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Trapezistas sem rede - assim é o sistema financeiro mundial atual

Se pudéssemos resumir em apenas uma frase o grande problema do sistema financeiro mundial atual (e consequentemente da economia mundial), seria este:

A má precificação de risco generalizada. The wide-reaching mispricing of risk.

A causa? Exatamente, as medidas extraordinárias dos Bancos Centrais dos países desenvolvidos, que estão mascarando deliberadamente o risco subjacente.

Por isso, governos endividados até as orelhas conseguem se financiar ao menor custo de toda a história.

Por isso, AB Inbev consegue comprar concorrentes alavancando-se com uma montanha de dívida a um custo irrisório.

Por isso, os bancos italianos estão à beira do precipício repletos de créditos podres.

Por isso, os americanos conseguem hipotecas com juros ainda menores do que do pico da bolha imobiliária dos anos 2000.

A má precificação do risco é como aquela rede de segurança dos trapezistas: enquanto a rede está lá embaixo, todos treinam de forma muito mais audaciosa; mas quando o show é para valer, ele têm de ser muito mais prudentes. Não há rede lá embaixo.

A política dos Bancos Centrais consiste em sinalizar ao mercado que a rede está lá embaixo, e ela é forte, capaz de segurar todo mundo. Mas a verdade é que a rede não passa de uma ilusão.


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SOBRE O AUTOR

Fernando Ulrich
é mestre em Economia da Escola Austríaca, com experiência mundial na indústria de elevadores e nos mercados financeiro e imobiliário brasileiros. É conselheiro do Instituto Mises Brasil, estudioso de teoria monetária, entusiasta de moedas digitais, e mantém um blog no portal InfoMoney chamado "Moeda na era digital". Também é autor do livro "Bitcoin - a moeda na era digital".

 


O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • 100%  19/07/2016 17:55
    Bom.
  • Antônio Gonçalves  21/07/2016 00:32
    Boas defesas são o bitcoin, terras e ouro.
  • Mauro Barrela  21/07/2016 00:34
    Sem dúvida, mesmo sabendo que o futuro do bitcoin pode ser um pouco atribulado, decidi colocar 10% das minhas poupanças em bitcoins.

    Abraço de Portugal.
  • Marcus  21/07/2016 02:28
    Bitcoin. Fala sério. Isso aí viro pó facil
  • Pobre Paulista  21/07/2016 11:56
    O que dizer do ouro então? Bitcoin supera o ouro no Brasil.
  • Carnage  21/07/2016 14:35
    Oscilações de curto prazo não querem dizer nada, isso não prova que Bit é melhor que ouro e nem prova o contrário caso tivesse ocorrido o oposto.
    De qualquer modo, ouro é certo que nunca virá pó. Mas BTC também creio que não deve virar pó. Imóveis (brutos e premium de preferência) também nunca viram pó, podem (e vão) cair, mas nunca viram pó. E como riqueza é relativa vc irá ficar mais rico que outros, se seu imóvel cair 80% de valor e enquanto outros perdem 100% (ou até mais, ficando com dividas) deu seu patrimônio, relativamente vc ficou mais rico que todo mundo.
    É bom ter um pouco de ouro e/ou prata física para o caso de algo extremo acontecer. Vc acha que se tiver que fugir do país, vai conseguir fugir do país pagando em Bit? Vai pagar propina em BTC para atravessar fronteira? Vais comprar com BTC comida aqui no Brasil se real derreter? Onde eu moro (e maior parte da America Latina) isso é impossível, exceto em grandes centros.
    Enfim, tenha um pouco dos dois que é o melhor.
  • Bruno  21/07/2016 19:58
    Da mesma fora, comprar pão com ouro e prata tbm n será possível, certo?

    Talvez na America... mas estamos presos aqui.
  • Carnage  21/07/2016 22:13
    A chance de conseguir comprar comida no Brasil com BTC é 0 na maioria das cidades, com metais existe uma chance pelo menos.
    Um colono analfabeto sabe o que é ouro e sabe que tem valor. Agora vai explicar sobre BTC pra alguém que não sabe escrever o próprio nome e nem usar um celular. Como vais pagar em BTC? Mesmo pessoas que fizeram faculdade não vão entender e aceitar BTC.
    Uma joia ou moeda de ouro/prata ele vão aceitar com o tempo, sempre vai ser necessário uma moeda de troca e não vai ser BTC aqui. Um povo que nem sabe usar caixa eletrônico vai confiar em dígitos?

  • Bruno  21/07/2016 22:51
    Como é!?

