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Minha querida estatal - e como os pobres subsidiavam meus passeios de trem

Cem pessoas sentam-se em um círculo, cada uma com seu bolso cheio de centavos. Um político caminha por fora do círculo, pegando um centavo de cada pessoa. Ninguém se importa; quem se importa com um centavo?

Quando o político dá toda a volta em torno do círculo, joga 50 centavos para uma pessoa, que se sente cheia de alegria com a sorte inesperada.

O processo é repetido.  Um centavo é novamente recolhido de cada uma das 100 pessoas e, ao final, 50 centavos são entregues para outra pessoa.

E assim vai, até que cada uma das cem pessoas tenha recebido 50 centavos.

Após cem voltas, cada indivíduo está 100 centavos mais pobre e 50 centavos mais rico.  E todos estão felizes.

Essa história acima foi criada por David Friedman, e explica não apenas por que os brasileiros gostam de programas governamentais, como também por que eles torcem o nariz para privatizações.

Se alguém perguntasse aos participantes do jogo se eles defenderiam o fim do sorteio dos 50 centavos, muitos diriam que não, claro que não.

Seria injusto acabar com o jogo que deixa tanta gente feliz e que "enriquece" cada uma em 50 centavos (os 100 centavos perdidos paulatinamente não são notados; os 50 centavos ganhos de uma só vez são perfeitamente percebidos).

As universidades públicas, por exemplo, representam os ganhos de 50 centavos.  Quem entra em uma universidade pública ganhou os 50 centavos do exemplo acima. O curso de um aluno na Unicamp, segundo os cálculos de Felippe Hermes, pode custar 79 anos de impostos de um trabalhador que ganha salário mínimo. Mas ninguém vê esse custo — ele é disperso entre todos, enquanto a universidade gratuita é concreta, grandiosa e sem mensalidade.

É claro que, se um jornal sugerir a venda das universidades, como fez O Globo recentemente, as pessoas reagirão com histeria.

Uma enquete do Instituto Paraná Pesquisas, divulgada esta semana, mostrou que 61% dos brasileiros não querem que o governo Temer privatize os Correios, os bancos públicos ou a Petrobras.

Estatais (e o serviço público em geral) têm benefícios concentrados e aparentes, enquanto os custos são ocultos e dispersos entre os cidadãos. Você não sente pagar, mas sabe muito bem quando está recebendo alguma coisa que parece de graça. Por que ser a favor de empresas privadas se elas raramente dão coisas gratuitamente?

Trens e aviões

Semanas atrás, uma reportagem do Jornal do Commercio afirmou que a malha de trens de passageiros no Nordeste sofreu desmonte depois que as ferrovias foram privatizadas.

Eu tive uma impressão parecida quando a RFFSA foi privatizada no Paraná. Na época da "rede" estatal, pagávamos uma ninharia para descer a Serra de trem até Paranaguá; depois da venda, o preço explodiu. Maldita privatização!

A mesma reação tiveram os espanhóis diante da privatização da Iberia, a empresa de aviação. "Quando era estatal, era uma delícia", me contou uma amiga espanhola tempos atrás. "Custava pouco e tinha espumante liberado pra todo mundo." Depois da privatização, fim da mordomia.

O que eu, os universitários, minha amiga espanhola e os passageiros de trens do Nordeste não percebíamos é o custo do serviço público. Todos pagávamos para manter linhas de trem deficitárias, obras superfaturadas, universidades em greve e trens e aviões sucateados. Mas esse custo chegava em forma de impostos, dívida pública e inflação, que afetavam majoritariamente os mais pobres, enquanto os mais ricos ainda auferiam alguns benefícios.  

E, ironicamente, é exatamente em nome dos mais pobres que muitos defendem a existência de estatais.

Os serviços "grátis" criaram a hiperinflação dos anos 1980 e tornaram nossos pais incapazes de pagar a faculdade dos filhos, mas era difícil relacionar a ferrovia estatal ou a universidade pública à crise do país.

A privatização ajudou a diminuir o rombo das contas públicas e, com isso, ajudou no fim da hiperinflação. Mas tornou aparentes custos que antes eram invisíveis, enquanto a carga tributária só aumentou.

Não é à toa que tantos brasileiros ainda hoje rejeitam vender as estatais.

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Leia também:

Por que é preciso privatizar as estatais - e por que é preciso desestatizar as empresas privadas


7 votos

autor

Leandro Narloch
é jornalista e autor do Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, e do Guia Politicamente Incorreto da História do Mundo, além de ser co-autor, junto com o jornalista Duda Teixeira, do Guia Politicamente Incorreto da América Latina, todos na lista dos livros mais vendidos do país desde que foram lançados. Escreve para a Folha de S. Paulo.


  • Tulio Lopes  11/08/2016 22:46
    Esse é exatamente o ponto! Estatal é redistribuição de renda dos pobres para os ricos.

    Estatais servem para enriquecer a burocracia que faz parte dos quadros da empresa e para fornecer serviços subsidiados para alguns ricos. E quem banca toda a conta -- mas de maneira indireta, via dívida pública e inflação -- é o povão.

    Vide os Correios e a Petrobras. Enriquecem sindicalistas e magnatas do alto escalão, e o povão é que banca a farra.

    Muito bom o texto por deixar isso claro.
  • Economista da UNICAMP  11/08/2016 23:25
    ''O curso de um aluno na Unicamp, segundo os cálculos de Felippe Hermes, pode custar 79 anos de impostos de um trabalhador que ganha salário mínimo.''

    Mas esquecem o ganho social que esse aluno da UNICAMP(com letras garrafais, por favor) no lugar certo(em um BACEN, ou na fazenda) pode propiciar. O aluno da UNICAMP lutará todos os dias no meio acadêmico para incitar políticas macroeconômicas que façam a renda desse trabalhador aumentar.

