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Por que é preciso privatizar as estatais - e por que é preciso desestatizar as empresas privadas

"No Brasil, empresa privada é aquela que é controlada pelo governo, e empresa pública é aquela que ninguém controla."  – Roberto Campos (1917-2001)

 

O saudoso Campos tinha razão. O Brasil é um país em que campeiam solene e impunemente o furor arrecadador, o cartório regulatório e as descomunais estatais. Basta um rápido passeio na Internet para perceber isso.

A primeira e despretensiosa pesquisa nos informa que existem, atualmente, nada menos que 146 empresas estatais no âmbito federal (até pouco tempo eram 149, sendo que 3 foram incorporadas pela Petrobras). No nível estadual — e a lista está, seguramente, incompleta — há, apenas para ficarmos com os cinco estados que a página consultada registra, 8 no Ceará, 5 no Espírito Santo, 13 em Minas, 2 no Paraná, 2 no Rio de Janeiro, 22 no Rio Grande do Sul, 7 no Rio Grande do Norte, 3 em Santa Catarina e 9 em São Paulo.

Pela dificuldade de encontrar uma informação completa e confiável, deixemos de lado as municipais, sem nos esquecermos, no entanto, de que há no Brasil 5.564 prefeituras, uma exorbitância que faz com que, no dizer dos críticos, o país não caiba dentro de seus municípios.  

É ou não uma quantidade de causar perplexidade?  

Segundo o Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais (Dest) do Ministério do Planejamento, em 1980, tempo em que o nacionalismo dos governos militares criou estatais aos borbotões, o país tinha 213 dessas empresas, passando esse número, após um breve período em que ameaçou vicejar entre nós um rasgo de racionalidade, para 186 em 1990 e para 103 em 2000. A partir de 2003, no entanto, a ideologia (e hoje, como podemos acompanhar diariamente, também as facilidades para a corrupção que as estatais oferecem) readitivou a criação e, em alguns casos, a recriação desses monstrengos, até atingirem a abundante quantidade atual.

Mas há alguma esperança.

O presidente interino Michel Temer tem afirmado recentemente que é necessário privatizar "tudo o que for possível". É o caso de dizer, como meu pai gostava de fazê-lo, que Deus o ajude! No entanto — vale acrescentar —, para que tal aconteça, é preciso vontade e esforço.

Empresas estatais são uma contradição prática

A expressão "empresa estatal" já abriga, por si só, um conflito, uma contradição, uma incoerência, porque se quisermos falar de uma empresa de verdade, definida — de acordo com a concepção da Escola Austríaca — como a aglutinação de fatores de produção com o fim de executar uma dada atividade empreendedora, ela não pode ser estatal.

E, se considerarmos uma organização econômica constituída pelo estado para explorar a mesma atividade, essa organização pode ser qualquer outra coisa, mas nunca será uma empresa.

A própria etimologia da palavra empresa vem em nosso auxílio: do latim prehensus, que significa empreendimento. Em outras palavras, em uma economia verdadeiramente de mercado, em que a atividade empreendedora seja sua força-motriz, não há qualquer espaço para empresas do estado, pois não existe algo como "empreendedorismo de estado".

Em primeiro lugar, em qualquer empresa que tenha como seu maior acionista o Tesouro nacional, a rede de incentivos funciona de maneiras um tanto distintas.  Eventuais maus negócios e seus subsequentes prejuízos ou descapitalizações serão prontamente cobertos pela viúva — ou seja, por nós, pagadores de impostos, ainda que de modos rocambolescos e indiretos.

Mais: uma empresa ser gerida pelo governo significa que ela opera sem precisar se sujeitar ao mecanismo de lucros e prejuízos.

Todos os déficits operacionais serão cobertos pelo Tesouro, que vai utilizar o dinheiro confiscado via impostos dos desafortunados cidadãos. Uma estatal não precisa de incentivos, pois não sofre concorrência financeira — seus fundos, oriundos do Tesouro, em tese são infinitos.

Por que se esforçar para ser eficiente se você sabe que, se algo der errado, o Tesouro irá fazer aportes?

Uma empresa que não é gerida privadamente, que não está sujeita a uma concorrência direta, nunca terá de enfrentar riscos genuínos e nunca terá de lidar com a possibilidade de prejuízos reais. Logo, é como se ela operasse fora do mercado, em uma dimensão paralela.

O interesse do consumidor — e até mesmo de seus acionistas, caso a estatal tenha capital aberto — é a última variável a ser considerada.

Como mostram os esquemas de propinas em licitações, estatais não operam de acordo com os sinais de preços emitidos pelo mercado.  Elas não operam segundo a lógica do sistema de lucros e prejuízos.  Se uma empresa genuinamente privada se dispusesse a pagar um preço mais alto que o de mercado para contratar empreiteiras para fazer obras, seu capital (patrimônio líquido) seria destruído, seus acionistas se desfariam de suas ações, o valor de mercado da empresa despencaria e, na melhor das hipóteses, ela teria de ser vendida para outros controladores "a preço de banana".

Assim como o governo não é capaz de saber se deve construir a estrada A ou a estrada B, ou se deve "investir" em uma estrada ou em uma escola, ele também não sabe se deve produzir mais eletricidade, ou se deve prospectar mais petróleo, ou se deve alterar seu serviço de entrega de cartas. (Por isso, os Correios estão pedindo um aporte de R$ 6 bilhões ao Tesouro Nacional).

Com efeito, não há como o governo saber o quanto deve gastar em todas as suas atividades em que está envolvido.  Simplesmente não há maneira racional de o governo alocar fundos ou mesmo decidir o quanto ele deve ter. 

O sistema de lucros e prejuízos serve como guia crítico para direcionar o fluxo de recursos produtivos.  Tal guia não existe para o governo, que não possui uma maneira racional de decidir o quanto de dinheiro ele deve gastar, seja no total ou em algum setor em específico. 

Por não ter uma racionalidade, uma preocupação com lucros e prejuízos, as estatais sempre acabam seguindo os caprichos do governo do momento, cujos políticos do partido estão em seu comando.  Consequentemente, estatais sempre estarão sob os auspícios de uma gente cujo horizonte temporal é de no máximo quatro anos, e inevitavelmente se transformarão em fábricas de desperdício, ineficiência, confusão e ressentimento.

Em uma sociedade de pessoas livres, a quem Hayek atribuiria as palavras gregas Nomos e Cosmos, o número certo de empresas estatais deve ser zero.

As dificuldades

Por que, então, é tão difícil privatizar empresas do estado? Não há necessidade de coçarmos a cabeça antes de responder.

Primeiro, porque empresas estatais representam uma porta permanentemente aberta para políticos indicarem protegidos ou vassalos para ocuparem cargos em sua direção, como atesta a velha tradição patrimonialista.

Apenas pense: por que os políticos disputam acirradamente o comando das estatais?  Por que políticos reivindicam a diretoria de operações de uma estatal?  Que políticos comandem ministérios, vá lá.  Mas a diretoria de operações de estatais é um corpo teoricamente técnico.  Por que políticos?  Qual a justificativa?

Simples: é nas estatais que está o butim.  As obras contratadas por estatais são mais vultosas do que obras contratadas por ministérios.  O dinheiro de uma estatal é muito mais farto.  E, quanto mais farto, maior a facilidade para se fazer "pequenos" desvios.

Isso, e apenas isso, já é o suficiente para entender por que políticos e sindicalistas são contra a privatização de estatais.  Estatais fornecem uma mamata nababesca. 

Outro pretexto para justificar a existência de empresas estatais é que elas seriam "patrimônio público". Mentira! A expressão propriedade pública significa, pura e simplesmente, que aqueles determinados funcionários públicos que estão eventualmente no poder são aqueles que a "possuem", especialmente os que ocupam postos mais elevados na hierarquia política e que a dirigem de acordo com seus interesses individuais.

Quando políticos e sindicalistas gritam "o petróleo é nosso", "o minério de ferro é nosso", "a telefonia é nossa", "a Caixa é nossa", saiba que eles estão sendo particularmente honestos: aquele pronome possessivo "nosso" se refere exclusivamente a "eles", os únicos que ganham com todo esse arranjo.

Já o "público" não possui qualquer fração da propriedade. Tente, por exemplo, entrar no prédio de uma estatal qualquer, sem se identificar na portaria, ser fotografado e ter que colar na lapela do seu blazer aquele adesivo onde está escrito "visitante". Logo, você não é dono dela.

Em terceiro, há também obstáculos gerados por teorias econômicas equivocadas que defendem que o desenvolvimento de economias atrasadas só pode acontecer se for "induzido" pelo estado, sem se importarem com o fato histórico de que as economias desenvolvidas de hoje eram as economias atrasadas de ontem e que somente lograram se desenvolver porque não se valeram daquela pretensa indução e, portanto, porque as deixaram operar sem empresas estatais para "induzir" o desenvolvimento.

Outro argumento, esse típico da mistura do nacionalismo xenófobo com a teoria marxista da exploração, é de que essas empresas seriam garantia de "soberania nacional".  Sendo assim, petróleo, minério, telecomunicaçõees e eletricidade só poderiam ficar a cargo dos nativos do país.  Balela.

Para começar, empresas privadas — sejam elas nacionais ou estrangeiras — estão interessadas em lucro.  E o lucro só ocorre se tais empresas estiverem servindo bem aos consumidores.  Se uma empresa estrangeira de telefonia decidir cortar as linhas telefônicas e suspender seus serviços para isolar um país (sim, este é um dos "argumentos" dos estatistas nacionalistas), ela terá enormes prejuízos com essa medida.  O mesmo vale para eletricidade, minério e gasolina.  Tal medida só faria sentido se a empresa e seus acionistas odiassem dinheiro — sendo que os estatistas as acusam exatamente de serem gananciosas.

No mais, como dizia Roberto Campos em suas sempre fundamentadas críticas à Petrobras,"soberania é ter a panela cheia" — e, no caso do petróleo, é tanque cheio com combustível de qualidade a preço de mercado. Quanto à "exploração", é fácil perceber que os verdadeiros explorados, no caso da Petrobras, têm sido os consumidores brasileiros. (E mais aportes à Petrobras com o nosso dinheiro já estão em avançada discussão).

Por fim, há o argumento conhecido como teoria dos espaços vazios, segundo o qual determinadas atividades não despertariam o interesse de empresas privadas, cabendo então ao estado criar empresas para explorá-las.  Ignorância.

Como a teoria austríaca do valor demonstra, o valor de algo é subjetivo, criado pela utilidade marginal e, logo, pela demanda e, portanto, só poderia existir um "espaço vazio" onde houvesse demanda não atendida, possibilidade que varia inversamente com o grau de liberdade de entrada e saída de empresas nos mercados.

Ou seja, não há necessidade de empresas do estado, queimando dinheiro de impostos, para executar atividades que seguramente serão desempenhadas por empreendedores privados a partir do momento em que as demandas forem identificadas. Não é a presença do estado que se faz necessária, mas simplesmente ausência de barreiras à entrada e saída. Basta olharmos para os países desenvolvidos e sua história econômica para nos certificarmos dessa afirmativa.

Não basta apenas privatizar; é necessário também desestatizar

A privatização, por si só, já é um avanço.  Mas pequeno.  Pouco efeito terá caso a empresa privatizada continue operando dentro de um mercado protegido pelo governo, no qual não há liberdade de entrada para novos concorrentes.  Sob esse arranjo, a empresa continuará sendo ineficiente.

