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A única esperança para a liberdade está em uma descentralização política radical

[Uma entrevista com Hans-Hermann Hoppe para o semanário polonês Najwyzszy Czas!]

 

Qual é a avaliação que o senhor faz da Europa Ocidental atual e, particularmente, da União Europeia?

Atualmente, todos os grandes partidos políticos da Europa Ocidental, independentemente dos seus diferentes nomes e programas partidários, estão essencialmente comprometidos com a mesma ideia: o socialismo democrático.

Eles utilizam as eleições democráticas para legitimar o ato de se tributar pessoas trabalhadoras e produtivas em benefício das improdutivas.  Eles tributam aquelas pessoas que ganham seus salários (especialmente os mais "ricos" dentre estes) e acumulam riqueza por meio da produção de bens e serviços — os quais foram adquiridos voluntariamente por consumidores —, e depois redistribuem o produto deste esbulho entre eles próprios, isto é, entre o estado democrático que eles controlam e os seus diversos aliados políticos, apoiadores e potenciais eleitores.

Eles não chamam essa política pelo seu nome apropriado: punir os produtivos e a premiar os improdutivos. Isso não soaria particularmente atrativo.  Em vez disso, eles recorrem ao sempre popular sentimento de inveja e alegam estar tributando alguns poucos "ricos" para poder sustentar os vários "pobres". 

No entanto, a verdade é que, com essa política, os partidos políticos fazem com que pessoas produtivas se tornem cada vez mais empobrecidas ao mesmo tempo em que as pessoas improdutivas se tornam cada vez mais ricas.

E a União Europeia?

Quando olhamos para a União Europeia, a coisa fica ainda pior. A União Europeia é o primeiro passo para a criação de um superestado europeu, o que, em última instância, levaria à criação de um único governo mundial, controlado pelos EUA e por seu Banco Central, o Federal Reserve System.

Desde os seus primórdios, e não obstante todas as pomposas declarações em contrário, a União Europeia nunca teve nada a ver com livre comércio e livre concorrência. Para se ter livre comércio, você não precisa de dezenas de milhares de páginas estipulando regras e regulamentações.  

O propósito central da União Europeia, apoiada pelos EUA desde os primórdios, sempre foi o enfraquecimento da Alemanha como a potencia econômica da Europa. Para viabilizar isso, a Alemanha foi arrastada para uma aparentemente infindável espiral de complexo de culpa (acusada de ser a responsável pela Segunda Guerra Mundial, de ter obtido ganhos com ela, de ter criado o nazismo, de ter criado Auschwitz etc.), sendo então pressionada a transferir cada vez mais a sua já limitada soberania (em comparação com os EUA) para a União Europeia em Bruxelas.

É especialmente válido notar que a Alemanha abriu mão de sua soberania monetária e abandonou sua moeda tradicionalmente "forte", o marco alemão, em favor de um euro "fraco" emitido por um Banco Central Europeu (BCE) composto em sua esmagadora maioria pelos banqueiros centrais oriundos de países que possuem moedas tradicionalmente "fracas".

A União Europeia, portanto, se caracteriza pelos três dos seguintes elementos:

Primeiro: uma harmonização da estrutura de impostos e regulamentações para todos os países-membros, de modo a reduzir a concorrência econômica e especialmente a concorrência tributária entre os diferentes países, tornando todos igualmente não-competitivos.

Segundo: além dessa perversidade econômica e moral dentro de cada país — com os produtivos sendo punidos e tendo de subsidiar os improdutivos —, acrescentou-se outra camada de redistribuição de renda e riqueza, agora em nível internacional: os países com melhor desempenho, como a Alemanha e aqueles do norte da Europa, são punidos economicamente, tendo de repassar dinheiro de impostos aos países de pior desempenho econômico.  Consequentemente, estes países de pior desempenho (a maioria do sul do continente) são recompensados economicamente com o dinheiro de impostos oriundo dos países de melhor desempenho.  A consequência inevitável desse arranjo redistributivista é que o desempenho econômico de todos os países se torna igualmente ruim, e de maneira contínua.

Terceiro, de importância cada vez maior, especialmente durante a última década: de forma a superar a crescente resistência, em diversos países, contra a transferência de sua soberania para Bruxelas, algo que só vem aumentando, a União Europeia embarcou em uma cruzada com o objetivo de erodir e, em última instância, destruir todas as identidades nacionais e toda a coesão cultural e social existente nos diversos países.

A ideia de nação e de identidades nacionais e regionais vem sendo ridicularizada, ao passo que o multiculturalismo é aclamado como uma "benção" inquestionável.  Igualmente, ao se promover a garantia de privilégios legais e de "proteção especial" a todos, exceto aos homens brancos, heterossexuais e, especialmente, aos homens casados e com famílias (que são pintados como "opressores" históricos e portadores de dívidas a serem quitadas para com suas "vítimas" históricas, que são todas as outras pessoas) — políticas essas que são eufemisticamente chamadas de "anti-discriminação" ou "afirmativas" —, a ordem social natural vem sendo sistematicamente solapada.

A normalidade é punida e as anomalias e os desvios, recompensados.

Podemos então dizer que os políticos que estão no parlamento da União Europeia são ainda piores do que aqueles que operam apenas em nível nacional?

Sim e não.

Por um lado, todos os políticos democraticamente eleitos, sem exceção, são demagogos moralmente desinibidos. O título de um de meus livros em alemão é A competição dos escroques, o que capta a essência do que a democracia e os partidos políticos democráticos realmente são.  Por este aspecto, há muito pouca ou nenhuma diferença entre as elites políticas de Berlim, Paris, Roma etc. e aquelas que estão comandando o show em Bruxelas.  Com efeito, as elites da União Europeia são tipicamente compostas de políticos profissionais, com a mesma mentalidade dos seus pares domésticos, que estão em busca de salários extremamente extravagantes, de benefícios e de pensões nababescas garantidas pela UE.

Por outro lado, é claro, as elites da UE são piores que os seus pares nacionais no sentido de que as suas decisões e regulamentações prejudicam um número significativamente maior de pessoas.

Então qual é a sua previsão para o futuro da UE?

A União Europeia e o Banco Central Europeu são uma monstruosidade econômica e moral; uma violação do direito natural e das leis da economia. Você não pode punir de forma contínua a produtividade e o sucesso e premiar a inércia e o fracasso sem causar um desastre.

A UE irá passar por diversas crises econômicas, sucessivamente, e, por fim, irá quebrar e se fragmentar. O Brexit, que acabou de ocorrer, é apenas o primeiro passo desse inevitável processo de desconcentração e descentralização política.

Há algo que um cidadão comum possa fazer nesta situação?

Em primeiro lugar, em vez de engolir a ladainha pomposa dos políticos sobre "liberdade", "prosperidade", "justiça social" etc., ele tem de aprender a enxergar a UE como ela realmente é: uma gangue composta por parasitas que aumentam o seu poder e sua riqueza à custa de pessoas produtivas.