    Vc duvida que brasileiros, tanto urbanos como os do campo, não saberiam usar meros cartões (débito)?

    Vc parece desconhecer os cartões pre-pagos carregáveis com bitcoins Xapo ou Advcash.
  • Carnage  22/07/2016 11:29
    Sou de Blumenau e hoje moro numa cidade de 15 mil habitantes.
    Chego no no banco para sacar e tem 4 caixa eletrônico.
    3 estão vazios e 1 tem uma fila de 10 pessoas sendo atendidas um a um pela ajudante do banco.
    E esse tipo de cena se repete no Brasil todo, até em Blumenau.
    Um povo que não sabe usar caixa eletrônico nunca irá acreditar em BTC, vc tentando explicar isso para o povo irá parecer que está querendo roubar tudo que elea têm. Muitos sabem usar cartão, mas nunca vão acreditar em BTC.
    Pelo menos 90% da população brasileira vai achar que vc está querendo passar a perna.
    Não importa se existe cartão pré pago de BTC, vc soará louco para quase todo mundo na América latina inteira.
    De qualquer modo, tenho BTC e acho incrível. Ótimo jeito de levar seu patrimônio para qualquer lugar sem detectarem, ouro vai acusar no aeroporto.

    Mas vc está numa cegueira cognitiva. Tomando vc e pessoas a sua volta e extrapola como base para todo a população brasileira. Faço loteamentos para vender pelo MCMV e lido com muitos peões e os compradores que são classe média baixa. Lido com o grosso da população brasileira e não me iludo quanto a capacidade deles.





  • Bruno  22/07/2016 12:14
    Mas essa é a questão!

    Um cartão de débito pré-pago funciona como um cartão comum (a única confusão é feita para o carregamento deste... que concordo ser complicado para o brasileiro típico... mas até isso pode melhorar com a procura futura). Por que vc considera o ouro como alternativa, mas não um mero cartão?

    O que dizer?!.. felizmente não moro nestes rincões. E neles, ainda não vejo ouro ou prata serem usados (como Fernando Ulrich já escreveu, a maioria dos humanos já desaprendeu a usá-lo. Imagine atestar a qualidade ou particionar a relíquia).

    Imagine ter que comprar coisas com blocos de ouro kkkk. E toda a infraestrutura de entrega, validação, armazenagem?... fica pau a pau com a dificuldade de se carregar um cartão pré-pago, na minha humilde opinião.

    Hoje os cartões são internacionais, não precisam do seu CPF, mas futuramente haverá sim cartões nacionais. A bitcointoyou já os emite, por exemplo.
  • Analista de Bagé  22/07/2016 14:52
    Mas com certeza Bruno! Tô contigo e não abro como dizia o paraquedas do português! Tanto o Ouro quanto o Bitcoin são preciosidades que servem para nos defender desses malucos e insanos dirigentes dos Bancos Centrais (Mundiais). O Ouro tem história, possibilidade de aplicações em joias, estabilidade (daqui a um milhão de anos 1 kilograma de ouro será ainda 1 kilograma de ouro), no entanto o metal amarelo vem perdendo demanda ao longo dos últimos anos, e como o Fernando Ulrich já escreveu em outro artigo, o funcionário da corretora precisará consultar com antecedência o manual de procedimentos para saber como diabos se compra ouro! É uma pena, sou fã desse metal precioso mas sei que sua circulação está diminuindo. Ele conseguirá nos proteger durante muito tempo das emissões indiscriminadas desses Bancos Centrais, no entanto não mais com o mesmo vigor de antigamente.
    Para nossa sorte hoje existe o Bitcoin (e outras criptomoedas) que não são passíveis de falsificação, possuem quantidade limitada, dificuldade de obtenção (minerar bitcoins é um processo difícil e oneroso), custo baixíssimo de transação e certa privacidade. Com isso, penso que gradualmente as pessoas vão passar a ter conhecimento do Bitcoin e começar a utilizá-lo. É uma questão de adaptação e talvez a necessidade (uma grande crise bancária?) venha acelerar esse processo.
    Veja que mesmo as pessoas mais humildes já estão utilizando telefone celular e comprando com cartão de débito.
    O Bitcoin veio para ficar (ainda bem!). Compre Ouro e Bitcoin. Diversifique sua poupança. Fuja de bancos (enquanto é tempo).
    Um abraço do gaudério dos pampas!
  • ROQUE EUGENIO  19/09/2016 09:55
    Olá Gaudério,desculpe a minha ignorância, como o sr disse:

    "Para nossa sorte hoje existe o Bitcoin (e outras criptomoedas) que não são passíveis de falsificação, possuem quantidade limitada, dificuldade de obtenção (minerar bitcoins é um processo difícil e oneroso), custo baixíssimo de transação e certa privacidade."

