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Há exatos 25 anos presenciei o fim do regime soviético
No dia 24 de dezembro de 1991, o centro do império comunista se esfacelou

Vinte e cinco anos atrás, no dia 22 de agosto de 1991, eu estava no meio de uma eufórica multidão de dezenas de milhares de pessoas aglomeradas em frente ao parlamento russo em Moscou, a capital da União Soviética.

Elas celebravam o fracasso de uma tentativa de golpe de estado político e militar perpetrada por líderes soviéticos pertencentes à linha dura do Partido, os quais ainda queriam manter a ditadura comunista na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

Quando os tanques foram enviados para capturar Boris Yeltsin, eles foram persuadidos pelo povo a apontar suas armas para o outro lado e a defender Yeltsin e o Parlamento russo.

O regime soviético havia governado a Rússia e as outras 14 repúblicas da URSS por quase 75 anos, desde a Revolução Bolchevique em novembro de 1917 liderada por Vladimir Lênin e por seu grupo comunista de seguidores marxistas.  Durante esses quase três quartos de século, primeiro sob Lênin e especialmente sob Josef Stalin e seus sucessores, historiadores estimam que mais de 64 milhões de pessoas — inocentes, homens desarmados, mulheres e crianças — morreram nas mãos do regime soviético, e tudo em nome da construção de um "belo e brilhante futuro" para o socialismo.

Milhões de mortos

Calcula-se que apenas a coletivização forçada da terra implantada por Stalin, no início dos anos 1930, tenha custado as vidas de algo entre 9 e 12 milhões de camponeses russos e ucranianos, os quais morreram enquanto tentavam resistir ao confisco de suas propriedades agrícolas ou após terem sido enviados (com suas mulheres e filhos) a fazendas coletivas estatais para fazer trabalhos forçados [veja um relato, forte, do que foi feito com os ucranianos aqui].

Alguns foram simplesmente assassinados a tiros; outros foram torturados até a morte; já o restante foi enviado para campos de concentração e de trabalho forçado na Sibéria ou na Ásia central Soviética, os quais eram chamados de GULAG.  Milhões foram lentamente esfaimados até a morte por causa de uma inanição criada pelo governo com o intuito de forçar as pessoas a se submeterem às ordens expedidas pelo comitê de planejamento central de Stalin e seus partidários.

Outros milhões foram capturados, arrebanhados e enviados para campos de trabalho forçado nas localidades mais isoladas da União Soviética como parte do plano central de tentar desenvolver à força os setores industrial e mineral dessas localidades. 

Nas décadas de 1930 e 1940, o plano central de Stalin incluía cotas estipulando o número de "inimigos do povo" que deveria ser capturado e executado em cada cidade e vilarejo da União Soviética, para servirem de exemplo e arrefecer eventuais impulsos de resistência.  Adicionalmente, havia cotas também estipulando quantos deveriam ser capturados e enviados para os GULAGs como substitutos das pessoas que já haviam morrido de fome e frio enquanto trabalhavam forçadamente nas vastas terras desoladas da Sibéria, do norte da Rússia européia, e da Ásia Central.

Ao longo das décadas de 1960, 70 e 80, o regime soviético foi sendo cada vez mais percebido como notoriamente corrupto, estagnado e, finalmente, decrépito, sob uma sucessão de caquéticos líderes do Partido Comunista que tinham como único propósito manter o poder e seus privilégios especiais. 

Em 1986, um homem muito mais jovial, Mikhail Gorbachev, que havia ascendido por conta própria na hierarquia do Partido, foi nomeado ao cargo máximo de Secretário Geral do Partido Comunista da URSS.

A tentativa de Gorbachev de salvar o socialismo

Gorbachev acreditava que a União Soviética havia cometido vários erros no passado; mas ele não era um oponente do socialismo ou de seus fundamentos marxistas-leninistas.  Ele queria apenas um novo "socialismo com uma face mais humana".  Seu objetivo era uma ideologia comunista "mais bondosa e mais gentil", por assim dizer.  Ele genuinamente acreditava que a União Soviética poderia ser salva e, com ela, uma alternativa coletivista mais humana ao capitalismo ocidental.

Para alcançar esse objetivo, Gorbachev introduziu duas agendas reformistas.

Primeiro, a perestroika, uma série de mudanças economistas com o intuito de admitir os erros do pesado planejamento central até então em voga. Os administradores das empresas estatais deveriam ser mais cobrados e teriam de prestar contas; pequenos empreendimentos privados passaram a ser permitidos; empresas soviéticas poderiam participar de empreendimentos conjuntos com empresas ocidentais. Flexibilidade e adaptação criariam uma nova e melhor economia socialista.

Segundo, a glasnost, a "abertura" política, sob a qual as maluquices políticas do passado seriam reconhecidas e as até então "páginas em branco" da história soviética — especialmente "os crimes de Stalin" — seriam preenchidas.  Uma maior honestidade histórica e política, diziam eles, restauraria a moribunda ideologia soviética e renovaria o apoio entusiástico do povo soviético pelo agora reformado e redesenhado brilhante futuro socialista.

No entanto, com o tempo, os membros mais linha-dura e "conservadores" da liderança soviética passaram a considerar tais reformas como sendo a abertura de uma Caixa de Pandora, a qual permitira que forças incontroláveis solapassem o sistema soviético.  Eles já haviam visto isso acontecer nos satélites do Império Soviético no Leste Europeu. [Ver alguns relatos aqui, aqui e aqui].

O início do fim no Leste Europeu

Em 1989, Gorbachev permaneceu inerte enquanto o Muro Berlim, o símbolo do poder imperial soviético no coração da Europa, era derrubado pela população e as "nações cativas" do Leste Europeu — Alemanha Oriental, Polônia, Tchecoslováquia, Hungria, Romênia e Bulgária —, as quais Stalin clamava serem suas e que foram conquistadas pela força militar ao final da Segunda Guerra Mundial, começaram a se libertar do controle comunista e da dominação soviética.

Os membros da linha-dura soviética estavam agora convencidos de que um novo tratado político que Gorbachev pretendia assinar com Boris Yeltsin — presidente da República Socialista Federativa Soviética da Rússia — e Nursultan Nazarbayev — presidente da República  Socialista Soviética do Cazaquistão — significaria o fim da própria União Soviética.

As pequenas repúblicas bálticas da Estônia, Letônia e Lituânia já estavam reafirmando a independência nacional que haviam perdido em 1939-1940, como resultado da divisão do Leste Europeu acordada por Stalin e Hitler.  Em janeiro de 1991, violentas e homicidas intervenções militares soviéticas na Lituânia (veja um vídeo) e na Letônia não foram capazes de esmagar os crescentes protestos anti-soviéticos naqueles países. Métodos militares também foram empregados, sem sucesso, para tentar manter sob controle as repúblicas soviéticas da Geórgia e do Azerbaijão.

Conspiradores comunistas pelo poderio soviético

No dia 18 de agosto de 1991, os conspiradores da linha-dura tentaram persuadir Gorbachev a cancelar seus planos de fazer acordos políticos com a Federação Russa e com o Cazaquistão Soviético.  Ao se recusar, Gorbachev foi mantido à força em sua dacha (as casas de veraneio do alto escalão da burocracia soviética) na Criméia, ao norte do Mar Negro, na qual passava férias.

No início da manhã do dia 19 de agosto, os conspiradores emitiram uma declaração anunciando que estavam tomando o controle do governo soviético.  Um plano para capturar, e possivelmente assassinar, Boris Yeltsin havia fracassado.  Yeltsin conseguiu enganar os sequestradores ao sair de sua casa nos arredores de Moscou e chegou em segurança ao prédio do Parlamento Russo.  Unidades militares leais aos conspiradores da linha-dura cercaram e sitiaram a cidade com tanques em todas as pontes que levavam a Moscou e em todas as grandes vias que davam acesso ao centro de Moscou.  Tanques também cercaram o Parlamento Russo.

Mas Yeltsin rapidamente conseguiu aglutinar o povo de Moscou a seu favor, fazendo também com que a população russa em geral defendesse a Rússia contra a tentativa de golpe de estado dos comunistas linha-dura.  Pessoas de todo o mundo testemunharam Yeltsin subindo em um tanque do exército em frente ao Parlamento e fazendo um discurso pedindo aos moscovitas que resistissem a qualquer tentativa de retorno aos dias negros do regime comunista.

À época, a mídia ocidental fez muito barulho em relação ao mau planejamento da tentativa de golpe que durou 72 horas, de 19 de agosto a 21 de agosto.  A mídia mundial se concentrou no — e zombou o — nervosismo e confusão demonstrados por alguns dos líderes do golpe durante uma conferência de imprensa.  Os conspiradores foram ridicularizados por seu comportamento cômico e trapalhão ao perderem a chance de sequestrar Yeltsin e de postergar sua tomada do prédio do Parlamento Russo; ou mesmo por deixarem abertas as linhas telefônicas internacionais e por não terem nem sequer tentado obstruir as transmissões feitas in loco pelas televisões estrangeiras, as quais relatavam para todo o mundo, e ao vivo, os eventos que estavam ocorrendo em toda a União Soviética.