    Até defendo a privatização de algumas estatais ineficientes, mas bancos públicos jamais! E digo mais: temos pouquíssimos bancos de fomento.
  • Marcelo Vasconcelos  12/08/2016 13:23
    Economista da UNICAMP,

    "O aluno da UNICAMP lutará todos os dias no meio acadêmico para incitar políticas macroeconômicas que façam a renda desse trabalhador aumentar."

    Cite um exemplo deste tipo de política pelo qual os alunos na UNICAMP lutam "todos os dias".


    "Até defendo a privatização de algumas estatais ineficientes, mas bancos públicos jamais! E digo mais: temos pouquíssimos bancos de fomento."

    Cite o exemplo de uma (apenas uma é suficiente) estatal que seja eficiente. Vale ressaltar que, para que a instituição seja eficiente, ela precisa, no mínimo, ofertar serviços de qualidade com preços compatíveis com tais serviços.
  • Economista da UNICAMP  12/08/2016 16:13
    Cite um exemplo deste tipo de política pelo qual os alunos na UNICAMP lutam "todos os dias".

    Cortes na Selic para níveis mais civilizados, redução de alguns impostos para combater a inflação, subsídio a setores chaves da economia(industrial, agrícola, energético, etc), câmbio competitivo para que o camarada não perca seu emprego e por aí vai...

    Cite o exemplo de uma (apenas uma é suficiente) estatal que seja eficiente. Vale ressaltar que, para que a instituição seja eficiente, ela precisa, no mínimo, ofertar serviços de qualidade com preços compatíveis com tais serviços.

    A própria Petrobrás malgrado a péssima administração passada(acontece com as melhores famílias...), a IMBEL, Eletrobrás(Furnas), Copel...

    Não sou um marxista romântico que sonha com tudo estatal, mas acredito que é possível existir uma parceria do setor privado com um estado empreendedor. Temos várias empresas privadas onde o estado é acionista também(destaco Vale e Embraer)
  • rlpda  12/08/2016 21:04
    Economista da UNICAMP é um piadista recorrente no site, nem sei porque perco meu tempo mas... citar Eletrobras(Furnas) como exemplo de eficiência é piada de mau gosto! Uma empresa que desliga mais de 1700 empregados em 4 anos e mantém sua produção inabalada? É cabide ou não é Silviooo? rsrsrs

    Os relatórios são públicos. Procurem lá por produção de energia.

    www.furnas.com.br/arcs/pdf/RelatorioAdministracao/RelatoriodaAdministracao2012.pdf

    www.furnas.com.br/arcs/pdf/RelatorioAdministracao/Relatorio_da_Administracao_2013.pdf

    www.furnas.com.br/arcs/pdf/RelatorioAdministracao/Relatorio_da_Administracao_2014.pdf

    www.furnas.com.br/arcs/pdf/RelatorioAdministracao/Relatoriodaadministracao2015.pdf
  • Marcelo Vasconcelos  12/08/2016 21:10
    Economista da UNICAMP

    Com base em sua resposta é possível concluir que o curso de economia da UNICAMP é inútil! (para a sociedade, é claro)

    "Cortes na Selic para níveis mais civilizados, redução de alguns impostos para combater a inflação, subsídio a setores chaves da economia(industrial, agrícola, energético, etc), câmbio competitivo para que o camarada não perca seu emprego e por aí vai..."

    Analisando alguns itens:
    redução de alguns impostos para combater a inflação - quais impostos? A redução é real ou paliativa? Esta redução vai beneficiar apenas alguns segmentos da economia ou beneficiará a todos? Ressaltando que qualquer medida que vise a redução de impostos pode ser tida como paliativa, já que estes deveriam ser abolidos (ou chegar próximo a isso).

    subsídio a setores chaves da economia(industrial, agrícola, energético, etc) - Neste ponto você c... tudo. Oferecer subsídio é o mesmo que oferecer dinheiro público (confiscado, roubado... chame como quiser) para fortalecer empresas ou grupos de empresas, que em sua grande maioria já são beneficiados com vários incentivos advindos do público. Este foi um dos principais motivos pelo qual o país chegou ao caos em que está.

    Depois da fala sobre subsídios eu quase desisti de responder.


    A própria Petrobrás malgrado a péssima administração passada(acontece com as melhores famílias...), a IMBEL, Eletrobrás(Furnas), Copel...

    A Petrobrás funciona como deveria? Meu Deus!!!! A Petrobrás é um grande cabide empregos para adrinhados dos políticos que estão no poder. Também é uma empresa envolvida em diversas fraudes e desvio de recursos (acontece com as piores famílias...).

    O fato de que a empresa teve lucro não indica que ela preste um bom serviço, até porque grande parte deste lucro vai para o bolso dos políticos. Ou será que na UNICAMP ensinam que não há corrupção nas empresas estatais?

    Vou falar da Eletrobrás(Furnas)... bom, deixa pra lá!

    Analisando de um modo geral, qual destas estatais oferece serviços de qualidade sem cobrar preços exorbitantes por eles? Qual delas não serve como cabide de empregos para políticos?


    "Não sou um marxista romântico que sonha com tudo estatal, mas acredito que é possível existir uma parceria do setor privado com um estado empreendedor."

    "Marxista romântico"? Não sabia que isso existia. Deve ser um marxista que lê romances em seu iPhone, enquanto o povo vive na miséria, acertei?!

    Você defende "doar" recursos públicos (subsídios) para empresas selecionadas por políticos (setores chaves da economia), que em sua grande maioria sobrevive apenas por causa destes recursos (Claro, até porque dinheiro público não tem fim...) e do protecionismo do governo, nos setores em que atuam.

    Ademais, defende que o governo mantenha sob seu controle diversas empresas que só servem para "sugar" o dinheiro do contribuinte, fazer reserva de mercado e prestar péssimos serviços.