    É tudo muito DOGMÁTICO:
    "NÃO SÂO PASSÍVEIS DE FALSIFICAÇÂO"
    "QUANTIDADE LIMITADA"
    "DIFICIL MINERAR"
    "DIFICIL DE OBTER"
    "CERTA PRIVACIDADE"
    .....................Mais uma vez, minha ignorância me impede de entender como estes DOGMAS que citei podem ser confiáveis.Parece coisa do tipo SANTISSIMA TRINDADE"BURACO DE MINHOCA"ENTRELAÇAMENTO QUÂNTICO,",COELHINHO DA PASCOA","PAPAI NOEL""NÃO TEM NO BRASIL NINGUÉM MAIS HONESTO QUE VEU"...como um leigo pode ter alguma idéia de que não virará pó?
    .......................Lemos seguidamente que o site da CIA, do FBI,da NASA, e outros foram invadidos,manipulados, imagino então se estes são vulneraveis,porque estes DOGMAS acima citados seriam verdadeiros?
    .......................Aqui no site especialistas comentando sobre criptomoedas ,não fornecem maiores explicações que permitam leigos terem pelo menos uma vaga idéia.
    .....................Algum gênio caridoso e paciencioso poderia achar alguma explicação para leigos entenderem melhor?Por enquanto para mim, e muitos e muitos outros a quem pedi informações "TROPICARAM",nem eles sabiam bem, então por enquanto, Gaudério, como a explicação não vem,fica parecendo, MESMO NÃO SENDO,coisa parecida com coelhinho da páscoa.Lembra MATRIX


  • Joaquim Saad  23/07/2016 18:31
    "De qualquer modo, ouro é certo que nunca virá pó."
    Errado! :D
  • Carnage  26/07/2016 15:38
    Boa. hehehe, vira pó sim.

    Mas hoje existe contas em ouro, ninguém precisa mais andar com ouro a atestar sua qualidade. Vc usa cartão para pagar suas contas com lastro em ouro e podes comprar seu pão em qualquer lugar do mundo, pq ele converte o seu ouro para a moeda do país que está comprando pelo cartão. Então ele pode voltar facilmente como padrão. BTC precisa de uma adesão dos comerciantes, conta em ouro não precisa, uso pelo sistema atual.
    Mas um dia começam a fracionar de novo e volta todo problema.
    Adoro BTC por isso, segue um lastro matemático, existe escassez como ouro, custa tempo e dinheiro minerar BTC.
    BTC é algo incrível, o governo não consegue meter as mãos e acho isso fantástico. Tirou um poder tremendo desses cretinos.
    E temos a facilidade de usar pelo mundo todo. Mas contas em ouro também trazem essa mesma facilidade e é mais palpável para a grande massa, vai ser mais facilmente aceito.
    Ouro é como fogo, algo bárbaro que nunca vai perder o seu valor. Buffett sempre fala para comprar ações de empresas de produtos que nunca vão mudar o consumo em anos, como Coca, goma de mascar, gás, saneamento, cerveja... Cerveja tem 5 mil anos e continua como a droga suprema. Ouro sempre vai ser a moeda suprema (BTC pode mudar em anos, mas acho difícil), ter ouro é uma segurança sem igual. O BTC é algo fantástico e tem um grande valor, merece estar no portfólio de todo mundo. Mas não se deve colocar todos os ovos numa cesta, sendo que o Buffett fala o oposto, apesar dele ter mais de 50 empresas.

  • Joaquim Saad  26/07/2016 16:34
    É isso aê ! No início do ano recebi meu VISA da GoldMoney (da qual agora até o Peter Schiff virou sócio) após 2 semanas da abertura de conta e solicitação no site do BitGold, onde a propósito a grande "sacada" foi permitir a seus usuários transferir entre eles sem qq custo qq qtd de ouro (que a propósito pode ser comprado até mesmo c/ BTC), evitando as tarifas de conversão em moeda fiduciária (situação p/ a qual o cartão foi desenvolvido, permitindo gastar em fiat money o saldo mantido no metal, mas daí pagando 1% de taxa). Mas, de fato, se não houver auditorias independentes bem confiáveis sobre o volume e a qualidade do ouro mantido nos diversos cofres e sua equivalência c/ o total reportado nas contas dos clientes...configuraria a famigerada reserva fracionária !
  • Bruno  27/07/2016 10:42
    Joaquim, pode me tirar dúvidas?