Os perigos de a linha-dura ter vencido

Independentemente do pobre planejamento dos líderes do golpe, o fato é que, se eles fossem bem-sucedidos, as consequências poderiam ser catastróficas.  Tenho comigo até hoje uma fotocópia do mandado de prisão que havia sido preparado para ser impingido em toda a região de Moscou e que fora assinado pelo comandante militar, o marechal Kalinin.

O mandado concedia aos militares e ao KGB a autoridade para prender absolutamente qualquer pessoa.  O mandado tinha um "preencha a lacuna", no qual o nome da vítima, qualquer vítima, seria escrito na hora.  Quase 500.000 desses mandados de prisão já haviam sido expedidos.  Em outras palavras, em torno de meio milhão de pessoas poderiam ter sido presas apenas em Moscou.

No dia anterior ao início do golpe, o KGB havia recebido um carregamento de 250.000 pares de algemas.  Posteriormente, a imprensa russa noticiou que alguns dos campos de concentração da Sibéria haviam sido reabertos.  Se o golpe houvesse sido bem-sucedido, possivelmente de três a quatro milhões de pessoas em toda a União Soviética seriam enviadas novamente aos GULAGs.

Outro documento publicado pela imprensa russa após o fracasso da tentativa de golpe detalhava instruções para as autoridades militares em várias regiões do país.  As ordens eram para começar a apertar ainda mais a vigilância sobre o povo nas áreas sob sua jurisdição, vigiando todas as palavras, movimentos e ações de cada indivíduo.  Os estrangeiros deveriam ser seguidos e vigiados com ainda mais atenção.  E relatórios deveriam ser enviados aos líderes do golpe em Moscou a cada quatro horas.

Com efeito, quando o golpe estava em progresso, o KGB começou uma série de batidas para fechar todos os empreendimentos comerciais moscovitas feitos em parceria com empresas ocidentais, acusando-as de ser um "ninho de espiões", e aprisionando alguns dos participantes russos desses empreendimentos.

Uma calma surreal escondia todo o medo

Durante a tentativa de golpe, Moscou apresentava uma qualidade surreal, a qual percebi enquanto caminhava pelas várias partes do centro da cidade.  Nas ruas de toda a cidade, parecia que nada estava acontecendo — exceto pelo enxame de tanques soviéticos estrategicamente posicionados no centro das interseções de avenidas e nas pontes cruzando o rio Moscou.  Os taxis passavam pelas avenidas à procura de passageiros; a população parecia manter a rotina, indo para e voltando do trabalho, ou esperando nas longas e rotineiras filas pela ração diária distribuída pelo governo; e os motoristas, como de costume, faziam filas nos postos de gasolina controlados pelo governo.  Mesmo estando em um carro alugado e com placas claramente estrangeiras, em momento algum fui parado enquanto dirigia pelo centro de Moscou.

Os únicos sinais perceptíveis naqueles dias extraordinários eram os olhares mais assustados e sombrios do que o habitual nos rostos da população; e o fato de que nos centros de distribuição de comida as pessoas se aglomeravam em volta dos rádios após já terem comprado seus alimentos. 

No entanto, a aparência de quase normalidade não era capaz de esconder o fato de que o futuro do país estava por um fio.

Os russos se arriscaram pela liberdade

5256583.jpgDurante os três dias daquela semana decisiva, russos de todas as profissões tiveram de se perguntar qual preço eles estavam dispostos a pagar pela liberdade.  E milhares concluíram que arriscar a própria vida para impedir um retorno do despotismo comunista era um preço que estavam dispostos a pagar.

Esses milhares apareceram em frente ao Parlamento Russo em resposta ao chamado de Boris Yeltsin.  Eles formaram barricadas improvisadas, e se prepararam para oferecer a si próprios como escudos humanos desarmados contra tanques e tropas soviéticas.  Minha futura esposa Anna e eu estávamos entre aqueles defensores da liberdade que permaneceram em vigília durante todos aqueles três dias praticamente de frente para os canhões dos tanques soviéticos.

Dentre aqueles milhares, três grupos se destacavam mais por terem escolhido lutar pela liberdade.

Primeiro, os jovens em final de adolescência e início de seus vinte anos, os quais estavam vivendo em um ambiente um pouco mais livre durante os últimos seis anos desde que Gorbachev havia assumido o poder, e que não queriam viver sob o terror e a tirania que seus pais haviam vivenciado no passado.  Segundo, os novos empreendedores russos, que temiam que aquela ainda nascente liberdade econômica que lhes havia permitido iniciar pequenos empreendimentos privados fosse esmagada pela volta da linha-dura comunista.  E terceiro, os veteranos da guerra soviética no Afeganistão, que haviam sido recrutados à força para servir ao imperialismo soviético e que agora estavam decididos a impedir seu retorno.

A falência do sistema soviético foi demonstrada não apenas pela coragem daqueles milhares de indivíduos defendendo o Parlamento Russo, mas também pela não disposição dos militares soviéticos de obedecer às ordens dos líderes do golpe.

coup.h2.jpgÉ verdade que apenas um punhado de unidades militares de fato passou imediatamente para o lado de Yeltsin em Moscou.  Mas centenas de babushkas — avós — russas foram para cima dos jovens soldados que manejavam os tanques soviéticos e os confrontaram perguntando: "Vocês vão atirar em suas mães, em seus pais, em sua avó?  Nós somos cidadãos do seu próprio povo."

O ato final do golpe veio quando essas unidades militares se recusaram a obedecer às ordens da linha-dura comunista de sitiar e tomar o prédio do Parlamento Russo, o que possivelmente teria custado centenas de milhares de vidas.

Liberdade! Liberdade! Liberdade!

Naquela clara e quente tarde de quinta-feira, 22 de agosto de 1991, a enorme massa de seres humanos que havia se juntado em uma grande praça atrás do Parlamento Russo permaneceu ali ouvindo Boris Yeltsin lhes dizer que aquela área seria agora conhecida como a Praça da Liberdade Russa.  A multidão então respondeu em uníssono: Svaboda! Svaboda! Svaboda! — "Liberdade! Liberdade! Liberdade!".

Part-PAR-Par6450232-1-1-0.jpgUma enorme bandeira da Rússia pré-comunista, com suas cores branca, azul e vermelha, cobriu toda a frente do prédio do parlamento.  A multidão olhou para cima e viu a bandeira vermelha soviética, com a foice e o martelo amarelos no canto superior esquerdo, sendo baixado no mastro em cima do Parlamento, com as cores da Rússia sendo elevadas pela primeira vez em seu lugar.  E de novo as pessoas gritaram: "Liberdade! Liberdade! Liberdade!"

Não muito longe do prédio do Parlamento em Moscou, naquele mesmo dia, uma enorme multidão se aglomerou na Praça Lubyanka, no quartel-general do KGB.  Com a ajuda de um grande guindaste, os moscovitas arrancaram e derrubaram a estátua de Felix Dzerzhinsky, o fundador da polícia secreta soviética, que ficava perto da entrada do prédio do KGB. (Veja no vídeo a partir dos 16 segundos de vídeo).

Em um pequeno parque em frente à sede do KGB, em um esquina em que hoje há um pequeno monumento em homenagem às vítimas dos campos de trabalho forçado soviéticos, uma manifestação anti-comunista se formou.  Um jovem vestindo um uniforme militar da velha Rússia czarista queimou uma bandeira soviética, sob aplausos e louvores da multidão.

O pesadelo de 75 anos de terror e tirania comunista estava chegando ao fim.  O povo da Rússia ansiava por liberdade, e se deleitava com a alegria desse prospecto.

A esperança da liberdade e a realidade pós-comunista

A morte do Partido Comunista e do sistema soviético foi, sem dúvida, o um dos mais monumentais e grandiosos eventos da história.  Que o regime tenha se esfacelado com uma relativamente pequena quantidade de sangue derramado durante aquelas decisivas 72 horas da tentativa de golpe perpetrada pela linha-dura comunista é algo relativamente milagroso. 

Os últimos vinte e cinco anos não foram do jeito que os vários defensores da liberdade na Rússia haviam esperado.  Com efeito, a Rússia pós-comunista incorreu em várias trapalhadas econômicas, políticas e geopolíticas.

Primeiro, não reformaram sua moeda, a qual vivenciou uma nociva hiperinflação entre 1992 e 1994, culminando em uma severa crise financeira em 1998, a qual abriu caminho para a volta de figuras políticas autoritárias em 1999, ano em que Vladimir Putin chegou ao poder. 