    [i](...)"Mas esquecem o ganho social que esse aluno da UNICAMP(com letras garrafais, por favor) no lugar certo(em um BACEN, ou na fazenda) pode propiciar. "(...)[i]

    Se por acaso esquecermos, podemos perguntar aos venezuelanos... a política econômica que ensinam no seu curso já foi implementada por lá.
  • Economista da UNICAMP  13/08/2016 01:56
    Com base em sua resposta é possível concluir que o curso de economia da UNICAMP é inútil! (para a sociedade, é claro)

    Dê uma passeada pelos nossos corredores e veja se tu não vais te arrepiar. Conceição Tavares, Belluzzo, Aloísio Mercadante, Márcio Pochmann, duvido achar uma outra faculdade que ostente colossos tão imponentes no mundo acadêmico. Isso sem falar dos nossos ''filhos adotados'' como o Bresser, Celso Furtado, João Sayad, entre outros. Ah, aqui foi a casa do Plano Real, só para lembrar.

    quais impostos? A redução é real ou paliativa? Esta redução vai beneficiar apenas alguns segmentos da economia ou beneficiará a todos? Ressaltando que qualquer medida que vise a redução de impostos pode ser tida como paliativa, já que estes deveriam ser abolidos (ou chegar próximo a isso).

    No setor agrícola para amenizar a inflação de alimentos, no setor energético(que é o principal culpado por essa inflação tão alta), isso sim são medidas concretas. Paliativo é ficar brincando de elevar as taxas de juros ou de sobrevalorizar o câmbio. Coisas de ortodoxos...

    Neste ponto você c... tudo. Oferecer subsídio é o mesmo que oferecer dinheiro público (confiscado, roubado... chame como quiser) para fortalecer empresas ou grupos de empresas, que em sua grande maioria já são beneficiados com vários incentivos advindos do público.

    É tudo uma questão de discricionariedade...

    A Petrobrás funciona como deveria? Meu Deus!!!! A Petrobrás é um grande cabide empregos para adrinhados dos políticos que estão no poder...

    Quer dizer que a empresa desde 1953 é referência nacional, mas por causa de um governo ruim ela vira ''um grande cabide de empregos''? Aliás, esse tipo de problema acontece na esfera privada também.


    Ademais, defende que o governo mantenha sob seu controle diversas empresas que só servem para "sugar" o dinheiro do contribuinte, fazer reserva de mercado e prestar péssimos serviços.

    Não, apenas defendo que as nossas empresas não fiquem vulneráveis à imperialistas que jogam sujo contra nós.

    Se por acaso esquecermos, podemos perguntar aos venezuelanos... a política econômica que ensinam no seu curso já foi implementada por lá

    É a fase, deixa só o preço do barril de petróleo subir de novo.
  • Cristiano  20/09/2016 02:43
    A Unicamp foi a casa do Plana Real??? Aprendeu isso na Unicamp?
  • Engenheiro da Unicamp   24/09/2016 09:43
    Que vergonha me deu agora de ser da Unicamp :S
  • Murdoch  24/09/2016 22:10
    Economista da UNICAMP(com letras garrafais, por favor),

    Se a Petrobrás, a IMBEL, Eletrobrás(Furnas), Copel... são empresas eficientes, por que o governo usa o protecionismo para coibir concorrentes(até mesmo internacionais)? E mais, por que subsidiam essas empresas se elas são tão eficientes?

    Em uma economia liberal, nunca vamos saber se aquela empresa é realmente de fato eficiente como você afirma. Para sabermos se ela realmente é eficaz deveríamos defender o mercado livre. Você está se baseando apenas em lucros que a empresa teve ao longo dos anos, mas lucros as custas do povo que paga impostos, porque o BNDES injetou dinheiro ao longo da era petista, e lucro em cima do entrave de novos concorrentes que o nosso governo pratica ao longo desses anos.

    "Dê uma passeada pelos nossos corredores e veja se tu não vais te arrepiar. Conceição Tavares, Belluzzo, Aloísio Mercadante, Márcio Pochmann, duvido achar uma outra faculdade que ostente colossos tão imponentes no mundo acadêmico. Isso sem falar dos nossos ''filhos adotados'' como o Bresser, Celso Furtado, João Sayad, entre outros. Ah, aqui foi a casa do Plano Real, só para lembrar."

    Sem comentários. Parece uma piada.

    "Paliativo é ficar brincando de elevar as taxas de juros ou de sobrevalorizar o câmbio."

    Nós nunca brincamos de elevar as taxas de juros, pelo contrário, acreditamos que os juros é redigido pelo mercado, e não em uma canetada como os economistas da UNICAMP(letras garrafais, por favor) defendem.
    Sobrevaloriza o câmbio? De novo. Parece uma piada.
    Pesquisa sobre Currency Board e depois conversamos.

    "No setor agrícola para amenizar a inflação de alimentos, no setor energético(que é o principal culpado por essa inflação tão alta), isso sim são medidas concretas."

    Inflação de alimentos é aumento de preço localizado, como foi o caso do feijão e do tomate. A melhor medida para combater a carestia gerada essencialmente pelo governo, é reduzir os impostos e LIBERAR O MERCADO PARA A ENTRADA DE CONCORRENTES. Com a burocracia estatal que é formada para obter uma reserva de mercado, garante que os empresários que estão sob proteção do governo, possa praticar qualquer preço sem qualquer tipo de concorrência que faria com que ele perdesse fatia do mercado por uma outra empresa que com medidas eficientes pudesse reduzir o preço dos alimentos.
    Por mais que abaixasse o imposto, ele poderia praticar qualquer tipo de preço sem ser incomodado. E essa redução do imposto, esse mesmo empresário teria lucros maiores que poderia ter sob a reserva de mercado.

