A descentralização chegou: qualquer um pode ser empreendedor sem ter de pedir autorização ao estado

E se cada indivíduo deste planeta, independentemente de sua classe social, idioma ou nacionalidade, pudesse abrir uma loja de comércio varejista cujos produtos estejam disponíveis para todos? 

Ainda mais importante: e se ele pudesse fazer isso sem ter de pedir permissão para nenhum burocrata?  Para completar: e se não houvesse nenhum obstáculo artificialmente criado pelo estado no caminho dessa pessoa?

Isso não era possível há 12 meses.  Mas hoje já é.

E se esse empreendimento pudesse ofertar bens e serviços em troca de pagamentos oriundos de qualquer parte do mundo, mas sem ter de recorrer a bancos, a qualquer sistema de pagamento convencional, ou a qualquer outro intermediário financeiro?

Isso não era possível antes da invenção das criptomoedas, mas hoje já é.

E se esse empreendimento fosse tão descentralizado, que nenhum governo no mundo pudesse fechá-lo?

Ninguém poderia imaginar isso há uma década, mas já é a realidade hoje.

A tecnologia que tornou tudo isso possível não é nenhum site de internet, mas sim um aplicativo que qualquer pessoa pode baixar gratuitamente.  Foi lançado recentemente e já está sendo utilizado por milhares de pessoas ao redor do mundo.

Ele se chama OpenBazaar e seu endereço é OpenBazaar.org.

Seu slogan é "Livre mercado para todos. Sem taxas. Sem restrições."

Como dito, qualquer pessoa pode baixar o aplicativo, fazer compras e montar seu próprio empreendimento, sem taxas, sem ter de recorrer a extensões, sem ter de instalar recursos adicionais (os famigerados plugins) e sem ser submetido a nenhuma outra exigência irritante.  O sistema de pagamento é a moeda digital internacional, o Bitcoin, que não depende de nenhum sistema financeiro e monetário nacional.

A plataforma do OpenBazaar, assim como a plataforma do Bitcoin, não possui um ponto central de falha, de modo que é impossível ele ser perseguido, fechado e destruído pelos governos.

A plataforma opera sob o sistema peer-to-peer (arquitetura de redes de computadores em que cada um dos pontos ou nós da rede funciona tanto como cliente quanto como servidor, permitindo compartilhamentos de serviços e dados sem a necessidade de um servidor central), de modo que não é necessário pedir nenhuma permissão para terceiros.

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E aí surge a pergunta: se não há uma supervisão central, como é que o comprador e o vendedor poderão se certificar de que a outra parte cumpriu o combinado?  Como pode o comprador ter a garantia de que o vendedor não irá simplesmente pegar o dinheiro e sumiu?  Como pode o vendedor saber se o comprador realmente pagou pela mercadoria que já foi enviada?

A plataforma utiliza outra inovação, que foi criada há apenas alguns anos: ela se chama multisig ou multi-assinatura.

O OpenBazaar explica:

Se ambos concordam com um preço, então o cliente cria um contrato entre vocês dois com a sua assinatura digital, e envia esse contrato para um terceiro, que será o moderador.  Esses moderadores também são pessoas que utilizam a rede do OpenBazaar — pode ser tanto o seu vizinho quanto uma pessoa do outro lado do planeta —, nas quais o comprador e o vendedor confiam caso algo dê errado.  Esse moderador visualiza o contrato e cria uma conta multisig para a qual o Bitcoin deve ser enviado.  Essa conta requer que duas de três pessoas dêem o seu ciente para que o Bitcoin possa ser liberado.

O comprador então envia a quantia mutuamente acordada para o endereço multisig.  Você recebe uma notificação dizendo que comprador enviou os fundos para o endereço, e então você envia a mercadoria e notifica que ela foi enviada.  O comprador a recebe alguns dias depois e notifica que a recebeu.  Isso irá liberar os fundos do endereço multisig para você.  Você recebeu seus Bitcoins e o comprador recebeu a mercadoria.  Nenhuma taxa foi cobrada, ninguém impediu a sua transação comercial.  Todos estão satisfeitos.

Para que tal invenção fosse possível, era necessário antes de tudo existir o Bitcoin, o qual surgiu em 2009 como resposta à urgente necessidade de se ter uma moeda que pudesse ser transacionada pela internet, que operasse fora das fronteiras determinadas pelos governos e que não fosse controlada por nenhum Banco Central.  A própria invenção do Bitcoin baseou-se nas inovações ocorridas nos sistemas de processamento distribuído, na criptografia, e em registros contábeis (armazenados nas nuvens) que mantêm um registro histórico de quem é dono de quê.  (Veja um resumo aqui).

Com o surgimento agora do OpenBazaar, podemos testemunhar mais um tijolo sendo colocado na construção de uma infraestrutura comercial globalmente aberta, expansível para toda a população humana e que funciona fora das estrutura legais de qualquer país.  Trata-se de uma tremenda dádiva criada pela genialidade humana e um inequívoco sinal auspicioso quanto às perspectivas para a nossa liberdade.

Tijolo por tijolo

E, no entanto, cada inovação depende de várias inovações anteriores.  E é por isso que ninguém deveria se esquecer do que realmente deu impulso a essa conquista.  O Silk Road (fevereiro de 2011 a outubro de 2014) foi o primeiro e mais famoso mercado digital a aceitar o Bitcoin.  Ele foi fechado pelo governo americano porque havia se tornado um meio para a distribuição de produtos como a maconha, que hoje já se tornou lícita em vários locais.  Por estar à frente do seu tempo, o fundador e criador Ross Ulbricht foi condenado a nada menos que duas sentenças de prisão perpétua.

