais consumista = empresário vendendo mais = empresa lucrando mais = empresário mais contente.
    Colaborador ganha e empresário ganha
    ASSIMILE

    Empresa sem coerção estatal = UTOPIA linda e maravilhosa.

    Imposto único de 1% UTOPIA linda e maravilhosa

    No Brasil qualquer diminuição de impostos é UTOPIA.

    Deixei uma simples sugestão, não uma palavra de ordem. Uma sugestão para ser analisada e aprimorada pelos leitores da matéria.

    Deixei uma sugestão, não um pedido de agressão.

    Se querem pensar como empresários onde o colaborador não deve ser valorizado estão sendo mercenários. Simples assim.
  • Economista verdadeiro  23/08/2016 22:54
    Faltou só um detalhezinho na sua equação fajuta: mais gastos salariais significam mais custos operacionais. Mais custos operacionais significam menos lucros líquidos. Menos lucros líquidos significam menos investimentos e menos contratações.

    Menos investimentos significam redução da oferta de bens e serviços disponíveis. Menos bens e serviços disponíveis significam aumento de preços. Aumento de preços significa que eventuais aumentos salariais de nada adiantaram.

    Igualmente, menos contratações significa mais desemprego. E agora os desempregados estão em um ambiente com mais inflação de preços, pois a oferta de bens e serviços foi reduzida.

    Em suma, a sua política social -- sei bem que você nunca empreendeu na vida -- gerou apenas mais desemprego e preços mais altos.

    Quer aumentar salários? Faça do jeito certo. Adquira máquinas e equipamentos que aumentem a produtividade do empregado. É a produtividade o que permite maiores salários, e não "políticas carinhosas". Americanos ganham mais que brasileiros porque são mais produtivos. E são mais produtivos porque possuem maquinários e tecnologia mais avançada (no Brasil, o governo praticamente proíbe a importação desses maquinários, pois temos de "proteger a indústria nacional").
  • Pobre empresario  23/08/2016 23:30
    Economista verdadeiro, acho que você não acompanhou todos os comentários desde o início!

    No primeiro comentário sugeri uma desoneração sobre o imposto pago ao estado referente a cada funcionário.

    O gasto com o funcionário para o empresário seria o mesmo. Ao invés de pagar o imposto para o estado, esse imposto seria incorporado no salário do colaborador!
    Então, minha equação "fajuta" não teve nenhum gasto salarial a mais. Os lucros aumentaram devido ao poder de compra da classe trabalhadora, consequentemente os investimentos também e também as contratações.

    Em outro comentário, disse que sou empresário, prezo meus colaboradores e sim, tenho bens bloqueados por processos trabalhistas de ex funcionários.

    Saiba do todo para criticar o ponto!!

    Isso não é política carinhosa, é apenas uma sugestão de desoneração para o empresário em benefício do funcionário.

    Não podemos comparar a carga tributária dos EUA com a do Brasil. pelo que eu saiba, a carga tributária lá é muito menos e mais simples que a daqui.

    Agora repense a equação:
    Colaborador ganhando mais = colaborador contente = colaborador mais produtivo = colaborador mais consumista = empresário vendendo mais = empresa lucrando mais = empresário mais contente.
    Colaborador ganha e empresário ganha

    Se o empresário ganha mais ele também vai investir mais. Concordamos agora?

    Senhores, entendam.. é uma SUGESTÃO. Analisem aproveitem as coisas boas e descartem as que não concordam!! Simples assim.
  • Medo.  23/08/2016 16:51
    Parei no Obrigar. Quem não cumprir morre?
  • Pobre empresario  23/08/2016 17:01
    Colega, por favor, vc entendeu o que eu quis dizer. Obrigar sim, mas se morre? Acho que não. Uma cabeça tranquila no travesseiro pode salvar vidas!!
  • Pobre Paulista  23/08/2016 17:41
    Porquê repassar ao funcionário? Ele sabe gastar o dinheiro "melhor" do que o chefe?

    Meu caro, basta desonerar que o dinheiro permanece na economia real, seja pelas mãos do funcionário, seja pelas mãos do chefe.
  • Pobre empresario  23/08/2016 18:00
    Se ele sabe gastar o dinheiro melhor que o chefe, eu não sei, Mas o dinheiro dele, quem tem que saber gastar é ele, e não o seu chefe!!

