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Uma humilde defesa da liberdade e da não-intromissão de políticos e burocratas em nossas vidas

Uma das reações mais comuns à afirmação de que se deve permitir que as pessoas vivam suas vidas livres de qualquer interferência política é que muitas pessoas simplesmente não são sábias e sensatas o bastante para gerenciarem suas próprias vidas.

Assim, por exemplo, as pessoas não podem ser livres para poupar como quiserem para sua aposentadoria — devendo o estado confiscar mensalmente uma parte da sua renda para poupar para elas — porque não são sábias e sensatas o bastante para isso. 

Igualmente, as pessoas não podem ser livres para educar seus filhos como quiserem (devendo o estado estar no controle da educação), para escolher os tipos de planos de saúde que quiserem (devendo o estado regular pesadamente este setor), para consumir o que quiserem (devendo o estado proibir e encarecer várias coisas), para comprar do estrangeiro os produtos que quiserem (devendo o estado dificultar e encarecer as importações), para escolher os provedores de internet e de telefonia celular que quiserem (devendo o estado restringir o acesso das empresas mundiais ao mercado nacional), ou mesmo para proteger sua família (devendo o estado proibir o acesso de pais de família a armas, mesmo as mais simples).

Não apenas as pessoas não podem ser livres para decidir sobre isso, como também devem ser obrigadas a pagar por tudo isso por meio da extração compulsório de uma fatia de sua renda.

De novo: os defensores de todo esse intervencionismo estatal alegam que as pessoas não podem ter tamanha liberdade porque não são sábias e sensatas o bastante para isso, devendo, portanto, delegar poderes a políticos e burocratas. 

Para agravar a situação, várias pessoas do outro lado debate (nós, libertários) afirmam que as pessoas deveriam ter toda essa liberdade exatamente porque são sábias e espertas o bastante para lidar com tudo isso.

Ambos os lados estão errados em suas justificativas.

Comecemos com um ponto que talvez seja óbvio: se os humanos não são sábios o bastante para gerir suas próprias vidas, por que deveríamos crer que existem humanos sábios o bastante para gerir a vida dos outros?  O que garantiria, por exemplo, que iremos eleger um pequeno número de pessoas genuinamente sábias e sensatas o bastante para gerir não apenas suas próprias vidas como também as nossas vidas?

E o que iria garantir que elas sejam sábias e sensatas o bastante para saber o que é bom não só para elas, mas também para todo o resto?  Tais pessoas teriam de ser sobre-humanas.  

Logo, o argumento de que "as pessoas não são sábias o bastante, e por isso têm de ser controladas por pessoas sábias" pode ser imediatamente revertido contra seus defensores.

Mas também há problemas com o argumento de que "as pessoas são sábias o bastante para cuidar de si próprias".  Trata-se de uma questão empírica saber quão sábias e sensatas as pessoas são em geral, e se elas realmente são boas em tomar decisões.  Evidências experimentais da psicologia e da economia comportamental sugerem que a maioria das pessoas está muito distante da perfeita racionalidade do Homo economicus.

Mesmo que fosse verdade que somos sábios e sensatos o bastante para gerir nossas vidas, isso por acaso também não implicaria que somos sábios e sensatos o bastante para gerir a vida dos outros? 

Historicamente, o argumento em prol do socialismo e de outras formas menos abrangentes de intervenção estatal sempre teve como premissa fortes alegações sobre a racionalidade humana.  Se somos sábios e sensatos o bastante para controlar a natureza, então certamente podemos fazer o mesmo com a sociedade.

A arrogância fatal

Tais argumentos frequentemente foram feitos em termos de querer o melhor para a sociedade, e com a sincera crença de que seria possível melhorar as condições de vida daqueles que estão em pior situação ao se colocar mais poder de decisão nas mãos do governo.

No entanto, tamanha confiança nos poderes da razão — aquilo que Hayek chamou de "a arrogância fatal" — pode se degenerar (como de fato sempre acontece) na busca pelo poder apenas para se ter poder.  E isso ocorre tão logo todas as tentativas de se fazer um planejamento social racional fracassam.  Ou então pode também desandar em tentativas ainda mais desumanas de controle social, como a eugenia.