O recente ocaso da Oi é um ótimo exemplo: a empresa surgiu de uma fusão patrocinada pelo governo Lula — e com a ajuda do BNDES (nosso dinheiro de impostos) — entre a Telemar e Brasil Telecom, de Daniel Dantas.  O esquema envolveu grandes negociatas até mesmo com o governo de Portugal (cujo então primeiro-ministro acabou até mesmo sendo preso).  Tendo nascido por meio de uma intervenção política e repleta de acordos escusos (como a doação de R$ 5,2 milhões da Telamar para a Gamecorp, empresa controlada por Lulinha, o filho mais velho de Lula), é óbvio que a empresa não tinha como ser eficiente.  Operando em uma reserva de mercado garantida pela ANATEL, sua ineficiência acentuou-se ainda mais.  A consequência não poderia ser outra: os consumidores a puniram de acordo, levando-a à bancarrota.

Por isso, ainda mais importante que privatizar, é desestatizar: ou seja, retirar do estado seu poder de controlar um mercado, escolhendo quem pode e quem não pode entrar nele.

E tão importante quanto desestatizar é não fazer leilões que envolvam apenas os comparsas do governo.

Por exemplo, qual a maneira efetiva de se desestatizar o setor petrolífero do Brasil?  Legalizando a concorrência.  Para isso, bastaria o estado se retirar do setor petrolífero, deixando a Petrobras à sorte de seus próprios funcionários, que agora não contariam com nenhum monopólio, nenhuma proteção e nenhuma subvenção.  O estado não precisaria vender nada para ninguém.  Apenas sairia de cena, aboliria a ANP e nada faria para impedir a chegada concorrência estrangeira.  

A Petrobras é do povo?  Então, nada mais coerente do que colocar este mantra em prática: após a retirada do governo do setor petrolífero, cada brasileiro receberia uma ação da Petrobras que estava em posse do governo.  E só. Ato contínuo, cada brasileiro decidirá o que fazer com esta ação.  Se quiser vendê-la, que fique à vontade.  Se quiser mantê-la, boa sorte.  Se quiser comprar ações das outras empresas petrolíferas que agora estarão livres para vir operar aqui, sem os onerosos fardos da regulamentação da ANP, que o faça.  Se a maioria dos acionistas brasileiros quiser vender suas ações para investidores estrangeiros, quem irá questionar a divina voz do povo?  Se o povo é sábio o bastante para votar, então certamente também é sábio o bastante para gerenciar as ações da Petrobras. 

O objetivo supremo é fazer com que o dinheiro do petróleo vá para as mãos do povo, e não para o bolso de políticos e burocratas. 

O mesmo vale para a Eletrobras.  O estado não precisa vender nada a ninguém.  Assim como no caso da Petrobras, ele deve apenas sair de cena, abolindo a ANEEL, o Ministério das Minas e Energia e deixando a empresa, bem como suas subsidiárias — CEPEL, CGTEE, CHESF, Eletronorte, Eletronuclear, Eletrosul, Furnas —, nas mãos de seus respectivos empregados.  Estes, que teoricamente conhecem bem as empresas, poderão escolher entre vender as ações ordinárias que o estado lhes entregou ou mantê-las.  O que será feito é o de menos.  O que importa é que, com a saída do estado, haverá pela primeira vez um mercado livre e desimpedido no setor, sem regulamentações cartoriais.

Para os Correios, a lógica é idêntica.

Banco do Brasil e Caixa — os principais responsáveis por darem sustento ao arranjo econômico que nos legou o atual descalabro — devem ser submetidos aos mesmos princípios.  E o BNDES deve simplesmente ser abolido.

Quanto ao setor de telefonia, que foi privatizado mas não desestatizado, basta apenas abolir a ANATEL e o Ministério das Comunicações, entidades cujo propósito único é criar uma reserva de mercado para proteger as empresas já estabelecidas.  Não há mágica; basta abolir todas as regulamentações que funcionam como barreiras à entrada, liberando toda a concorrência, principalmente internacional.  Que venham as empresas americanas, australianas, coreanas, canadenses, japonesas, chinesas, inglesas, tchecas, russas etc.

A mesma lógica abolicionista se aplica ao setor aéreo, com a abolição da ANAC e da Infraero, com a liberação para que empresas privadas possam construir aeroportos, e a com liberação para que empresas aéreas estrangeiras possam operar vôos domésticos.  (Com, por exemplo, a American Airlines fazendo Curitiba-Fortaleza, a Lufthansa operando Florianópolis- Manaus, a KLM voando Recife-Rio de Janeiro etc). Nesse cenário de livre iniciativa, haveria queda nos preços e melhora nos serviços, duas coisas que as empresas protegidas pela ANAC não querem. 

Já a maneira de se privatizar serviços de água e saneamento é um tanto mais complexa, e, por isso, foi abordada em detalhes neste artigo, assim como a de serviços de infraestrutura (em detalhes neste artigo).

Por que não será feito

Mas, infelizmente, há uma diferença clara entre o que é possível e o que seria de fato necessário — ou seja, entre aquilo que os obscuros meandros políticos permitirem privatizar e a simples e sumária privatização de todas as estatais das três esferas de governo, sem alarde, sem leilões e seus martelos, e sem qualquer tipo de favorecimento, os quais caracterizam o capitalismo de compadres que infecta nossas instituições. 

Impossível deixar de levar em conta que a lógica econômica e a lógica política são naturalmente diferentes.  Na economia, os objetivos são a procura pelo lucro e pela maior satisfação; na política, a busca pelo poder — ou por mais poder.

Portanto, o escopo político da ação humana é, pura e simplesmente, o poder. Se é assim, que político estaria disposto a abrir mão da possibilidade de indicar pessoas de sua confiança para ocuparem cargos em estatais, mantendo-as sob sua influência nas barganhas políticas e financeiras — ou, caso seja corrupto, utilizando essas empresas como fonte de enriquecimento, apenas porque se forem privatizadas os consumidores sairão ganhando?

Convenhamos ser muito difícil encontrarmos pessoas assim tão altruístas no mundo político.

Conclusão

Privatizar e desestatizar não significa apenas aumentar as escolhas dos consumidores, mas diminuir ou cortar as escolhas dos políticos; não exprime tão somente diminuir o desperdício de gastos públicos, mas aumentar os recursos em posse do setor privado, os quais são alocados de maneira muito mais produtiva; não quer dizer simplesmente melhorar as finanças públicas, mas piorar as dos políticos e seus grupos de interesse; não denota meramente diminuir a corrupção, mas aumentar as liberdades individuais.

Empresas estatais — queiram ou não alguns de seus ingênuos defensores — significam maior poder nas mãos da classe política.  Já empresas privadas, operando em mercados sem barreiras legais à entrada e saída, sempre são mais eficientes, do ponto de vista econômico, do que as aberrações conhecidas como "empresas" estatais. 

Quando empresas privadas cometem erros, vão à falência.  Quando empresas estatais cometem erros, são premiados com mais dinheiro do povo.  Esse arranjo é moral?

Há, portanto, sobejos argumentos políticos e econômicos em favor da privatização de empresas estatais, mas há também o argumento moral, que não pode ser esquecido: estado e coerção formam um par perfeito e coerção significa ausência de liberdade ou restrições à liberdade.  Muitos não conseguem ver isso, mas tolher a liberdade de iniciativa e de escolha de terceiros é um grave vício moral, que produz efeitos danosos e que se estendem às gerações futuras.

Parece que, nos últimos tempos, a demanda por maior liberdade econômica vem aumentando no Brasil, talvez como consequência de tantos escândalos de corrupção envolvendo o estado, suas empresas e seus grupos de interesses.  Por isso, a hora de privatizar sem medo pode ter chegado.


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autor

Ubiratan Jorge Iorio e Leandro Roque

Ubiratan Jorge Iorio é economista, Diretor Acadêmico do IMB e Professor Associado de Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).  Visite seu website.

Leandro Roque é o editor e tradutor do site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.



  • Anônimo liberal  04/07/2016 15:58
    Existe alguma lei que impede outras empresas, além da petróbras, de importar gasolina ou petróleo do exterior e revender aqui?
  • Petroleiro  04/07/2016 16:17
    Foi só a partir do ano passado, com a disparada do dólar e os reajustes do preço da gasolina pelo governo, que isso [link=www.novacana.com/n/etanol/mercado/gasolina/concorrencia-petrobras-importar-combustivel-anp-100215/[/link]começou a ser liberado.

    Mas de nada adianta, pois, "como os portos, tanques e dutos, para a armazenagem e transporte dos produtos, são todos de propriedade da Petrobras, as distribuidoras dificilmente concorrerão com a estatal no mercado", diz Alisio Vaz, presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom), que reúne empresas como Chevron, Ipiranga, Ale e Raízen, que tem a Shell como sócia.

    De modo que "é improvável o surgimento de novos grandes importadores de combustíveis no Brasil, além da Petrobras. [...] Isso porque a logística de distribuição no país é dominada pela Petrobras e novos importadores poderiam se indispor comercialmente com a estatal, perdendo contratos de fornecimento no futuro, segundo especialistas e analistas de bancos."
  • Anonimo liberal  04/07/2016 16:29
    Entendi, mas há algo que impede outras empresas de montarem portos, tanques e dutos de maneira a não depender do sistema logístico da petróbras?
  • Alexandre  04/07/2016 17:01
    Montar portos (com tanques e dutos) não é livre. O estado tem de autorizar.

    De resto, a Petrobras detém um monopólio prático da extração de petróleo. Após mais de 40 anos de monopólio jurídico (quebrado apenas em 1997), a Petrobras já se apossou das melhores jazidas do país. Nem tem como alguém concorrer. É como você chegar atrasado ao cinema: os melhores assentos já foram tomados, e você terá de se contentar com os piores.
  • Mauricio  18/07/2016 11:51
    Quais são as regulamentações do estado que impedem que o sistema bancário seja tão predador no Brasil. Temos dois bancos públicos (desconside o BNDES ou estaduais), um deles fornece 80% dos empréstimos imobiliários. Ao menos um deles é extremamente lucrativivo apesar do do grande impacto negativo da sua gestão politizada (lembrando que qualquer funcionário publico ou privado pode escolher qual banco deseja receber s3u salario). Fora que as empresas privadas, em sua maioria pussuem conta nestes dois bancos.
    O sistema bancário Brasileiro possui as maiores pluralidades de instituições bancarias do planeta. Não há restrições de bancos extrangeiros, investimentos, coperativas etc.
    Os dois maiores bancos privados possuem lucros impressionantes ano após ano, esteja em crise ou em expansão econômica. Apesar disto os salários são na base, muito inferiores aos Bancos "estatais".
    A presença e impacto do investimento direto, creditos ou ativos em empresas nacionais por parte desses bancos privados é muito baixo perto do lucro e ativos destes bancos.
    Assim sendo, isso é tudo em função da taxa básica de juros? Porque bancos extrangeiros possuem o mesmo padrão dos bancos de origem nacional?
  • Pablo  04/07/2016 16:04
    Poderiam me dar uma dica de compra de livro?
    Comprei na loja virtual desse site o excelente livro Acao Humana de Mises e agora gostaria de comprar outro.
    Qual livro vcs indicam para comprar agora que terminei de ler o Mises ?
  • Vagner  04/07/2016 17:32
    Democracia, o Deus que falhou do Hans-Hermann Hoppe
  • PESCADOR  04/07/2016 17:53
    Leia "Defendendo o Indefensável", de Walter Bloch. É um dos melhores!
  • Anônimo  05/07/2016 11:23
    Definindo a liberdade - Ron paul, Por uma nova liberdade - Murray Rothbard, A lei - Friedrich Bastiat
  • Daniel Sarmento  12/07/2016 20:04
    Atlas Shrugged - Ayn Rand
  • Marcio Severo  09/04/2017 15:39
    O Caminho da Servidão de Friedrick Hayek, https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Caminho_da_Servid%C3%A3o
  • Henrique Zucatelli  04/07/2016 16:12
    Caríssimos Mestres Ubiratan e Leandro, boa tarde, e parabéns pelo artigo.