    Concordo que basta desonerar mas, você já viu alguma desoneração de impostos no Brasil?
    Minha sugestão é apenas uma forma de tentar contribuir.

    Não crio leis e muito menos as dito. Mas, se coloque no lugar de um colaborador. Você não se sentiria melhor com um poder aquisitivo maior??

    É a solução? Completa não, mas já é um começo, pequeno, ínfimo, mas um começo.
  • Pobre Paulista  23/08/2016 20:13
    Releia seu comentário original. Estou dizendo que basta desonerar para "fomentar a economia", para usar seu termo. Não é preciso obrigar ninguém a nada.
  • Pobre empresario  23/08/2016 22:19
    Amigo, numa visão que infelizmente tive nas réplicas de comentários, onde fui taxado de ditador por expressar uma ideia, acredito ainda mais que o empresário deve ser obrigado sim pois caso contrário a parte "aliviada" ficará com ele. Algum mal nisso, não, mal nenhum, mas qual ajuda à sociedade ele estará fazendo?
    Poderá investir em novos equipamentos e criar mais empregos, concordo. Essa é uma opção claramente viável também, mas o nível social dos trabalhadores continuará o mesmo e os insatisfeitos por não conseguir comprar um brinquedo melhor para o seu filho no Natal, ou no aniversário dele, ou não conseguir a tão sonhada casa própria e metade do salário ir para pagamento de aluguel, ou sequer colocar o feijão na mesa do almoço para a família continuarão a produzir menos, continuarão entrando com processos trabalhistas, continuarão depredando / roubando equipamentos para tentar de alguma forma subsistir e colocar comida na mesa.. por favor, é um pensamento social e não socialista ou paternalista.
    Só penso que todo o ser humano tem o direito de ter uma vida digna.