    Setor energético culpado pela inflação? É isso que estão ensinando na UNICAMP(com letras garrafais, por favor)?

    Bem que o Roberto Campos avisou: "O Brasil acaba com os economistas da Unicamp, ou eles acabam com o Brasil.
    Bastaram cinco anos de assessoria direta de economistas da Unicamp à Presidente Dilma Rousseff, para a previsão de Roberto Campos se tornar realidade: expansão monetária, corporocracia, expansão das obras públicas, expansão dos cargos e salários públicos, intervenção estatal em toda a economia, corrupção e protecionismo comercial.
    Provavelmente nenhuma economista fez tão mal ao Brasil quanto Maria da Conceição Tavares, mas além dela podemos destacar, em tempos recentes, o mais nocivo professor do país: Luiz Gonzaga Belluzzo.
    Belluzzo nunca acerta qualquer previsão econômica, e é obcecado por gastos públicos. Como principal conselheiro econômico de Dilma Rousseff, convenceu-a a enterrar a bem sucedida matriz econômica "meta de inflação/câmbio flutuante/responsabilidade fiscal" por uma matriz heterodoxa "juros baixos, câmbio desvalorizado e aumento de gastos públicos". Foi, sem dúvida, um responsável direto pelo caos econômico que vivemos.
    Agora, repetindo o que Lula falou há dois meses, Belluzzo tem a desfaçatez de dizer que a crise econômica é culpa de um suposto ajuste fiscal que Joaquim Levy estaria fazendo. Segundo Belluzzo, precisamos gastar mais ainda para sair da crise."
    https://www.institutoliberal.org.br/blog/previsao-de-roberto-campos-e-o-ajuste-que-nunca-aconteceu/

    "Quer dizer que a empresa desde 1953 é referência nacional, mas por causa de um governo ruim ela vira ''um grande cabide de empregos''? Aliás, esse tipo de problema acontece na esfera privada também."

    Cabide de emprego na esfera privada? Você desconhece qualquer atividade empresarial para falar tal bobagem, nunca um empresário faria da sua empresa um cabide de emprego, ele opera com sistema de lucro e prejuízo, ele não pode se dar ao luxo de encher a empresa de empregados ineficientes.
    Palavras de um empresário.

    "Não, apenas defendo que as nossas empresas não fiquem vulneráveis à imperialistas que jogam sujo contra nós. "

    Eles jogam tão sujo, que em países no ranking de abertura comercial, a população paga pelo melhores produtos pelo menor preço. Parece que a UNICAMP(com letras garrafais, por favor), está doutrinando os seus alunos a ter sentimentos nacionalistas que acaba prejudicando justamente quem eles querem proteger: a população.

    Obrigado por vir até aqui e comprovar que Roberto Campos sempre esteve certo tanto da UNICAMP(com letras garrafais, por favor) quanto na petrossauro.

    Abraço Economista da UNICAMP(com letras garrafais, por favor)
  • Murdoch  24/09/2016 22:17
    "Em uma economia liberal"

    Correção: Em uma economia protecionista.
    Abraço.
  • Ronaldo  28/10/2016 13:10
    Exatmente Murdoch, É PIADA. to aqui morrendo de rir da galera levando a sério, nosso ilustre Economista da Unicamp, um personagem irônico , uma piada com os neomarxkeynesianos kkkk

    Economista da UNICAMP apenas falha na educação excessiva, os reais economistas de lá não são tao educados assim kkkkk.
  • Cristiano  19/09/2016 01:08
    Meu caro economista da Unicamp, as estatis que vc disse acima, eu posso te AFIRMAR com TODA certeza que não são eficientes. Digo isso por conhecimento empírico de dentro delas. Não delire, por favor
  • Cristiano  19/09/2016 01:05
    Ele vai citar o Belluzo hahahahaha...esse é o professor da unicamp , imagina os alunos!!!
  • Erick  12/08/2016 18:06
    Verdade! Esquecemos de calcular o custo que esse idiota vai causar a sociedade com as BARBARIDADES econômicas que ele vai praticar (no caso dos estudantes do curso de economia).
    Pode fechar!
  • Jonathan schaly  13/09/2016 00:52
    Marcelo Vasconcelos obrigado por responder, seus argumentos são muito coerentes e a resposta a comentários estúpidos sempre mostram detalhadamente que medidas populistas são um veneno para saciedade. O economista da Unicamp se enforcou na própria corda ao mostrar quanto seus próprios argumentos são fracos.
  • Bruno  13/09/2016 14:22
    Por essas e outros que chego a conclusão que 'economistas' da UNICAMP são diretamente responsáveis pela crise no Brasil. Aprendem tudo ao contrário. Câmbio deve ser flutuante. Juros Selic é o mercado quem determina e não uma canetada. Decisões de economia centralizada e planificada? Pelo amor de Deus, vá ler Hayec! Economia na UNICAMP serve para formar imbecis que viram professores e retroalimentam o sistema, recomendo imbecil coletivo do filósofo Olavo de Carvalho.
  • Ronaldo  28/10/2016 13:03
    Galera, o Economista da UNICAMP é zuera, é ironia. Mas , a brincadeira vale a pena para fins educativos kkkkk
  • Eurivaldo Alcântara  11/08/2016 23:39
    Excelente artigo. Infelizmente a maioria da população, incluído aí os ditos instruídos, não percebem que tudo tem um custo, mesmo que não aparente. Por este e outros motivos a ciência econômica séria sempre vai perder para o populismo que promete o inviável, o impossível e impraticável.
  • Igor Freitas  11/08/2016 23:41
    Como destacou Bastiat: "o que se vê e o que não se vê".