    Porém falta combinar com os russos, e nem estou falando dos políticos, mas dos próprios brasileiros. A cultura desse povo é atrasada a tal ponto, que falar sobre liberdade econômica soa mais absurdo que questionar a existência de extraterrestres.

    Eles preferem mil vezes que sejam Estatais, mesmo falidas, mesmo roubadas, do que estar nas mãos de empresários. Nosso povo tem ódio de empresário em sua maioria, está na base do brasileiro padrão.

    O paper vale como um belo "Eu avisei" na cara desse povo boçal que adora um líder supremo e seu Estado gigante. Porém mudar, duvido, com o exemplo da Venezuela, que padece de fome mas não rompe com a inveja preguiçosa.
  • Elvis Estevao  04/07/2016 16:15
    Que se privatize tudo, absolutamente tudo, não deve existir empresa pública e nem participação pública em empresas. Em teoria, o estado não deve ter lucro, apenas servir as pessoas. Quanto menor for o estado melhor, quanto menos impostos, melhor. Quanto menos leis e regulamentações, melhor. Quanto menos interferir na esfera privada, melhor.

    Quanto mais liberdade econômica mais o país cresce, se desenvolve, atrai investimentos internacionais, prospera e eleva a qualidade de vida das pessoas. A única regulamentação necessária para frear o estado e as empresas deve ser a ética e a moral da sociedade, que devem ser conservadores.
  • Ba Marques   04/07/2016 16:18
    Eu não quero ser um acionista involuntário. Ainda mais de empresas que dão prejuízo.
  • 4lex5andro  27/01/2017 13:10
    Felizmente existe bolsa de valores. É o lugar certo pra se desafazer de ações de empresas estatais.
  • Guilherme Garcia  04/07/2016 16:19
    Temos que desregulamentar, desburocratizar e passar tudo T-U-D-O para a livre iniciativa.
  • Oneide teixeira  04/07/2016 16:28
    O que não falta neste país e liberal que ama o estado e as estatais.
    Trocar uma elite estatal corrupta, por outra privada corrupta não adianta nada para o país.
    Se bem que o liberal nega o conceito de país, tão pouco se lixando para o sofrimento alheio, mas vamos adiante.
    A questão é saber qual a origem da cultura estatista, será que é por mau-caráter da população.
    Para isso temos que entender o conceito de anomia social e o "Carpe diem".
    A anomia social é a aceitação da sociedade do uso de desonestidade para ascensão social, este desvio ou anomalia acontece devido ao alto grau de dificuldade para ascender se socialmente de forma honesta.
    Carpe Diem e o viva agora, se tirar o futuro de homem o que resta é um individuo sem moral, não faz sentido seguir regras morais se você estará morto, que compromisso que terá com a sociedade nenhuma, lógico.
    Porque serei honesto se não tenho futuro por mais que eu trabalhe e produza se outros que não trabalham se dão bem.
    Como diz Ayn Rand, neste sistema por quanto tempo os honestos permanecerão honestos.
    Sem uma elite que tenha um projeto de nação, o que resta ao brasileiro é tentar se garantir, e a melhor forma é fazer parte do estado.
    Qual é o projeto de país pelos liberais nenhuma porque não deveria existir fronteiras, por isso que a esquerda domina este país eles jogam o jogo politico.
  • Livre Mercado  04/07/2016 16:54
    OFF TOPIC: Posso estar exagerando, mas parece haver algumas gotas de racionalidade no oceano de ignorância da nossa imprensa:

    g1.globo.com/economia/noticia/2016/07/dolar-em-baixa-ameaca-exportacoes-mas-pode-aliviar-recessao.html

    No fim da reportagem dá espaço para um economista que discorda da velha máxima progressista que basta câmbio favorável e teremos muitas exportações e até nos comentários as pessoas estão cientes do desastre que é moeda desvalorizada.

    A discussão econômica caiu mesmo na boca do povo.
  • Leandro  04/07/2016 17:20
    Uma grata surpresa, muito embora -- e como esperado -- o espaço dado às opiniões deste economista sensato tenha sido mínimo.

    E, como sempre, aproveito a deixa para recomendar dois artigos sobre a relação entre câmbio e exportações, que é exatamente o contrário do que diz o "senso comum":

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2394

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2378
  • Thiago q. Landi  05/07/2016 18:29
    Aproveitando o off-topic, saiu os numeros da balança comercial do primeiro semestre.

    Todos na mídia comemorando que estava negativo e agora está positivo, falando como se o câmbio desvalorizado estivesse ajudando, falando até mesmo que o caminho pra sair da crise é mais desvalorização pra impulsionar mais as exportações.

    Só que as exportações caíram!! E tão caindo mais!! Só melhorou o saldo porque as importações colapsaram por causa da perda do poder de compra da população.

    Sexta feira reportagem do JN mostrando que desde que o Temer assumiu o governo aumentou seus gastos em R$ 127 bilhões. Cadê o ajuste fiscal dream team??

    Semana passada o André Perfeito tava defendendo no conta corrente que pra sair da recessão o governo tinha que fazer um estímulo fiscal, ou seja gastar mais! Que loucura!!

    O banco central sinalizou, na ultima reunião, que não vai abaixar os juros tão cedo.
    Mas antes disso era unânime todos os economistas que eu vi estavam dizendo que o BC tinha q baixar os juros pra "estimular ". Fazer uma "recuperação cíclica"(??)
    Como esses caras querem baixar juros com IPCA em 9.3% IGPM 11.5% inflação dos alimentos e INPC na faixa de 15%!

    Não tá facil não!!
  • Guilherme  05/07/2016 19:14
    Puxa, desvalorizaram o real em 40% e as exportações desabaram? Que coisa, né?

    Em janeiro de 2015 essa queda nas exportações oriunda da desvalorização foi prevista por este site:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2018


    Ver também:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2378
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2394
  • Tannhauser  04/07/2016 16:55
    Leandro,

    Aproveitando o assunto, segue uma matéria postada no site "brasil de fato" sobre a "real" causa do aumento no preço do feijão e qual a "solução":

    Principais pontos do artigo:

    1. Preço do feijão subiu muito;

    2. Analistas apontam como causas fatores climáticos e a doação pra Cuba;

    3. Para diminuir o preço do feijão, o Ministro (intitulado "Rei da Soja" pelo autor do artigo) zerou a taxa de importação. O autor classificou como uma solução "mágica";

    Opinião do autor:

    4. A culpa é do Agronegócio (Golpe Ruralista), que não se preocupa em produzir alimentos, só soja, cana e milho.

    5. Ficamos dependentes do mercado externo e, com o aumento do dólar, o feijão subiu.

    6. Só a agricultura familiar pensa nos outros e planta comida.

    7. Dados (sabe-se lá de onde): nos últimos 25 anos, a área cultivada de arroz caiu 44%, mandioca 20%, feijão 36%. Soja aumentou 161%, milho 31% e cana 142%.

    8. Solução "pé no chão" do autor: "O primeiro passo é reforma agrária para dar terra a quem quer plantar comida. Com a terra na mão, precisamos de incentivo à agroecologia, para produzir alimentos saudáveis. Finalmente, essa produção deve ser regulada pelo Estado, via Conab, para garantir o abastecimento interno antes de embarcar tudo para fora."

    E aí, Leandro? Concorda que a solução é regular a produção de alimentos?

    ´´https://www.brasildefato.com.br/2016/06/29/opiniao-o-golpe-ruralista-e-o-preco-do-feijao/
  • Leandro  04/07/2016 17:15
    E o legal é que essa turma que está acusando o "agronegócio" de estar produzindo aquém do demandado é a mesma que reclama que o agronegócio estaria destruindo o ambiente ao produzir em excesso carnes bovina, suína e avícola.

    Ou seja, se o agronegócio produz muito e fornece alimentos em fartura, ele está destruindo o ambiente. Já se o feijão encarece -- por causa de fatores climáticos -- então é porque o agronegócio está produzindo pouco e retendo a produção.

    Vale também ressaltar que, por causa da desvalorização cambial ocorrida em 2015 (causada pelas políticas do governo anterior), a exportação de milho, soja e demais alimentos ficou extremamente atrativa, gerando fartura para os estrangeiros e escassez (de carne, pois os animais são alimentados com milho e soja) para os brasileiros.

    No entanto, e curiosamente, o governo -- o causador desse descalabro cambial -- ganha um passe livre dessa gente.
    E é ainda mais aplaudido quando inventa políticas para subsidiar as exportações (que aumentam o desabastecimento interno) e encarecer as importações (que aumentam a oferta interna).

    Quanto ao governo controlando a produção de alimentos, isso foi feito na Etiópia e na China de Mao, gerando resultados bastante humanitários.
  • mauricio barbosa  04/07/2016 17:41
    Eu já desisti de ler esses blogs(Midia comprada do PT)esquerdistas,o choro deles da náuseas.
  • Schneider  04/07/2016 18:41
    OFF TOPIC.

    Leandro, perdão pela mensagem atravessada neste tópico, mas procurei seu contato de email e não encontrei (não uso facebook, twiter e demais redes sociais).
    Gostaria de saber da sua disponibilidade e interesse para ministrar uma aula magna sobre Escola Austríaca e Economia Brasileira na UNISUL (Universidade do Sul de Santa Catarina) em Tubarão, SC.

    Explico os detalhes por email. Aguardo seu contato.

    Obrigado.
  • Pobre Paulista  04/07/2016 19:05
    Já que o assunto é agronegócio, exportação e Roberto Campos, segue um trecho do artigo "Verbetes de um dicionário":

    SECA, s.f. - Acidente climático, caracterizado pela falta de chuvas, que produz inflação de preços agrícolas. O antônimo é "Cheia" ou "Enchente", caracterizada pela abundância de chuvas, que também produz alta de preços agrícolas.
  • Livre Mercado  04/07/2016 18:05
    Onde achou essa droga de artigo? Na cracolândia?
  • Pobre Paulista  04/07/2016 23:32
    Basta passar o mouse por cima do link para descobrir que o artigo referido é deste próprio instituto. Não sei se na cracolândia eles sabem disso.
  • Magno  05/07/2016 00:23
    Ele, obviamente, não entendeu que se trata de uma ironia.
  • Tilt  05/07/2016 15:31
    O Livre Mercado se referiu ao artigo do Tannhauser ou ao do Pobre Paulista?
  • Renato  04/07/2016 17:33
    Muitos estão reclamando que eu sempre coloco o mesmo comentário para acabarmos com a classe política. Sempre no fim coloco o meu e-mail para os interessados para entrar em contato.

    Muitos são preguiçosos até em mandar um simples e-mail para conversar sobre o assunto. Mas como sou insistente volto com o mesmo comentário e os interessados entrem em contato...

    galenoeu@gmail.com

    ___________________________________________________________________________________________

    Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política...e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos "fantasmas". O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email é galenoeu@gmail.com
  • Alberto  04/07/2016 19:49
    Eis uma notícia interessante sobre a nefasta Anatel

    Mergulhada em crise financeira e institucional, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a cada nova polêmica, consolida a percepção, já existente entre órgãos de defesa do consumidor e funcionários de carreira do órgão, de que regula o setor a favor das operadoras, e não dos usuários.

    No mais recente problema, de corte orçamentário, o call center, canal direto de atendimento que recebe 25 mil ligações por dia, esteve na iminência de ser fechado, revoltando usuários, técnicos e institutos de proteção aos direitos dos consumidores. A telefonia é líder de reclamações no país.

    Afetada pelo contingenciamento do gasto público, a Anatel, que está sendo obrigada a lidar com o pedido de recuperação judicial da Oi, enfrenta os maiores impasses desde sua criação. Está com contas atrasadas, teve que dispensar terceirizados, cortou o uso do ar-condicionado, não tem carros para fazer a fiscalização em vários estados e se vê impossibilitada de pagar diárias aos funcionários que devem trabalhar durante as Olimpíadas no Rio de Janeiro.