Segundo, em vez de desestatizar da maneira correta, embarcaram em um programa de "privatização" contraditório, mal organizado e inerentemente corrupto, o qual consistia apenas em transferir empresas estatais para as mãos de magnatas russos que haviam enriquecido durante o comunismo exatamente em decorrência de suas conexões com o governo e o KGB (veja os relatos aqui).

Terceiro, o país se envolveu em duas sangrentas e destrutivas guerras ao tentar evitar a separação da Chechênia.

Quarto, a corrupção em todos os níveis do governo é endêmica, difusa e mundialmente conhecida.

Quinto, os mercados são controlados pelo estado e manipulados por políticos, assim como as decisões de investimento, o comércio e a mídia.

Sexto, assassinatos e aprisionamento de oponentes políticos do regime são corriqueiros;

Sétimo, há uma significativa nostalgia entre várias pessoas pelo retorno do país ao status de "grande poder militar mundial" e pela volta da "mão firme" da era stalinista.

Oitavo, as recentes aventuras militares de Putin na Criméia, na Ucrânia e na Síria.

Não obstante, para aqueles — dentre os quais me incluo — que tiveram a sorte de estar em Moscou em agosto de 1991, permanece em nossas mentes como um momento histórico inesquecível o momento em que o primeiro e mais longevo dentre os estados totalitários do século XX caiu de joelhos. 

A União Soviética desapareceria em definitivo do mapa político mundial no dia 24 de dezembro de 1991, com a fragmentação e a independência formal das 15 repúblicas soviéticas que formavam a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.

O pesadelo soviético do "socialismo na prática" havia terminado.


9 votos

autor

Richard Ebeling

leciona economia na Northwood University de Midland, Michigan, é um scholar adjunto do Mises Institute e trabalha no departamento de pesquisa do American Institute for Economic Research.


  • CIRO GOMES 2018  22/08/2016 15:05
    Não sou comunista que é um regime inviavel assim como o AnarcoCapitalismo entretanto não podemos negar que ouve uma piora no nivel de vida dos Russos. A URSS saiu de um pais miseravel no seculo XX pra ser a segunda maior potencial industrial do mundo e mesmo apos o fim da URSS pesquisas de opinião mostra que russos mais velhos diz que na epoca da URSS a qualidade de vida, serviços publicos, segurança publica e desigualdade social pioraram.
  • Tasso Jereissati  22/08/2016 15:45
    Ué, que "potência industrial" era essa que não produzia nada de qualidade (exceto Vodka) e que não conseguia nem sequer produzir alimentos e bens essenciais para sua população, que passava fome?

    Que "potência industrial" era essa que não produzia geladeiras em quantidade suficiente para atender o povo, o qual nem sequer tinha acesso a eletrodomésticos?

    Que "potência industrial" era essa que produzia apenas Ladas?

    Que "potência industrial" era essa que produziu Chernobyl?

    Que "potência industrial" era essa que submetia a população a contínuos racionamentos e desabastecimentos?

    Toda a "potência industrial" se resumia a mandar satélites para o espaço. E como faziam isso? Graças a todos os recursos escassos que foram redirecionados, pelos planejadores centrais soviéticos, para o setor espacial, reduzindo toda a população soviética à penúria.

    Toda a suposta pujança da tecnologia espacial soviética se deu à custa das privações da população. Recursos escassos foram retirados de todo o resto da economia e direcionados para o setor espacial. Havia material para fazer foguetes porque não havia material para construir geladeiras, calefação, automóveis e os mais básicos eletrodomésticos.

    Valeu a pena?
  • CIRO GOMES 2018  22/08/2016 16:02
    Se era tão ruim por que pesquisas de opinião demonstram que russos mais velhos relatam que a vida na União Sovietica era melhor? Me fale como era durante o periodo dos Czares? A Pobreza ainda era maior proporcionalmente a demais potências europeias.
    https://noticias.terra.com.br/mundo/europa/vinte-anos-apos-desintegracao-russos-querem-volta-da-urss,06187227b94fa310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html
  • Livre Mercado  22/08/2016 16:44
    Diga aí algum produto industrializado russo que você tenha em sua residência.
  • DeusOdeia  22/08/2016 18:08
    Quando eu li o livro "A história concisa da revolução russa" Richard Pipes disse que das grandes potências daquela época a Rússia era a única que não tinha um parlamento, entre EUA,Reino Unido, França, Alemanha E Espanha. De nada mudou o que os bolcheviques fizeram foram tirar o poder absoluto do czar Nicolau Romanov e substituir pelo partido socalista.

    Se quiser culpar a pobreza antes e depois da união soviética, veja a falta que a democracia e o capitalismo fizeram por lá.
  • Roberto  22/08/2016 21:38
    "Se quiser culpar a pobreza antes e depois da união soviética, veja a falta que a democracia e o capitalismo fizeram por lá."

    A ausência de sufrágio universal não fez falta nenhuma a Hong Kong, Cingapura, Qatar, Emirados Árabes e Bahrein, só para ficar em exemplos que rapidamente vieram à mente.

    O que determina a riqueza é o respeito à propriedade privada e aos contratos, a divisão do trabalho, a liberdade de comércio e uma moeda sólida. O fato de o cidadão poder ou não votar em Eduardo Cunha é totalmente secundário.

    Lembrando que os dois presidentes que mais fizeram reformas positivas no Brasil -- Castelo Branco e Itamar Franco -- não foram eleitos pelo povo.
  • DeusOdeia  22/08/2016 22:55
    "A ausência de sufrágio universal não fez falta nenhuma a Hong Kong, Cingapura, Qatar, Emirados Árabes e Bahrein, só para ficar em exemplos que rapidamente vieram à mente."

    Que bom vejo ancaps apoiando ditaduras teocráticas imagina o que vai fazer se um dia chegarem à liderança de um país. No Emirados se você faz sexo foram de um casamento, mesmo sendo com sua namorada ou uma paquera qual, você é preso pelas leis da alá.

    Hong Kong e Cingapura foram casos particulares se os britânicos não levassem as idéias democráticas e ocidentais de liberdade e capitalismo e propriedade privada


    "O que determina a riqueza é o respeito à propriedade privada e aos contratos, a divisão do trabalho, a liberdade de comércio e uma moeda sólida. O fato de o cidadão poder ou não votar em Eduardo Cunha é totalmente secundário."

    Como eu disse acima, idéias ocidentais, como propriedade privada e liberdades individuais. o governo não deu razões para entrar em um guerra, tanto com outro país quanto civil

    "Lembrando que os dois presidentes que mais fizeram reformas positivas no Brasil -- Castelo Branco e Itamar Franco -- não foram eleitos pelo povo."

    Veja a dívida que dois autoritários deixaram no Brasil. No caso de Itamar Franco, para ser franco (desculpe o trocadilho) ele era vice do Collor, como no caso do Temer quem votou na Dilma votou no Temer, quem votou no Collor votou no Itamar Franco
  • Roberto  22/08/2016 23:14
    Queridão, ninguém é mais pró-Ocidente do que eu. Portanto, querer dizer que o que há de bom nos países supracitados são as idéias ocidentais que eles importaram é algo que irá apenas despertar a mais efusiva concordância de minha parte.

    Mas, infelizmente, vejo que, embora você se diga entusiasta das idéias ocidentais, seu QI não o acompanha nessa. Você disse que só possível enriquecer havendo capitalismo e democracia. Eu educadamente respondi dizendo que o fator "democracia" é, na melhor das hipóteses, inócuo na busca pela riqueza. Para haver enriquecimento, capitalismo é muito mais importante do que sufrágio universal. Aí você, em vez de refutar (o irrefutável), deu chilique e disse que eu estou defendendo uma "ditadura teocrática". E ainda se diz um amante da razão ocidental.

    Em sua mente, citar exemplos de países que enriqueceram sem democracia é o equivalente a "louvar ditaduras teocráticas". Um raciocínio pobre e binário, típico de quem tem desprezo pela razão (algo muito caro à filosofia ocidental).

    Que figura patética é você.

    P.S.: a religião cristã, bem como a moral judaico-cristã, são coisas tipicamente ocidentais. Sendo assim, fica estranho para um amante da cultura ocidental se apresentar como um raivoso ateu. Igualmente estranha é a sua defesa da fornicação adúltera, algo que a Bíblia cristã (levada muito a sério pela cultura ocidental) condena veementemente.