Superestimar a racionalidade humana é uma fórmula que sempre acaba levando alguns humanos a exercerem controle sobre outros humanos em uma escala que nenhum ser humano está capacitado. 

Portanto, se os humanos não são tão bons assim em tomar decisões, inclusive e especialmente aqueles com poderes políticos, então qual exatamente é o argumento em defesa da liberdade, dado que não podemos dizer que as pessoas são muito capacitadas para gerir suas próprias vidas?

Podemos fazer uma distinção entre duas afirmações distintas:

"Sou muito sábio e sensato; logo, sou capaz de gerir minha própria vida perfeitamente."

E

"Não sei de tudo e nem sempre sou sensato, mas ninguém sabe mais do que eu sobre como melhor gerir minha própria vida".

A primeira representa uma declaração absoluta sobre a racionalidade humana.  Já a segunda é uma alegação bem mais modesta, que diz que, em relação aos outros, sou mais capacitado para tomar as melhores decisões para mim.

Mas esta segunda afirmação ainda ignora aqueles fatores essenciais que justificam permitir que até mesmo pessoas irracionais e insensatas gerenciem suas próprias vidas: se os seres humanos possuem as corretas instituições econômicas, políticas e sociais, eles são capazes de observar o comportamento uns dos outros e de determinar quais tipos de comportamento "funcionam" e quais não.  E eles podem imitar as escolhas daqueles que são bem-sucedidos.

Processos sociais são processos de aprendizagem, e todos nós nos tornamos melhores em nossas vidas ao imitarmos as bem-sucedidas inovações de terceiros.  Processos evolucionários biológicos e sociais requerem algum processo por meio do qual a inovação ocorre, alguma maneira de determinar quais dessas inovações são benéficas, e então algum modo de imitar ou duplicar aquela inovação dos outros.  Esses processos de inovação e imitação são a fonte do progresso tanto no mundo natural quanto no mundo social.

A evolução biológica, obviamente, possui todas essas três.  A inovação ocorre por meio da mutação genética.  Mutações que permitem que um gene ou um animal ou um grupo sobreviva são então transmitidas à geração seguinte.  A sobrevivência é o padrão do sucesso.  E a transmissão da mutação por meio da reprodução é o ato de imitação.

O mercado como um processo de aprendizagem

Vemos esse mesmo processo em ação no mercado.  Empreendedores surgem com uma ideia nova; essa é a parte da inovação.  O sistema de lucros e prejuízos sinaliza ao mercado se esse empreendedor teve sucesso ou fracasso em criar valor para terceiros.  Se ele tiver tido lucro, outros produtores respondem a esses sinais de lucro entrando neste mercado e produzindo um bem similar.  Esse é o processo de imitação e aprendizado econômico.

Em ambos os processos, o progresso é definido em termos de aprendizado, e esse aprendizado ocorre ao sermos capazes de identificar as inovações bem-sucedidas de terceiros e saber uma maneira de imitá-los.  O que constitui o progresso é ser mais bem capacitado para a sobrevivência (na evolução biológica) ou para criar valor para terceiros (no mercado).  Daí a frase espirituosa de que o progresso social ocorre quando "as idéias fazem sexo".  Um processo similar ocorre na cultura, em que inovações podem ser reconhecidas e imitadas — esse, aliás, é o conceito original do termo "meme".

Individualmente, podemos não saber muito; mas, conjuntamente, com as instituições corretas, podemos aprender uns com os outros e, coletivamente, saber muito.  Igualmente, você pode ser a pessoa mais esperta da sua cidade, mas todas as pessoas da sua cidade, quando somadas, são infinitamente mais espertas do que você. 

A justificativa para a liberdade humana, portanto, não é que somos tão sábios e sensatos ao ponto de sermos capazes de gerir nossas próprias vidas perfeitamente bem, mas sim que não somos tão sábios e sensatos individualmente, e que a única maneira de nos tornarmos mais sábios e sensatos é aprendendo uns com os outros.

Tal aprendizado requer liberdade para inovar e liberdade para imitar.  E deve envolver algum tipo de processo confiável que seja um indicador de sucesso.  Nenhum de nós sabe o bastante para gerir nossas próprias vidas impecavelmente, e nem muito menos para gerir as dos outros.  E é exatamente por isso que precisamos de liberdade — principalmente liberdade econômica — para experimentar, acertar, errar, ser bem-sucedido, fracassar e imitar os outros para aprimorar.