    Cortes em treinamentos, cursos e despesas básicas recaem diretamente sobre os consumidores, explica Thiago Cardoso Henriques Botelho, presidente da Associação Nacional dos Servidores Efetivos das Agências Reguladoras Federais (Aner). "Além de o call center, que é o principal canal dos usuários, quase ter sido fechado, a falta de fiscalização prejudica o consumidor", revela.

    Botelho ressalta que, embora a Anatel gere receitas entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões por ano com o Fundo de Fiscalização de Telecomunicações (Fistel) e tenha orçamento anual de aproximadamente R$ 400 milhões anuais — ou seja, menos de 10% desse total —, não está conseguindo pagar nem as contas básicas de telefone e internet, o que ameaça provocar pane na conexão do call Center. "Há claro descompasso entre arrecadação e gasto", alerta.

    Desde que o presidente da Anatel, João Rezende, declarou que a "era da internet ilimitada" havia chegado ao fim, logo depois que as operadoras cogitaram implantar franquia na banda larga fixa e cortar dados ao fim do pacote, o órgão que dirige despertou a desconfiança da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) inclusive quanto ao destino dos fundos setoriais. A entidade está entrando com uma ação para cobrar a aplicação dos mais de R$ 100 bilhões recolhidos pelo Fistel e pelo Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). Relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) do ano passado detectou a utilização para os mais fins mais absurdos, como pagamento de aposentadoria, construção de ferrovia e participação no capital da Telebras.

    O pesquisador de Telecomunicações do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Rafael Zanatta, ressalta que as operadoras foram alvo de 30 milhões de queixas apenas no ano passado. "As empresas adotam práticas lesivas porque os consumidores demoram para levar os casos à Justiça. As companhias contam com o apoio da diretoria da Anatel", acusa.

    www.em.com.br/app/noticia/economia/2016/07/04/internas_economia,779685/anatel-pode-cortar-canal-de-comunicacao-com-o-publico.shtml


  • Milton Chicoli  04/07/2016 19:50
    Privatizar não adianta nada se for manter as agências reguladoras ou o controle do capital entre o BNDES e fundos de pensão estatais. Isso fica só para inglês ver.
  • Ricardo  04/07/2016 19:59
    Correto. Comentado aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1930
  • Osvaldo Souza   04/07/2016 19:51
    Eu era contra a privatização por achar que ela entregaria nossa riqueza ao capital privado. Hoje, diante de tanta corrupção e cabides de empregos, vejo que esta é a alternativa melhor e é urgente.
  • Oswald de Souza  05/07/2016 12:37
    Com a palavra, Roberto Campos:

    A riqueza do país não está em minérios de ferro, de alumínio ou mesmo na porcaria do nióbio. Danem-se as pedras, dane-se o petróleo! A riqueza do país está em seu povo, mais precisamente no seu know how aliado a uma ampla liberdade econômica, a qual permitiria esse potencial humano entrar em ação (caso contrário teríamos uma Cuba, em que temos uma população educada mas que pouco ou quase nada pode fazer com essa educação).

    Se mandássemos toda a população do Brasil para o Japão e vice-versa, deixando tudo o mais no lugar, ou seja, só trocando as pessoas mesmo, o Brasil se tornaria um país riquíssimo e o Japão se tornaria um favelão.

    Enquanto as pessoas não deixarem de lado esse fetichismo idiota e não se darem conta das reais causas da riqueza um país, teremos aí países pobres com muitos recursos naturais, tal como Brasil e Venezuela, só para dar dois exemplos de uma centena de outros possíveis.
  • Bruno  05/07/2016 19:49
    Eles deliram...

  • Leonardo Gordon Cortez  04/07/2016 19:52
    Texto perfeito! Melhor partes na minha opinião:

    "Por isso, a privatização de estatais, por si só, já seria um avanço. Mas pequeno. Pouco efeito terá caso a empresa privatizada continue operando dentro de um mercado protegido pelo governo, no qual não há liberdade de entrada para novos concorrentes. Sob esse arranjo, a empresa continuará sendo ineficiente, como é o caso das telefônicas."

    "Logo, ainda mais importante que privatizar, é desestatizar: retirar do estado seu poder de controlar um mercado, escolhendo quem pode e quem não pode entrar nele."

    "E tão importante quanto desestatizar é não fazer leilões que envolvam apenas os comparsas do governo."
  • Filósofo da USP em Cuba de Férias  04/07/2016 20:32
    Risível...

    Se privatizar a UFRJ o Ubiran Iorio vai ficar desempregado, venderás aonde suas elucubrações?
    O "old man" também já deve estar de olho na aposentadoria do INSS ou não?

  • anônimo  05/07/2016 03:07
    Risos.
    Escola austríaca criada e mantida pelos funcionários do estado.
    É a tradição liberal em sua mais fina expressão.
  • Renato Andrade  04/07/2016 20:41
    É preciso propagar o máximo possível a cultura econômica da Escola Austríaca. Enquanto o povo tiver uma mentalidade de paternalismo estatal e assistencialismo, uma sociedade baseada no Livre Mercado não será possível. A doutrinação marxista imposta nas escolas e universidades por "professores" de esquerda e no ambiente de trabalho imposta por sindicatos é que contamina e zumbifica a mente das massas, e é justamente isso que atende aos interesses do governo. Somente o máximo possível de pessoas conscientes dos benefícios do Livre Mercado é que poderão tirar o poder dos burocratas.
  • Renan Merlin  04/07/2016 21:00
    A Esquerda demonizou tanto a privatização mal feita que o FHC fez que só tem uma maneira de ser feita de maneira viavel politicamente.
    A Petrobras, Caixa e BB não são do "povo" como o PT tanto diz em seus comerciais? Pois bem, privatize todas em leilão aberto e todo dinheiro seria dividido igualmente entre todos os brasileiros. Claro que a esquerda nuuunca vai aceitar, ate porque o "povo" que eles falam é o povo deles.
  • Marcos  04/07/2016 22:26
    "Em terceiro, há também obstáculos gerados por teorias econômicas equivocadas que defendem que o desenvolvimento de economias atrasadas só pode acontecer se for "induzido" pelo estado, sem se importarem com o fato histórico de que as economias desenvolvidas de hoje eram as economias atrasadas de ontem e que somente lograram se desenvolver porque não se valeram daquela pretensa indução e, portanto, porque as deixaram operar sem empresas estatais para "induzir" o desenvolvimento."

    Caros colegas, especificamente com relação a essa parte, como a Escola Austríaca veria o caso Sul-Coreano, em que o governo de lá escolheu apoiar as campeãs nacionais, como a Samsung, por exemplo?

    Daria pra dizer que com autoritarismo e uma cultura de valorização do trabalho seria possível emplacar o desenvolvimentismo para além de um voo de galinha?

    Há alguma artigo que fale a respeito?

    Já agradeço as contribuições.
  • Leandro  04/07/2016 23:11
    Em primeiro lugar, vale ressaltar que a política de campeãs nacionais já foi implantada aqui no Brasil, e em diversas áreas da economia. Oi (em recuperação judicial), LBR (quebrada) e a Marfrig (no vermelho), JBS/Friboi (das piores carnes que há no mercado), BRF e Fibria são todas elas resultantes dessa política.

    Portanto, a defesa de tal modelo já não mais é questão apenas de teoria, mas sim de empiria. E a empiria não foi das mais exultantes.

    Ademais, vale destacar que a defesa de tal modelo representa uma desavergonhada defesa do mercantilismo e do para prol de grandes empresários (exatamente isso o que foi feito no governo Dilma). Os políticos e os grandes empresários que têm pavor da concorrência adoram esse arranjo.

    Não há nenhuma dúvida de que protecionismo e subsídios são bons negócios para as grandes empresas e seus empregados, mas resta ainda alguém explicar como é que restringir as opções de consumo, diminuir a oferta e encarecer os produtos disponíveis pode ser algo bom para o enriquecimento da população.

    O grande problema desses defensores da Coréia do Sul é que eles confundem abertamente correlação com causalidade, algo imperdoável para economistas.
    Hong Kong e Cingapura, sendo que ambos eram grandes favelas a céu aberto na década de 1970, hoje têm as maiores rendas per capita do mundo. E jamais aplicaram políticas protecionistas. Ambos são mais ricos que a Coréia do Sul em termos per capita. E olha que ambos são asiáticos -- logo, possuem relativamente a mesma cultura.

    Outra desonestidade é se concentrar na Coréia e não analisar os países que adotaram com ainda mais intensidade exatamente as políticas que tais pessoas defendem. Estes simplesmente não se desenvolveram. O que não é surpresa nenhuma.

    Mais um ponto: vamos fazer o jogo dessa gente e conceder -- por apenas um segundo -- que tarifas protecionistas e subsídios sejam necessárias para o desenvolvimento das empresas. A pergunta é: no Brasil, as empresas já não tiveram o bastante? O mercado brasileiro está praticamente fechado e subsidiado há mais de um século e ainda é necessário dar mais tempo?

    Ficam as seguintes perguntas: Tarifa e subsídio de quanto? Por que tal valor? Por que não um valor maior ou menor? Por quanto tempo deve durar essas tarifas e subsídios? Por que não um tempo maior ou menor? Qual setor deve ser protegido e privilegiado? Por que tal setor e não outro? E, finalmente, por que o segredo para a eficiência é a blindagem da concorrência e a garantia de uma muleta?

    Por fim, não é verdade dizer que a Coréia do Sul "era pobre e aí foram adotadas políticas intervencionistas e aí ela enriqueceu". Mesmo porque isso é econômica e logicamente impossível.

    O que o general (aliás, ditador) Park fez foi adotar uma política extremamente favorável ao investimento estrangeiro (óbvio, pois a Coréia não tinha capital), principalmente de japoneses (com quem ele reatou relações diplomáticas) e americanos. Não fossem esses investimentos estrangeiros, o país continuaria estagnado.

    Os japoneses investiram pesadamente em infraestrutura, em indústrias de transformação e em tecnologia, o que fez com que a economia coreana se tornasse uma economia altamente intensiva em capital e voltada para a exportação. Esse fator, aliado à alta educação, disciplina e alta disposição para trabalhar (características inerentemente asiáticas), permitiu a rápida prosperidade da Coréia.

    Era economicamente impossível a Coréia enriquecer por meio de intervencionismo simplesmente porque não havia capital nenhum no país. Intervencionismo é algo possível apenas em países ricos, que já têm capital acumulado e que, por isso, podem se dar ao luxo de consumi-lo em políticas populistas. Já países pobres não têm essa moleza (por isso o intervencionismo explícito em países como Bolívia e Venezuela apenas pioram as coisas).
  • Gabriel Medeiros  05/07/2016 04:49
    "O que o general (aliás, ditador) Park fez foi adotar uma política extremamente favorável ao investimento estrangeiro (óbvio, pois a Coréia não tinha capital), principalmente de japoneses (com quem ele reatou relações diplomáticas) e americanos. Não fossem esses investimentos estrangeiros, o país continuaria estagnado.

    Os japoneses investiram pesadamente em infraestrutura, em indústrias de transformação e em tecnologia, o que fez com que a economia coreana se tornasse uma economia altamente intensiva em capital e voltada para a exportação. Esse fator, aliado à alta educação, disciplina e alta disposição para trabalhar (características inerentemente asiáticas), permitiu a rápida prosperidade da Coréia."