    P.S.2: não entendi absolutamente nada do que você disse sobre Itamar e Temer. Sua incapacidade de se expressar claramente é outro atentado à cultura ocidental, que preza pelo domínio do trivium.
  • DeusOdeia  23/08/2016 00:03
    "Queridão, ninguém é mais pró-Ocidente do que eu. Portanto, querer dizer que o que há de bom nos países supracitados são as idéias ocidentais que eles importaram é algo que irá apenas despertar a mais efusiva concordância de minha parte."

    ok, de acordo

    "Você disse que só possível enriquecer havendo capitalismo e democracia. Eu educadamente respondi dizendo que o fator "democracia" é, na melhor das hipóteses, inócuo na busca pela riqueza."

    Assumo meu erro,criaram riqueza, mas e a liberdade ? Mas não existe liberdade alguma, de expressão ou de religião, as pessoas são presas se não forem as mesquitas ou fazer sexo fora do casamento -não digo adultério- se não existisse liberdade de expressão não existe liberdade alguma (Voltaire),como Hayek disse: a melhor maneira de alcançar liberdade política é com liberdade econômica.

    HOMENS ERRAM, GRANDES HOMENS CONFESSAM QUE ERRAM. Voltaire

    No sistema Islâmico da jurisprudência da Sharia, eles dizem que não são nem capitalistas nem socialistas, mas andam de Mercedes e Ferrari, e comem Big Mac.


    "Para haver enriquecimento, capitalismo é muito mais importante do que sufrágio universal. Aí você, em vez de refutar (o irrefutável), deu chilique e disse que eu estou defendendo uma "ditadura teocrática". E ainda se diz um amante da razão ocidental."

    Como eu disse acima, não existe liberdade para os não muçulmanos -se existe, é pouco- Não sei porque as pessoas preferem ir para os EUA, uma país democrático do que se converter ao islã, e criar um polícia religiosa para defender um alá todo poderoso.

    Em sua mente, citar exemplos de países que enriqueceram sem democracia é o equivalente a "louvar ditaduras teocráticas". Um raciocínio pobre e binário, típico de quem tem desprezo pela razão (algo muito caro à filosofia ocidental).

    Obrigado pela ofensa !!!

    Espero que você citou esses países como exemplo de riqueza (material) e não intelectual, mas não os apoie politicamente

    Que figura patética é você.

    P.S.: a religião cristã, bem como a moral judaico-cristã, são coisas tipicamente ocidentais. Sendo assim, fica estranho para um amante da cultura ocidental se apresentar como um raivoso ateu. Igualmente estranha é a sua defesa da fornicação adúltera, algo que a Bíblia cristã (levada muito a sério pela cultura ocidental) condena veementemente.

    Sou agnóstico e não ateu.

    P.S.2: não entendi absolutamente nada do que você disse sobre Itamar e Temer. Sua incapacidade de se expressar claramente é outro atentado à cultura ocidental, que preza pelo domínio do trivium.

    Não entendeu mesmo ? Quando HÁ uma eleição para presidente sempre tem o VICE, em uma DEMOCRACIA, quem votou na Dilma não sabia que votou no Temer ? É a mesma coisa de quem votou no Sarney votou no Itamar Franco -para ser franco- (desculpe o trocadilho) Ele foi eleito DEMOCRATICAMENTE.

    É tão difícil entender ?
  • DeusOdeia  06/09/2016 14:56
    Ainda aguardo a resposta !
  • JesusAma  06/09/2016 15:16
    Resposta a quê? A qual pergunta? Já lhe responderam 8 vezes acima, e você inclusive reconheceu estar errado. O que ainda não foi respondido?
  • DeusOdeia  18/09/2016 17:59
    Se você prefere trocar riqueza (material) por liberdade (do indivíduo), no caso de escolher a sua religião ou fazer sexo fora do casamento, com certeza você chegará a um posto de ditador.

    "Onde não existe liberdade de expressão não existe liberdade alguma"

    Voltaire

    Se você prefere trocar a sua liberdade de se declarar cristão em um desses países muçulmanos ricos, aposto que você perderá seu maior capital e investimento, a sua vida !

    Aguardo a resposta sobre você obriga as pessoas a fazerem algo ou deixe-as fazendo o que quiser (desde que não tire liberdade dos outros)

    E também pelo aguardo da constituição libertária permanente. Vocês poderiam trocar o nome do site de "instituto Von Mises" para "instituo "Rothbardiano"
  • Douglas  07/09/2016 04:37
    Um dos únicos erros da civilização ocidental é justamente a Democracia.

    A democracia permite a liberdade, o mercado e a cultura serem subvertidas e destruídas desde dentro.
  • DeusOdeia  25/09/2016 13:07
    Os pilares que sustentam a civilização justamente é essa, a democracia. Ela não é culpada de nada.
  • DeusOdeia  25/09/2016 13:09
    Ahhhh, é só pra lembrar, o autor desse artigo foi para os EUA e não ficou na Rússia.
  • JesusLoves  25/09/2016 15:30
    Quê?!

    Cidadão, o autor é americano. Por que caralhos ele ficaria na Rússia em vez de voltar pros EUA?!
  • DeusOdeia  25/09/2016 23:40
    "Minha futura esposa Anna e eu estávamos entre aqueles defensores da liberdade que PERMANECERAM em vigília durante todos aqueles três dias praticamente de frente para os canhões dos tanques soviéticos."

    Pelo jeito ele estava lá !
  • Reginaldo  26/09/2016 11:52
    Sim, o autor, que é americano (eis o verbete da Wikipédia sobre ele), estava em Moscou na data dos acontecimentos. Por isso ele escreveu esse artigo: para contar aquilo que vivenciou ao vivo. Isso não é óbvio?

    Aliás, ele também tem um artigo fazendo o mesmo sobre a Lituânia.

    www.epictimes.com/01/18/2016/how-lithuania-helped-take-down-the-soviet-union/

    Está tudo bem com você?
  • DeusOdeia  26/09/2016 17:25
    Por que ele não ficou por lá, já que a democracia é um coisa horrível ? E preferiu voltar para os EUA onde o governo tem bases sólidas e ajudam a defender a propriedade privada ?
  • Reginaldo  26/09/2016 18:28
    Não faço a mais mínima ideia do que você está falando, mas, por pior que seja a democracia americana (vide quem será o próximo presidente americano), os EUA ainda são muito melhores que a Rússia: há mais respeito à propriedade privada, há mais capitalismo e a mais mercado.

    De resto, bosta por bosta, a Rússia também é uma democracia.

    Por que caralhos alguém deveria trocar os EUA pela Rússia? É cada desesperado...
  • DeusOdeia  27/09/2016 12:30
    A Rússia também é uma democracia, até aí tudo bem. Mas quem ficou em uma ditadura por 72 anos (sem contar a época dos czares) Um país que tem mais ou menos 200 anos de democracia. Na época que Hoppe dava aula em Las Vegas acho que ele não foi ameaçado de morte pelo prefeito da cidade ou pelo governador.

    Me responda, tem outra escolha ? Ou você obriga as pessoas a fazem ou deixem elas livres ! Vai lá da o seu golpe estado ou use a democracia para acabar com ela.....
  • DeusOdeia  28/09/2016 11:36
    No aguardo da resposta, ou você obriga as pessoas ou deixem elas fazendo o que querem.

    Um dia vou ser o primeiro a comprar o livro máximo dos Ancaps "A constituição libertária permanente"
  • Renan Merlin  22/08/2016 23:28
    Exatamente, democracia ou ditadura não muda absolutamente nadaaa a econômia do pais. Pinochet que o diga, ele arrebentava os comunistas no meio, matava geral mas na econômia rezou direitinho na cartilha da escola de chicago o que surtiu efeito.
  • Gustavo Franco  22/08/2016 16:21
    Essa sua reportagem simplesmente diz que os russos idosos querem que o país volte a ser dono do Leste Europeu e volte a ter um grande poderio militar. É normal esse tipo de senilidade entre idosos. Aqui mesmo no Brasil tá cheio de idoso senil querendo o retorno dos militares e do DOI-CODI.

    Se você acha que pessoas senis desejando o retorno do autoritarismo representam toda a real mentalidade de um país, então o seu coletivismo consegue ser menor apenas do que sua burrice.

    Agora, o interessante é que essa mesma reportagem mostra que apenas 17% dos jovens russos querem o retorno da URSS. Essa porcentagem não só é surpreendentemente baixa -- ainda mais quando se leva em conta o atual regime putiniano, que é uma bosta --, como também deve ser menor que a porcentagem de brasileiros que querem o retorno dos militares.

    Por fim, levando-se em conta que o atual regime russo é abertamente do tipo fascista/corporativista, é até compreensível a nostalgia dos russos mais senis. A liberdade continua igualmente tolhida, mas antes havia poderio bélico, os jovens indisciplinados eram mandados para campos de reeducação (idoso reacionário adora isso), todos batiam ponto em repartição pública e tinham salários (que nada compravam, pois nada havia à venda, mas que traziam um inegável feito psicológico) e as moradias eram "gratuitas". E coletivas.