Em segundo lugar, as pessoas devem aprender a desenvolver uma visão clara quanto à alternativa ao lamaçal atual: a solução não é um super-estado europeu, nem mesmo uma federação de estados nacionais, mas sim uma Europa formada por centenas de Liechtensteins e cantões suíços, unidos entre si por meio do livre comércio e em concorrência direta uns com os outros pare ver quem oferece as condições mais atrativas para que pessoas produtivas ali permaneçam ou se mudem para lá.

O senhor poderia traçar um paralelo entre os EUA e a situação atual da Europa?

A diferença entre a situação da Europa Ocidental e a dos EUA é muito menor do que geralmente se considera de cada lado do oceano Atlântico.

Em primeiro lugar, os acontecimentos na Europa desde o fim da Segunda Guerra Mundial foram observados de perto, conduzidos e manipulados, por meio de ameaças veladas ou mediante subornos diretos, pelas elites políticas de Washington, a capital dos EUA.  Com efeito, a Europa tornou-se em sua essência um vassalo, um satélite, um protetorado dos EUA.

Isso pode ser comprovado, por um lado, pelo fato de que, até hoje, tropas americanas estão posicionadas por toda a Europa, até a fronteira russa. Por outro, pode-se observar a contínua romaria das elites políticas européias em direção a Washington — realizada de forma mais regular e mais zelosa do que qualquer peregrinação muçulmana até Meca —, com o objetivo de receber as bênçãos de seus mestres.

Isso ocorre de maneira mais explícita com a elite política alemã, cujo complexo de culpa neste meio tempo ascendeu a uma condição que beira a doença mental. Os políticos alemães se destacam por sua covardia, subserviência e servidão.

Já em relação aos assuntos domésticos dos EUA, tanto os europeus quanto os americanos veem tudo de maneira errada.  Os europeus ainda, e com grande frequência, enxergam os EUA como a "terra da liberdade", do individualismo áspero e do capitalismo sem barreiras ou entraves. Enquanto isso, os americanos — ao menos aqueles conhecem, ou ao menos alegam conhecer, alguma coisa do mundo fora dos EUA — frequentemente imaginam a Europa como um local de socialismo desenfreado e coletivista, completamente alheio ao seu próprio "american way". Com efeito, não existe uma grande diferença entre o assim chamado "capitalismo democrático" dos EUA e o "socialismo democrático" europeu.

É verdade que os EUA sempre tiveram mais defensores vocais do capitalismo de livre mercado.  E é verdade que o país ainda é capaz de atrair muitos dos melhores e mais brilhantes cérebros do mundo.  E, com efeito, a carga tributária americana em relação ao PIB ainda é menor que a da maioria dos países europeus — mas nem tanto assim. Na realidade, a carga tributária americana é mais alta que a da Suíça, país que não é membro da UE, por exemplo.  E, no que diz respeito à dívida do governo americano como porcentagem do PIB, esta é mais alta do que a da maioria dos países europeus, colocando os EUA na mesma categoria econômica de países como a Grécia, por exemplo. 

Também é verdade que, nos EUA, você ainda pode dizer quase tudo o que quiser sem ter de temer um processo criminal, ao passo que tomar tal liberdade na maior parte da Europa pode muito perfeitamente lhe mandar para a cadeia.

No entanto, a doença do "politicamente correto", da "não-discriminação" e da "ação afirmativa", que está atualmente se alastrando no mundo ocidental como uma epidemia, começou realmente nos EUA, com a chamada "legislação dos direitos civis" da década de 1960.  E foi lá mesmo nos EUA que ela tomou maior vulto, chegou ao paroxismo e alcançou seus maiores excessos e graus de absurdez.

Portanto, embora dizer uma coisa politicamente "incorreta" não necessariamente fará com que você vá para a cadeia nos EUA, você muito provavelmente também terá a sua carreira destruída, assim como em qualquer país europeu.

Quanto à política externa americana, ao mesmo tempo em que as elites políticas dos EUA começaram a convidar o terceiro mundo para ir para os EUA, bem antes de essas mesmas e desastrosas políticas "multiculturais" terem sido adotadas também na Europa, essas mesmas elites americanas conduziram uma política agressiva de "invadir o mundo" e atacaram, apenas nas décadas mais recentes, Afeganistão, Paquistão, Iraque, Líbia, Síria, Sudão, Somália e o Iêmen, causando a morte de centenas de milhares de civis inocentes e gerando uma onda de terrorismo islâmico, em grande parte custeada pela Arábia Saudita, com quem as elites políticas alimentam uma relação de extrema cordialidade.

Por fim, como o senhor avalia o sucesso econômico dos antigos países comunistas, como a China, que combinam ditaduras de um partido único com mercados parcialmente livres?

O sucesso econômico de um país depende de três fatores inter-relacionados: a segurança da propriedade privada e dos direitos de propriedade, a liberdade de contrato e de comércio, e a liberdade de associação e desassociação — e, é claro, da diligência, inteligência e engenhosidade de seu povo.

Qualquer país do mundo, uma vez que depende do confisco de dinheiro dos seus cidadãos para o seu próprio financiamento, incorre na violação desses três requisitos. Porém, essa violação pode ser maior ou menor e mais ou menos abrangente. Isso explica o relativo sucesso de alguns países e o fracasso de outros.

A organização interna de um estado, seja ela uma ditadura de um partido único ou uma democracia pluripartidária, é essencialmente irrelevante neste aspecto.  Com efeito, como o exemplo recente da Venezuela nos demonstra vividamente, a democracia e as eleições democráticas podem muito bem levar à quase completa abolição dos direitos de propriedade privada, da livre iniciativa e da liberdade de comércio, resultando em um estrondoso colapso econômico.

Da mesma forma, uma comparação entre o desempenho econômico da China e da Índia é muito instrutiva.  Ao passo que a Índia moderna, já há 70 anos, é governada democraticamente, a China moderna foi, durante esse mesmo período, governada pela ditadura de um único partido: metade do tempo, na era de Mao Tsé-Tung, por um partido comunista ortodoxo; na segunda metade, por um regime reformista-comunista "liberal".

O resultado? Ambos os países ainda estão desesperadamente pobres de acordo com os padrões ocidentais, indicando que ambos os governos mostraram pouco ou nenhum respeito à propriedade privada e seus direitos. Porém, embora a situação econômica fosse igualmente desesperadora em ambos os países até o início dos anos 1980, desde então, com o surgimento do "comunismo reformista" na China, o PIB per capita chinês ultrapassou e se manteve significativamente acima do PIB per capita da Índia, indicando, comparativamente, uma maior liberdade econômica na China ou uma população chinesa que é, na média, mais brilhante e mais diligente.