    Tem alguma literatura a respeito disso, Leandro? É sempre muito proveitoso ler seus comentários.
  • Gabriel Medeiros  05/07/2016 13:57
    Grato!!
  • Dam Herzog  04/07/2016 23:18
    Acho que o governo deveria dividir as ações de todas empresas estatais e dar para cada família brasileira, e não deixar para os funcionários como ocorreu na Russia e outras nações do leste europeu. As famílias tem direito porque as estatais foram formadas com dinheiro dos impostos. O governo não merece ter empresas pois todas que ele tem termina em escândalo de desvio por corrupção e ineficiência por não trabalhar dentro do mercado. A concorrência precisa voltar ou iniciar no Brasil.Já as agencias reguladoras aumentam muito o custo brasil com imposições descabidas e caras. Haveria necessidade de abrir as fronteiras para que empresas do mundo inteiro venham para aqui a competição seria melhorada haveria a destruição dos carteis. E criação de um conjunto de regras para criar um ambiente econômico propicio para não espantar o capital estrangeiro. Também um reforma trabalhista que contribuiria diminuição do custo brasil. Sindicatos com contribuição voluntária única. Acordos ou contratos de trabalho voluntários com entrada e saída da empresa sem interferência do governo, para os empresários não terem medo de empregar. Uma reforma da previdência com idade mínima de aposentadoria de 67 anos. Que funcionários públicos aposentassem com mesmo salário como nos EUA. Mudanças nas lei tributárias que estabelecessem um teto de 25% do pib como máximo dos impostos. Uma federação de fato que até autorizasse as secessões dos estados. Privatização total da saúde e da educação.Pois pagando 36% já não temos nem saúde,nem educação, nem segurança,nem estradas sem buracos. Assim passaríamos a Nova Zelândia no ranking de liberdade econômica. Ai o brasileiro poderia escolher o produto mais barato no mundo inteiro.
  • Vinícius  05/07/2016 00:05
    Uma vez na faculdade, justamente numa aula sobre REGULAÇÃO, o professor comentou em tom de ironia :

    "pra quê semáforo não é mesmo ?"

    fazendo uma alusão como se o mercado fosse os carros na pista e que eles precisassem de alguém pra controlar, regular... e que no caso as agências reguladoras seriam esses "semáforos".

    No fundo...eu sei que as agências reguladoras tão longe de ser isso... a teoria é muito diferente da prática.

    Mas lendo esse texto, vcs acham que se não houvesse as agências as empresas genuinamente privadas não poderiam tbm formar cartéis e oligopólios ou coisas parecidas que também prejudicariam os consumidores ????

    o empresário tbm não é santo...
  • Moraes  05/07/2016 00:31
    Meu caro, os cartéis e os oligopólios existem exatamente neste arranjo de agências reguladoras.

    Quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado é e sempre foi o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

    Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, postos de gasolina, internet, TV a Cabo etc.).

    O que impede que haja cartéis em um arranjo sem agências reguladoras? Simples. Uma coisa chamada realidade econômica.

    Nunca houve cartel duradouro em um livre mercado. Não há um só exemplo prático de cartel (e muito menos num país de dimensões continentais) em setor não regulado e controlado pelo governo.

    Se você forma um cartel para elevar preços, imediatamente torna-se um bom negócio sair desse cartel e vender a um preço menor. Para o sujeito que sai do cartel, reduzir seu preço em centavos lhe trará uma receita muito maior (porque venderá um maior volume) do que teria caso mantivesse o preço do cartel (e, consequentemente, vendesse um volume bem menor).

    Cartéis só existem precisamente em ambientes regulados pelo estado. Não há um único exemplo na história de cartéis duradouros em setores da economia não regulados pelo estado.

    Como era quando não havia intervenção estatal? Era assim:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=366


    Veja também este artigo sobre cartéis protegidos pelo estado:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2049
  • Leandro  05/07/2016 00:37
    É claro que empresários não são santos. E é exatamente por isso que eles têm de ser submetidos a um ambiente de total e irrestrita concorrência, sem protecionismos e privilégios.

    Em uma economia de mercado, sem protecionismos, subsídios e privilégios, a única maneira de um empreendedor auferir lucros é servindo bem seus clientes (e mantendo seus custos baixos). Um dos mais belos aspectos de uma economia de mercado é que ela é capaz de domar as pessoas mais egoístas, ambiciosas e talentosas da sociedade, fazendo com que seja do interesse financeiro delas se preocuparem dia e noite com novas maneiras de agradar terceiros. Empreendedores conduzem a economia de mercado, mas a concorrência entre empreendedores é o que os mantém honestos.

    Nenhum livre-mercadista nega a existência de empreendedores salafrários; nós apenas acreditamos — e para isto baseamo-nos na sólida teoria econômica — que, quanto mais livre e concorrencial for o mercado, mais restritas serão as chances de sucesso de vigaristas, e mais honestas as pessoas serão forçadas a se manter. E elas terão de ser honestas não por benevolência ou moral religiosa, mas sim por puro temor de que, uma vez descobertas suas trapaças, elas serão devoradas pela concorrência, podendo nunca mais recuperar sua fatia de mercado e indo a uma irrecuperável falência.

    Por outro lado, quanto maior for a regulamentação estatal sobre um setor, mais incentivos existirão para a corrupção, para o suborno, para os favorecimentos e para os conchavos. Em vez de se concentrar em oferecer bons serviços e superar seus concorrentes no mercado, as empresas mais poderosas poderão simplesmente se acertar com os burocratas responsáveis pelas regulamentações, oferecendo favores e, em troca, recebendo agrados como restrições e vigilâncias mais apertadas para a concorrência.
  • anônimo  05/07/2016 01:07
    Mas o mercado nunca será desregulado, mesmo em um livre mercado, a diferença é que quem regula são os consumidores e não o estado.
  • Vinicius  05/07/2016 02:47
    Mas que poder tem o consumidor ? As vezes o sujeito não sabe mas determinados produtos são de uma mesma marca( ex: a Coca Cola domina várias marcas de bebidas(não só refrigerantes mas desde água, sucos, energéticos...), e quando uma pequena marca começa a fazer sucesso que nem o Guaraná Jesus, a Coca Cola foi lá e imediatamente comprou a marca)

    veja o exemplo dessa imagem : www.estudofacil.com.br/wp-content/uploads/2015/05/cartel-truste-e-holding.jpg

    tem a mão de algum governo nessa imagem aí ?


    Agora vc imagina quando a gente fala de produtos complexos, que possuem uma tecnologia difícil de ser copiada. Tipo a indústria farmacêutica...


    Esse papo do livre comércio parece bonito na teoria... mas novamente eu digo...empresários não são santos.

    No fim das contas, eu não vejo muita escapatória rsrs
  • Leandro  05/07/2016 03:13
    Ué, não entendi. O que houve de "errado" nessa situação?

    Não houve agressão, nenhuma propriedade privada foi confiscada, ninguém foi agredido, ninguém foi coagido.

    A única coisa que houve é que uma empresa comprou outra de que você gostava. E só.

    Você construiu a narrativa de modo a inferir que o guaraná Jesus foi confiscado pela Coca-Cola ou que os proprietários do guaraná sofreram algum tipo de coerção pela Coca-Cola.

    Não.

    O que houve foi que uma empresa, por ter feito sucesso, recebeu uma proposta de compra de outra empresa. Seus proprietários aceitaram. Ponto final.

    Situação idêntica aconteceria se eu me oferecesse para comprar o seu carro porque o acho bonito, seu apartamento porque o acho agradável, ou mesmo a sua padaria porque acho que seria um bom negócio. Você poderia dizer sim ou não. E acabou.

    Os consumidores do guaraná Jesus lamentaram a compra porque gostavam do produto? Se sim, isso apenas mostra que seus proprietários fizeram uma excelente gestão e, por isso, foram devidamente recompensados vendendo seu negócio para a Coca-Cola (certamente a um alto preço). Muito provavelmente, esse era o objetivo deles. Por que proibir empreendedores de ganhar dinheiro vendendo seu empreendimento para outra empresa? Por que eles deveriam ser proibidos de colher o retorno do seu capital? Na prática, você está querendo obrigar os proprietários do guaraná Jesus a continuarem no ramo apenas para servir você, algo que eles não mais querem fazer. Trata-se de uma coerção inaceitável.

    Perceba que, ao lamentar a compra, você está concordando plenamente com a Coca-Cola; a Coca-Cola pensou exatamente igual a você: "aquele produto é tão bom que farei uma proposta de compra ao seu dono". Você está dizendo que a Coca-Cola tomou uma decisão acertadíssima, a qual você próprio aprovaria caso fosse acionista dela: comprou uma empresa de qualidade, cujos donos voluntariamente aceitaram a venda.

    Diga-me: por que você não aceitou o fato de os donos do guaraná Jesus venderem a própria empresa deles?

    Entenda esse básico: uma empresa X só compra uma empresa Y se os proprietários de Y aceitarem a proposta de compra de X. Ponto.

    De novo, o que há de errado nisso?

    Nenhuma propriedade foi confiscada nesse processo, ninguém foi agredido, nenhum inocente foi coagido. Por que tal tipo de transação pacífica, voluntária e não-agressiva para com terceiros deveria ser restringida pelo governo?

    Todo o seu problema se resume a uma questão: não aceitar a liberdade dos donos de uma empresa fazerem o que quiserem com ela (de maneira pacífica e voluntária). Na prática, você está dizendo que o guaraná Jesus é tão bom, que a empresa deveria agir conforme os interesses seus, e não conforme os interesses dos proprietários.
  • Vinicius  05/07/2016 03:50
    kkkkkkkkkk

    cara você construiu a narrativa como se tudo fosse belo e simples.

    Mas você não colocou nessa história se hipoteticamente o Guaraná Jesus queria mesmo vender ou foi forçado a fazer isso, não colocou na história se a Coca Cola boicotava constantemente a outra marca, se rolava chantagens. Uma empresa como a Coca Cola tem mais dinheiro, tem mais poder sob uma concorrente menor...enfim ela tem muito mais recurso para destruir outra marca menor. A guerra ta ocorrendo e o consumidor mal sabe o que ta se passando nos bastidores. O consumidor escolhe aquilo que as marcas poderosas deixam ele escolher... não é um cenário de muita liberdade.

    Numa transação (compra e venda) , nem sempre uma das partes ta fazendo aquilo porque quer.

    Se o poder estivesse equiparado entre as duas marcas, o que vc diz faria algum sentido. Mas na prática não é bem assim que funciona.

    E supondo que a Coca Cola seja a vilã da história, não foi bom para os consumidores do Guaraná Jesus perder a marca. O dinheiro falou mais alto, mas o consumidor saiu perdendo nessa. E olha que a gente ta falando de bebida, mas podia ser algo mais complexo como a indústria farmacêutica. Se não tivesse o governo tomando as rédeas, alguém tomaria... e acredito que não seria o consumidor.


  • anônimo  05/07/2016 11:50
    Foi justamente o consumidor que fez o guarána jesus crescer. Foi justamente o consumidor que fez a Coca cola resolver comprar a marca jesus, e é justamente o consumidor que mantem a coca como lider do mercado.

    A coca cola não tem todo esse poder que você pensa. Repare quanto já mudou e inovou com diferentes produtos. Se a Coca Cola tivesse tal poder ela nao precisaria mudar, seria a mesma de 50 anos atrás.

    Eu mesmo quando vou ao mercado excerço meu poder de consumidor, quando acho o preço da coca cola mais salgado levo uma pepsi ou até uma itubaina. Ou as vezes nem refrigerante levo, compra apenas água. É assim que eu e milhões de outros consumidores decidem os rumos do mercado.

    O problema não é a quantidade de empresas que há e sim se há ou não barreiras para a entrada de novas empresas. A coca cola não compete apenas com refrigerantes de sabor coca, concorre com todos os tipos de bebidas e com todos os potenciais entrantes.

    Mesmo que um dia a coca cola compre todas as empresas de bebida, se não houver barreiras a entrada a coca cola continuara tendo de servir o consumidor ou qualquer novo proprietário tomará o market share da Coca.