A inovação varejista de Ross inspirou outros a verem o extraordinário potencial da ideia.  O Silk Road errou exatamente em ser muito centralizado.  Tão logo o FBI descobriu seu administrador, os burocratas o capturaram com a janela do admin aberta, e com isso conseguiram acesso a todos os dados.

Isso não é possível de acontecer com o OpenBazaar, pois a própria plataforma é literalmente distribuída por todo o mundo; e, assim como o Bitcoin, que se comporta como uma hidra, a plataforma do OpenBazaar se aproveita da ordem espontânea e sem fronteiras do espaço digital de uma maneira que maximiza a liberdade humana.

Sempre que falamos sobre essas inovações, é difícil resistir à tentação de falar em detalhes sobre essa extraordinária tecnologia.  Porém, em última instância, não estamos realmente falando de tecnologia; não estamos realmente falando de criptografia, redes distribuídas, sistemas de pagamento multisig e afins; estamos, isso sim, falando da incessante busca de cada ser humano por sua autonomia universal, livre de amarras artificiais criadas por burocratas.  É realmente disso que estamos falando.

Tenho em mente uma mulher simples em Moçambique, desesperadoramente pobre, mas com um grande talento para a costura.  Talvez ela seja boa em fazer belas gravatas-borboletas artesanais.  Ela possui um smartphone com acesso à internet, cujo custo muito provavelmente chega a um quarto da sua renda.  Com essa rede, ela pode alcançar todo o planeta com seu produto, e até mesmo construir um grande negócio.  Com o desenvolvimento e difusão do Bitcoin, ela pode auferir uma renda que irá se tornar um capital a ser investido na expansão de seu empreendimento, o qual poderá agora se tornar muito próspero, com uma clientela literalmente global.

Não foram as ajudas estrangeiras ou os governos que fizeram isso. Foi o poder do empreendedorismo na era digital.  Graças a tecnologias como o OpenBazaar, nosso longo prazo está mais promissor.

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SOBRE O AUTOR



O estado matou a liberdade dos açougues em prol dos empresários corporativistas

Há dez anos havia uma predominância muito maior de açougues de bairro. Eram comércios na maioria das vezes confiáveis e a procedência das carnes normalmente não era tão duvidosa quanto a vendida no supermercado.

Geralmente os donos desses açougues eram pais de família que manipulavam a carne com certo rigor, contratavam gente da vizinhança pra dar aquela força no comércio, faziam o bom e velho fiado pra quem não podia pagar na hora, enfim, era um tempo onde havia maior proximidade entre os produtos de consumo e o consumidor.

Mas eis que apareceu o governo e suas "bondades". E aí o açougueiro foi para o abismo com uma série de taxações, regulações, decretos, portarias, leis inúteis, legislações pesadas e tudo o mais necessário para acabar com um negócio promissor e confiável sob a desculpa de proteger os clientes daquele "malvadão" que – absurdo! – quer trabalhar e lucrar com o comércio de carnes.

E são tantas regras "protecionistas" que, sabendo da impossibilidade dos donos em cumpri-las de forma plena, os fiscais do governo se aproveitam da situação para caçar "irregularidades" como "a cor da parede", pedindo aquele salário mínimo para assinar o alvará de funcionamento.

Enquanto isso, o estado isentou as grandes empresas de impostos e multas sempre que possível, bem como das regras sanitárias que o açougueiro da esquina tem que cumprir. Enquanto o dono do açougue do bairro era impedido de obter uma mísera linha de crédito para investir em seu negócio, o governo fornecia uma gorda verba para as grandes empresas por meio do BNDES.

E veio o período maquiavélico de "aos amigos os favores, aos inimigos a lei", onde não há nada que impeça as grandes empresas. As dívidas caíam de 1 bilhão para 320 milhões, a "fiscalização" sanitária se tornou aliada e o Ministério da Agricultura passou a conceder seus selos livremente para os amigos do governo. Claro que isso teve um custo, pago com aquela verba pra campanha eleitoral para "resolver" tudo.

E o resultado não poderia ser diferente: nos baseando na confiança em um selo estatal e no sorriso técnico do Tony Ramos afirmando que "carne confiável tem nome!".

O corporativismo, ou seja, a aliança entre estado e grandes empresários, nos trouxe resultados deploráveis. Mas o malvado continua sendo o seu José da esquina, aquele que queria vender suas carnes e terminou fechando por excesso de burocracia estatal. Enquanto isso, os corporativistas da JBS, BRF e companhia cairão no esquecimento em breve.

O corporativismo brasileiro é um desastre sem fim.
Prezado Paulo, você reclama que teve emprego e salário, mas não ganhava tanto quanto os funcionários mais antigos e experientes. Você foi contratado a um salário menor e achou isso injusto. Queria já chegar ganhando o mesmo tanto que funcionários melhores e mais experientes, que já estavam lá há anos. É isso mesmo?

Não posso acreditar.

Outra coisa: você teve salário e emprego (e ainda teve plano de saúde!) graças à possibilidade de terceirização. E se fosse proibida a contratação de terceirizados? Será que você teria tido esse emprego e esse salário? Será que você sequer teria tido essa chance?

Desculpe, mas parece que você está cuspindo no prato que comeu. Você teve emprego e renda (e plano de saúde!) graças a uma liberdade de contrato, e agora vem dizer que essa liberdade foi ruim para você? Bom mesmo seria se o mercado de trabalho fosse restrito. Aí sim você já seria contratado como presidente...

É interessante como você parte do princípio de que o mundo não só lhe deve emprego e renda (e plano de saúde!), como ainda lhe deve um emprego extremamente bem-remunerado imediatamente após a contratação (você já quer entrar ganhando o mesmo tanto que os funcionários mais antigos e experientes).

De fato, ainda estamos deitados em berço esplêndido. Aqui todo mundo só quer saber de direitos.