    Hoje há mais bens sendo ofertados. Mas é preciso pagar por eles. Isso é intolerável para os senis.
  • Renan Merlin  22/08/2016 16:35
    Eu me considero um liberal todavia entre o PT e o regime militar de 64-84 prefiro o regime militar. Na epoca ao menos não tinha essa porra de gente defendendo bandido, politicamente correto que é uma "ditadura" sutil e desarmamento civil. Não vejo diferença dos porões do Doi-Codi e os 70 mil homicidios todos os anos.
  • Murdoch  26/09/2016 19:17
    Também prefiro.
  • André  22/08/2016 16:37
    Não foi difícil diminuir a miséria nos primeiros anos da URSS, mataram quase 20 milhões de miseráveis só na grande fome de 1921, resolveram a questão social mexendo no denominador.
  • anônimo  22/08/2016 16:33
    "A URSS saiu de um pais miseravel no seculo XX pra ser a segunda maior potencial industrial do mundo"

    Até hoje todo o leste europeu é atrasado por conta da URSS e você diz essa merda.

    Um país que tinha que construir muros para ninguém fugir, mandar tanques para impedir a população da Hungria e da Tchecoslovárquia de se libertarem.

    Um país que não conseguia nem produzir pão para a população:A fila do pão

    E que não foi capaz de produzir nenhum produto inovador ou eficiente em toda a sua história.
  • Mr Cuban  22/08/2016 19:44
    Os mais velhos não pedem o retorno da URSS, essas mesmas pessoas são as que exploraram o povo em nome do comunismo, e alguns ali até pertencem ao Partido Comunista da Federação Russa, a ala mais radical da esquerda na Rússia(https://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_Comunista_da_Federa%C3%A7%C3%A3o_Russa).
    Até mesmo o Putin sabe que se voltar ao antigo regime da URSS, a Rússia iria cair drasticamente como potência militar por problemas econômicos.
    E outra, quem falou para você que a vida era pior no período do Czar?
    spotniks.com/29-fotos-inacreditaveis-da-russia-antes-da-revolucao-socialista/
  • 4lex5andro  24/12/2016 21:14
    Só um adendo, não confere que a Urss não produziu nada inovador em sua indústria pois o poderio militar legou jóias como a estação espacial (mir) e o telefone portátil (em litígio, pois há argumentos pró-motorola e um argumentado a favor do telefone soviético segundo um site pró-urss);

    Tem também o sistema de georeferenciamento glonass, nada simples e muito complexo que requer uma rede de satélites que nem a aesa conseguir ter exito comercial com seu galileo (bureau espacial europeu).


    Bem, e o que poderia ser argumentado é que onde a Urss foi competitiva foi exatamente nos setores onde o seu regime era constrangido á competição contra os Eua como os segmentos aerospacial e militar.

    O cerne do problema soviético foi de fato se refinanciar e sustentar um conjunto caro de estratégias e estruturas de ensino e pesquisas de alta capacidade (e despesas) nos setores citados no último parágrafo.
  • Francisco Primeiro  22/08/2016 23:01
    "A URSS saiu de um pais miseravel no seculo XX pra ser a segunda maior potencial industrial do mundo"

    Uma análise digna do nick. Análise nível: Ciro Gomes, pega-se o senso comum, repete, e não faz uma análise digna e profunda.

    Usando a teoria do crescimento neoclássica, conforme enfatiza Solow (1956). A função do crescimento econômico no longo prazo é dado pela seguinte equação:

    Y=A(t)F(K,L)

    Onde Y é o produto, A é o parâmetro da eficiência, K é o capital e L é o trabalho, conforme mostra tal modelo, o crescimento pode vir de dois lugares: ou dos fatores (K,L), ou da eficiência econômica. Dividindo tudo pelo trabalho efetivo (a eficiência vezes o trabalho), temos o seguinte:

    Y/AN = F(K/AN)

    Uma função da produção que também é usada para explicar o crescimento econômico é a função de Cobb-Douglas, que explica a relação entre fatores e produto:

    Y=AK^a L^(1-a)

    Onde a é o fator capital, essa equação mostra o seguinte: mantido constantes todos os outros fatores, um aumento de um fator de produção levará a um rendimento menor sobre o produto. Ou seja, um aumento contínuo do capital por trabalhador, desconsiderando, uma mudança na produtividade total dos fatores, implicará em efeitos cada vez menores no produto. Como o investimento ,i— pressupondo que toda a poupança será destinada aos investimentos?—?,depende da taxa da poupança s, a cada aumento no capital por trabalhador, levará a aumentos menores no investimento, enquanto a depreciação d se mantém constante. Logo temos o seguinte:

    K(t+1)/N-K(t)/N=sY(t)/N-dK(t)/N

    A mudança do capital por trabalhador no (início do) ano t+1 será igual ao investimento do ano t menos o capital depreciado do ano t.

    Conforme vimos, um aumento do capital por trabalhador levará a efeitos cada vez menores no investimento, até que chega um ponto que o investimento se torna igual à taxa de depreciação, e o estoque de capital se mantém constante, nesse ponto o crescimento econômico é 0. Para continuar a crescer levará a cada vez mais poupança, o que aumentará os investimentos, e assim o estoque de capital, porém isso cada vez mais sufoca o consumo.

    Dado essa introdução, você já tem noção do porque o acúmulo de capital não poder sustentar um crescimento sempre, o que sobra: a eficiência econômica, produzir mais por cada unidade de fator. Começaremos a análise do crescimento soviético.

    Vamos ver alguma citação:


    O crescimento soviético certamente foi impressionante, mas não mágico. O rápido crescimento na produção poderia ser totalmente explicado pelo rápido crescimento nos fatores: expansão do emprego, aumentos no nível de educação [capital humano também influencia na produção], e, acima de tudo, investimentos massivos em capital fixo. […] o rápido crescimento da economia soviética foi baseado inteiramente em um atributo: a sua disposição para poupar, para sacrificar o consumo atual para a produção futura.[…] o que eles [os economistas] descobriram foi que o crescimento soviético estava baseado em um rápido crescimento nos fatores?—?fim de história. A taxa de eficiência econômica não era somente irrelevante, ela era, de fato, por algumas estimativas, virtualmente inexistente.

    KRUGMAN, Paul. Myth of Asia's Miracle, The. Foreign Aff., v. 73, p. 62, 1994.

    "Portanto, nossa resposta à pergunta "Stálin foi necessário?" é definitivamente: não. Mesmo se não considerarmos as tragédias causadas pela fome, repressão e terror, e focar somente nos resultados econômicos em si, mesmo quando fazemos suposições que favorecem Stálin. Nós acreditamos que a industrialização de Stálin não deveria ser usada como uma história de sucesso em economias em desenvolvimento, e devia, ao invés disso, ser estudada como um exemplo onde uma brutal realocação resultou em produtividade menor e um bem-estar menor."
    www.voxeu.org/article/stalin-and-soviet-industrialisation

    Se você quiser ver uma análise detalhada:
    https://medium.com/@franciscoprimeiro/uma-an%C3%A1lise-da-economia-sovi%C3%A9tica-sim-novamente-450999e85731#.o5azubecr


  • Renan Merlin  22/08/2016 23:30
    kkkk Não entendi porra nenhuma. Sou leigo em econômia.
  • anônimo  23/08/2016 12:54
    Não use modelos matemáticos para tratar sobre economia, eu verifiquei 3 pontos fracos em suas equações.

    1) Capital não é algo homogêneo, quando você diz quanto mais capital aplicar menor será seu efeito sobre o produto, isso só faz sentido se o capital fosse algo homogêneo. Na prática a história é outra. Eu posso comprar uma máquina moderna que faça uma produção 2x mais rápida e eficiente que as máquinas anteriores. Houve um aumento de capital e o efeito marginal sobre o produto aumentou.

    2) A economia não é estatíca. As preferências dos consumidores mudam e novas preferências vão sendo descoberta, levando a uma constante realocação dos fatores de produção, fazendo com que um suposto ponto ótimo nunca exista.

    3) Equações nada dizem sobre satisfação individual. Um ditador pode realocar os fatores de produção para aumentar a produção de bombas. Matematicamente ele pode até ter aumentando a produção da economia, mas os consumidores estarão menos satisfeito com essa realocação.
  • Tim  23/08/2016 14:03
    Como é que é?

    O cara vem aqui no site do IMB largar equações de Solow e citação de Paul Krugman??

    É isso mesmo?????
  • anônimo  23/08/2016 21:41
    Só tem um problema: As estatísticas econômicas da URSS eram inventadas. Em Socialism, Mises já profetizava: na ausência da propriedade privada, não é possível fazer cálculo de preços. Desta forma, nenhum dado econômico é fidedigno.
  • Francisco Primeiro  23/08/2016 22:47
    "Eu posso comprar uma máquina moderna que faça uma produção 2x mais rápida e eficiente que as máquinas anteriores"

    O que entra na conta da produtividade do fator capital, não na formação bruta de capital fixo, como eu me refiro.