    Espero ter expressado melhor a minha visão social de empresário.
  • Pobre Paulista  24/08/2016 17:50
    O artigo de hoje fala sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2498
  • Iguais Somente Perante a Lei  26/08/2016 14:19
    Como assim diminuir a carga tributária para bens de "necessidade básica"? Há dois problemas com esse tipo de ideia:
    1) Quem vai dizer o que é necessidade básica? O que é necessidade básica para mim pode não ser para você. Afinal, todos somos diferentes, damos valores diferentes a coisas diferentes. Não há nenhuma razão para querer padronizar os desejos das pessoas de acordo com a visão da maioria.
    É muito melhor cada pessoa decidir livremente no quê gasta seu limitado dinheiro. Aqueles que abrirem mão do café da manhã para tomarem uma cerveja no fim de tarde têm o direito a fazê-lo. Nenhum tirano, burocrata, nem mesmo a maioria têm o direito de se meter nesse tipo de decisão pessoal. Intervir no sistema de preços, com tabelamentos, diferenciações tributárias,etc, não passam de pura intervenção do estado (ou da maioria), tentando impor aos demais a sua visão sobre o mundo. Enfim: tirania pura.
    2) Achar que um burocrata, ou mesmo a maioria têm o direito de escolher quais empresários de quais setores devem ser beneficiados com impostos menores é inaceitável. Somos todos iguais perante a lei. Eu tenho empresa no ramo de entretenimento, e não aceito ser discriminado por isso. Se for para termos impostos, a minha atividade não é melhor nem pior do qualquer outra. Eu como empresário tenho os mesmos direitos que um empresário que vende pão, ou de outro que tenha uma rede de hospitais. Uma vez que se aceita que todos temos direitos iguais perante a lei, é inimaginável haver empresários - geralmente os amigos do governo - beneficiados com alíquotas menores que a minha. A única possibilidade lógica é alíquotas iguais para tudo. E quem discordar deve começar a refletir: será que você realmente concorda que todos somos iguais perante a lei?
  • saoPaulo  28/08/2016 19:48
    Iguais Somente Perante a Lei, por favor leia meu comentário abaixo.
  • Bruno  13/09/2016 16:41
    Eis aí o desincentivo para o sujeito empreender e o incentivo a ser empregado. Porque eu abriria uma empresa se os salários coercitivamente são enormes? Mas se ninguém abrir empresas, quem vai empregar pessoas? e novamente voltamos a lei de oferta e procura. Bom, empreendedor não sei se você é, mas pobre deu pra perceber porque é.
  • Andre  13/09/2016 17:47
    Não só por remuneração escolhemos nossa atividade, a principal diferença entre empreendedor e empregado não é o objetivo financeiro, e sim a necessidade de realização, o enorme sacrifício para formar a poupança, o esforço para aprender o ofício em que pretende empreender, a euforia de ver um plano seu sendo colocado em prática, a fé em comprar as matérias primas do mostruário, a felicidade em atender um interessado e minutos depois tirar o pedido, o empenho em caprichar no serviço, a satisfação em receber o pagamento na conta, o orgulho ao passar em frente e pensar "aquela obra fui eu que fiz", o quentinho no peito quando veem os rebentos saber que vai deixar um legado para eles e sua família não tem preço.
    Óbvio que o dinheiro é muito bom, mas curiosamente todas as vezes que fiz apenas por dinheiro as coisas não foram bem, assim como outros empreendedores.
    O empregado busca segurança para saciar seu medo de não sei exatamente do que, o funça tem ainda mais essa necessidade de proteção de não sei exatamente do que.
  • Renato Andrade  28/08/2016 02:02
    Não adianta "obrigar" o empresário a repassar o excedente que seria tributado para os funcionários. Isso só criaria mais um mecanismo de desincentivo para o capitalista, gerando desemprego e ajudando a estagnar a economia. Somente uma economia desregulamentada, sem a intromissão do Estado e baseada no Livre Mercado, gera riqueza e qualidade de vida, tanto para quem emprega, quanto para que é contratado.
  • Oswaldo  23/08/2016 19:18
    Eu estava praticamente na situação inicial do texto, e segui um dos conselhos, deixando o dinheiro ganho com duro trabalho rendendo juros, mas para imensa surpresa minha tive o dinheiro confiscado pela justiça por dívidas fiscais que nem sabiam que existiam, de empresa que não participava no momento do débito, sem qualquer participação minha, tendo todos os recursos sumariamente negados pelo judiciário, até hoje quase dois anos após não consegui sequer ser ouvido.Portanto nem mesmo viver de aplicação financeira é seguro mais no Brasil, aqui é o paraíso do funcionalismo público que estão inclusive por trás do que foi feito.
  • John Horse  26/05/2017 11:59
    Bobinho... Foi por o $ na sua conta...
  • ANTONIO JORGE BARBOSA  24/08/2016 13:18
    Texto perfeito. Sem ressalvas, parabéns.
  • João Bosco Rodrigues  24/08/2016 18:12
    GOSTARIA DE SABER QUAL FOI O CÁLCULO QUE CHEGOU PARA SE TER O VALOR r$ 364.000,00?
  • Matemático   24/08/2016 18:34
    500.000 rendendo 20% ao ano durante três anos.

    P.S.: esse valor de 20% está até subestimado. O título Tesouro IPCA com vencimento em 2035 rendeu incríveis 40% nos últimos 12 meses.

    www.tesouro.gov.br/pt/-/rentabilidade-acumulada
  • FL  24/08/2016 20:00
    João, o cálculo (pode conferir numa HP12C ou no excel sem grandes problemas) foi o seguinte:

    PV: 500.000
    n: 3 (anos)
    i: 20% a.a.
    FV: 864.000

    E sim, ele está sendo conservador... se utilizasse os 40% do Matemático, o ganho seria de R$872.000
  • Ricardo S I  20/09/2016 00:39
    Sobre esse rendimento, faltou descontar a inflação do período... O ganho real com tesouro direto é de 6% ano na média... O ganho de 40% do matemático é um ponto fora da curva... Não da pra pensar que um investidor médio conseguiria isso facilmente (seria o mesmo que pegar o melhor resultado da bolsa e usar como exemplo para investidores da bolsa)
  • Empreendedor sofrido  20/09/2016 00:50
    O texto não fala de 40%, mas sim de 20%.