Como conclusão, portanto, não confie em uma democracia.  Tampouco confie em uma ditadura.  Confie, isso sim, em uma descentralização política radical.  A maior esperança para a liberdade vem justamente da emulação de países pequenos, como Mônaco, Andorra, Liechtenstein, e até mesmo Suíça, Hong Kong, Cingapura, Bermuda etc.  Quem preza a liberdade deveria torcer e fazer de tudo pelo surgimento de dezenas de milhares destas entidades pequenas e independentes.  

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autor

Hans-Hermann Hoppe
é um membro sênior do Ludwig von Mises Institute, fundador e presidente da Property and Freedom Society e co-editor do periódico Review of Austrian Economics. Ele recebeu seu Ph.D e fez seu pós-doutorado na Goethe University em Frankfurt, Alemanha. Ele é o autor, entre outros trabalhos, de Uma Teoria sobre Socialismo e Capitalismo e The Economics and Ethics of Private Property.



  • Renan Merlin  18/07/2016 15:01
    Eu sei que não tem nada há ver com o brilhante artigo mas conversando com amigos sobre a escola austriaca eles me falaram uma coisa e quero tirar uma duvida.

    1)Me falaram que a escola austriaca é interessante tem pontos relevantes mas que peca pelo excesso e que a escola austriaca é ultrapassada pois não prevê falhas de mercado e externalidade negaticas. Confesso que sou meio leigo em econômia mas poderia de me esclarecer?

    2)Eu sou contra protecionismo entretanto todos os paises adotam protecionismo de alguma forma nem que seja atravez de subsidios então um pais como o Brasil abrir sua econômia unilateralmente não seria uma atitude imbecil e nociva pra econômia?

    AGRADEÇO RESPOSTAS
  • Mobral  18/07/2016 15:27
    1) Quais excessos?

    Não fala sobre falhas de mercado? É mesmo?

    "Falhas de mercado" e informações assimétricas

    A virtude das "ineficiências de mercado"

    Não prevê externalidades negativas? Sério?

    A questão das "externalidades"

    As externalidades e as mudanças climáticas - a importância da subjetividade na economia

    A limitação do direito de propriedade, as externalidades e as obras estatais

    "um pais como o Brasil abrir sua econômia unilateralmente não seria uma atitude imbecil e nociva pra econômia?"

    Imbecil é quem diz que ter maior liberdade de compra e venda é uma atitude imbecil e nociva para economia, o que significa que restringir a liberdade de compra e venda seria excelente para a economia. Imbecil é quem diz que políticos devem decidir o que a população pode ou não pode importar.

    As pessoas levantam cedo, trabalham e produzem com o único objetivo de consumir. Dizer que limitar a liberdade de consumo é ótimo para a economia significa dizer que as pessoas só podem trabalhar e produzir, mas nunca usufruir os frutos do próprio trabalho. Isso sim é o ápice da imbecilidade.

    O livre comércio nos enriquece e o protecionismo nos empobrece - como reconhece Paul Krugman

    Nove perguntas frequentes sobre importação, livre comércio e tarifas protecionistas
  • O MESMO de SEMPRE  18/07/2016 17:24
    Vamos lá, pelo lado mais racionalmente simples:

    Quais as falhas do mercado a que se referem?

    Essa pergunta é fundamental. Fora isso estarão dizendo que burocratas e seus políticos, sobretudo corruptos, com interesses na riqueza e sobretudo no Poder estatal não falham e só fazem o bem?

    Como corrigir as falhas implementadas por burocratas e politicos, sobretudo em favor de seus interesses pecuniários, de status e sobretudo de Poder?

    Com perguntas certas se pode esclarecer mais do que com respostas. O outro lado DEVE ser questionado. Quem só se defende não vence jamais.

    Quanto ao protecionismo, aí a tolice extrapola.

    O que é o protecionismo?
    Um governo/Estado dificulta ou impede a entrada de produtos estrangeiros em seu território (território que DOMINAM)

    Outro Estado facilita e permite toda entrada de produtos.

    COm que se adquire os produtos alheios? Com a moeda alheia ou uma moeda forte referencial que se estabelece como MEIO de TROCA INTERNACIONAL.

    Ou seja, para o Japão vender para a Inglaterra ele receberá Libras ou dolares.

    Se o Japão for protecionista 100% e nada comprar de ninguém ou qse nada, ficará CHEIO de DINHEIRO em espécie. Se não pretende compras nada de ninguém fará o que com tal dinheiro (crédito)???

    Emprestará e jamais transformará esses creditos em bens e serviços?

    Então que raio de riqueza é essa que o sujeito nada obtém de bens e serviços?

    Eu sendo um país, posso comprar de todos os países protecionistas e dou a eles CHEQUES (minha moeda ou moeda que obtive vendendo p outros não protecionistas).
    Como são espertos protecionistas, jamais descontarão os meus cheques.

    Se todos forem protecionistas e defensores de exportações maiores que importaçõesTERÃO que ACEITAR MINHA MOEDA OU ME FORNECEREM A CRÉDITO INDEFINIDO.

    Assim, o não protecionista obterá todos os bens e serviços SEM DAR NADA EM TROCA. ...E ALGUÉM PODE ACREDITAR que VENDER SEM COMPRAR NADA O ENRIQUECE???

    Só queremos VENDER nosso trabalho ou bens e serviços que produzimos (troca-los por dinheiro) porque desejamos COMPRAR o trabalho alheio (trocar o dinheiro por bens e serviços).

    É estúpido trabalhar para fornecer aos demais sem nada obter em troca. ...ISSO É BASICO!!! Até político burro sabe disso, mas há outros interesses que os faz "não saber".

  • anônimo  19/07/2016 09:32
    Em vez de jogar pedras o pessoal por aqui devia tentar ler, pra variar.A dúvida do cara é perfeitamente razoável

    'então um pais como o Brasil abrir sua econômia UNILATERALMENTE'

    Significa que o brasil vende suas tralhas barato mas na hora de comprar tem que pagar mais.Onde é que está a vantagem nisso?
  • Conceição  19/07/2016 11:50
    Errado. Abrir a economia unilateralmente significa que você vai comprar (importar) barato, e não necessariamente vender barato. E foi exatamente isso o que foi respondido.

    Acho que é você quem, para variar, deveria aprender a ler.
  • anônimo  23/07/2016 16:20
    'Errado. Abrir a economia unilateralmente significa que você vai comprar (importar) barato, e não necessariamente vender barato. E foi exatamente isso o que foi respondido.

    Acho que é você quem, para variar, deveria aprender a ler.'


    Não dona, é vc quem tem.
    Brasil vende laranjas pra argentina, argentina vende bananas pro brasil.Brasil acaba com todas as tarifas e o quê acontece? A Argentina passa a comprar uma laranja mais barata.E a Argentina NÃO acaba com as suas tarifas ou seja, brasileiro continua pagando mais pelas bananas.
  • Reinaldo  24/07/2016 11:07
    "Brasil vende laranjas pra argentina, argentina vende bananas pro brasil.Brasil acaba com todas as tarifas e o quê acontece?"