    O que o governo fornece de "graça" custa muiiitooo caro, amiguinho.
  • Caio Martins  12/08/2016 00:17
    Concordo! O problema é que, devido à maneira com a qual a política se estrutura no Brasil, acabamos pagando duas vezes! O governo, infelizmente, muitas vezes não para de nos cobrar as moedinhas que temos no bolso, mesmo que pare de sortear os 50 centavos no final.
  • Andre Cabral  12/08/2016 00:18
    É simples, na Estatal todos pagam independente de disporem ou usarem os serviços dela, fora os cabides de empregos, os corruptos e etc. No serviço privado só paga quem usa e pelo o que usa, ou melhor, deveria ser assim. E além disso a RFFSA e seu Bebê de Rosemary chamado CBTU entregaram boa parte do sistema em petição de sucata para as concessionárias que as sucederam.
  • Paulo Henrique  12/08/2016 00:27
    Não podemos nos esquecer que a forma como a pergunta é feita pode alterar profundamente os resultados
  • Patrick  12/08/2016 00:37
    Quem é contra as privatizações ignora o princípio básico da economia que diz que não existe almoço grátis.

    Essa história dos custos diluídos dos serviços públicos é similar à situação da conta de água na maioria dos condomínios verticais do Brasil: como não existe hidrômetros individuais por apartamentos, a conta total de água é dividida pelo número de apartamentos do condomínio gerando distorções imensas (família com 1 pessoa acaba pagando a mesma coisa que uma família c/ 5 pessoas) e falta/perda de controle no uso racional da água.

    Fica impossível o controle, pois o gasto em água da família c/ 5 pessoas é subvencionado pela família de 1 pessoa então não há nenhum incentivo para economizar o recurso.
  • José Debon  12/08/2016 00:40
    Estatais são cabides de empregos, ambientes propícios para corrupção, desvio de verbas, má administração e altos custos operacionais que são repassados para os usuários dos serviços.

    Exemplos clássicos: Correios, Petrobras, Eletrobras, Banco do Brasil e CEF.
  • Gustavo  12/08/2016 00:43
    Perfeito, José, muito bem lembrado.

    Mesmo tendo o monopólio legal da entrega de cartas, a estatal Correios conseguiu a "proeza" de ter R$ 2,1 bilhões de reais de prejuízo somente em 2015. Se o monopólio fosse quebrado, a estatal teria de rebolar para entregar serviço de qualidade a custo mais baixo.

    Creio que a União está cobrindo o rombo com dinheiro dos impostos, mas não consegui confirmar a informação nos meios de comunicação. Esse é o problema real das estatais.
  • Rogerio Faria  21/09/2016 19:31
    Alguém poderia me dizer porquê a CEF e o Banco do Brasil estão em greve?
  • Leonardo Varuzza  12/08/2016 00:41
    Por isso o ditado: nada é mais caro do que o governo dar de graça.
  • Mack740  12/08/2016 00:45
    A privatização é o resultado final da ingerência pública – a empresa estatal sempre é vista como "sem fins lucrativos", mas nenhuma organização existe sem custos. Não há como criar uma estatal "sem fins lucrativos" e "custo zero".

    Quem mamou nas tetas públicas também fez sua parte no sucateamento das estatais, e não tem do que reclamar quando a coisa muda de dono. Privatiza, Brasil. Mas privatiza direito – adianta vender a estatal e obrigar os novos donos a agir como se ainda fosse uma estatal?
  • Thiago Valente  12/08/2016 01:52
    Há um detalhe a se observar sobre a reportagem a respeito das "privatizações" das ferrovias do Nordeste: foram concessões, não privatizações reais. Isso também influência no uso da estrutura, como ocorre com toda mineração no Brasil (o subsolo é propriedade do governo, o que incentiva a exploração predatória dessas reservas, gerando casos como a tragédia de Mariana-MG).
  • anônimo  12/08/2016 02:44
    Excelente.
  • Guilherme  12/08/2016 02:55
    O mesmíssimo raciocínio se aplica aos empréstimos baratos feitos pelos bancos estatais, que são subsidiados pelos nossos impostos.

    Todo mundo vê apenas as empresas conseguindo crédito farto e barato. Mas ninguém correlaciona isso com a inflação, o aumento dos juros, o aumento dos custo de vida, o aumento da dívida pública, os investimentos ruins e o subsequente desemprego.

    E aí, se você defender o fim do BNDES, você é tachado de reacionário anti-pobre. Vá entender.