P.S.: ainda no aguardo de você responder à pergunta do Leandro (a que aparentemente te deixou assim tão zangado): a terceirização nada mais é do que permitir que uma pessoa tenha maior liberdade para contratar outra pessoa para fazer um trabalho. Só isso. Qual exatamente seria um argumento racional e respeitável contra esse acordo voluntário e livremente firmado entre duas partes?

ARTIGOS - ÚLTIMOS 7 DIAS

  • Capital Imoral  23/06/2016 15:35
    quero ver quando a receita federal descobrir essa brincadeira (na verdade vou entrar em contato com um amigo da receita, para denunciar esse artigo) e acabar com a brincadeirinha dos neoliberais.

    Tomara que os correios aperte o cerco, e seja proibido transações via internet.
    Openbazaar vai cair bebe =D
  • Vanderlei  23/06/2016 16:30
    Blz, pra isso só precisa fechar a intrnet brasileira inteira, vai lá, super vai dar certo
    (Ignora que somos libertários, e não neo liberais)
  • Renato Andrade  27/06/2016 05:54
    Esse sujeito (Capital Imoral) parece uma criança mimizenta e retardada, que quando não gosta alguma coisa, vai correndo contar para a mamãe. Pelo pseudônimo é um socialista, e como todo socialista é um doente mental e invejoso. Ele acha que vai conseguir ter respaldo na Receita Federal, kkk!!! DUVIDO que a Receita de atenção a ele! Mas DUVIDO MESMO!!! E eis a prova científica no link de que ele é um retardado!

    https://lucianoayan.com/2013/02/26/o-psiquiatra-lyle-rossiter-nos-comprova-que-o-esquerdismo-e-uma-doenca-mental/
  • JOSE F F OLIVEIRA  23/06/2016 17:49
    A velha CRENÇA, que mesmo o CAVALO estando LIVRE, mas a MENTE está CONDICIONADA [zumbi] que EXISTE um CABRESTO[o ESTADO] na SUA CABEÇA.O " OpenBazaar ", com certeza trará uma NOVA AURORA DE NEGÓCIOS, que na OPERACIONALIZAÇÃO,na PRÁTICA, na CRIATIVIDADE,na SEGURANÇA e de tornarmos em UMA ALDEIA GLOBAL para os EMPREENDEDORES de Boa Fé e Racionais.O BITCOIN vai Viabilizar tudo isso e muito mais.PARABÉNS. Captei a Lógica do seu artigo.
  • Mateus Menezes  24/06/2016 13:32
    José, seus CAPSLOCK ta quebrado?
  • Kynox  23/06/2016 21:26
    Só para não perder o hábito: Neoliberalismo não existe.
  • Fabio  24/06/2016 12:21
    Precisaríamos apenas de um sistema descentralizado similar para envio de mercadorias pelo mundo, que passasse por fora das aduanas mundiais. Aí, seria perfeito.
  • Flavio Freitas  07/11/2016 13:35
    Em breve , muito em breve !!
  • Andre Henrique  25/06/2016 16:42
    Se a humanidade, desde seus primórdios, tivesse o cérebro privilegiado do Capital Imoral, ainda estaríamos vivendo confortavelmente em nossas cavernas, aproveitando todos os luxos daquela época e com expectativa de vida de 17 anos de idade.
  • Oneide teixeira  23/06/2016 15:53
    O que vai impedir de toda a criminalidade usar e abusar do sistema?
    Vou poder comprar um artefato nuclear e usa lo em Brasilia.
    Eu vou poder comprar 500 ak 47 e começar uma nova guerrilha no Araguaia?
  • Magno  23/06/2016 16:16
    Ué, compra a bomba nuclear e posta uma foto aí pra gente ver.

    É absolutamente inacreditável a mentalidade totalitária. Basta um autoritário ver que há pessoas vivendo sem estar sob o jugo de burocratas, que ele automaticamente dá chiliques, tem um faniquito e sai prevendo catástrofes nucleares (essas, aliás, sempre forem feitas por governos).

    Afinal, sem o controle estatal, é impossível o mundo viver de forma pacífica e ordeira. Quem mantém a paz e a ordem são os políticos, como o brasileiro muito bem sabe.

    Sua sabujice é sem fim.
  • anônimo  23/06/2016 17:04
    E se um meteoro cair na terra ?

    Ou se tiver uma invasão alien ?

    O que seu estado vai poder fazer ?

    Cada uma uma...

    que viagem

    hahaha
  • Oneide teixeira  23/06/2016 19:52
    Só faltou me acusar de "fascista, fascista, fascista" tem liberal que não é muito diferente de petista militonto.
    Mas vamos adiante, tentando dialogar.
    Eu não sou totalitário pelo contrário, eu sou um cético que não acredita em unicórnios rosas comunistas ou libertários utópicos.
    Mas o que vai impedir da criminalidade usar e abusar do sistema fica a pergunta.
    E é uma pergunta legitima que eu esperava uma resposta "adulta".

  • Thomás  23/06/2016 20:43
    Você vem aqui insinuar que tudo deve ser proibido -- porque senão nêgo vai comprar bomba atômica e jogar nos outros -- e ainda tem a pachorra de exigir que os outros lhe tratem como adulto?!

    O senso de proporção do brasileiro, e sua infinita propensão ao vitimismo e ao coitadismo, são realmente abissais?

    Haverá comércio de armas por essa plataforma? Torço muito para que sim! Hoje, em que o estado manda em tudo, não posso comprar nem um mísero .32 para proteger minha família.