O argumento em prol da liberdade não parte da premissa de que os indivíduos são altamente racionais e capazes de sempre tomaram as decisões ótimas.  Ao contrário, ele parte da humilde crença que reconhece que temos limites reais à nossa racionalidade.

E é essa humildade a base para o argumento em prol da liberdade: a única maneira de progredirmos é deixando as pessoas livres para inovar e imitar, criando e aprimorando instituições que fornecem a informação e os incentivos necessários para mensurar o sucesso e motivar a imitação.

É exatamente isso que o livre mercado e a liberdade social fornecem.  Não somos sábios e sensatos o bastante para criar tal sociedade numa prancheta, mas podemos facilmente ceder àquele orgulho arrogante capaz de destruir toda a ordem que faz a liberdade funcionar mesmo em meio a toda a limitada racionalidade que caracteriza os mais avançados ocupantes do planeta terra. 

O argumento em prol da liberdade é aquilo que aprendemos uns com os outros, e não aquilo que cada um de nós sabe.


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autor

Steve Horwitz
é professor de economia na St. Lawrence University e autor do livro Microfoundations and Macroeconomics: An Austrian Perspective.



  • Renato Pucca  09/08/2016 15:30
    Ninguém precisa de Estado para existir. Mas todos precisam de Capitalismo e Livre Mercado para prosperar e ter qualidade de vida.
  • Gustavo  09/08/2016 15:31
    Ora, se as pessoas não são sensatas o suficiente para tomarem suas próprias decisões, como poderiam ser para escolher os governantes? Liberdade já!
  • Paulo Fontes  09/08/2016 15:44
    E vale ressaltar que não é um problema só de quão sábio você é, mas também uma questão de informação.

    Por mais inteligente, sensato e sábio que seja o presidente, ele está a centenas de quilômetros de você, e não tem nem ideia se você prefere melancia ou laranja, Mercedes ou Audi, samba-canção ou cueca tradicional, e nem de qual médico você precisa ou qual você prefere.

    Planejadores e reguladores jamais poderão saber o suficiente sobre nós, nossa situação e nossas preferências para escolher por nós tão bem quanto nós mesmos escolheríamos, ao vivermos nossas vidas.

    E esse sempre foi o segredo dos países mais ricos de hoje: milhões de pessoas escolhendo livremente, inovando e aprimorando tudo. Tudo isso se perde sempre que uma autoridade central cresce.
  • Maria   09/08/2016 15:45
    Obrigado por fornecer uma justificativa real e irrefutável para se defender a liberdade. Até então eu utilizava apenas argumentos utilitaristas e morais.
  • Renan Merlin  09/08/2016 16:12
    Se o modelo nordico e tão bom como insistem os esquerdistas por que o importo não é facultativo? Se os serviços publicos são de qualidade as pessoas iriam continuar pagando mesmo sendo facultativo nao?
  • Igor  09/08/2016 18:06
    Obrigado, equipe IMB, por traduzir e publicar esse artigo sensacional.
  • Marcos  09/08/2016 18:38
    A justificativa para a liberdade humana, portanto, não é que somos tão sábios e sensatos ao ponto de sermos capazes de gerir nossas próprias vidas perfeitamente bem, mas sim que não somos tão sábios e sensatos individualmente, e que a única maneira de nos tornarmos mais sábios e sensatos é aprendendo uns com os outros.

    Esse argumento me pareceu um tanto "funcional", como se estivéssemos discutindo qual seria o modelo mais eficiente.
    A questão é que, a despeito de a eficiência também entrar na cesta da análise, me parece que o fundamento estruturante para a defesa da liberdade humana seria mais de natureza moral, que seria o direito de não sofrer intervenção de ninguém sobre minha vida, decisões e consequências, senão sob minha concessão, o que, por seu turno, me levaria ao convencimento moral de que não devo esperar ser sustentado por ninguém.
    É algo por aí.
  • Vitório  09/08/2016 18:52
    Também.