    Dois artigos sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2407

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2466
  • Wesley  12/08/2016 03:34
    Por que os brasileiros defendem empresas estatais? Simples: porque o brasileiro quer viver às custas dos outros. O sonho do brasileiro é trabalhar pouco, ter aposentadoria garantida e ganhar muito. É exatamente o status de funcionário público. O brasileiro têm uma mentalidade predatória, ele quer explorar os outros. Os empresários brasileiros são cartelistas, corruptos, incompetentes e querem explorar o consumidor com leis protecionistas para proibir de comprar produtos que não sejam os deles. Poucos fogem dessa regra. Os estudantes brasileiros querem que a população pague a conta dos seus estudos e despesas sem dar nada em contrapartida. Os funcionários públicos querem viver às custas da sociedade fazendo o mínimo de esforço possível. O trabalhador brasileiro quer trabalhar com o mínimo de esforço possível e ganhar muito por isso, mesmo que seu serviço seja de má qualidade. Os políticos querem roubar a população e não dar nada em contrapartida. É uma sociedade predatória, um povo de baixo nível.
  • anônimo  12/08/2016 04:27
    Excelente observação
  • Solstafir!  12/08/2016 14:46
    Todos querem fazer isso, a diferença é só de grau. No caso do Brasil, a possibilidade de ser bem sucedido dessa forma é especialmente alta. Como Bastiat já dizia, se entre predar e trabalhar predar for mais recompensador, não há de se estranhar que a situação de predação mútua se torne o status quo da sociedade.
  • Wesley  13/08/2016 08:12
    O problema é que as pessoas fazem essas coisas e não percebem ou se dão conta de que é errado. Elas acham que tem o "direito" de explorar os outros e não vê mal nenhum nisso. Esse problema é que as pessoas são ruins e acham que são boas. É como se tudo fosse inconsciente.
  • mauricio barbosa  12/08/2016 21:06
    Um povo de baixo nível por receber uma educação de baixo nível em todas os níveis: fundamental,médio e superior,portanto nosso comportamento é subproduto desta engrenagem educacional ultrapassada.
  • mauricio barbosa  12/08/2016 21:56
    Quis dizer em todos os níveis.
  • Wesley  13/08/2016 08:16
    Em parte. Todas as pessoas de vários níveis educacionais fazem isso. Elas agem de forma a prejudicar os outros. Os empresários no geral têm elevado nível de instrução e não acham errado prejudicar os consumidores para que eles sejam proibidos de comprar produtos que não seja o deles. Portanto a maioria das pessoas agem de forma exploratória e elas não acham isso errado.
  • mauricio barbosa  13/08/2016 16:37
    Wesley os ricos também recebem a educação ideológica do MEC e não é da benevolência dos ricos que precisamos,mas sim de livre-concorrência que impedirá o empresário malvado que tu descreveste,enfim o estado malvado e regulamentador é que garante a vida boa deste empresário explorador e quanto a vaiar é sim um comportamento anti-esportivo e deselegante fruto de não se ensinar boas maneiras nas escolas e de nossa formação religiosa ser muito frouxa e permissiva,nossos lideres religiosos salvo as exceções não tem combatido com o rigor necessário esse comportamento vil e deselegante,essa permissividade depõe contra nós enquanto povo e se o objetivo das Olimpíadas além da corrupção era vender a imagem de país desenvolvido e educado,está falhando escandalosamente,pois em todas as arenas ouvem-se vaias como se fosse algo bonito e normal,quando na realidade não passa de baixarias e isso em todas as classes sociais,afinal os favelados estão excluídos deste evento devido ao alto custo dos ingressos,portanto Wesley nós enquanto povo brasileiro somos mal-educados,agora individualmente não é lógico,agora eu me pauto por bons princípios e de boa educação,apesar de as vezes agir com emocionalismos toscos de nossa herança cultural latina,católica romana e mesclada com sangue indígena e africano,não defendo baixarias em hipótese nenhuma mesmo que eu cometa meus deslizes ocasionais.
  • Rodrigo Nunes  12/08/2016 13:42
    É exatamente o que ocorre na Unesp de Rosana, há uma estrutura de uma universidade com prédios, laboratórios, corpo docente, corpo de funcionários para um curso de turismo, onde a grande parte dos alunos só sabem fazer festas beber cachaça e fumar maconha, no final do ano se não me engano apenas dois ou três alunos conseguiram concluir um curso de quatro anos dentro de um grupo de quarenta alunos, e depois que se formam a grande maioria vai trabalhar de garçom, camareira ou animador de festas de criança, há alguns que já moram na cidade e depois que se formam, trabalham de atendentes de lojas, funções essas que não necessitariam de um curso de quatro anos, eu me pergunto qual é o retorno desses alunos para a sociedade devido ao custo?
    se vc calcular o gasto da universidade entre salários de funcionários (R$2000,00-R$8000,00-mensal), professores(R$10000,00-média mensal), terceirizada de segurança, terceirizada de limpeza, custo com energia elétrica (onde todas as salas possuem ar condicionado), custo com água, construção de um novo prédio para laboratórios, gasto com viagem dos funcionários e professores, compra de equipamentos para auxilio de aula, gasto com estrutura de rede servidores e equipamentos, tudo isso em uma universidade pequena, durante quatro anos e somente para formar 3 alunos, pq esse é o produto final de todo o investimento, agora divida tudo esse custo por 3 e verá qual é o gasto que um desses alunos tem, é mais barato pagar para 5 alunos estudarem em uma universidade privada.
  • Guilherme  12/08/2016 14:46
    É justamente por essa razão que se vive sobre uma bandeira, tal bandeira cobra para manter seus serviços.
  • rlpda  12/08/2016 17:02
    A historinha realmente é muito boa como ilustração mas pode ser melhorada.
    Não é que ninguém se importe em perder um centavo, na verdade o político PROMETE que vai dar 50 centavos para todos e pagar um centavo para ganhar 50 até que parece barato.
    Outro ponto é que ele escolhe quem vai levar os 50 centavos a cada rodada, então há também a PROMESSA implícita de que na próxima você será o beneficiado, e se não for, bom.. só resta mantê-lo na posição de redistribuidor pois em algum momento você será o próximo!
    É a promessa de prêmios grandes com apostas baratas que garante esse esquema ilusório de estado redistribuidor que na verdade é uma grande loteria viciada onde a banca distribui prêmios para a casa e para jogadores influentes.
  • 4lex5andro  25/01/2017 23:58
    O Estado brasileiro é quase uma telexfree, onde os primeiros são os detentores de cargos concursados e políticos, que ficam com os lucros, e os pagadores de impostos tem que arcar com o ônus, já que são os últimos a entrar na pirâmide.
  • anônima das sextas  13/08/2016 02:57
    Perfeita escolha! Lembro-me agora da conversa que tive na hora do café da manhã, sobre como o estado é ineficiente para organizar qualquer coisa. Só existe mesmo para tornar a vida dos pagadores de impostos muito mais difícil e jurar para todos, por meio de propaganda, que tudo seria pior sem eles.
  • Hong-Konger  15/08/2016 13:43
    O estado é um péssimo gestor.