    P.S.: como você não respondeu às perguntas acima, vou reforçá-las: como é que aqueles traficantes das favelas do Rio possuem AR-15, granadas, bazucas e AK-47? Eles compraram no OpenBazaar? Pela sua lógica, deve ter sido. Aliás, não era para o estado ter impedido que essas armas chegassem, via aeroporto do Galeão, às mãos desses criminosos? Parece que o estado falhou, né? Ah, mas para me proibir de comprar pacificamente um .32 ele não falha. E com o seu aval.
  • Paulo Azevedo  24/06/2016 01:42
    onedie,

    não viaja na maionese, oneide, você não sabe me que século está?
  • QUERO A MAMÃE  24/06/2016 12:26
    O que vai impedir o ladrão de usar carro pra transporta seus produtos roubados? o estato precisa proibir o carro pra todos então?
  • Edujatahy  24/06/2016 14:12
    Resposta adulta se dá para perguntas sérias.
    Perguntar o que irá impedir o elemento de comprar uma bomba aromática é típico de crianças infantis (e depois são os "libertários" que acreditam em unicórnios cor de rosa).

    Em vez de simplesmente reconhecer o absurdo do que perguntou volta com ainda mais arrogância se achando superior aos outros. Patético.
  • Edujatahy  24/06/2016 15:03
    *aromática = atômica. Peço desculpas pelo corretor automático.
  • Andre Cavalcante  24/06/2016 14:30

    "Só faltou me acusar de "fascista, fascista, fascista" tem liberal que não é muito diferente de petista militonto."


    Sim, Oneide

    Você é uma fascista, apesar de não querer ser ou achar que não é. Por definição:

    "O fascismo é o sistema de governo que opera em conluio com grandes empresas (as quais são favorecidas economicamente pelo governo), que carteliza o setor privado, planeja centralizadamente a economia subsidiando grandes empresários com boas conexões políticas, exalta o poder estatal como sendo a fonte de toda a ordem, nega direitos e liberdades fundamentais aos indivíduos (como a liberdade de empreender em qualquer mercado que queira) e torna o poder executivo o senhor irrestrito da sociedade."

    Vide www.significados.com.br/fascismo/.

    Achar que somente um governo pode criar condições para que "criminosos" não abusem do sistema (sendo que o sistema é em si criminoso) é sim ser fascista.


    "Eu não sou totalitário pelo contrário, eu sou um cético que não acredita em unicórnios rosas comunistas ou libertários utópicos."

    Sim, você é totalitária, só não quer admitir isso!

    Libertarianismo não é utopia porque é possível (nada na lógica ou na natureza, exceto um estado, impediriam o estabelecimento dos princípios de não agressão, que são a base do movimento libertário.

    Já comunismo é totalmente impossível. Portanto, faz bem em não acreditar em unicórnios rosas comunistas.


    "Mas o que vai impedir da criminalidade usar e abusar do sistema fica a pergunta."

    O que impede hoje a criminalidade de abusar do sistema? Resposta: as pessoas de bem!

    Acho que a resposta é atemporal.

    --

    Sabe qual é o problema do fascista? Achar que nada além dele presta.


  • João  24/06/2016 20:07
    Na verdade, Oneide, não há resposta para isso, daí o tripudiar sobre sua legítima pergunta.

  • Edujatahy  24/06/2016 21:24
    Este João é um troll. Legítima pergunta? Uma bomba atômica seria vendida em site pela internet? É patético. Só pode ser brincadeira.
  • Eduardo Mendes  25/06/2016 09:11
    Oneide,

    Até entendo seus questionamentos. E existe sim resposta para ele : ninguém consegue impedir um criminoso de atuar de forma criminosa. O que os libertários combatem é a idéia lançada pelos Governos de que o Estado "organizado" consegue impedir os criminosos de atuarem de forma criminosa. O que sempre digo é o seguinte : a sociedade não é pior do que é porque a maioria é gente do bem, que madruga todos os dias para ir trabalhar e que mantém uma certa paz em suas relações interpessoais. E isso independe de governo, teorias ou idéias geniais.
  • Pessimista  23/06/2016 16:20
    "Vou poder comprar um artefato nuclear e usa lo em Brasilia."

    Ah claro, porque um artefato nuclear é muito simples de se produzir. Quando achar um vendedor me avisa, tá.

    "Eu vou poder comprar 500 ak 47 e começar uma nova guerrilha no Araguaia?"

    Você já pode comprar uma ak 47, traficantes analfabetos já conseguem achar uma, e você não?

    O que te impedirá de fazer uma guerrilha não é a disponibilidade de uma AK 47.
  • coringa  23/06/2016 16:27
    As bombas nucleares sempre foram usadas pelos governos. Além disso, existem grupos na internet que investigam se realmente existem bombas nucleares ou não.
  • Viking  23/06/2016 16:49
    e o que mesmo que impede a criminalidade hoje?
  • saoPaulo  24/06/2016 09:25
    Vou poder comprar um artefato nuclear e usa lo em Brasilia.
    Ué, não entendi. Você está argumentando contra ou a favor do aplicativo?
  • rlpda  24/06/2016 13:43
    Oneide, o que impede hoje um criminoso de comprar um fuzil ou cem fuzis?
  • Renan  23/06/2016 16:03
    Ate que chega a pata do "DIABO ESTADO" e fala em regulamentação que é a palavra bonitinha pra controlar.
  • Renato  23/06/2016 17:16
    Reclamam do estado e não batem naqueles que mantém o estado: A CLASSE POLÍTICA.

    Se queremos ficar livres dessa corja temos que aos poucos alertar a todos sobre como é danoso para o bolso das pessoas e para os cofres do país a existência dessa classe parasitária chamada político.

    Em artigos anteriores eu percebi o aumento dos interessados que gostaram da minha ideia de criar um grupo para essa finalidade: A ELIMINAÇÃO DOS POLÍTICOS COMO CLASSE.

    Eu já expus aqui um principio de como iniciaríamos essa empreitada:

    Criaríamos um empreendimento para a função de alerta aos empreendedores. Sejam eles pequenos, médios ou grandes empreendedores.