    1. Vc diz aí que o cartão da Goldmoney te cobra 1? na compra de algo (aparentemente uma taxa boa, uma vez que advcash ou xapo cobram 0? en compras feitas em euro ou dolar e 3? em compras feitas em reais)... Esse 1? é cobrado igualmente em compras em real ou dolar?

    2. A taxa de conversão na compra em reais é feita em dólar comercial, turismo ou Ptax?

  • Joaquim Saad  27/07/2016 14:47
    BitGold cobra 1% na conversão dos principais fiat's p/ ouro e vice-versa, mais 0,5g do metal se o resgate for através de wire transfer, além de custos posteriores p/ teu banco transformar o valor p/ reais ou estes em uma das currencies aceitas p/ depósito (e daí cada instituição financeira é um caso, sendo o BB pelo visto o mais barato por aqui: spread de 0,7% sobre a cotação comercial do momento no envio, e 1% no recebimento).

    O cartão de débito (pré-pago) "GoldMoney" MasterCard (e não VISA, como havia escrito incorretamente antes) pode ser solicitado em USD, EUR ou GBP e é gratuito na 1ª emissão, sendo as cargas feitas c/ vendas prévias de quantias de ouro do saldo mantido no BitGold, permitindo seu uso p/ gastos em qq canto do mundo onde haja a maquininha (e inclusive p/ saques em ATM's), havendo porém taxa de ForEx da própria bandeira se a moeda não for nenhuma daquelas três.

    Também sou entusiasta de BTC e tenho investido um pouco (sendo que até mesmo por aqui já tão aceitando em cantinas), mas pelo pouco que conheço ele também traz alguns riscos potenciais (por ex: aquele lance dos "hard forks, block size, etc, tudo muito complicado de entender e soando como algo meio arbitrário, dependente de decisão sei lá de quem...)
  • Bruno  27/07/2016 08:52
    Ok, existe sim cartões atrelados ao ouro tbm. Bom, levando pro lado da dificuldade de manejo, considero a mesma que a do bitcoin atualmente.

    A questão aqui é confiar em bancos depois do que houve em 2008 e da imensa crise ainda pior por vir.

    A graça do bitcoin está aí: vc se torna seu banco, n depende de uma terceira entidade. Lembre-se, as reservas q vc supostamente possui com este cartão estão lá em outros países, fora do seu alcance. Com uma mera paper wallet vc tem todos seus bitcoins à disposição.

    Então ficamos assim. Com um bitcoins possuo duas formas de pagamento, carregando um cartão pré pago ou pagando diretamente em bitcoins. Com o cartão do Peter Shiff, apenas o primeiro. Confesso que comprar um pão diretamente com bitcoin ainda n é viável, mas acredito que um dia será sim.

  • Analista de Bage  28/07/2016 18:55
    Bruno! É isso aí guri! Com certeza um dia poderemos comprar o pão para o café da tarde com bitcoins, pagar a tele-entrega de pizza, e quem sabe eu aqui no sul, até meu pacote de erva-mate! Mas para isso precisamos também divulgar o bitcoin. Veja que divulgar é diferente de persuadir. Sempre que há uma oportunidade eu comento com amigos perguntando se eles já conhecem bitcoin, que é possível ter uma moeda virtual, etc etc etc mas também digo que é algo que está começando e portanto temos de ir gradualmente adquirindo bitcoins (estabelecer um pequeno valor por semana? talvez...) Dessa forma vou despertando a curiosidade das pessoas e indicando materiais para elas lerem e se informarem melhor (como por exemplo o livro do Fernando Ulrich). Aos poucos o bitcoin vai conquistar seu espaço.
    Em relação ao ouro, gostei dessa dica do Joaquim Saad sobre o Goldmoney, mas achei um pouco burocrático o processo devido a necessidade de banco. Veja que o cartão é uma ideia muito boa, no entanto a necessidade de remessa internacional, swift e essas paradas desencorajam um pouco. Só de lembrar que vou precisar falar com meu gerente para fazer esses procedimentos já fico desanimado. Joaquim, sabe se há alguma restrição no cartão Goldmoney quando se carrega com bitcoins???
  • Joaquim Saad  28/07/2016 20:15
    Dos cofres da Brinks oferecidos pelo BitGold em Zurique, Singapura, Hong Kong, Londres, Nova Iorque, Toronto e Dubai, somente neste último aceita-se cripto-moedas p/ comprar ouro mas em compensação é o único em que os resgates são feitos exclusivamente via transferência bancária, impossibilitando a recarga do cartão pré-pago GoldMoney c/ dinheiro (dólar, ou euro, ou libra, no qual o MasterCard foi emitido) das revendas do metal.