    Essa é a lógica do livre mercado, sendo livre os meios produção, em que qualquer um possa adquirir, nenhuma empresa estará segura, e todas deverão servir ao máximo o consumidor.
  • Pedro_N  05/07/2016 17:18
    Aqui no Maranhão, o guaraná Jesus continua sendo um dos campeões de vendas e está na mesma faixa de preços dos demais refrigerantes. Afinal, não faria sentido a Coca Cola retirar do mercado uma marca tão apreciada por aqui. A menos, é claro, que não gostem de dinheiro.
  • PepePoA  05/07/2016 20:03
    Quanto mais um esquerdista tenta argumentar contra algo que abala sua fé mais sua dissonância cognitiva fica explícita.


    "Esse papo do livre comércio parece bonito na teoria"

    Esse papo de parecer bonito na teoria só pode vir de quem não tem absolutamente nenhuma fonte de informação fora da sua realidade limitada alimentada por um único viés ideológico

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2260

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2059

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1804


    "mas novamente eu digo...empresários não são santos."


    Leandro descreve com toda clareza o que qualquer liberal sabe, que empresário não é santo, e justamente por isso defende a livre concorrência irrestrita. E como prova da deficiência interpretativa quando lê algo que vai contra sua crença, o estatista parece dar curto circuito ignorando qualquer explicativa mesmo quando plenamente lógica.

    "



    "veja o exemplo dessa imagem : www.estudofacil.com.br/wp-content/uploads/2015/05/cartel-truste-e-holding.jpg

    tem a mão de algum governo nessa imagem aí ?"

    Não,tem a mão do consumidor (conforme já explicado, leia com atenção desta vez). Se você se opõe a ação destas marcas boicote. Agora você não acreditou que o estatista que criou esta imagem incluiu todas as marcas que existem nas prateleiras de qualquer mercado e você não tem outra opção de escolha não é? Socialistas adoram cuspir no capitalismo enquanto tomam Coca Cola!


    "Agora vc imagina quando a gente fala de produtos complexos, que possuem uma tecnologia difícil de ser copiada. Tipo a indústria farmacêutica..."

    Indústria Farmacêutica? Aquela que possui umas das mais fortes políticas de proteção estatal onde seu produto pode operar em monopólio no mercado por anos graças as políticas de patentes as quais este site cansa de recriminar?

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=980

    "No fim das contas, eu não vejo muita escapatória rsrs "

    Você precisa urgentemente ampliar sua visão! L
  • lennon  05/07/2016 00:25
    Os sindicalistas da Eletrobras estão agora em grevezinha exigindo aumento as custas dos nossos impostos. Se todo o povo brasileiro se reunisse com um pedaço de pau com pregos e fosse para esses vagabundos meter o cacete sem dó já estaria resolvida a negociação. O dinheiro é público, e é com o povo que eles deveriam discutir isso, e não com terceiros.
  • Renan Merlin  05/07/2016 04:35
    E Ainda são chamados de "servidores".
  • Rod100  05/07/2016 01:05
    Mais um excelente artigo. Parabéns!

    Do ponto de vista filosófico e lógico, sem a menor sombra de dúvida, apoio na íntegra as idéias da Escola Austríaca. No entanto, há tristemente um porém, de cunho pragmático.

    Citando o texto:
    "A mesma lógica abolicionista se aplica ao setor aéreo, com a abolição da ANAC e da Infraero, com a liberação para que empresas privadas possam construir aeroportos, e a com liberação para que empresas aéreas estrangeiras possam operar vôos domésticos. (Com, por exemplo, a American Airlines fazendo Curitiba-Fortaleza, a Lufthansa operando Florianópolis- Manaus, a KLM voando Recife-Rio de Janeiro etc). Nesse cenário de livre iniciativa, haveria queda nos preços e melhora nos serviços, duas coisas que as empresas protegidas pela ANAC não querem."

    Está aí um setor extremamente manipulado pelos governos. A American Airlines, situada nos EUA, país que ocupa a 10a posição no ranking de liberdade econômica, segundo a Heritage Foudantion (www.heritage.org/index/ranking), foi uma das beneficiadas pelo governo americano em um programa de "bailout" na qual as aéreas americanas receberam nada mais nada menos que 15 bilhões de dólares em ajuda (www.taxpayer.net/library/weekly-wastebasket/article/big-airlines-benefit-from-bailout-bill). Além disso, tanto American Airlines quanto a Lufthansa ou KLM, são regulamentadas pelas regras do FAA e EASA (as agências reguladoras da aviação civil americana e européia, respectivamente). Outro fator presente nas aéreas é a presença de sindicatos forte, basta lançar no Google para encontrar algumas greves ou ameaças de greve. Como se não bastasse, a KLM fundiu-se a Air France anos atrás e, apesar de ter reduzido sua participação, o governo francês ainda detém cerca de 18% das ações da empresa (www.airfranceklm.com/en/finance/financial-information/capital-structure). Comentei apenas um pouco das 3 empresas citadas, mas a intervenção governamental no setor é ampla e profunda no mundo inteiro.

    Chego a algumas conclusões com isso:

    Mesmo abrindo o mercado doméstico a essas empresas, estaríamos abrindo a empresas que são dependentes de seus respectivos governos, portanto não competem de forma genuinamente livre. Faria sentido abrir o mercado para ser atendido por uma estatal francesa?

    Se abrirmos o mercado brasileiro, e, ao mesmo tempo, mantivermos o nosso ICMS, IR, PIS, COFINS, ISS, CSLL e sei lá mais quantos impostos, as empresas nacionais não terão condição de competir. Uma genuína abertura teria que primeiro passar por eliminação dos impostos, ou pelo menos uma forte redução na carga tributária. Suponho que liberar as rotas e acabar com a ANAC são questões secundárias.

    Certamente as aéreas brasileiras querem receber as benesses governamentais, uma das recentemente discutidas foi o Programa de Aviação Regional (www.aviacao.gov.br/noticias/2015/03/programa-de-aviacao-regional-ja-tem-55-anteprojetos-autorizados/2015-03-09-sac.pdf), na qual, por exemplo, um fundo governamental pagaria pelos assentos vazios de aeronaves para que assim viabilizasse o serviço aéreo regular a pequenas cidades com baixa demanda. Logo, para receber essas benesses, as empresas não tem interesse em se indispor com o governo e, portanto, não têm porquê brigar por reduções tributárias.

    Finalmente minha triste questão pragmática, sou profissional em uma empresa brasileira e, apesar de apoiar o livre mercado à luz da Escola Austríaca, tenho mais uns 20 anos pela frente como profissional na aviação civil e não vejo nesse horizonte de tempo um verdadeiro livre mercado sendo adotado na aviação civil mundial e acabo chegando na maldita pergunta protecionista: se quase ninguém está interessado num livre mercado, por que eu haveria de defendê-lo e correr o risco de numa possível "meia reforma" um francês trabalhando para uma estatal deslocar o meu posto de trabalho?

    Suponho que outros colegas do site também possam sofrer dessa questão existencial...
  • Stewart  05/07/2016 01:16
    "Mesmo abrindo o mercado doméstico a essas empresas, estaríamos abrindo a empresas que são dependentes de seus respectivos governos, portanto não competem de forma genuinamente livre. Faria sentido abrir o mercado para ser atendido por uma estatal francesa?"

    Faria total sentido.

    É verdade que há empresas aéreas estrangeiras que se valem de subsídios de seus governos. Mas aí cabe uma colocação.

    Mesmo que as empresas estrangeiras de fato estivessem se valendo dos subsídios que recebem de seus respectivos governos para abaixar seus preços e com isso ganhar fatia de mercado das companhias aéreas nacionais, fica a pergunta: e daí?

    Isso seria problema dos pagadores de impostos estrangeiros, que estariam aceitando que seus impostos subsidiassem nossas viagens. São eles que deveriam reclamar. Para nós brasileiros essa benesse seria ótima, pois, além de estarmos utilizando serviços subsidiados pelos gringos, estaríamos poupando mais e, consequentemente, investindo e/ou consumindo mais. Se os estrangeiros estão dispostos a nos dar esse privilégio, não vamos recusar. Eles que se entendam por lá.

    Mas o governo brasileiro também poderia ajudar as companhias aéreas brasileiras de várias maneiras. Ele poderia, por exemplo, cortar impostos sobre o querosene, barateando o produto. Ele poderia também permitir a concorrência no setor de produção e distribuição de querosene (ambos monopolizados pela Petrobras), o que aumentaria a oferta e derrubaria ainda mais os preços. Ele poderia cortar os impostos sobre a renda e sobre o lucro, bem como todos os impostos que incidem sobre a folha de pagamento, o que daria uma boa sobra de caixa e permitiria que as empresas aéreas brasileiras reinvestissem seu maior lucro e diminuíssem o preço das passagens.

    O governo pode fazer várias coisas para ajudar as empresas aéreas e o consumidor brasileiro, mas todas essas coisas envolvem fazer menos.
  • anônimo  05/07/2016 03:07
    O mais importante é privatizar o dinheiro.

    O link abaixo mostra que houve fraude na casa da moeda.

    oglobo.globo.com/economia/pf-prende-ex-coordenador-da-receita-por-fraude-casa-da-moeda-19434148
  • Pai véio  05/07/2016 05:36
    A nossa sorte foi que o FHC deu um tapa na pantera e resolveu vender a porra toda.

    A situação está melhorando. Pelo menos agora não é preciso ir até a Holando ou Jamaica.

    O Uruguai está bem mais perto.

  • Leandro Campos  05/07/2016 05:47
    Bonito no papel, mas tudo continua igual, privatizando ou mantendo estatais, nada muda.
  • Matheus  05/07/2016 10:49
    Os 2 tipos de keynesianismo , inflacionário, por jogar dinheiro na economia e o estrutural, construindo infraestutura , a segunda intervenção foi a melhor para o Brasil , veja no governo militar , criou-se estradas, a ponte Rio-Niterói , as usinas hidrelétricas e nucleares . Odeio ter que admitir que essa intervenção foi boa. "Há males que vêm para o bem."
  • Nachtergaele  05/07/2016 11:52
    Você acabou de dar um perfeito exemplo de como se fazer uma análise imediatista da economia. Você analisou apenas aquilo que você viu, e ignorou tudo o que você não viu.

    Que a ponte Rio-Niterói tenha sido ótima para aquela pequena fatia de cariocas e niteroiense que a utilizam diariamente, isso é indiscutível.

    Falta agora você chegar para aquele piauiense aposentado que viu seu antigo INPS sendo desviado para a construção da ponte e convencê-lo de que ter sua aposentadoria espoliada em prol do bem-estar de alguns míseros fluminenses foi um sacrifício patriótico.


    Os fundos da previdência foram usados para construir não só a Ponte, como também Brasília e Furnas. Uma simples googlada mostra vários artigos sobre isso.

    www.ambito-juridico.com.br/site/?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=11761

    www.icb.ufmg.br/labs/lpf/PREVIDENCIA-PARA-TODOS,98.html

    www.sudarcyadvocacia.com.br/pdf/DE_ONDE_SAIU_O_DINHEIRO_PARA_CONSTRUIR_BRASILIA_E_A_PONTE_RIO_NITEROI_ETC.pdf

    www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=%22ponte%20rio-niteroi%22%2C%20%22previdencia%22&source=web&cd=9&ved=0CGAQFjAI&url=http%3A%2F%2Fwww.camara.gov.br%2Fsileg%2Fintegras%2F155952.doc&ei=lDH2UbaIHZCK9QSg-4EQ&usg=AFQjCNEHaHGI8PJUSFMnP_-GEnpBIMlq1Q
  • anônimo  05/07/2016 14:23
    Prezado Ubiratan,

    "Por isso, a hora de privatizar sem medo pode ter chegado."

    Excelente artigo o seu. Brasil precisa de reformas de fundo de modo urgente.

    Gostaria de salientar que caso as privatizações sejam efetuadas, não acabem como no caso argentino. O assunto deve ser gerido com muita cautela.