    Sobre o 2 eu realmente não entendi o que você quis dizer, eu estou falando da MÁ EFICIÊNCIA DA ECONOMIA SOVIÉTICA, e você vem me dizer isso? Realmente, eu não consegui relacionar o que você disse com o que eu tinha dito.

    A conclusão de que você não leu direito meu texto é provada no número 3, já que eu critiquei a economia soviética por levar menos satisfação para o consumidor.

    "O cara vem aqui no site do IMB largar equações de Solow e citação de Paul Krugman"

    Krugman dizer 1+1 é igual a 2 não torna o argumento dele inválido, para de largar ad hominem e leia o argumento direito:
    " A taxa de eficiência econômica não era somente irrelevante, ela era, de fato, por algumas estimativas, virtualmente inexistente."

    Ele está errado? Não interessa se foi Mises, Rothbard, o Papai Noel ou Jesus Cristo que disse, o que importa é o que foi dito.

    "na ausência da propriedade privada, não é possível fazer cálculo de preços."

    Cálculo de preços NOS BENS DE CAPITAL, há sim preços e bens de consumo na economia planificada, no artigo eu já tinha dito que o problema foi contornado por estimativas dos economistas, essas dizem que a economia soviética era altamente ineficiente.
  • anônimo  23/08/2016 23:39
    "O que entra na conta da produtividade do fator capital, não na formação bruta de capital fixo, como eu me refiro"

    então sua conclusão é totalmente inutil. O que importa é a produtividade do capital e não a quantidade.



    "Sobre o 2 eu realmente não entendi o que você quis dizer,"

    Eu quis dizer que equações são atemporais, por isso são inuteis para explicar a realidade econômica.

    "conclusão de que você não leu direito meu texto é provada no número 3, já que eu critiquei a economia soviética por levar menos satisfação para o consumidor."

    A conclusão do item foi demonstrar que equações são inuteis para tratar sobre economia.

    O foco do meu argumento não era o seu argumento em si, mas sim o uso da matematica para argumentar sobre economia, como você fez.
  • Guto de Foz  23/08/2016 19:45
    CIRO GOMES 2018, os mais velhos sao saudosistas, sao como as nossas viuvas dos militares... ou por acaso, se voce nao sair ai perguntando sobre o regime militar, para os mais velhos, a maioria nao vai dar apoio total aos militares?

    para de ser bobo...

  • Uilson de Jesus Carvalho  12/12/2016 12:49
    Rio de Janeiro, 12dez2015.
    Caros, duas informações sobre o mito de que a industrialização soviética foi feita por Stalin.

    História Maximus
    ________________________________________
    Industrialização: o maior mito soviético
    Posted: 06 Apr 2015 03:52 PM PDT

    A industrialização soviética é uma das mais-valias atribuídas a Estaline e ao seu regime, mesmo pelos historiadores ocidentais. Nos livros de história dos diversos países democráticos é possível ler que "apesar das repressões em massa, a URSS alcançou grandes progressos". Os textos não explicam como estes foram alcançados, fazendo com que os alunos que não gostam de ler fiquem com a ideia dúbia de que o "Estalinismo conseguiu algo de positivo"...

    Veremos, então, o que está por detrás da famosa sentença absolvente endereçada a Estaline: "Recebeu o país com arado e deixou-o com a bomba atômica".

    O CUSTO DA INDUSTRIALIZAÇÃO

    O regime soviético comprou a sua industrialização, pagando aos industriais ocidentais com ouro czarista expropriado à igreja e à população e com o trigo expropriado aos camponeses nos anos 1920-21, em 1932-33 (Holodomor ucraniano) e em 1946-47.

    Além disso, o regime colocou a sua própria população na condição de semi-escravatura: os camponeses foram privados dos documentos de identificação sem os quais não podiam deixar o campo, mais, as diversas ondas de terror, colocaram milhões de cidadãos soviéticos no GULAG, onde estes trabalhavam 12-14 horas diárias apenas em troca de uma alimentação deficiente.

    No final da década de 1920, as primeiras fábricas soviéticas foram construídas na URSS por empresas e especialistas alemães. Depois de expulsar estas mesmas empresas e os seus especialistas sob diversas acusações, os bolcheviques viraram-se para os americanos.

    Albert Kahn, Inc
    Em Fevereiro de 1930, o governo soviético, através da sua corporação "Amtorg" e a corporação americana "Albert Kahn, Inc" assinam um acordo, segundo o qual "Albert Kahn, Inc" se transformava no principal consultor soviético em questões de construção industrial, recebendo um pacote de contratos no valor de 2 biliões de dólares (cerca de 250 biliões de dólares aos preços atuais).

    O número exato das zonas industriais construídas pela "Albert Kahn, Inc" na URSS é desconhecido, mas fala-se de 521 a 571 empreitadas. Nesta lista estão as fábricas de tratores em Estalinegrado (atual Volgogrado), Cheliabinsk e Kharkiv; fábricas de automóveis em Moscovo e Nijni Novgorod; siderurgias em Chelyabinsk, Dnipropetrovsk, Kharkiv, Kolomna, Magnitogorsk, Nizhny Tagil, Estalinegrado; uma fábrica de maquinaria em Kaluga, Novosibirsk, Verhniaia Salda; fundições em Chelyabinsk, Dnipropetrovsk, Kharkiv, Kolomna, Magnitogorsk, Sormovo, Estalinegrado; fábricas e unidades mecânicas em Chelyabinsk, Podolsk, Estalinegrado, Sverdlovsk; estação térmica em Yakutsk; fãbricas de aço em Novokuznetsk, Magnitogorsk, Nizhny Tagil, Sormovo; 1º Fábrica estatal de rolamentos em Moscovo e muitos outras fábricas e unidades fabris.

    Vejamos, por exemplo, a Fábrica de maquinaria pesada dos Urais (Uralmash). A fábrica responsável pelo fabrico do famoso blindado soviético T-34 e canhões auto-propulsados SU-122, SU-85 e SU-100. Entre 1928 a 1941, nela trabalharam 311 especialistas ocidentais, destes, 141 eram alemães.

    A maior parte do equipamento foi fornecido por empresas estrangeiras. Duas prensas de vapor hidráulico na unidade forjadora eram das empresas alemãs "Hydraulik", "Schlemann und Wagner"; a fundição de ferro era da empresa alemã "Krigar"; os guindastes de carga eram da britânica "Sheppard"; os fornos eléctricos eram da "AEG", as câmaras e serrações de arreia eram da "Mars-Werke"; das 337 máquinas da 1ª oficina mecânica, 300 eram de fabrico ocidental.

    A hidroelétrica DniproGES, o orgulho da industrialização soviética, foi projetada e construída pela americana "Cooper", o local de construção foi preparado pela alemã "Siemens" que também forneceu os geradores eléctricos. Todas as turbinas da hidroelétrica foram fabricadas pela americana "Newport News", menos uma, a sua cópia soviética.

    A lendária Magnitka (Fábricade Ferro e Aço de Magnitogorsk) foi uma obra da americana "Arthur McKee & Company" de Cleveland. Os campos petrolíferos de Baku (Azerbaijão) foram apetrechados pela empresa "Barnsdall". As fábricas e minas de Donbas (Ucrânia) e Kuzbas (Rússia), estavam a cargo das americanas "Stuart, James & Cooke", "Roberts & Schaefer", "Allen & Garcia".

    A FAMA SHOW

    Então, por que razão os livros de história falam sobre "o glorioso povo soviético" e da "sua proeza industrial", omitindo o fato deste mesmo povo não passar dos semi-escravos nos kolkhozes e de escravos aprisionados no GULAG?

    Uma das razões é simples: um grande número dos engenheiros e organizadores soviéticos destes empreendimentos foram presos, julgados, considerados inimigos do povo, fuzilados, morreram ou desapareceram sem deixar rasto no GULAG soviético.

    Foram fuzilados o primeiro construtor e diretor da "Uralmash" Bannikov, o seu 1º engenheiro Fidler, o seu sucessor Muzafarov, o construtor da estação eléctrica da "Uralmash" Popov e outros responsáveis da empreitada.

    O lendário metalúrgico soviético, Avraamiy Zavenyagin dizia: "A fábrica de Magnitogorsk foi erguida, em essência, pelos três valentes: Gugel, Mariassin e Valerius". Todos os três foram fuzilados no final dos anos 1930. O próprio Avraamiy Zavenyagin escapou ao mesmo destino pela sua amizade pessoal com Vyacheslav Molotov.