    Um grupo poderia ser criado, mostrando o nosso cartão de visita, para fazer o trabalho de divulgação entre os empresários. Assim que contratados, de comum acordo com os mesmos (troca voluntária), estabeleceríamos um preço razoável para começar a imprimir cartilhas explicando as pessoas, dentro do estabelecimento do contratante, se assim esse desejar, mais principalmente nas ruas.

    Poderíamos também criar grupos de associados para que cada vez mais a mensagem de anti-políticos ganhasse mais força através de palestras e encontros.

    Mostraríamos aos poucos para as pessoas que pagar impostos é uma falácia. Só serve para sustentar a classe política...e também mostraríamos a existência de moedas digitais, como o bitcoin, por exemplo, para o empresário e para as pessoas comuns.

    Aos poucos vamos tirar essa mentalidade estatal da cabeça das pessoas.

    Como eu sou da CIDADE do Rio de Janeiro, ficaria melhor que pessoas daqui entrassem em contato comigo.

    Trabalharíamos como se fossemos "fantasmas". O investimento seria feito diretamente com empresários que assim solicitasse nosso serviço.

    É claro que esse grupo crescendo vamos criar e ter contato com pessoas de outros estados e até mesmo em nações estrangeiras.

    Para os interessados meu email é galenoeu@gmail.com
  • Ciro Gomes destroi NeoLiberaloides  23/06/2016 17:54
    Ciro Mito destroi neo liberaloides. CHUPEM! Duvido um de vocês destroir os argumentos desse mito

    https://www.youtube.com/watch?v=HWVTEVCs3So
  • Ivan  24/06/2016 00:24
    Hahaha... você veio só para sacanear.
    Lembra que ele perguntou "acabar com ministério da bilhão? "
    Só trocou o presidente do BNDES e deu 100 bilhões de economia, imagina acabar com todos os ministérios.
    Vai troar em outro lugar.
  • anônimo  23/06/2016 17:55
    O Silk Road tava envolvido até em homicídio:
  • anônimo  23/06/2016 19:11
    Não, não estava.E a maior prova disso é que o próprio estado que devia ser o maior interessado nunca foi atrás de provar nada dessas acusações.
  • Igmar  23/06/2016 19:18
    Será mesmo?

    The government also accused Ross Ulbricht of paying for the murders of at least five people, but there is no evidence that the murders were actually carried out, and the accusations never became formal charges against Ulbricht.

    www.dailydot.com/crime/silk-road-murder-charges-ross-ulbricht/

    O que tem de otário que cai em carochinha inventada por burocrata do governo… Merece.
  • saoPaulo  24/06/2016 09:31
    Hum, interessante.
    Então, segundo sua lógica, se alguém usar email criptografado para contratar assassinos, deveríamos proibir emails criptografados.
    Se alguém usar máscara para contratar um assassino, deveríamos proibir máscaras.
    Se alguém usar um celular para contratar um assassino, deveríamos proibir celulares.
  • anônimo  23/06/2016 17:57
    O que vai impedir isso se transforme numa ferramenta do crime como o Silk Road?
  • Pedro  23/06/2016 19:01
    O mesmo que impede que um garfo ou uma bola de boliche seja usado para o crime.
  • Fernando Ulrich  23/06/2016 19:06
    As mesmas forças que impedirão um celular, um carro, ou um lápis de ser usado no crime.
  • Andre Cavalcante  23/06/2016 19:31
    Nada. Exatamente como em qualquer mercado livre, se existe compradores existem vendedores. Só existiu crime no Silk Road porque o estado definiu que vender maconha é crime.

  • Vinícius  23/06/2016 18:33
    Desculpa a minha ignorância mas...quantos reais vale 1 bitcoin ?

    quem controla a cotação do bitcoin ?
  • Pedro  23/06/2016 18:58
    Neste momento 1 Bitcoin vale R$2400. Algo por volta de U$625.

    Ninguém controla o valor do Bitcoin.
    Ele é totalmente descentralizado, sendo comprado/vendido por qualquer um, em bolsas (sites) online.
    Destas transações deriva o seu valor.
  • Raquel Luz  23/06/2016 19:02
    Vinicius, atualmente o BitCoin se encontra a mais de R$2.000 segundo o Mercado Bitcoin e esse valor é muito variável durante o todo o dia.

    Você pode ler e tirar muitas dúvidas também aqui
  • Henrique Zucatelli  23/06/2016 19:00
    Só tem um pequeno probleminha nisso tudo: as fronteiras, e falo por experiência própria.

    Mesmo que a moeda seja cripto e livre do fisco, comércio de bens físicos envolvem logística, que normalmente passa por alfândegas com controle pesado do Estado.

    Talvez funcione em partes para pequenas mercadorias em território nacional de países razoavelmente desenvolvidos, com serviços de entrega descentralizados como nos EUA, mas o grosso da economia vai continuar sob o status quo.
  • anônimo  23/06/2016 19:15
    Como se faz pra mandar um produto pro exterior?
    Nunca fiz isso mas agora estou pensando no caso
  • Vinicius  23/06/2016 19:28
    Pois é... eu fiquei pensando nessa historinha da costureira de Moçambique... como que ela vai mandar as gravatas ? Ela não vai pagar os correios com Bitcoins ? O Estado de Moçambique não poderia entrar nesse momento e confiscar isso ?
    Digamos que ela tenha algum dinheiro local e consiga enviar as gravatas...como ela transformaria os Bitcoins em moeda local ? Vale a pena gerar uma "riqueza" em Bitcoins se isso não refletir na realidade dela lá em Moçambique ? Tenho muitas dúvidas sobre isso... alguem poderia esclarecer ?
  • Moraes  23/06/2016 20:59
    "Ela não vai pagar os correios com Bitcoins ?"