    As estatais de energia causavam diversos apagões. As empresas de saneamento estatais jogam esgoto nos rios e no mar. As teles não conseguiam fornecer telefonia com preços baixos. Os hospitais públicos são lotados de bactérias e são recordistas em mortes. As escolas públicas são recordistas em analfabetismo. As ruas públicas são lotadas de buracos. A polícia não consegue evitar a corrupção, assaltos e mortes. Mais da metade dos cursos das universidades públicas são inúteis.


    Em relação ao preço alto dos serviços privatizados, não podemos esquecer que as estatais foram alugadas ou vendidas. Essa forma de privatização não permite preços baixos. Ninguém vai cobrar pouco se precisa reestruturar um empresa. Seria melhor entregar tudo para quem tiver mais dinheiro para investir na estrutura da empresa. Essa venda das estatais sempre foram feitas com protecionismo e ineficiência.


  • rlpda  19/08/2016 14:12
    Lendo comentários à respeito do mesmo tema em outro site, alguém citou o batido argumento "mas na Alemanha, Dinamarca e Noruega tá cheio de estatal..."
    Bem, deixando de lado o fato, sempre ignorado, da maior liberdade econômica desses países ser o motivo do seu desenvolvimento APESAR das estatais, na Alemanha, um grande programa de PRIVATIZAÇÂO (inspirado no Britânico) foi o que resgatou sua liderança no cenário econômico mundial.
    O estado Alemão deixou de ter participação ou privatizou em torno de 400 empresas desde 1982. No final de 2008 ainda eram 108 as estatais alemãs.
    Pra ficar no tema do artigo, a Deutsche Bahn, que hoje é uma sociedade anônima, é uma fusão das antigas ferroviárias nacionais alemãs – Deutsche Bundesbahn e Deutsche Reichsbahn, e só não foi completamente privatizada por conta da crise de 2008.
    Enfim, munição de argumentos é o que não falta, basta procurar...
  • Adonai arruda filho  13/09/2016 01:26
    Muito bom o texto! Parabéns! Para complementar a informação sobre a Rffsa, a Serra Verde Express, que possui a concessão de passageiros, além de todas as melhoras e investimentos, paga mensalmente R $112mil ao governo federal e 39,67% a Rumo sobre a tarifa de cada passageiro. Estes custos, obviamente vão para o preço da passagem!
  • Jefferson Scheifer  28/09/2016 20:36
    Que artigo matador, muito elucidativo.
  • Rosuel de Assis  28/10/2016 21:35
    Eu sou um total defensor de Mises e da escola austríaca, mas preciso trazer alguns pontos para reflexão sobre as privatizações no Brasil (minha pesquisa de mestrado é nessa área):

    1. Após as privatizações que estão acontecendo no Brasil, em algum momento houve redução dos impostos que eram voltados à manutenção das vias?

    2. As concessionárias no país tomam empréstimos em bancos privados ou bancos públicos? Qual a taxa de juros desses empréstimos e, se for menor que a do mercado, quem tá bancando a diferença?

    3. Se vivemos em um livre comércio, por que as concessionárias precisam de "reajuste nas tarifas para manter o equilíbrio econômico-financeiro do contrato" quando eventualmente a sua demanda (e arrecadação) diminuem?

    4. Pq quando se enfrenta uma crise hídrica, as tarifas de água e luz são aumentadas para a população, mas quando se tem produção recorde nós não temos nenhum desconto?

    5. Dentro da competitividade de um livre mercado, por que rodovias paralelas (vide Bandeirantes e Anhanguera) são concedidas para uma mesma empresa, e não para empresas diferentes incentivando dessa forma a regulação pelo próprio mercado (o usuário escolhe a rodovia que estiver melhor pra ele, e essa arrecada mais)?

    Eu não sou contra a privatização, mas do jeito que ela está sendo implantada no nosso país, nada que se imagina em uma economia capitalista está sendo seguido. Na verdade, o protecionismo do estado a essas empresas me parece muito mais coisa do socialismo do que algo pregado pelo livre mercado. Posso até estar errado, e se for assim peço que complementem tudo o que eu escrevi, mas diante de tudo o que eu escrevi, eu sou contra o #privatizatudo, ao menos da forma como isso está acontecendo no nosso país...
  • Auxiliar  28/10/2016 21:44
    Prezado Rosuel, ótimos pontos.

    Mas você próprio respondeu às suas perguntas: não houve nem privatização e nem -- muito menos -- desestatização. Houve apenas concessão. E isso é deplorável.

    Concessão nada mais é do que uma reserva de mercado (ausência de concorrência) garantida pelo estado. Não é livre concorrência.

    Você citou serviços de concessão de rodovias e de eletricidade, e comentou sobre seus preços. Sabe quem é que determina os preços destes serviços? O estado e suas agências reguladoras. Como querer que preços determinados pelo estado sigam as regras do mercado?

    Há vários artigos sobre isto no site:

    Como as privatizações criaram novas estatais no Brasil

    Por que é preciso privatizar as estatais - e por que é preciso desestatizar as empresas privadas

    Não basta privatizar - tem de desregulamentar e liberalizar

    Como privatizar serviços de infraestrutura

    A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?
  • Marcello  28/10/2016 21:51
    Muito bons estes artigos, interessante é que eu já li todos, e foram eles que me desiludiram um 'bocado' quanto a luta pelo Liberalismo no Brasil, pois aqui na terra das jabuticabas, mais do que privatizar, temos sim é que acabar com o 'capitalismo de cumpadres', corporativismos, e honestamente, estamos bem longe disto, infelizmente!
  • Rosuel Krum  28/10/2016 21:52
    As elucidações foram perfeitas! Eu só fiz os comentários justamente pq vejo muitas pessoas acreditando que as concessões, da forma como estão acontecendo no país, estão ótimas, e eu vejo muitas falhas e coisas que só oneram muito mais a população, e que vão totalmente contra o livre mercado.