    Ref:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=66
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1562

    Por outro lado, Brasil devera formar quadros de economistas baseados em currículos novos, com matérias diferentes das atuais ensinadas.

  • anônimo  05/07/2016 14:42
    Ref: https://argentinasalvajizada.wordpress.com/2011/05/04/%c2%bfargentinos-tan-atrasados/

    Anteúltimo paragrafo:

    Cabe recordar que Sarmiento contrato maestras de Boston, para educarnos, las cuales enseñaron a maestras argentinas la forma de enseñar masivamente a leer y escribir y otras cosas, a los atrasados relativamente que eran nuestros antepasados. O sea, importo materia gris que no teniamos. Igual hicieron cuando yo era chico en la AFA, la asociacion de futbol suyos referis eran desconfiables, supuestamente por coimeros, y CONTRATARON REFEREES INGLESES, que trabajaron varios años, y uno era Mr. Hartley.
  • Felipe Lange S. B. S.  06/07/2016 00:29
    Mais um ótimo artigo! Parabéns aos dois!

    Leandro, 2016, ano de eleição. Você acha que um prefeito seria capaz de desburocratizar e desmonopolizar o setor de táxis e de transporte coletivo? Vou dar um exemplo de uma cidade onde moro, Mococa-SP, com 68 mil habitantes.
  • Thiago  06/07/2016 01:18
    O prefeito tem o poder de sancionar ou vetar qualquer projeto de lei a esse respeito. No caso da Uber, até há alguma chance. No caso dos transportes, não prenda a respiração.
  • Alvaro Clip  09/07/2016 13:35
    Acho tudo exposto válido em um país com uma economia de mercado consolidada. Aqui no Brasil, quase ninguém aplica no mercado de valores mobiliários, isto é, há pouco disponível no mercado privado o que talvez justifique a intervenção do estado sim.

    A iniciativa privada para investimentos no setor elétrico, por exemplo, vai captar ou no bndes ou como sócio do governo. Então esse modelo super privado na prática não existe.

    Só uma correção: o governo sabe sim a demanda de energia elétrica no país. O mercado de leilão de energia simula bem um mercado perfeito de oferta e procura da energia. As distribuidoras são responsáveis por essa informação e a maioria é privada.

  • Leandro  09/07/2016 14:06
    "Acho tudo exposto válido em um país com uma economia de mercado consolidada. Aqui no Brasil, quase ninguém aplica no mercado de valores mobiliários"

    Óbvio que quase ninguém aplica. Quem é que vai ser louco de aplicar em ações e em debêntures de empresas em uma economia que foi completamente destruída pelo governo?

    Mais ainda: quem é que vai se arriscar nessas coisas sabendo que há títulos do governo extremamente seguros que pagam 14,25% ao ano? E que há títulos que pagam inflação mais 6,20% ao ano?

    Aliás, é realmente incrível que ainda haja gente disposta a correr risco no mercado mobiliário privado quando há o governo destruindo a economia e, ao mesmo tempo, fornecendo títulos com alto retorno e risco quase zero.

    Ou seja, qual é a entidade que está causando toda essa distorção?

    "isto é, há pouco disponível no mercado privado o que talvez justifique a intervenção do estado sim."

    Essa lógica é incrível. Foi exatamente essa intervenção do estado que destruiu a economia e gerou todo o descalabro. E foi por isso que todos reduziram sua exposição ao mercado privado e correram para a segurança dos títulos do governo.

    E aí você diz que esse cenário de descalabro criado pelo governo é a prova de que precisamos de ainda mais intervenção do governo?

    "A iniciativa privada para investimentos no setor elétrico, por exemplo, vai captar ou no bndes ou como sócio do governo. Então esse modelo super privado na prática não existe."

    Posso apenas sugerir que você estude um pouco mais da história do setor elétrico no Brasil. Quando ainda havia algum livre mercado no Brasil, com plena liberdade de entrada das empresas estrangeiras, o setor elétrico se expandiu por meios totalmente privados.

    Leia um relato histórico neste artigo, o qual também mostra como o governo, respondendo aos interesses de grupos nacionalistas, começou a fechar o setor:

    Os primórdios do setor elétrico no Brasil - o mercado fornecia, o governo atrapalhava

    "O mercado de leilão de energia simula bem um mercado perfeito de oferta e procura da energia. As distribuidoras são responsáveis por essa informação e a maioria é privada."

    E tudo funcionava relativamente bem, até o governo Dilma resolver interferir também neste setor.

    Em 2012, o governo unilateralmente decidiu revogar os contratos de concessão das empresas de geração e transmissão de energia (os quais terminariam entre 2014 e 2018) com o intuito de fazer novos contratos e impor tarifas menores.

    Com o ataque às geradoras e transmissoras, as distribuidoras ficaram sem alternativa e tiveram de recorrer ao mercado de energia de curto prazo, no qual os preços negociados são muito superiores em relação aos ofertados pelas geradoras que ficaram sob intervenção. As distribuidoras ficaram desabastecidas e endividadas.

    Consequentemente, o Tesouro -- ou seja, nós, os pagadores de impostos -- começou a repassar dinheiro para as distribuidoras, garantindo artificialmente a política de tarifas baratas. O endividamento do governo aumentou.

    Desculpe, mas isso não é exatamente um mercado privado e livre de interferência estatal.

    E muito menos tudo isso que foi narrado evidencia que precisamos de ainda mais interferência estatal neste setor.
  • Emerson Luis  11/07/2016 10:52

    Sobre o número de cidades brasileiras, a maior parte delas só consegue sobreviver economicamente graças ao subsídio federal.

    Dos impostos arrecadados por uma cidade brasileira, apenas 5% ficam no próprio município; 25% vai para o respectivo estado e 70% vai para a União, que redistribui do jeito que vocês sabem. Não são apenas diversos Estados que recebem mais do que produzem, mas também muitos municípios.

    Descentralização e princípio da subsidiariedade já!

    * * *
  • Coeficiente 100%  26/07/2016 20:02
    A dura realidade nacional:

    "Quase 61% dos brasileiros são contra privatizações":

    www.financista.com.br/noticias/exclusivo-quase-61-dos-brasileiros-sao-contra-privatizacoes
  • Pessimista  26/07/2016 20:27
    O problema é que a palavra privatização não é bem vista.

    O segredo é usar um termo melhor, como liberalizar. Pode até deixar a estatal lá, mas apenas libere o setor para novos entrantes (e nós sabemos que a estatal quebrará).
  • Bruno  30/08/2016 00:49
    Como ficaria a segurança do espaço aéreo, livre da ANAC e Infraero? Existe algum pais para servir de exemplo? Um artigo sobre o assunto seria bem-vindo.
  • Auxiliar  30/08/2016 03:42
    "Existe algum país para servir de exemplo?"

    Sim. Canadá e Suíça.

    "Um artigo sobre o assunto seria bem-vindo."

    Já há.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=866
  • Bruno  30/08/2016 17:13
    Grato!
  • Jorge  10/10/2016 03:21
    Perfeito.
    Tenho apenas uma dúvida.
    Quando à extração dos não-renováveis, como o petróleo, minério de ferro, etc, da mesma forma que no socialismo é impossível se ter um cálculo de valores, como fica a relação do cálculo de valores para essas riquezas e o benefício (não me refiro ao lucro em si, mas benefício mesmo) para o país exportador? Me parece difícil concordar com um país deter fontes de petróleo e, no entanto, não deter o poder de atribuir valor para exportá-lo, se esse valor é regulado pelo mercado em si.
    Uma vez que aquela riqueza um dia acabará, acho que não deveria ser vendida mas sim protegida, no entanto, se é preciso vender por algum motivo, o melhor não seria garantir que ao menos o preço fosse de alguma forma determinado pelo país que tem o produto (não sei como seria feito isso) e o lucro ficasse dentro do país, investindo em programas que beneficiassem a população e o país em si?
    Eu faço uma analogia com o território. Imagine que se começasse a vender a soberania de terrenos. A China, em um futuro distante, compra o território de uma cidade interiorana e sub-desenvolvida do Brasil e agora é território chinês. Paga então o valor de mercado de um espaço qualquer. Então transformam o espaço em uma cidade altamente desenvolvida, indústria 4.0, internet jamais vista, sustentabilidade, auto-suficiência energética, enfim, o paraíso. O povo que quiser morar lá, pagará seus impostos à China. Isso pode parecer bom porque, de qualquer forma, o país não estava sabendo utilizar aquele território, e o Brasil é imenso, então, nada melhor que vender o que está sobrando, gerar uma renda com isso e alguém de fora oferecer uma administração melhor de um espaço territorial do planeta, afinal somos todos humanos e o planeta é de todos nós. No entanto, isso é um absurdo, afinal, é o território do país que está em jogo, é a soberania, é um pedaço do país que se perdeu, é inimaginável! Mas, e se trocarmos o "território" por petróleo, ferro, nióbio, ouro, etc? O que quero dizer é que talvez a finitude das riquezas naturais seja condição para a não-abertura de concorrência. Ou será que não faz diferença?
  • Diogo  14/10/2016 22:24
    A Petrobras só torna a nossa vida mais cara

    A Petrobras decidiu baixar o preço dos combustíveis porque concorrentes estavam importando gasolina e diesel mais baratos e ganhando mercado em cima da estatal.

    Ou seja, ao baratear os combustíveis, a Petrobras mostra mais uma vez que só serve para tornar a nossa vida mais cara.

    www.oantagonista.com/posts/a-petrobras-so-torna-a-nossa-vida-mais-cara
  • Mario  24/10/2016 17:40
    Enquanto isso, na Eletrobrás:

    Além dos R$ 3,5 bilhões que o governo injetará na empresa, já aprovados pelo Congresso na semana passada, a estatal precisa de mais um dinheirinho extra: coisa de R$ 1 bilhão.

    Por quê? Para quitar pendências junto à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

    www.valor.com.br/empresas/4754065/governo-prepara-aporte-adicional-de-r-1-bilhao-na-eletrobras

    Aguardemos as ferozes críticas da esquerda...
  • Fabio Souza  05/01/2017 22:52
    Adorei o texto, curto e com linguagem muito acessível. Apesar de ser leigo em economia, minha formação é em Analise e Desenvolvimento de Sistemas, foi claro entender o quanto será difícil implementar estas políticas se não houver uma mobilização por parte da sociedade civil.
    Infelizmente, e digo com pesar, não vejo quem represente estas ideias no congresso nacional atualmente.
    Mesmo Temer não tem apoio substancial, dentro da própria base, para conseguir levar adiante o mínimo desta reforma tão necessária ao país.
    Se depender dos carteis já estabelecidos no Brasil a desestatização jamais ocorrerá, e este é o grupo que mais me preocupa, pois, as grandes empresas que vivem da proteção do Estado atuam no congresso nacional formando diversas bancadas realizando o lobbying por nicho de atuação.
    A privatização é algo menos oneroso para ser implementada, pois os efeitos são mais facilmente visíveis para a população como um todo. Além disto, não enfrenta a resistência de grupos com força representativamente significante no congresso.
    Ademais seria interessante conhecer os políticos ou partidos que sustentem estas ideias, pois dar apoio a estes já seria um bom início.
    Queria agradecer primeiramente ao Instituto Ludwig Von Mises Brasil por disponibilizar este conteúdo ao público em geral e aos autores Ubiratan Jorge Iorio e Leandro Roque pelo excelente trabalho.

  • Irineu  22/03/2017 03:02
    Tenho 4 perguntas, que acredito que vocês do Mises Brasil são os mais apitos a responder, se puderem eu agradeço.