    Se o Brasil acabou com as tarifas de importação, então o que irá acontecer é que o brasileiro poderá agora importar bananas da Argentina muito mais barato.

    "A Argentina passa a comprar uma laranja mais barata."

    Ué, por quê? Não entendi. Quem aboliu as tarifas de importação foi o Brasil e não a Argentina. Logo, quem vai importar banana mais barato é o brasileiro e não o argentino.

    "E a Argentina NÃO acaba com as suas tarifas ou seja, brasileiro continua pagando mais pelas bananas."

    Hein?! Estamos discutindo tarifas de importação, cidadão. Quem estipula tarifa de importação é o país importador, e não o país exportador.

    Mais atenção na próxima.
  • anônimo  19/07/2016 12:33
    Em sua resposta você não considerou os efeitos internos da produção ( ou ausência dela) nos países que, sem nenhuma política protecionista, "vão as compr
    as".
  • Conceição  19/07/2016 13:11
    Quais efeitos? Diga-nos.
  • Tavares  19/07/2016 13:42
    Esse tapado é daqueles que acredita que sem protecionismo o país quebra já que todo mundo irá comprar de fora.

    Ainda que todo mundo só comprasse bens industrializados de fora, a economia não quebraria, o grosso da população trabalharia em serviços, podendo comprar qualquer produto a preço de banana, e as exportações seriam mantidas pelo agronegócio e as mineradoras.


    Olha que beleza, mesmo sem precisar saber nada de gado e minérios, você com um empreguinho qualquer em um setor administrativo conseguiria comprar carros, iphones e remedios a preço de banana, teria uma vida de rei, mas.... não, você prefere ficar defendendo indústrias nacionais caras e de péssima qualidade.
  • O MESMO de SEMPRE  23/07/2016 12:47

    Tavares,

    mesmo que demais paises NADA comprassem de um país LIVRE de qualquer protecionismo seria viável importar TUDO. Estes paises protecionistas assim se fazem sob a ESTÚPIDA IDÉIA de que é bom exportar, mas ruim importar.

    Se querem exportar e nada querem importar, COMO SERIAM PAGOS POR SUAS EXPORTAÇÕES???

    Se apenas exportam e nada importam, NÃO HAVERIA TROCA ALGUMA, mas apenas os 100% protecionistas estariam exportando em troca de NADA.

    Teriam então que receber a moeda externa para acumula-la (papel pintado) ou teriam que criar uma CONTA para o pais não "protegido".

    Seria ótimo ...rsrs

    Toda a população poderia consumir os bens alheios sem dar nada em troca.
    ...ah! mas se o protecionista deixasse de assim ser? ...a questão aqui é que o protecionista afirma que exportar é melhor que importar e isso é estúpido. Essa é a questão combatida na hipótese.

    Mas se da hipótese contestatória se passar para hipoteses absurdas como realidade, então eu diria que pódendo importar tudo sem custos, seria ótimo usar isso para criar infraestrutura e até produzir a custo menor, já que a infraestrutura gratuita ou investimento não precisaria ser incorporado aos custos.

    Pronto! qualquer que seja a hipótese, mesmo levada a uma realidade absurda, ainda assim se prova estúpida uma afirmação estúpida sobre o "beneficio protecionista".

    Aquilo que é estúpido em essencia, mesmo diante de artificios dissimuladores, será sempre estúpido. Pois hipóteses igualmente mirabolantes a estupidez essencial, que se tenta dissimular, se oporão.
  • anônimo  19/07/2016 03:06
    O principal motivo do protecionismo é a enriquecer os produtores ineficientes as custas da populaçao.
    Não é uma questão de economia, é apenas espoliação legalizada.

  • Consumidor protegido de pagar barato  19/07/2016 16:09
    Sim, abrir a economia é uma atitude imbecil, já que ainda existem países protecionistas no mundo que não fizeram o mesmo.

    Países pobres que abriram suas economias e hoje são ricos deveriam voltar atrás e fechar a economia enquanto o Brasil e a Coréia do Norte não abrirem a sua.

    É sempre uma medida inteligente empobrecer os habitantes do seu país como forma de retaliar aqueles países malvados que se recusam a comprar as laranjas que você produziu.

    Vamos empobrecer com o protecionismo?
    Sim!
    Mas pelo menos o nosso orgulho nacionalista permanecerá intacto, façamos este sacrifício em nome do patriotismo.
  • Conservador  18/07/2016 15:15
    Fantástico!
  • Amônimo  18/07/2016 16:50
    por que ñ encontro os livros do Hans-Hermann Hoppe na estante virtual e sebos. ate consigo na cultura, mas sob demanda. por que ele eh dificil de achar se esta publicado?
  • Gilson Moura  18/07/2016 15:52
    Artigo excelente, eu sempre destaquei a UE como manobra para enfraquecer a Alemanha e ninguém acreditava nisso, argumentavam que a Alemanha que carregava a UE nas "costas" e assim difícil do país sair. Agora esse complexo de culpa tem tudo a ver da Alemanha ceder as pressões para a UE, uma coisa que certamente não sabia e estou conhecendo agora e faz todo o sentido. Falando do Brexit, acho que foi um passo fundamental para a liberdade, embora pequeno mas defendo que ascenderá os outros países a fazer o mesmo e estou torcendo para Alemanha sair. Acredito que o autor esqueceu de um país que mudou drasticamente a sua política, o Panamá, a evolução do país foi excepcional e está em contínuo progresso, em pouco tempo chegará ao nível da Suíça se manter essa política.
    Obrigado e parabéns aos colaboradores do site.
  • anônimo  18/07/2016 16:17
    O QI do povo alemão é o mais alto (ao lado da austría) da europa. A Alemanha é a nação mais rica da europa e uma das mais competitivas do mundo. Isso porque há meros 70 anos foram quase que totalmente destruidos.

    Sem a UE a Europa seria engolida novamente pelos alemães, e nenhum Francês suportaria tamanha humilhação.
  • Gilson Moura  18/07/2016 18:04
    "A Alemanha é a nação mais rica da europa e uma das mais competitivas do mundo."

    A Suíça é a nação mais rica da Europa, considerar apenas o tamanho do pib é uma ignorância. Desde a criação da UE, a Alemanha está perdendo forças no mercado internacional, por causa de políticas da UE e o seu papel no mercado global vem se limitando.

    "Sem a UE a Europa seria engolida novamente pelos alemães, e nenhum Francês suportaria tamanha humilhação."

    Em que sentido a Europa seria engolida, militarmente ou economicamente?
  • anônimo  18/07/2016 20:00
    "A Suíça é a nação mais rica da Europa, considerar apenas o tamanho do pib é uma ignorância."