    Mas, como apontado pelo artigo, esse argumento possui poder de convencimento apenas quando você o utiliza para si próprio em defesa própria. Se você diz que ninguém tem a moral para mandar em você, você tem um ponto. Agora, se você disser que ninguém tem a moral para mandar em um fulano qualquer, aí você não irá conseguirá ir muito longe.

    Pior: você não conseguirá, por exemplo, utilizar esse argumento para mostrar por que toda a sociedade deve ser livre. Afinal, e se eu, ingenuamente, disser que quero ser mandado por burocratas e políticos? E se as pessoas disserem que acham que será melhor para todos se a sociedade for comandada? Você recorrer a argumentos de cunho puramente moral não terá um grande poder de convencimento (e se ninguém estiver ligando para a moral?).

    Sua única opção será tentar mostrar para mim e para toda a sociedade como isso seria deletério para o nosso bem-estar no longo prazo. Isso -- falar sobre bem-estar -- é algo que afeta diretamente as pessoas, ao contrário do argumento da moral (que, infelizmente, se tornou bastante relativo nos dias atuais).

    Por isso, o argumento do texto é perfeito nesse quesito.
  • Douglas Bottker  09/08/2016 19:57
    Gostaria que os amigos me ajudem a respeito deste video :https://www.youtube.com/watch?v=fJPNuAoeGwQ

    Agradeço aos amigos.
  • Professor  09/08/2016 20:19
    Olavo gasta muitas palavras para falar o óbvio, o qual pode ser resumido nessa única frase de:

    "O princípio organizador de uma sociedade não é a liberdade. O princípio organizador deve preservar a liberdade, mas ele não se baseia, em si mesmo, na liberdade".

    Correto.

    Agora, que princípio organizador é esse? Sim, ela mesma: a propriedade privada.

    Olavo não fala isso em seu comentário/crítica (se fala, eu não percebi).

    E ele mente ao dizer que libertários baseiam toda a sua ideologia na defesa da liberdade. Errado. Todo o programa libertário se baseia em uma única defesa: a defesa da propriedade privada.

    Propriedade privada. E todo o resto deriva disso.

    Se fosse possível escolher uma frase que resume toda a teoria libertária, esta seria ela. É a existência da propriedade privada, e é o respeito à propriedade privada, o que gera todos os outros direitos do ser humano.

    A primeira e mais direta consequência de se reconhecer a propriedade privada é que seu corpo se torna a primeira fronteira inviolável. Sendo o seu corpo a sua propriedade, ninguém pode agredi-lo. Consequentemente, ninguém pode tirar a sua vida.

    A segunda consequência da inviolabilidade do corpo humano é que a única maneira ética e moral de você conseguir bens é por meio de transações voluntárias. Para que alguém voluntariamente lhe forneça algo, você tem de voluntariamente fornecer outro algo para esse alguém. Você não pode coagir ninguém e nem ninguém pode lhe coagir.

    É assim, por meio dessas transações voluntárias, que surge o mercado. O mercado nada mais é do que a arena em que ocorrem transações voluntárias. O mercado é consequência direta da propriedade privada. Sem propriedade privada não pode haver transações livres e voluntárias. Consequentemente, sem propriedade privada não pode haver mercado.

    A terceira consequência, que advém dessas duas primeiras, é que, tudo o que você adquiriu honestamente, por meio de transações voluntárias e as quais não agrediram terceiros inocentes (seja o seu salário, seja o seu carro, seja a sua casa, seja a sua cerveja, seja o seu cigarro, seja a sua arma), é sua propriedade e — por conseguinte — não pode ser confiscado ou destruído.

    Esse, em resumo, é o cerne da teoria libertária.

    Observe que o termo "liberdade" nem sequer apareceu ali em cima. Sim, nós libertários falamos muito sobre liberdade. Mas nunca falamos sobre a liberdade de maneira descontextualizada (que é a acusação de Olavo).

    Havendo propriedade privada há transações livres e voluntárias. Havendo transações livres e voluntárias há livre mercado. A defesa do livre mercado pelos libertários advém diretamente da defesa da propriedade privada, que é o cerne da teoria libertária.

    Nós defendemos a propriedade privada. E todo o resto deriva disso.
  • Douglas Bottker  09/08/2016 20:54
    Professor, muito obrigado pela excelente resposta.