    Muito obrigado Instituto Mises Brasil, com toda certeza farei a leitura de todos os artigos listados!
  • anônimo  06/11/2016 19:58
    Há mais artigos no site que seguem a mesma linha que esse?
  • 4lex5andro  27/01/2017 17:19
    Do mises tem vários links postados nesse mesmo artigo e, fora do mises, é pertinente essa reportagem mostrando os diferentes modelos de gestão de produção de energia baseada no petróleo.

    economia.uol.com.br/noticias/bbc/2016/10/17/como-o-estado-participa-na-exploracao-de-petroleo-em-outros-paises.htm
  • Ana de Souza  27/01/2017 12:28
    Também não sou totalmente contra as privatizações, mas também não sou completamente a favor. Acredito que elas devem ser feitas com bastante planejamento. O que vemos por aí são processos de privatizações que mais beneficiaram as empresas privadas do que o próprio governo. Ainda não tenho certeza se a privatização da Petrobras, por exemplo, seria a melhor saída. Mas é óbvio que a empresa precisa se reestruturar para ontem!
  • Vinicius  27/01/2017 13:25
    Privatizar nem é o mais importante, esse foco em privatizações é até exagerado.

    O mais importante é desregulamentar, isso sim. Privatização seria uma forma inteligente
    de amenizar o rombo da Estatal, que com a desregulamentação irá falir sem duvida alguma.

    Exemplo, não precisava nem privatizar os Correios, com o setor desregulamentado ele iria falir. Mas se quiser
    amenizar o prejuízo que ele já deu é só privatizar antes de desregulamentar.
  • Alexandre  02/03/2017 23:50
    Como explicar o caso da VASP que era uma empresa modelo nos anos 60 e 70, mesmo gerida pelo Estado?
    O que aconteceu ali?
  • Malta  03/03/2017 00:36
    Essa é fácil. Você sabe como funcionava o mercado de aviação nas décadas de 1960 até meados de 1990?

    Eu lhe explico.

    Durante todo esse período, o setor aéreo brasileiro era rigidamente controlado pelo governo. O governo estipulava tudo, inclusive os preços das tarifas. Ele concedia o monopólio de determinadas rotas para apenas uma empresa e estipulava o preço das passagens.

    Ou seja, era o governo, e não o mercado, quem fixava os preços das passagens. E os preços eram arbitrariamente fixados lá nas alturas. Conseqüentemente, só a elite da elite viajava de avião. Nem mesmo classe B andava de avião. Era realmente só a classe A.

    Ah, sim, e no caso da VASP, o povão desdentado bancava, via impostos e impressão de dinheiro (hiperinflação), o luxo dos magnatas que viajavam pros EUA e pra Europa de VASP.

    Sob esse arranjo, os preços (muito) maiores de fato permitiam que as empresas aéreas disponibilizassem um melhor serviço de bordo. Tanto VASP (estatal) quanto Varig (privada), quem operavam protegidas e sem qualquer concorrência, podiam se dar ao luxo de gastar os tubos em bons serviços de bordo, pois serviam a uma clientela extremamente elitizada. E, no caso da VASP, quem bancava tudo era o povão.

    Justiça social em seu melhor.

    Aí, a partir do final da década de 1990, começou a haver uma maior flexibilização nos preços, porém estes ainda eram controlados. Houve apenas um alargamento nas chamadas bandas tarifárias. Foi só em 2005 que as tarifas para os vôos domésticos foram completamente liberadas; e só em 2008 aconteceu o mesmo para os voos dentro da América do Sul.

    Como resultado, o setor aéreo doméstico vivenciou uma explosão de demanda sem precedentes. Mesmo havendo poucas empresas nacionais de grande porte concorrendo entre si, essa desregulamentação já foi suficiente para desencadear uma notável disputa por passageiros. Como agora as companhias aéreas concorrem com base no preço, as tarifas estão muito mais baixas do que estavam há vinte anos — e isso em termos nominais; se considerarmos toda a inflação monetária havida nesse período, as tarifas em termos reais certamente estão nos menores níveis de toda a história do país.

    Em 12 anos, os preços das passagens aéreas caíram 43%. Em 2002, o valor médio de comercialização das passagens era de R$ 580,58. Em 2014, esse valor passou para R$ 330,25. Uma queda substantiva.

    Essa queda nos preços permitiu que muito mais pessoas pudessem fazer viagens aéreas, garantindo às companhias altos índices de ocupação. E os resultados para a população, pelo menos em termos de capacidade e facilidade de locomoção, foram predominantemente positivos. Após essa desregulamentação, as companhias aéreas reconfiguraram suas rotas e renovaram seus equipamentos, o que tornou possível vários aprimoramentos na capacidade de utilização das aeronaves. Foram essas eficiências que genuinamente democratizaram as viagens aéreas, tornando-as mais acessíveis para a população de baixa renda.

    O governo gosta de se vangloriar de que sua política econômica está permitindo que "o povo voe". Ora, a única política do governo foi sair do caminho, abolindo barreiras que ele mesmo criou e que sequer deveriam ter sido criadas, pra começar. O governo não fez nada; apenas deu mais liberdade para que a livre iniciativa fizesse mais coisas. Bastou permitir um pouco de livre mercado, e a classe operária pôde ir ao paraíso...

    Sugestão de artigo:

    Liberem empresas aéreas estrangeiras para fazer vôos internos no Brasil

  • Ex-microempresario  03/05/2017 21:54
    Só uma correção: até meados dos anos 90, a VASP não voava para a Europa nem para nenhum país estrangeiro. Rotas internacionais eram privilégio da VARIG.
    Quando o governo "liberou" as rotas internacionais, VASP e TransBrasil entraram apressadas em um mercado no qual não tinham experiência e isso ajudou na quebra das duas.


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