    Antes de vir ser arrogante e chamar os outros de ignorante, entenda o que está se falando.

    Estou falando de riqueza absoluta mesmo.


    "Alemanha está perdendo forças no mercado internacional, por causa de políticas da UE"

    Continua sendo a economia mais influente da Europa. É lógica que a UE atrapalha a competitividade alemã, e quem disse o contrário?


    "Em que sentido a Europa seria engolida, militarmente ou economicamente?"

    Sentido econômico e uma ameaça a qualquer hegemonia política que se tente impor na Europa.
  • Amônimo  18/07/2016 21:19
    "Sentido econômico e uma ameaça a qualquer hegemonia política que se tente impor na Europa."

    Quem mais permite islâmicos entrarem na Europa e imporem a Sharia em diversas regiões é justamente a União Européia.
    A União Européia, ao contrário do que consta no nome e nas suas intenções, é a principal instituição que está fazendo a Europa perder a sua soberania, sua identidade e ser enfraquecida tornando mais propícia a sua invasão.
  • Gilson Moura  18/07/2016 21:58
    "Estou falando de riqueza absoluta mesmo."

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_pa%C3%ADses_por_PIB_nominal_per_capita

    "Continua sendo a economia mais influente da Europa. É lógica que a UE atrapalha a competitividade alemã, e quem disse o contrário?"

    Claro que é a economia mais influente da Europa. E o motivo se chama UE. Na Europa é difícil você encontrar um carro japonês ou coreano, é majoritariamente alemão e assim são para todos os produtos comercializados na UE.

    https://www.youtube.com/watch?v=WbZ0l9Reup8 Brexit O Filme

    "Sentido econômico e uma ameaça a qualquer hegemonia política que se tente impor na Europa."

    Com o livre-mercado não haveria essa ameaça, se todos os países europeus adotassem a política liberal, muito difícil dessa ameaça econômica se concretizar.
  • Gilson Moura  19/07/2016 00:13
    www.valor.com.br/internacional/4329942/usar-burca-em-regiao-da-suica-pode-render-multa-de-ate-r-36-mil
  • anônimo  19/07/2016 13:57
    Não sei porque insiste em falar do pib per capita, ainda não entendeu que eu quero falar de PIB total mesmo? pib per capita não tem relevância nenhuma quando se fala de geopolítica.

    "Claro que é a economia mais influente da Europa. E o motivo se chama UE."

    A Alemanha já seria mais influente com ou sem UE.

    O livre comércio dentro da UE apenas escancarou a eficiência alemã em relação ao restante dos outros países.

    Mas a UE em geral é prejudicial a economia alemã (não ao seu setor exportador).

    Além de sujeitar a economia a alemã a mais regulação e burocracia, a adesão ao Euro trouxe uma moeda mais fraca, prejudicando o consumidor, o poupador e a formação de capital na alemanha.
  • Felipe  18/07/2016 19:23
    Políticos, em sua maioria sociopatas, dificilmente têm algum "complexo de culpa". Eles apenas o usam como ferramenta útil para escravizar o povo em um sistema paternalista e avançar a causa do super estado regido por um socialismo democrático.

    Lembrem-se que 74% dos alemães eram contra a adoção do Euro e mesmo assim os políticos alemães passaram por cima da vontade popular.

    Atualmente, 68%(e esse número é provavelmente bem maior, devido ao estado policial que é a Alemanha em relação as críticas à imigração) dos alemães são contra as imigrações forçadas e a Merkel já disse que não vai mudar sua postura, ou seja, Hans-Hermann Hoppe tem muita razão quando diz que a política alemã é feita em Washington e não em Berlim.

    Por último, vale lembar que o CDU da Merkel foi um partido criado sob as baionetas de Washington, que "patrocinou" a fusão do partido católico de centro, o Zentrum, e os nacionais liberais. Conservadores foram suprimidos e ficaram sem representatividade e tiveram que se filiar, sem nenhum prestígio a esse partido (já que a alternativa era o socialista SPD, social-democrata).

    E para finalizar, fica a questão sobre a Merkel: cresceu comunista de carteirinha, passou para o partido social-democrata, sob a tutela de Gerhard Schröder e depois de tê-lo passado a perna, foi para o CDU.
  • Rafael  19/07/2016 01:09
    Você tem fonte para essas rejeições dos alemães?

    Grato.
  • Ivan  18/07/2016 15:56
    Seguindo a linha da conclusão do artigo.

    www.sullivre.org/ -> eu apoio!

    Movimento que quer dar um basta para Brasília! Descentralização já ! Estado reduzido e liberdade econômica!
  • Amônimo  18/07/2016 17:22
    Movimento brasília livre: o saco de pedras quer emancipação do carregador.
  • Tannhauser  18/07/2016 17:27
    O Sul do país é muito grande.

    O ideal seria que os municípios ou bairros se separassem.

    É mais fácil para um município ou bairro se separar que uma região inteira. Veja, por exemplo, as favelas do Rio. Com muito menos recursos, conseguiram algo que Estados inteiros não conseguiram.

    E nem precisa ser nada oficial. Basta uma votação informal entre os moradores do município/bairro para decidirem se aprovam ou não a secessão. Se ampla maioria aprovar, criam suas próprias instituições e continuam suas vidas, proibindo a entrada de agentes do Governo Oficial para exercer coerção.

    Agredir um município/bairro que tenha optado pela sua secessão é politicamente danoso. Agredir um Estado inteiro que tenha decidido se separar é politicamente vantajoso. Além de improvável que 50% da população do Estado opte por se separar.

    Claro, isso tudo é uma discussão de um cenário hipotético, eu nunca defenderia a secessão de minha cidade ou bairro. A ideia acima é somente pra quem vive em países que não respeitam a liberdade de seus cidadãos.
  • Renato  19/07/2016 03:41
    Eu até já pensei algo parecido.

    Muitos falam em minarquismo para resolver a situação da burocracia estatal. Minarquismo estatal ainda manterá políticos estatais que com o tempo irão querer mais poder e aumentar o tamanho desse mesmo mini-estado.

    Eu penso que para resolver isso, seria algo como um "minarquismo privado", "central administrativa privada" ou "parlamento privado". Como um clube privado, onde se você gostou vira membro cadastrado e paga a taxa estabelecida pelo dono desse clube; se não estiver satisfeito, poderá sair e escolher um outro; se não quiser fazer parte de nenhum, fique a vontade.

    Podem vir as criticas.


  • Tannhauser  19/07/2016 17:19
    E como implantar esse sistema?
  • Renato  19/07/2016 20:05
    Divulgando essas ideias para as pessoas em grupos.