    Algumas pessoas tendem a confundir libertários de conservadores.

    Teria algum artigo para indicar-me referente a isso.

    Muito obrigado.
  • anônimo  09/08/2016 21:25
    Sua explicação é perfeita, mas ao invés de "libertários" eu usaria "anarcocapitalistas". Pois left-libertarians são libertários que não se encaixam em tudo no que está em seu texto.

    Hans-Hermann Hoppe - Realistic Libertarianism as Right-Libertarianism
  • Lel  10/08/2016 02:25
    Left-libs são um câncer do libertarianismo.
  • Pobre Paulista  10/08/2016 01:31
    Professor, entendo que acima da defesa da propriedade privada está a auto-propriedade, e dela deriva a propriedade privada.
  • anônimo  10/08/2016 12:48
    auto-propriedade é propriedade privada, meu caro
  • O MESMO de SEMPRE  11/08/2016 02:17

    Liberdade é inexistência de opressão e coerção imotivada.

    Ou seja, Liberdade é o que defende o Libertarianismo e portanto o Libertarianismo defende o NÃO INICIO da AGRESSÃO.

    Ao não haver inicio de agressão fica implícito que não se pode VIOLAR o DIREITO ALHEIO.

    Isso é o que defende o Libertarianismo.

    Assim, entendendo-se o Direito como inerente ao indivíduo e que só ele pode legitimamente conceder a outros espontaneamente o que é seu direito, há que se entender que O primeiro Direito Natural do indivíduo é a PROPRIEDADE de seu próprio corpo.

    DAÍ INDIVIDUO: CORPO e MENTE. Só a própria mente comanda o próprio corpo.

    Tudo que decorre da legitima ação do indivíduo lhe é NATURALMENTE de DIREITO, ou seja, É SUA PROPRIEDADE.

    Violar a apropriedade legitima (nada a ver com legal) é violar o Direito alheio e por tal INJUSTO.

    Liberdade é Direito, Justiça e Propriedade, como idéias realcionadas que se completam.

    A Liberdade só pode ser violada pela existência de outro indivíduo.
    Assim, um indivíduo solitário no mundo será absolutamemente Livre.
    A existência de outro indivíduo com o mesmo direito natural implica em restrição às ações e ambos.
    Em resumo o DIREITO de UM a ALGO IMPLICA na PROIBIÇÃO (proibe ação) de TODOS os DEMAIS em relação a esse algo sob o direito alheio.
    Aquele não não tem seu Direito violado é LIVRE.

    Portanto, LIBERDADE é um conceito negativo, É AUSÊNCIA de VIOLAÇÃO ao DIREITO BATURAL do INDIVÍDUO ou AUSÊNCIA de INICIO de AGRESSÃO.
  • Taxidermista  09/08/2016 20:32
    E eis uma obra central a respeito, aos eventuais interessados:


    mises.org/library/economics-and-ethics-private-property-0
  • Filósofo da USP  09/08/2016 20:47
    Parem com suas canalhices sobre liberdade.
    Existe uma e apenas uma liberdade, que é: viver dentro daquilo que o Estado diz ser liberdade.

    Exemplo:
    O povo cubano é enormemente feliz e realizado com sua liberdade, não temos libertários em Cuba, porque? Porque lá é o lugar perfeito para o bem coletivo, o amor do próximo com o imediato.

    Se sua vida segue os ditames do Estado, você necessariamente será um homem perfeito e realizado.
    Sua ação será orienta, não ao ganho egoísta, mas para o bem da humanidade, ou seja, de todos.

    Não importa, vocês nascem com o estado, o estado dá a luz a coletividade.
    Você já nasce sendo membro do coletivo, sua vida é de todos, aceite esse fato e pare de choramingar.

    A "arrogância fatal" é acreditar que existem indivíduos isolados, não existe. Todos devem estar, melhor, estão obrigatoriamente unidos a favor do bem geral.
    Quem trilha outro caminho é doente, é um louco. Que pode ser tratado, a medicina Cubana até já possui a cura definitiva até do câncer, imagine esse problema de personalidade, pode ser facilmente revertido.