    Não. Ele vende os Bitcoins em troca de dólares em uma conta bancária -- não há dificuldade nenhuma em encontrar outras pessoas ao redor do mundo que troque Bitocoin por dólar -- e agora em posse de dólares nessa conta bancáira, essa mulher tranquilamente pode vender essa conta bancária em troca da moeda de Moçambique.

    Não sei se você sabe mas é exatamente isso que exportadores fazem. Ao exportar, eles adquirem a propriedade de uma conta bancária em dólares nos EUA. Ato contínuo, eles vendem a propriedade dessa conta para quem quer importar e precisa de dólares.

    "O Estado de Moçambique não poderia entrar nesse momento e confiscar isso ?"

    Confiscar o quê?

    "Digamos que ela tenha algum dinheiro local e consiga enviar as gravatas...como ela transformaria os Bitcoins em moeda local ?"

    Explicado acima.


    De resto, vale ressaltar que a liberdade é um processo longo e trabalhoso. Ninguém disse que você já receberia tudo prontinho, da noite para o dia. O caminho já foi iniciado (a plataforma para o livre comércio já foi criada e traz enormes possibilidades de ascensão social); agora cabe aos outros descobrir uma maneira de driblar essas outras barreiras governamentais locais impostas por governos de países atrasados.
  • Silvinho  29/06/2016 20:29
    Amigos, sobre a questão da artesã de Moçambique, ela pode sim com o lucro pagar suas despesas, já que pode converter Bitcoins em cartão de credito pré-pago com o ADVcash, bandeira mastercard, e usar normalmente este cartão em Moçambique, pagar matéria prima, correios e etc, simples assim. Não há limites.
  • Rafael Andrade  23/06/2016 23:51
    De fato, é uma lacuna que falta a gente quebrar a cabeça para preenchê-la: como tornar o fluxo a nível global de bens físicos (e isso inclui pessoas) de forma livre e desimpedida, esquivando-se de aduanas, blitzes, alfândegas etc?
    Já tem gente experiente na logística "negra". Talvez devêssemos aprender com eles.
  • Tannhauser  24/06/2016 16:05
    Drones?
  • Léo Carvalho  23/06/2016 19:57
    Dúvida honesta, sem ironia (peço, por favor, respostas claras, sem ironia também):

    Sendo o Bitcoin uma moeda digital e sem lastro (do ouro, por exemplo), o que a diferencia dos dígitos eletrônicos criados no sistema bancário de reservas fracionárias?
  • Guilherme  23/06/2016 20:31
    Não é moeda de curso forçado, não é monopólio do estado, só usa quem quer, não está sujeita a manipulações de um Banco Central, não é afetada negativamente pelas políticas fiscais do governo, não pode ser inflacionada de acordo com o capricho de políticos, não pode ser multiplicada pelo sistema bancário.

    Acho que tá bom, né?
  • Trader Carioca  23/06/2016 20:38
    Léo Carvalho,

    Tem alguns artigos nesse site falando sobre Bitcoins.

    Mas de cabeça, sem grandes detalhes, podemos citar:


    1) Não há um emissor. Portanto não há como um governo imprimir dinheiro como na Venezuela. A quantidade de bitcoins cresce segundo uma curva conhecida desde hoje por todos. Assim é previsível qual será a quantidade de moeda no futuro. Como diversos artigos deste site mostram, as emissões descontroladas de dinheiro levam à inflação. Portanto, se ao invés de uma moeda nacional como o Real, usássemos todos o Bitcoin, seria muito mais complexo para o governo "criar" essa inflação que temos hoje.

    2) É difícil, em alguns casos impossível, identificar o dono da moeda ou as partes envolvidas em uma transação. Sendo assim, há como evitar ser assaltado pelo governo.

    Existem outros pontos como a possível redução do custo de remessa de dinheiro, mas sua pergunta foca no sistema monetário.
  • Leo Carvalho  23/06/2016 20:50
    Valeu, Guilherme e Trader Carioca!

    Minha dúvida era mais relacionada ao valor em si do Bitcoin.

    Comparei-o aos "dígitos eletrônicos" por também ser fiduciária, mas pela explicação de vocês, percebi a confusão que fiz. Percebo, agora, que a grande crítica aos "dígitos eletrônicos" advém da manipulação dos BCs, ou seja, das interferências dos estados, gerando distorções. Por outro lado, o Bitcoin estaria sujeito às leis de mercado, tendo um "preço"/valor realmente justo.

    É isso mesmo?
  • Andre Cavalcante  24/06/2016 13:59
    A única diferença efetiva está na emissão.

    Moedas fiduciárias governamentais são emitidas conforme critérios políticos (vide o Brasil).

    Moedas criptográficas (como o Bitcoin) são emitidas por leis matemáticas, portanto, são estáveis, por natureza e definição.

    De resto são dígitos eletrônicos, que as pessoas vão valorizar mais ou menos conforme a sua confiança no sistema.

    Uma outra diferença, que na verdade é um corolário do posto acima, é que os dígitos eletrônicos gerados na rede Bitcoin (os bitcoins) são efetivamente dígitos eletrônicos escassos, não sendo possível copiá-los, duplicá-los ou usá-los em duas transações diferentes.

    Pelo valor e usos atuais, o Bitcoin ainda tem muito que amadurecer para merecer a confiança dos agente econômicos. Por hora, ainda é apenas uma experimentação. Entretanto, como se percebe já está dando frutos.

    Me lembra uma discussão que tive anos atrás aqui mesmo no IMB, que o bitcoin não é moeda porque não tem "valor intrínseco" (seja lá o que isso signifique, dado que um dos motivos que os antigos escolheram para usar o ouro como moeda foi justamente o fato que ele não servia pra muita coisa). Pois bem, para um monte de código (seja o programa, seja os bitcoins em si [que são a unidade da blockchain], seja a rede P2P que sustenta tudo isso), até que tem tido muito valor, pois não?