    O metalúrgico soviético responsável pelo projeto de Magnitka, Chingiz Ildyrym, foi preso pelo NKVD em Julho de 1937, sob acusação de participação num grupo contra-revolucionário. Ele foi fuzilado pelo pelotão de fuzilamento na cadeia moscovita de Sukhanovo no verão do mesmo ano.

    Também foram fuzilados o primeiro diretor da Magnitka V. Smolianinov; o gestor da Magnitka em 1930 Yakov Schmidt; o brigadeiro-construtor e detentor da ordem "Lenine" V. Kalmykov; o 1º engenheiro, V. Gasselblat morreu de inanição no GULAG.

    Em resultado das repressões dos anos 1930, foram aniquilados quase todos os que estavam envolvidos direta ou indiretamente na aquisição de equipamentos importados para estes empreendimentos. Por isso, é difícil eliminar a crença de que um dos principais objetivos da onda repressiva nas vésperas da II G.M., foi o encobrimento da verdade sobre como e quem efetuou a industrialização da União Soviética, com o objectivo de perpetuar nos livros de história, a industrialização como o "feito inédito do proletariado emancipado, liderado pelo partido bolchevique e pelo gênio de Estaline".
    Fonte: expert.ru/expert/2010/01/ura_u_nih_depressiya
    Ucrânia em África 03 de Abril de 2015

    Para mais detalhes sobre o financiamento da industrialização nacional-socialista alemã e soviética feita por fundações norte-americanas e europeias veja estes vídeos no Youtube.
    https://www.youtube.com/watch?v=pIdw87y-oGQ
    https://www.youtube.com/watch?v=jZz_HEosWVY

    OLHO VIVO E ATENTEM QUE OS SOCIALISTAS APÓS A QUEDA DO MURO DE BERLIN E DA DERROCADA ECONÔMICA DA URSS, AGORA ATRAVÉS DA FSB (ANTIGA KGB) ESTÃO MAIS ATIVOS DO QUE NUNCA EM TODO MUNDO USANDO A ESTRATÉGIA DE ANTONIO GRAMSCI, TAL COMO PRECONIZADO NO FORO DE SÃO PAULO, DESDE 1990, QUE IMPLANTOU O SOCIALISMO NO BRASIL E A.L. FINANCIANDO O PROJETO PÁTRIA GRANDE PELO BNDE's MANTENDO TODA A INFRAESTRUTURA NAS MÃOS DO GOVERNO FEDERAL LOTEANDO 246 ESTATAIS PELOS DIFERENTES PARTIDOS SOCIALISTAS DA BASE ALIADA E MODERADOS PARA SAQUEAR EM BILHÕES DE DÓLARES ESSAS ESTATAIS E ORIGINALMENTE OS TRABALHADORES PRIVADOS ATRAVÉS DE 92 TRIBUTOS ATUALMENTE EM VIGOR NO BRASIL !!!!!! UilsonJC.
  • Epaminondas levis  25/12/2016 00:02
    Um cara com nick de ciro gomes não merece ter seu comentário lido... PUTAQUEPARIU!
  • Roger Sato  28/12/2016 15:58
    Cala a boca animal!! Pare de andar atrás de sindicalistas idiotas e vai estudar um pouco de história.
  • Pensador anti-PT  22/08/2016 15:25
    Quando o povo se junta,os ditadores saem correndo pela porta dos fundos feito os ratos que são.
  • Gilson Moura  22/08/2016 15:26
    Excelente artigo IMB. Minha dúvida é com a perestroika que muitos dizem que falhou em reestruturar a economia soviética. Queria sabe detalhadamente como aconteceu a perestroika e o por que não alcançou seu objetivo, ou alcançou?
    Obrigado
  • Auxiliar  22/08/2016 15:34
    No final do artigo há um resumo.

    Ou você pode ler aqui um artigo próprio.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1133
  • Guto de Foz  23/08/2016 19:48
    Para alguns alcançou... repare que de uns tempos pra ca, o socialismo 'azul' tomou conta do mundo;
  • Poor man  22/08/2016 16:13
    Excelente artigo, foi uma verdadeira aula.
    O lamentável é que parece que não aprenderam nada, Já estão pedindo novamente pela mão que os oprimi. Não tenho duvidas que são os jovens que estão pedindo por isso.
  • Luis  22/08/2016 16:45
    Certo. Uma aula de historia, que jamais a maioria dos nossos professores ensinara aos nossos alunos.
  • André  22/08/2016 17:20
    Pois é, pergunte pra um adolescente recém saído do colégio, vai afirmar que a URSS caiu por que o capitalismo corrompeu os membros do partido comunista e estes se reuniram e resolveram adotar o capitalismo.
    Não haverá qualquer menção à tentativa de golpe e ao caos econômico que se seguiu graças aos controles econômicos ainda restantes.
  • Pobre Paulista  22/08/2016 16:49
    Obviamente, deturparam Marx.
  • Marco de Tropoja  22/08/2016 17:41
    Artigo muito bom.Espero que esta praga global chamada esquerdismo seja extinta da face da Terra.
  • Mr Citan  22/08/2016 18:48
    Aos socialistas que ainda abrem a boca para falar merda de que, antes da Revolução Russa de 1917, o país era miserável e atrasado.

    Reparem nestas fotos a cores tiradas daquela época: Além das crianças e dos adultos estarem corados, e os diferentes povos estarem em harmonia, o Império Russo antes do comunismo tinha algo que os soviéticos NUNCA TIVERAM: Liberdade para empreender e produzir, e COMIDA.

    spotniks.com/29-fotos-inacreditaveis-da-russia-antes-da-revolucao-socialista/
  • Mr Cuban  22/08/2016 19:33
    Eu iria falar justamente isso pro alienado do CiroGomes2018 lá em cima. Na época do czar a vida era muito melhor que depois da Revolução Russa e o Lênin matou o Nicolau 2 e toda a sua família.
  • Renan Merlin  22/08/2016 20:44
    Quem diz isso tem como referência a Russia do inicio do seculo XX que saiu de duas guerras seguidas. Qual pais do mundo sai de guerra sem ter o povo passando fome?
  • Nicolau  22/08/2016 21:32
    Lembro-me de já ter lido em algum lugar, com direito a fonte e tudo, que o consumo de calorias de um cidadão russo durante o czarismo era maior do que durante o comunismo.
  • anônimo  22/08/2016 20:50
    O Leandro que é o econômista IMB. Me tire uma duvida rapida. PIB e a contagem é C+G+I+X-M entretanto o que é considerado INVESTIMENTO? Apenas bens de capital adiquiridos por empresas?
  • Leandro  22/08/2016 21:26
    Para ser bem preciso, "investimento" é tudo aquilo aumenta a capacidade produtiva do país.

    É mensurado pelo valor total gasto em capital fixo (máquinas e equipamentos, estruturas e edificações, rebanhos e culturas permanentes) pelas empresas públicas e privadas em um determinado período.

    Em termos puramente técnicos, investimento é o "fluxo de acréscimo" ao estoque de capital fixo realizados num dado período, visando o aumento da capacidade produtiva do país.

    Exemplo: se uma construtora compra uma betoneira, isso é investimento. Se a fabricante da betoneira compra uma máquina a ser utilizada na linha de produção da betoneira, isso é investimento. Se uma empresa compra um computador, isso é um investimento. Se a empresa que fabrica o computador compra um robô para ajudar no processo de produção do computador, isso é um investimento.

    Construir estrada é investimento e consertar estrada também é investimento (reposição de estoque).
  • anônimo  22/08/2016 21:39
    Exemplo se um fazendeiro compra um boi e considerado "investimento"? E Se o computador ou qualquer maquina é comprado por uma pessoa é considerado como consumo ou investimento?
  • Leandro  22/08/2016 22:15
    Depende do que ele fará com o boi e com o computador. Aumentará sua produtividade? Trará dinheiro ou um fluxo de renda? Se sim, é investimento. Se não, é consumo.

    Você comprar um computador para trabalhar é investimento. Para jogar videogame, consumo.

    Você comprar um carro para usar como meio de trabalho (por exemplo, você é vendedor) é investimento (o carro seria um bem de capital). Comprar apenas para passear, consumo.

    Em suma, se sua compra lhe trará dinheiro ou um fluxo de renda, então é investimento. Se não, é consumo.
  • anônimo  22/08/2016 23:01
    O Salario dos funcionarios por parte das empresas e considerado investimento ou gasto. Publicidade?
  • Leandro  22/08/2016 23:15
    Nenhum dos dois.

    Salário é custo. Salário, por si só, não aumenta a produtividade do empregado. E o empregado não representa "formação bruta de capital fixo".