    Realmente, é mesmo bem trabalhoso e bastante caro fazer remessas financeiras internacionais do Brasil. Além do ágio abusivo normalmente praticado, o mais complicado é convencer o intermediário selecionado do cartel de bancos, corretoras e empresas do ramo, de que mesmo o remetente não sendo o titular da conta de destino a transferência ainda é de fato p/ investimentos pessoais (fundos, ações, etc), e portanto isenta da incidência de qualquer (outra!) retenção tributária (especialmente IR) como normalmente já vão impondo de forma automática.
    obs: o jeito talvez seja ir mandando em doses "homeopáticas" através do internet banking, caso haja a opção de enquadrar a transação de baixo valor em algum tipo livre dessa mordida extra...
  • Analista de Bage  29/07/2016 02:34
    Legal, Joaquim Saad! Pelo jeito tu também gosta de estudar essas "coisas" E me diga tchê, tu já ouviu falar na tal de Uphold (antiga Bitreserve)? Aquilo lá tem futuro ou é mais uma falcatrua para engambelar o povo? Sei que eles fazem esse negócio de trocar bitcoin por ouro e vice-versa...
  • Joaquim Saad  29/07/2016 18:52
    Já tinha visto essa Uphold na web, não sei se vai acabar dando nos clientes um "balão" como o do seu logotipo... ;)
    De qq forma, parece ser outra opção interessante p/ transferir dinheiro do Brasil em BTC e sacar em fiat's no exterior a um custo bem baixo (de graça se for até USD1k/mês), mas se for p/ manter saldo significativo em metais prefiro empresas de reputação aparentemente mais consolidada (tipo BullionVault, além da trinca dos agora sócios SchiffGold\BitGold\GoldMoney).

  • Bruno  06/08/2016 22:32
    Pessoal, desde o início de nossa discussão até agora o spread de compra entre bitcoins aq e nas bolsas estrangeiras caiu enormemente.

    Poder ter um cartão pré pago e sem a necessidade de qq documento adicional (na Goldmoney, para remessas n é possível que vc n precise mostrar algum documento, seja CPF ou passaporte) ainda n me convence de que o ouro possa ter alguma chance contra o bitcoin nas minhas escolhas de investimento em coisas fora daq.
  • Gibran  21/07/2016 01:53
    Isso foi culpa da emissão de dinheiro sem lastro algum. E isso piorou, pelo menos na economia norte-americana, com o fim do glass steagal, em 2009
  • André  21/07/2016 14:27
    Leandro, por favor, ajude a entender as consequências econômicas deste desastre vindouro.

    O Ricardo Amorim chegou a falar em entrevista sobre isso:
    www.infomoney.com.br/mercados/noticia/5328483/bolha-dos-eua-estourar-podemos-ter-uma-crise-pior-que

    Após um estouro de bolha ou quebra de algum banco grande, provavelmente os bancos estarão em péssimo estado e procurarão pelos BC, estes podem fazer algo ainda? uma nova rodada de impressão desavergonhada de dinheiro deixaria este trapezista mais um tempo lá na corda bamba?

    E após tudo isso? como fica o curto e médio prazo para a economia real? Vamos ter escassez de crédito?
  • Anderson d'Almeida  21/07/2016 16:16
    E por falar no assunto...

    www.infomoney.com.br/mercados/acoes-e-indices/noticia/5341783/crexit-bomba-relogio-trilhoes-que-pode-desencadear-uma-nova-crise
  • Joaquim Saad  24/07/2016 05:24
  • Sandra  04/08/2016 14:16
    É tudo mascarado em todo lugar do mundo pelo visto.

    Ao que tudo indica não é só o Brasil que tem que esconder realidades, como as pedaladas fiscais...
  • Renato  21/09/2016 22:41
    Oi Pessoal.

    Sempre tive uma dúvida com relação às criptomoedas e nunca vi nada a respeito:

    E SE A INTERNET CAIR?

    Se acontecer algo extremo de modo que, pelo menos por um tempo, a internet pare de funcionar? O que acontece?

    Valeu.
  • Joaquim Saad  21/09/2016 23:36
    Bom, considerando que já tem até BitCoin físico por aí (!), se um dia as cripto-moedas alcançarem grande aceitação no mercado, acho que não mais apresentarão qq desvantagem em relação a fiat-money digital, inclusive quanto a questões de infra-estrutura (ausência de internet, eletricidade, etc, das quais também dependem as máquinas de cartão dos bancos).


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