    Estado ilumine a mente dos incautos. Faça isso pelo bem comum.
  • Paulo Azevedo  09/08/2016 22:57
    Só tava faltando você filósofo da USP! Continue a nos alegrar com suas potocas!

    Obrigado!
  • Alexandre  10/08/2016 03:49
    Se o indivíduo não é livre, se não importa isoladamente, como vc pode ter opinião?
  • Hong-Konger  10/08/2016 04:11
    É por isso que o socialismo nunca deu certo. Os socialistas precisam mentir o tempo todo.

    O socialismo é um sistema de mentiras, enganações, calúnias, sabotagens, fraudes, expropriações, etc.

    O próprio sistema judiciário é uma fraude. As pessoas não são iguais perante as leis, tornando o sistema judiciário insustentável.

    O estado criou privilégios, favores, bolsas, isenções, cotas, meias-entradas, arrêgos, etc. O judiciário virou um defensor das loucuras dos políticos, defensor das expropriações, defensor da violação das liberdades, etc.

    Só pode existir justiça, se as leis forem iguais para todas as pessoas. Não existe ninguém acima da lei.

    Esse negócio de tributar as pessoas e isentar outras, é a primeira desigualdade perante as leis. Depois tem os benefícios, onde uns ganham e outros não recebem nada.

    Essa social democracia ou o socialismo parecem um jogo de futebol numa ladeira.





  • Pela Liberdade  10/08/2016 12:06
    Igualdade perante a lei, mas qual é a lei?
    Recomendo fortemente a leitura de:

    Bastiat - A Lei
  • Hong-Konger  10/08/2016 14:46
    Obrigado ! Vou procurar essa obra do Bastiat.

    Uma lei só é válida, se for aplicada a todos os envolvidos.

    Se uma regra é aplicada para grupos ou classes, ela não é uma lei. É um arrêgo, um privilégio, uma manobra de favorecimento, etc.

    Eu não acho que liberdade seja a ausência de leis. Também não considero que o estado detém o monopólio das leis. Por exemplo, se uma lei diz que ninguém pode expropriar o patrimônio de um terceiro, essa regra não é prejudicial.

    Outro exemplo são as agências de risco. Essas agências servem para regular sem a interferência do estado.

    O maior problema foi as pessoas acharem que o estado detém o monopólio das leis.
  • Kleber  10/08/2016 12:30
    Hahaha! O Filósofo está perdendo tempo aqui! Deveria investir na carreira de stand up comedy.
  • anônimo  11/08/2016 10:15
    Eu voto pro filósofo da USP ter um canal no youtube.É preciso limpar aquele ambiente de lixos como nando moura e de suas pérolas 'todo livre mercado acaba em cartel'
  • JOSE F F OLIVEIRA  09/08/2016 20:58
    Linguagem simples e direta.
  • Renan Merlin  09/08/2016 22:33
    Amigos eu sei que não tem nada há ver com o artigo e desculpe minha ignorancia visto que ainda sou leigo me tire duas duvidas sobre o Bitcoin.
    1º)O Bitcoin não é lastreada em nada portanto ela não pode se tornar tão fragil quanto uma moeda estatal?
    2º)Por que o valor dela oscila tanto? E Porque por enquanto ela é mais especulativa do que realmente um meio de troca?
  • http://foda-seoestado.com/  10/08/2016 02:02
    Conheça nosso site, excelente conteúdo.
    Traduções de artigos de libertários americanos, isso sem contar a produção dos nossos próprios colunistas.

    foda-seoestado.com/
  • Pedro  10/08/2016 22:28
    Como gerar mão-de-obra qualificada sem investimentos públicos na educação?

    Sei que a Costa Rica atraiu muitos empreendimentos privados, devido a capacitação de sua mão-de-obra.
  • Igor  11/08/2016 12:20
    Qual é a diferença entre anarquismo e libertarianismo?
  •   11/08/2016 13:13
    Anarcocapitalismo é uma espécie de libertarianismo.


    O libertarianismo pode ser minarquista ou anarcocapitalista.
  • João Omar  17/08/2016 17:56
    Li o artigo, que é bem didático e um tanto tautológico quanto às repetições, o que sei que deva ser para tornar claro o pensamento para que não haja dúvidas. Mas me pareceu, de imediato, que trata-se de algo utópico. Não quero dizer que seja ruim, ao contrário, seria muito legal se esse modelo fosse aplicável. Mas quero apenas dialogar com todos aqui imitando a própria proposição do artigo que é de aprendermos uns com os outros. E quanto a isso, sempre estou disposto.