    Mesma coisa para publicidade. Fazer propaganda não equivale a aumentar o estoque de capital fixo. Propaganda não é formação bruta de capital fixo.
  • Tiago Voltaire  23/08/2016 11:27
    Lembrando que a maioria dos líderes marxistas que morreram em prisões... morreram em prisões soviéticas!
  • Tim  22/08/2016 19:39
    artigo excelente
  • Dirajos  23/08/2016 00:46
    Ao contrário da maioria dos livros de história usados nas escolas brasileiras, o artigo expôs a verdadeira história do fim da URSS.

    Quando era garoto, me lembro perfeitamente de ter lido no livro "Nova histórica crítica" que entrada da Rússia no "capitalismo" criou vários "problemas" no país: aumento da desigualdade social, aumento do desemprego, aumento da pobreza, aumento da violência, entre outros. Hoje, eu sei que a Rússia ocupa a 153 posição no índice de liberdade econômica e que o sistema econômico nem deveria ser chamada de capitalismo.

    Enfim, é uma pena que poucos estudantes do ensino fundamental e ensino tenham acesso ao MISES e demais sites libertários.
  • Sthephanie lemos   23/08/2016 00:48
    Legal seria se fizessem um livro com todos ou os mais acessados artigos do site

    rsrs é só um grande desejo mesmo

    Estão de parabéns!
  • saoPaulo  23/08/2016 11:07
    I work so hard in arranging the blocks
    But each night I go home to my wife in tears -
    What's the point of it all, when you're building a wall
    And in front of your eyes it disappears?
    Pointless work for pointless pay
    This is one game I shall not play.

    I am the man who arranges the blocks!
    But tomorrow I think I'll stay in bed.
    The winter is cold, I've got plenty of gold
    And I'm standing in line for a loaf of bread


  • Hong-Konger  23/08/2016 14:43
    O grande problema é sempre colocar a responsabilidade nas costas do Lenin, Stalin, Hitler, Mao, Fidel, Chavez, Maduro, Lula, etc. Isso causa o aparecimento de novos paladinos defensores da ideologia assassina.

    Esses regimes socialistas foram defendidos pela população criminosa. São crimes contra a liberdade executados pela massa criminosa. O povo criminoso é o grandes responsável por essas mortes causadas pelo socialismo. Os militontos das forças armadas socialistas são tão criminosos quanto os ditadores. A população que apoiou, defendeu e não combateu o socialismo é tão criminosa quanto os ditadores.

    As expropriações tiveram todo apoio da população.
  • anônimo  23/08/2016 15:27
    "As expropriações tiveram todo apoio da população."

    Você cometeu o velho erro de tratar população como um corpo só.

    Dentro do conceito população há pessoas com diferentes opiniões, então alguns apoiaram, outros foram contra e outros apenas tentavam seguir sua vida.

    Por isso não se pode meramente agrupar um grupo de pessoas com opiniões distintas e falar "a culpa é de todos", é no mínimo uma injustiça com aquela parcela de pessoas que em nada tiveram a ver com o acontecido(e olha que pode ser a maioria).
  • Hong-Konger  24/08/2016 02:49
    Tirando os mortos, os assassinados, os fugitivos e os presos, o socialismo tem todo o apoio da população.


  • Joaquim Saad  23/08/2016 23:55
    Sds a todos.

    A propósito deste ótimo artigo, gostaria de sugestões de sites confiáveis (RussianInsider ? SputnikNews ? RussiaToday ? "flagelorusso.blogspot", rs ? :) acerca da Rússia e de Putin, os quais por serem quase que diariamente demonizados pela mídia mainstream mas defendidos (direta ou indiretamente) por boa parte da mídia alternativa (e.g. em diversas matérias republicadas no ZeroHedge), talvez possam não ser assim tão piores do que os governos ocidentais (EUA e UE) da atualidade.

    Por ex, algum dos lados teria "razão" na crescente militarização ao longo da fronteira russa c/ a Europa, Ucrânia, etc ? Putin era/é mesmo um autêntico defensor de Boris Yeltsin e, por conseguinte, de fato contrário a um retorno à Rússia marxista ? E seu suposto combate às "privatarizações" que estariam sendo cometidas por lá (i.e. entrega "de graça" de toda a riqueza natural do país aos oligarcas magnatas), o que estaria por trás de toda a aversão dos governantes ocidentais ?

    []'s
  • Fernando  25/12/2016 01:10
    Eu acompanhei por um tempo o sputiniks, não passa de plataforma ideológica russa atual. Eu era ferrenho defensor do socialismo e ouvia todo santo dia a emissão em português da rádio voz da Rússia, escrevia e recebia cartas deles; e as transmissões eram sempre propaganda ideológica, apresentavam claro uma observação diferente do que lemos no ocidente das atuações dos EUA e UE, o que acaba contribuindo para formar uma opinião mais apurada, porém eles estavam simplesmente apresentando a versão deles, uma visão do governo russo. Acho que acabou falindo esta rádio, pelo menos nunca mais transmitiram em português pelas ondas curtas.
  • Companheiro Camarada  24/08/2016 01:10
    No segundo parágrafo do subtítulo Os perigos de a linha-dura ter vencido, há um pequeno erro, pois está escrito "em torno de meio milho de pessoas poderiam ter sido presas apenas em Moscou.".

    Já faz mais de um dia que o artigo foi publicado e ainda não foi corrigido. Pelo revisor do site, isto é muito preocupante. Pode até ser que ele tenha sido mandado para algum Gulag...

    Estamos de olho.
  • Lucas  24/08/2016 20:12
    A URSS não acabou. Apenas fez uma retirada estratégica para correção do curso.

    Putin que o diga.
  • anônimo  25/08/2016 14:14
    Não viaja, acabou sim.
  • Ion Mihai Pacepa  25/08/2016 19:39
    Em 1984, Anatoliy Golitsyn, um importante desertor da KGB, publicou o livro New Lies For Old, onde ele previu o colapso orquestrado do bloco comunista.

    Ele alertou que esse colapso foi parte de uma estratégia de engodo de longo prazo do Ocidente destinada a acalmar por uma falsa sensação de segurança, abolindo todas as políticas de contenção, e com o tempo, finalmente estropiar economicamente e diplomaticamente com o fim do isolamento imposto pelos Estados Unidos.

    Entre outras coisas, Golitsyn declarou:
    "A liberalização [na União Soviética] seria feita através de espetaculares e impressionantes pronunciamentos formais sobre uma redução do papel do Partido Comunista. Mas seu monopólio seria aparentemente reduzido."
    "Se a liberalização for estendida para a Alemanha Oriental, a demolição do Muro de Berlim poderia até ser contemplada."
    "O Parlamento Europeu pode tornar-se um parlamento pan-europeu socialista com a representação da União Soviética e Europa Oriental. Europa do Atlântico aos Urais viria a ser um tom neutro, invés de uma Europa socialista."

    Opiniões colaboracionistas podem ser encontradas no arquivo de documentos sigilosos, recolhidos por Vladimir Bukovsky, também um desertor.
  • sergio  26/09/2016 16:22
    Realmente foi um massacre que até poderia virar filme no cinema para contar a história
  • anônimo  25/12/2016 14:11
    Hoje caiu um avião russo com a banda militar.

    O avião foi fabricado em 1984 e a última manutenção foi em 2014.

    O Putin está usando a guerra da Síria como um laboratório de testes de armas.

    Esses militares russo são deliquentes.
  • Ramos  25/12/2016 14:57
    O avião era um Tupolev, ícone da era soviética. E recordista em acidentes fatais.

    Aliás, os aviões fabricados pelos comunistas eram verdadeiras máquinas de triturar pessoas. Quem não se lembra do trágico histórico da Aeroflot?
  • Andre  25/12/2016 17:15
    São verdadeiras bombas voadoras, a própria Aerofloot tem maior parte de sua frota de Airbus, pois nem russo mais quer voar nessas porcarias.
    Acha Tupolev ruim? pesquise a Ilyushin, são ainda piores e mais fatais.
  • a  26/12/2016 09:37
    É preciso desburocratizar o Brasil. Mas, quem alterar a Previdência Social está perdido.
  • anônimo  26/12/2016 14:18
    Todos os governos socialistas precisaram cometer crimes, assassinar pessoas, prender e torturar, sem contar as mulheres que foram estupradas nas prisões.

    Os socialistas consideram pessoas como ratos de laboratório, cobaias, peças de xadrez, marionetes, etc. Socialistas são pessoas são autocráticos, ditadores, narcisistas, etc.

    Essa falácia de ajuda aos pobres sempre resultou no apoio a ditadores sanguinários e crises humanitárias.

  • Emerson Luis  08/01/2017 21:36

    História extraordinária! E neste meio tempo, o psicopata Lula e seus comparsas do Foro de São Paulo
    planejando instalar na América Latina a União das Repúblicas Bolivarianas Soviéticas.

    * * *


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