    E, como pode ser visto aqui, esse valor de 20% é bem conservador. Ganhos entre 20 e 40% são a regra em épocas de perspectiva de queda nos juros.

    www.tesouro.gov.br/pt/-/rentabilidade-acumulada

    No entanto, mesmo que fiquemos com esse ganho real de 6% ao ano, tal ganho ainda é muito maior do que o ganho real do empreendedor que tem uma margem de lucro de 7% e lida com uma inflação de 5,5% (sendo otimista). Isso dá um ganho real de 1,4%.
  • Ronaldo Ribeiro  20/09/2016 19:42
    Me corrijam se eu estiver errado, mas além disso vai incidir IR de 15 a 27% sobre os juros e taxa de administração da corretora, certo? Dessa forma o ganho real seria inferior aos tais 6%, sim?
  • saoPaulo  28/08/2016 19:47
    Iguais Somente Perante a Lei,
    Sim, mas os problemas apresentados por você se aplicam a qualquer imposto.
    O problema aqui é muito mais profundo! Não se deveria apenas diminuir impostos sobre produtos de primeira necessidade, mas sim abolí-los! O fato é que a concepção da grande maioria de um estado provedor não condiz com tributar os necessitados. Qualquer um que defenda um estado de seguridade social tem que defender, por coerência, que aqueles atendidos por este sistema devam ser recebedores líquidos e, sendo assim, não há sentido em taxá-los*.
    Obviamente a solução ideal seria não haver entidade com o poder de aplicar imposto algum. Mas sendo realista, qualquer movimento no sentido de menos impostos já é um ganho! E não consigo imaginar oportunidade melhor do que abolição de impostos sobre pobres. Mesmo esquerdistas têm que, necessariamente, defender isto, já que não fazê-lo seria assinar um atestado de hipocrisia extremamente explícito.
    Que tal mostrar o caso de um pai de família que não pode substituir o chuveiro queimado, pois não tem dinheiro para inteirar os impostos? E então a seguinte pergunta: "Você acha certo que os filhos do senhor X devam tomar banho frio para que o Temer ganhe R$200.000,00 por ano? Se você defende o bolsa família, sua obrigação é defender a abolição de impostos sobre produtos essenciais."

    *Devemos aqui, levar em consideração que a máquina do fisco também possui um custo. É ilógico confiscar X de fulano e, deste X, devolver-lhe X-Y, sendo Y o custo do confisco, quanto o intuito é que ele seja um recebedor de tributos. No total, fulano receberia X-Y+Z, onde Z seria o dinheiro confiscado pelo governo de beltrano. O "ideal" (para quem defende a tese de um welfare state) seria que fulano recebesse 100% de X, o que somente se consegue ao não lhe aplicar qualquer confisco, em primeiro lugar.
  • Renato Arcon Gaio  29/08/2016 12:06
    Ótimo artigo, mostrando a realidade brasileira.

    dou uma sugestão para o próximo slogan de um candidato sincero sobre o pais:

    "Brasil um país de insumo/consumo."

    Abraços
  • AMVO  31/08/2016 01:32
    Muito triste isso Tudo é invertido . Não adianta, o funcionário não vive sem patrão, assim como o patrão não vive sem o funcionário.
  • A máquina de vendas online  05/09/2016 04:39
    Se não fosse essas coisinhas que mata o Brasil com toda certeza viveríamos num país forte e agradável em diversos aspectos, quando olhamos para os países lá fora como os citados nos textos, imaginamos que país poderíamos ser, já que trajamos tanta riqueza, digo isso em modo geral pela a grande nação que somos.

    Se pararmos para pensar no tanto de dinheiro que é arrecadado pelo nosso governo por meio dos impostos, ficamos chocados pelo situação do nossa pátria.

    Simplesmente lamentável...
  • Alexandre  12/09/2016 02:15
    Perfeito o texto.
  • anônimo  12/09/2016 04:48
    Não se preocupe, porque nada vai dar certo.

    Iremos completar 30 anos de democracia. Em quase 30 anos, só houve o fim da hiperinflação e alguns serviços estatais que melhoraram depois da privatização.

    Se não houvesse o mínimo de capitalismo, nada teria mudado. Os serviços públicos continuam a mesma porcaria de 30 anos atrás. O mínimo de capitalismo salvou milhares de vidas.

    A corrupção estatal é a mesma de 30 anos atrás. A violência e assassinatos aumentaram. O saneamento continua com os mesmos problemas. A pobreza é quase a mesma. As leis, burocracia e normas se multiplicaram, etc. As normas do governo travaram a economia. As vantagens e privilégios para os amigos do governo são as mesmas. As empresas parasitas do governo são as mesmas.

    O poder nefasto do governo continua destruindo o país. E ainda há pessoas que acreditam que é só ter educação e diminuir a corrupção.

    O estado tem mais corrupção do que qualquer organização criminosa do país. Até o PCC rouba menos que os corruptos do governo.