    1. Por que as maiores petrolíferas do mundo são estatais?
    2. Por que os países que mais exportam petróleo (com exceção dos EUA) possuem estatais petrolíferas?
    3. E verdade que, os lucros da Petrobras como estatal são maiores que as arrecadações em impostos se fosse privada?
    4. Árabia Saudita (2º lugar em produção de petróleo), Rússia (3º lugar), China (5º lugar) provam que estatais dá bons retornos?

    Obrigado, o quanto mais detalhados forem nas repostas, mais eu agradeço, podem ter certeza eu vou ler tudo.
  • Especialista  22/03/2017 13:19
    "Por que as maiores petrolíferas do mundo são estatais?"

    Já começou mal. Eis a lista das 10 maiores:

    1ª - Exxon Mobil (americana, privada)
    2ª - PetroChina (chinesa, estatal mas com ações em bolsa)
    3ª - Royal Dutch Shell (britânica e holandesa, privada)
    4ª - British Petroleum (britânica, privada)
    5ª - Chevron (americana, privada)
    6ª - Gazprom (russa, estatal mas com ações em bolsa)
    7ª - Total (francesa, privada)
    8ª - Sinopec (chinesa, estatal mas com ações em bolsa)
    9ª - Petrobras (brasileira, estatal mas com ações em bolsa )
    10ª - Rosneft (russa, estatal mas com ações em bolsa)

    exame.abril.com.br/negocios/as-10-maiores-petroleiras-do-mundo-petrobras-e-a-nona/

    "Por que os países que mais exportam petróleo (com exceção dos EUA) possuem estatais petrolíferas?"

    Os países que mais exportam petróleo são os árabes e alguns africanos. E por motivos óbvios: eles bóiam sobre a commodity. Só que suas estatais nem sequer figuram nas 10 mais. Não há ali empresas do Irã, da Arábia Saudita, da Nigéria e nem de qualquer outro lugar daquela região do mundo.

    Aliás, nem sequer a norueguesa Statoil (aquele portento da "eficiência", que vende a gasolina mais cara do mundo) está na lista. O país é o único desenvolvido que bóia sobre o petróleo, cobra a gasolina mais cara, mas sua estatal nem sequer chega às 10 mais.

    No mais, chamo atenção para a sua exceção: "com exceção dos EUA"

    E que exceção, hein? O país não é autossuficiente, tem de importar gasolina, não tem estatais no ramo, e ainda emplaca duas petrolíferas entre as 10 maiores do mundo.

    "E verdade que, os lucros da Petrobras como estatal são maiores que as arrecadações em impostos se fosse privada?"

    Quais lucros?

    Petrobras perde quase R$ 15 bilhões e tem prejuízo pelo terceiro ano seguido

    Um setor petrolífero nas mãos do estado gera muito dinheiro para políticos, burocratas, sindicatos e demais apaniguados. Isso é tentador. A teoria diz que toda e qualquer gerência governamental sobre uma atividade econômica sempre estará subordinada a ineficiências criadas por conchavos políticos, a esquemas de propina em licitações, a loteamentos de cargos para apadrinhados políticos e a monumentais desvios de verba. No setor petrolífero, Venezuela, Nigéria e todos os países do Oriente Médio comprovam essa teoria.

    Um setor ser gerido pelo governo significa apenas que ele opera sem precisar se sujeitar ao mecanismo de lucros e prejuízos. Todos os déficits operacionais serão cobertos pelo Tesouro, que vai utilizar o dinheiro confiscado via impostos dos desafortunados cidadãos. Um empreendimento estatal não precisa de incentivos, pois não sofre concorrência financeira — seus fundos, oriundos do Tesouro, em tese são infinitos. O interesse do consumidor é a última variável a ser considerada.

    No setor petrolífero brasileiro, o dinheiro é retirado do subsolo e despejado no buraco sem fundo da burocracia, da corrupção, dos privilégios e das mamatas. Todos os governos estaduais e todos os políticos do país querem uma fatia deste dinheiro para subsidiar suas burocracias e programas estatais preferidos. Consequentemente, em todos os setores em que esse dinheiro é gasto, ele é desperdiçado. Como é economicamente impossível o governo produzir algo de real valor, ele na prática apenas consome os ativos e a riqueza do país.

    Caso o setor petrolífero estivesse sob o controle de empresas privadas, todo o dinheiro retirado do subsolo seria de propriedade destas empresas e de seus acionistas. Sim, haveria impostos sobre esse dinheiro. Mas a maior parte dele ainda iria para mãos privadas. É assim nos EUA e em vários países da Europa. Tal arranjo mantém o dinheiro longe das mãos do governo e dos demais parasitas, e garante que a produção e a distribuição sempre ocorrerão estritamente de acordo com interesses de mercado, e não de acordo com conveniências políticas.

    "Árabia Saudita (2º lugar em produção de petróleo), Rússia (3º lugar), China (5º lugar) provam que estatais dá bons retornos?"

    Como ilustrado pelo ranking das 10 mais, a conclusão correta é exatamente oposta. Tais países bóiam sobre petróleo, mas suas estatais nem sequer conseguem ser eficientes.

    Se há uma coisa que podemos concluir de tudo isso, é que boiar sobre o petróleo e ter o setor gerenciado por estatais é garantia de ineficiência.

    Em tempo: Venezuela, Nigéria e vários países africanos também bóiam sobre o petróleo e têm estatais dominando o setor. Eis a prova de que "estatais dão um bom retorno".
  • anônimo  22/03/2017 19:04
    Mas já li aqui que o alto preço da gasolina na Noruega decorre da pesada carga tributária que incide sobre o produto. Não fosse por isso, não seria barata?
  • Rafael  22/03/2017 19:25
    Aqui onde? Qual artigo? Outra coisa: por que a Statoil não está entre as 10 maiores petrolíferas do mundo? A Noruega bóia sobre petróleo e exporta para vários lugares. E, no entanto, sua petrolífera estatal consegue apanhar até mesmo de petrolífera privada francesa (para não dizer das britânicas e holandesas).
  • Ex-microempresario  22/03/2017 23:02
    A Noruega não "boia sobre petróleo".

    A Noruega tem direitos territoriais sobre uma parte dos campos petrolíferos do Mar do Norte (a outra parte é do Reino Unido). O campo começou a ser explorado nos anos 80 e está em declínio - campos de petróleo não duram para sempre. Provavelmente a Statoil será extinta dentro de 10 ou 20 anos, quando a exploração dos campos se tornar anti-econômica.

    A Statoil não foi criada para ser uma "grande petrolífera" ou para competir no mercado. Foi criada especificamente para explorar o Mar do Norte, única reserva de petróleo da Noruega, e entregar os lucros ao governo, que os aplica em um fundo teoricamente "a prova de políticos". Não é muito liberal, mas está funcionando bem melhor do que a Venezuela, a Nigéria, ou até mesmo a Arábia Saudita.
  • Emerson  22/03/2017 23:08
    Então piorou ainda mais. Ela explora a mesma região que a British Petroleum, mas apanha feio desta. E ainda vende gasolina mais cara.
  • anônimo  23/03/2017 03:53
    Rafael, foi no seguinte comentário.



  • anônimo  26/03/2017 04:20
    Outra coisa:

    A Statoil goza de algum monopólio? Somente ela que fornece a gasolina que é consumida na Noruega?
  • Fofão  30/06/2017 08:49
    https://lucianoayan.com/2017/06/24/quando-vao-dar-uma-medalha-ao-presidente-da-eletrobras-que-denunciou-safados/

    Quando um burocrata admite o óbvio é porque a coisa está realmente feia.
  • Thiago Silva Dorneles  25/07/2017 18:57
    Empresas privadas vão à falência? Nunca vi isso. Não conheço nenhum caso. O que vi e o que vejo é dinheiro público injetado em empresas privadas e perdão generalizado das dívidas, a custos públicos, do contribuinte.
  • Ex-microempresario  25/07/2017 21:33
    Empresas privadas de verdade vão à falência, sim, caro, Thiago, mesmo que vc nunca tenha visto. (ou não queria ver, sei lá).

    Você está falando é de empresas "privadas pero no mucho", amiguinhas do governo. Ironicamente, o povo brasileiro parece adorar estas empresas.
  • MAURICIO YUZURI  28/07/2017 19:26
    Diante de uma suposta privatização desta empresas. Como evitaríamos a criação de monopolios e carteis entre essas empresas no futuro?
  • Realista  28/07/2017 19:31
    Como exatamente são formados os cartéis? Quem os sustenta?

    Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, TV a cabo, internet, postos de gasolina etc.).

    Quem cria cartéis, oligopólios, monopólios e reservas de mercado, garantindo grandes concentrações financeiras, é e sempre foi exatamente o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (via agências reguladoras), seja por meio de subsídios a empresas favoritas, seja por meio do protecionismo via obstrução de importações, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

    Artigos:

    A diferença entre iniciativa privada e livre iniciativa - ou: você é pró-mercado ou pró-empresa?

    Grandes empresas odeiam o livre mercado

    Precisamos falar sobre o "capitalismo de quadrilhas"

    Por que o livre mercado é o arranjo mais temido pelos grandes empresários

    Brasil versus Romênia - até quando nosso mercado de internet continuará fechado pelo governo?

    O estado agigantado gerou o estado oculto, que é quem realmente governa o país

    Empresas grandes, ineficientes e anti-éticas só prosperam em mercados protegidos e regulados


    Por outro lado, não há e nem nunca houve monopólios no livre mercado. Empiria pura. Pode conferir aqui:

    Monopólio e livre mercado - uma antítese

    O mito do monopólio natural

  • MAURICIO YUZURI  28/07/2017 20:03
    Mas no caso de 2 ou mais empresas se unirem para manter o preço que desejam criando uma falsa concorrência e prejudicando o consumidor?
  • Rafael  28/07/2017 20:15
    Se o preço for alto, nova concorrência surgirá para abocanhar toda a fatia de mercado não atendida (e, com isso, auferir enormes lucros).

    Se o preço for baixo, então o consumidor já está atendido.

    Leia os artigos sugeridos. Não há e nem nunca houve na história do mundo um cartel sem a ajuda do estado. Nenhum cartel se sustenta sem a proteção do estado. A única instituição que pode bloquear a livre concorrência e garantir reservas de mercado é o estado.
  • MAURICIO YUZURI  28/07/2017 22:59
    Acabei lendo os artigos e confesso que não tinha essa visão. Obrigado pelos ótimos artigos e espero compreender melhor do assunto com o tempo. Só uma última questão. Quer dizer que só diminuindo o poder do Estado realmente teremos um livre mercado atuando no Brasil ou seria necessário muito mais do que isso?
  • Thomas  29/07/2017 01:40
    Seria o começo e já seria um grande avanço. Seria imprescindível, mas seria necessário muito mais: uma desregulamentação total e um profundo corte de gastos impostos. Só para começar.
  • MAURICIO YUZURI  29/07/2017 13:58
    Obrigado pelos comentários. Um grande abraço.
  • Cristiano  18/09/2017 19:06
    A Dilma tem razão. A Eletrobras é uma holding, uma casca que abriga diversas geradoras e transmissoras de energia estaduais e federais dos rincões do Brasil.

    Para privatizar basta vender os ativos detidos pela holding e distribuir o resultado para a união e fim de papo.

    Mas o projeto energético brasileiro não foi feito pra dar lucro. Foi feito para colonizar e povoar o vasto território nacional.

    Numa economia de mercado, diversas regiões hoje seriam grandes vazios demográficos de natureza intocada (jamais teríamos o menino do acre no acre), foi apenas a mentalidade nacionalista (integralista) que moveu grande parte da integração nacional e a Eletrobrás é um pedaço desse projeto.

    O que muitos liberais não entendem é que ao permitir a alocação de capitais via preço de mercado, essa estrovenga disforme e disfuncional chamada "Brasil" não teria a menor razão de ser (como não tem, de fato).

    A Dilma fala pelo establishment político que pensa o "Brasil oficial" e nisso ela está certa.


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