    Tannhauser, eu sou o mesmo Renato que conversei com você por e-mail e que estava colocando os comentários aqui para acabar com a classe política.
  • Tannhauser  20/07/2016 14:47
    Segue capítulo do livro do Hoppe, para complemento do artigo:

    www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=745



  • Renato  20/07/2016 16:42
    Verei esse complemento, Tannhauser.

    Mas será que o anarco brasileiro não pode ter ideias próprias para acabar com esses estatistas políticos?

    Os anarcos brasileiros parecem os conservadores deste país: copiar linha por linha o que os conservadores anglo-saxões estão fazendo nos países deles e copiar tudo para o Brasil.

  • Almir Filho  18/07/2016 16:00
    O Haiti, o Timor Leste, Porto Rico, Benin são outros exemplos importantes de democracias que geraram resultados exuberantes.
  • Ricardo Bordin  18/07/2016 16:16
    Tempos atrás redigi um artigo com esta mesma temática:

    https://bordinburke.wordpress.com/2016/05/05/brasilia-uma-ilha-de-poder-estatal/


    Ainda, fiz uma abordagem da crise aérea de 2007, enfatizando a intervenção estatal na formação de preços e de salários:

    https://bordinburke.wordpress.com/2016/07/18/o-salario-como-preco-do-trabalho-e-a-crise-aerea-de-20062007/

    (...) Aproveitando o gancho do levante perpetrado por militares na Turquia, proponho rememorar um episódio ocorrido há quase dez anos no Brasil, que também consistiu em uma insurreição por parte de membros das Forças Armadas: a famigerada crise aérea, emanada a partir da tragédia do voo Gol-1907. As motivações dos dois eventos são muito díspares, contudo: enquanto o primeiro é movido, basicamente, pelo conflito entre aqueles que defendem o governo secular (laico) e os que apoiam a fusão entre religião (islâmica) e Estado naquele país, o segundo tratava-se de uma reivindicação de controladores de tráfego aéreo por condições adequadas de trabalho, não muito diferente de protestos realizados por outras categorias profissionais. Para melhor entender as raízes do "caos aéreo", faz-se necessário proceder a uma abordagem sobre a formação de preços no mercado (e a correlata fixação de salários), bem como analisar o modelo de gestão do tráfego aéreo adotado no Brasil. (...)
  • PESCADOR  18/07/2016 16:45
    É divertido tentar refutar Hoppe. Divertido porque é impossível. É como lutar boxe com um gigante de 20 metros de altura. Você fica pateticamente mexendo os bracinhos sem sequer ameaçar o gigante. Deveria haver um site em português com as traduções de tudo o que esse cara já escreveu na vida.
  • Douglas  18/07/2016 18:01
    Exatamente.
  • O MESMO de SEMPRE  18/07/2016 17:03
    Esperança para a Liberdade é que se comece a pensar mais e mais ponderadamente sem arroubos dogmáticos precipitados. Muitas são as nuances sobre os fatos.

    Aqui mesmo fiquei surpreso com alguns brilhantíssimos afirmarem que o estamento burocratico do Estado é composto de burros que nada entendem de economia.
    Assim, os políticos e seus consultores fazem asneiras econômicas porque são burros e acreditam que o que estão fazendo os eternizará no Poder.

    Muito bem!!!

    Mas aí se dizemos que desperdiçam recursos porque a existência de pobreza é util ao Poder estatal. Por isso, no caso petista:

    - DESPERDIÇARAM RECURSOS BANCANDO OBRAS NO EXTERIOR enquanto que feitas no brasil resolveriam problemas.

    - Quebraram a Petrobras e demais estatais através de compras superfaturadas e financiamentos de propaganda de militantes.

    SERÁ QUE AGIARAM ASSIM PORQUE ACREDITAVAM QUE ISSO IRIA MELHORAR A ECONOMIA BANANEIRA???

    Então depois dos defensores da tese de que os políticos e burocratas associados são burros e nada entendem de economia... (se isso é verdade são mais que burros, conforme podemos depreender pelo acima exposto).

    ...aí na sequência dizem que os políticos os mesmos resolvem dizer que os políticos não seriam tão burros ao arruinar a economia deliberadamente e com isso perderem apoio.

    PQP!!! ...ou são burros ou inteligentes! ...rsrs

    O fato é que o Estado e seu ESTAMENTO permanente sempre aumenta o próprio Poder tanto mais miséria produzem, impedindo que a produtividade e tecnologia consiga resolver tal problema.

    Quanto mais aumenta a produtividade, MAIS RECURSOS SÃO DESPERDIÇADOS COM INÚTEIS e até com fornecimento ao exterior mesmo com a população local carecendo destes recursos.


    Tudo é papagueado sem muita reflexão para se ter uma opinião ponderada e com consideração de todas as nuances a fim de não SURGIR O SAMBA DO AFRODESCENDENTE DOIDO.

    Nada é tão simples!
  • Bruno  18/07/2016 23:18
    Pode parecer meio OFF com o assunto,mas acho que tem total haver com o artigo,já que é anti-planejamento central e estadismo.Saiu em um site,um artigo explicando de forma técnica,oque foi aquele químico que foi preso por supostamente inventar gasolina sem petróleo.
    Na verdade ele não inventou nada,mas mesmo assim,é completamente imoral,ilegitimo,monopolista e ignorante,prender o sujeito só por isso.Me sobe uma raiva de ver isso,e pior,ver tantas pessoas que acham que o sujeito realmente deveria ser preso,já não basta a ignorancia em economia,ainda ignoram o lado MORAL do negócio,se eu criei uma gasolina sem petróleo ou não,cabe ao mercado dizer isso e não ao estado.Se é eficiente ou não,cabe ao mercado dizer isso,ninguém esta sendo obrigado a consumir tal invenção.Mas é realmente sem fim a ignorância do brasileiro,é um tesão que os caras tem com planejamento central....
    Bem,vamos ao que interessa:
    Aqui esta a notícia e gostaria de compartilhar com vocês,primeiro a verdade do fato(o cara não inventou nada),vejo muitos liberais enganados ai com essa falsa notícia e se pegam em uma mentira para formar argumentos.Segundo é o show nos comentários de ignorância,mas ao mesmo tempo fico feliz em ver liberais la descendo a lenha e refutando todas essas asneiras.

    www.flatout.com.br/brasileiro-inventa-gasolina-sem-petroleo-e-acaba-preso-sera-mesmo/


    Abraços!
  • anônimo  19/07/2016 09:21
    'A União Europeia é o primeiro passo para a criação de um superestado europeu, o que, em última instância, levaria à criação de um único governo mundial, controlado pelos EUA e por seu Banco Central, o Federal Reserve System.'

    Coisa que desinformantes neocons como olavo do caralho nunca vão admitir.
  • Rebato Andrade  19/07/2016 16:52
    Nunca vi por esse lado, sobre a real finalidade da União Européia com base nas intenções dos EUA. Sempre achei que não passava de uma teoria da conspiração. É difícil acreditar.