    PS.: em software, cópia e duplicação são coisas distintas :).

  • Leo Carvalho  24/06/2016 21:38
    Muitíssimo obrigado pelas explicações, Andre Cavalcante! Abordou exatamente os pontos da minha dúvida!
  • alberto  07/11/2016 14:09
    Acho que ninguém respondeu um ponto importante da sua dúvida: Bitcoin possui valor intrínseco. Existem redes de computador intermináveis que mineram e realizam transações, profissionais e empresas para permitir a rede funcionar e tem custos para realizar essas operações.
    Outra diferença da moeda fiduciária é que novas unidades de bitcoin são geradas com uma escala programada, diferente da moeda fiduciária que você usou de exemplo, que é gerado de acordo com política do estado.
  • Blogueiro sujo  23/06/2016 20:05
    O problema do Brasil é o EXCESSO de livre mercado, em detrimento da ação benevolente do Estado.

    Por aqui o "Deus Mercado" pode tudo.
  • Vander  23/06/2016 22:06
    Também achei interessante a idéia.

    Só tenho um pequeno porém: a internet está cada vez mais nas mãos de governos. Ou vocês acham que o tal "marco civil da internet", considerado prioridade número 1 pelo PT à tempos atrás, serve realmente para tornar a internet "livre"?

    Só concordo com a idéia desse artigo quando a internet realmente estiver livre das mãos de governos, totalmente descentralizada e com a garantia de que EU não seja rastreável, pois caso contrário, sabemos que governos desesperados podem fazer qualquer coisa para sobreviver, inclusive desligar a internet, se for o caso.
  • Douglas  24/06/2016 00:43
    Na China fazem isso.

    Certas coisas na internet são impossíveis de serem acessadas dentro do território chinês.
  • Andre Cavalcante  24/06/2016 14:13
    Veja:

    No front político: https://www.google.com/intl/pt-BR/takeaction/whats-at-stake/

    No tecnológico: tecnologia.uol.com.br/dicas/tor-permite-navegacao-anonima-na-internet.htm ou www.techspot.com/downloads/6243-freegate.html

    E sim, funciona mesmo debaixo do backbone da China: abcnews.go.com/Technology/story?id=4707107&page=1

    É óbvio que, se um governo tirano te pega com um software desses instalado vc vai ter muitos problemas...


  • Humberto  25/06/2016 00:29
    A questão não é funcionar ou não na China, sempre o Mercado Negro vai existir. A questão é que muito menos pessoas acessarão tais softwares e usarão tais serviços.
    Se fosse tão simples assim, todos os países teriam quase a mesma liberdade econômica, independente de quais tipos de governos e burocracias que eles possuem.
  • Andre Cavalcante  26/06/2016 23:53
    Daí a necessidade de um front político. Nenhuma tecnologia vai poder te assegurar se alguém apontar uma arma para a sua cabeça. Os sequestros relâmpagos estão aí pra confirmar isso. Só que, em vez de um bandido qualquer fazer isso (apontar a arma contra a sua cabeça), for o estado, então temos que ter um combate político intenso para manter um mínimo de liberdade.

    Abraços
  • Vander  23/06/2016 22:10
    Nada a ver com o artigo, mas gostaria de mostrar a que ponto nossos governos estão chegando:

    Aconteceu aqui em Porto Alegre/RS -> Projeto obriga famílias a adotarem cães e gatos na Capital.

  • ANDRE LUIS  24/06/2016 03:26
    Obrigado IMB pela dica valiosa. Fico feliz em ver o crescente interesse deste prestigiado instituto pela plataforma blockchain P2P. A meu ver esse é o caminho.
    Afinal de contas Bill Gates não precisou lutar contra o sindicato dos datilógrafos, certo? Para vencer a tirania basta acender uma vela.
  • Rodrigo  24/06/2016 13:31
    A linha direta só existe quando voce planta sua propria batata e a troca pelo litro de leite que vai consumir, o que nao é o caso. Enquanto o custo para se obter uma BitCoin for maior em um país que em outro ou o custo de producao de um bem for maior em um lugar que em outro, tudo permanece do mesmo jeito...

    Enquanto voce tiver que comprar alguma coisa (computador) e pagar para usa-lo (energia eletrica) sempre haverá intermediários.. em vez de VISA agora chama CEMIG, Light, EletroPaulo.. em vez de Amazon, agora chama DELL, HP ou Positivo... em vez de Bradesco ou Itaú, agora vc terá uma Cloud da Microsoft, Google ou Amazon para guardar suas BitCoins (ou guarde em casa mesmo como nossos bisavós fazim.. apenas trocamos o colchao pelo nosso Notebook).

    e a vida segue.
  • rlpda  24/06/2016 13:57
    Neste e em outros artigos, na sessão de comentários, invariavelmente aparecem sujeitos escancaradamente caricatos (Blogueiro sujo, Capital Imoral, Filósofo da USP, etc.) e noto que algumas pessoas perdem um tempo enorme rebatendo esses humoristas...
    Pra mim soa como ouvir uma piada de papagaio e comentar: Ei, Papagaios não falam!
    Não acho que os moderadores devam bloquear esses comentaristas, como já disse, garantem boas risadas. Mas não percamos tempo fazendo análise de piadas!
  • Andre  24/06/2016 14:03
    Começou a temporada de secessões.
    Façam as inscrições de suas regiões, estados e cidades.
  • Sociólogo da UFBA  24/06/2016 17:44
    É um absurdo as pessoas acharem que essa conversa de "liberdade" vai resolver o problema dos mais pobres.

    Vcs que denominam "libertários" não gostam de ver pobre em aeroporto!
  • CARLOS  24/06/2016 18:49
    só podia vir de um apedeuta com diploma, filhote de Paulo freire.....