    A nossa liberdade só vai mudar com desobediência civil. Sem violência, mas desrespeitando o poder do governo. Desobediência civil é o primeiro passo para implodir o poder nocivo do governo.
  • André  12/09/2016 12:58
    Mitou, é exatamente isso, quando desabafo pensamento parecido entre os amigos fico parecendo um louco, mesmo depois da enganação eleitoral absoluta de 2014.
  • Rodrigo  13/09/2016 01:26
    E se for inteligente e tiver acumlado capital, seja um funcionário público rentista...
  • Singularidade Man  14/09/2016 20:37
    É isso aí, eu com pouco $$ um tempo atrás fiquei nessa, só renda, é mtooo mais tranquilo embora no BR não dê para dizer que algo seja realmente tranquilo! Vide o caso do amigo mais acima que foi confiscado... se tiver bastante dinheiro envolvido remeta ao exterior em um país de histórico sério, não adianta deixar 100% aqui que é a maior furada.
    Igual o cara não aguenta, sempre algo na vida muda e as vontades, prioridades mudam e tu busca fazer algo, eu voltei a trabalhar como empregado, ainda tenho momentos em que fico pensando em empreender mas é um cenário totalmente DESOLADOR! Os últimos 10~12 dias eu estou direto tentando entender como fazer umas importações para tentar uma online store de complemento de renda, é algo que parece insanamente impossível.
    Na outra ponta a minha irmã que sempre foi mais estudiosa no sentido formal, insistiu no vestiba até conseguir vaga "grátis" e depois de formada insistiu na vida-mansa do funcionalismo, sem nenhum romantismo, foi trabalhar lá para justamente não ter que trabalhar na vida! Diz com orgulho isso. A pior parte é que está redondamente certa.

    Não vejo a hora dos robôs tomarem conta desse mundo! Hehehe
  • ROQUE EUGENIO  18/09/2016 00:02
    BRASIL TEM "MAIS IGUAIS QUE OUTROS!

    PRESIDENTE ANUNCIA AO MUNDO SUBSÍDIOS DO GOVERNO.

    O Brasil ao apresentar ao mundo noticias de mudanças , convida investidores estrangeiros para investirem no Brasil,diz também que haverá subsidios do governo....parece que não entendem a besteira,a GRANDE BESTEIRA:
    O investidor estrangeiro pensa no mercado daqui, da competição em igual condições, é óbvio,para todo mundo, e aí o presidente DIZ AO MUNDO que vai haver subsidios do governo;logo, o investidor que não consegue subsidio do governo vai botar seu capital em risco, pois seus concorrentes terão subsidios, e seus produtos melhores preços, ARTIFICIALMENTE. Acham que virão arriscar aqui , com segurança juridica de Teoris e Levandowskis,Barrosos e Tofolis,e pixulecos para os cumpanheiros, concorrentes?
    Devem estar brincando,só falta ressuscitarem o Finado FUNARO,e os FISCAIS DO SARNEY
    Alguem diga a esse pessoal assessor do Presidente, estudarem um pouquinho, ou deixar alguem do ramo falar.
    Será que só eu percebi? Ninguem mais pegou a MEGA asneira.
  • Bento  21/09/2016 14:36
    Muito triste. Ainda mais tendo em vista o potencial tremendo que o Brasil tem
  • Felipe Elias  30/09/2016 02:54
    Só uma pergunta...tem fonte para todos esses números? Não lembro de ter visto concurso com salários de R$ 30.000,00...
  • Guilherme  30/09/2016 12:07
    Em momento algum o texto afirma que as pessoas entram recebendo 30 mil. Ele afirma, isso sim, que salários de 30 mil são comuns no serviço público -- isso, obviamente, não significa que elas já entrem ganhando tal valor, mas sim que tal valor será inevitavelmente alcançado ao longo do tempo.

    Leia com mais atenção.

    Tenho um parente que é funcionário público estadual (bibliotecário na Assembleia Legislativa). Ganha, líquido, R$ 31.536. Está no cargo há 10 anos. A questão nem o salário, mas sim todos os penduricalhos.

    Tem gente -- majoritariamente no setor público estadual -- que ganha R$ 55 mil líquidos.