    Olhem também esse artigo...

    thoth3126.com.br/alemanha-ouro-depositado-nos-eua-desapareceu/
  • Hugo Leal  19/07/2016 20:26
    No geral, considero o artigo muito instrutivo, com uma análise geral da situação econômica europeia muito interessante.

    Entretanto, gostaria de fazer duas perguntas:
    1) Se o problema está na social-democracia, porque as nações do norte da Europa (exatamente as sociais-democratas) são as mais ricas, conforme o próprio artigo admite?

    2) Além do mais, por que as nações do norte da Europa (que repetindo, são as nações sociais-democratas) estão todas elas entre aquelas com as economias mais livres do mundo, conforme indicado aqui: www.heritage.org/index/ranking.

    Em minha opinião, o erro no artigo está em confundir a moderna social-democracia, que incentiva o livre mercado, com a social democracia dos primórdios da Esquerda, esta mais próxima com políticas socialistas retrógradas.

    No mais, parabenizo o autor pela bela análise do tema.
  • Guilherme  19/07/2016 21:35
    "1) Se o problema está na social-democracia, porque as nações do norte da Europa (exatamente as sociais-democratas) são as mais ricas, conforme o próprio artigo admite?"

    Todas as nações da Europa (com algumas ressalvas quanto à Suíça) são social-democracias. Todas. Todas têm rede de proteção social, todas têm universidades e escolas gratuitas, previdências públicas, e sistemas de saúde subsidiados pelo estado. Não há diferença nenhuma na generosidade do estado sueco para o estado espanhol ou alemão, por exemplo. Aliás, a generosidade do seguro-desemprego espanhol, por exemplo, não possui par no mundo.

    As nações escandinavas não são ricas por quase de sua social-democracia, a qual ó foi adotada no final de década de 1960. Elas são ricas apesar de sua social-democracia. Primeiro elas enriqueceram (e tiveram o cuidado de não entrar em nenhuma guerra, enquanto o resto da Europa se esfacelava); depois, só depois, começaram a redistribuir. E tão logo começaram a redistribuir, se estagnaram. (Se estagnaram em um nível alto de riqueza, é verdade; mas se estagnaram).

    Artigos com excruciantes detalhes sobre este assunto:

    Sim, deveríamos ser mais parecidos com a Suécia - quer tentar?

    Todos os socialistas querem ser a Dinamarca - será mesmo?

    Como a Suécia (ainda) se beneficia de seu passado de livre mercado

    Mitos escandinavos: "impostos e gastos públicos altos são populares"

    Sobre a grande depressão da Suécia

    "2) Além do mais, por que as nações do norte da Europa (que repetindo, são as nações sociais-democratas) estão todas elas entre aquelas com as economias mais livres do mundo, conforme indicado aqui: www.heritage.org/index/ranking."

    Com essa afirmação, você próprio acabou de explicar por que elas são ricas, enquanto que o resto da Europa, igualmente social-democrata (com a exceção da Suíça), é mais pobre.
  • Hugo Leal  20/07/2016 02:23
    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK Como é que é?????

    Todas as nações da Europa são sociais-democracias????? KKKKKKKKKK

    Mesmo as nações escandinavas já tiveram VÁRIAS alternâncias de poder. O principal modelo dentre elas, a Suécia, elegeu LIBERAIS para o governo em 8 dos últimos 10 anos, dentre outras oportunidades em que fez o mesmo anteriormente. Confira: https://pt.wikipedia.org/wiki/Liberais_(Su%C3%A9cia).

    Por falar nas eleições da Suécia (e a volta dos sociais democratas ao poder depois de 8 anos na oposição), aqui vai um gráfico muito interessante demonstrando o "fracasso" dessa mudança implementada em 2014: pt.tradingeconomics.com/sweden/gdp-growth-annual

    Quanto a sua afirmação - "As nações escandinavas não são ricas por causa de sua social-democracia, a qual ó foi adotada no final de década de 1960", aí eu só posso responder com uma bela gargalhada! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

    A tabelinha encontrada no link abaixo referente a Suécia, com o governo social democrata chegando ao poder já em 1920, coloca esse e outros de seus argumentos na lata do lixo!!!!
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_Oper%C3%A1rio_Social-Democrata_da_Su%C3%A9cia

    E para derrubar por completo esse seu argumento, respondo-lhe com uma palavra: Finlândia!!!

    Caso não saibas, a Finlândia, com seu modelo social democrata adotado de forma quase contínua após as guerras (salvo umas poucas alternâncias neste período), transformou-se de um dos países mais pobres da Europa, país que na década de 60 estava muito atrás dos demais europeus (chegando a estar bem atrás até mesmo do Brasil) para uma das nações mais prósperas do planeta!!! Só para fechar com a Finlândia, o primeiro governo social democrata por lá também ocorreu antes de 1960, como se deu na Suécia (https://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_Social-Democrata_da_Finl%C3%A2ndia), o que destrói mais uma vez um de seus argimentos falaciosos.

    Por fim, concordo que o modelo liberal é muito superior a essa podridão de esquerda bolivariana que encontramos na América do Sul. Não tenho dúvidas de que se adotado aqui teria enorme potencial de fazer nosso país avançar bastante. Entretanto, para o desespero dos liberais, o modelo social-democrata escandinavo sem dúvidas é o sistema político-econômico mais exitoso da história, invejado por todos os demais países da Europa e dos demais continentes, sejam eles liberais ou de qualquer outro espectro econômico.


  • Guilherme  20/07/2016 02:52
    Ah, entendi!

    Para você, social-democracia é algo relacionado ao nome do partido que está no poder, e não a um modelo sócio-econômico adotado!

    Se um partido que contenha um "liberal" em seu nome chega ao poder, então o modelo econômico imediatamente se torna liberal, mesmo que tal partido pratique a social-democracia!

    Nossa, que gênio que você é! Por essa lógica, pode-se dizer que a França, governada pelo Partido Socialista, seja hoje uma economia socialista igual à Venezuela, governada pelo Partido Socialista Unido da Venezuela?

    Eu realmente não tenho palavras para expressar meu espanto com sua genialidade e perspicácia!
    Como é que faz a hiena? KKKKKKK? É assim, fiz certo?

    Um intelecto de um homem é inversamente proporcional à sua histeria arrogante.

    "para o desespero dos liberais, o modelo social-democrata escandinavo sem dúvidas é o sistema político-econômico mais exitoso da história, invejado por todos os demais países da Europa e dos demais continentes, sejam eles liberais ou de qualquer outro espectro econômico."

    Ah, eu invejo mesmo.