    O seguinte ponto me chama a atenção, no que contraponho com um argumento simples:

    O "aprender uns com os outros" pressupõe algo positivo, de que vamos aprender apenas o que é bom, mesmo com as experiências ruins, ou o que nos levará ao sucesso, pois sob uma justificativa da natureza, seletiva e evolutiva, tudo contribui para uma evolução, no final das contas. O mais forte sobrevive, não repetir erros, buscar o que dá certo, etc. A partir disso, vejamos como ficaria encaixada a palavra sucesso? Num contexto de liberdade, tudo pode, mas como diria Paulo em suas epístolas, mas nem tudo convém. O "nem tudo convém" é o ponto sobre o qual o contrato social foi impulsionado, para que a liberdade não viesse a se transformar numa espécie de barbárie. e a sobrevivência, para além dos prazeres de uma vida, é a porção econômica que sempre interferiu na construção das estruturas dos sistemas de diversas ordens.

    Em resumo, se para obter o sucesso posso prejudicar alguém, num plano de concorrência, como validar esse sucesso? A coisa é muito mais complexa que apenas alguns poucos argumentos, é claro, mas não devemos deixar de lado o raciocínio "os fins justificam os meios", ou seja, para se atingir um determinado fim, qualquer meio é válido. Se uma empresa obtém sucesso em vendas de um produto mais barato, com menor qualidade deste, outra que tenha melhor qualidade pode se prejudicar, observando que quem realmente sai prejudicado são os que compram um produto de menor qualidade. Ainda acrescento o termo acessibilidade, que sempre vem se constituindo um viés permissivo para um enorme lixo de consumo e de ilusão de um "ter", como se isso conferisse algum poder ou inclusão social.

    Recomendo a leitura do Banquete de Platão para refletir sobre os poderes. Ou como diria Shakespeare, entre o querer e o poder, há muito o que fazer.

    Por fim, o ser humano está longe de resolver seus problemas existenciais e de sobrevivência, pois cada vez mais a faca de dois gumes que é o desenvolvimento, com todas as implicações que podem ser construídas amplamente, foca mais num "mercado"que não visa a qualidade como fator primordial, mas sim a quantidade, se aproveitando de uma grande população que é permissiva e negligente com os problemas que atingem a todos indiretamente.

    Melhor que o termo liberdade nesse caso seria o termo responsabilidade. Liberdade pode soar muito bem aos ouvidos, mas é uma palavra que traz consigo a possibilidade do mal. Por isso é um termo dúbio e utópico.

    Não quero justificar o intervencionismo estatal com isso, mas dizer que acredito em uma balança que tenha as duas coisas, uma liberdade com equilíbrio, com a possibilidade de uma moderação. Afinal, encontraremos inúmeros exemplos históricos que mostram até onde a loucura humana permitiu excessos horrendos, tanto quanto as privações.
  • Emerson Luis  03/10/2016 13:29

    Ótimo artigo!

    Duas cabeças pensam melhor do que uma somente se ambas forem de pensadores autônomos e ativos e fizerem um genuíno intercâmbio de ideias para produzir novas. Mas de nada adianta ter duas, vinte, duzentas, quantas pessoas forem se apenas uma estiver realmente pensando e as demais apenas concordam, pois daí ocorre o groupthink.

    "Para agravar a situação, várias pessoas do outro lado debate (nós, libertários) afirmam que as pessoas deveriam ter toda essa liberdade exatamente porque são sábias e espertas o bastante para lidar com tudo isso."

    O argumento é falho também, além dos motivos que o autor expôs, porque dá margem para alguém apresentar provas de que as pessoas não são sábias o bastante e, portanto, não devem ter liberdade.

    O pensamento plenamente liberal é: "as pessoas deveriam ter toda essa liberdade independentemente de serem sábias e espertas o bastante para lidar com tudo isso." Hayek explicou que a genuína liberdade inclui a liberdade de errar - ou do que seria errar na opinião de terceiros.

    * * *


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