    Quanto aos números apresentados ao longo do texto, há fontes para todos eles. É só clicar nos hyperlinks.
  • Marcos  05/10/2016 13:05
    "Não lembro de ter visto concurso com salários de R$ 30.000,00..."

    Saiu hoje no Estadão:

    "Hoje, os servidores recém-aprovados em concursos públicos recebem salários muito elevados – bem acima dos registrados na iniciativa privada – e, em alguns casos, bastante próximos daqueles que estão no topo da tabela do plano de carreira.

    No funcionalismo público federal, há salários iniciais que chegam perto de R$ 30 mil. É o caso do consultor legislativo do Senado, que ganha no início de carreira R$ 29,1 mil e, no final, R$ 30,54 mil."

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,governo-estuda-reduzir-os-salarios-iniciais-do-funcionalismo-publico,10000080246
  • Douglas  24/10/2016 16:10
    Um dos melhores artigos que eu li no IMB.
  • JOSE F F OLIVEIRA [Dede de Tony Oliveira]  06/12/2016 13:00
    Simples. 1] A fonte do TRIBUTO é a iniciativa privada, 2] O Livre Mercado equaciona e próspera a riqueza, combate à pobreza, 3] o Estado é um obstáculo no EMPREENDER, 4] As LEIS não são CUMPRIDORAS e EXECUTADAS na sua RECEPTIVIDADE , 5] Uma cultura patrimonialista, 6] Um Estado Hiper-obeso,Ineficiente,Ineficaz ,utópico, 7] Reverter a níveis toleráveis de CORRUPÇÃO, etc.
  • Hunaldo  12/01/2017 05:45
    Cara, vc me lembrou do tempo em que eu estava com minha imaginação e energia nas alturas. Mas o meio socialista em que vivia me esmagou sem dó nem piedade. Os psicopatas simplesmente odeiam quem produz e, como bons materialistas, vivem em função do dinheiro e sabem humilhar, como ninguém e com o poder que eles têm no estado, quem é contra suas ideias.
    Para alguns é contraditório ver que os socialistas são consumistas vorazes e amam o dinheiro do estado, que é seu deus, mas pra quem conviveu com esta corja, que conhece a psiquê comum entre os vermes, é normal.
    Um vagabundo que estudava na Sorbone (eles adoram a França, mas no discurso é a pobre América Latina que sequer visitam) me deu uma carona com muito mal grado. Passou de madrugada por um MCdolnald's e tratou a atendente com o se fosse um lixo. Com ódio do capitalismo. Isso ficou na minha cabeça.
    Agora junte esses FDP mais nossa cultura estatal com políticos da pior espécie (na verdade mafiosos) que prometem mil e uma benesses e que torna esse sonho para alguns, regalado-os com o quê? Um cargo comissionado, um salto na carreira pública.
    Enfim, eu teria um milhão de exemplos para demonizar o estado brasileiro.
    Existe gente boa dentro dele? Sim. Raros.
    A maioria é comodista e bajuladora. O restante cumpre seu papel com dedicação, não entende nada do que se passa de maneira macro e simplesmente vive naquilo que o país te oferece como trabalho.
    Hoje, quando vejo uma pessoa se matando pra passar em um concurso, eu lembro de mim quando jovem, que não via outra alternativa que não ser funcionário ralé do governo.
    PS. Eu nunca tive dinheiro. Continuo ralé e considero que perdi uma vida e por isso eu odeio o Brasil com motivos reais.
    Os comuna deixaram a terra arrasada economicamente e ao mesmo tempo fértil para o surgimento de novos psicopatas. A lavagem cerebral rola solta nas escolas particulares. Sim, nestas sim, pois nas públicas a garotada não tá nem aí. E por não está nem aí, a chance de ser uma pessoa comum, de ser livre é maior. Foi por isso que eu não me tornei um deles.
    A rebeldia me salvou. É contraditório para muitos direitistas, mas por ter sido rebelde não me tornei mais um a roubar o Brasil nem plantei erva-daninha para seu futuro.

  • Jango  13/04/2017 01:47
    Sabe qual é a solução esquerdista? Confiscar tudo e deixar tudo para o Estado administrar.
  • Khayke  27/05/2017 14:08
    Simplesmente espetacular, são as palavras mais verdadeiras que eu já li.
  • andre fort  26/09/2017 15:40
    E quais garantias eu tenho que o Governo não vai sumir com meu dinheiro? Como resgatar?


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