    Segundo o site Doing Business, nas economias escandinavas,

    1) você demora no máximo 6 dias para abrir um negócio (contra mais de 130 no Brasil);

    2) as tarifas de importação estão na casa de 1,3%, na média (no Brasil chegam a 60% se a importação for via internet);

    3) o imposto de renda de pessoa jurídica é de 22% (34% no Brasil);

    4) o investimento estrangeiro é liberado (no Brasil, é cheio de restrições);

    5) os direitos de propriedade são absolutos (no Brasil, grupos terroristas invadem fazendas e a justiça os convida para negociar);

    6) o mercado de trabalho é extremamente desregulamentado. Não apenas pode-se contratar sem burocracias, como também é possível demitir sem qualquer justificativa e sem qualquer custo. Não há uma CLT nos países nórdicos.

    7) Não existe salário mínimo.

    Ah, e a na Dinamarca, então, não há nem sequer indenização por demissão (mesmo sem justa causa) e nem leis trabalhistas que restrinjam horas extras (empregado e patrão acordam voluntariamente as horas de trabalho), o que permite que as empresas dinamarqueses operem 24 horas por dia, 365 dias por ano.

    Por fim, na classificação do Instituto Fraser, a Suécia e a Dinamarca possuem mais liberdade econômica até mesmo que os EUA no que diz respeito à estrutura legal e aos direitos de propriedade; a moeda é mais sólida (a inflação é menor), o comércio internacional é mais livre e menos protecionista, e as regulamentações sobre as empresas e sobre o mercado de crédito são mais baixas. Não há uma aquela infinidade de leis que regulamentam profissões e licenças ocupacionais, as quais bloqueiam a concorrência em vários outros países.

    Uma "social-democracia" dessas eu quero para mim. Pra ontem!

    Mas sem uma hiena como você por perto, o que faria com que qualquer regime se parecesse com a da Venezuela -- governado pelo Partido Socialista, o mesmo da França, o que significa, segundo você próprio, que ambos os países têm exatamente a mesma política econômica. KKKKK! (É assim, fiz certo?)
  • Hugo Leal  20/07/2016 13:47
    KKKKKKKKKKKKKKKKK Você está achando que os partidos escandinavos são semelhantes a essas porcarias que temos por aqui, onde as siglas não significam absolutamente nada? Converse com cidadãos de lá e escute a opinião deles a respeito do tema.

    Quanto aos pontos que você elencou, concordo plenamente. Aliás, adiciono mais alguns:

    - Sociedade civil extremamente politizada, fiscalizando e cobrando duramente seus políticos e exigindo o fim de todas as regalias imorais existente em todos os três poderes;

    - intolerância total contra a corrupção;

    - saúde, educação e segurança públicas, universais e de excelência.


    A social-democracia escandinava conseguiu equilibrar de forma magistral o binômio liberdade/igualdade, por isso as nações dessa região estão entre as mais justas, igualitárias e economicamente livres do planeta.

    Um sistema político ser de esquerda (ou seja, ter como um de seus principais princípios a busca da igualdade entre os cidadãos) não implica num ataque irracional as qualidades do capitalismo. Pelo contrário, a moderna social-democracia escandinava demonstra há décadas que é possível utilizar-se de todas as vantagens do capitalismo, implementando um sistema econômico bastante liberal e inovador, mas tomando cuidados em corrigir as falhas que ele apresente.

    Além disso, apesar dos altos impostos (bastante progressivos, vale ressaltar) sobre as pessoas físicas, os escandinavos entregam serviços públicos universais, de qualidade e excelência.

    Continuando, o alto nível de politização da sociedade faz com que a população acompanhe de perto o trabalho executado pelos políticos durante todo o mandato (não apenas nas eleições, como em geral ocorre aqui). Isso também permitiu que eles acabassem com praticamente todos os privilégios imorais que por acaso viessem a existir nos três poderes (executivo, legislativo e judiciário), conforme vemos nos links abaixo:
    www.claudiawallin.com.br/2015/12/19/o-jeito-escandinavo-de-lidar-com-mau-uso-de-dinheiro-publico/

    www.claudiawallin.com.br/2015/04/18/como-sao-os-apartamentos-funcionais-dos-politicos-na-suecia/

    www.claudiawallin.com.br/2015/08/15/video-na-suecia-vereadores-e-deputados-regionais-nao-tem-direito-a-salario/


    Por fim, fico feliz que desejes um sistema como a social-democracia escandinava por aqui, e por isso aqui estão mais alguns exemplos do porquê este é o sistema político-econômico mais exitoso do planeta:

    Como a Suécia evita a corrupção em empresas estatais
    www.claudiawallin.com.br/2016/07/18/como-a-suecia-evita-a-corrupcao-em-empresas-estatais/

    O Fundo do Petróleo norueguês e o Pré-Sal brasileiro
    www.claudiawallin.com.br/2016/07/11/o-fundo-do-petroleo-noruegues-e-o-pre-sal-brasileiro/

    O escândalo da deputada sueca que pegou táxi em vez de tomar o trem
    www.claudiawallin.com.br/2015/07/24/o-escandalo-da-deputada-sueca-que-pegou-taxi-em-vez-de-tomar-o-trem/

    Juiz sueco: "É inacreditável que juízes brasileiros tenham o descaramento de se auto-conceder benefícios como auxílio-alimentação"
    www.claudiawallin.com.br/2015/06/13/o-que-juizes-suecos-acham-das-mordomias-que-seus-colegas-no-brasil-se-autoconcedem/

    Como vive uma faxineira na Suécia
    www.claudiawallin.com.br/2015/06/03/como-vive-uma-faxineira-na-suecia/

    Vídeo: Como vive um juiz da Suprema Corte da Suécia
    www.claudiawallin.com.br/2015/03/28/como-vive-um-juiz-da-suprema-corte-da-suecia/

    O que o Brasil pode aprender em educação com a Finlândia?
    www.claudiawallin.com.br/2015/09/29/o-que-o-brasil-pode-aprender-em-educacao-com-a-finlandia/


  • anônimo  20/07/2016 14:23
    "para o desespero dos liberais, o modelo social-democrata escandinavo sem dúvidas é o sistema político-econômico mais exitoso da história"

    Não, o modelo mais exitoso foi aquele que botou os EUA como o país mais rico do mundo e que tirou Hong Kong e Singapura da pobreza e os levou para patamar de primeiro mundo.

    O modelo social democrata já é adotado no Brasil e não passa de um enorme fracasso, para desespero dos sociais democratas.
  • Emerson Luis  06/09/2016 16:21

    Curiosamente, os japoneses e os italianos parecem não sentir um pingo de culpa pelo papel de seus países na 2GM. E os russos, chineses, etc. não parecem sentir remorso coletivo pelo que seus regimes comunistas fizeram no decorrer do século 20. O mesmo vale para muçulmanos e africanos.

    Apenas povos de matriz ocidental, em especial os alemães, lamentam o que seus países fizeram no passado. O dia em que eles se tornarem mais equilibrados em seu senso de responsabilidade, se cansarem dos abusos e saírem da UE, esta acabará.

    * * *


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