    O QUE POBRE RECISA SEU CRAPULO E DE LIBERDADE....LIBERDADE DE EMPREENDER.....

    NÃO DE MAIS GOVERNO....
  • JOSE F F OLIVEIRA  25/06/2016 12:13
    Mais um ZUMBI da Seita[Sociólogo da UFBA]. Aliás os CAs, de Humanas, das Universidades Públicas, com raríssima exceção, é um ANTRO, onde o TERRITÓRIO é demarcado pelos esses IDIOTAS ÚTEIS, e por conseguinte, vão DIFUNDIREM, esse ENGODO doutrinário aprendido.
  • mauricio barbosa  25/06/2016 00:39
    Enquanto o governo não inventar um modo de burlar e confisca-los para sua carteira,sim pois logo,logo o governo irá querer arrecadar em Bitcoin,só acho que eles não encontrarão ninguém para pagar,a não ser na base da chantagem física que nem a Máfia italiana.

    Bom,enquanto isso não acontecer usar Bitcoin será uma alternativa lucrativa e recomendo começar aos poucos,até o mercado bombar de vez e ela se tornar a moeda universal.
  • Andre Cavalcante  27/06/2016 00:00
    Não é bem assim.

    Imagine que passemos a usar bitcoins no Brasil. Seria possível ao estado impor os impostos?
    Sim, e facilmente. Boa parte da tributação atual é "na fonte", isso significa que independente se você recebe reais ou bitcoins, vai pagar a mesma coisa.

    Também há uma série de transações econômicas que você vai querer que seu nome/cpf apareça. Por exemplo, ao comprar uma TV, você vai querer ter uma garantia legal de poder ir na assistência técnica em caso de problemas. Para isso seu nome e/ou cpf deverão aparecer em algum documento com valor legal (a nota fiscal) e, portanto, a transação poderá ser passível de impostos, independente da moeda que se usa na transação.

    E, para as demais transações, o estado pode simplesmente tributar "por lucro presumido" ou criar uma tarifa flat para restaurantes, supermercados etc. Se não pagar, não pode funcionar etc.

    Então, dá sim para se tributar em bitcoins. É mais difícil pegar pequenas transações e aquelas em que voc? quer efetivamente ficar anônimo, mas as demais é até fácil.

  • mauricio barbosa  27/06/2016 12:58
    A grande vantagem do BitCoin é ela não ser uma moeda inflacionaria e ter varias outras moedas digitais concorrentes,e o maligno do estado ficará restrito(Se quiser continuar existindo)a cobrança do imposto de renda e olhe lá,pois terá de usar a força bruta para cobrar essa taxa horrenda e poderá vir a se definhar ao sofrer o ataque de milícias concorrentes,é um exercício de futurologia,mas o caminho está aberto para sairmos do controle da besta estatista e lutar-mos por nossas liberdades individuais,enfim viva a Liberdade de escolha e abaixo o totalitarismo velado ou não das forças do atraso que nos oprimem em nome de uma falsa proteção,liberdade e ordem, que o uso do BitCoin prospere e seja o caminho para a nossa libertação desse jugo do Leviatã.
  • Andre Cavalcante  27/06/2016 14:37
    A tecnologia ajuda, mas as pessoas tem que querer sair do aparato governamental.
    Se não, esquece.

    As tecnologias são: smart contracts, bitcoins, openbazar, ethereum, blocknotary.

    O bitcoin, assim como qualquer moeda, pode ser tributada, ou melhor dizendo, o que se tributa, não é a moeda em si, mas a transação econômica. A moeda é somente o meio de troca.

    A vantagem da adoção do bitcoin não é em relação à tributação, mas ao fato de ser naturalmente deflacionária, porque o crescimento das unidades monetárias é menor que o crescimento econômico. Assim, nenhum governo pode criar mais bitcoins que o previsto. Se um governo adotasse esta moeda (ou seu povo, o que forçaria o governo a adotá-la) é positivo porque inibe o crescimento exagerado do governo.

    Como ninguém pode criar bitcoins a partir do nada, então é uma moeda com 100% de "lastro", isto é, apesar de meros dígitos eletrônicos, somente os dígitos já minerados estão na economia. Não dá pra banco criar moeda e emprestar para o governo gastar. O governo teria que se contentar em pegar empréstimos de poupança genuína (portanto, escassa) e teria que pagar juros mais altos (qualquer coisa acima de zero, porque a economia em si se tornaria deflacionária). Então ele não poderia ficar rolando dívidas com uma moeda deste tipo. A única maneira dele efetivamente se financiar é por meio de imposto, o que leva a um limite possível de tributação e, obviamente, de gastos.
  • mauricio barbosa  27/06/2016 15:45
    Estamos girando,girando e falando a mesma coisa,ou seja a limitação do estado ou sua extinção é o desejo de todo aquele que se diz libertário,portanto o BitCoin é uma invenção pró-libertária e as moedas concorrentes nos liberta do monopolismo monetário e da opressão estatista,olha essa crise atual que estamos enfrentando,tudo isto por causa da ganância e de quimeras ideológicas ultrapassadas de psicopatas vermelhos no poder,quero ficar livre dessa cambada ou de qualquer outro populista de direita,enfim quero Liberdade ainda que tardia...
  • anônimo  27/06/2016 17:32
    Então lascou.
    O brasileiro médio sempre se vê como o beneficiado dos impostos, nunca como o hospedeiro que sustenta o parasita.
  • Emerson Luis  07/07/2016 13:51

    Muito interessante.

    Porém, os governos vão inventar todas as dificuldades que puderem.

    E os defensores do livre mercado terão que criar novas soluções.

    É uma "corrida armamentista" tecnológica.

    * * *


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